quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 01/12/2011

REFLEXÃO

Somente quem faz a vontade do Pai que está nos céus irá participar plenamente do seu Reino. Jesus veio até nós para nos revelar quem é o Pai, assim como a sua vontade, para que, a partir do seu conhecimento, pudéssemos praticá-la e participar conscientemente do Reino. Por isso, todos os que desejam a vida eterna devem fundamentar a sua existência na palavra de Jesus e procurar viver segundo os valores que ele pregou no Evangelho, colocando em prática a vontade do Pai, que Jesus, ao se fazer homem e vir ao mundo, revelou para todos nós.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Fernando Antônio Figueiredo, OFM, Bispo de Santo Amaro - SP

Ordenação Presbiteral

  • Dom Ercílio Turco, Bispo de Osasco - SP
  • Dom Francisco Barroso Filho, Bispo Emérito de Oliveira - MG
  • Dom Itamar Vian, OFMCap, Arcebispo de Feira de Santana - BA
  • Dom Francisco de Paula Victor, Bispo Auxiliar Emérito de Brasília - DF
  • Dom Lúcio Ignácio Baumgaertner, Arcebispo Emérito de Cascavel - PR
NOTÍCIAS

CNBB divulga nota sobre o Código Florestal

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na manhã desta quinta-feira, 1º de dezembro, uma Nota sobre o Código Florestal na qual expressa sua preocupação pela possível aprovação do projeto com a falta de algumas "correções necessárias".

"O projeto, ao manter ocupações em áreas ilegalmente desmatadas (Artigos 68 e 69) e permitir a recuperação de apenas metade do mínimo necessário para proteger os rios e a biodiversidade (Artigos 61 e 62), condena regiões inteiras do país a conviver com rios agonizantes, nascentes sepultadas e espécies em extinção", destaca a CNBB em um trecho da Nota.

Ainda no texto, a Conferência sublinha que o projeto "não representa equilíbrio entre conservação e produção, mas uma clara opção por um modelo de desenvolvimento que desrespeita limites da ação humana". Leia, abaixo, a Nota na íntegra

Nota da CNBB sobre o Código Florestal

 

O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) da Conferência Nacional dos bispos do Brasil - CNBB, reunido nos dias 29 e 30 de novembro de 2011, vem manifestar sua preocupação com a possível aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de reforma do Código Florestal brasileiro. Já aprovado nas devidas Comissões do Senado Federal, o novo Código Florestal, tão necessário ao Brasil, embora tenha obtido avanços pontuais na Comissão do Meio Ambiente, como um capítulo específico para a agricultura familiar, ainda carece de correções.

O projeto, ao manter ocupações em áreas ilegalmente desmatadas (Artigos 68 e 69) e permitir a recuperação de apenas metade do mínimo necessário para proteger os rios e a biodiversidade (Artigos 61 e 62), condena regiões inteiras do país a conviver com rios agonizantes, nascentes sepultadas e espécies em extinção. Sob o pretexto de defender os interesses dos pequenos agricultores, esta proposta define regras que estenderão a anistia a quase todos os proprietários do país que desmataram ilegalmente.

O projeto fragiliza a proteção das florestas hoje conservadas, permitindo o aumento do desmatamento. Os manguezais estarão abertos à criação de camarão em larga escala, prejudicando os pescadores artesanais e os pequenos extrativistas. Os morros perderão sua proteção, sujeitados a novas ocupações agropecuárias que já se mostraram equivocadas. A floresta amazônica terá sua proteção diminuída, com suas imensas várzeas abertas a qualquer tipo de ocupação, prejudicando quem hoje as utiliza de forma sustentável. Permanecendo assim, privilegiará interesses de grupos específicos contrários ao bem comum.

Diferentemente do que vem sendo divulgado, este projeto não representa equilíbrio entre conservação e produção, mas uma clara opção por um modelo de desenvolvimento que desrespeita limites da ação humana.

A tão necessária proteção e a diferenciação mediante incentivos econômicos, que seriam direcionados a quem efetivamente protegeu as florestas, sobretudo aos agricultores familiares, entraram no texto como promessas vagas, sem indicativo concreto de que serão eficazes.

Insistimos que, no novo Código Florestal, haja equilíbrio entre justiça social, economia e ecologia, como uma forma de garantir e proteger as comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas e de defender os grupos que sabem produzir em interação e respeito com a natureza. O cuidado com a natureza significa o cuidado com o ser humano. É a atenção e o respeito com tudo aquilo que Deus fez e viu que era muito bom (cf. Gn 1,30).

O novo Código Florestal, para ser ético, deve garantir o cuidado com os biomas e a sobrevivência dos diferentes povos, além de preservar o bom uso da água e permitir o futuro saudável à humanidade e ao ecossistema.

Que o Senhor da vida nos ilumine para que as decisões a serem tomadas se voltem ao bem comum. Brasília-DF, 30 de novembro de 2011


Mensagem de dom José Francisco Rezende à Igreja de Niterói

O novo arcebispo de Niterói (RJ), dom José Francisco Rezende Dias, escreveu sua primeira saudação ao povo da arquidiocese, na qual se dirige aos fiéis, "este é o convite que dirijo aos irmãos e irmãs da Igreja de Niterói"; aos seminaristas, "que agora estão acolhendo e discernindo o chamado de Cristo, o meu carinho, e a esperança de que sejam generosos na resposta fiel ao Senhor"; aos consagrados, "que embelezam a Igreja com seus carismas"; aos diáconos, "sinais do Cristo-Servo e expressão da Igreja servidora"; aos padres, "que mais de perto cooperam na Ordem episcopal e compartilham e exercem comigo, bispo, o sacerdócio único de Cristo"; ao arcebispo emérito, dom Alano Pena. "meu irmão maior, meu carinho e reconhecimento por tudo o que já fez e pela ajuda incomparável de seu apoio e sabedoria". E, por fim, "aos irmãos de outras denominações cristãs e a todas as pessoas de boa vontade".

Leia na íntegra

MENSAGEM À IGREJA DE NITERÓI

Vivamos por ele!

Irmãos e irmãs, da Arquidiocese de Niterói:

"A Graça do Senhor Jesus Cristo esteja com todos vocês" (1Cor 16,23).Ao ser escolhido para a missão de Arcebispo de Niterói, quero saudar com carinho o Povo de Deus desta Igreja. Deus, rico em misericórdia, deu-me a mim, o menor de todos, a graça de anunciar por meio do Evangelho, as riquezas incomparáveis de Cristo (Ef 3,8)."Pela graça de Deus sou o que sou, e a sua graça para comigo não tem sido vã – não por mim – mas pela Sua graça que está comigo" (1Cor 15,10). É esse o tom com que aceito esta nobre e desafiadora missão. É essa a atitude de fé ao chamado de Jesus Cristo, na voz da Igreja, que me faz dizer meu "sim".

Quando assumi a missão episcopal, escolhi como lema para a vivência de meu ministério o carisma e a força das palavras da Primeira Carta de João: "Nisto se manifestou o amor de Deus por nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo para que vivamos por Ele" (1Jo 4,9). Este é o convite que dirijo aos irmãos e irmãs da Igreja de Niterói, nessa primeira mensagem: Vivamos por Ele. Só por Ele recebemos a graça do Mistério Total da Vida Divina, que nos traz esperança, no mundo, e salvação, do mundo.

Aos irmãos cristãos leigos e leigas, Povo de Deus enxertado em Cristo pelo Batismo, o meu afeto de pastor e o desejo de caminhar unido a vocês para a construção de uma comunidade solidária numa sociedade mais justa. Sobretudo, aos jovens, o carinho de meu lado paterno.

Aos seminaristas, que agora estão acolhendo e discernindo o chamado de Cristo, o meu carinho, e a esperança de que sejam generosos na resposta fiel ao Senhor. Soube que são muitos! O bispo de vocês, apenas um irmão mais velho, encheu-se de alegria com essa notícia, e espera o momento de conhecer um a um.

Aos irmãos consagrados e às irmãs consagradas, que embelezam a Igreja com seus carismas e nutrem o mundo com a memória viva da forma de ser e atuar de Jesus, minha saudação fraterna. Conto com a força de seu testemunho, caridade e missão.

Aos irmãos diáconos, sinais do Cristo-Servo e expressão da Igreja servidora, deixo nesse primeiro momento o afeto do meu coração e o desejo de caminhar juntos na comunhão e na entrega de vida, sempre, a serviço do Amor Fundador. Não importam quais sejam os nossos desafios, a graça os transformará em alegrias do Reino.

Aos irmãos presbíteros, que mais de perto cooperam na Ordem episcopal e compartilham e exercem comigo, bispo, o sacerdócio único de Cristo, uma palavra especial: vocês são meus irmãos. São os meus irmãos mais próximos, e serão os mais queridos, em todas as dores e em todas as alegrias. Nessa família, os ministérios são diferentes e as responsabilidades não são iguais, mas os irmãos serão o que sempre foram: irmãos. Trago meu amor fraterno e venho a vocês como irmão. O compromisso missionário que a Arquidiocese assume em Barra do Garças e em Porto Velho, com irmãos presbíteros seus, revela a sintonia eclesial da Arquidiocese de Niterói com a Igreja desse país-continente. Vocês anteciparam o Documento de Aparecida: esse é o lado verdadeiro e real da Igreja de Cristo! Sinto-me honrado de estar com vocês.

A Dom Alano, meu irmão maior, meu carinho e reconhecimento por tudo o que já fez e pela ajuda incomparável de seu apoio e sabedoria.

Às autoridades constituídas, aos irmãos de outras denominações cristãs e a todas as pessoas de boa vontade quero dizer que estou totalmente aberto ao diálogo e ao empenho de buscar a justiça e a paz.

Confio na graça de Deus. Darei tudo de mim para ser um bispo servidor do Evangelho. Preciso e conto com o apoio e a oração de todos para ser fiel a esta missão. Rezemos juntos. Caminhemos juntos. Deus nos escolhe, nos chama e nos envia para ser a transparência de seu amor no mundo. Seja essa confiança o estrado firme onde repousem nossos pés.

Unidos na oração e no coração, envio a todos a minha bênção.

+ Dom José Francisco Rezende DiasArcebispo Eleito de Niterói


Reunião das Superioras Gerais no Brasil

Delegadas da União Internacional de Superioras Gerais se encontram em Aparecida-SP, desde o último dia 27. O evento reúne cerca de 31 países e termina no próximo dia 03 com a celebração eucarística no Santuário de Aparecida.Dois momentos marcaram as reflexões da quarta-feira, 30 de novembro, que deram continuidade a metodologia ver, julgar e agir, sobre o tema Jesus transfigurado – rosto que nos põe a caminho. Release Irmã Vera, após a introdução que retomava o caminho feito a partir do "ver a realidade", fez uma iluminação bíblica que favorece o julgar, olhando para a realidade através da luz da transfiguração. Apresentou um quadro sinótico, mas se deteve no evangelho de Marcos. Entre vários aspectos apresentados sobre o texto, destaca-se o significado da transfiguração de Jesus. A transfiguração, antes de mais nada, não significa  uma demonstração do poder de Jesus. De fato, o evangelista usando o verbo na voz passiva, destaca que a transfiguração é uma ação de Deus Pai: é o Pai que transfigura Jesus e mostra a sua glória, justamente no momento no qual ele assume a nossa  fraqueza e caminha para a cruz. Pensar que a transfiguração é obra do Pai convida a Vida Religiosa a assumir a dimensão contemplativa da existência e a acreditar que na sua situação de pobreza de cruz, a força e a glória de Deus se manifestam."Convidamos o grupo a se perguntar sobre alguns elementos importantes da transfiguração: como podemos ser rostos transfigurados de Deus no meio do povo; a decisão de Jesus de descer a montanha rumo a Jerusalém para entregar a vida, o outro como companheiro: Jesus não sobe a montanha sozinho, sobe com os outros; o universo todo presente na transfiguração, a nuvem como o divino presente, e junto a esta realidade. Irmã Vera Bombonato e Irmã Lúcia Weiler encerraram sua reflexão teológica, trazendo a imagem pescada da Santa de Aparecida, com a cabeça separada do corpo, lembrando que Maria se faz solidária com os rostos desfigurados de ontem e de hoje. As duas teólogas coroaram a santa após unir cabeça e corpo, lembrando que Maria, cuidada e vestida pelos pescadores, é aquela Mãe a qual os filhos querem bem vestida, ornada, coroada, bonita, merecedora de respeito e admiração porque é Mãe.

Começa o Congresso Mundial de Pastoral para Estudantes Estrangeiros

Dom José Luiz Ferreira Salles, bispo auxiliar de Fortaleza, Ir. Maria Eugenia LLoris, assessora da Comissão Episcopal para a Educação e Cultura da CNBB e o jovem Francisco Waldimir Lima da Silva, de Fortaleza, são os representantes do Brasil presentes no Congresso Mundial de Pastoral para Estudantes Estrangeiros que teve início, em Roma,  nesta quarta-feira, 30 de novembro, com a presença de aproximadamente  250 participantes, bispos, padres, religiosas, professores, coordenadores, assessores de pastoral universitária e jovens  representantes  dos cinco continentes. A mesa de trabalhos do encontro foi presidida pelo Cardeal Dom Antonio Maria Veglio, presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes. Em sua saudação, ele disse: "Queridos participantes, hoje a Igreja esta chamada mais do que nunca a ajudar a descobrir, com as obras de apoio espiritual e de assistência material, o papel estratégico dos estudantes internacionais, não só para o futuro de suas nações, mas também para o bem de toda a comunidade internacional e da Igreja. Para tal fim, a Pastoral Universitária pode oferecer a ´oportunidade de coordenar o estudo acadêmico e as atividades para-acadêmicas com os princípios religiosos e morais, integrando desta maneira a vida com a fé´, como afirmou João Paulo II na Ex Corde Ecclesiae,. Após a saudação do cardeal, o secretario do Pontifício conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, Dom Joseph Kalathiparambil, explicitou o motivo do encontro e a caminhada a ser feita: Nesta terceira edição: "nosso Pontifício Conselho deseja centrar-se em como desenvolver uma atenta metodologia neste fenômeno cada vez mais difícil, e também desenvolver o programa para uma rede continental e internacional, amplamente coordenada, para o futuro deste campo tão crítico da atividade pastoral da Igreja nestes tempos modernos". O Congresso acontece do dia 30 de novembro a 3 de dezembro, para escutar atentamente, refletir e partilhar, com o objetivo de compreender o significado e as conseqüências, as necessidades e benefícios das culturas no mundo dos estudantes internacionais. O Cardeal Zenon Grocholewski, prefeito da Congregação para a Educação Católica definiu o tema do congresso como " especialmente interessante e oportuno", não só porque as tensões culturais afetam na dinâmica da sociedade multicultural e multinacional, mas também porque afetam nos processos educativos, no ensino, e nas investigações acadêmicas. Após esta abertura, houve uma saudação oficial e fraterna às delegações do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, da Comunhão Anglicana e da Federação Luterana Mundial que expressaram brevemente as suas experiências: o arcebispo metropolitano de Tallin, na Estônia, Emmo Stephanos; o Reverendo David Richardson, representante do arcebispo de Canterbury unido à Santa Sé e o diretor do centro Anglicano em Roma, assim como o Reverendo Jussi Murtovouri, da Igreja Evangélica luterana da Finlândia. Todos eles fizeram o relato de um pequeno percurso histórico da caminhada de acolhida e  dedicação aos jovens estrangeiros. Contaram as experiências que suas Igrejas têm no processo  de acolhida e, sobretudo pela solidariedade, diante das dificuldades econômicas e culturais que enfrentam. Salientaram a importância da comunhão e do respeito das culturas na sociedade cada vez mais plural e globalizada, "guardamos a esperança de que esse respeito permanece e se criem modelos mais efetivos  para manter  nos  estudos superiores  os estudantes internacionais ,porque é de mutua vantagem, tanto para o países que acolhem como aqueles que recebem", afirmou David Richardson. Todos eles animaram  os participantes a viverem esse Congresso no espírito e encontro entre culturas.O dia finalizou com a celebração da Eucaristia e o jantar que serviu para o entrosamento e conhecimento dos participantes entre si.

Começa hoje o 2º Encontro Nacional de Responsáveis e Assessores da Juventude

Tem início hoje, 1º e segue até domingo, 4, o 2º Encontro Nacional de Responsáveis Diocesanos e de Assessores da Juventude, em Vargem Grande Paulista (SP).

Organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), este 2º Encontro visa estudar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), aprofundar o Documento 85 da CNBB "Evangelização da juventude - Desafios e perspectivas pastorais", partilhar as realidades de evangelização das juventudes, explanar sobre os encaminhamentos da Jornada Mundial da Juventude 2013 e do projeto "Bote Fé".

Participaram os bispos referenciais regionais da juventude, dos sacerdotes, religiosos (as) ou leigos (as) que assumem o ministério de assessoria dos diversos movimentos eclesiais, Novas Comunidades, Pastorais da Juventude e Congregações Religiosas.


Dom Murilo Krieger é homenageado com medalha do Mérito Legislativo

O arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, foi homenageado com a medalha Mérito Legislativo, nesta próxima quarta-feira, 30, às 15h, no Salão Negro do Congresso Nacional, em Brasília. A Medalha Mérito Legislativo é a maior honraria concedida pela Câmara dos Deputados a pessoas com relevantes serviços prestados ao Brasil.

Dom Murilo foi representado pelo assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Rafael Fornasier.


Dom Esmeraldo escreve ao povo de Santarém

O novo arcebispo de Porto Velho (RO) dom Esmeraldo Barreto de Farias, até então bispo de Santarém (PA) escreveu carta ao povo de Santarém nesta quarta-feira, 30, dia de sua nomeação. "Quando vim para Santarém, vim com muita alegria e agradeço a Deus que me concedeu a graça de viver esse tempo nesta Diocese, experimentando a cada dia o que significa ser missionário na Amazônia", destaca dom Esmeraldo na carta.

Todo o texto é um agradecimento do prelado a Deus e ao povo de Santarém.  "Agradeço ao nosso Pai bondoso pelas comunidades presentes nas cidades e no interior: são um sinal vivo de como a força do Evangelho transforma pessoas e as torna dedicadas à missão".

Leia carta na íntegra, abaixo

Santarém, 30 de novembro de 2011.

Aos Irmãos e Irmãs na Diocese de Santarém.

"A cada um o Senhor deu sua tarefa: eu plantei, Apolo regou, mas era Deus que fazia crescer. De modo que nem o que planta nem o que rega são, propriamente importantes. Importante é aquele que faz crescer: Deus. (...) Nós somos cooperadores de Deus" (1Cor 3,5-7.9).

Em fevereiro de 2007, quando estávamos para iniciar a Campanha da Fraternidade sobre a Amazônia que trazia o lema: "Vida e missão neste chão", recebi a carta do Papa Bento XVI pedindo que deixasse a Diocese de Paulo Afonso, no sertão da Bahia e viesse servir à Diocese de Santarém, bem no coração da Amazônia.

Vivendo o ano missionário e meditando muitas vezes o Evangelho que narra o envio dos setenta e dois discípulos feito por Jesus "a toda cidade e lugar para onde ele mesmo devia ir" (Lc 10,1), nesse contexto de missão, o Papa Bento XVI me escreve dizendo: em razão da renúncia, por idade, de D. Moacyr Grechi,  você está nomeado para a Diocese de Porto Velho, em Rondônia.

Isto significa que, mais uma vez, a palavra bíblica: "Levanta-te e anda" (At 3,6) me é dirigida para que possa acolhê-la em minha vida. Com muita humildade e confiança no Espírito Santo, protagonista da missão, recebo esse insistente convite como um chamado de Deus nosso Pai, na certeza de que estou indo não em nome próprio, mas como caminho do seguimento a Jesus Cristo que nos chama e envia para onde ele mesmo deve ir. O missionário está sempre aberto ao chamado de Deus para realizar a vontade daquele que o envia (cf. Heb 10,7). Ele medita a sua Palavra e faz a experiência de que a missão não se resume a algumas atividades, a alguns momentos ou lugares, mas é entrega do seu ser e viver, pois é a missão que determina sua vida. Com Maria, a serva do Senhor, a Mãe Missionária, o missionário aprende a proclamar: "Faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,38).

Quando vim para Santarém, vim com muita alegria e agradeço a Deus que me concedeu a graça de viver esse tempo nesta Diocese, experimentando a cada dia o que significa ser missionário na Amazônia. Agradeço ao nosso Pai bondoso pelas comunidades presentes nas cidades e no interior: são um sinal vivo de como a força do Evangelho transforma pessoas e as torna dedicadas à missão. Estive em uma boa parte delas. Vi animadores e animadoras, catequistas, responsáveis por pastorais, membros de movimentos, de equipes de serviço e de grupos empenhados em colaborar para o fortalecimento da comunidade  e, ao mesmo tempo, conscientes de que a missão, de modo especial na Amazônia, implica lutar pela dignidade da vida das pessoas pela defesa e preservação do meio ambiente, contribuindo para que a nossa sociedade seja realmente justa, solidária e pacífica.Guardo no coração tantos testemunhos que me fazem, a cada dia, louvar a agradecer a Deus que tem inspirado esses cristãos leigos e leiga, sustentáculos do trabalho de evangelização, mesmo ali onde a presença do padre só é possível uma, duas ou três ao ano.

Obrigado, Senhor pelos religiosos Franciscanos, Verbitas, Irmãos de Santa Cruz e pelas  Religiosas Missionárias da Imaculada Conceição (ISMIC), Adoradoras do Sangue de Cristo, Franciscanas dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, Franciscanas de Maristela, Irmãs da Sagrada Família, Irmãs de São José, Irmãs Franciscanas de Alegany, Irmãs Franciscanas Angelinas e Irmãs Franciscanas Hospitaleiras que se preparam para servirem a esta diocese a partir de 2012. Não poderia deixar de mencionar o Irmão José, monge Trapista.

Elevo a Deus minha ação de graças pelos irmãos padres, colaboradores diretos no trabalho de evangelização, numa missão tão fundamental de presidir as comunidades e articular a ação evangelizadora: Pe. Luis Pinto (Vigário Geral), Frei Gregório (Coordenador Diocesano de Pastoral), Pe. Carlos Antonio (Ecônomo), Pe. Edilberto Sena (Diretor da Rádio Rural de Santarém), Pe. José Ronaldo (Pároco da Catedral), Pe. Alaelson e Pe. Walter (respectivamente Reitores dos Seminários S. Pio X e São Gaspar), Pe. Ademar, André Carlos, Antonio Claudio, Antonio Jorge, Armstrong Feitosa, Auricélio Paulino, Francisco Pedroso, Gonzaga Vidal, Hesron Wagner, Ivair, Jorge Torres, Juscivaldo Peixoto, Luis Carlos, Odirley Maia, Raimundo Matias, Rosivaldo Correa, Rubinei Valente Coelho, Sidney Canto, Valdir Serra, aos Diáconos Raimundo Nélio e Marcílio Pedroso e ao seminarista Alessandro que se prepara para o Diaconado.

Não nos faltou nesse tempo a oração pelas vocações ao ministério ordenado. E Deus nos tem dado Seminaristas que descobrem e assumem o ser missionário como constitutivo da vocação e da missão que procedem de Jesus Cristo, o missionário do Pai.

Nesta diocese, Deus me fez ver o quanto é grande a família de um missionário, pois multiplicou em muito os irmãos, irmãos, pais e mães. O povo da diocese, pelo seu carinho e pela boa acolhida, tem sido uma verdadeira família.

Agradeço e, ao mesmo tempo, peço a Deus pelos funcionários da Diocese de Santarém, profissionais da comunicação, da área da saúde, da educação e demais setores que estiveram presentes nesse tempo.

Os irmãos bispos do Oeste do Pará: D. Martinho, D. Capistrano, D. Erwin, D. Bernardo, D. Wilmar e todos os bispos do Regional a começar pelo Arcebispo Metropolitano de Belém fazem parte do meu agradecimento a Deus, inclusive  D. Lino, de saudosa memória.

Minhas palavras não traduzem toda minha gratidão: somente Deus poderá recompensar cada um de vocês e firmar seus passos no caminho missionário.

Peço também perdão a Deus, pois sei que não me empenhei o tanto quanto pedia e pede a Diocese de Santarém que sempre teve uma caminhada evangelizadora tão bonita.Hoje é dia de Santo André, apóstolo de Jesus Cristo.

Ele foi chamado por Jesus Cristo para que pudesse segui-lo. O Evangelho nos diz que: "Caminhando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu Simão e o irmão deste André, lançando as redes ao mar, pois eram pescadores. Então, disse-lhes: "Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens". E eles, imediatamente, deixaram as redes e o seguiram."  (Mc 1,16-18).A exemplo de Santo André, sou chamado a escutar a voz de Deus que, mais uma vez me diz: "Levanta-te e anda" (At 3,6), "sê forte e corajoso" (Deut 31,23)

Ao receber a carta de transferência, confesso que não entendi porque. Na minha oração, me veio a inspiração:

Quando o Senhor guia a nossa vidaNão nos cabe marcar o que vai acontecer.É um Mistério. Deus sabe o que faz.É preciso ler aí o que ele nos quer dizer!

Na Bahia escutei: "levanta-te e anda",Na Amazônia experimentarás: "vida e missão neste chão",Em meio a tantos rios: Amazonas, Tapajós, Arapiuns, Ururará.Entrei na barca do Senhor para aprender a alargar o coração.

Que desígnios insondáveis, Mistérios tão profundosO Espírito escreve em nosso dia a dia.No seguimento a Jesus missionárioDescobrimos e assumimos: é ele quem nos guia

Obrigado, Santarém, seu povo sua gente,Diocese que se empenha em viver a missãoLeigos, religiosos e padres dinamizando comunidadesSinal do Evangelho, semente de Deus em ação.Deus abençoe crianças, jovens, famílias, idosos.

Rezem também por mim. Isto sempre pedi a muitas pessoas, especialmente quando via alguém com o terço na mão. Sei que a missão em Porto Velho é muito desafiadora, porque o é em toda a Amazônia.

Como o agradecimento se volta sempre para Deus, de coração, com muita sinceridade, peço: vamos agradecer a Deus; nada de homenagens a quem está indo para outro lugar missionário na Amazônia. Se há uma palavra a dizer: digo eu e digamos todos: Obrigado, Senhor!


Regional Norte da CNBB firma compromisso com a Economia Solidária

Durante a reunião de avaliação e planejamento do ano de 2012 do Regional Norte 2 da Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), realizada nos dias 28 e 29, as pastorais e organismo presentes se comprometeram na arrecadação de assinaturas pela aprovação do Projeto de Lei pela Política Nacional de Economia Solidária. Estavam presentes na reunião a Pastoral da Criança, Pastoral Afrodescendentes, Cáritas Norte 2, Pastoral da DST/Aids, Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Instituto Pastoral de Regional (IPAR), Pastoral Social, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Comissão de Justiça e Paz (CJP), Catequese, Pastoral Familiar, Pastoral do Menor, Pastoral da Comunicação (Pascom), Pastoral da Juventude, Pastoral do Idoso, Cebi, Comire, CEBs e secretariado do Regional Norte 2 da CNBB. O projeto de Lei pela Política Nacional de Economia Solidária é uma iniciativa popular, o projeto visa criar o Sistema Nacional de Economia Solidária e o Fundo Nacional de Economia Solidária e tem como objetivos estabelecer as definições, princípios, diretrizes, objetivos e composição da Política Nacional de Economia Solidária e do Sistema Nacional de Economia Solidária, além de estabelecer o Fundo Nacional de Economia Solidária, por meio dos quais o poder público, com a participação da sociedade civil organizada, formulará e implementará políticas, planos, programas e ações com vistas a promover a economia solidária e assegurar o direito ao trabalho associado. Experiência de Banco Comunitário é apresentada em reunião a representante do Governo do Estado do Pará."São os pequenos projetos que somam resultados, vamos trabalhar para promover e incentivar a inclusão social" foi assim que o diretor da Secretaria Especial de Estado de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção do Estado do Pará, Airton Lisboa Fernades, informou a respeito das ações voltadas a Economia Solidária que serão apoiadas pelo  governo do Pará, pauta da reunião realizada hoje (30) em Mosqueiro, na sede do Banco Comunitário Tupinambá.Além da Secretaria Especial do Estado do Pará, estavam presentes na reunião os representantes do Fórum Paraense de Economia Solidária, Instituto Capital Social, Cáritas Brasileira Regional Norte 2 / CNBB e Banco Tupinambá. De acordo com Gesina Aráujo, coordenadora do Fórum Paraense, os representantes das entidades apresentaram as estratégias da Economia Solidária e o Banco Comunitário Tupinambá ao diretor da Secretaria Especial do Estado do Pará. O Banco Tupinambá, localizado na Baia do Sol, é umas das experiências desenvolvidas pela Ecosol no Estado.Os bancos comunitários são serviços financeiros solidários promovidos em rede de forma associativa e comunitária, direcionados para a geração de trabalho e renda.Nesse primeiro momento a Secretaria Especial de Desenvolvimento do Estado do Pará se dispôs a conhecer outras experiências da Economia Solidária como forma de manter um diálogo para futuras ações voltadas ao desenvolvimento sustentável. Além disso, será incentivado o Fundo Nacional de Economia Solidária. Em entrevista, Airton Lisboa informa que o Governo do Estado do Pará ampara e apoia ações que invistam no desenvolvimento sustentável para obtenção de resultados sólidos. Segundo ele, a Secretaria Especial do Estado de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção dará o apoio por meio de ações articuladas com outras entidades do governo. 3ª Feira de Economia Solidária de ParagominasA 3ª feira de Economia Solidária e Popular encerrou suas atividades no dia 27. Durante os três dias de programação, que começou dia 25, a Rede Capim e o Instituto Popular Amazônico (IPA), com o apoio da Cáritas Norte 2 – CNBB organizaram o evento com o intuito de promover o debate sobre a Economia Solidária e tornar concreta as ações de que outra economia já acontece.Foram convidados para participar do evento Risolina Santos e Nubia Ribeiro, representantes da Secretária de Trabalho, Emprego e Renda (SETER) e Rose Santos do Centro de Referência de Assistência Social (CREA). No segundo dia do evento, 26, foram apresentados os painéis em torno do debate da economia solidária como alternativa de desenvolvimento sustentável, solidário e territorial. O primeiro painel "Análise de conjuntura" foi exposto por Lindomar Silva, secretário da Cáritas Regional Norte 2. No segundo painel, "Panorama Nacional sobre a Economia Solidária", foi apresentado por Ademar Bertucci, assessor da Cáritas Brasileira, e abordando a temática sobre a "Agricultura familiar e cultura (Políticas públicas e desafio e perspectivas da economia solidária)" Waldir Rodrigues, articulador estadual da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT) do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA).

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 30/11/2011

REFLEXÃO

No nosso dia a dia devemos estar sempre atentos à presença de Jesus que se aproxima de nós e nos chama para o serviço do Reino. Esta aproximação acontece principalmente a partir dos apelos que chegam até nós nos sofrimentos, nas dores, nas necessidades não satisfeitas, na fome, na miséria, na culpa, na falta de fé, no desconhecimento de Deus, na falta de sentido de vida, na violência, enfim, em tudo o que exige de nós uma resposta de amor, que é o fundamento de todo apostolado, de todo seguimento de Jesus. Deixando tudo o que estamos fazendo, devemos ser a resposta viva de Deus para todos esses apelos.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Julio Endi Akamine, SAC, Bispo Auxiliar de São Paulo - SP
  • Dom Vital João G. Wilderink, OCarm, Bispo Emérito de Itaguaí - RJ
  • Dom Moacyr José Vitti, CSS, Arcebispo de Curitiba - PR

Ordenação Presbiteral

  • Cardeal Paulo Evaristo Arns, OFM, Arcebispo Emérito de São Paulo - SP
  • Dom José Heleno, Bispo Emérito de Governador Valadares - MG
  • Dom Jacó Roberto Hilgert, Bispo Emérito de Cruz Alta - RS
  • Dom Sebastião Lima Duarte, Bispo de Viana - MA
NOTÍCIAS

Papa Bento XVI faz nomeações para a Igreja no Brasil

O papa Bento XVI acolheu nesta quarta-feira, 30 de novembro, o pedido de renúncia do arcebispo de Porto Velho (RO), dom Moacyr Grechi, por razão de idade, 75 anos, em conformidade com o cânon 401.1 do Código de Direito Canônico. Foi nomeado para sucedê-lo, dom Esmeraldo Barreto de Farias, 62, que foi transferido da diocese de Santarém (PA).

Também nesta quarta-feira foi aceito, por limite de idade, o pedido de renúncia de dom Alano Maria Pena, bispo de Niterói (RJ). Dom José Francisco Rezende Dias, 55, foi transferido da diocese de Duque de Caxias (RJ) para sucedê-lo.

Dom Esmeraldo

O novo arcebispo de Porto Velho (RO) nasceu no dia 4 de julho de 1949. Ele é natural de Santo Antônio de Jesus (BA). Foi ordenado presbítero em 9 de janeiro de 1977 em sua cidade natal. Sua nomeação episcopal aconteceu em 22 de março de 2000. Estava na diocese de Santarém (PA) desde 2007.

Seus estudos filosóficos foram concluídos na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Teologia no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador.

Dom Esmeraldo já foi bispo de Paulo Afonso (BA) de 2000 até 2007; no último quadriênio, de 2007 a 2011 foi presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Seu lema episcopal é "Levanta-te e anda" (At 3, 6).

Dom José Francisco Rezende

É mineiro de Brasópolis. Nasceu no dia 2 de abril de 1956. Foi ordenado sacerdote em 10 de novembro de 1979 e nomeado bispo em 28 de março de 2001. Sua ordenação episcopal aconteceu em junho do mesmo ano e logo assumiu a função de bispo auxiliar de Pouso Alegre (MG) onde ficou até 2005. Em seguida foi nomeado para a diocese de Duque de Caxias onde estava até hoje.

Formou-se tem filosofia em Pouso Alegre e Teologia em Taubaté (SP). É especialista em Teologia Espiritual pelo Pontifício Instituto Teresianum de Roma (1987-1989). Seu lema episcopal é "Vivamos por Ele". (I Jo 4, 9).


Notas oficiais da CNBB de 30 de novembro

Dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) juntamente com outros membros da presidência apresentou três notas oficiais da conferência: a primeira é uma nota de repúdio aos atos violentos e o clima de intimidação criado em torno das lideranças indígenas do povo Kaiowá e Guarani no Mato Grosso do Sul; a segunda é um chamado ao aprofundamento sobre a situação como o governo tem tratado as organizações da sociedade civil na necessária busca de um marco de regulação sobre o repasse de verbas públicas de forma a considerar todas as entidades do mesmo modo, desconhecendo a lisura e retidão de algumas que padecem as consequências de decisões como do Ato que susopendeu repasse de verbas de convênios firmados; e a última, é uma nota pastoral esclarecendo os riscos do uso de determinados termos tradicionalmente usados pela Igreja e que, agora, estão sendo apropriados por grupos religiosos que nâo têm vínculo com a Igreja Católica. Confira, na íntegra, as três notas divulgadas: NOTA DA CNBB EM FAVOR DOS POVOS KAIOWÁ E GUARANI

 

"Deus vem ao encontro daquele que pratica a justiça" (cf. Is 64,4)

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 29 e 30 de novembro, vem expressar sua profunda consternação pelo vil assassinato do cacique Nísio Gomes e seqüestro de dois adolescentes e uma criança, ainda não encontrados, no dia 18 de novembro, no acampamento Tekoha Guairiry do povo Kaiowá e Guarani, entre os municípios de Amambai e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. O sangue desta reconhecida liderança, vítima de uma morte anunciada, clama por justiça e pelo fim da violência que há anos atinge e vitimiza este povo. A ninguém, muito menos ao Estado, é permitido assistir passivamente a barbáries como essa, que chocou o país e provocou reações também de comunidades internacionais.

A CNBB, solidária aos Kaiowá e Guarani, reafirma seu compromisso com a defesa de seus direitos constitucionais, especialmente o direito de ter demarcadas e homologadas suas terras ancestrais como assegura a Carta Magna do país. Esta é a condição primeira e fundamental para sua sobrevivência, tanto física como cultural e religiosa. Por meio do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e das pastorais indigenistas nas dioceses de Naviraí e Dourados (MS), a Igreja continua sua ação junto aos povos indígenas, somando-se à sua luta por vida e dignidade.

O relatório "As violências contra os povos indígenas em Mato Grosso do Sul", lançado em outubro deste ano pelo CIMI, revela que, só no ano passado, 34 indígenas foram assassinados no Mato Grosso do Sul. Nos últimos oito anos, este Estado acumulou o deplorável saldo de 250 indígenas assassinados, além de 190 tentativas de assassinato.

É imprescindível tomar com urgência todas as medidas para impedir que essa absurda violência continue a ceifar vidas. Mais grave ainda é permitir que mandantes e executores de crimes contra indígenas sejam, sempre de novo, beneficiados pelo escândalo da impunidade. Compete à Justiça Federal processar e julgar a disputa sobre direitos indígenas, conforme prevê o Artigo 109, inciso XI da Constituição Federal. Fazemos, portanto, um veemente apelo ao Governo insistindo na presença efetiva do Estado brasileiro na região e na imediata demarcação e homologação das terras indígenas.

A CNBB que, na defesa dos povos indígenas, fez sempre do diálogo o caminho para soluções pacíficas, sobretudo no Estado do Mato Grosso do Sul, reafirma a importância desse eficaz instrumento para se chegar a ações concretas em relação à flagrante violação dos direitos humanos sofrida pelos indígenas. Para além de declarações oficiais de solidariedade, o momento e as circunstâncias exigem ações concretas, do contrário, pode-se estar contribuindo para a morte de um povo por omissão ou negligência. O não cumprimento dos parâmetros constitucionais, neste caso, configura-se como genocídio.

Sem justiça não há paz. Para o povo Guarani a justiça consiste no respeito incondicional à sua vida, que está indissoluvelmente ligada à garantia da terra. O tempo do Advento do Senhor que iniciamos nos conclama a uma esperançosa e atuante vigília, alimentada pelo profeta Isaías que proclama: "Deus vem ao encontro daquele que pratica a justiça" (cf. Isaías 64,4). Com o compromisso e a solidariedade de todos, o grito dos Kaiowá e Guarani será ouvido!

Brasília-DF, 30 de novembro de 2011

 

 

Nota da CNBB sobre situação das Organizações da Sociedade Civil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB reconhece a grande contribuição das Organizações da Sociedade Civil na construção de uma sociedade democrática, justa e solidária, em consonância com o previsto na Constituição Federal, especialmente nos artigos 194 e 204.

As diretrizes pastorais da Igreja no Brasil conclamam as comunidades e demais instituições católicas a colaborar e agir em parceria com outras instituições privadas ou públicas, com os movimentos populares e outras entidades da sociedade civil, no sentido de contribuir democraticamente na implantação e na execução de políticas públicas voltadas para a defesa e a promoção da vida e do bem comum.

Medidas tomadas pelo Governo Federal, no intuito de melhorar a gestão pública e combater a corrupção, têm aumentado a burocracia tanto para o próprio Governo quanto para as Organizações da Sociedade Civil, com o estrangulamento destas, seja pelos crescentes custos administrativos seja pela diminuição dos recursos repassados.

Vimos com esperança o compromisso assumido publicamente pela então candidata a Presidente Dilma Roussef de "elaborar, com a maior brevidade possível, no prazo máximo de um ano, uma proposta de legislação que atenda de forma ampla e responsável, as necessidades de aperfeiçoamento que se impõem, para seguirmos avançando em consonância com o projeto de desenvolvimento para o Brasil". Não obstante, o que se percebe é uma série de iniciativas e decisões governamentais que pioraram a situação existente. Recentes atos, como a suspensão unilateral de desembolsos de convênios, determinada pelo Decreto 7592/2011, ampliaram as incertezas e inseguranças das entidades supracitadas, gerando desequilíbrios crescentes para Organizações da Sociedade Civil.

O combate à corrupção e ao desvio é obrigação de todos.  Casos isolados de ilícitos não podem ser utilizados para desmoralizar o conjunto das organizações sociais ou sacrificar a maioria de entidades idôneas: deve-se erradicar o joio sem, com isso, destruir o trigo (cf. Mt 13, 24 ss).

O crescimento de restrições, condicionalidades e regras burocráticas de gestão e de prestação de contas tem significado, ao longo do tempo, um acréscimo importante nos custos das entidades que têm, cada vez mais, dificuldades para assegurar o atendimento de todas as demandas.

Percebemos um perigoso esvaziamento da capacidade destas organizações. Poucas poderão sobreviver com vigor, criatividade e autonomia política e social em condições adversas.  Ao longo do tempo, isto debilita o tecido social e desmotiva a cidadania. O que está em jogo é a democracia brasileira, pela qual tantos já se sacrificaram.

Entramos no Advento, tempo de esperança renovada. Que esta seja uma época propícia para que nossos dirigentes realizem um esforço extraordinário de superação destes desafios e dificuldades.

Brasília, 30 de novembro de 2011

 

NOTA PASTORAL DA PRESIDÊNCIA DA CNBB SOBRE ALGUMAS QUESTÕES RELATIVAS AO USO INDEVIDO DOS TERMOS: CATÓLICO, IGREJA CATÓLICA, CLERO E OUTROS

A CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL – CNBB, na defesa da verdade e da liberdade, considerou oportuno publicar a presente Nota Pastoral, destinada aos membros do episcopado, do clero, aos religiosos e a todos os fiéis leigos.

O uso de nomes, termos, símbolos e instituições próprios da Igreja Católica Apostólica Romana, por outras denominações religiosas distintas da mesma, pode gerar equívocos e confusões entre os fiéis católicos. Nestes casos o uso da palavra "católico", "bispo diocesano", "vigário episcopal", "diocese", "clero", "catedral", "paróquia", "padre", "diácono", "frei", pode induzir a engano e erro. Pessoas de boa vontade podem ser levadas a frequentar tais templos, crendo que se tratam de comunidades da Igreja Católica Apostólica Romana, quando na verdade não o são. Por essa razão a Igreja tem a obrigação de esclarecer e alertar o Povo de Deus para evitar prováveis danos de ordem espiritual e pastoral.

Assim, temos o dever de alertar os fiéis católicos para a existência de alguns grupos religiosos, como é o caso da autointitulada "igreja católica carismática de Belém" e outras denominações semelhantes, que apesar de se autodenominarem "católicas", não estão em comunhão com o Santo Padre, Papa Bento XVI, e não fazem parte da Igreja Católica Apostólica Romana. Por esta razão todos os ritos e cerimônias religiosas por eles realizadas são ilícitos para os fiéis católicos. Assim sendo, recomenda-se vivamente aos féis que não frequentem os edifícios onde eles se reúnem e nem colaborem ou participem de qualquer celebração promovida por esses grupos. Rezemos para que a unidade desejada por Jesus Cristo, aconteça plenamente.

 

Brasília-DF, 30 de novembro de 2011

Cardeal Raymundo Damasceno de AssisArcebispo de Aparecida Presidente da CNBB    José Belisário da SilvaArcebispo de São LuisVice Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB


Saudação aos novos arcebispos de Porto Velho e de Niterói

Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, faz saudação especial, em nome do episcopado, dirigida aos novos arcebispos nomeados nesta quarta-feira pelo Papa Bento XVI: Dom Esmeraldo Barreto Fariias  para a arquidiocese de Porto Velho (RO) e Dom José Francisco Rezende Dias para a arquidiocese de Niteroi (RJ) Veja a Nota Saudação aos novos arcebispos de Porto Velho e de Niterói A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB recebe, com satisfação, duas nomeações episcopais feitas pelo papa Bento XVI: como arcebispo de Porto Velho (RO), Dom Esmeraldo Barreto de Farias e como arcebispo de Niterói (RJ), Dom José Francisco Rezende Dias e saúda os irmãos com o desejo de que os novos desafios pastorais sejam enfrentados com entusiasmo e generosa dedicação ao Reino. Os dois novos arcebispos são admiráveis pastores da Igreja no Brasil.Dom Esmeraldo, bispo de Santarém (PA) desde abril de 2007, tem realizado um reconhecido e extraordinário serviço na diocese além de ter colaborado com a Conferência, no último quadriênio, como presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. Entre inúmeras características fecundas de sua atuação poderia se destacar, a título simbólico, a decidida orientação dada aos seminaristas para o aprofundamento e a experiência concreta da vida missionária em comunidades necessitadas. Dom José Francisco Rezende Dias, bispo de Duque de Caxias desde 2005 depois ter servido ao povo de Deus como bispo auxiliar em Pouso Alegre (MG), também tem realizado seu ministério deixando rastros de profundo amor e fidelidade. Em carta dirigida hoje à arquidiocese de Niterói, Dom José Francisco declarou: "Confio na graça de Deus. Darei tudo de mim para ser um bispo servidor do Evangelho. Preciso e conto com o apoio e a oração de todos para ser fiel a esta missão. Rezemos juntos. Caminhemos juntos". Respondemos positivamente ao seu apelo e confirmamos nossa comunhão.Unimos-nos, de coração, às comunidades das duas arquidioceses que aguardam a chegada dos novos pastores recorrendo à oração e pedindo a proteção de Maria Santíssima para que eles sejam copiosamente abençoados.Aos estimados Dom Moacyr Grechi e Dom Alano Maria Pena, arcebispos eméritos de Porto Velho e de Niterói respectivamente, o nosso reconhecimento pela enorme contribuição que deram ao povo e a Igreja. "Último de todos, servo de todos" tem sido um programa de vida para Dom Grechi em sua luta heróica na defesa dos pequenos e fracos, sobretudo daqueles que são atingidos pela injustiça social que se expressa na concentração da terra e na violência contra lideranças do povo organizado. Dom Alano, sob a inspiração de seu lema "Ut unum Sint" (Que sejam um), sempre nos deu um singular testemunho de compromisso com o povo e na disponibilidade diante dos chamados da Igreja por meio de seu itinerário episcopal: auxiliar de Belém(PA) e bispo de Marabá (PA) e de Nova Friburgo (RJ) e como arcebispo de Niterói (RJ). Desejamos que eles continuem a ser agraciados com alegria, saúde e paz.Brasília, 30 de novembro de 2011Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB

CNBB defende povos indígenas e tratamento diferenciado às organizações da sociedade civil

No fim da manhã desta quarta-feira, 30 de novembro, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) concedeu uma entrevista coletiva que abordou três temas: apoio da CNBB aos Povos Indígenas Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul; a situação das organizações da sociedade civil após a suspensão do desembolso de convênios, determinada pelo Decreto 7592/2011 do Governo Federal, e, sobre a "Nota Pastoral da Presidência da CNBB sobre algumas questões relativas ao uso indevido, do clero, aos religiosos e a todos os fiéis leigos".

Em nota, a CNBB reafirmou apoio aos Povos Guarani e Kaiowá que, na manhã do dia 18 de novembro teve o acampamento Tekoha Guaviry, de uma comunidade de índios em Amambaí (MS) invadido por um grupo de 40 pessoas armadas. A ação resultou na morte do cacique Nísio Gomes, 59, e o sequestro de dois outros jovens indígenas.

"A CNBB, solidária aos Kaiowá e Guarani, reafirma seu compromisso com a defesa de seus direitos constitucionais, especialmente o direito de ter demarcadas e homologadas suas terras ancestrais como assegura a Carta Magna do país", diz um trecho da nota. "Desejamos que a Constituição seja cumprida; é fundamental que sejam demarcadas realmente as terras indígenas, onde isso ainda não aconteceu. Enquanto os indígenas não tem direito à sua terra, é evidente que sempre se criará uma insegurança, uma instabilidade. Há outros que reivindicam as posses dessas terras como títulos, muitas vezes do Governo, que na verdade pertenciam originariamente a esses povos, o que agrava os conflitos", afirmou o presidente da CNBB, o cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, durante a coletiva.

O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, defendeu que as organizações da sociedade civil não sejam tratadas da mesma maneira quando há repasse de verbas para o desenvolvimento de projetos junto à população brasileira. "A CNBB está preocupada porque todas as organizações sociais foram colocadas no mesmo bolo. Nós, organizações que tem relação com o governo de muitos anos, temos uma probidade inquestionável. A CNBB gostaria que todas as entidades não fossem tratadas do mesmo modo e, naturalmente, muitas dessas organizações são o rosto da nossa Igreja", disse o secretário.

Dom Leonardo também elogiou a forma com que a presidente da República, Dilma Rousseff, vem conduzindo o processo de combate à corrupção no país. "O Governo age de uma maneira muito correta e a CNBB o apoia no desejo de enfrentar a corrupção", mas ressaltou: "há a necessidade de um diálogo para esclarecer como fazer os convênios, os contratos, de modo que o dinheiro repassado chegue àqueles a quem deve chegar que são os pobres".

Uso indevido de termos da Igreja Católica e Código Florestal

Para esclarecer os fiéis sobre o uso indevido de termos por outras denominações que, historicamente pertencem à Igreja Católica, tais como as palavras "católico", "bispo diocesano", "vigário episcopal", "diocese", "clero", "catedral", "paróquia", "padre", "frei" e "diácono", dom Damasceno afirmou que é preciso haver um esclarecimento para que os fiéis não se confundam e freqüentem templos achando que estão na Igreja Católica.

"Há um abuso no uso de certos termos que, dentro de uma longa história, são próprios da Igreja Católica e que são muitas vezes utilizados por outras denominações e confunde os nossos fiéis menos desinformados", disse dom Damasceno. Ainda de acordo com ele, acontece de fiéis católicos, no interior do Brasil, participar de "ritos e cerimônias de determinadas religiões que usam termos que os fazem pensar que estão na Igreja Católica".

Dom Damasceno explicou por que os termos causam confusão. "Há casos de pessoas que se atribuem um determinado título dos membros e da hierarquia da Igreja Católica, tudo isso, claro que causa confusão".

Já sobre a nota da CNBB, que deverá sair no fim da tarde de hoje, 30, sobre o Código Florestal, o secretário geral da CNBB antecipou que o texto irá ressaltar os avanços das discussões no Senado e a insistência da Conferência em pontos que beneficiam a agricultura familiar.


Formação capacita Agentes de pastoral para a CF-2012

A diocese de Umuarama realizou no dia 27, no Centro Diocesano de Formação (CDF 03), em Umuarama, o Encontro de Capacitação da Campanha da Fraternidade 2012, cujo tema é "Fraternidade e Saúde Pública", e o lema, "Que a saúde se difunda sobre a terra" (cf. Eclo 38,8).

O encontro que contou com a participação de 34 pessoas, teve como assessor o padre Sérgio Grigoleto, assessor diocesano da Pastoral da Saúde, pastoral esta que desempenhará trabalhos fundamentais ligados à campanha, visto que o tema está ligado diretamente a sua área de atuação.

Foram utilizados os materiais elaborados para a CF-2012, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e do Encontro Regional da Pastoral da Saúde que também tratou do tema. Os participantes puderam aprofundar o conhecimento nos objetivos da campanha, de forma a se prepararem para a realização dos trabalhos em suas comunidades.


Regional Leste 1 acolhe novo arcebispo de Niterói

Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do regional Leste 1 da CNBB assina nota de saudação e de acolhida ao novo arcebispo de Niterói, Dom José Francisco Rezende Dias, nomeado pelo Santo Padre na manhã desta quarta-feira, dia 30 de dezembro.

"Sendo testemunha da sucessão apostólica em nosso Regional, e, vendo a beleza desse processo e da caminhada de fé de nosso povo, louvamos a Deus por todos os dons concedidos a nós neste tempo de vigilância e espera que é o Advento, na certeza de que todos, acolhendo o Cristo que vem, O anunciamos aos irmãos como Salvador e Vida do Mundo" destacou Dom Orani.

Leia a Nota, na íntegra:

O Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil recebeu hoje, dia 30 de novembro de 2011, a notícia da acolhida da renúncia de D. Alano Maria Pena, OP, e a nomeação de D. José Francisco Rezende como novo Arcebispo de Niterói. Ao receber a notícia, em nome de todas as Dioceses do Estado do Rio de Janeiro, agradeço a D. Alano pela sua missão aqui desempenhada e peço a Deus que continue a iluminar com o Seu Espírito Santo os seus caminhos, que continuará a percorrer aqui dentro de nosso Regional. Que a missão desempenhada com carinho e coragem durante todos esses longos anos em várias Dioceses do Brasil, e agora ultimamente em Niterói, lhe dê as alegrias da consciência tranquila de ter dado a vida e levado até hoje a importante missão que lhe foi confiada pela Igreja.A D. José Francisco, mineiro de Brasópolis, que, após 4 anos como auxiliar em Pouso Alegre, serviu a Diocese de Duque de Caxias durante mais de 6 anos, os nossos cumprimentos e orações pela nova missão que assume como Metropolita em Niterói. Tenho certeza de que a Arquidiocese de Niterói o receberá com alegria e de braços abertos. Continuaremos unidos e no trabalho pela Igreja neste estado, compartilhando das alegrias, sonhos, dificuldades e soluções.D. José Francisco é secretário do nosso Regional, que está unido a ele neste novo tempo e o acompanhará com a unidade de orações. Assim como procurou formar a "Igreja Viva" "vivendo por Ele", Jesus Cristo, a sua missão continuará com renovado ardor neste tempo plural de mudança de época.Sendo testemunha da sucessão apostólica em nosso Regional, e, vendo a beleza desse processo e da caminhada de fé de nosso povo, louvamos a Deus por todos os dons concedidos a nós neste tempo de vigilância e espera que é o Advento, na certeza de que todos, acolhendo o Cristo que vem, O anunciamos aos irmãos como Salvador e Vida do Mundo.Convido todos os irmãos de nosso Regional para se unirem ao povo de Deus que está em Niterói para agradecer, pedir e rezar neste momento de transição, confiando no Deus Providente que dirige as nossas vidas.

Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2011

Dom Orani João Tempesta, O.Cist

Arcebispo do Rio de Janeiro e Presidente do Regional Leste 1 da CNBB


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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 29/11/2011

REFLEXÃO

Felizes somos todos nós que nos abrimos à ação da graça divina e reconhecemos a presença de Jesus em nossas vidas. Felizes somos todos nós que aceitamos de bom coração esta presença e acolhemos Jesus. Felizes somos todos nós que nos abrimos à ação do Espírito Santo de modo que, conduzidos por ele, renunciamos à sabedoria do mundo como um fim em si e aceitamos o mistério que nos abre para as realidades eternas e imutáveis. Felizes somos todos nós que somos amados por Deus que, a partir da revelação que nos vem por Jesus, nos permite viver conscientemente aqui na terra as realidades do céu.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Remídio José Bohn, Bispo Auxiliar de Porto Alegre - RS
NOTÍCIAS

Conselho Episcopal de Pastoral vai se pronunciar sobre a situação dos índios Guarani Kaiowá

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) juntamente com os 12 arcebispos e bispos que compõem o Conselho Episcopal de Pastoral (CONSEP), órgão executivo das decisões pastorais da Assembleia Geral e do Conselho Permanente, se reúne nesta terça, 29, e amanhã, 30 de novembro de 2011 na sede da entidade em Brasília. Um dos principais objetivos desse grupo é o de oferecer orientações amplas a respeito da aplicação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil (DGAE).

Amparados pelas informações fornecidas pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), os bispos refletem sobre a situação de violência que atinge grupos indígenas na região de Dourados, Mato Grosso do Sul. O assassinato de uma liderança, o cacique Nísio Gomes, e o seqüestro de duas pessoas ocorridos no último dia 18 de novembro tornaram o quadro de tensão ainda mais grave naquela região. Os povos Guarani Kaiowá são as maiores vítimas desse confronto e ainda que Justiça e o Governo tenham atuado, permanecem graves as ameaças ao diálogo e cresce a necessidade da urgente demarcação das terras indígenas. O Consep se comprometeu, na manhã desta terça-feira, a elaborar e publicar nota sobre a questão.

No encontro, os bispos também apresentam e aprovam o Plano Quadrienal de cada uma das Comissões Episcopais. As 12 Comissões Episcopais, mais a Comissão Especial (Amazônia), tendo em vista as cinco urgências das DGAE, fizeram um amplo estudo sobre as ações concretas para os próximos quatro anos, considerando sempre uma avaliação anual. Nestes planos, ganham destaque especial os projetos que cada campo específico de pastoral irá realizar em resposta às necessidades de formação, animação e aperfeiçoamento da pastoral.

O presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno, e os outros membros da presidência apresentarão os resultados da visita que fizeram aos organismos da Cúria Romana e ao papa Bento XVI no começo deste mês. Durante a reunião, ainda terão espaço para a reflexão dos bispos a atualização do estudo sobre a necessidade de reforma política e as novas questões apresentadas pela apreciação do texto do novo Código Florestal que se encontra no Senado Federal.


Concurso para escolha da logomarca da JMJ de 2013 chega à reta final

As logomarcas finalistas do concurso para escolha da marca da Jornada Mundial da Juventude de 2013, no Rio de Janeiro, chegaram ontem, dia 28, a Roma. Elas foram apresentadas ao Pontifício Conselho para os Leigos, no Vaticano, pelo bispo auxiliar do Rio de janeiro, e responsável pelo Setor de Captação e Gestão de Recursos no Comitê Organizador Local (COL), dom Paulo Cezar Costa.

Foram quase 200 participantes de várias partes do Brasil e do mundo. Durante o processo de seleção as logomarcas foram avaliadas por um grupo de designers, por uma comissão do Setor Juventude e também pelos setores pastoral e presidência do COL.

A data para o anúncio da logo vencedora dependerá diretamente dos trâmites de avaliação do Pontifício Conselho. Dom Paulo recebeu as logos durante a Assembleia Arquidiocesana que aconteceu no último final de semana, 26 e 27, no Colégio Nossa Senhora da Penha, no bairro da Penha, no Rio de Janeiro. Os trabalhos na assembleia foram conduzidos pelo arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, com o apoio do coordenador de pastoral, monsenhor Joel Portella Amado.

No encontro houve uma apresentação dos membros da comissão organizadora da JMJ Rio2013. Os representantes das equipes falaram sobre os desafios a ser superados, motivando os participantes a se empenharem na organização do evento, principalmente na dimensão do acolhimento.


Pastoral da Criança esclarece que não há atraso na prestação de contas ao Ministério da Saúde

A respeito da informação prestada pelo Ministério da Saúde e divulgada dia 25 de novembro, na edição do Jornal Nacional (Rede Globo de Televisão), de que "o Ministério da Saúde informou que o repasse do dinheiro não foi feito porque a Pastoral da Criança atrasou a prestação de contas", a entidade esclarece que está com sua prestação de contas com o ministério absolutamente em dia.

O problema que gerou o deficit no Balanço Anual não está na prestação de contas da Pastoral da Criança nem no Ministério da Saúde: está no confuso conjunto de regras (Marco Legal - http://www.plataformaosc.org.br/) que rege a parceria entre as Organizações da Sociedade Civil e os Governos.

Anteriormente ao Decreto 6.170/2007, havia um fluxo definido de liberação de parcelas do convênio. Ele previa a liberação automática da segunda parcela de recursos. O recebimento da terceira parcela era feito mediante a prestação de contas da primeira e, assim, sucessivamente.

Ao considerar desembolsos bimestrais, após receber a 2ª parcela tínhamos recursos para os próximos dois meses, tempo suficiente para a Pastoral da Criança preparar a prestação de contas e o Ministério da Saúde, com o recebimento da prestação da contas, liberar a 3ª parcela.

Com a Portaria Interministerial 127/2008 (revogada com a publicação da Portaria 507, na data de hoje, 28.11.2011) só recebemos a 2ª parcela após a aprovação dos gastos da 1ª parcela. Com isso, apesar da agilidade e boa vontade dos funcionários do Ministério da Saúde, sempre haverá um hiato entre o último dia com recursos em caixa e a liberação da parcela seguinte.

Um exemplo: a Pastoral da Criança recebeu parcela em 24 de junho de 2011, para dois meses. Gastou o recurso e prestou contas em 56 dias. Recebeu a parcela seguinte dia 19 de outubro de 2011, 61 dias após a prestação de contas: nestes 2 meses ficou sem recursos.

Na sequência, devido às despesas acumuladas nestes 2 meses, gastou e prestou contas em apenas 36 dias. Agora permanece sem recursos do convênio até que o Ministério da Saúde consiga liberar a próxima parcela.


Seminário aborda o papel do leigo na sociedade

Manaus (AM) acolheu nos dias 21 a 23, o Seminário com os responsáveis pela formação para o Laicato e Cursos de Teologia para Leigos do Regional Norte 1 da CNBB (Norte do Amazonas e Roraima).

Durante o encontro, que reuniu 35 participantes, houve partilha de experiências de formação da arquidiocese, dioceses e prelazias do Regional, bem como a elaboração de indicativos para a formação e para os cursos de Teologia para leigos.

Em sua exposição, o diácono Paulo Felizola, da arquidiocese de Manaus, fez uma exposição retomando quem são os leigos, sua vocação e missão na sociedade e explicitou a importância da formação para o laicato a partir do Vaticano II e das Conferências do Episcopado Latino-americano. Concluiu sua apresentação com a realidade que desafia a Igreja na Amazônia e afirmou "que é nessa realidade marcada pela exclusão e miséria de parte significativa da população que os leigos devem estar presentes e serem discípulos missionários de Jesus e construtores de um mundo novo sinal do Reino de Deus".

As dioceses e prelazias tiveram espaço para apresentar como se desenvolve a formação em suas Igrejas particulares. Socializaram também suas experiências, leigos dos Regionais Norte 2 e Noroeste, tendo presente a realidade da Amazônia e o que está sendo feito no processo formativo. Os participantes elaboraram sugestões de indicativos para a formação e para os cursos de teologia para leigos de maneira especial para o Regional Norte 1.

Participaram do Seminário o bispo emérito de Tefé e referencial dos Leigos do Regional Norte 1, dom Mário Clemente; o bispo de Macapá e membro da Comissão para o Laicato, dom Pedro Conti; a assessora da Comissão Especial para a Amazônia, irmã Maria Irene Lopes do Santos; a secretária do Regional Norte 1, irmã Maria do Carmo Mendes; o secretário Adjunto do CNLB, Luis Antonio Ferreira. De acordo com eles, o Seminário foi produtivo pela participação, pela partilha e pelas sugestões elaboradas.

No dia 21 pela tarde aconteceu uma reunião de trabalho com leigos dos Regionais Norte 1 e 2 e Noroeste para analisar a realidade do laicato na região norte e pensar projetos para o quadriênio (2011-2015).


Diocese de Crateús instala Comissão Justiça e Paz

No próximo dia 10 de dezembro, sob a Coordenação do Dr. José Arteiro Soares Goiano, Promotor de Justiça, será instalada a Comissão de Justiça e Paz da diocese de Crateús (CE). A data foi escolhida por coincidir com o aniversário natalino do primeiro bispo da diocese, dom Antonio Fragoso, e o Dia Mundial dos Direitos Humanos.

A Comissão se reunindo em caráter experimental, registrou algumas atividades no que toca a corrupção eleitoral, a situação de quilombolas e problemas ecológicos de um Projeto da região. O bispo diocesano, dom Jacinto Brito, espera que o pioneirismo da diocese de Crateús agilize a criação das outras Comissões Diocesanas no Ceará.


Símbolos da JMJ na diocese de São João-del Rei

No domingo, 27, sob chuva forte, cerca de 1500 pessoas movidas pela fé, animação e emoção, receberam os símbolos da Jornada Mundial da Juventude. A Grande Cruz e o Ícone de Nossa Senhora chegaram da arquidiocese de Juiz de Fora (MG) trazidos pela comitiva de jovens da diocese de São João del-Rei.

Devido às condições adversas do tempo durante todo o dia, a programação da Passagem dos Símbolos sofreu modificações. Uma delas foi o show com o cantor Eros Biondini (Comunidade Canção Nova) que foi transferido do centro de São João del-Rei para a quadra da paróquia do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

Cerca de mil jovens lotaram o local onde se apresentou o cantor. Durante o show, Biondini destacou várias mensagens de fé e esperança, principalmente aos jovens, que marcaram forte presença. "Deus é maravilhoso. Este momento é único para todos nós, especialmente para a diocese de São João del-Rei", destacou o cantor que  trabalha na evangelização dos jovens há 22 anos.

Seja com lágrimas, risos, pulos, aplausos ou cânticos, a juventude, que tanto aguardava por este momento, expressou seus sentimentos. Logo após o show, os jovens carregaram os símbolos para o interior do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, onde foi celebrada a missa de acolhida.

Santa Missa

Ao som de cânticos especiais preparados por um grande coral de jovens, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, da Jornada Mundial da Juventude, entraram em procissão no Santuário de Matosinhos. Jovens e padres de várias cidades da diocese, juntos a uma grande multidão de devotos, lotaram o Santuário do Bom Jesus.

A celebração, transmitida ao vivo pelo site da diocese de São João del-Rei, foi presidida pelo pároco local, padre José Bittar e concelebrada pelo padre frei Jaime Eduardo, assessor diocesano da juventude, juntamente com outros padres da diocese. Os seminaristas também participaram deste grande momento de fé e oração.

"Essa juventude está de parabéns! Eles enfrentam tudo, chuva, fome, sem perder o ânimo, a fé", elogiou frei Jaime durante a homilia da celebração.


Diocese de Santarém se manifesta a favor da criação dos estados do Tapajós e Carajás

O Conselho de Pastoral da diocese de Santarém (PA) se manifestou favoravelmente sobre criação de dois novos estados: Tapajós e Carajás, através do plebiscito popular do próximo dia 11 de dezembro.

Durante a reunião os membros do Conselho disseram por que são favoráveis à emancipação. A posição do grupo foi escrita no manifesto. "O movimento pela emancipação do Tapajós e Carajás significa que cresce a consciência cidadã dos habitantes dessas regiões e sua responsabilidade histórica para contribuir no processo de construção de Estados democráticos", diz um trecho do manifesto.

Ainda de acordo com o documento, "não queremos um Estado subjugado pelas elites: oligarquias políticas, industriais e comerciais. Não precisamos simplesmente de mais um Estado. Queremos um Estado livre de corrupção, realmente preocupado em encontrar saídas para os grandes problemas da população: educação, saúde, infraestrutura".

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Símbolos da JMJ passam pela arquidiocese de Juiz de Fora

Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, passaram nos dias 26 e 27 pela arquidiocese de Juiz de Fora (MG). Chegaram à cidade vindos da diocese de Leopoldina (MG), no sábado, 26, e foram enviados à diocese de São João del-Rei, no domingo, 27.

Em clima de festa, os jovens da arquidiocese de Juiz de Fora foram até a diocese vizinha de Leopoldina receber os símbolos no último sábado. A cerimônia de envio dos símbolos aconteceu em uma quadra poliesportiva, próxima a catedral de Leopoldina.

O responsável pelo Setor Juventude da arquidiocese de Juiz de Fora, padre Luiz Roberto Magalhães Leite (Pe. Zucka), demonstrou sua satisfação: "Nós estamos muito felizes com a resposta que a juventude está nos dando hoje. Viemos aqui para cumprir esse compromisso e retornaremos mostrando a todos que vale a pena optar por Jesus Cristo".

Chegada na arquidiocese de Juiz de Fora

A primeira parada dos símbolos no território da arquidiocese JF foi na Fazenda da Esperança, em Guarará (MG) e no município de Bicas (MG). Nos dois lugares, eles participaram de uma celebração presidida pelo arcebispo, dom Gil Antônio Moreira.

Em  Juiz de Fora, os símbolos chegaram por volta da 01h. Na Igreja São Sebastião (localizada no centro da cidade), cerca de 60 jovens ficaram até às 07h em vigília. Acolhida, reflexão, terço e momento mariano fizeram parte da programação da madrugada. "É uma experiência única, maravilhosa", destacou o jovem Ruan Henrique (14), que participa do grupo jovem responsável pela vigília na comunidade, Nova Vida.

A manhã começou com a missa presidida pelo vigário episcopal para a cultura, educação e juventude, padre João Justino Medeiros. Durante a celebração, que também marcou o primeiro domingo do advento, o sacerdote falou da importância da peregrinação nesse tempo litúrgico. "Que eles sejam símbolos fortes no despertar daqueles que não estão atentos para a vinda do Senhor", destacou.

Nem a chuva desanimou os jovens, adultos e crianças que participaram da celebração. "Estou muito animada. É um grande sonho estar diante da Cruz que o papa João Paulo II deu aos jovens", refletiu Isabel Aroeira, 19, que é de Belo Horizonte e está em Juiz de Fora para cursar faculdade de medicina. Embora adultas, Angélica de Castro e Helenice Tostos foram prestigiar o evento. "Estamos arrepiadas. Os jovens estavam precisando deste momento", concluíram.

O destaque da última celebração foi a participação de crianças da catequese que fizeram a primeira comunhão no dia anterior. Elas depositaram rosas aos pés do ícone de Nossa Senhora, para prestar homenagem à Mãe de Deus.Logo após,  os símbolos foram levados em procissão pela principal avenida da cidade, Barão do Rio Branco. Os jovens enfrentaram forte chuva até a catedral, onde foram acolhidos ao som da música "Nova Geração" do padre Zezinho, interpretada pelo cantor Eros Biondini.  A emoção tomou conta da juventude que cantou, entre outras canções, "Qual é a chave", "Nós vamos incendiar" e "Ninguém ter ama como eu" junto com Eros.

Missa de envio dos símbolos

Depois da apresentação do cantor católico, cerca de 2 mil pessoas participaram da Missa de Envio da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora, também na catedral. A celebração, presidida por dom Gil, marcou a entrega dos símbolos para os jovens da diocese de São João Del Rei.

Dom Gil destacou que a Cruz lembra a todos o Ano da Redenção, em 1984, quando o então papa, João Paulo II,  a entregou aos Jovens. "João Paulo II, entregou a Cruz aos jovens católicos para que pudessem percorrer o mundo, anunciando Jesus. O momento é de grande alegria e entusiasmo. Estamos recebendo a cruz de Jesus Cristo, a Cruz de João Paulo II, a Cruz da Juventude".

O arcebispo ressaltou que o saudoso papa cumpriu com fidelidade a missão de anunciar Cristo nas gerações futuras  e que todos também devem assumir essa missão. "Vocês são a nova geração da Juventude. O dever de anunciar Jesus é de todos vocês!". No fim da celebração, os símbolos foram entregues aos jovens de São João Del Rei que ficaram responsáveis por conduzi-los até a cidade histórica mineira. Também foram apresentadas e abençoadas as réplicas da Cruz da JMJ e do Ícone de Nossa Senhora, ainda na arquidiocese de Juiz de Fora. Após uma pausa e depois de passar por outros Regionais, as réplicas retornarão à arquidiocese de Juiz de Fora para percorrer todas as suas 86 paróquias até 2013, ano em que acontece a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. A peregrinação começará pela paróquia Nossa Senhora das Mercês, de Mar de Espanha (MG).


Arcebispo de Salvador inaugura o Presépio do Salvador

No início da noite de ontem, 28, o arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, presidiu a cerimônia de inauguração do Presépio do Salvador, monumento instalado no canteiro central da Avenida Paralela, na capital baiana. A ação integra o Projeto Salvador Cidade Natal do Brasil uma iniciativa da arquidiocese através da Pastoral de Comunicação, que visa resgatar o autêntico espírito natalino, centrado na figura do Deus Menino.

"Sem dúvida nos vamos ver que as famílias vão visitar o presépio e aproveitar para catequizar os filhos sobre o significado do natal. Temos que restituir ao povo aquele que é o verdadeiro sentido, esta catequese os pais farão aqui, neste lugar e os filhos nunca poderão esquecer tenho certeza que esta iniciativa marcará as futuras gerações", analisou o arcebispo de Salvador.

Padres, religiosos e fieis de diferentes comunidades acompanharam a cerimônia em que foi acionado o sistema de iluminação cênica. Elaine Cristina Souza Cruz saiu da paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no Imbuí e foi junto com fieis da comunidade para conferir a inauguração. "Todo mundo combinou cinco hora em frente da igreja e viemos andando em grupo. É um programa para todas as famílias. Espero que o natal traga muita felicidade e muita paz", afirmou a paroquiana.

Confeccionadas em fibra de vidro, as imagens do presépio monumento reproduzem as figuras de Jesus, Maria e José, além dos reis magos e alguns animais. A obra do artista plástico Ivo Gato está instalada em um praticável de 1,5m de altura, a composição passa de cinco metros e conta com iluminação cênica. Para a realização do projeto a arquidiocese fechou parcerias com diferentes instituições como o Colégio Salesiano Dom Bosco, Governo do Estado, Prefeitura de Salvador, Hospital São Rafael, Universidade Católica do Salvador e a Rede Bahia.


COMIRE de São Paulo realiza Assembleia e elege nova coordenação

A sede da Obra dos Cenáculos Missionários, na Região da Lapa, em São Paulo, acolheu nos dias 26 e 27 de novembro, a Assembleia Anual do Conselho Missionário Regional (COMIRE), do Regional Sul 1 da CNBB. A Assembleia foi marcada pela eleição da nova coordenação.

"Para enfrentar as mudanças e permanecer fiel ao Senhor, o discípulo missionário deve cultivar duas grandes atitudes: a vigilância e a oração", afirmou dom Vicente Costa, bispo de Jundiaí (SP) e presidente do COMIRE, durante a missa que abriu o encontro. Dom Vicente sublinhou a importância de dar a tudo que se faz um sentido missionário e apresentou a nova Carta Apostólica de Bento XVI, "Porta Fidei", com a qual se proclama o Ano da Fé (outubro 2012 - novembro 2013). "Somos discípulos e missionários para viver e testemunhar essa fé no mundo", lembrou.

Robson Ferreira, coordenador do COMIRE destacou os objetivos da Assembleia e apresentou os 53 participantes entre coordenadores de Conselhos Missionários das oito Sub-Regiões Pastorais do estado de São Paulo, e membros de organismos e grupos de Animação Missionária. O evento contou ainda com a presença de representantes da Infância e Adolescência Missionária (IAM), da Conferência dos Religiosos no Brasil (CRB) e da imprensa missionária.

Dom Júlio Endi Akamine, bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo e vigário episcopal da Região Lapa marcou presença. Segundo ele, a Assembleia tem duas funções: avaliar e planejar o futuro. "Espero que ela possa ajudar a aprofundar a consciência missionária", destacou ao saudar os participantes.

Convidado para refletir sobre o papel do COMIRE na Ação Evangelizadora da Igreja, o secretário executivo do Conselho Missionário Nacional - COMINA e assessor da Ação Missionária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre José Altevir da Silva, incentivou todos a ver a Missão de forma positiva. "Num momento difícil devemos tornar a Missão cada vez mais leve. A leveza da Missão em Jesus é a misericórdia. Carregamos muitos pesos institucionais e com isso diminuímos a capacidade de responder com agilidade aos apelos de Deus. Missão e profecia andam juntas, mas o peso atrapalha", alertou padre Altevir ao recordar que a Missão é de Deus e nós somos meros instrumentos. Para o assessor, a insegurança gera dureza, a liberdade interior gera leveza. "Precisamos de estratégias ágeis, valorizar o positivo das pessoas e dos processos. Isso nos leva a aprender de Jesus quando diz: 'venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados... O meu jugo é suave e a minha carga é leve' (Mt 11, 29-30).

Com base no Documento de Aparecida, padre Altevir destacou os âmbitos da Missão, nomeadamente, Missão no coração; paroquial, Continental, Ad Gentes e Universal. "Nos Conselhos Missionários, não podemos esquecer nenhum desses âmbitos", sublinhou. "A Missão que nos anima hoje é aquela que quer inserir-se na Missão de Deus, que tem um sonho para a humanidade e já o pôs em marcha, para a construção do Reino".

A seguir, apresentou as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil - DGAE (2011-2015), com destaque para as urgências e compromisso de unidade na Missão. O objetivo era fazer uma leitura na perspectiva da Missão. O assessor apresentou, em primeira mão, os objetivos específicos para cada uma das urgências propostas pelas Diretrizes: Igreja em estado permanente de Missão; Igreja: casa da iniciação à vida cristã; Igreja: lugar da animação bíblica da vida e da pastoral; Igreja: comunidade de Comunidades; e Igreja a serviço da vida plena para todos.

Eleições e envio

Maria de Fátima da Silva, da diocese de Limeira foi eleita coordenadora para os próximos quatro anos. O presidente do COMIRE Sul 1, dom Vicente, acolheu e abençoou a eleita e também agradeceu ao casal, Robson e Renata Ferreira, pelo trabalho à frente do COMIRE na última gestão.

A Assembleia foi encerrada na manhã do domingo, 27, com uma celebração de envio. "A participação das dioceses poderia ter sido mais significativa, mas os que vieram demonstraram grande entusiasmo em assumir como meta a dimensão missionária na ação evangelizadora da Igreja", avaliou dom Vicente.

3º Congresso Missionário Nacional

Reunidos por diocese, a Assembleia fez ainda uma avaliação da caminhada missionária quanto à formação, informação, articulação e cooperação, em vista da elaboração de um Plano de Ação para as oito Sub-Regiões. Robson Ferreira falou dos preparativos para o 3º Congresso Missionário Nacional - CMN, marcado para 12 a 15 de julho de 2012, em Palmas, TO, que pretende reunir cerca de 600 pessoas, sendo que o estado de São Paulo terá 60 vagas. O encontro servirá como preparação da Igreja no Brasil para o 4º Congresso Missionário Americano e 9º Congresso Missionário Latino-Americano - CAM 4 - Comla 9, a realizar-se em 2013, na Venezuela.

A Equipe da IAM, que conta com 20 pessoas e é coordenada por Nádia Maria da Silva Fusinato, apresentou o relatório dos trabalhos realizados durante o ano com destaque para o 1º Encontro Regional da Infância Missionária - ERIM, ocorrido no mês de julho em Embu das Artes. O 2º ERIM se realizará na cidade de Araras, em julho de 2012. Nádia Maria informou também que o novo assessor eclesiástico da IAM do Sul 1 é o padre Luiz Fabiano Canatta, da diocese de Limeira. "O trabalho da IAM transforma situações sociais e familiares", explicou, ao citar exemplos de crianças que tiveram suas vidas mudadas pelas atividades da IAM.

José Feitosa, que nos últimos sete anos foi o administrador do COMIRE fez prestação de contas. O COMIRE dispõe de um fundo para a criação de um Centro de Formação.


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