sexta-feira, 10 de junho de 2011

Fwd: [hagiografia] 10 de Junho - Santa Olívia, Virgem e Mártir (+ séc. IX)

10 de Junho - Santa Olívia, Virgem e Mártir (+ séc. IX)

Natural da Sicília, aos 13 anos de idade foi capturada pelos bárbaros vândalos, e por eles conduzida a Túnis, no norte da África. Amira, governador da cidade, fez tudo para seduzir a jovem, mas esta não quis renunciar à virgindade que oferecera a Nosso Senhor. Açoitada com crueldade, foi abandonada no deserto, para que as feras a devorassem. Deus, porém, a preservou da morte. Sete anos ela passou isolada, em oração e recolhimento, até que alguns caçadores a encontraram. Convertidos por ela à Fé católica, foram martirizados em Túnis. Outros seguiram o mesmo caminho e o governador Amira, conhecendo o fato, mandou prender Santa Olívia, que recebeu com alguns discípulos a gloriosa palma do martírio.

Leia a história completa sobre a vida de vários santos:
http://www.lepanto.com.br/Hagiog.html

Fwd: Boletim Diário da CNBB, 9 de junho de 2011

     Brasília, 9 de junho de 2011 – Nº 2569 
       
REFLEXÃO       
QUINTA-FEIRA - Jo 17, 20-26

Jesus nos pede para viver a unidade de tal modo que possamos testemunhar a unidade da Trindade. Esta vivência da unidade não significa uma uniformidade, mas que todos vivamos de acordo com as nossas condições e de diferentes formas os mesmos valores. Assim, encontramos na Igreja diferentes formas de espiritualidade e de ação evangelizadora totalmente diferentes entre si, mas essas diferenças não ferem a unidade dos cristãos porque são formas diferentes e não essências, são formas diferentes de viver a mesma fé e participar no mesmo projeto anunciado por Jesus.         
       
Cimi e Universidade Federal do Amazonas lançam livro sobre povos indígenas isolados na Amazônia

O que são povos indígenas isolados? Quantos são? Onde estão e como vivem? Que ameaças pesam sobre eles?

As respostas a estas perguntas estão no livro "Povos indígenas isolados na Amazônia – Uma luta pela sobrevivência", que o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Universidade Federal do Amazonas lançam às 15h30 da próxima terça-feira, 14, na Procuradoria Geral da República, em Brasília (DF).

Organizada por Guenter Francisco Loebens e Lino João de Oliveira, a obra faz parte da série "Nova Antropologia da Amazônia", publicada pela Editora da Universidade Federal do Amazonas (EDUA). Ela é resultado da presença ativa de agentes sociais junto aos povos indígenas e quer dar visibilidade a uma realidade pouco conhecida dos brasileiros, que é a vida dos povos indígenas isolados.

Dados da obra revelam que cerca de 150 povos indígenas vivem em situação de isolamento no mundo, dos quais 127 estão na América do Sul. Destes, 90 são do Brasil. Uma das ameaças que pairam sobre esses povos é sua extinção. O grupo Avá-Canoeiro, por exemplo, sofreu um massacre no final dos anos de 1960 e sua população foi dizimada quase na totalidade.

Com 366 páginas e dividida em duas partes, a obra traz, na primeira, 13 artigos que desenham a realidade dos povos isolados, revelando sua luta por sobrevivência no Brasil e em mais seis países da América do Sul (Peru, Bolívia, Equador, Colômbia, Venezuela e Paraguai). Já a segunda parte, com quatro capítulos, apresenta a cultura do povo Suruwaha, de recente contato, e sua relação com o Cimi.

O ato de lançamento do livro contará com a presença de seu organizadores, Guenter Francisco Loebens, missionário do Cimi no Regional Norte 1 da CNBB (Norte do Amazônas e Roraima), e o antropólogo Lino João de Oliveira Neves.  A vice-procuradora geral da República e coordenadora da 6ª Câmara do Ministério Público Federal (MPF), Deborah Duprat, também já confirmou presença, além dos representantes do povo Avá-Canoeiro.

"Povos indígenas isolados na Amazônia – Uma luta pela sobrevivência" pode ser adquirido junto ao Cimi pelo telefone (61) 2106-1650. O valor é de R$ 30 mais taxa de envio.     

O MUNDO EM FOCO

Jornada Mundial da Juventude se autofinancia - 90%dos contratos feitos através de concursos públicos
MADRI, quinta-feira, 9 de junho de 2011 (ZENIT.org) – A atividade gerada pela Jornada Mundial da Juventude (JMJ) se Madri suporá “um custo zero para o contribuinte e uma injeção de mais de 100 milhões de euros para a economia espanhola”, afirmou Fernando Giménez Barriocanal, diretor financeiro da JMJ, que lotará Madri no próximo mês de agosto.
Após recordar que a JMJ se autofinancia com as contribuições dos peregrinos (70%) e de empresas e particulares (30%), Giménez agradeceu pelo apoio das administrações públicas e pelo centenar de empresas patrocinadoras.
Como se sabe, o governo espanhol qualificou a JMJ como “acontecimento de excepcional interesse público”, o que implica em benefícios fiscais para os patrocinadores.
O diretor financeiro da JMJ ressaltou os critérios de austeridade e transparência na gestão econômica, com “o objetivo de gastar o menos possível e ingressar o necessário, além de conseguir uma economia máxima em todos os custos”.
Neste sentido, explicou que se trata de “um orçamento particularmente flexível, já que ainda faltam por adjudicar vários concursos nos quais pretendemos rebaixar as estimativas iniciais”. Com essas cautelas, reiterou o cálculo aproximado apresentado meses atrás, cerca de 50 milhões de euros para as principais partidas.
Precisamente este aspecto suporá um sistema inovador com relação a JMJ anteriores. Mais de 1.600 restaurantes da comunidade de Madri participarão do programa que permitirá alimentar 400 mil jovens durante a semana da JMJ.
Juan Carlos Jaureguízar, diretor de Manutenção da JMJ, afirmou que “isso permitirá que muitos pequenos negócios de toda a cidade participem dos benefícios que serão gerados”.
Vários meios de comunicação ajudam oferecendo seus espaços para a difusão da publicidade da JMJ. Isso permitiu uma economia de mais de 2 milhões de euros.
O esforço da organização se centra agora em conseguir mais inscrições, especialmente por parte dos jovens espanhóis. Um dos objetivos é colaborar com o Fundo de Solidariedade, que permite que jovens de baixos recursos possam particular da JMJ. Até agora, conseguiu-se compartilhar em solidariedade 780 mil euros e se espera alcançar a cifra de 2 milhões de euros.
Por este motivo, lançou-se uma campanha de dois comerciais (de 25” y 45”) cujo lema é “Existem trens que passam só uma vez na vida”.
Na rodagem, participaram mais de 50 pessoas. A campanha conta com um tema musical original (Get on!), composto ad hoc pela própria equipe de Marketing e Campanhas da JMJ e seus voluntários.
Gabriel González-Andrío, diretor de Marketing de la JMJ Madri 2011, explicou que, “com esta campanha, queremos transmitir metaforicamente o contraste entre o que supõe viajar sozinho nesta vida frente à possibilidade de compartilhar e desfrutar desta viagem com outras pessoas”.
“Este spot teve a peculiaridade de ser rodado da meia-noite às cinco da madrugada, com mais de 25 voluntários, na estação Pinar de las Rozas”, comentou.
Os comerciais podem ser baixados em: http://www.madrid11.com/downloads

Genebra, 09 jun (RV) - É preciso combater o crescimento sem geração de emprego para dar novamente esperança aos jovens e credibilidade aos governos dos Estados. Foi o que ressaltou o Observador Permanente da Santa Sé junto ao escritório da ONU em Genebra, na Suíça, Dom Silvano Maria Tomasi, em seu pronunciamento na 100ª Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Se por um lado os países desenvolvidos "estão lentamente emergindo" de uma crise financeira de alcance sem precedentes, com conseqüências "evidentes em todos os setores das sociedades", por outro, as "antigas fórmulas para a recuperação e o crescimento econômico estão se mostrando menos certas num ambiente econômico integrado em nível global, onde os governos na maior parte dos casos não foram capazes de encontrar uma receita "que restitua trabalho e inclua novas oportunidades de emprego" para milhões de pessoas que estão buscando um emprego – observou Dom Tomasi.
De modo que, embora a máxima parte dos indicadores macroeconômicos pareça ter recuperado os níveis anteriores à crise, o mercado do trabalho ainda sofre: "a taxa de desemprego permanece alta e não dá sinais de retomada a curto prazo, e a longo prazo as previsões são variáveis".
O representante vaticano observou que "a economia mundial, mesmo crescendo num nível estável, não é capaz de criar um suficiente número de postos de trabalho". E "isso é verdade não somente para as economias avançadas, mas também para os mercados emergentes, como a China e a Índia, onde a flexibilidade do trabalho é extremamente baixa", apesar da sua taxa de crescimento superar 10%".
Então, "devemos dar o melhor de nós para evitar esse cenário" de crescimento sem geração de emprego – exortou o Arcebispo. Entre os mais atingidos em cada país estão os jovens: 78 milhões sem trabalho, entre os 15 e 24 anos, em 2010, uma taxa mais alta 2,6% em relação aos adultos.
Dom Tomasi ironizou que "as economias pós-industriais, caracterizadas pelo envelhecimento da população, não são capazes de criar oportunidade suficiente de trabalho" "para satisfazer as necessidades e as expectativas de seus jovens", embora eles sejam poucos nesses países.
Outra categoria frágil no mercado de trabalho permanece sendo a das mulheres – prosseguiu o prelado. Nos países mais industrializados da OCSE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), a taxa de emprego feminino é 20% inferior à dos homens, com pontas de 30% na Itália e no Japão; igualmente, os salários das mulheres são inferiores em 20/30%.
Ainda pior se encontram os trabalhadores domésticos, comumente trabalhadores migrantes, em grande aumento por causa das novas exigências de organização social, mas que em muitos países vivem em condições miseráveis de exclusão, desprovidos de toda proteção sindical e de previdência social.
Daí, a esperança expressa por Dom Tomasi de que nesta 100ª conferência da OIT seja aprovada uma Convenção ad hoc sobre o trabalho doméstico.
Por fim, o representante vaticano fez votos de que seja reafirmada a importância de uma governação baseada no princípio de subsidiariedade e de representação tripartite (trabalhadores, empreendedores e governos). (RL)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O SANTO DO DIA

Hoje é um dia muito especial na capela Nossa Senhora de Lourdes e Beato José de Anchieta. Neste dia se homenageia o nosso patrono, o apostolo do Brasil.  Por isso, na sexta feira, 10/06, será selebrada Missa solene em sua homenagem.  Venham todos comemorar conosco neste dia festivo.

9 de Junho - Beato José de Anchieta, Confessor (+ Espírito Santo, 1597)
Grande Apóstolo do Brasil, nasceu no Arquipélago das Canárias, em 1534, e foi estudar em Coimbra, onde ingressou na Companhia de Jesus. Mandado ao Brasil em 1553, tornou-se o braço direito do Padre Manuel da Nóbrega, que já estava no Brasil desde 1549. A vida do Padre Anchieta é um tecido de episódios milagrosos. Tal era o domínio que tinha sobre a natureza e sobre os animais que foi chamado "o Novo Adão". Converteu e batizou muitos milhares de indígenas e assentou as bases da civilização cristã na América portuguesa. Ajudou o Padre Nóbrega na fundação e consolidação da cidade deSão Paulo. Teve papel eminente na expulsão dos calvinistas franceses da Baía da Guanabara e na fundação da cidade do Rio de Janeiro. É autor de um famoso poema latino dedicado à Imaculada Virgem, além de muitas obras poéticas eteatrais. Faleceu na aldeia de Reritiba, Estado do Espírito Santo e foi beatificado em 1980.
 
8 de Junho - Santo Efrém, Confessor e Doutor da Igreja (+ Edessa, 373)
Era simples diácono e nunca quis ser ordenado sacerdote. Escreveu a maior parte de sua obra teológica em versos. Devotíssimo da Virgem, parecia dotado de talento profético, pois quase todos os desenvolvimentos que a ciência mariológica viria a ter ao longo dos séculos, Santo Efrém já os tinha antecipadamente previsto e cantado. Lutou contra as heresias do tempo. Foi denominado "Cítara do Espírito Santo" e "Cantor da Virgem".
Leia a história completa sobre a vida de vários santos:
http://www.lepanto.com.br/Hagiog.html

Fwd: Boletim Diário da CNBB, 8 de junho de 2011

Brasília, 8 de junho de 2011 – Nº 2568 
       
REFLEXÃO       
QUARTA-FEIRA - Jo 17, 11b-19

Jesus, antes de partir, ora ao Pai por todos nós. Ele sabe que todos nós precisamos da graça divina para permanecer fiéis a Deus. Os valores que nós acreditamos não são os valores do mundo, e o mundo nos odeia porque não acreditamos nos seus valores. Os nossos valores atrapalham os interesses de quem é deste mundo, pois este mundo é marcado pelo egoísmo, pelo ódio, pela mentira e pela morte, enquanto que nós pregamos o amor, a solidariedade, a verdade e a vida em abundância. Nós não devemos fugir dos desafios do mundo, mas sim transformar o mundo através dos valores que acreditamos.  
        
CPT envia à ministra Maria do Rosário relatório com novas ameaças de morte

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) enviou ontem, 7, à ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Maria do Rosário, um relatório contendo novas ameaças de morte contra pessoas ligadas aos direitos humanos no Brasil. Além do ofício com as denúncias, a CPT enviou também o histórico de cada ameaça.

Estas ameaças foram feitas nos estados do Tocantins, município de Palmeirante; Amazonas, município de Lábrea, Gedeão; Mato Grosso, município de Serra Nova Dourada; Pará, município de Bordolândia; Maranhão, município de São Vicente Ferrer, comunidade quilombola do Charco; vários casos em Rondônia; e no Acre, no município de Boca do Acre.

"Conforme o acordado na Audiência do dia 31 de maio, a Comissão Pastoral  da Terra faz chegar às suas mãos as denúncias de novas ameaças a trabalhadores e trabalhadoras do campo que chegaram ao nosso conhecimento nos últimos dias", destaca o ofício enviado pela CPT à Ministra.

Além dos casos do ofício, dois casos no Pará chegaram ao conhecimento da CPT no momento que enviariam o documento à Ministra. Em um deles, a ameaça foi feita através de um telefonema para a CPT Marabá, onde diziam que o trabalhador conhecido como Pernambuco, líder do acampamento Iraque, "iria virar carvão".

Acompanhe com mais detalhes os casos enviados à ministra Maria do Rosário no site da CPT, no endereço www.cptnacional.org.br.  
       

O MUNDO EM FOCO

NOTICIÁRIO RÁDIO VATICANO

JUVENTUDE É TEMA DE ENCONTRO NA ONU
Nova Iorque, 08 jun (RV) - A Missão Permanente de Observação da Santa Sé nas Nações Unidas, junto com o Parlamento Universal dos Jovens e a Associação Internacional da Juventude Idente, no último dia 3 de junho realizaram um encontro na Sede da ONU em Nova Iorque, em preparação à Jornada Mundial da Juventude de Madri. Foram convidados para o evento, 500 jovens entre 16 e 30 anos, que tiveram a oportunidade de dialogar sobre algumas das questões cruciais do momento, entre as quais a necessidade de proteger e promover a vida humana em cada uma de suas etapas.
Durante o evento, foram anunciados os vencedores do Prêmio “Fernando Rielo para a Juventude”, que foi conferido a uma obra sobre a defesa da vida e sobre o papel dos jovens como faróis de cultura e de esperança em um mundo ameaçado pela cultura da morte. O Prêmio oferecerá aos vencedores a possibilidade de participar na JMJ de Madri e vai cobrir todos os custos de viagem e alojamento.
Entre os presentes no encontro, o Arcebispo Dom Francis Assisi Chullikatt, Observador Permanente da Santa Sé junto à ONU, e alguns diplomatas. O cantor porto-riquenho José Feliciano dialogou com os jovens sobre as dificuldades da vida e da capacidade de superá-las e, em seguida encerrou a reunião com uma de suas canções.
A Fundação Juventude Idente é uma organização sem fins lucrativos fundada pelo espanhol Fernando Rielo (1923-2004) em 1975, que visa unir, nos mais elevados ideais morais e culturais, jovens de diferentes países, raças e credo religioso, para a formação de um Parlamento Universal dos jovens. Fernando Rielo era um poeta místico, filósofo, metafísico, autor de vários livros; fundou ainda o Instituto religioso dos Missionários Identes que possui 70 centros em mais de 25 países. (SP)

CINEMA RELIGIOSO INDAGA SOBRE A POBREZA
Cidade do Vaticano, 08 jun (RV) - A Rádio Vaticano recebe hoje diretores e promotores do Festival de Cinema ‘Religion Today’, a se realizar de 14 a 26 de outubro, em várias cidades italianas. Este ano, em sua 14ª edição, o evento terá o tema “Pobreza: Problema ou ocasião?”.
Religion Today é o primeiro festival itinerante de cinema religioso: nasceu em 1997 para contribuir na difusão dos filmes religiosos; promover a cultura do diálogo e da paz; criar um lugar de encontro para agentes de diversas culturas e religiões e favorecer informação correta sobre as grandes religiões. É a primeira resenha cinematográfica no mundo dedicada ao diálogo entre cinema e religiões.
Dezenas de películas de diversos países do mundo participam do concurso, que representa uma ocasião importante de debate e intercâmbio internacional sobre as técnicas, teorias e poética da cinematografia atual.
Depois da seleção, o júri internacional e inter-religioso avalia as nomeações e atribui os quatro prêmios principais: No espírito da fé, melhor roteiro, melhor documentário e melhora curta-metragem. Outros prêmios especiais são conferidos por patrocinadores do festival.
Como a pobreza a pobreza pode ser descrita? E como o cinema responde a esta questão?
A intenção é indagar sobre a pobreza como um problema não apenas social, mas antes de tudo cultural, espiritual, ético e teológico, que envolve diretamente as religiões e que pode se tornar uma ocasião para aprofundar o diálogo inter-religioso. E a partir daí, entender se e como o cinema pode ser linguagem e espaço para este diálogo.
(CM)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

LEITURA DO DIA

Brasília, 7 de junho de 2011 – Nº 2567

REFLEXÃO      
TERÇA-FEIRA - Jo 17, 1-11ª

Antes de partir para junto do Pai, Jesus reza por todos nós e o Evangelho de São João registra essa oração que ficou conhecida como Oração Sacerdotal de Jesus. Jesus inicia esta oração rezando por si mesmo, uma vez que ele sabe que a paixão está chegando e que deve estar preparado para sofrer. Em seguida, Jesus diz ao Pai que cumpriu a missão que lhe foi confiada,de modo que o Nome de Deus foi manifestado aos homens sendo que sua mensagem foi acolhida e muitos reconheceram-no como o enviado do Pai para, em seguida, rezar por todos os que creram em suas palavras.       

EM FOCO


ZENIT- O mundo visto de Roma - Serviço diario - 6 de junho de 2011

 
Um cristão é assassinado a cada cinco minutos
Introvigne fala sobre diálogo inter-religioso em Budapeste

BUDAPESTE, segunda-feira, 6 de junho de 2011 (ZENIT.org) - A cada cinco minutos, um cristão morre assassinado em razão de sua fé: este é o arrepiante dado difundido pelo sociólogo Massimo Introvigne em sua intervenção na Conferência Internacional sobre Diálogo Inter-Religioso entre Cristãos, Judeus e Muçulmanos, realizada em Gödöllö (Budapeste), promovida pela presidência húngara da União Europeia.
Introvigne, representante da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) para a luta contra a intolerância e a discriminação contra os cristãos, indicou que 105 mil deles são assassinados cada ano por sua fé, contando somente os verdadeiros martírios, os que são levados à morte pelo fato de serem cristãos, sem considerar as vítimas de guerras civis ou entre nações.
"Se não se gritam ao mundo estes números, se não se põe fim a este massacre, se não se reconhece que a perseguição dos cristãos é a primeira emergência mundial em matéria de violência e discriminação religiosa, o diálogo entre as religiões produzirá somente encontros muito bonitos, mas nenhum resultado concreto", declarou o especialista.
No encontro, participaram personalidades importantes, como o presidente dos bispos europeus, cardeal Péter Erdö; o custódio da Terra Santa, Pe. Pierbattista Pizzaballa; o presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, Dom Antonio Maria Vegliò; o arcebispo maronita de Beirute, Paul Matar; o "ministro de Assuntos Exteriores" da Igreja Ortodoxa Russa, metropolitano Hilarion; o representante do Conselho Judaico Europeu, Gusztav Zoltai; o da Organização da Conferência Islâmica, Ömür Orhunn; e o secretário-geral da Comissão para o diálogo islâmico-cristão no Líbano, Hares Chakib Chehab.
O diplomata egípcio Aly Mahmoud declarou que, no seu país, estão por chegar leis que protegerão as minorias cristãs, perseguindo como delito os discursos que incitam ao ódio e vetando as reuniões hostis no exterior das igrejas.
"Mas o perigo - destacou o cardeal Erdö - é que muitas comunidades cristãs no Oriente Médio morrem devido à emigração, porque os cristãos que se sentem ameaçados escaparão."
"Que a Europa se prepare para uma onda de imigração, desta vez de cristãos que fogem das perseguições", advertiu.
Por sua vez, o metropolitano Hilarion recordou que pelo menos um milhão de cristãos vítimas de perseguição no mundo são crianças.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Fwd: [hagiografia] 6 de Junho - São Norberto, Bispo e Confessor (+ Magdeburgo, Alemanha, 1134)

O SANTO DO DIA

7 de Junho - Santo Antônio Maria Gianelli, Bispo e Confessor (+ Itália, 1846)

Fundou a Congregação das Filhas de Maria (Irmãs Gianellinas) e a Congregação dos Missionários (ou Oblatos) de Santo Afonso de Ligório. Nomeado bispo de Bobbio, na Itália, reformou completamente essa diocese, afastando sacerdotes indignos e substituindo-os por outros formados segundo seu espírito inteiramente apostólico. Faleceu aos 57 anos de idade.
 

6 de Junho - São Norberto, Bispo e Confessor (+ Magdeburgo, Alemanha, 1134)

Clérigo mundano e de vida pouco edificante, converteu-se repentinamente porque um raio fulminou o cavalo em que montava e o atirou desmaiado para longe. Quando se recuperou da queda estava transformado. Foi durante algum tempo missionário itinerante, fundou depois a Ordem Premonstratense e foi arcebispo de Magdeburgo, na Saxônia. Combateu os erros de seu tempo e implantou no Clero as salutares reformas ordenadas por São Gregório VII.

Leia a história completa sobre a vida de vários santos:
http://www.lepanto.com.br/Hagiog.html

Fwd: Boletim Diário da CNBB, 6 de junho de 2011


Brasília, 6 de junho de 2011 – Nº 2566 
       
REFLEXÃO       
SEGUNDA-FEIRA - Jo 16, 29-33

Muitas vezes proclamamos com orgulho a nossa fé e procuramos vivê-la da melhor forma possível através da prática da caridade e da participação na vida comunitária. Mas seria um grande engano acreditarmos que estamos prontos para vencer todos os desafios que poderão ser propostos para a nossa fé. Os discípulos acreditaram em Jesus, no entanto fraquejaram diante da cruz. Nós devemos ter consciência que Jesus venceu o mundo, mas nós não o vencemos, e nem poderemos vencê-lo. A vitória sobre o mundo é obra de Jesus, temos que acreditar nisso e participar da sua obra para que, com ele, também nós sejamos vencedores.      
       

NOTÍCIAS DO MUNDO



http://www.radiovaticana.org/portuguese/
Nova York, 06 jun (RV) – Desde a última sexta-feira, estão reunidos, em Nova York, representantes de mais de 100 governos numa conferência sobre a situação das crianças que ficaram órfãs devido ao HIV. São cerca de 16 milhões no mundo todo que perderam seus pais para a doença.
A informação é do Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, segundo o qual a maior parte dessas crianças vive na África Subsaariana, mais precisamente 15 dos 16 milhões.
O evento - que é organizado pelo Unicef e pelo Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids - conta com doadores, organizações internacionais e instituições acadêmicas.
Entre as seqüelas que ficam nessas crianças, estão o trauma pela perda dos pais, as dificuldades econômicas, a discriminação e exclusão na escola e nos serviços sociais.
Contudo, em meio a tudo isso, há uma boa notícia. O número de novas infecções pelo vírus caiu em média 25%, entre 2001 e 2009. As informações constam em um relatório lançado também nesta sexta-feira, pela Unaids, em Genebra e Nova York, para marcar os 30 anos da epidemia.
Para o Órgão da Onu, o acesso ao tratamento vai melhorar em muito a resposta à Aids na próxima década. De acordo com a Rádio ONU, o chefe do Unaids, Michel Sidibé, disse que a terapia com antiretrovirais não só aumenta a sobrevivência, mas evita a transmissão do vírus para mulheres, homens e crianças.
Atualmente, mais de 6 milhões de soropositivos estão recebendo tratamento em países de rendas baixa e média. Infelizmente, porém, no ano passado, 9 milhões de pacientes que tinham direito ao coquetel não receberam o medicamento.
O primeiro caso de Aids foi notificado em 5 de junho de 1981. Hoje, 34 milhões de pessoas vivem com o HIV e cerca de 30 milhões perderam a vida desde o surgimento da doença.
Índia e África do Sul ainda concentram a maior parte de soropositivos. Há disparidades importantes, porém, a serem observadas: a África Subsaariana e o sudeste da Ásia registraram quedas acima da média, já América Latina e Caribe tiveram reduções de menos de 25%. O leste da Europa, o Oriente Médio e o norte da África registraram aumento dos casos de contaminação.
O relatório “Estratégia Global do Setor de Saúde sobre HIV/Aids para 2011-2015” deverá conduzir as ações da OMS e dos países-membros para fortificar os sistemas de saúde e responder a violações de direitos humanos e desigualdades que impedem o acesso ao tratamento. (ED)

ZENIT - O mundo visto de Roma - Serviço diario - 6 dejunho de 2011

 
http://www.zenit.org/portuguese/doacao.html
Um cristão é assassinado a cada cinco minutos
Introvigne fala sobre diálogo inter-religioso em Budapeste
BUDAPESTE, segunda-feira, 6 de junho de 2011 (ZENIT.org) - A cada cinco minutos, um cristão morre assassinado em razão de sua fé: este é o arrepiante dado difundido pelo sociólogo Massimo Introvigne em sua intervenção na Conferência Internacional sobre Diálogo Inter-Religioso entre Cristãos, Judeus e Muçulmanos, realizada em Gödöllö (Budapeste), promovida pela presidência húngara da União Europeia.
Introvigne, representante da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) para a luta contra a intolerância e a discriminação contra os cristãos, indicou que 105 mil deles são assassinados cada ano por sua fé, contando somente os verdadeiros martírios, os que são levados à morte pelo fato de serem cristãos, sem considerar as vítimas de guerras civis ou entre nações.
"Se não se gritam ao mundo estes números, se não se põe fim a este massacre, se não se reconhece que a perseguição dos cristãos é a primeira emergência mundial em matéria de violência e discriminação religiosa, o diálogo entre as religiões produzirá somente encontros muito bonitos, mas nenhum resultado concreto", declarou o especialista.
No encontro, participaram personalidades importantes, como o presidente dos bispos europeus, cardeal Péter Erdö; o custódio da Terra Santa, Pe. Pierbattista Pizzaballa; o presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, Dom Antonio Maria Vegliò; o arcebispo maronita de Beirute, Paul Matar; o "ministro de Assuntos Exteriores" da Igreja Ortodoxa Russa, metropolitano Hilarion; o representante do Conselho Judaico Europeu, Gusztav Zoltai; o da Organização da Conferência Islâmica, Ömür Orhunn; e o secretário-geral da Comissão para o diálogo islâmico-cristão no Líbano, Hares Chakib Chehab.
O diplomata egípcio Aly Mahmoud declarou que, no seu país, estão por chegar leis que protegerão as minorias cristãs, perseguindo como delito os discursos que incitam ao ódio e vetando as reuniões hostis no exterior das igrejas.
"Mas o perigo - destacou o cardeal Erdö - é que muitas comunidades cristãs no Oriente Médio morrem devido à emigração, porque os cristãos que se sentem ameaçados escaparão."
"Que a Europa se prepare para uma onda de imigração, desta vez de cristãos que fogem das perseguições", advertiu.
Por sua vez, o metropolitano Hilarion recordou que pelo menos um milhão de cristãos vítimas de perseguição no mundo são crianças.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nossa Senhora no Tempo Pascal

     No período pascal costuma-se subistituir a oração do Ângelus pelo “Regina Cheli” (como se lê), Regina Coeli, Regina Caeli ou Rainha do Céu. Esta oração tem como principio homenagear Maria Santíssima que entendeu e acreditou no projeto de Amor de Deus, e através do seu Sim contribuiu para a salvação do mundo.

 "Regina Coeli" / Rainha do Céu (oração do meio dia no Tempo Pascal) as 6:00 e as 18:00
V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia!
R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!
V. Ressuscitou como disse, Aleluia!
R. Rogai por nós a Deus, Aleluia!
V. Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria, Aleluia!
R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!
Oremos.
Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, concedei-nos, Vos suplicamos, a graça de alcançarmos pela protecção da Virgem Maria, Sua Mãe, a glória da vida eterna. Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor. Amen.

Em latim
V.: Regina caeli, laetare! Alleluia!
R.: Quia quem meruisti portare! Alleluia!
V.: Resurrexit, sicut dixit! Alleluia!
R.: Ora pro nobis Deum! Alleluia!
Em algumas formas, acrescenta-se:
V.: Gaude et laetare, Virgo Maria! Alleluia!
R.: Quia surrexit Dominus vere! Alleluia!

Conclui-se com a seguinte oração:
V.: Oremus:
Deus, qui per resurrectionem Filii tui, Domini nostri Iesu Christi,
mundum laetificare dignatus es:
praesta, quaesumus; ut per eius Genetricem Virginem Mariam,
perpetuae capiamus gaudia vitae.
Per eundem Christum Dominum nostrum.
R.: Amen!

Oração do Ângelus
V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R. E Ela concebeu do Espírito Santo.
Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco...
V. Eis aqui a escrava do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
Ave Maria
V. E o Verbo se fez carne ou então E o Verbo divino encarnou.
R. E habitou entre nós.
Ave Maria
V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas para que, conhecendo pela anunciação do Anjo a encarnação de vosso Filho bem-amado, cheguemos por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Glória ao Pai...

Por que se reza o Ângelus as 06:00, as 12:00 e as 18:00
O culto não se reduz à mera celebração dos ritos litúrgicos, mas se nutre e se expressa também através de ações cultuais que não são propriamente litúrgicas. Trata-se dos “exercícios de piedade”. Diz a Sacrosanctum Concilium: “Importa... que tais exercícios de piedade, tendo em conta os tempos litúrgicos, sejam ordenados de tal maneira que estejam em sintonia com a sagrada liturgia, nela de alguma maneira se inspirem e para ela, cuja natureza lhes é de muito superior, conduzam o povo cristão” (nº 13).
O “Ângelus Domini” (Anjo do Senhor) é a oração tradicional com a qual os fiéis celebram o anúncio do Anjo a Maria e a Encarnação do Verbo de Deus, em três momentos do dia: de manhã, ao meio-dia e ao pôr-do-sol.
O Ângelus não tem data e lugar de nascimento, nem é obra de uma pessoa ou de um grupo determinado. De origem popular, sua difusão foi obra principalmente dos Frades Menores e de Outras Ordens Mendicantes, entre as quais a nossa. Sabe-se, por exemplo, que a nossa Ordem, desde o século XIII, prescreveu a reza da Ave Maria entre as “homenagens” diárias a Nossa Senhora.
Na Ordem dos Servos de Maria, o amor à oração do Angelus não se pode separar da devoção ao mistério da Anunciação, da qual a basílica de Florença, com seu célebre afresco da Santíssima Anunciada, constitui uma sublime expressão.
A influência exercida pela imagem da Santíssima Anunciada, pelo que ela representa na história e na espiritualidade dos Servos de Maria, foi muito grande na Ordem. “Desde a segunda metade do século XIV a Ordem teve como ponto de referência este Santuário de Florença. Pode-se dizer até que boa parte da nossa história está ligada direta ou indiretamente a essa imagem milagrosa: Nossa Senhora, Santa Maria, Mãe das Graças”.
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A hora do ângelus, também conhecida como a hora das Ave- Marias é rezada as 06:00, as 12:00 e as 18:00 horas. O objetivo dessa oração é relembrar o momento da anunciação do anjo Gabriel a Maria, trazendo as boas novas de que o salvador iria nascer de uma virgem sem pecado.
Esse costume nasceu da piedade Católica durante a Idade Média. No inicio se rezava apenas ao nascer do dia, depois passou a ser rezada também ao meio dia e com o passar do tempo as Orações passaram a ocorrer durante o entardecer. Ao tocar os sinos das Igrejas durante essas horas a população se reunia para rezar. No período de guerra contra os Turcos o Papa Calisto III relacionou as Orações Católicas com o chamado das Orações mulçumanas e incentivou a prática para pedir a proteção da Virgem Maria na luta contra os que ameaçavam a Fé Cristã. A orientação do Papa foi de total importância para que o costume se firmasse de uma vez por todas entre os Católicos. São Pedro Canísio, doutor da Igreja, também incentivou a realização das orações para a Virgem Santíssima durante as três horas do dia. Os últimos Papas mantiveram a prática, todos os dias as orações acontecem no vaticano e durante o meio dia uma multidão se reúne para rezar, tendo frequentemente a presença do Papa.
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Noticias do Vaticano



Entrevista com o Secretário da Academia Pontifícia "Mariana Internationalis"

ROMA, sexta-feira, 3 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Neste sábado, 4 de junho, a Academia Pontifícia Mariana Internationalis organiza um seminário de estudos para preparar o 23º Congresso Mariológico Mariano Internacional, sobre “A mariologia a partir do Concílio Vaticano II: recepção, balanço e perspectivas”.
Considerando o grande interesse por Nossa Senhora que existe entre os cristãos e mesmo entre os não cristãos, ZENIT entrevistou o padre Stefano Cecchin O.F.M., Secretário da Academia Pontifícia Mariana Internationalis (http://accademiamariana.org).

ZENIT: Quem era Maria e qual era o papel dela na história da salvação, segundo a religião cristã?
Padre Cecchin: Maria era a mãe de Jesus. Mas, por explícito desejo de Cristo, manifestado na cruz, ela é a mãe de todas as pessoas que se converteram a Cristo: é a mãe dos verdadeiros discípulos de Jesus. O papel fundamental de Maria na história da salvação foi dizer “sim”. Então Cristo se encarnou, e foi por meio da encarnação que nós fomos salvos. Foi graças a ela que o Filho de Deus se tornou nosso irmão.

ZENIT: Apesar da natureza humana de Maria, os cristãos a colocam numa dimensão que vai além da santidade. Ela é invocada como a intercessora mais influente junto a Jesus. Por quê?
Padre Cecchin: A santidade está ligada à proximidade com Deus. E quem está mais perto de Deus do que ela? Ela carregou no ventre, durante nove meses, Aquele que vivia no seio do Pai (Jo 1,18)! Ou, como dizem os Padres da Igreja, “ela conteve em si mesma Aquele que nem os céus podem conter”. Então a santidade de Maria é considerada a maior, porque é a mais próxima de Deus, a mais íntima, porque “a carne de Cristo é a carne de Maria” (Santo Agostinho). Jesus e Maria viveram unidos não só no sangue, mas também nos sentimentos, na fé, na vida, na morte. Ela foi assunta na glória com o Filho e ao lado dele. Quem pode apresentar as nossas necessidades a Jesus melhor do que ela? O amor que temos pela mãe de Jesus nos infunde a confiança de que ela não pode deixar de ouvir as nossas orações, e que, estando ao lado de Jesus, a nossa prece será ouvida por ele com certeza.

ZENIT: Como é que Maria pode ser um exemplo de virtude para o nosso tempo? Muitas mulheres dizem que Maria está longe demais da realidade terrena.
Padre Cecchin: A devoção do passado revestia Maria com mantos preciosíssimos, coroas... esquecia pouco a pouco a humanidade dela. A reviravolta antropológica do Concílio Vaticano II nos fez redescobrir “a mulher de Nazaré” na sua plena humanidade. Encontramos nela, ao lado de Jesus, uma mulher plenamente realizada, mas só depois de ter aceitado a vontade de Deus, que se revelava a ela no seu constante caminho de fé, que a torna verdadeira discípula de Cristo. Em Maria nós achamos todas as expressões da humanidade que acolhe um filho, que a enche de responsabilidade, que o faz crescer, que o educa... Ela fica viúva, vê o filho sair de casa, ser amado mas incompreendido até chegar à cruz. O que pode ser mais terrível para uma mãe do que ver um filho inocente morrendo assim? Redescobrir a humanidade de Maria, a missão de educadora do homem Jesus, com todas as suas características psicológicas, nos faz confiar nela não só como uma amiga que entende a nossa situação humana, mas também como um modelo que nos mostra que é possível viver o evangelho em plenitude.

ZENIT: São inumeráveis os fenômenos de devoção a Nossa Senhora. Milhões de pessoas rezam a ela todo dia. Como o senhor encara fenômenos como o de Medjugorje?
Padre Cecchin: Todo dom de Deus é graça. Mas não pode ser um acréscimo ao dom da Revelação, que já está contido nas Sagradas Escrituras e que é retamente interpretado pela Igreja. Pessoalmente, eu encontro a Deus, Maria e os santos na liturgia da Igreja, que muitos deveriam descobrir como lugar normal em que Deus se manifesta! Depois, eu também amo os santuários, lugares de peregrinação que fazem muito bem para o espírito.

ZENIT: A sua academia está preparando o 23º Congresso Mariológico Mariano Internacional sobre a mariologia a partir do ConcílioVaticano II. Pode nos falar dos conteúdos e da finalidade?
Padre Cecchin: Neste dia 4 de junho vamos ter um seminário na Universidade Pontifícia Antonianum (Via Merulana, 124, Roma), como preparação para esse evento, que é chamado também de “Concílio dos peritos em mariologia”. A cada quatro anos, os mariólogos do mundo inteiro se encontram nesse congresso para juntar os resultados dos seus estudos sobre a Virgem Maria. Neste seminário nós vamos preparar o tema e o foco, para delinear os campos de estudo futuro da mariologia.
Antonio Gaspari