sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 16/11/2012

REFLEXÃO

Devemos estar sempre prontos para o nosso encontro com Jesus, e este encontro, na verdade, acontece todos os dias, quando ele vem até nós na pessoa dos fracos, dos pobres, dos oprimidos, dos excluídos, dos necessitados, enfim, de todos os que não são amados, são rejeitados pela sociedade e precisam de alguém que manifeste o amor que Deus tem por eles. O dia do Filho do Homem é o dia da vivência do amor, da caridade e da fraternidade para com todos. O verdadeiro cristão é aquele que faz de todos os dias da sua vida o dia do Filho do Homem.
NOTÍCIAS

Dom José Song Sui-Wan será sepultado nesta sexta-feira

Faleceu na tarde de ontem, quinta-feira, dia 15 de novembro, em Campinas, aos 71 anos, Dom José Song Sui-Wan, SDB, bispo emérito de São Gabriel da Cachoeira (AM). O corpo está sendo velado desde as 6 de amanhã, desta sexta-feira, 16 de novembro, na Igreja Matriz Nossa Senhora Auxiliadora (Liceu), em Campinas (SP).

Foi celebrada Missa de Corpo Presente às 7h00 e a Missa Exequial será celebrada às 11h00. O sepultamento, às 14h30, será no Jazigo dos Salesianos no Cemitério da Saudade em Campinas.

A nota do Setor de Imprensa da Arquidiocese de Campinas termina assim: "Unimo-nos em oração à família salesiana e à Diocese de São Gabriel da Cachoeira neste momento de dor, certos de que Deus acolhe seu servo Dom José Song Sui-Wan em seus braços misericordiosos".

Breve Biografia

Dom José Song nasceu em Xangai, em 1941, numa família católica da China. Com a chegada dos comunistas ao poder, em 1949, e a consequente perseguição religiosa, sua família refugiou-se em Hong Kong. Foi na ilha, então dominada pelos britânicos, que ele cursou o seminário. Temendo a devolução de Hong Kong ao governo chinês, o pai achou melhor ir para o maior país católico do mundo, levando a mulher e os seis filhos. A viagem, num navio de carga, durou dois meses e meio. "No Rio, em 1959, tivemos a primeira imagem do Brasil: o Cristo Redentor, de braços abertos. Sentimos que seríamos bem acolhidos."

A família se instalou na cidade de São Paulo. Dom Song aprendeu português num seminário salesiano. Recebeu a ordenação sacerdotal em 1971 e passou por Araras, São Carlos, Campinas, Lorena, Cruzeiro e Lavrinhas, cidades do interior paulista, trabalhando como pároco ou diretor de faculdades e colégios católicos. Nunca mais voltou ao seu país. Nos estudos foi Mestre em Filosofia e em Teologia, pela Pontifícia Universidade Salesiana, de Roma. Além do chinês e alguns de seus dialetos, dominava diversas línguas ocidentais: italiano, português, espanhol, inglês, francês, alemão, latim e grego.

Foi ordenado bispo em 2002 e logo enviado para São Gabriel da Cachoeira. No início, ficou assustado com a missão. Sob sua responsabilidade está uma diocese maior que o Estado de Santa Catarina. Teve de acostumar-se a uma região onde, na maioria das vezes, só chega aos fiéis por rio. A aldeia mais próxima fica a quatro horas de barco. Algumas viagens duram duas semanas.

Dom Song, após a renuncia, por motivo de saúde, retornou à Inspetoria Salesiana de São Paulo e residiu em Araras. Agravando seu estado de saúde e necessitando de contínuo acompanhamento de enfermeiros, foi transferido para o Liceu Nossa Senhora Auxiliadora de Campinas. Além do Parkinson que o fazia sofrer muito e o deixou sempre mais debilitado, foi constatado um tumor na região do fígado. Em outubro foi internado para se preparar para a cirurgia. Foi operado, ficou na UTI do hospital por mais de uma semana, foi para o quarto do hospital e no dia seguinte teve que retornar à UTI. Ontem foi constatada uma infecção generalizada que o levou a óbito.


Nota de pesar pelo falecimento de dom José Song Sui Wan

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta o seu pesar pela morte de dom José Song Sui Wan, bispo emérito de São Gabriel da Cachoeira (AM). O falecimento ocorreu na tarde de quinta-feira, dia 15 de novembro. Este nosso irmão nasceu em Xangai, na China Continental, em 1941. Em 1955, em Hong Kong, ingressou no seminário, mas temendo a perseguição religiosa, veio com a família para o Brasil, em 1959. Instalaram-se em São Paulo, e José Song ingressou no seminário dos salesianos, onde aprendeu o português. Sua profissão religiosa foi celebrada em 1962. Cursou a filosofia em Lorena (SP), e a Teologia na Pontifícia Universidade Salesiana de Roma. Especializou-se em Letras e História e possuía fluência em diversos idiomas e dialetos. Foi ordenado presbítero em 1971. Atuou como professor, diretor de escolas e colaborou em diferentes etapas da formação salesiana. Em 2002, foi nomeado bispo para uma das dioceses mais longínquas no Brasil: São Gabriel da Cachoeira (AM). Serviu ao povo da Amazônia com carinho e zelo até 2009, quando renunciou por motivo de saúde. Desde então, vivia em Araras (SP)."Nós vimos a sua estrela no Oriente" (Mt 2,2), foi seu lema episcopal e expressa toda a esperança que marcou a sua vida. Estamos unidos à família Salesiana, aos familiares de dom José Song, a dom Edson Damian e ao povo de Deus da diocese de São Gabriel da Cachoeira. Leonardo Ulrich SteinerBispo auxiliar de Brasília Secretário Geral da CNBB

Mensagem de Bento XVI para a JMJ Rio2013: "Deixem-se atrair pelo Cristo Redentor"

Foi divulgada esta sexta-feira a Mensagem Papa Bento XVI para 28ª Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no Rio de Janeiro em julho de 2013. No texto, o Papa renova o convite aos jovens do mundo inteiro para que participem deste importante evento. "A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre àquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele!" Dividida em oito pontos, a Mensagem ressalta que o ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos à «nova evangelização para a transmissão da fé cristã». "Queridos jovens, escreve o Papa, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros."Leia a íntegra da mensagem de Bento XVI: MENSAGEM DO PAPA BENTO XVIPARA A XXVIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDENO RIO DE JANEIRO, EM JULHO DE 2013 «Ide e fazei discípulos entre as nações!» (cf. Mt 28,19) Queridos jovens,Desejo fazer chegar a todos vós minha saudação cheia de alegria e afeto. Tenho a certeza que muitos de vós regressastes a casa da Jornada Mundial da Juventude em Madrid mais «enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé» (cf. Col 2,7). Este ano, inspirados pelo tema: «Alegrai-vos sempre no Senhor» (Fil 4,4) celebramos a alegria de ser cristãos nas várias Dioceses. E agora estamo-nos preparando para a próxima Jornada Mundial, que será celebrada no Rio de Janeiro, Brasil, em julho de 2013. Desejo, em primeiro lugar, renovar a vós o convite para participardes nesse importante evento. A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre àquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele! Vivei essa experiência de encontro com Cristo, junto com tantos outros jovens que se reunirão no Rio para o próximo encontro mundial! Deixai-vos amar por Ele e sereis as testemunhas de que o mundo precisa. Convido a vos preparardes para a Jornada Mundial do Rio de Janeiro, meditando desde já sobre o tema do encontro: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28,19). Trata-se da grande exortação missionária que Cristo deixou para toda a Igreja e que permanece atual ainda hoje, dois mil anos depois. Agora este mandato deve ressoar fortemente em vosso coração. O ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos à «nova evangelização para a transmissão da fé cristã». Por isso me alegro que também vós, queridos jovens, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros.1. Uma chamada urgente A história mostra-nos muitos jovens que, através do dom generoso de si mesmos, contribuíram grandemente para o Reino de Deus e para o desenvolvimento deste mundo, anunciando o Evangelho. Com grande entusiasmo, levaram a Boa Nova do Amor de Deus manifestado em Cristo, com meios e possibilidades muito inferiores àqueles de que dispomos hoje em dia. Penso, por exemplo, no Beato José de Anchieta, jovem jesuíta espanhol do século XVI, que partiu em missão para o Brasil quando tinha menos de vinte anos e se tornou um grande apóstolo do Novo Mundo. Mas penso também em tantos de vós que se dedicam generosamente à missão da Igreja: disto mesmo tive um testemunho surpreendente na Jornada Mundial de Madri, em particular na reunião com os voluntários. Hoje, não poucos jovens duvidam profundamente que a vida seja um bem, e não veem com clareza o próprio caminho. De um modo geral, diante das dificuldades do mundo contemporâneo, muitos se perguntam: E eu, que posso fazer? A luz da fé ilumina esta escuridão, nos fazendo compreender que toda existência tem um valor inestimável, porque é fruto do amor de Deus. Ele ama mesmo quem se distanciou ou esqueceu d'Ele: tem paciência e espera; mais que isso, deu o seu Filho, morto e ressuscitado, para nos libertar radicalmente do mal. E Cristo enviou os seus discípulos para levar a todos os povos este alegre anúncio de salvação e de vida nova. A Igreja, para continuar esta missão de evangelização, conta também convosco. Queridos jovens, vós sois os primeiros missionários no meio dos jovens da vossa idade! No final do Concílio Ecumênico Vaticano II, cujo cinquentenário celebramos neste ano, o Servo de Deus Paulo VI entregou aos jovens e às jovens do mundo inteiro uma Mensagem que começava com estas palavras: «É a vós, rapazes e moças de todo o mundo, que o Concílio quer dirigir a sua última mensagem, pois sereis vós a recolher o facho das mãos dos vossos antepassados e a viver no mundo no momento das mais gigantescas transformações da sua história, sois vós quem, recolhendo o melhor do exemplo e do ensinamento dos vossos pais e mestres, ides constituir a sociedade de amanhã: salvar-vos-eis ou perecereis com ela». E concluía com um apelo: «Construí com entusiasmo um mundo melhor que o dos vossos antepassados!» (Mensagem aos jovens, 8 de dezembro de 1965). Queridos amigos, este convite é extremamente atual. Estamos passando por um período histórico muito particular: o progresso técnico nos deu oportunidades inéditas de interação entre os homens e entre os povos, mas a globalização destas relações só será positiva e fará crescer o mundo em humanidade se estiver fundada não sobre o materialismo mas sobre o amor, a única realidade capaz de encher o coração de cada um e unir as pessoas. Deus é amor. O homem que esquece Deus fica sem esperança e se torna incapaz de amar seu semelhante. Por isso é urgente testemunhar a presença de Deus para que todos possam experimentá-la: está em jogo a salvação da humanidade, a salvação de cada um de nós. Qualquer pessoa que entenda essa necessidade, não poderá deixar de exclamar com São Paulo: «Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho» (1 Cor 9,16).2. Tornai-vos discípulos de Cristo Esta chamada missionária vos é dirigida também por outro motivo: é necessário para o nosso caminho de fé pessoal. O Beato João Paulo II escrevia: «É dando a fé que ela se fortalece» (Encíclica Redemptoris missio, 2). Ao anunciar o Evangelho, vós mesmos cresceis em um enraizamento cada vez mais profundo em Cristo, vos tornais cristãos maduros. O compromisso missionário é uma dimensão essencial da fé: não se crê verdadeiramente, se não se evangeliza. E o anúncio do Evangelho não pode ser senão consequência da alegria de ter encontrado Cristo e ter descoberto n'Ele a rocha sobre a qual construir a própria existência. Comprometendo-vos no serviço aos demais e no anúncio do Evangelho, a vossa vida, muitas vezes fragmentada entre tantas atividades diversas, encontrará no Senhor a sua unidade; construir-vos-eis também a vós mesmos; crescereis e amadurecereis em humanidade. Mas, que significa ser missionário? Significa acima de tudo ser discípulo de Cristo e ouvir sem cessar o convite a segui-Lo, o convite a fixar o olhar n'Ele: «Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). O discípulo, de fato, é uma pessoa que se põe à escuta da Palavra de Jesus (cf. Lc 10,39), a quem reconhece como o Mestre que nos amou até o dom de sua vida. Trata-se, portanto, de cada um de vós deixar-se plasmar diariamente pela Palavra de Deus: ela vos transformará em amigos do Senhor Jesus, capazes de fazer outros jovens entrar nesta mesma amizade com Ele. Aconselho-vos a guardar na memória os dons recebidos de Deus, para poder transmiti-los ao vosso redor. Aprendei a reler a vossa história pessoal, tomai consciência também do maravilhoso legado recebido das gerações que vos precederam: tantos cristãos nos transmitiram a fé com coragem, enfrentando obstáculos e incompreensões. Não o esqueçamos jamais! Fazemos parte de uma longa cadeia de homens e mulheres que nos transmitiram a verdade da fé e contam conosco para que outros a recebam. Ser missionário pressupõe o conhecimento deste patrimônio recebido que é a fé da Igreja: é necessário conhecer aquilo em que se crê, para podê-lo anunciar. Como escrevi na introdução do YouCat, o Catecismo para jovens que vos entreguei no Encontro Mundial de Madri, «tendes de conhecer a vossa fé como um especialista em informática domina o sistema operacional de um computador. Tendes de compreendê-la como um bom músico entende uma partitura. Sim, tendes de estar enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação» (Prefácio).3. Ide!Jesus enviou os seus discípulos em missão com este mandato: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo» (Mc 16,15-16). Evangelizar significa levar aos outros a Boa Nova da salvação, e esta Boa Nova é uma pessoa: Jesus Cristo. Quando O encontro, quando descubro até que ponto sou amado por Deus e salvo por Ele, nasce em mim não apenas o desejo, mas a necessidade de fazê-lo conhecido pelos demais. No início do Evangelho de João, vemos como André, depois de ter encontrado Jesus, se apressa em conduzir a Ele seu irmão Simão (cf. 1,40-42). A evangelização sempre parte do encontro com o Senhor Jesus: quem se aproximou d'Ele e experimentou o seu amor, quer logo partilhar a beleza desse encontro e a alegria que nasce dessa amizade. Quanto mais conhecemos a Cristo, tanto mais queremos anunciá-lo. Quanto mais falamos com Ele, tanto mais queremos falar d'Ele. Quanto mais somos conquistados por Ele, tanto mais desejamos levar outras pessoas para Ele. Pelo Batismo, que nos gera para a vida nova, o Espírito Santo vem habitar em nós e inflama a nossa mente e o nosso coração: é Ele que nos guia para conhecer a Deus e entrar em uma amizade sempre mais profunda com Cristo. É o Espírito que nos impulsiona a fazer o bem, servindo os outros com o dom de nós mesmos. Depois, através do sacramento da Confirmação, somos fortalecidos pelos seus dons, para testemunhar de modo sempre mais maduro o Evangelho. Assim, o Espírito de amor é a alma da missão: Ele nos impele a sair de nós mesmos para «ir» e evangelizar. Queridos jovens, deixai-vos conduzir pela força do amor de Deus, deixai que este amor vença a tendência de fechar-se no próprio mundo, nos próprios problemas, nos próprios hábitos; tende a coragem de «sair» de vós mesmos para «ir» ao encontro dos outros e guiá-los ao encontro de Deus.4. Alcançai todos os povos Cristo ressuscitado enviou os seus discípulos para dar testemunho de sua presença salvífica a todos os povos, porque Deus, no seu amor superabundante, quer que todos sejam salvos e ninguém se perca. Com o sacrifício de amor na Cruz, Jesus abriu o caminho para que todo homem e toda mulher possa conhecer a Deus e entrar em comunhão de amor com Ele. E constituiu uma comunidade de discípulos para levar o anúncio salvífico do Evangelho até os confins da terra, a fim de alcançar os homens e as mulheres de todos os lugares e de todos os tempos. Façamos nosso esse desejo de Deus! Queridos amigos, estendei o olhar e vede ao vosso redor: tantos jovens perderam o sentido da sua existência. Ide! Cristo precisa de também de vós. Deixai-vos envolver pelo seu amor, sede instrumentos desse amor imenso, para que alcance a todos, especialmente aos «afastados». Alguns encontram-se geograficamente distantes, enquanto outros estão longe porque a sua cultura não dá espaço para Deus; alguns ainda não acolheram o Evangelho pessoalmente, enquanto outros, apesar de o terem recebido, vivem como se Deus não existisse. A todos abramos a porta do nosso coração; procuremos entrar em diálogo com simplicidade e respeito: este diálogo, se vivido com uma amizade verdadeira, dará seus frutos. Os «povos», aos quais somos enviados, não são apenas os outros Países do mundo, mas também os diversos âmbitos de vida: as famílias, os bairros, os ambientes de estudo ou de trabalho, os grupos de amigos e os locais de lazer. O jubiloso anúncio do Evangelho se destina a todos os âmbitos da nossa vida, sem exceção. Gostaria de destacar dois campos, nos quais deve fazer-se ainda mais solícito o vosso empenho missionário. O primeiro é o das comunicações sociais, em particular o mundo da internet. Como tive já oportunidade de dizer-vos, queridos jovens, «senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida! [...] A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste "continente digital"» (Mensagem para o XLIII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24 de maio de 2009). Aprendei, portanto, a usar com sabedoria este meio, levando em conta também os perigos que ele traz consigo, particularmente o risco da dependência, de confundir o mundo real com o virtual, de substituir o encontro e o diálogo direto com as pessoas por contatos na rede. O segundo campo é o da mobilidade. Hoje são sempre mais numerosos os jovens que viajam, seja por motivos de estudo ou de trabalho, seja por diversão. Mas penso também em todos os movimentos migratórios, que levam milhões de pessoas, frequentemente jovens, a se transferir e mudar de Região ou País, por razões econômicas ou sociais. Também estes fenômenos podem se tornar ocasiões providenciais para a difusão do Evangelho. Queridos jovens, não tenhais medo de testemunhar a vossa fé também nesses contextos: para aqueles com quem vos deparareis, é um dom precioso a comunicação da alegria do encontro com Cristo.5. Fazei discípulos!Penso que já várias vezes experimentastes a dificuldade de envolver os jovens da vossa idade na experiência da fé. Frequentemente tereis constatado que em muitos deles, especialmente em certas fases do caminho da vida, existe o desejo de conhecer a Cristo e viver os valores do Evangelho, mas tal desejo é acompanhado pela sensação de ser inadequados e incapazes. Que fazer? Em primeiro lugar, a vossa solicitude e a simplicidade do vosso testemunho serão um canal através do qual Deus poderá tocar seu coração. O anúncio de Cristo não passa somente através das palavras, mas deve envolver toda a vida e traduzir-se em gestos de amor. A ação de evangelizar nasce do amor que Cristo infundiu em nós; por isso, o nosso amor deve conformar-se sempre mais ao d'Ele. Como o bom Samaritano, devemos manter-nos solidários com quem encontramos, sabendo escutar, compreender e ajudar, para conduzir, quem procura a verdade e o sentido da vida, à casa de Deus que é a Igreja, onde há esperança e salvação (cf. Lc 10,29-37). Queridos amigos, nunca esqueçais que o primeiro ato de amor que podeis fazer ao próximo é partilhar a fonte da nossa esperança: quem não dá Deus, dá muito pouco. Aos seus apóstolos, Jesus ordena: «Fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei» (Mt 28,19-20). Os meios que temos para «fazer discípulos» são principalmente o Batismo e a catequese. Isto significa que devemos conduzir as pessoas que estamos evangelizando ao encontro com Cristo vivo, particularmente na sua Palavra e nos Sacramentos: assim poderão crer n'Ele, conhecerão a Deus e viverão da sua graça. Gostaria que cada um de vós se perguntasse: Alguma vez tive a coragem de propor o Batismo a jovens que ainda não o receberam? Convidei alguém a seguir um caminho de descoberta da fé cristã? Queridos amigos, não tenhais medo de propor aos jovens da vossa idade o encontro com Cristo. Invocai o Espírito Santo: Ele vos guiará para entrardes sempre mais no conhecimento e no amor de Cristo, e vos tornará criativos na transmissão do Evangelho.6. Firmes na fé Diante das dificuldades na missão de evangelizar, às vezes sereis tentados a dizer como o profeta Jeremias: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Mas, também a vós, Deus responde: «Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás» (Jr 1,6-7). Quando vos sentirdes inadequados, incapazes e frágeis para anunciar e testemunhar a fé, não tenhais medo. A evangelização não é uma iniciativa nossa nem depende primariamente dos nossos talentos, mas é uma resposta confiante e obediente à chamada de Deus, e portanto não se baseia sobre a nossa força, mas na d'Ele. Isso mesmo experimentou o apóstolo Paulo: «Trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós» (2 Cor 4,7). Por isso convido-vos a enraizar-vos na oração e nos sacramentos. A evangelização autêntica nasce sempre da oração e é sustentada por esta: para poder falar de Deus, devemos primeiro falar com Deus. E, na oração, confiamos ao Senhor as pessoas às quais somos enviados, suplicando-Lhe que toque o seu coração; pedimos ao Espírito Santo que nos torne seus instrumentos para a salvação dessas pessoas; pedimos a Cristo que coloque as palavras nos nossos lábios e faça de nós sinais do seu amor. E, de modo mais geral, rezamos pela missão de toda a Igreja, de acordo com a ordem explícita de Jesus: «Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!» (Mt 9,38). Sabei encontrar na Eucaristia a fonte da vossa vida de fé e do vosso testemunho cristão, participando com fidelidade na Missa ao domingo e sempre que possível também durante a semana. Recorrei frequentemente ao sacramento da Reconciliação: é um encontro precioso com a misericórdia de Deus que nos acolhe, perdoa e renova os nossos corações na caridade. E, se ainda não o recebestes, não hesiteis em receber o sacramento da Confirmação ou Crisma preparando-vos com cuidado e solicitude. Junto com a Eucaristia, esse é o sacramento da missão, porque nos dá a força e o amor do Espírito Santo para professar sem medo a fé. Encorajo-vos ainda à prática da adoração eucarística: permanecer à escuta e em diálogo com Jesus presente no Santíssimo Sacramento, torna-se ponto de partida para um renovado impulso missionário. Se seguirdes este caminho, o próprio Cristo vos dará a capacidade de ser plenamente fiéis à sua Palavra e de testemunhá-Lo com lealdade e coragem. Algumas vezes sereis chamados a dar provas de perseverança, particularmente quando a Palavra de Deus suscitar reservas ou oposições. Em certas regiões do mundo, alguns de vós sofrem por não poder testemunhar publicamente a fé em Cristo, por falta de liberdade religiosa. E há quem já tenha pagado com a vida o preço da própria pertença à Igreja. Encorajo-vos a permanecer firmes na fé, certos de que Cristo está ao vosso lado em todas as provas. Ele vos repete: «Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus» (Mt 5,11-12).7. Com toda a Igreja Queridos jovens, para permanecer firmes na confissão da fé cristã nos vários lugares onde sois enviados, precisais da Igreja. Ninguém pode ser testemunha do Evangelho sozinho. Jesus enviou em missão os seus discípulos juntos: o mandato «fazei discípulos» é formulado no plural. Assim, é sempre como membros da comunidade cristã que prestamos o nosso testemunho, e a nossa missão torna-se fecunda pela comunhão que vivemos na Igreja: seremos reconhecidos como discípulos de Cristo pela unidade e o amor que tivermos uns com os outros (cf. Jo 13,35). Agradeço ao Senhor pela preciosa obra de evangelização que realizam as nossas comunidades cristãs, as nossas paróquias, os nossos movimentos eclesiais. Os frutos desta evangelização pertencem a toda a Igreja: «um é o que semeia e outro o que colhe», dizia Jesus (Jo 4,37). A propósito, não posso deixar de dar graças pelo grande dom dos missionários, que dedicam toda a sua vida ao anúncio do Evangelho até os confins da terra. Do mesmo modo bendigo o Senhor pelos sacerdotes e os consagrados, que ofertam inteiramente as suas vidas para que Jesus Cristo seja anunciado e amado. Desejo aqui encorajar os jovens chamados por Deus a alguma dessas vocações, para que se comprometam com entusiasmo: «Há mais alegria em dar do que em receber!» (At 20,35). Àqueles que deixam tudo para segui-Lo, Jesus prometeu o cêntuplo e a vida eterna (cf. Mt 19,29). Dou graças também por todos os fiéis leigos que se empenham por viver o seu dia-a-dia como missão, nos diversos lugares onde se encontram, tanto em família como no trabalho, para que Cristo seja amado e cresça o Reino de Deus. Penso particularmente em quantos atuam no campo da educação, da saúde, do mundo empresarial, da política e da economia, e em tantos outros âmbitos do apostolado dos leigos. Cristo precisa do vosso empenho e do vosso testemunho. Que nada – nem as dificuldades, nem as incompreensões – vos faça renunciar a levar o Evangelho de Cristo aos lugares onde vos encontrais: cada um de vós é precioso no grande mosaico da evangelização!8. «Aqui estou, Senhor!» Em suma, queridos jovens, queria vos convidar a escutar no íntimo de vós mesmos a chamada de Jesus para anunciar o seu Evangelho. Como mostra a grande estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o seu coração está aberto para amar a todos sem distinção, e seus braços estendidos para alcançar a cada um. Sede vós o coração e os braços de Jesus. Ide testemunhar o seu amor, sede os novos missionários animados pelo seu amor e acolhimento. Segui o exemplo dos grandes missionários da Igreja, como São Francisco Xavier e muitos outros. No final da Jornada Mundial da Juventude em Madrid, dei a bênção a alguns jovens de diferentes continentes que partiam em missão. Representavam a multidão de jovens que, fazendo eco às palavras do profeta Isaías, diziam ao Senhor: «Aqui estou! Envia-me» (Is 6,8). A Igreja tem confiança em vós e vos está profundamente grata pela alegria e o dinamismo que trazeis: usai os vossos talentos generosamente ao serviço do anúncio do Evangelho. Sabemos que o Espírito Santo se dá a quantos, com humildade de coração, se tornam disponíveis para tal anúncio. E não tenhais medo! Jesus, Salvador do mundo, está conosco todos os dias, até o fim dos tempos (cf. Mt 28,20). Dirigido aos jovens de toda a terra, este apelo assume uma importância particular para vós, queridos jovens da América Latina. De fato, na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida, no ano de 2007, os bispos lançaram uma «missão continental». E os jovens, que constituem a maioria da população naquele continente, representam uma força importante e preciosa para a Igreja e para a sociedade. Por isso sede vós os primeiros missionários. Agora que a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina, exorto todos os jovens do continente: transmiti aos vossos coetâneos do mundo inteiro o entusiasmo da vossa fé. A Virgem Maria, Estrela da Nova Evangelização, também invocada sob os títulos de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Guadalupe, acompanhe cada um de vós em vossa missão de testemunhas do amor de Deus. A todos, com especial carinho, concedo a minha Bênção Apostólica.Vaticano, 18 de outubro de 2012.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 15/11/2012

REFLEXÃO

O Evangelho de hoje nos mostra que precisamos reconhecer a presença do Reino de Deus no meio dos homens para que possamos reconhecer a presença de Jesus em nosso meio. E vamos encontrar Jesus presente no meio de nós nos que sofrem, que são rejeitados, que são excluídos da sociedade. A sociedade não quer viver os valores do Reino de Deus e vive do egoísmo, do acúmulo de bens, da busca desenfreada de poder e de prazer, da escravidão dos vícios, etc. Os membros dessa sociedade vivem uma fé superficial, materialista, mesquinha e descompromissada, que faz com que queiram ver Jesus, mas não possam vê-lo, pois não o reconhecem nos pobres e necessitados.
NOTÍCIAS

Mensagem de dom Damasceno ao novo bispo auxiliar de Aparecida

"O bispo auxiliar é chamado a participar da solicitude do bispo diocesano e a desempenhar seu múnus em harmonia", afirma o cardeal arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis, em mensagem dirigida ao novo bispo auxiliar de sua arquidiocese, o missionário redentoristas, padre Darci Nicioli, nomeado nesta quarta-feira, 14 de novembro, pelo Papa Bento XVI.

Leia a Mensagem na íntegra:

Atendendo ao nosso pedido, para satisfazer melhor as necessidades pastorais da Arquidiocese, o Santo Padre Bento XVI concedeu-nos, benignamente, um bispo auxiliar na pessoa do Revmo. Padre Darci José Nicioli, CSsR, atual Reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

Como colaborador do bispo diocesano, o bispo auxiliar exerce o múnus episcopal como serviço a toda a diocese. É um irmão que colabora e caminha lado a lado com o bispo diocesano na missão de pastor, de servidor, a exemplo de Jesus, o Bom Pastor, que veio para servir e não para ser servido.

São mãos que se unem para a promoção do bem do Povo de Deus e da Igreja de Cristo. O bispo auxiliar é chamado a participar da solicitude do bispo diocesano e a desempenhar seu múnus em harmonia com ele em trabalho e espírito. Ele presta um serviço à Igreja presente no território da diocese, ao colocar-se ao lado do bispo diocesano, e ao trabalhar com ele em unidade, respeito e total comunhão. Cabe a ele exercer seu episcopado abraçando com amor e dedicação a caminhada e a vida da Igreja local. Como todo ofício e múnus exercido na Igreja de Cristo, o bispo auxiliar como sucessor dos Apóstolos, participa da missão salvífica confiada à Igreja pelo próprio Salvador.

Agradecemos, de coração, ao Sumo Pontífice pela acolhida ao nosso pedido. Ao Padre Darci José Nicioli, que já exerceu a função de ecônomo do Santuário Nacional e hoje é seu Reitor, nossos cumprimentos pela sua disponibilidade a serviço do Reino e as nossas mais fraternas boas-vindas ao colégio episcopal, à CNBB, e à Arquidiocese de Aparecida, como bispo auxiliar. O Espírito Santo o ilumine e o fortaleça no seu ministério episcopal e a Virgem da Conceição Aparecida, sob cujo manto inicia sua nova missão, o proteja sempre.

Aparecida, 14 de novembro de 2012.

Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida, SP

Presidente da CNBB


Últimos preparativos para o Congresso Internacional "Ecclesia in America"

Faltam poucos dias para o início do Congresso Internacional Ecclesia in America, que se realizará no Vaticano de 9 a 12 de dezembro. Este encontro é promovido pela Pontifícia Comissão para América Latina, os Cavaleiros de Colombo e o Instituto Superior de Estudos Guadalupanos. Reunirá cardeais, bispos, religiosos e leigos de toda a América e do Vaticano.

A finalidade do Congresso é comemorar os 15 anos da Exortação Apostólica Ecclesia in America, do Beato João Paulo II. Trata-se de um dos primeiros grandes eventos do Ano da Fé, inaugurado por Bento XVI em outubro passado e também estará marcado por uma forte presença mariana-guadalupana, pois se realizará sob o signo de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América.

Nossa Senhora de Guadalupe, aliás, está no título do Congresso, que é "Ecclesia in América: nas pegadas da exortação pós-sinodal sob a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe, Estrela da Nova Evangelização e Mãe da Civilização do Amor".

O Secretário da CAL, Dr. Guzmán Carriquiry, referiu recentemente em declarações à Agência Aciprensa que se trata de uma proposta "muito exigente, porém ao mesmo tempo uma experiência que nos parece muito fascinante e muito oportuna".

No primeiro dia do evento, 9 de dezembro, na memória litúrgica de São Juan Diego, o Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, Card. Marc Ouellet, presidirá a celebração eucarística na Basílica de S. Pedro. Ao final, o Papa Bento XVI irá até a Basílica e pronunciará uma breve saudação.


Dom Luiz Eugênio Perez é sepultado em Jaboticabal

Na manhã desta quinta-feira, 15 de novembro, na catedral de Nossa Senhora do Carmo em Jaboticabal (SP), foi sepultado o bispo emérito, falecido ontem, dom Luiz Eugênio Perez. O bispo diocesano, dom Antonio Fernando Brochini dirigiu carta de condolências ao clero e ao povo.

Leia a carta de dom Brochini:

"Eu sou a ressurreição e a vida: quem crê em Mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive e crê em Mim nunca morrerá"

 

Queridos presbíteros, amados diocesanos, na certeza da ressurreição, venho através deste, com grande pesar em meu coração, comunicar a todos o falecimento de nosso querido bispo emérito, Dom Luiz Eugênio Perez, ocorrido nesta manhã, no Hospital São Paulo, na cidade de Ribeirão Preto.

Neste momento de dor, mas também de confiança no Senhor, peço a oração de todos em favor de sua alma e também pelos seus familiares.

O corpo de Dom Luiz será velado na Sé Catedral Nossa Senhora do Carmo de Jaboticabal. Amanhã, 15 de novembro, será celebrada missa de corpo presente às 09:00 e em seguida o seu sepultamento na cripta da Sé Catedral.

Dom Antonio Fernando Brochini, CSSBispo Diocesano


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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 14/11/2012

REFLEXÃO

Jesus não quer simplesmente realizar a cura das pessoas, ele quer a libertação integral e a reinserção social de todos os que são por ele curados. Quando Jesus manda que os dez leprosos se apresentem diante dos sacerdotes, ele está realizando a cura deles e quer que eles tenham autorização para voltar a participar ativamente da vida comunitária, o que não era permitido aos leprosos, que eram considerados impuros e, por isso, excluídos da sociedade. Somente quando os sacerdotes constatavam a cura da lepra, poderiam voltar ao convívio de todos.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Antonio Emídio Vilar, SDB, Bispo de São Luiz de Cáceres - MT
NOTÍCIAS

Papa nomeia bispo auxiliar para a arquidiocese de Aparecida

A Nunciatura Apostólica informa que o Santo Padre, o papa Bento XVI, atendendo ao pedido do arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno, em contar com um bispo auxiliar, nomeou o atual reitor do Santuário Nacional de Aparecida, padre Darci José Nicioli, bispo auxiliar de Aparecida.

Monsenhor Darci Nicioli é natural de Jacutinga (MG). Fez Teologia no Instituto Teológico São Paulo (SP) e mestrado em Teologia, no Pontifício Ateneo Santo Anselmo, em Roma. Tem ainda, licenciatura em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP).

O novo bispo auxiliar de Aparecida já desempenhou as funções de reitor do Instituto Filosófico Redentorista; professor de Teologia no Instituto Teológico São Paulo e na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Foi ainda superior da Comunidade Religiosa de Campinas; Superior da Casa Geral dos Missionários Redentoristas, em Roma; Superior e Reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (2009-2013) e vigário provincial da Província Redentorista de São Paulo (2010-2014), entre outros.

Mensagem do arcebispo de Aparecida

Atendendo ao nosso pedido, para satisfazer melhor as necessidades pastorais da Arquidiocese, o Santo Padre Bento XVI concedeu-nos, benignamente, um bispo auxiliar na pessoa do Revmo. padre Darci José Nicioli, CSsR, atual Reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

Como colaborador do bispo diocesano, o bispo auxiliar exerce o múnus episcopal como serviço a toda a diocese. É um irmão que colabora e caminha lado a lado com o bispo diocesano na missão de pastor, de servidor, a exemplo de Jesus, o Bom Pastor, que veio para servir e não para ser servido.

São mãos que se unem para a promoção do bem do Povo de Deus e da Igreja de Cristo. O bispo auxiliar é chamado a participar da solicitude do bispo diocesano e a desempenhar seu múnus em harmonia com ele em trabalho e espírito. Ele presta um serviço à Igreja presente no território da diocese, ao colocar-se ao lado do bispo diocesano, e ao trabalhar com ele em unidade, respeito e total comunhão. Cabe a ele exercer seu episcopado abraçando com amor e dedicação a caminhada e a vida da Igreja local. Como todo ofício e múnus exercido na Igreja de Cristo, o bispo auxiliar como sucessor dos Apóstolos, participa da missão salvífica confiada à Igreja pelo próprio Salvador.

Agradecemos, de coração, ao Sumo Pontífice pela acolhida ao nosso pedido. Ao padre Darci José Nicioli, que já exerceu a função de ecônomo do Santuário Nacional e hoje é seu Reitor, nossos cumprimentos pela sua disponibilidade a serviço do Reino e as nossas mais fraternas boas-vindas ao colégio episcopal, à CNBB, e à arquidiocese de Aparecida, como bispo auxiliar. O Espírito Santo o ilumine e o fortaleça no seu ministério episcopal e a Virgem da Conceição Aparecida, sob cujo manto inicia sua nova missão, o proteja sempre.

Aparecida, 14 de novembro de 2012.

Dom Raymundo Cardeal Damasceno AssisArcebispo de Aparecida, SPPresidente da CNBB


Saudação ao novo bispo auxiliar de Aparecida

A Nunciatura Apostólica comunicou, na manhã desta quarta-feira, 14 de novembro de 2012, que o Papa Bento XVI nomeou bispo auxiliar de Aparecida (SP) o Reverendo Padre Darci José Nicioli.

Mons. Darci, mineiro de Jacutinga, é missionário redentorista, professor e formador em sua província religiosa e, desde 2009, reitor do Santuário Nacional de Aparecida. No início da última década, foi chamado a Roma como reitor do Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde se encontra o ícone original de uma das devoções marianas mais conhecidas no mundo. Em Roma, foi também superior da comunidade internacional de sua congregação.

A dedicação do Mons. Darci é sinal de que, como bispo auxiliar, será frutuosa sua colaboração com o cardeal arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis. O carinho que ele vem demonstrando no cuidado com os bispos, durante as últimas assembleias da CNBB, também nos deixa esperançosos em uma convivência feliz.

Unimo-nos a esse Irmão para desejar-lhe um santo ministério episcopal, damos-lhe as boas vindas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB e lhe asseguramos nossas preces pelo completo êxito nessa nova missão que a Igreja lhe confia.

Leonardo Ulrich SteinerBispo auxiliar de Brasília Secretário Geral da CNBB


Mensagem do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso sobre a festa hindu de Deepavali

Os hindus celebram, no dia 13 de novembro, a Festa de Deepavali, que é uma celebração religiosa conhecida também como o festival das luzes. Durante o Deepavali as pessoas estreiam roupas novas, dividem doces e lançam fogos de artifício. Este festival celebra, entre outras histórias, a destruição de Narakasura por Sri Krishna, o que converte o Deepavali num evento religioso que simboliza a destruição das forças do mal.

Como de costume, todos os anos as Comissões Episcopais Pastorais para o Diálogo Inter-religioso das Conferências Episcopais de todo o mundo divulgam uma mensagem, escrita pelo presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, parabenizando os hindus pela festividade.

Leia abaixo a íntegra da mensagem para a Festa de Deepavali 2012:

Mensagem do Conselho Pontifício para o diálogo inter-religioso para a Festa de Deepavali 2012

Mensagem para a Festa de Deepavali – 2012

Caros amigos Hindus,

O Pontifício Conselho para o diálogo inter-religioso envia as maiores saudações por ocasião das celebrações anuais da festa hindu: "Deepavali". Que a amizade e a fraternidade estejam cada vez mais presentes nas vossas famílias e nas vossas comunidades.

Neste momento da história da Humanidade, quando tantas forças negativas tentam destruir as legitimas aspirações, em várias regiões do mundo, para a coexistência da paz, gostaríamos de usar esta querida tradição para partilhar convosco uma reflexão sobre a responsabilidade que os Hindus, Cristãos e outros têm em fazer todo o possível para formar todas as pessoas, especialmente as jovens gerações, como artífices da paz.

A paz é mais do que a ausência da guerra, mais ainda do que um tratado que assegure uma vida tranquila; mas sim, será completa e intacta, quando for a implantação da harmonia (cf. BENTO XVI, Ecclesia in Medio Oriente, 9) e fruto da caridade. Pais, professores, anciãos, religiosos e líderes políticos, artífices da paz, aqueles que trabalham no mundo das comunicações e todos os que se empenham de coração sincero na defesa da paz são chamados a educar as novas gerações, como são também chamados a fazer crescer, do mesmo modo, a integridade.

Formar e educar os homens e as mulheres mais jovens em pessoas de paz e construtores da paz é uma prioridade coletiva e um compromisso de toda a ação comum. Para que a paz seja autêntica e durável, deverá ser alicerçada nos pilares da verdade, da justiça , do amor e da liberdade. (cf. João XXIII, Pacem in terris, 35), e todos os homens e mulheres jovens precisam de aprender, acima de tudo, a agir honestamente e justamente no amor e na liberdade. Para além disso, em toda a educação para a paz, as diferenças culturais devem ser tratadas como uma riqueza mais do que uma ameaça ou perigo.

A família é a primeira escola de paz e os pais são os primeiros educadores para a paz. Pelo seu exemplo e ensinamento, eles têm o privilégio único de educar os filhos aos valores que são essenciais para uma vivência de paz: a verdade mútua, o respeito, a compreensão, o ouvir, o partilhar, o cuidar e o perdoar. Nas escolas, colégios e universidades, onde os jovens vão crescendo, na relatividade, estudando e trabalhando com outras formas diferentes de religião e de cultura, na sua formação, os seus professores e seus colaboradores têm a nobre tarefa de assegurar uma educação que respeite e celebre a dignidade inata de todos os seres humanos e promover a amizade, a justiça, a paz e a cooperação para o desenvolvimento integral da pessoa. Tendo como alicerces da educação, os valores espirituais e morais, tornar-se-ão para eles um imperativo ético como também uma precaução para os estudantes contra ideologias que originam a discórdia e a divisão.

Enquanto os estados e os líderes individuais nos campos sociais, políticos e culturais, em geral, têm funções e responsabilidades importantes a desempenhar no reforço da educação dos jovens, os líderes religiosos em particular, em razão da sua vocação para serem líderes espirituais e morais, devem continuar a inspirar as gerações mais jovens a trilhar o caminho da paz e a tornarem-se mensageiros da paz. Como todos os meios de comunicação determinam em muito a forma como as pessoas pensam, sentem e agem, as pessoas envolvidas nesta área devem, na medida do possível, contribuir para a promoção de pensamentos e palavras de paz. Na verdade, os próprios jovens devem viver à altura dos ideais que estabeleceram para outros, usando a sua liberdade com responsabilidade e na promoção de relações cordiais para uma cultura de paz.

Evidentemente, a totalidade que transmite paz irá moldar um mundo mais fraterno e um "novo tipo de fraternidade" entre as pessoas, no qual "um sentido partilhado da grandeza de cada pessoa" irá prevalecer (cf. Bento XVI, Jornada Apostólica no Líbano, Encontro com o Governo, Instituições da República, Corpo Diplomático, Líderes Religiosos e Representantes do Mundo da Cultura, 15 de Setembro de 2012).

Que todos nós procuremos, sempre e em todo o lugar, aderir aos imperativos morais e religiosos que inspiram os jovens que se esforçam por se tornarem artífices da paz.

Desejamos a todos um abençoado Deepavali!

Pontifício Conselho para a o Diálogo Inter-religioso


Morre o bispo emérito de Jaboticabal, dom Luiz Eugênio Perez

O Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo) acaba de informar o formar o falecimento, na manhã de hoje, 14 de novembro, do bispo emérito de Jaboticabal (SP), dom Luiz Eugênio Perez, 84 anos.

Dom Eugênio estava internado no hospital São Paulo, em Ribeirão Preto (SP). Segundo o bispo de Jaboticabal, dom Antonio Fernando Brochini, "neste momento de dor, mas também de confiança no Senhor, peço a oração de todos em favor de sua alma e também pelos seus familiares".

O corpo de dom Luiz será velado na Sé Catedral Nossa Senhora do Carmo de Jaboticabal. Amanhã, 15 de novembro, será celebrada missa de corpo presente às 9h e em seguida o seu sepultamento na cripta da Sé Catedral.


Bispo de Guajará-Mirim renova parceria de projeto Igrejas Irmãs

Na manhã desta quarta-feira, 14 de novembro, o arcebispo de Maringá (PR), dom Anuar Battisti, recebeu a visita do bispo de Guajará-Mirim (RO), dom Benedito Araújo. As duas dioceses mantêm o projeto "Igrejas Irmãs", da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Nos últimos anos a arquidiocese de Maringá já encaminhou quatro sacerdotes para a missão pastoral em Guajará-Mirim.

A proposta do projeto é que haja um intercâmbio missionário entre duas dioceses. Na prática, as dioceses com melhores condições financeiras e de recursos humanos são convidadas a ajudar as dioceses mais carentes.

Atualmente o padre Genivaldo Ubinge, de Maringá, está em missão em Guajará-Mirim. A diocese possui 12 paróquias e apenas 22 padres para cuidar de uma extensão de 90 mil quilômetros quadrados de território formado por povos nativos, ribeirinhos e indígenas.

"Tudo é muito difícil, em particular no trabalho de combate às drogas, por ser uma região de fronteira. As distâncias acabam impedindo a concretude das coisas. Nós estamos sofrendo os impactos ambientais e sociais das grandes obras, das usinas e também do desmatamento", disse dom Benedito Araújo.

"Por isso essa parceria das Igrejas Irmãs, com a igreja de Maringá, é edificante para toda a Igreja", finaliza dom Benedito.


Nota de condolências pelo falecimento de Dom Luiz Eugênio Perez

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe, com pesar, a notícia do falecimento do bispo emérito de Jaboticabal (SP), dom Luiz Eugênio Perez, ocorrido na manhã desta quarta-feira, 14 de novembro. Nascido na cidade de Orlândia em 1928, dom Luiz ingressou no Seminário Diocesano de Campinas (SP) em 1941. Em 1948, foi para o Seminário Central de São Paulo, onde cursou a Filosofia e a Teologia. Ordenado sacerdote em 1954, desempenhou seu ministério como cooperador na Catedral de Ribeirão Preto (SP) e depois em Cravinhos, por treze anos. Durante este período, foi também diretor diocesano do Ensino Religioso, da Cruzada Eucarística, Presidente do Conselho de Presbíteros, entre outros serviços.Em 1970, foi nomeado pelo papa Paulo VI bispo da diocese de Jales (SP), onde se destacou na atuação junto à Comissão Regional da Pastoral das CEBs. Também incentivou a evangelização através dos meios de comunicação. O papa João Paulo II, em 1981, o transferiu para a diocese de Jaboticabal, onde exerceu seu ministério até o ano de 2003, deixando uma profícua atuação pastoral. Adquiriu para a diocese uma emissora de rádio e realizou a construção do Seminário Diocesano. Promoveu também diversas Assembleias Diocesanas, para planejar e dinamizar a vida pastoral. Toda a sua atuação como pastor da Igreja teve como objetivo a promoção da fraternidade, como expressou em seu lema episcopal "Todos sois irmãos". Estamos unidos, na oração, aos familiares, a dom Antonio Fernando Brochini, bispo de Jaboticabal, e também a todas as comunidades que tiveram a alegria de receber o dom do Reino pelo ministério deste nosso irmão. Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB

Secretário Geral comenta pedido de retirada da expressão "Deus seja louvado" das cédulas de reais

A expressão "Deus seja louvado" pode ser retirada das cédulas da moeda brasileira. Isto é o que pede uma ação da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), em São Paulo. O principal argumento utilizado é o de que o Brasil é um país laico e, portanto, não deve estar vinculado a qualquer manifestação religiosa. Os comentários do secretário foram feitos ao Jornal Folha de São Paulo.

De acordo com a assessoria de comunicação da PRDC, no ano passado, houve uma representação questionando a permanência da frase nas cédulas de reais. Durante a fase de inquérito, a Casa da Moeda informou que cabe privativamente ao Banco Central (Bacen) "não apenas a emissão propriamente dita, como também a definição das características técnicas e artísticas" das cédulas. Já o Bacen afirmou que o fundamento legal para a existência da expressão "Deus seja louvado" nas cédulas é o preâmbulo da Constituição, que afirma que ela foi promulgada "sob a proteção de Deus".

"Deveríamos nos preocupar com coisas muito mais essenciais. Muitas pessoas dar-se-ão conta da frase somente depois desta ação. Não é novidade esse tipo de ação! A frase, agora, recordará a presença de Deus na vida do povo brasileiro", afirma o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner.

A ação também pede que seja concedido à União o prazo de 120 dias para que as cédulas comecem a ser impressas sem a frase, sob pena de multa diária de R$ 1,00 caso a União não cumpra a decisão de retirar a expressão religiosa das cédulas. A multa teria caráter simbólico.

O pedido da PDCR ainda alega que a expressão "constrange a liberdade de religião de todos os cidadãos que não cultuam Deus, como os ateus e os que professam a religião budista, muçulmana, hindu e as diversas religiões de origem africana".

Para dom Leonardo, a expressão "não constrange, mas pode incomodar aos que afirmam não crer". "As pessoas que vivem a sua fé, em suas diversas expressões, certamente não se sentem constrangidas, pois vivem da grandeza da transcendência. É que fé não é em primeiro lugar culto a um deus, mas relação. Se a frase lembra uma relação, poderia lembrar que o próprio dinheiro deve estar a serviço das pessoas, especialmente dos pobres, na partilha e na solidariedade. Se assim for, Deus seja louvado!", afirma o bispo.


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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 13/11/2012

REFLEXÃO

Somos todos servos inúteis. Deus não precisa de nós, uma vez que ele pode, por si só, realizar todas as coisas. Mas Deus quis contar conosco, com a nossa colaboração, e isso não em vista da pessoa dele, mas sim em vista do nosso próprio bem, uma vez que, quando colaboramos com a obra da salvação da humanidade, estamos de fato participando de uma obra que não é humana, mas divina, o que se torna para nós causa de santificação e caminho de perfeição. O amor de Deus por nós é tão grande que faz da nossa inutilidade fonte de santificação e de vida nova, não só para nós mesmos, mas também para toda a Igreja, para todas as pessoas.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom José Maria Liborio Camino Saracho, Bispo Emérito de Presidente Prudente - SP
NOTÍCIAS

Pastoral da Criança promove 18ª Assembleia Nacional

Coordenadores e representantes da Pastoral da Criança de todo o país estão reunidos em Curitiba (PR) durante esta semana (12 a 16 de novembro) para a 18ª Assembleia Nacional da entidade. A necessidade de um novo marco regulatório para o terceiro setor; o desenvolvimento integral das crianças, as ações para prevenção da obesidade infantil; os cuidados nos primeiros mil dias (período de gestação mais os dois primeiros anos de vida) e os desafios para ampliar o número de famílias acompanhadas compõem a agenda da assembleia da Pastoral da Criança, que em 2013 vai comemorar 30 anos de atividades.

Reconhecida como uma das mais importantes organizações em todo o mundo a trabalhar em ações de combate à mortalidade infantil, a Pastoral da Criança defende uma legislação específica para regular as relações entre o Estado e as organizações da sociedade civil (OSCs).

A legislação para as entidades que atuam na área social e de defesa de direitos, que desenvolvem parcerias com governos na construção e implementação de políticas públicas, gera insegurança jurídica, aumento da burocracia e custos adicionais. "No atual estágio de desenvolvimento econômico e social, o país precisa inovar em termos de referencial para as organizações da sociedade civil", diz o médico Nelson Arns Neumann, coordenador nacional da Pastoral da Criança.

Um novo marco regulatório para as OSCs dará oportunidade para que as entidades que prestam importantes serviços à sociedade possam ampliar a sua contribuição no país e mesmo levar a sua experiência para o exterior. Presente em todo o Brasil e em mais 21 países, a Pastoral da Criança precisou recorrer à constituição de uma pessoa jurídica no Uruguai para viabilizar e expandir a sua ação para a América Latina, África e Ásia.

"Não queremos facilidades. Entidades idôneas como a Pastoral da Criança defendem regras claras e tranquilidade para se dedicarem a sua atividade principal", diz Neumann, que pleiteia para as entidades sociais, pelo menos, os mesmos incentivos que o governo oferece à iniciativa privada.


"Jovens: artícifes da paz!" é tema da 4ª Romaria Nacional da Juventude

No dia 24 de novembro, acontecerá, em Juazeiro, a sexta edição da Caminhada pela Paz. Este ano, o evento trará um desafio inusitado aos participantes: o abraço coletivo de 1000 pessoas. O objetivo da iniciativa é "demonstrar que a vida tem valor", é o que revela o idealizador e coordenador Geral do evento, padre José Filipe Pulpayil.

"Quando um cidadão aponta uma arma para você e diz 'passa tudo pra mim' ele demonstra que, para ele, você não vale nada. Cada dia mais, a sociedade valoriza só as coisas materiais que você tem. É isso que gera a violência. Por isso este ano trazemos o desafio dos mil abraços: para mostrar que a pessoa é mais importante, mais valiosa do que as coisas materiais", explica o sacerdote.

Este ano a Caminhada terá quatro paradas, com reflexões e cantos de paz. É neste momento que cada um deverá abraçar pelo menos 250 pessoas para realizar o desafio. O evento será encerrado na Orla, com a Benção do Santíssimo Sacramento, presidida pelo Padre Josemar Mota, da Catedral.

A Caminhada será preparada pela Novena pela Paz, que terá início nesta quinta-feira, 15, na Paróquia Santa Teresinha, no bairro Piranga, às 19h30. As celebrações acontecerão durante nove dias até o evento, passando pelas diversas paróquias da cidade. Mais informações sobre o evento os interessados encontram no site da Diocese de Juazeiro, clique aqui.

Serviço:

Evento: 6ª Caminhada pela PazSaída: Parque Lagoa do Calú

Data e Horário: 24 de novembro às 18h Novena pela Paz (início às 19h30):

15/11 – Paróquia Sta. Teresinha – Bairro Piranga16/11 – Comunidade Sant'Ana – Alto do Alencar17/11 – Catedral de Juazeiro – Centro18/11 – Comunidade Santa Rita – Juazeiro IV19/11 – Comunidade São Geraldo – São Geraldo20/11 – Paróquia Santo Antônio – Santo Antônio21/11 – Comunidade São Paulo Apóstolo – Jardim São Paulo22/11 – Comunidade São Pedro – Novo Encontro23/11 – Paróquia São Cosme e São Damião – Alagadiço


Bispos das grandes cidades se reúnem no Rio de Janeiro

O Centro de Estudos do Sumaré, no Rio de Janeiro, recebeu bispos das principais metrópoles do Brasil em um encontro voltado para a partilha e troca de experiências, em busca de estratégias comuns para a ação pastoral nas grandes cidades.

O evento, realizado na segunda-feira, 12 de novembro, contou com a presença de bispos de cidades como São Paulo, Salvador e Florianópolis. Em pauta, questões voltadas para a nova evangelização, o código penal, a violência nos grandes centros urbanos e a Jornada Mundial da Juventude. Para o arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, o encontro foi uma oportunidade de partilhar experiências entre as dioceses, para que estejam mais preparadas diante dos desafios pastorais aos quais são chamadas: "Estamos descobrindo, cada vez mais, que os nossos problemas são comuns. Problemas que eu ouço falar do Rio de Janeiro, de São Paulo, são também problemas que eu enfrento diariamente em Salvador. Então, de repente, colocarmos em comum as nossas preocupações e iniciativas que foram tomadas pode nos ajudar a caminhar rapidamente, se não em busca de uma solução completa, ao menos de pistas de solução. Então, eu penso que é importante nos aproximarmos e, juntos, enfrentarmos os desafios, que são imensos, e que nenhum de nós, sozinho, vai conseguir enfrentá-los", disse dom Murilo.

Dentro do que foi debatido, o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, ressaltou a partilha sobre questões ligadas à violência. Segundo o cardeal, a violência desafia o trabalho da Igreja, que tem como principal diretriz a dignidade da pessoa humana.

"Nos reunimos para falar de questões que afetam e desafiam a presença da Igreja nas áreas metropolitanas. Uma delas é justamente a questão da violência, que, no momento, está em evidência. A violência desafia muito fortemente o nosso trabalho, porque a Igreja precisa estar do lado dos direitos humanos, da dignidade das pessoas, ao contrário da violência. Só que, muitas vezes, não se vê claramente o problema porque ainda não se tem uma percepção muito clara de como está organizada essa questão da violência. Não podemos ficar simplesmente de braços cruzados", ressaltou o cardeal.

Houve ainda uma missa presidida pelo recém-nomeado bispo da diocese de Duque de Caxias, dom Tarcísio dos Santos. Dom Tarcísio lembrou o Ano da Fé e pediu para que cada um dos presentes seja sinal de Cristo na sociedade, mostrando-se cada vez mais presente junto ao povo. "Que o Senhor nos ajude a sermos cada vez mais pastores presentes junto ao nosso povo, possibilitando aos nossos irmãos e irmãs essa vivência em Cristo".

O arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, fez um balanço do encontro: "Temos vários e grandes desafios. E, neste dia de hoje, falamos um pouquinho sobre as questões da violência nas grandes cidades um problema que acontece em todas as cidades, hoje, principalmente nas áreas metropolitanas. Falamos também da questão do arcabouço político do país, que está mudando; então, refletimos sobre o Código Penal e todas as nossas preocupações com a maneira de pensar e fazer a nossa sociedade. Também falamos sobre o Sínodo dos Bispos, que trata da grande evangelização. E, por fim, como estamos no Rio de Janeiro, abordamos também os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude", contou.


6ª Caminhada pela Paz em Juazeiro traz desafio dos 1000 abraços

No dia 24 de novembro, acontecerá, em Juazeiro (BA), a sexta edição da Caminhada pela Paz. Este ano, o evento trará um desafio inusitado aos participantes: o abraço coletivo de 1000 pessoas. O objetivo da iniciativa é "demonstrar que a vida tem valor", é o que revela o idealizador e coordenador Geral do evento, padre José Filipe Pulpayil.

"Quando um cidadão aponta uma arma para você e diz 'passa tudo pra mim' ele demonstra que, para ele, você não vale nada. Cada dia mais, a sociedade valoriza só as coisas materiais que você tem. É isso que gera a violência. Por isso este ano trazemos o desafio dos mil abraços: para mostrar que a pessoa é mais importante, mais valiosa do que as coisas materiais", explica o sacerdote.

Este ano a Caminhada terá quatro paradas, com reflexões e cantos de paz. É neste momento que cada um deverá abraçar pelo menos 250 pessoas para realizar o desafio. O evento será encerrado na Orla, com a Benção do Santíssimo Sacramento, presidida pelo Padre Josemar Mota, da Catedral.

A Caminhada será preparada pela Novena pela Paz, que terá início nesta quinta-feira, 15, na Paróquia Santa Teresinha, no bairro Piranga, às 19h30. As celebrações acontecerão durante nove dias até o evento, passando pelas diversas paróquias da cidade. Mais informações sobre o evento os interessados encontram no site da Diocese de Juazeiro: www.diocesejuazeiro.org.

Serviço:

Evento: 6ª Caminhada pela PazSaída: Parque Lagoa do CalúData e Horário: 24 de novembro às 18h

Novena pela Paz (início às 19h30): 15/11 – Paróquia Sta. Teresinha – Bairro Piranga16/11 – Comunidade Sant'Ana – Alto do Alencar17/11 – Catedral de Juazeiro – Centro18/11 – Comunidade Santa Rita – Juazeiro IV19/11 – Comunidade São Geraldo – São Geraldo20/11 – Paróquia Santo Antônio – Santo Antônio21/11 – Comunidade São Paulo Apóstolo – Jardim São Paulo22/11 – Comunidade São Pedro – Novo Encontro23/11 – Paróquia São Cosme e São Damião – Alagadiço


Arcebispo de Salvador ministra palestra para os Alcoólicos Anônimos

Às 14h30 desta quarta-feira, 14 de novembro, o arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, ministra uma palestra sobre "Alcoolismo na visão da Igreja". A exposição integra a programação do encontro em homenagem aos 59 anos dos Alcoólicos Anônimos na Bahia, que acontece às 13h30, no teatro do Irdeb (Rua Pedro Gama, 413, Alto do Sobradinho – Federação).

De acordo com o membro da direção nacional dos Alcoólicos Anônimos (AA), o médico Olney Fontes, o apoio da Igreja Católica na causa é de grande importância. "Existe uma ligação entre a Igreja e os Alcoólicos Anônimos. Isso vem desde a criação do AA nos Estados Unidos. Vários grupos estão localizados nos fundos das igrejas e esse apoio sempre foi muito significativo para nosso trabalho", afirma.

O encontro é aberto para todas as pessoas que se identificam ou desejam saber um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido pelos Alcoólicos Anônimos da Bahia. Além do arcebispo, participam os Grupos Familiares Al-Anon e a juíza da 1ª Vara de Violência Doméstica de Salvador, Márcia Nunes Lisboa.


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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 12/11/2012

REFLEXÃO

A misericórdia é um dos valores evangélicos mais importantes e ser misericordioso significa, antes de tudo, ser capaz de colaborar com a salvação das pessoas, ser capaz de perdoá-la. Mas perdoar não significa esquecer, deixar de lado, pois o perdão não pode negar a verdade nem a responsabilidade da pessoa diante dos fatos. Perdoar significa não querer a punição para quem é culpado, mas sim criar condições para que ele possa se reerguer e reparar o mal que realizou. E somente aquela pessoa que tem fé é capaz de perdoar verdadeiramente, porque somente quem acredita no Deus misericordioso é capaz de agir verdadeiramente com misericórdia.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Jaime Mota de Farias, Bispo Emérito de Alagoinhas - BA
NOTÍCIAS

Peregrinos terão isenção de vistos para a JMJ Rio 2013

Os peregrinos e voluntários que confirmarem a sua vinculação com a Jornada Mundial da Juventude e receberem o documento assinado pelo Comitê Organizador Local (COL) da JMJ terão isenção da taxa para retirar o visto de entrada no Brasil.

De acordo com a portaria publicada na edição do Diário Oficial da União de sexta-feira, 9 de novembro, para obter gratuitamente os vistos, os turistas deverão preencher um formulário eletrônico, que estará disponível no site do Sistema Consular Integrado do Ministério das Relações Exteriores (http://www.portalconsular.mre.gov.br/), além de apresentar o passaporte ou documento de viagem equivalente, em conjunto com a documentação expedida pela JMJ. Os peregrinos que chegarem ao Rio para a JMJ e cumprirem os procedimentos terão um prazo de permanência de 90 dias e poderão ingressar no país até 28 de julho de 2013. Os voluntários terão um prazo de permanência maior, que pode se estender por até um ano.

Os vistos serão emitidos pelo Ministério das Relações Exteriores, através das Missões Diplomáticas, Repartições Consulares, Vice-Consulados ou, quando autorizado, pela Secretaria de Estado das Relações Exteriores.

A diretora de Setor de Inscrições, irmã Maria Shaiane Machado, ressalta que é indispensável a apresentação deste documento, emitido pela JMJ, para conseguir o visto.

"A lei diz que o peregrino que vier para o Brasil, confirmando sua vinculação com um desses eventos, terá facilidade na entrada no país. Para os diversos eventos, sempre tem o convite ou o ingresso. No nosso caso, vamos dispor de um documento comprovando esta vinculação com a Jornada. E é este documento que eles terão que apresentar tanto quando forem retirar o visto quanto na entrada do país. Esse documento será emitido por nós aos peregrinos", disse irmã Maria Shaiane Machado.

A portaria publicada regulamenta a lei nº 12663, de 5 de junho de 2012, mais conhecida como "Lei Geral da Copa", segundo a qual, no capítulo III, art. 19, inciso XI, "as disposições serão aplicadas para os espectadores que possuam ingressos ou confirmação de aquisição de Ingressos válidos para qualquer Evento e todos os indivíduos que demonstrem seu envolvimento oficial com os Eventos, contanto que evidenciem de maneira razoável que sua entrada no País possui alguma relação com qualquer atividade relacionada aos Eventos".


Comissão para a Doutrina da Fé se reúne e debate o Subsídio Doutrinal

Os integrantes da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), se reuniram no último dia 9 de novembro, em Brasília (DF), para avaliar o Congresso Teológico, que aconteceu em Curitiba (PR); preparar a reunião para janeiro de 2013; elaborar a pauta para a participação nas comemorações dos 60 anos da CNBB e tratar do Subsídio Doutrinal – "As razões da fé na ação evangelizadora".

Esta foi a quinta reunião ordinária do ano. Segundo o assessor da Comissão, monsenhor Antônio Luiz Catelan, o tema central da reunião foi a elaboração do Subsídio Doutrinal. "Nas reuniões passadas definimos metas, e nesta última reunião de 2012 trouxemos o primeiro capítulo do subsídio, produzido pela equipe de peritos da Comissão, para a análise e reflexão dos coordenadores da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé", concluiu o assessor.

Participaram da reuão o presidente da Comissão e arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha; o arcebispo de Salvador (BA), dom Murilo Krieger; o bispo de Amparo (SP), dom Pedro Carlos Cipolini, o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Wilson Angotti, além do assessor da Comissão, monsenhor Luiz Catelan.


CNBB apresenta versão oficial da tradução do Hino do Ano da Fé

Após um cuidadoso trabalho de tradução e revisão, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga a versão oficial do Hino da Fé para o Brasil. Trata-se de uma iniciativa das Comissões Episcopais Pastorais para a Liturgia e para a Doutrina da Fé, para que a canção seja usada pela Igreja no Brasil durante este Ano da Fé. Clique aqui para conhecer a letra e as partituras do Hino Oficial do Ano da Fé.A seguir, reproduzimos o texto enviado pelas comissões, com um breve comentário sobre a canção. CREIO, Ó SENHOR!Breve comentário ao hino do Ano da Fé Conhecemos bem o quanto a música e o canto são importantes para a compreensão e o aprofundamento das ideias, e o quanto são úteis para a divulgação de campanhas e de projetos. Seguindo o convite do Santo Padre, "queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda" (PF, 8). Por isso, o Ano da Fé não poderia ficar sem seu hino. Dele esperamos que ajude a marcar este "tempo de particular reflexão e redescoberta da fé" (PF, 4).Divulgado pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, o hino circulou rapidamente pela internet, inclusive em uma versão portuguesa. Os assessores das Comissões Episcopais Pastorais para a Liturgia e para a Doutrina da Fé prepararam esta versão brasileira. Depois de avaliada pelos presidentes dessas Comissões e pelo Secretário Geral da CNBB, tornamos pública, para que seja usada pela Igreja no Brasil durante este Ano da Fé.A súplica do pai que apresentou seu filho para ser curado por Jesus – "Eu creio, mas aumentai a minha fé" (Mc 9,24) – é assumida por todos nós. Desse modo, o hino é um grande pedido pela renovação e pelo crescimento da fé. Há uma particularidade a ser notada: a primeira parte da súplica está no singular: "creio, ó Senhor".  E a segunda parte está no plural: "aumenta nossa fé". Assim se destacam os vários aspectos da fé, que são aprofundados pelo Papa no número 10 da Porta Fidei: ao mesmo tempo ela é pessoal e eclesial, é um ato pessoal e tem conteúdo "objetivo".Outro elemento que se destaca pela repetição é a expressão "caminhamos", que ocorre no início de cada estrofe. Na mesma Porta Fidei, Bento XVI nos recorda que, uma vez atravessado o limiar da porta, por meio do batismo, abre-se diante de nós um caminho que dura a vida toda e que se conclui com a passagem para a vida eterna (PF, 1). O povo brasileiro se identifica muito com as romarias, peregrinações, procissões e caminhadas. Elas são um símbolo da peregrinação espiritual que toda a nossa existência cristã: "não temos aqui cidade permanente, mas andamos à procura da que está para vir" (Hb 13,14). O modo como caminhamos é destacado de modo diferente a cada nova estrofe: cheios de esperança, frágeis e perdidos, cansados e sofridos, sob o peso da cruz, atentos ao chamado, com os irmãos e as irmãs. É um caminho feito em companhia, desafiador, é certo, mas dirigido pelas marcas dos passos de Nosso Senhor, como bem recorda a estrofe 4.O caminhar da Igreja é marcado, portanto, pelos mistérios da vida de Cristo, reflexos do grande Mistério Pascal. Na sequência, nos são recordados: o Advento, o Natal, a Quaresma, a Páscoa, Pentecostes e o Reino definitivo. Do mistério do Filho de Deus feito homem é que a Igreja vive permanentemente. É a comunhão com Ele que orienta e anima toda a caminhada eclesial ao longo da história e, na grande comunhão dos santos, é também o que anima cada um dos fieis, pessoalmente.Alguns títulos de Cristo são evocados, junto com os mistérios. Filho do Altíssimo, estrela da manhã, mão que cuida e que cura, o Vivente que não morre, Palavra, esperança da chegada. Desse modo o Mistério do Filho de Deus feito nosso irmão impregna toda a existência dos cristãos, na Igreja. Assim ele nos anima no caminho e nos conduz para a meta.Esse caminhar é feito em companhia. Como companheiros são recordados, na sequência das estrofes: os Santos que "caminham entre nós", Maria, "a primeira dos que creem", os pobres que "esperam à porta", os humildes que "querem renascer", a Igreja que "anuncia o Evangelho", o mundo, no qual se encontram sinais do Reino que "está entre nós". Esta grande companhia de fé nos permite muitas e profundas reflexões: a comunhão dos santos, o significado da presença da Mãe de Jesus na vida da Igreja, os pobres, nos quais podemos servir ao próprio Cristo e pagar-lhe amor com amor, o espírito das bem-aventuranças expresso nos "humildes". Como resume a última estrofe, trata-se da companhia de fé, de esperança e de amor que é a Igreja.A consciência de que o hino expressa a súplica da Igreja que quer ser renovada na fé é expressa nos termos com os quais se conclui cada estrofe: pedimos, oramos, invocamos, suplicamos, rogamos, clamamos. A renovação eclesial e o impulso para a nova evangelização, objetivos principais do Ano da Fé (PF, 7-8), não serão alcançados simplesmente por nosso esforço. São dons da graça divina, que devemos suplicar com humildade e buscar com toda energia.Valha-nos sempre a proteção da Virgem Maria, bem-aventurada porque acreditou (Lc 1,45).

Comissão para a Vida e a Família promove Encontro Nacional para Estudos sobre Matrimônio e Família

Inicia-se hoje (12), e se estende até quarta feira (14) o Encontro Nacional para Estudos sobre Matrimônio e Família para Bispos Referenciais e assessores eclesiásticos da Pastoral Familia, promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O encontro está sendo realizado na Casa de Oração São Paulo, apóstolo, casa das irmãs Paulinas em São Paulo, onde estão reunidos agentes da Pastoral Familiar e peritos para estudar a família no magistério de João Paulo II, com ênfase na Teologia do Corpo. O padre filósofo Jaroslaw Merecki, professor do Pontifício Instituto "João Paulo II", estará assessorando o grupo para estudos sobre matrimônio e família.

Coordenado pela Comissão para a Vida e a Família, o evento tem como objetivo a formação dos agentes evangelizadores em favor da família, partilhas e integração das diversas experiências pastorais desenvolvidas no Brasil.


Arquidiocese de São Paulo terá edição do Seminário de Jovens Comunicadores

Entre os dias 31 de novembro e 2 de dezembro, a arquidiocese de São Paulo (SP) realizará uma edição local do Seminário de Jovens Comunicadores (promovido nacionalmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no início deste ano, em Brasília). O evento, no contexto de preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, contará com a assessoria do padre italiano Antonio Spadaro (assessor do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, da Cúria Romana, e editor responsável pela revista "La Civiltà Cattolica").

Debatendo o tema "Nova Evangelização em tempos de rede", o Seminário pretende colaborar na reflexão sobre os desafios e potencialidades das novas tecnologias de informação na transmissão da fé cristã católica.

Além das palestras do padre Spadaro, os jovens participarão de um debate com "personalidades" de redes sociais e, no domingo (2/12), após o almoço de encerramento, terão oportunidade de fazer um momento de convivência no Parque do Ibirapuera, com visita à exposição "Esplendores do Vaticano". A participação no encontro deve ser solicitada através de inscrição e custa 50 reais.

Ainda no domingo, o cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, preside a celebração eucarística de encerramento do Seminário e terá oportunidade de compartilhar com os jovens as experiências vividas por ele durante o Sínodo dos Bispos sobre Nova Evangelização.

Faça sua inscrição aqui. As vagas são limitadas!


Regional NE 3 promove o III Congresso Sarcedotal

Com o tema "Igreja e Presbíteros à luz do Concílio Vaticano II" e com o lema "Configurados com Cristo para edificar seu corpo que é a Igreja", a Comissão Regional de Presbíteros (CRP) realizou entre os dias 5 e 8 de novembro, o III Congresso Sacerdotal, uma promoção do Regional Nordeste 3 da CNBB (Bahia e Sergipe). O encontro reuniu 77 padres, no Centro Arquidiocesano de Pastoral, em Salvador (BA). O Congresso teve como objetivo fomentar a Pastoral Presbiteral e tratar de temas pertinentes ao ministério e à vida sacerdotal, dentro do contexto das comemorações do cinquentenário do Concílio Vaticano II. Os participantes tiveram a oportunidade de discutir o documento 93 da CNBB que trata das Diretrizes da Formação do Clero.De acordo com o padre Valter Ruy, responsável pela paróquia São Marcos em Salvador, o congresso possibilitou uma unidade entre os sacerdotes que fazem parte do Regional. "O encontro permite viver a plenitude da Comunhão. Temos aqui um bom grupo de sacerdotes participando e vivendo um encontro com Cristo", afirmou. Uma missa presidida pelo bispo da Diocese de Barra (BA), Dom Frei Luís Flávio Cappio, OFM encerrou o evento.

Encontro de Fé e Política para profissionais da Justiça

O Ministério Fé e Política da Renovação Carismática Católica (RCC) vai realizar, em Recife (PE) o VIII Encontro Nacional de Juízes e Promotores de Justiça, nos dias 16 e 17 de novembro de 2012. O evento conta com o apoio da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, que tem como objetivo realizar ações com profissionais cristãos. Segundo os participantes, o objetivo do Encontro é reunir os juristas católicos (juízes, promotores de justiça, procuradores e defensores públicos) e suas famílias, a fim de difundir a cultura da civilização do amor. Entre os expositores do evento, representando a Comissão para o Laicato, estará o bispo auxiliar de São Paulo, dom Milton Kenan Júnior (foto). O tema central do Encontro será "Confessar, celebrar e testemunhar a fé", está dentro da proposta das ações para o Ano da Fé. As inscrições podem ser feitas pelo escritório da RCC/Brasil, pelo telefone (53) 3227-0710 ou pelo sites www.rccbrasil.org.br ou www.encontrocatolico.com.br Confira a programação:Sexta-feira - 16/1113h30 - Acolhida e Oração14h00 – PREGAÇÃO: Confessar a Fé15h00 - Terço da Misericórdia15h15 - PREGAÇÃO: Carismas: Testemunho de fé e vida16h00 - Intervalo16h30 – Santa Missa17h45- PREGAÇÃO: Celebrar a Fé18h30 - Avisos e orientações18h45 - Recolhimento e descansoSábado - 17/1108h30 - Acolhida e Oração09h00 – PREGAÇÃO: A religião e o estado09h45 - Intervalo10h15 – PREGAÇÃO: A RCC na Igreja Católica11h00 - Adoração ao Santíssimo Sacramento e Oração por Cura e Libertação11h45 - Avisos e orientações12h00 - Almoço13h30 - Acolhida e Oração14h00 – PREGAÇÃO: Fraternidade e Saúde14h45 - Intervalo15h15 - TESTEMUNHO: A Fé no meio Jurídico16h15 - Santa Missa17h30 – PREGAÇÃO: Apascenta as minhas ovelhas18h15 - Agradecimentos e despedidas21h00 - Show com a dupla DDD

Contribuições ao Marco Regulatório

Na última terça-feira, 6 de novembro, foi realizada a solenidade de encerramento do Seminário "Relações Estado e Sociedade", promovido pela CNBB em parceria com diversas entidades religiosas da sociedade civil. Durante o evento, foi entregue ao Secretário-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, um documento com uma série de sugestões para a proposta de Marco Regulatório que o Governo Federal deve enviar em breve ao Congresso Nacional. O objetivo das propostas é colaborar para sejam melhor definidas pela legislação a atuação das entidades e organizações da sociedade civil e seu relacionamento com o Estado Brasileiro. A seguir, reproduzimos a íntegra do documento. Seminário Relação Estado e Sociedade Brasília, 06 de novembro de 2012.     Contribuições para o Marco RegulatórioNós, os 90 participantes do Seminário Relação Estado e Sociedade, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, realizado nos dias 05 e 06 de novembro, no Centro Cultural de Brasília, em Brasília-DF, vimos apresentar ao Governo nossa contribuição para o aperfeiçoamento do Marco Regulatório que estabelece a relação do Estado com as Organizações da Sociedade Civil (OSCs).   Somos representantes de associações, fundações e organizações religiosas singulares e organizadas em redes, movidos pela fé e dedicados à luta pela superação da pobreza, na busca de um país justo e solidário.  As OSCs em geral e as Igrejas, em particular, desempenham, ao longo da história brasileira, importante papel na transformação da realidade das populações e na construção de democracia e da justiça social.  Especificamente em relação às Igrejas e organizações a elas vinculadas, a opção pelos pobres motivou inúmeros grupos e comunidades a comprometerem-se na busca pela transformação social, na conquista de direitos, na luta pela erradicação da pobreza e das desigualdades.Nas últimas décadas, este envolvimento deu-se tanto na definição, construção e implementação de políticas públicas quanto na defesa de direitos e/ou na geração de leis, de novos direitos sociais, políticos e econômicos bem como em atividades de controle social.  Este esforço foi, felizmente, acolhido e incorporado na Constituição Federal de 1988, em legislação infraconstitucional e nas práticas da administração e da gestão pública em geral.   Apesar disto, vemos com tristeza e indignação a criminalização destas entidades e de movimentos sociais. Organizações de todo tipo, inclusive as religiosas, são leviana e publicamente colocadas sob suspeição e acusadas de ilícitos considerados graves, tanto por alguns órgãos do Estado, quanto pela população e opinião pública.   Adicionalmente, por razões variadas, ao longo do tempo, observou-se uma crescente hostilidade dos governos em relação às nossas entidades. Sentimo-nos discriminados quando o Governo favorece abertamente as empresas e o setor privado de fins lucrativos e cria, cada vez mais, dificuldades para a intervenção e atividades de nossas organizações. Observamos casos explícitos de intimidação de organizações de luta por direitos; outros a partir de casos de desvios de recursos públicos perpetrados quase sempre por autoridades públicas com o uso das organizações da sociedade civil, outros por puro desconhecimento da verdadeira natureza e significado das organizações e de suas relações com os Governos.   A resultante deste processo foi a proliferação de normas e condicionalidades que, em conjunto, criaram insegurança jurídica, fortes restrições ao direito constitucional de atuação destas organizações e têm, sistematicamente, deixado de lado o mandato constitucional que estabelece ser vedado ao Estado intervir no funcionamento das entidades.    Alegramo-nos quando a então candidata a Presidente da República, Dilma Roussef, comprometeu-se com as organizações da sociedade civil a promover uma revisão participativa do Marco Regulatório.  Da mesma forma, depositamos esperança nos resultados do Grupo de Trabalho liderado pela Secretaria Geral da Presidência da República sobre o Marco Regulatório, bem como nos esforços atuais de revisão e aprimoramento de legislação de Certificado de Entidades Beneficentes de Assistência Social (CEBAS), promovidos pelos vários ministérios. Reconhecemos que este processo se dá por etapas. Percebe-se, no entanto, que, além da lentidão com a qual estes temas estão sendo tratados, ainda existem lacunas e espaço que precisam ser aperfeiçoados.  Neste espírito, os participantes deste Seminário oferecem  as seguintes contribuições, sugestões e proposições a serem examinadas e, esperamos, acolhidas pelo Governo Federal em prol do bem comum.1.    Reconhecer explicitamente a existência e o papel das organizações religiosas, e de outras organizações vinculadas às Igrejas, como atores de participação ativa na sociedade por seu poder de organização, mobilização e autonomia nos processos de desenvolvimento social e democrático no país.2.    Reconhecer os serviços prestados pelas instituições religiosas como oferta e ampliação das políticas públicas. 3.    Manter/reconhecer a identidade jurídica própria das Instituições Religiosas, em sua natureza sui generis e filantrópica de amor ao próximo e em benefício do bem comum.4.    Que o Marco Regulatório, ao estabelecer uma relação de parceria entre o Estado e a Sociedade Civil na prestação de serviços à sociedade, não gere condições que impeçam ou descaracterizem as Instituições Religiosas de realizar sua tarefa de monitoramento e controle social.5.    Reestruturar, com processos de debate público, a classificação das organizações da sociedade civil no âmbito do Ministério do Planejamento.6.    Que o Marco Regulatório leve em consideração as diferenças regionais, bem como os grupos vulneráveis e as organizações de pequeno porte.7.    Trazer ao âmbito das organizações da Sociedade Civil as simplificações e os benefícios oferecidos ao setor privado de fins lucrativos. 8.    Trabalhar a uniformização de entendimentos das normas e regras que regulam a parceria entre Estado e Sociedade.9.    Adequar o SICONV, visando a facilitar seu acesso e utilização.10.    Que a Receita Federal do Brasil (RFB) aborde as entidades considerando seus trabalhos e ações na sociedade, sem presunção de inidoneidade.11.    Que os Projetos de Leis e demais atos normativos que são encaminhados no âmbito dos Ministérios, e digam respeito à atuação das entidades, sejam sempre previamente discutidos com a sociedade civil.12.    Que a Certificação no campo da Educação seja mantida no âmbito do MEC e não transferida para o Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação do Ensino Superior (INSAES) conforme proposta do PL 4.372/2012.13.    Que o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) atualize o Manual de orientação aos Conselhos Municipais e Estaduais quanto à aceitação dos serviços das Organizações Religiosas para fins de certificação e atuação nas políticas públicas.14.    Que a tipificação do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) para o assessoramento, defesas e garantias de direitos seja atualizada para atender as ações sociais que não foram previstas na atual norma.Assinam:Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)Aliança Cristã EvangélicaConferência dos Religiosos do Brasil Nacional (CRB Nacional)Conselho Latino Americano de Igrejas – Região Brasil (CLAI)Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC)Federação Espírita Brasileira (FEB)MisereorRede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS)Ação Social do ParanáAssociação Congregação Santa CatarinaAssociação Cultura Franciscana (ACF)Associação FranciscanaAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC)Associação Nossa Senhora da Divina ProvidênciaCáritas BrasileiraCentro de Assessoria e Apoio a Iniciativas Sociais (CAIS)Colégio e Faculdade DAMASComissão Pastoral da Terra (CPT)Confederação Brasileira de Fundações (CEBRAF)Confederação das Santas Casas de MisericórdiaConferência dos Religiosos do Brasil (CRB Belém)Congressão das Irmãs Carmelitas da Divina ProvidênciaCongressão das Irmãs de São Padro CanísioConselho Nacional do Laicato do BrasilFamília Franciscana do Brasil (FBB)Fundação Grupo Esquel Brasil (FGEB)Grupo MaristaInstituto Brasileiro de Desenvolvimento (IBRADES)Instituto das Filhas de São José (IFSJ)Instituto Josefino (IJ)Oblatos de Maria ImaculadaObra Kolping do BrasilObra Social Santa Isabel (OSSI)Padres EscolápiosPastoral da Mulher MarginalizadaPastoral do Menor (PAMEN)  Pastoral Nacional do Povo de Rua (PNPR)Pequenas Irmãs da Divina Providência (PIDP)Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PURRS)Projetos Sociais e Serviços Técnicos SS LtdaRede DAMASRede La SalleRegional Nordeste 1 da CNBBServiço Pastoral dos Migrantes (SPM)Sociedade das Filhas de Nossa Senhora do Sagrado CoraçãoSociedade Educação e CaridadeSociedade Vicente Palloti (SVP)União Brasileira de Educação e Ensino (UBEE)União Norte Brasileira de Educação e Cultura (UNBEC) União Marista do Brasil (UMBRASIL)

Congresso reúne membros de Irmandades

A cidade de Piquete (SP) será a sede do XVIII Congresso das Irmandades de São Benedito, nos dias 10 e 11 de novembro. Trata-se de uma promoção do Conselho Nacional das Irmandades de São Benedito do Brasil (CONISB) que é realizada a cada dois anos. O tema escolhido para este ano foi retirado dos parágrafos 143 a 148 do Documento de Aparecida: "Enviados a anunciar o Evangelho do Reino da vida".

Estarão presentes os dirigentes das irmandades filiadas ao CONISB. Serão expositores no evento dom Benedito Beni dos Santos e Monsenhor João Bosco de Carvalho, que é o pároco da Paróquia de São Miguel, naquela cidade. A partir de Jesus Cristo, com os ensinamentos da Palavra Sagrada e dispostos a evangelizar, os irmãos de São Benedito se propõem a serem anunciadores do Reino da vida verdadeira a todas as criaturas e em todos os ambientes.


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