quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 29/11/2012

REFLEXÃO

A libertação verdadeira da pessoa humana é fruto de dois elementos importantes: o primeiro é o seu compromisso pessoal e comunitário com o Reino de Deus e com a comunidade à qual pertence, de modo que a sua vida passa a ser uma constante luta histórica de transformação da realidade tendo como critério os valores do Evangelho; o segundo é a confiança inabalável da presença atuante de Deus na sua vida e na história dos homens como o grande parceiro que está ao lado dos que assumem a luta por um mundo novo. Somente a união entre esses dois elementos pode garantir um processo histórico verdadeiramente libertador.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Remídio José Bohn, Bispo de Cachoeira do Sul - RS
NOTÍCIAS

Publicados textos de Ratzinger sobre o Concílio

Bento XVI acaba de publicar os seus "escritos conciliares", evocando os 50 anos do Vaticano II (1962-1965), anunciou nesta quarta-feira, 28 de novembro, o coordenador da obra. "Como sétimo volume da 'opera omnia' (obras completas), foi publicada agora a coleção, numa síntese de tipo cronológico e organizado, dos escritos de Joseph Ratzinger sobre os ensinamentos do Concílio, que coincide com o cinquentenário do Vaticano II", escreve o arcebispo alemão Gerhard Ludwig Muller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (Santa Sé), na edição italiana do jornal do Vaticano, 'L'Osservatore Romano'.

O então jovem padre Ratzinger, professor de Teologia Fundamental, chegou ao Concílio como consultor do arcebispo de Colônia (Alemanha), cardeal Josef Frings, antes de ser nomeado perito teológico. A introdução à compilação de textos, assinada pelo Papa, foi publicada numa edição comemorativa do jornal da Santa Sé, 'L'Osservatore Romano', no dia 11 de outubro.

"Os padres conciliares não podiam e não queriam criar uma fé diferente ou uma nova Igreja, mas compreendê-las de um modo mais profundo e, portanto, renová-las verdadeiramente", disse o papa Bento XVI. A coleção dos escritos conciliares de Joseph Ratzinger é apresentada pela editorial Herder, da Alemanha, responsável pela publicação das obras completas do Papa.

O arcebispo Gerhard Ludwig Muller, que coordena a coleção, diz que Bento XVI "contribuiu para dar forma e acompanhou o Concílio Vaticano II em todas as suas fases". "Quem quiser entender o Vaticano II deve considerar com atenção todas as constituições, os decretos e as declarações porque só eles, na sua unidade, representam a herança válida do concílio. E no presente volume está documentado adequadamente, em toda a sua clareza e exatidão, também este passo decisivo no acolhimento do concílio", acrescenta dom Muller.

O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé diz que o sétimo volume dos escritos completos de Joseph Ratzinger reúne textos "dispersos", oferecendo assim ao leitor "um instrumento para compreender e interpretar o Concílio Vaticano II".

O Concílio Vaticano II foi inaugurado pelo Beato João XXIII em 11 de outubro de 1962 e reuniu mais de dois mil participantes de todo o mundo.


Brasil libera pagamento de visto para participantes da JMJ

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, confirmou nta quarta-feira, 28 de novembro, que não vão pagar pelo visto brasileiro os estrangeiros que vierem ao Brasil participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). O evento da Igreja Católica está marcado para julho de 2013. Na avaliação do Governo federal, a cobrança de taxas e a comprovação de renda, por exemplo, poderiam dificultar a vinda dos católicos para o evento. Devido à reciprocidade diplomática, no entanto, a medida libera os visitantes da taxa, mas os vistos ficam mantidos para estrangeiros de países que exigem o documento para entrada de brasileiros, como os Estados Unidos.

"Essa medida é motivada pelo nosso interesse em motivar a vinda de mais jovens, até pela condição econômica deles", disse Carvalho. "É a nossa contribuição para que o evento ocorra com o maior número possível de jovens", acrescentou, após encontro com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o organizador do evento, o arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta. A jornada deve reunir 2,5 milhões de pessoas na capital fluminense entre os dias 23 e 28 de julho do ano que vem.

A expectativa é que a maioria de visitantes seja de brasileiros ou de fiéis vindos de países latinos, mas também são esperados católicos de países asiáticos e africanos. De acordo com Carvalho, para identificar os jovens que vão entrar sem as taxas de visto, as dioceses vão enviar para as autoridades brasileiras os nomes dos participantes e o país de origem, que serão checados pelos órgãos de controle de imigração. "Bastará apresentar a identificação para serem liberados para entrar, dando inclusive agilidade na chegada", reforçou. Para não colocar em risco a segurança do país, o ministro da Secretaria-Geral acrescentou que os nomes serão verificados pelo sistema de defesa.

"Só serão liberados os jovens que vierem com a carta da diocese, o que facilita, mas evidentemente não podemos baixar a guarda e deixar de fazer as verificações de praxe nos nossos computadores", informou. A liberação do pagamento e até a dispensa do visto, com base na reciprocidade diplomática, é uma prerrogativa da Lei Geral da Copa e também será adota na Copa de 2014, segundo o ministro.

"Essa parceria que o governo fez com a Igreja Católica, faria com qualquer outra Igreja, ou com qualquer outro evento dessa magnitude que traga reforço da imagem e vantagem comercial", disse Carvalho. "Somos um Estado laico, mas podemos fazer isso", completou. No encontro, o Prefeito do Rio Eduardo Paes confirmou que o local da vigília e da missa de encerramento da Jornada Mundial foi trocado de Santa Cruz para Guaratiba. Os eventos vão ocupar duas fazendas na localidade de Mato Alto, na zona oeste.

Em troca da cessão dos terrenos, onde há criação de gado, serão feitas obras de infra-estrutura urbana, como drenagem e ruas. Estão também confirmados a missa de abertura, a passagem do Papa Bento XVI em carro aberto e a Via Sacra nos dias 23, 25 e 26, na Praia de Copacabana, na zona sul.


A CNBB e a Amazônia

A celebração dos 60 anos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB é uma oportuna ocasião para a Igreja na Amazônia renovar seu agradecimento e reconhecimento a esta benemérita instituição que congrega o episcopado brasileiro. Graças ao seu incondicional apoio, desde que foi criada em 14 de outubro de 1952, o grito dos bispos da Amazônia, emitido especialmente a partir de seus encontros iniciados meses antes da fundação da Conferência (junho de 1952), ecoou em todas as dioceses do país e, desde então, cresce a consciência de que a evangelização nesta vasta região brasileira é de responsabilidade de toda a Igreja no Brasil. Marca forte da unidade e da comunhão da Igreja na Amazônia, os encontros de seus bispos se constituíram num verdadeiro Cenáculo de onde o Espírito Santo tem inspirado e animado os pastores e todos os que com eles cumprem o mandato de Jesus: "Ide fazer discípulos entre todas as nações" (Mt 28,19).  A CNBB, presente já no segundo encontro realizado em janeiro de 1954, através de seu primeiro secretário, Dom Helder Câmara, dava uma inequívoca demonstração de sua corresponsabilidade no enfrentamento da sacrificada realidade amazônica que, àquela época como hoje, desafia a Igreja. No encontro de 1967, os bispos da Amazônia, estrangeiros em sua maioria, ao discutirem o papel da Igreja na SUDAM provocaram a ira de "nacionalistas extremados" que os classificaram de "brasileiros apenas de coração". A CNBB, por meio de sua Comissão Central, imediatamente, sai em defesa dos bispos: "Bastaria uma simples visita às missões, para reconhecer naqueles mensageiros de Deus, os mais ativos operadores da integração da Amazônia" . A presença da CNBB na Amazônia, nestes 60 anos, se fez sentir também em inúmeras outras iniciativas que confirmam seu compromisso com o povo amazônida, com sua fé, sua cultura, suas tradições, seus direitos, sua vida. Destaque-se, por exemplo, o primeiro Seminário sobre a Pastoral da Amazônia, realizado em 1971, no Rio de Janeiro. É neste contexto também de preocupação com a Amazônia que Manaus é escolhida, certamente com total apoio da CNBB, para sediar o Congresso Eucarístico Nacional, em 1975. Merece destaque ainda a 37ª Assembleia Geral da CNBB, em 1999, quando os bispos da Amazônia se fizeram ouvir por todos os bispos do Brasil através de sua mensagem ao Povo de Deus e ao Brasil intitulada "A Igreja e a Questão da Amazônia". Decisão da CNBB, no entanto, que impulsionou ainda mais o olhar da Igreja no Brasil para a Amazônia foi a criação, em 2003, da Comissão Episcopal para a Amazônia. Com o objetivo de animar o espírito missionário da Igreja e sensibilizar a sociedade brasileira em relação à Amazônia, esta Comissão tem sido responsável por inúmeras iniciativas voltadas para a evangelização da Amazônia. Da mesma forma, a realização da Campanha da Fraternidade, em 2007, com o tema sobre a Amazônia, não só aumentou a visibilidade desta região como também despertou o interesse de muitos em colaborar com a missão que aí se realiza. Há ainda duas outras iniciativas que emergem como fruto do comprometimento da CNBB com a Amazônia ao longo destes 60 anos de sua existência. O primeiro é a Semana Missionária da Amazônia, criada por iniciativa da Comissão Episcopal para a Amazônia, atualmente presidida pelo Cardeal Cláudio Hummes. A segunda é a construção do projeto "Missionários para a Amazônia". Aprovadas pela Assembleia Geral da CNBB de 2009, estas iniciativas buscam responder dois grandes desafios da Igreja na Amazônia: a falta de recursos financeiros e a falta de missionários. O apoio da CNBB é decisivo para vencer estes desafios. Em julho de 2012, Santarém (PA) sediou, mais uma vez, o encontro dos bispos da Amazônia, que celebrou os 40 anos do Documento de Santarém, resultado do mesmo encontro em 1972, cuja contribuição foi decisiva para pôr em prática o Concílio Vaticano II e o Documento de Medellín. A CNBB, reconhecendo a importância desse momento histórico para a Igreja na Amazônia, fez-se presente através de seu secretário geral, Dom Leonardo Ulrich Steiner,  expressando, assim, a comunhão e a unidade do episcopado brasileiro que, ao longo dos 60 anos da CNBB, tem dado o tom de sua relação com a Igreja na Amazônia. Estas são apenas algumas das muitas formas como a CNBB se fez e se faz presente na Amazônia. Recordá-las aqui, no contexto dos 60 anos da CNBB, é reviver a história desta Conferência que conquistou a credibilidade e o respeito da sociedade brasileira pelo seu compromisso com a vida de seu povo e a defesa dos direitos humanos, especialmente, dos pobres e excluídos. A Comissão Episcopal para a Amazônia se orgulha por fazer parte desta história. Parabéns, CNBB! Irmã Maria Irene Lopes dos SantosAssessora da Comissão Episcopal para a Amazônia

Juventude Franciscana promove 3ª Jornada Nacional pelos Direitos Humanos

"Estado, Saúde e Ecologia". Com este tema, entre os dias 01 e 10 de dezembro de 2012 a Juventude Franciscana (JUFRA) do Brasil estará realizando a 3ª Jornada Franciscana Nacional pelos Direitos Humanos. A coordenação do evento é da Subsecretaria Nacional de Direitos Humanos, Justiça, Paz e Integridade da Criação (DHJUPIC) da JUFRA, e ocorre na primeira semana de dezembro, culminado com o Dia Universal dos Direitos Humanos (10/12). A Jornada é nacional, mas as ações serão todas realizadas nas Fraternidades Locais da JUFRA a partir da sua realidade, ou pelas entidades que também desejarem promover e aderir à mesma. As ações são diversas, tais e quais encontros de formação, celebrações, gincanas, visitas solidárias, refeições fraternas e caminhadas.Tanto o tema, quanto o lema da 3ª Jornada, "Juventude Franciscana na construção da sociedade do Bem-Viver", convergem dos principais processos que a JUFRA do Brasil participou este ano: Campanha da Fraternidade, o Grito dos/as Excluídos/as, o Serviço Inter-Franciscano de Justiça, Paz e Ecologia-SINFRAJUPE, a Cúpula dos Povos, a 5ª Semana Social Brasileira, a parceria com a PJ e REJUMA, Enlace das Juventudes, etc.Para ajudar na realização da Jornada, foram publicados um cartaz e uma Cartilha com o método Ver-Julgar-Agir, com três encontros sobre: 1) "Estado: Para quê e para quem?" 2) "Saúde é Direito: A Vida em primeiro lugar!" e 3) "Ecologia: Por Justiça Socioambiental!"; e uma Celebração "O Reino de Deus floresce onde o Bem-Viver acontece!". Além disso, na Cartilha também se encontram subsídios para auxiliar no trabalho da Jornada e para aprofundamento nas temáticas, contatos dos Regionais e do Secretariado Nacional, bem como documentos importantes para a continuidade dos trabalhos nos quais a JUFRA está envolvida.A Juventude Franciscana do Brasil entende que só será um real serviço ao Povo de Deus, à medida que estiver profundamente inserida em sua vida, nas suas culturas, nos seus fracassos, nas suas lutas e nas suas esperanças, identificando-se cada vez mais com os anseios populares, à luz do Evangelho de Jesus Cristo, para que tudo tenha vida, e vida em abundância.

Pontifícias Obras Missionárias realizam Assembleia

Convocada pelo seu diretor Nacional, padre Camilo Pauletti, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) realizaram, nesta segunda-feira, 26, na sua sede em Brasília (DF), mais uma Assembleia Geral Ordinária. O orçamento do exercício 2013, a Campanha Missionária, o 3º Congresso Missionário Nacional, os trabalhos com a Infância, Adolescência e Juventude Missionária e a revisão dos estatutos da entidade, foram os principais assuntos abordados. Dom Sérgio Braschi, presidente da Comissão para a Ação Missionária da CNBB destacou a parceria entre os vários organismos em vista à Missão da Igreja no Brasil e reforçou a importância e a finalidade da Coleta Missionária realizada todos os anos no Dia Mundial das Missões. "O material é bom e se ele for bem utilizado vai reverter numa boa colaboração", observou o bispo. Na avaliação do padre Camilo Pauletti, em geral, o material da Campanha Missionária vem sendo apreciado pelas dioceses, paróquias e grupos de animação missionária Brasil a fora. "Em 2013 o tema será 'Juventude em Missão', em sintonia com a Campanha da Fraternidade, no ano em que o Brasil acolhe a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), na cidade do Rio de Janeiro", explicou. Segundo padre Marcelo Gualberto Monteiro, Secretário da Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária (JM), a ideia é trabalhar em sintonia com o Setor de Juventude da CNBB na preparação do material para colocar o tema da Missão na pauta da juventude. A produção dos subsídios já está em andamento. Padre Sávio Corinaldesi, Secretário da Obra de São Pedro Apóstolo recordou que "a CF chama a atenção para uma situação nacional enquanto que a Campanha Missionária reflete sobre o mesmo tema, mas em nível universal". Entre os meses de maio de 2013 e maio de 2014 acontece no Brasil o Ano da IAM para marcar os 170 anos de sua fundação. Segundo padre André Luiz de Negreiros, Secretário Nacional da IAM, há cerca de 30 mil grupos em todo o país. "Estão previstos congressos diocesanos, provinciais e estaduais, consagração das crianças e coleta do cofrinho culminando com a realização de um Congresso Continental da IAM em 2014, em Aparecida (SP)". Algumas iniciativas contam com a colaboração da Vida Religiosa Consagrada atuante em diversas realidades. Irmã Antônia Mendes, representante da CRB explicou que, aquela entidade apoia o trabalho que as congregações desenvolvem junto às crianças e adolescentes nas escolas católicas. Participaram da reunião, além do diretor e secretários das POM, o presidente da Comissão para a Ação Missionária da CNBB, dom Sérgio Braschi, representantes do Conselho Missionário Nacional (COMINA), dos Conselhos Missionários Regionais (COMIRES), da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), da Comissão para a Amazônia da CNBB e do Centro Cultural Missionário (CCM). As POM realizam anualmente duas Assembleias sendo que a próxima ficou agendada para o mês de fevereiro de 2013.

Arquidiocese de BH recebe das mãos do Papa ícone de Nossa Senhora

No dia 1º de dezembro, às 17h, em Roma, o bispo auxiliar dom João Justino de Medeiros Silva e uma comissão da Pastoral na Universidade, da Pontifícia Universidade Cotolica, de Minas gerais (PUC - MG), participam da solenidade presidida pelo papa Bento XVI da peregrinação dos universitários católicos ao túmulo do Apóstolo Pedro. O evento é organizado pela Congregação para a Educação Católica.

Na oportunidade, o papa irá entregar um ícone de Nossa Senhora da Sabedoria para a arquidiocese de Belo Horizonte, sede do próximo Congresso Mundial de Universidades Católicas, que será realizado na PUC Minas, entre os dias 18 e 21 de julho de 2013. O congresso integra as atividades da Semana Missionária de Belo Horizonte, que antecede a Jornada Mundial da Juventude. O ícone de Nossa Senhora, irá percorrer todas as universidades católicas do Brasil, até  julho de 2013, quando será apresentado na JMJ, no Rio de Janeiro.

Na véspera da peregrinação, dia 30, dom João Justino preside uma vigília na Basílica de São Paulo, em Roma, com o tema Maria, fonte de sabedoria.

Também participam da solenidade, representando a arquidiocese de Belo Horizonte, o coordenador-geral da Ação Pastoral Universitária, professor Camilo de Lelis Oliveira Santos Ribeiro, a estudante do curso de Engenharia de Energia e integrante da comissão do Cmuc, Laís de Oliveira Assis, e os padres da Arquidiocese,  que estão estudando em Roma, Marcelo Apolônio Policarpo, Leonardo Pessoa Silva Pinto e André Erick Alves Ferreira.


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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 28/11/2012

REFLEXÃO

Ganhar a vida eterna significa ser capaz de lutar no dia a dia pelos valores que a caracterizam. Mas os valores que caracterizam a vida eterna são completamente diferentes dos valores que caracterizam a nossa sociedade de hoje, sendo que a conseqüência dessa diferença é o conflito, que é seguido da perseguição, do ódio e, muitas vezes, da morte. Mas quem de fato acredita na vida eterna e a deseja ardentemente para si assume o projeto de Deus e os valores do Reino dos céus e luta constantemente por eles, não temendo a perseguição e desafiando até mesmo a morte, porque sabe que nada o separará da vida e vida em abundância.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Vito Schlickmann, Bispo Auxiliar Emérito de Florianópolis - SC
  • Dom Estanislau Amadeu Kreutz, Bispo Emérito de Santo Ângelo - RS
NOTÍCIAS

Pastoral Afro-brasileira faz parte do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial

O Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), que completa 10 anos de sua criação, encerra hoje, 28 de novembro, as atividades do biênio 2010/2012, cumprindo o papel inerente de propor e analisar políticas públicas e de acompanhar e incentivar ações de promoção da igualdade racial e de enfrentamento do racismo.

A Pastoral Afro-brasileira, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participou desta gestão que se encerra. No dia 27, na 37ª Reunião Ordinária do CNPIR / Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), houve a posse do novo Conselho.

O padre Jurandyr Azevedo Araújo tomou posse, como representante da CNBB no Conselho, para o biênio 2012-2014, em solenidade presidida pela ministra Luiza Bairros e representante da Secretaria Geral da República e de outras autoridades.

O CNPIR é um órgão colegiado de caráter consultivo e integrante da estrutura básica da SEPPIR. É composto por representantes de 22 órgãos do Governo Federal, de 19 entidades da sociedade civil, escolhidas por meio de edital público, e por três personalidades de reconhecida atuação na defesa das políticas de promoção da igualdade racial, indicados pela SEPPIR.

Grupo de Trabalho

O Grupo de Trabalho de Educadoras Negras se reuniu na Casa de Retiro Assunção, em Brasília, DF, nos dias 21 a 23 de novembro, na terceira reunião deste GT, coordenado pela Pastoral Afro-brasileira da CNBB.

Refletiram sobre a Lei 10639/03 sobre a obrigatoriedade do ensino da História Africana e Afro-brasileiro nas Escolas. A finalidade foi produzir um texto que será socializado para os Educadores, Escolas e Pastorais.

A partir do texto base da Campanha da Fraternidade – 2013 sobre a Fraternidade e as Juventudes, o GT apontou aspectos importantes para ser usado na educação.

Trabalhou a Carta Final do 7º CONENC de Londrina, PR, apontando ações para as práticas pedagógicas e indicações para uma articulação dos regionais. O Grupo planejou ainda ações para 2013.

Momentos oracionais foram pontos fortes no encontro. O grupo é composto de educadoras do Maranhão, Bahia, São Paulo, Minas Geais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.


Consep chama atenção do país para a seca no nordeste

Os bispos reunidos em Brasília, na última reunião do Conselho Episcopal Pastoral do ano, discutiram, na manhã desta quarta-feira, 28 de janeiro, a questão desafiadora da estiagem em várias partes do nordeste brasileiro. Debate intenso com a participação de todos os que presidem as comissões de pastoral da CNBB levantou vários aspectos da situação e os bispos vão emitir Nota Oficial sobre o assunto.

"A seca, normalmente, tem levado ao êxodo rural e essa é uma consequência séria dessa situação", afirmou dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB. Evitando a discussão das soluções técnicas, os bispos acentuaram a preocupação com o prolongamento da seca que exige a soma de esforços e de iniciativa de todos – governo, Igrejas, empresários, sociedade civil organizada – para garantir a superação de tamanha adversidade.

Outra preocupação manifestada pelos bispos e que deve estar contida na Nota Oficial que será apresentada na Entrevista Coletiva que será concedida a imprensa nas 11.30hs, na sede da CNBB em Brasília, nesta quarta-feira, é o risco do colapso hídrico urbano devido a falta de construção adequada de mecanismos de enfrentamento das estiagens nas cidades.


Pastoral da Criança presta contas ao Consep

Dr. Nelson Arns, coordenador internacional da Pastoral da Criança, apresentou o balanço geral das ações da Pastoral da Criança para os membros do Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A Pastoral da Criança, organismo de Ação Social da CNBB, tem compromisso com transparência e faz, regularmente, demonstrativos de superávit ou déficit de suas contas.

A Pastoral da Criança se submete a auditorias independentes sobre as demonstrações contábeis e todos os números de suas atividades em convênios com o governo são apresentados em portais de transparência. A Pastoral atua em todos os 26 estados e no Distrito federal. "Na medida que o serviço de saúde vai melhorando, há ainda necessidade do trabalho da Pastoral da Criança?", questiona o coordenador internacional. Como resposta, apresentou estudos que mostram que os cuidados nos primeiros 1.000 dias de vida são de fundamental importância para a saúde da vida inteira da pessoa. "A carga de doenças que se verifica na população adulta é causada por problemas na infância", conclui dr. Nelson.

O trabalho da Pastoral da Criança tem especial importância, basicamente, na ajuda às mães nessa fase dos 1.000 dias, ou seja, a gestação e os dois primeiros anos de vida. A grande força dessa Pastoral, como dizia sua fundadora, Dra. Zilda Arns, é a atuação dos líderes comunitários atuantes. No balanço feito no ano de 2011, a Pastoral da Criança contava com 122 mil líderes em todo o Brasil e uma média de mais de 1 milhão de famílias acompanhadas em todos os estados.


Coletiva de imprensa trata da última reunião do Consep de 2012

Durante os dias 27 e 28 de novembro, os bispos membros do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, estiveram reunidos, na sede da instituição, em Brasília (DF). O balanço das atividades da reunião foi apresentado, durante entrevista coletiva, realizada na manhã do dia 28 de novembro. Participaram da coletiva o presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno; o vice-presidente, dom José Belisário e o secretário geral, dom Leonardo Steiner.

Dom Damasceno apresentou uma breve síntese do que foi abordado durante o Consep. Um dos temas tratados foi a preparação da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que acontecerá em Aparecida (SP), em 2013. A novidade para a próxima Assembleia é que todos os bispos ficaram hospedados em apenas dois hotéis, na cidade do Romeiro, o que de acordo com o presidente, "propiciará uma melhor convivência entre os bispos".

Durante a coletiva, a Presidência da CNBB apresentou uma nota sobre a seca em várias regiões do Nordeste. O texto expressa a solidariedade a toda população que sofre com a intempérie, e que a situação "exige a soma de esforços e de iniciativas de todos: Governo, Igrejas, empresários, Sociedade Civil Organizada – para garantir às famílias a superação de tamanha adversidade".

Também foi abordado, na coletiva, questões referentes à Campanha da Evangelização, iniciada dia 25 de novembro e irá até 16 de dezembro, cujo objetivo é arrecadar fundos para as atividades da Igreja no Brasil. Com o slogan 'Evangeli.Já' – neologismo derivado da palavra evangelizar –, a iniciativa vem mostrar a urgência da evangelização e da cooperação de todos neste processo.

Cardeal Raymundo Damasceno também afirmou que já teve início a preparação de um Texto Base para a Campanha da Fraternidade de 2014, que tem como tema "Fraternidade e Tráfico Humano". Na oportunidade, foi lançado um livro "Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo", pelo Setor Mobilidade Humana da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, que servirá de subsídio para assuntos relacionados a tráfico de seres humanos e trabalho escravo.


Nota da CNBB sobre a seca no Nordeste

"Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos em apuros, mas não desesperançados" (2Cor 4,8)

Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -CNBB, reunidos em Brasília-DF, nos dias 27 e 28 de novembro de 2012, vimos manifestar nossa solidariedade aos irmãos e irmãs que sofrem com a seca no Nordeste. Esta situação, que se prolonga de forma desalentadora, exige a soma de esforços e de iniciativas de todos: governo, Igrejas, empresários, sociedade civil organizada - para garantir às famílias a superação de tamanha adversidade.

Os recursos liberados pelo governo e o auxílio das Cáritas Diocesanas e de outras entidades são, sem dúvida, imprescindíveis para o socorro imediato dos afetados por tão longa estiagem, considerada a pior nos últimos 30 anos. Estas iniciativas têm contribuído para diminuir a fome, a mortalidade infantil e o êxodo. Sendo, porém, a seca uma realidade do semiárido brasileiro, é urgente tomar medidas eficazes que possibilitem a convivência com este fenômeno. Considerem-se, para esse fim, o desenvolvimento de políticas públicas específicas para a região e o aproveitamento das potencialidades das populações locais.

Preocupa-nos o risco de colapso hídrico urbano devido à falta de planejamento para um adequado fornecimento de água. Especialistas na área vêm nos mostrando que há meios mais baratos e de maior alcance social do que os megaprojetos, como a transposição dos recursos hídricos do Rio São Francisco, construção de grandes açudes, dentre outros.

No meio rural, as cisternas para a captação de água de chuva, iniciativa da Igreja Católica, mostraram-se eficientes para enfrentar períodos de estiagem prolongada. É importante ampliar essa iniciativa e também investir na construção de cisternas "calçadão" para a produção de hortaliças. Já a aplicação dos recursos financeiros e técnicos necessita ser ampliada e universalizada, levando-se em conta o protagonismo das populações locais e de suas organizações, no campo e na cidade. Torna-se necessário o controle para que os recursos sejam otimizados e cheguem realmente aos mais necessitados. Um planejamento adequado pode garantir soluções permanentes e duradouras que assegurem as condições de vida digna para todos.

A fé e a esperança, distintivos de nossos irmãos nordestinos, animem seus corações nesta hora de sofrimento e de dor. "Esperando contra toda esperança" (Rm 4,18), confiem-se ao Deus da vida e por seu Filho clamem: "Fica conosco, Senhor, porque ao redor de nós as sombras vão se tornando mais densas, e tu és a Luz; em nossos corações se insinua a desesperança, e tu os fazes arder com a certeza da Páscoa" (DAp 554).

Que o Divino Espírito Santo e Maria iluminem e inspirem a todos na esperança e na construção do bem.

Brasília, 28 de novembro de 2012.

Cardeal Raymundo Damasceno AssisArcebispo de AparecidaPresidente da CNBBDom José Belisário da SilvaArcebispo de São Luís do MaranhãoVice-Presidente da CNBBDom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


Assessor da CNBB toma posse no Conselho Nacional da Promoção da Igualdade Racial

O Conselho Nacional da Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), que completa 10 anos de sua criação, encerrou em 28 de novembro as atividades do biênio 2010/2012. Sua função é propor e analisar políticas públicas e de acompanhar e incentivar ações de promoção da igualdade racial e de enfrentamento do racismo. A Pastoral Afro-brasileira da CNBB participou da gestão que se encerrou. Porém, durante a 37ª. Reunião Ordinária do CNPIR, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial houve a posse do novo Conselho. O Pe. Jurandyr Azevedo Araujo tomou posse, como representante da CNBB no Conselho, para o biênio 2012-2014. Compõem o conselho representantes de 22 órgãos do Governo Federal, de 19 entidades da sociedade civil, escolhidas por meio de edital público, e por três personalidades de reconhecida atuação na defesa das políticas de promoção da igualdade racial.

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 26/11/2012

REFLEXÃO

Muitas vezes somos injustos com as pessoas porque fazemos do elemento quantitativo a principal fonte dos nossos juízos e das nossas decisões em relação a elas. Assumindo os critérios do mundo, o número cada vez mais torna-se o principal critério para a nossa avaliação. Jesus nos mostra que diante de Deus, devemos pensar de forma diferente. Não é o quanto foi dado que manifesta a generosidade da pessoa, mas o como, o porquê e o significado da quantia que são realmente importantes, pois nos revela o relacionamento da pessoa com Deus e o seu envolvimento com ele.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Vilson Dias de Oliveira, DC, Bispo de Limeira - SP
  • Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro, Bispo de Oliveira - MG
  • Dom Alberto Johannes Först, OCarm, Bispo Emérito de Dourados - MS

Ordenação Presbiteral

  • Cardeal João Braz de Aviz, Arcebispo Emérito de Brasília - DF

Ordenação Episcopal

  • Dom Edgard Madi, Eparca de Nossa Senhora do Líbano em São Paulo dos Maronitas
  • Dom Tomás Balduino, OP, Bispo Emérito de Goiás - GO
NOTÍCIAS

Papa aos novos cardeais: "A Igreja é católica porque Cristo abraça toda a humanidade"

Bento XVI presidiu no sábado, 24 de novembro, a celebração do Consistório, na Basílica de São Pedro, em que criou seis novos cardeais.

São eles: dom James Michael Harvey, prefeito da Casa Pontifícia, que Bento XVI nomeou arcipreste da Basílica Papal de São Paulo Fora dos Muros; Sua Beatitude Béchara Boutros Raï, patriarca de Antioquia dos Maronitas (Líbano); Sua Beatitude Baselios Cleemis Thottunkal, arcebispo-mor de Trivandrum dos Sírios-Malancareses (Índia); dom John Olorunfemi Onaiyekan, arcebispo de Abuja (Nigéria); dom Rubén Salazar Gómez, arcebispo de Bogotá (Colômbia) e dom Luis Antonio Tagle, arcebispo de Manila (Filipinas).

Em sua fala, o Papa se deteve sobre o significado do termo católica, que indica um traço essencial da Igreja e da sua missão. "É Cristo que, pelo Espírito Santo, concede à sua Igreja que seja una, santa, católica e apostólica, e é ainda Ele que a chama a realizar cada uma destas qualidades. No nosso caso específico, a Igreja é católica, porque Cristo, na sua missão de salvação, abraça toda a humanidade", disse Bento XVI.

O Papa continuou: "Jesus envia a sua Igreja, não a um grupo, mas à totalidade do gênero humano para, na fé, o reunir num único povo a fim de o salvar, como justamente se exprime o Concílio Vaticano II na Constituição dogmática Lumen gentium - Ao novo Povo de Deus todos os homens são chamados. Este caráter universal aparece claramente no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo cumula da sua presença a primeira comunidade cristã, para que o Evangelho se estenda a todas as nações e faça crescer em todos os povos o único Povo de Deus", frisou o Santo Padre.

"No sulco e na perspectiva da unidade e universalidade da Igreja, situa-se também o Colégio Cardinalício: este apresenta uma variedade de rostos, dado que exprime o rosto da Igreja universal. Desejo, com este Consistório, pôr em evidência de modo particular que a Igreja é Igreja de todos os povos, e por conseguinte exprime-se nas várias culturas dos diversos Continentes. É a Igreja de Pentecostes, que, na polifonia das vozes, ergue um canto único e harmonioso ao Deus vivo", destacou o pontífice.

"Os novos Cardeais, que representam várias dioceses do mundo, ficam a partir de hoje agregados, a título muito especial, à Igreja de Roma e reforçam assim os laços espirituais que unem a Igreja inteira, vivificada por Cristo e cerrada em torno do Sucessor de Pedro. Ao mesmo tempo, o rito de hoje exprime o valor supremo da fidelidade", sublinhou ainda Bento XVI.

"Daqui para diante estareis unidos de forma ainda mais estreita e íntima com a Sé de Pedro: Especialmente através da vossa colaboração com os Dicastérios da Cúria Romana, sereis meus preciosos cooperadores antes de tudo no ministério apostólico a favor da catolicidade inteira, como Pastor de todo o rebanho de Cristo e primeiro garante da doutrina, da disciplina e da moral", frisou o Papa.

"Confiamos ao Senhor o novo serviço eclesial destes prezados e venerados Irmãos, para que possam prestar corajoso testemunho de Cristo, com o dinamismo edificante da fé e o sinal de um incessante amor oblativo", concluiu Bento XVI.


Projeto Missão Continental propõe Paróquia Missionária

O 3º Encontro Nacional da Missão Continental encerrou seus trabalhos nesta sexta-feira, 23 de novembro, com propostas para intensificar a animação missionária na Igreja local. O evento organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial, da CNBB, em parceria com o Centro Cultural Missionário (CCM) e as Pontifícias Obras Missionárias (POM) reuniu, desde o dia 19, em Brasília, 60 pessoas de todo o país para refletir sobre a paróquia em estado permanente de missão.

As contribuições dos assessores motivaram propostas para dinamizar a evangelização no interior das paroquiais e lançar a comunidade na missão além-fronteiras. Criar e fortalecer os Conselhos Missionários Paroquiais e Diocesanos (COMIPAs e COMIDIs), realizar as Santas Missões Populares e outras experiências semelhantes, planejar a pastoral de conjunto e implementar a setorização das paróquias, foram algumas das propostas indicadas.

Outra preocupação é a formação missionária das lideranças para que as paróquias se abram à missão além-fronteiras de forma organizada e articulada.

Segundo padre Sidnei Ferreira, assessor da CNBB para a Missão Continental, este 3º Encontro deu um salto de qualidade nos trabalhos. "Conseguimos reunir representantes de todos os Regionais da CNBB. Com isso, além de realizarmos reuniões com os bispos da Comissão fizemos um encontro de partilha com representantes dos Regionais o que nos deu uma ideia geral do trabalho em todo o Brasil", avaliou.

O assessor destacou ainda a importância da paróquia missionária. "Com relação a esse tema existe uma sensibilidade muito grande nas igrejas locais. Dioceses como Vitória da Conquista (BA), Itapetininga (SP) e Toledo (PR), por exemplo, enviaram vários representantes pensando em como implantar a paróquia missionária dentro do Plano Pastoral da diocese".

Para dom Adriano Ciocca Vasino, bispo da prelazia de São Félix (MT), a cada encontro realizado se evidenciam com maior clareza os objetivos, os meios e os métodos da Nova Evangelização. O bispo destaca ainda o envolvimento das dioceses no compromisso missionário. "O encontro foi muito positivo com muita participação e partilha de experiências. Creio que é necessário continuar a traduzir as ideias em práticas para que as dioceses assumam esse rosto missionário. A colaboração entre as POM, o CCM e a Comissão para a Missão da CNBB é um testemunho de comunhão. Parece uma equipe só trabalhando em setores diferentes. Precisamos fortalecer essa comunhão", sublinhou.

Rosângela de Souza Urt representou o Regional Oeste 1 da CNBB (Mato Grosso do Sul) onde coordena o COMIRE. "O Encontro ajudou a esclarecer sobre o que é a Missão Continental. Vimos como trabalhar esse projeto em todos os âmbitos, principalmente na paróquia. Estou voltando para o meu regional entusiasmada", destacou.

Padre Guido Labonté explicou que na arquidiocese de Manaus (AM), em 2010, realizou um Ano Missionário com várias iniciativas de evangelização. "Trabalhamos com o conhecido método Ver, Julgar e Agir. Primeiro procuramos entender o que é Missão, depois veio o tempo da análise e em seguida, do agir que foi o Congresso Missionário". Em nível regional, padre Guido informou que algumas Prelazias priorizaram o trabalho nas comunidades ribeirinhas. As comunidades do centro urbano enviam pessoal para acompanhar essas comunidades do interior.

O próximo Encontro Nacional da Missão Continental está programado para o mês de setembro de 2013.


Novo site da Vida Pastoral

Nesta segunda-feira, 26 de novembro, celebra-se a memória do Bem-aventurado Tiago Alberione, fundador dos paulinos e da Família Paulina. A Igreja no Brasil é historicamente beneficiada pelo trabalho desta congregação religiosa e uma iniciativa, de cunho pastoral, será tomada no dia de hoje.

 

Como um marco desta data, está sendo disponibilizado ao público pela Paulus editora o site da revista Vida Pastoral. O site torna acessível um vasto acervo de artigos da revista classificados por áreas temáticas: Bíblia, eclesiologia, temas pastorais, ministério presbiteral, cristologia, ciências da religião, sacramentos, liturgia, roteiros homiléticos, mariologia, Trindade, escatologia, temas de atualidade, temas sociais, espiritualidade, catequese, documentos e concílios, ecumenismo e diálogo inter-religioso.

Os textos podem também ser localizados por autor, por edição e por ano, bem como se podem baixar pdfs das edições dos últimos 3 anos. Os interessados podem acessar: www.vidapastoral.com.br

 


Pastoral Carcerária realiza Assembleia Nacional em Brasília

Os coordenadores e vice-coordenadores estaduais da Pastoral Carcerária reuniram-se no último final de semana (23 e 26/11) em Brasília (DF) para um Encontro Nacional, que teve como tema: "Qualificar e organizar a Pastoral Carcerária em busca da dignidade e da paz" com o lema iluminador "Eu vi, ouvi e desci para libertar meu povo". A assessoria do evento foi de Lourival Rodrigues da Silva, Mestre em Ciências da Religião e que atua na Casa da Juventude de Goiânia. Baseado num trabalho prévio de resgate da historia e da caminhada da Pastoral, o Encontro teve como objetivo geral rever e dar continuidade à sua proposta de Formação e Organização, considerando sua identidade, missão e objetivos para possibilitar uma evangelização que promova a dignidade, a vida, a cidadania e os direitos humanos da pessoa encarcerada. A partilha das experiências de vida, o debate das grandes linhas mestras da Pastoral Carcerária, os levantamentos das prioridades para a ação pastoral levaram os presentes a denunciar numa carta aberta alguns fatos preocupantes para a vida futura do povo brasileiro, como a volta do militarismo e o fantasma da soberania nacional; o investimento nas obras da copa acompanhado pela limpeza étnica e o encarceramento em massa; a construção de novos presídios em detrimento das políticas sociais; o aumento da tortura e a impunidade dos torturadores; a ineficácia do ministério público, da defensoria e a prevalência do interesse político partidário acima do bem público. "A conclusão destes dias os participantes voltam para seus respectivos estados reanimados para continuar a caminhada e renovando o compromisso de serviço aos mais pobres entre os pobres e aos mais excluídos entre os excluídos", afirma padre Gianfranco Graziola, coordenador da Macro Região Norte da Pastoral Carcerária.

A Campanha para a Evangelização

A Igreja existe para evangelizar. (...) Anunciar, por palavras e ações, Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida (Jo 14,6) (cf. GS, n.1). A CNBB, ao longo dos sessenta anos de sua existência, tem exercido importante serviço para a Igreja no Brasil, a fim de cooperar no exercício de sua missão de evangelizar. Esse serviço se torna ainda mais relevante, porque hoje ressoa em todo o corpo eclesial o apelo à conversão pastoral (cf. DGAE, n. 26) e ao empenho a favor de uma nova evangelização, impelida pelo amor a Cristo (cf. PF, n. 7). Dentre esses vários serviços prestados pela CNBB, destacamos a organização das campanhas. Elas se constituem em eventos evangelizadores e proporcionam às comunidades: formação a partir da reflexão de uma temática; despertam para ações transformadoras; organizam a solidariedade com uma coleta para finalidades específicas. As campanhas têm demonstrado grande poder de adesão e mobilização, com a participação dos Regionais da CNBB, das Dioceses e respectivas comunidades. Portanto, elas testemunham a comunhão da Igreja no Brasil e evidenciam a importância da subsidiariedade entre os diversos âmbitos de atuação eclesial. Neste texto, ressaltamos a Campanha para a Evangelização, a mais jovem dentre as campanhas promovidas pela Igreja no Brasil, instituída na Assembleia Geral dos Bispos de 1997 e realizada pela primeira vez no ano de 1998. Ela inicia-se na Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo e se estende até o terceiro domingo do Advento, quando nossas comunidades são chamadas a participarem da coleta para a evangelização. Essa campanha, que associa a Encarnação do Verbo de Deus e o nascimento de Jesus com a missão permanente de evangelizar da Igreja, mostra a todos os fiéis que eles são chamados a contribuir efetivamente no processo de evangelização, para que os valores que Jesus pregou no Evangelho se encarnem no cotidiano das pessoas e o Reino de Deus se torne palpável em nosso meio, proporcionando vida em abundância a todos. A Igreja, pela Campanha para a Evangelização, se dirige a todos os seus membros, mas quer despertar os leigos para o compromisso evangelizador decorrente da graça batismal e para a responsabilidade referente à manutenção das suas atividades pastorais. Seja atividades pastorais paroquiais e diocesanas, mais fáceis de serem identificadas pelos fiéis, seja atividades de âmbitos mais amplos, como das Regionais da CNBB e da própria CNBB Nacional, as quais dependem dessa colaboração dos católicos. A acolhida dessa mensagem da Campanha para a Evangelização, certamente, gera colaboração consciente na coleta para a evangelização, que ocorre no terceiro domingo do Advento. Coleta que se torna colheita dos frutos amadurecidos no Advento a serem colocados em comum e a serviço da Evangelização. E suas benesses ressoarão por toda a Igreja no Brasil, pois o arrecadado neste final de semana é dividido da seguinte forma: 45% permanece na própria diocese; 20% é encaminhado para os Regionais da CNBB; e os demais 35% para a CNBB Nacional.A Campanha para a Evangelização deste ano tem como lema: "Eu vi e por isso dou testemunho: Ele é o Filho de Deus" (Jo 1,34). Todos os fiéis precisam contribuir, à sua maneira, para o anúncio desta boa notícia, pois "há muitas pessoas que... vivem uma busca sincera do sentido último da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo" (PF, n. 10) e a vida é negada ou ameaçada por várias formas de banalização e desrespeito, como nos lembram as Diretrizes (cf. DGAE, n. 21). Nesse contexto, a Igreja é desafiada a suscitar nas pessoas o desejo de encontrar Jesus Cristo (cf. DGAE, n. 29) num tempo que o testemunho é valorizado (cf. DGAE, n. 33). Que a Campanha para a Evangelização faça ecoar entre nós o que escreveu recentemente o Papa Bento XVI: "esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade" (PF, n. 9). Diante disso, vemos que a Campanha para a Evangelização tem um papel importante a cumprir no contexto atual, para auxiliar a Igreja no cumprimento da sua missão evangelizadora e tornar mais vigoroso o seu testemunho. Agradeçamos ao nosso Deus por esta inspiração do Espírito Santo à Igreja no Brasil. Pe. Luiz Carlos Dias Secretário Executivo da Campanha para a Evangelização

Encontro da Pascom do Regional Sul 1 discute mídias digitais

O Instituto Pio XI, no alto da Lapa, em São Paulo (SP), acolheu, entre os dias 23 a 25 de novembro, o 18° Encontro Pastoral da Comunicação (PASCOM) do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo).

Dom Júlio Endi Akamine, bispo auxiliar de São Paulo, acolheu os participantes recordando o Decreto Inter Mirifica sobre os meios de Comunicação Social do Concílio Vaticano II. O bispo representou o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo e presidente do Regional Sul 1, que se encontra em Roma para o Consistório.

Entre as autoridades presentes no encontro participaram dom José Moreira de Melo, bispo referencial da Pascom; irmã Élide Fogolari, assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB; irmã Maria Celeste Ghislandi, assessora da Pascom em São Paulo e o padre Antônio Aparecido Pereira, vigário da Comunicação da arquidiocese de São Paulo.

No segundo dia de atividades, a doutora em comunicação, Carla Schwingel, especialista em Mídias Digitais, apresentou a parte lógica dos compartilhamentos dessas mídias, suas colaborações, estruturas e funcionamentos. A assessora reforçou a necessidade de entender a lógica do sistema e o processo de produção nas mídias digitais. "Assim, podemos partilhar valores e objetivos em comum na rede social, com leveza", conclui.

Ao abordar a temática do encontro, padre Gildásio Mendes, salesiano, de Campo Grande (MS), com especialização e experiência no uso das mídias digitais na evangelização, expôs experiências bem sucedidas utilizadas nas comunidades e em algumas pastorais. "Muitas possibilidades e desafios, mas juntos conseguimos superar e realizar uma comunicação para anunciar o Evangelho com muita qualidade e propriedade!", argumentou.

Experiências bem sucedidas

Após a exposição do padre Gildásio, alguns agentes de pastorais presentes também apresentaram algumas experiências positivas como o Sistema Diocesano de Comunicação, de São José do Rio Preto, Jovens Conectados, Rádio Cantareira, região episcopal Brasilândia e a produção de programas de TV, da diocese de Itapeva.

Para Paulo Giraldi, jornalista e editor chefe da Revista Conversa, os assuntos que foram debatidos nos mostra que temos propostas desafiadoras e realidades desconhecidas. Para ele, cabe a nós, enquanto comunicadores da Igreja, conhecermos esse mundo cibernético. "O mundo digital exige de nós mais ousadia, sair do lugar comum. Para produzir é preciso conhecer, estudar, entender e fazer. A assessora nos mostrou que sem o conhecimento e apropriação não é possível ser Igreja no mundo virtual".

O encontro reuniu cerca de 80 agentes da pastoral da comunicação das dioceses do Regional Sul 1.


Diocese de Jundiaí promove encontro com políticos de 11 cidades

A diocese de Jundiaí (SP) promoveu, no dia 22 de novembro, um encontro com políticos das 11 cidades que a compõem. Prefeitos, vereadores e assessores tiveram a oportunidade de interagir e abrir uma discussão sobre a importância de políticas públicas e a participação da sociedade no processo como um todo.

"Foi um encontro importante e positivo, que possibilitou a troca de ideias", avaliou o bispo de Jundiaí, dom Vicente Costa, lembrando que a 5ª Semana Social Brasileira, com o tema "Estado para que e para quem?", tem como proposta a reflexão sobre o papel do Estado na vida dos brasileiros.

O encontro realizado no auditório da Cúria Diocesana contou com a organização da Pastoral Fé e Política e reuniu, além de políticos da região, padres e representantes de outras pastorais sociais da diocese. Tendo como mediador Cláudio Nascimento, coordenador diocesano da Pastoral Fé e Política, vários participantes puderam manifestar-se publicamente. Houve uma breve exposição sobre a 5ª Semana Social, uma iniciativa da CNBB, que além da reflexão sobre a missão dos políticos, sugere a participação de debates sobre os rumos da sociedade em busca da construção do bem comum, através da prática participativa sobre o "Estado que temos e o que queremos". O evento nacional que finalizará o processo da 5ª semana ocorrerá em setembro de 2013.

A coordenadora da Cáritas Diocesana de Jundiaí, Maria Rosangela Moretti, destacou a importância da 5ª Semana Social, associando essa proposta de reflexão à realidade local. "Enquanto sociedade, precisamos dar os passos necessários, não dá para só esperarmos. Sou defensora de construir propostas conjuntas", disse Rosangela, enfatizando a necessidade de políticas públicas e diálogo entre os envolvidos.

Um dos pontos marcantes do encontro foi a exposição de trabalhos sociais, que visam a qualificação profissional, no município de Cabreúva. Os professores Rafael Mendes e Bárbara Almeida apresentaram detalhes sobre o Projeto Cabreúva do Futuro, por meio do Centro de Formação e Qualificação Profissional. Também o padre João Brito Campos, pároco da Paróquia Jesus de Nazaré, de Cabreúva, falou ao público sobre o trabalho desenvolvido pela Associação de Cultura, Formação e Promoção Humana do Vilarejo, realizado desde 1994 (Liceu Emaús).


Monsenhor Salm é ordenado bispo e toma posse em Tubarão (SC)

O padre João Francisco Salm foi ordenado e empossado bispo da Diocese de Tubarão (SC) no dia 24 de novembro, na Catedral diocesana. Ele é o sexto prelado, desde que a circunscrição foi criada em 1954, "sou o último com a responsabilidade de primeiro", citou ao falar pela primeira vez como bispo. Ele também pediu engajamento dos diocesanos nas ações relacionadas com o Ano da Fé, Cinquentenário do Concílio Vaticano II e na Jornada Mundial da Juventude de 2013 e atividades na comunidade."Procuremos formação bíblica, mergulhemos no Catecismo da Igreja Católica, celebremos cada vez melhor a liturgia. Participemos das pastorais, dos grupos de família, dos movimentos que integram a pastoral orgânica. Exercitemos a caridade, sobretudo para com os pequeninos. Trabalhemos muito para um novo despertar vocacional", disse o novo bispo.Ordenado em 1979, o monsenhor dedicou 28 anos à formação de outros padres. Ele também foi ecônomo e coordenador de pastoral. Quando se tornou administrador arquidiocesano até a posse do arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck ano passado, renovou a administração e reorganizou o patrimônio e a economia da cúria."Para nós em Florianópolis, há um primeiro sentimento de perda, mas, nos recuperamos logo, e transformamos isso num sentimento de grande alegria", disse na homilia Dom Wilson, o ordenante principal.O Subsecretário Adjunto de Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Francisco de Assis Wloch, que representou a presidência da instituição, acredita no sucesso do novo bispo pelo seu histórico. "Padre Salm foi alguém que teve sucesso em tudo o que fez. A arquidiocese perde, porque perde uma pessoa de bem, mas, ganha a Igreja e a Diocese de Tubarão com certeza absoluta".Para padre Vitor Feller, que o conhece desde quando entraram para o seminário aos 12 anos de idade, acredita que "será bastante feliz no seu episcopado porque tem capacidade de dialogar, é sereno e um homem de oração. Gostei muito que ele tenha escolhido como lema "ide para a vinha". É um lema bem pastoral, que revela a personalidade dele, o seu zelo apostólico e seu desejo de servir à Igreja" — analisou.Dom Salm afirma que tem como prioridade colocar em prática o plano Diocesano de Pastoral. "Esse trabalho foi feito ainda sob a orientação de Dom Wilson - transferido para Florianópolis - e prevê ações até 2020. Como o plano é recente, acredito que deva ter continuidade. Outro ponto é oferecer suporte e a colaboração para a causa da santificação de Albertina Berkenbrock", declarou o bispo a um jornal local.Os bispos ordenantes foram Dom Augustinho Petry, de Rio do Sul (SC) e Dom Vito Schlickmann, bispo auxiliar emérito de Florianópolis. Estiveram na celebração todos os bispos de Santa Catarina, padres de Tubarão e Florianópolis, o governador catarinense Raimundo Colombo e outras autoridades. Dezenas de familiares e amigos compareceram, como muitos fiéis das dioceses de Tubarão, Florianópolis, e Blumenau.

Regional Sul 1 promove Seminário da 5ª SSB e repercute ações de cidadania

O Seminário das Pastorais Sociais do Regional Sul 1 da CNBB, realizado nos dias 23 a 25 de novembro, repercutiu várias ações de cidadania que oferecerão subsídios importantes para a 5ª Semana Social Brasileira (SSB). Este seminário deu continuidade ao seminário realizado em março de 2012, em Embú das Artes (SP). Embora com pequena participação de agentes das Pastorais Sociais, o debate foi muito rico e mostrou o empenho de agentes da Igreja e membros da sociedade interagindo para uma nova Sociedade do Bem Viver, refletindo "O Estado que temos, e o Estado que queremos". Várias e excelentes ações de cidadania foram exibidas ao longo do encontro, partilhadas e discutidas por todos.Dom Mauricio Grotto de Camargo, arcebispo de Botucatu e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz no Regional participou de praticamente todo o Seminário. Também o bispo de Jundiaí, Dom Vicente Costa participou da abertura do seminário, acolhendo os participantes e dando as boas vindas.O encontro teve a assessoria do padre Nelito Dornelas, da equipe nacional da 5ª SSB, recebeu 32 pessoas. O assessor fez memória do primeiro seminário regional, de março de 2012, e afirmou estar acompanhando os trabalhos em todos os regionais e enalteceu as conquistas do Regional Sul 1 no campo da cidadania. Esta reflexão foi completada por Ari Alberti, que anunciou os propósitos da reflexão dos grupos. No plenário foram destacadas várias ações de cidadania. Esses projetos farão parte do documento final do Seminário que está sendo elaborado pela Equipe de Coordenação do Fórum das Pastorais Sociais, que vai se reunir no dia 5 de dezembro. Na missa da Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo e Dia do Leigo e da Leiga, celebrada no domingo 25/11, Dom Maurício enalteceu o trabalho dos leigos e das leigas, em especial nas pastorais sociais: "Graças ao trabalho de vocês é que a Igreja é muito bem representada na sociedade. Esperamos que a hierarquia da Igreja apoie esse trabalho e assuma junto para que haja menos pobreza, menos excluídos", disse na homilia.No final do Seminário, por sugestão de Dom Mauricio, foi aprovada a criação de página nas redes sociais, para que os agentes de pastorais, o clero, religiosas e religiosos tomem conhecimento do que foi refletido no Seminário da 5ª Semana Social no Regional Sul 1 e também apresentem seus trabalhos e sugestões. A página está disponível no Facebook como "SSB – Regional Sul 1", administrada por equipe de comunicação coordenada pelo diácono José Carlos Pascoal.

Igreja no Brasil celebra neste domingo a vocação e missão do laicato

No próximo domingo, 25 de novembro, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, a Igreja no Brasil recorda a vocação e missão de todos os batizados. É o dia Nacional dos cristãos leigos e leigas. Para o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, dom Severino Clasen, a atuação dos leigos cristãos na missão da Igreja é fundamental. "Queremos lembrar essa sublime vocação de animar a nossa Igreja, a sermos presença, sal e luz no mundo, através da vocação laica. Que sejam todos missionários, dentro e fora da Igreja, na construção de um mundo mais fraterno, justo e mais nobre".O Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) é o organismo de comunhão que congrega e articula as diversas formas de ação dos leigos na Igreja. O presidente do Conselho, Laudelino Augusto dos Santos, recorda os frutos da valorização do ministério dos leigos após o Concílio Vaticano II. "Hoje realizamos um trabalho importante para que o Reino de Deus aconteça na história, nas paróquias, comunidades, movimentos, e especialmente na sociedade". Confira, em vídeo, a íntegra da mensagem da CNBB e CNLB para esta data.

Bento XVI preside o quinto Consistório deste pontificado

O Vaticano divulgou o esquema de celebração do Consistório para a criação de seis cardeais neste sábado, 24 de novembro. Este é o quinto Consistório no Pontificado de Bento XVI. O rito de entrega do barrete e do anel vai ocorrer na Basílica de São Pedro, a partir das 11h (pelo horário de Roma), segundo divulgou o Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. Os novos cardeais são o patriarca libanês Béchara Boutros Raï, de 72 anos; o estadunidense Dom James Michael Harvey, de 63 anos, até agora Prefeito da Casa Pontifícia; Dom John Olorunfemi Onaiyekan, de 68 anos, Arcebispo de Abuja (Nigéria); Dom Rubén Salazar Gómez, com 70 anos, Arcebispo de Bogotá (Colômbia); Dom Luis Antonio Tagle, de 55 anos, Arcebispo de Manila (Filipinas); e o Arcebispo indiano Dom Baselios Cleemis Thottunkal, de 53 anos, que se vai tornar o mais jovem membro do colégio cardinalício.Após a proclamação das leituras e da alocução, Bento XVI vai ler a fórmula de criação e proclamará solenemente os nomes dos seis cardeais, para os unir com "um vínculo mais estreito à Sé de Pedro". Depois terá lugar a profissão de fé e o juramento dos novos cardeais, de fidelidade e obediência ao Papa e seus sucessores, "agora e para sempre". Cada um ajoelha-se, para receber o barrete cardinalício, que Bento XVI impõe "como sinal da dignidade do cardinalato", significando que todos devem estar prontos a comportar-se "com fortaleza, até à efusão do sangue".O Papa oferece ainda um anel aos novos cardeais para que se "reforce o amor pela Igreja", seguindo-se a atribuição a cada cardeal uma igreja de Roma (título ou diaconia) – que simboliza a "participação na solicitude pastoral do Papa" na cidade -, bem como a entrega da bula de criação cardinalícia, momento selado por um abraço de paz. Ainda no sábado, ocorrerão as visitas de cortesia aos novos cardeais, no Vaticano.No domingo, solenidade litúrgica de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, o Papa vai presidir à missa com os novos cardeais, a partir das 09h30, na Basílica de São Pedro, no horário de Roma.

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