sexta-feira, 1 de março de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 01/03/2013

REFLEXÃO

O Evangelho de hoje nos apresenta uma síntese de toda a história da salvação. Deus formou o seu povo, representado por Jerusalém que, nesta parábola, é simbolizado pela vinha. Aqueles que eram responsáveis pela vida religiosa do povo não foram fiéis a Deus, que lhes enviou os profetas para que voltassem ao caminho da justiça, mas os profetas não foram recebidos, foram vítimas de toda espécie de violência e acabaram mortos. Por fim, Deus enviou seu Filho ao mundo, mas ele também foi rejeitado e morto. Deus, então, estabeleceu uma nova Aliança com o seu novo povo, a Igreja, que deve produzir seus frutos no devido tempo.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Spiridon Mattar, Eparca Emérito de Nossa Senhora do Paraíso em São Paulo dos Greco-Melquitas
  • Dom José Doth de Oliveira, Bispo Emérito de Iguatu - CE
  • Dom José Valmor Cesar Teixeira, SDB, Bispo de Bom Jesus da Lapa - BA
NOTÍCIAS

Sé Vacante: Cardeais recebem convocação para as congregações gerais

A partir das 20h desta quinta-feira, teve início o período de Sé Vacante, em que o Colégio cardinalício assume a gestão de assuntos ordinários da Igreja, porém, sem qualquer poder ou jurisdição sobre questões que cabem ao Papa.

Neste primeiro dia de Sé Vacante, o Decano do Colégio Cardinalício, Card. Angelo Sodano, enviará a carta de convocação para as Congregações Gerais, que terão início na manhã de segunda-feira, 4 de março, às 9h30. Os cardeais brasileiros que já estão em Roma receberão a carta no Colégio Pio Brasileiro, onde estão hospedados – com exceção de Dom João Braz de Aviz, que reside no Vaticano.

Participarão das reuniões inclusive os purpurados com mais de 80 anos, e os encontros representam também uma ocasião para que os cardeais se conheçam pessoalmente. Nas congregações gerais será definida a data para o início do Conclave.

O órgão de governo da Igreja para esta fase é a Câmara Apostólica (o camerlengo, o seu vice e os auditores), que tem a função de "custodiar" os bens (espirituais e materiais) da Igreja. Durante a Sé Vacante, deixam seus cargos o Secretário de Estado, os prefeitos das Congregações, os Presidentes dos Pontifícios Conselho e os membros de todos os dicastérios curiais.

Os únicos que permanecem em seu cargo são o Penitenciário-mor (o Cardeal português Manuel Monteiro de Castro), o Vigário para a Diocese de Roma (Card. Agostino Vallini), O Arcipreste da Basílica de S. Pedro (Card. Angelo Comastri) e o Esmoleiro (Mons. Guido Pozzo). Permanecem ainda no cargo o Camerlengo (atualmente é o Card.Tarcisio Bertone), o Substituto da Secretaria de Estado (Mons. Angelo Giovanni Becciu), o Secretário das Relações com os Estados (Dom Dominique Mamberti) e os secretários dos Dicastérios vaticanos. Também ficam confirmados no cargo os Núncios e os delegados apostólicos.

Com a renúncia de Bento XVI, a Igreja pela décima vez inicia o período de sé vacante por causas diversas que não a morte de um Pontífice.

Além disso, a tradição será respeitada: além dos selos, haverá moedas para a Sé Vacante: a emissão de uma moeda de dois euros e uma moeda de prata de cinco euros. A cunhagem é feita com o símbolo do Cardeal camerlengo.


Cardeais brasileiros eleitores iniciam participação na preparação do conclave

Dom Raymundo Damasceno, dom Cláudio Hummes, dom Odilo Scherer, dom Geraldo Majella Agnelo e dom João Braz de Aviz estão em Roma e começam, nesta sexta-feira, 1. de março, a participar dos encontros do Colégio Cardinalício em vista da convocação do Conclave que deverá ocorrer na próxima segunda-feira.

Segundo a Rádio Vaticano, também estão sendo ultimados os preparativos para a cobertura jornalística do conclave. Até agora foram credenicados junto à Sala de Imprensa da Santa Sé, para acompanhar os eventos que seguiram à renúncia do Papa e que levarão ao Conclave para a eleição de seu sucessor, 3.641 jornalistas de 968 meios de comunicação e de 24 línguas.

A informação foi dada pelo Diretor da Sala de Imprensa vaticana, o jesuíta Pe. Federico Lombardi, durante a coletiva com os jornalistas. Com relação aos vários meios de comunicação, os jornalistas de jornais são 336, 156 os fotógrafos, 2.470 os reportes e técnicos, 231 os jornalistas de emissoras de rádio, 115 os acreditados através da internet.


Orientações litúrgicas para o período de Sé Vacante

Apresentamos as orientações litúrgicas para o período de Sé Vacante.

1 – OMISSÃO DA CITAÇÃO DO NOME DO PAPA NA ORAÇÃO EUCARÍSTICA E NA LITURGIA DAS HORAS.Durante todo o período de Sé Vacante, ou seja, desde as 16:00 horas do dia 28 de fevereiro de 2013 até a eleição do novo Papa, se omite a citação do nome do Santo Padre na Oração Eucarística e o mesmo não é substituído por nenhum outro nome. Na oração da Liturgia das Horas se omitem as intercessões pelo Papa.

2 –  ORAÇÃO PELA ELEIÇÃO DO PONTÍFICEDurante este período, se recomenda, entretanto, que os pastores e fiéis permaneçam em oração pela eleição do novo Papa. Pode-se celebrar nos dias de semana a Missa "Por várias necessidades: Para a Eleição do Papa" (Missal Romano), com a cor litúrgica do tempo da quaresma. Encoraja-se também realização de Hora Santa ou a recitação pública do rosário pela eleição do Papa.

3. APÓS A ELEIÇÃO DO SANTO PADREComo estabelece a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis: "88. Depois da aceitação, o eleito que tenha já recebido a Ordenação episcopal, é imediatamente o Bispo da Igreja de Roma, verdadeiro Papa e Cabeça do Colégio Episcopal; e adquire efetivamente o poder pleno e absoluto sobre a Igreja universal, e pode exercê-lo. Se, pelo contrário, o eleito não possuir o caráter episcopal, seja imediatamente ordenado Bispo."Assim sendo, a partir do momento do anúncio da eleição do Pontífice, toda a Igreja passa a recordar do Papa como de costume.


Carta dos povos e comunidades tradicionais

Após encontro realizado em Luziânia (GO) entre os dias 25 e 28 de fevereiro, representantes de comunidades tradicionais de todo o país divulgaram uma carta que reafirma os processos de luta e resistência das populações tradicionais. Veja a carta na íntegra.

CARTA DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS

"O mundo está doente; precisa de cura" (Ninawa, Hunikui, Acre)

No âmbito dos eventos da V Semana Social Brasileira e do Encontro Unitário dos Povos do Campo, das Águas e da Floresta, nós, povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, seringueiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, litorâneos e ribeirinhos, comunidades de fundo e fecho de pasto e posseiros de todo o Brasil, mulheres e homens de luta, nos encontramos em Luziânia GO, nos dias de 25 a 28 de fevereiro, para partilhar cruzes e esperanças e repensar as nossas lutas frente ao avanço cada vez mais acelerado e violento do capital e do Estado sobre os nossos direitos.

Vivemos o encontro como um momento histórico, que confirma a realidade indiscutível de uma articulação e aliança entre povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e camponeses. O diálogo entre povos e comunidades que expressam culturas e tradições diferentes, frequentemente marcadas por preconceitos e rejeição, volta-se para a defesa e reconquista dos nossos territórios.  Este é o processo que unifica sonhos e estratégias na construção de um País diferente que se opõe à doença capitalista do agro e hidronegócio, mineração, hidroelétricas, incentivada e financiada pelo Estado, em nome do chamado desenvolvimento e crescimento do Brasil.

Não nos deixaremos curvar pelo avanço insaciável do capitalismo com o seu cortejo de políticas governamentais nefastas e genocidas. Território não se negocia não se vende não se troca. É o espaço sagrado onde fazemos crescer a vida, nossa cultura e jeito de viver, nos organizar, ser livres e felizes. "Territórios livres, já!!!".

"A senzala não acabou. Ficamos livres das correntes e dos grilhões, mas continuamos presos ao cativeiro do sistema". (Rosemeire, Quilombo dos Rios dos Macacos, Bahia)

Constatamos, mais uma vez, com dor e angústia, o retrocesso armado pelos três poderes do Estado para desconstruir, com leis, portarias, como a 303, PEC 215, ADIN 3239, e decretos de exceção, a Constituição, que garante, em tese, os nossos direitos territoriais e culturais. É revoltoso e doído o que estamos passando nas nossas aldeias, quilombos e comunidades: nossos territórios invadidos, a natureza sendo destruída, nossa diversidade cultural desrespeitada e a sujeição política via migalhas compensatórias. Querem nos encurralar! Sofremos humilhações, violências, morte e assassinatos, o que nos leva a tomar uma atitude.

O primeiro passo para uma verdadeira libertação do cativeiro a que estamos submetidos, é continuar o diálogo intercultural, para conhecermos melhor nossas diversidades, riquezas e lutas. Segundo passo é encontrarmos estratégias de unificação de nossas pautas para a construção de uma frente unificada, que possa se contrapor, com eficácia, ao capital e ao Estado, a partir de mobilizações regionais dos povos indígenas e das populações do campo, das águas e da floresta. Estamos de olho nas ações dos três poderes do Estado brasileiro, para nos defendermos do arbítrio da desconstrução dos direitos e da violência institucional e privada.

Diante da total paralisia do Governo Dilma em cumprir a Constituição e na contramão da legislação internacional (OIT 169) que decretam o reconhecimento dos direitos dos povos indígenas e das populações tradicionais, exigimos a imediata demarcação e titulação dos nossos territórios.

Acreditamos que a nossa luta, na construção de projetos de Bem Viver, é sagrada, abençoada e acompanhada pelo único Deus dos muitos nomes e pela presença animadora dos nossos mártires e encantados.

Luziânia, 28 de fevereiro de 2013.


Carta final do Seminário dos Povos e Comunidades Tradicionais

Foi concluído nesta quinta-feira, 28 de fevereiro, o Seminário "Os territórios Tradicionais e o Estado Brasileiro". O evento integra as atividades da 5ª Semana Social Brasileira, foi realizado em Luziânia (GO). Na carta final do Seminário, os participantes reafirmam seus processo de luta, de resistência e o intuito de fortalecer a articulação dos povos e comunidades originárias.

Leia a íntegra do documento:

CARTA DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS

"O mundo está doente; precisa de cura" (Ninawa, Hunikui, Acre)

No âmbito dos eventos da V Semana Social Brasileira e do Encontro Unitário dos Povos do Campo, das Águas e da Floresta, nós, povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, seringueiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, litorâneos e ribeirinhos, comunidades de fundo e fecho de pasto e posseiros de todo o Brasil, mulheres e homens de luta, nos encontramos em Luziânia/GO, nos dias de 25 a 28 de fevereiro, para partilhar cruzes e esperanças e repensar as nossas lutas frente ao avanço cada vez mais acelerado e violento do capital e do Estado sobre os nossos direitos.

Vivemos o encontro como um momento histórico, que confirma a realidade indiscutível de uma articulação e aliança entre povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e camponeses. O diálogo entre povos e comunidades que expressam culturas e tradições diferentes, frequentemente marcadas por preconceitos e rejeição, volta-se para a defesa e reconquista dos nossos territórios.  Este é o processo que unifica sonhos e estratégias na construção de um País diferente que se opõe à doença capitalista do agro e hidronegócio, mineração, hidroelétricas, incentivada e financiada pelo Estado, em nome do chamado desenvolvimento e crescimento do Brasil.

Não nos deixaremos curvar pelo avanço insaciável do capitalismo com o seu cortejo de políticas governamentais nefastas e genocidas. Território não se negocia não se vende não se troca. É o espaço sagrado onde fazemos crescer a vida, nossa cultura e jeito de viver, nos organizar, ser livres e felizes. "Territórios livres, já!!!".

"A senzala não acabou. Ficamos livres das correntes e dos grilhões, mas continuamos presos ao cativeiro do sistema". (Rosemeire, Quilombo dos Rios dos Macacos, Bahia)

Constatamos, mais uma vez, com dor e angústia, o retrocesso armado pelos três poderes do Estado para desconstruir, com leis, portarias, como a 303, PEC 215, ADIN 3239, e decretos de exceção, a Constituição, que garante, em tese, os nossos direitos territoriais e culturais. É revoltoso e doído o que estamos passando nas nossas aldeias, quilombos e comunidades: nossos territórios invadidos, a natureza sendo destruída, nossa diversidade cultural desrespeitada e a sujeição política via migalhas compensatórias. Querem nos encurralar! Sofremos humilhações, violências, morte e assassinatos, o que nos leva a tomar uma atitude.

O primeiro passo para uma verdadeira libertação do cativeiro a que estamos submetidos, é continuar o diálogo intercultural, para conhecermos melhor nossas diversidades, riquezas e lutas. Segundo passo é encontrarmos estratégias de unificação de nossas pautas para a construção de uma frente unificada, que possa se contrapor, com eficácia, ao capital e ao Estado, a partir de mobilizações regionais dos povos indígenas e das populações do campo, das águas e da floresta. Estamos de olho nas ações dos três poderes do Estado brasileiro, para nos defendermos do arbítrio da desconstrução dos direitos e da violência institucional e privada.

Diante da total paralisia do Governo Dilma em cumprir a Constituição e na contramão da legislação internacional (OIT 169) que decretam o reconhecimento dos direitos dos povos indígenas e das populações tradicionais, exigimos a imediata demarcação e titulação dos nossos territórios.

Acreditamos que a nossa luta, na construção de projetos de Bem Viver, é sagrada, abençoada e acompanhada pelo único Deus dos muitos nomes e pela presença animadora dos nossos mártires e encantados.

Luziânia, 28 de fevereiro de 2013.


Encontro na Colômbia sobre os Itinerários de formação

Entre os dias 18 e 23 de fevereiro, em Medellín – Colômbia, foi realizada a reunião da equipe Ad Hoc, responsável em preparar itinerários de formação para os Diáconos Permanentes, Seminaristas, Presbíteros, Religiosos (as) e Leigos.

Participaram do encontro o padre Deusmar Jesus da Silva – Brasil; padre Juan Alvaro Zapata Torres – Colômbia; padre Jean Hérick Jasmin – Haití; padre Gabriel Alberto Rainusso Garrone – Uruguai e padre Octavio Ramon Rodrigues Palma – Venezuela. A coordenação dos trabalhos esteve a cargo de Pe Gabriel Angel Villa Vahos, Secretário Executivo do Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM.

Em algumas sessões, esteve presente o Arcebispo de Medellin, Monsenhor Ricardo A. Tobón Restrepo. A reunião teve por objetivo descobrir processos bíblico-teológicos e pastorais adequados a cada vocação específica que favoreçam a reiniciação cristã dos agentes.


Dom Odilo escreve ao Papa emérito

Cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, escreveu uma carta ao Papa emérito, Bento XVI, que foi publicada nesta sexta-feira, 01 de março. Na carta, dom Odilo afirma: "Vossa Santidade nos deu um grande exemplo de humildade e coragem e, ao mesmo tempo, de fé e generosidade, ao colocar em evidência que o bem e a missão da Igreja devem ocupar o primeiro lugar nas preocupações de todos aqueles que são chamados e constituídos no serviço do Rebanho do Senhor".

Dom odilo ainda lembrou: que "ao entregar a Santa Igreja ´aos cuidados do seu Supremo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo´, Vossa Santidade indicou qual é a verdadeira natureza do ministério do Papa, dos Bispos e de todos os Sacerdotes, colocados a serviço da Igreja: somos todos servidores do Povo de Deus em nome de Jesus Cristo e por encargo seu. É Ele o verdadeiro e único Senhor e Pastor da Igreja, que cuida dela e quer o seu bem mais do que ninguém outro!"

"Manifesto, portanto, minha mais sincera compreensão, respeito e admiração pelo gesto humilde, corajoso e generoso de Vossa Santidade e pelo ensinamento de fé que nos deixa, no serviço a Jesus Cristo e à Igreja. Não devemos estar apegados a cargos e posições, quando está em jogo o bem maior da Igreja, à qual servimos", reiterou o cardeal de São Paulo.

A carta ainda acena para a visita feita por Bento XVI à Sâo Paulo, em 2007, e a canonização de Santo Antonio de Sant'Ana Galvão, 1º Santo nascido no Brasil, canonizado naquela ocasião. E finaliza: "somos gratos pelo estímulo dado aos sacerdotes mediante o Ano Sacerdotal, e à Igreja toda para renovar-se na fé, mediante o Ano da Fé, que estamos vivendo. Gratos ainda pela escolha do Brasil e da cidade do Rio de Janeiro para sediar a próxima Jornada Mundial da Juventude".


Diocese de Amparo ganha o seu primeiro Plano de Pastoral

Em missa celebrada na cidade de Monte Alegre do Sul (SP) no dia 24 de fevereiro, o bispo de Amparo, dom Pedro Carlos Cipolini, apresentou o primeiro Plano de Pastoral da Diocese. Na mesma ocasião, a igreja matriz da cidade recebeu o título de Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus.

Fiéis de todas as paróquias da diocese foram em peregrinação ao Santuário, reunindo, na praça de frente ao Santuário, cerca de 2 mil pessoas de 11 cidades. Na homilia, dom Pedro ressaltou "que o Santuário foi quisto primeiro por Deus, depois pelo povo e agora pela Igreja que o reconhece".

Após a homilia foi entregue o Plano de Pastoral, elaborado de modo participativo por membros das paróquias e com grande participação do povo nos estudos que o antecederam. O evento também celebrou o 35º aniversário de sacerdócio de dom Pedro Carlos Cipolini.


Regional Nordeste 3 realiza ampliada das CEBs

Nos dias 23 e 24 de fevereiro, 48 delegados representantes das 21 dioceses e arquidioceses que compõe o Regional Nordeste 3 da CNBB (Bahia e Sergipe), participaram da ampliada do regional das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). O encontro ocorreu na Arquidiocese de Feira de Santana (BA), e teve como temática principal "Ser Igreja de CEBs nos dias atuais e o que o 12° Intereclesial nos disse?".

Os trabalhos desenvolvidos na ampliada abordaram as transformações sociais e a vivência da fé. As atividades foram assessoradas por padres das dioceses de Ruy Barbosa, Jequié e Salvador (BA). No domingo (24), o arcebispo de Feira de Santana, dom Itamar Vian, realizou a celebração eucarística e recordou o 13ª intereclesial das CEB's do Brasil, que está marcado para os dias 07 a 11 de janeiro de 2014, no Juazeiro do Norte (CE).

Confira a carta da ampliada:

CARTA DA AMPLIADA DO REGIONAL DAS CEBs – FEVEREIRO 2013

De 23 a 24 de fevereiro de 2013 nos encontramos na Chácara Santo Inácio, na cidade de Feira de Santana, 48 delegados e delegadas que representam 21 dioceses e arquidioceses de nosso Regional Nordeste 3.

Depois da acolhida e a oração inicial, Luis Miguel Modino, fez uma análise de conjuntura partindo da ideia de como ser Igreja de CEBs nos dias atuais a partir do que o 12º Intereclesial nos disse. O elo condutor foi o proverbio africano: "Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, consegue mudanças extraordinárias", que Dom Moacyr Grecchi, usou na celebração de abertura do 12º Intereclesial para definir as CEBs. A partir daqui foi analisada a realidade sócio eclesial hoje, e como esta realidade nem sempre responde a este jeito de se colocar diante da vida.

Os trabalhos foram desenvolvidos em cinco rancharias: As transformações sociais e a vivência da fé; as CEBs no Contexto Urbano; uma Opção pelos pobres a partir do Documento de Aparecida; Justiça e Profecia na construção do Reino e as CEBs conquistas de ontem e de hoje. Estas rancharias contaram com a assessoria de Luis Miguel Modino; Benedito Ballio; Paulo Silva; Luciano Bernardi e Terezinha Foppa. A partir do trabalho realizado em cada uma delas surgiu uma serie de desafios que devem levar à reflexão as CEBs.

Diante da mudança de época, como vivenciar nossa fé? Respeitando o outro, as diferenças; dando testemunho da nossa fé nos ambientes que vivemos; assumindo que a tecnologia, bem usada, ajuda a vivenciar a fé, em especial com a juventude; sendo conscientes que do mesmo modo que a mulher tem tido um papel fundamental nas transformações da sociedade, precisa ter seu lugar reconhecido na Igreja, mas para isso precisa de transformações; retomando a consciência comunitária frente à mentalidade individualista.

É preciso recuperar a memória histórica; formação e trabalho de base; estimular o espírito solidário; colocar as CEBs como eixo da pastoral; entender as diferenças entre paróquia com CEBs e de CEBs; denunciar o papel da mídia católica, que dificulta a vivência comunitária.

Como levar para a prática a opção pelos pobres que aparece nos Documentos da Igreja Latino-americana? A Igreja precisa reconhecer o rosto de Cristo nos pobres, pois essa opção pelos pobres tem raiz bíblica e Trinitária; sentir Maria como discípula missionária que assume a opção pelos pobres a través do Magnificat; sermos conscientes que Aparecida tem como objetivo a defesa da vida em todas suas dimensões, mas não critica as injustiças cometidas contra pobres, indígenas e afro-descendentes.

Diante do texto do samaritano reconhecer quem mais assalta hoje (mídia); nos perguntar quais são as hospedagens onde são acolhidos aqueles que estão à beira do caminho; como aproximar-se e acolher na realidade de hoje; como expandir para o ano todo o grito bonito da Campanha da Fraternidade; fazer que aquilo que a gente reza seja colocado em prática; como saber quem são os verdadeiros donos do mundo, nem sempre visíveis; sentimos que hoje o profetismo virou uma estética, e não podemos considerar normal a cultura de morte; precisamos fomentar a comunhão dentro e fora da Igreja; como recuperar a liberdade de expressão.

Em nossa Igreja, em nossas CEBs, como acolher os homoafetivos; como dar espaço para as mulheres, especialmente para as mulheres negras, também numa liturgia inculturada; qual é a vivência da juventude dentro das comunidades; procurar pontos comuns em que todos concordem para o bem do coletivo; respeitar às diferenças e buscar nelas a complementariedade e não a divisão; vida equilibrada com o planeta; valorizar a identidade daqueles que ao longo de mais de quinhentos anos conseguiram viver em harmonia com a natureza; valorizar o ancestral e os conhecimentos que passam de pai para filho; construção da soberania a partir das comunidades.

Encerramos esta parte do trabalho em grupos com um momento de mística, que nos ajudou a colocar nas mãos de Deus aquilo que faz parte de nossa caminhada e vivência da fé. Também não poderia faltar um momento de confraternização depois de um dia de profunda reflexão.

A celebração eucarística, presidida por Dom Itamar Vian, arcebispo de Feira de Santana, foi momento para celebrar juntos nossa fé e vida e dar inicio a nossos trabalhos no domingo, onde a reflexão foi centrada em torno do 13º Intereclesial, a ser celebrado em Juazeiro do Norte de 07 a 11 de janeiro de 2014. Foi tempo para organizar os passos a serem dados e possibilitar a reflexão e participação de nossas CEBs deste momento marcante em nossa caminhada eclesial.

Agradecemos à Arquidiocese de Feira de Santana pela possibilidade que nos ofereceu de poder celebrar esta ampliada do Regional das CEBs. A Dom Itamar, que desde o inicio apoiou e agradeceu o fato de nos encontrar aqui, a Companhia de Jesus que cedeu o espaço para nos encontrar e a tantas pessoas que voluntariamente, com tanto carinho fizeram nos sentir em casa.

Os delegados e delegadas da ampliada das CEBs do regional nordeste 3, Bahia e Sergipe.

Feira de Santana (BA), 24 de fevereiro de 2013.


Comunidades de fé da arquidiocese de BH agradecem a Bento XVI

Um grande número de fiéis participou da missa em agradecimento a Bento XVI, celebrada no Santuário São Judas Tadeu em Belo Horizonte. Presidida pelo arcebispo metropolitano dom Walmor Oliveira de Azevedo, a Celebração Eucarística foi transmitida ao vivo pela Rádio América e TV Horizonte, que integram a Rede Catedral de Comunicação Católica, e recebeu ampla cobertura da imprensa.

Durante a Homilia, o arcebispo dom Walmor pediu que todos permaneçam em oração e comunhão com toda a Igreja nesse momento: "Peço ao coração de cada irmão, cada irmã, que estejamos em comunhão com nossa Igreja, nesse momento singular. Que possamos cumprir a grande tarefa que Jesus Cristo deu ao apóstolo São Judas Tadeu, de congregar todos no amor de Deus. Esse é o tempo de oração e compromisso para fortalecer o coração de nossa Igreja com a intercessão de São Judas Tadeu. Bento XVI demonstrou simplicidade e humildade pelo gesto de confiança em Deus, nesse Ano da Fé", destacou.

Diversas paróquias e santuários da Arquidiocese de Belo Horizonte também realizaram momentos especiais em homenagem ao Papa Emérito. No Santuário da Padroeira de Minas Gerais, Nossa Senhora da Piedade, que fica em Caeté (MG), Região Metropolitana de Belo Horizonte, entre outras atividades, também foi celebrada missa em agradecimento a o Papa Emérito. Na igreja Nossa Senhora do Carmo, região Centro-Sul da capital, os sinos repicaram durante oito minutos, representando cada ano do pontificado de Bento XVI. Já no Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua - Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, entre outras atividades, fiéis rezaram pelo Papa Emérito ao longo do dia.

Durante a noite, jovens se reuniram na Praça do Papa, um dos pontos mais conhecidos da capital mineira, que recebeu em 1980 a visita do Papa João Paulo II, para a oração do Terço. O ato, que reuniu mais de 100 pessoas, foi organizado pela internet, por meio das redes sociais.


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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 28/02/2013

REFLEXÃO

O tempo santo da quaresma é tempo de conversão. Quando falamos de conversão, precisamos pensar antes de tudo nas suas motivações, pois delas depende a sua perseverança. O Evangelho de hoje nos mostra um dos principais elementos que devemos levar em consideração no que diz respeito à motivação para a conversão que é a questão dos valores. Para o homem rico, os valores fundamentais eram a quantidade de bens materiais e os prazeres do mundo. De nada lhe adiantaram Moisés e os Profetas porque, como não havia comunhão de valores, estes se tornaram discursos vazios e a religião foi reduzida a ritualismos. Nesta quaresma, precisamos assumir como próprios de todos nós os valores do Evangelho para que de fato nos convertamos.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom José Ronaldo Ribeiro, Bispo de Janaúba - MG

Ordenação Presbiteral

  • Dom Marcelo Pinto Carvalheira, Obl Reg OSB, Arcebispo Emérito da Paraíba - PB

Ordenação Episcopal

  • Dom Edmar Peron, Bispo Auxiliar de São Paulo - SP
NOTÍCIAS

Bento XVI garante reverência e obediência ao novo Papa

 

Na manhã desta quinta-feira, 28 de fevereiro, o Papa Bento XVI teve um encontro com os membros do Colégio dos Cardeais, renovou seu compromisso de permanecer unido a todos, pediu que permaneçam em oração e declarou, solenemente, incondicionada reverência e obediência ao futuro Papa.

Assim como o cardeal Sodano, o Papa também citou a experiência dos discípulos de Emaús, afirmando que também para ele foi uma alegria caminhar em companhia dos cardeais nesses anos na luz da presença do Senhor ressuscitado.

Como disse ontem diante de milhares de fiéis que lotavam a Praça S. Pedro, a solidariedade e o conselho do Colégio foram de grande ajuda no seu ministério. "Nesses oito anos, vivemos com fé momentos belíssimos de luz radiosa no caminho da Igreja, junto a momentos em que algumas nuvens se adensaram no céu. Buscamos servir Cristo e a sua Igreja com amor profundo e total. Doamos a esperança que nos vem de Cristo e que é a única capaz de iluminar o caminho. Juntos, podemos agradecer ao Senhor que nos fez crescer na comunhão. Juntos, podemos pedir para que nos ajude a crescer ainda nessa unidade profunda, de modo que o Colégio dos Cardeais seja como uma orquestra, onde as diversidades, expressão da Igreja universal, concorrem à superior e concorde harmonia.

Aos Cardeais, o Papa expressou "um pensamento simples" sobre a Igreja e sobre o seu mistério, que constitui para todos nós a razão e a paixão da vida, escrita por Romano Guardini. Ou seja, de que a Igreja não é uma instituição excogitada, mas uma realidade viva. Ela vive do decorrer do tempo, transformando-se, mas em sua natureza permanece sempre a mesma. O seu coração é Cristo.

"Parece que esta foi a nossa experiência ontem na Praça. Ver que a Igreja é um corpo vivo, animado pelo Espírito Santo, e vive realmente da força de Deus. Ela está no mundo, apesar de não ser do mundo. É de Deus, de Cristo, do Espírito Santo e nós o vimos ontem. Por isso é verdadeira e eloquente a outra famosa expressão de Guardini:

A Igreja se desperta no ânimo das pessoas. A Igreja vive, cresce e se desperta nos ânimos que, como a Virgem Maria, acolhem a palavra de Deus e a concebem por obra do Espírito Santo. Oferecem a Deus a própria carne e o próprio trabalho em sua pobreza e humildade, se tornando capazes de gerar Cristo hoje no mundo.

Através da Igreja, disse o Papa, o mistério da encarnação permanece presente sempre. E fez um apelo aos Cardeais:

"Permaneçamos unidos, queridos irmãos, neste mistério, na oração, especialmente na Eucaristia cotidiana, e assim serviremos a Igreja e toda a humanidade. Esta é a nossa alegria que ninguém pode nos tirar. Antes de saudá-los pessoalmente, desejo dizer que continuarei próximo com a oração, especialmente nos próximos dias, para que sejais plenamente dóceis à ação do Espírito Santo na eleição do novo Papa. Que o Senhor vos mostre quem Ele quer. E entre vós, entre o Colégio dos cardeais, está também o futuro Papa, ao qual já hoje prometo a minha incondicionada reverência e obediência."


O afeto dos cardeais ao Papa

"Hoje, queremos mais uma vez expressar-lhe toda a nossa gratidão." Assim, o Decano do Colégio Cardinalício, Card. Angelo Sodano, saudou o Papa Bento XVI, na Sala Clementina, em nome de todos os cardeais presentes em Roma.

"Com grande trepidação, os Padres Cardeais se unem ao seu redor, Santidade, para manifestar-lhe mais uma vez seu profundo afeto e expressar-lhe viva gratidão por seu testemunho de abnegado serviço apostólico, pelo bem da Igreja de Cristo e de toda a humanidade."

Recordando as palavras pronunciadas pelo Pontífice sábado passado, no final dos Exercícios Espirituais, quando agradeceu a todos por esses quase oito anos, durante os quais seus colaboradores carregaram com competência, afeto, amor e fé o peso do ministério petrino, o Cardeal afirmou que é o Colégio que deve agradecer pelo exemplo que o Papa deu em todo este período:

"Em 19 de abril de 2005, Sua Santidade se inseriu na longa cadeia de Sucessores do Apóstolo Pedro e hoje, 28 de fevereiro de 2013, está prestar a deixar-nos, à espera que o timão da barca de Pedro passe a outras mãos. Assim, prosseguirá a sucessão apostólica, que o Senhor prometeu à sua Santa Igreja, até quando se ouvir sobre a terra a voz do Anjo do Apocalipse que proclamará 'Já não haverá mais tempo... então o mistério de Deus estará consumado'. Terminará assim a história da Igreja, com a história do mundo, com o advento de novos céus e terra nova." O Cardeal Sodano afirmou que, "com profundo amor", os cardeais tentaram acompanhá-Lo no seu caminho, revivendo a experiência dos discípulos de Emaús, os quais, depois de caminharam com Jesus, disseram um ao outro: 'Não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho?'.

"Sim, Padre Santo, saiba que o nosso coração também ardia enquanto caminhávamos juntos nesses últimos oito anos. Hoje, queremos mais uma vez expressar-lhe toda a nossa gratidão. Em coro, repetimos uma expressão típica de sua querida terra natal: 'Vergelt's Gott', Deus lhe pague!"


Presidente da CNBB diz que a reúncia do Papa foi gesto profético

Dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida, é um dos cinco cardeais brasileiros eleitores que se encontram em Roma, convocados para o próximo conclave. Nesta quarta-feira, 27de fevereiro, após participar da audiência geral na Praça São Pedro, concedeu uma coletiva aos jornalistas.

A repórter da Rádio Vaticano Cristiane Murray esteve no Colégio Pio Brasileiro. Dom Raymundo, ao anunciar a renúncia, Bento XVI admitiu seus limites, de idade e de forças, para prosseguir em seu ministério. A decisão de abdicar ao Pontificado, primeira depois de 600 anos, foi considerada 'humilde e corajosa', tendo 'humanizado' a imagem da Igreja.

O sr. acredita que este gesto vai aproximar os fiéis da Igreja?

"Acho que sim. É um gesto que podemos até dizer 'profético', que quer nos dizer alguma coisa. No sentido que o Papa também é o Vigário de Cristo, é aquele que faz as vezes de Cristo, mas quem conduz a Igreja propriamente é Cristo, então primeiro ele nos dá este sinal profético: o Papa é humano, tem seus limites físicos e chega um momento em que ele pode dizer que não tem mais condições de conduzir a Igreja como deveria governá-la, de modo eficiente, com todo o bem que a Igreja exige. É profético neste sentido, um gesto de humildade, de grandeza, coragem. Porque o Papa sabia das repercussões de seu gesto... estamos todos vendo. É algo inusitado que pegou a Igreja de surpresa, embora ele tenha feito alusões à possível renúncia. Mas uma coisa é fazer alusões, outra é renunciar mesmo. A gente nunca sabe se fato isto iria se concretizar. Ele deixou em aberto esta possibilidade. O gesto é profético neste cenário".


Bento XVI em Castel Gandolfo

No início da tarde desta quinta-feira, 28 de fevereiro, o Papa Bento XVI foi levado de helicóptero para a cidade de Castel Gandolfo, nos arredores de Roma. Segundo informações da Sala de Imprensa da Santa Sé ele ficará na residência de verão por dois meses. As 20 horas de Roma, 16 horas de Brasília, estará encerrado o seu pontificado.

A cidade de Castel Gandolfo Fica a 30 km ao sul de Roma, à beira do lago de Albano. A residência foi construída em 1626 pelo Papa Urbano VIII como residência de campo para passar o verão. Desde a sua construção, a Igreja já teve 31 papas, sendo que apenas 15 fizeram uso da residência em algum momento. Bento XVI, nos seus quase oito anos de pontificado, passou longas temporadas neste belo local, onde escreveu parte da trilogia 'Jesus de Nazaré'.

Durante a II Guerra Mundial, os aposentos onde ficará Bento XVI foram transformados numa maternidade, onde nasceram 50 crianças, filhos de italianos que ali se refugiavam. Os pais das crianças, como forma de agradecimento ao Papa Pio XII (Eugenio Pacelli), colocaram o nome das crianças de Eugenio ou Pio.

A Residência Apostólica de Castel Gandolfo e os jardins ao seu redor ocupam 55 hectares, área maior que o Estado do Vaticano. Os jardins, com espaços projetados por Bernini, além das centenas de árvores, tem um espaço especial dedicado à Virgem Maria. Nas três vilas que formam o complexo (a Residência Papal, a Vila Barberini e outra destinada à administração), trabalham 55 pessoas, sendo que muitas vivem no local com suas famílias. O complexo também conta com exploração leiteira, produzindo cerca de 600 litros/dia, vendidos no supermercado Vaticano ou em leiterias locais. Ali também são criadas galinhas e produzidas verduras. A Residência Apostólica não possui grandes obras de arte, destacando apenas a beleza de algumas tapeçarias. A beleza do lugar e do lago de origem vulcânica suprem o que falta no interior da residência.


Sé Vacante: presidência da CNBB envia carta aos bispos sobre o período

No final da tarde desta quinta-feira, 28 de fevereiro, após as 16 horas, quando se iniciou o período de vacância da Sé Apostólica, a CNBB enviou carta aos bispos do Brasil na qual "se une aos irmãos Arce/Bispos e a todas as comunidades espalhadas pelas Igrejas Particulares, para vivenciar esse tempo com particular dedicação à oração em ação de graças pelos oito anos de pontificado do Santo Padre Bento XVI, e pelos Cardeais que elegerão o novo Papa".   Na carta, a CNBB recomenda que seja lembrada a mesma súplica sugerida pelo então Cardeal Ratzinger, em 2005, antes do Conclave que o elegeu Sucessor de Pedro: "Peçamos com insistência ao Senhor que (...) nos ofereça um pastor segundo o seu coração, um pastor que nos guie ao conhecimento de Cristo, ao seu amor, à verdadeira alegria". Os bispos da presidência da Conferência recordam que "durante esse tempo litúrgico da Quaresma, torne fértil o ambiente de nossas comunidades para a tomada de iniciativas, como a celebração da Missa ´PELA ELEIÇÃO DO PAPA´, a ´ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO´, a exortação aos fieis para mais aprofundado conhecimento sobre o ministério do Papa, e nos coloque em estreita união com os cardeais brasileiros eleitores: Dom Raymundo Damasceno, Dom Odilo Scherer, Dom Geraldo Majella Agnello, Dom Claudio Hummes e Dom João Braz de Aviz".

A conclusão da carta traz a renovação da compromisso com a comunhão entre os sucessores dos apóstolos e a confiança no Espírito Santo: "permaneçamos unidos na fé, fortes no amor, esperançosos na ação que conduz e anima a Igreja. Acima de tudo, sejamos dóceis ao Espírito Santo que "introduz a Igreja no conhecimento de toda a verdade (cf. Jo 16, 13), unifica-a na comunhão e no ministério, edifica-a e dirige-a com os diversos dons hierárquicos e carismáticos e enriquece-a com os seus frutos (cf. Et 4, 11-12; 1 Cor 12, 4; Gál 5, 22)" (João Paulo II)".

 

Bento XVI: sou um simples peregrino que inicia a última etapa de sua peregrinação na terra

"Obrigado, caros amigos, estou feliz por encontrar-me com vocês, circundado pela beleza da Criação e pela simpatia de vocês que me fazem muito bem. Obrigado pela amizade de vocês, do seu afeto!" Essas foram as primeiras palavras de Bento XVI dirigidas aos fiéis reunidos diante da residência apostólica de Castel Gandolfo, no final da tarde desta quinta-feira, 28 de fevereiro, horas antes de encerrar oficialmente seu pontificado.

"Vocês sabem que este dia é para mim diferente dos dias precedentes: serei Sumo Pontífice da Igreja Católica até às 20h desta noite, depois não mais o serei". "Sou simplesmente um peregrino – prosseguiu – que inicia a última etapa de sua peregrinação nesta terra. Mas gostaria ainda com o meu coração, com o meu amor, com a minha oração, com a minha reflexão, com todas as minhas forças interiores, de trabalhar em prol do bem comum e do bem da Igreja e da humanidade. E me sinto muito apoiado pela simpatia de vocês. Sigamos adiante com o Senhor para o bem da Igreja e do mundo. Obrigado!"

Em seguida, emocionado, o Santo Padre concedeu a sua Bênção apostólica aos presentes.

O Papa havia chegado a Castel Gandolfo às 17h23, ao heliporto das Vilas Pontifícias, acolhido pelo som dos sinos da Diocese de Albano Laziale.

De fato, Bento XVI havia deixado o Vaticano de helicóptero às 17h07, também ao som dos sinos e dando a volta sobre a Praça São Pedro para saudar os muitos fiéis reunidos para dirigir-lhe a última comovida saudação de Roma expressando o seu muito obrigado ao Papa.

O helicóptero sobrevoou o Coliseu e a Basílica de São João de Latrão – sede da Diocese de Roma –, com imagens transmitidas pelo Centro Televisivo Vaticano (CTV).

Pouco antes das 17h locais, no pátio São Damaso, Bento XVI fora saudado pelos superiores da Secretaria de Estado, conduzidos pelo Cardeal Tarcisio Bertone, pelos cardeais Agostino Vallini e Angelo Comastri, respectivamente, vigário-geral do Papa para a Diocese de Roma, e vigário do Papa para o Estado da Cidade do Vaticano, e pelo piquete da Guarda Suíça.

Passando de automóvel diante da Gruta de Lourdes, nos Jardins Vaticanos, chegou em seguida ao heliporto vaticano, onde foi acolhido pelo Cardeal decano Angelo Sodano e pelo Cardeal Giovanni Lajolo.

Em Castel Gandolfo o Papa foi acolhido pelo Cardeal Bertello, Dom Schiacca, pelo bispo de Albano Laziale, Dom Marcello Semeraro, pelo diretor das Vilas Pontifícias, Saverio Petrillo, bem como pelo prefeito de Castel Gandolfo.

Bento XVI permanecerá na residência de Castel Gandolfo por cerca de dois meses, para em seguida retornar ao Vaticano como Papa emérito e residir no mosteiro "Mater Ecclesiae", uma vez restaurado. Às 20h conclui-se o seu Pontificado e se inicia a sé vacante.

Bento XVI publicou o seu último tweet no momento de deixar, às 17h locais, o Vaticano, retirando-se para Castel Gandolfo, na qual enviou a seguinte mensagem: "Obrigado pelo vosso amor e o vosso apoio! Possais viver sempre na alegria que se experimenta quando se põe Cristo no centro da vida"


Presidente Dilma saúda papa Bento XVI

"Ao findar o seu Papado, manifesto o meu respeito pela decisão de Vossa Santidade de renunciar à Cátedra de S. Pedro", afirma a presidente Dilma Rousseff em mensagem divulgada pelo Palácio do Planalto nesta quinta-feira, 28 de fevereiro.

Leia a Mensagem:

Santo Padre,

Ao findar o seu Papado, manifesto o meu respeito pela decisão de Vossa Santidade de renunciar à Cátedra de S. Pedro.

Nesta oportunidade, recordo os gestos de apreço com que o meu país foi distinguido nesses últimos anos. São marcos históricos no relacionamento entre a Santa Sé e o Brasil a escolha de Aparecida do Norte para sediar a V CELAM, que ensejou a sua visita ao país, a canonização do primeiro Santo brasileiro, Dom Antonio Galvão de França, assim como a histórica decisão de realizar a Jornada Mundial da Juventude na cidade do Rio de Janeiro.

Desejo que essa nova fase de recolhimento o encontre com saúde e paz.

Respeitosamente,

Dilma Rousseff Presidenta da República Federativa do Brasil


Bento XVI saberá quem é o novo Papa pelo anúncio oficial

Respondendo a perguntas de jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé reiterou que Bento XVI saberá da eleição do novo Papa somente no anúncio público do Cardeal Protodiácono (no Habemus Papam, ndr) a ser feito, como de costume, no Balcão central da Basílica de São Pedro.

No final da manhã desta quinta-feira o religioso jesuíta, Pe. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé,  concedeu uma coletiva para repercorrer a audiência dos cardeais com o Papa e para explicar alguns procedimentos dos próximos dias e para esta quinta-feira, final do Pontificado. De fato, Pe. Lombardi havia antecipado que Bento XVI lançaria seu último tweet no momento de deixar o Vaticano. O twett foi lançado às 17h15 locais, com a seguinte mensagem: "Obrigado pelo vosso amor e o vosso apoio! Possais viver sempre na alegria que se experimenta quando se põe Cristo no centro da vida". "Depois, como o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais havia esclarecido, a conta Pontifex ficará suspensa durante o período de sé vacante, podendo ser retomada pelo novo Papa, se ele o quiser, se o considerar oportuno. Haverá outros momentos salientes que serão transmitidos pelo Centro Televiso Vaticano (CTV). O CTV transmitiu ao vivo as imagens do fechamento da porta da residência pontifícia de Castel Gandolfo, às 20h locais, horário do encerramento do Pontificado de Bento XVI. No meso horário, no Vaticano, foram colocados alguns simples lacres no apartamento pontifício e no elevador que conduz ao mesmo. Pe. Lombardi ressaltou no início da coletiva que foram 144 os cardeais presentes na Sala Clementina, no Vaticano, no encontro da manhã desta quinta-feira com o Papa, e evidenciou algumas passagens do discurso que Bento XVI dirigiu aos purpurados. De fato, destacou o ato de obediência que o Papa já fez a seu sucessor. "É muito bonito e também muito original, disse Pe. Lombardi. Justamente nos impressionou e nos revela a atitude com a qual o Papa vive e viverá essa eleição." E sobre o anel do pescador, Pe. Lombardi afirmou que o mesmo será inutilizado: "Daquilo que eu sei, no passado, quer o carimbo, quer o selo de chumbo, quer o anel não precisavam ser destruídos de modo a não sobrar nem mesmo um só pedaço. Basta que sejam danificados de modo tal que não sejam mais funcionais para aquilo a que servem."

Todos os dias se terá, neste períodode vacância da Santa Sé, às 13h locais, uma coletiva com os jornalistas, foi o que afirmou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi.


"A juventude é peça fundamental para os novos tempos"

Brasília, 01 de março de 2013.

Caros irmãos Párocos e Administradores Paroquiais,Vigários Paroquiais e demais Presbíteros.

"correu ao encontro do filho mais novo, abraçou-o e cobriu-o de beijos" (cf Lc 15, 20)

Esperançoso de que os jovens estejam encontrando cada vez mais abraços calorosos em nossas paróquias, dirijo-me aos senhores, renovando minha estima e agradecimento por aquilo tudo que já têm investido na evangelização da juventude, principalmente neste ano a ela dedicado.

Entramos em um mês pleno de motivações cristãs e atividades. É março: Quaresma, Semana Santa, Páscoa, Campanha da Fraternidade, Conclave e, provavelmente, anúncio de nosso novo Papa. Que preciosas ocasiões para o crescimento da fé, a maior adesão à vida comunitária, o compromisso com a construção do Reino! Como envolver ainda mais nossos jovens neste clima?

O ambiente eclesial paroquial é o lugar privilegiado para se viver e aprofundar a Quaresma. Ele é capaz de transformar e animar o coração dos jovens quando estes encontram motivações suficientes e atraentes. Quantas mudanças observamos na juventude quando ela se sente contemplada e valorizada, quando envolvida nas diversas celebrações e atividades, muitas delas já com cara da juventude, como, por exemplo, as famosas vias-sacras da Sexta-Feira Santa. Como nossas comunidades poderiam manifestar sua alegria pascal pela presença do Ressuscitado na vida dos jovens que Deus nos confia para ouvir, amar e servir? Não basta que os jovens sejam considerados em nossos discursos e papéis; eles precisam perceber que são amados de verdade. A Campanha da Fraternidade 2013 é um grande clamor para este resgate da vida e do protagonismo dos jovens em prol de nossas comunidades e sociedade. Sua paróquia já definiu ações bem concretas e transformadoras para os jovens e com eles?

Vivemos um momento muito delicado e enriquecedor! A renúncia de Bento XVI e o processo de nomeação do próximo papa devem nos tocar a fundo, fortalecer nosso amor à Igreja, comprometer-nos ainda mais na vivência de nosso batismo e numa especial corrente de oração. Como nossas paróquias estão valorizando este momento de eclesialidade e aproveitando dele para o fortalecimento da vida e da fé de nossos jovens? A Jornada Mundial da Juventude que nasceu no coração de João Paulo II e foi tão bem acolhida e incentivada por Bento XVI terá, seguramente, em nosso novo Papa a sua total adesão e incremento! Desde já nos alegramos pela sua presença na JMJ Rio 2013 daqui cinco meses!

Neste "Ano da Juventude" a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, coloca em suas mãos, também, mais um subsídio para auxiliá-lo na evangelização das novas gerações. O recém lançado "Estudos103 da CNBB – Pastoral Juvenil no Brasil: Identidade e Horizontes" quer ser um instrumento adequado para se entender e valorizar a realidade eclesial atual que, embasada numa importante experiência de trabalho junto aos jovens, continua apostando neles como principais evangelizadores dos próprios jovens. Este material é um adequado suporte para que toda a beleza desenhada no Documento 85 da CNBB – "Evangelização da Juventude: Desafios e Perspectivas Pastorais" – possa ser mais bem entendida e aplicada. Solicito-lhes que conheçam este documento e o divulguem entre os líderes responsáveis pela evangelização, formação e educação da juventude.

Sabemos que a Ressurreição de Jesus Cristo impacta a história da humanidade, minando a força da morte e potencializando a vida! A juventude é peça fundamental para os novos tempos. A Igreja precisa dos jovens para sua adequada "conversão pastoral" e, com eles, favorecer vida nova ao povo.

Maria, que com sua obediência a Deus e maternidade assumida acompanhou seu filho em todos os momentos até a Cruz, nos ensine e nos fortaleça nesta delicada missão de acompanhar TODOS os jovens em suas vivências de cruz e ressurreição. A todos os senhores: proveitosa Quaresma, frutuosa Campanha da Fraternidade, FELIZ PÁSCOA!

Dom Eduardo Pinheiro da SilvaPresidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB


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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 27/02/2013

REFLEXÃO

Nós todos, que nos dizemos discípulos e discípulas de Jesus, não podemos deixar os critérios do Evangelho para viver segundo os critérios do mundo. No mundo, autoridade significa ocasião para a tirania, a opressão e a busca da satisfação dos próprios interesses, sejam de quais naturezas forem. O próprio Jesus nos fala que entre nós não deve ser assim. Ele é o modelo de autoridade para todos nós, pois sendo verdadeiro Deus, o Senhor de tudo, se fez servidor dos homens e despojou-se de tudo, desde a sua condição divina até a sua vida humana, para nos resgatar e nos fazer participantes da vida divina.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Vartan Waldir Boghossian, SDB, Exarca do Exarcado Apostólico para os fiéis de Rito Armênio residentes na América Latina e México
  • Dom Tarcisio Nascentes dos Santos, Bispo de Duque de Caxias - RJ

Ordenação Episcopal

  • Dom Francisco Javier Delvalle Paredes, Bispo de Campo Mourão - PR
  • Dom José Luiz Majella Delgado, CSSR, Bispo de Jataí - GO
NOTÍCIAS

"Neste momento, existe em mim, muita confiança", disse o Papa na última audiência pública

O cardeal Raymundo Damasceno, presidente da CNBB, estava presente na última audiência pública do Papa Bento XVI que reuniu cerca de 200 mil peregrinos na manhã desta quarta-feira, 27 de fevereiro, na Praça de São Pedro.

Apesar do frio, o sol brilhava. Ao entrar na Praça, o Papa fez um giro abençoando a multidão que agitava bandeiras de várias partes do mundo e cartazes com mensagens de apoio como "nós estamos todos do seu lado". Nesse percurso, dom Georg, o secretário particular, levou várias crianças para que recebesse um beijo do Papa. O veículo chamado "papamóvel", depois de passar por todos os corredores na Praça, subiu até o centro da plataforma que fica diante da Basílica Patriarcal de São Pedro aonde realizou sua catequese costumeira.

O início da audiência foi marcado pela proclamação de um trecho do primeiro capítulo da Carta de São Paulo aos colossenses. Em seguida, o Papa agradeceu a numerosa presença de fiéis, disse que estava comovido e que via a "Igreja viva". Agradeceu e disse que "abraçava" toda a Igreja. Prometeu levar a todos por meio da oração. "Neste momento existe em mim muita confiança", disse o Papa. Lembrou o dia 19 de abril de 2005 quando assumiu o ministério petrino, quando ressoaram as palavras: "Senhor, por que me pede isso?", mas como considerou a vontade de Deus, aceitou. Bento XVI disse que 8 anos depois pode afirmar que Deus esteve sempre presente e atuante.

O Papa disse que sempre soube que o barco da Igreja não é nosso, mas é de Deus e Ele não vai deixar esse barco afundar. "Gostaria que cada um sentisse a alegria de ser cristão", disse o Papa. O dom da fé é o dom mais precioso que temos e que ninguém pode nos tirar, reforçou Bento XVI. Ele disse também que um papa nunca está sozinho na condução do ministério petrino. Considerou a ajuda dos cardeais, o secretario de estado e todos da Cúria. "Um pensamento especial à Igreja de Roma, minha diocese", referiu-se ao povo da diocese afirmando que em seus contatos, esteve muito próximo a todos como pai.

Expressou gratidão ao Corpo Diplomático da Santa Sé e aos serviços de comunicação que favorecem a comunhão da Igreja no mundo inteiro. "O Papa pertence a todos e muitas pessoas se sentem próximas dele", sublinhou. Disse que recebe cartas de pessoas ilustres, mas também recebe mensagens de pessoas simples que o tratam como membro de um corpo vivo, o corpo de Jesus Cristo. Num tempo em que muitos falam de declínio da Igreja, ele sente a força da Igreja.

O Papa recordou que ao perceber a diminuição de suas forças não pensou no seu próprio bem, mas no bem da Igreja. "Amar a Igreja significa também fazer escolhas difíceis", declarou. Bento XVI lembrou que quem assume o ministério petrino abre mão de sua vida particular, porque não pertence mais a si mesmo: "pertence a todos e todos pertencem a ele". O Papa garantiu que não volta a uma vida privada com a movimentação normal, mas permanece no ambiente de São Pedro. E, por fim, agradeceu a todos que compreenderam a sua decisão e repetiu que repetiu que continua acompanhando a vida da Igreja.

Bento XVI, no final de sua palavra, pediu a todos que rezem pelos cardeais na escolha do novo Papa. E terminou com uma declaração fraterna e carinhosa: "Caros amigos: Deus guia a sua Igreja". Seguiu-se um longo aplauso.


Campanha alerta para a prevenção e tratamento da hanseníase

A Pastoral da Criança fará parte da campanha de mobilização nacional para conscientização da hanseníase, promovida pelo Ministério da Saúde. A veiculação da  campanha começa nesta quarta-feira, 27 de fevereiro, com alerta sobre a importância da prevenção e do tratamento da hanseníase e de verminoses. A campanha também mostra os principais sintomas das duas doenças.

A Pastoral da Criança participará produzindo materiais específicos de comunicação para apoiar as ações dos líderes que atuam nos municípios onde são registrados muitos casos de hanseníase.

A estratégia da Pastoral da Criança é a soma de esforços com dioceses, paróquias, congregações religiosas como os Franciscanos e outras. Os líderes da Pastoral da Criança são parceiros na luta contra a hanseníase no Brasil e por estarem próximos das famílias, podem ajudar a reconhecer sinais da doença e orientá-las na busca de tratamento nos serviços de saúde.

No Brasil existem muitas pessoas com hanseníase, nas diferentes faixas etárias, que podem não saber quais são os sinais da doença e que ela pode ser tratada gratuitamente e curada. A falta de informação e as lendas sobre a doença prejudicam a identificação da hanseníase, geram preconceito e dificultam o tratamento.


Em seu pontificado, Bento XVI dá atenção aos encarcerados

Em muitas ocasiões em seus quase oito anos de pontificado, de modo especial a partir de 2011, o papa Bento XVI demonstrou sensibilidade e atenção à realidade dos encarcerados, por meio de cartas apostólicas, mensagens de solidariedade e visitas aos presos.

Momento significativo da atenção do Sumo Pontífice aconteceu em 18 de dezembro de 2011, quando, numa obra de misericórdia corporal, visitou o presídio de Rebibbia, na periferia da capital italiana, onde rezou, conversou com os detentos e enfatizou a necessidade de se banir os erros da Justiça e os maus tratos aos prisioneiros.

Na oportunidade, recordando a exortação apostólica pós-sinodal Africa Munus, de novembro de 2011, o Sumo Pontífice destacou que "os presos são pessoas humanas que, apesar do seu crime, merecem ser tratadas com respeito e dignidade", e apontou para a urgência de "sistemas judiciários e prisionais independentes para restabelecer a justiça e reeducar os culpados".

Ainda na visita ao presídio de Rebibbia, Bento XVI pediu que a dignidade dos presos seja respeitada, para que não sofram uma dupla penalização, apontou que a superlotação e a degradação dos cárceres podem tornar a detenção ainda mais amarga e defendeu a promoção de um sistema carcerário "sempre mais adequado às exigências da pessoa humana, com recurso também às penas não detentivas ou a modalidades diferentes de detenção".

Oportunidade para reeducar o preso

Em novembro de 2012, em uma conferência com os diretores das administrações penitenciárias do Conselho da Europa, o papa Bento XVI enfatizou que os presídios devem ser a oportunidade para reeducar o preso, visando reintegrá-lo à sociedade.

"É preciso se empenhar, de maneira concreta e não somente como afirmação de princípio, por uma efetiva reeducação da pessoa, necessária seja em função de sua própria dignidade, seja em vista de uma reinserção social", apontou o Sumo Pontífice.

Bento XVI comentou ainda sobre a importância das atividades de evangelização e assistência espiritual nos presídios, como forma de despertar nos presos o entusiasmo pela vida.

Solidariedade nas tragédias carcerárias

O Papa também se mostrou sensível ao sofrimento dos presos e de seus familiares em situações de tragédias carcerárias. Em fevereiro de 2012, expressou suas condolências e solidariedade às famílias das 350 pessoas mortas em um incêndio no presídio de Comayagua, em Honduras.

Um ano depois, incidentes no presídio venezuelano de Uribana, vitimaram 58 pessoas e feriram outras dezenas, situação que não passou indiferente ao Sumo Pontífice, que manifestou sua "mais profunda proximidade espiritual e solidariedade" com os afetados pelo incêndio e pediu mais atenção das autoridades da Venezuela para que novas tragédias não voltem a acontecer.

Orações aos presos

Na visita a Cuba, em março de 2012, o papa rezou pelos presos daquele país. "Supliquei à Virgem Santíssima pelas necessidades dos que sofrem, dos que estão privados de liberdade, separados de seus entes queridos ou que passam por graves momentos de dificuldade".

Em julho do mesmo ano, ao divulgar as intenções de orações para mês de agosto aos associados do Apostolado da Oração, pediu que os encarcerados "sejam tratados com justiça e com respeito de sua dignidade humana".

E no Natal de 2012, estimulou que no contexto do nascimento do Menino Jesus, "imitemos Maria neste tempo de Natal, visitando aqueles que vivem com dificuldades, como, por exemplo, os doentes, os encarcerados, os idosos e crianças".

Proclamado Doutor da Igreja que viveu no cárcere

Em 7 de outubro de 2012, o papa Bento XVI proclamou, como Doutor da Igreja Universal, São João de Ávila, sacerdote espanhol que por dois anos viveu no cárcere.

"No entanto, em 1531, por causa de uma sua pregação mal entendida, foi aprisionado. No cárcere, começou a escrever a primeira versão do Audi, filia. Durante aqueles anos, recebeu a graça de penetrar com profundidade singular o mistério do amor de Deus e o grande benefício feito à humanidade pelo Redentor Jesus Cristo. Doravante será este o eixo da sua vida espiritual e o tema central da sua pregação", aponta um dos trechos da carta apostólica de proclamação de São João de Ávila como Doutor da Igreja Universal.


Pastoral dos Nômades realiza visita ao Rio Grande do Norte

A equipe da Pastoral dos Nômades do Brasil realizou nos dias 18 a 20 de fevereiro uma visita ao Rio Grande do Norte, na Arquidiocese de Natal e na Diocese de Caicó. Estava presente o presidente da Pastoral, dom José Edson Santana de Oliveira, e o diretor executivo, padre Wallace do Carmo Zanon.

Foi realizado um encontro com os agentes da Pastoral na Casa de Treinamento João Paulo II, e com o clero de Natal. Na visita ao acampamento da cidade de Tangará, distante 82 km da capital, a equipe se surpreendeu com o que encontrou. "Nos deparamos com uma situação de precariedade de vidas em baixo de 'latadas' de palhas sem a mínima condição de vida digna", relata padre Wallace. De acordo com ele, cerca de 50 famílias, vivem, há 13 anos, em meio esgoto, que corre ao céu aberto. A equipe da Pastoral também teve um encontro com o arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira da Rocha e com os responsáveis pelas pastorais sociais na região. Também visitaram o Santuário de Santa Rita, na cidade de Santa Cruz, e outras localidades.


Conselho Nacional de Economia Solidária discute regulamentação de empreendimentos comunitários

O fortalecimento da economia solidária e a promulgação do marco legal que visa regulamentar os empreendimentos econômicos comunitários foi o tema do encontro do Conselho Nacional de Economia Solidária (CNES). A reunião, realizada nos dias 25 a 27 de fevereiro, ocorreu na sede do Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília (DF).

De acordo com o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, padre Nelito Dornelas, que também é membro do CNES, "constata-se que no Brasil, a cada dia, cresce a quantidade de pessoas que se unem em associações e cooperativas para trabalhar, produzir ou consumir juntos, promovendo a economia solidária, na qual não há patrão nem empregados".

Atualmente, a Secretaria Nacioanl de Economia Solidária (SENAES) tem como meta selecionar e beneficiar até o ano de 2014 os produtos de 5 mil grupos de empreendimentos comunitários. Em 2012 foram selecionados 1.250 empreendimentos, beneficiando indiretamente a 32 mil pessoas em 650 municípios, significando 10% da totalidade dos municípios da federação.

O programa de geração e renda em economia solidária promove a disponibilização de recursos financeiros, mediante convênios, assistência técnica e o fomento solidário, como forma de superação da miséria. Tais empreendimentos visam beneficiar também quase 1 milhão de catadores de materiais recicláveis, dos quais apenas 30% participam de uma organização. "Existem hoje no Brasil 101 bancos comunitários, os quais estão promovendo nas camadas populares uma economia solidária. Estas experiencias, somadas a tantas outras em todo o mundo, tornaram-se objeto de estudos da Organização Internacional do trabalho", lembra padre Nelito.   

O CNES está empenhado pela aprovação do projeto de lei 4685/2012, que estabelece as definições, princípios, objetivos e composição da Política Nacional de Economia Solidária. Entre outros benefícios, esta nova lei reforçará o dialogo entre governo e sociedade, na perspectiva de uma economia a serviço da vida.


Conflitos de terra, ameaças e violência são temas comuns para comunidades tradicionais

A cidade de Luziânia (GO) recebe nestes dias cerca de 120 representantes de comunidades tradicionais de todo o país para o debate das problemáticas enfrentadas, as histórias de resistência e as leis governamentais que regem a titulação de seus territórios tradicionalmente ocupados.

Durante o evento, tem grande espaço a reflexão sobre os territórios tradicionais: conflitos, ameaças e violências. É comum entre os participantes o desejo de fortalecimento da luta e das articulações. Em todos os depoimentos, ficou clara a necessidade de unificação dos movimentos e organizações sociais, bem como o fortalecimento das parcerias em prol do sucesso em suas reivindicações.

Segundo indígenas presentes no evento, os conflitos pelo território tem prejudicado, até mesmo, sua cultura e tradições. É o caso dos quilombolas do Rio dos Macacos, na Bahia, denunciam a ação da Marinha e a violência contra a comunidade. Eles são proibidos, inclusive, de cultivar a terra. Os que resistem acabam apanhando.

Com a assessoria do advogado do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Adelar Cupsinski, houve o debate sobre a Constituição Federal e os direitos das comunidades tradicionais. Entre eles, a convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que discorre sobre povos indígenas e tribais.

De acordo com informações do advogado, a Constituição precisa ser analisada como um todo. Os direitos das comunidades já estão implícitos na Carta Magna, mas precisam ser melhor definidos. Para ao Movimento Quilombola do Maranhão, dos 1.838 territórios quilombolas mapeados até o dia de hoje, somente 121 possuem título.

O Seminário, em Luziânia, segue o dia 28 de fevereiro.


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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 26/02/2013

REFLEXÃO

Dois elementos são importantes para nós a partir da leitura do Evangelho de hoje. O primeiro é que nenhum ser humano pode ser para nós modelo absoluto para a vivência do Evangelho, uma vez que todas as pessoas são pecadoras. O segundo é que não podemos fazer da religião forma de relação de poder e de promoção pessoal. As distinções que existem na vida religiosa devem ser de cargos e funções, porque existem ministérios diferentes, mas todos na Igreja têm uma dignidade igual: a de filhos e filhas de Deus. Mesmo dentro da Igreja, a hierarquia só pode ser concebida à luz do Evangelho e a partir do conceito de serviço.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Jacinto Inácio Flach, Bispo de Criciúma - SC
  • Dom Geremias Steinmetz, Bispo de Paranavaí - PR
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NOTÍCIAS

Presidente da CNBB: "Muitos comparavam o papa Bento 16 aos grandes padres do início da igreja"

Em entrevista concedida ao jornal "Folha de Sâo Paulo", o cardeal dom Raymundo Damasceno trata de várias questões relacionadas ao momento presente vivido pela Igreja, elogia o Papa Bento XVI e fala da expectativa da eleição do novo Papa.

Folha – O que significa "sinais dos tempos" para o senhor?

Dom Raymundo Damasceno Assis – Significa mudanças profundas que todos nós experimentamos. Estamos falando hoje de uma mudança de época, e não de uma época de mudanças. Não são mudanças superficiais, mas que atingem a pessoa, os seus valores, o seu modo de viver, o seu estilo de vida, a sua maneira de julgar as coisas e de se relacionar com Deus, com o próximo, com a natureza.

O avanço das comunicações está afetando as pessoas no comportamento, nos valores, nas relações. Basta pensarmos hoje no celular, na internet, em todos esses meios modernos de comunicação, blog, YouTube etc.

Há a crise pela qual a família passa, o modelo de família hoje. São muitas as mudanças que estamos enfrentando, e a igreja tem de estar atenta a isso. São sinais dos tempos que nos falam também e que, portanto, o papa e nós, os bispos, temos de estar atentos para responder pastoralmente.

São muitos os desafios, não podemos desconhecer que a igreja também vive neste mundo, numa realidade histórica, não é só humana e divina. E a missão da igreja é responder a esses desafios com o anúncio do Evangelho. Sem perder a fidelidade do Evangelho, mas tem de atualizá-lo. Como fazer? Com que linguagem? De que maneira? Esses são os grandes desafios que nós temos pela frente.

Qual legado o papa Bento 16 deixará para a igreja?

Ele nos deixa um legado muito rico quanto ao magistério. Grande teólogo, grande pensador, mesmo antes de ser papa, como sacerdote, como professor em uma das principais universidades da Alemanha. Depois, como cardeal em Munique e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ele publicou muitos textos, muitos livros.

Como papa, infelizmente não deixou as três encíclicas que esperávamos. Deixou uma sobre a caridade, sobre a esperança, mas faltou a encíclica sobre a fé. As homilias, as audiências gerais às quartas-feiras são riquíssimas.

Muitos comparavam o papa Bento 16 aos grandes padres do início da igreja, tamanha a riqueza teológica. Será apreciado ainda mais com o passar do tempo.

O papa Bento 16 é chamado de conservador, mas inovou ao renunciar pela primeira vez em mais de 600 anos. O ato abriu uma discussão sobre os rumos da igreja, como a fala recente de um cardeal escocês a favor do fim do celibato?

Primeiramente, você vê que esse termo conservador/progressista é relativo. Muitas vezes, chama-se um papa de conservador e ele faz inovações extraordinárias.

João 23 (1958-63) era considerado conservador. Ele começou a usar aquela toca que nenhum papa mais usava e estabeleceu o latim para a igreja, para Roma, num sínodo em que ele realizou.

E, no entanto, foi ele quem convocou o Concílio Vaticano 2º, que maior repercussão teve na vida da igreja.

O papa Bento 16 realmente inovou nesse sentido. Ninguém esperava essa renúncia. Sabíamos que o papa estava fragilizado fisicamente, faltava força, vigor, como ele disse, do ponto de vista físico e também de espírito.

Isso todo mundo sentia e via pela televisão, mas não se esperava que viria a renunciar. Foi um gesto de humildade, porque reconheceu as suas limitações e não ficou apegado ao poder. Quantos ficam apegados ao poder mesmo estando doente, que não largam de jeito nenhum, que se acham insubstituíveis?

Foi também um gesto de coragem, porque ele tem consciência da repercussão que teria o seu ato. Estamos vendo pelos meios de comunicação o impacto que a renúncia teve em toda a igreja.

E é um sinal profético. Se nós estamos preocupados com poder, com carreirismo na igreja, como ele fez aceno em algumas homilias, que é um dos pecados da igreja, essa busca do poder que cria divisão na igreja, então ele diz: "Eu renuncio, o cargo não é fundamental pra mim, eu cumpri a minha missão até quando eu podia cumprir. O apego ao poder, as honras, a glória do cargo, entrego a quem conduzir melhor a igreja no momento de hoje".

Com a consciência tranquila de quem cumpriu seu dever diante de nós. É um exemplo pra todos. Aqui em Aparecida, o papa nos deu um exemplo de humildade, de simplicidade, até um pouco tímido.

O sr. mencionou o carreirismo. Esse é o grande motivo da divisão interna?

O papa Bento 16 fez uma alusão a isso. Muitas vezes a pessoa está usando o seu cargo não para servir. [Mas] muitas vezes, quem sabe, em busca de benesses, até para se promover mais ainda.

Ele não citou nomes, mas deu a entender que a comunhão é fundamental na igreja, que é fundamental entender na igreja que todo cargo é serviço, serviço à igreja, à comunidade, à sociedade.

Cargo na igreja não é honra, não é poder no sentido como entendemos, de opressão às outras pessoas, ou de ser favorecido pelo cargo. Nesse sentido, a sua renúncia é um gesto profético.

Em 2007, o sr. disse que havia chegado a hora de a América Latina evangelizar a Europa. Essa percepção deveria ser levada em conta na escolha do papa?

Eu digo sempre que o continente não é decisivo, mas a América Latina está contribuindo hoje para a evangelização da Europa, da África, da Ásia. É um fato, é verdade.

Quantos brasileiros hoje, padres, membros de novas comunidades e leigos consagrados estão na Europa no campo da evangelização, da comunicação?

Então a América Latina está contribuindo para a Europa, embora não tanto quanto nós gostaríamos.

Mas isso não quer dizer que seja o critério decisivo para a escolha do papa.

Então quais são esses critérios?

Um perfil que atenda às necessidades de hoje da igreja. Isso se faz num processo de discernimento, num clima de oração e reflexão, de partilha de experiências durante o conclave, talvez até antes do conclave, nos contatos entre os cardeais.

É muito difícil antecipar isso, mas, de um modo geral, é uma pessoa de experiência pastoral, de diálogo, que promova o diálogo no mundo de hoje entre os povos, entre as religiões, cristãs e não cristãs, uma pessoa sensível aos problemas sociais. E preparado também do ponto de vista teológico, filosófico, intelectual. É um conjunto de elementos.

Como presidente da CNBB, o que o senhor quer falar ao novo papa?

Os nossos anseios são de uma igreja missionária, dinâmica, uma igreja capaz de renovar-se para cumprir sua missão, que quer justamente estar no estado permanente de missão. Essa missão não é só dos bispos, mas de todo cristão e de todo batizado.

Uma igreja solidária com os pobres sobretudo, que esteja a serviço do mundo, e não o mundo a serviço da igreja.


Após a renúncia, o Papa continuará a chamar-se "Sua Santidade Bento XVI"

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, realizou na manhã desta terça-feira (26), mais uma coletiva de imprensa, em que esclareceu algumas das muitas dúvidas dos jornalistas.

Uma delas é sobre como Bento XVI será chamado a partir do dia 28 de fevereiro. O diretor respondeu que continuará a chamar-se "Sua Santidade Bento XVI", mas também será chamado "Papa Emérito" ou "Romano Pontífice Emérito".

Sobre as vestes: branca, simples, sem mantelete. Não são mais previstas os sapatos vermelhos. "Parece que o Papa ficou muito satisfeito com os sapatos que lhe presentearam no México, em Leon", disse padre Lombardi.

Não usará mais o anel do pescador, para o qual o Camerlengo, com o decano, darão o fim que a Constituição prevê.

Sobre o dia de hoje, o Papa a transcorrerá em oração e preparação para a transferência a Castel Gandolfo.

Para a Audiência Geral de quarta-feira, foram distribuídos 50 mil bilhetes. Prevê-se o mesmo esquema: um amplo giro com o papamóvel. Não terá lugar o "beija-mão" – este será feito após a Audiência Geral, na Sala Clementina, para algumas autoridades, como o Presidente da Eslováquia, o Presidente da região da Baviera.

Quinta-feira, às 11h, haverá a saudação aos Cardeais, com o discurso do Decano no início. Às 16h55 (hora local), a partida de carro do pátio de São Dâmaso, saudação dos superiores. No heliporto, haverá a saudação do Cardeal Decano. Às 17h15, a chegada a Castel Gandolfo, onde estarão presentes o Bispo de Albano e outros autoridades. Às 17h30, no Pátio interno o Papa saúda os fiéis – a última saudação pública do Santo Padre. Às 20h, a Guarda Suíça, fecha a porta do Palácio Apostólico, encerrando o serviço para o Papa como chefe da Igreja.


A dimensão Bíblico-Catequética

Fazendo parte da história dos 60 anos da CNBB, desde o início, nossa Comissão deseja participar desta celebração fazendo também a sua memória:

Assim como as outras, a catequese era considerada uma das seis linhas de ação evangelizadora que mais tarde passaram a ser chamadas de dimensões. Ao crescer, porém, a consciência de que a Palavra de Deus é a grande fonte da catequese, foi assumida a nomenclatura de Dimensão Bíblico-Catequética. E por ocasião da aprovação do novo Estatuto da CNBB em sua 39ª Assembleia Geral (2000), passa a ser chamada como hoje a conhecemos: Comissão Episcopal Pastoral de Animação Bíblico-Catequética.

Na medida em que se ampliava a compreensão da finalidade da Comissão, também seus objetivos foram crescendo. No início, sua preocupação era de promover e impulsionar a renovação da mentalidade catequética, apelo feito pelo Concílio Vaticano II. E também procurava orientar o planejamento e a realização da atividade catequética nos diversos regionais e dioceses, coordenando as iniciativas catequéticas da Igreja do Brasil.

Diante da crescente percepção de que a Palavra de Deus deve ocupar o principal espaço entre os conteúdos da catequese, consolidou-se rapidamente o casamento entre Bíblia e Catequese. Junto com isso, surgiram novos métodos que integram e valorizam a liturgia, a experiência, a realidade e a vida comunitária como terrenos férteis onde a Palavra de Deus germina, cresce e frutifica, sendo assim conteúdos catequéticos. Tudo isso levou a alargar o conceito de catequese que passou a assumir o caráter de Iniciação à Vida Cristã, um processo de inspiração catecumenal, experiência que nasceu nos inícios da Igreja e foi retomada pelo último Concílio.

A partir do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus na Vida da Igreja (2010), surge o desafio da animação bíblica  de toda a pastoral. Com isso se alarga mais ainda a missão da Comissão que agora é chamada a articular e estimular a atividade catequética em sintonia com as demais pastorais, através da Leitura Orante da Bíblia e outros meios que tornem a Palavra de Deus a alma de toda a ação evangelizadora da Igreja.

Para realizar esta missão a Comissão é formada atualmente pelos bispos: D. Jacinto Bergmann, D. José Antônio Peruzzo e D. Paulo Mendes Peixoto, e como assessor: Pe. Décio José Walker. Conta também com a colaboração dos bispos referenciais dos Regionais, as coordenações Bíblico-Catequéticas dos Regionais, um Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética (GREBICAT), uma equipe executiva nacional de Catequese junto à Pessoa com Deficiência e uma equipe executiva nacional de Catequese Indígena.

Além dos serviços prestados como articulação e assessoria, há uma grande preocupação com a formação de catequistas e outros agentes, através das Escolas Bíblico-Catequéticas e subsídios. Entre muitos produzidos nestes anos, queremos apenas destacar  o Doc. 26: Catequese Renovada; o Estudos 97: Inicação à Vida Cristã – Um Processo de Inspiração Catecumenal;  o Doc. 97: Discípulos e Servidores da Palavra de Deus na Missão da Igreja, aprovado pela última Assembleia Geral em abril desse ano; e o precioso Diretório Nacional da Catequese.

De fundamental importância para a caminhada desses 60 anos foi a realização de momentos significativos como: congressos nacionais e regionais, simpósios, seminários, a manutenção de um Blog e outras modalidades de articulação e animação. Não podemos deixar de destacar entre esses a 1ª, 2ª e 3ª Semanas Brasileiras de Catequese e o 1º Congresso de Animação Bíblica da Pastoral, que ajudaram a consolidar uma reflexão e uma prática de  catequese e formação bíblica que fazem avançar sempre  por caminhos novos para os tempos atuais.

É momento de agradecer a todas as pessoas que ofereceram muito de suas vidas e de seus dons para que o processo catequético  de educação da fé levasse a Igreja do Brasil pelo caminho do discipulado a partir da  experiência com a Pessoa de Jesus Cristo. Gratidão especial a todos os bispos que passaram por essa Comissão, seus assessores e membros dos grupos acima citados que ajudam a enfrentar todos os desafios que a história nos apresenta.

Dom Jacinto Bergmann Arcebispo de Pelotas/RS     Presidente da Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-Catequética

 

Pe. Décio José Walker Assessor da Comissão


Equipes dos setores da Comissão de Liturgia se reúnem para encontro de reflexão

A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB realiza de 25 a 28 de fevereiro, o Encontro das Equipes de Reflexão dos três setores da Comissão (Pastoral, Música e Espaço Litúrgico), na Casa de retiros e eventos Irmãs Cabrini, em São Paulo (SP).

Tradicionalmente, a Comissão de Liturgia promove um encontro a cada dois anos para refletir a realidade da vida litúrgica no Brasil. Este ano, o principal objetivo é fazer a revisão final do texto "Orientações para projeto e construção de Igrejas e disposição do espaço celebrativo". O encontro fará também a definição dos conteúdos de liturgia a serem apresentados na próxima Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em abril.

Durante o encontro, cada assessor terá a oportunidade de reunir-se com sua equipe de reflexão para confirmar a agenda do ano e dar encaminhamentos aos projetos e atividades da Comissão.

O presidente da Comissão Episcopal para a Liturgia, dom Armando Bucciol, falou sobre a importância do encontro e, consequentemente, a reflexão sobre a liturgia: "Estamos no clima das comemorações dos 50 anos da promulgação da constituição conciliar Sacrosanctum Concilium e se impõe a necessidade de aprofundar os grandes assuntos da liturgia, à luz da caminhada da Igreja, sobretudo a Igreja no Brasil. Pensemos, por exemplo, no fenômeno da comunicação e na importância da beleza do espaço litúrgico".


Começa, em Brasília (DF), o 2º Simpósio de Missiologia no Brasil

Um momento de oração abriu, na noite desta segunda-feira, 25 de fevereiro, o 2º Simpósio de Missiologia, que reúne em Brasília, até o dia 1º de março, cerca de 50 pessoas entre, docentes, teólogos, pesquisadores, representantes de instituições missionárias, agentes de pastoral e animadores missionários, de todo o Brasil.

Promovido pelo Centro Cultural Missionário (CCM) e a Rede Ecumênica Latino Americana de Missiólogos e Missiólogas (RELAMI) o Simpósio tem como tema: "Teologia para uma missão a partir da América Latina hoje" e pretende refletir sobre o papel da missiologia na atual conjuntura eclesial.

"Estamos vivendo um momento especial, um tanto difícil na Igreja. Diante dessa situação, o que temos para propor?", perguntou padre Paulo Suess ao motivar o tema de reflexão. "Ouvimos falar de corrupção, lutas pelo poder. Nossa inspiração vem dos pequenos e das bases, não vem da cúpula. O povo simples nos ajuda a pensar não numa Igreja gloriosa e grandiosa, mas autêntica. Temos de refletir sobre o que significa a missão a partir da América Latina hoje, um continente pobre e sofredor", sublinhou. "Há muitas propostas de salvação. Achamos que a proposta de Jesus pode mudar nosso rumo. Nestes dias vamos refletir sobre a busca da autenticidade na palavra que proclamamos", completou.

A missiologia é um ramo da teologia que estuda a missão na prática e em diferentes situações e contextos do mundo de hoje. "A Igreja precisa de gente que saiba dar as coordenadas sobre a Missão", argumentou padre Estêvão Raschietti, SX, diretor do CCM, ao destacar os principais objetivos do Simpósio. O encontro tem por finalidade também, "constituir uma associação de missiólogos para qualificar a formação missionária e partilhar experiências no campo da missiologia", completou.

O 1º Simpósio de Missiologia aconteceu em de São Paulo, em 1999, convocado pelo Curso de Pós-graduação em Missiologia da Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, e teve como tema: "Os confins do mundo no meio de nós".


Cúria do Rio divulga orientações sobre orações eucarísticas, em vista da renúncia do Papa Bento XVI

Em vista da renúncia do Santo Padre, o Papa Bento XVI, ao seu ministério de Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, a Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro, com aprovação do senhor arcebispo, Dom Orani João Tempesta, divulga algumas orientações práticas, para os sacerdotes e para o povo fiel, referentes aos três períodos seguintes:

1. Período antecedente à renúncia:

Até o próximo dia 28 de fevereiro, às 16 horas do Rio de Janeiro, quando a Sé Romana ficará vacante, governa a Igreja o Santo Padre, o Papa Bento XVI. Como Vigário de Cristo na terra, por ele devemos orações, amor, veneração, respeito e obediência, e seu nome deve ser mencionado na Oração Eucarística.

2. Período da Sé vacante:

Durante a Sé vacante, e especialmente durante o Conclave, recomenda-se instantemente que todas as comunidades façam orações e súplicas pela eleição do novo Romano Pontífice. Para tanto, pode ser tomado o formulário da missa "Pela eleição do Papa" (no Missal Romano em "missas e orações para diversas necessidades").

Considerando a utilidade pastoral, esta missa pode ser celebrada nos dias de semana da Quaresma, mas não nos domingos. Os sacerdotes saberão discernir sobre a oportunidade e sobre o uso moderado deste formulário no tempo da Quaresma.

Durante a Sé Vacante, na Oração Eucarística deverá ser mencionado apenas o nome do arcebispo, podendo-se mencionar também os bispos auxiliares.

3. Período posterior à eleição do novo Romano Pontífice:

Anunciada a eleição do novo Romano Pontífice, sejam tocados, onde for possível, os sinos das igrejas, como manifestação de júbilo e acolhida ao novo pastor supremo.

Para cada um destes períodos haverá celebrações no âmbito arquidiocesano e de cada paróquia.

No período antecedente à renúncia, a Igreja no Rio de Janeiro celebrará, no dia 22 de fevereiro, Festa da Cátedra de Pedro, a ação de graças pelo fecundo ministério e pelo grandioso legado, para a Igreja e para o mundo, deixado pelo Papa Bento XVI. A celebração arquidiocesana será na Igreja Paroquial Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Centro, às 12h. As paróquias farão sua própria programação na mesma data.

No período da Sé Vacante, a celebração arquidiocesana "Pela eleição do Papa" terá sua data oportunamente divulgada. Também as paróquias terão sua programação própria.

Anunciada a eleição do novo Romano Pontífice, igualmente, será divulgada a data da celebração arquidiocesana de ação de graças. Do mesmo modo, as paróquias programarão suas celebrações.

Como devem ser proclamadas as intercessões nas Orações Eucarísticas I, II e III

Na Oração Eucarística I:

Nós as oferecemos pela vossa Igreja santa e católica: concedei-lhe paz e proteção, unido-a num só corpo e governando-a por toda a terra. Nós as oferecemos também por nosso bispo Orani e por todos os que guardam a fé que receberam dos apóstolos.

Na Oração Eucarística II:

Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o nosso bispo Orani e todos os ministros do vosso povo.

Na Oração Eucarística III:

E agora, nós vos suplicamos, ó Pai, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja, enquanto caminha neste mundo: o nosso bispo Orani, com os bispos do mundo inteiro, o clero e todo o povo que conquistastes.


Lançamento do Livro de dom Geraldo Verdier: Paixão pela Amazônia

No próximo dia 02 de Março, de 2013, dom Geraldo Verdier, bispo emérito da diocese de Guajará-Mirim (RO) e membro da Academia Guajaramirense de Letras, lançará seu livro "Paixão pela Amazônia. Diocese de Guajará-Mirim: Uma igreja missionária". O evento ocorrerá na cidade de Guajará-Mirim, no Centro de Treinamento São José às 19h30 e reunirá lideranças da Igreja Católica e comunidade em geral.

Dom Geraldo, que tem 75 anos de idade, chegou a Guajará-Mirim, em 1975, para auxiliar na missão evangelizadora juntamente com Dom Francisco Xavier Rey. Atuou vários anos no atendimento à população ribeirinha e indígena do Vale do Guaporé, Rio Mamoré e Pakaas Novos. Em 1980 foi ordenado bispo da diocese de Guajará-Mirim.

Os anos de vivência pastoral permitiram a dom Geraldo Vergier narrar o impulso missionário e dever social de que vivenciaram os todos aqueles "apaixonados por Deus e pela Amazônia", como cita em seu livro.

O livro "Paixão pela Amazônia. Diocese de Guajará-Mirim: uma igreja missionária", "mostra o trabalho realizado pelos missionários, que doaram as suas vidas para a evangelização na floresta, e revela as lutas, as dificuldades, as vitórias e as conquistas da missão na Amazônia", descreve a nota do livro.

"Convidamos a toda população da diocese de Guajará-Mirim, cidades e redondezas, para prestigiar este grande evento, de lançamento do livro, de maneira especial homenagear este grande homem de fé: Dom Geraldo Verdier", comunicou a Pastoral da Comunicação, da diocese de Guajará-Mirim (RO).


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