sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 12/10/2012

REFLEXÃO

Jesus veio ao mundo para trazer a Boa Nova do Reino de Deus e firmar a Nova e eterna Aliança entre Deus e os homens através do mistério pascal. Assim, a água da purificação dos judeus, sinal do Antigo Testamento que está para terminar, será substituída pelo vinho da Nova Aliança que alegra os nossos corações e nos trás a salvação. E isso acontece numa festa de casamento, sinal das núpcias do Cordeiro e prefiguração da Igreja como esposa de Cristo. E o início de tudo foi a ação de Maria, que pede o milagre a Jesus, mas que com sua adesão ao projeto de Deus, abriu caminho para o início do Novo Testamento.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Farès Maakaroun, MSP, Arcebispo Eparca de Nossa Senhora do Paraíso em São Paulo dos Greco-Melquitas
  • Dom Diógenes Silva Matthes, Bispo Emérito de Franca - SP
  • Dom Geraldo Vieira Gusmão, Bispo Emérito de Porto Nacional - TO
  • Dom Paulo Antônio De Conto, Bispo de Montenegro - RS

Ordenação Episcopal

  • Dom Guilherme Porto, Bispo de Sete Lagoas - MG
  • Dom João Bosco Oliver de Faria, Arcebispo de Diamantina - MG
  • Dom Francesco Biasin, Bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda - RJ
  • Dom Lúcio Ignácio Baumgaertner, Arcebispo Emérito de Cascavel - PR
  • Dom Pedro Carlos Cipolini, Bispo de Amparo - SP
NOTÍCIAS

Papa fala aos Padres Conciliares e aos presidentes das Conferências Episcopais

Nesta sexta-feira, 12 de outubro, o Santo Padre recebeu em audiência, no Vaticano, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I e os bispos que participaram do Concílico Ecumênico Vaticano II, e os Presidentes de Conferências Episcopais.

O Papa ainda almoçou com os Padres Sinodais, com os bispos que participaram do Concílio Ecumênico Vaticano II, e com os Presidentes de Conferências Episcopais, cerca 500 pessoas. Presentes também o Patriarca Bartolomeu I e o Arcebispo anglicano, Willians.

No seu discurso aos Padres Conciliares e aos presidentes das Conferências Episcopais o Santo Padre afirmou que nos seus rostos via também os centenas de bispos que em todas as regiões da terra estão comprometidos no anúncio do Evangelho e no serviço à Igreja e ao homem, em obediência ao mandato recebido de Cristo.

São muitas as recordações que vêem à nossa mente – continuou o Papa – e que cada um tem bem guardado no coração daquele período tão vivaz, rico e fecundo que foi o Concílio. Gostaria de recordar de como uma palavra, lançada pelo Beato João XXIII quase de modo programático, retornava continuamente nos trabalhos conciliares: a palavra "atualização".

Passados 50 anos da abertura daquele solene Encontro da Igreja alguém poderia se perguntar se aquela expressão, não teria sido, talvez no início, não muito feliz. Creio – disse Bento XVI –, que o Beato João XXIII queria com aquela palavra era exato e ainda o é hoje. O Cristianismo não deve ser considerado como "algo do passado", nem deve ser vivido com o olhar perenemente dirigido "para trás", porque Jesus Cristo é ontem, hoje e para sempre. O Cristianismo é marcado pela presença do Deus eterno, que entrou no tempo e está presente em todos os tempos, para que cada tempo surja do seu poder criador, do seu eterno "hoje".

Por isso o Cristianismo é sempre novo, continuou o Santo Padre. Nós não o devemos jamais vê-lo como uma árvore plenamente desenvolvida como o grão de mostrada evangélico, que cresce, dá frutos e um dia envelhece e chega ao fim a sua energia vital. O Cristianismo é uma árvore em perene "aurora", sempre jovem. E esta atualidade, esta "atualização" não significa ruptura com a tradição, mas exprime a contínua vitalidade; não significa reduzir a fé, abaixando-se aos modismos dos tempos, ao que nós gostamos, ao que a opinião pública gosta, mas é o contrário: exatamente como fizeram os Padres conciliares, devemos levar o "hoje" que vivemos à medida do evento cristão, devemos levar o "hoje" do nosso tempo no "hoje" de Deus.

O Concílio foi um tempo de graça no qual o Espírito Santo nos ensinou que a Igreja, no seu caminho na história, deve sempre falar ao homem contemporâneo, mas isso pode ocorrer somente através da força daqueles que têm raízes profundas em Deus, se deixam guiar por Ele e vivem com pureza a sua fé; não vem de quem se adapta ao momento que passa, de quem escolhe o caminho mais cômodo.

O Papa concluiu afirmando que o Ano da fé que teve início nesta quinta-feira nos sugere o melhor modo para recordar e comemorar o Concílio: concentrar-se no coração da sua mensagem, que é a mensagem da fé em Cristo, único Salvador do mundo, proclamada ao homem do nosso tempo.


Crianças em Aparecida

Em Aparecida (SP), no dia da Padoreira do Brasil, nesta sexta-feira, 12 de outubro, as crianças são homenageadas em celebração que contou com a participação de milhares de famílias e a presidência do reitor do Santuário Nacional, Pe. Darci Nicioli.

A movimentação de peregrinos no Santuário Nacional é intensa desde a madrugada desta sexta-feira, 12 de outubro. A primeira missa do dia foi celebrada às 5h30 e neste momento acontece a missa das crianças que é presidida pelo Reitor do Santuário Nacional, Padre Darci Nicioli.

A celebração conta com a presença de muitas crianças e também de vários padres redentoristas que trabalham nas obras do Santuário Nacional e na Rede Aparecida de Comunicação.

A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi entronizada em um carro andor rodeada por  crianças e pela Turma dos Devotos Mirins. Uma faixa com a frase "Criança Alegria de Deus" emocionou todos os devotos presentes na celebração.

A Palavra de Deus também foi entronizada pelas crianças, que de um carro andor jogavam pétalas de rosa.

Em suas palavras, o Missionário Redentorista Padre Darci Nicioli saudou todos os devotos presentes e lembrou que fé não combina com tristeza. "Quem crê e espera em Deus, nunca se desespera. Como nos sugere o Evangelho de hoje não permitamos que nos falte o vinho da alegria em nossas vidas. Essa alegria que é Jesus. Devemos fazer o que Jesus quer; defender a vida para que a festa nunca se acabe. Devemos acreditar na juventude e na força jovem. Valorizar o idoso pelo que fez e pelo que é. Promover a paz", disse.

Padre Darci também falou sobre a abertura do Ano da Fé que aconteceu na data de ontem no Vaticano. "Acolhamos o pedido do Santo Padre e vamos testemunhar a alegria da fé, onde a tristeza e os mecanismos da morte insistem e persistem. Vamos romper, por meio do nosso testemunho, a indiferença para com Deus. Nesse dia da Padroeira do Brasil rezemos pela nossa Pátria. O mundo precisa do vinho novo que é Jesus. Sejamos discípulos missionários", afirmou.

Padre Darci terminou suas palavras dizendo: "Viva Nossa Senhora Aparecida. Viva o Brasil". A matéria é do portal A12.com

2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos reúne 550 jovens em Curitiba

Começou hoje, 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, em Curitiba (PR), no Colégio Marista Santa Maria, o 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (Ebruc). O encontro é ecumênico e reúne 550 pessoas, em sua maioria jovens, do Brasil, mas também da Argentina, Chile e Guiné Bissau.

O Ebruc é organizado pelo Setor Universidades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e conta com apoio do Colégio Marista e da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC).

Às 11h, aconteceu o evento inaugural do 2º Ebruc que foi o "Chega Mais", que foi a acolhida dos participantes, feito pelo irmão Adriano Brollo, diretor de Pastoral do Grupo Marista da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

"Seres espirituais vivendo uma experiência humana" foi a temática do Chega Mais. Segundo o irmão Adriano, "cada um de nós carrega dentro de si uma faísca de Deus e quando nos encontramos uns com os outros humanizamos nossa espiritualidade. Deus não se esconde do humano. Ele se revela através do humano".

Na dinâmica do Chega Mais, todos os participantes receberam um relógio de papel para agendar encontros uns com os outros e conversarem. "O mais rico no EBRUC é a oportunidade de conhecer diferentes pessoas de várias regiões do país", incentivou irmão Adriano.

Após o almoço, aconteceu uma celebração ecumênica, com a presença de: dom Joaquim José Vitti, arcebispo de Curitiba (PR); dom Joaquim Giovano Mol, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura, da CNBB, dom Tarcisio Scaramussa; dom Francisco Biasin, bispo de Barra do Piraí/Volta Redonda (RJ) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso; irmão Adriano Brollo, representando a reitoria da Pontifícia Universidade Católica do Paraná; dom Naudal Alves Gomes, bispo da diocese de Curitiba da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e pastor Jorge Schiefer Decker, sinodal do Sínodo Paranapanema da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil.

O tema do 2º Ebruc é "Educação e Cultura: areópagos da missão", e o lema "Falamos daquilo que sabemos, testemunhamos o que vimos" (Jo 3, 11). Este encontro de universitários é marcado pela realização de oficinas temáticas que possibilitem a construção de novos saberes. Pautadas pelo tema e lema, todas as 12 oficinas serão espaços de cocriação onde a vivência pessoal de cada indivíduo será valorizada para a construção de um projeto coletivo.

Os participantes poderão escolher oficinas com temas como: Ecumenismo e Diálogo das Religiões na universidade, A Missão Continental vivida na atualidade universitária: Experiências de sucesso na Argentina e no Chile, Desenvolvimento Sustentável Meio Ambiente e Amazônia, Culturas Africanas, Movimento Estudantil na contemporaneidade, Núcleo Estudantes Internacionais e Encontro de Culturas, Oficina de Mídia Digital e Evangelização, Juventude e Afetividade, O que o mercado de trabalho espera do Jovem Universitário, Políticas Públicas para a Juventude, Oficina de Criação Cênica, Juventude e participação.

O 1º EBRUC ocorreu na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), no campus Betim, entre os dias 09 e 11 de outubro de 2010, e reuniu 180 jovens universitários de todo o país.


Mesa de abertura do 2º Ebruc promove diálogo entre bispos e universitários

Na tarde do primeiro dia do Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (Ebruc), o destaque foi a Mesa Redonda que teve como temática "A arte de entrelaçar saberes e culturas".

O arcebispo de Curitiba (PR), dom Moacyr José Vitti, saudou, em nome da Igreja Católica, todos os jovens universitários presentes. "Todo o encontro é um encontro com a fé, é um encontro com Jesus Cristo", disse o arcebispo, que valorizou o crescimento da fé como meio de canalizar a "força da juventude".

O bispo auxiliar de São Paulo e referencial do Setor Univerisdades da CNBB, dom Tarcísio Scaramussa, fez um breve balanço do trabalho do Setor Universidade. Ele também destacou que deseja que o setor cresça nos 17 Regionais da CNBB.

"Esperamos que este encontro favoreça o crescimento da Pastoral Universitária no Brasil, para que no 3º Ebruc possamos contar com representantes de todos os Regionais da CNBB", disse dom Scaramussa.

Falando sobre o tema do Ebruc, "Educação e Cultura: Areópagos da Missão", dom Scaramussa falou que a escolha deste tema coloca no centro do próximo Ebruc a Educação e a Cultura como espaços da missão evangelizadora da Igreja e de cada cristão. "Este espaço é definido sugestivamente como um areópago, expressão que remonta à Grécia antiga, e que foi assumindo significados diferentes, de acordo com a evolução política: no início era como um conselho de sábios e governantes e guerreiros que protegem a cidade, depois tornou-se também tribunal democrático e, finalmente, espaço aberto a todos os cidadãos para um diálogo e confronto, apresentando suas ideias e propostas para o bem comum e para o desenvolvimento da sociedade. Parece ser esse conceito de democracia e diálogo, que remete ao tempo da famosa intervenção de São Paulo no Areópago de Atenas, o que inspira a Igreja hoje para a sua atuação no meio universitário. O tema do 2º EBRUC ressalta, portanto, que a Igreja, através de seus membros individualmente, e de seus grupos e instituições organizadas, também se faz presente no campo da Educação e da Cultura, como areópagos do nosso tempo, concretizando neles sua missão evangelizadora", disse dom Tarcísio sobre o tema do encontro.

O bispo auxiliar de São Paulo destacou o lema do Ebruc "Falamos daquilo que sabemos, testemunhamos o que vimos". "O lema do encontro destaca o valor do saber e do testemunho do cristão. A participação no diálogo fé e cultura exige saber fundamentado, assimilado, consciente. Exige, ao mesmo tempo, convicção e coerência para testemunhar o que se vivenciou, o que se interiorizou como experiência de fé, de encontro com o Senhor. O apóstolo Paulo, profundo conhecedor da cultura de seu tempo, dialogou em nível de igualdade com seus interlocutores, e surpreendeu-os ao transmitir sua experiência e convicção de fé, falando-lhes do 'Deus desconhecido'. Não foi entendido por todos, mas muitos se interessaram e foram tocados pelo seu testemunho", completou.

Após a fala de dom Scaramussa, jovens, representando as regiões do país falaram sobre as dificuldades, desafios e perspectivas na ação juvenil atuando pela Igreja. Os jovens foram: Marcos Almeida e frei Regivaldo Nascimento (Norte); Marilson Simões e Leonardo Cavalcante (Sudeste); José Cláudio de Almeida (Nordeste); Márcio Roberto Aguiar (Sul) e Juliana Ferraz (Centro-Oeste).


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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 11/10/2012

REFLEXÃO

A oração é uma busca constante de viver na presença de Deus e procurar estar em diálogo com ele para que ele nos ajude em nossas necessidades, mas devemos nos lembrar das palavras de são Tiago: pedis sim, mas pedis mal, pois não sabeis o que pedir. Muitas vezes pedimos, e pedimos muito, mas não pedimos o que deveríamos, nossos pedidos são mesquinhos, materialistas e visam simplesmente a satisfação de interesses pessoais e imediatos, não sabemos pedir os verdadeiros valores, que são eternos, não pedimos a salvação, o perdão dos pecados nossos e dos outros, não pedimos pela ação evangelizadora da Igreja, pela superação das injustiças que causam guerras e tantos sofrimentos, mas principalmente, não pedimos a ação do Espírito Santo em nossas vidas.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • A. Dioc. Pe. Sérgio Jeremias de Souza, Administrador Diocesano de Tubarão - SC
NOTÍCIAS

"Redescobrir a alegria de crer", diz Bento XVI na abertura do Ano da Fé

Na manhã desta quinta-feira, 11 de outubro, o papa Bento XVI presidiu a missa de abertura do Ano da Fé. Cinquenta anos depois da abertura do Concílio Vaticano II, a praça de São Pedro recebeu milhares de fiéis do mundo todo. A celebração também recordou que há 50 anos começava o Concílio Vaticano II. "Eu já estava no seminário na época. E hoje eu estava na mesma Praça São Pedro, no Vaticano, com uma multidão, sob um sol de lascar, para a celebrar a data e o início do Ano da Fé", testemunhou padre Maurício Brandolize, brasileiro que atua em Goiás e que participou da cerimônia. Bento XVI presidu a Missa com um total de 400 concelebrantes: 80 cardeais, 14 padres conciliares, 8 patriarcas de Igrejas orientais, 191 arcebispos e bispos sinodais e 104 Presidentes de Conferências Episcopais de todo o mundo. Estavam também presentes na Praça São Pedro Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, e o Primaz da Comunhão Anglicana, Rowan Williams. O Papa iniciou sua homilia explicando que a celebração desta manhã foi enriquecida com alguns sinais específicos: a procissão inicial, recordando a memorável entrada solene dos padres conciliares na Basílica de São Pedro; a entronização do Evangeliário, cópia do utilizado durante o Concílio; e a entrega, no final da celebração, das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica. Bento XVI disse que o Ano da fé tem uma relação coerente com todo o caminho da Igreja ao longo dos últimos 50 anos: desde o Concílio, passando pelo Magistério do Servo de Deus Paulo VI, que proclamou um "Ano da Fé", em 1967, até chegar ao o Grande Jubileu do ano 2000, com o qual o Bem-Aventurado João Paulo II propôs novamente a toda a humanidade Jesus Cristo como único Salvador, ontem, hoje e sempre. Lembrando aquele dia, Bento XVI evocou o Bem-Aventurado João XXIII no Discurso de Abertura do Concílio Vaticano II, quando apresentou sua finalidade principal: "que o depósito sagrado da doutrina cristã fosse guardado e ensinado de forma mais eficaz". Papa Ratzinger revelou aos presentes o que experimentou: "uma tensão emocionante em relação à tarefa de fazer resplandecer a verdade e a beleza da fé no nosso tempo, sem sacrificá-la frente às exigências do presente, nem mantê-la presa ao passado". Para o Papa, o mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a atual, é reavivar na Igreja "aquela mesma tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo, sempre apoiado na base concreta e precisa, que são os documentos do Concílio Vaticano II". "A referência aos documentos protege dos extremos tanto de nostalgias anacrônicas como de avanços excessivos, permitindo captar a novidade na continuidade. O Concílio não excogitou nada de novo em matéria de fé, nem quis substituir aquilo que existia antes. Pelo contrário, preocupou-se em fazer com que a mesma fé continue a ser vivida no presente, continue a ser uma fé viva em um mundo em mudança". De fato – prosseguiu o Pontífice – "os Padres conciliares quiseram abrir-se com confiança ao diálogo com o mundo moderno justamente porque eles estavam seguros da sua fé, da rocha firme em que se apoiavam. Contudo, nos anos seguintes, muitos acolheram acriticamente a mentalidade dominante, questionando os próprios fundamentos do 'depositum fidei' a qual infelizmente já não consideravam como própria diante daquilo que tinham por verdade". Portanto, "se a Igreja hoje propõe um novo Ano da Fé e a nova evangelização, não é para prestar honras, mas porque é necessário, mais ainda do que há 50 anos!" – exclamou. "Nas últimas décadas, observamos o avanço de uma "desertificação" espiritual, mas, no entanto, é precisamente a partir da experiência deste vazio que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós homens e mulheres. E no deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus, que liberta do pessimismo". Este, portanto – concluiu Bento XVI – é o modo como podemos representar este ano da Fé: "uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas – como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão – mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos". Por fim, o Papa recordou que no dia 11 de outubro de 1962, celebrava-se a festa de Santa Maria, Mãe de Deus. "Que a Virgem Maria brilhe sempre qual estrela no caminho da nova evangelização. Que Ela nos ajude a pôr em prática a exortação do Apóstolo Paulo: 'A palavra de Cristo, em toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros, com toda a sabedoria… Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus. Por meio dele dai graças a Deus Pai'".

Padre Conciliar, dom Jaime Luiz Coelho fala dos 50 anos do Vaticano II

Por meio de um trabalho realizado dentro do projeto de iniciação científica no curso de teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR) sobre a participação do Padre Conciliar Dom Jaime Luiz Coelho no Concílio Vaticano II, o professor padre Rafael Solano e o seminarista Eduardo Batista entrevistaram o primeiro Arcebispo de Maringá no dia 05 de outubro de 2012. Dom Jaime é um dos 70 Padres Conciliares que estão vivos, segundo a Agência Zenit. Aos 96 anos, ele foi convidado pela Secretaria de Estado do Vaticano para participar em Roma da abertura das comemorações do cinquentenário do Concílio Vaticano II - cuja solenidade principal será realizada nesse nessa quinta-feira (11) no Vaticano - mas, por causa da dificuldade de locomoção, não pode comparecer.Na entrevista, Dom Jaime fala sobre detalhes da participação dele no Concílio, analisa as mudanças que a Igreja passou após o Vaticano II e também relata casos emblemáticos como o fim do jornal de publicação voltada para os bispos brasileiros, o Conciliábulo. Após uma intervenção de Dom Jaime o jornal deixou de ser publicado. "Acabei com o jornalzinho" diz Dom Jaime. Ao comentar a entrevista com Dom Jaime, um dos entrevistadores, Padre Rafael disse que o encontro com o Padre Conciliar foi um momento de graça. "Me senti na sala conciliar, me senti no Concílio". Para assistir a entrevista, clique aqui.

Cardeal Odilo Scherer comenta os trabalhos do Sínodo

Terceiro dia dos trabalhos do Sínodo sobre a nova evangelização, em andamento no Vaticano. Na manhã de quarta-feira, os trabalhos foram em círculos menores. Sobre o andamento dos trabalhos em exclusiva para a Rádio Vaticano falou o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer.

"Estamos ainda no terceiro dia, de fato, tivemos apenas um dia de reflexão com o grupo de participantes, portanto estamos muito no início ainda, mas é claro que o tema do Sínodo – Nova Evangelização para Transmissão da Fé – consiste em dois polos: a nova evangelização enquanto um processo de evangelização que precisa ser retomado, precisa ser feito sempre, precisa ser feito agora diante de situações novas, num contexto novo, com possivelmente motivações de linguagens novas, mas , enfim, a Evangelização é a tarefa permanente da Igreja. Me parece que a tomada de consciência mais importante, neste momento, é que a nova Evangelização de fato é Evangelizar de novo. É esquecer o pressuposto de que já foi feito uma vez, porque a Evangelização nunca está completa, nunca é um processo concluído, mas é um processo sempre em andamento. Por outro lado, até mesmo pessoas já Evangelizadas precisam ser novamente Evangelizadas ao longo de toda a vida. Então, esta é a primeira constatação. Nova Evangelização significa de fato Evangelização. Arregaçar as mangas e fazer Evangelização. Isso requer talvez mudanças, Conversão Pastoral como se disse em Aparecida e aqui já começou a ser dito várias vezes, por várias vozes. Conversão Pastoral que signifique uma conversão missionária que signifique de fato que a Igreja se assuma missionária em tudo que ela é e faz, e, portanto, passe de uma Pastoral do que já tem e passe para uma Pastoral de missão, indo ao encontro, procurando àqueles que não vem, procurando àqueles que não foram contactados. Este é um primeiro aspecto. Por outro lado, aparecem acenos a uma necessidade e a uma melhor formação do clero, pressuposto básico para renovação da vida da Igreja. Depois, uma atenção muito especial aos mistérios da fé que a Igreja celebra na liturgia e que alimentam a fé e que atraem para Deus, porque a Igreja não é auto-fundante, mas sim obra do Espírito Santo, portanto também é um mistério da fé, e por isso mesmo, aquilo que ela é ou aquilo que ela prega, não vem dela mesma, mas vem justamente do autor da fé, que é Jesus Cristo e o Espírito Santo que desperta a fé e faz animar a fé, portanto, uma atenção maior justamente àquilo que são os mistérios da fé, que são os sacramentos, que é a Liturgia, a palavra de Deus pregada e apresentada de maneira convincente, testemunhal, atenta, amorosa, alegre. Essas coisas estão aparecendo pelas muitas vozes que vão sendo levantadas no Sínodo através das palavras e dos depoimentos dos membros do Sínodo que vão falando. Portanto, o que posso dizer é que o primeiro dia de depoimentos dos membros do Sínodo é que a Igreja precisa voltar-se, não sobre si, mas para as suas bases. Precisa partir de novo para seus pressupostos e não entender-se demasiadamente como uma organização que tem uma eficácia por si mesmo, por suas estruturas, organização, métodos, planos. Tudo isso é bom, tudo isso é necessário, mas não é só isso que produz o efeito da Igreja, ainda, por si só. O que produz o efeito do trabalho da Igreja é, de fato, a Graça de Deus, em função da qual nós estamos trabalhando".


Cimi divulga manifesto contra o PL 1610/1996

O Conselho Indigenista Missionário, CIMI, publicou uma mensagem, na qual manifesta seu repúdio ao Projeto de Lei nº 1610, de 1996.

A proposta "dispõe sobre a exploração e o aproveitamento de recursos minerais em terras indígenas, de que tratam os artigos 176, parágrafo primeiro, e 231, parágrafo terceiro, da Constituição Federal".

Leia a mensagem:

Essa terra tem dono: mineração assim não!

Cimi se manifesta contra tramitação e substitutivo ao PL 1610/1996

O Conselho Indigenista Missionário, Cimi, vem a público manifestar extrema preocupação e absoluto repúdio frente à proposta de substitutivo ao Projeto de Lei 1610/96, que dispõe sobre a exploração e o aproveitamento de recursos minerais em terras indígenas, disponibilizada pelo deputado federal Édio Lopes (PMDB/RR), relator da Comissão Especial da Câmara que trata do tema.

O Cimi entende que a tramitação açodada da matéria e o teor do substitutivo em questão seguem na mesma esteira de um conjunto de instrumentos legislativos e administrativos que vem sendo intensivamente usados pelos setores anti-indígenas e pelo governo brasileiro para invadir, explorar e mercantilizar as terras indígenas. O intuito é um só: implementar o desenvolvimentismo agro-extratitivista exportador e aprofundar a territorialização e a acumulação do capital.

O Cimi considera o substitutivo apresentado pelo deputado Édio Lopes flagrantemente inconstitucional, um acúmulo de equívocos e arbitrariedades que desconstroem os direitos dos povos e beneficiam exclusivamente as empresas potenciais mineradoras das terras indígenas.

Dentre os inúmeros absurdos do substitutivo, chamamos a atenção para os seguintes aspectos:

1- "Qualquer interessado" poderá requerer ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) o direito de minerar qualquer terra indígena no Brasil. Este elemento associado à anulação de todos os direitos minerários em terras indígenas, concedidos antes da promulgação da nova lei, deverá provocar uma verdadeira "corrida" de não-índios às terras indígenas do país.

2- O direito de consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas é reduzido a mero ato formal, denominado "consulta pública". Inclusive às comunidades indígenas presentes na terra pretendida para exploração mineral "poderão participar" da consulta. No entanto, a vontade dos povos não terá qualquer influência sobre a continuidade do processo de exploração mineral na própria terra.

3- Junto com o desrespeito ao direito de Consulta e na contramão dos preceitos Constitucionais, o substitutivo reaviva a figura da tutela sobre os povos indígenas. Caso não haja concordância "das comunidades indígenas" na realização das atividades de exploração mineral nas terras por eles ocupadas, o processo será encaminhado a uma "Comissão Deliberativa", sem participação indígena, que "decidirá", dentre as propostas apresentadas, "qual a melhor" para as comunidades indígenas afetadas.

4- A autorização a ser emitida pelo Congresso Nacional para a exploração mineral em terras indígenas constituir-se-á em puro formalismo jurídico-legal. A mesma se dará após já ter sido feita a escolha da "melhor proposta" e respectiva empresa mineradora.

5- A "consulta pública" da qual os indígenas "poderão participar", a escolha da "melhor proposta", a autorização do Congresso Nacional e a outorga, pelo DNPM, ao "detentor da proposta vencedora para a exploração de recursos minerais em terras indígenas" serão inócuas, pois se darão "às escuras", antes de se saber o que realmente irá ser explorado e qual a dimensão da exploração na respectiva terra indígena. Isso porque a "pesquisa de bens minerais" na respectiva área indígena será feita, pelo "outorgado", que terá até três anos para realizar mesma.

6- Nenhuma salvaguarda constitucional é respeitada pelo substitutivo. A exploração mineral poderá ocorrer em todo e qualquer espaço no interior da terra indígena. Não há qualquer referência explícita, no substitutivo, que proíba a lavra de recursos minerais incidentes sobre monumentos e locais históricos, culturais, religiosos, sagrados, de caça, de coleta, de pesca ou mesmo de moradia dos povos. Isso, como é evidente, oferece risco incalculável à sobrevivência física e cultural dos povos.

7- A mineração poderá ocorrer até mesmo em terras cujos procedimentos administrativos não estiverem conclusos. Para isso, bastará que o governo federal considere que exista na terra algum minério estratégico para a "segurança nacional" do país. Não há, no substitutivo, qualquer definição sobre o que pode ser considerado "mineral estratégico para a segurança nacional".

8- O "extrativismo mineral ou garimpagem" a ser feito por indígenas organizados em cooperativas se limitará a, no máximo, 100 hectares da respectiva terra. A multa por possíveis irregularidades cometidas pelos indígenas poderá ser de até dois milhões e quinhentos mil reais.

9- O substitutivo incentiva as empresas mineradoras a cometerem todo tipo de irregularidades no procedimento de exploração mineral em terras indígenas. Faz isso ao determinar que a multa por "infrações administrativas", inclusive no caso de descumprimento, total ou parcial, da obrigação de pagamento aos povos indígenas, não poderá ser superior a 3% do faturamento bruto da empresa mineradora no período em que tenha sido constatada a irregularidade. É notório que poderá ocorrer casos em que uma determinada irregularidade cometida tenha potencial para acarretar aumento superior a 3% no faturamento da empresa. Nesses casos, a empresa lucraria cometendo irregularidades.

O Cimi considera que não existe razão plausível que justifique a pressa incontida em colocar a matéria em discussão e votação na Câmara dos Deputados - programada para depois do 2º turno das eleições municipais. O próprio substitutivo indica que a mineração em terras indígenas será regida, inclusive, pela legislação mineral do país. Ora, é de conhecimento público que o governo brasileiro está prestes a enviar ao Congresso Nacional proposta de um novo "marco regulatório" da mineração no Brasil. Qual o sentido, então, de se discutir e aprovar uma lei que regulamenta a mineração em terras indígenas antes de se discutir e a aprovar a nova legislação mineral do país que afetará, também, a mineração em terras indígenas?

Além disso, os Artigos 176 e 231 da Constituição Federal determinam que a exploração mineral e de riquezas naturais existentes em terras indígenas somente poderá ser feita em caso de "interesse nacional" e "relevante interesse público da União, segundo o que dispuser a lei complementar". Ocorre que, no Brasil, não existe lei que disponha sobre "relevante interesse público da União", nem sobre "interesse nacional". Qual a razão, então, de se aprovar uma lei que regulamenta a exploração mineral em terras indígenas antes de definir em que condições específicas essa exploração é permitida pela Constituição? O único motivo que salta aos nossos olhos é o de se afrontar a Constituição, abrindo a possibilidade de exploração mineral, sem qualquer tipo de limite, em todas as terras indígenas do país.

O Cimi se solidariza com os povos indígenas frente a mais este cruel ataque patrocinado pelos interesses político-econômicos adversos, ao mesmo tempo em que se associa e reforça a reivindicação histórica do movimento indígena no Brasil segundo o qual o Congresso Nacional não deverá legislar, de forma fracionada, sobre temas que lhes dizem respeito.

Por fim, o Cimi se compromete a junto com os povos indígenas fazer uso de todos os meios legítimos para evitar a consumação desta mortífera ferida aos direitos consagrados e ao futuro dos povos indígenas no Brasil.

Secretariado Nacional – Cimi

Brasília, 10 de outubro de 2012


Tudo pronto para o início do 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos

Começa nesse final de semana, de 12 a 14 de outubro, o 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (Ebruc), que será realizado no Colégio Marista Santa Maria, em Curitiba (PR). O evento é organizado pelo Setor Universidades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e conta com apoio do Colégio Marista e da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC).

O tema do 2º Ebruc é "Educação e Cultura: areópagos da missão", e o lema "Falamos daquilo que sabemos, testemunhamos o que vimos" (Jo 3, 11). Este encontro de universitários será marcado pela realização de oficinas temáticas que possibilitem a construção de novos saberes. Pautadas pelo tema e lema, todas as 12 oficinas serão espaços de cocriação onde a vivência pessoal de cada indivíduo será valorizada para a construção de um projeto coletivo.

Os participantes poderão escolher oficinas com temas como: Ecumenismo e Diálogo das Religiões na universidade, A Missão Continental vivida na atualidade universitária: Experiências de sucesso na Argentina e no Chile, Desenvolvimento Sustentável Meio Ambiente e Amazônia, Culturas Africanas, Movimento Estudantil na contemporaneidade, Núcleo Estudantes Internacionais e Encontro de Culturas, Oficina de Mídia Digital e Evangelização, Juventude e Afetividade, O que o mercado de trabalho espera do Jovem Universitário, Políticas Públicas para a Juventude, Oficina de Criação Cênica, Juventude e participação.

Participarão do Ebruc o arcebispo de Curitiba, dom Moacyr José Vitti; o bispo auxiliar de São Paulo (SP) e referencial do Setor Universidades da CNBB, dom Tarcísio Scaramussa; do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura da CNBB, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães; irmão Frederico Urtenberger, representante da ANEC, irmão Clemente Ivo Juliatto, reitor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), entre outros.

O 1º EBRUC ocorreu na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), no campus Betim, entre os dias 09 e 11 de outubro de 2010, e reuniu 180 jovens universitários de todo o país.

Outras informações acesse o site do Ebruc, no endereço: www.ebruc.setoruniversidades.org.br.


Dom Haring abre seminário sobre 5ªSSB

De 9 a 11 de outubro, realiza-se no Centro de Pastoral "Maria Mãe da Igreja", em Fortaleza (CE) o seminário onde está sendo discutido os impactos dos megaprojetos no Estado do Ceará. O seminário é parte do processo da 5ª Semana Social Brasileira (SSB), que acontece em todo o Brasil desde o ano passado. É uma realização da CNBB e organizado pela Comissão Pastoral Episcopal para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz. O tema central da 5ª SSB é "Estado para que e para quem?". No Regional Nordeste I, é organizado pelas pastorais sociais, CEBs, organismos e movimentos sociais do Ceará. Na abertura do evento, o presidente do Regional Nordeste I e bispo de Limoeiro, dom José Haring, deu boas vindas aos participantes, recordando as eleições municipais. "Esta ainda muito viva a experiência do tempo eleitoral, das campanhas eleitorais, dos comícios, das passeatas. Vemos a necessidade e a oportunidade de reflexão da 5ª SSB sobre o Estado que queremos, pois sentimos a falta de seriedade política, em vez de propostas políticas – o aumento emoção corrida pelo poder recorrendo a baixarias. Vemos a falta de um plano político e a exclusão dos problemas locais".Dom Haring avalia que o seminário revele "um contraste sadio e necessário em relação dos acontecimentos eleitorais das semanas que passaram. Vai ser uma contribuição oportuna para a realidade política que vivemos. Certamente vamos dar um pequeno passo para o Estado que queremos. Peço que o Espírito de Deus nos ilumine nestes dias".Oficinas temáticasFacilitando o entendimento dos temas levantados pelo processo da 5ª SSB sete oficinas temáticas foram preparadas, trazendo experiências de resistência: Sistema de Justiça e Tribunal Popular – RENAP/CBJP); Campanha Permanente contra os agrotóxicos pela vida – Via Campesina/TRAMAS; Campanha contra o extermínio de jovens (Pjs, REAJA e Cáritas); Resistência a grandes obras – Movimento de Luta pelo Direito a Moradia e FDCA; Turismo comunitário – Rede Tucum; Economia Solidária – Rede Cearense de Socioeconômica Solidária; Mineração – Articulação Antinuclear; Campanha pela Regularização das Comunidades Tradicionais Pesqueiras – Movimento Pescadores e CPP/CE.Os participantes contam com a assessoria do Prof. Jeovah Meireles, da Prof.ª. Raquel Rigotto – que apresentam um Mapeamento dos Impactos dos Grandes Projetos no Estado do Ceará (painel –visualização de quais e onde estão), dos professores Pe. Junior Aquino e Pe. Manfredo Oliveira – com uma Leitura Ética, Teológica do Estado. O assessor nacional da 5ª Semana Social Brasileira, padre Nelito Dornelas, trouxe um Balanço das Semanas Sociais Brasileiras. Dom José Haring, bispo presidente da CNBB Regional Nordeste I acompanha todo o evento.

Diocese de Santarém promove a Semana Social

"Participação da sociedade no processo de democratização do Estado Brasileiro".  Esse é o tema da 5ª Semana Social na diocese de Santarém (PA). A programação será desenvolvida de 17 a 19 de outubro, no salão da escola São Francisco.

O evento é promovido pela Pastoral Social Diocesana e é destinado às paróquias, comunidades, escolas, associações, entre outros.  Neste espaço, serão debatidos temas como: o Estado moderno; o Estado Brasileiro e a participação democrática; um novo Estado e caminhos para uma nova sociedade do bem viver.

O evento está relacionado à Semana Social Brasileira que está também na sua 5ª edição e aborda o tema: O Estado para quê e para quem?. A Semana Social Brasileira acontece durante todo o ano e cada diocese, arquidiocese e prelazia organiza seu calendário.


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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 10/10/2012

REFLEXÃO

Jesus ensinou seus discípulos a rezar, mas isso não quer dizer que Jesus os ensinou a decorar um monte de palavras e a imitarem papagaio, repetindo as palavras que aprenderam. A oração era uma prática constante da vida de Jesus, e muito mais importante do que as palavras que os discípulos deveriam dizer é imitar a atitude de encontro filial de Jesus com o Pai e uma série de valores que deveriam ser conhecidos e experimentados, de modo que a oração expresse uma forma de vida segundo valores do Reino, como a fraternidade, a partilha, o perdão e a própria presença de Deus no coração e na vida das pessoas, e expresse também a nossa atitude filial diante de nosso Deus, que também é nosso Pai.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá - AP
  • Dom Marcos Marian Piatek, CSSR, Bispo Prelado de Coari - AM
NOTÍCIAS

Novena Missionária 2012

Terça-feira, 9 de outubro, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) deram início, em sua sede nacional, em Brasília (DF), à Novena Missionária 2012. A reflexão do primeiro dia foi "Brasil missionário partilha a tua fé", tema da Campanha deste ano.

Dirigido pelo secretário nacional da Infância e Adolescência Missionária (IAM), padre André Luiz de Negreiros, o primeiro encontro apresentou o material da Campanha: cartaz, DVD com testemunhos, envelopes, folhetos dominicais. "Foram enviados mais de 50 toneladas de materiais, frutos de muito trabalho, dedicação de várias pessoas e custo financeiro que precisam ser valorizados pelas comunidades", orientou o secretário quanto ao uso do material na Igreja no Brasil.

Ainda de acordo com padre André, o objetivo da Novena Missionária é "criar comunhão com a Igreja no Brasil e com a Igreja e missionários espalhados em todo o mundo". Foram apresentados também o número de missionários brasileiros além-fronteiras, cerca de 2 mil; o resultado da Coleta do Dia Mundial das Missões 2011 no Brasil, e o destino do dinheiro a projetos missionários em todo o mundo. O testemunho do primeiro dia deu destaque ao Dia Mundial das Missões.

A cada dia da Novena será passado um vídeo (testemunho) do DVD Missionário. Terça, o diretor nacional das POM, padre Camilo Pauletti, apresentou a Campanha Missionária 2012 e seu testemunho missionário em Moçambique, África, onde morou por seis anos. A reflexão desta quarta, 10, será sobre o "Brasil missionário, partilha a tua fé com a África".

Dia Mundial das Missões

Neste ano, o Dia Mundial das Missões é celebrado no sábado e domingo, 20 e 21 de outubro, quando haverá a Coleta Nacional em todas as comunidades e instituições católicas. O valor arrecadado deve ser integralmente enviado ao Fundo Universal de Solidariedade, através das Pontifícias Obras Missionárias. Essa contribuição econômica é destinada a projetos missionários em todo o mundo, por meio da Pontifícia Obra da Propagação da Fé.

Acesse o material da Campanha Missionária 2012 em: www.pom.org.br.


Saudação ao novo bispo de Marabá

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou que o Papa Bento XVI nomeou bispo da diocese de Marabá, no estado do Pará, o padre Vital Corbellini, do clero da Diocese de Caxias do Sul (RS).

Padre Vital nasceu em Garibaldi (RS) e foi ordenado presbítero em 1986.

Doutor em Patrística pela Pontifícia Universidade Lateranense (Roma), com pós-doutorado em História da Igreja Antiga, na Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma), atuou em diversas paróquias de sua diocese, em especial no trabalho com a juventude e na formação teológica de presbíteros e leigos. Foi coordenador da pastoral presbiteral e vigário-geral da diocese, entre 2008 e 2011. Destaque-se também sua participação no projeto "Igrejas-Irmãs", de nossa Conferência, como missionário em Cuiabá (MT) e atualmente na diocese de Ji-Paraná (RO).

A dom Jesus Maria agradecemos o empenho como administrador apostólico da diocese de Marabá que aguarda novo pastor desde abril de 2012, quando ocorreu a renúncia de dom José Foralosso, falecido em agosto passado.

Cumprimentamos o padre Vital, manifestando-lhe nossa fraterna acolhida na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e pedindo a Deus abençoá-lo nessa sua nova missão.

Dom Leonardo SteinerBispo auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


Saudação ao novo bispo de Petrópolis

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou que o Santo Padre Bento XVI nomeou bispo da vacante diocese de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, dom Gregório Paixão, transferindo-o da sede titular de "Fico" e do ofício de bispo auxiliar na Arquidiocese de São Salvador da Bahia.

Nascido em Aracaju (SE), dom Gregório ingressou, em 1987, na Ordem de São Bento, onde se destacou nos estudos teológicos. Cursou Antropologia na Universidade Aberta de Amsterdã, na Holanda, onde atuou também como professor convidado. Foi nomeado bispo em 2006.

O lema escolhido por ele para seu ministério episcopal traz a expressão da marca do seu caminho: "Preparar os caminhos do Senhor". Desejamos que essa inspiração continue a sustentar seu ministério.

Ao agradecermos a Arquidiocese de São Salvador a fraterna acolhida, e a dom Gregório o trabalho aí realizado, manifestamos também nossa gratidão ao Monsenhor Paulo Elias Daher Chédier, que foi o administrador diocesano da diocese de Petrópolis, no período de vacância.

Unidos ao povo da diocese de Petrópolis, saudamos seu novo bispo, suplicamos a bênção de Deus sobre ele e confiamos seu pastoreio à proteção da Virgem Maria.

Dom Leonardo SteinerBispo auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


Inscrições abertas para a 24ª Assembleia Geral da Associação dos Liturgistas do Brasil

A Equipe de Coordenação da Associação dos Liturgistas do Brasil (ASLI) está se empenhando na preparação da sua 24ª Assembleia Geral, que acontecerá em Porto Alegre (RS), de 28 de janeiro a 1º de fevereiro de 2013.

No site da ASLI já se encontra a programação e a ficha de inscrição para a referida assembleia.

O tema da Assembleia será sobre os "50 anos do Sacrosanctum Concilium – o Ensino da Liturgia".

Mais informações acesse o site da ASLI, no endereço: www.asli.com.br.


40 anos do Conselho de Igrejas para Estudo e Reflexão

O Conselho de Igrejas para Estudo e Reflexão (CIER) está completando 40 anos de atividades ecumênicas, e para marcar a data, está promovendo o seminário "Direitos Humanos e Intolerância Religiosa", que acontecerá no dia 26 de outubro, em Joinville (SC).

Com o objetivo de desconstruir conceitos e pré-conceitos o CIER promove este Seminário e convida para participar: representantes das Igrejas, professores de Ensino Religioso e pessoas interessadas na caminhada ecumênica.


Arcebispo de Niterói saúda novo bispo de Petrópolis

O arcebispo de Niterói (RJ) e secretário do Regional Leste 1 da CNBB (Rio de Janeiro), divulgou uma mensagem saudando dom Gregório Paixão por sua nomeação a diocese de Petrópolis.

Na mensagem, o arcebispo diz acolher com carinho a chegada de dom Gregório.

Leia a íntegra da nota:

Nomeação do novo bispo de Petrópolis

Bendito o que vem em nome do Senhor!

Nesta quarta-feira, dia 10 de outubro, o Santo Padre o Papa Bento XVI, nomeou para Bispo Diocesano de Petrópolis o Exmo. e Revmo. DOM GREGÓRIO PAIXÃO, OSB, até então Bispo Auxiliar de São Salvador da Bahia.

A nossa Arquidiocese e a Província Eclesiástica de Niterói acolhem com carinho a chegada de Dom Gregório Paixão em nosso meio. Deus seja para sempre bendito por nos ter dado tão grande dom! O Bispo de Petrópolis, unido ao Bispo de Campos, de Nova Friburgo e da Administração Apostólica São João Maria Vianney, e a mim, indigno Arcebispo dessa Arquidiocese, engrandece o Povo de Deus nesta porção da Igreja, enriquece o Corpo Místico de Cristo, aqui, onde ele sofre, por vezes, a falta de quem lhe prepare os caminhos do Senhor e seja ministro do seu Amor.

Nascido em Aracaju (SE), com 47 anos de idade e 6 de episcopado, Dom Gregório Paixão é membro da Ordem Beneditina. No Mosteiro de São Bento da Bahia, onde se formou, ele exerceu quase todos os ofícios monásticos e escreveu vários livros. Atualmente, é o secretário do Regional Nordeste 3, da CNBB, e membro titular do Conselho de Cultura  do Estado da Bahia.

Em nome da Arquidiocese de Niterói e em meu nome, quero saudar o querido irmão, como se faz numa família, quando chega mais alguém. Seja bem vindo! Esteja em casa entre nós. Bendito o que vem em nome do Senhor! Que o Deus Trindade ilumine seus passos desde os primeiros, e os conduza a bom termo.

Niterói, 10 de outubro de 2012

Dom José Francisco Rezende Dias Arcebispo Metropolitano de Niterói


O conteúdo do novo livro do Papa

É verdade o que foi dito? E se refere precisamente a mim? E se diz respeito a mim, de que modo?: são as questões com as quais Bento XVI convida o leitor a ler o seu novo livro "Infância de Jesus", terceiro volume da Trilogia sobre Jesus de Nazaré, uma análise dos textos dos Evangelhos que na Itália será publicado antes do Natal, em co-edição com a Livraria Editora Vaticana.

O editor, Rizzoli, destacou alguns conteúdos por ocasião da apresentação do livro do Papa na Buchmesse de Frankfurt, enquanto estão em andamento negociações com editoras de 32 países para as traduções do original em alemão em 20 línguas.

Uma "porta de entrada" aos dois precedentes livros sobre a figura e sobre a mensagem de Jesus. Assim o Papa define no prólogo o seu livro. Bento XVI explica ter desejado interpretar o que Mateus e Lucas contam sobre a infância de Jesus no início dos seus Evangelhos. Uma interpretação que parte de duas perguntas: a primeira sobre o significado da mensagem dos dois autores no momento histórico, a componente histórica da exegese.

Em seguida, destaca o Papa, a segunda pergunta, do "verdadeiro exegeta": "é verdade o que foi dito? E se refere precisamente a mim? E se diz respeito a mim, de que modo? Diante do texto bíblico, cujo último e profundo autor é Deus mesmo, explica Bento XVI, a pergunta sobre a relação do passado com o presente faz parte da nossa interpretação.

Nas páginas fornecidas em antecipação, o Papa escreve que "Jesus nasceu em uma época determinável com precisão, não nasceu e apareceu em público no imprecisado 'era uma vez' do mito. Ele pertence a um tempo exatamente datável e a um ambiente geográfico exatamente indicados: o universal e o concreto se tocam reciprocamente".

Sucessivamente, se lê que "Maria envolveu o menino em faixas": esta imagem, afirma Bento XVI, é "uma referência antecipada à hora da sua morte. Ele é desde o início o Imolado".

O Papa, partindo depois da interpretação de Santo Agostinho da manjedoura, escreve que ela "é o lugar onde os animais encontram o seu alimento", mas é também onde se encontra "Aquele que indicou si mesmo como o verdadeiro pão descido do céu, o verdadeiro alimento do qual o homem tem necessidade para o seu ser pessoa humana".

Eis então que "a manjedoura torna-se uma referência à mesa de Deus, à qual o homem é convidado, para receber o pão de Deus. Na pobreza do nascimento de Jesus se delineia a grande realidade, na qual se atua de modo misterioso a redenção dos homens".


Papa: Concílio Vaticano II, imagem da Igreja de Jesus Cristo que abraça todo o mundo

O jornal da Santa Sé, L'Osservatore Romano, publicou uma edição especial por ocasião do 50° aniversário de abertura do Concílio Vaticano II.

A publicação, em 40 mil exemplares, é composta por narrativas intensas do período do concílio com detalhes de crônicas pouco conhecidas e fotografias raras. Abre essa edição o texto de Bento XVI que na época era jovem e participou como teólogo.

Segue na íntegra, o texto do Santo Padre.

Foi um dia maravilhoso aquele 11 de Outubro de 1962 quando, com a entrada solene de mais de dois mil Padres conciliares na Basílica de São Pedro em Roma, se abriu o Concílio Vaticano II. Em 1931, Pio XI colocara no dia 11 de Outubro a festa da Maternidade Divina de Maria, em recordação do facto que mil e quinhentos anos antes, em 431, o Concílio de Éfeso tinha solenemente reconhecido a Maria esse título, para expressar assim a união indissolúvel de Deus e do homem em Cristo. O Papa João XXIII fixara o início do Concílio para tal dia com o fim de confiar a grande assembleia eclesial, por ele convocada, à bondade materna de Maria e ancorar firmemente o trabalho do Concílio no mistério de Jesus Cristo. Foi impressionante ver entrar os bispos provenientes de todo o mundo, de todos os povos e raças: uma imagem da Igreja de Jesus Cristo que abraça todo o mundo, na qual os povos da terra se sentem unidos na sua paz.

Foi um momento de expectativa extraordinária pelas grandes coisas que deviam acontecer. Os concílios anteriores tinham sido quase sempre convocados para uma questão concreta à qual deviam responder; desta vez, não havia um problema particular a resolver. Mas, por isso mesmo, pairava no ar um sentido de expectativa geral: o cristianismo, que construíra e plasmara o mundo ocidental, parecia perder cada vez mais a sua força eficaz. Mostrava-se cansado e parecia que o futuro fosse determinado por outros poderes espirituais. Esta percepção do cristianismo ter perdido o presente e da tarefa que daí derivava estava bem resumida pela palavra «actualização»: o cristianismo deve estar no presente para poder dar forma ao futuro. Para que pudesse voltar a ser uma força que modela o porvir, João XXIII convocara o Concílio sem lhe indicar problemas concretos ou programas. Foi esta a grandeza e ao mesmo tempo a dificuldade da tarefa que se apresentava à assembleia eclesial.

Obviamente, cada um dos episcopados aproximou-se do grande acontecimento com ideias diferentes. Alguns chegaram com uma atitude mais de expectativa em relação ao programa que devia ser desenvolvido. Foi o episcopado do centro da Europa – Bélgica, França e Alemanha – que se mostrou mais decidido nas ideias. Embora a ênfase no pormenor se desse sem dúvida a aspectos diversos, contudo havia algumas prioridades comuns. Um tema fundamental era a eclesiologia, que devia ser aprofundada sob os pontos de vista da história da salvação, trinitário e sacramental; a isto vinha juntar-se a exigência de completar a doutrina do primado do Concílio Vaticano I através duma valorização do ministério episcopal. Um tema importante para os episcopados do centro da Europa era a renovação litúrgica, que Pio XII já tinha começado a realizar. Outro ponto central posto em realce, especialmente pelo episcopado alemão, era o ecumenismo: o facto de terem suportado juntos a perseguição da parte do nazismo aproximara muito os cristãos protestantes e católicos; agora isto devia ser compreendido e levado por diante a nível de toda a Igreja. A isto acrescentava-se o ciclo temático Revelação-Escritura-Tradição-Magistério. Entre os franceses, foi sobressaindo cada vez mais o tema da relação entre a Igreja e o mundo moderno, isto é, o trabalho sobre o chamado «Esquema XIII», do qual nasceu depois a Constituição pastoral sobre a Igreja no mundo contemporâneo. Atingia-se aqui o ponto da verdadeira expectativa suscitada pelo Concílio. A Igreja, que ainda na época barroca tinha em sentido lato plasmado o mundo, a partir do século XIX entrou de modo cada vez mais evidente numa relação negativa com a era moderna então plenamente iniciada. As coisas deviam continuar assim? Não podia a Igreja cumprir um passo positivo nos tempos novos? Por detrás da vaga expressão «mundo de hoje», encontra-se a questão da relação com a era moderna; para a esclarecer, teria sido necessário definir melhor o que era essencial e constitutivo da era moderna. Isto não foi conseguido no «Esquema XIII». Embora a Constituição pastoral exprima muitas elementos importantes para a compreensão do «mundo» e dê contribuições relevantes sobre a questão da ética cristã, no referido ponto não conseguiu oferecer um esclarecimento substancial.

Inesperadamente, o encontro com os grandes temas da era moderna não se dá na grande Constituição pastoral, mas em dois documentos menores, cuja importância só pouco a pouco se foi manifestando com a recepção do Concílio. Trata-se antes de tudo da Declaração sobre a liberdade religiosa, pedida e preparada com grande solicitude sobretudo pelo episcopado americano. A doutrina da tolerância, tal como fora pormenorizadamente elaborada por Pio XII, já não se mostrava suficiente face à evolução do pensamento filosófico e do modo se concebia como o Estado moderno. Tratava-se da liberdade de escolher e praticar a religião e também da liberdade de mudar de religião, enquanto direitos fundamentais na liberdade do homem. Pelas suas razões mais íntimas, tal concepção não podia ser alheia à fé cristã, que entrara no mundo com a pretensão de que o Estado não poderia decidir acerca da verdade nem exigir qualquer tipo de culto. A fé cristã reivindicava a liberdade para a convicção religiosa e a sua prática no culto, sem com isto violar o direito do Estado no seu próprio ordenamento: os cristãos rezavam pelo imperador, mas não o adoravam. Sob este ponto de vista, pode-se afirmar que o cristianismo, com o seu nascimento, trouxe ao mundo o princípio da liberdade de religião. Todavia a interpretação deste direito à liberdade no contexto do pensamento moderno ainda era difícil, porque podia parecer que a versão moderna da liberdade de religião pressupusesse a inacessibilidade da verdade ao homem e, consequentemente, deslocasse a religião do seu fundamento para a esfera do subjectivo. Certamente foi providencial que, treze anos depois da conclusão do Concílio, tivesse chegado o Papa João Paulo II de um país onde a liberdade de religião era contestada pelo marxismo, ou seja, a partir duma forma particular de filosofia estatal moderna. O Papa vinha quase duma situação que se parecia com a da Igreja antiga, de modo que se tornou de novo visível o íntimo ordenamento da fé ao tema da liberdade, sobretudo a liberdade de religião e de culto.

O segundo documento, que se havia de revelar depois importante para o encontro da Igreja com a era moderna, nasceu quase por acaso e cresceu com sucessivos estratos. Refiro-me à declaração Nostra aetate, sobre as relações da Igreja com as religiões não-cristãs. Inicialmente havia a intenção de preparar uma declaração sobre as relações entre a Igreja e o judaísmo – um texto que se tornou intrinsecamente necessário depois dos horrores do Holocausto (shoah). Os Padres conciliares dos países árabes não se opuseram a tal texto, mas explicaram que se se queria falar do judaísmo, então era preciso dedicar também algumas palavras ao islamismo. Quanta razão tivessem a este respeito, só pouco a pouco o fomos compreendendo no ocidente. Por fim cresceu a intuição de que era justo falar também doutras duas grandes religiões – o hinduísmo e o budismo – bem como do tema da religião em geral. A isto se juntou depois espontaneamente uma breve instrução relativa ao diálogo e à colaboração com as religiões, cujos valores espirituais, morais e socioculturais deviam ser reconhecidos, conservados e promovidos (cf. n. 2). Assim, num documento específico e extraordinariamente denso, inaugurou-se um tema cuja importância na época ainda não era previsível. Vão-se tornando cada vez mais evidentes tanto a tarefa que o mesmo implica como a fadiga ainda necessária para tudo distinguir, esclarecer e compreender. No processo de recepção activa, foi pouco a pouco surgindo também uma debilidade deste texto em si extraordinário: só fala da religião na sua feição positiva e ignora as formas doentias e falsificadas de religião, que têm, do ponto de vista histórico e teológico um vasto alcance; por isso, desde o início, a fé cristã foi muito crítica em relação à religião, tanto no próprio seio como no mundo exterior.

Se, ao início do Concílio, tinham prevalecido os episcopados do centro da Europa com os seus teólogos, nas sucessivas fases conciliares o leque do trabalho e da responsabilidade comuns foi-se alargando cada vez mais. Os bispos reconheciam-se aprendizes na escola do Espírito Santo e na escola da colaboração recíproca, mas foi precisamente assim que se reconheceram servos da Palavra de Deus que vivem e trabalham na fé. Os Padres conciliares não podiam nem queriam criar uma Igreja nova, diversa. Não tinham o mandato nem o encargo para o fazer: eram Padres do Concílio com uma voz e um direito de decisão só enquanto bispos, quer dizer em virtude do sacramento e na Igreja sacramental. Então não podiam nem queriam criar uma fé diversa ou uma Igreja nova, mas compreendê-las a ambas de modo mais profundo e, consequentemente, «renová-las» de verdade. Por isso, uma hermenêutica da ruptura é absurda, contrária ao espírito e à vontade dos Padres conciliares.

No Cardeal Frings, tive um «pai» que viveu de modo exemplar este espírito do Concílio. Era um homem de significativa abertura e grandeza, mas sabia também que só a fé guia para se fazer ao largo, para aquele horizonte amplo que resta impedido ao espírito positivista. É esta fé que queria servir com o mandato recebido através do sacramento da ordenação episcopal. Não posso deixar de lhe estar sempre grato por me ter trazido – a mim, o professor mais jovem da Faculdade teológica católica da universidade de Bonn – como seu consultor na grande assembleia da Igreja, permitindo que eu estivesse presente nesta escola e percorresse do interior o caminho do Concílio. Este livro reúne os diversos escritos, com os quais pedi a palavra naquela escola; trata-se de pedidos de palavra totalmente fragmentários, dos quais transparece o próprio processo de aprendizagem que o Concílio e a sua recepção significaram e ainda significam para mim. Em todo o caso espero que estes vários contributos, com todos os seus limites, possam no seu conjunto ajudar a compreender melhor o Concílio e a traduzi-lo numa justa vida eclesial. Agradeço sentidamente ao arcebispo Gerhard Ludwig Müller e aos colaboradores do Institut Papst Benedikt XVI pelo extraordinário compromisso que assumiram para realizar este livro.

Castel Gandolfo, na memória do bispo Santo Eusébio de Vercelas, 2 de agosto de 2012.

Papa Bento XVI


Comunicado oficial da Arquidiocese de São Salvador da Bahia

Comunicamos que o Santo Padre Bento XVI dignou-se nomear Bispo de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, o Excelentíssimo Senhor Dom Gregório Paixão, OSB, que até o presente era Bispo Auxiliar desta Arquidiocese.

Dom Gregório Paixão, ordenado Bispo em 2006, foi colaborador do Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo e, desde março de 2011, do atual Arcebispo Metropolitano. Nesta Arquidiocese, desempenhou com esmero e competência vários cargos, funções e missões. Soube relacionar-se de maneira fraterna com os bispos, sacerdotes e diáconos permanentes, religiosos e religiosas, pastorais e movimentos, leigos e leigas. Nos seis anos de episcopado, Dom Gregório viveu intensamente seu lema episcopal: "Preparar os caminhos do Senhor", demonstrando de mil modos seu amor por Jesus Cristo e seu zelo pela Igreja. Criativo e apaixonado pelo que faz, conquistou uma legião de amigos nesta Arquidiocese e no Estado da Bahia, que sentem vê-lo partir para outro Estado, mas se alegram com a importante missão que assume na Igreja.

Ao agradecer sua presença e dedicação nesta Igreja Particular, invocamos as bênçãos do SENHOR sobre o novo Bispo de Petrópolis e pedimos que todos rezem por sua pessoa e missão.

"Seja bendito o SENHOR, Deus de Israel, desde sempre e para sempre. Amém, amém!" (Sl 41/40, 14). Salvador, 10 de outubro de 2012.

Dom Murilo S.R. KriegerArcebispo de São Salvador da BahiaPrimaz do BrasilDom Gilson Andrade da SilvaBispo Auxiliar de São Salvador da BahiaDom Giovanni CrippaBispo Auxiliar de São Salvador da Bahia

 


Ano da Fé será aberto no Brasil na festa da Padroeira

O Ano da Fé, que será oficialmente aberto pelo Papa Bento XVI em Roma nesta quinta-feira (11), terá início oficial na Igreja do Brasil no dia 12 de outubro, data em que se comemora a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. A abertura se dará durante a missa solene da festa no Santuário Nacional, às 10h, que terá a presidência do Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo, Dom Cláudio Hummes. A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convidou Dom Claudio para presidir a Celebração Eucarística porque o Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, está em Roma onde participa da abertura a convite do papa. Dom Damasceno explicou que esta não é a primeira vez em que o Papa proclama um Ano da Fé. "O Papa Paulo VI, que é hoje venerado como Servo de Deus, proclamou também o Ano da Fé em 1967". O presidente da CNBB ressaltou ainda que Bento XVI, na Carta Apostólica Porta fidei (Porta da Fé), recorda a beleza e a centralidade da fé a nível pessoal e comunitário e fazê-lo em uma dimensão missionária. "Precisamos fazer com que a beleza e a centralidade da fé cheguem até as pessoas que não conhecem Jesus Cristo e também na ótica da nova evangelização, isto é, fazer com que as pessoas que foram evangelizadas, mas que se esqueceram de Jesus recuperem a sua fé e retornem a vida da comunidade", acrescentou o Cardeal.Dom Damasceno reforçou que o Ano da Fé deve ser um momento para propor a leitura dos documentos do Concílio Vaticano II e aprofundar a sua reflexão para encontrar uma luz para nos guiar como cristãos no mundo de hoje."Portanto, a renovação da fé deve ser prioridade, um compromisso de toda a Igreja nos nossos dias", acrescentou.

Dom Leonardo avalia andamento do Sínodo dos Bispos

O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, presente no Sínodo dos Bispos que se realiza em Roma até o próximo dia 28 de outubro, fez um rápido balanço para os ouvintes da Rádio Vaticano sobre os primeiros dias de trabalho.

Eis a transcrição de seu depoimento:

"O Sínodo caminha muito bem, existe um espírito fraterno muito grande. Existe, entre os bispos, uma busca de partilha, de querer saber como se evangeliza, como se trabalha nos diversos continentes, nas diversas realidades. Creio que a América Latina com o Documento de Aparecida pode dar uma grande contribuição ao Sínodo. A Missão Continental, a nova evangelização tem tudo a ver com esse novo ardor de anunciar Jesus Cristo e o seu Reino. O encontro de Aparecida abriu os nossos olhos, voltou a confirmar a nossa vocação de sermos anunciadores, de sermos todos evangelizadores pelo fato de termos sido revestidos de Cristo, como diz São Paulo.  Nesse sentido, as intervenções  da parte dos bispos latino-americanos, na Sala, têm sido muito positivas chamando a atenção sempre de novo para a necessidade de todos nos envolvermos na missão. Houve algumas outras intervenções importantes, especialmente aquelas feitas por bispos europeus, manifestando a preocupação de anunciar Jesus Cristo num mundo aonde, aparentemente, Deus está ausente, aonde no horizonte de muitas pessoas, Deus já não existe mais. Foram apresentadas reflexões muito profundas, muito boas. Creio que essas contribuições dadas em plenário vão repercutir muito positivamente nos grupos menores de trabalho onde serão feitas as proposições que constarão no Instrumento de Trabalho".


Abertas inscrições para Encontro Nacional de Responsáveis de Juventude

Os responsáveis adultos das arquidioceses, dioceses, movimentos, congregações, comunidades, pastorais e organismos que trabalham com juventude terão um momento único de comunhão e diálogo sobre a evangelização dos jovens no Brasil. De 29 de novembro a 2 de dezembro, em Brasília (DF), acontecerá o Encontro Nacional de Assessores da Pastoral Juvenil, promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Tendo em vista o objetivo de contribuir com os assessores na missão de acompanhar os jovens na educação da fé, são convidados apenas os responsáveis adultos de cada uma dessas expressões que trabalham com juventude.

O tema do evento "A Juventude no Ano da Fé" foi escolhido dentro da proposta do Ano da Fé, convocado pelo papa Bento XVI e que terá início nesta quinta, 11 de outubro.

"A Jornada Mundial da Juventude faz parte do calendário para o Ano da Fé. Portanto, vemos a atenção do Papa com os jovens. Com isso, precisamos ajudar os assessores adultos que acompanham os jovens para que estes respondam ao convite do Santo Padre a respeito do Ano da Fé", afirmou o assessor da Comissão Episcopal para a Juventude, padre Carlos Sávio Costa, ao mencionar a proposta para o período que se inicia no dia 11 de outubro de que seja um momento de "autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo", conforme destacou o Pontífice.

Outras informações acesse: www.jovensconectados.org.br.


Arquidiocese de Curitiba abriu o Mês Missionário com homenagem a Santa Terezinha

A abertura do Mês Missionário na arquidiocese de Curitiba (PR) ocorreu neste úlimo sábado, dia 6 de outubro, com uma missa no Santuário São José, do Capão Raso. A missa foi presidida por dom Rafael Biernaski, bispo auxiliar da arquidiocese. Dom Rafael ressaltou, em sua homilia, o significado do ser discípulo missionário nos dias de hoje. "Devemos levar às pessoas a vida de Jesus e o amor de Deus; aonde quer que vamos precisamos ser Igreja viva". O bispo convidou o coordenador arquidiocesano do Conselho Missionário Arquidiocesano, Odaril José da Rosa, para contar um pouco do trabalho do Comidi em Curitiba e região.

Ao final, uma apresentação teatral de bonecos fechou a celebração com a história de Santa Terezinha, a padroeira das missões, para os pequenos missionários presentes na igreja. As crianças puderam conhecer sobre a vida da santa que dedicou cada ato seu ao serviço de Deus e em favor da evangelização dos povos, com seu próprio testemunho.

Santa Teresinha do Menino Jesus é festejada em 1° de outubro, juntamente a São Francisco Xavier, padroeiros da missões. A data marca o início do Mês Missionário. Este mês tem como ápice a celebração do Dia Mundial das Missões no penúltimo domingo de outubro, este ano em 21 de outubro.


Rio de Janeiro é palco do Encontro da Pastoral Familiar do Cone Sul

Com a presença dos representantes das Comissões Episcopais Pastorais para a Familia dos países Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai e República Dominicana, iniciou no Rio de Janeiro (RJ), dia 8 de outubro, dia do Nascituro, o Encontro Regional da Pastoral Familiar do Cone Sul.

O evento é organizando pelo Conselho Episcopal Latino Americano (CELAM), representado pelo secretário executivo, padre Augusto Ríos Rocha, e coordenado por dom Antônio Augusto Dias Duarte, bispo auxiliar do Rio de Janeiro e assessorado pelo padre Wladimir Porreca, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da CNBB.

O encontro tem como objetivo aprofundar e operacionalizar as conclusões do 7º Encontro Mundial da Família, através do diálogo e reflexão dos delegados da Pastoral Familiar presentes no encontro para revalorizar o significado das dimensões do trabalho e da festa nas famílias, presentes nas diversas regiões representadas neste encontro dos países do Cone Sul.

Como proposta de trabalho, o encontro procurará também vislumbrar horizonte, discernir desafios e traçar linhas de ação.

Estão presentes também o presidente da Comissão para a Vida e Família, dom João Carlos Petrini, Bispo de Camaçari (BA); dom Sebelio Peralta Álvarez, bispo  de San Lorenzo, responsável pela Coordenação Nacional da Pastoral Familiar do Paraguai; dom Pedro María Laxague, membro da Comissão Episcopal da Argentina; leigos; famílias; padres assessores e casais da Pastoral Familiar.

O outro assessor da Comissão para a Vida e Família, padre Rafael Fornasier também está presente, juntamente como os casais coordenadores e vice-coordenadores nacionais e representantes de sete Regionais da Pastoral Familiar.

O Encontro se estenderá até dia 12 de outubro e será um momento para a integração, partilha de experiência e traçar com mais comunhão ações evangelizadoras em prol da família.


Arquidiocese de BH inaugura exposição sobre os 50 anos do Concílio Vaticano II

O arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, inaugura, no próximo dia 11 de outubro, quinta-feira, a Exposição Concílio Vaticano II. Entre os objetos que estarão expostos o visitante poderá ver um solidéu utilizado pelo papa João XXIII, um cálice que foi do papa Paulo VI e um caderno com anotações de dom João Resende Costa, segundo arcebispo de Belo Horizonte, sobre o Concílio Vaticano II.

O evento faz parte dos 50 anos de abertura do Concílio, solenemente iniciado pelo papa João XXIII no dia 11 de outubro de 1962 e concluído pelo papa Paulo IV no dia 8 de dezembro de 1965. Também marca a celebração dos 20 anos do Catecismo da Igreja Católica e a abertura do Ano da Fé.

Realizada no memorial da arquidiocese, a Exposição Concílio Vaticano II será inaugurada no próximo dia 11 de outubro, quinta-feira, às 10h. Estará aberta ao grande público no próximo dia 16 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h. O memorial da arquidiocese fica na Praça Duque de Caxias, 200, bairro Santa Teresa, Belo Horizonte.


Lançamento do Ano da Fé na diocese de Uberlândia

O papa Bento XVI proclamou o Ano da Fé, com início em 11 de outubro de 2012 e término em 24 de novembro de 2013. A carta papal convida os cristãos católicos a refletirem intensamente sobre a fé.

Na diocese de Uberlândia, a abertura será realizada na Catedral Santa Teresinha nesta quinta-feira, 11, às 18 horas. O bispo diocesano, dom Paulo Francisco Machado, presidirá a missa solene e lançará a carta pastoral O Ano da Fé.

As paróquias da diocese de Uberlândia farão o lançamento do Ano da Fé, na sexta-feira, 12, dia da festa em louvor a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.


Dom Murilo participa do Cenáculo com Maria em Maringá (PR)

A Renovação Carismática Católica, que organiza o Cenáculo com Maria em Maringá (PR), espera que o evento receba público aproximado de 7 mil pessoas na próxima sexta-feira (12) no Parque de Exposições de Maringá. O evento, realizado no Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, terá início às 8h com a presença de Dom Murilo Krieger, Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil e do pregador Roberto Tannus. Os fieis são convidados a doar 1 kg de alimento não perecível na entrada do Parque de Exposições. A arrecadação será destinada a entidades assistenciais de Maringá. No local haverá venda de lanches, salgados e bebidas sem álcool. As crianças terão um espaço especial para os momentos de oração: é o chamado Cenáculo infantil. A santa missa será celebrada às 15h45 e logo após os fieis vão sair em carreata com a imagem de Nossa Senhora Aparecida até a Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória. Programação Cenáculo com Maria 2012 em Maringá/PR8h: Acolhida da imagem de Nossa Senhora Aparecida9h: Pregação de Roberto Tanuus. 9h45: Oração do terço. 11h: Pregação de Dom Murilo Krieger.12h: Almoço 13h30: Pregação de Roberto Tanuus.15h45: Santa Missa presidida por Dom Murilo Krieger, concelebrada por Dom Anuar Battisti e clero da Arquidiocese de Maringá. 17h: Saída da Carreata com a imagem de Nossa Senhora até a Catedral de Maringá.

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