quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 08/08/2012

REFLEXÃO

O Evangelho de hoje nos revela a diferença fundamental entre o judaísmo e o cristianismo, entre as idéias do povo de Israel e as idéias que devem marcar a vida da Igreja. Para o povo de Israel, ele era o único povo de Deus e não poderia haver outro e as demais nações da terra não poderiam receber os benefícios de Deus. Para a Igreja, todos os homens e mulheres do mundo, de todas as classes, línguas e nações, são objetos da ação salvífica de Deus, de modo que a graça divina é para todos e a salvação é universal. No primeiro momento do Evangelho de hoje, Jesus nos mostra que é verdadeiramente um judeu, mas no segundo, nos mostra como verdadeiramente devemos ser e agir.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom José Geraldo da Cruz, AA, Bispo de Juazeiro - BA
NOTÍCIAS

Papa nomeia novo bispo para Campina Grande

O Santo Padre, o papa Bento XVI, transferiu na manhã de hoje, 8 de agosto, o bispo de Caicó (RN), dom frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, para a diocese vacante de Campina Grande (PB).

Dom Manoel nasceu Biritinga (BA) em 1954. Estudou Filosofia e Teologia no Seminário São Francisco de Assis, em Nova Veneza (SP). Tem mestrado em Ciência da Comunicação, na Pontifícia Universidade Salesiana, em Roma, e licenciatura em letras pela Universidade Católica de Salvador (BA).

O novo bispo de Campina Grande foi ministro provincial em Salvador (1998 e 2001) e exerceu o cargo de Definidor Geral para a América Latina junto à cúria geral dos Capuchinhos (2002 a 2006).

Seu lema episcopal é "Ide aos meus irmãos" (Jo 20,17).


Saudação ao novo bispo de Campina Grande

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe, com alegria, a nomeação de dom Manoel Delson Pedreira da Cruz como o novo bispo diocesano de Campina Grande (PB). O Papa Bento XVI envia à Igreja no Brasil, mais uma vez, com particular bondade e carinho, um pastor. Ele deixa a diocese de Caicó (RN) e vai suceder dom Jaime Vieira Rocha, a quem ele sucedera também na atual diocese.

Dom Delson, como é conhecido, é baiano, capuchinho, licenciado em Letras e mestre em Comunicação social. Além desta formação acadêmica, do itinerário percorrido no ministério como sacerdote quando exerceu diversos serviços em sua ordem religiosa tanto como ministro provincial como no trabalho junto ao governo geral como Definidor Geral, ele tem sido um pastor exemplar nas comunidades para as quais foi enviado como bispo.

Seu lema episcopal, "Ide aos meus irmãos" (Jo 20,17), espelha disponibilidade e inspiração para todos nós, seus irmãos no episcopado, o clero e todo o povo de Deus. Fazemos, nesse espírito, os melhores votos de que esse tempo que se inaugura seja pleno de frutos para a expansão do Reino de Deus entre nós.

Unimo-nos às comunidades da diocese de Caicó que envia, com generosidade, dom Delson a outra porção da Igreja. E estamos juntos com à diocese de Campina Grande que aguardou, com esperança, a chegada do novo bispo e que, agora, celebra, com satisfação, a nomeação do seu pastor. Damos um abraço agradecido ao Pe. Márcio Henrique que tem prestado seu serviço como administrador diocesano e cumprimentamos dom Delson manifestando nossa fraterna acolhida.

Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


Assessores da CNBB. Quem são e o que fazem?

A irmã Maria Irene Lopes dos Santos é assessora da CNBB. Ela faz parte de um grupo formado por sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos que servem ao Secretariado Geral e às comissões  episcopais de pastoral.  A maioria reside em Brasília (DF) e presta serviços com tempo integral e exclusivo na realização dos projetos de ajuda para os regionais e dioceses. Esse grupo convive na sede da Conferência e reúne-se, regularmente, com os bispos que compõem as comissões seguindo as orientações deles.

Os assessores, obedecendo indicações dos bispos de cada comissão episcopal, coordenam a elaboração e execução de projetos de formação e de mobilização pastoral em todo o Brasil. Ir. Irene, por exemplo, acompanha os eventos realizados em favor da animação pastoral da região que tem merecido atenção especial da Igreja em todo o Brasil.

No início do mês passado, na cidade de Santarém (PA), os bispos da região amazônica, o secretário geral da CNBB, acompanhados pelo Cardeal Claudio Hummes se reuniram com representantes do povo de todas as dioceses da região promoveram um encontro de avaliação e celebração da caminhada da Igreja. Ir. Irene esteve presente em todas as fases do evento. Desde a formulação da proposta, passando pelos  encaminhamentos que inclui providências em relação ao conteúdo dos eventos e da organização da estrutura, até coordenação geral durante o evento dando assistência aos bispos e aos outros participantes.

Ir. Irene, como os outros assessores das comissões episcopais, também tem rotina plena com contatos, articulações e preparação de material no dia a dia do trabalho realizado no escritório da sede da CNBB. Além disso, a assessora também faz os contatos necessários para a garantir a ação em conjunto com as outras comissões episcopais e atende aos pedidos da imprensa que se interessa por assuntos da Amazônia, mediante indicação do secretário geral.

O trabalho o assessor inclui ainda a participação em grandes eventos nacionais promovidos pela Conferência ou como representante dela em comissões, grupos ou comitivas formadas por outras organizações da sociedade civil. Em situações particulares, também cabe à assessoria acompanhar os bispos de suas respectivas comissões em celebrações ou encontros para os quais a comissão foi convidada. Cabe, por fim, ao assessor esboçar, acompanhar a provação e controlar a execução dos projetos especiais que são usados com o apoio de recursos externos e que exigem detalhado trabalho de exposição de motivações, coleta de informações sobre o impacto da realização desses encontros no interior das dioceses.

Além daqueles que estão nas comissões episcopais pastorais, há assessores que estão ligados diretamente à secretaria geral ou a organismos correlatos ou vinculados à CNBB. Internamente, eles se organizam por meio de encontros frequentes que são denominados de "GA" nos quais são feitos aprofundamentos de temas gerais, convívio fraterno e articulação do trabalho de todo o conjunto da ação evangelizadora da Igreja no Brasil.

Veja a lista dos atuais assessores da CNBB:

Comissão Episcopal para AmazôniaIr. Maria Irene Lopes dos Santos

Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida ConsagradaPe. Deusmar Jesus da SilvaPe. Valdecir Ferreira

Comissão Episcopal Pastoral para o LaicatoProf. Antônio Geraldo AguiarProf. Sérgio Ricardo Coutinho

Comissão Episcopal Pastoral para Ação Missionária e a Cooperação IntereclesialIr. Dirce Gomes da Silva

Comissão Episcopal Pastoral para a Animação bíblico-catequéticaMaria Cecília RoverPe. Décio José Walker

Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da FéPe. Antônio Luiz Catelan Ferreira

Comissão Episcopal Pastoral para a LiturgiaPe. José Carlos Sala Pe. Hernaldo Pinto Farias

Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religiosoPe. Elias Wolff

Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da PazPe. Ari Antônio dos ReisPe. Nelito Dornelas

Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e CulturaIr. Maria Eugênia Lloris AguadoProfª. Anísia de P. FigueiredoProf. Cesar Leandro Ribeiro

Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e FamíliaPe. Rafael FornasierPe. Wladimir Porreca

Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação SocialIr. Elide Maria FogolariPe. Clóvis Andrade Melo

Comissão Episcopal Pastoral para a JuventudePe. Carlos SávioPe. Antonio  Ramos do Prado


Assessores da CNBB ajustam projetos de pastoral e refletem sobre comunicação

Padre Francisco de Assis Wloch, subsecretário geral de pastoral da CNBB, responde pela colaboração direta com a coordenação da reunião dos assessores que é presidida por dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB. O encontro dos assessores (GA) se realiza nestes dias 7 e 8 de agosto de 2012, na sede da Conferência em Brasília. A formatação da pauta, incluindo o tempo disponível para cada pessoa que se apresenta, e outras providências para o bom andamento da reunião ficam aos cuidados do padre Chico, como é conhecido. Ele também anima as discussões dos assessores e garante a continuidade dos debates dos temas de uma reunião para a outra. Compete também a ele o registro e a informação que os assessores recebem sobre decisões, projetos, orientações e normas que saem da assembleia e dos conselhos (CONSEP e CP) da Conferência. O GA se reúne, com regularidade, para compartilhar o que cada comissão está realizando no serviço que presta à ação evangelizadora e para ajustar procedimentos de administração dos projetos que constam do Plano Quadrienal da CNBB. Nestes dias, este último assunto tem destaque especial. Os assessores estão empenhados no discernimento a respeito do contingenciamento de recursos para o financiam as atividades que ainda devem ser realizadas nas dioceses no segundo semestre deste ano.  Vistas as dificuldades de garantir a execução dos projetos por causa da precariedade dos recursos, também os assessores tomaram decisão de colaborar com parte de  suas gratificações financeiras fazendo uma doação conjunta. Parte da reunião do GA é dedicada a apresentação de temas que ajudem na formação permanente desses colaboradores especiais da Conferência. Neste encontro de agosto, o assunto previamente estabelecido foi a elaboração de políticas de comunicação para a CNBB. O subsecretário geral de pastoral acompanhou a preparação da exposição e, nesta quarta-feira, com a participação da Ir. Elide Fogolari e Pe. Clovis Andrade da Comissão da Comunicação e Pe. Rafael Vieira e Ir. Diego Joaquim, da assessoria de imprensa, teve início um processo de reflexão sobre o tema. A proposta apresentada foi da realização de um caminho com três passos metodológicos: o primeiro, uma avaliação geral de como estão os desafios da comunicação em todas as comissões e no inteiro secretariado geral; o segundo, já no próximo encontro do GA, um especialista em comunicação institucional virá para interpretar os levantamentos feitos neste mês; e o terceiro, elaboração de políticas de comunicação para serem cumpridas já no próximo ano.

Movimento Indígena promove mobilizações contra as violações de seus direitos

O Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado nesta quinta-feira, 9, foi a data escolhida pelo Movimento Indígena para uma série de mobilizações e atos públicos, em todo o território nacional, contra as crescentes violações de direitos promovidas pela política neodesenvolvimentista do governo Dilma Rousseff, aliado ao agronegócio e  demais setores interessados na exploração das terras indígenas e dos recursos naturais nelas existentes.

O capítulo mais recente e grave desses abusos patrocinados pelo Poder Executivo foi a publicação da Portaria 303, em 16 de julho de 2012, pela Advocacia Geral da União (AGU). Um instrumento jurídico claramente inconstitucional, que tem como único objetivo manipular uma decisão ainda não julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estender para todas as terras indígenas do país as condicionantes aplicadas à Terra indígena Raposa Serra do Sol, que ainda estão sujeitas à modificação ou anulação. Na prática, este ato desleal, que já trouxe enorme prejuízo ao encerrar todas as possibilidades de diálogo entre o governo federal e os povos indígenas, que não foram consultados sobre a medida, pode significar o fim da autonomia dos índios sobre seus territórios e a revisão das demarcações.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), entidade que representa nacionalmente o Movimento Indígena, soma forças ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e à Associação Nacional dos Servidores da Funai (ANSEF), neste dia nacional de protesto, para exigir a revogação da Portaria 303/2012, o fim de todas as iniciativas legislativas que ameaçam os direitos constitucionais dos povos indígenas e também a paralisação do desmonte promovido no órgão indigenista oficial, a Fundação Nacional do Índio (Funai).

Enquanto as comunidades e aldeias de todo o país estarão se mobilizando localmente para denunciar à opinião pública e à comunidade internacional o descaso, abuso e violências aos quais têm sido submetidas com a cumplicidade ou omissão do Estado, uma comissão de 15 lideranças, indicadas por cada região, estará esta semana em Brasília para a entrega de um manifesto que tem como objetivo alertar as autoridades federais para a gravidade desta situação.

Agenda em Brasília

A comissão de lideranças indígenas que estará em Brasília se reúne com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT/RS) e com o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Domingos Dutra (PT/MA), às 10 horas do dia 9. No período da tarde, as lideranças participam de audiência na 6ª Câmara, departamento responsável por assuntos relacionados à questão indígena, na Procuradoria Geral da República/ Ministério Público Federal.

No dia 10 de agosto, o grupo continua com outras articulações, prioritariamente junto ao Supremo Tribunal Federal.


Comissão para a Vida e a Família divulga critérios para a participação política dos cristãos

As eleições municipais se aproximam e, com elas, um dos mais importante exercício de cidadania, o voto. Por isso a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, a partir da orientação apresentada pela Doutrina Social da Igreja, apresenta aos membros das famílias brasileiras, em especial as católicas, alguns critérios de vida e família na escolha dos candidatos.

A partir da tarefa específica de orientar os cristãos para julgar a situação social, política e econômica no qual estão inseridos, no texto a seguir composto pelo presidente da Comissão, dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), são descritos critérios para a participação política dos cristãos, necessários para a escolha dos candidatos para as próximas eleições.

Leia o texto na íntegra:

Eleições Municipais - 2012

1. A promoção da família

A família é o primeiro lugar no qual a pessoa tem a possibilidade de crescer, realiza sua humanidade, encontra terreno para o seu pleno desenvolvimento. A família nasce da liberdade das pessoas e corresponde ao desígnio de Deus. O amor humano, vivido na plena reciprocidade de afetos e de responsabilidade, alcança sua plenitude quando se funda no sacramento do matrimônio e dá vida a um vínculo entre o homem e a mulher que se amam, que tem dimensão pública, estável, fiel, é aberto a gerar vida e a acolhê-la, protegido pela indissolubilidade, alimentado pela presença de Jesus Cristo morto e ressuscitado. A família expressa a maior cooperação entre os sexos e entre as gerações, pois seus membros vivem o dom sincero de si até com sacrifício próprio para o bem do outro, imitando Jesus que se doa a nós até o fim, experimentando a mais intensa comunhão entre pessoas, conforme a imagem da Santíssima Trindade. Por isso, a família difunde no seu interior e ao seu redor um clima de cuidados e de solidariedade, constituindo assim o maior recurso para a pessoa e para a sociedade. A Igreja se preocupa com a forte tendência da cultura atual que não mais valoriza o dom de si para o bem do outro, antes, dá o privilégio ao bem estar individual, até mesmo com sacrifício de outros, como documenta a decisão do STF que privilegia o bem estar da mãe, sacrificando a vida do seu bebê portador de anencefalia. Esta tendência transborda os limites jurídicos, torna-se mentalidade comum e está na origem da maioria dos conflitos familiares, das agressões, das violências, do descaso. A família constroi um estilo de vida que promove a solidariedade e a paz, e isto é de interesse  de toda a sociedade. Por isso, ela merece ser protegida e não descaracterizada pelo Estado como acontece quando qualquer união com base afetiva é a ela equiparada, mesmo faltando as características que a identificam.

2. A liberdade de educação

É o princípio que afirma a liberdade dos pais de educarem os filhos na visão que, a seu juízo, mais desenvolve a pessoa humana. Trata-se da defesa da liberdade para todos. Todos têm o direito de fazer crescer os filhos dentro de uma determinada visão que contém una riqueza de valores, de cultura e de perspectivas de desenvolvi¬mento. Quando escolas públicas ou privadas se arrogam o direito de dar uma "formação" contrária aos interesses dos pais, como no caso de equívocas orientações no campo da sexualidade, os pais têm o direito garantido pela Constituição e o dever de reivindicar com todos os meios legais que que seja respeitada a educação que eles querem para seus filhos. Os cató-licos, defendendo a liberdade de educação prestam serviço a todos os pais. Trata-se de uma luta pela afirmação e pelo desenvolvimento de uma identidade cultural que constitui, juntamente com outras identidades, o tecido do povo. O verdadeiro pluralismo democrático consiste na convivência de várias identidades culturais, no respeito pela diversidade.

3. A liberdade religiosa

É a síntese de todas as liberdades e afirma o Estado laico como verdadeiramente democrático quando respeita todas as identidades, sem o viés autoritário que quer eliminar algumas. Quando essa liberdade é reconhecida, a pessoa é respeitada em sua prioridade. É um princípio que garante à pessoa a possibilidade de seguir o caminho que considera mais oportuno para realizar seu destino. Por isso a Igreja se empenha pela liberdade de todas as experiências religiosas. Um Estado que reconhece a liberdade religiosa, defende todas as outras liberdades, porque respeita o que dá sentido à vida do outro. No contexto da liberdade religiosa, torna-se de fundamental importância o ensino religioso nas escolas públicas. Os adolescentes constituem o segmento da população que vive em mais alto risco, pois eles se encontram numa situação em que não estão mais sob a autoridade dos pais e ainda não dispõem de maturidade suficiente para orientar autonomamente suas vidas para o bem. A ausência de grandes ideais e valores os deixa vulneráveis a propostas portadoras de destruição e morte. O ensino religioso é o caminho para que sejam ajudados a crescer tendo metas e objetivos positivos para a existência e a elaborar um projeto de vida construtivo de sua pessoa e do bem para a sociedade.

4. Os princípios de solidariedade e de subsidiariedade

O princípio de solidariedade fomenta uma cultura na qual as pessoas, as famílias as associações, o mercado e Estado ficam atentos aos desfavorecidos e cooperam entre si para atender suas necessidades. Desde a Rerum novarum até a Centesimus annus e a Caritas in Veritate, o juízo da Igreja é que a atenção de toda a sociedade esteja voltada para oferecer oportunidades de trabalho e fontes de subsistência a pessoas e grupos menos favorecidos, numa autêntica opção preferencial aos pobres. Os documentos da Igreja afirmam que fortalecer a solidariedade e agir de acordo com ela é uma obrigação do Estado (cf. Laborem exercens, n° 8).

O princípio de subsidiariedade foi expresso claramente na Quadragésimo anno, de Pio XII (1931). Afirma-se que o estado deve respeitar as competências prioritárias das pessoas, das famílias e dos grupos intermediários. Uma realidade maior (o Estado) não pode se substituir ao que deve e ao que pode fazer uma realidade menor (as famílias e agregações sociais intermediárias, outros organismos). Ao lado da família, desenvolvem-se agregações e entidades intermediárias, por exemplo, as associações de famílias; trata-se de conjuntos de pessoas e famílias que têm em comum uma visão da realidade e objetivos concretos. A sociedade não é feita de gente anônima, mas de pessoas que enfrentaram junto desafios, calamidades, quer naturais, quer sociais e políticas (inundações, secas, miséria e fome, restrições das liberdades democráticas) que têm laços de cultura, de religião, com valores e metas partilhados que remetem à experiência de povo, configuram o pertencer ao povo. Se uma coisa pode ser feita pela família ou por esses corpos intermediários, o Estado não deve se colocar no lugar deles e, ao mesmo tempo, deve subsidiar esses grupos para que sejam facilitados em suas responsabilidades. Este princípio é a maior garantia contra toda forma de totalitarismo. O princípio de subsidiariedade é contrário tanto ao estatalismo (o Estado sabe tudo, faz tudo, resolve tudo) quanto ao Estado liberal que não se ineteressa em cuidar das necessidades do povo. O princípio da subsidiariedade valoriza a criatividade, a comunhão e a participação das pessoas. Na Doutrina Social da Igreja, a função do Estado é de promover o "Bem Comum" oferecendo os meios para o desenvolvimento das pes¬soas e das agregações sociais que nascem das pessoas.

Considerações

Com estas observações indicamos alguns pontos de reflexão e conduta para não ficarmos passivos diante das circunstâncias sociais e políticas e para julgarmos, segundo a Doutrina Social da Igreja, o que está acontecendo na realidade brasileira. O fazer política não começa quando se entra nas questões partidárias ou técnico-fïnanceiras, mas quando se vive de acordo com valores e critérios que nascem da experiência de pertencer ao Ideal e a um povo concreto, alternativos aos interesses do mercado e aos jogos de poder do Estado.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família convida todas as famílias a votarem em candidatos que comungam e promovem a vida e a família, e ainda, incentiva o empenho de todos na aplicação da Lei 9.840, de combate à corrupção eleitoral, bem como da Lei da Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de quem já foi condenado, em primeira instância, por um colegiado, ou que tenha renunciado a seu mandato para escapar de punições. O Brasil que queremos é feito de cidadãos que se empenham pela justiça e fraternidade. Como famílias dos filhos de Deus e com as bênção da Sagrada Família, façamos das próximas eleições um grande momento de promoção da vida e da família.


Padre Jaime Patias é escolhido novo secretário da Pontifícia União Missionária

A partir desta quinta-feira, 9 de agosto, o padre Jaime Carlos Patias, 48, assume a Pontifícia União Missionária, uma das quatro Pontifícias Obras Missionárias. A União Missionária coopera para incrementar as vocações missionárias e uma melhor distribuição do clero, valorizando a cooperação entre as Igrejas. Anima o Povo de Deus a tornar mais claro o dever missionário, e é uma força espiritual voltada para a conversão do mundo.

Desde 2005, a Obra tinha como secretário o missionário Xaveriano, padre Sávio Corinaldesi, 75, que agora continua seus trabalhos na Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo, onde já atuava.

Padre Jaime é natural de Tuparendi (RS). Ele é missionário da Consolata, jornalista e mestre em comunicação. Foi diretor da Revista Missões entre 2002 e 2012, além de vice-superior Regional do Instituto Missões Consolata no Brasil (2006-2011), entre outras funções.

Foi Missionário em Moçambique, África, de 1994 a 2001, onde exerceu várias atividades, desde a atuação pastoral e formação de lideranças a administrador de escola, reitor de seminário e professor. Domina os idiomas inglês, espanhol, Xitshwa-Moçambique (fluente) além do italiano e francês. Tem estudos em latim, grego e hebraico. No âmbito acadêmico, padre Jaime é formado em Filosofia (PUC-PR); Teologia (Leuven University - Bélgica); Jornalismo (London University - Inglaterra) e mestre em comunicação (Faculdade Cásper Líbero - São Paulo - Brasil).

Sobre os novos trabalhos nas POM, o religioso diz que a União Missionária será um desafio. "Já trabalhei com direção, formação de leigos, comunicação e diversas assessorias; agora com a União, que cuida da formação e das várias forças missionárias, me sinto mais desafiado, porém, estou muito aberto a aprender e estudar o que for preciso, além de acolher toda a experiência do padre Sávio neste novo trabalho", disse.

O sacerdote chega à sede da POM, em Brasília, no fim da tarde desta quinta-feira. Ele também auxiliará a instituição na articulação da comunicação entre as Obras Missionárias e também na divulgação dos trabalhos missionários que acontecem no Brasil e no mundo. "É na comunicação que me sinto mais à vontade e estarei presente na definição de pauta e de conteúdo, para que tenhamos uma reação das pessoas que as recebem. Trabalhar nas POM será ampliar aquilo que eu já vinha fazendo. Agora, devo olhar para todo o Brasil e até além-fronteiras e isso será enriquecedor", completou.


Pastoral Carcerária lança nova logomarca, site e uma rede social

A Pastoral Carcerária, com o objetivo de inaugurar uma nova fase de comunicação para a divulgação de seu trabalho e interação entre suas equipes, está lançando nesta semana nova logomarca, website e rede social.

A logomarca foi inspirada na essência e base dos serviços que a Pastoral presta aos presos do país, alinhada ao seu slogan: "Estive preso e vieste me visitar". O processo de criação foi acompanhado e aprovado por agentes da Pastoral de todo o Brasil e a logomarca já começa a ser aplicada aos materiais de circulação interna e externa da Pastoral.

O site, disponível pelo endereço www.carceraria.org.br, traz todas as informações sobre a Pastoral Carcerária e oferece diversos conteúdos de apoio, como apostilas e vídeos, voltados não somente às equipes da Pastoral na prestação de assistência religiosa a presos e presas, mas também àqueles que se interessam por temas como direitos humanos e segurança pública. A principal novidade é um sistema de campanhas por meio do qual os visitantes podem participar de abaixo-assinados on-line e petições — a primeira lançada visa a alterar o Projeto de Lei 2442/2011, para dar independência ao Mecanismo Nacional de Prevenção à Tortura. O site está integrado às redes sociais Twitter e Facebook e todo o conteúdo pode ser compartilhado.

A Pastoral Carcerária também está lançando a rede social pcrn.org.br para integrar suas equipes regionais num ambiente colaborativo para a partilha de experiências. Nela é possível conectar-se, sem a necessidade de cadastro, com uma conta pessoal do Facebook, Twitter, Yahoo ou Google e as interações são automaticamente publicadas nessas redes. Os participantes recebem um perfil com blog, acesso multimídia (para vídeos e fotos) e podem interagir nos fóruns, grupos de estudo e chat ao vivo. A coordenação nacional está aos poucos motivando e organizando os participantes para que a rede social se torne sua principal forma de comunicação interna.

Todo o projeto foi desenvolvido com o suporte da empresa Minha Paróquia, que atua no desenvolvimento de tecnologias para a Igreja Católica, e foi coordenado pela assessoria de comunicação da Pastoral Carcerária.


A Diocese de Juazeiro concurso de redação

A diocese de Juazeiro (BA) está promovendo mais uma edição do seu concurso de redação.

Basta responder à pergunta 'Como eu promovo a paz na minha casa, escola(trabalho) e cidade?'.

O texto deve ser escrito a mão e ter entre 15 e 25 linhas. A entrega será  na paróquia do Cosminho, até o dia 24 de outubro. No envelope é necessário ter a identificação pessoal . O resultado será divulgado no dia 24 de novembro, durante a Caminhada da Paz.

As três melhores redações serão premiadas com um tablet, câmera digital e celular.


Curso do clero aborda Doutrina Social

"Os padres também precisam atuar na esfera social e política, apoiados pelos documentos oficiais da Igreja, e nisto também estão evangelizando". Esta é a opinião do padre Antônio Aparecido Alves (padre Toninho), da diocese de São José dos Campos (SP), assessor principal do 10º Curso de Aprofundamento Teológico e Pastoral do Clero da arquidiocese de São Paulo, que teve início na tarde de segunda-feira, 6, em Itaici – bairro de Indaiatuiba (SP).

Na celebração de abertura, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, falou sobre a coincidência de o curso começar no dia da Transfiguração do Senhor, lembrando que a Doutrina Social da Igreja ensina a recuperar a dignidade do homem, como transfigurando-o do sofrimento para a vida plena. Já no plenário, o cardeal agradeceu a participação expressiva dos padres e diáconos permanentes (foram mais de 200 inscritos) e ao empenho do Secretariado de Pastoral, responsável pela organização do curso. Os bispos auxiliares da arquidiocese de São Paulo também participam do curso.

O arcebispo explicou, ainda, que o curso propõe percorrer, através especialmente da Gaudium et Spes (Constituição Pastoral sobre a Igreja no mundo, de 7 de dezembro de 1965, do papa Paulo 6º), os principais aspectos da Doutrina Social da Igreja, no clima de celebração dos 50 anos da realização do Concílio Vaticano 2º.

Na primeira palestra, sobre Doutrina Social e Evangelização, padre Toninho procurou demonstrar como a dimensão social da fé deve ser vivida com a mesma preocupação e intensidade dedicada à espiritualidade. Para ele, a Igreja está recuando sua ação pública e isso precisa ser retomado, valorizando-se, assim, sua missão profética.

Padre Toninho mostrou através da citação de alguns pensamentos organizados no Compêndio da Doutrina Social da Igreja (documento que concentra o cerne do pensamento social da Igreja e que, conforme explicou dom Odilo, também foi encomendado pelo Vaticano 2º, assim como o Catecismo Reformulado), como a fé em Jesus Cristo e a proclamação de seu Reino não podem ser desvinculados de uma prática social e política que transformem a realidade.

O palestrante também explicou os "laços" que unem evangelização e ação social. O primeiro desses laços é de ordem antropológica e se refere à realidade na qual aquele que será evangelizado está inserido. Padre Toninho deu o exemplo de uma senhora que, visitada por um padre em sua pobre residência, foi motivada a repetir as palavras do salmo 22. Mas, ao invés de "o Senhor é meu pastor, nada me falta", a senhora disse "o senhor é meu pastor, mas tudo me falta", provocando surpresa no padre. O homem "que será evangelizado não é um ser abstrato, mas é, sim, um ser condicionado pelo conjunto dos problemas sociais e econômicos", disse.

O segundo laço é de ordem teológica, levando em consideração que a redenção realizada por Jesus Cristo na Cruz não pode ser distante da realidade dos homens e deve atingir as situações concretas "da injustiça que deve ser combatida e da justiça que deve ser restaurada".

O terceiro laço, de ordem evangélica, segundo explicou padre Toninho, diz respeito à impossibilidade de proclamar o Reino de justiça e paz querido por Deus para o homem sem contribuir concretamente para o verdadeiro progresso do homem.


Arquidiocese do Rio de Janeiro cria site com informações sobre ações sociais

Em seu artigo intitulado "Pastoral Social e Filantropia" – publicado no portal da arquidiocese do Rio de Janeiro, no último dia 30 de julho, o Vigário Episcopal para a Caridade Social, cônego Manuel Manangão, afirmou que a Igreja, no exercício de sua missão de revelar a presença do Reino de Deus no mundo, há muito tempo vem atuando na área da assistência social. De acordo com o sacerdote, "ela está sempre disponível para acolher, orientar, ajudar e prestar auxílio a quantas pessoas a procurarem nos momentos mais difíceis e, assim, a Igreja vai criando atividades que visam melhorar a vida das pessoas".

Tendo como base esta afirmação, a Igreja Católica no Rio de Janeiro mais uma vez reafirma concretamente o seu compromisso com a dignidade e a promoção da pessoa humana criando um banco de dados com informações sobre a rede de ações sociais da Arquidiocese. O objetivo do site (www.social-paroquias.org.br) é contribuir para facilitar o trabalho de promoção social e humana nas paróquias como explica a superintendente do Banco da Providência, Clarice Linhares, que faz parte do grupo gestor do projeto.

"A ideia de criar esse banco de dados surgiu da necessidade de fazer um trabalho social mais integrado entre as paróquias da arquidiocese do Rio de Janeiro, pois o trabalho é extremamente rico e, às vezes, uma paróquia não sabe exatamente o que a outra está fazendo. Hoje em dia a forma mais fácil e eficaz de trabalhar essa integração é você ter um banco de dados na web porque ele pode ser acessado de qualquer lugar, então hoje nós apresentamos em primeira mão o site à dom Orani, aos bispos auxiliares e aos vigários episcopais que gostaram muito e aprovaram o trabalho podendo o mesmo ser divulgado para todo o mundo", disse Clarisse.

Com o apoio total do arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, o grupo gestor do projeto é coordenado pelo Vigário Episcopal para a Caridade Social, cônego Manuel Manangão, e tem como parceiros a Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, o Banco da Providência e da Pastoral do Menor. De acordo com Clarisse Linhares, o projeto já vem sendo desenvolvido há aproximadamente um ano, paralelamente ao trabalho que já foi feito de capacitação das lideranças em cima da nova Lei da Política Nacional de Assistência Social (PNAS).

"Outro fator que contribuiu para o surgimento desse banco de dados com certeza foi à necessidade de uma informação mais ágil e mais rápida. Nós fomos criando esse instrumento para facilitar a ação dessa liderança comunitária capacitada que trabalha nesse sentido da promoção humana", destacou a superintendente do Banco da Providência.

No site, o internauta terá acesso a três áreas específicas: Paróquias, onde poderá obter informações de fácil acesso sobre os vicariatos, paróquias, capelas, pastorais e suas ações; Serviços, área em que encontrará informações dos serviços das áreas social, de saúde e de educação realizados nas paróquias; E Rede, onde o internauta terá acesso não só as ações feitas pela arquidiocese do Rio, mas feitas pela rede da Igreja Católica e também pelas instituições que fazem parte da rede de serviços, por exemplo, o endereço das Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), dos hospitais, os links com as escolas municipais e estudais, entre outros serviços.

"Isso vai facilitar demais essa legião de pessoas que trabalham voluntariamente nas paróquias e que fazem esse trabalho social. Esse banco de dados vai ser um instrumento poderoso de informação que facilitará o trabalho da liderança comunitária e nós acreditamos que essa iniciativa será um grande facilitador para as ações sociais da arquidiocese. Eu, particularmente, acho que a Igreja está sempre na vanguarda e afirmo que não existe um banco de dados como esse. É mais um serviço que a arquidiocese do Rio de Janeiro está também prestando para a sociedade como um todo", concluiu Clarice Linhares.

Acesse e conheça o site: www.social-paroquias.org.br.


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