sábado, 14 de maio de 2011

Prêmio Nobel

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EN: [ZP110513] O mundo visto de Roma



Um grande abraço
Jorge Damião



De: ZENIT <infoportuguese@zenit.org>
Enviada: sexta-feira, 13 de maio de 2011 23:12
Para: diarioportughtml@list.zenit.org
Assunto: [ZP110513] O mundo visto de Roma

Campanha de arrecadação de fundos 2011

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O mundo visto de Roma

Serviço diario - 13 de maio de 2011

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Maio - Mês de Maria (de Plinio Corrêa de Oliveira)

A piedade dos fiéis desde há muito consagrou o mês de Maio à devoção a Nossa Senhora, costume que a Igreja encorajou e abençoou de diversos modos. Sendo a verdadeira devoção mariana um dos pilares da espiritualidade do Prof. Plinio (1908-1995), pareceu-nos de toda oportunidade postar neste período numerosos documentos de sua lavra e dedicados a tão importante assunto para todos os católicos.

http://www.pliniocorreadeoliveira.info

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Em foco

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

EN: [ZP110511] O mundo visto de Roma



Um grande abraço
Jorge Damião



De: ZENIT <infoportuguese@zenit.org>
Enviada: quarta-feira, 11 de maio de 2011 20:49
Para: diarioportughtml@list.zenit.org
Assunto: [ZP110511] O mundo visto de Roma

Campanha de arrecadação de fundos 2011

Agradecemos de coração a todos que já participaram da Campanha de doações deste ano e a todos que têm expressado seu carinho por meio de e-mails e cartas. Se 3.200 dos 50.000 subscritores (ou seja, 6,4%!) fizerem uma doação, nós alcançamos a meta da edição em língua portuguesa (80 mil dólares). Você poderia integrar esse grupo de leitores e ajudar na continuidade desta obra de evangelização e formação humana?

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O mundo visto de Roma

Serviço diario - 11 de maio de 2011

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Mundo

Em foco

Audiência de quarta-feira

Documentação


Santa Sé


A oração mostra sede que homem tem do infinito, afirma Papa
Das cavernas à "era digital", homem busca sentido para sua finitude

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 11 de maio de 2011 (ZENIT.org) - O homem é religioso por natureza e a oração expressa esta necessidade profunda de encontrar sentido para a existência. Esta foi a reflexão do Papa Bento XVI durante a audiência geral de hoje, realizada na Praça de São Pedro.

Nesta segunda catequese do seu recém-começado ciclo sobre a oração, o Pontífice quis aprofundar na natureza da oração, que é muito mais do que um rito ou uma fórmula.

"Vivemos em uma época na qual são evidentes os sinais de secularismo. Parece que Deus desapareceu do horizonte de muitas pessoas ou que se tornou uma realidade diante da qual se permanece indiferente", afirmou.

No entanto, ao mesmo tempo, há "muitos sinais que nos indicam um despertar do sentido religioso, uma redescoberta da importância de Deus para a vida do homem, uma exigência de espiritualidade, de superar uma visão puramente horizontal, material da vida humana".

Citando sobretudo o Catecismo da Igreja Católica, o Papa explicou que o homem "é religioso por natureza" e "sente a necessidade de encontrar uma luz para dar resposta às perguntas que têm a ver com o sentido profundo da realidade - resposta que ele não pode encontrar em si mesmo, no progresso, na ciência empírica".

"O homo religiosus não emerge somente do mundo antigo, mas atravessa toda a história da humanidade", disse. "O homem "digital", assim como o das cavernas, busca na experiência religiosa os caminhos para superar sua finitude e para assegurar sua precária aventura terrena."

O homem espera das diversas religiões "resposta para os enigmas da condição humana, os quais, hoje como ontem, profundamente preocupam seus corações", acrescentou, citando a declaração Nostra Aetate.

"O homem sabe que não pode responder por si mesmo à sua própria necessidade fundamental de entender. Ainda que seja iluso e acredite ainda que é autossuficiente, tem a experiência de que não se basta a si mesmo. Precisa abrir-se ao outro, a algo ou a alguém, que possa dar-lhe o que lhe falta; deve sair de si mesmo rumo Àquele que pode saciar a amplidão e profundidade do seu desejo", reconheceu.

"O homem carrega dentro de si uma sede do infinito, uma nostalgia da eternidade, uma busca da beleza, um desejo de amor, uma necessidade de luz e de verdade, que o empurram em direção ao Absoluto; o homem carrega dentro de si o desejo de Deus. E o homem sabe, de alguma forma, que pode dirigir-se a Deus, que pode rezar-lhe."

Esta atração do homem por Deus, explicou o Papa, é algo "que o próprio Deus colocou no homem"; "é a alma da oração, que se reveste de muitas formas e modalidades segundo a história, o tempo, o momento, a graça e, finalmente, o pecado de cada um dos que rezam".

"A história do homem conheceu, de fato, variadas formas de oração, porque ele desenvolveu diversas modalidades de abertura ao Alto e ao "mais além", tanto que podemos reconhecer a oração como uma experiência presente em toda religião e cultura."

A oração, como experiência do homem, "é uma atitude interior, antes que uma série de práticas e fórmulas; um modo de estar frente a Deus, antes que de realizar atos de culto ou pronunciar palavras".

"A oração tem seu centro e fundamenta suas raízes no mais profundo da pessoa; por isso, não é facilmente decifrável e, pelo mesmo motivo, pode estar sujeita a mal-entendidos e mistificações."

Por isso também, acrescentou, "rezar é difícil. De fato, a oração é o lugar por excelência da gratuidade, da tensão com relação ao Invisível, ao Inesperado e ao Inefável. Por isso, a experiência da oração é um desafio para todos, uma 'graça' a ser invocada, um dom d'Aquele a quem nos dirigimos".

Uma expressão típica da oração, disse, é o gesto de colocar-se de joelhos. "É um gesto que leva em si mesmo uma radical ambivalência: de fato, posso ser obrigado a colocar-me de joelhos - condição de indigência e de escravidão - ou posso me ajoelhar espontaneamente, confessando meu limite e, portanto, minha necessidade de Outro."

"Neste olhar para o Outro, neste dirigir-se ao 'mais além', está a essência da oração, como experiência de uma realidade que supera o sensível e o contingente."

A oração cristã, além disso, dá um passo além, pois Deus já não é um desconhecido buscado às apalpadelas, mas um Deus visível. "Somente no Deus que se revela, a busca do homem encontra sua plena realização", afirmou.

Neste sentido, a oração passa a ser "a abertura e elevação do coração a Deus, torna-se uma relação pessoal com Ele".

"À medida que Deus se revela e revela o homem a si mesmo, a oração surge como um apelo recíproco, um drama de aliança. Através das palavras e dos atos, este drama compromete o coração", concluiu.

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Papa convida jovens a redescobrir o rosário

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 11 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI convidou hoje, durante a audiência geral na Praça de São Pedro, a se rezar mais o rosário, neste mês de maio.

Como é seu costume, após as saudações em diversos idiomas aos grupos presentes na audiência, o Papa dirigiu as últimas palavras aos jovens, enfermos e recém-casados.

Ele convidou a "intensificar a prática piedosa do Santo Rosário, especialmente neste mês de maio, dedicado à Mãe de Deus".

O Papa convidou os jovens a "valorizar esta tradicional oração mariana, que ajuda a compreender melhor e a assimilar os momentos centrais da salvação realizada por Cristo".

Aos enfermos, exortou que se dirijam "com confiança à Virgem Maria mediante este pio exercício, confiando a Ela todas as vossas necessidades".

Os casados, ele chamou a "fazer da reza do Rosário em família um momento de crescimento espiritual sob o olhar da Virgem Maria".

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Mundo


Uniões entre pessoas do mesmo sexo não podem ser equiparadas à família
CNBB reafirma sua posição, em nota, após a decisão do Supremo Tribunal

APARECIDA, quarta-feira, 11 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Os bispos do Brasil, reunidos em assembleia geral em Aparecida, divulgaram hoje uma nota em que reafirmam que as uniões entre pessoas do mesmo sexo não podem ser equiparadas à família.

A nota da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) vem após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que, na quinta-feira passada, aprovou a união estável entre pessoas do mesmo sexo, dando aos pares homossexuais os mesmos direitos e deveres que a legislação estabelece para os casais heterossexuais.

"A diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural. O matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural", afirmam os bispos.

"As uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo recebem agora em nosso País reconhecimento do Estado. Tais uniões não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos."

"Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma", afirma a CNBB.

"É um fato real que a família é um recurso humano e social incomparável, além de ser também uma grande benfeitora da humanidade. Ela favorece a integração de todas as gerações, dá amparo aos doentes e idosos, socorre os desempregados e pessoas portadoras de deficiência. Portanto têm o direito de ser valorizada e protegida pelo Estado."

A CNBB expressou sua preocupação em "ver os poderes constituídos ultrapassarem os limites de sua competência, como aconteceu com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal. Não é a primeira vez que no Brasil acontecem conflitos dessa natureza que comprometem a ética na política".

"É atribuição do Congresso Nacional propor e votar leis, cabendo ao governo garanti-las", afirmam os bispos.

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Na internet, íntegra da nota: http://www.zenit.org/article-27936?l=portuguese 

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Egito: Aluno de escola salesiana é assassinado em ataque
Abanob Karam tinha 18 anos
ROMA, quarta-feira, 11 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Entre as vítimas dos atentados do sábado passado contra duas igrejas no Egito, encontra-se Abanob Karam, um jovem de 18 anos que frequentava o Instituto Técnico Salesiano do Cairo.

Esta informação chegou a ZENIT por meio do Pe. Pier Giorgio Gianazza, missionário salesiano em Belém, que transmitiu uma mensagem enviada pelo diretor da comunidade salesiana na capital egípcia, Renzo Leonarduzzi.

No sábado, 7 de maio, Abanob Karam "voltou para casa, como de costume, depois da escola. Sua casa está em Munira - Imbaba", escreveu o Pe. Gianazza.

"Quando ele chegou a casa, percebeu que havia problemas na igreja vizinha, St Minas; deixou sua mochila e saiu para defender a sua igreja, embora sua mãe tivesse insistido para que ele não fosse, porque seria perigoso demais."

Junto ao jovem, havia alguns colegas que moram na mesma área. "Um grupo de salafistas estava assaltando a igreja e, como pretexto, acusaram os cristãos de esconder na igreja uma garota cristã que teria se tornado muçulmana", prosseguiu o missionário salesiano em Belém.

"Por volta das 19h30, estando Abanob fora da igreja, um tiro lhe atravessou a cabeça. Os companheiros tentaram socorrê-lo, em vão."

A escola salesiana é frequentado por 700 alunos, dos quais 450 são cristãos e 250, muçulmanos. O clima "sempre foi tranquilo, sem tensões particulares; até mesmo entre os meninos sempre houve amizades verdadeiras e profundas".

Como os alunos estão muito afetados pelo que aconteceu, na segunda-feira se reuniram na sala de multimídia para expressar seus sentimentos. Os professores também falaram, incluindo os de árabe e Alcorão.

"Todos insistiram em que ambas as religiões rejeitam a violência, são baseadas no amor, misericórdia e paz, e que quem realiza esses atos não pode ser chamado de cristão nem de muçulmano", indica a mensagem dos funcionários da escola.

Na próxima quinta-feira, haverá uma Missa de sufrágio por Abanob, na presença de todos os alunos.
"A situação da escola está sob controle, mas a situação do país está muito tensa e é muito difícil fazer previsões otimistas", confessou o Pe. Renzo Leonarduzzi.

"Os cristãos estão sob constante pressão e assédio e, infelizmente, como já acontecia antes, os organismos competentes sempre chegam quando o jogo já acabou, prendendo os cristãos e os obrigando a 'fazer as pazes' com a outra parte, impedindo assim qualquer pedido de indenização e de justiça."

Abanob Karam era um aluno do terceiro ano do Instituto Profissional de Indústria e Artesanato e estava se preparando para os exames de qualificação como eletricista. Ele nasceu em 6 de outubro de 1992. Perdeu seu pai no ano passado e agora estudava para ajudar sua mãe e seus irmãos.

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Igreja Ortodoxa Russa condena agressões anticristãs no Egito
O Patriarca Kirill envia suas condolências a Shenouda III

MOSCOU, quarta-feira, 11 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Os ataques contra as igrejas cristãs em Gizeh (Egito), no último final de semana, foram condenados pela Igreja Ortodoxa Russa, que pede um maior compromisso da comunidade internacional em defesa das minorias cristãs ameaçadas.

O patriarca de Moscou, Kirill lII, enviou uma mensagem, divulgada ontem, ao papa copta Shenouda III, na qual mostra a proximidade dos ortodoxos aos cristãos do Egito e de outros países, "nos quais sofrem opressões e violações dos seus direitos à vida e à liberdade religiosa".

Exorta também as autoridades egípcias e líderes ecumênicos, bem como a comunidade internacional, a agir "de forma decidida e inequívoca diante da violência contra a minoria cristã".

Por outro lado, o presidente do Departamento de Relações Externas do Patriarcado, o metropolita Hilarion Alfeyev, divulgou um comunicado no qual mostra a "dor" da Igreja Ortodoxa Russa diante do ocorrido em Gizeh.

"O Egito era considerado um bom exemplo de convivência pacífica entre a maioria muçulmana e a minoria cristã", reconhece o metropolita Hilarion. Por isso, os últimos ataques - incluindo o atentado de Alexandria - "causam apreensão e dor a milhares de crentes no mundo inteiro".

Os ortodoxos valorizam os esforços das forças de segurança egípcias, assim como "as declarações dos líderes muçulmanos que, sem hesitar, condenaram a atuação dos extremistas violentos", e pedem a estes que "exortem seus seguidores a renunciar a toda forma de atentado contra a vida e a liberdade religiosa" dos cristãos.

Ainda que reconheçam que a paz religiosa no país "é um problema interno e uma obrigação das autoridades egípcias", contudo, advertem que o ocorrido no Egito "faz parte de um processo global que afeta a vida dos cristãos em uma série de países".

"O contínuo crescimento das perseguições aos cristãos em regiões do mundo nas quais estes viveram durante muitos séculos - adverte o comunicado -, nos últimos anos, está adquirindo o caráter de uma ação sistematicamente planejada e realizada."

Por isso, exorta-se a comunidade internacional e, antes de tudo, os países europeus, que historicamente apoiaram o destino dos cristãos nos demais continentes, a elaborar um mecanismo geral de defesa das comunidades cristãs no mundo inteiro, baseado no diálogo aberto e na colaboração honrada entre os Estados, as comunidades religiosas e a sociedade civil".

"Só colocando o tema da defesa dos direitos dos cristãos na pauta do dia da comunidade internacional e fazendo todos os esforços para solucioná-lo, será possível evitar tragédias como a que acaba de ocorrer em Gizeh", conclui o comunicado.

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Em foco


Igreja convida a desenvolver autêntica cultura do acolhimento
"Jesus Cristo morreu por cada pessoa, sem distinção alguma"

SYDNEY, quarta-feira, 11 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Frente ao fenômeno cada vez mais difundido das migrações, é necessário promover "uma autêntica cultura do acolhimento", sustenta o presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, Dom Antonio Maria Vegliò.

 Hoje, o prelado tratou do tema da mobilidade humana, dirigindo-se, em Sydney, aos bispos australianos durante sua Reunião Plenária. Dom Vegliò se encontra no país para realizar uma visita pastoral e incentivar a Igreja Católica na ação pastoral com os migrantes e refugiados.

A Austrália tem uma população de cerca de 21 milhões de habitantes, dos quais aproximadamente 5 milhões são trabalhadores migrantes, 22.500 refugiados e 2.350 solicitantes de asilo.

"A migração não é uma escolha fácil", sublinhou o prelado, observando que "inclusive a mobilidade humana mais voluntária implica em certo grau de desarraigo".

Frente a este fenômeno, a Igreja sempre foi solícita, como demonstra a instrução Erga migrantes caritas Christi, na qual são oferecidas respostas eclesiais "aos desafios e aos riscos que as migrações atuais apresentam".

"A Igreja quer estar onde estão os migrantes, para compartilhar com eles as alegrias e esperanças, assim como a dor e os sofrimentos da migração", indicou o arcebispo.

"A ajuda humanitária e a solidariedade, a ação social e a defesa, a formação e a formação cristã são todas as partes do ministério da Igreja entre aqueles que estão envolvidos na mobilidade humana", observou. "Não são outra coisa a não ser as diversas expressões da sua missão fundamental: a proclamação da Noa Notícia de que Deus é amor."

Para Dom Vegliò, "uma autêntica cultura do acolhimento aceita os valores realmente humanos dos migrantes, acima de toda dificuldade provocada pelo fato de viver junto a pessoas diferentes" e "não faz nenhuma distinção entre migrantes, refugiados ou outras pessoas deslocadas, seja qual for sua nacionalidade, cor ou credo".

O acolhimento, de fato, "baseia-se no amor a Cristo, na certeza de que o bem feito por amor a Deus e ao nosso próximo, sobretudo ao mais necessitado, é feito a Ele".

Diálogo

No mundo da mobilidade humana, afirmou Dom Vegliò, "o diálogo em vários níveis é um dever" e "o antídoto" diante da tensão provocada no passado pela "fusão de culturas, religiões e costumes, como consequência da mobilidade humana".

"O diálogo, em todos os níveis - diálogo ecumênico e inter-religioso, bem como o diálogo com os que têm um credo religioso, e diálogo intercultural - leva ao reconhecimento dos valores em comum e a uma atitude de respeito pelas diferenças, sem perder a própria identidade."

Segundo o arcebispo, a forma mais comum e direta de dialogar é por meio do chamado "diálogo de vida", "com gestos cotidianos simples de respeito, solidariedade, fraternidade e amor".

Isso, explicou ele, "pode produzir uma autêntica mudança nas relações interpessoais, que é fundamental".

"Inspirados pelo magistério do Santo Padre - concluiu -, desejo que possamos ser instrumentos para a construção de uma única família humana, antecipação prefiguradora da cidade sem barreiras de Deus."

(Roberta Sciamplicotti)

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Nasce rádio oficial da Jornada Mundial da Juventude
Apelo a jovens e famílias de Madri para colaborar no evento

MADRI, quarta-feira, 11 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Pouco mais de 90 dias antes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o diretor-executivo, Yago de la Cierva, fez ontem um balanço dos preparativos para o grande encontro de 2011. Pela primeira vez, haverá uma rádio oficial da JMJ com Bento XVI em agosto, em Madri.

Segundo o diretor executivo da Jornada Mundial da Juventude, as prioridades da organização, atualmente, são muito diferentes. Ele pediu aos jovens que, quem for se escrever, faça-o o mais cedo possível, a fim de que se possa atender melhor e programar a rede de serviços necessários para acomodar tantas pessoas que participarão do evento. Voluntários também são necessários, especialmente de Madri, e que muitas famílias da cidade se disponibilizem para acolher em suas casas os jovens da JMJ.

Um projeto que merece ser destacado é o unomasuno.org. Trata-se de uma iniciativa que surgiu com o desejo de fazer uma proposta aos estudantes universitários. "Que mensagem podemos propor a partir da JMJ? A solidariedade", explicou Fernando Sols, responsável pelos voluntários na área da comunicação.

"Em universidades de toda a Espanha, os voluntários da JMJ assumiram o slogan: 'Faça um ato de solidariedade, um só dia', e a resposta tem sido muito positiva", acrescentou Sols. Segundo dados da organização, esta mensagem foi transmitida a 20 mil universitários, dos quais cerca de 5 mil já participaram de atividades solidárias com ONGs espanholas.

"Rádio JMJ" e "Madrid 11 TV"

Os peregrinos que chegarem a Madri poderão ser informados, em diversas línguas, através da "Rádio JMJ" (radio.madrid11.com), um projeto em parceria com a "Radio María" e a "Radio Universidad de Navarra".

"Pela primeira vez, temos uma estação de rádio oficial da JMJ. A emissora é concebida como um serviço aos peregrinos, como o meio mais simples e econômico para orientar todos com informações úteis e poder acompanhar as atividades", explicou Esteban Munilla, diretor da "Radio María".

Os princípios que regem a "Rádio JMJ" são: profissionalismo, espírito de serviço e espírito jovem, próprio da JMJ, disseram os organizadores.

A "Radio María" trabalha fornecendo suas instalações e suas frequências (96,9 FM e 90,7 FM). A Universidade de Navarra oferecerá profissionais e voluntários.

Além da rádio, haverá uma WebTV (tv.madrid11.com), especialmente concebida para que todos aqueles jovens que não puderam ir Madri possam acompanhar a JMJ detalhadamente.

"A emissão terá seis horas diárias de programação, a partir do dia 16 de agosto, incluindo os atos presididos pelo Papa e as principais catequeses e atividades culturais. Estes programas serão transmitidos novamente à noite, para audiências na Ásia e na América", disse Loreto Corredoira, da "Madrid 11 TV".

Para saber mais sobre projetos relacionados à JMJ: www.oficinadeprensajmj2011.com.

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Audiência de quarta-feira


Catequese do Papa: oração e sentido religioso
Intervenção na audiência geral de hoje

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 11 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral.

***

Queridos irmãos e irmãs:

Hoje eu gostaria de continuar refletindo sobre como a oração e o sentido religioso fazem parte do homem ao longo de toda a sua história.

Vivemos em uma época na qual são evidentes os sinais de secularismo. Parece que Deus desapareceu do horizonte de muitas pessoas ou que se tornou uma realidade diante da qual se permanece indiferente. Vemos, no entanto, ao mesmo tempo, muitos sinais que nos indicam um despertar do sentido religioso, uma redescoberta da importância de Deus para a vida do homem, uma exigência de espiritualidade, de superar uma visão puramente horizontal, material da vida humana. Analisando a história recente, fracassou a previsão daqueles que, na época do iluminismo, anunciavam o desaparecimento das religiões e exaltavam a razão absoluta, separada da fé, uma razão que teria afastado as trevas dos dogmas religiosos e que teria dissolvido "o mundo do sagrado", restituindo ao homem a sua liberdade, sua dignidade e sua autonomia de Deus. A experiência do século passado, com as duas trágicas guerras mundiais, colocou em crise aquele progresso que a razão autônoma do homem sem Deus parecia poder garantir.

O Catecismo da Igreja Católica afirma: "Pela criação, Deus chama todos os seres do nada à existência. (...) Mesmo depois de, pelo pecado, ter perdido a semelhança com Deus, o homem continua a ser à imagem do seu Criador. Conserva o desejo d'Aquele que o chama à existência. Todas as religiões testemunham esta busca essencial do homem" (n. 2566). Poderíamos dizer - como mostrei na catequese anterior - que não houve nenhuma grande civilização, desde os tempos mais antigos até os nossos dias, que não tenha sido religiosa.

O homem é religioso por natureza, é homo religiosus, assim como é homo sapiens e homo faber: "O desejo de Deus - afirma também o Catecismo - está inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus" (n. 27). A imagem do Criador está impressa em seu ser e sente a necessidade de encontrar uma luz para dar resposta às perguntas que têm a ver com o sentido profundo da realidade - resposta que ele não pode encontrar em si mesmo, no progresso, na ciência empírica. O homo religiosus não emerge somente do mundo antigo, mas atravessa toda a história da humanidade. Para este fim, o rico terreno da experiência humana viu surgir diversas formas de religiosidade, na tentativa de responder ao desejo de plenitude e de felicidade, à necessidade de salvação, à busca de sentido. O homem "digital", assim como o das cavernas, busca na experiência religiosa os caminhos para superar sua finitude e para assegurar sua precária aventura terrena. No demais, a vida sem um horizonte transcendente não teria um sentido completo; e a felicidade à qual tendemos se projeta ao futuro, rumo a um amanhã que ainda se cumprirá. O Concílio Vaticano II, na declaração Nostra aetate, sublinhou isso sinteticamente. Diz assim: "Os homens esperam das diversas religiões resposta para os enigmas da condição humana, os quais, hoje como ontem, profundamente preocupam seus corações: que é o homem? qual o sentido e a finalidade da vida? que é o pecado? donde provém o sofrimento, e para que serve? qual o caminho para alcançar a felicidade verdadeira? que é a morte, o juízo e a retribuição depois da morte? finalmente, que mistério último e inefável envolve a nossa existência, do qual vimos e para onde vamos?" (n.1). O homem sabe que não pode responder por si mesmo à sua própria necessidade fundamental de entender. Ainda que seja iluso e acredite ainda que é autossuficiente, tem a experiência de que não se basta a si mesmo. Precisa abrir-se ao outro, a algo ou a alguém, que possa dar-lhe o que lhe falta; deve sair de si mesmo rumo Àquele que pode saciar a amplidão e profundidade do seu desejo.

O homem carrega dentro de si uma sede do infinito, uma nostalgia da eternidade, uma busca da beleza, um desejo de amor, uma necessidade de luz e de verdade, que o empurram em direção ao Absoluto; o homem carrega dentro de si o desejo de Deus. E o homem sabe, de alguma forma, que pode dirigir-se a Deus, que pode rezar-lhe. São Tomás de Aquino, um dos maiores teólogos da história, define a oração como a "expressão do desejo que o homem tem de Deus". Esta atração por Deus, que o próprio Deus colocou no homem, é a alma da oração, que se reveste de muitas formas e modalidades segundo a história, o tempo, o momento, a graça e, finalmente, o pecado de cada um dos que rezam. A história do homem conheceu, de fato, variadas formas de oração, porque ele desenvolveu diversas modalidades de abertura ao Alto e ao "mais além", tanto que podemos reconhecer a oração como uma experiência presente em toda religião e cultura.

De fato, queridos irmãos e irmãs, como vimos na última quarta-feira, a oração não está vinculada a um contexto particular, mas se encontra inscrita no coração de toda pessoa e toda civilização. Naturalmente, quando falamos da oração como experiência do homem enquanto tal, do homo orans, é necessário ter presente que esta é uma atitude interior, antes que uma série de práticas e fórmulas; um modo de estar frente a Deus, antes que de realizar atos de culto ou pronunciar palavras. A oração tem seu centro e fundamenta suas raízes no mais profundo da pessoa; por isso, não é facilmente decifrável e, pelo mesmo motivo, pode estar sujeita a mal-entendidos e mistificações. Também neste sentido, podemos entender a expressão: rezar é difícil. De fato, a oração é o lugar por excelência da gratuidade, da tensão com relação ao Invisível, ao Inesperado e ao Inefável. Por isso, a experiência da oração é um desafio para todos, uma "graça" a ser invocada, um dom d'Aquele a quem nos dirigimos.

Na oração, em todas as épocas da história, o homem se considera a si mesmo e à sua situação frente a Deus, a partir de Deus e com relação a Deus, e experimenta ser criatura necessitada de ajuda, incapaz de procurar por si mesmo o cumprimento da própria existência e da própria esperança. O filósofo Ludwig Wittgenstein recordava que "rezar significa sentir que o sentido do mundo está fora do mundo". Na dinâmica desta relação com quem dá sentido à existência, com Deus, a oração tem uma de suas típicas expressões no gesto de colocar-se de joelhos. É um gesto que leva em si mesmo uma radical ambivalência: de fato, posso ser obrigado a colocar-me de joelhos - condição de indigência e de escravidão - ou posso me ajoelhar espontaneamente, confessando meu limite e, portanto, minha necessidade de Outro. A ele confesso que sou fraco, necessitado, "pecador". Na experiência da oração, a criatura humana expressa toda a sua consciência de si mesma; tudo que consegue captar de sua existência e, ao mesmo tempo, dirige-se, toda ela, ao Ser frente ao qual está; orienta sua alma àquele Mistério do qual espera o cumprimento dos seus desejos mais profundos e a ajuda para superar a indigência da própria vida. Neste olhar para o Outro, neste dirigir-se ao "Mais Além", está a essência da oração, como experiência de uma realidade que supera o sensível e o contingente.

No entanto, somente no Deus que se revela, a busca do homem encontra sua plena realização. A oração que é a abertura e elevação do coração a Deus, torna-se uma relação pessoal com Ele. E, ainda que o homem se esqueça do seu Criador, o Deus vivo e verdadeiro não deixa de convidar o homem ao misterioso encontro da oração. Como afirma o Catecismo: "Na oração, é sempre o amor do Deus fiel a dar o primeiro passo; o passo do homem é sempre uma resposta. À medida que Deus Se revela e revela o homem a si mesmo, a oração surge como um apelo recíproco, um drama de aliança. Através das palavras e dos atos, este drama compromete o coração e manifesta-se ao longo de toda a história da salvação" (n. 2567).

Queridos irmãos e irmãs, aprendamos a estar mais tempo diante de Deus, do Deus que se revelou em Jesus Cristo; aprendamos a reconhecer no silêncio, na intimidade de nós mesmos, sua voz que nos chama e nos reconduz à profundidade da nossa existência, à fonte da vida, ao manancial da salvação, para fazer-nos ir muito além dos limites da nossa vida e abrir-nos à medida de Deus, à relação com Ele, que é Infinito Amor.

Obrigado!

[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]

Queridos irmãos e irmãs:

Dando continuidade à reflexão sobre a oração, iniciada na semana passada, lembro que o homem é um ser religioso por natureza. Ele sente necessidade de sair de si mesmo ao encontro d'Aquele que é capaz de plenificar a grandeza e a profundidade do seu desejo: o homem tem em si o desejo de Deus. E, o homem sabe que pode dirigir-se a Deus, sabe que Lhe pode rezar. São Tomás de Aquino define a oração como «expressão do desejo que o homem tem de Deus». Esta atração, que o próprio Deus colocou no homem, é a alma da oração que depois se reveste de muitas formas e modalidades. Na dinâmica desta relação com Deus que dá sentido à existência, a oração tem uma das típicas expressões no gesto de ajoelhar, declarando ter necessidade d'Ele. Assim, a oração, que é abertura e elevação do coração a Deus, se torna relação pessoal com Aquele que nunca se esquece do homem, tomando Deus a iniciativa de chamá-lo ao misterioso encontro da oração.

Amados peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, particularmente aos fiéis brasileiros vindos das paróquias em Goiânia e Teresópolis, e aos grupos da Família Franciscana e de Schoenstatt. Aprendei a reconhecer no vosso íntimo a voz de Deus que, na oração, chama à profundidade da vossa existência, à fonte da vida e da salvação. Que Ele vos abençoe a vós e as vossas famílias!

 [Tradução: Aline Banchieri.

© Libreria Editrice Vaticana]

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Documentação


CNBB: decisão do Supremo sobre união entre pessoas do mesmo sexo
Nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

APARECIDA, quarta-feira, 11 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos a nota divulgada nesta quarta-feira pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, na quinta-feira passada, aprovou a união estável entre pessoas do mesmo sexo.

* * * 

Nós, Bispos do Brasil em Assembleia Geral, nos dias 4 a 13 de maio, reunidos na casa da nossa Mãe, Nossa Senhora Aparecida, dirigimo-nos a todos os fiéis e pessoas de boa vontade para reafirmar o princípio da instituição familiar e esclarecer a respeito da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Saudamos todas as famílias do nosso País e as encorajamos a viver fiel e alegremente a sua missão. Tão grande é a importância da família, que toda a sociedade tem nela a sua base vital. Por isso é possível fazer do mundo uma grande família.

A diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural. O matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural. As Sagradas Escrituras, por sua vez, revelam que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e os destinou a ser uma só carne (cf. Gn 1,27; 2,24). Assim, a família é o âmbito adequado para a plena realização humana, o desenvolvimento das diversas gerações e constitui o maior bem das pessoas.

As pessoas que sentem atração sexual exclusiva ou predominante pelo mesmo sexo são merecedoras de respeito e consideração. Repudiamos todo tipo de discriminação e violência que fere sua dignidade de pessoa humana (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 2357-2358).

As uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo recebem agora em nosso País reconhecimento do Estado. Tais uniões não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos. Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma. É um fato real que a família é um recurso humano e social incomparável, além de ser também uma grande benfeitora da humanidade. Ela favorece a integração de todas as gerações, dá amparo aos doentes e idosos, socorre os desempregados e pessoas portadoras de deficiência. Portanto têm o direito de ser valorizada e protegida pelo Estado.

É atribuição do Congresso Nacional propor e votar leis, cabendo ao governo garanti-las. Preocupa-nos ver os poderes constituídos ultrapassarem os limites de sua competência, como aconteceu com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal. Não é a primeira vez que no Brasil acontecem conflitos dessa natureza que comprometem a ética na política.

A instituição familiar corresponde ao desígnio de Deus e é tão fundamental para a pessoa que o Senhor elevou o Matrimônio à dignidade de Sacramento. Assim, motivados pelo Documento de Aparecida, propomo-nos a renovar o nosso empenho por uma Pastoral Familiar intensa e vigorosa.

Jesus Cristo Ressuscitado, fonte de Vida e Senhor da história, que nasceu, cresceu e viveu na Sagrada Família de Nazaré, pela intercessão da Virgem Maria e de São José, seu esposo, ilumine o povo brasileiro e seus governantes no compromisso pela promoção e defesa da família.

Aparecida (SP), 11 de maio de 2011

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Presidente da CNBB
Arcebispo de Mariana – MG

Dom Luiz Soares Vieira
Vice Presidente da CNBB
Arcebispo de Manaus – AM

Dom Dimas Lara Barbosa
Secretário Geral da CNBB
Arcebispo nomeado para Campo Grande - MS

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quinta-feira, 12 de maio de 2011

CNBB - "...união entre pessoas do mesmo sexo...": em defesa da família e repudiando qualquer tipo de discriminação.

CNBB: decisão do Supremo sobre união entre pessoas do mesmo sexo
Nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

APARECIDA, quarta-feira, 11 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos a nota divulgada nesta quarta-feira pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, na quinta-feira passada, aprovou a união estável entre pessoas do mesmo sexo.

* * *

Nós, Bispos do Brasil em Assembleia Geral, nos dias 4 a 13 de maio, reunidos na casa da nossa Mãe, Nossa Senhora Aparecida, dirigimo-nos a todos os fiéis e pessoas de boa vontade para reafirmar o princípio da instituição familiar e esclarecer a respeito da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Saudamos todas as famílias do nosso País e as encorajamos a viver fiel e alegremente a sua missão. Tão grande é a importância da família, que toda a sociedade tem nela a sua base vital. Por isso é possível fazer do mundo uma grande família.

A diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural. O matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural. As Sagradas Escrituras, por sua vez, revelam que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e os destinou a ser uma só carne (cf. Gn 1,27; 2,24). Assim, a família é o âmbito adequado para a plena realização humana, o desenvolvimento das diversas gerações e constitui o maior bem das pessoas.

As pessoas que sentem atração sexual exclusiva ou predominante pelo mesmo sexo são merecedoras de respeito e consideração. Repudiamos todo tipo de discriminação e violência que fere sua dignidade de pessoa humana (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 2357-2358).

As uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo recebem agora em nosso País reconhecimento do Estado. Tais uniões não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos. Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma. É um fato real que a família é um recurso humano e social incomparável, além de ser também uma grande benfeitora da humanidade. Ela favorece a integração de todas as gerações, dá amparo aos doentes e idosos, socorre os desempregados e pessoas portadoras de deficiência. Portanto têm o direito de ser valorizada e protegida pelo Estado.

É atribuição do Congresso Nacional propor e votar leis, cabendo ao governo garanti-las. Preocupa-nos ver os poderes constituídos ultrapassarem os limites de sua competência, como aconteceu com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal. Não é a primeira vez que no Brasil acontecem conflitos dessa natureza que comprometem a ética na política.

A instituição familiar corresponde ao desígnio de Deus e é tão fundamental para a pessoa que o Senhor elevou o Matrimônio à dignidade de Sacramento. Assim, motivados pelo Documento de Aparecida, propomo-nos a renovar o nosso empenho por uma Pastoral Familiar intensa e vigorosa.

Jesus Cristo Ressuscitado, fonte de Vida e Senhor da história, que nasceu, cresceu e viveu na Sagrada Família de Nazaré, pela intercessão da Virgem Maria e de São José, seu esposo, ilumine o povo brasileiro e seus governantes no compromisso pela promoção e defesa da família.

Aparecida (SP), 11 de maio de 2011

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Presidente da CNBB
Arcebispo de Mariana – MG

Dom Luiz Soares Vieira
Vice Presidente da CNBB
Arcebispo de Manaus – AM

Dom Dimas Lara Barbosa
Secretário Geral da CNBB
Arcebispo nomeado para Campo Grande - MS

AUDIENCIA DO PAPA DE QUARTA FEIRA

Catequese do Papa: oração e sentido religioso
Intervenção na audiência geral de hoje

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 11 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral.

***

Queridos irmãos e irmãs:

Hoje eu gostaria de continuar refletindo sobre como a oração e o sentido religioso fazem parte do homem ao longo de toda a sua história.

Vivemos em uma época na qual são evidentes os sinais de secularismo. Parece que Deus desapareceu do horizonte de muitas pessoas ou que se tornou uma realidade diante da qual se permanece indiferente. Vemos, no entanto, ao mesmo tempo, muitos sinais que nos indicam um despertar do sentido religioso, uma redescoberta da importância de Deus para a vida do homem, uma exigência de espiritualidade, de superar uma visão puramente horizontal, material da vida humana. Analisando a história recente, fracassou a previsão daqueles que, na época do iluminismo, anunciavam o desaparecimento das religiões e exaltavam a razão absoluta, separada da fé, uma razão que teria afastado as trevas dos dogmas religiosos e que teria dissolvido "o mundo do sagrado", restituindo ao homem a sua liberdade, sua dignidade e sua autonomia de Deus. A experiência do século passado, com as duas trágicas guerras mundiais, colocou em crise aquele progresso que a razão autônoma do homem sem Deus parecia poder garantir.

O Catecismo da Igreja Católica afirma: "Pela criação, Deus chama todos os seres do nada à existência. (...) Mesmo depois de, pelo pecado, ter perdido a semelhança com Deus, o homem continua a ser à imagem do seu Criador. Conserva o desejo d'Aquele que o chama à existência. Todas as religiões testemunham esta busca essencial do homem" (n. 2566). Poderíamos dizer - como mostrei na catequese anterior - que não houve nenhuma grande civilização, desde os tempos mais antigos até os nossos dias, que não tenha sido religiosa.

O homem é religioso por natureza, é homo religiosus, assim como é homo sapiens e homo faber: "O desejo de Deus - afirma também o Catecismo - está inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus" (n. 27). A imagem do Criador está impressa em seu ser e sente a necessidade de encontrar uma luz para dar resposta às perguntas que têm a ver com o sentido profundo da realidade - resposta que ele não pode encontrar em si mesmo, no progresso, na ciência empírica. O homo religiosus não emerge somente do mundo antigo, mas atravessa toda a história da humanidade. Para este fim, o rico terreno da experiência humana viu surgir diversas formas de religiosidade, na tentativa de responder ao desejo de plenitude e de felicidade, à necessidade de salvação, à busca de sentido. O homem "digital", assim como o das cavernas, busca na experiência religiosa os caminhos para superar sua finitude e para assegurar sua precária aventura terrena. No demais, a vida sem um horizonte transcendente não teria um sentido completo; e a felicidade à qual tendemos se projeta ao futuro, rumo a um amanhã que ainda se cumprirá. O Concílio Vaticano II, na declaração Nostra aetate, sublinhou isso sinteticamente. Diz assim: "Os homens esperam das diversas religiões resposta para os enigmas da condição humana, os quais, hoje como ontem, profundamente preocupam seus corações: que é o homem? qual o sentido e a finalidade da vida? que é o pecado? donde provém o sofrimento, e para que serve? qual o caminho para alcançar a felicidade verdadeira? que é a morte, o juízo e a retribuição depois da morte? finalmente, que mistério último e inefável envolve a nossa existência, do qual vimos e para onde vamos?" (n.1). O homem sabe que não pode responder por si mesmo à sua própria necessidade fundamental de entender. Ainda que seja iluso e acredite ainda que é autossuficiente, tem a experiência de que não se basta a si mesmo. Precisa abrir-se ao outro, a algo ou a alguém, que possa dar-lhe o que lhe falta; deve sair de si mesmo rumo Àquele que pode saciar a amplidão e profundidade do seu desejo.

O homem carrega dentro de si uma sede do infinito, uma nostalgia da eternidade, uma busca da beleza, um desejo de amor, uma necessidade de luz e de verdade, que o empurram em direção ao Absoluto; o homem carrega dentro de si o desejo de Deus. E o homem sabe, de alguma forma, que pode dirigir-se a Deus, que pode rezar-lhe. São Tomás de Aquino, um dos maiores teólogos da história, define a oração como a "expressão do desejo que o homem tem de Deus". Esta atração por Deus, que o próprio Deus colocou no homem, é a alma da oração, que se reveste de muitas formas e modalidades segundo a história, o tempo, o momento, a graça e, finalmente, o pecado de cada um dos que rezam. A história do homem conheceu, de fato, variadas formas de oração, porque ele desenvolveu diversas modalidades de abertura ao Alto e ao "mais além", tanto que podemos reconhecer a oração como uma experiência presente em toda religião e cultura.

De fato, queridos irmãos e irmãs, como vimos na última quarta-feira, a oração não está vinculada a um contexto particular, mas se encontra inscrita no coração de toda pessoa e toda civilização. Naturalmente, quando falamos da oração como experiência do homem enquanto tal, do homo orans, é necessário ter presente que esta é uma atitude interior, antes que uma série de práticas e fórmulas; um modo de estar frente a Deus, antes que de realizar atos de culto ou pronunciar palavras. A oração tem seu centro e fundamenta suas raízes no mais profundo da pessoa; por isso, não é facilmente decifrável e, pelo mesmo motivo, pode estar sujeita a mal-entendidos e mistificações. Também neste sentido, podemos entender a expressão: rezar é difícil. De fato, a oração é o lugar por excelência da gratuidade, da tensão com relação ao Invisível, ao Inesperado e ao Inefável. Por isso, a experiência da oração é um desafio para todos, uma "graça" a ser invocada, um dom d'Aquele a quem nos dirigimos.

Na oração, em todas as épocas da história, o homem se considera a si mesmo e à sua situação frente a Deus, a partir de Deus e com relação a Deus, e experimenta ser criatura necessitada de ajuda, incapaz de procurar por si mesmo o cumprimento da própria existência e da própria esperança. O filósofo Ludwig Wittgenstein recordava que "rezar significa sentir que o sentido do mundo está fora do mundo". Na dinâmica desta relação com quem dá sentido à existência, com Deus, a oração tem uma de suas típicas expressões no gesto de colocar-se de joelhos. É um gesto que leva em si mesmo uma radical ambivalência: de fato, posso ser obrigado a colocar-me de joelhos - condição de indigência e de escravidão - ou posso me ajoelhar espontaneamente, confessando meu limite e, portanto, minha necessidade de Outro. A ele confesso que sou fraco, necessitado, "pecador". Na experiência da oração, a criatura humana expressa toda a sua consciência de si mesma; tudo que consegue captar de sua existência e, ao mesmo tempo, dirige-se, toda ela, ao Ser frente ao qual está; orienta sua alma àquele Mistério do qual espera o cumprimento dos seus desejos mais profundos e a ajuda para superar a indigência da própria vida. Neste olhar para o Outro, neste dirigir-se ao "Mais Além", está a essência da oração, como experiência de uma realidade que supera o sensível e o contingente.

No entanto, somente no Deus que se revela, a busca do homem encontra sua plena realização. A oração que é a abertura e elevação do coração a Deus, torna-se uma relação pessoal com Ele. E, ainda que o homem se esqueça do seu Criador, o Deus vivo e verdadeiro não deixa de convidar o homem ao misterioso encontro da oração. Como afirma o Catecismo: "Na oração, é sempre o amor do Deus fiel a dar o primeiro passo; o passo do homem é sempre uma resposta. À medida que Deus Se revela e revela o homem a si mesmo, a oração surge como um apelo recíproco, um drama de aliança. Através das palavras e dos atos, este drama compromete o coração e manifesta-se ao longo de toda a história da salvação" (n. 2567).

Queridos irmãos e irmãs, aprendamos a estar mais tempo diante de Deus, do Deus que se revelou em Jesus Cristo; aprendamos a reconhecer no silêncio, na intimidade de nós mesmos, sua voz que nos chama e nos reconduz à profundidade da nossa existência, à fonte da vida, ao manancial da salvação, para fazer-nos ir muito além dos limites da nossa vida e abrir-nos à medida de Deus, à relação com Ele, que é Infinito Amor.

Obrigado!

[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]

Queridos irmãos e irmãs:

Dando continuidade à reflexão sobre a oração, iniciada na semana passada, lembro que o homem é um ser religioso por natureza. Ele sente necessidade de sair de si mesmo ao encontro d'Aquele que é capaz de plenificar a grandeza e a profundidade do seu desejo: o homem tem em si o desejo de Deus. E, o homem sabe que pode dirigir-se a Deus, sabe que Lhe pode rezar. São Tomás de Aquino define a oração como «expressão do desejo que o homem tem de Deus». Esta atração, que o próprio Deus colocou no homem, é a alma da oração que depois se reveste de muitas formas e modalidades. Na dinâmica desta relação com Deus que dá sentido à existência, a oração tem uma das típicas expressões no gesto de ajoelhar, declarando ter necessidade d'Ele. Assim, a oração, que é abertura e elevação do coração a Deus, se torna relação pessoal com Aquele que nunca se esquece do homem, tomando Deus a iniciativa de chamá-lo ao misterioso encontro da oração.

Amados peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, particularmente aos fiéis brasileiros vindos das paróquias em Goiânia e Teresópolis, e aos grupos da Família Franciscana e de Schoenstatt. Aprendei a reconhecer no vosso íntimo a voz de Deus que, na oração, chama à profundidade da vossa existência, à fonte da vida e da salvação. Que Ele vos abençoe a vós e as vossas famílias!