sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 09/11/2012

REFLEXÃO

O templo deve nos levar à reflexão sobre a realidade da morada de Deus entre os homens e a importância dessa morada. É claro que reconhecemos a presença de Deus nos nossos templos e sempre nos encontramos com ele, seja na visita ao Santíssimo Sacramento ou na participação nas diversas celebrações litúrgicas. Mas também devemos nos lembrar que o verdadeiro templo de Deus é aquele formado de pedras vivas e que tem como alicerce o próprio Jesus. Portanto, de nada adiante para nós uma religião que valoriza a presença de Deus nos templos materiais construídos por mãos humanas, construção essa muitas vezes marcadas pelo pecado e pela iniqüidade, e não valorizarmos os verdadeiros templos, ou seja, os nossos irmãos e irmãs.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Mauro Aparecido dos Santos, Arcebispo de Cascavel - PR

Ordenação Episcopal

  • Dom Sebastião Roque Rabello Mendes, Bispo Auxiliar Emérito de Belo Horizonte - MG
  • Dom João Nilton dos Santos Souza, Bispo de Amargosa - BA
NOTÍCIAS

Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo divulga eventos para 2013

A Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), está divulgando o 16º Encontro de Professores e de Diálogo Inter-religioso e o 4º Simpósio de Formação Ecumênica.

Ambos os eventos acontecerão de 1º a 3 de fevereiro de 2013, na Centro de Formação Sagrada Família, em São Paulo.

O tema a ser trabalhado nos encontros será "A mística do diálogo no contexto do pluralismo religioso brasileiro".

Mais informações acesse entre em contato com a Comissão, no e-mail: ecumenismo@cnbb.org.br ou no telefone (24) 3346-5161.


Dom Odilo Scherer pede que fiéis rezem pela paz em São Paulo

Diante do crescente aumento dos índices de violência e o crescente aumento dos assassinatos, no estado de São Paulo, o arcebispo metropolitano, cardeal Odilo Pedro Scherer, recomendou que os fiéis rezem pela paz.

O cardeal pediu que a oração seja divulgada nos meios de comunicação e nas mídias digitais, e que "as pessoas, famílias, grupos, comunidades e paróquias a rezarem pela paz em nossa cidade", disse.

Baixe a oração em PDF clicando aqui.


Joseph Ratzinger: uma inspiração religiosa e intelectual

O 2º Simpósio sobre o Pensamento de Joseph Ratzinger, que traz como tema: "Humanização e Sentido da Vida", teve sua cerimônia de abertura realizada na manhã de quinta-feira, 8 de novembro, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). A solenidade contou com a presença do arcebispo do Rio e grão-chanceler da Universidade, dom Orani João Tempesta, do reitor, padre Josafá Carlos de Siqueira, do presidente da Fondazione Vaticana Joseph Ratzinger – Benedetto XVI, monsenhor Giuseppe Scotti, do presidente da Comissão Organizadora do Simpósio e bispo auxiliar da arquidiocese, dom Paulo Cezar Costa, do conselheiro da Nunciatura Apostólica no Brasil, monsenhor Gian Luca Perici, do vice-reitor comunitário da PUC-Rio, Augusto Sampaio, do decano do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio, Paulo Fernando Carneiro, e do diretor do Departamento de Teologia da PUC-Rio, professor Leonardo Agostini Fernandes.

Num espírito cívico mostrando a unidade entre Brasil e Roma, o Hino Nacional e o Hino Pontifício foram executados, seguidos da apresentação de um vídeo com uma saudação especial do Santo Padre aos participantes, marcando, assim, o início dos trabalhos no Simpósio.

"Saúdo os Reitores, Professores, Autoridades e estudantes das diversas Universidades que, no Rio de Janeiro, começam o Simpósio sobre "Humanização e Sentido da Vida". Em um mundo em rápida mudança, é preciso ajudar o homem a descobrir, juntamente com o sentido da vida, a própria arte de viver. Faço votos de que os trabalhos destes dias mostrem como a razão, iluminada pela fé, é capaz de alargar o seu horizonte para enfrentar, com alegria, os grandes desafios da vida", afirmou Bento XVI.

O Simpósio foi realizado pela primeira vez na cidade de Bydgoszcz, na Polônia, em 2011. Para o arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, o tema do encontro é fascinante e traz grandes discussões. "Para esta profunda discussão, escolheu-se o pensamento e reflexão de uma das maiores personalidades intelectuais do nosso tempo, apontado pela revista Times, em 2005: Joseph Ratzinger. Além de grande teólogo, grande colaborador do Concílio Vaticano II e atualmente o papa Bento XVI, queremos aprofundar sobre sua reflexão e aprofundar seus escritos nesse viés. Os pensadores de hoje não podem deixar de aprofundar sobre o assunto. A universidade, que é o lugar próprio do diálogo dos saberes, deve se engajar nessa discussão. É um tema necessário e importantíssimo para a vida do homem neste planeta. Nessa sociedade tão cheia de perguntas e de muitas decisões que influenciam a vida humana, uma reflexão como esta poderá lançar luzes sobre a nossa vida e o nosso futuro. Para isso, reitores, alunos, professores de muitas universidades da América Latina e também da Europa estarão nesses dois dias discutindo o assunto. O Simpósio tem como objetivo promover o diálogo com a cultura, a ciência, a educação, a política. Está aberto a todos, indistintamente", ressaltou o arcebispo.

Durante a cerimônia, o padre Josafá Carlos de Siqueira, destacou a alegria de toda a comunidade universitária em poder sediar e promover o evento. Ele desejou ainda que o evento favoreça a reflexão e prepare os participantes também para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013).

"Depois do sucesso do 1º Simpósio sobre o pensamento de Joseph Ratzinger, na Polônia, o Brasil, o Rio de Janeiro, e a PUC-Rio se sentem honrados em acolher o 2º Simpósio, cujo objetivo é conhecer, refletir e divulgar a profundidade do pensamento intelectual do atual sucessor do Apóstolo Pedro. Embora saibamos do grande volume de publicações e da profundidade de Bento XVI, muitos cristãos, católicos e irmãos de outras denominações religiosas ainda desconhecem o significado humanístico deste grande intelectual. A PUC-Rio se sente lisonjeada em acolher esse II Simpósio, que contará com a participação de muitos intelectuais da nossa cidade e do nosso Brasil. Que esse encontro possa nos oferecer subsídios de reflexão preparando-nos para o grande encontro do Papa com a Juventude em 2013", disse.

O presidente da Fondazione Vaticana Joseph Ratzinger, monsenhor Giuseppe Scotti, falou sobre o homem do hoje. "Sabemos que o Papa nos acompanha e o quanto estima este nosso trabalho, do qual tem profundo conhecimento. Estamos convencidos de que, de fato, é possível buscarmos, juntos, a verdade sobre o homem de hoje".

Monsenhor Gian Luca Perici representou o Núncio Apostólico, dom Giovanni d'Aniello, e leu a mensagem enviada por ele aos participantes.

"Sinto muito não poder participar como queria do Simpósio, mas apresento meus votos e felicitações. O tema escolhido é, sem dúvida, de extrema atualidade, como testemunha a importância que o papa Bento XVI vem dando nos seus mais diversos pronunciamentos. Nossa sociedade globalizada encontra-se numa encruzilhada de culturas, nunca antes experimentadas, e o próprio sentido da vida humana está em jogo. Julgo que a coisa mais importante, nesta ocasião, seja reavivar em toda a Igreja aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo. Estou confiante de que os resultados desse Simpósio marcarão de forma determinante a figura de Bento XVI", escreveu em sua mensagem Dom Giovanni.

"Humanização e Sentido da Vida" e "A Fé Cristã em Joseph Ratzinger"

O presidente da Comissão Organizadora do Simpósio, dom Paulo Cezar Costa, mediou a mesa da primeira conferência, que trouxe como tema "Humanização e Sentido da Vida" e foi ministrada por dom Orani João Tempesta. Já o padre Mário de França Miranda, que também é professor da PUC-Rio, refletiu sobre "A fé cristã em Joseph Ratzinger".

Inspirado pelo livro "O Sal da Terra", lançado pelo Papa em 1997, dom Orani utilizou alguns pontos para transmitir a compreensão de Joseph Ratzinger sobre a modernidade. Destacando a teologia da fé nos escritos do Papa, padre Mário de França destacou o profundo conhecimento de Bento XVI sobre a história do cristianismo e a tradição da Igreja. Ele observou ainda alguns desafios sobre a vivência da fé nos dias atuais, apontados por Joseph Ratzinger em sua Carta Apostólica Porta Fidei.

A segunda conferência contou com a mediação do professor Miguel Pereira, e revelou aspectos ligados à política, ética, economia e filosofia, tudo sob a ótica de Joseph Ratzinger. O professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), padre José Carlos Aleixo, falou sobre "Igreja e Política". O ex-ministro da Economia, Fazenda e Planejamento do Brasil, Marcílio Marques Moreira, trouxe reflexões sobre "Ética e Economia em Joseph Ratzinger", e o acadêmico da Academia Brasileira de Letras, Luiz Paulo Horta, definiu: "Ratzinger, um pensador atual".

Outras informações acesse o site da arquidiocese do Rio de Janeiro, no endereço www.arquidiocese.org.br.


Bispo se reúne com os prefeitos e vereadores dos municípios da diocese de Umuarama

No dia 30 de outubro das 08h30 às 17h, foi realizado no auditório João Paulo Segundo na Paróquia Catedral Divino Espírito Santo, em Umuarama (PR), o encontro do bispo diocesano dom frei João Mamede Filho OFM Conv., entre prefeitos(as) e vices, vereadores(as) eleitos para o próximo mandato, padres e lideranças, o evento reuniu aproximadamente 170 pessoas.

O evento teve como tema, "Integração regional e sub-regional, através da AMERIOS (Associação dos Municípios de Entre Rios, 32 municípios)", com objetivo de promover a descentralização nas decisões políticas e o fortalecimento também nas pequenas localidades; enfrentando juntos os desafios.

No período da manhã na acolhida, foi realizada a dinâmica dos crachás, onde os participantes escreveram os seus nomes e município e os sonhos compartilhados para os seus mandatos, reuniram-se em grupo e logo em seguida todos se dirigiram para o auditório onde foram iniciadas as atividades do dia. E trabalhado: A Importância e significado do trabalho que cada político se propõe a fazer;Conceito de subsidiariedade; (In)formação; Autoridade e poder; As lições de Alexis Tocqueville e uma reflexão sobre a Importância da vida local e sobre as ações que o município pode fazer e não faz, por quê?.

No período da tarde foram trabalhados: Escola de Cidadania; Gestão Pública; Cooperação Intermunicipal;Como romper barreiras? (sugestões); O encontro foi assessorado por José Mário Brasiliense e Gustavo Santos - Oficina Municipal: Escola de Cidadania e Gestão Pública (SP), ONG que tem parceria com a Fundação Konrad Adenauer da Alemanha.

Ao término dom Mamede fez as suas considerações finais. "A diocese vai incentivar ao máximo esse fortalecimento da região, pois, com isso, todos têm a ganhar. E a Diocese, no atual (15º) Plano da Ação Evangelizadora, através de um dos seus projetos, propõe a vivência concreta da caridade; é preciso ir além dos socorros de urgência; a AMERIOS é um caminho para isso, pois é um espaço nato para a construção do bem comum e, com a colaboração de todos, oferece grande poder de transformação".


Assessoria de Imprensa da CNBB
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 08/11/2012

REFLEXÃO

Todos nós somos pecadores, mas Deus nos ama tanto que age sempre com misericórdia para conosco, perdoando o que nos pesa na consciência e sempre dando-nos condições para que nos convertamos e possamos viver na sua amizade, afinal de contas, o verdadeiro Pai não quer vier os seus filhos e filhas dispersos pelo mundo e entregues ao poder do pecado e da morte. Tudo isso faz com que uma das maiores alegrias de Deus seja a conversão dos pecadores. Como Deus, também nós devemos agir com misericórdia para com os que erram e dar-lhes condições para que possam converter-se e, assim, vivam a plena alegria de quem se sente eternamente amado por Deus.
NOTÍCIAS

Cáritas Brasileira comemora 57 anos com entrega do Prêmio Odair Firmino de Solidariedade

A cerimônia de premiação da terceira edição do Prêmio Odair Firmino de Solidariedade será realizada na próxima sexta-feira, dia 9, em Brasília (DF), a partir das 19h, na sede Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Estarão presentes no evento a vice-presidente da Cáritas Brasileira, Anadete Gonçalves Reis; o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, padre Antonio Ramos do Prado; a secretária Nacional de Juventude do Governo Federal, Severine Macedo; entre outras lideranças. O Prêmio tem como objetivo estimular ações de disseminação e valorização de experiências de caráter coletivo que defendam e promovam os direitos humanos. A promoção é da Cáritas Brasileira, e neste ano teve como tema "Juventude, desenvolvimento e solidariedade".Com um total de 97 inscrições, os três finalistas serão premiados no evento desta sexta-feira. Os premiados receberão, respectivamente, além de troféu e certificado, R$ 10 mil, R$ 5 mil e R$ 3 mil para incentivo e fortalecimento das experiências vencedoras.O Prêmio Odair Firmino faz parte da Semana da Solidariedade, promovida todos os anos pela Cáritas Brasileira de 5 a 12 de novembro em comemoração a sua data de fundação, 12 de novembro de 1956. Desta forma, a cerimônia ainda contará com apresentação de Hip Hop, coquetel e um momento em que será celebrado o aniversário da Cáritas que em 2012 completa 57 anos de atuação social no Brasil.

Setor Universidades da CNBB lança site para interação entre os Universitários Cristãos

O Setor Universidades, que faz parte da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), está lançando o seu site. Trata-se do www.universitarioscristaos.com.br, que tem como finalidade interagir com a juventude cristã que faz parte do âmbito universitário.

Segundo o Setor Universidades, o site foi inteiramente pensado e executado por jovens, voluntários do Setor, e aprovado pela assessoria e coordenação do Setor e pela presidência da Comissão Episcopal.

"Este site é uma conquista da própria juventude universitária que encontrou neste meio com a intenção de aproximar, partilhar e socializar as experiências de Pastoral vividas em diferentes partes do Brasil e de países de América Latina", destacou a assessora do Setor Universidades, irmã Maria Eugênia Lloris Aguado.

O site é um espaço de interação, formação e comunicação. São disponibilizadas notícias, atividades, materiais e ações realizadas em todas as regiões do Brasil. Nele, a Pastoral Universitária apresentará as diferentes experiências com três eixos comuns ou dimensões: espiritualidade, formação/reflexão e dimensão solidária ou sócio-educacional.

"O projeto 'Universitários Cristãos' quer nos aproximar e contribuir para manter a identidade do Setor como um espaço aberto de diálogo e interação entre todos os que estão imersos neste ambiente universitário, com uma proposta comum a todos: A Pastoral Universitária. Sermos presença evangelizadora da Igreja no âmbito universitário é o nosso desafio", completou Eugênia.

Para que este site possa cumprir com a finalidade em que foi criado o Setor Universidades conta com o apoio dos voluntários em vários estados. Os interessados em contribuir podem entrar em contato com o Setor Universidades, no e-mail: contato@universitarioscristaos.com.br.

"Mandem as suas noticias, materiais de divulgação, e experiências bem sucedidas para que aqueles que desejam iniciar, organizar ou aprofundar na experiência possam encontrar subsídios adequados. Mandem ainda suas perguntas, questionamentos que nos ajudarão a formatar subsídios na busca de uma evangelização mais fecunda e eficaz", finalizou a assessora da CNBB.


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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 07/11/2012

REFLEXÃO

O nome de cristão é motivo de orgulho para muita gente e muitos usam esse nome e fazem propaganda do fato de serem cristãos. Mas muitos são cristãos de apenas de nome e de conversa, porque quando surgem as exigências da vivência coerente com o evangelho, são os primeiros a recuarem e a ficarem teorizando formas de religião que justifiquem a sua incoerência evangélica e outros valores nada cristãos que marcam as suas vidas. A exigência de Jesus é clara: renunciar a todos os valores que são contrários ao evangelho e fazer do seu seguimento o centro da própria vida. O resto e conversa fiada de quem quer usar do discurso para legitimar os próprios erros.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Antônio Augusto Dias Duarte, Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ
NOTÍCIAS

Bento XVI nomeia novos bispos para as dioceses de Paracatu e de Patos

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunica que o Santo Padre, o papa Bento XVI, fez duas novas nomeações. Na diocese de Paracatu (MG), o Sumo Pontífice aceitou a renúncia de dom Leonardo de Miranda Pereira e nomeou dom Jorge Alves Bezerra, transferindo-o da sede episcopal de Jardim (MS). Para a diocese vacante de Patos (PB), Bento XVI nomeou  o padre Eraldo Bispo da Silva.

Dom Jorge Alves Bezerra nasceu no dia 23 de abril em 1955, em São João do Meriti (RJ). Cursou filosofia na Universidade Estadual do ceará e Teologia no Instituto Teológico São Paulo (ITESP). Em Roma, fez sua especialização em teologia Moral na Academia Alfonianum. Ao ser nomeado, era Mestre dos Noviços para a América Latina dos Sacramentos.

O bispo exerceu diversas atividades antes do episcopado. Entre 1986 e 1996, foi pároco da paróquia "São Benedito", na Arquidiocese de Fortaleza (CE); foi, também, vigário paroquial da Catedral da "Boa Viagem", na arquidiocese de Belo Horizonte (MG), entre outras. No campo acadêmico atuou lecionando Teologia Moral no Curso Seminarístico de Teologia. Seu lema é: "Totus dei" (todo de Deus).

Padre Eraldo Bispo da Silva nasceu em 13 de agosto de 1966, em Monteiro (PB). Na diocese de Barreiras (BA) exerceu inúmeras atividades. Foi vigário paroquial de Santa Rita de Cássia (BA), em 1993, e administrador paroquial de São Desidério (BA), entre 1994 e 1999. O padre, dentre outras funções, coordenou o Vicariato IV, (entre 1994 e 1996, e entre 2008 e 2009), também foi coordenador diocesano de Pastoral (entre 1997 e 1999, e entre 2003 e 2004).

O padre cursou Filosofia, no Seminário de Santa Cruz de Goiânia (GO); e cursou Teologia no IFITEG de Goiânia. Entre 2001 e 2002, também cursou Metodologia da Formação Presbiteral e Religiosa para Formadores na UCSAL, em Salvador (BA), e, em 2002, foi diplomado em Direito Canônico no ITEPAL, em Bogotá, na Colômbia.


Padre da diocese de Uruaçu parte em Missão na Guiné-Bissau

No próximo dia 2 de dezembro, parte em Missão na Guiné-Bissau, África, o padre diocesano de Uruaçu (GO), Rogério Alves Gomes, 29, professor e responsável pelo curso de Filosofia na Faculdade Serra da Mesa (FASEM), diretor acadêmico do Seminário Diocesano São José e presidente das Obras Sociais da diocese.

De responsabilidade da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a missão terá duração de um mês e treze dias. Nesse período, o sacerdote irá colaborar com a formação de seminaristas do período de filosofia da diocese de Bafatá, por meio de um curso intensivo de história da filosofia moderna.

O envio do padre Rogério atende ao pedido do bispo de Bafatá, o brasileiro dom Pedro Zilli, que tem se servido de professores do Brasil, através da CNBB, para atender às necessidades formativas dos seminaristas da Guiné. O padre de Uruaçu ficará naquele país entre os dias 2 de dezembro de 2012 e 15 de janeiro de 2013.

O país

A República da Guiné-Bissau, mais conhecida por Guiné-Bissau, é um país da costa ocidental do continente africano que se estende desde o Cabo Roxo até a ponta Cagete. Faz fronteira ao norte com Senegal, a leste e sudeste com a Guiné-Conacri (ex-francesa) e a sul e a oeste com o Oceano Atlântico.

Além do território continental, integra ainda cerca de oitenta ilhas que constituem o arquipélago dos Bijagós. Foi uma colônia de Portugal desde o século XV até proclamar unilateralmente a sua independência, em 24 de Setembro de 1973, reconhecida internacionalmente, mas não pelo colonizador. Tal reconhecimento por parte de Portugal só veio em 10 de setembro de 1974. A Guiné-Bissau foi a primeira colônia portuguesa no continente africano a ter a independência reconhecida por Portugal. Atualmente faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), das Nações Unidas, dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e da União Africana.


Londres - Rio de Janeiro: 100 Dias de Paz

Concluiu-se na semana passada, em Londres, Inglaterra, a iniciativa "100 Dias de Paz", criada pela Comissão Justiça e Paz da Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales. Este evento teve início 50 dias antes dos Jogos Olímpicos de Londres, no dia 8 de junho, e se concluiu 50 dias depois, no dia 28 de outubro, com uma grande celebração e com a presença de uma delegação do Rio de Janeiro, que, como sede das próximas Olimpíadas, recebeu o legado de Paz.

Sobre esta iniciativa o capelão brasileiro em Londres, padre Vanderley Oliveira, falou com a Rádio Vaticano. "O projeto 100 Dias de Paz foi uma iniciativa da Igreja Católica na Inglaterra, para que durante o período dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, a Igreja rezasse pela paz, lembrando-se da trégua que foi estabelecida nas primeiras Olimpíadas, ou seja, que durante os Jogos não acontecesse nenhum tipo de conflito, guerra e coisas do gênero. Envolveu-se as escolas, principalmente, e os parques durante o verão. Esse trabalho produziu também uma Cruz chamada 'Cruz Olímpica', que ficou em um dos acampamento de uma comunidade católica, vizinho do Parque Olímpico, durante os Jogos. Todas essas atividades geraram o que eles chamam de 'Legado de Paz', que a Igreja quer passar para os países-sede das Olimpíadas nos próximos anos", explicou o capelão.

A cerimônia de conclusão do projeto foi promovida pela Capelania Brasileira, pelo fato de que os próximos Jogos serão no Rio de Janeiro.

"Nós, juntamente em parceria com a Comissão Justiça e Paz da Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales preparamos uma celebração solene na Catedral da arquidiocese de Southwark. Do Rio de Janeiro vieram o bispo auxiliar da arquidiocese, dom Luis Henrique de Brito, e o padre Leandro Lenin, que gostaria de envolver este projeto na Jornada Mundial da Juventude. A missa foi presidida pelo bispo de Southwark, dom Peter Smith, e todas as comunidades da capelania brasileira estavam presentes. No final, houve a passagem dos símbolos, que são uma Cruz, chamada 'Cruz Olímpica', que agora deve percorrer os países que sediarão as próximas Olimpíadas, e um Ícone da Paz. Esses símbolos deverão ficar no Rio de Janeiro até os próximos Jogos Olímpicos e depois serão passados para a próxima sede", completou o capelão Vanderley Oliveira.


Saudação ao novo bispo de Patos

A Nunciatura Apostólica comunicou, na manhã desta quarta-feira, 7 de novembro, que o Papa Bento XVI nomeou Monsenhor Eraldo Bispo da Silva como bispo da Diocese de Patos (PB). Unimos-nos, na alegria, com o povo daquela Igreja Particular para agradecer a Deus e, em nome dos irmãos no episcopado, acolhemos o novo bispo.

Monsenhor Eraldo Bispo da Silva é paraibano de Monteiro e tem realizado seu ministério com dedicação à pastoral na diocese de Barreiras (BA) como administrador, vigário e pároco; destaca-se também o serviço de liderança prestado na coordenação diocesana de várias pastorais; Já foi administrador diocesano e até agora era vigário geral. Houve um período que também foi responsável pelo acompanhamento da formação do clero.

A expectativa do povo de Deus, em Patos, passa a ser ação de graças. Desde a transferência de dom Manoel dos Reis de Faria para a diocese de Petrolina (PE), as comunidades aguardam a chegada do novo bispo e agora se renovam, na gratidão, para acolherem o seu pastor.

Recordamos a imagem do bispo presente na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja, segundo o Diretório para a ação pastoral dos Bispos, como a expressão "do pastor, do pescador, do solícito guardião, do pai, do irmão, do amigo, do portador de conforto, do servo, do mestre, do homem forte (...) Tais imagens indicam que entrar na sucessão apostólica significa entrar em luta pelo Evangelho" e desejamos que a nova missão confiada ao nosso Irmão seja realizada com muitos frutos. Elevamos, portanto, nossa oração pelo bom êxito da ação evangelizadora na diocese de Patos.

Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de Brasília (DF)Secretário Geral da CNBB


Saudação da Diocese de Patos ao seu Bispo Eleito, monsenhor Eraldo Bispo da Silva

Patos, 7 de novembro de 2012

"Eu mesmo irei em busca de minhas ovelhas e cuidarei delas... Farei surgir para elas um pastor. Ele as apascentará e lhes servirá de pastor" (Ez 34,11.23).

A Diocese de Patos exulta de alegria com a nomeação feita pelo Santo Padre o Papa Bento XVI do Reverendíssimo Pe. Eraldo Bispo da Silva para ocupar a cátedra desta sede Episcopal ora vacante. Na liturgia romana rezemos em um dos prefácios para a missa própria dos apóstolos: "Pastor eterno, vós não abandonais o rebanho, mas o guardais constantemente pela proteção dos Apóstolos. E assim a Igreja é conduzida pelos mesmos pastores que pusestes à sua frente como representantes de vosso Filho, Jesus Cristo, Senhor Nosso", isto confirma ainda mais a nossa feliz certeza de que, o Senhor nunca abandona o seu rebanho e por isso, nos alegramos com a nomeação do novo Pastor Diocesano.

O bispo eleito Dom Eraldo Bispo escolhido para ser  sucessor dos apóstolos vem para confirmar, animar, apascentar e conduzir o povo de Deus desta igreja Diocesana através do seu ministério episcopal e por isso, o esperamos   e o  saudamos com os mais sinceros e profundos sentimentos de otimismo. Alegramo-nos também por ele ser nosso conterrâneo, nascido no Cariri da nossa  Paraíba, no município de Monteiro e  em seguida por  sua disponibilidade de serviço e amor a Igreja para deixar  o seu presbitério, sua Diocese, para ser um missionário nas terras do sertão da Paraíba. Podemos ler estes fatos a luz da Palavra de Deus que afirma, "insondáveis são os pensamentos do Senhor".

Nossa Igreja diocesana ao longo destes 53 anos foi e é marcada pela fé do povo, a doação do clero e, sobretudo a vida missionária de nossas comunidades. Como o redil  que espera o seu pastor e "cujas ovelhas, ainda que governadas por pastores humanos, são contudo guiadas e alimentadas sem cessar pelo próprio Cristo, bom pastor e príncipe dos pastores (cfr. Jo. 10,11; 1 Ped. 5,4), o qual deu a vida pelas suas ovelhas (cfr. Jo. 10, 11-15) LG 6".  Nós o esperamos em nosso meio para exercer seu múnus episcopal, somando forças na perspectiva do maior crescimento do Reino de Deus. Os desafios para a nova Evangelização também estão presentes nesta diocese, mas com o protagonismo dos leigos  e das religiosas, a participação do clero e a motivação do nosso bispo Dom Eraldo, anunciaremos a pessoa de Jesus Cristo a todos através da práxis de uma "Igreja discípula e missionaria."

Se antes rezávamos suplicando ao Senhor que enviasse um pastor para o nosso povo, a partir de hoje, estaremos unidos numa profunda comunhão  aquele que já é o nosso Pastor Diocesano por nomeação do Santo Padre e em cada santa missa, rezaremos na prece eucarística pelo bom êxito do seu pastoreio esperando ansiosamente o dia feliz de sua posse em nossa catedral Diocesana.

Nossa Senhora Da Guia, cuja mãe conduz seus filhos ao Cristo "caminho verdade e vida", a ela confiamos  seu mais novo filho e  ela mesma o conduzirá a esta terra abençoada, cuja ermida ergue-se sob o vale das Espinharas desejando ardentemente aquele que vem em nome do Senhor. Seja bem vindo Dom Eraldo! Nosso povo te abraça.

Padre José Ronaldo Marques da CostaAdministrador Diocesano de Patos


Saudação ao novo bispo de Paracatu

A Nunciatura Apostólica comunicou que o Santo Padre Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, 7 de novembro, dom Jorge Alves Bezerra, como novo bispo de Paracatu (MG) transferindo-o da sede episcopal de Jardim (MS).

Dom Jorge é um jovem pastor e, certamente, levará para sua nova missão o ardor e a dedicação em servir como "homem de fé e discernimento, de esperança e de real empenho, de mansidão e de comunhão" (Diretório para o ministério pastoral dos bispos, n. 2). Religioso da Congregação do Santíssimo Sacramento e mestre em Teologia Moral pela Accademia Alfonsiana, de Roma, dom Jorge tem em seu itinerário como padre e bispo um traço forte de dedicação ao povo e ao anúncio do Evangelho.

Enviamos o nosso abraço fraterno ao Irmão com os melhores votos de que seu pastoreio seja abençoado e cheio de frutos. Alegramos-nos com as comunidades de Paracatu que acolhem seu novo bispo e desejamos ao povo de Jardim que aguarde, na serenidade, o envio de um novo pastor. Nossa saudação também é dirigida, com gratidão, a dom Leonardo de Miranda Pereira, bispo emérito e administrador apostólico de Paracatu, desejando-lhe um frutuosa continuidade na caminhada da vida cristã.

Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de Brasília (DF)Secretário Geral da CNBB


Dom Damasceno recebe a medalha da Liberdade e Cidadania

O cardeal arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis, será agraciado com a Comenda da Liberdade e Cidadania de Minas Gerais.

A cerimônia de entrega será presidida pelo Governador do estado de Minas Gerais, Antônio Anastasia, na Fazenda do Pombal (local do nascimento do Alferes Tiradentes), no dia 10 de novembro, às 15h. A cidade anfitriã deste ano é Tiradentes, responsável por eventos cívico-culturais e pelo cerimonial.

A Comenda da Liberdade e Cidadania foi instituída e regulamentada pelo Decreto Conjunto nº 001/2011 dos Municípios de Ritápolis, São João del-Rei e Tiradentes.

Ela (a Comenda) tem a função de condecorar cidadãos mineiros, brasileiros e estrangeiros que se destacam em prol do incentivo, apoio e divulgação das atividades relacionadas à Liberdade, à Cidadania, à Responsabilidade Social, à Cultura, à Preservação Ecológica e Ambiental, à História, ao Civismo, e, além do desenvolvimento socioeconômico, turístico e cultural da Região do Rio das Mortes, em Minas Gerais, engrandecendo e dignificando os Municípios ora signatários, o estado de Minas Gerais e o País.


Bispo de Petrolina saúda novo bispo de Patos

O bispo de Petrolina (PE), dom Manoel dos Reis de Farias, emitiu hoje, 7 de novembro, uma carta ao povo de Patos (PB), em decorrência da nomeação do novo bispo para a região. Dom Manoel foi o último bispo de Patos, transferido, em julho de 2011, pelo papa Bento XVI, para assumir a diocese de Petrolina.

Dom Manoel dos Reis saudou o novo bispo eleito, monsenhor Eraldo Bispo da Silva, dizendo: "Estamos alegres em recebê-lo, como nosso legítimo pastor diocesano. Venha com coragem, fé e certeza na promessa do Senhor: 'Não tenhas medo. Estou sempre contigo'."

Leia a íntegra da carta de dom Manoel dos Reis:

Carta do bispo de Petrolina (PE), dom Manoel dos Reis de Farias, para o povo da diocese de Patos (PB)

Caros irmãos e irmãs, amigos e amigas da Diocese de Patos. A todos a minha saudação.

"Que alegria quando ouvi que me disseram: Vamos à casa do Senhor".

Esta alegria é contagiante, pois Patos está em festa pela boa notícia do seu novo bispo. E São Paulo nos diz: "Assim, alegrai-vos com quem está alegre"! Portanto, quero congratular-me com todos os que fazem esta querida diocese de Patos, pela eleição de seu novo bispo, monsenhor Eraldo, da diocese de Barreiras (BA).

Rompeu-se a cortina do segredo, por que é a hora de Deus, mostrando que sempre é tempo de "construirmos uma Igreja em ação". Deus tem a sua hora! De nossa parte, é saber esperar e fazer acontecer esta hora de Deus em nossa caminhada. Valeu a pena esperar, e agora, a Diocese de Patos fala alegre e forte, dizendo: "Seja bem-vindo, monsenhor Eraldo, como aquele que vem em nome do Senhor! Estamos alegres em recebê-lo, como nosso legítimo pastor diocesano. Venha com coragem, fé e certeza na promessa do Senhor: 'Não tenhas medo. Estou sempre contigo'."

Quero, com toda a Diocese de Patos, agradecer ao bom Deus por esta desejada eleição. Agradecer ao Santo Padre, o papa Bento XVI, por este presente, e, estreitar cada vez mais a nossa comunhão eclesial com o Santo Padre, sucessor de Pedro.Parabéns ao padre Ronaldo, administrador diocesano que, com o Colégio de Consultores, conduziu muito bem esta diocese neste período de 2011 - 2012. Neste momento podemos dizer como Samuel: "Até aqui o Senhor nos ajudou"! E com certeza o auxílio divino não nos faltará, por que o Senhor é meu Pastor. SL 22.

Ao querido monsenhor Eraldo, o meu abraço, expressando a minha alegria de tê-lo como meu sucessor na diocese de Patos. Que a Santa Mãe de Deus, a Senhora Da Guia, o acompanhe sempre em sua jornada pastoral nesta diocese.

A todo o clero, religiosos e religiosas, juntamente com todo o povo de Deus, presente nesta diocese, o meu abraço, parabéns, saúde, fé e muita paz!

Um forte abraço a todos e vamos juntos celebrar a grande festa para a glória de Deus e o bem da Santa Igreja.

Cordialmente em Cristo,

Dom Manoel dos Reis de FariasBispo de Petrolina (PE)

"Somos entidades que atuam no cuidado e na defesa do direito das pessoas necessitadas", afirma dom Leonardo.

Na última segunda-feira, 5 de novembro, o Secretário-Geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, participou da abertura do Seminário "Relações Estado e Sociedade", promovido em parceria com diversas entidades religiosas da sociedade civil. O evento, que se encerrou hoje, reuniu sugestões para a proposta de Marco Regulatório que o Governo Federal deve enviar em breve ao Congresso Nacional, a fim de definir a atuação das entidades e organizações da sociedade civil e seu relacionamento com o Estado Brasileiro. As propostas, frutos do seminário, foram entregues ao Secretário-Geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, que participou do encerramento do evento. A seguir, reproduzimos a íntegra do discurso de dom Leonardo, na abertura do Seminário. Seminário Relações Estado e Sociedade Brasília, 05/11/2012Saúdo a todos e todas com a lembrança da Carta de São João lida na liturgia católica no dia de ontem: "Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos" (1Jo 3,1). Irmãos e irmãs. Sejam todos bem vindos. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB agradece a presença de todos e todas a este Seminário que nos permite aprofundar o diálogo sobre a relação Estado e Sociedade.Uma palavra de gratidão a todas as pessoas e entidades que possibilitaram esse seminário. Muito obrigado em nome de muitas entidades necessitadas de nossa ajuda e solidariedade. Serve de base ao diálogo nesse seminário a iminente proposta de regulação que a Presidente Sra. Dilma Vana Rousseff apresentará ao Congresso Nacional estabelecendo as relações do Estado com as Organizações da Sociedade Civil. Queremos, com este Seminário, dentre outros objetivos, estabelecer propostas e apresentá-las ao Governo a fim de que ajudem a construir um Marco Regulatório que atenda plenamente às Organizações da Sociedade Civil.Sabedores que somos das discussões realizadas e das propostas elaboradas no diálogo entre o Governo e a Sociedade desejamos, com o presente seminário, dar prosseguimento ao diálogo, à apresentação de propostas nessa relação das Organizações Sociais e o Estado. Vale salientar que o Estado existe porque existe o cidadão, isto é, as pessoas que deixam ser e dão razão ao Estado existir.O Estado, sabemos todos, tem a tarefa de atender a toda a sociedade na busca da justiça e do bem comum. A realidade o desafia com demandas e situações das mais diversas tanto de ordem política e social, quanto econômica, cultural. A Igreja Católica e, creio, também as demais Igrejas irmãs aqui presentes, "não tem soluções técnicas para oferecer e não pretende de modo algum imiscuir-se na política dos Estados; mas tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo e contingência, a favor de uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade, da sua vocação" (Caritas in Veritate, 9).As organizações da Sociedade Civil em geral e das Igrejas em particular desempenharam e ainda desempenham, ao longo da história brasileira, importante papel na transformação da realidade das populações e na construção da democracia e da justiça social. Especificamente em relação à atuação das Igrejas, a opção e o compromisso pela busca de uma nova realidade para as populações mais pobres, motivaram inúmeros grupos e comunidades a ela vinculados a se empenhar para que sejam criadas condições de mudança efetiva na vida do nosso povo, com a conquista de direitos e acesso aos bens e riquezas da nação, além da redução da desigualdade e da construção de espaços de felicidade e bem viver para todas as pessoas.Em muitos locais e ambientes, as organizações sociais e de Igrejas encontram-se mais perto e têm mais condições de intervir em favor dos mais pobres do que as estruturas do Estado. Seu comprometimento com as populações mais necessitadas as torna mais aptas a buscar soluções para problemas e desafios sociais. Para realizar este importante papel de promoção e transformação social, no entanto, precisam ser apoiadas e ter sua atuação facilitada. Seria lamentável que fossem substituídas pela burocracia ou pela utilização de recursos mediados por poderes que nem sempre estão exatamente inseridos numa perspectiva de promoção da cidadania.A atuação das organizações sociais e das Igrejas tem enfrentado dificuldades que comprometem seu trabalho e sua própria existência. Entre estas dificuldades encontram-se condições complexas de regulação da relação Estado e Sociedade para o acesso a recursos públicos, bem como o cumprimento de inúmeras obrigações que esta relação acabou por incorporar, tanto no que se refere à necessidade de transparência da utilização dos recursos como pela dificuldade de setores do Estado de compreender e criar melhor ambiente para o desempenho do papel essencial dessa contribuição. De modo particular desejamos citar, por um lado, a prática de várias áreas técnicas, administrativas e de controle (interno e externo) do Estado que adotam uma postura de desconfiança e resistência ao diálogo com entidades conveniadas e, por outro, a imensa dificuldade no cumprimento de exigências que são mais adequadas a empresas de capital ou a estados e municípios, com grande infraestrutura e pessoal do que a pequenas organizações que mobilizam voluntários.É fundamental, portanto, que a legislação que define as formas e implementação da relação Estado e Sociedade seja adequada e específica, em consideração ao papel necessário da organização social na construção da cidadania para todas as pessoas e para consolidação de uma Democracia cooperativa em nosso país, com justiça e igualdade. As Organizações da Sociedade Civil e, por isso mesmo das Igrejas, de modo particular as Pastorais Sociais, têm a responsabilidade de fazer um trabalho social essencial, sem jamais buscar benefícios para si mesmas. Por isso, a observação da relação deveria se balizar pelos resultados na conquista da justiça social, facilitando sua atuação com condições mais adequadas, correspondentes ao apoio ao seu funcionamento. Isso implica manutenção de equipes liberadas, inexigibilidade de contrapartida, prestações de contas simplificadas e calcadas no compromisso com as populações e possibilidade de participação dos setores populares e de mais baixa renda na execução de políticas, sem critérios que os excluem da participação de editais e acesso aos recursos.Lamentamos que ainda exista, por parte de setores de nossa sociedade, a criminalização de várias organizações sociais. Incorrem neste risco determinados setores do Estado ao exigirem a revisão de prestação de contas de 10, 15 ou 20 anos, tendo como parâmetros regras atuais, sem considerar a situação da época em que foi realizada a atividade conveniada e sem perspectivas que, em determinado momento, a questão da prestação de contas se encerre em definitivo. Pesa ainda mais o fato de que as normativas são de caráter particular e diferentes em cada Ministério, trazendo imensos problemas de gestão, custos com prestações de contas diferenciadas e redução da atuação social em função do atendimento à burocracia.Nesse sentido podemos lembrar que cerca de 2.100 entidades já foram citadas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB) para o recolhimento de tributos porque desenvolveram ações de defesa de direito, cuja comprovação material não foram aceitas. Essas entidades correm o risco de fechar e até de entregar o patrimônio ao Estado.Vemos, por isso, com muita expectativa a construção de um novo marco regulatório da relação Estado e Sociedade, que este Seminário pretende debater. Para responder às expectativas tanto do Governo quanto das Organizações da Sociedade Civil, é necessário ouvir a todos, também grupos sociais pertencentes a populações de baixa renda e economicamente frágeis ou marginalizados como catadores de material reciclável, agricultores familiares, egressos do sistema penitenciário e da área de saúde mental, quilombolas e comunidades indígenas, e garantir sua participação através de suas organizações e cooperativas.O papa Bento XVI nos recorda que o Estado deve abrir-se cada vez mais à participação da sociedade. Diz o papa: "Um Estado, que queira prover a tudo e tudo açambarque, torna-se no fim das contas uma instância burocrática, que não pode assegurar o essencial de que o homem sofredor — todo o homem — tem necessidade: a amorosa dedicação pessoal. Não precisamos de um Estado que regule e domine tudo, mas de um Estado que generosamente reconheça e apoie, segundo o princípio de subsidiariedade, as iniciativas que nascem das diversas forças sociais e conjugam espontaneidade e proximidade aos homens carecidos de ajuda" (Deus Caritas Est, 28).Somos entidades religiosas da sociedade civil que atuam no cuidado dos pobres e na defesa do direito das pessoas necessitadas, não necessariamente só aquelas empobrecidas. Temos servido às pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco social. Nosso trabalho e luta nasceu da provocação da ameaça de setores da política pública de assistência social de descaracterizar as ações de solidariedade social como oferta de ações pastorais e de defesa do direito que não se enquadram na matriz de assistência social. É neste contexto que se inserem tanto as organizações da sociedade civil, quanto as organizações religiosas. Seu passado testemunha o quanto têm sido imprescindíveis na construção de uma sociedade em que se eliminem as desigualdades e sejam respeitados o direito e a dignidade da pessoa humana, especialmente os mais vulneráveis. É preciso, portanto, avançar e não permitir recuos nas várias instâncias que propiciam essa participação como os Conselhos, Fóruns e outros mecanismos de participação popular com vistas à definição das prioridades públicas e ao controle e transparência na execução das políticas e do uso dos recursos, especialmente nos estados e municípios. Este Seminário, certamente, reforçará o caminho do diálogo da Sociedade Civil e das organizações vinculadas às Igrejas com o Estado, facilitando sua nobre tarefa de contribuir na construção de uma nova sociedade, justa, fraterna e solidária.A sociedade justa não é unicamente obra da Igreja, recorda-nos Bento XVI. Temos consciência de que ela deve ser realizada pela política. "Toca, porém, à Igreja, e profundamente, o empenhar-se pela justiça trabalhando para a abertura da inteligência e da vontade às exigências do bem" (Deus Caritas Est). Esta é nossa disposição neste Seminário. Muito obrigado pela presença. Sejam bem-vindos e bom e frutuoso trabalho a todos e a todas! + Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB

Secretário Geral participa de reunião dos secretários dos regionais da CNBB

Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB, participa na tarde desta quarta-feira, 7 de outubro, com os secretários executivos dos 17 regionais da CNBB, em Brasília.Na pauta do encontro que deve terminar amanhã, quinta-feira, está o aprofundamento sobre a Campanha da Fraternidade do próximo ano que vai tratar da juventude e o contato com todas as assessorias das comissões episcopais de pastoral.

Os secretários dos regionais terão oportunidade, nesta quarta-feira, de ouvir e perguntar os assuntos relacionados à Comissão para a Cultura, Educação, Ensino Religioso e Universidades; o setor de Contabilidade da CNBB; a Comissão Epara os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada; a Comissão para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial; a Comissão para a Juventude; Comissão para a Vida e a Família.

Amanhã, quinta-feira, se apresentarão: a Comissão Episcopal para a Comunicação; a assessoria de imprensa; a Comissão Especial para a Amazônia; a Missão Continental; a Comissão para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz; a Comissão Episcopal para a Liturgia; a Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé ; a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética; a Assessoria Política.

No final da reuniâo, os secretários tratarão de assuntos próprios do trabalho que executam nos regionais tais como: Calendário 2013; Encontro de Julho de 2013 (Regional Nordeste 1);  e Avaliação do Encontro.


Recife sediou 4º Encontro Nacional de Movimentos, Associações e Novas Comunidades

Um evento que reuniu as diferentes formas de organização do laicato do Brasil. Foi assim o 4º Encontro Nacional de Movimentos, Associações e Novas Comunidades, realizado de 2 a 4 de novembro, em Recife (PE). O evento foi realizado pela Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, em parceria com as comissões de Juventude, Ministérios Ordenados e Vida Consagrada e o Setor Universidades da CNBB. Participaram do Encontro 280 pessoas, a maior parte leigos e leigas, além de religiosos, presbíteros e 10 bispos. O evento teve ainda o apoio do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). "A cada ano, temos percebido como este evento está crescendo, acolhendo novas formas de organização do laicato", avalia Laudelino dos Santos, presidente do CNLB, que apresentou uma palestra sobre o Concílio Vaticano II e o Laicato.A programação incluiu ricos momentos de partilha, que evidenciaram a riqueza e a diversidade da organização do laicato brasileiro. A missa de encerramento foi presidida por dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB. Na homilia, ele destacou o testemunho de unidade e diversidade presente na Igreja.Durante o evento, os participantes avaliaram o trabalho da Comissão junto às diversas expressões laicais, em parceria com o CNLB. Foi ainda apontada a necessidade de se realizar parcerias em atividades com outras Comissões da CNBB, bem como a busca de diálogo para maior aceitação das diversas expressões laicais nas bases da Igreja.Também ficou definida a ampliação da equipe junto ao Setor Leigos da CNBB, que deve integrar representantes das associações nascidas dos carismas das Congregações Religiosas e das Novas Comunidades. Para o ano de 2013, está prevista uma reunião com os dirigentes de Movimentos, Associações e Serviços Eclesiais no mês de abril. Já em agosto, será realizado um seminário com as Novas Comunidades. Em breve, um livro deverá ser publicado com os subsídios e demais encaminhamentos do Encontro.

Bispos do Regional Nordeste 3 realizam coletiva de imprensa sobre saúde pública

Os bispos do Regional Nordeste 3 da CNBB (Bahia e Sergipe) realizaram, na tarde de ontem, 6 de novembro, uma entrevista coletiva com a imprensa para tratar da saúde pública, tema da Campanha da Fraternidade deste ano. O evento aconteceu em Itapuã (BA), durante a 50ª Assembleia de Pastoral. Participaram o arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, o arcebispo de Aracaju (SE), dom José Palmeira Lessa,  o bispo de Barra (BA), dom Frei Luís Flávio Cappio e o arcebispo de Feira de Santana (BA), dom Frei Itamar Navillo Vian.

Para refletir sobre o assunto, os bispos do Regional escreveram uma  oficial em que sinalizam a preocupação com o quadro de saúde das regiões. "Nesse ano em que a Igreja propõe a reflexão e o debate de tema tão essencial como a saúde do povo, somos convocados a estar vigilantes diante dessa triste e dolorosa realidade", destaca um trecho do documento.

A nota aponta ainda alguns dados sobre a saúde e reforça o cuidado necessário para garantir a qualidade de vida e a felicidade das pessoas. "A Campanha da Fraternidade passa, mas a Vida permanece. Essa luta em prol da saúde de nosso povo também deve permanecer".

Leia aqui a íntegra da nota dos bispos do Regional Nordeste 3 da CNBB.


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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 05/11/2012

REFLEXÃO

O nosso relacionamento com as pessoas não pode ter como ponto de partida o interesse ou a retribuição, mas a gratuidade. Afinal de contas, Deus nos ama gratuitamente e nos concede tudo o que somos e temos sem nada exigir em troca. Mas o amor de Deus para conosco vai além da gratuidade: ele nos retribui por tudo o que fazemos gratuitamente em favor dos nossos irmãos e irmãs. Vivamos a gratuidade para que o próprio Deus seja a nossa eterna recompensa por tudo o que fizermos em favor dos sofridos e marginalizados deste mundo, que não têm ninguém por si e que são rejeitados em todos os ambientes, por não poderem retribuir de acordo com os critérios do mundo.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Roque Paloschi, Bispo de Roraima - RR

Ordenação Episcopal

  • Dom Ceslau Stanula, CSSR, Bispo de Itabuna - BA
NOTÍCIAS

Setor de Voluntários da JMJ Rio 2013 prepara encontros de formação

"Os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio". Este trecho da oração oficial da Jornada define o voluntariado na Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Para aprofundar o conhecimento destes jovens, todos os vicariatos da arquidiocese do Rio de Janeiro participam, a partir de novembro, do encontro de formação para os voluntários diocesanos.

Realizadas até o mês de dezembro, as reuniões convocam todos os voluntários diocesanos selecionados e, também, os interessados em contribuir com a Jornada.

Segundo a secretária executiva do setor de Voluntários, Giselle Azevedo, o objetivo desses encontros é estar mais próximo dos colaboradores.

"Esse encontro já acontece nas paróquias com a formação que o setor desenvolve e envia aos coordenadores, que aplicam mensalmente esse conteúdo para os seus voluntários. Mas, nestes meses, vamos aplicar a formação nas paróquias. Não vamos de paróquia em paróquia porque isso seria quase impossível. Então, nós vamos juntar, por foranias, aquelas mais próximas", explica Giselle.

A coordenadora destaca que esse encontro é uma convocação para todo voluntário diocesano selecionado e um convite a todos aqueles que tenham interesse de conhecer mais sobre o serviço e se voluntariar ainda para a Jornada.

"Ele é aberto a todos que queiram participar. Temos um grande desejo de que, a partir desse encontro, novos jovens e adultos queiram se voluntariar e, mais do que isso, que aqueles que já estão engajados sejam bem informados e esclarecidos, tendo a oportunidade de sanar todas as suas dúvidas para que se sintam cada vez mais motivados para a JMJ", disse Giselle.

De acordo com os organizadores, no encontro, haverá uma formação espiritual, com momentos de oração, de esclarecimento e explicações diversas, de tirar dúvidas e de agradecimento ao trabalho dos voluntários.

"Nós queremos dizer o quanto estamos gratos pelas orações e pela dedicação deles. Os voluntários, enquanto alma da JMJ, são o rosto e o braço da Jornada, que é feita a muitas mãos. Então, a JMJ precisa de voluntários esclarecidos e motivados. Esse encontro irá fomentar isso no coração dos nossos jovens e fazê-los compreender que estamos em missão, formando esses discípulos missionários de Cristo", afirmou a coordenadora.

Calendário das reuniões

- Vicariato Leopoldina - 1ª forania | 05/11 (segunda-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia Nossa Senhora Aparecida, Ilha do Governador.- Vicariato Leopoldina - 2ª, 3ª e 4ª foranias | 06/11 (terça-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia Bom Jesus,Penha.- Vicariato Leopoldina - 5ª e 6ª foranias | 07/11 (quarta-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia Santa Rosa de Lima, Jardim América.- Subsede Arquidiocese de Niterói (todas as paróquias) | 12/11 (segunda-feira) 20h às 22hLocal: Paróquia São Judas, Icaraí.- Vicariato Sul (todas as paróquias) | 13/11 (terça-feira) 20h às 22hLocal: Paróquia São Judas Tadeu, Cosme Velho.- Subsede Diocese Duque de Caxias (todas as paróquias) | 17/11 (sábado) 14h às 16hLocal: Colégio Santo Antônio,Centro de Caxias.- Vicariato Urbano (todas as paróquias) | 21/11 (quarta-feira) 20h às 22hLocal: Catedral São Sebastião, Centro.- Vicariato Norte - 1ª e 3ª foranias | 22/11 (quinta-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia São Sebastião dos Capuchinhos.- Vicariato Jacarepaguá (todas as paróquias) | 23/11 (sexta-feira) 20h às 22hLocal: Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Taquara.- Vicariato Norte - 2ª forania | 24/11 (sábado) 10h às 12hLocal: Paróquia Santo Afonso, Tijuca.- Vicariato Norte - 4ª e 5ª foranias | 24/11 (sábado) 14h às 15h30Local: Paróquia Nossa Sra. Consolação e Correia, Engenho Novo.- Vicariato Norte - 6ª forania | 24/11 (sábado) 16h30 às 18hLocal: Paróquia Nossa Senhora da Luz, Rocha.- Vicariato Oeste 1ª, 2ª e 3ª foranias | 04/12 (terça-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia São Lourenço, Bangu.- Vicariato Oeste 4ª e 5ª foranias | 05/12 (quarta-feria) 19h30 às 21h30Local: Paróquia Santa Teresinha, Campo Grande.- Vicariato Oeste 6ª forania | 06/12 (quinta-feira) 19h30 às 21h30Paróquia Nossa Senhora do Desterro - Campo Grande- Vicariato Oeste 7ª forania | 07/12 (sexta-feira) 20h às 22hLocal: Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Santa Cruz.- Vicariato Suburbano 1ª forania | 01/12 (segunda-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, Anchieta.- Vicariato Suburbano 4ª e 6ª foranias | 11/12 (terça-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia São Luis Gonzaga, Madureira.- Vicariato Suburbano 2ª e 3ª forania | 12/12 (quarta-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia Santa Bárbara, Rocha Miranda.- Vicariato Suburbano 5ª e 7ª foranias | 13/12 (quinta-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia Nossa Senhora do Amparo, Cascadura.


CNBB promove seminário que discute relação entre Estado e Sociedade

Foi aberto na manhã desta segunda-feira, 5 de novembro, em Brasília (DF) o Seminário "Relação Estado e Sociedade", promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento, que prossegue até a tarde desta terça-feira, reúne cerca de 100 pessoas, representantes de diversas instituições religiosas cristãs, entidades beneficentes e organizações sociais, em torno do debate sobre o Marco Regulatório que deverá definir as relações entre o Estado Brasileiro e estas entidades. O evento é promovido  em parceria com a Conferência dos Religiosos do Brasil, União Marista do Brasil e o Centro de Assessoria e Apoio a Iniciativas Sociais. Na solenidade de abertura, o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, destacou a importância da iniciativa. "A sociedade, através de diversas entidades como a Igreja Católica, prestam um grande serviço, especialmente no cuidado com os pobres. Queremos discutir e propor ao governo elementos que possam ajudar na discussão desse Marco Regulatório, que está sendo preparado pelo governo e é um compromisso de campanha da presidente Dilma Roussef".Entre os temas do seminário, estão o acesso aos recursos públicos e o aprimoramento de incentivos fiscais para doações de pessoas físicas e jurídicas. A representante da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas), Denise Fahon, lembra outro aspecto importante que está na pauta do Seminário. "Creio que um dos nossos desafios é dialogar na construção das políticas públicas. Não é possível que as entidades que atuam na linha de frente há tantos anos não tenham nada a dizer da forma como elas entendem que deva ser a atuação do Estado em diversos assuntos".Durante o seminário, serão realizadas mesas de debates com representantes da sociedade civil que atuam no diálogo com o Governo Federal. São temas gerais: Marco Regulatório; Entidades e organizações sem fins lucrativos e beneficentes; e as organizações religiosas. As sugestões colhidas nos grupos serão debatidas em plenário. Na tarde de terça-feira, está prevista a presença do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que vai ouvir as sugestões dos participantes do seminário."Queremos dar uma colaboração maior para que o Marco Regulatório determine precisamente a relação do Estado com a sociedade, com as entidades civis que prestam ajuda e um cuidado especial com os pobres, marginalizados, os excluídos", explicou dom Leonardo. A ausência deste Marco Regulatório proporciona uma série de dificuldades para as entidades. "Nós temos cerca de 2.100 entidades que tem dificuldade de realizar a prestação de contas, porque não são aceitas a prestação de contas de atividades realizadas na relação dos direitos. E os direitos hoje são fundamentais para as pessoas em nossa sociedade", lembra dom Leonardo. Já Arlete Dias, do grupo de trabalho da CNBB que trata da questão do Marco Regulatório, fala de outras dificuldades. "Há um clima de ameaça, pois o Estado, que desonera a tributação de automóveis, fala também em tirar as isenções fiscais que nós temos". O evento tem ainda o apoio da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil; Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e entidades Filantrópicas; Cáritas Brasileira; Fundação Esquel; Editora FTD e School Picture.

CNBB tem novo ecônomo

Com o fim do ano, a sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, começa a passar por ajustes para o ano de 2013. Em uma dessas mudanças, o cargo de ecônomo da CNBB, anteriormente ocupado por Francisco Julho de Souza, por 16 anos, será assumido pelo padre Benedito Tadeu Rosa, da diocese de Limeira (SP). Como sugere o nome, a função de um ecônomo, é cuidar da administração, logo, da economia da instituição.

"Eu recebi o convite de dom Damasceno que, conversando com meu bispo, dom Vilson (bispo de Limeira- SP), me indicou para o cargo, para colaborar e servir à igreja em nível nacional", explicou o padre que possui larga experiência na área financeira. É ecônomo há dez anos na diocese de Limeira e, em 1998, foi eleito o ecônomo do Seminário Diocesano São João Maria Vianney, para construção do Seminário em Campinas.

"O trabalho do ecônomo é cuidar dos bens móveis e imóveis da CNBB, da sede, dos funcionários. Vamos dar continuidade ao trabalho e melhorar alguns setores", revela padre Benedito Tadeu Rosa, mais conhecido como padre Tadeu.

Há vinte anos, o padre atua como pároco na paróquia Nossa Senhora de Fátima, de Araras (SP), onde realiza inúmeras obras sociais como a alfabetização para adultos, e onde também criou a escola de informática. Na região, formou a Pastoral da Criança, em três comunidades; criou o S.O.S. Família na Paróquia; e criou o Encontro da Terceira Idade, dentre outras atividades.

Padre Tadeu é brasileiro, e nasceu em 05 de outubro de 1958, na cidade de Cambuí (MG), onde iniciou seus estudos. Formou-se em matemática, disciplina que lecionou por vários anos. O novo ecônomo explica que por sua família residir em Campinas (SP), teve a oportunidade de conhecer os padres da diocese de Limeira, quando ingressou no seminário de Limeira. Posteriormente, tornou-se bacharel em Filosofia e Teologia.

O novo ecônomo, ainda é um comunicador, já que preside a Fundação Educativa e Cultural do sistema de radiodifusão 'Cidade das Árvores', a qual possui uma rádio denominada Araras FM, que tem a finalidade de educar e evangelizar. "Dentro da nossa paróquia temos uma rádio que possui um belíssimo tema 'educando e evangelizando', e que costuma ficar em segundo e terceiro lugar na audiência da cidade", orgulha-se.

Ele afirma que está se ajustando à sua nova agenda. "Estou fazendo uma transição. Como combinado com dom Leonardo e dom Damasceno, durante a semana, fico aqui em Brasília até quarta-feira. Na paróquia fico de quinta a domingo, onde até o final de Novembro, continuo como ecônomo. Em 2013, me transfiro definitivamente para Brasília", esclarece.


Regional Nordeste 3 realiza 50º Assembleia de Pastoral

Entre os dias 5 e 8 de novembro, bispos, coordenadores diocesanos de pastoral e representantes regionais das pastorais e movimentos participam da 50ª Assembleia Regional de Pastoral, promovida pelo Regional Nordeste 3 da CNBB (Bahia e Sergipe). O encontro acontece no Centro de Treinamento de Líderes (CTL), em Itapuã, Salvador (BA), e tem o Ano da Fé como temática principal.

O objetivo da assembleia é a avaliação da caminhada pastoral de 2012 e o planejamento das atividades do próximo ano. Ao longo da programação os participantes discutirão alguns temas como: a realização da 5ª Semana Social Brasileira, que acontece entre os dias 3 e 5 de maio de 2013 e os 50 anos do Concílio Vaticano II. Tendo em vista a realização da Jornada Mundial da Juventude e a Campanha da Fraternidade de 2013, o evento conta com a presença do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro da Silva, que apresentará a temática da juventude para os participantes.

No cronograma de atividades da assembleia também foi reservado um momento para a celebração das dioceses jubilares: diocese de Amargosa, que celebrou 70 anos de história e que tem como bispo dom João Nilton dos Santos Souza, diocese de Bom Jesus da Lapa, que tem como bispo dom José Valmor Cesar Teixeira e que celebrará no dia 17 de novembro de 2012 os seus 50 anos, a arquidiocese de Feira de Santana, de dom frei Itamar Viana, que completou 50 anos no dia 21 de julho do ano corrente, diocese de Juazeiro, que também celebrou 50 anos de fundação e tem como bispo dom José Geraldo da Cruz e a diocese de Teixeira de Freitas, do bispo Carlos Alberto dos Santos, que no dia 22 de julho de 2012 completou 50 anos de diocese.


Estado do Paraná celebra sua padroeira

Milhares de devotos participam da 199ª Festa de Nossa Senhora do Rocio, padroeira do Paraná, realizada no Santuário de Paranaguá (PR), entre os dias 03 à 18 de novembro. O bispo de Paranaguá, dom João Alves dos Santos, e o presidente do Regional Sul 2 da CNBB, dom João Bosco, estarão presentes no novenário. Os Missionários Redentoristas, que trabalham no Santuário, coordenam a programação religiosa e social a partir do tema central da festa: "Nossa Senhora do Rosário do Rocio, Mãe da Fé". Durante o período da Festa, com as novenas e procissões, além da dimensão artística e social, o Santuário espera receber este ano mais de 500 mil pessoas. O destaque é a devoção popular, como explica o padre Ademar Maia, prefeito do Santuário. "A 6ª procissão motorizada, pedindo paz no trânsito; a 9ª procissão marítima pela Baía de Paranaguá que retoma o encontro da Imagem de Nossa Senhora do Rocio em 1648. Teremos também a segunda procissão ciclística, focando ecologia e paz". No ano passado, 120 mil pessoas participaram da procissão solene, que em 2012 será realizada no dia 15 de novembro.

Arcebispo de Brasília fala sobre o Sínodo dos Bispos

O arcebispo de Brasília (DF), dom Sérgio da Rocha, fez uma análise geral do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, que tratou da Nova Evangelização para a Transmissão da Fé. A análise foi encaminhada a agência de notícias Zenit.

Leia abaixo a íntegra do texto de dom Sérgio da Rocha.

Sínodo dos Bispos: como terminou?

É difícil resumir a riqueza da experiência vivida e das reflexões propostas na XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. O tema deste Sínodo, de feliz escolha do Papa Bento XVI, pela sua amplitude e complexidade, já dificulta qualquer tentativa de síntese. Por isso, neste terceiro relato, após o término da Assembleia Sinodal, procuro apenas partilhar alguns aspectos da experiência vivida e dos temas abordados, sem a pretensão de um resumo. Dentre tantos outros aspectos, destaco os seguintes:

1. O início e a conclusão do Sínodo com a Eucaristia presidida pelo Papa e concelebrada pelos Padres Sinodais constituem a moldura principal na qual quer se inserir, não apenas a Assembleia Sinodal, mas toda a nova evangelização. A Eucaristia deverá ser sempre ponto de partida e de chegada para a ação evangelizadora. Em diversos momentos, ao se falar dos sujeitos da nova evangelização, foi enfatizada a ação do Espírito Santo e a necessidade da graça, assim como, a santidade dos evangelizadores, destacada por Bento XVI na abertura e na celebração das canonizações ocorrida, a propósito, durante o Sínodo.

2. A presença assídua do Papa Bento XVI, presidindo a Assembleia Sinodal, foi bastante apreciada por todos, destacando-se a sua sabedoria, simplicidade e paciente atenção aos muitos pronunciamentos.

3. O Sínodo constitui um precioso instrumento de comunhão eclesial e de colegialidade episcopal, através do diálogo e da convivência fraterna, da reflexão conjunta em plenário e em grupos, da partilha de experiências pastorais, das alegrias e dores da Igreja nos cinco continentes. As cinco línguas oficiais do Sínodo se completavam com muitas outras faladas pelos participantes, representando todas as conferências episcopais  e, portanto, trazendo os diferentes contextos sociais e culturais vividos pela Igreja nos cinco continentes.  Na "Mensagem", os Padres Sinodais se dirigiram a cada continente, valorizando a realidade de cada um. A catolicidade da Igreja foi intensamente manifestada!

4. A comunhão eclesial e a corresponsabilidade pastoral se expressaram também através da participação de presbíteros, diáconos, religiosos(as), leigos e leigas, muitos dos quais puderam falar à Assembleia e outros, colaboraram como peritos. A nova evangelização necessita de todos para acontecer. Por isso, nas proposições aprovadas, destaca-se o papel indispensável das diversas vocações e ministérios na Igreja e a necessidade de formação dos evangelizadores.

5. O tema da nova evangelização não excluiu as dimensões do diálogo ecumênico e inter-religioso; ao contrário, exigiu a  sua consideração atenta e reafirmou a sua necessidade. A abertura ecumênica foi simbolizada, de modo especial, pela presença contínua dos "delegados fraternos", isto é, dos representantes de outras Igrejas cristãs, que tiveram ocasião de dirigir a palavra durante a Assembleia Sinodal e de participar das celebrações, conforme as disposições da Igreja.

6. A contribuição dos Padres Sinodais da América Latina foi relevante. O Documento de Aparecida foi uma das principais fontes da reflexão oferecida pelos bispos latino-americanos e caribenhos. Temas centrais de Aparecida encontraram acolhida ou confirmação nas proposições e na mensagem do Sínodo: o encontro com Jesus Cristo, a conversão pastoral, a Igreja em estado permanente de missão, a formação, a piedade popular, os pobres, a juventude, o laicato...  A convivência fraterna entre os bispos da América Latina e Caribe foi intensificada pelas celebrações festivas nos Colégios Pio Latino e Mexicano.

7. O Jubileu de abertura do Concílio Vaticano II, os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica e o Ano da Fé favoreceram o desenvolvimento do tema geral. A "Mensagem" explicita tal contexto e há proposições dedicadas especialmente ao Concílio e ao Catecismo. Documentos do Vaticano II iluminaram a reflexão de muitos Padres Sinodais, em plenário e nos grupos. Documentos do Magistério pós-conciliar também serviram de fonte, especialmente, pelo seu teor, a Evangelii Nuntiandi, de Paulo VI, a Catechesi Tradendae, de João Paulo II e a recente Verbum Domini.

8. A Palavra de Deus recebeu grande atenção ao longo do Sínodo.  A acolhida recebida pela Verbum Domini, última exortação apostólica pós-sinodal, foi longamente considerada numa das sessões. No início de cada dia, durante a oração da Liturgia das Horas, a Palavra proclamada foi muito bem refletida com a ajuda de alguns Padres Sinodais, sendo no primeiro dia, o próprio Santo Padre quem desenvolveu uma bela reflexão. O texto da Samaritana serviu de inspiração para a Mensagem final. Embora, algumas proposições do Sínodo reflitam mais claramente a dimensão bíblica, a centralidade da Palavra de Deus na nova evangelização exige atenção sempre maior.

9. Os temas abordados foram muitos, conforme se pode comprovar pelo grande número de proposições aprovadas e pela longa Mensagem conclusiva. Refletem a relevância, a amplitude e a complexidade do tema geral: "Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã". É difícil elencá-los, de modo justo. Dentre eles, podemos citar: a catequese, os sacramentos da iniciação cristã, o sacramento da penitência, a família, os jovens, a liturgia, a santidade, a piedade popular,  a Igreja Particular, a paróquia, as comunidades, o clero, a vida consagrada, os leigos, os movimentos eclesiais, a opção pelos pobres, os migrantes, os enfermos, a política, a educação, o ecumenismo, a inculturação, os cenários urbanos, as ciências, o serviço da caridade, os meios de comunicação, os direitos humanos e a liberdade religiosa. Dentre os novos temas ou temas que receberam nova acentuação estão: o reconhecimento do "ministério" de catequista; a ordem dos sacramentos da iniciação cristã em perspectiva pastoral; a "via da beleza" como caminho de evangelização; o  "átrio ou pátio dos gentios", retomando e especificando a questão dos "novos areópagos" como espaços de evangelização; a "conversão pastoral" segundo o espírito missionário de Aparecida; o papel dos teólogos na nova evangelização.

10. Por fim, pode-se destacar aquilo que desde o início esteve no centro dos escritos e debates deste Sínodo: o que é a "nova evangelização"? em que sentido, a evangelização proposta quer ser "nova"? No início da XIII Assembleia Sinodal, o  Instrumentum laboris, em preparação ao Sínodo, já abordava a questão fazendo uma proposta ampla de compreensão. Na bela e sábia homilia da missa de encerramento do Sínodo, à luz da passagem da cura do cego Bartimeu, o Papa retomou o assunto, mostrando o caminho a seguir. É vasta a tarefa proposta, pois a nova evangelização deve ser assumida por todos, em comunhão na Igreja, com novo ardor e "criatividade pastoral", tendo como âmbitos próprios a pastoral ordinariamente voltada para os católicos que participam da Igreja,  a missão além-fronteiras (ad gentes) e as "pessoas batizadas que, porém não vivem as exigências do batismo".

Como terminou o Sínodo? Em clima de louvor a Deus, de gratidão e esperança, e ao mesmo tempo, de renovado empenho pela nova evangelização, conscientes de que temos  um longo caminho a percorrer para cumprir o mandato missionário de Jesus Cristo: Ide, fazei discípulos!  Há muito para se fazer pela nova evangelização! A oração e a reflexão devem continuar. A busca de respostas pastorais necessita continuar na Igreja local. O Sínodo ilumina e anima a ação evangelizadora, mas não dispensa a nossa tarefa de estabelecer os passos a serem dados na realidade em que vivemos.  As   58 "proposições" aprovadas pelo Sínodo começam a ser divulgadas. A  "Mensagem" dos Padres Sinodais tem sido publicada nas várias línguas, trazendo alento e estímulo. Aguardamos a Exortação Apostólica Pós-Sinodal que o Papa irá nos oferecer, recolhendo as contribuições da XIII Assembleia do Sínodo dos Bispos. O presente relato não substitui a leitura da "Mensagem" e das "Proposições" do Sínodo, bem como, a homilia do Santo Padre; antes, quer servir de estímulo para tanto, esperando que estejam logo disponíveis também em língua portuguesa. Nossa Senhora, Estrela da Evangelização, nos acompanhe com a sua intercessão materna e exemplo!


CNBB 60 Anos: Ação de Graças e Compromisso

Durante a 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em abril de 2012, foi realizada em Aparecida (SP) uma sessão solene em comemoração aos 60 anos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na ocasião, o atual presidente, cardeal Raymundo Damasceno Assis, destacou que a colegialidade episcopal foi o eixo fundamental do Concílio Vaticano II, e iluminou a caminhada da Conferência desde então. Na mesma ocasião, foi lançado o opúsculo "CNBB: 60 Anos e 50 Assembleias Gerais – Memória, Ação de Graças e Compromisso". A publicação apresentou a reprodução da ata de criação da entidade, e dados históricos importantes. O trabalho foi coordenado pelo assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, Monsenhor Antônio Catelan.A seguir, reproduzimos a íntegra das palavras do Cardeal Damasceno na sessão solene, realizada no dia 19 de abril de 2012.Saúdo a todas as pessoas presentes a esta sessão: os senhores cardeais, arcebispos, bispos e o Mons. Piergiorgio, Encarregado de Negócios da Nunciatura Apostólica, e administradores diocesanos; os assessores e assessoras da CNBB; os subsecretários dos Regionais; os presidentes de organismos; os representantes das pastorais; os convidados para a Assembleia; os profissionais da imprensa. Saúdo, igualmente, a todos os que nos acompanham pelos meios de comunicação - televisão, rádio e Internet.Esta sessão de que temos a graça de participar dá-nos o ensejo de comemorar festivamente alguns acontecimentos de grande significado para a Igreja no Brasil: o marco da realização da 50ª Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e os sessenta anos da criação de nossa Conferência Episcopal.Estamos vivendo, pois, tempos de jubileu. Tempo de alegria e de agradecimento a Deus e a todas as pessoas que se empenharam, durante a caminhada, na busca de fidelidade ao Senhor, realizando a história colegial da nossa Conferência.Celebramos a 50ª Assembleia da CNBB, criada dez anos antes do Concílio Vaticano II, que lhe deu maioridade eclesiológica, oferecendo-lhe maior fundamentação bíblico-teológica, motivando-a para a evangelização do Povo de Deus.A 50ª Assembleia Geral tem como tema central "A Palavra de Deus na Vida e Missão da Igreja", temática central no Concílio Vaticano II, da 12ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos.A colegialidade episcopal foi, sem dúvida, um eixo central na eclesiologia do Concílio Vaticano II, através da Constituição Lumen Gentium e do decreto Christus Dominus, sobre o múnus pastoral dos Bispos na Igreja, que institucionalizou as conferências episcopais.Essa realidade do novo Pentecostes, o Concílio Vaticano II, iluminou os fundamentos da caminhada da nossa Conferência que, neste ano, se torna sexagenária, revelando o início da terceira idade, um signo de maturidade no pastoreio. Para assinalar o 60º aniversário de nossa Conferência e a realização de sua 50ª Assembleia Geral, a CNBB editou pequena, porém importante obra – "CNBB: 60 anos e 50 Assembleias Gerais – memória, ação de graças e compromisso" –, em que se apresentam alguns dados e documentos historicamente relevantes para a instituição.O percurso da nossa Igreja Católica no Brasil, de modo especial nos últimos sessenta anos, tem uma história rica para contar, desde a experiência eclesial em busca da fidelidade ao Espírito na missão evangelizadora até a contribuição para a Igreja Universal que levamos ao Concílio, para as diversas Assembleias do Sínodo dos Bispos, e para as Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.Em tempos de especiais graças recebidas de Deus (Kairós), recebemos fortes apelos de reavivamento da missão. Desde a sua primeira Assembleia, a CNBB tentou conjugar a atenção aos desafios da vivência eclesial com os compromissos proféticos.Conforme nosso Estatuto, aprovado no ano de 2002, no artigo 2º, cabe à CNBB, como expressão peculiar:a) "fomentar uma sólida comunhão entre os Bispos que a compõem, na riqueza de seu número e diversidade, e promover sempre a maior participação deles na Conferência;b) "ser espaço de encontro e de diálogo para os Bispos do País, com vistas ao apoio mútuo, orientação e encorajamento recíproco;c) "concretizar e aprofundar o afeto colegial, facilitando o relacionamento de seus membros, o conhecimento e a confiança recíprocos, o intercâmbio de opinião e experiências, a superação das divergências, a aceitação e a integração das diferenças, contribuindo assim eficazmente para a unidade eclesial;d) "estudar assuntos de interesse comum, estimulando a ação concorde e a solidariedade entre os Pastores e entre suas Igrejas;e) "facilitar a convergência da ação evangelizadora, graças ao planejamento e à Pastoral Orgânica, em âmbito nacional e regional, oferecendo diretrizes e subsídios às Igrejas locais;f) "exercer o magistério doutrinal e a atividade legislativa, segundo as normas do direito;g) "representar o Episcopado brasileiro junto a outras instâncias, inclusive a civil;h) "promover, atenta aos sinais dos tempos, a permanente formação e atualização dos seus membros, para melhor cumprirem o múnus pastoral;i) "Favorecer a comunhão e participação na vida e nas atividades da Igreja, das diversas parcelas do Povo de Deus: ministros ordenados, membros de institutos de vida consagrada e leigos, discernindo e valorizando seus carismas e ministérios".Os artigos subsequentes tratam do relacionamento com a Igreja e sua missão universal, favorecendo e articulando as relações entre as Igrejas particulares do Brasil e a Santa Sé, bem como com as outras Igrejas Episcopais.O mesmo Estatuto dispõe a respeito das ações da CNBB relativamente à sociedade civil.O artigo 4º. reza: "A CNBB, animada pela caridade apostólica, relaciona-se com os diversos segmentos da realidade cultural, econômica, social e política do Brasil, buscando uma colaboração construtiva para a promoção integral do povo e o bem maior do País e, quando solicitada, ajudando os Pastores das Igrejas locais";E o artigo 5º estabelece: "A CNBB trata com as autoridades públicas as questões que interessam ao bem comum e à missão salvífica da Igreja, mantendo o conveniente entendimento com a Nunciatura Apostólica".Em tempos de comemoração, é mister apelar para a memória a fim de recordarmos os caminhos andados, com mais luzes ou menos luzes, mas sempre "esperança que não engana" (Rm 5,5).O Concílio Vaticano II mereceu grande destaque porque a Igreja vivia, nas décadas que o antecederam, um clima de criatividade e de liberdade para novas experiências. Legitimadas pelo Concílio, essas experiências alcançaram dimensão universal.O Brasil, desde os anos 50, passava por grande ebulição política, uma fase que desembocou numa ditadura militar, a partir de 1964, com consequências complexas.No entanto, a Igreja Católica no Brasil, no mesmo período, experimentava forte dinâmica evangelizadora. Ela levou ao Concílio Vaticano II experiências significativas nos campos da Bíblia, da catequese, da liturgia, do social, do laicato.Durante o período conciliar e nos anos subsequentes, a Igreja Católica no Brasil, como em quase toda a América Latina, tinha um duplo desafio missionário: ser fiel aos ditames daIgreja em Concílio, marcando a renovação eclesial, e ser fiel à missão profética ao denunciar abusos contra os direitos humanos.A evangélica opção preferencial pelos pobres, integrante do Objetivo Geral da nossa Igreja, desde seus primeiros planos pastorais, exigiu, nesses anos cruciais, uma mística ainda mais evangélica, uma maturidade maior na sua ação apostólica.Contávamos com a Constituição Lumen Gentium, que registrara: "...assim como Cristo consumou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir o mesmo caminho, a fim de comunicar aos homens os frutos da salvação..." (nº 8). Nesse contexto, nossas Igrejas acolheram com o maior entusiasmo a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, em 1965, e a concretização da promessa do Papa Paulo VI, na Exortação Apostólica Populorum Progresso, em 1967, que ofereceu elementos novos para a doutrina social da Igreja,com o conceito de "desenvolvimento integral – do homem todo e de todos os homens".A Populorum Progressio iluminou a prática dos cristãos e deu novo alento em épocas tão desafiantes para a nossa Igreja; perpassou também o Documento de Medellín (1968), intitulado "A Igreja na atual transformação da América Latina à luz do Concilio, que visava a proporcionar uma evangelização latino-americana inculturada, levando em consideração os desafios sociopolíticos, a religiosidade profunda do nosso povo, sua espiritualidade e sede de Deus.Alguns eventos marcantes estiveram presentes à Igreja Católica no Continente no período pré-conciliar. Destacamos o apelo do Papa João XXIII aos bispos da América Latina por uma pastoral planejada. O Santo Padre João XXIII explicitou uma preocupação com o conjunto do Continente diante da situação de Cuba, tão católica quanto os outros países, e que passava por momentos desafiadores para a Igreja.Daí nasceu entre nós, em 1962, o primeiro Plano de Pastoral, denominado Plano de Emergência para a Igreja do Brasil.A recepção do Concílio Vaticano II propunha, no entanto, um passo adiante ao Plano de Emergência (1962-1965). O passo seguinte foi o Plano de Pastoral de Conjunto (PPC), relativo ao período 1966-1970.O Objetivo Geral do Plano estava assim formulado: "Criar meios e condições para que a Igreja no Brasil se ajuste, o mais rápida e plenamente possível, à imagem de Igreja do Vaticano II".O Brasil foi um dos primeiros países a formular propostas de renovação eclesial à luz do Concílio, por meio de um Plano de Pastoral de Conjunto (PPC). Nossos bispos, reunidos em assembleia, em Roma, trouxeram, na bagagem e no coração, as orientações básicas para a renovação conciliar em nosso país. Tínhamos terreno adubado para que as sementes conciliares caíssem em solo bom.As linhas fundamentais do Plano, depois chamadas dimensões da evangelização, procuravam aplicar os documentos principais do Vaticano II numa perspectiva pastoral.Essas linhas perduraram por longos anos, com variações ou complementações, numa tentativa de integrá-las entre si, procurando fidelidade aos novos apelos do Espírito, iluminadas pelos documentos do Vaticano II.Vejamo-las:a) "promover uma sempre mais plena unidade visível no seio da Igreja Católica;b) "promover a ação missionária;c) "promover a ação catequética e o aprofundamento doutrinal e a reflexão teológica;d) "promover a ação litúrgica;e) "promover o ecumenismo e diálogo inter-religioso;f) "promover a melhor inserção do povo de Deus, como fermento na construção de um mundo segundo os desígnios de Deus".Para melhor aplicação do Plano de Pastoral de Conjunto (PPC) foram criados ou animados os Regionais da CNBB, que assumiram com afã a missão de recepção do Concílio, numa mística latino-americana.Entretanto, as assembleias seguintes da CNBB julgaram que um Plano Nacional de Pastoral, num país extenso e diversificado como o Brasil, seria de difícil concretização.Daí, a decisão de adotar diretrizes para a ação evangelizadora, revisadas a cada quatro anos, como orientação de unidade para elaboração de planos específicos. É o que vem acontecendo ultimamente como dinâmica da evangelização.A Conferência de Aparecida, no ano de 2007, despertou, no conjunto dos cristãos, um novo entusiasmo, oferecendo horizontes para a ação eclesial.Nas atuais Diretrizes (2011-2015), à luz da Conferência de Aparecida, podemos caracterizar ganhos significativos. Seu Objetivo Geral está assim formulado: "Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo".Trata-se de um texto leve e claro, na busca de unidade pastoral, com uma metodologia acessível para o conjunto dos cristãos.Estes são seus aspectos mais marcantes:* insiste em que vivemos em mudança de época com desafios específicos;* coloca a Igreja em estado de missão;* valoriza a centralidade de Jesus Cristo;* coloca as Diretrizes da Ação Evangelizadora à luz da Palavra de Deus, nas pegadas da Assembleia do Sínodo sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja;* faz um retorno explícito à importância do Planejamento Pastoral e ao método "Ver, Julgar e Agir".De fato, temos muito a comemorar, muito a celebrar.Por tudo isso, damos graças a Deus. Dom Raymundo Cardeal Damasceno AssisArcebispo de Aparecida (SP)Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Relação Estado e Sociedade será tema de seminário promovido pela CNBB

Nesta segunda e terça-feira, 5 e 6 de novembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, em parceria com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), a União Marista do Brasil (UMBRASIL) e o Centro de Assessoria e Apoio a Iniciativas Sociais (CAIS)/Misereo, o Seminário Nacional Relação Estado e Sociedade. O secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, estará presente na abertura do evento. O evento reunirá no Centro Cultural de Brasília cerca de 120 participantes, representantes de instituições religiosas cristãs, entidades beneficentes e organizações sociais, com o objetivo de debater as relações do Estado com a sociedade civil, para a elaboração conjunta de sugestões que aprimorem as regulações em debate e ao fortalecimento da participação popular.O Brasil é hoje a 7ª economia do mundo, porém é o 84º em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A perspectiva do debate proposto pelo Seminário é promover a melhoria do ambiente regulatório que propicie o desenvolvimento das instituições religiosas, entidades beneficentes e organizações da sociedade civil, parceiras do Poder Público na promoção dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável do País, de forma mais equitativa no campo social.Temas como o acesso aos recursos públicos e o aprimoramento de incentivos fiscais para doações de pessoas físicas e jurídicas - que vêm sendo discutidos no âmbito da Plataforma para um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil são alguns dos tópicos que devem vir à tona durante as discussões, com vistas a um melhor ambiente regulatório que beneficie a sociedade na construção do bem comum, ampliando o diálogo acerca de aspectos pendentes de regulação que impedem o avanço da colaboração das entidades sociais no enfrentamento da pobreza.A metodologia do Seminário compreende mesas de debates em grupos temáticos com representantes da sociedade civil em diálogo com representantes do Governo para posterior discussão em plenária. Já confirmaram participação o Ministro Gilberto Carvalho, Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República do Brasil (SGPR), e Diogo Santana, também da SGPR.O Seminário tem ainda o apoio da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC); Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB); Cáritas Brasileira; Fundação Esquel; Grupo Marista; Editora FTD e School Picture.Confira abaixo a programação. Os nomes dos palestrantes e expositores ainda poderão sofrer alterações.SEMINÁRIO RELAÇÃO ESTADO E SOCIEDADE5/11 – segunda-feira 10h – Mesa de aberturaSecretário Geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich SteinerArlete Dias (GT-CNBB)Daniel Rech (CAIS)Pastora Romi Bencke (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC)11h - Diálogo da Mesa com os Participantes12h - Almoço14h30 - GRUPOS TEMÁTICOSMesa com expositores que introduzirão o tema e em seguida abrirão para debates e proposições para a plenária no dia 06.Grupo Temático 1 - MARCO REGULATÓRIOExpositores:1. Daniel Rech (GT-CNBB)2. Diogo Santana (SGPR)3. Eliana Rolemberg (CLAI)Grupo Temático 2 - ENTIDADES E ORGANIZAÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS E BENEFICENTESExpositores:1. Arlete Dias (GT-CNBB)2. Vilmar Tomé (Associação Brasileira das Universidades Comunitárias - ABRUC)Grupo Temático 3 - ORGANIZAÇÕES RELIGIOSASExpositores:1. Hugo Sarubbi (GT-CNBB)2. Ir. Maria Tereza (CRB/ANEC)3. Pastora Romi Márcia Bencke (CONIC)18h30 - Jantar06/11 – terça-feira09h - Plenário - Apresentação dos trabalhos do dia 0510h30 - Coffee Break11h - Reação às propostas apresentadas pelos gruposExpositores:Silvio Santana (Marco Regulatório)Dilma Alves (Entidades e Organizações sem fins lucrativos e beneficentes)Dr. José Eduardo Sabo Paes (Sociedade Civil)Ir. Jardelino Menegat (Organizações Religiosas)12h - Almoço14h - Apresentação e votação das propostas sistematizadas16h30 - Encerramento

Recife sedia encontro com movimentos, novas comunidades e associações de leigos

Durante este feriado prolongado, de 2 a 4 de novembro, a cidade de Recife (PE) sedia o 4º Encontro Nacional que reúne representantes de diversos movimentos leigos. Entre eles, estão as novas comunidades e as associações de leigos nascidas dos carismas das congregações e ordens religiosas. O evento é uma realização da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, em parceria com as comissões de Juventude, Ministérios Ordenados e Vida Consagrada, e o Setor Universidades da CNBB. O Conselho Nacional do Laicato do Brasil também apoia a iniciativa.Para o presidente do Conselho, Laudelino dos Santos, trata-se de uma oportunidade importante de troca de experiências e valorização da ação missionária dos leigos na Igreja. "A cada ano, temos percebido como este evento está crescendo, acolhendo novas formas de organização do laicato".Laudelino também revelou a expectativa dos organizadores do Encontro. "Criar uma maior unidade no trabalho, afinal, somos todos Igreja, como cristãos leigos, cristãos bispos, cristãos padres, cristãos consagrados". Este encontro está inserido nas atividades promovidas pela CNBB em torno da reflexão do cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II. Estão presentes mais de 100 expressões laicais, refletindo sobre temas como a atuação do laicato na sociedade e na política; a missão no contexto urbano; o Ano da fé e as novas comunidades; e a ação da juventude.

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