segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 12/11/2012

REFLEXÃO

A misericórdia é um dos valores evangélicos mais importantes e ser misericordioso significa, antes de tudo, ser capaz de colaborar com a salvação das pessoas, ser capaz de perdoá-la. Mas perdoar não significa esquecer, deixar de lado, pois o perdão não pode negar a verdade nem a responsabilidade da pessoa diante dos fatos. Perdoar significa não querer a punição para quem é culpado, mas sim criar condições para que ele possa se reerguer e reparar o mal que realizou. E somente aquela pessoa que tem fé é capaz de perdoar verdadeiramente, porque somente quem acredita no Deus misericordioso é capaz de agir verdadeiramente com misericórdia.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Jaime Mota de Farias, Bispo Emérito de Alagoinhas - BA
NOTÍCIAS

Peregrinos terão isenção de vistos para a JMJ Rio 2013

Os peregrinos e voluntários que confirmarem a sua vinculação com a Jornada Mundial da Juventude e receberem o documento assinado pelo Comitê Organizador Local (COL) da JMJ terão isenção da taxa para retirar o visto de entrada no Brasil.

De acordo com a portaria publicada na edição do Diário Oficial da União de sexta-feira, 9 de novembro, para obter gratuitamente os vistos, os turistas deverão preencher um formulário eletrônico, que estará disponível no site do Sistema Consular Integrado do Ministério das Relações Exteriores (http://www.portalconsular.mre.gov.br/), além de apresentar o passaporte ou documento de viagem equivalente, em conjunto com a documentação expedida pela JMJ. Os peregrinos que chegarem ao Rio para a JMJ e cumprirem os procedimentos terão um prazo de permanência de 90 dias e poderão ingressar no país até 28 de julho de 2013. Os voluntários terão um prazo de permanência maior, que pode se estender por até um ano.

Os vistos serão emitidos pelo Ministério das Relações Exteriores, através das Missões Diplomáticas, Repartições Consulares, Vice-Consulados ou, quando autorizado, pela Secretaria de Estado das Relações Exteriores.

A diretora de Setor de Inscrições, irmã Maria Shaiane Machado, ressalta que é indispensável a apresentação deste documento, emitido pela JMJ, para conseguir o visto.

"A lei diz que o peregrino que vier para o Brasil, confirmando sua vinculação com um desses eventos, terá facilidade na entrada no país. Para os diversos eventos, sempre tem o convite ou o ingresso. No nosso caso, vamos dispor de um documento comprovando esta vinculação com a Jornada. E é este documento que eles terão que apresentar tanto quando forem retirar o visto quanto na entrada do país. Esse documento será emitido por nós aos peregrinos", disse irmã Maria Shaiane Machado.

A portaria publicada regulamenta a lei nº 12663, de 5 de junho de 2012, mais conhecida como "Lei Geral da Copa", segundo a qual, no capítulo III, art. 19, inciso XI, "as disposições serão aplicadas para os espectadores que possuam ingressos ou confirmação de aquisição de Ingressos válidos para qualquer Evento e todos os indivíduos que demonstrem seu envolvimento oficial com os Eventos, contanto que evidenciem de maneira razoável que sua entrada no País possui alguma relação com qualquer atividade relacionada aos Eventos".


Comissão para a Doutrina da Fé se reúne e debate o Subsídio Doutrinal

Os integrantes da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), se reuniram no último dia 9 de novembro, em Brasília (DF), para avaliar o Congresso Teológico, que aconteceu em Curitiba (PR); preparar a reunião para janeiro de 2013; elaborar a pauta para a participação nas comemorações dos 60 anos da CNBB e tratar do Subsídio Doutrinal – "As razões da fé na ação evangelizadora".

Esta foi a quinta reunião ordinária do ano. Segundo o assessor da Comissão, monsenhor Antônio Luiz Catelan, o tema central da reunião foi a elaboração do Subsídio Doutrinal. "Nas reuniões passadas definimos metas, e nesta última reunião de 2012 trouxemos o primeiro capítulo do subsídio, produzido pela equipe de peritos da Comissão, para a análise e reflexão dos coordenadores da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé", concluiu o assessor.

Participaram da reuão o presidente da Comissão e arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha; o arcebispo de Salvador (BA), dom Murilo Krieger; o bispo de Amparo (SP), dom Pedro Carlos Cipolini, o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Wilson Angotti, além do assessor da Comissão, monsenhor Luiz Catelan.


CNBB apresenta versão oficial da tradução do Hino do Ano da Fé

Após um cuidadoso trabalho de tradução e revisão, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga a versão oficial do Hino da Fé para o Brasil. Trata-se de uma iniciativa das Comissões Episcopais Pastorais para a Liturgia e para a Doutrina da Fé, para que a canção seja usada pela Igreja no Brasil durante este Ano da Fé. Clique aqui para conhecer a letra e as partituras do Hino Oficial do Ano da Fé.A seguir, reproduzimos o texto enviado pelas comissões, com um breve comentário sobre a canção. CREIO, Ó SENHOR!Breve comentário ao hino do Ano da Fé Conhecemos bem o quanto a música e o canto são importantes para a compreensão e o aprofundamento das ideias, e o quanto são úteis para a divulgação de campanhas e de projetos. Seguindo o convite do Santo Padre, "queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda" (PF, 8). Por isso, o Ano da Fé não poderia ficar sem seu hino. Dele esperamos que ajude a marcar este "tempo de particular reflexão e redescoberta da fé" (PF, 4).Divulgado pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, o hino circulou rapidamente pela internet, inclusive em uma versão portuguesa. Os assessores das Comissões Episcopais Pastorais para a Liturgia e para a Doutrina da Fé prepararam esta versão brasileira. Depois de avaliada pelos presidentes dessas Comissões e pelo Secretário Geral da CNBB, tornamos pública, para que seja usada pela Igreja no Brasil durante este Ano da Fé.A súplica do pai que apresentou seu filho para ser curado por Jesus – "Eu creio, mas aumentai a minha fé" (Mc 9,24) – é assumida por todos nós. Desse modo, o hino é um grande pedido pela renovação e pelo crescimento da fé. Há uma particularidade a ser notada: a primeira parte da súplica está no singular: "creio, ó Senhor".  E a segunda parte está no plural: "aumenta nossa fé". Assim se destacam os vários aspectos da fé, que são aprofundados pelo Papa no número 10 da Porta Fidei: ao mesmo tempo ela é pessoal e eclesial, é um ato pessoal e tem conteúdo "objetivo".Outro elemento que se destaca pela repetição é a expressão "caminhamos", que ocorre no início de cada estrofe. Na mesma Porta Fidei, Bento XVI nos recorda que, uma vez atravessado o limiar da porta, por meio do batismo, abre-se diante de nós um caminho que dura a vida toda e que se conclui com a passagem para a vida eterna (PF, 1). O povo brasileiro se identifica muito com as romarias, peregrinações, procissões e caminhadas. Elas são um símbolo da peregrinação espiritual que toda a nossa existência cristã: "não temos aqui cidade permanente, mas andamos à procura da que está para vir" (Hb 13,14). O modo como caminhamos é destacado de modo diferente a cada nova estrofe: cheios de esperança, frágeis e perdidos, cansados e sofridos, sob o peso da cruz, atentos ao chamado, com os irmãos e as irmãs. É um caminho feito em companhia, desafiador, é certo, mas dirigido pelas marcas dos passos de Nosso Senhor, como bem recorda a estrofe 4.O caminhar da Igreja é marcado, portanto, pelos mistérios da vida de Cristo, reflexos do grande Mistério Pascal. Na sequência, nos são recordados: o Advento, o Natal, a Quaresma, a Páscoa, Pentecostes e o Reino definitivo. Do mistério do Filho de Deus feito homem é que a Igreja vive permanentemente. É a comunhão com Ele que orienta e anima toda a caminhada eclesial ao longo da história e, na grande comunhão dos santos, é também o que anima cada um dos fieis, pessoalmente.Alguns títulos de Cristo são evocados, junto com os mistérios. Filho do Altíssimo, estrela da manhã, mão que cuida e que cura, o Vivente que não morre, Palavra, esperança da chegada. Desse modo o Mistério do Filho de Deus feito nosso irmão impregna toda a existência dos cristãos, na Igreja. Assim ele nos anima no caminho e nos conduz para a meta.Esse caminhar é feito em companhia. Como companheiros são recordados, na sequência das estrofes: os Santos que "caminham entre nós", Maria, "a primeira dos que creem", os pobres que "esperam à porta", os humildes que "querem renascer", a Igreja que "anuncia o Evangelho", o mundo, no qual se encontram sinais do Reino que "está entre nós". Esta grande companhia de fé nos permite muitas e profundas reflexões: a comunhão dos santos, o significado da presença da Mãe de Jesus na vida da Igreja, os pobres, nos quais podemos servir ao próprio Cristo e pagar-lhe amor com amor, o espírito das bem-aventuranças expresso nos "humildes". Como resume a última estrofe, trata-se da companhia de fé, de esperança e de amor que é a Igreja.A consciência de que o hino expressa a súplica da Igreja que quer ser renovada na fé é expressa nos termos com os quais se conclui cada estrofe: pedimos, oramos, invocamos, suplicamos, rogamos, clamamos. A renovação eclesial e o impulso para a nova evangelização, objetivos principais do Ano da Fé (PF, 7-8), não serão alcançados simplesmente por nosso esforço. São dons da graça divina, que devemos suplicar com humildade e buscar com toda energia.Valha-nos sempre a proteção da Virgem Maria, bem-aventurada porque acreditou (Lc 1,45).

Comissão para a Vida e a Família promove Encontro Nacional para Estudos sobre Matrimônio e Família

Inicia-se hoje (12), e se estende até quarta feira (14) o Encontro Nacional para Estudos sobre Matrimônio e Família para Bispos Referenciais e assessores eclesiásticos da Pastoral Familia, promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O encontro está sendo realizado na Casa de Oração São Paulo, apóstolo, casa das irmãs Paulinas em São Paulo, onde estão reunidos agentes da Pastoral Familiar e peritos para estudar a família no magistério de João Paulo II, com ênfase na Teologia do Corpo. O padre filósofo Jaroslaw Merecki, professor do Pontifício Instituto "João Paulo II", estará assessorando o grupo para estudos sobre matrimônio e família.

Coordenado pela Comissão para a Vida e a Família, o evento tem como objetivo a formação dos agentes evangelizadores em favor da família, partilhas e integração das diversas experiências pastorais desenvolvidas no Brasil.


Arquidiocese de São Paulo terá edição do Seminário de Jovens Comunicadores

Entre os dias 31 de novembro e 2 de dezembro, a arquidiocese de São Paulo (SP) realizará uma edição local do Seminário de Jovens Comunicadores (promovido nacionalmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no início deste ano, em Brasília). O evento, no contexto de preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, contará com a assessoria do padre italiano Antonio Spadaro (assessor do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, da Cúria Romana, e editor responsável pela revista "La Civiltà Cattolica").

Debatendo o tema "Nova Evangelização em tempos de rede", o Seminário pretende colaborar na reflexão sobre os desafios e potencialidades das novas tecnologias de informação na transmissão da fé cristã católica.

Além das palestras do padre Spadaro, os jovens participarão de um debate com "personalidades" de redes sociais e, no domingo (2/12), após o almoço de encerramento, terão oportunidade de fazer um momento de convivência no Parque do Ibirapuera, com visita à exposição "Esplendores do Vaticano". A participação no encontro deve ser solicitada através de inscrição e custa 50 reais.

Ainda no domingo, o cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, preside a celebração eucarística de encerramento do Seminário e terá oportunidade de compartilhar com os jovens as experiências vividas por ele durante o Sínodo dos Bispos sobre Nova Evangelização.

Faça sua inscrição aqui. As vagas são limitadas!


Regional NE 3 promove o III Congresso Sarcedotal

Com o tema "Igreja e Presbíteros à luz do Concílio Vaticano II" e com o lema "Configurados com Cristo para edificar seu corpo que é a Igreja", a Comissão Regional de Presbíteros (CRP) realizou entre os dias 5 e 8 de novembro, o III Congresso Sacerdotal, uma promoção do Regional Nordeste 3 da CNBB (Bahia e Sergipe). O encontro reuniu 77 padres, no Centro Arquidiocesano de Pastoral, em Salvador (BA). O Congresso teve como objetivo fomentar a Pastoral Presbiteral e tratar de temas pertinentes ao ministério e à vida sacerdotal, dentro do contexto das comemorações do cinquentenário do Concílio Vaticano II. Os participantes tiveram a oportunidade de discutir o documento 93 da CNBB que trata das Diretrizes da Formação do Clero.De acordo com o padre Valter Ruy, responsável pela paróquia São Marcos em Salvador, o congresso possibilitou uma unidade entre os sacerdotes que fazem parte do Regional. "O encontro permite viver a plenitude da Comunhão. Temos aqui um bom grupo de sacerdotes participando e vivendo um encontro com Cristo", afirmou. Uma missa presidida pelo bispo da Diocese de Barra (BA), Dom Frei Luís Flávio Cappio, OFM encerrou o evento.

Encontro de Fé e Política para profissionais da Justiça

O Ministério Fé e Política da Renovação Carismática Católica (RCC) vai realizar, em Recife (PE) o VIII Encontro Nacional de Juízes e Promotores de Justiça, nos dias 16 e 17 de novembro de 2012. O evento conta com o apoio da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, que tem como objetivo realizar ações com profissionais cristãos. Segundo os participantes, o objetivo do Encontro é reunir os juristas católicos (juízes, promotores de justiça, procuradores e defensores públicos) e suas famílias, a fim de difundir a cultura da civilização do amor. Entre os expositores do evento, representando a Comissão para o Laicato, estará o bispo auxiliar de São Paulo, dom Milton Kenan Júnior (foto). O tema central do Encontro será "Confessar, celebrar e testemunhar a fé", está dentro da proposta das ações para o Ano da Fé. As inscrições podem ser feitas pelo escritório da RCC/Brasil, pelo telefone (53) 3227-0710 ou pelo sites www.rccbrasil.org.br ou www.encontrocatolico.com.br Confira a programação:Sexta-feira - 16/1113h30 - Acolhida e Oração14h00 – PREGAÇÃO: Confessar a Fé15h00 - Terço da Misericórdia15h15 - PREGAÇÃO: Carismas: Testemunho de fé e vida16h00 - Intervalo16h30 – Santa Missa17h45- PREGAÇÃO: Celebrar a Fé18h30 - Avisos e orientações18h45 - Recolhimento e descansoSábado - 17/1108h30 - Acolhida e Oração09h00 – PREGAÇÃO: A religião e o estado09h45 - Intervalo10h15 – PREGAÇÃO: A RCC na Igreja Católica11h00 - Adoração ao Santíssimo Sacramento e Oração por Cura e Libertação11h45 - Avisos e orientações12h00 - Almoço13h30 - Acolhida e Oração14h00 – PREGAÇÃO: Fraternidade e Saúde14h45 - Intervalo15h15 - TESTEMUNHO: A Fé no meio Jurídico16h15 - Santa Missa17h30 – PREGAÇÃO: Apascenta as minhas ovelhas18h15 - Agradecimentos e despedidas21h00 - Show com a dupla DDD

Contribuições ao Marco Regulatório

Na última terça-feira, 6 de novembro, foi realizada a solenidade de encerramento do Seminário "Relações Estado e Sociedade", promovido pela CNBB em parceria com diversas entidades religiosas da sociedade civil. Durante o evento, foi entregue ao Secretário-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, um documento com uma série de sugestões para a proposta de Marco Regulatório que o Governo Federal deve enviar em breve ao Congresso Nacional. O objetivo das propostas é colaborar para sejam melhor definidas pela legislação a atuação das entidades e organizações da sociedade civil e seu relacionamento com o Estado Brasileiro. A seguir, reproduzimos a íntegra do documento. Seminário Relação Estado e Sociedade Brasília, 06 de novembro de 2012.     Contribuições para o Marco RegulatórioNós, os 90 participantes do Seminário Relação Estado e Sociedade, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, realizado nos dias 05 e 06 de novembro, no Centro Cultural de Brasília, em Brasília-DF, vimos apresentar ao Governo nossa contribuição para o aperfeiçoamento do Marco Regulatório que estabelece a relação do Estado com as Organizações da Sociedade Civil (OSCs).   Somos representantes de associações, fundações e organizações religiosas singulares e organizadas em redes, movidos pela fé e dedicados à luta pela superação da pobreza, na busca de um país justo e solidário.  As OSCs em geral e as Igrejas, em particular, desempenham, ao longo da história brasileira, importante papel na transformação da realidade das populações e na construção de democracia e da justiça social.  Especificamente em relação às Igrejas e organizações a elas vinculadas, a opção pelos pobres motivou inúmeros grupos e comunidades a comprometerem-se na busca pela transformação social, na conquista de direitos, na luta pela erradicação da pobreza e das desigualdades.Nas últimas décadas, este envolvimento deu-se tanto na definição, construção e implementação de políticas públicas quanto na defesa de direitos e/ou na geração de leis, de novos direitos sociais, políticos e econômicos bem como em atividades de controle social.  Este esforço foi, felizmente, acolhido e incorporado na Constituição Federal de 1988, em legislação infraconstitucional e nas práticas da administração e da gestão pública em geral.   Apesar disto, vemos com tristeza e indignação a criminalização destas entidades e de movimentos sociais. Organizações de todo tipo, inclusive as religiosas, são leviana e publicamente colocadas sob suspeição e acusadas de ilícitos considerados graves, tanto por alguns órgãos do Estado, quanto pela população e opinião pública.   Adicionalmente, por razões variadas, ao longo do tempo, observou-se uma crescente hostilidade dos governos em relação às nossas entidades. Sentimo-nos discriminados quando o Governo favorece abertamente as empresas e o setor privado de fins lucrativos e cria, cada vez mais, dificuldades para a intervenção e atividades de nossas organizações. Observamos casos explícitos de intimidação de organizações de luta por direitos; outros a partir de casos de desvios de recursos públicos perpetrados quase sempre por autoridades públicas com o uso das organizações da sociedade civil, outros por puro desconhecimento da verdadeira natureza e significado das organizações e de suas relações com os Governos.   A resultante deste processo foi a proliferação de normas e condicionalidades que, em conjunto, criaram insegurança jurídica, fortes restrições ao direito constitucional de atuação destas organizações e têm, sistematicamente, deixado de lado o mandato constitucional que estabelece ser vedado ao Estado intervir no funcionamento das entidades.    Alegramo-nos quando a então candidata a Presidente da República, Dilma Roussef, comprometeu-se com as organizações da sociedade civil a promover uma revisão participativa do Marco Regulatório.  Da mesma forma, depositamos esperança nos resultados do Grupo de Trabalho liderado pela Secretaria Geral da Presidência da República sobre o Marco Regulatório, bem como nos esforços atuais de revisão e aprimoramento de legislação de Certificado de Entidades Beneficentes de Assistência Social (CEBAS), promovidos pelos vários ministérios. Reconhecemos que este processo se dá por etapas. Percebe-se, no entanto, que, além da lentidão com a qual estes temas estão sendo tratados, ainda existem lacunas e espaço que precisam ser aperfeiçoados.  Neste espírito, os participantes deste Seminário oferecem  as seguintes contribuições, sugestões e proposições a serem examinadas e, esperamos, acolhidas pelo Governo Federal em prol do bem comum.1.    Reconhecer explicitamente a existência e o papel das organizações religiosas, e de outras organizações vinculadas às Igrejas, como atores de participação ativa na sociedade por seu poder de organização, mobilização e autonomia nos processos de desenvolvimento social e democrático no país.2.    Reconhecer os serviços prestados pelas instituições religiosas como oferta e ampliação das políticas públicas. 3.    Manter/reconhecer a identidade jurídica própria das Instituições Religiosas, em sua natureza sui generis e filantrópica de amor ao próximo e em benefício do bem comum.4.    Que o Marco Regulatório, ao estabelecer uma relação de parceria entre o Estado e a Sociedade Civil na prestação de serviços à sociedade, não gere condições que impeçam ou descaracterizem as Instituições Religiosas de realizar sua tarefa de monitoramento e controle social.5.    Reestruturar, com processos de debate público, a classificação das organizações da sociedade civil no âmbito do Ministério do Planejamento.6.    Que o Marco Regulatório leve em consideração as diferenças regionais, bem como os grupos vulneráveis e as organizações de pequeno porte.7.    Trazer ao âmbito das organizações da Sociedade Civil as simplificações e os benefícios oferecidos ao setor privado de fins lucrativos. 8.    Trabalhar a uniformização de entendimentos das normas e regras que regulam a parceria entre Estado e Sociedade.9.    Adequar o SICONV, visando a facilitar seu acesso e utilização.10.    Que a Receita Federal do Brasil (RFB) aborde as entidades considerando seus trabalhos e ações na sociedade, sem presunção de inidoneidade.11.    Que os Projetos de Leis e demais atos normativos que são encaminhados no âmbito dos Ministérios, e digam respeito à atuação das entidades, sejam sempre previamente discutidos com a sociedade civil.12.    Que a Certificação no campo da Educação seja mantida no âmbito do MEC e não transferida para o Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação do Ensino Superior (INSAES) conforme proposta do PL 4.372/2012.13.    Que o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) atualize o Manual de orientação aos Conselhos Municipais e Estaduais quanto à aceitação dos serviços das Organizações Religiosas para fins de certificação e atuação nas políticas públicas.14.    Que a tipificação do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) para o assessoramento, defesas e garantias de direitos seja atualizada para atender as ações sociais que não foram previstas na atual norma.Assinam:Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)Aliança Cristã EvangélicaConferência dos Religiosos do Brasil Nacional (CRB Nacional)Conselho Latino Americano de Igrejas – Região Brasil (CLAI)Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC)Federação Espírita Brasileira (FEB)MisereorRede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS)Ação Social do ParanáAssociação Congregação Santa CatarinaAssociação Cultura Franciscana (ACF)Associação FranciscanaAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC)Associação Nossa Senhora da Divina ProvidênciaCáritas BrasileiraCentro de Assessoria e Apoio a Iniciativas Sociais (CAIS)Colégio e Faculdade DAMASComissão Pastoral da Terra (CPT)Confederação Brasileira de Fundações (CEBRAF)Confederação das Santas Casas de MisericórdiaConferência dos Religiosos do Brasil (CRB Belém)Congressão das Irmãs Carmelitas da Divina ProvidênciaCongressão das Irmãs de São Padro CanísioConselho Nacional do Laicato do BrasilFamília Franciscana do Brasil (FBB)Fundação Grupo Esquel Brasil (FGEB)Grupo MaristaInstituto Brasileiro de Desenvolvimento (IBRADES)Instituto das Filhas de São José (IFSJ)Instituto Josefino (IJ)Oblatos de Maria ImaculadaObra Kolping do BrasilObra Social Santa Isabel (OSSI)Padres EscolápiosPastoral da Mulher MarginalizadaPastoral do Menor (PAMEN)  Pastoral Nacional do Povo de Rua (PNPR)Pequenas Irmãs da Divina Providência (PIDP)Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PURRS)Projetos Sociais e Serviços Técnicos SS LtdaRede DAMASRede La SalleRegional Nordeste 1 da CNBBServiço Pastoral dos Migrantes (SPM)Sociedade das Filhas de Nossa Senhora do Sagrado CoraçãoSociedade Educação e CaridadeSociedade Vicente Palloti (SVP)União Brasileira de Educação e Ensino (UBEE)União Norte Brasileira de Educação e Cultura (UNBEC) União Marista do Brasil (UMBRASIL)

Congresso reúne membros de Irmandades

A cidade de Piquete (SP) será a sede do XVIII Congresso das Irmandades de São Benedito, nos dias 10 e 11 de novembro. Trata-se de uma promoção do Conselho Nacional das Irmandades de São Benedito do Brasil (CONISB) que é realizada a cada dois anos. O tema escolhido para este ano foi retirado dos parágrafos 143 a 148 do Documento de Aparecida: "Enviados a anunciar o Evangelho do Reino da vida".

Estarão presentes os dirigentes das irmandades filiadas ao CONISB. Serão expositores no evento dom Benedito Beni dos Santos e Monsenhor João Bosco de Carvalho, que é o pároco da Paróquia de São Miguel, naquela cidade. A partir de Jesus Cristo, com os ensinamentos da Palavra Sagrada e dispostos a evangelizar, os irmãos de São Benedito se propõem a serem anunciadores do Reino da vida verdadeira a todas as criaturas e em todos os ambientes.


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