sexta-feira, 8 de março de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 08/03/2013

REFLEXÃO

Muitas pessoas acham que para serem salvas, é suficiente cumprir todas as suas obrigações de ordem religiosa como a participação nas celebrações e atos devocionais. O escriba do Evangelho de hoje afirma que amar a Deus e ao próximo é melhor do que as práticas religiosas, no caso os holocaustos e os sacrifícios, e Jesus confirma isso ao afirmar que ele não está longe do reino de Deus. A nossa vida religiosa só tem sentido enquanto é um reflexo do amor vivido concretamente, ou seja, enquanto é manifestação da nossa solidariedade. Caso contrário, a religião se reduz a práticas mágicas, bruxarias, rituais vazios, que nada acrescentam a ninguém e não nos aproxima de Deus.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Hugo Maria Van Steekelenburg, OFM, Bispo de Almenara - MG
  • Dom Darci José Nicioli, CSSR, Bispo Auxiliar de Aparecida - SP
  • Dom Alessandro Ruffinoni, CS, Bispo de Caxias do Sul - RS

Ordenação Episcopal

  • Dom Juventino Kestering, Bispo de Rondonópolis - MT
  • Dom Zeno Hastenteufel, Bispo de Novo Hamburgo - RS
NOTÍCIAS

Cardeais decidem: Conclave começa na próxima terça, dia 12

Na oitava Congregação Geral, realizada na tarde desta sexta-feira, 08 de março, o Colégio Cardinalício decidiu a data de início do Conclave que vai eleger o novo papa. Nesta terça, dia 12 de março, os 115 cardeais eleitores iniciam os trabalhos. No período da manhã, na Basílica de São Pedro, será celebrada a Missa 'Pro eligendo Pontifice' e na parte da tarde ocorre a entrada dos Cardeais na Capela Sistina. Os primeiros escrutínios já deverão se realizar na tarde do mesmo dia.

Mesmo com a data do Conclave confirmada, o Colégio Cardinalício realizará mais uma Congregação Geral neste sábado. O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, declarou em coletiva que os cardeais não poderão receber informações externas durante o Conclave, nem poderão ler jornais, ouvir rádio, assistir à TV ou acessar a internet, como prevê a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis. Serão instalados bloqueadores de comunicação para impedir o uso de equipamentos e dispositivos eletrônicos, como celulares, da mesma forma como já ocorre na Sala dos Sínodos, onde têm ocorrido as congregações gerais.

Ainda segundo o padre Lombardi, os cardeais não terão que passar por revista para entrar na Capela Sistina. Apenas os funcionários e demais pessoas devem ter de se submeter a um detector de dispositivos. Durante o período de reclusão para a escolha do novo Papa, os cardeais poderão se confessar.

Participarão do Conclave 115 cardeais, sendo necessário o voto favorável de 77 purpurados para eleger o Papa, ou seja, os 2/3 dos votantes.


"Vivam todas as mulheres que lutam!", afirma pastoral Afro-brasileira

O assessor para a Pastoral Afro-brasileira da CNBB, padre Jurandyr Azevedo Araúdjo, publicou mensagem sobre o dia internacional da Mulher no qual cumprimenta as mulheres índias e negras, guerreiras, lutadoras e resistentes".

Padre Jurandir lembra que "nascer mulher significa, mesmo em 2013, ter mais probabilidades de viver em condições de pobreza, ser marginalizado e ver violados os próprios direitos fundamentais. Mais de 500 milhões de mulheres são analfabetas; mais de 40 milhões de meninas não frequentam a escola; meio milhão de mulheres morrem todos os anos durante a gravidez ou no parto; muitíssimas as mulheres atingidas pela AIDS; as mulheres dispõem de apenas 10% dos recursos mundiais, mas contribuem nos dois terços das horas de trabalho... São cifras que se distanciam de muitíssimo da Declaração para a luta contra a discriminação e a desigualdade de gênero, firmada em 1995, por ocasião da Conferência Mundial sobre as Mulheres, em Pequim".

No artigo, o assessor ainda afirma que "o papel das mulheres é fundamental para o desenvolvimento dos povos e para a luta contra a pobreza. A educação das meninas pode ajudar às meninas de rua, à alfabetização feminina, à maternidade, às atividades e às conferências para conscientizar as mulheres dos próprios direitos; a formação de mulheres para líderes das comunidades locais. A educação da menina e da mulher é essencial para promover a sua autonomia e fazer com que elas possam ter uma sua própria voz e vez. Educar uma mulher é educar todo um povo".


Arquidiocese de Maringá arrecada doações para diocese de Bafatá, na África

As paróquias da arquidiocese de Maringá (PR) estão recebendo doações de livros de teologia e filosofia, e materiais hospitalares, para ajudar moradores da cidade de Bafatá, em Guiné Bissau, na África. A iniciativa foi motivada por um pedido da jovem da Pastoral da Juventude de Maringá, Adriana Nishiyama, que há sete anos está em missão na diocese de Bafatá.

Segundo Nishiyama, no único hospital que atende a região não há materiais de primeiros socorros. "O paciente deve ir antes à farmácia e comprar o que for necessário. Se não tem o dinheiro, muitas vezes não é atendido ou deve tomar emprestado com algum conhecido," relata. De acordo com a jovem, na maioria das vezes, as pessoas procuram a Missão Católica para pedir uma ajuda.

Ela explica que agora a unidade conta com médicos, no entanto, há seis meses os funcionários não recebem o salário. "Então, o hospital vai tentando se manter com a venda de medicamentos, porém, não chega para cobrir grande parte das despesas," desabafa.

O organizador da campanha, padre Jéferson Batista da Cruz, informa que os materiais de maior necessidade são lençóis, toalhas de banho e de rosto, luvas descartáveis, atadura, esparadrapos, fita crepe, gaze, compressa e adesivo curativo (band-aid). Ele pede também a doação de livros de teologia e filosofia para uso no seminário de Bafatá.

As doações podem ser entregues na secretaria das paróquias da arquidiocese de Maringá, na Cúria Metropolitana ou no Centro de Pastoral da Arquidiocese até o dia 15 deste mês. Outras informações com o padre Jéferson pelo telefone 44 9997-7906.


Santa Catarina na expectativa pelo início da causa de beatificação de Fr. Bruno Linden

A Diocese de Joaçaba (SC) continua com os preparativos para a abertura da Causa de Beatificação do Servo de Deus, Frei Bruno Linden. Em setembro de 2012, os bispos de Santa Catarina, que compõem o Regional Sul 4 da CNBB, apresentaram seu parecer favorável para o início do processo. Agora, há a expectativa pela permissão da Santa Sé, através da Congregação para a Causa dos Santos, para o início da fase diocesana do processo.

Biografia

Frei Bruno era sacerdote da Ordem dos Frades Menores – Província da Imaculada Conceição do Brasil. Sua trajetória foi marcada pela simplicidade, humildade, pobreza, caridade e zelo apostólico. Nascido em 1876 em Dusseldorf, na Alemanha, ingressou aos 18 anos na família franciscana, recebendo o hábito em 1894. No mesmo ano, foi transferido para o Brasil.

Sua ordenação sacerdotal ocorreu em 1901, em Petrópolis (RJ). Em 1904, foi  transferido para o sul do país, atuando em diversas localidades dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Exerceu a missão de superior e de pároco por diversas vezes, e também foi coadjutor.

De 1926 a 1945, atuou na cidade de Rodeio (SC). Neste período, foi o diretor da Companhia das Irmãs Catequistas Franciscanas. Quando completou 80 anos, seus superiores o enviaram para a cidade de Joaçaba (SC). Em seus últimos anos de vida, Frei Bruno exerceu o apostolado de visita às famílias. Atendeu confissões até o último dia de sua vida. Ele faleceu no dia 25 de fevereiro de 1960.


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quinta-feira, 7 de março de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 07/03/2013

REFLEXÃO

Estamos vivendo uma época em que as posições em relação a Satanás são contraditórias. Existem algumas pessoas que dizem que o demônio não existe, que é uma espécie de personificação das más tendências e inclinações das pessoas e que essa história de anjo decaído não passa de mitologia. Por outro lado, existem os que absolutizam a ação do demônio, de modo que tudo é o inimigo agindo, é fruto do maligno e outras coisas do gênero. A Igreja afirma a existência do demônio, mas também afirma que o poder de Deus é infinitamente superior ao dele. No Evangelho de hoje, Jesus nos mostra o seu poder sobre o maligno, poder que se manifesta na totalidade no Mistério Pascal, que é a derrota definitiva do antigo inimigo.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Guido Zendron, Bispo de Paulo Afonso - BA
  • Dom João Evangelista Martins Terra, SJ, Bispo Auxiliar Emérito de Brasília - DF
  • Dom Celso Pereira de Almeida, OP, Bispo Emérito de Itumbiara - GO
NOTÍCIAS

Comissão do tema central da 51ª AG apresenta andamento dos trabalhos

Na manhã desta quinta-feira, 07 de março, durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB em Brasília (DF), o arcebispo de Manaus (AM), dom Sérgio Eduardo Castriani, apresentou o andamento dos trabalhos da comissão que prepara o tema central da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. "Comunidade de comunidades: uma nova paróquia" será o principal assunto do encontro do episcopado brasileiro, no próximo mês de abril em Aparecida (SP).

De acordo com dom Sérgio, o encontro que a comissão preparatória realiza nesta quinta e sexta-feira, na sede da CNBB, vai definir a metodologia de reflexão. "A nossa proposta é de que seja apresentado um texto para estudos durante a Assembleia Geral, para que haja um tempo maior para reflexão, enriquecido com as experiências de paróquias em diferentes lugares do país", sugeriu o arcebispo. Desta forma, o texto final só seria aprovado pelo episcopado na Assembleia de 2014.

O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, encaminhou a proposta que foi aprovada pelos membros do Conselho Permanente. "A renovação pastoral passa pela paróquia. Queremos que haja um maior envolvimento dos Regionais e das paróquias nesta reflexão", arrematou dom Sérgio.


Dom Belisário faz balanço da reunião do Conselho Permanente da CNBB

Terminou nesta quinta-feira, 7 de fevereiro, a primeira reunião do Conselho Permanente da CNBB em 2013. Um encontro muito importante, pois realiza a preparação próxima para a Assembleia Geral (AG) dos Bispos, que será realizada em abril. "E o tema central da AG mexe muito com todos nós 'comunidade de comunidades: uma nova paróquia'", recorda o presidente em exercício da CNBB, dom José Belisário da Silva.

Entre diversos temas tratados, os bispos ouviram uma análise da conjuntura da juventude brasileira, como recorda dom Belisário. "Nós tivemos a oportunidade de ouvir dois jovens sobre esse assunto, e percebi que ao contrário do quadro negativo que muitas vezes existe por aí, fico com a impressão de um quadro positivo, especialmente na valorização que os jovens dão à família".

Foi aprovada pelo Conselho Permanente uma carta do episcopado brasileiro sobre a discussão do novo marco regulatório da Mineração, cuja proposta o governo federal deverá enviar ainda este mês para o Congresso Nacional. "Estamos mandando uma carta à presidente Dilma Roussef e a todos os interessados sobre as nossas preocupações sobre esse assunto, especialmente na questão do meio ambiente e com as pessoas atingidas por esta atividade econômica", explicou dom Belisário.


Carta Aberta da CNBB sobre o Marco Regulatório da Mineração

O Conselho Permanente da CNBB aprovou e divulgou na tarde desta quinta-feira, 7 de março, uma Carta Aberta à população brasileira para fazer sérias denúncias a respeito do modo como está sendo encaminhado o processo de elaboração do novo Marco Regulatório da Mineração no país.

Leia a Carta:

 

CARTA ABERTA DA CNBB SOBRE O MARCO REGULATÓRIO DA MINERAÇÃO

A necessidade de reformular a atual lei que regulamenta a mineração no nosso país levou o governo a elaborar o novo Marco Regulatório da Mineração que, brevemente, deverá ser enviado para aprovação do Congresso Nacional. Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reconhecendo a importância da atividade mineradora e a sua regulamentação, julgamos oportuno trazer a público nossas preocupações com relação à nova lei que está sendo proposta.

Devido à amplitude da lei, consideramos de fundamental importância que se promova um amplo debate com a sociedade e as populações a serem impactadas pelas atividades mineradoras. A ausência do debate público, percebido até o momento, impede a população de conhecer e opinar sobre assunto de grande relevância social e ambiental, que tem efeitos diretos em sua vida.

Vivemos numa crescente demanda por apropriação dos bens naturais em nível global, transformando-os em mercadoria e assumindo-os como uma oportunidade de negócios. O governo, por sua vez, vê na extração mineral um dos pilares para sustentar o modelo de desenvolvimento econômico em curso no país, baseado no sistema de commodities. O aumento de preços dos minérios desperta o interesse tanto do governo quanto das mineradoras, tornando-se, assim, motivação maior para o novo Marco Regulatório da Mineração. Reconhecido seu interesse público, a nova lei, acima de tudo, prioriza o aspecto econômico da extração mineral, em detrimento dos aspectos sociais, ambientais, espirituais e culturais dos territórios e de suas populações.

Preocupa-nos a proposta, no novo Marco Regulatório, da criação das áreas de relevante interesse mineral e das regiões de interesses estratégicos. Nestas áreas a mineração seria feita a partir de procedimentos especiais que podem ferir o bem comum, além de provocar uma inversão de prioridade entre os direitos individuais e coletivos e o interesse econômico, público e privado.

A exploração mineral é uma atividade que provoca impactos em povos, comunidades e territórios, gerando conflitos em toda sua cadeia: remoções forçadas de famílias e comunidades; poluição das nascentes, dos rios e do ar; degradação das condições de saúde; desmatamento; acidentes de trabalho; falsas promessas de prosperidade; concentração privada da riqueza e distribuição pública dos impactos; criminalização dos movimentos sociais; descaracterização e desagregação sociocultural.

Esclareça-se que "a programação do desenvolvimento econômico deve considerar atentamente a necessidade de respeitar a integridade e os ritmos da natureza, já que os recursos naturais são limitados e alguns não são renováveis" (João Paulo II, A solicitude social n. 26).  "Toda utilização da natureza, todo o progresso ou desenvolvimento econômico feito às custas de sua destruição está marcado pela loucura que gera morte" (Nota da CNBB 'Ouvir o eco da vida' – 1992).

A mineração em terras indígenas é outra grave preocupação suscitada pelo Projeto de Lei 1.610/96, tramitando no Congresso sem nenhuma interação com o Estatuto dos Povos Indígenas, que espera aprovação desde 1991. O Projeto de Lei 1.610/96 desrespeita totalmente a autonomia dos povos indígenas sobre seus territórios, assegurada pela Constituição Federal e pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário. As mesmas ameaças recaem sobre comunidades quilombolas, populações tradicionais, pequenos agricultores e áreas de proteção ambiental.

O desenvolvimento não justifica tudo e não é verdadeiro quando reduzido "a um simples crescimento econômico". Para ser autêntico, recorda-nos o Papa Paulo VI, "o desenvolvimento deve ser integral, quer dizer, promover todos os homens e o homem todo" (Populorum Progressio, n. 14), buscando o equilíbrio e a integração de toda a criação.

Diante disso, solicitamos aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário que:a)    seja instituída uma etapa prévia de debates na sociedade civil sobre o conteúdo da nova Lei da Mineração, anterior à sua apreciação pelo Congresso Nacional; b)    a reforma da lei geral da Mineração considere em primeiro lugar os interesses das comunidades ocupantes dos territórios passiveis de atividade mineral;c)    a discussão do Projeto de Lei 1.610/96 sobre mineração em terras indígenas seja vinculada à aprovação prévia do Estatuto dos Povos Indígenas.

Conclamamos as pastorais, os movimentos sociais, as entidades de defesa dos direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais, bem como todas as pessoas de boa vontade a se unirem numa plataforma comum de debate sobre os impactos da mineração. Insistimos que acompanhem as comunidades atingidas, assegurando que toda atividade mineradora e industrial tenha como parâmetro o bem estar da pessoa humana, a superação dos impactos negativos sobre a vida em todas as suas formas e a preservação do planeta, com respeito ao meio ambiente, à biodiversidade e ao uso responsável dos bens naturais.

Deus, que nos fez cuidadores da terra e de toda a criação (cf Gênesis 1,28), nos torne zelosos cumpridores desse dever.

Brasília-DF, 07 de março de 2013

 

 

Dom José Belisário da SilvaArcebispo de São Luís do MaranhãoPresidente da CNBB em exerício

Dom Sergio Arthur BraschiBispo de Ponta Grossa - PR Vice-Presidente da CNBB em exercício   

Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


Nota da CNBB pelo Dia Internacional da Mulher

No final da reunião do Conselho Permanente da CNBB, nesta tarde de 7 de março, os bispos divulgaram uma Nota Oficial da Conferência, assinada pela Presidência, na qual saudam e agradecem as mulheres em sua data mundial.

Veja a Nota:

 

NOTA DA CNBB PELO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília-DF, de 05 a 07 de março, queremos homenagear todas as mulheres por ocasião do Dia Internacional da Mulher – 8 de março. Neste dia, em particular, "a Igreja agradece todas as manifestações do 'gênio' feminino surgidas no curso da história, no meio de todos os povos e Nações; agradece todos os carismas que o Espírito Santo concede às mulheres na história do Povo de Deus, todas as vitórias que deve à sua fé, esperança e caridade; agradece todos os frutos de santidade feminina" (Beato João Paulo II, A Dignidade da Mulher, n. 31)

Saudamos e agradecemos, de modo especial, às mulheres que, por sua vocação, missão e empenho na superação de todo tipo de violência, possibilitam a construção de uma cultura de paz no ambiente familiar e social. Reconhecemos que, "face a inúmeras situações de violência e tragédias, são quase sempre as mulheres que mantêm intacta a dignidade humana, defendem a família e tutelam os valores culturais e religiosos" e apontam sinais de esperança, como falou Bento XVI (Angola, 2009).

Ao mesmo tempo, lamentamos que ainda persistam situações em que a mulher seja discriminada ou subestimada por ser mulher. A Igreja, por sua missão, une-se a todas as pessoas de boa vontade para eliminar as pressões familiares e os argumentos sociais, culturais e até mesmo religiosos, que usam a diferença dos sexos para justificar atos de violência contra a mulher, tornando-a objeto de atrocidades e de exploração.

Alegra a todos nós e à sociedade constatar que, cada dia mais, cresce a consciência da dignidade e do papel da mulher, que fortalece seu protagonismo marcante e significativo na vida política, social, econômica, cultural e religiosa da sociedade brasileira.

Merecem, ainda, nosso reconhecimento e gratidão, a dinâmica presença e a atuação das mulheres na vida e na ação evangelizadora da Igreja, expressa pela sua vocação vivida no exercício dos vários ministérios, organismos, pastorais e serviços na construção do Reino de Deus no hoje de nossa história.

Desejamos que, no cuidado da vida e no exercício da caridade e da cidadania, as mulheres continuem sendo testemunho de perseverança nos caminhos que conduzem à justiça e à paz.

Nossa Senhora Aparecida, Mãe de Jesus e nossa, modelo de mulher, mãe, esposa e trabalhadora, ilumine e proteja as mulheres de nosso país.

 

Brasília-DF, 07 de março de 2013

 

Dom José Belisário da Silva

Arcebispo de São Luís do Maranhão

Presidente da CNBB em exercício  

 

Dom Sergio Arthur Braschi

Bispo de Ponta Grossa - PR

Vice-Presidente da CNBB em exercício

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB


Prazo de inscrição dos bispos para a JMJ foi prorrogado até o dia 20 de março

No último dia 8 de fevereiro, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, enviou carta aos bispos de todo o Brasil com orientações sobre as inscrições do episcopado para a Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no próximo mês de julho no Rio de Janeiro (RJ). Anexa à carta, foi enviada a ficha de inscrição, que deveria ter sido enviada para a sede do Comitê Organizador Local (COL/Rio), até o dia 28 de fevereiro passado.

Entretanto, um pequeno número de bispos realizou a sua inscrição, muitos por não terem recebido a comunicação em tempo hábil. Durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB, na manhã desta quinta-feira, 07 de março, foi esclarecido que o prazo de inscrição foi prorrogado até o dia 20 de março. A ficha de inscrição, que foi enviada aos bispos por e-mail e pelo correio, deverá ser enviada até esta data para o COL.

A hospedagem dos bispos inscritos poderá ser feita em hotéis, casas religiosas ou casas de família, como explicou dom Leonardo em carta enviada aos bispos. "Optando por hotéis, todas as despesas correrão por conta de cada bispo. Se a escolha for hotel, o COL/RIO entrará em contato para detalhamento. A hospedagem em casas religiosas será indicada pelo COL/RIO, todas sem custo para os bispos. A hospedagem em casas de família contará com a generosidade e o acolhimento. As famílias serão indicadas pelo COL/RIO. Os bispos que forem selecionados pelo Pontifício Conselho para catequistas ficarão hospedados em dois hotéis específicos, tendo seus gastos de hospedagem, alimentação e transporte assumidos pelo COL/RIO. Seus secretários poderão se hospedar nos mesmos hotéis, assumindo, no entanto, as próprias despesas de hospedagem e alimentação. Para cada bispo catequista, será disponibilizada uma vaga para secretário".

Haverá também um serviço de receptivo nos aeroportos e traslado para os hotéis e outras acomodações. O transporte para as Catequeses e para os Atos Centrais também será providenciado pelo COL. "Desde já, no entanto, é conveniente recordar que as Jornadas são um evento envolvendo grande contingente de pessoas, com normas específicas de segurança e deslocamentos. Consequentemente, os bispos devem considerar, desde já, a efetiva possibilidade de largos períodos de espera e deslocamentos", esclareceu dom Leonardo.

As fichas de inscrição dos bispos deverão ser enviadas, até o dia 20 de março, em uma das seguintes formas:

- E-mail: bispos_brasil@rio2013.com

- Correios: JMJ Rio2013 – BISPOS DO BRASILRua Benjamin Constant 23 – 7º andar20241-250 – Glória, Rio de Janeiro, RJ

- Fax: (21) 2253-5768


Articulação das Pastorais do Campo exige em nota que governo federal desaproprie área já reconhecida como território quilombola

Na quarta-feira, 06 de março, a Articulação das Pastorais do Campo divulgaram nota exigindo ação imediata do governo federal pela desapropriação da área já reconhecida como território quilombola, da comunidade de Brejo dos Crioulos, em Minas Gerais, para que, enfim, os quilombolas possam viver em seu território livre. Leia a nota na íntegra.

Brejo dos crioulos: sem mais adiamentos e protelações

A Articulação das Pastorais do Campo, formada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Cáritas, Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP) e Pastoral da Juventude Rural (PJR), vem a público manifestar sua indignação contra a morosidade no reconhecimento e na efetivação dos direitos das comunidades quilombolas e de outras comunidades tradicionais sobre os seus territórios, acarretando, com isso, sérios prejuízos às famílias.

Em janeiro deste ano, o Juiz federal da 2ª Vara de Montes Claros (MG) expediu mandado de reintegração de posse contra os quilombolas do Povoado de Araruba, que faz parte do território Quilombola BREJO DOS CRIOULOS, em São João da Ponte (MG). A decisão foi em benefício de Miguel Véo Filho, proprietário da Fazenda São Miguel. O advogado dos quilombolas entrou com recurso de contestação, mas o juiz, no final de fevereiro, manteve a decisão.

A fazenda São Miguel faz parte da área quilombola Brejo dos Crioulos, de 17.302 hectares, e onde vivem 512 famílias. Nove fazendeiros têm 12 propriedades e ocupam 13.290 hectares desta área, 77% do território. Durante 12 anos tramitou nos órgãos governamentais o processo de reconhecimento e titulação da área quilombola e, mesmo já concluído, não era assinado. No final de setembro de 2011, duzentas famílias acamparam em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, exigindo a desapropriação da área, de ocupação centenária. Alguns se acorrentaram em frente ao Palácio, gritando que enquanto não tivessem a área, continuavam presos à escravidão. Só depois desta manifestação é que, no dia 29 de setembro de 2011, a presidenta Dilma Rousseff assinou o decreto de desapropriação.

Mas entre a desapropriação e sua efetiva execução há um longo caminho a ser percorrido. Um ano depois, os fazendeiros continuavam na área desmatando, aumentando o número de animais nas pastagens e mantendo jagunços. Para pressionar o Incra, em setembro de 2012, 350 famílias ocuparam três fazendas de um mesmo proprietário, que abrangem aproximadamente 2.100 hectares. Houve confronto com os pistoleiros e um deles acabou morrendo. Imediatamente cinco quilombolas foram presos e continuam presos até hoje, mais de 150 dias depois, sem qualquer prova concreta do seu envolvimento na ação. Neste entremeio, os quilombolas voltaram a Brasília, quando o Incra lhes garantiu que até dezembro de 2012 seriam desapropriadas seis fazendas, entre as quais a São Miguel, ficando as demais para 2013.

Às vésperas do Natal, como o Incra não havia encaminhado nada de concreto, os quilombolas do povoado de Araruba ocuparam a fazenda São Miguel. O juiz federal, sem tomar conhecimento do Decreto de Desapropriação da presidenta da República, desengavetou um processo de 2009 e emitiu a ordem de despejo contra os quilombolas.

Esta decisão é mais um capítulo de uma longa e conhecida história de como o direito dos quilombolas, dos indígenas e de outras comunidades tradicionais são tratados neste país. São inúmeros os obstáculos a vencer para se chegar ao reconhecimento dos direitos destas comunidades sobre seus territórios. Mas, entre o reconhecimento deste direito e sua efetiva realização, um novo e penoso caminho tem que ser percorrido em confronto com os mais diversos interesses e com a cobertura de diversos órgãos públicos.

Diante disto, a Articulação das Pastorais do Campo exige do poder Judiciário que  garanta os direitos previstos em lei aos cinco quilombolas presos. Por que o instituto do habeas corpus não é aplicado a estas pessoas, como se aplica normalmente a quem tem recursos econômicos?

Ao mesmo tempo exige que o Incra execute imediatamente a desapropriação da área do Brejo dos Crioulos, assinada pela presidenta da República, retirando todos os que ilegalmente a ocupam, para que os quilombolas possam desfrutar em segurança e paz de seu território, como lhes garante a Constituição Federal. Não se pode aceitar, de forma alguma, a qualquer título, adiamentos e protelações que só alimentam a violência.

Brasília, 6 de março de 2013.

Articulação das Pastorais do CampoCPT, CPP, SPM, Cáritas, CIMI e PJR


Dom Armando apresenta novo assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia

Nesta quinta-feira, 07 de março, durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB, realizada em Brasília (DF), o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, dom Armando Bucciol apresentou o novo assessor da comissão. É o Fr. Faustino Paludo, membro da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.

Fr. Faustino retorna à Comissão, onde colaborou entre 1990 e 1997. Ele é mestre em Liturgia pela Faculdade de Liturgia San Anselmo, de Roma. Atuou como professor de Liturgia na Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana (ESTEF) em Porto Alegre e em diferentes cursos de atualização e especialização em liturgia. Além disso, respondeu pelo serviço de assessoria da pastoral litúrgica nos Regionais Sul 3  (RS) e Oeste 2 (MT).

Por quatro triênios, em sua congregação, coordenou a Vice Província São Francisco de Assis no Mato Grosso e Rondônia.  Integrou a Comissão de Liturgia da Conferência do Episcopado Latino Americano, onde colaborou na elaboração e publicação do manual "A Celebração do Mistério Pascal", para os países da América Latina. É autor de diversas obras e artigos.


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quarta-feira, 6 de março de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 06/03/2013

REFLEXÃO

Todos nós estamos de acordo que devemos obedecer a Deus, mas não estamos muito de acordo se perguntarmos por que devemos obedecer a Deus. Isto porque existem duas formas de obediência. A primeira é a obediência de quem reconhece o poder de quem manda e se submete a este poder por causa das vantagens da obediência ou das conseqüências da desobediência. É aquele que diz que manda quem pode e obedece quem tem juízo. A segunda é de quem reconhece os valores que motivam a autoridade e assume esses valores como próprios, vendo na obediência a grande forma de concretização desses valores. Jesus não veio mudar a lei, mas mostrar as suas motivações, os seus valores, a fim de que a sua observância não seja um jugo, mas uma forma de realização pessoal.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Celso Antônio Marchiori, Bispo de Apucarana - PR

Ordenação Episcopal

  • Dom Walter Michael Ebejer, OP, Bispo Emérito de União da Vitória - PR
NOTÍCIAS

Estudo confirma relação entre saneamento básico precário e diarreias

A atualização do estudo "Esgotamento Sanitário Inadequado e Impactos na Saúde da População", divulgado pelo Instituto Trata Brasil (26 de fevereiro)  revela que, após dois anos, continua forte a associação entre o saneamento básico precário, pobreza e índices de internação por diarreia. Um dos principais resultados do estudo realizado pela pesquisadora Denise Maria Penna Kronemberger mostra como o saneamento básico inadequado atinge as crianças entre zero a 5 anos.

A pesquisa contemplou os 100 maiores municípios brasileiros em população no período de 2008 a 2011. Ao analisar os índices de atendimento de coleta de esgoto em 2010 (com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento – SNIS), o estudo apontou que em 60 das 100 cidades os baixos índices de coleta de esgoto resultaram em altas taxas de internação por diarreias. O dado mais preocupante, porém, diz respeito à participação das crianças menores de 5 anos nesse quadro de internações, que representaram 53% das internações por diarreia nas cidades avaliadas.

"O saneamento básico é fator essencial para a prevenção de doenças e melhoria de qualidade de vida da população", diz o gestor de relações institucionais da Pastoral da Criança, Clóvis Boufleur. "Internar pessoas por diarreia nos dias de hoje  revela a omissão do poder público e mostra o quanto o país precisa avançar para atingir a meta de universalização do saneamento no país".

Entidade que atua nas comunidades mais carentes em todos os estados do país, a Pastoral da Criança confirma em  seus indicadores as consequências da falta de esgotamento sanitário. Dados do 3º trimestre de 2012 registram que das cerca de 1,4 milhão de crianças acompanhadas pelas líderes voluntárias, 5,3% tiveram diarreia.  E que  92% dessas crianças tomaram o soro caseiro como medida preventiva.

"Em favelas, a população convive com esgoto a céu aberto, em contato direto com dejetos na porta de suas casas", diz Boufleur. "Em muitos lugares os urubus fazem parte da paisagem". Além das doenças, a falta de saneamento causa outros prejuízos às famílias e principalmente às crianças, observa ele. Doente, o adulto falta ao trabalho. As crianças perdem dias de aulas, ficam privadas do convívio e das brincadeiras com outras crianças.

Nas entidades pastorais da Igreja, "pesquisas como esta do Trata Brasil são proféticas", frisa Boufleur. "Retratam o fracasso do poder público e a inércia da população em relação aos seus direitos de cidadania". Ele defende a mobilização da sociedade na defesa de melhor qualidade de vida. "Organizada, a população tem mais força para cobrar a atenção do poder público sobre as condições do saneamento", diz Boufleur.

Destaques da pesquisa do Trata Brasil

. Em 2011,  396.048 pessoas foram internadas por diarreia no Brasil. Cerca de 14% destas internações, mais especificamente 54.339 pessoas, ocorreram nas 100 maiores cidades.

. Aproximadamente 20 mil internações – 35% do número nas 100 cidades e 5% das internações por diarreia do país – ocorreram nos 10 municípios que em 2011 apresentaram as piores taxas de internação por diarreia. Foram eles Ananindeua, Belford Roxo, Anápolis, Belém, Várzea Grande, Vitoria da Conquista, Campina Grande, Santarém, João Pessoa e Maceió.

. Desses, Ananindeua, Anápolis, Belém, Belford Roxo, Campina Grande, João Pessoa e Vitória da Conquista se encontram entre os 10 piores no ranking de todos os anos do período analisado. João Pessoa e Santarém têm conseguido reduzir suas taxas.

. Já nas 10 melhores cidades em 2011 foram internadas 1.100 pessoas (2% das 100 cidades e 0,27% no país). Os melhores foram Taubaté, Praia Grande, São Bernardo do Campo, Suzano, Rio de Janeiro, Bauru, Caxias do Sul, Campinas, Montes Claros e Betim, sendo que Caxias do Sul, Rio de Janeiro, Jundiaí e Santos também têm aparecido constantemente entre os melhores no país.

Unicef: diarreia é segunda maior causa de mortes em crianças menores de 5 anos

A Organização Mundial de Saúde (OMS) menciona o saneamento básico precário como uma grave ameaça à saúde humana. Apesar de disseminada no mundo, a falta de saneamento básico ainda é muito associada à pobreza afetando principalmente a população de baixa renda, mais vulnerável devido à subnutrição e muitas vezes pela higiene inadequada. Doenças relacionadas a sistemas de água e esgoto inadequados e as deficiências com a higiene causam a morte de milhões de pessoas todos os anos, com prevalência nos países de baixa renda.

Do total de mortes por diarreias no mundo, 88% têm como causa o saneamento inadequado. Destas mortes, aproximadamente 84% são de crianças (Organização Mundial da Saúde, 2009), sendo, segundo Unicef (2009), a segunda maior causa de mortes em crianças menores de 5 anos de idade. Estima-se que 1,5 milhão de crianças nesta idade morrram a cada ano vítimas de doenças diarreicas, sobretudo em países em desenvolvimento.


Núncio Apostólico visita CNBB

Dom Giovanni D'Aniello, Núncio Apostólico no Brasil, presidiu a celebração da Eucaristia e dirigiu uma palavra no início dos trabalhos da reunião do Conselho Permanente na manhã desta quarta-feira, dia 6 de março.

O Núncio lembrou a preparação para a 51a assembleia geral da CNBB que será realizada de 10 a 19 de abril próximos, destacando duas situações marcantes: será um encontro dentro do "Ano da Fé", instituído pelo Papa emérito Bento XVI, e já, possivelmente, com a presença do novo Pontífice.

Na palavra pronunciada aos bispos no auditório dom Helder Câmara, dom D'Aniello também frisou a importância do enfrentamento dos desafios que se apresentam para a Igreja. "Os desafios não nos são desconhecidos", disse o Núncio. Esses desafios estão diante dos olhos e são assumidos pelos pastores em estreita colaboração com o clero, religiosos e leigos. Entre esses desafios, o Núncio lembrou os jovens que olham para a Igreja procurando encontrar o que o mundo não é capaz de mostrar.

Dom D'Aniello recordou, por fim, a crise espiritual que o mundo todo atravessa nos dias atuais e lembrou que é compromisso da Igreja "ajudar os homens a ver a verdadeira estrela que nos indica o caminho, Jesus".


Dom Odilo discursa na Congregação Geral. Cardeais se reúnem para oração pela Igreja

Terceiro dia de Congregações Gerais para os membros do Colégio Cardinalício, na Sala Nova do Sínodo, no Vaticano. Assim como na terça, a Congregação desta quarta foi realizada somente pela manhã.

No total, 33 cardeais fizeram pronunciamentos nas Congregações, entre eles o Arcebispo de São Paulo, Card. Odilo Scherer. Vários temas foram tratados, como atividade da Santa Sé e dos diferentes dicastérios e, sobretudo, a exigência da nova evangelização. Os cardeais se interrogam sobre como anunciar o Evangelho de modo positivo e propositivo.

Na tarde desta quarta-feira, às 17h, por iniciativa dos cardeais haverá um momento de oração pela Igreja no Altar da Cátedra da Basílica Vaticana. A celebração terá início com a oração do Terço e dos mistérios gloriosos em latim e italiano; seguirá a exposição do Santíssimo e um breve tempo de adoração, depois as Vésperas. Por fim, a bênção eucarística será concedida pelo Arcipreste da basílica, Card. Angelo Comastri.

De acordo com o diretor da Sala de Imprensa da Sata Sé, padre Federico Lombardi, ainda não há uma data definida para o início do Conclave.


Apresentação do subsídio "Hora da Família"

Dom João Carlos Petrini, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família com a colaboração do assessor padre Waldimir Porreca, apresentou ao Conselho Permanente o livreto que é usado para animar a pastoral família o ano todo e, em particular, a Semana da Família em todo o Brasil.

O tema deste ano é a "transmissão e educação da fé na família cristã" considerando, especialmente, a responsabilidade dos pais. A reflexão também leva em conta o "Ano da Fé", instituído pelo Papa emérito, Bento XVI, a Campanha da Fraternidade e a Jornada Mundial da Juventude a ser realizada no final do mês de julho, no Rio de Janeiro.

O livreto tem sete encontros, sete celebrações, cantos, instruções sobre associação de famílias, a organização da própria comissão da CNBB. Os temas compreendem o papel dos pais; os desafios que se apresentam; os valores que permanecem; educação pela presença; a presença dos pais com fortaleza e docilidade; iniciação cristã, como educação para a felicidade e, por último, a elaboração de projeto de vida pessoal e familiar.

Nas celebrações propostas, há sugestões para: dia das mães, dia dos pais, dia dos avós, ocasião de bodas e ocasiões para lembrar a necessidade da penitência e da reconciliação. No subsídio, a Comissão apresenta o plano de ação de todo o ano de 2013.

A "Hora da Família" é distribuído pela SECREN, secretaria nacional da pastoral familiar, e pode ser encontrado nos regionais da CNBB e nas livrarias católicas. O livreto custa R$ 3,00 ( três reais).


Setor Universidades responde perguntas sobreEncontro Latino-Americano das Pastorais Universitárias

O Setor Universidades (SU) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) responde perguntas frequentes sobre o Encontro Latino-Americano das Pastorais Universitárias e o Congresso Mundial de Universidades Católicas (CMUC).  Os eventos serão realizados em Belo Horizonte, no campus Coração Eucarístico da PUC-Minas, dentro do contexto da Semana Missionária (Pré-JMJ).

O Encontro Latino-Americano das Pastorais Universitárias tem início no dia 17 de julho de 2013 com acolhida e credenciamento dos participantes e continua durante todo o dia 18 com programação especial pautada no tema "Rosto Latino-Americano de um Novo Tempo" cujo objetivo é revelar e refletir sobre a identidade dos universitários da América Latina. As inscrições para o Encontro são gratuitas e podem ser feitas no site da CNBB, mas as vagas são limitadas.

O CMUC começa com um show de abertura na noite do dia 18 e continua nos dias 19, 20 e 21 de julho de 2013. Serão três dias de debates, oficinas, minicursos, espiritualidade, apresentações de trabalhos, fóruns, conferências, mesas-redondas e eventos culturais. O Congresso tem quatro categorias diferentes para inscrições com valores variáveis:

- Estudantes: R$ 90,00- Membros de Pastorais Universitárias, Religiosos e Correlatos (não Reitores ou Docentes): R$ 90,00- Funcionários de Universidades Católicas: R$ 250,00- Docentes: R$ 250,00- Gestores: R$ 500,00

Os interessandos devem se inscrever no site www.cmuc.pucminas.br. Para o CMUC são esperadas cerca de três mil pessoas de várias partes do mundo.

Com o objetivo de esclarecer os participantes sobre as particularidades de cada um desses eventos, o SU responde!

Confira:

Perguntas e Respostas sobre Semana Missionária e Congresso Mundial de Universidades Católicas (CMUC) em Belo Horizonte-MG:

1. Fazer a inscrição do CMUC me permite participar de que atividades da Semana Missionária?

• Celebração de abertura da Semana Missionária que será realizada no dia 16 de julho de 2013, uma terça-feira, das 16h até às 21h com apresentação artística sobre as JMJs e missa.• Festival das artes de 17 a 19 de julho sempre das 14 às 18h na Praça da Estação com apresentações de teatro e música com grupos nacionais e internacionais.• Caminhada da Juventude pela Paz: "A juventude quer viver" no Sábado, dia 20 de julho, às 16h (saindo da praça do Papa até a praça da estação, onde os participantes rezarão o Terço e depois assistirão ao show.• Encerramento do Domingo, 21 de julho, às 14h com apresentação artística de Homenagem a Minas e Celebração Eucarística.

Os locais onde acontecerão esses grandes eventos estão acabando de ser fechados com a prefeitura de Belo Horizonte, mas fique atento que em breve divulgaremos. Também está em fase final a confirmação dos nomes de artistas de renome nacional e internacional que foram convocados para os shows.

2. Para participar do Encontro Latino-Americano preciso me inscrever no CMUC?

Não. As inscrições desses dois eventos são independentes. Contudo, é extremamente recomendado que todos os participantes do Encontro Latino-Americano das Pastorais Universitárias participem também do CMUC cuja programação dará continuidade a várias questões e atividades iniciadas no Encontro Latino-Americano das Pastorais Universitárias.

As inscrições para o Encontro Latino-Americano das Pastorais Universitárias, que devem ser feitas no site da CNBB, são gratuitas, mas as vagas são limitadas. O Encontro acontece de 17 a 18 de julho de 2013 também na PUC Minas.

3. A Semana Missionária começa antes do CMUC. Posso chegar antes?

Os participantes podem chegar a partir das 12h do dia 16 de julho.

4. Posso chegar antes do dia 18 de julho?

Para aqueles que chegarem antes do início do CMUC nos dias 16 e 17 de julho já haverá hospedagem pois a Semana Missionária oferece o alojamento a partir das 12h do dia 16 de julho até às 12h do dia 22 de julho. Antes desses dias nem a Semana Missionária nem o CMUC oferecem hospedagem ou alimentação.

5. Para aqueles que desejarem chegar antes do dia 18 e quiserem participara das atividades da Semana Missionária (Pré-Jornada), o que deverá ser feito?

Como ainda não estará como congressista do CMUC, portando sua credencial, aquela que também te dá direito a participar das atividades gerais da Semana Missionária, se quiser participar das atividades da Semana Missionária precisará pagar a taxa de R$ 20,00 reais que te dá direito ao kit do peregrino (com a credencial) e demais itens para as atividades da Semana Missionária.

6. Como pagar a taxa e receber o Kit do Peregrino?

É necessário fazer a encomenda do kit peregrino junto aos coordenadores Encontro Latino-Amerino de Pastorais Universitárias que receberão os nomes dos participantes do Encontro e farão a encomenda aos responsáveis pela Semana Missionária. A partir da encomenda feita, os kits serão entregues no Colégio onde será feita a hospedagem dos participantes do Encontro Latino-Amerino ou para a Paróquia Coração Eucarístico de Jesus (que fica ao lado do Colégio) onde os participantes poderão pagar a taxa de R$ 20,00 e receber os Kits.

A equipe organizadora do CMUC ainda vai averiguar como o pagamento da taxa e recebimento do Kit deverá ser feito pelos participantes do Congresso que não participarão do Encontro Latino-Amerino de Pastorais Universitárias.

7. Venho para o CMUC, mas chegarei o dia 16, posso participar de que atividades?

Chegando no dia 16 poderá participar das celebrações nas paróquias; nos dias 17 e 18 de julho, quarta e quinta-feira, da vigília; e na sexta feira, dia 19, da benção das famílias, para os que se hospedem nas casas de famílias, que acontecerão na paróquia mais próxima que corresponde ao lugar da sua hospedagem.

Também poderá participar da excursão à Serra da Piedade, prevista para quarta, quinta ou sexta feira. Os dias será distribuídos segundo as regiões episcopais (que esta por definir).Não poderá participar das visitas missionárias, pois supõe envolvimento total na Semana Missionária.

8. Se chegar só no dia 18, preciso fazer a inscrição na Semana Missionária?

Se você chegar só no dia 18 de julho, primeiro dia do CMUC, não precisa fazer a inscrição na Semana Missionária pois a inscrição no CMUC te dá direito a participar dos principais eventos da Semana Missionária que elencamos anteriormente.

Perguntas e Respostas sobre o Encontro Latino-Americano de Pastorais Universitárias:

1. Participar do Encontro Latino -Americano de Pastorais Universitárias inclui um custo adicional?

Não. As inscrições para esse encontro são gratuitas, mas as vagas são limitadas.

2. Ao que tenho direito ao me inscrever no Encontro Latino -Americano de Pastorais Universitárias?

Ao café da manhã e ao lanche da noite que serão oferecidos pela paróquia local na escola onde os participantes ficarão hospedados. Ao almoço do dia 18 de julho que será oferecido na PUC Minas .

3. Os participantes do Encontro Latino -Americano de Pastorais se hospedarão onde?

Os participantes desse Encontro ficarão hospedados próxima à PUC Minas a pedido dos participantes para poder provocar o entrosamento dos participantes de diferentes países.

4. As atividades do dia 18 do Encontro Latino -Americano de Pastorais Universitárias serão onde?

Serão no auditório do prédio 30 na PUC no Coração Eucarístico.

5. Os participantes do Encontro Latino-Americano de Pastorais Universitárias participam também do CMUC?

Não obrigatoriamente. Mas, o Encontro Latino-Americano de Pastorais Universitárias está diretamente ligado ao CMUC. Por isso é muito importante que os participantes do Encontro também participem do Congresso. O Congresso foi preparado especialmente para os universitários, agentes de pastorais, professores e reitores. Para que a comunidade acadêmica tivesse a oportunidade de vivenciar uma Pré-Jornada especialmente desenvolvida para eles. Contudo, as inscrições do Encontro Latino-Americano de Pastorais são gratuitas e feitas no site da CNBB enquanto a inscrição para o CMUC deve ser feita no site do Congresso evento a partir de valores específicos para cada tipo de participante.

6. A partir de que dia os participantes do Encontro Latino-Americano de Pastorais terão hospedagem garantida?

A escola que servirá de dormitório para os participantes do Encontro Latino-Americano de Pastorais Universitárias acolherá os participantes desse encontro a partir do dia 15 de julho com direito a café da manhã para todos e lanche da noite para aqueles que informarem que retornarão a tempo de jantar.

7. Como será o alojamento?

Será na Escola Santa Maria Coração Eucarístico localizada a 10 minutos da universidade. Endereço: Rua Itutinga 240 (ao lado do ISTA).

8. O que cada jovem precisa trazer consigo?

Colchonete ou saco de dormir, agasalho e roupa de cama pois todos serão alojados em salas de aula. Trazer também lanterna para quando sair das salas à noite. Trajes de banho para facilitar as duchas e produtos de higiene pessoal bem como medicamentos necessários.


Dia Mundial das Comunicações é tratado na reunião do Conselho Permanente

Dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, fez um breve relato sobre o significado do 47o Dia Mundial das Comunicações, 12 de maio de 2013, que já recebeu do Papa emérito, Bento XVI, uma mensagem especial.

"Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização" é o tema deste ano. Dom Dimas, na apresentação da Mensagem, recorda que Bento XVI considera que "o desenvolvimento das redes sociais estão contribuindo para a aparição de uma nova ágora, de uma praça pública e aberta onde as pessoas partilham ideias, informações, opiniões, e podem ainda ganhar vida novas relações e formas de comunidade".

Dom Dimas também enviou uma carta a todas as dioceses do Brasil para informar e animar a celebração do Dia Mundial das Comunicações. Nesta carta se comunica que cada diocese vai receber um exemplar da Mensagem do Papa para ser enviado às comunidades de modo que se possa dar ênfase ao dia mundial de forma festiva e celebrativa e, desse modo, aprofundar uma verdadeira cultura de comunicação.

A seguir, a íntegra da carta:

Aos SenhoresCardeais, Arcebispos e Bispos da Igreja no BrasilEm suas sedes

Prezados irmãos no episcopado,

A Editora "Paulinas", atendendo às solicitações da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, publicou, como cortesia, o livreto para o Dia Mundial das Comunicações com uma tiragem de 15.000 exemplares. Esses livretos serão encaminhados às diversas (Arqui) Dioceses, em quantidade proporcional ao número de Paróquias de cada uma. Pedimos que eles sejam direcionados aos senhores Párocos ou Administradores Paroquiais, ou às equipes de comunicação ou liturgia das diversas Paróquias ou Comunidades, para que possam, com a mensagem do Santo Padre, organizar a Liturgia do dia, e outras atividades comemorativas ao Dia Mundial das Comunicações.

O livreto contém, além da mensagem do Papa, uma reflexão de Dom Luiz Mancilla Vilela, sugestões de como celebrar o Dia Mundial das Comunicações e uma relação de todos os temas já abordados nessa mesma circunstância ao longo da história. E é desejo do Santo Padre que o Dia Mundial para as Comunicações seja celebrado em todas as Igrejas de forma participativa, reflexiva e celebrativa, para que cada vez mais os cristãos desenvolvam uma consciência crítica frente aos meios e processos de comunicação.

Muito obrigado por sua atenção. Desejo a todos muita alegria e paz no Senhor.

Fraternalmente,

Dom Dimas Lara BarbosaArcebispo de Campo GrandePresidente da  Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação

 

Pe. Clovis Andrade de MeloAssessor de Comunicação Social  

Ir. Élide Maria FogolariAssessora de Comunicação Social


Ginetta Calliari: processo de beatificação entra em nova fase

O bispo de Osasco (SP), dom Ercílio Turco, disse em entrevista à Agência Zenit que no próximo dia 8 de março, dia Internacional da Mulher, será iniciada uma nova fase no processo de beatificação de Ginetta Calliari, co-fundadora do movimento dos Folocares no Brasil. A cerimônia de encerramento da fase diocesana do processo de beatificação será às 20 horas desta sexta-feira.

"Ela serve de exemplo para toda a sociedade", afirma o bispo. A Igreja está aprofundando a sua vida para propô-la como modelo de vida cristã, através da causa de beatificação que está em andamento. Também Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, atualmente difundido em âmbito mundial, reconheceu em Ginetta a cofundadora da sua Obra no Brasil, "alguém que encarnou com radicalidade o carisma da unidade", típico do Movimento.

Luigia Calliari (Ginetta), nasceu em uma pequena cidade, Lavis, nas proximidades de Trento, no norte da Itália, numa família de origem humilde, profundamente cristã, em 1918.  Em 1959, ela chegou ao Brasil na cidade de Recife, com outros sete jovens, entre os primeiros que seguiram Chiara.

Foi fundamental o seu estímulo – que custou "sangue da alma", como ela mesma afirma – para as primeiras concretizações da Economia de Comunhão, um projeto econômico inovador, que teve a sua gênese em 1991, na Mariápolis Araceli (como era chamada naquele tempo a atual Mariápolis Ginetta), durante uma histórica visita de Chiara Lubich. Ginetta faleceu em 8 de março de 2001.


Copa do Mundo e outros eventos esportivos na pauta do Conselho Permanente

Dom Guilherme Werlang, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB, falou aos bispos que compõem o Conselho Permanente da CNBB sobre o significado da realização dos grandes eventos esportivos no Brasil para a vida do povo. A reflexão ocorreu na manhã desta quarta-feira, 06 de março.

No debate, a valorização do esporte como atividade de crescimento humano não impediu que sejam vistos graves desafios nesse ambiente dos grandes eventos esportivos: as deslocações de milhares de famílias para a realização das grandes obras e o risco do agravamento de problemas como tráfico de pessoas e o turismo sexual.

O aprofundamento do assunto mostrou que é preciso, na atuação das pastorais em todo o país, que a Igreja apoia e a colhe todos os participantes desses eventos, mas que seja feita sempre uma denúncia sobre a exploração.

O Conselho Permanente decidiu que será produzido um subsídio da CNBB, sob a responsabilidade de uma comissão nomeada pela presidência, para orientar as comunidades e, especialmente, as pastorais a respeito do esporte e dos movimentos em torno dos grandes eventos no Brasil.


A renúncia do Papa e a Igreja

Iniciou nesta quarta-feira, 6 de março, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), na Gávea, o debate "A Renúncia do Papa e a Igreja". O encontro, promovido pelo Departamento de Teologia da PUC e pela Cátedra Joseph Ratzinger e conta com a presença do arcebispo Dom Orani João Tempesta. Confira a entrevista com o diretor do Departamento de Teologia da PUC-Rio, padre Leonardo Agostini sobre o evento.

Testemunho de Fé (TF) – Por que o Departamento de Teologia decidiu realizar um debate sobre a renúncia do Papa?Padre Agostini – A renúncia de Bento XVI foi uma surpresa, comoveu e causou um forte impacto dentro e fora da Igreja Católica. Este fato suscitou muitas interrogações, especulações e tem gerado muitas dúvidas. A cobertura massiva da mídia nacional e internacional comprova a importância do ato realizado pelo nosso querido Papa Bento XVI. A sua renúncia atraiu, também, a atenção para a nossa arquidiocese, que se prepara para a Jornada Mundial da Juventude, a se realizar em julho deste ano.

TF – Qual a sua análise sobre os erros noticiados na imprensa?Padre Agostini – A mídia, de um modo geral, continua buscando especular, a fim de que a notícia continue "quente", criando e rendendo polêmicas. Se, por um lado, o Santo Padre afirmou os motivos que o levaram a tomar tão difícil decisão, por outro lado, parece que a mídia não se contentou com tais motivos, e precisa 'cavucar', a fim de oferecer as suas diferentes versões do fato.De uma hora para outra, muitos se tornaram especialistas no que diz respeito à pessoa do Papa e ao futuro da Igreja Católica. É curioso, mas quando o Papa ou um bispo se pronunciam sobre questões de fé e de moral, muitos cerram os ouvidos. Neste momento, porém, muitos querem dar palpites sobre o Papa e a Igreja Católica.

TF – Qual a importância de uma reflexão profunda sobre esse momento único?Padre Agostini – É um momento histórico da Igreja Católica! É um momento que clama por uma profunda comunhão eclesial, mais do que pelos apelos de renovação eclesial! Esta virá, com certeza, como fruto dessa comunhão! As profundas implicações do gesto do Papa Bento XVI exigirão que a reflexão não seja feita somente no calor da declaração e das especulações midiáticas, mas será preciso acompanhar, sem temor e com renovada confiança, os fatos que se sucederão, isto é, continuar a acompanhar o sopro restaurador do Espírito Santo.Acredito que, no mundo todo, os católicos estão sendo chamados a uma revisão de vida no que diz respeito à sua identidade cristã católica e missão evangelizadora no mundo, que vive uma profunda mudança de época. Enquanto a Boa Nova de Jesus não for, de fato, a regra da vida cristã católica, continuaremos a expor a Igreja, Corpo Místico de Cristo, ao escândalo e ao vitupério de oportunistas dentro e fora dela. Consola-nos, enfim, uma certeza: "… tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela" (Mt 16,18).


Fazer com que o jovem assuma seu papel é objetivo da CF 2013, diz dom Wilson Tadeu

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina promoveu, na noite do dia 04 de março, no Plenário, sessão especial sobre a Campanha da Fraternidade 2013.

Em seu pronunciamento, o presidente do Regional Sul 4 (Santa Catarina), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), arcebispo dom Wilson Tadeu Jönck explicou que "a Igreja quer refletir sobre a importância do jovem. O jovem tem um lugar especial e é também sujeito de uma preocupação especial. Fazer com que assuma seu papel na igreja e na sociedade é o objetivo da campanha".

O arcebispo explicou que a campanha está ligada à Jornada Mundial da Juventude deste ano, que acontece no Rio de Janeiro. Algumas atividades já acontecem nas dioceses, como a preparação para a Semana Missionária, em julho, em que jovens de outros países serão acolhidos pelas dioceses, dias antes do evento.

Para dom Wilson, a preparação do jovem para atuar na sociedade e atingir suas metas pessoas é muito importante, e para isso a Igreja propõe o Evangelho como ajuda substancial para o seu desenvolvimento pessoal. "Não tenhamos medo de apresentar aquilo que o Evangelho nos ensina, para que o jovem possa incorporar isso na sua personalidade", recomendou.

Ele pediu que cada jovem colocasse "seu coração nas suas metas". Como umas das opções de atuação na sociedade, ele apontou atuação juvenil no parlamento que pode ser "um grande instrumento de transformação da sociedade".

Dom Wilson garantiu que o mundo pode ser melhor se os jovens usarem seu poder de análise e de transformação, cuja oportunidade de reflexão é oportunizada pela Campanha da Fraternidade, este ano.

Mais cedo, o coordenador do Setor Juventude da arquidiocese de Florianópolis, Felipe Candin, apresentou, através de uma carta, a demanda da juventude para a o poder público crie o Conselho Estadual de Juventude, previsto em lei. Para Candim, apenas com políticas públicas de qualidade os jovens poderão ter seus direitos sociais garantidos.

Jovens da Pastoral da Juventude de Santa Catarina denunciaram, por meio de encenação, os problemas pelos quais passam os jovens e anunciaram de coisas positivas, como inclusão, paz, saúde, educação e preservação da vida, buscadas por eles.

Durante a solenidade, o arcebispo da arquidiocese metropolitana de Florianópolis, dom Wilson Tadeu Jönck, recebeu homenagem do Poder Legislativo pela evangelização em prol da juventude.


Apresentado projeto da celebração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida

Durante a reunião do Conselho Permanente, na tarde desta quarta-feira, 06 de março, o bispo auxiliar de Aparecida (SP), dom Darci José Nicioli, apresentou aos bispos o projeto da celebração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida. A proposta foi elaborada em conjunto pela Arquidiocese de Aparecida e Santuário Nacional, a pedido do cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida.

A programação, que já começou e deverá se estender até o ano de 2017, busca promover a evangelização e reavivar o sentimento de corpo eclesial no país, pela devoção à Nossa Senhora Aparecida, a partir do Santuário e das Igrejas Particulares. "Nosso povo tem grande devoção à Mãe de Deus. A oportunidade deste jubileu deve favorecer o agir missionário, o kerigma e o aprofundamento da fé", afirmou dom Darci.

A temática das novenas oficiais da Padroeira do Brasil, entre 2012 e 2015, são os mistérios do rosário. Em 2016, a proposta é de que seja refletido "Os rostos do Brasil – O Brasil se encontra em Aparecida". No ano de 2017, em sintonia com o Santuário de Fátima – que celebra os 100 anos das aparições de Maria – as cerimônias ganharão caráter internacional.

Também há o desejo de se realizar uma peregrinação com a imagem da padroeira do Brasil pelas capitais do país, e uma conferência teológica sobre Nossa Senhora em Aparecida, no ano de 2017. "300 anos de bênçãos: esse será o lema das comemorações!", afirmou dom Darci. O projeto está aberto a sugestões e será oficialmente apresentado ao episcopado brasileiro na próxima Assembleia Geral dos Bispos, em abril.


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terça-feira, 5 de março de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 05/03/2013

REFLEXÃO

O Evangelho nos surpreende muitas vezes ao usar determinados termos que, à primeira vista, nos parecem totalmente descabidos em relação a Deus. O texto de hoje nos mostra Deus indignado por causa da falta de perdão. Como pode Deus indignar-se, o Altíssimo ter a sua dignidade ferida? Este texto nos mostra uma realidade muito profunda: se o pecado fere a dignidade humana, a ausência do perdão fere a dignidade divina. Por que? Porque Deus é amor, é misericórdia, e negar o amor e a misericórdia é negar o próprio Deus na sua essência. Negar o perdão é negar que Deus é amor e misericórdia e impedir que ele aja com amor e misericórdia em relação a nós mesmos, e impedir a ação misericordiosa de Deus é causar-lhe indignação.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Episcopal

  • Dom José Negri, PIME, Bispo de Blumenau - SC
NOTÍCIAS

Conselho Permanente inicia encontro em Brasília (DF)

Os bispos que presidem as comissões pastorais e os regionais da CNBB participam de encontro em Brasília a partir da manhã desta terça-feira, 5 de março, na sede da Conferência. A reunião termina na quinta-feira, 7 de março.

O presidente em exercício da CNBB, dom José Belisário, deu início aos trabalhos e dom Leonardo Steiner, secretário geral, anunciou que na pauta da reunião estão assuntos de grande importância para a caminhada da Igreja no país, especialmente em relação à preparação para a próxima assembleia geral do episcopado e o estudo da conjuntura social e política do Brasil. Juventude, Código de Mineração e o estudo de documentos a respeito da Questão Agrária e dos Quilombolas. Está prevista também uma visita do Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni d'Aniello. Ainda serão consideradas, na reflexão dos bispos, a celebração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, a 5a. Semana Social Brasileira e o grande encontro intereclesial das CEBs. Nessa ocasião, os bispos também fazem os informes a respeito da realidade dos regionais da CNBB.

Padre Francisco de Assis Wloch, subsecretário Adjunto de Pastoral, na primeira hora do encontro, tratou do modo como a Conferência acompanha a implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil. Passando cada regional, ele mostrou planos de pastorais que foram reformulados e destacou o esforço das dioceses em aplicar as Diretrizes em suas realidades particulares. Padre Wloch lembrou que o próximo ano já será um período para avaliação do processo de andamento de aplicação das Diretrizes. Dom Leonardo recordou que enriqueceria mais ainda se mais dioceses enviassem seus planos para a subsecretaria de pastoral.

Ainda na primeira parte da manhã desta terça-feira, foi apresentado ao Conselho Permanente um piloto do novo formato do programa de TV "Igreja no Brasil" que foi brilhantemente produzido e distribuído pela pastoral da comunicação da arquidiocese de Salvador e que passa, a partir do próximo mês de abril, a ser produzido pela assessoria de imprensa da CNBB. Os bispos realçaram a importância da participação dos regionais enviando material em vídeo para a pauta do programa.


Colégio de Cardeais envia telegrama a Bento XVI

Ao fim da Congregação Geral desta terça-feira, os Cardeais enviaram um telegrama ao Papa emérito, assinado pelo Cardeal decano Angelo Sodano.

A seguir, a íntegra da mensagem:

"Os Padres Cardeais reunidos no Vaticano para as Congregações gerais em vista do próximo Conclave enviam a Sua Santidade uma uníssona saudação com a expressão da renovada gratidão por todo o luminoso ministério petrino de Sua Santidade e pelo exemplo dado de uma generosa solicitude pastoral para o bem da Igreja e do mundo.

A gratidão dos Cardeais quer representar o reconhecimento de toda a Igreja pelo incansável trabalho de Sua Santidade na vinha do Senhor.

Os membros do Colégio Cardinalício confiam, enfim, nas orações de Sua Santidade pelos cardeais, assim como por toda a Santa Igreja".


Terça e quarta-feira, Congregações Gerais apenas pela manhã

Prosseguem na Sala do Sínodo, no Vaticano, as Congregações Gerais que reúnem os cardeais presentes em Roma para a eleição do novo Pontífice. No encontro da tarde de segunda-feira, 04, o pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, propôs a primeira meditação prevista pela Constituição apostólica.

Padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, informou que terça, 05, e quarta-feira, 06, haverá apenas a Congregação da manhã, às 9h30.

Ainda na tarde de segunda-feira, outros quatro cardeais eleitores chegaram a Roma e participaram da Congregação Geral da tarde (o Patriarca maronita libanês Bechara Rai, Dom Meissner, de Colônia, Dom Woelki, de Berlim, e Dom Sarr, de Dacar). À noite, desembarcou na capital italiana o Cardeal Rouco Varela, arcebispo de Madri.

Portanto, na manhã desta terça, 05, os cardeais eleitores (com menos de 80 anos) presentes na terceira Congregação são 108. Para facilitar o debate, 5 interpretes traduzem seus pronunciamentos em inglês, francês, espanhol, alemão e italiano.

Muitos pediram biografias e fotos de seus colegas, já que nem todos se conhecem. Na manhã de segunda, 04, cada um deles recebeu uma pastinha com informações sobre o Colégio.

A data de início do Conclave será estabelecida uma vez que estejam presentes todos os cardeais eleitores.

Por exigências do próximo Conclave, a partir das 13h desta terça-feira, 05, a Capela Sistina estará fechada ao público, até segunda ordem. O comunicado é do Museu do Vaticano. No mesmo período, fecharão suas portas também o Apartamento dos Borja e a Coleção de Arte Religiosa Moderna.


Bispos participam de estudo sobre conjuntura social e política

O secretário executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) da CNBB, professor Pedro Gontijo, apresentou ao Conselho Permanente da Conferência um amplo painel das questões significativas da atual realidade social e política no Brasil e no mundo.

A primeira parte da análise mostrou o quadro internacional e destacou que "o estabelecimento de uma área de comércio entre os Estados Unidos e a União Europeia se apresenta como possibilidade de superação da crise financeira de 2008, ao tempo que baliza para o risco de um aprofundamento do projeto de globalização baseado no neoliberalismo". Percebe-se também, disse Gontijo, que o quadro geral da realidade mundial aponta para "frustrações acerca de novas dinâmicas que a chamada primavera árabe foi (in)capaz de estabelecer no mundo árabe". O professor também abordou a repercussão na mídia da renúncia do Papa Bento XVI e, no âmbito de análise mais geral, destacou "a preocupação com a reparação para as famílias vítimas da explosão nuclear ocorrida há quase dois anos em Fukushima, no Japão".

Em segundo lugar, a análise de conjuntura tratou do cenário da América Latina que "vive tempos de busca de novos modelos de existência com autonomia política com relação aos EUA. As experiências de governos totalitários e de avanço do neoliberalismo em décadas passadas fizeram emergir forças locais que faziam oposição ou divergiam das políticas hegemônicas". O professor Gontijo recordou que "mais que analisar as situações de cada país são apresentados alguns aspectos que ilustram a conjuntura latino-americana na Bolívia, na Argentina, no Uruguai, na Venezuela, no Equador e as repercussões da passagem pelo Brasil da blogueira cubana Yoani Sánchez".

"No cenário nacional, abordam-se as indefinições da economia brasileira e mundial e suas repercussões nos vários países, que no Brasil produziu um 'pibinho'". Gontijo também apresentou análise "do significado do anúncio da presidente Dilma do fim da extrema pobreza no país e seus desafios". E, no final dessa parte da análise, abordou a antecipação do calendário eleitoral de 2014. E conclui-se com a apreciação da delicada situação do Congresso Nacional frente à decisão do STF sobre a ordem de votação dos mais de três mil vetos presidenciais.

O trabalho da equipe especial que faz análise de conjuntura, na apresentação do professor Pedro Gontijo, mostrou também que "no âmbito dos movimentos sociais são analisadas as ofensivas contra o povo Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul, que resultaram no assassinato de um jovem indígena por um fazendeiro da região". A análise também considerou os "significados da inauguração de um laticínio oriundo de Assentamento de reforma agrária realizada no Paraná e as reivindicações das mulheres ocorridas durante a realização do I Encontro Nacional do Movimento das Mulheres Camponesas, ocorrido em Brasília no mês de fevereiro último".

No final da apresentação da análise de conjuntura, padre Geraldo Martins, assessor de política da CNBB apresentou alguns destaques sobre notícias do Congresso: "a tramitação do Estatuto da Juventude, a preocupação com a proposta de alteração da lei sobre o Sistema Nacional de Política sobre Drogas; e o andamento do projeto de Reforma Política e o perigo da redução da maioridade penal".

Depois do debate dos bispos, sem que tenha autoridade de texto oficial da Conferência, mas uma contribuição da CBJP, o texto da análise de conjuntura será disponibilizado no site da CNBB.


110 cardeais eleitores presentes na terceira Congregação Geral e ainda não definida data do Conclave

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, concedeu no início da tarde desta terça-feira, 5 de março, uma coletiva sobre as congregações gerais dos cardeais em vista do Conclave. Ele adiantou que o número de eleitores pesentes agora são 110 e os cardeais ainda não marcaram a data do Conclave.

Em destaque, a mensagem que os cardeais enviaram na manhã desta terça-feira a Bento XVI. Ainda não foi tomada uma decisão acerca do início do Conclave. No início da coletiva, o religioso jesuíta voltou brevemente à segunda Congregação Geral de segunda-feira, realizada na parte da tarde. Durante a Congregação teve lugar a meditação do pregador da Casa Pontifícia, o frade capuchinho Pe. Ranieri Cantalamessa.

Pe. Lombardi afirmou que na tarde desta segunda-feira chegaram alguns cardeais, em particular alguns eleitores, que na parte manhã ainda não estavam presentes e, portanto, assim que chegaram fizeram o seu juramento: o patriarca maronita libanês, Cardeal Raï; o arcebispo de Colônia, Cardeal Meisner; o arcebispo de Berlim, Cardeal Völki; o arcebispo de Dacar, Cardeal Sarr, e o arcebispo de Praga, Cardeal Duka.

Na Congregação desta segunda foi decidido que não haverá congregações na tarde desta terça e da quarta-feira: portanto, também na quarta-feira haverá Congregação somente pela manhã.

Na manhã de hoje teve lugar a terceira Congregação Geral, realizada das 9h30 às 12h40 locais, com um intervalo de cerca de meia hora. Também manhã desta terça-feira outros cardeais chegaram ao Vaticano, os quais fizeram o seu juramento. Dois cardeais eleitores: o arcebispo de Madri, Rouco Varela, e o polonês Grocholewski. Portanto, no momento estão presentes em Roma 110 cardeais eleitores. 148 purpurados participaram da Congregação Geral desta manhã.

Pe. Lombardi informou que na Congregação Geral desta manhã foram feitos 11 pronunciamentos. Entre os temas: atividade da Santa Sé e dos diferentes dicastérios e a sua relação com os episcopados; renovação da Igreja à luz do Concílio Vaticano II; situação da Igreja e exigência da nova evangelização no mundo, nas diferentes situações culturais. Ao todo, entre segunda e terça-feira, foram feitos 33 pronunciamentos representativos de todos os 5 continentes.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé afirmou que há uma liberdade e uma expressividade da assembléia que tem sido muito eficaz nos pronunciamentos. Ademais, por enquanto, a duração dos pronunciamentos não foi reduzida a um tempo determinado. A questão do início do Conclave continua completamente aberta à consideração dos cardeais. Até então não foi tomada nenhuma decisão, precisou.

Pe. Lombardi acrescentou que a congregação dos cardeais quer entender de quanto tempo pode precisar para fazer a sua adequada preparação em vista da decisão tão importante do Conclave. Portanto, "sem apressar as coisas", comentou.

O sacerdote jesuíta informou que amanhã, quarta-feira, às 17h locais, na Basílica de São Pedro, os cardeais se reunirão no Altar da Cátedra para a Adoração e as Vésperas. Trata-se de um momento de oração que será conduzido pelo cardeal decano Angelo Sodano.

Os cardeais convidam toda a Igreja a rezar e a viver na oração este tempo de preparação para uma decisão tão importante como a eleição do Papa.

Na tarde desta terça-feira tiveram início os trabalhos de preparação da Capela Sistina: portanto, a partir de hoje a capela não mais pode ser visitada pelos turistas, dados os trabalhos em vista do Conclave.

Por fim, Pe. Lombardi fez uma atualização dos dados concernentes à presença da imprensa para a eleição do novo Pontífice. Até a tarde desta segunda-feira os temporariamente acreditados eram 4.432; os permanentes, entre imprensa, foto e vídeo, eram 600. Portanto, superada a cifra total dos 5 mil acreditados. Eles representam 65 nações e 24 línguas.

Ademais, foram mostradas as imagens do Centro Televisivo Vaticano (CTV) com as três urnas que serão utilizadas pelos cardeais na votação durante o Conclave


Semana de Oração para a Unidade dos Cristãos 2013

A edição 2013 da Semana de Oração para a Unidade dos Cristãos (SOUC), será realizada entre os dias 12 e 19 de maio. O tema da Semana será "O que Deus exige de nós?".  Inspirado em Miquéias 6:6-8, o material foi todo preparado pelo Movimento de Estudantes Cristãos da Índia, com a consultoria da Federação de Universidade Católica de Toda a Índia e do Conselho Nacional de Igrejas na Índia. O Conselho Nacional de Igrejas Cristã do Brasil (CONIC), por sua vez, se encarregou de produzir todo o material que será utilizado por igrejas e movimentos ecumênicos.

No processo de preparação, enquanto se refletia sobre o significado da Semana, ficou decidido que, num contexto de injustiça em relação aos dalits na Índia e na Igreja, a busca pela unidade visível não poderia estar dissociada do desmantelamento do sistema de castas e do apelo às contribuições para a unidade dos mais pobres.

Para adquirir o Cartaz e o Caderno de Oração da SOUC os interessados deverão entrar no site da CONIC e obter as informações.

Os frutos das ofertas doadas ao longo da Semana são distribuídos da seguinte maneira: 40% para a representação regional do CONIC (onde houver) e 60% para o CONIC Nacional.

Neste ano de 2013 as ofertas destinadas ao CONIC Nacional serão utilizadas na continuidade da conscientização temática "Superação da Intolerância Religiosa", tema que vem sendo trabalhado pelos regionais do CONIC.


Bispos do Conselho Permanente debatem a importância da participação da juventude na sociedade

Na tarde da terça-feira, 5 de março, os Bispos do Conselho Permanente da CNBB debateram, na sede da entidade em Brasília (DF), a conjuntura da juventude brasileira. A coordenação foi do Setor Universidades da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura.

O tema foi debatido por assessores da Pastoral da Juventude. O pedagogo Glaucio Mota destacou, entre outros dados, a realidade da juventude no Brasil, com ênfase ao cenário educacional: 1,5 milhão de jovens da região nordeste são analfabetos; 48% dos jovens entre 15 e 17 anos estão no Ensino Médio, e apenas 13% dos que tem entre 18 e 24 anos frequentam a educação superior. O especialista chamou atenção para a necessidade de ações concretas que visem à qualificação da juventude e as oportunidades no mercado de trabalho. Além disso, enfatizou a urgência de políticas públicas para o enfrentamento da violência e recordou o alto índice de homicídios de jovens.

Rodrigo de Andrade, especialista em juventude e coordenador de Pastoral da Juventude de Curitiba (PR), ressaltou o engajamento dos jovens nas comunidades paroquiais. Diferente do cenário apresentado pela mídia, grande parte da juventude se diz cristã. Por outro lado, ele acredita que é preciso, também, que essa juventude de alguma forma, "se engaje em movimentos políticos que possam contribuir para uma maior articulação e presença nos jovens na sociedade civil".

Também apresentaram o papel do Conselho Nacional da Juventude, que tem como meta de trabalho, a formulação de políticas públicas. "Precisamos incentivar nossa juventude para a participação dos movimentos nos Conselhos local, estadual e Nacional, para um maior engajamento dos jovens na política de nosso País", afirmou Glaucio.


'Renúncia foi aula de eclesiologia'

Por e-mail, diretamente de Roma, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, falou sobre suas percepções a respeito dos quase oito anos do pontificado de Bento 16. Na entrevista publicada no jornal O São Paulo, dom Odilo, que participará pela primeira vez de um Conclave, também orientou os católicos sobre como viver este tempo tão importante para a vida da Igreja.

Veja a íntegra:

O SÃO PAULO – O que significou o pontificado de Bento 16 para a Igreja e quais foram suas principais contribuições?Dom Odilo - Bento 16 deixa um legado importante para a Igreja e será certamente recordado na história da Igreja como um dos grandes papas teólogos; tanto pelo que escreveu e falou quando já era Sumo Pontífice, quanto pelo que escreveu antes disso. Será recordado também pelo seu esforço em ajudar a Igreja a voltar-se para a essência de sua fé e de sua missão. Mostram isso suas encíclicas sobre a esperança e a caridade, as Exortações Apostólicas sobre a Eucaristia e a Palavra de Deus. Mas será recordado, também, por ter estimulado o clero a buscar a autenticidade na vivência de sua vocação e toda a Igreja, na revalorização de sua fé e no esforço renovado para transmiti-la aos outros. Enfim, a própria renúncia é um gesto que ajudará a Igreja a voltar-se mais para o essencial de sua vida e missão, a partir de um renovado encontro com sua própria razão de ser e existir; um professor de teologia, em Roma, observou: a renúncia foi sua última aula de eclesiologia...

O SÃO PAULO – E o que significou a atuação de Bento 16 para a humanidade?Dom Odilo – Isso ainda será melhor avaliado com o passar do tempo. De toda forma, continuando a tradição de seus predecessores, Bento 16 manifestou-se sobre todos os assuntos e fatos relevantes deste momento da vida e da história humanas. Sua contribuição para a cultura, a filosofia, a busca da verdade e do bem são extraordinárias; como teólogo e humanista tem largos horizontes e teve sua palavra geralmente acolhida com respeito e consideração; estimulou o mundo a pensar e a ir além das superficialidades de uma cultura consumista e imediatista. Sua encíclica social – Caritas in veritate – é uma contribuição importante para o discernimento sério sobre as questões que atualmente afligem a humanidade. Estimulou muito, também, o diálogo entre as religiões e as culturas. Teve sempre a preocupação da justiça, da paz e da solidariedade entre os povos.

O SÃO PAULO – Como os católicos devem encarar as críticas e este clima de "denuncismo" que se instaurou na mídia após o anúncio de que o papa iria renunciar?Dom Odilo – Com muita serenidade e discernimento. É um fato interessante que, de um momento a outro, todos começaram de novo a falar da Igreja, mesmo sem conhecer bem as questões abordadas. Muita matéria produzida foi sensacionalista ou simplesmente marcada pelo preconceito contra a Igreja, sem o interesse de conhecer ou comunicar a verdade. É sempre importante tentar saber de qual púlpito vem o sermão e perguntar se merecem crédito certas afirmações bombásticas, de efeito retórico (ex. "guerra civil no Vaticano"...), que não se sustentam em fatos, mas em suposições e conjecturas que visam jogar no descrédito a Igreja perante o mundo e perante seus próprios fieis. É preciso lembrar que cada um deverá prestar contas a Deus pelas afirmações mentirosas e injuriosas ditas contra o próximo ou também a Igreja. Recomendo que não se dê crédito fácil a certas caricaturas que se fazem da Igreja; quem conhece a Igreja e vive dentro dela sofre com o desprezo à Igreja. Infelizmente, as palavras do próprio Papa, proferidas no anúncio do dia 11 de fevereiro sobre sua renúncia, foram deixadas de lado, como sendo não-verdadeiras, para dar largas a todo tipo de suspeitas, especulações e conjecturas sobre os "reais motivos" da renúncia. Alguém nas condições e na autoridade do Papa deveria merecer mais crédito e respeito.

O SÃO PAULO- O senhor poderia descrever algum episódio mais pessoal de seus contatos com Bento 16?Dom Odilo – Lembro da vigília na Jornada Mundial da Juventude em Madrid, em julho de 2011. Veio um temporal muito forte durante a fala do papa; o vento balançava até a estrutura do palco, onde estavam o Papa, os bispos e muitas outras pessoas. Mais de um milhão de jovens estavam à frente do papa, apanhando toda aquela chuva. Os seguranças sugeriram várias vezes que ele se retirasse para um lugar mais seguro, mas Bento 16 quis permanecer ali, com os jovens... No final da celebração, parecia que não queria ir embora, preocupado com os jovens... Aproximou-se deles, de maneira muito paternal, e desejou que, apesar de tudo, eles repousassem ao menos um pouquinho... Na manhã seguinte, já debaixo de muito sol, a primeira coisa que fez foi perguntar aos jovens como tinham passado a noite. Achei isso de uma sensibilidade finíssima, que emocionou e cativou o coração dos jovens.

O SÃO PAULO - A partir dos momentos reservados que teve com Bento 16, que características o senhor destacaria dele?Dom Odilo - Um homem sereno, simples, inteligente, atento ao interlocutor, interessado em ouvir, extremamente gentil e fino no trato com as pessoas. Nunca pude ver nele aquele homem "autoritário" ou "duro", como algumas vezes foi descrito; isso não corresponde à verdade. Quando visitou o Brasil, em 2007, fiquei perto do Papa durante alguns dias, na sua estadia em São Paulo. Eu lia os títulos na imprensa e me perguntava: de qual papa estão falando? Não era do Papa Bento 16, que eu conheço...

O SÃO PAULO - Estamos aguardando a escolha do novo Pontífice. A Igreja está "acéfala" até que o próximo papa seja eleito?Dom Odilo - Não, a Igreja nunca fica acéfala ("sem cabeça", ou "sem chefe") durante o período da vacância, porque o verdadeiro chefe da Igreja é Jesus Cristo glorificado, que nunca abandona o seu corpo, a Igreja. Além disso, durante a sede vacante, o Colégio dos Cardeais responde pela Igreja, segundo as competências que lhe são próprias.

O SÃO PAULO - Quais as características que o novo papa deve ter?Dom Odilo - O escolhido terá as qualidades que tiver, e não podemos idealizar demais. Nenhum papa é igual a outro. Ele deverá ser dócil às inspirações e à ação do Espírito Santo, inteiramente fiel a Cristo e à própria Igreja. Podemos, humanamente, desejar que seja uma pessoa muito capaz, cheia de virtudes, preparada do ponto de vista intelectual e teológico, homem de grande fé e vigor espiritual, capaz de liderança e de comunicação, segundo as condições do nosso tempo. Mas também neste caso, precisamos ter a consciência de que ninguém nasce papa, mas aprende a desempenhar essa árdua missão enquanto a exerce.

O SÃO PAULO– Quais são os principais desafios que o próximo papa vai encontrar?Dom Odilo - São os desafios de toda a Igreja, que se manifestam em toda parte: a nova evangelização, a transmissão da fé, a perseverança na fé e a operosidade dos filhos da Igreja para a irradiação da luz e da força viva do Evangelho no mundo... Há os desafios internos da renovação constante da Igreja, para que ela viva no compasso do tempo e da cultura, sem deixar de ser ela mesma; há os desafios externos, representados pela cultura do nosso tempo, muitas vezes fechada ao Evangelho, senão, contrária a ele. Há os desafios da presença pública da Igreja no mundo, no contexto da política, da economia, da educação, das relações sociais e internacionais. De fato, o Evangelho não é um bem privado da Igreja, mas uma "luz" para o mundo, que não deve ser ocultada, mas irradiada. Enfim, o desafios podem ser muitos, mas não devemos esperar que eles sejam enfrentados pelo papa sozinho, nem sempre em primeira pessoa. A missão e a responsabilidade pela Igreja são compartilhadas, com o Papa, por todos os bispos em comunhão com ele. E em cada Igreja local, com os bispos, também os sacerdotes e todos os fiéis assumem essa mesma responsabilidade. A Igreja não depende só do papa.

O SÃO PAULO - Qual deve ser a atitude dos católicos neste tempo de espera para a eleição do novo papa?Dom Odilo - Antes de tudo, uma serena fé e confiança na Igreja e na ação do Espírito de Cristo, que não abandona a Igreja. Talvez foi essa a mensagem mais insistente de Bento 16 nesses últimos dias de seu Pontificado: não estamos sozinhos; o Senhor não abandona a sua Igreja. Portanto, ninguém desanime, nem se deixe levar pelo pânico. Este é um tempo de espera e de serena esperança. A Igreja não conta apenas com as próprias forças e fragilidades. Ela pode continuar a contar com o seu supremo Pastor, que é o próprio Senhor Jesus.


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