Boletim Diário da CNBB - 01/12/2011
REFLEXÃO
COMEMORAÇÕES
Nascimento
- Dom Fernando Antônio Figueiredo, OFM, Bispo de Santo Amaro - SP
Ordenação Presbiteral
- Dom Ercílio Turco, Bispo de Osasco - SP
- Dom Francisco Barroso Filho, Bispo Emérito de Oliveira - MG
- Dom Itamar Vian, OFMCap, Arcebispo de Feira de Santana - BA
- Dom Francisco de Paula Victor, Bispo Auxiliar Emérito de Brasília - DF
- Dom Lúcio Ignácio Baumgaertner, Arcebispo Emérito de Cascavel - PR
- CNBB divulga nota sobre o Código Florestal
- Mensagem de dom José Francisco Rezende à Igreja de Niterói
- Reunião das Superioras Gerais no Brasil
- Começa o Congresso Mundial de Pastoral para Estudantes Estrangeiros
- Começa hoje o 2º Encontro Nacional de Responsáveis e Assessores da Juventude
- Dom Murilo Krieger é homenageado com medalha do Mérito Legislativo
- Dom Esmeraldo escreve ao povo de Santarém
- Regional Norte da CNBB firma compromisso com a Economia Solidária
CNBB divulga nota sobre o Código Florestal
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na manhã desta quinta-feira, 1º de dezembro, uma Nota sobre o Código Florestal na qual expressa sua preocupação pela possível aprovação do projeto com a falta de algumas "correções necessárias".
"O projeto, ao manter ocupações em áreas ilegalmente desmatadas (Artigos 68 e 69) e permitir a recuperação de apenas metade do mínimo necessário para proteger os rios e a biodiversidade (Artigos 61 e 62), condena regiões inteiras do país a conviver com rios agonizantes, nascentes sepultadas e espécies em extinção", destaca a CNBB em um trecho da Nota.
Ainda no texto, a Conferência sublinha que o projeto "não representa equilíbrio entre conservação e produção, mas uma clara opção por um modelo de desenvolvimento que desrespeita limites da ação humana". Leia, abaixo, a Nota na íntegra
Nota da CNBB sobre o Código Florestal
O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) da Conferência Nacional dos bispos do Brasil - CNBB, reunido nos dias 29 e 30 de novembro de 2011, vem manifestar sua preocupação com a possível aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de reforma do Código Florestal brasileiro. Já aprovado nas devidas Comissões do Senado Federal, o novo Código Florestal, tão necessário ao Brasil, embora tenha obtido avanços pontuais na Comissão do Meio Ambiente, como um capítulo específico para a agricultura familiar, ainda carece de correções.
O projeto, ao manter ocupações em áreas ilegalmente desmatadas (Artigos 68 e 69) e permitir a recuperação de apenas metade do mínimo necessário para proteger os rios e a biodiversidade (Artigos 61 e 62), condena regiões inteiras do país a conviver com rios agonizantes, nascentes sepultadas e espécies em extinção. Sob o pretexto de defender os interesses dos pequenos agricultores, esta proposta define regras que estenderão a anistia a quase todos os proprietários do país que desmataram ilegalmente.
O projeto fragiliza a proteção das florestas hoje conservadas, permitindo o aumento do desmatamento. Os manguezais estarão abertos à criação de camarão em larga escala, prejudicando os pescadores artesanais e os pequenos extrativistas. Os morros perderão sua proteção, sujeitados a novas ocupações agropecuárias que já se mostraram equivocadas. A floresta amazônica terá sua proteção diminuída, com suas imensas várzeas abertas a qualquer tipo de ocupação, prejudicando quem hoje as utiliza de forma sustentável. Permanecendo assim, privilegiará interesses de grupos específicos contrários ao bem comum.
Diferentemente do que vem sendo divulgado, este projeto não representa equilíbrio entre conservação e produção, mas uma clara opção por um modelo de desenvolvimento que desrespeita limites da ação humana.
A tão necessária proteção e a diferenciação mediante incentivos econômicos, que seriam direcionados a quem efetivamente protegeu as florestas, sobretudo aos agricultores familiares, entraram no texto como promessas vagas, sem indicativo concreto de que serão eficazes.
Insistimos que, no novo Código Florestal, haja equilíbrio entre justiça social, economia e ecologia, como uma forma de garantir e proteger as comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas e de defender os grupos que sabem produzir em interação e respeito com a natureza. O cuidado com a natureza significa o cuidado com o ser humano. É a atenção e o respeito com tudo aquilo que Deus fez e viu que era muito bom (cf. Gn 1,30).
O novo Código Florestal, para ser ético, deve garantir o cuidado com os biomas e a sobrevivência dos diferentes povos, além de preservar o bom uso da água e permitir o futuro saudável à humanidade e ao ecossistema.
Que o Senhor da vida nos ilumine para que as decisões a serem tomadas se voltem ao bem comum. Brasília-DF, 30 de novembro de 2011
Mensagem de dom José Francisco Rezende à Igreja de Niterói
O novo arcebispo de Niterói (RJ), dom José Francisco Rezende Dias, escreveu sua primeira saudação ao povo da arquidiocese, na qual se dirige aos fiéis, "este é o convite que dirijo aos irmãos e irmãs da Igreja de Niterói"; aos seminaristas, "que agora estão acolhendo e discernindo o chamado de Cristo, o meu carinho, e a esperança de que sejam generosos na resposta fiel ao Senhor"; aos consagrados, "que embelezam a Igreja com seus carismas"; aos diáconos, "sinais do Cristo-Servo e expressão da Igreja servidora"; aos padres, "que mais de perto cooperam na Ordem episcopal e compartilham e exercem comigo, bispo, o sacerdócio único de Cristo"; ao arcebispo emérito, dom Alano Pena. "meu irmão maior, meu carinho e reconhecimento por tudo o que já fez e pela ajuda incomparável de seu apoio e sabedoria". E, por fim, "aos irmãos de outras denominações cristãs e a todas as pessoas de boa vontade".
Leia na íntegra
MENSAGEM À IGREJA DE NITERÓI
Vivamos por ele!
Irmãos e irmãs, da Arquidiocese de Niterói:
"A Graça do Senhor Jesus Cristo esteja com todos vocês" (1Cor 16,23).Ao ser escolhido para a missão de Arcebispo de Niterói, quero saudar com carinho o Povo de Deus desta Igreja. Deus, rico em misericórdia, deu-me a mim, o menor de todos, a graça de anunciar por meio do Evangelho, as riquezas incomparáveis de Cristo (Ef 3,8)."Pela graça de Deus sou o que sou, e a sua graça para comigo não tem sido vã não por mim mas pela Sua graça que está comigo" (1Cor 15,10). É esse o tom com que aceito esta nobre e desafiadora missão. É essa a atitude de fé ao chamado de Jesus Cristo, na voz da Igreja, que me faz dizer meu "sim".
Quando assumi a missão episcopal, escolhi como lema para a vivência de meu ministério o carisma e a força das palavras da Primeira Carta de João: "Nisto se manifestou o amor de Deus por nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo para que vivamos por Ele" (1Jo 4,9). Este é o convite que dirijo aos irmãos e irmãs da Igreja de Niterói, nessa primeira mensagem: Vivamos por Ele. Só por Ele recebemos a graça do Mistério Total da Vida Divina, que nos traz esperança, no mundo, e salvação, do mundo.
Aos irmãos cristãos leigos e leigas, Povo de Deus enxertado em Cristo pelo Batismo, o meu afeto de pastor e o desejo de caminhar unido a vocês para a construção de uma comunidade solidária numa sociedade mais justa. Sobretudo, aos jovens, o carinho de meu lado paterno.
Aos seminaristas, que agora estão acolhendo e discernindo o chamado de Cristo, o meu carinho, e a esperança de que sejam generosos na resposta fiel ao Senhor. Soube que são muitos! O bispo de vocês, apenas um irmão mais velho, encheu-se de alegria com essa notícia, e espera o momento de conhecer um a um.
Aos irmãos consagrados e às irmãs consagradas, que embelezam a Igreja com seus carismas e nutrem o mundo com a memória viva da forma de ser e atuar de Jesus, minha saudação fraterna. Conto com a força de seu testemunho, caridade e missão.
Aos irmãos diáconos, sinais do Cristo-Servo e expressão da Igreja servidora, deixo nesse primeiro momento o afeto do meu coração e o desejo de caminhar juntos na comunhão e na entrega de vida, sempre, a serviço do Amor Fundador. Não importam quais sejam os nossos desafios, a graça os transformará em alegrias do Reino.
Aos irmãos presbíteros, que mais de perto cooperam na Ordem episcopal e compartilham e exercem comigo, bispo, o sacerdócio único de Cristo, uma palavra especial: vocês são meus irmãos. São os meus irmãos mais próximos, e serão os mais queridos, em todas as dores e em todas as alegrias. Nessa família, os ministérios são diferentes e as responsabilidades não são iguais, mas os irmãos serão o que sempre foram: irmãos. Trago meu amor fraterno e venho a vocês como irmão. O compromisso missionário que a Arquidiocese assume em Barra do Garças e em Porto Velho, com irmãos presbíteros seus, revela a sintonia eclesial da Arquidiocese de Niterói com a Igreja desse país-continente. Vocês anteciparam o Documento de Aparecida: esse é o lado verdadeiro e real da Igreja de Cristo! Sinto-me honrado de estar com vocês.
A Dom Alano, meu irmão maior, meu carinho e reconhecimento por tudo o que já fez e pela ajuda incomparável de seu apoio e sabedoria.
Às autoridades constituídas, aos irmãos de outras denominações cristãs e a todas as pessoas de boa vontade quero dizer que estou totalmente aberto ao diálogo e ao empenho de buscar a justiça e a paz.
Confio na graça de Deus. Darei tudo de mim para ser um bispo servidor do Evangelho. Preciso e conto com o apoio e a oração de todos para ser fiel a esta missão. Rezemos juntos. Caminhemos juntos. Deus nos escolhe, nos chama e nos envia para ser a transparência de seu amor no mundo. Seja essa confiança o estrado firme onde repousem nossos pés.
Unidos na oração e no coração, envio a todos a minha bênção.
+ Dom José Francisco Rezende DiasArcebispo Eleito de Niterói
Reunião das Superioras Gerais no Brasil
Começa o Congresso Mundial de Pastoral para Estudantes Estrangeiros
Começa hoje o 2º Encontro Nacional de Responsáveis e Assessores da Juventude
Tem início hoje, 1º e segue até domingo, 4, o 2º Encontro Nacional de Responsáveis Diocesanos e de Assessores da Juventude, em Vargem Grande Paulista (SP).
Organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), este 2º Encontro visa estudar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), aprofundar o Documento 85 da CNBB "Evangelização da juventude - Desafios e perspectivas pastorais", partilhar as realidades de evangelização das juventudes, explanar sobre os encaminhamentos da Jornada Mundial da Juventude 2013 e do projeto "Bote Fé".
Participaram os bispos referenciais regionais da juventude, dos sacerdotes, religiosos (as) ou leigos (as) que assumem o ministério de assessoria dos diversos movimentos eclesiais, Novas Comunidades, Pastorais da Juventude e Congregações Religiosas.
Dom Murilo Krieger é homenageado com medalha do Mérito Legislativo
O arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, foi homenageado com a medalha Mérito Legislativo, nesta próxima quarta-feira, 30, às 15h, no Salão Negro do Congresso Nacional, em Brasília. A Medalha Mérito Legislativo é a maior honraria concedida pela Câmara dos Deputados a pessoas com relevantes serviços prestados ao Brasil.
Dom Murilo foi representado pelo assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Rafael Fornasier.
Dom Esmeraldo escreve ao povo de Santarém
O novo arcebispo de Porto Velho (RO) dom Esmeraldo Barreto de Farias, até então bispo de Santarém (PA) escreveu carta ao povo de Santarém nesta quarta-feira, 30, dia de sua nomeação. "Quando vim para Santarém, vim com muita alegria e agradeço a Deus que me concedeu a graça de viver esse tempo nesta Diocese, experimentando a cada dia o que significa ser missionário na Amazônia", destaca dom Esmeraldo na carta.
Todo o texto é um agradecimento do prelado a Deus e ao povo de Santarém. "Agradeço ao nosso Pai bondoso pelas comunidades presentes nas cidades e no interior: são um sinal vivo de como a força do Evangelho transforma pessoas e as torna dedicadas à missão".
Leia carta na íntegra, abaixo
Santarém, 30 de novembro de 2011.
Aos Irmãos e Irmãs na Diocese de Santarém.
"A cada um o Senhor deu sua tarefa: eu plantei, Apolo regou, mas era Deus que fazia crescer. De modo que nem o que planta nem o que rega são, propriamente importantes. Importante é aquele que faz crescer: Deus. (...) Nós somos cooperadores de Deus" (1Cor 3,5-7.9).
Em fevereiro de 2007, quando estávamos para iniciar a Campanha da Fraternidade sobre a Amazônia que trazia o lema: "Vida e missão neste chão", recebi a carta do Papa Bento XVI pedindo que deixasse a Diocese de Paulo Afonso, no sertão da Bahia e viesse servir à Diocese de Santarém, bem no coração da Amazônia.
Vivendo o ano missionário e meditando muitas vezes o Evangelho que narra o envio dos setenta e dois discípulos feito por Jesus "a toda cidade e lugar para onde ele mesmo devia ir" (Lc 10,1), nesse contexto de missão, o Papa Bento XVI me escreve dizendo: em razão da renúncia, por idade, de D. Moacyr Grechi, você está nomeado para a Diocese de Porto Velho, em Rondônia.
Isto significa que, mais uma vez, a palavra bíblica: "Levanta-te e anda" (At 3,6) me é dirigida para que possa acolhê-la em minha vida. Com muita humildade e confiança no Espírito Santo, protagonista da missão, recebo esse insistente convite como um chamado de Deus nosso Pai, na certeza de que estou indo não em nome próprio, mas como caminho do seguimento a Jesus Cristo que nos chama e envia para onde ele mesmo deve ir. O missionário está sempre aberto ao chamado de Deus para realizar a vontade daquele que o envia (cf. Heb 10,7). Ele medita a sua Palavra e faz a experiência de que a missão não se resume a algumas atividades, a alguns momentos ou lugares, mas é entrega do seu ser e viver, pois é a missão que determina sua vida. Com Maria, a serva do Senhor, a Mãe Missionária, o missionário aprende a proclamar: "Faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,38).
Quando vim para Santarém, vim com muita alegria e agradeço a Deus que me concedeu a graça de viver esse tempo nesta Diocese, experimentando a cada dia o que significa ser missionário na Amazônia. Agradeço ao nosso Pai bondoso pelas comunidades presentes nas cidades e no interior: são um sinal vivo de como a força do Evangelho transforma pessoas e as torna dedicadas à missão. Estive em uma boa parte delas. Vi animadores e animadoras, catequistas, responsáveis por pastorais, membros de movimentos, de equipes de serviço e de grupos empenhados em colaborar para o fortalecimento da comunidade e, ao mesmo tempo, conscientes de que a missão, de modo especial na Amazônia, implica lutar pela dignidade da vida das pessoas pela defesa e preservação do meio ambiente, contribuindo para que a nossa sociedade seja realmente justa, solidária e pacífica.Guardo no coração tantos testemunhos que me fazem, a cada dia, louvar a agradecer a Deus que tem inspirado esses cristãos leigos e leiga, sustentáculos do trabalho de evangelização, mesmo ali onde a presença do padre só é possível uma, duas ou três ao ano.
Obrigado, Senhor pelos religiosos Franciscanos, Verbitas, Irmãos de Santa Cruz e pelas Religiosas Missionárias da Imaculada Conceição (ISMIC), Adoradoras do Sangue de Cristo, Franciscanas dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, Franciscanas de Maristela, Irmãs da Sagrada Família, Irmãs de São José, Irmãs Franciscanas de Alegany, Irmãs Franciscanas Angelinas e Irmãs Franciscanas Hospitaleiras que se preparam para servirem a esta diocese a partir de 2012. Não poderia deixar de mencionar o Irmão José, monge Trapista.
Elevo a Deus minha ação de graças pelos irmãos padres, colaboradores diretos no trabalho de evangelização, numa missão tão fundamental de presidir as comunidades e articular a ação evangelizadora: Pe. Luis Pinto (Vigário Geral), Frei Gregório (Coordenador Diocesano de Pastoral), Pe. Carlos Antonio (Ecônomo), Pe. Edilberto Sena (Diretor da Rádio Rural de Santarém), Pe. José Ronaldo (Pároco da Catedral), Pe. Alaelson e Pe. Walter (respectivamente Reitores dos Seminários S. Pio X e São Gaspar), Pe. Ademar, André Carlos, Antonio Claudio, Antonio Jorge, Armstrong Feitosa, Auricélio Paulino, Francisco Pedroso, Gonzaga Vidal, Hesron Wagner, Ivair, Jorge Torres, Juscivaldo Peixoto, Luis Carlos, Odirley Maia, Raimundo Matias, Rosivaldo Correa, Rubinei Valente Coelho, Sidney Canto, Valdir Serra, aos Diáconos Raimundo Nélio e Marcílio Pedroso e ao seminarista Alessandro que se prepara para o Diaconado.
Não nos faltou nesse tempo a oração pelas vocações ao ministério ordenado. E Deus nos tem dado Seminaristas que descobrem e assumem o ser missionário como constitutivo da vocação e da missão que procedem de Jesus Cristo, o missionário do Pai.
Nesta diocese, Deus me fez ver o quanto é grande a família de um missionário, pois multiplicou em muito os irmãos, irmãos, pais e mães. O povo da diocese, pelo seu carinho e pela boa acolhida, tem sido uma verdadeira família.
Agradeço e, ao mesmo tempo, peço a Deus pelos funcionários da Diocese de Santarém, profissionais da comunicação, da área da saúde, da educação e demais setores que estiveram presentes nesse tempo.
Os irmãos bispos do Oeste do Pará: D. Martinho, D. Capistrano, D. Erwin, D. Bernardo, D. Wilmar e todos os bispos do Regional a começar pelo Arcebispo Metropolitano de Belém fazem parte do meu agradecimento a Deus, inclusive D. Lino, de saudosa memória.
Minhas palavras não traduzem toda minha gratidão: somente Deus poderá recompensar cada um de vocês e firmar seus passos no caminho missionário.
Peço também perdão a Deus, pois sei que não me empenhei o tanto quanto pedia e pede a Diocese de Santarém que sempre teve uma caminhada evangelizadora tão bonita.Hoje é dia de Santo André, apóstolo de Jesus Cristo.
Ele foi chamado por Jesus Cristo para que pudesse segui-lo. O Evangelho nos diz que: "Caminhando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu Simão e o irmão deste André, lançando as redes ao mar, pois eram pescadores. Então, disse-lhes: "Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens". E eles, imediatamente, deixaram as redes e o seguiram." (Mc 1,16-18).A exemplo de Santo André, sou chamado a escutar a voz de Deus que, mais uma vez me diz: "Levanta-te e anda" (At 3,6), "sê forte e corajoso" (Deut 31,23)
Ao receber a carta de transferência, confesso que não entendi porque. Na minha oração, me veio a inspiração:
Quando o Senhor guia a nossa vidaNão nos cabe marcar o que vai acontecer.É um Mistério. Deus sabe o que faz.É preciso ler aí o que ele nos quer dizer!
Na Bahia escutei: "levanta-te e anda",Na Amazônia experimentarás: "vida e missão neste chão",Em meio a tantos rios: Amazonas, Tapajós, Arapiuns, Ururará.Entrei na barca do Senhor para aprender a alargar o coração.
Que desígnios insondáveis, Mistérios tão profundosO Espírito escreve em nosso dia a dia.No seguimento a Jesus missionárioDescobrimos e assumimos: é ele quem nos guia
Obrigado, Santarém, seu povo sua gente,Diocese que se empenha em viver a missãoLeigos, religiosos e padres dinamizando comunidadesSinal do Evangelho, semente de Deus em ação.Deus abençoe crianças, jovens, famílias, idosos.
Rezem também por mim. Isto sempre pedi a muitas pessoas, especialmente quando via alguém com o terço na mão. Sei que a missão em Porto Velho é muito desafiadora, porque o é em toda a Amazônia.
Como o agradecimento se volta sempre para Deus, de coração, com muita sinceridade, peço: vamos agradecer a Deus; nada de homenagens a quem está indo para outro lugar missionário na Amazônia. Se há uma palavra a dizer: digo eu e digamos todos: Obrigado, Senhor!
Regional Norte da CNBB firma compromisso com a Economia Solidária
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