sexta-feira, 22 de junho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 22/06/2012

REFLEXÃO

Existem valores e valores. Quem é verdadeiramente discípulo de Jesus deve procurar viver segundo a hierarquia de valores que é proposta por ele. Quem tem como centro de sua vida o reino de Deus faz dele o seu tesouro, faz com que ele seja o valor fundamental da sua vida e a partir dele ordena todos os demais valores, de modo que o reino de Deus é o valor absoluto e os demais valores são relativos a ele. Quem coloca os valores do mundo como centro da sua vida vive segundo outra hierarquia de valores, totalmente inversa à proposta por Jesus. Diante do evangelho de hoje somos convidados a rever nossa hierarquia de valores segundo os critérios de Jesus.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Orlando Octacílio Dotti, OFMCap, Bispo Emérito de Vacaria - RS

Ordenação Presbiteral

  • Dom Gutemberg Freire Régis, CSSR, Bispo Prelado Emérito de Coari - AM
NOTÍCIAS

Coletiva de Imprensa

A CNBB convida a imprensa a participar, nesta sexta-feira, dia 22 de junho, às 11h30, em sua sede em Brasília, da coletiva de imprensa que marca o encerramento da reunião do Conselho Permanente da entidade. A Presidência da Conferência apresentará o posicionamento dos bispos em relação à Conferência da ONU Rio + 20 e sobre a corrupção e a impunidade no Brasil. Estarão presentes: Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência; Dom José Belisário, arcebispo de São Luís (MA), vice-presidente; Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília (DF), secretário geral. Dia: Sexta-feira, 22 de junho de 2012 Hora: 11h30 Local: Sede da CNBB Mais informações: Assessoria de Imprensa - (61) 21038313 / 8119-3762 Padre Rafael Vieira/ Irmão Diego Joaquim/ Rodrigo Eneas/ Thais Sprovieri

Balanço positivo da Rio + 20, segundo Cardeal dom Odilo Scherer

O Legado do Papa Bento XVI para a Conferência Rio + 20, Cardeal dom Odilo Scherer, destaca ganho na discussão da Conferência da ONU mesmo fazendo ressalvas sobre lacunas no documento final como aquela que " não se chegou a estabelecer a contribuição dos países ricos, daqueles que mais poluem, para formar um fundo a partir do qual possa ser financiada a economia limpa, a economia verde que se quer promover".

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será encerrada sexta-feira 22, com a divulgação do documento final, contendo 49 páginas, denominado "O Futuro Que Queremos". O balanço dos dez dias de discussões divide opiniões. Autoridades brasileiras consideram um avanço a inclusão do desenvolvimento sustentável com erradicação da pobreza, enquanto movimentos sociais e alguns líderes estrangeiros condenam a falta de ousadia do texto.Segundo a Agência Brasil, o tom de crítica deve predominar nesta sexta-feira, pois as organizações não-governamentais (ONGs) que promoveram vários protestos durante a conferência prometem manifestações. Para o legado pontifício para a Cúpula, Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer, além de algumas lacunas, como a não-criação do fundo de contribuições dos países ricos, a Conferência trouxe novidades, como a nova consideração de chefes de Estado e Governo em relação aos oceanos:"Acredito que o resultado é bastante positivo, embora haja muitas observações críticas de que o resultado é menos do que o esperado e que não foi bastante ousado em estabelecer metas ou medidas concretas que deveriam ser assumidas. Temos que considerar que numa Cúpula internacional deste porte, com a presença de quase 190 nações não se pode esperar demais, no sentido de resultados concretos. A crítica é que, por exemplo, não se chegou a estabelecer a contribuição dos países ricos, daqueles que mais poluem, para formar um fundo a partir do qual possa ser financiada a economia limpa, a economia verde que se quer promover. É uma verdade que esta lacuna naturalmente deverá ser preenchida através de novas negociações, com iniciativas como a da França, que anunciou claramente que quer taxar as transações financeiras internacionais que passam pelo país, e aplicar esta taxa em uma economia mais limpa e promover a preservação do meio ambiente. Existem certamente muitos pontos positivos a serem observados: a declaração, que foi concordada através de negociações, contém pontos relevantes, primeiro porque estabelece uma identificação do que se pode chamar de economia verde, economia sustentável, colocando três pilares fundamentais. Primeiramente, que o homem esteja ao centro, e portanto, que a economia sustentável deve ser socialmente sustentável. Depois, é claro, que a economia seja economicamente sustentável. Deve seguir as leis econômicas porque senão se torna um caos. O terceiro ponto, que a economia verde seja ecologicamente sustentável, que tenha sempre em consideração a dimensão ecológica da economia, do trabalho, da produção e do consumo. O que também é novo neste documento, com uma nova posição, é a preocupação com os oceanos, que até agora nos documentos anteriores estava ausente. Por isso já se está falando na Conferência que a economia sustentável, além de verde, deve ser também azul, em referência aos oceanos, às águas. Outro apelo que vai aparecendo é que o modelo de economia não deve se basear simplesmente na produção e no consumo; o critério de desenvolvimento não devem ser simplesmente os índices econômicos: deve haver um conjunto de índices que apontem um modelo de desenvolvimento.Enfim, acredito que o mais positivo de todas as contribuições que a Rio+20 está trazendo é uma nova tomada de consciência da comunidade internacional a respeito dos problemas da sustentabilidade da economia, dos problemas do clima e da urgente necessidade de todos de fazerem a sua parte; que não podemos protelar por mais tempo a tomada de decisões porque o clima, o planeta está reclamando: a sustentabilidade está ameaçada".


CNBB adverte em Nota: "a sociedade espera e exige a investigação de toda suspeita de corrupção"

Os membros da Presidência da CNBB apresentaram na manhã desta sexta-feira, 22 de junho, Nota Oficial da Conferência a respeito da ética pública manifestando indignação e perplexidade da sociedade brasileira diante de fatos políticos e administrativos que contrariam a ética pública e o bem comum.

Essa situação "chega mesmo a colocar em xeque a credibilidade das instituições, que têm o dever constitucional de combater a corrupção e estancar a impunidade", destaca a Nota. Os bispos também lembraram um trecho de um documento da Conferência, Ética, Pessoa e Sociedade, publicado há 19 anos no qual se perguntava: "como não denunciar a grande criminalidade dos que desviam, em proveito pessoal, enormes somas dos órgãos públicos, provocando escândalo e revolta, muitas vezes impotente, da parte dos humildes, a quem estavam destinados esses bens?".

Outro aspecto lembrado foi a pergunta sobre a impunidade: "como não solicitar que os crimes mais graves sejam punidos e que a lei não seja severa apenas com os pequenos infratores, sem jamais atingir os poderosos e espertos?". Os bispos reafirmam ainda, nesse questionamento de 1993, uma pergunta sobre a capacidade da população de continuar acompanhando tudo sem ter uma resposta firme e rápida da Justiça: "como tolerar que a um grande número de denúncias comprovadas de corrupção e prejuízo dos cofres públicos não corresponda a igual número de punições e ressarcimentos? A impunidade é um incentivo constante para novos crimes e novas violências".

Quase duas décadas de passaram da publicação desse documento, e a situação continua sugerindo as mesmas preocupações. A Nota afirma: "O senso de justiça, sempre presente na consciência da nação brasileira, é incompatível com as afrontas ao bem comum que logram escapar às penas previstas, contribuindo para generalizada sensação de que a justiça não é a mesma para todos".

Na Coletiva, bispos ainda reapresentaram a Nota sobre a Rio + 20 que havia sido divulgada no dia 20 de junho.

Leia a Nota na íntegra sobre a ética pública:

Nota da CNBB sobre a ética pública

"Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam ao chão" (Am 5,7)

Fatos políticos e administrativos, que contrariam a ética pública e o bem comum, têm sido fartamente divulgados pela Imprensa, provocando uma reação de indignação e perplexidade na sociedade brasileira. Chega-se mesmo a colocar em xeque a credibilidade das instituições, que têm o dever constitucional de combater a corrupção e estancar a impunidade, que alimenta tal prática.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, solidária a este sentimento que inquieta a população, vem, através do Conselho Permanente reunido em Brasília de 20 a 22 de junho, manifestar, mais uma vez, sua grave preocupação com estas suspeitas de violação aos princípios da moralidade e da legalidade consubstanciados na Constituição Federal.

Já em 1993 a CNBB questionava: "Como não denunciar a grande criminalidade dos que desviam, em proveito pessoal, enormes somas dos órgãos públicos, provocando escândalo e revolta, muitas vezes impotentes, da parte dos humildes, a quem estavam destinados esses bens? Como não solicitar que os crimes mais graves sejam punidos e que a lei não seja severa apenas com os pequenos infratores, sem jamais atingir os poderosos e espertos? Como tolerar que a um grande número de denúncias comprovadas de corrupção e prejuízo dos cofres públicos não corresponda igual número de punições e ressarcimentos? A impunidade é um incentivo constante para novos crimes e novas violências" (CNBB, Ética, Pessoa e Sociedade, n. 143, 1993).

O senso de justiça, sempre presente na consciência da nação brasileira, é incompatível com as afrontas ao bem comum que logram escapar às penas previstas, contribuindo para a generalizada sensação de que a justiça não é a mesma para todos. Todo cidadão tem o direito à correta gestão de assuntos e serviços públicos, afastando-se a deletéria, porque corrupta, conduta dos governantes de tratar a coisa pública, o patrimônio e negócios públicos, como objetos pessoais postos a usufruto particular e partidário, e à satisfação de caprichos egoístas.

A sociedade brasileira espera e exige a investigação de toda suspeita de corrupção bem como a consequente punição dos culpados e o ressarcimento dos danos. O que temos assistido, no entanto, parece apontar em direção oposta quando muitos fatos, no passado e no presente, ficam sem solução e caem no esquecimento. Isso explica o crescente desencanto da sociedade com as instituições públicas. Os mecanismos que têm a responsabilidade de passar a limpo as corrompidas estruturas do país caem no descrédito e ficam desmoralizados se não cumprem o papel a que se destinam. Nenhum outro interesse pode subjugá-los senão o do resgate da ética no trato com a coisa pública.

Reafirme-se que a força dos três poderes da Repúbica está na sua harmonia, no pleno respeito à sua correspondente independência e autonomia. Os que respondem diretamente por seu funcionamento, no entanto, nunca se esqueçam de que o poder que exercem provém da sociedade.  Da mesma forma, o agente político se recorde de que é seu dever ultrapassar as fronteiras político-partidárias, as condicionantes de oposição-situação, para colocar-se a serviço do Estado e da sociedade, sem confundir jamais o público com o privado, o que constituiria grave ofensa à legislação e desrespeito à sociedade.

No compromisso de construir uma sociedade justa e solidária, inspire a todos a palavra de Jesus Cristo: "Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não. O que passa disso vem do Maligno" (Mt 5,37).

Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, abençoe nosso povo e anime sua esperança!

Brasília, 22 de junho de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno AssisArcebispo de AparecidaPresidente da CNBB

Dom José Belisário da SilvaArcebispo de São Luís do MaranhãoVice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


Concílio Vaticano II será tema de Simpósio missiológico em Brasília

O Centro Cultural Missionário de Brasília (CCM) e a Rede Ecumênica Latino Americana de Missiólogos (RELAMI), promovem em Brasília, de 24 a 28 de setembro de 2012, o 1º Simpósio de Missiólogos no Brasil. O tema do evento será "Memória, recepção, perspectivas: a relevância do Vaticano II para a reflexão missiológica". De acordo com os organizadores, a proposta do simpósio é fruto de uma reflexão, que está no Documento de Aparecida (2007): "A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americana e mundiais" (DAp 11).O 1º Simpósio de Missiólog@s no Brasil será realizado na sede do CCM. Para participar, exige-se um dos seguintes requisitos: título de mestre ou doutor em missiologia; uma ou mais publicações em missiologia; lecionar a matéria em uma faculdade de teologia; ser docente e teólogo interessado a aprofundar temáticas missiológicas.Mais informações podem ser obtidas no endereço eletrônico: www.ccm.org.br

CCM e POM promovem curso de Espiritualidade Missionária para Seminaristas

O Centro Cultural Missionário de Brasília (CCM) e as Pontifícias Obras Missionárias (POM), promovem, de 1º a 7 de julho de 2012, o curso de Teologia e Espiritualidade Missionária para Seminaristas, aberto também a Presbíteros com menos de 10 anos de ordenação. O tema será "Para uma Igreja em estado permanente de Missão". De acordo com os organizadores, o curso tem como finalidade redescobrir o ministério sacerdotal à luz da perspectiva missionária. "A iniciativa do CCM se situa como estímulo para que aconteça efetivamente uma formação missiológica e missionária mais aprofundada nos seminários do Brasil", afirma dom Sérgio Braschi, bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente do Conselho Missionário Nacional. O conteúdo programático prevê um aprofundamento dos fundamentos bíblicos e teológicos da missão, uma leitura dos desafios missionários hoje, a relevância profética do diálogo ecumênico e inter-religioso, a memória missionária do Concílio Vaticano II e elementos para uma espiritualidade missionária.Para esse curso todos os seminários e as escolas teológicas são convidados a enviar seus representantes, para que os futuros presbíteros sejam sempre mais capacitados a animar as comunidades a eles confiadas com autêntico espírito missionário.As inscrições podem ser efetuadas pela internet através do site www.ccm.org.br.

Encontros Regionais reúnem alunos do Curso de Formação Política

A reflexão sobre as próximas eleições, com base na cartilha "Eleições Municipais 2012: cidadania para a democracia"; e os Cinquenta anos do Concílio Vaticano II, está na pauta dos encontros das turmas do Curso de Formação Política para Cristãos Leigos (CEFEP). O mais recente, nos dias 15 e 16 de junho, foi em Juazeiro do Norte (CE). O evento, de caráter regional, reuniu 21 participantes de sete estados do nordeste brasileiro, que atuam como agentes de pastoral ou em movimentos sociais. Entre eles, três serão candidatos a vereador nas próximas eleições.As dificuldades enfrentadas na realidade de cada região são parte importante do curso. De acordo com o membro da equipe de coordenação do CEFEP, Antônio Geraldo Aguiar, "a partilha possibilitou o conhecimento de como a política vem acontecendo em muitos estados, inclusive com muitos casos de corrupção".A iniciativa conta com a parceria da Coordenação Central de Educação a Distância (CCEAD), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Nesta última edição, os alunos também discutiram os temas das monografias que serão entregues, com temáticas como ecumenismo e migração da juventude. Estão previstos, ainda, mais três encontros regionais com os participantes do curso do CEFEP: 30/06 e 01 de julho, em Maringá, com os alunos de São Paulo, Paraná e Santa Catarina; 7 e 8 de julho, em Belo Horizonte, para os alunos de Minas Gerais e Espírito Santo; 21 e 22 de julho, em Goiânia, para os alunos de Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Distrito Federal.

Arquidiocese BH na marcha contra as drogas

Belo Horizonte será palco neste sábado, 23 de junho, de uma grande marcha para incentivar o combate ao crack e outras drogas. O evento, realizado pela Assembleia Legislativa, conta com o apoio da Arquidiocese de Belo Horizonte, sempre presente em ações sociais. A concentração será em frente ao Colégio Estadual Central, na rua Fernandes Tourinho, 1.020, no bairro de Lourdes.

A caminhada seguirá até a Praça da Assembleia, onde os participantes poderão assistir a atrações musicais, entre as quais a Banda Dominus. O consumo de drogas, sobretudo do crack, é um mal que assola a sociedade e a Igreja renova seus esforços para ajudar a recuperar dependentes químicos.

Durante o percurso de cerca de um quilômetro por importantes vias da cidade, serão distribuídos panfletos informativos, adesivos para automóveis e bottons para conscientizar a população sobre os malefícios causados pelo uso de entorpecentes.

Além da Arquidiocese de Belo Horizonte, apóiam  o evento a Secretaria de Estado de Defesa Social e entidades municipais.


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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 21/06/2012

REFLEXÃO

A eficácia da oração não é determinada pela quantidade de palavras nela presentes, pelo seu volume ou pela sua visibilidade, mas antes de tudo pela capacidade de estabelecer um relacionamento sério, profundo e filial com Deus. Quem fala muito, grita e fica repetindo palavras é pagão, que não é capaz de reconhecer a proximidade de Deus e ter uma intimidade de vida com ele. A oração também deve ter um vínculo muito profundo com o próprio desejo de conversão e de busca de vida nova, de modo que ela não seja discursiva, mas existencial e o falar com Deus signifique estabelecer um compromisso de vida com ele e para ele.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Aloísio Alberto Dilli, OFM, Bispo de Uruguaiana - RS

Ordenação Episcopal

  • Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, Arcebispo de Sorocaba - SP
  • Dom Canísio Klaus, Bispo de Santa Cruz do Sul - RS
NOTÍCIAS

Bispos avaliam a 50ª Assembleia Geral da CNBB

O segundo dia, da reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, iniciou com uma missa presidida pelo núncio apostólico, dom Giovanni D'Aniello. Em seguida, no auditório, o núncio agradeceu o convite e disse que está rezando para o êxito da reunião.

O arcebispo de Florianópolis (SC), dom Wilson Tadeu Jönck, responsável pela avaliação dos bispos na 50ª Assembleia Geral, apresentou aos bispos do Conselho Permanente a avaliação final que os bispos fizeram da Assembleia. "Ao todo, os bispos avaliaram como muito positiva a histórica 50ª Assembleia Geral. Em quase todas as observações há cumprimentos à Presidência pela forma que conduziu a Assembleia avaliada muito positivamente", enfatizou o arcebispo.

O assessor político da CNBB, padre Geraldo Martins, auxiliou o arcebispo esmiuçando os dados apresentados. Além disso, apresentou oito grupos de sugestões que os bispos fizeram para a escolha do tema do retiro para a 51ª AG. "Fé (tendo como grande motivação o Ano da Fé); Ministério Episcopal; Evangelização/Missão; Juventude; Discipulado; Espiritualidade; Igreja e opção pelos pobres e Palavra de Deus", enumerou o assessor. Também fez um balanço sobra a Intranet, o orientador do retiro dos bispos e observações gerais e recomendações.


Comissão de Comunicação da CNBB apresenta aos bispos o Projeto RIIBRA

O padre Clovis Andrade, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social da CNBB, apresentou aos bispos do Conselho Permanente a Rede de Informática da Igreja no Brasil, RIIBRA.

O padre destacou os projetos da RIIBRA, como o Episcopo.Net, que é uma plataforma para os bispos do Brasil, da América Latina e Caribe para interação entre eles. Nesta plataforma haverá um correio eletrônico próprio, um disco virtual para armazenamento de dados e possibilidade da realização de videoconferências.

Outro grande projeto é a formação e capacitação de agentes nas dioceses, paróquias para as novas mídias.

"O grande desafio não é como usar as redes sociais, mas como estar nas redes sociais", disse o padre Clovis, citando o integrante do Pontifício Conselho para as Comunicações, padre Antônio Spadaro.

"Outro projeto que trabalhamos é sobre a Catequese e Novas Mídias, na formação de catequistas com ensino a distância, auxiliado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e catecismo interativo, por meio dos smartphones e tablets", divulgou o padre Clovis.

A pedido do Pontifício Conselho para as Comunicações, a Comissão para a Comunicação da CNBB está também fazendo um mapeamento de conectividade do Brasil. "Queremos identificar a presença da Igreja na Rede; integrar e fortalecer iniciativas já existentes e desenvolver projetos de inclusão digital onde estão deficitárias", explicou o assessor da CNBB.

Guiacatólico.com

Apresentando uma nova plataforma de busca de dados estatístico da Igreja católica no Brasil, o senhor Fábio Castro, da empresa de comunicação especializada no segmento católico, PromoCat Marketing Integrado, apresentou aos bispos o "Guia Católico".

Segundo Fábio, o Guia Católico é a proposta de unificação, informatização e comunicação de dados da Igreja Católica no Brasil, que está sendo feito pelo Centro de Estatísticas Religiosas e Investigação Social (CERIS) em conjunto com a PromoCat.

O Portal GuiaCatólico.com, segundo informações em seu site, é o maior centro de buscas sobre a presença da Igreja no Brasil. Baseado nas informações do Censo Anual da Igreja Católica – Caic-BR, sua atualização é permanente. Este novo sistema, sob responsabilidade da Promocat, permite uma integração direta entre todos os membros cadastrados. Por meio do Portal de buscas, o usuário encontra todas as informações sobre a Igreja no Brasil, tanto da estrutura jurídica (dioceses, paróquias, institutos, etc.), como também das pessoas físicas (bispos, padres, religiosas, diáconos, etc.). Há também uma rede social e outras ferramentas para a expansão da comunicação entre as células católicas.

De acordo com Fábio, o Guia Católico também atinge os leigos engajados nos movimentos e pastorais da Igreja. As atividades estatísticas do CERIS também são administradas por este sistema, além disso, são fornecidos dados para pesquisas quantitativas e qualitativas de forma mais apurada e atenta a realidade de cada um dos 17 Regional da CNBB e suas dioceses.


Morre o arcebispo de Ribeirão Preto, dom Joviano de Lima Júnior

A arquidiocese de Ribeirão Preto (SP) acaba de informar o falecimento de dom Joviano de Lima Júnior, aos 70 anos. Dom Joviano estava internado no Hospital São Francisco, em Ribeirão Preto, desde o dia 10 de junho. Nos últimos três anos o arcebispo enfrentou a batalha contra o câncer no intestino.

"Nesta hora de tristeza, anima-nos a certeza da promessa do Cristo que disse: 'Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá' (Jo 11,25). Agradecemos a Deus pelo dedicado e frutuoso ministério de dom Joviano, em 06 anos de pastoreio à frente da arquidiocese de Ribeirão Preto", diz um trecho da nota de falecimento da arquidiocese.

O velório será na Catedral Metropolitana de São Sebastião, logo após a chegada do corpo, na noite de hoje, 21 de junho.

A Celebração Exequial, seguida do sepultamento, será no sábado, 23 de junho, às 10h, na Catedral.

Dom Joviano era mineiro de Uberaba e trabalhou na CNBB como Delegado junto ao Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos Internacionais (2003-2009); presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia (2007 – 2011) e presidente da Comissão para os Textos Litúrgicos (CETEL) (2007 – 2011).


Nota de condolências pelo falecimento de dom Joviano de Lima Júnior

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu, no final da tarde desta quinta-feira, 21 de junho, nota de pesar pelo falecimento do arcebispo de Ribeirão Preto, dom Joviano Lima Júnior. Depois de três meses enfrentando a luta contra o câncer, o arcebispo faleceu hoje, e seu corpo será velado nesta sexta-feira, na Catedral São Sebastião. O sepultamento está previsto para a manhã do próximo sábado. A seguir, a íntegra da nota da CNBB: Nota de condolências pelo falecimento de dom Joviano de Lima Júnior A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta o seu pesar pelo falecimento do arcebispo de Ribeirão Preto, dom Joviano de Lima Júnior, SSS. Apesar da tristeza da notícia, renovamos a nossa fé no Cristo Ressuscitado, no qual depositamos a nossa certeza e esperança.Mineiro de Uberaba, dom Joviano era membro da Congregação do Santíssimo Sacramento, na qual ingressou em 1964. Teve uma atuação ministerial bastante profícua em diversas outras cidades do Brasil e do exterior. Como conselheiro e vigário geral, foi, por diversos anos, responsável pelas regiões da Congregação na Ásia e na África.Nomeado bispo em 1995, foi enviado para a diocese de São Carlos, e em 2006 foi transferido para a arquidiocese de Ribeirão Preto. Nestas duas dioceses, desempenhou um serviço animando a pastoral, sempre com a marca de seu dinamismo missionário.Na Conferência Episcopal, dom Joviano foi uma presença importante e produtiva. Foi membro do Conselho Episcopal de Pastoral, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, membro do Conselho Econômico da CNBB e presidente da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos.Como bispo delegado da CNBB para os Congressos Eucarísticos Internacionais, esteve no Canadá em 2008, e também na XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em 2008 em Roma."Deus está conosco": que este lema episcopal de dom Joviano ilumine nesta hora o Povo de Deus da Arquidiocese de Ribeirão Preto, e sirva de inspiração também em seu dinamismo e ardor apostólico. Nosso abraço fraterno também aos familiares e aos Religiosos Sacramentinos. Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB

Termina hoje IX Encontro de CEBs Latino-americano e Caribenho

Aberto no último dia 16 de junho, termina hoje em San Pedro Sula, Honduras, o 9º encontro de CEBs latino-americano e caribenho. A pauta do encontro previa uma reflexão sobre a análise de conjuntura da região, bem como a atuação das comunidades de base. O padre Vileci Vidal, coordenador do 13º Intereclesial brasileiro, marcado para o ano que vem em Juazeiro do Norte (CE), participou do evento. Ele destacou que frente a situação atual do continente, os participantes perceberam que o Espírito de Jesus inspira o trabalho das comunidades de base. "Os grupos de estudo ajudaram a dar um panorama da realidade da América Latina na dimensão política, econômica, social, educacional, ecológica, além do pluralismo religioso e eclesial. Frente aos aspectos relevantes apresentados destacou-se que devemos estar atentos ao sistema ecobiopolítico, como fluxo de vida donde se define o alimento com a presença de três elementos necessários água, ar e energia", relatou. A assembleia frisou as conclusões do relançamento das CEBs na América Latina que, nos últimos quatros anos, fortaleceram a formação e articulação. O encontro encerra-se com a busca da afirmação de um compromisso frente às diferentes lutas, iluminada pela reflexão bíblico-teológica. Participaram do evento cerca de 200 delegados. Padre Vileci afirma que a representação brasileira destacou o documento 92 da CNBB, que ajudou na revitalização e fortalecimento das CEBs através dos encontros das grandes regiões, encontros regionais e diocesanos, rumo ao 13º Intereclesial. "A Assembleia em Honduras foi uma riqueza pela sua diversidade cultural, a presença de representantes das comunidades indígenas e afro americanas".

Comissão para Juventude apresenta Semana Missionária

Os bispos que participam do Conselho Permanente da CNBB acompanharam durante a tarde desta quinta-feira, 21 de junho, a apresentação sobre os preparativos para a Semana Missionária, que antecede a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro em 2013. De acordo com o assessor da Comissão para a Juventude, padre Carlos Sávio Ribeiro, serão elaborados subsídios para a preparação dos jovens e adultos participantes, além de um manual de instruções para o projeto do evento em cada diocese. Este último material será destinado a bispos e líderes diocesanos de juventude. O assessor revelou que, até o momento, foram disponibilizadas 358.170 vagas para os missionários estrangeiros nas dioceses brasileiras, especialmente na região sudeste. Comunicou também que tais missionários já terão as despesas de viagens pagas por seus países de origem. Adiantou também que a programação da Semana Missionária, marcada para 16 a 20 de julho de 2013, prevê momentos de formação, oração, cultura e ação missionária. A proposta é de que o encerramento, com missa de envio para a JMJ, seja realizada em um santuário diocesano.

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