sexta-feira, 19 de abril de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 19/04/2013

REFLEXÃO

Como pode ele dar a sua carne a comer? Como entender que para ter a vida eterna e ressuscitar no último dia é preciso comer a verdadeira comida e beber a verdadeira bebida que são a carne e o sangue de Jesus? Essas verdades se constituem numa realidade absurda para os judeus. Por que? Porque eles não conheceram verdadeiramente quem é Jesus. No mundo de hoje, encontramos muitas pessoas que, como os judeus, não conhecem Jesus e vêem a eucaristia como uma realidade absurda. Precisamos agir como missionários para que essas pessoas conheçam Jesus, se alimentem da verdadeira comida e da verdadeira bebida e vivam para sempre.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom José Antônio Peruzzo, Bispo de Palmas-Francisco Beltrão - PR

Ordenação Presbiteral

  • Dom Luciano Bergamin, CRL, Bispo de Nova Iguaçu - RJ

Ordenação Episcopal

  • Dom José Maria Pinheiro, Bispo Emérito de Bragança Paulista - SP
  • Dom Emanuel Messias de Oliveira, Bispo de Caratinga - MG
  • Dom Vital Chitolina, SCJ, Bispo de Diamantino - MT
  • Dom José Moreira Bastos Neto, Bispo de Três Lagoas - MS
  • Dom Tarcísio Scaramussa, SDB, Bispo Auxiliar de São Paulo - SP
NOTÍCIAS

Dom Damasceno: 'A 51ª Assembleia nos revigorou para levar em frente a missão evangelizadora de Cristo'

A Celebração Eucarística de encerramento da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reuniu todo o episcopado brasileiro em torno do Altar Central do Santuário Nacional, nesta sexta-feira, 19 de abril.

A celebração foi presidida pelo Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis e concelebrada pelo Arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva e pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner.

No início da celebração, os assessores da CNBB conduziram os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a Cruz dos Jovens e o ícone de Nossa Senhora até o Altar Central.

Em sua homilia, Dom Damasceno agradeceu os frutos do trabalho da Assembleia Geral. "Não podemos deixar de agradecer a Deus os frutos de nosso trabalho e de  manifestar a imensa gratidão a todos  que colaboraram  na preparação e realização dessa Assembleia", afirmou.

O Cardeal ressaltou que vários temas ocuparam a atenção do episcopado e destacou o tema central 'Comunidade de comunidades: uma nova Paróquia'. "O tema central foi estudado com profundidade e recebeu muitas e excelentes emendas. Esperamos que esse Documento possa ajudar na renovação de nossas paróquias. O texto revisto pela Comissão será publicado na coleção verde da CNBB, para que em todos os regionais, dioceses, paróquias e comunidades, possa ser ainda estudado e enriquecido com novas sugestões, até o mês de outubro, para posterior aprovação na próxima Assembleia", afirmou.

Dom Raymundo Damasceno destacou ainda dois documentos que seguirão semelhante processo.  O Documento 'Igreja e questão Agrária no início do Século XXI' retornará também na próxima Assembleia Geral, depois de incorporar as sugestões que forem apresentadas pelos 18 Regionais da CNBB, Dioceses e paróquias.

Citou também a aprovação final do Diretório para a Comunicação da Igreja no Brasil, por sua vez, foi confiado ao Conselho Permanente da CNBB. "Esses documentos envolvem temas importantíssimos para vida da Igreja e para a sociedade brasileira. Alguns deles se referem à vida interna da Igreja; outros dizem respeito a vida da sociedade em geral. A questão agrária está relacionada com a opção preferencial  pelos pobres e com a justiça social", acrescentou.

Peregrinação dos ícones da JMJ

Os bispos puderam contemplar a cruz dos jovens e o ícone de Nossa Senhora que após a celebração foi conduzido pela juventude até o Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida.

Os símbolos da JMJ, após sua peregrinação pelas paróquias da Arquidiocese de Aparecida, chegam ao Santuário Nacional, antes de serem entregues à Diocese de Volta Redonda, onde começará a peregrinação desses dois símbolos pelas Dioceses do Estado do Rio de Janeiro até chegar, em julho próximo, na cidade do Rio de Janeiro para a JMJ.

Mensagem aos bispos

Aos bispos presentes na Santa Missa Dom Damasceno pediu que partilhem com seus presbíteros, diácono, consagrados e fiéis leigos as conclusões da assembleia, fortalecendo, assim, a comunhão para um melhor êxito da ação evangelizadora.

"Queridos irmãos no Episcopado, depois desta nossa 51ª Assembleia Geral, voltaremos para nossas Igrejas particulares. A oração compartilhada nesses dias que aqui vivemos, a conivência fraterna, os temas aprofundados no estudo e no intercâmbio fraterno – tudo isto nos revigorou física e espiritualmente para  levar em frente, diante de tantas exigências e mudanças rápidas e profundas,  a missão evangelizadora que Cristo nos confiou", concluiu.

Após a missa, os bispos retomam as últimas atividades da Assembleia Geral com uma sessão de encerramento e coletiva de imprensa.


"Existem luzes e sombras, alegrias e preocupações", diz dom Sergio Castriani sobre as paróquias

Em sua participação na coletiva de imprensa da quinta-feira, 18 de abril, o arcebispo de Manaus e presidente da Comissão para o Tema Central, dom Sergio Castriani, disse sobre as novidades que a 51ª Assembleia Geral dos Bispos trouxe para o tema central "Comunidade de comunidades: uma nova paróquia".

Dom Castriani, destacou que, após passar por emendas e correções, o texto foi muito bem aceito pelo episcopado e que até outubro será enviado às paróquias, comunidades e Regionais do Brasil para que haja um movimento de participação de todos no tema.

"O texto diz que analisar a realidade atual não é simples, a situação é complexa e muitas vezes mais do que podemos imaginar. Quando a gente começa a refletir sobre a situação da paróquia, os desafios que ela enfrenta e o mundo de hoje, as respostas que encontramos é uma coisa complexa. Existem luzes e sombras, alegrias e preocupações", disse.

Dom Castriani observou que há muita coisa boa acontecendo para a renovação das paróquias, mas, que também existem situações que impedem essa renovação.

O bispo destacou que muitas paróquias e comunidades no país vivem uma intensa conversão pastoral, que vem de muitos anos. "Existem paróquias e comunidades preocupadas com a evangelização, como a catequese para a iniciação a vida cristã e na perspectiva bíblica. Temos paróquias numa liturgia viva e participativa, e ainda, comunidades que se preocupam com a juventude, que despertam serviços nos ministérios leigos. Temos paróquias com conselhos paroquial e assuntos econômicos, além de grupos que participam ativamente da vida paroquial", disse.

Dom Sergio Castriani finalizou dizendo que de fato as dificuldades existem, mas cabe aos párocos e colaboradores desenvolverem uma pastoral de comunhão e participação que permita a renovação. O bispo informa que até outubro o empenho será o de envolver na discussão e na reflexão, comunidades, grupos, movimentos e pastorais afim de tornar a paróquia uma instituição que é missionária, evangelizadora e servidora da vida.


Em instantes, acompanhe a Coletiva de Imprensa ao vivo

A coletiva de imprensa da 51ª Assembleia Geral dos Bispos será composta pela presidência da CNBB (Dom Raymundo Damasceno, presidente; Dom José Belisário, vice-presidente e Dom Leonardo Steiner, secretário-geral).

A CNBB em parceria com o Portal A12, desde o primeiro dia da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida (SP), está transmitindo ao vivo a Coletiva de Imprensa. A transmissão de hoje será em seguida a cerimônia de encerramento.

Para acompanhar a coletiva ao vivo acesse o link.


Assista ao vídeo da última coletiva da 51ª Assembleia Geral dos Bispos

A oitava coletiva da 51ª Assembleia Geral dos Bispos, realizada na tarde desta sexta-feira, 19 de abril, já está disponível no youtube. Participaram deste último encontro com os jornalistas, a presidência da CNBB: cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis e concelebrada pelo Arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva e pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner. Assista o vídeo

 


"Encerramos o encontro com um saldo excelente", destacou dom Raymundo Damasceno sobre a 51ª Assembleia Geral

A coletiva de imprensa do último dia da 51ª Assembleia Geral da CNBB foi composta pela presidência da CNBB, Cardeal dom Raymundo Damasceno, presidente e arcebispo de Aparecida (SP); dom José Belisário da Silva, vice-presidente e arcebispo de São Luís (MA) e dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral e bispo auxiliar de Brasília.

No início da coletiva dom Raymundo saudou os jornalistas presentes e aqueles que acompanharam ao vivo pelo Portal A12. O cardeal destacou o trabalho da imprensa e revelou o sentimento de gratidão pelo trabalho que foi realizado durante a 51ª Assembleia. "Estamos gratos e agradecemos o trabalho realizado por vocês durante esses 10 dias que estivemos reunidos aqui em Aparecida", disse.

O presidente da CNBB avaliou que a 51ª Assembleia Geral foi uma ocasião de profunda experiência eclesial. "Estivemos reunidos para rezar, refletir e promover o aprofundamento de nossa comunhão. O resultado desse nosso empenho foi o melhor possível. Encerramos o encontro com um saldo excelente", ponderou.

Durante a coletiva foi feito um balanço das atividades realizadas. Sobre o tema central da Assembleia 2013 "Comunidade de comunidades: uma nova paróquia", dom Raymundo disse que "já era previsto que seria aprofundado na assembleia desse ano e continuaria sendo levado para as dioceses para novos estudos e somente na assembleia do próximo ano que será apresentado para a aprovação final".

O cardeal explicou que o tema central se situa na busca por uma maior "conversão pastoral" e apontou algumas reflexões sobre o estudo como a cultura dos tempos atuais, o desafio e a necessidade de considerar a mudança de época, o reconhecimento que o lugar privilegiado para realizar uma experiência concreta com Jesus Cristo é a comunidade eclesial e por fim o reconhecimento de que a paróquia é a grande escola da fé, da oração, dos valores e costumes cristãos.

Além do tema central, dois outros assuntos foram destacados na coletiva: o estudo sobre a Questão Agrária e o Diretório para a Comunicação no Brasil. Os dois temas foram amplamente discutidos pelos bispos que decidiram pela continuidade da reflexão antes de se tornarem documentos da CNBB.

Foi destacado também assuntos abordados durante a Assembleia como a Jornada Mundial da Juventude, os textos litúrgicos e a Campanha da Fraternidade.

No final de suas palavras dom Raymundo Damasceno apresentou outros dois frutos da Assembleia que são um subsídio que os bispos estão oferecendo a todos as comunidades para aprofundamento do tema das eleições e uma Nota que foi emitida em defesa dos direitos indígenas e quilombolas, pela rejeição da PEC 215.


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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 18/04/2013

REFLEXÃO

Um dos elementos fundamentais na fé católica é o primado da graça. Se Deus não age, nós não podemos agir, nos tornamos incapazes de fazer o bem. Para nós, o bem maior é conhecer Jesus, sermos capazes de ir até ele, mas isso só é possível pela atuação da graça. Mas, se por um lado, a graça é necessária para chegarmos até Jesus, por outro lado, Deus respeita a nossa liberdade, de modo que associada à graça divina, deve estar a nossa procura de Cristo. De nada adianta a graça nos mostrar que Jesus é o Pão da vida descido do céu para ser alimento de vida eterna a todos nós, se nós não queremos vê-lo.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Odelir José Magri, MCCJ, Bispo de Sobral - CE

Ordenação Presbiteral

  • Dom Neri José Tondello, Bispo de Juína - MT

Ordenação Episcopal

  • Dom Geraldo Dantas de Andrade, SCJ, Bispo Auxiliar Emérito de São Luís do Maranhão - MA
  • Dom Laurindo Guizzardi, CS, Bispo Emérito de Foz do Iguaçu - PR
  • Dom Tarcisio Nascentes dos Santos, Bispo de Duque de Caxias - RJ
NOTÍCIAS

Dom Eduardo Pinheiro fala sobre a dedicação da Igreja à Juventude

Na tarde da quarta-feira, 17 de abril, sétimo dia da 51ª Assembleia, o bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro participou da coletiva de imprensa realizada no Centro de Eventos padre Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP) e falou sobre a importância dos jovens para a Igreja.

Dom Eduardo lembrou a atenção histórica que a Igreja e a CNBB possuem pelos jovens, materializada principalmente através dos planos pastorais, diretrizes e documentos que priorizam a juventude. O bispo destacou que neste ano de 2013 a Igreja vive o chamado "Ano da Juventude", uma vez que acontecerá em julho, no Rio de Janeiro, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), além da Campanha da Fraternidade (CF) deste ano ter tido como tema a juventude.

"Se a JMJ atinge de uma maneira especial e diretamente o coração dos jovens e eles se entusiasmam tão  rapidamente, a CF visou e visa que as estruturas da Igreja  e o mundo adulto desperte o valor da juventude", disse.

Contextualizando a valorização da juventude, dom Eduardo fez referência ao Documento 85 "Evangelização da Juventude – Desafios e perspectivas pastorais", lançado em 2007 pela CNBB, que se apresenta como documento base para quem se envolve com a juventude. "É um documento ideal para evangelizadores, educadores, pastores e pessoas interessadas em fazer valer esse contexto mais favorável à juventude".

Dom Eduardo destacou o trajeto percorrido para a JMJ que teve início em 2007 com o pedido oficial ao Papa Bento XVI, passou por 2011 com a chegada da Cruz peregrina e do ícone de Nossa Senhora ao Brasil e, agora, em 2013, com o grande evento em julho. "A peregrinação da Cruz e do ícone tem feito um grande bem aos jovens que participam, para a Igreja que tem favorecido e para a sociedade que acolhe. Todos só têm a ganhar com a Jornada", ponderou.

Em suas palavras finais dom Eduardo expos que após a JMJ a CNBB terá a preocupação em manter vivas as iniciativas de trabalho junto aos jovens e à evangelização, para que eles permaneçam em sintonia e animados com as graças de Deus. "Este será um momento singular e é preciso saber reconhecer o valor e aproveitar bem", disse.


Missa lembra Constituição Conciliar que renovou a liturgia da Igreja

A Santa Missa da 51ª Assembleia Geral da CNBB desta quinta-feira, 18 de abril, foi celebrada em Ação de Graças pela Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium. A Celebração Eucarística foi presidida pelo bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA), dom Armando Bucciol.

Na procissão de entrada estavam os bispos referenciais de liturgia dos regionais da CNBB.

Completando 50 anos de sua abertura, o Concílio Vaticano II foi um momento muito especial para a fé católica.

A Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium tratou da questão da renovação litúrgica da Igreja. Foi o primeiro dos documentos aprovados e recebeu quase a unanimidade dos votos dos padres conciliares.

Toda a Igreja é chamada a celebrar os frutos do Concílio Vaticano II, disse o bispo auxiliar de São Paulo, dom Edmar Perón no início da celebração. "Damos graças a Deus pela linda obra do Concílio Vaticano II, em especial pela Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia", afirmou.

Em sua homilia, dom Armando Bucciol destacou que é necessário renovar a disponibilidade espiritual e pastoral para acolher o que o espirito diz. "A Palavra de Deus de hoje nos convida a uma reflexão sobre o batismo e a Eucaristia. O Evangelho de João apresenta Jesus que se declara Pão da vida. Essas palavras nos conduzem no sentido mais intimo da Eucaristia. Acolhemos o mistério do amor de Deus, que se fez carne e Dele aprendemos a viver como irmãos", acrescentou.

Para dom Armando Bucciol é preciso pedir a Deus que possamos sentir de perto o seu amor paterno. "As palavras que a liturgia coloca em nossos lábios tem a uma força parecida com a de Deus. Ela nos convida a recordar nossa vocação batismal".

Sobre o Concílio Vaticano II, dom Armando afirmou que a Igreja tem um tom especial com o documento Conciliar Sacrosanctum Concilium, que mostra que Deus sempre usou de sinais para falar com seu povo e que em Cristo, estes sinais sacramentais se tornaram definitivos e está especialmente presente na celebração da Eucaristia.

"O Santo Concílio afirma que a liturgia tem um antes e um depois. Antes da conversão e depois do testemunho da caridade. Agradeço a Deus e aos padres conciliares que fizeram que a nossa Igreja possua um tom especial com esse documento".

O bispo de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, acredita que o documento Conciliar Sacrosanctum Concilium tornou nossas celebrações verdadeiras experiências de fé.

Dom Armando lembrou o Documento de Aparecida que cita 'a Eucaristia é o encontro privilegiado do discípulo com Jesus'. "É feliz quem se deixa introduzir na vivência da fé, através dos ritos e das orações. A escola da Palavra apresenta um estilo de vida que faz diferença, na solidariedade das escolhas e nas relações cotidianas", concluiu.


Conferência celebra 30 anos do Código de Direito Canônico e lança publicação

Nesta quarta-feira, durante a 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fez a celebração dos 30 anos da promulgação do novo Código de Direito Canônico (CDC). A solenidade foi realizada no plenário da Assembleia, em parceria com a Sociedade Brasileira de Canonistas.

De acordo com o assessor canônico da CNBB, Fr. Evaldo Xavier Gomes, o Código é considerado o último documento do Concílio Vaticano II. "Quando o papa João XXIII anunciou, para toda a Igreja, a convocação de um Concílio, ele conclamou também a convocação para um novo CDC. Não é à toa que em 1983, quando foi promulgado o novo Código, o papa João Paulo II afirmou que se tratava do último documento do Concílio Vaticano II".

Fr. Evaldo enumera também que o Concílio trouxe grandes mudanças para a vida da Igreja. "O novo CDC veio ao encontro da realidade das comunidades pós-conciliares. O direito penal da Igreja ficou mais enxuto. Por exemplo, no que diz respeito à vida religiosa, abriu espaço a novas formas de vida religiosa, sejam institutos de vida consagrada, sociedades de vida apostólica e mesmo as prelazias pessoais".

O consultor lembra, porém, que é preciso que as comunidades conheçam melhor o Código. "Ele é acessível e deveria ser mais lido, mais conhecido, mais estudado. É um reconhecimento de nossa cidadania na Igreja de Jesus Cristo", disse Fr. Evaldo. As Edições CNBB fizeram, na ocasião, o livro "Código de Direito Canônico comentado", que pode ser adquirido através do site www.edicoescnbb.com.br


Acompanhe a Coletiva de Imprensa ao vivo, às 15h

Na coletiva desta quinta-feira, 18 de abril, estarão presentes o arcebispo de Belém (PA), dom Alberto Taveira; arcebispo de Belo Horizonte (BH), dom Walmor de Oliveira Azevedo e o arcebispo de Manaus, dom Sérgio Castriani.

A CNBB em parceria com o Portal A12, desde o primeiro dia da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida (SP), está transmitindo ao vivo a Coletiva de Imprensa que acontece todos os dias às 15h.

Para acompanhar a coletiva ao vivo acesse o link.


COLETIVA DE IMPRENSA

Hoje, às 15h, será realizada a Coletiva de Imprensa do nono dia da 51ª AG com Dom Walmor Oliveira, arcebispo de Belo Horizonte (BH); dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém (PA) e dom Sergio Castriani, arcebispo de Manaus (AM). A coletiva será transmitida ao vivo pelo Portal A12.

COLETIVA DE IMPRENSATema Central e Comissões Episcopais PastoraisOitavo dia da 51a assembleia geral da CNBBAparecida (SP)

Nesta véspera do encerramento da assembleia geral, os bispos terão as informações atualizadas de várias comissões episcopais pastorais. O tema central também é lembrado pelo fato de que amanhã, antes da cerimônia de encerramento não haverá mais espaço para debates. Na parte da manhã desta quinta feira também ganhará destaque uma palavra ao plenário a respeito do Fundo da Solidariedade, fruto da coleta da Campanha da Fraternidade, e a Campanha da Evangelização que é realizada pela Conferência todos os anos durante o tempo litúrgico do Advento.

O tema central, aprofundado em várias sessões do encontro, diz respeito a uma realidade próxima ao cotidiano de todos os católicos: a paróquia. Os bispos refletiram sobre a "Comunidade de comunidades: uma nova paróquia". Dom Sergio Castriani, arcebispo de Manaus e presidente da Comissão responsável pelo trabalho sobre o texto do tema, lembrou em entrevista à imprensa que paróquia é a grande escola de fé, oração, valores e costumes cristãos. "A paróquia continua sendo uma referência importante para o povo cristão, inclusive para os 'não praticantes', ela pode se tornar um farol sempre mais luminoso, especialmente nestes tempos de incerteza e inseguranças". Dom Castriani destacou também, na mesma ocasião, que o episcopado está convencido de que é preciso fazer uma renovação urgente nas paróquias. "As mudanças da realidade estão pedindo uma nova organização e acreditamos que esta renovação está ligada à articulação de pequenas comunidades capazes de estabelecer vínculos entre as pessoas que convivem na mesma fé".

A paróquia só pode ser entendida dentro do amplo sentido da vida da Igreja. Dom Walmor Oliveira, arcebispo de Belo Horizonte (MG), em artigo publicado recentemente tratou dos gestos e das palavras do Papa Francisco sobre a Igreja e afirmou: "Francisco indica um caminho que para ser percorrido, com eficácia, precisa de vigor espiritual, da coragem da profecia e da alegria verdadeira que só brota no coração de quem compreende bem o desejo de Deus. A Igreja está, pois, pela palavra e gestos do Papa, a revisitar os tesouros da fé cristã, banhando-se neles para alcançar uma compreensão espiritual capaz de conferir novos rumos à vida pessoal, organização eclesial e à sociedade.

Na parte da tarde desta quinta-feira, os bispos vão ouvir os relatos dos chamados Organismos do Povo de Deus: Comissão Nacional dos Diáconos (CND), Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS), Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP) e Conferência Nacional dos Religiosos(CRB). As comissões episcopais que farão a partilha hoje serão: Comissão para a Comunicação, Comissão para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz e Comissão dos Bispos eméritos. Está prometida para ser publicada na sessão de encerramento amanhã, uma Nota Oficial da CNBB sobre a Questão Indígena.

ServiçoCOLETIVA DE IMPRENSAHora: 15 hs  Local: Sala de Coletiva / Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho – Aparecida (SP)

EntrevistadosDom Walmor Oliveira, arcebispo de Belo Horizonte (BH); dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém (PA) e dom Sergio Castriani, arcebispo de Manaus (AM).

Mais informaçõesAssessoria de Imprensa da CNBB (12) 3104-3427 / Celulares: (61) 8119 3762 (Pe. Rafael Vieira) (61) 8119 3725 (Ir. Diego Joaquim) / (12) 8269-4168 (Claudia Belo) / (12) 8269-4169 (Paulo Giraldi).Email: cnbb.imprensa@gmail.com  Facebook/ fanpage: assembleia geral da CNBB

Dom Walmor Oliveira, arcebispo de Belo Horizonte (MG)Nascimento: 26/04/1954 Local: Cocos (BA); Ordenação Presbiteral: 09/09/1977; Nomeação Episcopal como bispo auxiliar de Salvador (BA): 21/01/1998; Nomeação Episcopal como arcebispo de Belo Horizonte (MG): 28/01/2004;

O arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma (Itália). É mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, em Roma (Itália). Em agosto de 2009, dom Walmor Oliveira de Azevedo foi nomeado pelo Papa Bento XVI para uma das mais importantes congregações do Vaticano: a Congregação para a Doutrina da Fé. Dom Walmor presidiu a Comissão para Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), durante os exercícios de 2003 a 2007 e de 2007 a 2011. Também exerceu a presidência do Regional Leste II da CNBB - Minas Gerais e Espírito Santo.

Dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém (PA)

Nascimento: 26/05/1950 Local: Nova Lima (MG) Ordenação presbiteral: 15/08/1973 Nomeação como bispo auxiliar de Brasília (DF): 24/04/1991 Nomeação como arcebispo de Palmas (TO): 1996 Nomeação como arcebispo de Belém (PA): 30/12/2009

Dom Alberto escolheu como lema Episcopal o texto do Evangelho de São João 6, 51: "O Pão que eu darei é a minha Carne para a vida do mundo", no brasão episcopal expresso com a frase latina "Pro Mundi Vita". Na Arquidiocese de Brasília, como Bispo Auxiliar de 1991 a 1996, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, especialmente a Coordenação de Pastoral, as Visitas Pastorais, Conselho Arquidiocesano de Pastoral, acompanhamento dos Seminários, Pastoral Vocacional, Comissão de Juventude, Pastoral Familiar e Campanha da Fraternidade. Empenhou-se nos meios de Comunicação Social, especialmente na Rádio Nova Aliança, da Arquidiocese de Brasília. A partir de 1991 acompanhou, em nome da Arquidiocese de Brasília, o Grupo Parlamentar Católico do Congresso Nacional. Dom Alberto Taveira Corrêa é membro do Conselho Administrativo da Fundação "Populorum Progressio", criada por João Paulo II para ajuda às populações camponesas, indígenas e afro-americanas da América Latina, tendo sido seu Vice-presidente por dois mandatos. Na Arquidiocese de Belém, empenha-se juntamente com o Clero e o Povo de Deus, na realização do Projeto "Igreja de Belém em Missão" e na preparação do XVII Congresso Eucarístico Nacional, a ser realizado em Belém do Pará, de 15 a 21 de agosto de 2016, no ano do quarto centenário da cidade de Belém e do início da Evangelização da Amazônia. Dom Alberto é presidente da Fundação Nazaré de Comunicação, órgão da Arquidiocese de Belém, onde participa ativamente de todos os veículos de comunicação. Na Rádio Nazaré FM apresenta diariamente o programa "A Voz do Pastor", na TV Nazaré apresenta o programa "Conversa com meu povo". Para a TV Nazaré e a TV Canção Nova faz o programa diário "Palavra de vida eterna" e para o Jornal Voz de Nazaré escreve a coluna semanal "Conversa com meu povo". Como Arcebispo de Belém, preside anualmente o "Círio de Nazaré", uma das maiores manifestações religiosas católicas ou a maior delas no mundo inteiro. Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, continua Assistente Nacional para a Renovação Carismática Católica e é membro da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos. Por nomeação da Santa Sé, através do Pontifício Conselho para os Leigos, é o Assistente Internacional das "Comunidades Novas nascidas da Renovação Carismática Católica". Dom Alberto publica anualmente, desde 1997, por ocasião da Quaresma, pelas Edições Canção Nova, o "Retiro Popular", roteiro de propostas de Reflexão, oração e Vida. Também pela Canção Nova, publicou o livro "É Cristo que vive em mim" e a coleção de meditações "Aos pés do Senhor", em quatro volumes.

Dom Sérgio Castriani, arcebispo de Manaus (AM) e presidente da Comissão do tema central.

Nascimento: 31/05/1954, Local: Regente Feijó (SP); Ordenação Presbiteral: 09/12/1978; Nomeação Episcopal como bispo Coadjutor de Tefé (AM): 27/05/1988; Bispo Prelado de Tefé: 19/10/2000; Nomeado arcebispo de Manaus (AM): 12/12/2012.

Dom Sergio, ao tratar de pastorais da Igreja, em entrevista recente, ponderou: "as pastorais são as formas concretas que Igreja no Brasil criou para responder aos apelos da realidade de forma organizada e competente, mas sempre a partir da fé. Os grandes problemas são transversais. É importante que não se isolem. Daí a importância da pastoral de conjunto, que começa com a escuta respeitosa daquilo que o outro pensa e faz. Dai surge a necessidade de estruturas de comunhão e participação como secretariados, reuniões periódicas, coordenação etc. Estas estruturas existem e é preciso conservá-las e animá-las sem cair no perigo de torná-las vazias e sem vida. Espero poder participar ativamente, dentro das minhas possibilidades, destas estruturas, ouvindo, aprendendo, e contribuindo para que a pastoral seja realmente de conjunto". Fonte: www.amipaz-manaus.blogspot.com.br


"A JMJ é um encontro de toda a juventude", disse dom Orani Tempesta

Na quarta-feira, 17 de abril, dom Orani João Tempesta, arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, apresentou aos bispos da 51ª Assembleia Geral da CNBB um panorama de como estão os trabalhos de preparação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013. O evento que será realizado no período entre 23 a 29 de julho de 2013, com a presença do Papa Francisco, já conta com mais de 200 mil jovens inscritos. A menos de 90 dias da jornada, o arcebispo trouxe para a Assembleia dos Bispos, informações importantes sobre as fases de organização do Rio para receber os jovens que virão de outros 160 países e de diversas partes do Brasil. "Estamos trabalhando com uma estrutura, juntamente com a prefeitura e governo local", explicou o arcebispo.

Pelo fato da cidade receber diversos eventos esportivos, culturais e sociais durante o ano todo, dom Orani acredita que a estrutura que está sendo preparada, atenderá as atividades da Jornada. Para ele, a escolha do Rio de Janeiro como sede oficial, vem confirmar que a Arquidiocese, em comunhão com a Igreja do Brasil está prestando um serviço à sociedade e a juventude e, isso significa "um ato de investir nos jovens", não apenas naqueles que são católicos, mas na juventude de todo o mundo que virá participar na jornada. Na semana que antecede o início da Jornada, muitos jovens participarão da Semana Missionária, que oferecerá diferentes atividades de evangelização.

Novidades da JMJ

O COL/Rio (Comitê Organizador Local) traz uma novidade para a jornada que é um tipo de organização chamada de "inteligente". Assim, a cidade foi dividida por idiomas, para facilitar a participação dos peregrinos nas atividades como as catequeses, missas e palestras, etc. A cidade está em preparação para acolher os peregrinos e uma grande quantidade de famílias se cadastrou para hospedar os jovens de todo o mundo. Também estarão à disposição dos peregrinos, alojamentos em escolas e universidades. As inscrições para a JMJ/Rio 2013 podem ser feitas até as vésperas do evento. A jornada do Rio oferecerá uma programação como cinemas, teatros, exposições, museus, com o objetivo de garantir a participação dos jovens que não professam a fé católica, mas que irão ao encontro. Segundo dom Orani, o evento contará com a presença de outras denominações religiosas, como a Igreja Anglicana e de religiões monoteísta. "Pedimos a Deus que essa experiência para os jovens de conviver com as diferenças culturais possam contribuir para um futuro de mais tolerância e respeito", desejou o arcebispo.

Sobre a vinda o novo pontífice, dom Orani Tempesta testemunha que, este, será "um grande momento da primeira visita internacional do Papa Francisco ao Brasil", para "falar ao mundo através da juventude e para a juventude". De acordo com o arcebispo esse será a segunda jornada realizada na América Latina, e pela primeira vez, com a presença de um Papa latino. "Nesse mundo com tanta falta de valores, tantas obscuridades, temos jovens com grandes ideais. Eles são capazes de deixar suas cidades, seu país, fazer economias para chegar até o Brasil e lá viverem, durante uma semana, sem muitas facilidades; um encontro com o Santo Padre. Este é um encontro de toda a juventude. A experiência que a pessoa consegue viver na jornada, ela levará para toda a sua vida", disse.


Coletiva de Imprensa está disponível em arquivo de vídeo

A sétima coletiva da 51ª Assembleia Geral dos Bispos, realizada na tarde desta quinta-feira, 18 de abril, já está disponível no youtube. Durante todos os dias da Assembleia Geral o Portal A12 está fazendo a transmissão ao vivo. Assista o vídeo.


Coletiva de Imprensa está disponível em arquivo de vídeo

A sétima coletiva da 51ª Assembleia Geral dos Bispos, realizada na tarde desta quinta-feira, 18 de abril, já está disponível no youtube. Durante todos os dias da Assembleia Geral o Portal A12 está fazendo a transmissão ao vivo. Assista o vídeo.


Bispos retomam discussões do tema central da 51ª Assembleia Geral

O tema central da 51ª Assembleia Geral 'Comunidade de comunidade: uma nova paróquia' voltou a ser pauta da coletiva de Imprensa nesta quinta-feira, 18 de abril.

Atenderam aos jornalistas o Arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira, o arcebispo de Belém (PA), dom Alberto Taveira, e o arcebispo de Manaus (AM), dom Sergio Castriani.

No início da coletiva de imprensa, o Porta Voz da Assembleia, dom Dimas Lara Barbosa afirmou que hoje as atividades foram dedicadas aos últimos assuntos da assembleia onde aconteceu o lançamento da nova versão do Catecismo da Igreja Católica, a Comissão para Comunicação apresentou seus próximos projetos, entre eles o Mutirão Brasileiro de Comunicação (MULTICOM) e um Curso de Comunicação para bispos.

Dom Dimas afirmou também que foram discutidos a realidade do Colégio Pio Brasileiro em Roma, feito um balanço da Campanha da Fraternidade e da Campanha para Evangelização.

Dom Sérgio Castriani, presidente da Comissão para o Tema Central ressaltou que a novidade referente ao Tema Central foi a aprovação do texto para estudo que será enviados para das comunidades, paróquias para contribuições.

"Quero destacar que muitas paróquias já passam por um processo de renovação, tendo uma liturgia viva e grupos que participam ativamente da comunidade. Nosso empenho até outubro será envolver as pessoas nessa discussão", afirmou.

Dom Alberto Taveira afirmou que o que mais chamou atenção dos bispos foi a recuperação de alguns pontos do Documento de Aparecida durante as constantes discussões.

"O Papa Francisco, em mensagem para a Conferência Argentina, afirmou que o caminho é esse e particularmente eu senti essa comunhão. A meu ver aqui também está acontecendo essa conversão pastoral", afirmou.

Para o bispo, a resposta da Igreja é a necessidade de atenção ao povo em seus núcleos de convivência.

O Arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira também citou as palavras do Papa Francisco dizendo que a 'nossa Igreja não pode ser autocentrada'.

"O Tema Central oportuniza a todos nós com uma Igreja de uma dinâmica secular, que é a paróquia. Estamos desafiados a encontrar o que é a remodelagem da paróquia, lugar da vivência da fé e do anúncio da Boa Nova", concluiu.


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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 17/04/2013

REFLEXÃO

A fé em Jesus Cristo é fundamental para a compreensão da eucaristia e para que se possa desfrutar deste sacramento, fundamental para a nossa vida espiritual, uma vez que ele é fonte de vida eterna. A vontade do Pai, ao enviar Jesus, é que todas as pessoas acreditem que Jesus é o seu enviado, o seu Filho amado, para que possam ser salvos por ele, e assim não se perca nenhum dentre os seus filhos e filhas. E, para que ninguém se perca, o Pai concede a quem vê e crê no seu Filho a vida eterna. É preciso que as pessoas vejam Jesus, creiam nele, participem da eucaristia, o sacramento do penhor da vida eterna, para que Jesus as ressuscite no último dia.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Jacyr Francisco Braido, CS, Bispo de Santos - SP
  • Dom Edson de Castro Homem, Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ

Ordenação Presbiteral

  • Dom Antônio Celso de Queirós, Bispo Emérito de Catanduva - SP

Ordenação Episcopal

  • Dom Armando Bucciol, Bispo de Livramento de Nossa Senhora - BA
  • Dom Oneres Marchiori, Bispo Emérito de Lages - SC
NOTÍCIAS

Culto ecumênico reúne líderes cristãos na 51ª Assembleia Geral da CNBB

A Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB realizou nesta terça-feira, 16 de abril, durante a 51ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP) a apresentação de seu relatório de atividades. No final dos trabalhos de hoje, um culto ecumênico foi realizado no plenário, reunindo outros líderes de igrejas cristãs.

Para dom Francesco Biasin, presidente da Comissão para o Ecumenismo, explicou que a realizou do culto ecumênico "é um sinal do desejo das igrejas de manter o diálogo, o intercâmbio, a oferta de dons, de riquezas de uma comunidade para outra".

O culto foi presidido por dom Maurício Andrade, bispo primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Também estavam presentes: a pastora Romi Benck, secretária executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs; o casal Eleni Rangel e o Hermes Rangel, presbíteros da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil; Rev. Arthur Cavalcante e o Rev. José de Jesus, da Comunhão Anglicana do Brasil; os pastores Nestor Paulo Friedlich e Guilherme Lieven, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Pr. Werston Brasil, da Igreja Presbiteriana Unida; e os pastores Rui Rodrigues e Álvaro Pauluci, da Comunidade Carisma.


Dom Francesco Biasin: "O ecumenismo tem como centro a pessoa, a mensagem, o testemunho e, sobretudo, o testemunho da paixão, morte e ressurreição do Senhor"

O bispo de Barra do Piraí – Volta Redonda (RJ) e Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso, dom Francesco Biasin participou da coletiva de imprensa da 51ª Assembleia Geral dos Bispos, da terça-feira, 16 de abril.

Dom Francesco explicou aos jornalistas que o ecumenismo é o movimento de diálogo e intercâmbio entre as igrejas cristãs. Ele lembrou que o ecumenismo nasceu no mundo protestante, em 1910, com o propósito de proclamar Jesus Cristo e promover a união no testemunho de Jesus como o Senhor.

"O ecumenismo tem como centro a pessoa, a mensagem, o testemunho e, sobretudo, o testemunho da paixão, morte e ressurreição do Senhor", disse dom Francesco.

O bispo ressaltou que o diálogo inter-religioso é o diálogo entre religiões diferentes. E explicou que a origem do diálogo inter-religioso é bíblica. "São apresentados fatos no Antigo Testamento que Israel se encontra com expoentes de outra religião. Desde Abraão que se encontrou com o sacerdote Melquisedeque, era o sacerdote do Deus vivo, mas não pertencia a raça de Israel e ele acolheu Abraão, o abençoou e, Abraão ofereceu a sua oferenda e lá houve um encontro entre expressões religiosas diferentes", lembrou.

Questionado sobre como promover o ecumenismo, dom Francesco respondeu que "o caminho será bonito na medida em que cada Igreja e cada tradição religiosa cristã apresentar o melhor de si para que haja uma unidade pluriforme e reconciliada. Onde várias expressões da vida de fé colocadas em comum e, doadas a todas às Igrejas, possam expressar a riqueza e a variedade dos dons que Deus fez surgir através das divisões do passado".

No final do 7º dia da Assembleia foi realizado o tradicional Culto Ecumênico da CNBB que contou com as presenças da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, Igreja Presbiteriana Unida, Igreja Episcopal Luterana do Brasil e da Comunidade Pentecostal Carisma. O culto foi presidido pelo Primaz do Brasil da Igreja Anglicana, dom Maurício Andrade que fez uma reflexão a partir das leituras bíblicas. "Isso é o sinal de que as Igrejas que possuem sensibilidade ecumênica querem manter o espírito ecumênico, o diálogo, o intercâmbio, a oferta de dons, além da troca de riquezas", apontou dom Fracesco.


Bispos lembram a luta e causa dos afrodescendentes

O compromisso com a promoção e a dignidade dos afrodescendentes foram colocados sob o Altar na Santa Missa desta quarta-feira, 17 de abril, durante a 51ª Assembleia Geral da CNBB, no Santuário Nacional.

A Celebração Eucarística foi presidida pelo bispo de São Mateus (ES), dom Zanoni Demettino  de Castro.

No início da missa, o bispo da Diocese de Guarapuava (PR), dom Antônio Wagner da Silva leu uma mensagem fazendo memória aos 125 anos da Leia Áurea, do fim de uma luta e inicio de outra em busca dos direitos da negritude.

De acordo com dom Antônio Wagner, atualmente existe mais de 30 bispos afrodescendentes entre o episcopado brasileiro.

Em sua homilia, dom Zanoni Demettino destacou as batalhas do povo negro na história, o sofrimento durante o período da escravidão e as suas lutas atuais.

"No primeiro momento do dia, nos reunidos no Santuário da mãe negra, Nossa Senhora Aparecida, oferecendo no altar do Pai as alegrias e dores do povo negro. Somos descendentes daquele povo que foi arrancado de suas terras, um povo que constitui as nossas raízes e ao Senhor confiamos o seu cuidado", afirmou.

Dom Zanoni ainda ressaltou que embora vivamos em um tempo novo ainda precisamos lutar pela causa dos afrodescendentes e pela Pastoral Afro-Brasileira.

O bispo de São Mateus destacou as palavras de Jesus no Evangelho de hoje em que diz 'Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei'.

"Jesus é o pão da vida, aquele que desceu do céu para fazer a vontade do Pai. Que não se percam nenhum daqueles que lhe foram confiados".

Dom Zanoni afirmou também que em sua diocese, São Mateus no Espírito Santo, existem 32 comunidades quilombolas.

O bispo lembrou entre tantas lutas, a Batalha do Cricaré, um dos mais sangrentos massacres promovido pelos portugueses contra índios Tapuias. Aconteceu no Rio São Mateus, também conhecido como Cricaré, atualmente município de São Mateus, onde é bispo diocesano.

"Esse infeliz episódio é narrado pelo beato José de Anchieta, que fundou a cidade de São Mateus", destacou.

"Agradeço a Deus, colocando no seu Altar a vida tantos irmãos e irmãs afrodescendentes que testemunharam em sua vida a fé que receberam. As consequências dos 300 anos de escravidão ainda não foram reparados. Ainda nos nosso dias convivemos com a discriminação no trabalho, na escola, nas relações cotidianas", acrescentou.

"Peçamos a Deus, com a intercessão da soberana Mãe de Deus, a Senhora Aparecida, pelo compromisso com o povo negro", concluiu.


Acompanhe a Coletiva de Imprensa ao vivo, às 15h

A CNBB em parceria com o Portal A12, desde o primeiro dia da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida (SP), está transmitindo ao vivo a Coletiva de Imprensa que acontece todos os dias às 15h.

Na coletiva desta quarta-feira, 17 de abril, estarão presentes o arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ) e presidente do Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, dom Orani João Tempesta; o bispo auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ), dom Pedro Cunha Cruz; e o bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro.

Para acompanhar a coletiva ao vivo acesse o link.


Confira a galeria de fotos da Assembleia Geral

 

A equipe da Assessoria de Imprensa da CNBB criou uma fanpage no facebook da 51ª Assembleia Geral dos Bispos, com galeria de fotos, vídeos das coletivas de imprensa, boletim de áudio e outros conteúdos. Para acessar a página, clique no endereço abaixo ou pelo link no site da CNBB.

Diariamente são postadas muitas fotos da Assembleia. Confira:

http://www.facebook.com/pages/Assembleia-Geral-da-CNBB/632779040068974


Bispos dão panorama geral da JMJ e refletem situação dos povos quilombolas

A Jornada Mundial da Juventude e os povos quilombolas foram pauta para os jornalistas que participaram da coletiva de imprensa desta quarta-feira, 17 de abril, durante a 51ª Assembleia Geral da CNBB.

Atenderam a imprensa Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro (RJ); dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Capo Grande (MS) e dom Pedro Cunha Cruz, bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ).

O Porta voz da Assembleia, Dom Dimas Lara Barbosa destacou que entre as atividades de hoje na Assembleia foram discutidos assuntos relacionados aos povos indígenas, Sínodo dos Bispos, Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e a possibilidade de uma coleta especial para ajudar nos custos da JMJ.

Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro (RJ) apresentou aos jornalistas as últimas informações de organização da Jornada Mundial da Juventude.

"O Rio de Janeiro já tem vocação em sediar grandes eventos e a JMJ é um serviço prestado a sociedade e a juventude do mundo", afirmou.

O Arcebispo ressaltou também que está será a primeira visita internacional do Papa Francisco para falar com os jovens, 26 anos após a primeira JMJ da América Latina, que aconteceu na Argentina.

"O Rio de Janeiro tem características próprias e estamos trabalhando em conjuntos com o Estado no que se diz respeito a transporte e segurança. Ressalto também que as inscrições ainda estão abertas e continuamos a animar as pessoas para acolher a juventude em suas casas".

Dom Orani citou ainda que a JMJ terá eventos culturais como exposições, apresentações, cinema entre outros.

"A JMJ é feita para os jovens e pelos jovens e desta forma a Igreja está olhando e investindo em pessoas para o futuro da humanidade, este é o grande diferencial da jornada".

Ainda sobre a JMJ, dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Capo Grande (MS) e referencial a juventude, falou sobre a dedicação da Igreja a juventude.

"A Igreja no Brasil tem um carinho muito grande com a juventude e neste ano, em especial, foi ainda mais valorizada com a Campanha da Fraternidade", afirmou.

Para dom Eduardo a Campanha da Fraternidade visa atingir as estruturas da Igreja e o mundo adulto, que precisa valorizar os jovens.

O bispo citou ainda a peregrinação dos ícones da JMJ que percorrem todo o Brasil, sendo um momento muito importante e particular de reunir os jovens nas dioceses.

Situação dos povos quilombolas

Dom Pedro Cunha Cruz, bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) abordou as questões referentes ao povo quilombola e o Documento Verde.

"Nosso objetivo é tornar publico as violações dos direitos humanos sofridas por estes grupos ao longo dos anos", afirmou.

O bispo manifestou preocupação com Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 215 foi aprovada em março do ano passado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e significou um retrocesso às garantias e direitos constitucionais dos povos indígenas.

"A Igreja se coloca solidaria no que se diz respeito a dignidade cultural destes povos e a especulação feita pelos grandes grupos financeiros", finalizou.


"A questão da moradia é universal e inviolável", diz dom Pedro Cunha sobre os povos quilombolas

Foi aprovado pelo plenário da 51ª Assembleia Geral da CNBB o texto de estudos sobre os povos quilombolas. Esse material, que será publicado na série verde de estudos da CNBB afirma a compreensão de que evangelizar significa também apoiar as reivindicações por políticas de enfrentamento ao racismo e à discriminação. De acordo com dom Pedro Cunha Cruz, bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), este tema trata da própria historicidade da Igreja no Brasil e das comunidades quilombolas.

"O objetivo do documento é tornar pública as violações dos direitos sofridas por essas comunidades, que ainda hoje lutam pela titulação de suas terras", explica dom Pedro. De acordo com ele, o desejo dos bispos é dar força à voz da comunidades quilombolas, especialmente no reconhecimento de sua identidade cultural e étnica, na demarcação de suas terras e preservação de sua cultura. "A luta e a resistência não é pequena diante das constantes violações e invasões que elas sofrem em suas terras. Muitas vezes, o Incra e outras instancias estaduais não cumprem o seu papel", afirmou.

Sintetizando o propósito do texto de estudos, o desejo dos bispos é "sensibilizar as autoridades e a sociedade sobre essa questão, e de poder também lutar juntamente com eles pela titulação e homologação da terra". Dom Pedro lembrou também que muitas dessas comunidades quilombolas vivem apenas de roça de subsistência.

O bispo também destacou a importância da presença da Igreja junto a estas comunidades. "O Papa emérito Bento XVI, ao se despedir de maneira pública de seu ministério, disse que a Igreja é um organismo vivo. Portanto, sua palavra e ação ecoam por todos os cantos. A Igreja coloca a mão onde ninguém quer tocar. Ela vai às periferias. Nós consideramos que a questão da terra e da moradia são direitos universais e invioláveis. Não podemos fazer com que essas comunidades sejam também destinatários de nossa missão evangelizadora? Portanto, consideramos os valores desta e de qualquer cultura. Não são grupos folclóricos. São pessoas que tem seus valores, e que devem ser preservados. E nós evangelizamos a partir desses valores positivos".


Coletiva de Imprensa está disponível em arquivo de vídeo

A sexta coletiva da 51ª Assembleia Geral dos Bispos, realizada na tarde desta quarta-feira, 17 de abril, já está disponível no youtube. Durante todos os dias da Assembleia Geral o Portal A12 está fazendo a transmissão ao vivo. Assista o vídeo.


Bispos querem abrir discussão na Igreja sobre energia elétrica por Usinas Nucleares

Os participantes da 51ª assembleia geral da CNBB que está sendo realizada em Aparecida (SP) até a próxima sexta, 19 de abril, trataram da Questão Nuclear. Numa das sessões da terça-feira, 16 de abril, os bispos, após ouvirem e discutirem uma comunicação sobre a Questão Nuclear no Brasil e no Mundo, decidiram, pelo voto, abrir e aprofundar dentro da Igreja a discussão sobre o tema da defesa da vida, e estimular a ampliação desse debate em toda a sociedade, numa perspectiva de transparência e informação dos cidadãos.


Congresso sobre Pentecostalismo no Mundo

Nos dias 9 a 11 de abril, realizou-se, em Roma, o congresso internacional sobre "Movimentos evangélicos", "Igrejas pentecostais", "Movimentos carismáticos", contando com a participação de cerca de 80 pessoas de vários países. Do Brasil participaram 7 pesquisadores das Igrejas e religiões, dentre os quais o assessor da CNBB para o ecumenismo, padre Elias Wolff e a Ir. Marian Ambrosio, Presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil.

O congresso constatou que cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo identificam-se com as tendências pentecostais na manifestação da é cristã. Esse fato apresenta desafios para as igrejas históricas, como a necessidade de flexibilizar suas estruturas para que sejam mais ágeis no processo de evangelização, a capacidade de atingir diretamente as pessoas pelo anúncio do Evangelho, o fervor e o testemunho público da fé cristã. O congresso possibilitou uma visão ampla do pentecostalismo em todos os continentes, tendo alguns países como exemplo: Costa Rica para a América Latina; Filipinas para a Ásia, República do Sul da África, para a África, e Hungria para o leste europeu.

Destaque especial coube ao Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho pela Unidade dos Cristãos, e patrocinador do evento. O Cardeal Koch apresentou os esforços de diálogo da Igreja católica com comunidades pentecostais evangélicas e enfatizou a necessidade de ampliar os esforços desse diálogo em todos os países. "A comissão de ecumenismo da CNBB sente-se fortalecida pelos resultados do congresso que ajuda a bem compreender o mundo pentecostal, e pelo incentivo do cardeal Koch em sua iniciativa de realizar encontros de cristãos católicos e evangélicos de espiritualidade pentecostal", salientou o Assessor da Comissão de Ecumenismo,


Nota de solidariedade aos moradores em situação de rua

Por conta da sequencia de assassinatos de moradores de rua em Goiânia (GO), os bispos da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB, divulgaram nota de solidariedade ao povo de rua. Também assinam o documento, publicado na manhã desta quarta-feira, 17 de abril, os bispos do Regional Centro-Oeste e da Arquidiocese de Goiânia.

A seguir, a íntegra da nota.

Nota de solidariedade aos moradores em situação de rua

A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz; o Regional Centro Oeste da CNBB e a Arquidiocese de Goiânia, reunidos na 51ª Assembleia geral da CNBB, em Aparecida – SP, manifestam seu repúdio ao extermínio da população em situação de rua que vem ocorrendo em Goiânia-GO e na Grande Goiânia. De agosto de 2012 a abril deste ano, foram brutalmente assassinados 30 moradores em situação de rua, dos quais a grande maioria é de jovens, inclusive uma criança de 11 anos.

Diante desta condenável situação, solicitamos:

1. Que os poderes públicos municipal, estadual e federal tomem medidas urgentes que eliminem esta situação de violência e restabeleçam a paz e segurança aos moradores de rua;

2. Que as mortes dos moradores em situação de rua sejam investigadas e federalizadas imediatamente;

3. Que sejam tornados públicos os resultados das investigações com sua ampla divulgação na mídia;

4. Que os responsáveis sejam processados, julgados e condenados com rigor e rapidez;

5. Que o Estado de Goiás e a Prefeitura de Goiânia se responsabilizem efetivamente pelas mortes dos moradores em situação de rua e se comprometam em auxiliar os familiares das vítimas;

6. Que sejam criados, em caráter emergencial, espaços físicos que ofereçam alimentação, dormitório e, sobretudo, segurança aos moradores em situação de rua;

7. Que se criem políticas públicas de inclusão social dos moradores em situação de rua, devolvendo-lhes a dignidade humana roubada e ferida e os tire dessa situação degradante.

Lamentamos que casos como o de Goiânia se repitam em outras partes do país. Conclamamos aos gestores públicos que promovam a justiça e o fim do extermínio de tantas pessoas humanas que, como todo povo brasileiro, merecem viver e conviver com dignidade.

Na esperança de que nosso pedido seja atendido e de que a paz volte a reinar neste chão, invocamos a bênção de Deus sobre todos os seus filhos e filhas.

Aparecida – SP, 17 de abril de 2013

D. Guilherme Antonio Werlang MSF - Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBBBispos membros da Comissão: Dom Enemésio Angelo Lazzaris FDP; Dom José Luiz Ferreira Sales CSSR; Dom José Moreira Bastos Neto; Dom Pedro Luiz Stringhini; Dom Roque Paloschi; Dom José Luiz Majella Delgado CSSR - Presidente do Regional Centro-Oeste da CNBBDom Washington Cruz CP – Arcebispo Metropolitano de Goiânia - GO


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