Jornada Mundial da Juventude se autofinancia - 90%dos contratos feitos através de concursos públicos
MADRI, quinta-feira, 9 de junho de 2011 (ZENIT.org) – A atividade gerada pela Jornada Mundial da Juventude (JMJ) se Madri suporá “um custo zero para o contribuinte e uma injeção de mais de 100 milhões de euros para a economia espanhola”, afirmou Fernando Giménez Barriocanal, diretor financeiro da JMJ, que lotará Madri no próximo mês de agosto.
Após recordar que a JMJ se autofinancia com as contribuições dos peregrinos (70%) e de empresas e particulares (30%), Giménez agradeceu pelo apoio das administrações públicas e pelo centenar de empresas patrocinadoras.
Como se sabe, o governo espanhol qualificou a JMJ como “acontecimento de excepcional interesse público”, o que implica em benefícios fiscais para os patrocinadores.
O diretor financeiro da JMJ ressaltou os critérios de austeridade e transparência na gestão econômica, com “o objetivo de gastar o menos possível e ingressar o necessário, além de conseguir uma economia máxima em todos os custos”.
Neste sentido, explicou que se trata de “um orçamento particularmente flexível, já que ainda faltam por adjudicar vários concursos nos quais pretendemos rebaixar as estimativas iniciais”. Com essas cautelas, reiterou o cálculo aproximado apresentado meses atrás, cerca de 50 milhões de euros para as principais partidas.
Precisamente este aspecto suporá um sistema inovador com relação a JMJ anteriores. Mais de 1.600 restaurantes da comunidade de Madri participarão do programa que permitirá alimentar 400 mil jovens durante a semana da JMJ.
Juan Carlos Jaureguízar, diretor de Manutenção da JMJ, afirmou que “isso permitirá que muitos pequenos negócios de toda a cidade participem dos benefícios que serão gerados”.
Vários meios de comunicação ajudam oferecendo seus espaços para a difusão da publicidade da JMJ. Isso permitiu uma economia de mais de 2 milhões de euros.
O esforço da organização se centra agora em conseguir mais inscrições, especialmente por parte dos jovens espanhóis. Um dos objetivos é colaborar com o Fundo de Solidariedade, que permite que jovens de baixos recursos possam particular da JMJ. Até agora, conseguiu-se compartilhar em solidariedade 780 mil euros e se espera alcançar a cifra de 2 milhões de euros.
Por este motivo, lançou-se uma campanha de dois comerciais (de 25” y 45”) cujo lema é “Existem trens que passam só uma vez na vida”.
Na rodagem, participaram mais de 50 pessoas. A campanha conta com um tema musical original (Get on!), composto ad hoc pela própria equipe de Marketing e Campanhas da JMJ e seus voluntários.
Gabriel González-Andrío, diretor de Marketing de la JMJ Madri 2011, explicou que, “com esta campanha, queremos transmitir metaforicamente o contraste entre o que supõe viajar sozinho nesta vida frente à possibilidade de compartilhar e desfrutar desta viagem com outras pessoas”.
“Este spot teve a peculiaridade de ser rodado da meia-noite às cinco da madrugada, com mais de 25 voluntários, na estação Pinar de las Rozas”, comentou.
Os comerciais podem ser baixados em: http://www.madrid11.com/ downloads
Genebra, 09 jun (RV) - É preciso combater o crescimento sem geração de emprego para dar novamente esperança aos jovens e credibilidade aos governos dos Estados. Foi o que ressaltou o Observador Permanente da Santa Sé junto ao escritório da ONU em Genebra, na Suíça, Dom Silvano Maria Tomasi, em seu pronunciamento na 100ª Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Se por um lado os países desenvolvidos "estão lentamente emergindo" de uma crise financeira de alcance sem precedentes, com conseqüências "evidentes em todos os setores das sociedades", por outro, as "antigas fórmulas para a recuperação e o crescimento econômico estão se mostrando menos certas num ambiente econômico integrado em nível global, onde os governos na maior parte dos casos não foram capazes de encontrar uma receita "que restitua trabalho e inclua novas oportunidades de emprego" para milhões de pessoas que estão buscando um emprego – observou Dom Tomasi.
De modo que, embora a máxima parte dos indicadores macroeconômicos pareça ter recuperado os níveis anteriores à crise, o mercado do trabalho ainda sofre: "a taxa de desemprego permanece alta e não dá sinais de retomada a curto prazo, e a longo prazo as previsões são variáveis".
O representante vaticano observou que "a economia mundial, mesmo crescendo num nível estável, não é capaz de criar um suficiente número de postos de trabalho". E "isso é verdade não somente para as economias avançadas, mas também para os mercados emergentes, como a China e a Índia, onde a flexibilidade do trabalho é extremamente baixa", apesar da sua taxa de crescimento superar 10%".
Então, "devemos dar o melhor de nós para evitar esse cenário" de crescimento sem geração de emprego – exortou o Arcebispo. Entre os mais atingidos em cada país estão os jovens: 78 milhões sem trabalho, entre os 15 e 24 anos, em 2010, uma taxa mais alta 2,6% em relação aos adultos.
Dom Tomasi ironizou que "as economias pós-industriais, caracterizadas pelo envelhecimento da população, não são capazes de criar oportunidade suficiente de trabalho" "para satisfazer as necessidades e as expectativas de seus jovens", embora eles sejam poucos nesses países.
Outra categoria frágil no mercado de trabalho permanece sendo a das mulheres – prosseguiu o prelado. Nos países mais industrializados da OCSE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), a taxa de emprego feminino é 20% inferior à dos homens, com pontas de 30% na Itália e no Japão; igualmente, os salários das mulheres são inferiores em 20/30%.
Ainda pior se encontram os trabalhadores domésticos, comumente trabalhadores migrantes, em grande aumento por causa das novas exigências de organização social, mas que em muitos países vivem em condições miseráveis de exclusão, desprovidos de toda proteção sindical e de previdência social.
Daí, a esperança expressa por Dom Tomasi de que nesta 100ª conferência da OIT seja aprovada uma Convenção ad hoc sobre o trabalho doméstico.
Por fim, o representante vaticano fez votos de que seja reafirmada a importância de uma governação baseada no princípio de subsidiariedade e de representação tripartite (trabalhadores, empreendedores e governos). (RL)
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