sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 23/11/2012

REFLEXÃO

Existem muitas pessoas que se vangloriam do fato de participar ativamente da Igreja, possuir ministérios ou ter um cargo importante na comunidade eclesial. Mas infelizmente, existem pessoas que usam do fato da pertença na comunidade para substituir as relações de serviço por relações de poder, para dominar, oprimir, buscar promoção pessoal e desvalorizar as outras pessoas que fazem parte da comunidade. A religião para essas pessoas é uma forma não de adorar ao Deus vivo e verdadeiro, mas sim de promover o culto a si próprio e buscar a satisfação dos seus próprios interesses. A esses diz Jesus: "sofrerão a mais rigorosa condenação".

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Mário Marquez, OFMCap, Bispo de Joaçaba - SC
  • Dom Luís Herbst, CSSp, Bispo Emérito de Cruzeiro do Sul - AC

Ordenação Episcopal

  • Dom José Antônio Peruzzo, Bispo de Palmas-Francisco Beltrão - PR
NOTÍCIAS

Cimi comemora 40 anos com Congresso em Luziânia

"A identidade do Cimi é a aliança com os povos indígenas para que não percam sua identidade". A afirmação é do presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e bispo da prelazia do Xingu (PA), dom Erwin Krautler, durante a missa de abertura do Congresso que comemora os 40 anos da entidade, em Luziânia (GO).

Aberto na manhã desta terça-feira, 20, o Congresso reúne 250 pessoas de todo o país e debate o tema "Raiz, Identidade, Missão", recordando a história do Cimi, que é um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Segundo dom Erwin, a pior coisa que pode acontecer com um povo é perder a sua identidade e que, em seus 40 anos de existência, o Cimi tem ajudado os povos indígenas a preservarem sua identidade. Disse que, nesse período, o Cimi aprendeu muito com os indígenas. "Foi-se o tempo em que trabalhávamos em favor dos povos indígenas, sem inclui-los na caminhada. Eles não são objeto de nossa caridade, mas sujeito de sua história e somos seus aliado", observou.

Dom Erwin referiu-se também às críticas de quem combate o Cimi. "Nunca nos aliamos a qualquer facção político-partidária. Nossa bandeira é a vida dos povos indígenas. Por isso temos coragem de enfrentar uma política anti-indígena, que continua em vigor nesse país", afirmou.

A programação do Congresso foi retomada à tarde com a memória dos 40 anos do Cimi. Hoje 21, os congressistas recebema visita do secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner. Já na quinta-feira, 22, o bispo emérito de Goiás (GO), dom Tomás Balduíno, um dos fundadores do Cimi, será homenageado pelos 90 anos que completará no próximo dia 31 de dezembro.

O encerramento do evento é na sexta-feira, 23, quando deve ser aprovado o "Manifesto dos 40 anos do Cimi".


Bispos e formadores de seminário discutem ênfase na formação missionária dos futuros padres

Um grupo de bispos e formadores de seminário reflete a seguinte situação: não dá mais para formar padres que não sejam missionários. O encontro, que teve início no dia 19 e encerra nesta quinta-feira, 22, acontece no Instituto São Boaventura, em Brasília. É Organizado pelas Comissões Episcopais Pastorais para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e para Ação Missionária com o apoio das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Centro Cultural Missionário (CCM) e Comissão para a Amazônia da CNBB.

O ponto de partida da reflexão é o documento 93 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil que exorta os futuros presbíteros a serem exímios pastores, ou seja, devem saber cuidar do Povo de Deus. Outra questão em destaque é o cuidado quanto ao equilíbrio das cinco áreas integradas da formação sacerdotal.

Dom Pedro Brito Guimarães, presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e arcebispo de Palmas (TO), explica o teor da reunião. "Tão importante quanto as dimensões intelectual, espiritual, humano-afetiva e comunitária, na formação dos futuros padres, é a pastoral missionária. Porém, esta sempre sofre um desequilíbrio com relação às outras. Acontece de ficar para os fins de semana e para as férias, quando acontecem. Nós aqui reunidos insistimos  para que exista um equilíbrio entre as cinco dimensões formativas para que tenhamos bons pastores missionários", enfatizou o arcebispo, que completou. "Fundamentalmente a dimensão pastoral missionária é a alma do apostolado. Ela puxa e disciplina as outras dimensões".

Durante o encontro, o seminarista arquidiocesano de Ponta Grossa (PR) Wilson Santos Morais, que cursa o terceiro ano de teologia, relatou a sua experiência em missão na diocese de Santarém (PA). "Participei da Experiência Missionária de Santarém entre 2009 e 2010 e foi um momento marcante para a minha formação. Percebo que hoje temos uma mudança de mentalidade quanto ao ser padre. Esse encontro para refletir sobre a formação missionária dos futuros sacerdotes é positiva porque estamos fazendo isso a partir da base, dialogando com os seminaristas".

O arcebispo de Porto Velho (RO) dom Esmeraldo Barreto de Farias, que também participou do encontro disse que a reflexão "fundamenta toda a necessidade da experiência missionária na formação dos futuros presbíteros, para que desde já, eles possam dizer: nós somos preparados para a missão e estamos conscientes de que não existe outro modo de exercer a Palavra de Deus senão pelo modo missionário". De acordo com o arcebispo, as redes devem ser lançadas hoje na "realidade urbana, rural, dos jovens, das famílias, e em todos os ambientes que nos desafiam".

A Missão na Prática

Padre Alaelson Sousa de Lima, formador do Seminário São Pio X (Filosofia e Teologia) na diocese de Santarém (PA) e coordenador dos trabalhos da Experiência Missionária que vai para sua sexta edição, a partir do próximo mês de dezembro, aposta neste modelo de formação para seminaristas. "É um modo envolvente que colabora na formação missionária dos futuros padres. Na Experiência eles mergulham na realidade das comunidades, sentem como é a vida do nosso povo e isso ajuda bastante. Para este ano as pessoas já estão na expectativa em Santarém. Vamos receber muitos missionários de fora", contou.

O bispo de Goiás (GO), dom Eugênio Rixen, já participou da Experiência Missionária de Santarém e concorda com o modelo formativo de missão feito na prática. "É no contato que os seminaristas fazem uma experiência mais profunda em Jesus Cristo e entendem melhor a Palavra de Deus. O contato com a realidade também ajuda nos estudos e dá sentido à vocação".

Critérios de ordenação

Segundo dom Pedro Brito, as discussões feitas na reunião dos bispos e formadores de seminário não devem se esgotar hoje, quando termina o encontro. Ele disse que a Comissão para os Ministérios Ordenados sempre tem pautado a CNBB quanto à importância da questão. "Na Assembleia Geral da CNBB sempre tocamos no assunto 'critérios de ordenação presbiteral'. Não podemos deixar de insistir que só devem ser ordenadas pessoas que não pairam dúvida nenhuma quanto à sua idoneidade em todos os campos formativos, inclusive no campo da pastoral e da missionariedade".

Ainda nesta quinta-feira, a reunião acolhe representantes da OSIB (Organização dos Seminários e Institutos do Brasil) para tratar de um seminário que deve acontecer em 2014 sobre a formação presbiteral no Brasil. Na próxima Assembleia Geral da CNBB, antecipou dom Pedro, "vamos passar ao episcopado brasileiro nossa preocupação sobre os critérios de ordenação e queremos anunciar o seminário que deve pautar a formação dos padres no conjunto das cinco dimensões formativas".


Papa preside Consistório neste sábado

O Vaticano divulgou o esquema de celebração, em latim, do Consistório para a criação de seis cardeais neste sábado, 24; esse será o quinto Consistório no Pontificado de Bento XVI. O rito de entrega do barrete e do anel vai ocorrer na Basílica de São Pedro, a partir das 11h, refere o Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice.

Os novos cardeais são o patriarca libanês Béchara Boutros Raï, de 72 anos; o estadunidense Dom James Michael Harvey, de 63 anos, até agora Prefeito da Casa Pontifícia; Dom John Olorunfemi Onaiyekan, de 68 anos, Arcebispo de Abuja (Nigéria); Dom Rubén Salazar Gómez, com 70 anos, Arcebispo de Bogotá (Colômbia); Dom Luis Antonio Tagle, de 55 anos, Arcebispo de Manila (Filipinas); e o Arcebispo indiano Dom Baselios Cleemis Thottunkal, de 53 anos, que se vai tornar o mais jovem membro do colégio cardinalício.

Após a proclamação das leituras e da alocução do Papa, Bento XVI vai ler a fórmula de criação e proclamará solenemente os nomes dos seis cardeais, para os unir com "um vínculo mais estreito à Sé de Pedro". Depois terá lugar a profissão de fé e o juramento dos novos cardeais, de fidelidade e obediência ao Papa e seus sucessores, "agora e para sempre". Cada um ajoelha-se, para receber o barrete cardinalício, que Bento XVI impõe "como sinal da dignidade do cardinalato", significando que todos devem estar prontos a comportar-se "com fortaleza, até à efusão do sangue".

O Papa oferece ainda um anel aos novos cardeais para que se "reforce o amor pela Igreja", seguindo-se a atribuição a cada cardeal uma igreja de Roma (título ou diaconia) – que simboliza a "participação na solicitude pastoral do Papa" na cidade -, bem como a entrega da bula de criação cardinalícia, momento selado por um abraço de paz. Ainda no sábado, vão ter lugar as visitas de cortesia aos novos cardeais, no Vaticano.

No domingo, solenidade litúrgica de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, o Papa vai presidir à missa com os novos cardeais, a partir das 09h30, na Basílica de São Pedro.


Comissão para Vida e família e Pastoral Familiar propõem 'Vigília pela Vida Nascente'

No ano de 2010, para as vésperas do 1º Domingo do Advento, o papa Bento XVI propôs uma "Vigília pela Vida Nascente" a toda Igreja católica. Esta proposta foi acolhida por várias dioceses e paróquias no Brasil. E neste ano – por sugestão de algumas dioceses, paróquias e comissões de defesa de vida –, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família (CEPVF), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), sugerem que a proposta seja retomada.

De acordo com as comissões, para se realizar um ato em favor da vida, "não há necessidade de muita organização". No site da CNBB, na seção da Comissão Vida e Família, encontram-se a carta de motivação enviada pelos presidentes da Congregação do Culto Divino e do Pontifício Conselho para a Família, bem como um roteiro para preparar uma vigília e sugestões de cantos.

O Papa havia também falado da possibilidade de se realizar uma adoração ao Santíssimo Sacramento. Segundo as comissões, pode-se também estender a oração por "uma cultura de vida e de amor", dentro do contexto litúrgico do Advento, na celebração eucarística, cuja intenção seja a acolhida da vida, sua proteção e sua promoção, em todas as fases.

Nesta ocasião, é oportuno lembrar que a coleta de assinatura para o Estatuto do Nascituro continua sendo feita no site da Pastoral Familiar. O projeto de lei do Estatuto do Nascituro se encontra agora na Comissão de Finanças e Tributação. "É de suma importância que haja favorável manifestação popular junto aos deputados desta Comissão. Também rezamos pela proteção da vida em nossas grandes cidades, perturbadas pela violência, e para que haja paz para os países em guerra", divulgou a Pastoral Familiar, em seu site.


Equipe de reflexão da Comissão para a Liturgia se reúne em São Paulo

Nos dias 20 e 21 de novembro, foi realizado no Mosteiro da Transfiguração - Monges Camaldolenses, em São Paulo, e equipe de reflexão da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia - Setor Pastoral Litúrgica. A reunião teve como principal objetivo, estudar e fazer emendas ao Diretório da Comunicação, que posteriormente será submetido à aprovação na 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil em 2013.

A reunião contou com a presença do bispo auxiliar de São Paulo e membro da comissão, dom Edmar. O bispo afirmou que a cada encontro, os membros da equipe, ficam mais cientes da importância de seus trabalhos junto à comissão. E também afirmou que a oportunidade propicia que os laços fraternos e de amizade, entre os membros, cada vez mais, sejam fortalecidos.

"Reunião após reunião, crescem na amizade e na compreensão de sua missão. Vejo que todos estão bem empenhados com essa causa eclesial: a liturgia. Deus recompense a dedicação de cada um(a) dos membros, colaborando sempre mais eficazmente na promoção da liturgia na Igreja no Brasil", disse.

O assessor da comissão, padre Hernaldo pinto de farias, esclareceu que além do estudo e da construção de emendas para o Diretório da Comunicação, também foram realizadas outras atividades. "Fizemos uma avaliação de alguns projetos da comissão, e programamos o ano de 2013", revelou.


Seminaristas do RS exortam a renovação missionária

O Conselho Missionário de Seminaristas (Comise) da Província Eclesiástica de Passo Fundo (RS) divulgou uma carta-síntese da Formação Missionária para Seminarista que aconteceu nos dias 23 a 26 de outubro, em Passo Fundo, com assessoria do diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Camilo Pauletti e do secretário nacional da Pontifícia União Missionária, padre Jaime Patias. No texto, o Comise do Rio Grande do Sul convoca a Igreja a "estar atenta aos sinais dos tempos, em especial neste período, fortemente marcado por grandes mudanças, que atingem, ao mesmo tempo, todos os segmentos e o mundo todo, configurando uma 'mudança de época' DAp 44, e dispor-se no exercício de adaptação eclesial e pastoral". Destaca-se também na síntese a exortação a sair das "estruturas caducas que já não favorecem a transmissão da fé DAp 365, ressignificando-as em espaços de acolhimento, fraternidade e missão; exercitar-se numa nova maneira de pensar, refletir e ver as coisas, num processo de permanente renovação e conversão pastoral". Leia aqui a íntegra da mensagem.

2º Interdiocesano da Pastoral da Sobriedade realizado no Regional Nordeste 1 da CNBB

Aconteceu nos dias 16 a 18 de novembro, no Centro de Expansão de Formação Dom Vicente Matos, em Crato (CE), o 2º Interdiocesano, que este ano teve como tema "Professar a Fé e Projeto Prevenir".

Cerca de 70 agentes, de seis dioceses do Regional Nordeste 1 da CNBB (Ceará) estiveram presentes. Nos três dias de evento aconteceram palestras, pregações, grupo de autoajuda para dependentes químicos e familiares, partilhas e momentos de espiritualidades, como Terço da Sobriedade, novena, adoração ao Santíssimo Sacramento e a missa de envio, celebrada por dom Fernando Panico, bispo de Crato.

"A Pastoral da Sobriedade é a resposta da Igreja ao fenômeno da toxico-dependência. É uma mensagem de esperança e um serviço que vai além do fato em si, pois chega ao núcleo central da pessoa humana. Não se limita a eliminar somente o mal, mas propõe também a redescoberta do verdadeiro sentido da vida. É um serviço da escola evangélica e realizado por meio de formas concretas de acolhida, que, na prática, traduzem uma proposta de vida e uma mensagem de amor", disse dom Fernando, na homilia na missa de envio dos agentes da pastoral.


Arquidiocese de Salvador realiza Assembleia sobre Nova Evangelização

A arquidiocese de Salvador (BA) realiza uma Assembleia, neste sábado, dia 24 de novembro, com o objetivo de avaliar a caminhada pastoral de 2012 e planejar as ações de evangelização a serem desenvolvidas entre 2013 e 2015. A reunião acontece no Colégio Nossa Senhora da Salette.

O evento tem como base a reflexão sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) e contará com a presença do arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, e dos bispos auxiliares, dom Gilson Andrade da Silva e dom Giovanni Crippa. Além desses, também participam padres (particularmente, os párocos e vigários paroquiais), diáconos, seminaristas, representantes dos religiosos e um representante de cada movimento eclesial existente na arquidiocese.

De acordo com dom Murilo Krieger, em entrevista concedida ao Jornal São Salvador, dentre as prioridades da ação evangelizadora para a arquidiocese destacam-se três desafios: atingir um maior número de pessoas; intensificar a Pastoral Vocacional; e tornar ainda mais conhecida a Palavra de Deus e o Catecismo da Igreja Católica. "Os desafios pastorais que temos são muitos e exigentes. Precisamos, pois, nos multiplicar para ter respostas para os problemas e as necessidades pastorais diante de nós", diz.

Este ano o trabalho pastoral da arquidiocese tem passado por uma reestruturação, com o propósito de estabelecer novos rumos para a evangelização nos grandes centros urbanos. O estudo das DGAE foi o ponto de partida para que paróquias, pastorais e movimentos desenvolvessem as atividades.

"A leitura do documento nos motivou. Nele encontramos elementos que dão força para a nossa caminhada pastoral, nossa identidade. Ele nos mostra que nosso serviço se enquadra nas propostas da Igreja. Portanto, nosso grande desejo é que a proposta das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil possa se efetivar, e que o serviço que desempenhamos ganhe visibilidade enquanto Igreja Católica", afirmo a coordenadora da Pastoral do Menor, Maria Glacia Bastos.


Terreno da Catedral Cristo Rei recebe presépio de Natal pela primeira vez

A arquidiocese de Belo Horizonte começa a montar, nesta sexta-feira, dia 23, o presépio de Natal que ficará no terreno da Catedral Cristo Rei. A inauguração será no próximo domingo, 25 de novembro, Festa de Cristo Rei, a partir das 16h. A solenidade contará com apresentação de um coral, composto por 140 crianças assistidas pelas obras sociais da Paróquia São Marcos, do bairro Maria Goretti (Região Nordeste de Belo Horizonte). Será a primeira vez que o terreno da Catedral Cristo Rei, localizado na Av. Cristiano Machado, em frente à Estação Vilarinho, no bairro Juliana, receberá um presépio.

Nesta sexta-feira, será construída a estrutura de madeira e bambu que abrigará as imagens. Também será preparado o caminho a ser percorrido pelos fiéis para chegarem ao presépio. O percurso terá imagens de anjos. A singela estrutura objetiva reviver no terreno da Catedral Cristo Rei a antiga tradição dos presépios, instituída por São Francisco de Assis, em 1223. Naquele ano, na cidade de Greccio (Itália), São Francisco decidiu celebrar a Missa de Natal entre o boi e o jumento. São Francisco queria ver, com os olhos do corpo, como o menino Jesus, escolhendo a humilhação, foi deitado na manjedoura. Esse acontecimento foi a inspiração para, mais tarde, o Natal ser representado por meio do presépio.O arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, ao convidar os fiéis a celebrarem o Natal, revivendo a tradição do presépio, lembra que as imagens irradiam uma força educativa. "Os presépios mostram que o Natal é muito mais do que uma época para o consumo, caracterizado por lojas cheias, vitrines decoradas e pessoas ansiosas por presentes caros. Na verdade, o Natal ensina a lição da oferta e do desapego. É tempo de alegria e confraternização, festa que conclama todos para o exercício da caridade".

Após a inauguração do presépio, no próximo domingo, grupos vão realizar uma Novena de Natal no terreno. Na oportunidade, serão arrecadados alimentos e outros donativos para a Casa de Apoio Nossa Senhora da Conceição, instituição da Arquidiocese de Belo Horizonte que acolhe pessoas com HIV.

Programação

16h – Recitação do Terço16h30 – Apresentação das Crianças Sonoro Despertar17h15 – Reflexão sobre tema da Novena e sobre a Festa de Cristo Rei18h – Oração do Ângelus


Bispos do Regional Nordeste 4 realizam visita ao Santuário de Fátima no Ceará

Membros do Episcopado do Regional Nordeste 4 da CNBB (Piauí), estão reunidos desde segunda-feira, dia 19 de novembro, durante a tradicional viagem dos bispos, realizadas todos os anos no mês de novembro. A viagem teve início pela Serra do Ibiapaba, Ceará, visitando o Santuário de Fátima na Paróquia São Benedito, onde foram acolhidos por dom Francisco Javier Hernández Arnedo, bispo de Tianguá, e pelo padre Antônio Irineu, Reitor do Santuário.

Na terça-feira, dia 20, os bispos participaram da Santa Missa no Santuário, que foi presidida por dom Juarez Silva, bispo de Oeiras, se dirigiu aos presentes e a todos os fiéis do estado do Piauí, que na oportunidade assistiam à Celebração Eucarística através da Web TV Maria Mãe de Deus.

Ainda na cidade de São Benedito, os bispos visitaram uma empresa produtora de rosas, em seguida foram ao Mosteiro Nossa Senhora de Guadalupe (Monjas Contemplativas Agostinianas Recoletas) em Guaraciaba. E finalizaram a visita na Pousada de Inhuçu, onde dom Javier ofereceu o almoço de confraternização.

Dom Alfredo Schaffler, bispo de Parnaíba e presidente do Regional Nordeste 4, agradeceu pela calorosa acolhida em nome de todos os bispos do Piauí. "Queremos agradecer a acolhida que nos foi dispensada neste belíssimo Santuário, lugar que convida a contemplação, a oração, para louvar a Deus por tantos benefícios que todos nós recebemos ao longo de nossa vida. Agradecemos ao padre Antônio e a dom Javier pela acolhida", disse.

Do Ceará os bispos seguiram viagem para Parnaíba (PI), onde permanecerão reunidos até hoje, sexta-feira, dia 23 de novembro, avaliando a caminhada pastoral do Regional ao longo do ano e planejando as atividades para 2013.

Bispos celebram a abertura do Ano da Fé na Paróquia de Fátima em Parnaíba

Reunidos na cidade de Parnaíba, o bispos do Regional celebram na última quarta-feira, dia 22 de novembro, a abertura do Ano da Fé, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, localizada no Conjunto Habitacional Joaz Souza.

Entre as atividades apresentadas estão às ações realizadas pelas dioceses Piauí para ajudar a população que sofre com a seca, como os seminários, fóruns, caminhadas e manifestos, além de doações e projetos de convivência com o semiárido.


Solidariedade será marca da 6ª Caminhada pela Paz

"Juazeiro vai viver um grande abraço coletivo e provar que as pessoas valem mais que as coisas materiais". É o que prevê o padre José Filipe Pulpahyil, organizador da sexta edição da Caminhada pela Paz, evento que acontecerá neste sábado, 24 de novembro, em Juazeiro (BA). A concentração se dará no Parque Lagoa de Calú a partir das 18h. O ideal do evento é promover a cultura da paz entre os cidadãos do Vale do São Francisco além de apoiar projetos sociais.

Neste ano, a organização prepara uma coleta de alimentos como gesto concreto da Caminhada. "Nossos abraços devem chegar também aos irmãos mais necessitados. Por isso as ofertas da caminhada serão convertidas em cestas básicas para o projeto Natal Sem Fome", detalha o padre José Filipe. "Os alimentos ainda poderão ser entregues na igreja do Cosminho, no bairro Alagadiço, até 20 de dezembro".

Além disso, os caminhantes terão um desafio: "Teremos quatro momentos em que o trio elétrico vai parar durante o percurso, e aí os participantes serão convidados a abraçar outras pessoas, até completar mil abraços. O importante é a mensagem que isso traz", explica o padre. "A cultura competitiva que nós vivemos faz com que as pessoas esqueçam que o ser humano tem valor".

O encerramento da Caminhada será na Orla, quando serão premiados os três ganhadores do concurso de redação promovido em preparação à festa. Das centenas de textos enviados à organização, 15 foram selecionados. Os autores classificados irão desfilar no minitrio durante o evento. O ápice do movimento será a Benção do Santíssimo Sacramento, presidida pelo padre Josemar Mota, pároco da Catedral.

Edições anteriores e projetos sociais

No ano passado a Caminhada pela Paz reuniu 50 mil pessoas na Orla Nova, com transmissão ao vivo para todo o Brasil. O evento começou em 2007, com um público de 10 mil participantes. De lá para cá a iniciativa já possibilitou a concretização de vários projetos sociais como a Fábrica de Sabão ecológico Jubileu, que recolhe óleo de cozinha usado, uma Escola de Música para jovens e adultos, e um curso de computação para idosos. Os projetos funcionam na Paróquia do Cosminho.


Seminário Estadual das Pastorais Sociais em Porto Alegre (RS)

Mais de 60 agentes e lideranças do estado do Rio Grande do Sul participaram, de 19 a 20 de novembro, do Seminário Estadual das Pastorais Sociais. No evento, tratou da temática da 5ª Semana Social Brasileira (SSB). O encontro realizou-se no convento dos Carmelitas, em Porto Alegre (RS). O seminário contou com a presença do Pe. Nelito Dornelas, da assessoria das Pastorais Sociais da CNBB, e teve como objetivo avaliar o processo realizado em 2012 e programar as atividades para 2013. Os participantes realizaram os trabalhos em harmonia com a orientação dos bispos do Regional Sul 3, que escolheu o "Cuidado com a Vida" como uma das suas urgências, indicando a "rearticulação das pastorais sociais" como uma ação prioritária.Todas as Dioceses do regional estão empenhadas na construção da 5ª SSB, aproveitando esta oportunidade para a formação dos agentes pastorais e o diálogo com as escolas e universidades, bem como a articulação com os vários movimentos populares existentes no estado e que atuam na promoção de políticas publicas, em defesa dos pobres e a serviço da vida. Nos dias 6 e 7 de abril de 2013 haverá um seminário estadual da 5ª SSB. Dom Canísio Klaus, bispo de Santa Cruz do Sul, acompanhou o seminário e o avaliou como um marco positivo de impulso para as pastorais sociais.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 21/11/2012

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Mons. Benedito Araújo, Bispo Coadjutor de Guajará-Mirim - RO
  • Dom Benedito Araújo, Bispo de Guajará-Mirim - RO

Ordenação Presbiteral

  • Mons. Benedito Araújo, Bispo Coadjutor de Guajará-Mirim - RO
NOTÍCIAS

CNBB realiza encontro entre Bispos, Formadores e Seminaristas

A Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, e a Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, com o apoio da Comissão Especial para a Amazônia, das Pontifícias Obras Missionárias (POM) e CCM, está realizando entre os dias 19 e 22 de novembro, no Instituto São Boaventura, em Brasília, o segundo Encontro entre Bispos, Formadores e Seminaristas. O objetivo do encontro é tratar do projeto Experiências Missionárias com seminaristas.

O encontro contou com a presença do secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, e tem por objetivo dar continuidade à reflexão e partilha de experiências missionárias com seminaristas e trabalhar a sistematização delas, aprofundando o seu significado para o processo formativo.

O encontro com Jesus Cristo é o início do processo formativo do seminarista e a correspondência amorosa é pressuposto da formação presbiteral (cf. DFPIB 300, 93, 46). Esta iniciativa visa ajudar na superação da falta de espírito missionário (cf. DAP 100c).

Participam do encontro bispos e formadores que estejam interessados em aprofundar as experiências missionárias com seminaristas e também Seminaristas que tenham vivido uma experiência missionária durante o período de formação.

"À Virgem Maria, primeira missionária, confiamos o nosso segundo encontro", disse o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada padre Deusmar Jesus da Silva.


3º Encontro Nacional da Missão Continental aborda a Paróquia Missionária

"Por uma paróquia em estado permanente de missão: reestruturação e dinamização dos serviços paroquiais, a continuidade da missão popular e a sua vocação para a missão além-fronteiras". Este é o tema do 3º Encontro Nacional da Missão Continental, organizado pelo Centro Cultural Missionário (CCM) em parceria com as Pontifícias Obras Missionárias (POM). O evento reúne 60 pessoas de todos os regionais da CNBB desde a última segunda-feira, 19 de novembro, e termina no dia 23. O bispo da prelazia de São Félix do Araguaia (MT) e presidente da Comissão para a Missão Continental da CNBB, dom Adriano Ciocca Vasino, manifestou o desejo de que a Missão aconteça nas bases onde a verdadeira ação pastoral se desenvolve. Já o padre Sidnei Ferreira, assessor da CNBB para a Missão Continental, explicou que a fase de divulgação do Projeto já passou. "Estamos agora no período de aprofundamento para passar de uma pastoral de manutenção para uma pastoral decididamente missionária". Segundo padre Sidnei, em alguns países da América do Sul o Projeto da Missão Continental se transformou nas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja local. No Brasil, criou-se uma comissão para coordenar o Projeto, mas as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (2011-2015) estão em plena sintonia com a Conferência de Aparecida que lançou a Missão Continental. Maria Juciene Barreto veio de uma das mais novas dioceses brasileiras, a de Salgueiro (PE), mas que já é um exemplo concreto da necessidade de trabalhar a dimensão missionária a partir das comunidades. "Com o desmembramento da diocese de Salgueiro, das dioceses de Petrolina e Floresta, tudo se tornou muito novo para nós. Por isso uma formação como essa nos dá muitas expectativas para trabalhar o processo da paróquia missionária que é o futuro da Igreja. Sem esse olhar não conseguimos atingir as pessoas". O encontro tem como motivação maior, segundo o bispo de Osório (RS) e um dos três bispos referenciais para Comissão para a Missão Continental, dom Jaime Pedro Kohl, as orientações do DAp quanto à dimensão missionária enquanto modelo de evangelização. "Nosso desejo é criar a consciência da necessidade das dioceses e paróquias levarem a sério os desafios de Aparecida, de fazer de cada cristão discípulo-missionário, de cada comunidade cristã, comunidade missionária, a partir do despertar dessa consciência missionária que Aparecida nos interpela.", disse.

Coordenação disponibiliza instrumental de registro da 5ª SSB

A Coordenação da 5ª Semana Social Brasileira (SSB)  disponibiliza para os movimentos sociais, comunidades, sindicatos, associações, ONGs, paróquias, dioceses e Regionais, um instrumental de registro e sistematização dos trabalhos realizados no processo da 5ª SSB. A expectativa dos organizadores é que a coleta do instrumental possa ajudar no levantamento geral das atividades realizadas em todo o Brasil. O material pode ser solicitado por e-mail nos endereços ssbcomunicacao@cnbb.org.br ou psocial@cnbb.org.br, como também para o endereço: CNBB - SES, Quadra 801, conjunto "B", Asa Sul  - CEP: 70401-900 – Brasília, DF. O material também está na página da 5ª SSB: www.semanasocialbrasileira.org.br

Bispos do Regional Centro-Oeste divulgam nota contra violência

Após uma reunião que ocorreu nos dias 15 e 16 de novembro, em Uruaçu (GO), os bispos do Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de uma mensagem, expressaram preocupação com o atual crescimento da violência.

Na mensagem, os bispo manifestam indignação pelo aumento na quantidade de assassinatos, entre outras situações como "desigualdades sociais, corrupção, impunidade, políticas públicas de saúde deficitárias, atentados contra a vida nascente, tráfico e desaparecimento de pessoas, imprudência no trânsito, precárias condições das estradas, insegurança dos moradores das cidades e do campo, péssima situação das cadeias públicas, atos  devastadores contra a natureza."

Os bispos manifestaram solidariedade as vítimas da violência, e fizeram um convite à sociedade organizada para valorizar, defender e promover a vida.

Leia a nota na íntegra:

Nota contra a violência

"Bem-aventurados  os  que  promovem  a  paz,porque serão chamados filhos de Deus" (Mt 5,9).

Nós, Bispos do Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB (Estados de Goiás, Tocantins e Distrito Federal), reunidos em Uruaçu - GO, nos dias 15 e 16 de novembro de 2012, manifestamos nossa preocupação com a situação da crescente violência em nossos dias.

Vivemos numa cultura de violência e morte, consequência da perda dos valores, da banalização da vida e da dignidade da pessoa humana, da injustiça social e da impunidade, o que é inaceitável do ponto de vista humanitário e cristão.

Causa-nos indignação o aumento de assassinatos, muitas vezes por vingança, interesses financeiros, pelo narcotráfico, pela falta de respeito ao diferente, higienização social e tantas outras razões. A violência não se combate com mais violência.

Apontamos várias situações e fatores de violência: desigualdades sociais, corrupção, impunidade, políticas públicas de saúde deficitárias, atentados contra a vida nascente, tráfico e desaparecimento de pessoas,  imprudência no trânsito, precárias condições das estradas, insegurança dos moradores das cidades e do campo, péssima situação das cadeias públicas, atos  devastadores contra a natureza.

Somos solidários com a dor das vítimas e de suas famílias.  É preciso que os crimes sejam apurados, os transgressores punidos e as vítimas e/ou suas famílias indenizadas.

A vida é dom de Deus. Ninguém tem o direito de tirá-la. Cabe a toda pessoa e à sociedade organizada valorizar a vida, defendê-la e promovê-la.  Aos que se comprometem com esse objetivo manifestamos o nosso apreço e incentivo.

Em Jesus Cristo, Príncipe da Paz, somos todos chamados a construir a cultura da vida, da justiça e da paz.


Assembleia marca celebração dos 50 anos do Regional Centro-Oeste

Discípulos Missionários a Serviço do Reino: este foi o tema da XVIII Assembleia do Povo de Deus do Regional Centro-Oeste da CNBB. O evento foi realizado nos dias 16 a 18 de novembro, em Uruaçu (GO). O objetivo do evento foi promover a reflexão e apontar caminhos para a evangelização na região, além da celebração dos 50 anos do Regional Centro-Oeste e o aniversário de 90 anos de vida de dom Tomás Balduíno, bispo emérito da Diocese de Goiás. Segundo o secretário-executivo do Regional, Pe. Eduardo Luiz Rezende, "todos foram convidados a aprofundar o testemunho na concretização da missão da Igreja no coração do Brasil, respeitando as diferenças e reconhecendo a caminhada já realizada, mas buscando, sobretudo, manter a unidade pastoral e o espírito de comunhão, para que a Igreja no Centro Oeste esteja sempre em permanente de missão". O caminho metodológico do encontro foi o das cinco urgências contidas nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil (DGAE 2011-2015). Na abertura, o anfitrião, dom Messias dos Reis Silveira, bispo de Uruaçu, disse que "são muitos os filhos de Deus que se deixam ser guiados pelo amor. Alegremo-nos por essa gente santa que encontramos em nossas comunidades. Como é bonito o germinar das sementes do Reino em nosso meio. Cada pessoa que aqui se encontra com certeza tem um zelo muito grande pastoral e deseja vencer todas as seduções para o mal e permanecer fiel ao Pai e o Filho". A análise de conjuntura foi apresentada pelo professor José Mateus. Cada diocese apresentou uma síntese de sua atuação. O assessor do encontro, padre Rafael Vieira, provocou a Assembleia para a necessidade do aprofundamento no mundo da comunicação que gera vida. Divididos em grupos de trabalho, os participantes preparam propostas para cada urgência apresentada nas Diretrizes. Uma celebração eucarística, na noite do dia 17, marcou a comemoração dos 50 anos do Regional Centro-Oeste e 90 anos de vida de dom Tomás Balduino. Na ocasião, o atual bispo de Goiás, dom Eugenio Rixen, destacou que seu antecessor teve uma presença muito positiva na Diocese de Goiás e no Regional. "Ele implementou aqui a ideia da Igreja Povo de Deus, para o qual a hierarquia deve estar a serviço" afirmou.  O presidente do Regional Centro Oeste, dom José Luiz Majella Delgado, agradeceu a presença de dom Tomás. "Agradecemos pela sua presença, seu testemunho e sobretudo pelo seu profetismo. Oxalá todos nós, com o nosso testemunho cristão, vivendo nosso batismo, consigamos incomodar o mundo em que vivemos". Como documento final, foi aprovada a Carta Compromisso contendo as propostas votadas e que irão compor os planos diocesanos de pastoral, bem como o planejamento das pastorais, organismos e movimentos.

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 20/11/2012

REFLEXÃO

O Evangelho de hoje nos mostra os passos que todos nós devemos dar no caminho da conversão. Inicialmente, Jesus nos provoca o desejo de conhecê-lo e nós, respondendo a essa provocação, procuramos vê-lo de alguma forma. Então Jesus entra na nossa vida e nós, porque alegremente o acolhemos, fazemos a experiência da sua companhia e da sua amizade através da intimidade da experiência interior, o que nos faz vislumbrar os verdadeiros valores que nos fazem felizes, de modo que procuramos viver o amor fazendo o bem e reparando o mal que praticamos. Assim, Jesus nos encontra quando estamos perdidos e nos possibilita trilhar o caminho da salvação.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Diamantino Prata de Carvalho, OFM, Bispo de Campanha - MG

Ordenação Episcopal

  • Dom Hilário Moser, SDB, Bispo Emérito de Tubarão - SC
  • Dom João Evangelista Martins Terra, SJ, Bispo Auxiliar Emérito de Brasília - DF
NOTÍCIAS

Consciência Negra: reflexão sobre a identidade nacional

O dia 20 de novembro, por meio da lei 10.639/2003, é o dia nacional da Consciência Negra. A escolha desta data é uma referência ao líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, morto nesta data no ano de 1695. "A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão no período do Brasil Colonial", avalia o coordenador nacional da Pastoral Afro-Brasileira, Pe. Jurandyr Azevedo de Araújo. "Ele foi morto defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil", afirma Pe. Jurandyr. Zumbi recebeu, em 1996 o título de Herói nacional, e seu nome está inscrito no Livro do Aço, no Panteão da Liberdade e da Democracia, na praça dos Três Poderes, em Brasília (DF). A comemoração do Dia da Consciência Negra é um momento importante de reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. De acordo com Jurandyr, os descendentes dos povos negros africanos colaboraram muito com a história do país em diversos aspectos. "A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão", afirma o sacerdote. O papa João Paulo II, durante a visita a Santo Domingo em 1992, recordou que "A estima e o cultivo dos vossos valores Afro-americanos, enriquecerão infalivelmente a Igreja". Por este motivo, a Pastoral Afro-Brasileira atua no processo de cidadania do povo negro. A CNBB, no documento 65, intitulado "Brasil: 500 Anos de diálogo e Esperança", publicado em 2000, afirma que "acolher, com abertura de espírito as justas reivindicações de movimentos - indígenas, da consciência negra, das mulheres e outros - (...) e empenhar-se na defesa das diferenças culturais, com especial atenção às populações afro-brasileiras e indígenas" (CNBB, Doc. 65, nº 59).

Presidente da CRB está na Europa para uma série de encontros sobre a Vida Consagrada

A presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), irmã Márian Ambrósio, se encontra na Europa para uma série de encontros. A primeira etapa é na Alemanha, com os responsáveis pela Adveniat, organismo da Conferência Episcopal Alemã.

A segunda etapa é na Itália, no Vaticano, para apresentar o relatório anual à Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Está programado um dia de diálogo com o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, cardeal João Braz de Aviz, e seus assessores para esclarecimentos, responder questões e fazer solicitações.

Segundo irmã Márian, será feito um pedido de apoio para um novo protagonismo em relação à Vida Monástica e Contemplativa e de incentivo aos bispos do Brasil a aprovar com mais agilidade algumas novas formas de Vida Consagrada que se aproximam da CRB Nacional. Esta instituição pretende aprovar um novo estatuto, a partir do acordo Brasil – Santa Sé.

O terceiro e último compromisso da Presidente da CRB Nacional é um encontro internacional de Revistas sobre Vida Consagrada. Irmã Márian retorna ao Brasil no início de dezembro.


A CNBB e a animação pastoral das vocações e ministérios

Conhecida como "comissão um" da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada representa a atenção do episcopado brasileiro com as vocações, ministérios e a vida consagrada. Atualmente presidida por dom Pedro Brito Guimarães (foto), a Comissão tem como foco de suas ações a promoção das vocações e ministérios, bem como acompanhar os religiosos e institutos seculares.

No artigo a seguir, o assessor da Comissão, padre Deusmar Jesus da Silva, apresenta um histórico da atuação da CNBB neste campo ao longo dos últimos 60 anos.

COMISSÃO EPISCOPAL PASTORAL

PARA OS MINISTÉRIOS ORDENADOS E A VIDA CONSAGRADA

Olhando os documentos da Igreja, percebemos que o planejamento pastoral foi sempre um valioso instrumento pedagógico que a CNBB encontrou para animar e articular a ação pastoral em nível nacional e regional a partir das Igrejas locais, garantindo, ao mesmo tempo, a presença da Igreja numa sociedade em profundo processo de transformação. A primeira experiência de planejamento pastoral nasceu em 1962 com o Plano de Emergência em pleno clima conciliar. Importante observar que o Plano de Emergência já apresentava uma preocupação vocacional, pois, entre as quatro áreas prioritárias apontadas por este documento para a atuação eclesial, a segunda área denomina-se: "Para uma renovação do Ministério Sacerdotal". De 1966 a 1970, a Igreja no Brasil trabalhou sob as orientações do Plano de Pastoral de Conjunto. Estas orientações foram prorrogadas em 1970 e atualizadas em 1975. O Plano de Pastoral de Conjunto inaugurou o esquema das seis linhas pastorais, a saber: Linha 1: Unidade Visível; linha 2: Educação da Fé; linha 3: Ação Missionária e evangelização em setores especiais da pastoral; linha 4: Liturgia; linha 5: Ação Ecumênica e diálogo religioso; e linha 6: Presença no mundo. O setor vocacional fazia parte da linha 1, também faziam parte desta linha, o setor estruturas da Igreja, setor vida religiosa, setor institutos seculares e novas formas de vida consagrada, o setor leigos e o setor juventude. Na segunda metade da década de 1970, encontramos nos planos bienais dentro dos vários setores da linha 1, relacionados com as vocações e ministérios,  projetos que tratam sobre: conselhos presbiterais, atualização teológica, pastoral e espiritual dos presbíteros, atualização para Bispos, capacitação de animadores vocacionais, reflexão sobre pastoral vocacional, formação para o presbiterado, reflexão sobre a força evangelizadora da vida religiosa, vida contemplativa feminina, levantamento das novas formas de vida consagrada no mundo. No final da década de 70 e início de 80, percebemos nos projetos do setor vocações e ministérios, uma preocupação com o diálogo entre teólogos e bispos, a assimilação e aplicação de Puebla e Diretrizes Gerais da Ação Pastoral, as implicações que a opção preferencial pelos pobres traz à vida e ministério dos presbíteros, o ministério da coordenação, o ministério diaconal no Brasil e os ministérios novos nas bases populares. No início da década de 1980, a Igreja propõe uma ação pastoral a partir das seis linhas com uma nova denominação, a saber: Linha 1: Dimensão comunitária e participativa; linha 2: Dimensão Missionária; linha 3: Dimensão Catequética; linha 4: Dimensão litúrgica; linha 5: Dimensão ecumênica e de diálogo religioso; linha 6: Dimensão profética e transformadora. Os setores: Vocação e Ministérios, Leigos e Estruturas da Igreja, fazem parte da linha 1. São atividades permanentes do setor Vocações e Ministérios: 1) Incentivar e aprofundar a compreensão da vocação cristã a ser vivenciada nas várias vocações específicas; 2) Aprofundar o sentido e acompanhar a práxis dos ministérios exercidos pelos leigos; 3) Acompanhar a Comissão Nacional do Clero; 4) Acompanhar a Comissão Nacional dos Diáconos; 5) Colaborar com a Conferência dos Religiosos do Brasil e a Conferência Nacional dos Institutos Seculares, no âmbito das respectivas conferências; 6) Apoiar os cursos para formadores de seminários e implementar juntamente com a  Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB), encontro de formadores e outros eventos relacionados à formação nos seminários; 7) Promover a Pastoral Vocacional e acompanhar as atividades dos regionais no campo da promoção e formação vocacional; 8) Manter fraterno relacionamento com o setor Vocações e Ministérios do CELAM. Ainda na década de 1980, o setor Vocações e Ministérios com a Comissão Nacional do Clero e as comissões regionais, promovem o primeiro Encontro Nacional de Presbíteros. Com a OSIB, são promovidos encontros com os formadores de seminários e com os bispos representantes do setor seminários nos regionais. O setor promoveu também encontros nacionais de Pastoral Vocacional, encontros de Bispos recém-ordenados, encontros nacionais das escolas diaconais, cursos de reciclagem para presbíteros diocesanos e cursos para bispos. O setor para as Vocações e Ministérios, no início da década de 1990, assume como atividades permanentes, além das assumidas nos planos bienais da década anterior: 1º) integrar a Pastoral Vocacional no conjunto da Pastoral Orgânica, privilegiando as pastorais da Juventude, Catequese e Família, organismos (OSIB, CNC e CND), conferências (CRB e CNIS) e movimentos (SERRA); 2º) Apoiar o Conselho Nacional de Leigos no seu esforço de organização e formação; 3º) Ajudar a criar uma consciência sempre maior de um trabalho integrado entre Pastoral Vocacional, formação inicial e permanente dos presbíteros e diáconos, buscando mútuo diálogo entre organismos e conferências, tais como: OSIB, CNC, CND, CNL, CRB e CNIS. Também, no início da década de 1990 acontece o Sínodo dos Bispos sobre a formação presbiteral e à luz da exortação pós-sinodal Pastores Dabo Vobis. O setor Vocações e Ministérios empreendeu a atualização do documento 30 da CNBB, que culminou com a publicação das novas Diretrizes Básicas da Formação Presbiteral da Igreja no Brasil (Doc. 55). Os Planos Bienais do final da década desta década mudam a nomenclatura referente à comissão dos presbíteros para Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP) e apresentam um projeto de elaboração das Diretrizes Básicas do Diaconado Permanente. O Plano Bienal para os anos 2000 e 2001, apresenta como um dos objetivos da dimensão comunitária e participativa, aprimorar a formação de bispos, presbíteros, diáconos permanentes, leigos/as e de agentes específicos para que participem com mais eficácia da missão global da Igreja. Dentro do setor Vocações e Ministérios, acrescenta em suas atividades o contato permanente com a direção e o conselho de alunos do Colégio Pio Brasileiro e o acompanhamento e atenção aos Bispos Eméritos. Em 2003 acontece a primeira reunião ampliada do Setor Vocações e Ministérios com a participação da CND, CNP, OSIB e de representantes da CRB, CNIS e também do Conselho Nacional de Leigos (CNL). A partir do 17º Plano Bienal (2004–2005), o Setor Vocações e Ministérios recebe uma nova denominação, a saber: Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. No 18º Plano Bienal (2006-2007) aparece também o termo Pastoral e, a partir de então, prevalecendo até hoje, a comissão é denominada: "Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada". Desta comissão fazem parte a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS), a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) a Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP), o Serviço de Animação Vocacional (SAV) / Pastoral Vocacional (PV), a Comissão Nacional dos Diáconos (CND) e os Bispos Novos e Eméritos. Percebemos que, desde a fundação da CNBB, a preocupação com as vocações, ministérios e a vida consagrada esteve presente nos planos de pastoral e projetos da Igreja no Brasil. Foram muitos os Bispos, presbíteros, religiosos (as) e assessores que trabalharam no setor prestando este serviço de suma importância para a caminhada da Igreja. Sem diminuir a importância de todos os projetos e atividades de cada conferência ou organismo da comissão, para o quadriênio 2012 – 2015 queremos destacar: o Encontro Nacional para a Vida Monástica e Contemplativa, o Encontro de Bispos e Formadores sobre a experiência missionária com seminaristas, o Seminário nacional sobre a formação Sacerdotal, o Simpósio Vocacional, a rearticulação da Pastoral Vocacional no Brasil e o trabalho coordenado pela comissão para a criação da Comissão para os Bispos Eméritos. Procurando dar continuidade ao trabalho de longos anos e articular melhor todas as forças vivas a serviço das vocações, ministérios e vida consagrada, a Comissão tem como eixo condutor: "A partir de Jesus Cristo, Verbo encarnado, à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), comprometemo-nos a ser uma Igreja servidora, que nos chama a estar com Ele, formando e enviando em missão". Pe. Deusmar Jesus da Silva Assessor da CMOVC

Lançado o "Kit" do peregrino para o Ano da Fé

O Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização lançou essa semana o "Kit do Peregrino" como um auxílio para se viver o Ano da Fé. O kit é constituído por uma mochila, um mapa com sete itinerários que convidam à formação catequética, um passaporte do peregrino, que será selado nas diferentes basílicas romanas, uma vela branca, um livro de orações e um bracelete vermelho que diferenciará o turista como peregrino do Ano da Fé.

Os peregrinos que desejarem poderão adquirir o kit por cinco euros em diferentes pontos de informação de Roma, e inclusive através da internet, no site www.annusfidei.va. O percurso experimental divide-se em quatro etapas: oração e reflexão sobre a fé; a celebração do Sacramento da Penitência e da Eucaristia; o encontro com os Santos como testemunhas de fé e espiritualidade; e a solene profissão de fé na Basílica de São Pedro com a escuta da palavra do sucessor de Pedro, papa Bento XVI.

Cada um dos sete itinerários propostos percorre diversas igrejas de Roma e finaliza na Basílica de São Pedro do Vaticano. De acordo com o convite do papa Bento XVI, estas etapas levarão o peregrino a redescobrir a fé rezada, meditada, vivida, celebrada e professada.


Mensagem do papa Bento XVI para a 28ª Jornada Mundial da Juventude

"Ide e fazei discípulos entre as nações!" (cf. Mt 28,19)

Queridos jovens,

Desejo fazer chegar a todos vós minha saudação cheia de alegria e afeto. Tenho a certeza que muitos de vós regressastes a casa da Jornada Mundial da Juventude em Madrid mais «enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé» (cf. Col 2,7). Este ano, inspirados pelo tema: «Alegrai-vos sempre no Senhor» (Fil 4,4) celebramos a alegria de ser cristãos nas várias Dioceses. E agora estamo-nos preparando para a próxima Jornada Mundial, que será celebrada no Rio de Janeiro, Brasil, em julho de 2013.

Desejo, em primeiro lugar, renovar a vós o convite para participardes nesse importante evento. A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre àquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele! Vivei essa experiência de encontro com Cristo, junto com tantos outros jovens que se reunirão no Rio para o próximo encontro mundial! Deixai-vos amar por Ele e sereis as testemunhas de que o mundo precisa.

Convido a vos preparardes para a Jornada Mundial do Rio de Janeiro, meditando desde já sobre o tema do encontro: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28,19). Trata-se da grande exortação missionária que Cristo deixou para toda a Igreja e que permanece atual ainda hoje, dois mil anos depois. Agora este mandato deve ressoar fortemente em vosso coração. O ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos à «nova evangelização para a transmissão da fé cristã». Por isso me alegro que também vós, queridos jovens, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros.

1. Uma chamada urgente

A história mostra-nos muitos jovens que, através do dom generoso de si mesmos, contribuíram grandemente para o Reino de Deus e para o desenvolvimento deste mundo, anunciando o Evangelho. Com grande entusiasmo, levaram a Boa Nova do Amor de Deus manifestado em Cristo, com meios e possibilidades muito inferiores àqueles de que dispomos hoje em dia. Penso, por exemplo, no Beato José de Anchieta, jovem jesuíta espanhol do século XVI, que partiu em missão para o Brasil quando tinha menos de vinte anos e se tornou um grande apóstolo do Novo Mundo. Mas penso também em tantos de vós que se dedicam generosamente à missão da Igreja: disto mesmo tive um testemunho surpreendente na Jornada Mundial de Madri, em particular na reunião com os voluntários.

Hoje, não poucos jovens duvidam profundamente que a vida seja um bem, e não veem com clareza o próprio caminho. De um modo geral, diante das dificuldades do mundo contemporâneo, muitos se perguntam: E eu, que posso fazer? A luz da fé ilumina esta escuridão, nos fazendo compreender que toda existência tem um valor inestimável, porque é fruto do amor de Deus. Ele ama mesmo quem se distanciou ou esqueceu d'Ele: tem paciência e espera; mais que isso, deu o seu Filho, morto e ressuscitado, para nos libertar radicalmente do mal. E Cristo enviou os seus discípulos para levar a todos os povos este alegre anúncio de salvação e de vida nova.

A Igreja, para continuar esta missão de evangelização, conta também convosco. Queridos jovens, vós sois os primeiros missionários no meio dos jovens da vossa idade! No final do Concílio Ecumênico Vaticano II, cujo cinquentenário celebramos neste ano, o Servo de Deus Paulo VI entregou aos jovens e às jovens do mundo inteiro uma Mensagem que começava com estas palavras: «É a vós, rapazes e moças de todo o mundo, que o Concílio quer dirigir a sua última mensagem, pois sereis vós a recolher o facho das mãos dos vossos antepassados e a viver no mundo no momento das mais gigantescas transformações da sua história, sois vós quem, recolhendo o melhor do exemplo e do ensinamento dos vossos pais e mestres, ides constituir a sociedade de amanhã: salvar-vos-eis ou perecereis com ela». E concluía com um apelo: «Construí com entusiasmo um mundo melhor que o dos vossos antepassados!» (Mensagem aos jovens, 8 de dezembro de 1965).

Queridos amigos, este convite é extremamente atual. Estamos passando por um período histórico muito particular: o progresso técnico nos deu oportunidades inéditas de interação entre os homens e entre os povos, mas a globalização destas relações só será positiva e fará crescer o mundo em humanidade se estiver fundada não sobre o materialismo mas sobre o amor, a única realidade capaz de encher o coração de cada um e unir as pessoas. Deus é amor. O homem que esquece Deus fica sem esperança e se torna incapaz de amar seu semelhante. Por isso é urgente testemunhar a presença de Deus para que todos possam experimentá-la: está em jogo a salvação da humanidade, a salvação de cada um de nós. Qualquer pessoa que entenda essa necessidade, não poderá deixar de exclamar com São Paulo: «Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho» (1 Cor 9,16).

2. Tornai-vos discípulos de Cristo

Esta chamada missionária vos é dirigida também por outro motivo: é necessário para o nosso caminho de fé pessoal. O Beato João Paulo II escrevia: «É dando a fé que ela se fortalece» (Encíclica Redemptoris missio, 2). Ao anunciar o Evangelho, vós mesmos cresceis em um enraizamento cada vez mais profundo em Cristo, vos tornais cristãos maduros. O compromisso missionário é uma dimensão essencial da fé: não se crê verdadeiramente, se não se evangeliza. E o anúncio do Evangelho não pode ser senão consequência da alegria de ter encontrado Cristo e ter descoberto n'Ele a rocha sobre a qual construir a própria existência. Comprometendo-vos no serviço aos demais e no anúncio do Evangelho, a vossa vida, muitas vezes fragmentada entre tantas atividades diversas, encontrará no Senhor a sua unidade; construir-vos-eis também a vós mesmos; crescereis e amadurecereis em humanidade.

Mas, que significa ser missionário? Significa acima de tudo ser discípulo de Cristo e ouvir sem cessar o convite a segui-Lo, o convite a fixar o olhar n'Ele: «Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). O discípulo, de fato, é uma pessoa que se põe à escuta da Palavra de Jesus (cf. Lc 10,39), a quem reconhece como o Mestre que nos amou até o dom de sua vida. Trata-se, portanto, de cada um de vós deixar-se plasmar diariamente pela Palavra de Deus: ela vos transformará em amigos do Senhor Jesus, capazes de fazer outros jovens entrar nesta mesma amizade com Ele.

Aconselho-vos a guardar na memória os dons recebidos de Deus, para poder transmiti-los ao vosso redor. Aprendei a reler a vossa história pessoal, tomai consciência também do maravilhoso legado recebido das gerações que vos precederam: tantos cristãos nos transmitiram a fé com coragem, enfrentando obstáculos e incompreensões. Não o esqueçamos jamais! Fazemos parte de uma longa cadeia de homens e mulheres que nos transmitiram a verdade da fé e contam conosco para que outros a recebam. Ser missionário pressupõe o conhecimento deste patrimônio recebido que é a fé da Igreja: é necessário conhecer aquilo em que se crê, para podê-lo anunciar. Como escrevi na introdução do YouCat, o Catecismo para jovens que vos entreguei no Encontro Mundial de Madri, «tendes de conhecer a vossa fé como um especialista em informática domina o sistema operacional de um computador. Tendes de compreendê-la como um bom músico entende uma partitura. Sim, tendes de estar enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação» (Prefácio).

3. Ide!

Jesus enviou os seus discípulos em missão com este mandato: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo» (Mc 16,15-16). Evangelizar significa levar aos outros a Boa Nova da salvação, e esta Boa Nova é uma pessoa: Jesus Cristo. Quando O encontro, quando descubro até que ponto sou amado por Deus e salvo por Ele, nasce em mim não apenas o desejo, mas a necessidade de fazê-lo conhecido pelos demais. No início do Evangelho de João, vemos como André, depois de ter encontrado Jesus, se apressa em conduzir a Ele seu irmão Simão (cf. 1,40-42). A evangelização sempre parte do encontro com o Senhor Jesus: quem se aproximou d'Ele e experimentou o seu amor, quer logo partilhar a beleza desse encontro e a alegria que nasce dessa amizade. Quanto mais conhecemos a Cristo, tanto mais queremos anunciá-lo. Quanto mais falamos com Ele, tanto mais queremos falar d'Ele. Quanto mais somos conquistados por Ele, tanto mais desejamos levar outras pessoas para Ele.

Pelo Batismo, que nos gera para a vida nova, o Espírito Santo vem habitar em nós e inflama a nossa mente e o nosso coração: é Ele que nos guia para conhecer a Deus e entrar em uma amizade sempre mais profunda com Cristo. É o Espírito que nos impulsiona a fazer o bem, servindo os outros com o dom de nós mesmos. Depois, através do sacramento da Confirmação, somos fortalecidos pelos seus dons, para testemunhar de modo sempre mais maduro o Evangelho. Assim, o Espírito de amor é a alma da missão: Ele nos impele a sair de nós mesmos para «ir» e evangelizar. Queridos jovens, deixai-vos conduzir pela força do amor de Deus, deixai que este amor vença a tendência de fechar-se no próprio mundo, nos próprios problemas, nos próprios hábitos; tende a coragem de «sair» de vós mesmos para «ir» ao encontro dos outros e guiá-los ao encontro de Deus.

4. Alcançai todos os povos

Cristo ressuscitado enviou os seus discípulos para dar testemunho de sua presença salvífica a todos os povos, porque Deus, no seu amor superabundante, quer que todos sejam salvos e ninguém se perca. Com o sacrifício de amor na Cruz, Jesus abriu o caminho para que todo homem e toda mulher possa conhecer a Deus e entrar em comunhão de amor com Ele. E constituiu uma comunidade de discípulos para levar o anúncio salvífico do Evangelho até os confins da terra, a fim de alcançar os homens e as mulheres de todos os lugares e de todos os tempos. Façamos nosso esse desejo de Deus!

Queridos amigos, estendei o olhar e vede ao vosso redor: tantos jovens perderam o sentido da sua existência. Ide! Cristo precisa de também de vós. Deixai-vos envolver pelo seu amor, sede instrumentos desse amor imenso, para que alcance a todos, especialmente aos «afastados». Alguns encontram-se geograficamente distantes, enquanto outros estão longe porque a sua cultura não dá espaço para Deus; alguns ainda não acolheram o Evangelho pessoalmente, enquanto outros, apesar de o terem recebido, vivem como se Deus não existisse. A todos abramos a porta do nosso coração; procuremos entrar em diálogo com simplicidade e respeito: este diálogo, se vivido com uma amizade verdadeira, dará seus frutos. Os «povos», aos quais somos enviados, não são apenas os outros Países do mundo, mas também os diversos âmbitos de vida: as famílias, os bairros, os ambientes de estudo ou de trabalho, os grupos de amigos e os locais de lazer. O jubiloso anúncio do Evangelho se destina a todos os âmbitos da nossa vida, sem exceção.

Gostaria de destacar dois campos, nos quais deve fazer-se ainda mais solícito o vosso empenho missionário. O primeiro é o das comunicações sociais, em particular o mundo da internet. Como tive já oportunidade de dizer-vos, queridos jovens, «senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida! [...] A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste "continente digital"» (Mensagem para o XLIII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24 de maio de 2009). Aprendei, portanto, a usar com sabedoria este meio, levando em conta também os perigos que ele traz consigo, particularmente o risco da dependência, de confundir o mundo real com o virtual, de substituir o encontro e o diálogo direto com as pessoas por contatos na rede.

O segundo campo é o da mobilidade. Hoje são sempre mais numerosos os jovens que viajam, seja por motivos de estudo ou de trabalho, seja por diversão. Mas penso também em todos os movimentos migratórios, que levam milhões de pessoas, frequentemente jovens, a se transferir e mudar de Região ou País, por razões econômicas ou sociais. Também estes fenômenos podem se tornar ocasiões providenciais para a difusão do Evangelho. Queridos jovens, não tenhais medo de testemunhar a vossa fé também nesses contextos: para aqueles com quem vos deparareis, é um dom precioso a comunicação da alegria do encontro com Cristo.

5. Fazei discípulos!

Penso que já várias vezes experimentastes a dificuldade de envolver os jovens da vossa idade na experiência da fé. Frequentemente tereis constatado que em muitos deles, especialmente em certas fases do caminho da vida, existe o desejo de conhecer a Cristo e viver os valores do Evangelho, mas tal desejo é acompanhado pela sensação de ser inadequados e incapazes. Que fazer? Em primeiro lugar, a vossa solicitude e a simplicidade do vosso testemunho serão um canal através do qual Deus poderá tocar seu coração. O anúncio de Cristo não passa somente através das palavras, mas deve envolver toda a vida e traduzir-se em gestos de amor. A ação de evangelizar nasce do amor que Cristo infundiu em nós; por isso, o nosso amor deve conformar-se sempre mais ao d'Ele. Como o bom Samaritano, devemos manter-nos solidários com quem encontramos, sabendo escutar, compreender e ajudar, para conduzir, quem procura a verdade e o sentido da vida, à casa de Deus que é a Igreja, onde há esperança e salvação (cf. Lc 10,29-37). Queridos amigos, nunca esqueçais que o primeiro ato de amor que podeis fazer ao próximo é partilhar a fonte da nossa esperança: quem não dá Deus, dá muito pouco. Aos seus apóstolos, Jesus ordena: «Fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei» (Mt 28,19-20). Os meios que temos para «fazer discípulos» são principalmente o Batismo e a catequese. Isto significa que devemos conduzir as pessoas que estamos evangelizando ao encontro com Cristo vivo, particularmente na sua Palavra e nos Sacramentos: assim poderão crer n'Ele, conhecerão a Deus e viverão da sua graça. Gostaria que cada um de vós se perguntasse: Alguma vez tive a coragem de propor o Batismo a jovens que ainda não o receberam? Convidei alguém a seguir um caminho de descoberta da fé cristã? Queridos amigos, não tenhais medo de propor aos jovens da vossa idade o encontro com Cristo. Invocai o Espírito Santo: Ele vos guiará para entrardes sempre mais no conhecimento e no amor de Cristo, e vos tornará criativos na transmissão do Evangelho.

6. Firmes na fé

Diante das dificuldades na missão de evangelizar, às vezes sereis tentados a dizer como o profeta Jeremias: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Mas, também a vós, Deus responde: «Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás» (Jr 1,6-7). Quando vos sentirdes inadequados, incapazes e frágeis para anunciar e testemunhar a fé, não tenhais medo. A evangelização não é uma iniciativa nossa nem depende primariamente dos nossos talentos, mas é uma resposta confiante e obediente à chamada de Deus, e portanto não se baseia sobre a nossa força, mas na d'Ele. Isso mesmo experimentou o apóstolo Paulo: «Trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós» (2 Cor 4,7).

Por isso convido-vos a enraizar-vos na oração e nos sacramentos. A evangelização autêntica nasce sempre da oração e é sustentada por esta: para poder falar de Deus, devemos primeiro falar com Deus. E, na oração, confiamos ao Senhor as pessoas às quais somos enviados, suplicando-Lhe que toque o seu coração; pedimos ao Espírito Santo que nos torne seus instrumentos para a salvação dessas pessoas; pedimos a Cristo que coloque as palavras nos nossos lábios e faça de nós sinais do seu amor. E, de modo mais geral, rezamos pela missão de toda a Igreja, de acordo com a ordem explícita de Jesus: «Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!» (Mt 9,38). Sabei encontrar na Eucaristia a fonte da vossa vida de fé e do vosso testemunho cristão, participando com fidelidade na Missa ao domingo e sempre que possível também durante a semana.

Recorrei frequentemente ao sacramento da Reconciliação: é um encontro precioso com a misericórdia de Deus que nos acolhe, perdoa e renova os nossos corações na caridade. E, se ainda não o recebestes, não hesiteis em receber o sacramento da Confirmação ou Crisma preparando-vos com cuidado e solicitude. Junto com a Eucaristia, esse é o sacramento da missão, porque nos dá a força e o amor do Espírito Santo para professar sem medo a fé. Encorajo-vos ainda à prática da adoração eucarística: permanecer à escuta e em diálogo com Jesus presente no Santíssimo Sacramento, torna-se ponto de partida para um renovado impulso missionário.

Se seguirdes este caminho, o próprio Cristo vos dará a capacidade de ser plenamente fiéis à sua Palavra e de testemunhá-Lo com lealdade e coragem. Algumas vezes sereis chamados a dar provas de perseverança, particularmente quando a Palavra de Deus suscitar reservas ou oposições. Em certas regiões do mundo, alguns de vós sofrem por não poder testemunhar publicamente a fé em Cristo, por falta de liberdade religiosa. E há quem já tenha pagado com a vida o preço da própria pertença à Igreja. Encorajo-vos a permanecer firmes na fé, certos de que Cristo está ao vosso lado em todas as provas. Ele vos repete: «Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus» (Mt 5,11-12).

7. Com toda a Igreja

Queridos jovens, para permanecer firmes na confissão da fé cristã nos vários lugares onde sois enviados, precisais da Igreja. Ninguém pode ser testemunha do Evangelho sozinho. Jesus enviou em missão os seus discípulos juntos: o mandato «fazei discípulos» é formulado no plural. Assim, é sempre como membros da comunidade cristã que prestamos o nosso testemunho, e a nossa missão torna-se fecunda pela comunhão que vivemos na Igreja: seremos reconhecidos como discípulos de Cristo pela unidade e o amor que tivermos uns com os outros (cf. Jo 13,35). Agradeço ao Senhor pela preciosa obra de evangelização que realizam as nossas comunidades cristãs, as nossas paróquias, os nossos movimentos eclesiais. Os frutos desta evangelização pertencem a toda a Igreja: «um é o que semeia e outro o que colhe», dizia Jesus (Jo 4,37).

A propósito, não posso deixar de dar graças pelo grande dom dos missionários, que dedicam toda a sua vida ao anúncio do Evangelho até os confins da terra. Do mesmo modo bendigo o Senhor pelos sacerdotes e os consagrados, que ofertam inteiramente as suas vidas para que Jesus Cristo seja anunciado e amado. Desejo aqui encorajar os jovens chamados por Deus a alguma dessas vocações, para que se comprometam com entusiasmo: «Há mais alegria em dar do que em receber!» (At 20,35). Àqueles que deixam tudo para segui-Lo, Jesus prometeu o cêntuplo e a vida eterna (cf. Mt 19,29).

Dou graças também por todos os fiéis leigos que se empenham por viver o seu dia-a-dia como missão, nos diversos lugares onde se encontram, tanto em família como no trabalho, para que Cristo seja amado e cresça o Reino de Deus. Penso particularmente em quantos atuam no campo da educação, da saúde, do mundo empresarial, da política e da economia, e em tantos outros âmbitos do apostolado dos leigos. Cristo precisa do vosso empenho e do vosso testemunho. Que nada – nem as dificuldades, nem as incompreensões – vos faça renunciar a levar o Evangelho de Cristo aos lugares onde vos encontrais: cada um de vós é precioso no grande mosaico da evangelização!

8. "Aqui estou, Senhor!"

Em suma, queridos jovens, queria vos convidar a escutar no íntimo de vós mesmos a chamada de Jesus para anunciar o seu Evangelho. Como mostra a grande estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o seu coração está aberto para amar a todos sem distinção, e seus braços estendidos para alcançar a cada um. Sede vós o coração e os braços de Jesus. Ide testemunhar o seu amor, sede os novos missionários animados pelo seu amor e acolhimento. Segui o exemplo dos grandes missionários da Igreja, como São Francisco Xavier e muitos outros.

No final da Jornada Mundial da Juventude em Madrid, dei a bênção a alguns jovens de diferentes continentes que partiam em missão. Representavam a multidão de jovens que, fazendo eco às palavras do profeta Isaías, diziam ao Senhor: «Aqui estou! Envia-me» (Is 6,8). A Igreja tem confiança em vós e vos está profundamente grata pela alegria e o dinamismo que trazeis: usai os vossos talentos generosamente ao serviço do anúncio do Evangelho. Sabemos que o Espírito Santo se dá a quantos, com humildade de coração, se tornam disponíveis para tal anúncio. E não tenhais medo! Jesus, Salvador do mundo, está conosco todos os dias, até o fim dos tempos (cf. Mt 28,20).

Dirigido aos jovens de toda a terra, este apelo assume uma importância particular para vós, queridos jovens da América Latina. De fato, na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida, no ano de 2007, os bispos lançaram uma «missão continental». E os jovens, que constituem a maioria da população naquele continente, representam uma força importante e preciosa para a Igreja e para a sociedade. Por isso sede vós os primeiros missionários. Agora que a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina, exorto todos os jovens do continente: transmiti aos vossos coetâneos do mundo inteiro o entusiasmo da vossa fé.

A Virgem Maria, Estrela da Nova Evangelização, também invocada sob os títulos de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Guadalupe, acompanhe cada um de vós em vossa missão de testemunhas do amor de Deus. A todos, com especial carinho, concedo a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 18 outubro de 2012.


Pastoral do Menor recebe representantes de 19 estados brasileiros

Mais uma vez a coordenação e o Conselho da Pastoral do Menor se reúnem para trilhar a caminhada na luta pelos direitos das crianças e dos adolescentes à luz do Evangelho. O Encontro, que acontece em Belo Horizonte (MG), de 19 a 22 de novembro, conta com coordenadores regionais de 19 estados brasileiros.

Segundo a assessoria da Pastoral do Menor, o objetivo do encontro servirá para a análise e aprovação da pauta e divisão das tarefas para condução dos trabalhos na reunião do Conselho. Esta reunião do Conselho teve início no dia 19 com o lançamento do livro "Direitos da Criança e do Adolescente e Resiliência", e uma palestra com a irmã Maria do Rosário Leite Cintra.

Na sequência dos dias, 20 a 22, os trabalhos continuam com avaliação do planejamento, discussões e proposta de modificação no documento "Princípios, Diretrizes e Organização", da Pastoral do Menor, e uma reflexão sobre os mega eventos com propostas de atuação em rede e avaliação das ações propostas discutidas em reuniões anteriores. Baseada por momentos de muita mística, a reunião conta também com outras discussões como sustentabilidade das Pastorais Nacionais, a 5ª Semana Social Brasileira, Escola de Cidadania da Pastoral do Menor, ações do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e do Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.


Arcebispo do Rio de Janeiro fala sobre mensagem do Papa para a JMJ Rio 2013

"A Arquidiocese do Rio de Janeiro e o Instituto Jornada Mundial da Juventude, com todos os seus organizadores, colaboradores e voluntários, receberam com muita alegria a mensagem do Papa Bento XVI para a JMJ do Rio de Janeiro no próximo ano". Essa foi a saudação do Arcebispo do Rio e presidente do Instituto, Dom Orani Tempesta, após a divulgação da mensagem do Papa para a JMJ Rio2013, na última sexta-feira, 16 de novembro.

Dom Orani recordou que "nessa mensagem, o Papa já demonstra e direciona aquilo que deve ser justamente o clima da Jornada. Todos de braços abertos, como é o símbolo do Cristo Redentor, para se encontrarem com Jesus Cristo e, ao mesmo tempo, levarem a boa notícia para todos". Tendo como base o lema escolhido para a JMJ Rio2013, "Ide e fazei discípulos entre todas as nações" (Mt 28,19), Bento XVI falou do envio: "Por isso me alegro que também vós, queridos jovens, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros".

Para o Arcebispo, essa tônica domina a mensagem do Papa, recordando Madri e agora no Rio de Janeiro, a missão, o propósito dos jovens se encontrarem com Cristo nesse Ano da Fé, vivendo a nova evangelização, e, ao mesmo tempo, o "Ide", o evangelizai, o "fazei discípulos." Nesse aspecto, o Papa apontou alguns caminhos para a juventude. Um deles é aquilo que é próprio dos jovens, que são nativos digitais, de que vivendo o Evangelho, o encontro com Cristo, também nas redes sociais, no trabalho de comunicação, possam estar evangelizando e testemunhando a sua fé para o mundo, ultrapassando as barreiras e as as fronteiras dos próprios países, através da internet", afirmou.

Dom Orani assegurou que esse é um convite para que "nós trabalhemos nessa direção e, ao mesmo tempo, nos entusiasmemos e aceitemos o convite que ele nos faz de estarmos aqui no Rio de Janeiro, para acolhermos a juventude do mundo para o encontro com Cristo e para que sejam enviados para anunciar o Evangelho".

Ele concluiu dizendo que, para "todos nós, da Arquidiocese do Rio, foi um grande presente, um grande dom. Pedimos a Deus para que essa mensagem cale profundamente no coração de todos os jovens, para que, acolhendo a mensagem do Papa, eles façam a experiência da fé, vivam com Cristo e o anunciem".


Regional Centro-Oeste da CNBB divulga nota contra a violência

Durante a XVIII Assembleia do Povo de Deus, realizada entre os dias 16 e 18 de novembro de 2012, em Uruaçu (GO), os bispos do Regional Centro-Oeste da CNBB produziram uma nota sobre a crescente situação de violência dos dias atuais. A seguir, a íntegra da nota. REGIONAL CENTRO-OESTE DA CNBBNota contra a violência "Bem-aventurados os  que  promovem  a  paz,porque serão chamados filhos de Deus" (Mt 5,9). Nós, Bispos do Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB (Estados de Goiás, Tocantins e Distrito Federal), reunidos em Uruaçu - GO, nos dias 15 e 16 de novembro de 2012, manifestamos nossa preocupação com a situação da crescente violência em nossos dias. Vivemos numa cultura de violência e morte, consequência da perda dos valores, da banalização da vida e da dignidade da pessoa humana, da injustiça social e da impunidade, o que é inaceitável do ponto de vista humanitário e cristão. Causa-nos indignação o aumento de assassinatos, muitas vezes por vingança, interesses financeiros, pelo narcotráfico, pela falta de respeito ao diferente, higienização social e tantas outras razões. A violência não se combate com mais violência. Apontamos várias situações e fatores de violência: desigualdades sociais, corrupção,  impunidade, políticas públicas de saúde deficitárias, atentados contra a vida nascente, tráfico e desaparecimento de pessoas,  imprudência no trânsito, precárias condições das estradas, insegurança dos moradores das cidades e do campo, péssima situação das cadeias públicas, atos  devastadores contra a natureza. Somos solidários com a dor das vítimas e de suas famílias.  É preciso que os crimes sejam apurados, os transgressores punidos e as vítimas e/ou suas famílias indenizadas. A vida é dom de Deus. Ninguém tem o direito de tirá-la. Cabe a toda pessoa e à sociedade organizada valorizar a vida, defendê-la e promovê-la.  Aos que se comprometem com esse objetivo manifestamos o nosso apreço e incentivo. Em Jesus Cristo, Príncipe da Paz, somos todos chamados a construir a cultura da vida, da justiça e da paz.

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