sexta-feira, 29 de março de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 29/03/2013

REFLEXÃO

Conhecer Jesus significa conhecer também o mistério da cruz e a grande mensagem que esse mistério nos traz: Deus amou tanto o mundo que lhe enviou seu Filho Unigênito, não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele, e ele derramou o seu próprio sangue derramado na cruz, fazendo-se oferenda perfeita para expiação dos nossos pecados. Conhecer Jesus através do mistério da cruz significa tornar-se capaz de fazer-se também oferenda a Deus, amando até o fim, tornar-se uma perfeita oblação a Deus pela salvação da humanidade e, hoje, tornar-se oblação é antes de tudo tornar-se um missionário da vitória do Cristo sobre o pecado e a morte.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Episcopal

  • Dom Enemésio Angelo Lazzaris, FDP, Bispo de Balsas - MA
  • Dom José Valmor Cesar Teixeira, SDB, Bispo de Bom Jesus da Lapa - BA
NOTÍCIAS

Lava-pés: colocar-se a serviço de modo humilde, dos mais humildes

Na tarde da Quinta-Feira Santa, 28 de março, o Papa Francisco celebrou a Santa Missa da Ceia do Senhor no Instituto Penal para Menores de Casal del Marmo, em Roma. Esta Missa é caracterizada pelo rito do Lava-pés. Com a celebração neste local, Francisco dá continuidade a uma tradição que assumiu quando ainda sacerdote. Em Buenos Aires, Bergoglio costumava celebrar esta Missa em prisões ou casas para pobres e marginalizados.

Para uma reflexão sobre o significado deste gesto, a Rádio Vaticano conversou com o Bispo responsável pela Pastoral Carcerária, Dom Pedro Luiz Stringhini, Bispo de Mogi das Cruzes (SP):

A Semana Santa é um momento tão importante na vida da Igreja, um momento tão importante para a vida dos cristãos católicos. É um retiro espiritual, como se costuma dizer. Celebramos os principais mistérios das passagens da vida do Cristo e o mistério da salvação: a paixão, a morte e a ressurreição do Senhor – o tríduo pascal é assim a maior festa litúrgica da Igreja Católica durante o ano.

Na Quinta-feira Santa, o Evangelho traz o texto do Lava-pés, ou seja, no fundo é a Igreja querendo ensinar que quem entendeu o significado da eucaristia deixado por Jesus, memorial da Páscoa, da Nova Aliança, quem celebra a eucaristia tem que se colocar a serviço e a serviço de modo humilde, e a serviço dos humildes e dos pequenos. E aí que entra a proclamação do Evangelho de João, capítulo 13, que é o texto do lava-pés – esta passagem tão bonita de Jesus, que antes de entregar sua vida quis realizar este gesto. Gesto simples, mas ao mesmo tempo tão contundente a ponto de S. Pedro não entender. Ou seja, quem celebra a eucaristia tem que se colocar a serviço, a serviço do mais humilde.

Este ano, a Festa da Páscoa coincide com a chegada de Francisco. Este Papa que nos surpreendeu vindo da América Latina, nos surpreendeu pelo nome que escolheu – é a primeira vez que um Papa se chama Francisco, evocando a figura de S. Francisco de Assim, que mais do que ninguém foi o santo que lavou mesmo os pés: ele foi abraçar o leproso, foi ao encontro dos mais pobres. Então tudo coincide e mais ainda o fato de que o Papa Francisco escolheu lavar os pés de jovens que estão privados da liberdade, em recuperação. Isso será um gesto muito profético. Vamos aprender com tudo isso, vamos aprender com o gesto de Jesus, que se repete na Igreja, e ao qual todos nós, cristãos, somos chamados a realizar e que o Papa Francisco está evidenciando.

E quando se trata da situação dos presos, dentro daquele espírito do Evangelho de Mateus, 'estive preso e me visitaste' – quando se fala desta situação, estamos diante da situação social mais grave. Porque uma coisa é socorrermos uma criança indefesa, todos nós gostamos de fazer isso, outra coisa é ir ao encontro daqueles que um dia praticaram atos contra a sociedade e que vivem numa situação muito precária, muito desafiadora.


Francisco preside a Paixão. Na meditação, "a fé que vence o mundo"

Às 17h, (13h em Brasília), o Papa Francisco presidiu a celebração da Paixão do Senhor, na Basílica de São Pedro. O rito consiste na Liturgia da Palavra, seguida pela adoração da Cruz e a comunhão eucarística com hóstias consagradas no dia anterior, pois neste dia não é celebrado nenhum sacramento. É o único dia do ano em que a Igreja Católica no mundo inteiro não celebra a missa. Frei Raniero Cantalamessa, OFM, pregador oficial da Casa Pontifícia, fez a meditação intitulada "Justificados gratuitamente por meio da fé no sangue de Cristo".

Abaixo, o texto integral:

"Todos pecaram e se privaram da glória de Deus, mas foram justificados gratuitamente pela sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o predeterminou para a propiciação por meio da fé no seu sangue [...], para provar a sua justiça no tempo presente, a fim de que ele seja justo e justifique aquele que tem fé em Jesus" (Rm 3, 23-26).

Chegamos ao ápice do ano da fé e ao seu momento decisivo. Esta é a fé que salva, "a fé que vence o mundo" (1 Jo 5,5)! A fé – apropriação, pela qual tornamos nossa a salvação operada por Cristo e nos vestimos do manto da sua justiça. Por um lado, temos a mão estendida de Deus, que oferece a sua graça ao homem; por outro, a mão do homem, que se estende para recebê-la mediante a fé. A "nova e eterna aliança" é selada com um aperto de mão entre Deus e o homem.

Nós temos a possibilidade de tomar, neste dia, a decisão mais importante da vida, aquela que nos abre de par em par os portões da eternidade: acreditar! Acreditar que "Jesus morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação" (Rm 4, 25)! Numa homilia pascal do século IV, o bispo proclamava estas palavras excepcionalmente contemporâneas e, de certa forma, existenciais: "Para cada homem, o princípio da vida é aquele a partir do qual Cristo foi imolado por ele. Mas Cristo se imola por ele no momento em que ele reconhece a graça e se torna consciente da vida que aquela imolação lhe proporcionou" (Homilia de Páscoa no ano de 387; SCh 36, p. 59 s.).

Que extraordinário! Esta Sexta-feira Santa, celebrada no ano da fé e na presença do novo sucessor de Pedro, poderá ser, se quisermos, o início de uma nova vida. O bispo Hilário de Poitiers, que se converteu ao cristianismo quando já era adulto, afirmava, ao repensar na sua vida passada: "Antes de te conhecer, eu não existia".

O necessário é apenas nos situarmos na verdade, reconhecermos que precisamos ser justificados, que não nos auto-justificamos. O publicano da parábola subiu ao templo e fez uma brevíssima oração: "Ó Deus, tem piedade de mim, pecador". E Jesus diz que aquele homem foi para casa "justificado", ou seja, transformado em homem justo, perdoado, feito criatura nova; cantando alegremente, penso eu, dentro do seu coração (Lc 18,14). O que ele tinha feito de tão extraordinário? Nada. Ele se colocou na verdade diante de Deus, e esta é a única coisa de que Deus precisa para agir.

***Como o alpinista que, superando uma passagem perigosa, faz uma parada para retomar o fôlego e admirar a paisagem que se abre à sua frente, assim o apóstolo Paulo, no início do capítulo quinto da Carta aos Romanos, depois de proclamar a justificação pela fé, escreve: "Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus graças a nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus; não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência produz a experiência, e a experiência, a esperança. Ora, a esperança não nos decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5, 1-5).

Hoje, a partir de satélites artificiais, são tiradas fotografias infravermelhas de regiões inteiras da terra e de todo o planeta. Como é diferente a paisagem vista de cima, à luz desses raios, em comparação com o que vemos à luz natural e estando presentes no local! Eu me lembro de uma das primeiras fotos de satélite que correram o mundo, reproduzindo a península inteira do Sinai. As cores eram muito diferentes, eram mais evidentes os relevos e as depressões. É um símbolo. A vida humana, vista pelo infravermelho da fé, do alto do Calvário, também se mostra diferente de como é vista "a olho nu".

"Tudo", dizia o sábio do Antigo Testamento, "acontece para o justo e para o ímpio... Percebi que, sob o sol, em vez da lei existe a iniquidade, e, no lugar da justiça, a maldade" (Eclesiastes 3, 16; 9, 2). Em todos os tempos, de fato, viu-se a maldade triunfante e a inocência humilhada. Mas para que não se pense que no mundo não há nada de fixo e de certo, observa Bossuet, às vezes se vê o oposto, ou seja, a inocência no trono e a maldade no cadafalso. Mas o que o Eclesiastes concluía? "Então eu pensei: Deus julgará o justo e o ímpio, porque há um tempo para cada coisa" (Eclesiastes 3, 17). Ele encontra o ponto de observação que devolve a paz à alma.

O que o Eclesiastes não podia saber, mas que nós sabemos, é que esse juízo já aconteceu: "Agora", diz Jesus, caminhando para a sua paixão, "é o julgamento deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo; e eu, quando for levantado da terra, atrairei todos para mim" (Jo 12, 31-32).

Em Cristo morto e ressuscitado, o mundo chegou ao seu destino final. O progresso da humanidade avança a um ritmo vertiginoso e a humanidade vê desenrolar-se, à sua frente, horizontes novos e inesperados, fruto das suas descobertas. Pode-se dizer, porém, que já chegou o fim do tempo, porque em Cristo, que subiu à direita do Pai, a humanidade encontrou o seu objetivo final. Já começaram os novos céus e a nova terra.

Apesar de toda a miséria, injustiça e monstruosidade na terra, ele já inaugurou a ordem definitiva no mundo. O que vemos com os nossos olhos pode nos sugerir o contrário, mas o mal e a morte foram, na verdade, derrotados para sempre. As suas fontes secaram; a realidade é que Jesus é o Senhor do mundo. O mal foi vencido radicalmente pela redenção que ele realizou. O novo mundo já começou.

Uma coisa, acima de tudo, parece diferente quando vista através dos olhos de fé: a morte! Cristo entrou na morte como se entra numa prisão escura, mas saiu dela pela muralha oposta. Ele não voltou por onde tinha entrado, como Lázaro, que tornara à vida para depois morrer de novo. Cristo abriu uma brecha para a vida que ninguém poderá fechar e pela qual todos podem segui-lo. A morte não é mais um muro contra o qual se parte toda esperança humana; ela se tornou uma ponte para a eternidade. Uma "ponte dos suspiros", talvez, porque ninguém gosta do fato de morrer, mas uma ponte, não mais um abismo que engole tudo. "O amor é forte como a morte", diz o Cântico dos Cânticos (8,6). Em Cristo, ele é mais forte do que a morte!

Na sua "História Eclesiástica do Povo Inglês", Beda, o Venerável, relata como a fé cristã chegou até o norte da Inglaterra. Quando os missionários vindos de Roma chegaram a Northumberland, o rei do lugar convocou um conselho de notáveis para decidir se permitia ou não que eles divulgassem a nova mensagem. Alguns dos presentes foram a favor, outros contra. Era um inverno rigoroso, açoitado pela nevasca lá fora, mas a sala estava iluminada e aquecida. Em dado momento, um pássaro entrou por um buraco na parede, pairou assustado na sala e desapareceu por outro buraco, na parede oposta. Então, levantou-se um dos presentes e disse: "Rei, a nossa vida neste mundo é como aquele pássaro. Viemos não sabemos de onde, desfrutamos por um breve instante da luz e do calor deste mundo e depois desaparecemos de novo na escuridão, sem saber para onde estamos indo. Se estes homens podem nos revelar alguma coisa do mistério da nossa vida, devemos ouvi-los".

A fé cristã poderia voltar ao nosso continente e ao mundo secularizado pela mesma razão por que já entrou nele antes: como a única que tem uma resposta segura para dar às grandes questões da vida e da morte.

***A cruz separa os crentes dos não crentes, porque, para alguns, ela é escândalo e loucura, e, para outros, é poder de Deus e sabedoria de Deus (cf. I Cor 1, 23-24). Em sentido mais profundo, ela une todos homens, crentes e não crentes. "Jesus tinha que morrer [...] não por uma nação, mas para reunir todos os filhos de Deus que andavam dispersos" (Jo 11, 51 s.). Os novos céus e a nova terra são de todos e para todos, porque Cristo morreu por todos.

A urgência decorrente de tudo isto é evangelizar: "O amor de Cristo nos impele, ao pensarmos que um só morreu por todos" (II Cor 5,14). Impele a evangelizar! Vamos anunciar ao mundo a boa notícia de que "não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus, porque a lei do Espírito que dá vida em Cristo Jesus nos libertou da lei do pecado e da morte" (Rm 8, 1-2).

Há um conto, do judeu Franz Kafka, que é um poderoso símbolo religioso e que assume um novo significado, quase profético, na Sexta-Feira Santa: "Uma Mensagem Imperial". Fala de um rei que, em seu leito de morte, chama um súdito e lhe sussurra ao ouvido uma mensagem. É tão importante aquela mensagem que ele faz o súdito repeti-la ao seu próprio ouvido. O mensageiro parte, logo em seguida. Mas ouçamos o resto da história diretamente do autor, com o tom onírico, de pesadelo, quase, que é típico deste escritor:

"Projetando um braço aqui, outro acolá, o mensageiro abre alas por entre a multidão e avança ligeiro como ninguém. Mas a multidão é imensa, e as suas moradas, exterminadas. Como voaria se tivesse via livre! Mas ele se esforça em vão; ainda continua a se afanar pelas salas interiores do palácio, do qual nunca sairá. E mesmo que conseguisse, isto nada quereria dizer: ele teria que lutar para descer as escadas. E mesmo que conseguisse, ainda nada teria feito: haveria que cruzar os pátios; e, depois dos pátios, o segundo círculo dos edifícios. Se conseguisse precipitar-se, finalmente, para fora da última porta - mas isso nunca, nunca poderá acontecer - eis que, diante dele, alçar-se-ia a cidade imperial, o centro do mundo, em que montanhas de seus detritos se amontoam. Lá no meio, ninguém é capaz de avançar, nem mesmo com a mensagem de um morto. Tu, no entanto, te sentas à tua janela e sonhas com aquela mensagem quando a noite vem".

Do seu leito de morte, também Cristo confiou à sua Igreja uma mensagem: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Mc 16, 15). Ainda existem muitos homens que se sentam à janela e sonham, sem saber, com uma mensagem como a dele. João, como acabamos de ouvir, afirma que o soldado perfurou o lado de Cristo na cruz "para que se cumprisse a Escritura, que diz: Hão-de olhar para Aquele que trespassaram" (Jo 19, 37). No Apocalipse, ele acrescenta: "Eis que vem sobre as nuvens e todo olho o verá; até os mesmos que o trespassaram, e todas as tribos da terra se lamentarão por ele" (Ap 1,7).

Esta profecia não anuncia a última vinda de Cristo, quando já não for o tempo da conversão, mas do julgamento. Ela descreve, em vez disso, a realidade da evangelização dos povos. Nela ocorre uma vinda misteriosa, mas real, do Senhor que traz a salvação. O seu pranto não será de desespero, mas de arrependimento e de consolação. Este é o significado da profecia da Escritura, que João vê realizada no lado trespassado de Cristo, ou seja, o texto de Zacarias 12, 10: "Derramarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém o Espírito de graça e de consolação; eles olharão para mim , para aquele a quem trespassaram".

A evangelização tem uma origem mística; é um dom que vem da cruz de Cristo, daquele lado aberto, daquele sangue e água. O amor de Cristo, como o da Trindade, do qual é a manifestação histórica, é "diffusivum sui", tende a se expandir e chegar a todas as criaturas, "especialmente as mais necessitadas da sua misericórdia". A evangelização cristã não é conquista, não é propaganda; é o dom de Deus para o mundo em seu Filho Jesus. É dar ao Chefe a alegria de sentir a vida fluir do seu coração para o seu corpo, até vivificar os seus membros mais distantes.

Temos de fazer todo o possível para que a Igreja nunca se pareça ao castelo complicado e assombroso descrito por Kafka, e para que a mensagem possa sair dela tão livre e alegre como quando começou a sua corrida. Sabemos quais são os impedimentos que podem reter o mensageiro: as muralhas divisórias, começando por aquelas que separam as várias igrejas cristãs umas das outras; a burocracia excessiva; os resíduos de cerimoniais, leis e disputas do passado, que se tornaram, enfim, apenas detritos.

Em Apocalipse, Jesus diz que ele está à porta e bate (Ap 3,20). Às vezes, como foi observado por nosso Papa Francisco, não bater para entrar, mas batendo de dentro porque ele quer sair. Sair para os "subúrbios existenciais do pecado, o sofrimento, a injustiça, ignorância e indiferença à religião, de toda forma de miséria."

Acontece como em certas construções antigas. Ao longo dos séculos, para adaptar-se às exigências do momento, houve profusão de divisórias, escadarias, salas e câmaras. Chega um momento em que se percebe que todas essas adaptações já não respondem às necessidades atuais; servem, antes, de obstáculo, e temos então de ter a coragem de derrubá-las e trazer o prédio de volta à simplicidade e à linearidade das suas origens. Foi a missão que recebeu, um dia, um homem que orava diante do crucifixo de São Damião: "Vai, Francisco, e reforma a minha Igreja".

"Quem está à altura dessa tarefa?", perguntava-se o Apóstolo, aterrorizado, diante da tarefa sobre-humana de ser no mundo "o aroma de Cristo"; e eis a sua resposta, que é verdade também agora: "Não é que sejamos capazes de pensar alguma coisa como se viesse de nós; a nossa capacidade vem de Deus. Ele nos fez idôneos para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito, pois a letra mata, mas o Espírito dá vida" (II Cor 2, 16; 3, 5-6).

Que o Espírito Santo, neste momento em que se abre para a Igreja um novo tempo, cheio de esperança, redesperte nos homens que estão à janela a esperança da mensagem e, nos mensageiros, a vontade de levá-la até eles, mesmo que ao custo da própria vida.


Diocese de Marabá realizou em Curionópolis (PA) a missa dos Santos Óleos

O dia 26 de março ficou marcado de uma forma enaltecedora na Diocese de Marabá pela presença do clero, dos religiosos e das religiosas e do povo de Deus, por celebrar a missa dos santos óleos e por ser um dia de unidade de todos os representantes da Diocese.

Na parte da manhã, nós meditamos a importância da unidade em Cristo e na vida da Igreja. Nós fizemos um retiro. De tarde nós encaminhamos questões diocesanas e às 18hs nós tivemos a missa da quinta-feira santa, que é realizada em muitas dioceses na parte da manhã, mas que nós antecipamos para terça-feira, devido as distâncias.

Foram realizadas também a renovação das promessas sacerdotais e a benção dos santos óleos. O Bispo está feliz pela presença de todos e daqueles e daquelas que colaboraram em Curionópolis para que tudo saísse da melhor forma. Deus Uno e Trino seja louvado. Vivamos bem o sentido da semana santa, e todos tenhamos uma Feliz Páscoa.

Dom Vital CorbelliniBispo diocesano de Marabá


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quarta-feira, 27 de março de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 27/03/2013

REFLEXÃO

O amor que Deus tem por todas as pessoas nunca foi plenamente correspondido, pois sempre o pecado manifestou o desamor que o homem tem por ele. O episódio da traição de Judas nos mostra de um modo muito mais profundo esta verdade. O Filho, verdadeiro Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, por amor a nós, renuncia à sua condição divina e se faz homem, tornando-se um de nós. A resposta que ele encontra dos homens não é o amor, mas a traição e a morte. Mas nem mesmo esta realidade diminui o amor que Deus tem por nós, uma vez que, por amor, Jesus nos dá livremente a sua vida.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Ceslau Stanula, CSSR, Bispo de Itabuna - BA
  • Dom Jesus Moraza Ruiz de Azúa, OAR, Bispo Prelado de Lábrea - AM
  • Dom Volodemer Koubetch, OSBM, Eparca de São João Batista em Curitiba dos Ucranianos

Ordenação Presbiteral

  • Dom Clóvis Frainer, OFMCap, Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG

Ordenação Episcopal

  • Dom Gentil Delazari, Bispo de Sinop - MT
NOTÍCIAS

Papa Francisco, em sua primeira Audiência Geral: "Na Semana Santa, abrir as portas do nosso coração"

Nesta quarta-feira, 27 de março, realizou-se a primeira Audiência Geral do Papa Francisco. A Praça S. Pedro estava cheia para ouvir as palavras do Pontífice, que dedicou sua catequese à Semana Santa. Depois da Páscoa, anunciou ele, retomará as catequeses sobre o Ano da Fé, como vinha fazendo seu predecessor.

"Mas que significa viver a Semana Santa para nós?" – questionou. É acompanhar Jesus no seu caminho rumo à Cruz e à Ressurreição. Em sua missão terrena, ele falou a todos, sem distinção, aos grandes e aos humildes, trouxe o perdão de Deus e sua misericórdia, ofereceu esperança; consolou e curou. Foi presença de amor. Na Semana Santa, vivemos o vértice desse caminhada de Jesus, que se entregou voluntariamente à morte para corresponder ao amor de Deus Pai, em perfeita união com sua vontade, para demonstrar o seu amor por nós".

O Papa então perguntou: "Que tudo isso tem a ver conosco? Significa que esta é também a minha, a tua, a nossa caminhada. Viver a Semana Santa seguindo Jesus quer dizer aprender a sair de nós mesmos, ir ao encontro dos outros, ir às periferias da existência, encontrar sobretudo os mais distantes, os que mais necessitam de compreensão, de consolação, de ajuda".

Viver a Semana Santa, diz Francisco, é entrar sempre mais na lógica de Deus, do Evangelho. A falta de tempo não é desculpa, disse o Papa. "Não podemos nos contentar com uma oração, uma Missa dominical distraída e não constante, de algum gesto de caridade, e não ter a coragem de 'sair' para levar Cristo".

"A Semana Santa é um tempo de graça que o Senhor nos doa para abrir as portas do nosso coração, da nossa vida, das nossas paróquias, dos movimentos, das associações, e 'sair' ao encontro dos outros para levar a luz e a alegria da nossa fé, um raio de amor do Senhor. Sair sempre! E isso com o amor e a ternura de Deus, no respeito e na paciência."

Após a catequese, como de costume, o Pontífice saudou os grupos presentes. Francisco não falou nas várias línguas, mas sim em italiano. A síntese da catequese e da saudação foi lida por um tradutor. Em português, foi feita pelo padre Bruno Lins:

"Queridos irmãos e irmãs, na Semana Santa, centro de todo o Ano Litúrgico, somos chamados a seguir Jesus pelo caminho do Calvário em direção à Cruz e Ressurreição. Este é também o nosso caminho. Ele entregou-se voluntariamente ao amor de Deus Pai, unido perfeitamente à sua vontade, para demonstrar o seu amor por nós: assim o vemos na Última Ceia, dando-nos o seu Corpo e o seu Sangue, para permanecer sempre conosco. Portanto, a lógica da Semana Santa é a lógica do amor e do dom de si mesmo, que exige deixar de lado as comodidades de uma fé cansada e rotineira para levar Cristo aos demais, abrindo as portas do nosso coração, da nossa vida, das nossas paróquias, movimentos, associações, levando a luz e a alegria da nossa fé. Viver a Semana Santa seguindo Jesus significa aprender a sair de nós mesmos para ir ao encontro dos demais, até as periferias da existência. Há uma necessidade imensa de levar a presença viva de Jesus misericordioso e rico de amor. Queridos peregrinos de língua portuguesa, particularmente os grupos de jovens vindos de Portugal e do Brasil: sede bem-vindos! Desejo-vos uma Semana Santa abençoada, seguindo o Senhor com coragem e levando a quantos encontrardes o testemunho luminoso do seu amor. A todos dou a Bênção Apostólica!"


Abertas as inscrições para semana de formação para coordenadores diocesanos de pastoral

A Comissão Episcopal para a Missão Continental (CNBB) e o Centro Cultural Missionário de Brasília (CCM) promovem, de 20 a 24 de maio de 2013, o Encontro de Formação para Coordenadores Diocesanos de Pastoral, com o tema: "Missão permanente e Igreja local".

Trata-se de uma oportunidade de formação direcionada às pessoas que exercem a função de coordenação pastoral nas dioceses de todo o páis. "Conhecendo a primeira urgência de nossas Diretrizes, a de sermos 'uma Igreja em estado permanente de missão', e de sua centralidade na proposta da Missão Continental, desejamos prestar esse serviço de assessoria às nossas Igrejas Locais", explica dom Adriano Vasino Ciocca, bispo de São Félix do Araguaia (MT) e presidente da Comissão Episcopal para a Missão Continental.

O desejo dos organizadores é aprofundar temas como a pastoral presbiteral e a missionariedade do clero diocesano, a articulação das forças vivas da Diocese, e a organização de uma pastoral orgânica em busca da missão permanente. Podem participar ministros ordenados, religiosos e religiosas, leigos atuantes em projetos missionários, envolvidos diretamente na coordenação pastoral em suas Dioceses.

A Semana será realizada de 20 a 24 de maio, no Centro Cultural Missionário, em Brasília (DF). As inscrições podem ser feitas pela internet, no endereço www.ccm.org.br. Mais informações pelo telefone (61) 3274.3009.

A seguir, o cronograma do curso:

20/05 – segunda – 19hAbertura

21/05 – terçaA PESSOA DO COORDENADOR DIOCESANO DE PASTORAL Dom Esmeraldo Barreto de Farias, Arcebispo de Porto Velho (RO)

22/05 – quarta DIOCESE: UNIDADE PASTORAL DA MISSÃO PERMANENTE Pe. Sidnei Marco Dornelas, CS. Assessor da Comissão Episcopal para a Missão Continental

23/05 – quinta PARA UMA IGREJA MISSIONÁRIA NUMA SOCIEDADE FRAGMENTADA: ARTICULAÇÃO E MEDIAÇÕES Pe. Estêvão Raschietti, sx, diretor do CCM e Prof. Sérgio Coutinho, Assessor da Comissão Episcopal para o Laicato.

24/05 – sexta, até 12hCONCLUSÃO, ENCAMINHAMENTOS, AVALIAÇÃO.


DOCAT: subsídio apresentará a Doutrina Social da Igreja Católica numa linguagem jovem

Depois do sucesso do YOUCAT, está em fase final de tradução o "YOUCAT – Curso para o Crisma". Mas já está em preparação também o DOCAT. O nome é uma combinação do verbo inglês "fazer" e "Catecismo" (fazer alguma coisa). O novo instrumento descreverá, em 12 capítulos e numa linguagem jovem, a Doutrina Social da Igreja Católica e seu impacto nas áreas de trabalho, negócios, política, meio ambiente e paz.

O DOCAT terá o mesmo o design gráfico e formato do Catecismo Jovem. Segundo Bonacker Marco, colaborador do projeto, teólogo e Doutor em Ciências Sociais, "essa nova ferramenta também será baseada em perguntas e respostas, para que o jovem compreenda e se aproxime do que a Igreja ensina em sua Doutrina Social". Para isso, recentemente um grupo de jovens foram novamente convidados para durante um fim de semana fazerem um teste sobre o que está sendo elaborado. A obra também conta com colaboração e orientação do Cardeal Arcebispo de Munique, Reinhard Marx e do especialista em assuntos sociais e político, Norbert Blüm.

Seguindo a proposta da Nova Evangelização, o DOCAT pretende recordar aos jovens que sua principal tarefa enquanto cristãos em todo o mundo é também encher de Fé, Esperança e Caridade, os espaços, que pouco foram sendo instrumentalizados, esvaziados de sentido e dignidade. Documentos como a Encíclica "Rerum Novarum" do Papa Leão XIII, "Pacem in Terris" do Papa João XXIII, e outros dos papas João Paulo II e Bento XVI inspiram o novo subsídio.

A obra que será lançada pelo YOUCAT CENTER de Augsburg entre julho e outubro desse ano, é originalmente alemã. E o processo de concessão para os direitos de tradução e publicação é naturalmente lento. Sendo aprovado durante o curso do segundo semestre pelos órgãos competentes, (tanto a editora que detém os direitos autorais para a língua portuguesa, quanto a Conferência Episcopal Local), provavelmente o DOCAT chegará ao Brasil em 2014.


CIMI exige reassentamento de famílias que vivem em áreas dos Guaranis em SC

O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) divulgou nota para exigir a "imediata desintrusão da TI (Terra Indígena) Morro dos Cavalos", na região metropolitana de Florianópolis (SC). Os não índios precisam deixar a área para que a terra seja devolvida ao povo Guarani. O CIMI também exige que o governo estadual indenize os moradores atuais como autoriza o artigo  148A da Constituição Estadual. "A morosidade [no processo de indenização] permitiu que moradores retomassem o tumulto sobre o caso e estão se opondo a demarcação", acrescenta a nota. Veja a nota na íntegra.

"O Cimi Regional Sul vem a público manifestar-se pela imediata desintrusão da TI Morro dos Cavalos, com o pagamento das benfeitorias aos moradores não indígenas a devolução em definitivo da terra a comunidade Guarani. O Cimi requer também do governo do estado de Santa Catarina a regulamentação do Artigo 148A da Constituição Estadual a fim de reassentar ou indenizar pelas terras os ocupantes não indígenas, que fazem uso do espaço para sustentar a família. Ao persistir a morosidade na desintrusão o Cimi teme por mais violência conta a comunidade indígena.

A TI Morro dos Cavalos ou Itaty localizada no município de Palhoça/SC foi identificada em 2002, declarada em 2008, demarcada em 2011 e somente agora, em 2013, a comunidade poderá, enfim, tomar posse da terra tradicionalmente ocupada. A Funai publicou, em dezembro de 2012, a relação dos ocupantes não indígenas aptos a receber a indenização pelas benfeitorias. Ocorre que até o momento não procedeu com as indenizações, depois de vários descumprimentos de prazo prometeu para abril. Essa morosidade permitiu que moradores retomassem o tumulto sobre o caso e estão se opondo a demarcação.

No mês de fevereiro fecharam a BR 101, nos primeiros dias de março ocuparam a Assembleia legislativa a fim de pressionar a casa a manifestar-se contra a demarcação. Porém as ações não se restringem a argumentos e discursos, já que em fevereiro a tubulação de água que abastece a comunidade indígena foi cortada em 38 pedaços numa extensão de 2000 metros, em seguida a liderança e professores da comunidade começaram a receber ameaças de morte e de queima da casa. Na noite de ontem um não indígena invadiu a casa de um indígena, e só saiu quando a Policia foi acionada, quando esta chegou, ao invés do policial retirar o intruso, começou a questionar os indígenas, para saber quantos indígenas paraguaios viria morar na terra indígena.

O atual processo de identificação teve inicio em outubro de 2001. A publicação do resumo no Diário Oficial da União ocorreu em dezembro de 2002 e até abril de 2008, data da publicação da Portaria Declaratória foram realizados intensos debates sobre o direito a terra. O expediente utilizado por não indígenas é de que os Guarani são paraguaios, que em estando demarcada viriam 15 mil Guarani ocupar a terra; que irão impedir o fornecimento de água aos moradores; que vão destruir as matas da região, ou sejam argumento de cunho preconceituoso. A revista Veja em duas edições 2007 e 2010 publicou matérias dando vazão aos preconceitos, com títulos "Made in Paraguai: a Funai tenta demarcar área de Santa Catarina para índios paraguaios , enquanto as do Brasil morrem de fome".

Toda a extensão da terra era parque estadual, porém os moradores nunca foram indenizados. São cerca de 70 famílias com direito a indenização, porém inúmeros empresários desejam as terras para construção de empreendimentos turísticos e exploração dos mananciais.

Florianópolis, 21 de março de 2013."


Agência define visitação do bispo de Jataí (GO) às unidades prisionais da região

A Gerência da 6ª Regional Sudoeste da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep), com sede em Rio Verde, recebeu na terça-feira, 26/03, a visita do bispo de Jataí (GO), dom José Luiz Majella Delgado, que também é o presidente da Regional Centro-Oeste da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Durante a visita, o bispo e o gerente da 6ª Regional, Weber de Paula, acertaram um roteiro de visitas do religioso às unidades prisionais da região durante os próximos meses. No calendário acertado, dom Majella estará, no próximo sábado na Unidade Prisional de Jataí. A programação vai até o mês de maio quando as visitações terminarão no Centro de Inserção Social e na Casa de Prisão Provisória de Rio Verde.

De acordo com Weber, a aproximação da gestão prisional com a igreja é contribuidora do processo de reintegração social da pessoa presa. "Solicitei a aproximação entre a Igreja Católica e a Regional para que pudéssemos realizar projetos voltados para a população carcerária dessas unidades prisionais da região, focando principalmente na assistência religiosa, assim como prevê a Lei de Execução Penal


Novo Vigário da Caridade para a Diocese de Petrópolis (RJ)

Com missa celebrada na Catedral São Pedro de Alcântara, no dia 22 de março, o bispo da diocese de Petrópolis, dom Gregório Paixão, deu posse ao novo Vigário da Caridade, padre Rafael Soares. A Catedral ficou lotada com representantes de todas as pastorais sociais da diocese, amigos e familiares do padre Rafael. A missa foi concelebrada pelo padre José Augusto Carneiro, padre Jac, padre William e padre João Ricardo.

No início da celebração, padre Jac, pároco da Catedral São Pedro de Alcântara, fez a leitura da provisão de vigário da Caridade. Durante a celebração e ao final, os agentes das pastorais sociais manifestaram sua alegria pela nomeação do padre Rafael, que tem a tarefa de substituir padre Quinha, falecido no início deste ano.

A missão evangelizadora realizada pelos agentes das pastorais sociais é de suma importância para a Igreja diocesana. Dom Gregório, afirmou que nesta obra evangelizadora todos os diocesanos são chamados a trabalharem em comunhão. No final da celebração Viviane de Sousa Jordão, coordenadora diocesana da Pastoral Carcerária falando em nome das pastorais sociais fez uma homenagem de acolhimento e boas vindas ao padre Rafael.

Padre Rafael confiou sua nova missão a Virgem Santíssima, afirmando que ao aceitar o convite de dom Gregório, aceita com total desprendimento esta nova missão confiada pela Igreja. Ele contou que antes de ser sacerdote já tinha grande desejo em ajudar o padre Quinha e sua missão. "Sempre precisamos lembrar que a caridade é o maior de todos os dons de Deus, pois por ela nós conseguimos ver a presença de Deus em cada pessoa, aprendemos a ver todos como irmãos, assim como Jesus nos ensinou no Evangelho: Tudo que "fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes".

O novo Vigário da Caridade disse que essa missão existe para organizar cada vez mais a atenção que todos devem dar a todos que passam por alguma necessidade considerada como problema social. "Estão aí incluídos: os irmãos que vivem nas ruas, os dependentes químicos, os doentes, os encarcerados, os soropositivos, as jovens que pensam em aborto, os desempregados e as crianças necessitadas. Esses irmãos nossos precisam da nossa atenção especial, do nosso amor, para que sejam ajudados a superar a situação que vivem e, através dessa ajuda, descubram o amor de Deus" afirmou padre Rafael.


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terça-feira, 26 de março de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 26/03/2013

REFLEXÃO

Mesmo entre os discípulos de Jesus, a humanidade, com a sua fraqueza, falou mais alto nos momentos mais difíceis. Todos estão à mesa com ele, celebrando a Páscoa, mas ninguém está pronto para viver a Páscoa de Jesus. Judas Iscariotes abandona a mesa celebrativa para procurar os sumos sacerdotes e trair Jesus. Simão Pedro afirma que dará a vida por Jesus e, como resposta, ouve a profecia de que o negará três vezes ainda naquela noite. Com exceção de João, que esteve acompanhando Jesus até o alto do Calvário, todos os demais se dispersaram.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Serafim Faustino Spreafico, OFMCap, Bispo Emérito de Grajaú - MA
  • Dom Adélio José Tomasin, PSDP, Bispo Emérito de Quixadá - CE
  • Dom Franco Cuter, OFMCap, Bispo de Grajaú - MA

Ordenação Episcopal

  • Dom Adélio José Tomasin, PSDP, Bispo Emérito de Quixadá - CE
  • Dom Protogenes José Luft, SdC, Bispo de Barra do Garças - MT
NOTÍCIAS

8º Muticom: preparativos continuam na Arquidiocese de Natal

No último sábado (23), houve uma reunião com as equipes organizadoras do 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação, que será sediado pela primeira vez na capital potiguar, no período de 27 de outubro a 01 de novembro deste ano. A reunião, realizada em Natal na contou com a participação do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa , a assessora da Comissão, irmã Élide Maria Fogolari, a presidente da Signis Brasil, irmã Helena Corazza.

A proposta do encontro foi apresentar os encaminhamentos para a realização do evento, bem como, o planejamento para as próximas ações. Além dos representantes da CNBB e Signis Brasil, a reunião contou com a presença do arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha. Segundo dom Dimas, o evento foi bem organizado. "A equipe está no caminho certo. Esse encontro tem tudo para trazer uma contribuição representativa para os participantes", pontua.

De acordo com a irmã Élide Fogolari, a programação está estruturada, e com temas que suscitam um debate social acerca da comunicação. "As atividades estão muito bem distribuídas pelo número de dias de evento. Acreditamos que este encontro vai possibilitar uma troca significativa de experiências entre os comunicadores de todo o Brasil", frisa.

Para a irmã Helena Corazza, a avaliação do andamento das atividades para a realização do Mutirão é positiva. "De um modo geral, o evento está bastante organizado, tanto a parte acadêmica, litúrgica. A estrutura também é muito boa. Parabenizo a equipe pelo trabalho. Acreditamos também, que o trabalho de divulgação nas redes sociais, está sendo muito positivo, pois atrai um maior número de participantes para o encontro", destaca.

Em suas palavras, dom Jaime agradeceu pela presença de Dom Dimas, irmã Élide e irmã Helena, e falou que a Arquidiocese de Natal acolhe com alegria, os comunicadores que vem participar do Mutirão. "Como Arquidiocese, nós agradecemos pela confiança da CNBB, por escolher Natal para sediar este importante encontro, e agradecemos também a todos que se dedicam voluntariamente para a realização deste evento", ressalta.

O encontro foi realizado no Centro Pastoral da Paróquia de Nossa Senhora da Candelária, no bairro Candelária, das 08h30 às 12h.

Saiba Mais

O 8º Muticom é uma promoção da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, Signis Brasil, Arquidiocese de Natal, em parceria com as unidades acadêmicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN): Superintendência de Comunicação, Departamento de Comunicação, Centro Acadêmico Berilo Wanderley e Mestrado em Estudos da Mídia.

Realizado a cada dois anos em um estado brasileiro diferente, o evento propõe um debate sobre temas relacionados à comunicação, reunindo estudantes de comunicação, jornalistas, professores, pesquisadores, comunicadores populares e agentes de pastoral, para uma reflexão coletiva. 


Hora da Família 2013

Com uma edição mais dinâmica, belas ilustrações e harmoniosas cores, acaba de chegar o Hora da Família 2013. O tema deste ano é "A Transmissão e Educação da Fé Cristã na Família" considerando, especialmente, a responsabilidade dos pais. A reflexão também leva em conta o "Ano da Fé", instituído pelo Papa emérito, Bento XVI, a Campanha da Fraternidade e a Jornada Mundial da Juventude a ser realizada no final do mês de julho, no Rio de Janeiro.

O livreto tem sete encontros, sete celebrações, cantos, instruções sobre associação de famílias, a organização da própria Comissão Vida e Família da CNBB. Os temas compreendem o papel dos pais; os desafios que se apresentam; os valores que permanecem; educação pela presença; a presença dos pais com fortaleza e docilidade; iniciação cristã, como educação para a felicidade e, por último, a elaboração de projeto de vida pessoal e familiar.

Nas celebrações propostas, há sugestões para: dia das mães, dia dos pais, dia dos avós, ocasião de bodas e ocasiões para lembrar a necessidade da penitência e da reconciliação. No subsídio, a Comissão apresenta o plano de ação de todo o ano de 2013.

O"Hora da Família" é distribuído pela Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar - SECREN, pelos Casais regionais da Pastoral Familiar e ainda em algumas livrarias católicas. A publicação custa R$ 3,00 (três reais) e encomendas podem ser feitas por meio do telefone (61) 3443-2900 ou ainda pelo e-mail vendas@cnpf.org

 


Atingidos pelas chuvas em Petrópolis (RJ) recebem apoio da Igreja

As chuvas fortes na cidade Petrópolis (RJ) provocam um estado de alerta. Desde o último domingo, 17 de março, as chuvas deixaram 33 mortos e 1.090 pessoas desabrigadas ou desalojadas, segundo a prefeitura de Petrópolis. O Corpo de Bombeiros e o Exército trabalham nas buscas dos corpos, às margens da BR-040.

Os desabrigados ou desalojados continuam sendo atendidos em abrigos da cidade. A Secretaria Estadual de Saúde enviou kits calamidade contendo medicamentos, álcool, luvas, seringas, entre outros. Cada kit tem capacidade para atender 500 pessoas.

O Ministério Público ingressou no último dia 21 com uma ação para que a Prefeitura de Petrópolis, o governo do estado e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) façam obras para evitar o transbordamento dos rios Quitandinha e Piabanha, que provocaram enchentes na região.

O articulador da Cáritas na diocese de Petrópolis, Luiz Carlos Santos, contou que o sistema de socorro implantado pela prefeitura está funcionamento bem e todos os atingidos estão em abrigos da própria prefeitura. "Nesse episódio não houve necessidade de entrarmos com ajuda imediata por parte da igreja, chegaram muitas doações e todos estão abastecidos. Mesmo assim, realizamos visitas periódicas aos abrigos para dar um apoio espiritual para essas famílias", acrescentou.

Nesta segunda-feira, 25 de março, o bispo diocesano de Petrópolis, dom Gregório Paixão, presidiu uma missa pelos mortos nos deslizamentos causados pelas chuvas. Participaram da celebração a presidente Dilma Rousseff e do governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Em sua homilia, dom Gregório lembrou que todos devem agir para que tragédias semelhantes, que vem ocorrendo há anos, não se repitam.

"Mãos à obra, temos muito o que fazer para que no ano que vem não estejamos chorando por outras vítimas", conclamou. O bispo refletiu que a tragédia deve ensinar para que não haja tanta tristeza em futuros temporais. "As vítimas continuam gritando mesmo dentro do silêncio daquilo que chamamos de morte, e pedem pelos que ainda estão vivos".

Dom Gregório pediu que os governos municipal, estadual e federal se unam para que os efeitos das chuvas sejam menores. Ele ponderou que não há como resolver tudo de uma vez, mas se deve trabalhar de forma intensa desde já. Ele pediu ainda que empresários se unam aos governos para buscar soluções, e cobrou também participação de todos da sociedade civil. "Não resolveremos os problemas sozinhos", observou.


Diocese de São José dos Campos recebe símbolos da JMJ

Os símbolos da JMJ 2013, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora, presentes do Papa João Paulo II aos jovens, voltaram para o Regional Sul 1. No último dia 15 de março, os símbolos chegaram à Diocese de São José dos Campos (SP), trazidos de Cachoeiro do Itapemirim, no estado do Espírito Santo, onde permaneceram até o último dia 23. Seguindo a programação, foram entregues à Diocese de Caraguatatuba, no litoral norte paulista, onde permanecem até o Domingo de Páscoa. Na sequência, seguirão para as Dioceses de Taubaté e Lorena, e para a Arquidiocese de Aparecida antes de chegar ao Rio de Janeiro.

Na Diocese de São José dos Campos, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora foram levados à Cadeia Pública (Jacareí), à Fundação Casa (Unidade Tamoios) e ainda passou por escolas, creches, asilos e postos de saúde nos municípios de Jacareí, Santa Branca, Igaratá, Paraibuna e Monteiro Lobato, cidades que compreendem a Diocese de São José dos Campos. Também as paróquias fizeram vigílias, missas, via-sacra e procissões com grande participação da comunidade. Ponto alto da peregrinação foi o Bote Fé São José, realizado no dia 17 de março, com um público estimado de 18 mil pessoas. No dia do padroeiro, 19 de março, os símbolos da JMJ estiveram na Igreja Matriz São José, com missa presidida pelo bispo diocesano de São José dos Campos, dom Moacir Silva. Confira a cobertura completa da peregrinação dos símbolos da JMJ: www.facebook.com/Diocesenajmj.


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segunda-feira, 25 de março de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 25/03/2013

REFLEXÃO

A vida e as atitudes de Jesus sempre causaram reações contraditórias de aceitação ou rejeição. A morte de Jesus também não foi diferente. Para os principais dentre os judeus, a morte de Jesus significou a realização dos seus planos e uma vitória conquistada no sentido da manutenção da ordem estabelecida. Para o poder romano, não significou nada, pois ele foi mais um entre os muitos que são condenados à morte. Mas quem o amava, houve um momento de carinho e atenção à sua pessoa antes que a morte chegasse trazendo o sofrimento, a dor e a separação.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Antônio Wagner da Silva, SCJ, Bispo de Guarapuava - PR

Ordenação Episcopal

  • Dom José Moreira de Melo, Bispo de Itapeva - SP
  • Dom Agenor Girardi, MSC, Bispo Auxiliar de Porto Alegre - RS
  • Dom Aloísio Jorge Pena Vitral, Bispo de Teófilo Otoni - MG
  • Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, Bispo Auxiliar de Belo Horizonte - MG
  • Dom Rosalvo Cordeiro de Lima, Bispo Auxiliar de Fortaleza - CE
  • Dom Redovino Rizzardo, CS, Bispo de Dourados - MS
  • Dom João Bosco Barbosa de Sousa, OFM, Bispo de União da Vitória - PR
  • Dom Vito Schlickmann, Bispo Auxiliar Emérito de Florianópolis - SC
  • Dom Geremias Steinmetz, Bispo de Paranavaí - PR
NOTÍCIAS

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A Pastoral da Pessoa Idosa, Organismo vinculado à CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, fundada em 05 de novembro de 2004, tem por objetivo formar redes de solidariedade humana, fortalecendo o tecido social e contribuindo para melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas na família, buscando a compreensão de todas as dimensões do envelhecimento (física, psicológica, social e espiritual), gerando uma cultura de cuidado do ser humano em sua plenitude.

O trabalho essencial é a organização da comunidade e a capacitação de Líderes comunitários que ali vivem, para que, cada líder capacitado, fortalecido em sua fé e no seu compromisso social, assuma voluntariamente o acompanhamento por meio da visita domiciliar, a uma média de 10 pessoas idosas nas famílias vizinhas, em ações preventivas, adotando bons hábitos na área da saúde, nutrição, educação e cidadania, estimulando a sociabilidade, evitando ou reduzindo o grau de isolamento e abandono.

Para a Pastoral continuar com esse trabalho é necessário sua contribuição!


Dom Erwin Kräutler é Doutor Honoris Causa da UFPA

Por uma história de vida marcada por lutas em favor de causas sociais e ambientais na Amazônia, o bispo da prelazia do Xingu, dom Erwin Kräutler, recebeu da Universidade Federal do Pará (UFPA) a maior honraria existente no meio acadêmico: o título de doutor honoris causa. A solenidade de entrega do diploma ao bispo foi realizada nesta quinta-feira, 21 de março, no auditório do Sesi, no município de Altamira.

Professores, alunos, autoridades municipais e religiosas acompanharam as homenagens a dom Erwin. O diploma foi entregue pelo reitor da UFPA, Carlos Maneschy, que destacou o significado da homenagem ao bispo. "Dom Erwin é um doutor no sentido mais pleno da palavra. Doctor, aquele que excede em competência e talento aquilo que faz e causa. E a UFPA, por estar intrinsecamente ligada às questões sociais, à defesa de direitos e à transformação de vidas para melhor, tem esses valores associados a dom Erwin".

O título é atribuído à personalidade que se destacou pelo saber ou pela atuação em prol das artes, das ciências, da filosofia, das letras, da promoção da paz, de causas humanitárias ou ações de serviço que transcendam família, pessoas ou instituições, servindo de exemplo para a comunidade acadêmica e para a sociedade em geral.

A trajetória de luta do bispo foi relembrada por amigos, ex-alunos e admiradores. Cada um relatou a experiência que teve ao lado de dom Erwin, como a coordenadora do Campus de Altamira, Maria Ivonete Coutinho. "Eu conheci o bispo em 1978, quando estudava em um convento e pude acompanhá-lo em várias visitas às comunidades carentes da região. A partir daí, passei a admirar seu trabalho", conta.

Reconhecimento nacional e internacional - A professora Ana Tancredi, do Instituto de Ciências da Educação (ICED/UFPA), apresentou em seu discurso o histórico de lutas e do reconhecimento nacional e internacional do trabalho de dom Erwin. "Esta comenda que a UFPA concede a dom Erwin se soma a dezenas de outros títulos e premiações que ele já recebeu, no Brasil e no exterior, por se destacar pela defesa dos Direitos Humanos, dos povos indígenas e do meio ambiente. Isso evidencia o alcance e a importância para a sociedade como bispo e como cidadão engajado nas causas sociais".

O procurador da República, Felício Pontes Junior, também destacou as lutas do bispo em defesa dos direitos dos povos indígenas e da Amazônia. Ele lembrou a atuação do bispo quando este assumiu o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e passou a ser um dos mais importantes defensores das causas indígenas, sobretudo na defesa do território, tão cobiçado por madeireiros, grileiros e empresas.

Sua atuação à frente do Cimi colaborou para a inclusão dos direitos dos povos indígenas na Constituição Brasileira em 1988 e para elevar a consciência dentro da Igreja sobre esses direitos. A atuação do bispo também se fez presente na luta por melhorias nas condições de vida de moradores da região do Xingu e contra a construção da barragem de Belo Monte. "Nenhum órgão de Justiça deixou de ser cobrado por ele. Nunca se deixou intimidar pelas ameaças que recebeu e, por isso, deixa seu nome marcado na história deste Estado", disse o procurador.

Defesa dos excluídos - Diante de tantas declarações e homenagens sobre sua atuação, dom Erwin Kräutler se emocionou e falou da honra de estar recebendo o título da UFPA. "Não é um prêmio ou um título a mais. É um reconhecimento único porque é do meu Pará. Receber esta homenagem da UFPA significa que esta instituição de peso acompanha e apoia o meu engajamento, a minha luta em defesa dos excluídos. Agradeço em nome de todas as pessoas que deram o melhor de si e que lutaram comigo, como homens, mulheres, jovens, crianças, enfim, compartilho com eles essa homenagem", finalizou.


Diocese de Tubarão promove atualização do Sistema de Gestão Canônico Pastoral

A coordenação de Pastoral da diocese de Tubarão (SC) promoveu no dia 21 de março, na Casa de encontros dos Anselmo (CEDA), um curso de capacitação para atendentes paroquiais e padres, para o uso do programa de Sistema de Gestão Canônico Pastoral (SGCP).

O objetivo do curso foi melhorar a comunicação e interação eletrônica das paróquias entre si e com a cúria. Durante o curso os participantes aprenderam como utilizar o programa e sanaram dúvidas a respeito da atividade.

O bispo da diocese de Tubarão (SC), dom João Francisco Salm também esteve presente e destacou que "é impensável trabalhar em qualquer instituição, hoje, e não saber lidar com a tecnologia, os benefícios oferecidos pela informática".

A próxima etapa do curso está prevista para o dia 8 de agosto.


Presidente da CNBB diz que visita do Papa a Aparecida será breve

O portal de noticias G1 publicou neste domingo, 24 de março, matéria com as palavras da homilia da missa de Ramos e as respostas dadas aos jornalistas pelo cardeal dom Raymundo Damasceno na primeira Entrevista Coletiva concedida pelo arcebispo de Aparecida depois de voltar de Roma.

Eis a matéria do portal G1:

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida (SP), dom Raymundo Damasceno Assis, participou de sua primeira celebração no Brasil na manhã deste domingo (24) após participar do conclave que elegeu o Papa Francisco, como líder máximo da igreja católica. O religioso desembarcou no país neste sábado (23).

Presidindo a missa de Ramos – que marca o início da Semana Santa para os católicos – o cardeal brasileiro falou aos romeiros do Santuário Nacional sobre a experiência no período em que esteve no Vaticano. "Levei ao Santo Padre, bispo emérito Bento XVI, o agradecimento pelo exercício. Levei nossas orações, os agradecimentos em nome de todas as igrejas do Brasil, e ele também nos agradeceu. Também dei ao Papa Francisco nossos cumprimentos. Ele pediu a todos que rezassem por ele nesta missão, tão exigente. O nome que escolheu demonstra a maneira que ele quer conduzir a igreja ", disse aos mais de 15 mil participantes da missa. A previsão é que Basílica receba até 70 mil pessoas neste domingo, segundo a assessoria.

Após a celebração, dom Raymundo concedeu uma coletiva de imprensa ao lado do bispo auxiliar de Aparecida, dom Darci Nicioli, onde falou mais sobre como foi o conclave e os desafios que o Papa Francisco vai ter no comando da igreja. O presidente da CNBB brincou com os prognósticos dados antes do conclave.

"Fiz uma previsão que na quinta ou sexta já teríamos Papa, mas o conclave se adiantou um pouco. Na noite do segundo dia já tínhamos o nome. Pelas pesquisas, pela Bolsa de Londres, o Papa seria outro. E após 500 anos da igreja na América Latina, temos um Papa latino", brincou.

Sobre o pontificado de Francisco, dom Raymundo afirmou que a forma de o Santo Padre conduzir a igreja vai ser norteada pelo 'documento de Aparecida', que foram escritos da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, realizado na cidade em maio de 2007, que teve como o principal elaborador o então cardeal arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio.

"O documento de Aparecida vai ser ainda mais divulgado com ele como Papa, já que ele foi o principal responsável pela elaboração. Ficou por aqui 20 dias e disse que guarda as melhores recordações da cidade. O presente dele para Dilma [Rousseff, presidente do Brasil], para Cristina [Kirchner, presidente da Argentina], foi o documento de Aparecida, certamente este documento vai influenciar no seu magistério, na forma com que ele conduz a igreja, já que nele, citava muito a questão da igreja pobre", disse.

Visita do Papa a Aparecida Sobre a visita ao Santuário Nacional do pontífice, o arcebispo ainda não teve a confirmação oficial da data por parte do Vaticano. Neste domingo (24), durante a celebração de Ramos em Roma, o Papa Francisco confirmou que vai vir à Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no Rio de Janeiro, entre os dias 23 e 28 de julho.

"Não temos ainda qual será a atividade dele aqui, se será antes ou depois da JMJ. Mas, nós aguardamos, porque de certa forma, visitar Aparecida é como visitar todo o Brasil, porque aqui está a padroeira. Mas não há ainda uma confirmação por parte da Santa Sé, que ele venha para cá, e por isso ainda não tomamos nenhuma iniciativa", revelou o arcebispo.

Dom Raymundo acredita que a estadia do Santo Padre será breve e que o Santuário Nacional estará preparado para receber Francisco. "Certamente será uma visita rápida, breve. Se ele vier mesmo, temos todas as condições para recebê-lo aqui dentro do santuário. A cidade pode melhorar alguma coisa, mas não com grandes obras como as que antecederam a visita de Bento XVI", finalizou o arcebispo.

O bispo auxiliar dom Darci Nicioli falou sobre a estrutura que aguarda o Papa Francisco em caso de visita à Basílica. "Nós ainda não sabemos se ele virá de passagem ou vai se hospedar aqui. Caso ele fique, seria a mesma estrutura do Bento XVI. Ele dormiria no Seminário Bom Jesus. A estrutura básica está pronta", garantiu.

Nicioli disse ainda que a cidade poderia receber melhorias para receber a visita do pontífice, como por exemplo, no sistema viário que dá acesso à Basílica. "A estrutura pode ser melhorada. Nós gostaríamos que o sistema viário no entorno do santuário atendesse à necessidade do público que aqui vem. Nós conseguimos que a feira seja transferida para um local especifico e com isso será liberada a rodovia que passa no entorno do santuário. Certamente algum investimento deve vir para a cidade, na vinda do Papa, mas principalmente é uma questão de organizar melhor. Aparecida já recebeu em um único dia 230 mil pessoas [em 15 de novembro de 1996]. Hoje a estrutura é melhor e certamente comporta um número grande de fiéis que venham até o papa". disse.

Francisco será o terceiro pontífice a passar pelo templo mariano. As outras visitas ocorreram em 1980 e em 2007, e foram feitas pelos seus antecessores João Paulo II e Bento XVI, respectivamente.


Considerações sobre a nota do CFM a respeito do aborto

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, divulgou nesta sexta-feira, 22 de março, algumas considerações a respeito de uma nota publicada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que apoia o direito de aborto até a 12ª semana de gestação. A seguir, a íntegra da mensagem.

 

 

 

 

 

Brasília, 22 de março de 2013

CEPVF Nº 0164/13

 

CONSIDERAÇÕES SOBRE A NOTA DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA A RESPEITO DO ABORTO

 

Causou surpresa à sociedade brasileira a decisão tomada pelo Conselho Federal de Medicina, durante o I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina, favorável à interrupção da gravidez até a 12ª semana, como prevê a proposta do novo Código Penal, em discussão no Senado Federal. As imediatas reações contrárias a esse posicionamento demonstram a preocupação dos que defendem a vida humana desde sua concepção até a morte natural. Merece, por isso, algumas considerações.

O drama vivido pela mulher por causa de uma gravidez indesejada ou por circunstâncias que lhe dificultam sustentar a gravidez pode levá-la ao desespero e à dolorosa decisão de abortar. No entanto, é um equívoco pensar que o aborto seja a solução.

Nossa civilização foi construída apostando não na morte, mas na vitória sobre a morte. Por isso a Igreja criou hospitais, leprosários, casas para acolher deficientes físicos e psíquicos. Recorde-se, em época recente, a figura das Bem-aventuradas Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce dos pobres, bem como os milhares de pessoas que, quotidianamente, se dedicam a defender e promover a vida humana e sua dignidade.

As constituições dos principais países ocidentais apresentam uma perspectiva claramente favorável à vida. A Constituição Federal do Brasil, em seu artigo 1º, afirma que a República Federativa do Brasil tem como um de seus fundamentos a dignidade da pessoa humana. E, no seu artigo 5º, garante a inviolabilidade do direito à vida.

Ajuda a evitar o aborto a implantação de políticas públicas que criem formas de amparo às mulheres grávidas nas mais variadas situações de vulnerabilidade e de alto risco, de tal modo que cada mulher, mesmo em situações de grande fragilidade, possa dar à luz seu bebê. Esta solução é a melhor tanto para a criança, que tem sua vida preservada, quanto para a mulher, que fica realizada quando consegue ter condições para levar a gravidez até o fim, evitando o drama e o trauma do aborto.

O Conselho Federal de Medicina ao se manifestar favorável ao aborto até 12 semanas parece não ter levado em consideração todos os fatores que entram em jogo nas situações que se pretendem enfrentar. Sua decisão, que não contou com a unanimidade dos Conselhos Regionais, deixa uma mensagem inequívoca: quando alguém atrapalha, pode ser eliminado.

Para justificar sua posição, o CFM evoca a autonomia da mulher e do médico, ignorando completamente a criança em gestação. Esta não é um amontoado de células sem maior significado, mas um ser humano com uma identidade biológica bem definida; com um código genético próprio, diferente do DNA da mãe. Amparado no ventre materno, o nascituro não constitui um pedaço do corpo de sua genitora, mas é um ser humano vivo com sua individualidade. A esse respeito convergem declarações de geneticistas e biomédicos.

Todos esses fatores precisam ser considerados no complexo debate sobre o aborto, reconhecendo os direitos do nascituro, dentre os quais o direito inviolável à vida que vem em primeiro lugar.

Que os legisladores sejam capazes de considerar melhor todos os aspectos da questão em pauta e que seja possível um diálogo efetivo, com abertura para alargar o uso da razão. O uso apropriado da mesma não descartaria nenhum fator, reconhecendo os direitos do nascituro, o primeiro deles, o direito inviolável à vida. Deste modo, será possível legislar em favor do verdadeiro bem das mulheres e dos nascituros, e se consolidará o Estado democrático, republicano e laico, que tanto desejamos.

 

+ João Carlos PetriniBispo de Camaçari-BAPresidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família/CNBB

 


O encontro histórico entre Papa Francisco e Bento XVI: "Somos irmãos"

O Papa Francisco encontrou-se neste sábado, 23, pela primeira vez com seu predecessor, o Papa emérito, Bento XVI, em Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma. Ao meio-dia Francisco se dirigiu de helicóptero à pequena cidade para o encontro com o Papa emérito onde almoçaram juntos num fato sem precedentes na história da Igreja.

Após um voo de 20 minutos o Papa Francisco aterrissou no heliporto das Vilas Pontifícias de Castel Gandolfo, acolhido pelo Papa emérito Bento XVI. Presentes também o Bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro e Saverio Petrillo, Diretor das Vilas Pontifícias e Dom Georg Gänswein. Papa Francisco e Bento XVI utilizaram o mesmo automóvel para chegar até a Residência Pontifícia.

Segundo o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, o helicóptero papal aterrissou às 12h15, hora de Roma. O Santo Padre estava acompanhado pelo Substituto da Secretaria de Estado, Dom Becciu, por Mons. Sapienza e por Mons. Alfred Xuereb.

Apenas o Papa tocou terra, Bento XVI se aproximou dele e houve um abraço belíssimo entre os dois, disse Pe. Lombardi. Na Residência Apostólica os dois protagonistas deste histórico encontro foram até o apartamento e imediatamente à capela para um momento de oração.

Na capela, o Papa emérito ofereceu o lugar de honra a Papa Francisco, mas esse disse: "Somos irmãos", e pediu que se ajoelhassem juntos no mesmo banco, contou Pe. Lombardi. Após um breve momento de oração, se dirigiram para a Biblioteca privada, e por volta das 12h30, teve início o encontro reservado que durou cerca de 45 minutos.

Padre Lombardi destacou ainda que o Papa emérito estava vestindo uma simples batina branca, sem faixa e sem capa; ao invés Papa Francisco usou uma batina branca com faixa e capa.Presentes ainda no almoço os dois secretários, portanto, Dom Georg e Mons. Xuereb.

Padre Lombardi referiu também que Papa Francisco presenteou Bento XVI com um ícone de Nossa Senhora da Humildade. O Santo Padre explicou a Bento XVI que "esta Nossa Senhora é a da Humildade, e eu pensei no senhor e quis dar-lhe um presente pelos muitos exemplos de humildade que nos deu durante o seu Pontificado", destacou Papa Francisco.

Desde o dia 28 de fevereiro, Bento XVI reside neste local, onde acompanhou a eleição do Cardeal Bergoglio como Sumo Pontífice, e aguarda o fim das reformas no mosteiro Mater Ecclesiae dentro do Vaticano.

Papa Francisco, nos seus discursos, tem manifestado palavras de afeto a Bento XVI, chamando-o, seguidamente de "meu Predecessor, o querido e venerado Papa Bento XVI". 

Já na sua primeira aparição no balcão central da Basílica de São Pedro disse "Rezemos pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e a Virgem Maria o proteja".

Após o almoço Papa Francisco retornou ao Vaticano.


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