REFLEXÃO
Todas as pessoas querem, e muito, participar da glória de Deus, mas poucas pessoas querem assumir um compromisso maior com o reino de Deus. O evangelho de hoje nos mostra um pouco isso quando Jesus anuncia o mistério da cruz, mas os discípulos estão mais interessados na sua participação na sua glória. Assim, nos dias de hoje nós vemos muitas pessoas exaltando o amor de Deus, cantando os seus louvores, mas sem o menor compromisso com o serviço ao Reino de Deus, principalmente no que se refere à questão dos pobres, dos sofredores, dos marginalizados e dos excluídos.Todos querem ser os maiores, mas poucos estão dispostos a servir.
COMEMORAÇÕES
Ordenação Presbiteral
- Dom Silvério Jarbas P. de Albuquerque, OFM, Bispo Emérito de Feira de Santana - BA
Ordenação Episcopal
- Dom Valdemir Ferreira dos Santos, Bispo de Floriano - PI
- Dom Joaquín Pertiñez Fernández, OAR, Bispo de Rio Branco - AC
- Dom Vilsom Basso, SCJ, Bispo de Caxias do Maranhão - MA
NOTÍCIAS
Nomeado bispo para a diocese de Guanhães
O Santo Padre, o papa Bento XVI, nomeou hoje, 30 de maio, para a diocese vacante de Guanhães (MG), o padre Jeremias Antônio de Jesus, atualmente pároco da Paróquia Cristo Rei, na cidade de Atibaia (SP).
Monsenhor Jeremias nasceu em Atibaia, no dia 27 de maio de1966. Cursou Filosofia no Seminário Arquidiocesano "Bom Jesus", em Aparecida (SP) e Teologia no Instituto Teológico Pio XI, em São Paulo (SP).
Em suas atividades enquanto sacerdote, monsenhor Jeremias Antônio de Jesus foi reitor do Seminário Maior Imaculada Conceição, na cidade de Caieiras (SP); vigário paroquial da Paróquia Santo Antônio, também em Caieiras; Administrador Paroquial das Paróquias de São Sebastião e São Pedro Apóstolo, em Atibaia; Responsável pela Escola de Teologia para Leigos, também em Atibaia; professor de Metodologia Científica e Língua Portuguesa no Seminário propedêutico, em Bragança Paulista (SP) e Vigário Forâneo da Forania de Atibaia.
A diocese
Criada em 24 de maio de 1985 pela Bula Pontifícia RECTE QUIDEM, do papa João Paulo II, tendo seu território desmembrado da arquidiocese de Diamantina e das dioceses de Governador Valadares e Itabira-Fabriciano; a diocese de Guanhães foi instalada solenemente a 1º de maio de 1986, pelo então Núncio Apostólico no Brasil, dom Carlo Furno, que no mesmo dia, deu posse ao primeiro bispo de Guanhães, dom Antônio Felippe da Cunha.
A diocese de Guanhães localiza-se na região leste de Minas Gerais, pertence à Província Eclesiástica de Diamantina e ao Regional Leste 2 da CNBB (Espírito Santo e Minas Gerais). Geograficamente, limita-se com as dioceses de Governador Valadares, Itabira-Fabriciano e Sete Lagoas, além da arquidiocese de Diamantina e da diocese de Teófilo Otoni, todas em Minas Gerais. Sua superfície é de 15.542, 3 km² e tem uma população de aproximadamente 263.472 habitantes, distribuídos em 30 municípios, dos quais 27 são paróquias.
Começa o 7º Encontro Mundial das Famílias
Na manhã de hoje, 30, foi feita a abertura oficial do 7º Encontro Mundial das Famílias, que acontece em Milão, Itália. Aproximadamente 10 mil pessoas participam dos Congressos Teológico-pastorais. Na cerimônia de abertura contou com a presença do arcebispo de Milão, cardeal Ângelo Scola e do presidente do Pontifício Conselho para a Família, cardeal Ennio Antonelli. Presidiu à sessão o cardeal Riviero Carrera, arcebispo da Cidade do México.
O cardeal Ângelo Scola fez a saudação inicial do Encontro Mundial das Famílias, e acolheu a todos. Já o cardeal Ennio Antonelli fez uma saudação de consolo aos atingidos pelo terremoto assolou parte da Itália ontem, 29 de maio, matando, até o momento, 15 pessoas e deixando milhares de desabrigados ou desalojados.
Dom Ennio discursou rapidamente abordando o tema do Encontro, "A família: o trabalho e a festa", como três valores humanos, dons iniciais, características do homem.
"Só o homem cria família, só o homem trabalha e só o homem faz festa. Três dimensões, entre elas complementares e interdependentes. A família cria o trabalho e o trabalho com o capital humano, que é a família. O trabalho recebe a alegria da festa. A beleza da vida ordinária e o bem-estar em comunidade depende da vida pessoal e em família. Isso é a tríplice benção de Deus", disse dom Ennio.
O cardeal Rivera Carrera preside a mesa de discussões. Outro a palestrar foi o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, no Vaticano. Ele abordou o tema: A família - entre obra da criação e festa da salvação.
Falando de modo muito informal, mas tecendo uma exposição muito rica, profunda e clara, empregou o símbolo da "casa" para falar da família, do trabalho e da festa. A partir desta imagem, identificou o casal como a fundação e os filhos como a construção no seu todo. Ao interno desta imagem, fez uma divisão desta "casa" em três "cômodos": o "cômodo" da dor, o "cômodo" do trabalho e o "cômodo" da festa. Buscou sempre as analogias bíblicas, fundamentado sua fala em trechos importantes da Sagrada Escritura.
O último palestrante da manhã foi o professor de economia da Faculdade de Economia da Universidade de Milão-Bicocca, Luigino Bruni, que falou sobre a família, o trabalho e a festa no mundo. O professor falou da economia como sendo o governo da casa.
Insistiu no tema da gratuidade, a qual deve ser trabalha hoje, a fim de o contrato entre patrões e empregados ser, de fato, o resultado de uma troca de dons. "De outro modo, o trabalho passa a ser quase uma escravidão contemporânea", enfatizou Luigino Bruni. Ele ainda apontou a família como o local próprio para serem desenvolvidas as virtudes, inclusive a da gratuidade. "Este só será frutuoso se permitir a boa estrutura da família e o retorno dos trabalhadores para casa", completou.
Saudação ao novo bispo de Guanhães
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu, na manhã de hoje, 30 de maio, uma saudação ao novo bispo da diocese de Guanhães (MG), monsenhor Jeremias Antônio de Jesus. Segundo a nota, assinada pelo secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, a Conferência dos Bispos se alegra com a nomeação do monsenhor Jeremias e "agradecemos a Deus pelo envio deste irmão para o pastoreio".
Leia abaixo a íntegra da nota da CNBB:
Saudação ao novo bispo de Guanhães
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acolhe a nomeação feita pelo Papa Bento XVI do novo bispo de Guanhães (MG), monsenhor Jeremias Antônio de Jesus. A notícia da nomeação foi dada na manhã desta quarta-feira, 30 de maio de 2012, pela Santa Sé. Alegramos-nos com o povo daquela diocese mineira e agradecemos a Deus pelo envio deste irmão para o pastoreio.
Monsenhor Jeremias Antonio de Jesus trabalhava até agora em Atibaia (SP), cidade onde nasceu, como pároco da Paróquia Cristo Rei. Seu itinerário no ministério sacerdotal é bonito e cheio de sinais de grande dedicação ao Reino. Como Reitor, formador e professor em várias ocasiões e instituições, deu sua consistente contribuição para a formação do clero. Como vigário e pároco, tem animado o povo na esperança do Evangelho e como membro dos colegiados diocesanos, tem manifestado decisiva expressão de sua fidelidade à Igreja.
Estamos unidos ao povo de Guanhães que agradece ao Pe. Marcello Romano, pelo serviço prestado como Administrador Diocesano e recebe, com alegria, o novo bispo. Apresentamos, por fim, as boas-vindas ao nosso irmão no episcopado e nossas orações pelo seu ministério.
Brasília, 30.05.2012
Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo auxiliar de Brasília Secretário Geral da CNBB
Construção de hidrelétricas violam direitos dos povos indígenas
A construção de usinas hidrelétricas no Brasil tem causado grande repercussão motivada por questões sociais e ambientais. Em um contexto econômico, a produção de energia e de usinas para produzir energia, tem adquirido uma grande importância mercadológica sob o argumento de desenvolvimento. No entanto, quem paga o preço dessa política econômica são pessoas que têm seu modo de vida alterado pela imposição da barragem. Este é o caso que ocorre em uma região do Pará, conhecida como "Terra do Meio", localizada entre o rio Xingu e a BR-163, onde teve início a construção de um complexo de hidrelétricas.
Na área existem grandes unidades de conservação, comunidades extrativistas e de índios, principais afetados com as obras. Para a construção das hidrelétricas, haverá a expropriação das terras indígenas que trará inúmeros problemas a esse povo, dentre eles, os efeitos do processo de ocupação por milhares de pessoas que se deslocarão para a região em busca de emprego. "Uma das consequências dessas construções é grande incidência de pessoas de outras regiões nessas localidades, o que altera a dinâmica da vida das comunidades", afirma o secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Cleber Zuzatta.
Outro problema que os povos indígenas terão à frente, diz respeito à alteração do curso natural dos rios. Nas terras Apyterewa, do povo Parakanã, e as dos povos Arara da Volta Grande e Cachoeira Seca, por exemplo, essa alteração trará consequências danosas. Na medida em que houver impacto sobre o rio, que é uma grande fonte alimentar para as populações da região, serão criados obstáculos para o fluxo da pesca e para a reprodução dos peixes.
De forma arbitrária, a desapropriação das terras foi realizada sem um parecer qualificado realizado juntamente com as comunidades indígenas. "Não houve consulta aos povos indígenas e o governo tem feito isso de forma bastante autoritária, e podemos até dizer ditatorial", alega o secretário executivo. Essa observância dos procedimentos de consulta de consentimento prévio está estabelecida na Constituição brasileira e na Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, assinada pelas Nações Unidas.
O modelo energético brasileiro, em nome do crescimento econômico, é pautado na construção de hidrelétricas, sob o comando de um setor privado que controla desde a produção até a venda dessa energia. A usina hidrelétrica de Belo Monte, por exemplo, faz parte dessa política. De um lado, o projeto é apresentado como a chegada do desenvolvimento a uma região praticamente inóspita, por outro lado, para a população local, o que está ocorrendo é a usurpação de seus recursos naturais. "Em Belo Monte, por exemplo, a consequência é muito nociva, porque praticamente 100 quilômetros do rio Xingu deixarão de existir, exatamente a parte que banha as terras indígenas", afirma Zuzatta.
Para muitos, esse embate coloca em risco a as características e até a existência de certas comunidades indígenas, mas de acordo com Buzatto, a capacidade de sobrevivência é característica inerente desses povos. "Os povos indígenas são conhecidos pela resistência de adaptações à situações adversas, mas é evidente que as condições de resistência tendem a ficar muito prejudicados com essa onda de construção e exploração das terras que já estão demarcadas".
Sobre a postura que as comunidades estão tomando perante às ações em prol das hidrelétricas, Cleber Zuzatta, menciona que "Os povos continuam mobilizados, fazendo um enfrentamento contra a construção, da mesma forma que outros povos, principalmente da região do rio Tapajós se mobilizam para evitar a construção de hidrelétricas no complexo do Tapajós".
Com essa febre de desapropriações, ocorrem grandes pressões sobre os territórios indígenas, inclusive aqueles já demarcados e homologados como é o caso das terras Apyterewa, do povo Parakanã, e as dos Arara da Volta Grande e Cachoeira Seca. "Essas terras são muito visadas, e expropriadas, acabam por ficar supervalorizadas. Com isso, há a potencialização das pressões sobre a desapropriação das terras desses povos", revela. A procedência diante o acordo formal de homologação das referidas áreas, seria a retirada dos invasores. No entanto, o compromisso foi ignorado e as terras continuam recebendo mais invasores a cada dia.
Papa fala de ilações na mídia durante Audiência Geral
Bento XVI recebeu peregrinos de diversas partes do mundo que lotaram a Praça S. Pedro nesta quarta-feira de sol , 30 de maio, para a Audiência Geral. Pela primeira vez em público, ele se referiu às notícias e comentários da mídia internacional sobre fatos ocorridos com um de seus auxiliares e prosseguiu suas catequeses sobre o tema da oração, falando em especial das Cartas de São Paulo.
Para o Apóstolo Paulo, a oração é um reencontro pessoal com o Senhor. As tribulações nada podem contra aquele que é amparado pela graça divina. São Paulo é um exemplo exímio dessa proximidade de Deus, seja nas provas que teve que suportar, seja na força e no valor que o Senhor lhe infundiu para enfrentá-las. "O consolo do qual o Apóstolo nos fala não é um mero lenitivo à dor, mas um estímulo para que não nos deixemos vencer pelas dificuldades."
Unidos a Cristo nas fadigas que Ele carrega sobre si, não somente somos capazes de enfrentar qualquer prova, mas, inclusive, de consolar os outros em suas lutas. A oração e a fé em Sua presença nos alentam, e no meio das contrariedades, sentimos o consolo de Deus. Assim, a fé se reforça pela experiência concreta do amor fiel de Cristo, que se entregou na Cruz. A esse enorme «sim» que o Espírito Santo faz perene e universal, responde o "amém" da Igreja, que ressoa na liturgia e na oração pessoal. Nele devemos expressar nossa adesão total ao "sim" de Deus, pois unindo-nos ao Senhor, participamos de sua consolação.
Eis o resumo que o Papa fez de sua catequese em português, seguida de sua saudação aos fiéis dos países lusófonos:
Queridos irmãos e irmãs, a oração é um verdadeiro encontro com Deus Pai, em Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo. Assim se encontram o «sim» fiel de Deus, que vem em nosso auxílio e nos conforta, e o «ámen» dos fiéis que, nas provas da vida, se abandonam à vontade divina. A oração perseverante e diária faz-nos sentir, de forma concreta, a consolação do Pai do Céu e a fidelidade do seu amor que foi ao ponto de nos dar o seu Filho na cruz. Por nossa vez, somos chamados a corresponder com o «ámen» duma adesão fiel de toda a nossa vida à sua vontade. Esta fidelidade não se pode alcançar só com as nossas forças, mas vem de Deus e está fundada sobre o «sim» de Cristo, cujo alimento é fazer a vontade do Pai. É neste «sim» que devemos entrar, até podermos repetir, com São Paulo, «já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim». Então o «ámen» da nossa oração pessoal e comunitária envolverá e transformará toda a nossa vida. Amados peregrinos de língua portuguesa, em particular os participantes no curso de formação dos Capuchinhos e demais grupos do Brasil e de Portugal: a todos dou as boas-vindas, encorajando os vossos passos a manterem-se firmes no caminho de Deus. Tomai por modelo a Virgem Mãe! Fez-Se serva do Senhor e tornou-Se a porta da vida, pela qual nos chega o Salvador. Com Ele, desça a minha Bênção sobre vós, vossas famílias e comunidades eclesiais.
No final da Audiência, Bento XVI se pronunciou a respeito dos fatos publicados pela mídia que envolvem seus colaboradores. A seguir, a íntegra das palavras do Papa:
"Os fatos ocorridos nesses dias acerca da Cúria e dos meus colaboradores provocaram tristeza no meu coração, mas jamais se ofuscou a certeza convicta de que, não obstante a fraqueza do homem, as dificuldades e as provações, a Igreja é guiada pelo Espírito Santo e o Senhor nunca deixará de oferecer a sua ajuda para ampará-la no seu caminho. Todavia, multiplicarem-se ilações amplificadas por alguns meios de comunicação completamente gratuitas e que foram para além dos fatos, oferecendo uma imagem da Santa Sé que não corresponde à realidade. Por isso, desejo renovar a minha confiança e o meu encorajamento aos meus mais estreitos colaboradores e a todos aqueles que cotidianamente com fidelidade, com espírito de sacrifício e no silêncio, me ajudam na realização do meu ministério."
O Santo Padre também deu destaque ainda ao sismo que abalou novamente ontem o centro da Itália. Ele manifestou sua solidariedade às vítimas com essas palavras:
"Expresso meu afeto na oração aos feridos, como também àqueles que sofreram danos, e manifesto meus vivos sentimentos aos familiares daqueles que perderam a vida. Faço votos de que com a ajuda de todos e a solidariedade de toda a nação aquelas terras tão duramente provadas possam retomar o mais rápido possível uma vida normal."
Setores da CNBB participam da peregrinação dos Símbolos da JMJ por Goiânia
Na última segunda-feira, dia 28 de maio, a assessora nacional do Setor Universidades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), irmã Maria Eugenia Lloris Aguado, acompanhou a peregrinação dos Símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Goiânia (GO). No meio da tarde os Símbolos foram levados à Casa de Prisão Provisória, onde estão presos 1400 pessoas, grande parte jovens entre 18 e 25 anos de idade. A assessora do Setor Universidades acompanhou a visita juntamente com o arcebispo de Goiânia, dom Washington Cruz, a vice-coordenadora nacional da Pastoral Carcerária, irmã Petra Pfaller, padres, religiosos, seminaristas e jovens da arquidiocese de Goiânia.
Pelos diferentes blocos foram feitos momentos de oração e veneração da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora. Todos os detentos ganharam a cruz do Bote Fé, como sinal de esperança de um Cristo que vem em socorro deles. "Foi muito importante possibilitar este momento a jovens que por diferentes motivos perderam a possibilidade de fazer uso da sua liberdade. Deus, que veio nos libertar, quis se fazer presente através destes momentos de oração, breves, mas muito intensos", declarou irmã Eugenia.
Segundo a assessora do Setor Universidades, "uma das experiências mais fortes foi nos corredores das celas, onde os presos, com dificuldades, se esforçavam para se aproximar dos Símbolos da JMJ. O desejo de que sentissem a proximidade de Deus, e da Igreja, que lhes desse força para seguir lutando pela sua liberdade e a vida almejada. O tempo foi muito pouco mas minha oração continua para que as condições de vida deles seja como Deus sempre quis, dignas", disse.
No final da tarde a Cruz peregrina e o Ícone de Nossa Senhora chegaram à Paróquia Universitária São João Evangelista. Às 18 horas o bispo auxiliar da arquidiocese de Goiânia, dom Waldemar Passini Dalbello, presidiu a missa especial de acolhida dos Símbolos para aproximadamente 1500 jovens.
Nas palavras de dom Waldemar: "Deus se encarnou e quis estar naquele caminho do jovem rico para encontrá-lo, como hoje a presença desses ícones revelam o desejo de Deus, que quis se encontrar com cada um de nós".
Após a celebração, os jovens puderam venerar os Símbolos, tocar e fazer suas orações. No meio da noite, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro, falou aos jovens sobre a concretude do amor. "O Amor tem rosto" foi o tema da explanação do bispo.
Em dois ambientes bem diferentes, na Casa de Prisão Provisória e depois na Paróquia Universitária, irmã Eugenia viu a força dos jovens. "Estavam todos cheios de juventude, de vida, de possibilidades. A vontade que fica em nós, depois desses momentos, é continuar gritando: juventude, sejas o que estás chamada a ser!", enfatizou.
Aberta Feira Internacional que destaca ações em prol da Família
Painéis e cartazes acolhem os participantes do VII Encontro Mundial das Famílias, que começa nesta quarta-feira, 30 de maio, e vai até domingo, em Milão, na Itália. "Para muitos milaneses esta é uma oportunidade única para anunciar a beleza da família para todo o mundo", afirma o assessor da Comissão Episcopal Vida e Família da CNBB, padre Wladimir Porreca, que participa do evento. Na terça-feira foi realizada a abertura da Feira Internacional da Familia, que reúne iniciativas em prol da família de todo o mundo. A solenidade contou com a apresentação de autoridades civis e militares, e do arcebispo de Milão, Cardeal Angelo Scola. Em seu discurso, ele agradeceu o empenho dos coordenadores e desejou que o encontro seja marcado pelo testemunho concreto da fé.Foi uma criança quem realizou o corte da fita, simbolizando a abertura oficial do evento. Padre Wladimir lembra que entre os voluntários que trabalham no Encontro estão três brasileiras. A estimativa é de 150 brasileiros participem do evento.
Pastoral da Juventude realiza Ampliada Regional
A Pastoral da Juventude do Regional Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo), realiza nos dias 7 a 10 de junho, no Colégio Marista Dom Silvério, em Belo Horizonte (MG), a Ampliada Regional.
Com o objetivo de aprofundar a Missão e Identidade da juventude e favorecer o encantamento por sua Evangelização, a Ampliada contará com dois jovens, um assessor ou representantes que estejam ligados diretamente a qualquer instância da Pastoral da Juventude, atuantes no Regional Leste 2.
A Ampliada Regional acontece a cada dois anos e para a coordenação da PJ no Leste 2 "é um espaço máximo de deliberação da Pastoral da Juventude no que se refere à sua organização regional".
Durante a Ampliada de 2012 será elaborado um planejamento pastoral para os próximos 4 anos de evangelização da Pastoral da Juventude, além da eleição dos jovens para ocupar os a Coordenação Nacional, a Secretaria Regional e a Assessoria Regional. Para concorrer as eleições, as (arqui)dioceses ou outras instâncias da Pastoral da Juventude devem enviar os nomes do seus indicados, acompanhado de uma carta de apresentação, com um breve histórico pessoal e pastoral e o serviço ao qual está sendo indicado, até o dia 1º de junho para os e-mails: fernandabreciani@hotmail.com ou pjsleste2@yahoo.com.br .
Pastoral da Juventude do Regional Leste 2 realiza reunião Ampliada
A Pastoral da Juventude do Regional Leste 2 da CNBB (Espírito Santo e Minas Gerais), realiza nos dias 7 a 10 de junho, no Colégio Marista Dom Silvério, em Belo Horizonte (MG), a sua reunião conhecida como Ampliada Regional.
Com o objetivo de aprofundar a missão e identidade da juventude e favorecer o encantamento por sua Evangelização, a Ampliada contará com dois jovens, um assessor ou representantes que estejam ligados diretamente a qualquer instância da Pastoral da Juventude, atuantes no Regional Leste 2.
A Ampliada Regional acontece a cada dois anos e para a coordenação da PJ no Leste 2 "é um espaço máximo de deliberação da Pastoral da Juventude no que se refere à sua organização regional".
Durante a Ampliada de 2012 será elaborado um planejamento pastoral para os próximos 4 anos de evangelização da Pastoral da Juventude, além da eleição dos jovens para ocupar os a Coordenação Nacional, a Secretaria Regional e a Assessoria Regional.
Para concorrer as eleições, as dioceses ou outras instâncias da Pastoral da Juventude devem enviar os nomes dos seus indicados, acompanhado de uma carta de apresentação, com um breve histórico pessoal e pastoral e o serviço ao qual está sendo indicado, até o dia 1º de junho para os emails: fernandabreciani@hotmail.com ou pjsleste2@yahoo.com.br.
Diocese de Uruaçu receberá Símbolos da JMJ no dia de Corpus Christi
A chegada dos Símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) na diocese de Uruaçu (GO) vai de encontro com duas grandes solenidades celebradas pela diocese de Uruaçu, o Corpus Christi e os 55 anos de criação da diocese de Uruaçu. Desde o ano passado, diversas equipes estão trabalhando para que os Símbolos da JMJ sejam acolhidos da melhor forma possível.
O bispo de Uruaçu, dom Messias dos Reis Silveira destacou que na diocese, o Bote Fé é o encontro dos jovens, de suas famílias e amigos. "Portanto, venham todos. Não meçam esforços, pois, a Cruz, sinal de salvação e o Ícone de Nossa Senhora estarão conosco! Não percam esta graça!", convidou.
Os responsáveis pelo Setor Juventude, juntamente com dom Messias, mobilizaram todas as equipe de jovens e padres para elaboração de um grande projeto para que este evento consiga celebrar gloriosamente as solenidades que o mesmo envolve.
A Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, durante dois dias 5 e 6 de junho - percorrerão um longo trajeto nas escolas municipais e estaduais, faculdades, órgãos públicos, centros de recuperação de dependentes químicos, centros de reabilitação, casas religiosas e o seminário.
Será realizada uma Via-Sacra toda encenada e meditada pela avenida principal da Cidade de Uruaçu, onde os jovens farão as reflexões das estações.
Mensagem do Bispo
Queridos Diocesanos e Diocesanas!
"No peito eu levo uma cruz, no meu coração o que disse Jesus"
Estamos em festa e não posso deixar de anunciar com alegria uma palavra a vocês filhos e filhas de Deus que Ele confiou ao meu pastoreio.
Uma clima gostoso paira em toda Diocese. Um sentimento de alegria se faz presente nos corações esperançosos, pois vamos festejar 55 anos da instalação da Diocese de Uruaçu. Realizaremos uma solene ação de graças por essa história tão bonita feita com o esforço de muita gente. A celebração será no dia 07 de junho, momento auge de nosso Bote Fé e dia de Corpus Christi.
Bendito seja Deus por este dia tão repleto de sentido para nós. É o dia em que celebramos o aniversário da páscoa de nosso primeiro bispo diocesano, Dom Prada, é dia de Corpus Christi, dia do Bote Fé Uruaçu e dia de ação de graças pelos 55 anos de uma história em que as pessoas corajosamente carregaram a cruz guardando em seus corações o que disse Jesus. Isso é ser discípulo. Nossa história é eucaristizada e será celebrada no Corpus Christi, é uma história feita com fé celebrada no dia do Bote Fé, é uma história iniciada com dom Prada, um bispo missionário entre nós, prosseguida por Dom José Chaves que com muito zelo conduziu está Igreja por quase 40 anos e, continuada por mim, pobre servo do Senhor, juntamente com todos vocês. É uma história construída com a participação de muita gente de boa fé.
Convido a todos vocês diocesanos para esta festa. É festa da Igreja, é festa da família. Neste evento daremos destaque à juventude que com sua alegria, beleza e espiritualidade estenderá as mãos para acolher a Cruz missionária de João Paulo II e o Ìcone de Nossa Senhora celebrando com alegria o Bote Fé.
Venham ver e beijar a cruz, ela é única no mundo e está passando nas dioceses preparando o Brasil para a Jornada Mundial da Juventude que acontecerá no próximo ano no Rio de Janeiro com a presença do Papa.
Espero ver aqui em Uruaçu nesta majestosa festa todos padres, diáconos, seminaristas, consagrados e consagradas, religiosos e religiosas, os agentes pastorais da Igreja, líderes de movimentos, todos que participam de pastoral e movimento, crianças, adolescentes, jovens, pais, mães, avós, pessoas das cidades e das comunidades rurais e todos os cristãos que puderem vir. Espero muito por aqueles que se afastaram dos caminhos do Senhor e tomaram outras direções. É tempo de voltar. Teremos uma linda experiência de visibilidade de nossa Igreja Diocesana.
É momento da graça de Deus para nós. Deus nos visitará neste evento e nós queremos acolhê-lo. A cidade de Uruaçu está preparada para receber uma grande multidão. Estamos contando com ajuda dos variados serviços e poderes que servem a sociedade. Tudo está organizado. Teremos vários serviços disponíveis para ajudar as pessoas a viverem bem o dia de fé. Não vão faltar intensos momentos de espiritualidade, formação e lazer.
A alimentação ficará por conta de cada participante. Poderão trazer alimentos de casa e teremos praça de alimentação. Os restaurantes de Uruaçu estão preparados para servirem os visitantes. Aconselho os grupos que desejam para que façam a reserva do almoço em algum restaurante evitando assim o tumulto.
Quem desejar vir a partir do dia 05 e ficar acampado no pátio do Seminário poderá fazê-lo basta apenas comunicar. A programação do evento pode ser vista no Portal da Diocese de Uruaçu. Peço que façam chegar esta notícia ao máximo de pessoas que puderem.
Incentivo a todos a participarem do Tríduo preparatório que será realizado nas paróquias. A oração será muito necessária para a boa realização deste grandioso festejo.
Na esperança de encontrá-los em breve envio a minha bênção episcopal.
Dom Messias dos Reis SilveiraBispo Diocesano
Mundo pluricultural e secularizado é destaque do 2º Formise do Regional Leste 2
A Casa das Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora, em Belo Horizonte (MG), acolheu nos dias 26 e 27 de maio, o 2º Encontro de Formação Missionária para Seminaristas (Formise) do Regional Leste (Espírito Santo e Minas Gerais). Participaram do encontro 20 seminaristas de Vitória (ES), Mariana (MG), Guanhães (MG), Itabira Coronel Fabriciano (MG), Téofilo Otoni (MG), Caratinga (MG), Leopoldina (MG), Pouso Alegre (MG), Campanha (MG) e Belo Horizonte, além da coordenação do Conselho Missionário Regional (Comire) Leste 2.
Durante o encontro, os participantes fizeram partilhas missionárias e contaram suas experiências. O secretário nacional da Pontifícia União Missionária, padre Sávio Corinaldesi, assessor do encontro, fez os seminaristas perceberem que o primeiro desafio da missão está na família. Foi unânime entre os partipantes que, de fato, as famílias estão fragmentadas, ademais, vivem um pluralismo religioso familiar, que, por sua vez, tem como consequência a desunião.
"Devemos em primeiro lugar identificar os valores evangélicos, os quais são universais, diferente dos ritos", disse o assessor. Foi identificado um grande crescimento de outras igrejas e a Católica já não é mais a única referência nas cidades. "Na atual sociedade vivemos a passagem da homogeneidade para a diversidade religiosa, que, por sua vez, propõe uma diversidade de caminhos que, na maioria das vezes, nos levam a vielas sem saída, igualmente, os líderes mais afastam do que atraem", comentou padre Sávio.
Outro ponto bastante tocado pelo assessor foi com relação ao desafio de se colocar perante o outro como aquele que serve e quer descobrir a verdade, a salvação. Ainda foi lembrado que a salvação é a capacidade de se colocar diante do outro com respeito, o qual produz admiração. "Ora, quem admira não mata, acolher, pois o ato de matar o outro começa em nós mesmos, em nossa mente e em nosso coração. Devemos, portanto, olhar para o outro a partir do que ele pode ser e não do que ele aparenta ser".
Padre Sávio, com base no Documento de Aparecida (DAp), convocou os seminaristas a ir ao encontro do outro, se colocar no lugar dele. "Devemos ir até a outra margem, nos lembra o DAp, esta margem é o lugar onde ninguém experimentou ou conheceu o Cristo, para ser nesta realidade a Boa Notícia, encontrar-se com Deus no desconhecido", pontuou.
Mundo secular e pluricultural
De acordo com o assessor, o diálogo é o melhor caminho para trilhar na diversidade religiosa que vivemos hoje. "Neste mundo, a saída é o diálogo, pois este é sempre necessário", sintetizou. Citou ainda o mundo tecnológico, como um espaço que deve ser abraçado pelos missionários. "O mundo contemporâneo é também tecnológico e outro desafio dos missionários é integrar tecnologia e amor, pois há um avanço tecnológico de um lado, mas fome, guerra, destruição de outro", sublinhou. Completou apontando o amor como o caminho para a paz e comunhão de todos. "O sonho deve ser comum e este consiste em tornar o mundo do meu semelhante melhor. Para isto, não devemos jamais desistir do amo, para que a partir do nosso gesto de amor o mundo pluralista, secularizado e sofredor, seja melhor, tudo para glória de Deus".
Ainda sobre a sociedade secularizada que assistimos nos dias atuais, padre Sávio exortou os seminaristas a perceberem que os símbolos religiosos estão caindo no esquecimento e dando lugar aos símbolos capitalistas. Citou o exemplo do presépio. "Tristemente estamos caindo nesta ideologia, o presépio, por exemplo, não é o símbolo mais importante nas igrejas, mas a árvore de Natal. Esta sociedade faz de Deus um devedor, estamos comprando Deus". Ele deu mais dois exemplos que caracterizam bem o momento por que passamos. "O charlatanismo e a teologia da prosperidade". Fez ainda um questionamento. "Nós também não brincamos com Deus, no sentido que este tem que fazer nossa vontade (magia), sendo que nós é que devemos fazer a vontade de Deus (religião)?".
Para sair das dificuldades impostas pelo mundo secularizado, o assessor do Formise chamou a atenção dos participantes para inovar nos trabalhos pastorais, criar e recriar modos novos de enfrentar os problemas, não planejar e nem executar o espírito empresarial, mas a partir do Espírito Santo. "Para que esta prática seja eficaz e autêntica, é preciso enfrentar o desafio de evangelizar o evangelizador, ou seja, permanecer constantemente destinatário do Evangelho, procurar Cristo onde ele está, ser hóspede, ser solidário nas alegria e na dor, fazer pensar a partir do anúncio, desmistificar as falsas imagens de Deus, por fim, respeitar a diversidade eclesial (At 15, 19)".
Os Conselhos Missionários de Seminaristas
Por fim, os participantes realizaram uma partilha das discussões entre as dioceses, com testemunhos missionários, com o objetivo de apresentar os trabalhos realizados pelo Conselho Missionário dos Seminaristas (Comise) de cada diocese. Padre Sávio também abordou sobre a criação do Comise e seus objetivos. "A função do Comise é atentar-se para uma formação mais holística, ou seja, que se abra para o mundo e suas dificuldades, tendo em vista a dimensão missionária, para isso, é necessário que saiamos dos muros das faculdades, universidades e, sobretudo, dos muros das dioceses, sem perder o vínculo de filhos da mesma diocese".
Segundo padre Sávio, é objetivo também dos Comises, é investir em livros voltados para a missão, revistas, entre outros; dedicando a missão por toda a vida. O bispo é o primeiro animador das vocações missionárias das dioceses, ensinando os futuros padres que eles são padres para o mundo. "É de responsabilidade do Comise animar a formação, o espírito missionário e a espiritualidade apostólica aberta também aos horizontes missionários, onde estão em jogo os grandes destinos da humanidade em vista do plano da redenção", disse.
Padre Sávio ainda reservou um momento para falar do 3º Congresso Missionário Nacional que irá acontecer em Palmas (TO) entre os dias 12 e 15 de julho, próximos.
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