sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 17/02/2012

REFLEXÃO

O Evangelho de hoje nos mostra um significado fundamental para entendermos o mistério da cruz. Jesus diz: "renuncie a si mesmo e tome a sua cruz". A cruz significa antes de tudo não ser mais nada para si e ser tudo para os outros. De fato, Jesus no alto da cruz já não tinha nada que fosse seu, a não ser a sua própria vida, e até ela nos é dada conforme ele mesmo nos diz: "Ninguém tira a minha vida, eu a dou livremente". Mas esse fato é o coroamento de toda a vida de Jesus que não se apegou ciosamente à sua condição divina, mas se fez homem, obediente até a morte e morte de cruz, vivendo totalmente para servir ao seu Pai e aos seus irmãos e irmãs, numa total oblação.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Friedrich Heimler, SDB, Bispo de Cruz Alta - RS
NOTÍCIAS

Consistório cria 22 novos cardeais

O decano papal da Basílica de Santa Maria Maggiore, localizada no centro histórico de Roma, o espanhol dom Santos Abril y Castelló,  além de Dom João Braz de Aviz, único brasileiro, compõem a lista dos 22 novos cardeais que serão criados no Consistório deste sábado, 18 de fevereiro, no Vaticano.

Dom Castelló é arcipreste da Basílica de Santa Maria Maggiore desde novembro de 2011. Foi nomeado também vice-camerlengo da Igreja, o segundo homem na hierarquia da Igreja, na eventualidade de uma vacância da Santa Sé. Antes de assumir esses cargos, dom Castelló cumpriu carreira de diplomata do Vaticano como núncio em vários países da América Latina, África e Bálcãs.

O Consistório, na verdade, já começa a ser preparado nesta sexta-feira com um retiro para todos os indicados. O Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, também participará das celebrações que terão lugar na Basílica de São Pedro, no sábado e domingo, e na Sala Paulo VI, na segunda-feira quando o papa Bento XVI receberá os novos cardeais e convidados.

Dom João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os religiosos, estará em retiro durante esta sexta-feira. Ele recebeu, nos últimos dias, um grupo de mais de 40 pessoas que estão em Roma representando a família e os amigos de várias dioceses onde serviu como bispo e como arcebispo.


Papa realiza seis canonizações neste sábado

Na manhã deste sábado, 18/02, Bento XVI preside na Basílica de São Pedro, no Vaticano, uma reunião pública com os cardeais chamada de "Consistório Ordinário". Neste encontro, além da criação de 22 novos cardeais, o papa irá realizar a canonização de seis beatos, de diferentes partes do mundo.

A lista dos canonizados é a seguinte:

2 sacerdotes: James Berthieu, sacerdote professo da Companhia de Jesus, que nasceu na França em 1838, mas morreu como mártir em Madagascar em 1896; e Giovanni Battista Piamarta, sacerdote que fundadou a Congregação Família de Nazaré e humildes servos do Senhor. Italiano que viveu entre 1841 e 1913, ficou conhecido como "o pai dos trabalhadores".

2 religiosas: Maria do Monte Carmelo, virgem fundadora da Congregação Missionária do Ensino Irmãs Concepcionistas; e Mary Anne Cope, religiosa professa da Congregação das Irmãs da Ordem Terceira de São Francisco de Syracuse (Nova York);

3 leigos: Pedro Calungsod, que viveu no século XVII, falecido aos 17 anos nas Filipinas, onde era sacristão e catequista. Sofreu o martírio junto com outro beato, Diego de San Luis Vitores. Catherine Tekakwitha, que foi a primeira nativa norte-americana beatificada, e que agora será canonizada; e Anna Schäffer, alemã que viveu na virada do século XIX para o XX e que se destacou por sua fé na vontade de Deus, apesar de seu estado de doença que a deixou na cama por 25 anos.

A cerimônia de canonização será realizada na Basílica Vaticana após a liturgia de criação dos 22 novos cardeais da Igreja Católica. Entre eles, está o arcebispo emérito de Brasília e atual prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Religiosa e Sociedade de Vida Consagrada, o brasileiro dom João Braz de Aviz.


O Brasil no Colégio dos Cardeais

 

Realiza-se neste sábado, 18 de fevereiro, o quarto Consistório convocado pelo Papa Bento XVI no dia da Epifania do Senhor, 6 de janeiro deste ano. Desta vez, serão criados 22 novos cardeais, sendo 4 deles com mais de 80 anos e, portanto, não eleitores numa eventual vacância da Santa Sé.  Dom João Braz de Aviz é o único latino-americano do grupo.

 

Dom João, filho de Mafra, cidade localizada no planalto norte de Santa Catarina, tem um itinerário episcopal marcado por significativas mudanças de trabalho e grande vigor pastoral. Nomeado bispo auxiliar de Vitória (ES), em 1994, atuou naquela arquidiocese até 1998 quando foi nomeado bispo de Ponta Grossa (PR). Seis anos depois, foi nomeado arcebispo de Maringá (PR) e de lá foi transferido para Brasília em 2004, onde sucedeu o cardeal dom José Freire Falcão. Em dezembro de 2010, o Santo Padre o convocou para ser prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.

 

 

Após o Consistório deste sábado, Dom João Braz passa a fazer parte do Colégio Cardinalício que terá 125 membros. Os cardeais não têm encontros regulares em Roma, mas estão à disposição do Papa para todos as convocações que o Santo Padre julgar necessárias. Eles atuam na Cúria Romana e em arquidioceses que tenham tradição de presença de um cardeal. O outro novo cardeal que fala português é dom Manuel Monteiro de Castro,  que foi recentemente nomeado como penitenciário-mor depois de deixar a secretaria da Congregação para os Bispos, lugar que foi ocupado pelo ex-núncio no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri.

 

 

O Colégio dos Cardeais tem representação de 70 países dos cinco continentes. O Brasil e a Espanha ocupam o terceiro posto no número de membros. A maior de todas é a italiana com 52 membros.  Os Estados Unidos têm 18 cardeais, sendo que seis deles têm mais de 80 anos. Antes da chegada de dom João Braz, eram nove os cardeais brasileiros sendo que cinco já têm 80 anos de idade: dom Eugênio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro; dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo; dom José Freire Falcão, arcebispo emérito de Brasília; dom Serafim Fernandes de Araújo, arcebispo emérito de Belo Horizonte; dom Eusébio Oscar Scheid, arcebispo emérito do Rio de Janeiro. E quatro com menos de 80 anos: dom Claudio Hummes, ex-prefeito da Congregação para o Clero; dom Geraldo Majella Agnello, arcebispo emérito de Salvador; dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo e dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB.

 

 

O atual Colégio Cardinalício em números e funções: o decano é o italiano Angelo Sodano, de Estado emérito; o vice-decano é o francês Roger Etchegary; o camerlengo é o italiano Tarcisio Bertone, secretario de Estado; o protodiácono é o francês Jean-Louis Tauran. 33 cardeais pertencem a ordens, congregações ou Institutos de Vida Consagrada. Os jesuítas contam com oito cardeais, os franciscanos e salesianos com seis, os dominicanos e dehonianos com dois. Há também um agostiniano, um redentorista, um capuchinho, um claretiano, um vicentino, um monge ucraniano, um oblato de Maria Imaculada, um padre de Schonstatt, um escalabriniano e um supliciano.

 

 

 

Depois do Consistório deste sábado, a situação ficará definida pela idade da seguinte maneira: o cardeal mais idoso é o italiano Ersilio Tonini, arcebispo emérito de Ravena que está próximo dos 98 anos. Segundo o jornalista espanhol Jesús de las Heras Muela que fez uma longa estatística sobre os atuais cardeais, os dois mais jovens são alemães: o novo cardeal Rainer Maria Woelki, arcebispo de Berlin, com 55 anos e o arcebispo de Munique, Reinhard Marx, nascido em 1953. Dom Eugênio de Araújo Sales é o cardeal mais antigo, criado no Consistório de 1969. Junto dele estão três outros que foram criados por Paulo VI: dom Paulo Evaristo Arns, Luis Aponte Martinez, de Porto Rico e o norte-americano Willian Wakefield Baum.

 

 

 

Dos cânones 349 até 359, há referências aos cardeais da Igreja e a missão deles está especificada no cânone 349: "Os Cardeais da Santa Igreja Romana constituem um Colégio especial, ao qual compete assegurar a eleição do Romano Pontífice de acordo com o direito especial; os Cardeais também assistem ao Romano Pontífice agindo colegialmente, quando são convocados para tratar juntos as questões de maior importância, ou individualmente nos diversos ofícios que exercem, prestando ajuda ao Romano Pontífice, principalmente no cuidado cotidiano pela Igreja universal"(CDC 349).

 

 

O cânone 351 traz a regra de como os cardeais sao nomeados: "Para a promoção ao Cardinalado são livremente escolhidos pelo Romano Pontífice homens constituídos ao menos na ordem do presbiterado, particularmente eminentes por doutrina, costumes, piedade e prudência no agir"  (CDC 351). A nomeação só se torna efetiva depois da criação por decreto do papa. Este decreto se faz em publico, diante do Colégio Cardinalício. E para fazer isso, realiza-se o que se chama Consistório para a criação de novos cardeais.

 

Na oração do Angelus do dia da Epifania do Senhor, 6 de janeiro deste ano, Bento XVI, antes de pronunciar o nome dos 22 novos cardeais, lembrou: Como se sabe, os Cardeais têm a tarefa de ajudar o Sucessor de Pedro no cumprimento do seu Ministério de confirmar os irmãos na fé e de ser princípio e fundamento da unidade e da comunhão".


Campanha da Fraternidade sobre saúde pública será aberta na Quarta-feira de Cinzas

O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, abre, na Quarta-feira de Cinzas, 22, às 14h, na sede da Conferência, em Brasília (DF), a Campanha da Fraternidade-2012. O tema proposto para a Campanha deste ano é  "Fraternidade e Saúde Pública" e o lema "Que a saúde se difunda sobre a terra", tirado do livro do Eclesiástico.

O ministro da saúde, Alexandre Rocha Santos Padilha, confirmou sua presença. Além dele, participarão do ato de abertura da CF o sanitarista Nelson Rodrigues dos Santos; o Gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança e membro do Conselho Nacional de Saúde, Clovis Boufleur, e o cirurgião e membro da equipe de assessoria da Pastoral da Saúde do Conselho Episcopal Latino-americano, André Luiz de Oliveira. O ato é aberto à imprensa.A CF-2012 tem como objetivo geral "refletir sobre a realdiade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e mobiliza por melhoria no sistema público de saúde".Realizada desde 1964, a Campanha da Fraternidade mobiliza todas as comunidades catóilcas do país e procura envolver outros segmentos da sociedade no debate do tema escolhido. São produzidos vários materiais para uso das comunidades com destaque para o texto-base, produzido por uma equipe de especialistas.A Campanha acontece durante todo o período da quaresma que, segundo o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, "é o caminho que nos leva ao encontro do Crucificado-ressuscitado".Na apresentação do texto-base, dom Leonardo, eplica que, com esta Campanha da Fraternidade, a Igreja quer sensibilizar as pessoas sobre a "dura realidade de irmãos e irmãs que não têm acesso à assistência de saúde pública condizente com suas necessidades e dignidade".


Assessoria de Imprensa da CNBB
SE/Sul Quadra 801 Conjunto B
E-mail: imprensa@cnbb.org.br
Site: http://www.cnbb.org.br
Tel.: (61) 2103-8313
Fax: (61) 2103-8303

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 16/02/2012

REFLEXÃO

A resposta que damos à pergunta que Jesus faz aos discípulos e a cada um de nós no Evangelho de hoje mostra principalmente o significado que ele tem em nossas vidas e exige coerência no relacionamento que nós temos com ele. Para Pedro, Jesus é o Messias, o enviado de Deus, o Ungido, o Salvador, mas Pedro é incoerente no relacionamento, pois não quer submeter-se a ele e aceitar os caminhos da salvação. Assim também acontece conosco: dizemos que Jesus é amor, mas não amamos; que é Deus, mas não o servimos; que é o enviado do Pai, mas não o ouvimos; que é nosso irmão, mas não criamos fraternidade.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Pedro Casaldáliga Pla, CMF, Bispo Prelado Emérito de São Félix - MT
  • Dom Vilsom Basso, SCJ, Bispo de Caxias do Maranhão - MA
NOTÍCIAS

Cardeal Raymundo Damasceno completa 75 anos e é homenageado na CNBB

No dia 15, o cardeal arcebispo de Aparecida (SP), dom Raymundo Damasceno Assis, completou mais um ano de vida. Para celebrar a data especial, houve uma missa na capela da sede da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), e, em seguida, uma confraternização. A missa contou com a presença do arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva, do bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner; bispos participantes do Consep; membros da Nunciatura Apostólica, assessores da CNBB, padres, diáconos, além dos colaboradores da CNBB.

Na celebração eucarística, dom Damasceno foi homenageado pelos companheiros de episcopado. Dom Leonardo Ulrich Steiner, proferiu palavras de carinho, citando sua admiração pelo cardeal. "Admiro dom Damasceno pela sua humildade e por não ter traço de vaidade", disse referindo-se à postura do cardeal.

O padre José Ernanne Pinheiro lembrou sua longa amizade com o cardeal. "Nos encontramos a primeira vez há 51 anos, no Colégio Pio Brasileiro, em Roma. De lá para cá, pude conhecer um pouco mais esse grande homem", mencionou.

A missa foi presidida pelo próprio aniversariante, e a homilia foi feita por dom José Belisário da Silva. O vice-presidente CNBB dirigiu palavras de afeto a dom Damasceno e também homenageou o bispo diocesano de São José dos Pinhais (PR), dom Ladislau Biernaski, falecido no dia 13 de fevereiro.

Dom Raymundo Damasceno Assis, nasceu no dia 15 de fevereiro de 1937, em Capela Nova (MG). Tornou-se padre em 1968, e sua Ordenação Episcopal foi em 15 de setembro de 1986. Ocupou o cargo de secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por dois mandatos, de 1995 a 1999, e de 1999 a 2003, foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, Educação e Cultura, e presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) de 2007 a 2011.

No dia 9 de maio de 2011 foi eleito com mais de 160 votos presidente da CNBB por quatro anos (2011-2015). Seu lema episcopal é "In Gaudium domini" (Na alegria do Senhor).


Em coletiva, Presidência da CNBB fala sobre Ficha Limpa, CNJ e povos indígenas

Na manhã desta quinta-feira, 16, a presidência da CNBB abriu as portas de sua sede para uma entrevista coletiva. Estiveram presentes o presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, o vice-presidente, dom José Belisário da Silva, e o secretário geral, dom Leonardo Ulrich Steiner. A entrevista teve o objetivo de abordar os temas discutidos no Conselho Episcopal Pastoral (Consep), que aconteceu nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro.

Os bispos falaram sobre a Lei da Ficha Limpa, cuja constitucionalidade está sendo julgada desde ontem, 15, pelo Superior Tribunal Federal (STF); a situação dos povos indígenas Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, e a atuação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que teve seus plenos poderes reconhecidos pela Suprema Corte do país no início do mês.

Dom Damasceno destacou, também, que a Lei da Ficha Limpa surgiu a partir de uma iniciativa popular, com o recolhimento de 1,5 milhão de assinaturas. "Tive a oportunidade de estar ontem no plenário do STF para dar uma demonstração de apoio a esta lei complementar", disse o cardeal, mencionando que a CNNB foi uma das principais entidades que promoveram a coleta de assinaturas a favor da lei.

Povos indígenas

O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, visitou algumas aldeias e comunidades indígenas Guarani Kaiowá, na região sul do estado de Mato Grosso do Sul. O bispo falou à imprensa sobre a situação degradante em que vivem esses povos tradicionais. "Para os povos indígenas a terra é fundamental. Conversando com eles, me chocou a afirmação que alguns adolescentes se enforcam por não terem perspectivas. É um povo que não pode manifestar sua cultura", descreveu.

Uso de preservativos

Dom Leonardo falou, ainda, na entrevista sobre o uso e distribuição de camisinhas pelo Ministério da Saúde no período do carnaval. "Essa política pública de distribuição de camisinhas, penso não ser a mais adequada. É preciso, sim, veicular o sentido da própria sexualidade e da relação entre as pessoas", disse.

Justiça

Sobre o CNJ, o secretário geral da CNBB afirmou que o STF prestou um serviço ao Brasil. "É mais uma vez o STF dando ao Brasil a oportunidade de ter instituições que ajudem a dar maior transparência também quanto à justiça. Quem ganhou com isso foi o próprio Supremo, foram os magistrados, e a sociedade brasileira", afirmou.


Comissão da CNBB presta homenagens a dom Ladislau Biernaski

A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da CNBB, emitiu uma nota em homenagem a dom Ladislau Biernaski, que faleceu no último dia 13, em São José dos Pinhais (PR).

Leia abaixo a íntegra da nota assinada por dom Guilherme Werlang, presidente da Comissão da CNBB.

Homenagem a Dom Ladislau Biernaski, um Pastor e Profeta da justiça aos pobres

"Tanto bem lhe queríamos que desejávamos dar-lhes, não somente o evangelho de Deus, mas até a nossa própria vida" (1 Tes 2,8).

A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, vem, de público, prestar sua homenagem a D. Ladislau Biernaski, bispo diocesano de São Jose dos Pinhais. Em primeiro lugar, nossa palavra é de gratidão a Deus por ter presenteado à Igreja do Brasil com este pastor profeta marcado pela grandeza de espírito e firmeza de caráter.

D. Ladislau viveu e pensou a fé a partir dos 'condenados da terra' e, com eles, fez caminhos pouco frequentados pelos grandes deste mundo. Mas é nestes caminhos, percorridos por D. Ladislau que encontraremos o Senhor da Vida. Ele soube traduzir em gestos e palavras a Eucaristia celebrada com olhos abertos para enxergar os apelos de Deus presentes na vida dos pobres e seu clamor por justiça. Sua atuação enquanto bispo membro da Comissao das Pastorais Sociais e no Mutirão pela superação da miséria da fome, traduzia esta índole.

Nos últimos meses, na luta contra a enfermidade, soube transformar a dor em esperança, como durante toda sua vida o fez, junto aos camponeses que lutam em defesa da reforma agrária e da justiça no campo.

A vivência cristã e pastoral de D. Ladislau pode ser traduzida para nós como uma verdadeira encarnação, que continua na Igreja a Páscoa de Jesus de Cristo.

No silêncio de suas súplicas, seus gemidos de dor se uniram aos gritos de tantos sofredores, que, na fraqueza de seus corpos carregam as chagas de Cristo e a força da sua ressurreição.

Agradecemos a D. Ladislau que, pela sua experiência de vida sofrida e corajosa, simples e modesta, firme e decidida, coerente e perseverante, foi entre nós um "servo justo, que devolverá a muitos a justiça" (Is 53,11).

Que viva plenamente entre nós o testemunho de Dom Ladislau.

Os Bispos e assessores que prestam seu serviço pastoral na Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, reafirmam seu compromisso eclesial de dar continuidade ao honroso trabalho de Dom Ladislau junto aos 'condenados da terra'.

Dom Guilherme Antônio WerlangPresidente da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz


Campanha da Fraternidade: 49 anos de amor ao próximo e referência democrática

Está chegando a Quaresma, tempo em que a liturgia da Igreja convida os fiéis a se prepararem para a Páscoa, mediante a conversão, com práticas de oração, jejum e esmola. E é justamente na Quarta-Feira de Cinzas, que acontece um dos principais eventos da Igreja Católica no Brasil, o lançamento da Campanha da Fraternidade. A CF, como é conhecida, está na sua 49ª edição, é realizada todos os anos e seu principal objetivo é despertar a solidariedade das pessoas em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos e apontando soluções. Neste ano de 2012 a Campanha da Fraternidade destaca a saúde pública e suas variantes. Com o tema "Fraternidade e Saúde Pública", e o lema "Que a saúde se difunda sobre a terra" (cf. Eclo 38,8); a CF de 2012 tentará refletir o cenário da saúde no Brasil, conscientizando o Governo da precarização de condições dos hospitais e mobilizando a sociedade civil para reivindicar melhorias.

A CF é uma campanha conhecida em todo o país e reconhecida internacionalmente. Mas você sabe quando ela começou? Quem foram os seus criadores? A primeira Campanha da Fraternidade foi idealizada no dia 26 de dezembro de 1963, sob influencia do espírito do Concílio Vaticano II.

Antes disso, o primeiro movimento regional, que foi uma espécie de embrião para a criação do atual modelo da "Campanha da Fraternidade", foi realizado em Natal (RN), no dia 8 de abril de 1962, por iniciativa do então Administrador Apostólico da Natal, dom Eugênio de Araújo Sales, de seu irmão, à época padre, Heitor de Araújo Sales e de Otto Santana, também padre. Esta campanha tinha como objetivo fazer "uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da arquidiocese, aos moldes de campanhas promovidas pela instituição alemã Misereor", explicou dom Eugênio Sales, em entrevista a arquidiocese de Natal, em 2009. A comunidade de Timbó, no Município de Nísia Floresta (RN), foi o lugar onde a campanha ocorreu pela primeira vez.

"Quando no começo de 1960, eu estava concluindo meu trabalho de doutorado em Direito Canônico na Universidade Lateranense, em Roma, fui para a Alemanha onde tinha mais tranquilidade para o que desejava. Ali pude acompanhar a Campanha Quaresmal daquele ano para recolher o fruto dos sacrifícios em benefício dos povos que sofriam fome, como eles mesmos tinham sofrido 15 anos antes, logo depois da Segunda Guerra Mundial. O material para informação (homilias, boletins paroquiais, etc.) continha reflexões muito profundas. Trouxe para o Brasil todo o material para que pudéssemos adaptar aqui.

Dom Eugenio Sales numa reunião do clero lançou a ideia. Foi feita uma lista e nomes, no fim venceu o nome "Campanha da Fraternidade". Ficamos satisfeitos com o nome, mas nunca imaginávamos que aquela pequena semente se transformasse no que é hoje", disse o arcebispo emérito de Natal, dom Heitor de Araújo Sales.

"Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe. Não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever, um dever elementar do cristão. Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão", disse dom Eugênio Sales, no ato de lançamento da campanha, em Timbó (RN).

Segundo dom Heitor, o papa João XXIII tinha lançado a ideia de que católicos de países ricos pudessem dar um pouco de suas vidas para ajudar na evangelização de outras terras. Chamavam-se "Voluntários do Papa". Assim vieram para cá missionários leigos dos Estados Unidos (EUA) e de outros lugares. Eles também ajudaram no começo da Campanha.

A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte). Naquela época envolvidos pelo Concílio Vaticano II, os demais bispos brasileiros fizeram o lançamento do Projeto da Campanha da Fraternidade para todo o Brasil. Dessa forma, na Quaresma de 1964 foi realizada a primeira Campanha em âmbito nacional. Desde então, até os dias atuais, a CF é realizada em todos os recantos do Brasil.

Em 20 de dezembro de 1964, os bispos brasileiros que participavam do Concílio Ecumênico Vaticano II, em Roma, aprovaram o fundamento inicial da mesma, intitulado "Campanha da Fraternidade – Pontos Fundamentais apreciados pelo Episcopado em Roma". Em 1965, tanto a Cáritas quanto Campanha da Fraternidade foram vinculadas diretamente ao Secretariado Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A partir de então que a Conferência dos Bispos Brasileiros passou a assumir a Campanha da Fraternidade. Nesta transição, foi estabelecida a estruturação básica da CF.

"Naquela época, a Igreja se voltava a si, preocupada com a implantação do Concílio Vaticano II e em renovar as suas estruturas conforme as indicações conciliares. Daí surgiu a Campanha da Fraternidade. Ela, inicialmente se prestou a este objetivo. No entanto, a CF contribuiu na superação da dicotomia 'Fé e Vida', que, imbuída do espírito Quaresmal quer modificar a situação do fiel, em prol da vida e da justiça", explicou o atual secretário executivo da Campanha da Fraternidade da CNBB, padre Luiz Carlos Dias.

Em 1967, começou a ser redigido um subsídio para a CF auxiliando assim as dioceses e paróquias de todo o país. Nesse mesmo ano iniciaram também os encontros nacionais das Coordenações Nacional e Regionais da Campanha da Fraternidade.Em 1970, a Campanha ganhou um especial e significativo apoio, uma mensagem do papa Paulo VI para o dia do lançamento da Campanha, o que virou uma tradição entre os papas.

A partir de uma análise dos temas abordados a cada ano, a história da Campanha da Fraternidade pode ser dividida em três fases distintas: de 1964 a 1972, os temas refletem um olhar voltado para a renovação interna da Igreja, provavelmente sob o influxo das reformas propostas pelo Concílio Vaticano II; de 1973 a 1984, aparece na Campanha a preocupação da Igreja com a realidade social do povo brasileiro, refletindo influências do Vaticano II e das Conferências Episcopais de Medelín e Puebla, sem deixar de lado a questão política nacional, que vivia uma de suas mais terríveis fases: a ditadura militar. A terceira fase, a partir de 1985, reflete situações existenciais dos brasileiros.

Ao longo da história, as Campanhas abordaram questões do compromisso cristão na sociedade. Em alguns casos, as essas questões discutidas geraram o surgimento de Pastorais ou serviços no seio da Igreja. Foram levantados e debatidos temas como, em 1985, a questão da fome; em 1986, o problema fundiário; em 1987, o tratamento do poder público para com o menor. Em 1988, a campanha apelou por uma adesão a Jesus Cristo; em 1989, conclamou o povo a assumir uma postura crítica frente aos meios de comunicação social; em 1990, abordou a questão do gênero, chamando a atenção para a igualdade do homem e da mulher, diante de Deus; em 1999, chamou a sociedade e o poder público para discutir o problema do desemprego; em 2000, convidou as igrejas cristãs e a sociedade a lutarem pela promoção de vida digna para todos. Em 2001, levantou o problema das drogas e as consequências na vida das pessoas; em 2008, propôs o debate sobre a defesa da vida; em 2011, falou sobre a vida no planeta.

Neste ano de 2012, a saúde pública será o foco das discussões. De acordo com o arcebispo de Ribeirão Preto, dom Joviano de Lima Junior, a saúde é "dom de Deus" e, enquanto tal é um direito que além de ser preservado, precisa ser conquistado. "Além disso, pensemos na importância da alimentação e da preservação do ambiente. Porém, não podemos nos esquecer das estruturas insuficientes dos hospitais e dos postos de saúde", disse. (RE)


Assessoria de Imprensa da CNBB
SE/Sul Quadra 801 Conjunto B
E-mail: imprensa@cnbb.org.br
Site: http://www.cnbb.org.br
Tel.: (61) 2103-8313
Fax: (61) 2103-8303

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 15/02/2012

REFLEXÃO

Jesus retira o homem do povoado, não o cura totalmente na primeira vez que lhe impõe as mãos, o deixa totalmente curado na segunda vez que lhe impõe as mãos e diz para ele não entrar no povoado. Esses elementos nos ajudam numa reflexão sobre o Evangelho de hoje. As pessoas vivem em sociedade e, geralmente, assumem integralmente os seus valores. Esses valores muitas vezes se tornam um obstáculo para a atuação da graça e para a verdadeira libertação dessas pessoas. Depois que a libertação acontece, essas pessoas não podem assumir novamente todos os valores da sociedade, pois voltarão a viver na escuridão do erro e do pecado.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida - SP

Ordenação Episcopal

  • Dom José Foralosso, SDB, Bispo de Marabá - PA
  • Dom Afonso Fioreze, CP, Bispo de Luziânia - GO
NOTÍCIAS

Papa nomeia bispo para Pesqueira e arcebispo para Campinas

O papa Bento XVI nomeou na manhã de hoje, 15, para a diocese vacante de Pesqueira (PE), o bispo auxiliar de Fortaleza (CE), dom José Luiz Ferreira Salles. E para a arquidiocese de Campinas (SP), transferiu o bispo de Mogi das Cruzes (SP), dom Airton José dos Santos.

Dom José Luiz Ferreira Salles nasceu em janeiro de 1957, em Itirapina (SP). Sua ordenação episcopal foi em sua terra natal, em 1985, e a ordenação episcopal foi em 2006, na capital cearense.

Fez Filosofia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP) e Teologia no Instituto Teológico São Paulo (SP).

Dom José Luiz já trabalhou nas Missões Populares, foi coordenador da equipe missionária em Garanhuns (PE), administrador paroquial na par[oquia de São Pedro, em Caraúbas, da diocese de Campina Grande (PB) e foi nomeado reitor da Casa de Teologia Inter-Provincial dos Missionários Redentoristas em Fortaleza (2005-2006).

Seu lema episcopal é "Deus é Amor".

Dom Airton José

Já o novo arcebispo de Campinas, dom Airton José dos Santos, nasceu em 1956, em Bom Repouso (MG). Sua ordenação episcopal se deu no dia 02/03/2002, em São Bernardo do Campo (SP). Estudou Filosofia na Faculdade Associadas do Ipiranga (SP) e Teologia na Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP).

Dom Airton foi bispo auxiliar de Santo André (SP), secretário do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo), membro da Comissão Episcopal para os Tribunais Eclesiásticos de Segunda Instância (2007 a 2011).

Seu lema Episcopal é "Para Fazer ó Deus a Tua Vontade".


Comissão participa de audiência sobre situação dos afetados por desastres socioambientais

A comissão provisória do Movimento Nacional de Afetados por Desastres Socioambientais (MONADES) está reunida em Brasília (DF) desde o dia 14 para planejar sua atuação em 2012, em que se destacam os passos para a participação na Cúpula dos Povos, que acontecerá paralelamente à Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre meio ambiente, a Rio+20.

Proposta pelo MONADES será realizada na tarde de hoje, 15, uma audiência com membros de vários ministérios. Na ocasião, os afetados que compõem a comissão provisória apresentarão reivindicações em relação às necessidades das milhares de famílias acampadas há anos por terem perdido tudo em desastres socioambientais.

Além disso, o MONADES apresentará propostas de políticas públicas de caráter preventivo e de atendimento urgente aos afetados por esses desastres.

Junto com a expectativa de que as reivindicações e propostas sejam acolhidas e transformadas em ações concretas, o MONADES tem como objetivo permanente apoiar a organização dos afetados para que exijam a garantia de seus direitos e fiscalizem as ações e a destinação dos recursos públicos.


Consep destaca Plano Quadrienal no segundo dia de reunião

No segundo dia de reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), 15, vários temas entraram na pauta. O subsecretário adjunto de pastoral, padre Francisco de Assis Wloch, anunciou aos bispos que está em fase de conclusão o Plano Pastoral do Secretariado Geral para os próximos quatro anos.

O plano reúne os projetos de cada uma das 12 Comissões da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e está sendo elaborado desde agosto de 2011. A novidade é que, anteriormente, o Plano era traçado para dois anos e, a partir de agora, passa a ser quadrienal.

"O objetivo do plano é fazer com que as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), aprovadas na Assembleia do ano passado, se concretizem por meio das Comissões Episcopais Pastorais", disse o padre Francisco. A expectativa é de que o lançamento do plano seja no início do mês de março.

Outro tema que os bispos discutiram na manhã de hoje foi a inclusão de uma análise da conjuntura eclesial nas reuniões do Consep. A proposta foi aprovada e a Presidência da CNBB nomeará uma equipe que se encarregará deste serviço.

Na tarde de ontem, 14, o Consep recebeu a visita do ex-secretário executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), Francisco Whitaker, para falar sobre o tema: energia nuclear. "É uma aventura tecnológica que não se mostra segura", disse Whitaker. Ele insistiu na necessidade da CNBB de acompanhar este tema devido à complexidade que o envolve.

A reunião termina amanhã, 16, com uma coletiva de imprensa às 11h30, na sede da Conferência. Atenderão aos jornalistas o presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damesceno Assis; o vice-presidente, dom José Belisário da Silva, e o secretário geral, dom Leonardo Ulrich Steiner.


Presidência da CNBB dará coletiva de imprensa nesta quinta-feira

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dará uma coletiva de imprensa, nesta quinta-feira, 16, às 11h30, no encerramento da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), que acontece na sede da instituição desde ontem.

Três temas marcarão a conversa dos bispos com os jornalistas: a Lei da Ficha Limpa, cuja constitucionalidade será julgada hoje pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a situação dos povos indígenas Guarani Kaiowá e a atuação do Conselho Nacional de Justiça, que teve seus plenos poderes reconhecidos pela suprema corte do país no início do mês.

A CNBB foi uma das principais motivadoras da criação da Lei da Ficha Limpa por meio de projeto de lei de iniciativa popular. Sua plena aplicação já nas eleições deste ano é aguardada com ansiedade por todos que combatem a corrupção eleitoral no país.

Outro tema que preocupa a CNBB é a situação dos indígenas Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul. No mês passado, o secretário geral da Conferência dos Bispos, dom Leonardo Ulrich Steiner, visitou várias aldeias destes indígenas e se mostrou perplexo com a situação em que vivem.

"A situação é de desamparo e violência. Pelo constatado, a origem de todos os problemas está na falta de andamento dos processos de demarcações de terras tradicionais e na ausência de políticas publicas'', disse dom Leonardo tekoha Kurusu Amba, no município de Coronel Sapucaia.

O terceiro tema sobre o qual os bispos falarão na coletiva diz respeito à decisão do STF que os plenos poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Avaliada positivamente pelo Consep, a decisão do Supremo foi motivada por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), impetrada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (ABM) contra a Resolução 135 do CNJ.

Serviço: Coletiva de imprensa com a Presidência da CNBB

Presença:

1.    Cardeal Raymundo Damasceno Assis – arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB

2.    Dom José Belisário da Silva – arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB

3.    Dom Leonardo Ulrich Steiner – bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB

Data: Quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Horário: 11h30

Local: Sala de Imprensa da CNBB – SES – Quadra 801 – Conjunto B – Brasília-DF

Contatos: Assessoria de Imprensa – (61) 2103-8368


Fiéis lotam ginásio para acolher dom José Francisco Rezende Dias

Mais de 7mil fiéis oriundos das 75 Paróquias de nossa arquidiocese e de dioceses vizinhas lotaram o ginásio do Caio Martins, no dia 12 de fevereiro, para a posse do Arcebispo Metropolitano de Niterói, Dom José Francisco Rezende Dias. Na cerimônia estavam presentes 22 Bispos, aproximadamente 130 padres, mais de 100 diáconos permanentes e transitórios, pouco mais de 80 seminaristas e cerca de 150 religiosos.

Dom José Francisco é o 5° Arcebispo de Niterói desde 26 de março de 1960, quando a Diocese de Niterói foi elevada a Arquidiocese e sede metropolitana pelo Papa João XXIII, através da Bula Quandoquidem verbis. A Arquidiocese teve como seu primeiro Arcebispo Dom Antônio de Almeida Moraes Júnior, despois Dom José Gonçalves Costa CSsR de 1979 até 1990, como 3° Arcebispo Dom Carlos Alberto Etchandy Gimeno Navarro de 1990 a 2003 e como 4° Arcebispo Dom Frei Alano Maria Pena O.P. de 2003 até 2011.

A cerimônia teve início às 15h no Ginásio do Caio Martins, Dom José Francisco após ser acolhido à entrada pelo Colégio dos Consultores e pelo Senhor Prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, em seguida, recebeu o crucifixo, e  aspergiu a si mesmo e aos circunstantes com água benta. Entrando no Ginásio, foi aclamado pelos inúmeros fiéis, ao som do Ecce Sacerdos interpretado pelo Coral Arquidiocesano.

"A posse se deu conforme os ritos prescritos pelo Cerimonial dos Bispos e pelo Código de Direito Canônico vigente, diante dos presentes, ora testemunhas do ato, senhores Arcebispos, Bispos, Sacerdotes, Diáconos, Consagrados, Religiosos, Seminaristas, autoridades civis e militares e demais fiéis do Povo de Deus." - Ata de posse.

Logo em seguida, Dom José concedeu entrevista coletiva no próprio ginásio, na qual ele apontou o novo desafio em sua caminhada. "Encaro esse novo desafio e conto com o apoio de toda a Arquidiocese de Niterói espero fazer um bom pastoreio aqui na Arquidiocese."

Após a procissão de entrada e a saudação inicial da Santa Missa, foi apresentada ao Colégio dos Consultores pelo Reverentíssimo Monsenhor Luiz Gonzaga de Castro Azevedo, Chanceler da Cúria, a Bula Pontifícia da nomeação, cujo texto foi lido diante de todos os fiéis.

Terminada a leitura, Dom José Francisco foi saudado por Sua Excelência Reverendíssima Dom Frei Alano Maria Pena O.P., que deixou a função de Arcebispo de Niterói em conformidade com o em conformidade com o cânon 401, parágrafo 1º do Código de Direito Canônico, permanecendo desde então como Administrador Apostólico da Arquidiocese, do qual passou à condição de Arcebispo Emérito de Niterói.

Logo em seguida, Padre. Carmine Pascale dirigiu algumas palavras ao Arcebispo em nome do clero de Niterói; Rosa Maria Nacif o acolheu em nome do laicato. Para falar em nome da Diocese de Duque de Caxias, cujo governo Dom José Francisco deixava naquele momento, o Padre Renato Gentile proferiu algumas palavras.

Após a proclamação das leituras, Dom José Francisco se dirigiu pela primeira vez ao seu povo, na homilia.Dom José ao final da cerimônia aproveitou para agradecer às autoridades e a presença de todos os fiéis, e aproveitou para pedir desculpas a todos os que não conseguiram entrar no ginásio, pois a capacidade do mesmo já tinha atingindo o número estabelecido pela Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro), responsável pela administração do local. Segundo a Suderj o fechamento dos portões se deu por medida de segurança. E em seguida recebeu os comprimentos dos fiéis na quadra.

A Orquestra infantil da viação Nossa Senhora do Amparo de Maricá "Projeto de Flauta doces e cordas" tocaram e as músicas: Azul da Cor do Mar de Tim Maia, Aquarela Brasileira de Toquinho, a Nona Sinfonia de Beethoveen e Ave-Maria. Enquanto o Nosso Arcebispo recebia os cumprimentos. A rádio Anunciadora atingiu o pico de audiência na transmissão da cerimônia que teve inicio às 14h com os locutores Nélio do Amparo e Cassio Rocha e uma participação especial do Luís Marcelo coordenador da PASCOM do vicariato de São Gonçalo que ajudou nos comentários da celebração.


Saudação da CNBB aos novos bispos nomeados para Campinas e Pesqueira

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB saúda com alegria o novo arcebispo de Campinas-SP, Dom Airton José dos Santos, e o novo bispo da diocese de Pesqueira-PE, Dom José Luiz Ferreira Salles, nomeados nesta quarta-feira, 15 de fevereiro, pelo Santo Padre Bento XVI.

Transferido de Mogi das Cruzes-SP, Dom Airton leva consigo toda a experiência de dez anos de ministério episcopal iniciado na diocese de Santo André em 2002 onde foi auxiliar até 2004. Ao Regional Sul 1 da CNBB tem prestado também relevantes serviços, ancorado sempre em seu lema episcopal: "Para fazer a tua vontade".

Dom José Luiz que, desde 2006, é bispo auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza-CE, assume agora uma nova missão. A mensagem que levará ao povo de Deus presente na diocese de Pesqueira vai explícita em seu lema episcopal: "Deus é amor".

Aos dois irmãos que assumem, na alegria da fé e na comunhão com o Santo Padre, este novo serviço, manifestamos a mais profunda gratidão e reconhecimento por todo trabalho que, até agora, desempenharam nas dioceses em que se encontravam. Assegurando-lhes nossa comunhão episcopal, auguramos a Dom Ariton e a Dom José Luiz votos de profícuo ministério junto ao povo de Deus nestas novas dioceses que agora lhes são confiadas. Pedimos a Nossa Senhora Aparecida que os acompanhe e lhes alcance de Deus copiosas bênçãos e graças.

Brasília, 15 de fevereiro de 2012

 

Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB

Regional Noroeste da CNBB promove o 2º Curso de Formação Missionária

O Centro de Formação da arquidiocese de Porto Velho (RO) foi palco, no último dia 5, de um encontro nacional para conhecer a realidade da missão no Brasil. Trata-se do 2º Curso de Formação para Missionários para a Amazônia.

Com uma missa, celebrada pelo bispo da diocese de Cruzeiro do Sul (AC) e presidente do Regional Noroeste da CNBB (Acre, sul do Amazonas e Rondônia), dom Mosé João Pontelo, aconteceu a abertura oficial do evento. Em seguida no auditório se deu prosseguimento aos estudos da missão no norte do país.

O grupo participante foi composto por 29 missionários, sacerdotes, religiosos e leigos. "O curso foi um tempo muito rico de aprendizagem da historia, da teologia, da ecologia, da cultura, do jeito peculiar de ser dos povos em terras amazônicas, onde o Senhor nos chamou e enviou a missionar", disse a assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, irmã Maria Irene Lopes.

"Somos agradecidos por esta oportunidade que nos foi oferecida pelo Regional Noroeste. Esperamos ser e fazer o melhor que podemos junto ao povo de nossa missão", disseram os participantes.


Assessoria de Imprensa da CNBB
SE/Sul Quadra 801 Conjunto B
E-mail: imprensa@cnbb.org.br
Site: http://www.cnbb.org.br
Tel.: (61) 2103-8313
Fax: (61) 2103-8303

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 14/02/2012

REFLEXÃO

Todos nós temos uma hierarquia de valores que servem como critério para a nossa vida e tudo o que temos e fazemos está subordinado a essa hierarquia. A maioria das pessoas orienta a sua vida para a satisfação das suas necessidades primárias e instintivas. Assim, os seus valores principais são a comida, a bebida e o sexo, de modo que essas pessoas, apesar de civilizadas, possuem a mesma hierarquia de valores que os animais: buscam apenas a satisfação dos próprios instintos. Essas pessoas não aceitam a Jesus e criticam a sua doutrina porque a sua dependência aos instintos lhes cega a vista e endurece os seus corações, de modo que não podem compreender a verdadeira hierarquia de valores que Jesus veio trazer para que as pessoas não vivam instintivamente, mas tenham vida em abundância.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Gilberto Pereira Lopes, Arcebispo Emérito de Campinas - SP
NOTÍCIAS

Comissão de Vida e Família apresenta programa voltado à sociedade brasileira

Na segunda segunda-feira de cada mês, às 16h30, vai ao ar um programa fruto de uma parceria entre a Comissão de Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a TV Canção Nova.

Trata-se do 'Além da Notícia', um programa de entrevistas com duração de 30 minutos, que aborda temas voltados à vida e a bioética na sociedade brasileira, com objetivo de trazer assuntos relevantes da sociedade contemporânea para debate e reflexão.

"O programa aborda temas de política, ambientais, de uma forma diferenciada, sem clichês", disse o assessor da Comissão de Vida e Família e responsável pela parceria com a Canção Nova no 'Além da Notícia', padre Rafael Fornasier.


Jovens de Roraima recebem orientações sobre o Projeto Lectionautas

No último dia 10 de fevereiro, aproveitando a presença da assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética, Cecília Rover, o bispo de Roraima (RR), dom Roque Paloschi, promoveu o encontro da assessora na Prelazia de Boa Vista com outros coordenadores locais para uma formação do projeto Lectionautas.

O Lectionautas é um programa para internautas jovens oferecendo itinerários e instrumentos para capacitá-los a serem discípulos missionários, mediante a escuta e anúncio da Palavra de Deus com o método da Lectio Divina (leitura orante), adaptada à linguagem jovem.

Segundo os coordenadores que implantarão o Lectionautas em Boa Vista, o dialogo com a assessora da CNBB foi uma troca de experiências e possibilitou a socialização da caminhada, de algumas iniciativas, assim como do material e das atividades do Setor.

Estiveram presentes: Roberto Jaramillo, jesuíta; e os dois irmãos maristas, Danilo Correia Bezerra e Neori Rodrigues da Fonseca. Entre os primeiros passos a serem dados o grupo quer articular iniciativas com os jovens e com os professores universitários em sintonia com a caminhada do Setor Universidades. Estas iniciativas mostram o interes cada vez mais vivo por parte da Igreja de estar presente de maneira mais organizada e significativa no meio universitário.

"Este evento contou com a presença de jovens vindos do interior de Roraima, que prepararam com carinho as orações do inicio e a missa final no ambiente da espera dos ícones da JMJ que irão se fazer presentes nas dioceses em breve. Desta maneira o encontro dilatava seus horizontes colocando a busca dos jovens de Roraima na busca de tantos outros jovens que estão se preparando para a JMJ de 2013. Nesse ambiente este encontro teve o diferencial que foi levado para a dioceses", disse a assessora do Setor Universidades da CNBB, irmã Maria Eugênia Lloris Aguado.


Análise de conjuntura política é apresentada ao Consep

Começou na manhã de hoje, 14, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), a primeira reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) de 2012.

Os bispos do Consep ouviram, entre outros assuntos, a análise de conjuntura que teve como destaque, no plano internacional, a crise mundial e, no plano nacional, a dívida pública e a crise da oposição.

Elaborada por uma equipe especialmente constituída para esse fim, a análise foi apresentada pelo secretário executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), professor Pedro Gontijo. Ao avaliar a crise econômica mundial, o secretário a classificou como sendo profunda e com aspectos de ser duradoura, colocando países como Portugal, Irlanda, Espanha, Grécia, em situação delicada.

"A situação da Grécia, mesmo com a aprovação do pacote econômico pelo parlamento, não foi solucionada", explicou Gontijo. Em sua opinião, a crise coloca em xeque a realização do sonho de unidade dos países da Europa conforme proposta da União Europeia, "já que a pauta econômica tira a autonomia dos países delimitando sua política".

Outro ponto importante citado na análise foi quanto à questão ambiental no mundo. Gontijo afirmou existir um desinteresse por parte das lideranças mundiais por esta pauta, devido à política econômica. Segundo o secretário, a Rio + 20 e as definições do protocolo de Kyoto estão sendo "esvaziadas" na agenda internacional. "Nos fóruns, a pouca preocupação com a questão ambiental se expressa no esvaziamento dos líderes mundiais, com a presença de técnicos de terceiro escalão", analisou.

Na análise da conjuntura no Brasil, o destaque foi a dificuldade de se alterar o padrão da política Brasileira. Em 2011, 45,5% dos recursos da União (R$ 708 bilhões de reais) foram utilizados para o pagamento de juros e amortizações. Enquanto isso, setores essenciais não tiveram os recursos necessários para estabelecer políticas coerentes. A saúde recebeu apenas 4% do orçamento da União; a educação 3%; a segurança menos de 1%, e a reforma agrária quase nada. "Vemos a inclusão dos mais pobres pelo consumo, e não pela cidadania", afirmou Gontijo.


3º Simpósio sobre o Ecumenismo e o 15º Encontro de Professores de Ecumenismo e do Diálogo Inter-religioso

Nos dias 10 a 12/2012 de fevereiro, a Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB realizou, no Centro de Acolhida Missionária, no Rio de Janeiro, o III Simpósio sobre o Ecumenismo e o XV Encontro de Professores de Ecumenismo e Ensino Religioso. O Simpósio/Encontro de Professores contou com a participação de mais de 60 participantes, oriundos das diversas regiões do Brasil. Além dos professores, participaram também do Simpósio bispos referenciais e assessores para o ecumenismo e o diálogo inter-religioso nos Regionais da CNBB e nas dioceses, agentes das mais diversas áreas de pastoral – diáconos, padres, religiosos, leigos - e representantes da Igreja Presbiteriana Unida e da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

A realização do Simpósio foi precedida pela reunião do Grupo de Reflexão sobre o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso – GREDIRE, que ajuda a Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso na reflexão sobre os desafios e as possibilidades para o diálogo no Brasil. O GREDIRE tomou conhecimento do Plano Quadrienal da Comissão Nacional, e analisou como favorecer a realização dos projetos que a Comissão possui para o ano de 2012.

Na celebração de abertura, na noite do dia 10, Dom Francisco Biasin, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, enfatizou que o ecumenismo deve ser uma opção de cada fiel católico, porque é uma opção do próprio Cristo, do seu Evangelho e da Igreja. Isso exige abertura para o outro, o diferente. Afirmou que é próprio da cultura do povo acolher o diferente, dialogar, conviver. Diante do religioso, o povo tem atitude de respeito e veneração.  Não é com ataque e defesa aos membros de outras igrejas e religiões que aprendemos a ser cristãos, mas com simpatia, acolhimento, escuta e ação conjunta. Dom Biasin comunicou que a Comissão que ele preside está disposta a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que a causa da unidade dos cristãos e o diálogo entre as religiões se intensifique no Brasil.

Visitas

O Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, visitou os participantes do Simpósio. Manifestou sua alegria em saber que havia esse Simpósio sobre Ecumenismo no Brasil e da possibilidade em visitar os participantes do evento. Falou-lhes sobre o diálogo que a Igreja católica com realiza com as Igrejas Ortodoxas e Evangélicas no nível internacional, seus desafios e seus frutos, e incentivou a todos para fortalecerem a convicção ecumênica, afirmando a centralidade da oração e a importância da formação para que o diálogo dê bons frutos.

O Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, também visitou os participantes do Simpósio, manifestando seu contentamento pelo fato de que o evento acontece no Rio de Janeiro e por constatar o número significativo de participantes, expressando seu desejo que o ecumenismo e o diálogo inter-religioso se afirme como convicção de todos e da Igreja. Falou também da preparação da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá no Brasil em 2013.

Conteúdo do Simpósio

Os participantes do Simpósio refletiram sobre A Diversidade Religiosa no Brasil. Com a  assessoria do Prof. Emerson J. Sena da Silveira, da Faculdade Federal de Juiz de Fora, analisaram os últimos dados do IBEGE sobre o universo religioso brasileiro.

Esses dados foram analisados na perspectiva sociológica, através de leituras quantitativas e qualitativas.  Constatou-se que o Brasil é fundamentalmente religioso, mesmo se tem havido crescimento no número de pessoas que dizem não terem religião nenhuma. O universo religioso é plural, mas há quem se pergunte que valor tem a diversidade religiosa no Brasil se a maioria absoluta da população é cristã. Analisando o pentecostalismo, destacou o fato de que é o neopentecostalismo que mais se manifesta hoje na sociedade brasileira, com uma variedade de características que dificultam sua compreensão.

O Pe. Marcial Maçaneiro apresentou uma leitura teológico-pastoral do pentecostalismo. Mostrou que o pluralismo pentecostal não possibilita fáceis consensos em sua compreensão. Foram analisadas algumas das características das comunidades pentecostais que ajudam a compreenda-las em sua auto-consciência teológica, entre outras: o Batismo no Espírito, o processo de conversão, a santidade, os carismas e ministérios, a centralidade da palavra, a missionariedade. Foram analisados também alguns elementos em relação com a doutrina católica, sobretudo o Batismo e a Eucaristia. Constatou-se que, não obstante as diferenças com a doutrina católica, há possibilidade de diálogo em torno desses elementos. Mostrou que esse diálogo já acontece em nível internacional desde 1972, e apresentou as iniciativas de diálogo católico-pentecostal existente no Brasil, concentradas, sobretudo, em encontros celebrativos, na perspectiva do louvor.

Os participantes do Simpósio refletiram também sobre o modo como a Igreja no Brasil orienta o diálogo ecumênico e inter-religioso. O Pe. Elias Wolff, assessor da Comissão Nacional,  apresentou um organograma que mostra a estrutura do serviço a favor do ecumenismo e do diálogo entre as religiões no país, e o "Plano Quadrienal – 2011-2014" da Comissão Nacional.

Reunidos por regiões do país, os participantes do Simpósio buscaram identificar algumas dificuldades, os aspectos positivos e dar sugestões para o crescimento do diálogo ecumênico e inter-religioso nos diferentes regionais da CNBB.

Das dificuldades, destacam-se:

1)    A pouca organização da ação para o diálogo ecumênico e inter-religioso nas dioceses e regionais;2)    Algumas pessoas apresentam-se como "referenciais" para incentivar o ecumenismo nas dioceses e regionais, mas não se percebe uma atuação convicta, capaz de dinamizar a Igreja local para essa causa;3)    O pouco investimento na formação ecumênica e inter-religiosa dos agentes de  pastoral;4)    A pouca informação nas dioceses sobre os projetos ecumênicos do CONIC;5)    A dificuldade para ter o apoio do clero para as iniciativas ecumênicas – como a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos;6)    A falta de recursos para a participação em eventos ecumênicos;

Dos aspectos positivos, salientou-se:

1)    Há pessoas convictas sobre o valor do ecumenismo e o diálogo inter-religioso nas dioceses e regionais. Precisam ser fortalecidas e encontrar mais espaço para atuarem;2)    É louvável o empenho da CNBB para o ecumenismo e o diálogo inter-religioso, explicitado nos projetos da Comissão específica;3)    A abertura para o diálogo interreligioso, sobretudo com as tradições religiosas afro;4)    A abertura para o diálogo com os pentecostais;

Das sugestões:

1)    Fazer simpósios de formação para o ecumenismo e o diálogo inter-religioso nos regionais da CNBB para favorecer mais a participação das lideranças da região; 2)    A Comissão Nacional poderia buscar recursos para favorecer a participação das pessoas com dificuldades econômicas, mas militantes no ecumenismo e diálogo inter-religioso;3)    Garantir sempre a presença de representantes de outras Igrejas;4)    Tornar mais conhecido os projetos ecumênicos da Comissão Nacional nas dioceses e regionais;5)    Temas para o próximo Simpósio: diálogo interreligioso, pentecostalismo, ensino religioso.


Maquete da Catedral Cristo Rei, que foi abençoada pelo papa, será apresentada aos fiéis

A maquete da Catedral Cristo Rei, que está sendo construída em Belo Horizonte (MG), e que fez parte da exposição "O esplendor da verdade, a beleza da caridade", vai ser apresentada em Belo Horizonte nesta terça-feira, 14. Em breve a maquete estará nas paróquias da arquidiocese de Belo Horizonte, para que todos possam conhecer detalhes da Catedral Cristo Rei.

Ao ver a maquete no ano passado, o papa Bento XVI demonstrou entusiasmo. "É muito bom que ainda hoje existam pessoas com coragem para construir igrejas capazes de acolher tanta gente", disse Bento XVI.

O papa ficou muito feliz ao saber que o serviço pastoral da Igreja metropolitana de Belo Horizonte terá na Catedral Cristo Rei um grande centro. "Com as pessoas próximas agiliza e melhora o serviço da Igreja", comentou o Sumo Pontífice.

A primeira Missa com a maquete da Catedral Cristo Rei será celebrada hoje, 14, às 20h, no Ginásio do Colégio Pio XII. O endereço é Rua Alvarenga Peixoto, 1679, Santo Agostinho.


Assessoria de Imprensa da CNBB
SE/Sul Quadra 801 Conjunto B
E-mail: imprensa@cnbb.org.br
Site: http://www.cnbb.org.br
Tel.: (61) 2103-8313
Fax: (61) 2103-8303

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 13/02/2012

REFLEXÃO

Quando Jesus foi tentado pelo demônio no deserto, a segunda tentação era que ele se atirasse do pináculo do Templo, uma vez que os anjos cuidariam dele.Mas a resposta que Jesus deu ao demônio foi: "Não tentarás o Senhor teu Deus". O Evangelho de hoje nos mostra que existem pessoas que sempre estão tentando a Deus, pois, assim como os fariseus pediam um sinal do céu para por Jesus à prova, muitas pessoas querem fazer chantagem com Deus, fazendo uma série de exigências e pedidos mesquinhos para satisfazer seus desejos e fundamentam a sua fé não no amor a Deus, mas na satisfação de suas exigências.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Osório Bebber, OFMCap, Bispo Emérito de Joaçaba - SC

Ordenação Episcopal

  • Dom Efraim Basílio Krevey, OSBM, Eparca Emérito de São João Batista em Curitiba dos Ucranianos
NOTÍCIAS

Lançado livro que explica aspectos jurídicos de acordo entre Brasil e Santa Sé

O presidente do Senado, José Sarney, participou na noite de quinta-feira, 9, do lançamento do livro Acordo Brasil-Santa Sé Comentado. A cerimônia de lançamento ocorreu no Salão Nobre do Senado. Coordenado por dom Lorenzo Baldisseri e por Ives Gandra Filho, o livro traz textos explicativos sobre o acordo assinado pelo papa Bento XVI e o então presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, em 2008.

Ives Gandra Filho, que também é ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), disse que o desafio na produção do livro foi fazer o levantamento dos aspectos jurídicos do acordo. O ministro agradeceu aos artífices do acordo e a todos os colaboradores do livro. Ele ainda elogiou a vontade política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o acordo se concretizasse.

Dom Lorenzo Baldisseri agradeceu a cessão do Salão Nobre para a cerimônia de lançamento do livro e disse que a obra é de interesse de advogados, estudantes e profissionais que lidam com relações internacionais. Ele destacou que o acordo abre horizontes de cooperação entre o Brasil e a Santa Sé. Na visão de dom Lorenzo, o lançamento do livro também é uma forma de despedida, já que nesta semana volta para o Vaticano, para assumir o cargo de secretário para a Congregação dos Bispos.

"O coração está partido, mas voltar à terra natal também traz alegria", declarou dom Lorenzo, que está completando 39 anos fora da Itália, prestando serviços à Igreja Católica.

Sarney disse que era uma honra para o Senado receber o lançamento do livro sobre o acordo Brasil-Santa Sé. O presidente elogiou o trabalho e a persistência de dom Lorenzo na realização do livro e na luta pelo acordo. De acordo com Sarney, o acordo evidencia um "laicismo positivo".

O lançamento foi acompanhado por senadores; ministros do Supremo Tribunal Federal (STF); e pelo o arcebispo-emérito de Brasília, José Freire Falcão; do secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, além padres e freiras.


Dom João Justino ordenado bispo auxiliar para Belo Horizonte

A Arquidiocese de Belo Horizonte celebrou no último sábado (11/02) a ordenação episcopal do seu novo bispo auxiliar, dom João Justino de Medeiros Silva. A cerimônia ocorreu na Catedral de Santo Antônio, em Juiz de Fora/MG, e foi presidida pelo arcebispo metropolitano da capital mineira, dom Walmor Oliveira de Azevedo. Co-presidiram a celebração o arcebispo de Juiz de Fora, dom Gil Antônio Moreira, e o arcebispo emérito, dom Clóvis Frainer, OFMCap.

Em sua homilia, dom Walmor falou da alegria de receber mais um auxiliar em sua arquidiocese, fazendo uma analogia com a figura de João Batista. "Veio para dar testemunho da luz a fim de que todos pudessem ver. Testemunho da luz que é Deus. Um modelo para o caminho missionário de dom João Justino". Também participaram da cerimônia os bispos auxiliares de Belo Horizonte, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, dom Luiz Gonzaga Fechio e dom Wilson Luís Angotti Filho.

O novo bispo auxiliar fez em sua mensagem ao final da missa uma recordação de sua trajetória na Igreja da capital mineira, já que o dia de sua ordenação também era celebrado os 91 anos da arquidiocese.  O início do Ministério Episcopal de dom João Justino será no dia 25 de fevereiro, com uma missa celebrada no Santuário São Judas Tadeu - bairro da Graça, em Belo Horizonte.


Morre o bispo de São José dos Pinhais, dom Ladislau Biernaski

Na manhã de hoje, 13, às 11h30, morreu o bispo de São José dos Pinhais (PR), dom Ladislau Biernaski. O bispo estava internado há pouco mais de semana por conta de um câncer, e devido à múltipla falência dos órgãos, veio a óbito nesta manhã.

O velório será realizado às 9h, na próxima quarta-feira, 15, na Catedral de São José dos Pinhais. A cerimônia será presidida pelo arcebispo de Curitiba (PR), dom Moacyr José Vitti.

Dom Ladislau Biernaski, 74 anos, nasceu 1937 em Almirante Tamandaré (PR). Sua Ordenação Presbiteral se deu no dia 06 de julho de 1963, em Curitiba (PR), e a Ordenação Episcopal foi no dia 27 de maio de 1979, em Roma, Itália.

Dom Biernaski foi bispo auxiliar de Curitiba (PR), do ano de 1979 a 2006. Ele também foi responsável por diversas Pastorais Sociais no Brasil, como a Pastoral Operária, Comissão Pastoral da Terra (onde foi vice-presidente de 1997 à 2003, e atual presidente), Pastoral Carcerária (1979) e Pastoral do Menor (1988). Em sua larga atuação no Regional Sul 2, foi membro da presidência (1999) e secretário executivo (2007).

O lema de dom Ladislau era "Ele é a nossa paz".


Mensagem do papa para o 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

O Vaticano publicou nesta segunda-feira, 13, a mensagem do papa Bento XVI para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no dia 29 de abril deste ano. Com o tema "As vocações, dom do amor de Deus", o Santo Padre explica qual o sentido da vocação e como ela acontece na vida de cada pessoa.

"Neste terreno de um coração em oblação, na abertura ao amor de Deus e como fruto deste amor, nascem e crescem todas as vocações", escreveu o Pontífice.

Bento XVI também fez um convite para que cada cristão redescubra o amor de Deus e anuncie essa vivencia, principalmente para as novas gerações: "Por isso é preciso anunciar de novo, especialmente às novas gerações, a beleza persuasiva deste amor divino, que precede e acompanha: este amor é a mola secreta, a causa que não falha, mesmo nas circunstâncias mais difíceis", ressaltou.

Por fim, o papa pediu que as Pastorais Vocacionais incentivem a descoberta de vocações. Segundo ele: "É tarefa da pastoral vocacional oferecer os pontos de orientação para um percurso frutuoso".

Bento XVI também enfatizou o papel da Igreja na construção de diferentes vocações e encorajou os agentes de pastorais para que conduzam cada fiel a mergulhar na beleza do chamado de Deus.

Leia a íntegra da mensagem do Papa Bento XVI para o 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações:

Amados irmãos e irmãs!

O XLIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV domingo de Páscoa – 29 de Abril de 2012 –, convida-nos a refletir sobre o tema «As vocações, dom do amor de Deus».

A fonte de todo o dom perfeito é Deus, e Deus é Amor – Deus caritas est –; «quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele» (1 Jo 4, 16). A Sagrada Escritura narra a história deste vínculo primordial de Deus com a humanidade, que antecede a própria criação. Ao escrever aos cristãos da cidade de Éfeso, São Paulo eleva um hino de gratidão e louvor ao Pai pela infinita benevolência com que predispõe, ao longo dos séculos, o cumprimento do seu desígnio universal de salvação, que é um desígnio de amor. No Filho Jesus, Ele «escolheu-nos – afirma o Apóstolo – antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em caridade na sua presença» (Ef 1, 4). Fomos amados por Deus, ainda «antes» de começarmos a existir! Movido exclusivamente pelo seu amor incondicional, «criou-nos do nada» (cf. 2 Mac 7, 28) para nos conduzir à plena comunhão consigo.

À vista da obra realizada por Deus na sua providência, o salmista exclama maravilhado: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a Lua e as estrelas que Vós criastes, que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes?» (Sal 8, 4-5). Assim, a verdade profunda da nossa existência está contida neste mistério admirável: cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto de um pensamento e de um ato de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno (cf. Jer 31, 3). É a descoberta deste fato que muda, verdadeira e profundamente, a nossa vida.

Numa conhecida página das Confissões, Santo Agostinho exprime, com grande intensidade, a sua descoberta de Deus, beleza suprema e supremo amor, um Deus que sempre estivera com ele e ao qual, finalmente, abria a mente e o coração para ser transformado: «Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado, precipitava-me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não estava convosco. Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria, se não existisse em Vós. Chamastes-me, clamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume: aspirei-o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei-Vos e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e agora desejo ardentemente a vossa paz» (Confissões, X, 27-38). O santo de Hipona procura, através destas imagens, descrever o mistério inefável do encontro com Deus, com o seu amor que transforma a existência inteira.

Trata-se de um amor sem reservas que nos precede, sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que tem a sua raiz na gratuidade absoluta de Deus. O meu antecessor, o Beato João Paulo II, afirmava – referindo-se ao ministério sacerdotal – que cada «gesto ministerial, enquanto leva a amar e a servir a Igreja, impele a amadurecer cada vez mais no amor e no serviço a Jesus Cristo Cabeça, Pastor e Esposo da Igreja, um amor que se configura sempre como resposta ao amor prévio, livre e gratuito de Deus em Cristo» (Exort. ap. Pastores dabo vobis, 25). De fato, cada vocação específica nasce da iniciativa de Deus, é dom do amor de Deus! É Ele que realiza o «primeiro passo», e não o faz por uma particular bondade que teria vislumbrado em nós, mas em virtude da presença do seu próprio amor «derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo» (Rm 5, 5).

Em todo o tempo, na origem do chamamento divino está a iniciativa do amor infinito de Deus, que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. «Com efeito – como escrevi na minha primeira Encíclica, Deus caritas est – existe uma múltipla visibilidade de Deus. Na história de amor que a Bíblia nos narra, Ele vem ao nosso encontro, procura conquistar-nos – até à Última Ceia, até ao Coração trespassado na cruz, até às aparições do Ressuscitado e às grandes obras pelas quais Ele, através da ação dos Apóstolos, guiou o caminho da Igreja nascente. Também na sucessiva história da Igreja, o Senhor não esteve ausente: incessantemente vem ao nosso encontro, através de pessoas nas quais Ele Se revela; através da sua Palavra, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia» (n.º 17).

O amor de Deus permanece para sempre; é fiel a si mesmo, à «promessa que jurou manter por mil gerações» (Sal 105, 8). Por isso é preciso anunciar de novo, especialmente às novas gerações, a beleza persuasiva deste amor divino, que precede e acompanha: este amor é a mola secreta, a causa que não falha, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.

Amados irmãos e irmãs, é a este amor que devemos abrir a nossa vida; cada dia, Jesus Cristo chama-nos à perfeição do amor do Pai (cf. Mt 5, 48). Na realidade, a medida alta da vida cristã consiste em amar «como» Deus; trata-se de um amor que, no dom total de si, se manifesta fiel e fecundo. À prioresa do mosteiro de Segóvia, que fizera saber a São João da Cruz a pena que sentia pela dramática situação de suspensão em que ele então se encontrava, este santo responde convidando-a a agir como Deus: «A única coisa que deve pensar é que tudo é predisposto por Deus; e onde não há amor, semeie amor e recolherá amor» (Epistolário, 26).

Neste terreno de um coração em oblação, na abertura ao amor de Deus e como fruto deste amor, nascem e crescem todas as vocações. E é bebendo nesta fonte durante a oração, através duma familiaridade assídua com a Palavra e os Sacramentos, nomeadamente a Eucaristia, que é possível viver o amor ao próximo, em cujo rosto se aprende a vislumbrar o de Cristo Senhor (cf. Mt 25, 31-46). Para exprimir a ligação indivisível entre estes «dois amores» – o amor a Deus e o amor ao próximo – que brotam da mesma fonte divina e para ela se orientam, o Papa São Gregório Magno usa o exemplo da plantinha: «No terreno do nosso coração, [Deus] plantou primeiro a raiz do amor a Ele e depois, como ramagem, desenvolveu-se o amor fraterno» (Moralia in Job, VII, 24, 28: PL 75, 780D).

Estas duas expressões do único amor divino devem ser vividas, com particular vigor e pureza de coração, por aqueles que decidiram empreender um caminho de discernimento vocacional em ordem ao ministério sacerdotal e à vida consagrada; aquelas constituem o seu elemento qualificante. De fato, o amor a Deus, do qual os presbíteros e os religiosos se tornam imagens visíveis – embora sempre imperfeitas –, é a causa da resposta à vocação de especial consagração ao Senhor através da ordenação presbiteral ou da profissão dos conselhos evangélicos. O vigor da resposta de São Pedro ao divino Mestre – «Tu sabes que Te amo» (Jo 21, 15) – é o segredo duma existência doada e vivida em plenitude e, por isso, repleta de profunda alegria.

A outra expressão concreta do amor – o amor ao próximo, sobretudo às pessoas mais necessitadas e atribuladas – é o impulso decisivo que faz do sacerdote e da pessoa consagrada um gerador de comunhão entre as pessoas e um semeador de esperança. A relação dos consagrados, especialmente do sacerdote, com a comunidade cristã é vital e torna-se parte fundamental também do seu horizonte afetivo. A este propósito, o Santo Cura d'Ars gostava de repetir: «O padre não é padre para si mesmo; é-o para vós» [Le curé d'Ars. Sa pensée – Son cœur ( ed. Foi Vivante - 1966), p. 100].

Venerados Irmãos no episcopado, amados presbíteros, diáconos, consagrados e consagradas, catequistas, agentes pastorais e todos vós que estais empenhados no campo da educação das novas gerações, exorto-vos, com viva solicitude, a uma escuta atenta de quantos, no âmbito das comunidades paroquiais, associações e movimentos, sentem manifestar-se os sinais duma vocação para o sacerdócio ou para uma especial consagração.É importante que se criem, na Igreja, as condições favoráveis para poderem desabrochar muitos «sins», respostas generosas ao amoroso chamamento de Deus.

É tarefa da pastoral vocacional oferecer os pontos de orientação para um percurso frutuoso. Elemento central há de ser o amor à Palavra de Deus, cultivando uma familiaridade crescente com a Sagrada Escritura e uma oração pessoal e comunitária devota e constante, para ser capaz de escutar o chamamento divino no meio de tantas vozes que inundam a vida diária. Mas o «centro vital» de todo o caminho vocacional seja, sobretudo, a Eucaristia: é aqui no sacrifício de Cristo, expressão perfeita de amor, que o amor de Deus nos toca; e é aqui que aprendemos incessantemente a viver a «medida alta» do amor de Deus. Palavra, oração e Eucaristia constituem o tesouro precioso para se compreender a beleza duma vida totalmente gasta pelo Reino.

Desejo que as Igrejas locais, nas suas várias componentes, se tornem «lugar» de vigilante discernimento e de verificação vocacional profunda, oferecendo aos jovens e às jovens um acompanhamento espiritual sábio e vigoroso. Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se manifestação do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação. Tal dinâmica, que corresponde às exigências do mandamento novo de Jesus, pode encontrar uma expressiva e singular realização nas famílias cristãs, cujo amor é expressão do amor de Cristo, que Se entregou a Si mesmo pela sua Igreja (cf. Ef 5, 25).

Nas famílias, «comunidades de vida e de amor» (Gaudium et spes, 48), as novas gerações podem fazer uma experiência maravilhosa do amor de oblação. De fato, as famílias são não apenas o lugar privilegiado da formação humana e cristã, mas podem constituir também «o primeiro e o melhor seminário da vocação à vida consagrada pelo Reino de Deus» (Exort. ap. Familiaris consortio, 53), fazendo descobrir, mesmo no âmbito da família, a beleza e a importância do sacerdócio e da vida consagrada. Que os Pastores e todos os fiéis leigos colaborem entre si para que, na Igreja, se multipliquem estas «casas e escolas de comunhão» a exemplo da Sagrada Família de Nazaré, reflexo harmonioso na terra da vida da Santíssima Trindade.Com estes votos, concedo de todo o coração a Bênção Apostólica a vós, veneráveis Irmãos no episcopado, aos sacerdotes, aos diáconos, aos religiosos, às religiosas e a todos os fiéis leigos, especialmente aos jovens e às jovens que, de coração dócil, se põem à escuta da voz de Deus, prontos a acolhê-la com uma adesão generosa e fiel.

Vaticano, 18 de Outubro de 2011

Papa Bento XVI

Nota de pesar da CNBB pelo falecimento de dom Ladislau Biernaski

"O consolo que nos ampara nesta hora é contemplar, de forma agradecida, a vida de um homem justo", afirma dom Leonardo Steiner, em nota de pesar da CNBB pelo falecimento de dom Ladislau Biernaski, bispo de São José dos Pinhais (PR), falecido na manhã desta segunda-feira, 13 de fevereiro.

Confira a nota:

Nota de pesar pelo falecimento de dom Ladislau Biernaski

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta o seu pesar pela morte de dom Ladislau Biernaski, do bispo de São José dos Pinhais (PR), ocorrido na manhã desta segunda-feira, dia 13 de fevereiro. Nossa fé em Cristo nos leva a renovar com os familiares, os irmãos e as irmãs da diocese de São José dos Pinhais, a certeza da ressurreição. O consolo que nos ampara nesta hora é contemplar, de forma agradecida, a vida de um homem justo. O ministério episcopal de dom Ladislau foi marcado pela inteira dedicação à pastoral e ao povo. Esteve presente e atuante de 1979 até 2006, como bispo auxiliar de Curitiba (PR). Acompanhou, em nome de nossa Conferência, as ações das Pastorais Sociais no Brasil, como a Pastoral Operária e a Comissão Pastoral da Terra, da qual foi vice-presidente de 1997 a 2003, e era seu atual presidente. Acompanhou a Pastoral Carcerária e a Pastoral do Menor. Também prestou relevantes serviços no Regional Sul 2. "Ele é a nossa paz", foi seu lema episcopal e hoje é a nossa expressão de confiança ao reconhecer a firme atuação de Dom Ladislau em favor do Reino de Deus. Neste momento, unimos-nos a todos os que rezam em ação de graças pela sua vida. Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB

Comissão Pastoral da Terra lamenta o falecimento de seu presidente, dom Ladislau Biernaski

Segundo a nota da CPT, dom Ladislau deixou um legado de luta pelos direitos dos camponeses e contra a violência no campo.

Leia agora a íntegra da nota da Comissão Pastoral da Terra sobre o falecimento de dom Ladislau Biernaski, bispo de São José dos Pinhais (PR) e presidente da CPT.

O bispo de São José dos Pinhais (PR) e presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT) faleceu hoje, dia 13 de fevereiro, aos 74 anos, em decorrência de um câncer. De origem camponesa, dom Ladislau nos deixa seu legado de luta pelos direitos dos camponeses e contra a violência no campo.

Nos grandes momentos de tensão e de conflito envolvendo os movimentos sociais, Dom Ladislau nunca se furtou em ficar do lado dos trabalhadores e trabalhadoras, e a eles manifestar seu apoio. No Paraná, Dom Ladislau sempre acompanhou as pastorais sociais, particularmente a Pastoral Operária, a Comissão Pastoral da Terra e a Pastoral Carcerária. Foi Vice-Presidente Nacional da CPT de 1997 a 2003 e desde 2009 ocupava a presidência. Conhecido como o bispo da Reforma  Agrária, Dom Ladislau teve importante contribuição nos documentos  sociais da CNBB que abordam o tema.

"A reforma agrária é aquilo que vai atacar na raiz a questão dos  conflitos e a falta de paz no campo", com essas palavras, Dom Ladislau Biernaski defendeu, mais uma vez, a reforma agrária, durante o  lançamento do relatório anual da CPT, no ano passado, Conflitos no Campo Brasil 2010. Em outro momento, atacou o projeto do novo Código Florestal. "Aldo Rebelo perdeu uma grande oportunidade de ajudar o País  a sair da devastação, impunidade dos grileiros e pouco investimento nos  pequenos agricultores. Ele perdeu uma grande oportunidade de fazer a  diferença. Lamento por ele.", afirmou.

Comissão Pastoral da Terra


Curitiba será sede do 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos

A cidade de Curitiba (PR) acolherá o próximo Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (EBRUC), em outubro deste ano. A 2ª edição do encontro acontecerá na capital paranaense nos dias 12, 13 e 14 de outubro.

Com objetivo de conectar as juventudes e expressões cristãs presentes no meio universitário para refletir sobre a missão evangelizadora nos espaços da educação e cultura, o 2º EBRUC estima reunir mais de 600 participantes, vindos de todas as regiões do país.

O encontro promete ser um espaço de expressão dos jovens com diálogos e oficinas temáticas. "Queremos estimular o protagonismo da juventude universitária e valorizar as diversas expressões de vivência cristã nas universidades públicas, privadas e confessionais", destaca a assessora do Setor Universidades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), irmã Maria Eugenia Lloris Aguado, que é uma das coordenadoras do EBRUC.

O evento, que também quer motivar a juventude cristã universitária brasileira para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro em 2013, e para o Congresso Mundial de Universidades em Belo Horizonte durante a Pré-Jornada, será promovido pela CNBB -Setor Universidades e Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), com o apoio do Grupo Marista, Pastoral da PUCPR, arquidiocese de Curitiba e  Pastoral Juvenil Marista.

1º EBRUC

O 1º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (EBRUC) aconteceu no campus Betim, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. O evento teve a acolhida de 200 participantes, se encerrou com uma celebração de envio, no auditório central do campus.

O Ebruc teve como objetivo "conectar" as várias expressões de seguimento cristão presentes no meio universitário, em um encontro que reuniu a juventude para refletir sobre a ação evangelizadora no meio acadêmico.

O evento foi promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), organizado pelo Setor Universidades com parceria da PUC-MG. O tema do encontro foi "Presença e registros dos universitários: linguagens, caminhos, profissões e identidade" e o lema: "Conectando vida na tela do saber".


RIIBRA vai capacitar comunicadores da Igreja para uso de novas tecnologias

A Rede de Informática da Igreja no Brasil (RIIBRA) começará a ser implantada este ano, com a meta de atingir cada paróquia, comunidade, pastorais, movimentos e institutos religiosos. O projeto tem a coordenação do padre Clóvis Andrade de Melo, que possui grande experiência neste campo no período em que atuou na comunidade Canção Nova, e que agora está implantando o projeto na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

"O uso das novas tecnologias vai gerar comunhão, mútua colaboração e acima de tudo, como pediu o Papa, vai evangelizar", afirma padre Clóvis, que explica que neste momento o trabalho está na fase da articulação da RIIBRA. Trata-se de um projeto da Igreja no Brasil em comunhão com o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais e o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), juntamente com a Rede de Informática da Igreja na América Latina (RIIAL).

A proposta da RIIBRA é capacitar os sacerdotes e demais comunicadores da Igreja para utilizar bem as novas tecnologias, já existentes, na evangelização. "Vou articular com os agentes da PASCOM de cada diocese; teremos formação concreta das novas tecnologias, para promover a mentalidade de rede interna de colaboração, por exemplo, as paróquias se ajudarem, se comunicarem, e também na parte das redes sociais, Facebook, Twitter, como criar um blog, como alimentar um blog, como aproveitar as ferramentas para articular as pastorais, por exemplo os catequistas, a formação. O trabalho será bem concreto neste sentido", explicou Clóvis.


Pastoral Universitária se reúne em Amparo

Estiveram reunidos na residência episcopal, em Amparo (SP), no último dia 26, os encarregados da Pastoral Universitária do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo).

Esteve presente o bispo referencial no estado de São Paulo da Pastoral Universitária, dom Pedro Carlos Cipolini; padre Wagner Lopes Ruivo, assessor da Pastoral Universitária de São Paulo; dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo, assessor da Pastoral Universitária em nível nacional e dom Edmar Peron, bispo auxiliar de São Paulo, que acompanha a Pastoral Universitária na arquidiocese de São Paulo.

O motivo da reunião foi fazer um balanço da caminhada desta Pastoral e traçar algumas linhas de ação para o ano em curso. Ficou marcada uma reunião com as lideranças dos grupos de Pastoral Universitária já existentes no estado a ser realizado em Sorocaba (SP), no dia 26 de agosto.


O Regional Nordeste 5 promove seminário de preparação para a 5ª Semana Social Brasileira

Neste final de semana, 10 a 12 de fevereiro, estiveram reunidos em Bacabal (MA), representantes de 10 dioceses do Regional Nordeste 5 da CNBB (Maranhão), juntamente com as coordenações regionais das Pastorais Sociais e os bispos dom Sebastião Lima Duarte, de Viana, e dom Enemésio Ângelo Lazzaris, de Balsas, responsáveis pelas Pastorais Sociais do Regional, no total de 56 participantes.

O seminário aconteceu com a finalidade de estudar o Documento 91 da CNBB "Por uma reforma do Estado com participação democrática", o Subsídio de estudo da 5ª Semana Social Brasileira, assim como o seu Instrumental Metodológico e planejar a realização da 5ª Semana Social Brasileira em âmbito Regional e de dioceses.

O Seminário contou com as assessorias do padre Nelito Dornelas, das Pastorais Sociais da CNBB, e do padre Jean Marie Van Damme, professor da Faculdade Católica do Maranhão e assessor do Regional Nordeste 5.

A metodologia do seminário foi construída a partir do levantamento da realidade social, econômica, cultural e eclesial do Maranhão e suas relações com o Estado, bem como os desafios à ação evangelizadora da Igreja Maranhense.

Foram apresentadas as inúmeras iniciativas promovidas pela Igreja do Maranhão, que, historicamente, tem se colocado em sintonia com os clamores do povo. Trata-se de uma Igreja presente e atuante junto às comunidades quilombolas, os povos indígenas e as populações vitimadas pelos grandes projetos de exploração econômica e excluídas dos benefícios sociais no campo e nas cidades. Uma das ações de destaque no Regional tem sido o Tribunal do Judiciário que tem procurado ouvir as vitimas do poder judiciário naquela região.

Além do estudo dos subsídios e do aprofundamento na Doutrina Social da Igreja, também foram discutidas a levantadas pistas de ação para os planejamentos diocesanos e dos eventos regionais na construção da 5ª Semana Social Brasileira, com a discussão oportuna e necessária sobre o Estado que temos e o Estado que queremos, motivados pela pergunta motivadora: Estado pra que e pra quem?


Assessoria de Imprensa da CNBB
SE/Sul Quadra 801 Conjunto B
E-mail: imprensa@cnbb.org.br
Site: http://www.cnbb.org.br
Tel.: (61) 2103-8313
Fax: (61) 2103-8303