Boletim Diário da CNBB - 31/05/2012
REFLEXÃO
O encontro de Maria com Isabel nos mostra um pouco do que deve ser um encontro de verdadeiro amor entre duas pessoas. Por um lado, vemos Maria, que vai ao encontro de Isabel assim que sabe da sua situação, vai para servir, fazer com que seu amor se transforme em gesto concreto. Quando encontra Isabel, a saúda, pois valoriza aquele momento de encontro e também a pessoa com quem se encontra. Por outro lado, vemos Isabel que, ao ver sua prima, exalta imediatamente todos os seus valores como mãe do seu Senhor, assim como as suas virtudes. E este encontro termina com um cântico de exaltação ao amor de Deus.
COMEMORAÇÕES
Nascimento
- Dom Leonardo de Miranda Pereira, Bispo de Paracatu - MG
- Dom Sérgio Eduardo Castriani, CSSp, Bispo Prelado de Tefé - AM
Ordenação Presbiteral
- Dom Egidio Bisol, Bispo de Afogados da Ingazeira - PE
- Dom Pedro Casaldáliga Pla, CMF, Bispo Prelado Emérito de São Félix - MT
Ordenação Episcopal
- Dom Fernando Legal, SDB, Bispo Emérito de São Miguel Paulista - SP
- Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo de Mariana - MG
- Cardeal João Braz de Aviz, Arcebispo Emérito de Brasília - DF
- Comitê Organizador da JMJ Rio2013 anuncia os locais de encontro do Papa com os jovens
- Semana de Formação Missionária para Formadores de Seminário
- Ficha limpa e engajamento social definem o perfil de um bom candidato às eleições
- Anunciado o tema e o lema do 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos
- Segundo dia do Encontro Mundial das Famílias
- Rádio utiliza Facebook para homenagear Nossa Senhora
- Congresso da Família tem espaço privilegiado para crianças
- 18º Encontro de Pentecostes na Diocese de Araçatuba
- A Diocese de Amargosa celebra 70 anos de sua criação e instalação
Comitê Organizador da JMJ Rio2013 anuncia os locais de encontro do Papa com os jovens
Nesta sexta-feira, dia 1º de junho, o presidente do Comitê Organizador Local (COL) e arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), dom Orani João Tempesta, anunciará os locais onde o papa Bento XVI estará por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá entre os dias 23 e 28 de julho de 2013, na Cidade Maravilhosa.
O anúncio será feito na coletiva de imprensa agendada para as 9h30, na sede da arquidiocese, no bairro da Glória.
Durante a semana da JMJ Rio2013, entre as atividades programadas estão os chamados atos centrais, em que milhões de jovens de todo as partes do mundo se encontram para expressar sua fé e viver a fraternidade.
A Jornada tem início com a missa de abertura (dia 23 de julho, terça-feira), presidida pelo arcebispo do Rio de Janeiro. Na ocasião, dom Orani dará as boas-vindas aos peregrinos que estarão chegando à cidade.
A cerimônia de acolhida do papa Bento XVI está prevista para quinta-feira, quando os peregrinos participam de uma grande festa de saudação ao pontífice em sua chegada à cidade-sede do evento.
A Via-Sacra acontece na sexta-feira também com a presença de Bento XVI que junto aos jovens faz o percurso das estações da crucificação e morte de Jesus.
Para a vigília e missa de envio com o papa, os jovens se reúnem desde a tarde de sábado até a manhã de domingo, quando se encerrará a Jornada (28 de julho de 2013).
Após a Missa de Envio os jovens permanecerão no local para um show artístico que fará parte de um DVD gravado ao vivo, com transmissão para todo o mundo.
Na última edição da JMJ, que aconteceu em agosto de 2011, em Madri, na Espanha, foram cerca de dois milhões de jovens representando mais de 190 países.
Semana de Formação Missionária para Formadores de Seminário
"Kairós da formação nos seminários em vista da Missão". Este foi o tema norteador das atividades desta quarta-feira, 30 de maio, na 2ª Semana de Formação Missionária para Formadores de Seminário, que acontece na sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM) em Brasília, desde segunda-feira, 28 de maio, e segue até amanhã, 1º de junho.
O secretário nacional da Pontifícia União Missionária, padre Sávio Corinaldesi, foi o responsável pela assessoria da temática. Entre os pontos destacados por ele, está a importância dos seminários formar padres para o mundo, que se sintam do presbitério de determinada diocese, mas que seu trabalho seja sem-fronteiras.
"O seminário deve formar padres que sejam párocos do mundo como o papa João Paulo II falou em sua mensagem em 1990: 'ser pároco do mundo significa que, independentemente de onde você se encontra, deve estar aberto à dimensão universal da Igreja", disse ele aos participantes da formação.
Segundo padre Sávio, o Kairós do seminário deve ser aproveitado para que os futuros sacerdotes se sintam parte do povo e, com ele, sintam suas dores, principalmente junto àqueles que mais sofrem. "Kairós é uma palavra grega que significa tempo propício. Neste caso, para se formar missionários. O tempo dos seminários, portanto, é oportuno para formar essa consciência missionária e de amor e pertença ao povo, àqueles que mais sofrem. O sacerdote deve ser amigo dos pobres, defensor da justiça e sentir dor pelo sofrimento do povo", exortou.
Padre José Vieira Pinto, formador em São José dos Campos (SP), entendeu bem a abordagem do dia e viu nas colocações do padre Sávio, um momento especial para impulsionar seu trabalho com os seminaristas. "Mais do que formação, o tema trabalhado hoje foi um retiro muito proveitoso, onde o padre Sávio nos levou a pensar e a aprofundar a partir da nossa vida a questão missionária que não é algo que vem de fora, mas de dentro e que já devemos estar pensando no interior em vivenciar na Igreja através das nossas atitudes, do anúncio da boa nova; o compromisso de que ser padre hoje é esse chamado de ser pastor que vai ao encontro das pessoas", ressaltou.
"Para mim é algo novo. Estou começando agora na formação e já me imbuindo desta dimensão tão importante para a vida do presbítero", sublinhou o formador do Seminário Propedêutico Cura D'ars de Itabira-Coronel Fabriciano, padre Márcio Soares, 35. "As reflexões do curso têm me deixado maravilhado e com certeza volto para minha realidade, com meu trabalho de formador, cheio de esperanças de que posso dar essa contribuição a essa diocese onde eu trabalho na formação dos futuros padres, como também padres missionários", disse o sacerdote que é formador há apenas quatro meses.
O dia de ontem teve ainda a visita do arcebispo de Palmas (TO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom Pedro Brito Guimarães, que veio dar boas-vindas aos formadores e conclamou a cada dia eles exercerem nos seminários a função de formadores e trabalharem para que de fato os seminaristas sejam missionários.
Também foi acolhido no encontro, ainda nesta quarta-feira, o presidente da Organização dos Seminários e Institutos Filosóficos e Teológicos do Brasil (OSIB), padre Paulo Batista Borges. Ele falou aos participantes da Semana de Formação sobre a preocupação da OSIB em formar futuros presbíteros para a dimensão missionária. "A minha presença neste encontro vem para firmar a preocupação que a OSIB tem de formar os futuros presbíteros nessa dimensão missionária", disse ele.
A OSIB tem o papel de organizar encontros e cursos para formadores. Acompanhar a formação presbiteral em todo o Brasil e observar como acontece o processo de formação dos futuros reitores para a formação dos futuros presbíteros.
Ficha limpa e engajamento social definem o perfil de um bom candidato às eleições
Oriunda de uma iniciativa que mobilizou mais de um milhão de assinaturas de brasileiros, nasceu a Lei Complementar nº. 135/2010, popularmente conhecida como "Lei da ficha limpa". Essa lei será uma importante aliada nas eleições municipais que ocorrerão este ano, uma vez que tornará inelegíveis candidatos que tiverem o mandato cassado, renunciarem para evitar a cassação ou forem condenados por decisão de órgão colegiado (com mais de um juiz). Com o dispositivo, é esperado se diminuam delitos políticos e eleitorais, já que apenas pessoas que preenchem os critérios estabelecidos pela lei poderão de candidatar. No entanto, o questionamento que vem à tona é: Para ser um bom candidato basta apenas ter uma ficha limpa?
Na doutrina social da Igreja, política é "uma prudente solicitude pelo bem comum" (João Paulo II, Laborem exercens). Então, de acordo com essa premissa, é necessário que os candidatos que visam representar o povo soberano, sejam sensíveis às causas sociais. Além de estar isento de crimes políticos e eleitorais, é importante um histórico de engajamento social como atividades espontâneas, em sindicatos ONGs, realizadas em prol de causas comunitárias e sociais, sem objetivo de lucro ou vantagem pessoal, visando o bem comum.
Em artigo publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Fernando Arêas Rifan, bispo da Administração Apostólica Pessoal, mencionou que é dando o devido valor ao voto, que esses critérios de atuação sociais poderão ser seguidos."... a corrupção eleitoral ainda é um problema enraizado na mentalidade do nosso povo. Muitos acham natural a troca do voto por algum favor do candidato. É preciso instalar uma nova consciência política e mudar a situação com o nosso voto. Voto não se vende. "Voto não tem preço, tem consequências". Não vote apenas levado pela propaganda, pela maioria, pelo interesse financeiro pessoal ou por pressão. Cada um é responsável pelo seu voto e suas consequências", afirmou dom Fernando Arêas Rifan.
Ainda em seu artigo, o bispo da Administração Apostólica Pessoal, lembra que o voto não é produto de barganha, e que o candidato que não atua dentro de limites éticos e morais em seu próprio meio, não está apto a exercer uma função política: "Quem não cuida honestamente de seus negócios pessoais ou empresas não tem condições de representar o povo na Prefeitura nem na Câmara de Vereadores. Escolha candidatos que não trocam seu voto por tijolos, bolsas de alimentos, remédios, promessas ilusórias para melhorar seu bairro".
Tratando do mesmo tema, o arcebispo de Montes Claros (MG), dom José Alberto Moura, em artigo publicado no site da CNBB, cita o ensinamento de Jesus na parábola do bom pastor: "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor... abandona as ovelhas e foge, e logo as ataca e dispersa... e não se importa com as ovelhas" (João 10, 11. 12.13).
"Na perspectiva do bom pastor precisamos tomar mais consciência de seguir o seu exemplo de doação total a serviço das ovelhas, principalmente as mais deixadas de lado. Para isso, precisamos formar mais a consciência cidadã para o voto ser dado a quem tem grandeza de caráter e capacidade de governar e legislar com verdadeira lisura ética e moral. A grandeza do político não está no apropriar-se do que é do povo com fingimento de ser "santo", até distribuindo "santinho" com propostas aliciadoras e sim mostrar sua grandeza de caráter, lutando pelo bem das ovelhas, como verdadeira missão de amor", exemplificou dom José Alberto Moura.
Como funciona a lei da ficha limpa?
Conforme prevê a "Lei da ficha limpa", não há mais necessidade de decisão judicial para barrar um candidato. Assim, pessoas que já foram condenadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou dos Tribunais Estaduais ou Federais, por infrações delimitadas na respectiva Lei Complementar (como corrupção eleitoral, captação ilícita de sufrágio, dentre outras) tornam-se inelegíveis por oito anos. Anteriormente, exigia-se o trânsito em julgado da decisão, ou seja, para impedir uma candidatura, era necessário um novo processo, onde não pudesse haver mais nenhuma possibilidade recurso ordinário ou extraordinário.
É importante salientar que a decisão final cumprirá ao Poder Judiciário, órgão encarregado, por disposição constitucional, para fazer valer o direito. Com isso, é importante ressaltar o poder supremo que detém o cidadão para selecionar seus candidatos dentro de princípios de moralidade e da ética.
Anunciado o tema e o lema do 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos
O bispo referencial do Setor Universidades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Tarcísio Scaramussa, anunciou ontem, 30 de maio, o tema e o lema escolhidos para o 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (EBRUC). O tema escolhido é "Educação e Cultura: areópagos da missão", e o lema "Falamos daquilo que sabemos, testemunhamos o que vimos", expressão baseada no Evangelho segundo São João.
O encontro será realizado nos dias 12, 13 e 14 de outubro, em Curitiba (PR) e a expectativa dos organizadores é que mais de 500 pessoas participem do evento.
O bispo referencial do Setor Universidades destacou que o tema e o lema do EBRUC constitui um grande estímulo para os jovens, chamando-os a serem protagonistas da evangelização no meio universitário. Dom Tarcísio lembrou ainda as palavras entusiasmantes com as quais o papa Bento XVI ressaltou o papel prioritário dos jovens na missão. "Asseguro-vos que o Espírito de Jesus hoje vos convida, jovens, a serdes portadores da Boa Nova de Jesus aos vossos coetâneos. A indubitável dificuldade que os adultos têm de encontrar de maneira compreensível e convincente a classe juvenil pode ser um sinal com que o Espírito tenciona impelir-vos, jovens, a assumir esta responsabilidade. Vós conheceis os ideais, as linguagens e também as feridas, as expectativas e ao mesmo tempo o desejo de bem dos vossos coetâneos", disse o papa.
Educação e Cultura: Areópagos da Missão
"A escolha deste tema coloca no centro do próximo EBRUC a Educação e a Cultura como espaços da missão evangelizadora da Igreja e de cada cristão. Este espaço é definido sugestivamente como um areópago, expressão que remonta à Grécia antiga, e que foi assumindo significados diferentes, de acordo com a evolução política: no início era como um conselho de sábios e governantes e guerreiros que protegem a cidade, depois tornou-se também tribunal democrático e, finalmente, espaço aberto a todos os cidadãos para um diálogo e confronto, apresentando suas ideias e propostas para o bem comum e para o desenvolvimento da sociedade. Parece ser esse conceito de democracia e diálogo, que remete ao tempo da famosa intervenção de São Paulo no Areópago de Atenas, o que inspira a Igreja hoje para a sua atuação no meio universitário. O tema do 2º EBRUC ressalta, portanto, que a Igreja, através de seus membros individualmente, e de seus grupos e instituições organizadas, também se faz presente no campo da Educação e da Cultura, como areópagos do nosso tempo, concretizando neles sua missão evangelizadora", disse dom Tarcísio sobre o tema do encontro.
"Falamos daquilo que sabemos, testemunhamos o que vimos"
Comentando sobre o lema proposto pelo Setor Universidades para o próximo EBRUC, dom Tarcísio Scaramussa disse que "o lema do encontro destaca o valor do saber e do testemunho do cristão. A participação no diálogo fé e cultura exige saber fundamentado, assimilado, consciente. Exige, ao mesmo tempo, convicção e coerência para testemunhar o que se vivenciou, o que se interiorizou como experiência de fé, de encontro com o Senhor. O apóstolo Paulo, profundo conhecedor da cultura de seu tempo, dialogou em nível de igualdade com seus interlocutores, e surpreendeu-os ao transmitir sua experiência e convicção de fé, falando-lhes do 'Deus desconhecido'. Não foi entendido por todos, mas muitos se interessaram e foram tocados pelo seu testemunho", competou.
Segundo dia do Encontro Mundial das Famílias
Na manhã desta quinta-feira, 31 de maio, no local de eventos onde acontece o VII Encontro Mundial das Famílias em Milão, presidiu a mesa Dom Jean Laffitte, secretário do Pontifício Conselho para a Família. A primeira conferência foi ministrada por dom Dionigi Tettamanzi, cardeal arcebispo emérito de Milão. Ele abordou o tema: "A família e o trabalho hoje à luz da fé".
Confira as anotações de Pe. Rafael Fornasier, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da CNBB que se encontra em Milão:
Apoiando-se nas Escrituras, apontou a necessidade de equilíbrio entre o trabalho, o descanso e a festa no seio da família. Lembrou também o aspecto de gratuidade, fundada no amor, nas relações trabalhistas que devem encontrar sua fonte na vida da família. Citou aqui a encíclica do Papa Bento XVI, Deus Caristas est. Indicou uma necessidade urgente na responsabilidade educativa. Desenvolveu, em seguida, o aforismo: Sem trabalho, que família é possível? Sem família, que trabalho é possível?
Após a pausa, o sociólogo, professor da PUC de Santiago e membro da Pontifícia Academia das Ciências Sociais abordou o tema: "Família e trabalho hoje: entre oportunidade e precariedade". Insistiu na necessária mudança de horizonte cultural, que passa pelo reconhecimento da capital humano presente no seio da família. Diante da grande novidade social do século XX, ou seja, o trabalho da mulher, a busca de um novo ajuste da familiar é um desafio, para que esta conquista da valorização da mulher não se torna somente expressão de exagerado individualismo, que chega a negar a comunhão e a maternidade. Para ele, o trabalho não tem só um aspecto objetivo, mas também de subjetividade, que desenvolve a liberdade e busca também satisfação. A trabalho ajuda a pessoa a construir sua vida como vocação, a desenvolver a liberdade e suas possibilidades.
A família e o trabalho hoje à luz da fé
Dionigi Tettamanzi, arcebispo emérito de Milão.
Cita a carta aos Hebreus, 5, "manter os olhos fixos em Jesus, que porta a nossa fé ao seu cumprimento". Os nossos olhos estão sobre Jesus. Devemos descobrir a dimensão familiar do trabalho. E difundida a ideia da relação do trabalho com a pessoa e não com a família. Também o trabalho entra numa relacionalidade de amor, e o sobretudo o amor familiar, que encontro no Senhor sua fonte, seu sustento. Família e trabalho são considerados numa ótica de pura utilidade. Como é possível se liberar desta lógica? Busquemos a resposta na Palavra de Deus.
Primeira coisa, então, é a Palavra de Deus. Lembra o livro do Gênesis. A bênção de Deus sobre o trabalho é dita no Salmo 128: "a esposa como vinha fecunda, e o teu filho como ..., viverá do trabalho de tuas mãos." Tudo é colocado sob o sinal da bênção de Deus. O trabalho então aparece como resposta à bênção de Deus. A bênção de Deus passa através da família e se abre ao aspecto social representada na bênção de Jerusalém
Um outro aspecto bíblico da relação família e trabalho é o repouso do sábado. Na comunhão com Deus é que o homem encontra sua plenitude humana, em particular em seu trabalho. As relações sociais são distintas quando se percebe a necessidade do tempo de repouso e de festa.
Com o conflito entre capital e trabalho, a doutrina social da Igreja traçou algumas orientações, a fim de operar as mudanças sociais urgentes naquela época, mas também hoje. Podemos seguir a doutrina social da Igreja nesta relação economia-trabalho.
Trata de quatro aspectos sociais do ensinamento social de Bento XVI. Primeiro na Deus Caristas est, onde toda realidade é unificada no amor de Deus. A encíclica lembra a necessidade de um desenvolvimento integral do homem, cuja alma é a caridade. A economia e a vida social deveriam ser plasmada pelo dom (cf. 38). Há algo novo. A caridade e a gratuidade colocam o homem na estupefato. É mais forte a atração da caridade. A gratuidade ressalta que a realização não é somente pessoal, mas de toda a humanidade. Ela é uma dimensão qualitativa das relações interpessoais e sociais. Onde ela aparece mais viva, é na família. Esta é capaz de transmitir isso à vida social. Por isso, ela não é só ambiente afetivo.
Dom Tettamanzi deu algumas dados sobre a desemprego dentre os jovens e pobreza que ameaçam a vida das famílias.
O ethos é fonte de justiça, de gratuidade, de generosidade para a família e o trabalho. Dois momentos éticos: a liberdade de relacionar os elementos do trabalho e da festa. Se há uma necessidade muito grande da responsabilidade educativa. A questão do trabalho é cultural. O homem deve regular o mercado e não o mercado ao homem.
Sem trabalho, que família é possível? Sem trabalho não ela não pode se constituir, e se é constituída será debilitada. Hoje se tem um desafio de solidariedade. Deve haver um maior sentido social, que cria uma maior familiaridade entre direito e dever.O Salvador santifica o trabalho através de seu próprio trabalho, por isso o nostro trabalho se torna fonte de salvação para nós e para os outros. Cremos nisto ?
Família e trabalho hoje: entre oportunidade e precariedade.
Pedro Morandè Court (Sociólogo do Chile). Professor da Pontifícia Universidade Católica do Chile, e membro da Pontifícia Academia das Ciências.
Todas as pessoas trabalham mais do que necessitam. O trabalho não tem só um aspecto objetivo, mas também de subjetiba, que desenvolve a liberdade e busca também satisfação. A trabalho ajuda a pessoa a construir sua vida como vocação, a desenvolver a liberdade e possibilidades.
O trabalho se transferiu da grande produção ao saber técnico-científico. A família é um fator essencial de capital humano. Para que o sujeito entenda sua vida como vocação, a família deve ser entendida como a melhor situação de comunhão humana.
Segundo fator de nosso época: acesso da mulher ao trabalho remunerado. Esta é maior revolução social do século XX, que ainda está em curso. A antiga dependência da mulher deve ser reorganizada para ela possa se realizar. Porém, houve alguns problemas como o excesso do individualismo dos membros da família, que teve por consequência mais separações. A mulher passou a ver também a maternidade como problema e não como bênção de Deus. No caso do contexto latino-americano, há número grande de filhos nascidos fora do matrimônio.
A família tem gastado mais com objetos de consumo, como aparelhos domésticos, carros, e férias, do que com alimentação. Deve-se pensar numa cultura do trabalho pós-industrial.
Rádio utiliza Facebook para homenagear Nossa Senhora
Congresso da Família tem espaço privilegiado para crianças
18º Encontro de Pentecostes na Diocese de Araçatuba
No último domingo (27), na cidade de Gabriel Monteiro (SP), Paróquia São Pedro Apóstolo, aconteceu o 18º Encontro de Pentecostes da Região Pastoral de Birigui da diocese de Araçatuba. O evento reuniu, por representação, aproximadamente 1.200 pessoas dos 7 municípios da região que são: Brejo Alegre, Birigui, Bilac, Coroados, Piacatu, Santópolis do Aguapeí e a cidade anfitriã. O bispo diocesano dom Sergio Krzywy esteve presente.
Este encontro acontece anualmente desde 1994 - mesmo ano de fundação da diocese - cada ano em uma paróquia diferente. Nasceu em uma reunião das CEBs, no barracão da paróquia São Brás de Birigui, onde estudavam sobre Pentecostes. Este estudo motivou a decisão de envolver toda região pastoral em um encontro de maior porte.
A celebração do 18º encontro
Os participantes concentraram-se, inicialmente, diante da imagem do Cristo Redentor que fica na entrada do município. Com a animação feita pelo padre Edgar de Souza Lima, todos partiram em caminhada, entoando orações, louvores e meditações, preparando o espírito e o coração para o Pentecostes. O ponto de chegada foi o ginásio de esportes da escola estadual Antônio Kassawara Katutok.
Já no local, os fiéis foram acolhidos pela comunidade de Gabriel Monteiro e pela aspersão de água benta feita pelo padre João Fungaro e pelo frei Carlos José Coltri.Após a acolhida, deu-se início a Celebração Litúrgica, primeira parte da Santa Missa, presidida por dom Sergio.
Em sua homilia, dom Sergio citou que o Espírito Santo é derramado sobre todas as comunidades. Segundo o pastor diocesano, a comunidade santificada é a comunidade que tem consciência disso e anuncia a Boa Nova. É compreendida no seu anúncio porque é regida pelo Espírito Santo de Deus. "E aqui está a razão de nossa alegria", frisa o bispo. "A solenidade de Pentecostes marca o início da vida da Igreja impelida pelo Espírito Santo de Deus" completou.
Depois, houve apresentação teatral do setor juventude, sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2012 com grande interação com o povo presente. A parte da manhã foi encerrada com adoração ao Santíssimo Sacramento, feita pelo padre Lauro Lopes da Silva e os aproximadamente 50 coroinhas da sua paróquia São Benedito e São Cristóvão. Foi um momento de encontro pessoal com Jesus Eucarístico.
Na parte da tarde, a atividade continuou com momento mariano, com direito a um manto de Maria, grande o suficiente para encobrir todo público presente, simbolizando a proteção maternal que Maria exerce em nós. Esta parte da programação foi encerrada com a recitação da dezena, proferida por um casal representando todas as famílias.
Em ato contínuo, houve a retomada da Santa Missa, agora com a celebração eucarística. Na parte do ofertório, cada paróquia através dos seus representantes, realizou doações de leite, papel higiênico, creme dental, copos descartáveis e outros materiais de primeira necessidade para a Casa Maria de Nazaré de Birigui, que cuida de dependentes químicos, e para o Hospital do Câncer de Barretos.
Após a eucaristia, as crianças que ficaram todo o período do encontro em uma atividade à parte, coordenada pela Pastoral da Criança, realizaram uma apresentação baseada em tudo que aprenderam durante o dia; destacando a importância de um ambiente saudável e de fé para criarmos bons cidadãos, bons cristãos.
Ao final, o vigário regional da região pastoral de Birigui, padre Arnaldo Carvalheiro Neto, agradeceu a participação e o empenho, incentivando: "vamos retornar cheios de entusiamos para nossas comunidades, para nossas casas, testemunhando o Evangelho, testemunhando o Espírito Santo que está no coração de cada um de nós, levando a paz, o amor e a alegria para todos os lugares". Encerrou sua fala pedindo uma salva de palmas para o pleno êxito do encontro.
Estiveram presentes também os padres João Fungaro, Sidney da Silva Mendonça, Paulo Roberto Lupifieri e o diácono permanente Wanderlei Serafin Bueno. Padre Bernado Braakhuis, também presente, foi homenageado na parte da manhã; o mais veterano entre todos da região, completa no próximo dia 22 de junho, seu 94º aniversário natalício e este ano completará também, 67 anos de ordenação sacerdotal.
A Diocese de Amargosa celebra 70 anos de sua criação e instalação
No próximo dia 03 de junho, Solenidade da Santíssima Trindade, Dom João Nilton de Santos Souza, bispo de Amargosa (BA), e representantes da Diocese se reunirão em sua sede para celebrar a Eucaristia, agradecer a Deus pela caminhada evangelizadora e renovar o compromisso de levar adiante a missão de Jesus Cristo.
A diocese foi criada em10 de maio de 1941, pela Bula Apostolicum Munus do Papa Pio XII, com sede na cidade de Amargosa,compreendendo uma área geográfica que se estendia do litoral até a divisa com o Estado de Minas Gerais, tendo como Padroeira Nossa Senhora do Bom Conselho. Sua instalação canônica se deu em 15 de agosto de 1942 com a posse do seu primeiro Bispo Dom Florêncio Sisínio Vieira. Do seu território foram criadas as Dioceses de Vitória da Conquista e a de Jequié.
Atualmente tem uma extensão de 13.972 Km2 e uma população de aproximadamente 600.000 habitantes em 27 Municípios e 26 Paróquias, em áreas geográficas bem distintas: litoral, mata e semi-árido.
Com a renúncia de dom Florêncio que esteve à frente da diocese de 1942 a 1969 sucedeu-lhe Dom Alair Vilar Fernandes de Melo de 1970 a 1988 quando, então, foi transferido para a Arquidiocese de Natal. No mesmo ano assumiu a diocese Dom João Nilton dos Santos Souza, Bispo atual.
A criação da diocese teve forte impacto na região pela atuação dos seus Bispos, Sacerdotes, Religiosos, Religiosas e Leigos, de modo particular na formação do clero, na estruturação de uma pastoral de conjunto, na formação das comunidades eclesiais, na educação, da promoção da dignidade humana e defesa dos seus direitos.
A comemoração deste Jubileu teve início no ano passado em 29 de maio, por ocasião da Romaria das Comunidades ao Santuário de Nossa Senhora de Brotas, em Milagres, e abertura do Ano Missionário em todas as Paróquias.
Na caminhada do tempo jubilar a reflexão teológica está centrada na trilogia Deus Salva, Deus Chama, Deus Envia.
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