quinta-feira, 26 de abril de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 26/04/2012

REFLEXÃO

Um dos elementos fundamentais na fé católica é o primado da graça. Se Deus não age, nós não podemos agir, nos tornamos incapazes de fazer o bem. Para nós, o bem maior é conhecer Jesus, sermos capazes de ir até ele, mas isso só é possível pela atuação da graça. Mas, se por um lado, a graça é necessária para chegarmos até Jesus, por outro lado, Deus respeita a nossa liberdade, de modo que associada à graça divina, deve estar a nossa procura de Cristo. De nada adianta a graça nos mostrar que Jesus é o Pão da vida descido do céu para ser alimento de vida eterna a todos nós, se nós não queremos vê-lo.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo do Ordinário para os fiéis de Rito Oriental sem Ordinário próprio
  • Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte - MG
  • Dom Osvino José Both, Arcebispo do Ordinário Militar do Brasil

Ordenação Episcopal

  • Dom José Soares Filho, OFMCap, Bispo de Carolina - MA
  • Dom Agostinho José Sartori, OFMCap, Bispo Emérito de Palmas-Francisco Beltrão - PR
NOTÍCIAS

Núncio Apostólico preside Celebração de encerramento da 50ª AG

A Celebração Eucarística de encerramento da 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reuniu todo o episcopado brasileiro em torno do Altar Central do Santuário Nacional, nesta quinta-feira (26).

A celebração foi presidida pelo Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni D'Aniello.

No início da celebração, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner leu a Carta de recomendação o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone.

O Cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis deu as boas vindas ao Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni D'Aniello ressaltando que a celebração em Ação de Graças pelo encerramento da Assembleia Geral reveste-se também de um significado especial.

"Quero desejar a dom Giovanni D'Aniello que a sua missão seja fecunda, pois já começa sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil", afirmou dom Damasceno.

Em sua homilia, o Núncio Apostólico, dom Giovanni D'Aniello afirmou que é uma grande alegria iniciar sua missão sob a proteção da Padroeira do Brasil.

"É uma grande alegria iniciar a minha missão neste santuário mariano, sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida. Agradeço Dom Damasceno pelo convite de presidir esta celebração e a toda acolhida do episcopado brasileiro", afirmou o Núncio.

Dom Giovanni D'Aniello ressaltou que o Papa Bento XVI o encarregou de transmitir a todos os Bispos do Brasil sua mensagem de saudação afetuosa e sua oração diária.

"O que nos une aqui é o dom da fé. Fé que nasce do encontro, segundo a narração da primeira leitura que ouvimos nesta celebração", afirmou.

Dom Giovanni D'Aniello acrescentou que neste momento em que inicia sua missão como Núncio Apostólico no Brasil, representante do Santo Padre, se une também a todos como irmão na fraternidade e na fé.

O Núncio afirmou que a Palavra de Deus proclamada torna-se pão que alimenta toda pessoa.

"A Palavra tornou-se vida que alimenta a todos nós. De fato, quem se alimenta desse pão vivo que é Jesus, apropria-se do Pai que leva a eternidade e a nossa participação nessa eucaristia nos coloca em comunhão com Ele", acrescentou.

Encerramento sua reflexão, Dom Giovanni D'Aniello reforçou aos bispos que inicia sua caminhada como Núncio Apostólico junto de toda a Igreja no Brasil com grande alegria.

"Queridos irmãos do episcopado, clero brasileiro e fiéis, junto de todos quero comemorar a profunda união que deve ter entre nós e confiar minha caminhada a Nossa Senhora Aparecida, rainha e Padroeira do Brasil, para ela me ajude nessa missão e interceda junto ao Pai", afirmou Dom Giovanni D'Aniello.

Ao final da celebração, Dom Damasceno agradeceu o reitor do Santuário Nacional de Aparecida, padre Darci Nicioli e aos Missionários Redentoristas pelo acolhimento durante a 50ª Assembleia Geral da CNBB.

"Quero também estender meu agradecimento a todos que colaboraram pela realização da Assembleia e se dedicaram nesses dias para a sua realização", concluiu Dom Damasceno.


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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 25/04/2012

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Albano Bortoletto Cavallin, Arcebispo Emérito de Londrina - PR

Ordenação Episcopal

  • Dom Orani João Tempesta, OCist, Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ
NOTÍCIAS

Programa do penúltimo dia da 50ª AG

Esta quarta-feira, 25/04, os bispos reunidos na 50ª Assembleia Geral dos Bispos, em Aparecida, iniciaram as suas atividades celebrando a eucaristia, no Santuário Nacional. A missa teve como intenção especial, o trabalho dos bispos e padres negros. A partir das 9h15, a primeira sessão terá a apresentação de diversas comissões no plenário: Caridade, Justiça e Paz – que vai tratar da 5ª Semana Social Brasileira; Comunicação Social; Laicato; e Vida e Família – abordando o Encontro Mundial das Famílias. Na segunda sessão, a partir das 10h45, haverá a participação da equipe da Cáritas Brasileira sobre o Fundo Nacional de Solidariedade e o projeto de apoio à Igreja no Haiti. Também nesta sessão, a Comissão Episcopal para a Juventude fará a apresentação dos preparativos para a Jornada Mundial da Juventude. Esta parte da sessão será aberta à imprensa.No período da tarde, haverá um encontro reservado para os regionais da CNBB, e na última sessão do dia haverá a apresentação da Comissão Episcopal para a Cultura e Educação, e informes sobre a Campanha para a Evangelização, os 20 anos da Assembleia dos Organismos do Povo de Deus e a palavra para os organismos vinculados à Conferência Episcopal. Também nesta sessão haverá a acolhida do episcopado brasileiro ao novo Núncio Apostólico para o Brasil, dom Giovani D'Aniello.

Papa Bento XVI aceita a renúncia do bispo de Marabá

O papa Bento XVI aceitou na manhã de hoje, 25, a renúncia do bispo de Marabá (PA), dom José Foralosso. Ele nasceu na cidade italiana de Cervarese Santa Croce, no dia 15 de março de 1938.

Dom José teve sua ordenação presbiteral em Roma (Itália) e episcopal, em Campo Grande (MS). Estudou Filosofia em Brescia (Itália) e Teologia na Universidade Pontifícia Salesiana, em Roma. Tem mestrado em Teologia Dogmática, Doutorado em Teologia Moral, além disso, é Pedagogo.

Antes de se nomeado bispo, foi pároco por 20 anos. De 1991 a 2000, foi bispo de Guiratinga (MT), depois transferido para Marabá, onde atuou até hoje.

Seu lema episcopal foi "Ut vitam habeant" (Para que tenham vida).


CEP para a Caridade, Justiça e Paz apresenta projetos na 50ª AG

A primeira sessão de hoje da 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil trouxe a exposição dos trabalhos da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz. O presidente da Comissão, dom Guilherme Werlang, coordenou a apresentação. A Comissão possui um plano de trabalho para o período 2012-2015, construído à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. "Nosso trabalho é contribuir para a transformação das pessoas, favorecendo o compromisso do discípulo missionário que atua nas pastorais sociais. Dessa forma, buscamos estabelecer uma nova relação entre Estado e sociedade civil, adaptada à realidade política, social e econômica do Brasil", explicou o bispo.Está sob a responsabilidade desta Comissão a realização da 5ª Semana Social Brasileira, a articulação das Pastorais Sociais e organismos, além dos grupos de trabalhos sobre os quilombolas, tráfico de pessoas e trabalho escravo. A articulação do Grito dos Excluídos, a formação dos agentes destas pastorais, o fórum de Mudanças Climáticas também fazem parte dos trabalhos desta Comissão. Dom Guilherme destacou que foi criado um grupo de sustentabilidade, que tem a missão de pensar a organização e captação de recursos para os projetos das pastorais sociais.

A primeira sessão de hoje da 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil trouxe a exposição dos trabalhos da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz. O presidente da Comissão, dom Guilherme Werlang, coordenou a apresentação.

 

A Comissão possui um plano de trabalho para o período 2012-2015, construído à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. "Nosso trabalho é contribuir para a transformação das pessoas, favorecendo o compromisso do discípulo missionário que atua nas pastorais sociais. Dessa forma, buscamos estabelecer uma nova relação entre Estado e sociedade civil, adaptada à realidade política, social e econômica do Brasil", explicou o bispo.

 

Está sob a responsabilidade desta Comissão a realização da 5ª Semana Social Brasileira, a articulação das Pastorais Sociais e organismos, além dos grupos de trabalhos sobre os quilombolas, tráfico de pessoas e trabalho escravo.

 

A articulação do Grito dos Excluídos, a formação dos agentes destas pastorais, o fórum de Mudanças Climáticas também fazem parte dos trabalhos desta Comissão. Dom Guilherme destacou que foi criado um grupo de sustentabilidade, que tem a missão de pensar a organização e captação de recursos para os projetos das pastorais sociais.


Bispos negros reafirmam compromisso com a promoção e a dignidade dos afrodescendentes

Na 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o episcopado brasileiro participou da Santa Missa desta quarta-feira (25), às 7h30, no Altar Central do Santuário Nacional.

A celebração foi presidida pelo bispo referencial da Pastoral Afro-Brasileira, dom João Alves dos Santos, de Paranaguá (PR).

No início da Santa Missa, bispo de São Mateus (ES), dom Zanoni Demettino Castro, citou as palavras de dom Hélder Câmara mostrando o dom de Deus na negritude e a preocupação da CNBB com a causa dos negros.

"Mariama, Nossa Senhora Mãe de Cristo e Mãe dos Homens! Mariama, Mãe dos Homens de todas as raças, de todas as cores, de todos os cantos da Terra.  O importante é que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, embarque de cheio na causa dos negros".

O bispo ainda ressaltou que embora vivamos em um tempo novo ainda precisamos lutar pela causa dos afrodescendentes."Somos mais de 20 bispos negros descendentes daquele povo que foi arrancado de suas terras e de sua cultura. Ao longo de nossa história muitos foram os ícones que lutaram por suas causas como o guerreiro Zumbi dos Palmares, padre Vítor, de Três Pontas (MG), Dom Silvério Gomes Pimenta, Nhá Chica entre outros", acrescentou dom Zanoni.

Em sua homilia, o bispo de Paranaguá (PR), dom João Alves dos Santos reafirmou o compromisso da Pastoral Afro-Brasileira com a suas causas.

"Temos um compromisso evangélico com a promoção e dignidade da vida dos negros. Queremos que a Pastoral Afro-Brasileira esteja sempre mais inserida na missão da Igreja no Brasil, sempre na comunhão com o sucessor de Pedro", afirmou Dom João Alves dos Santos.

Dom João Alves dos Santos recordou muitos bispos e missionários negros que acreditaram e investiram na educação de suas comunidades.

"Estes irmãos apostaram nas vocações mesmo quando disseram que os afrodescendentes não tinham vocação para os trabalhos da Igreja", acrescentou.

O bispo Paranaguá afirmou que graças a Deus há vários afrodescendentes considerados santos ou em processo de reconhecimento oficial da Igreja e inúmeros fiéis que vivem o evangelho por tantos cantos do Brasil.

"Aqui está um numero expressivo de bispos negros, nós somos discípulos e missionários presentes nesta multicultural Terra de Santa Cruz e defendemos as causas da nossa pastoral sempre lembrando nossos antecessores", finalizou.

Leia a íntegra da homilia de hoje:

Homilia de João Alves dos Santos – Missa com Bispos NegrosEminentíssimos Senhores Cardeais. Eminentíssimos, arcebispos e bispos. Reverendíssimos Senhores Presbíteros, Diáconos e Seminaristas. Aos caríssimos irmãos e irmãs da Vida Religiosa e Institutos Seculares. Queridos Irmãos e irmãs presentes neste santuário Nacional e que nos acompanham através dos MCCs.

Paz e Bem no Ressuscitado!

Reunidos mais uma vez nesta assembleia festiva, celebramos nosso encontro com o Senhor e com a mesma fé e alegria dos primeiros cristãos proclamou: o Senhor ressuscitou! Ele está no meio de nós. Queremos estar com Ele, ouvir sua Palavra e comungar seu corpo e Sangue, vida nova para a nossa vida e sustento para a Missão. Celebramos a festa de São Marcos, apóstolo e evangelista. O seu evangelho nos mostra "quem é Jesus". Jesus é o Filho de Deus, o Messias servo e libertador, o Mestre e Senhor. O Evangelho de Marcos não apresenta um caminho a percorrer, um itinerário para quem quer seguir Jesus. É o caminho do discipulado. É o caminho da Igreja.

Nos somos discípulos de Jesus. Ele nos chamou para fazermos uma experiência singular de amor com Ele e com nossos irmãos e irmãs. O é ser discípulo? É estar com o mestre, ouvi-lo, aprender dele, deixar-se conduzir por Ele, caminhar com Ele. Nossas comunidades recuperar o dom e o espaço da escuta e da contemplação. A soma desse amor e da convivência entre Jesus e nós chama-se encontro. É esta a proposta da Conferencia de Aparecida, realizada neste lugar sagrado e que também foi assumida por nós bispos, ao definirmos as DGAE: o encontro com Jesus Cristo como fonte e objetivo da missão rumo ao Reino de Deus.

O enfoque de nossa celebração eucarística é Bispos Negros e Pastoral afro-brasileira. Retorno à imagem do discípulo e da discípula.

As crianças negras ou afrodescendentes têm ouvido de discípulo. Recordo-me de minha infância, na comunidade rural: os pais, algumas tias e até mesmo os avós eram nossos catequistas caseiros, auxiliados pelos catequistas oficiais da Igreja. Era muito agradável quando, à noite sentávamos no chão em volta deles para a catequese, para a reza do terço ou também para escutarmos "os causos" – historinhas com ensinamentos para a vida. A palavra dos mais velhos, densa de sabedoria é inquestionável: ouve-se aprendem-se os conselhos e vive-se simplesmente bem. Também os jovens e adultos eram submissos aos idosos. E não se tratava em regime de escravidão, mas sim, de respeito e reverencia.

E o que dizer da partilha e da solidariedade, do serviço braçal compartilhado, da musica, da festa, da dança, da comida, da mãe terra comum que sustenta a experiência comunitária dos Quilombolas e ontem e de hoje? A meu ver tudo concorda com a primeira leitura de hoje em que se exalta a humildade no relacionamento mútuo e nas preocupações porque Deus resiste aos soberbos.

Pena que muitos desses valores foram sufocados na história da sociedade brasileira e pouco incorporados no ser e no agir de nossa Igreja.

Por outro lado queremos louvar a Deus por pessoas que significam muito na História da Igreja no Brasil! Bispos e missionários que acreditaram, investiram na educação, apostaram nas vocações, abriram seminários , quando muitos diziam que brasileiros ou afrodescendentes não tinham vocação para o sacerdócio e a vida religiosa, não serviam para os "trabalhos da Igreja". Graças ao Senhor e "a ação do Espírito Santo" na história e na fé do nosso povo há vários afrodescendentes, homens e mulheres, considerados santos e em processo de reconhecimento oficial da Igreja, sem falar daqueles e daquelas que vivem o Evangelho, na fidelidade e no anonimato em nossas comunidades e nos distantes rincões do Brasil.

Meus irmãos no episcopado: Aqui está um número expressivo de bispos negros. Vivemos, como nossos antepassados, os valores da cultura, das tradições e da fé católica. Somos discípulos missionários e pastores da Igreja, presente nesta multicultural terra de Santa Cruz. Cruz redentora de Cristo que dá sentido aos nossos sofrimentos e ao nosso povo. Acreditamos representar cerca de 50% da população brasileira que se declara afrodescendente, com quem temos um compromisso evangélico pela promoção e defesa da dignidade da vida para todos.

Queremos que ação evangelizadora da pastoral afro-brasileira, com suas limitações, desafios e projetos, estejam sempre mais inserida, afetivamente e efetivamente na missão da Igreja no Brasil, orientação dos seus pastores e na comunhão com o sucessor de Pedro.

Que o Espírito Santo ilumine a vida e a missão dos agentes de pastoral afro-brasileira nos seu compromisso batismal cotidiano e na busca de um Brasil melhor para todos.

Recordo com alegria e gratidão as palavras de estímulo de Dom Albano Cavalin, Arcebispo Emérito de Londrina, na abertura do 7ª Congresso das Entidades Negras Católicas do Brasil, em fevereiro passado, quando dizia: "que os negros injetem alegria na missão da Igreja".

Que a Virgem Senhora aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, negra Mariama nos acompanhe e proteja na peregrinação. Amém!

Aparecida, 25 de março de 2012.


Comissões Episcopais apresentam relatórios de atividades

Na primeira sessão desta quinta-feira, 25/04, da 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, algumas Comissões Episcopais apresentaram as suas atividades. Entre elas, a Comissão Episcopal para a Comunicação, presidida por dom Dimas Lara Barbosa. Ele destacou a preparação para o próximo Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação, em julho próximo em Aparecida (SP), os preparativos para o IIº Seminário de Comunicação Teórico e Prático para os bispos, que está marcado para julho de 2013, na Universidade Católica de Pernambuco, em Recife (PE) em 2013, bem como a elaboração do Diretório de Comunicação. Este documento será estudado na próxima Assembleia Geral dos Bispos, no ano que vem. A Comissão para o Laicato destacou a articulação e formação dos leigos na Igreja no Brasil. Dom Severino Clasen, presidente da Comissão, destacou os preparativos para o próximo 13º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base, que vai acontecer em julho, na cidade de Juazeiro do Norte (CE).A sessão foi concluída com a reflexão sobre a Campanha para a Evangelização, realizada no período do Advento. A coordenação desta parte ficou a cargo do arcebispo primaz do Brasil, dom Murilo Ramos Krieger.

Coletiva de imprensa desta quarta-feira, 25 de abril

Nesta quarta-feira, 25, penúltimo dia dos trabalhos na 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, haverá a última coletiva de imprensa, onde estarão presentes, o arcebispo do Rio de Janeiro e ex-presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Educação e Cultura da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Orani Tempesta; o bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro; e o bispo de Abaetetuba (PA), dom Flávio Giovenali. A coletiva tem início às 15h, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, ao lado do Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP).

Dom Orani João Tempesta

Arcebispo do Rio de Janeiro e ex-presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Educação e Cultura da CNBB, dom Orani nasceu em 23 junho de 1950 em São José do Rio Pardo (SP). Sua ordenação episcopal foi 25 de abril de 1997, também, em São José do Rio Pardo. Formado em Filosofia e Teologia, já atuou como bispo de São José do Rio Preto, foi arcebispo de Belém (PA), membro do Conselho Permanente da CNBB e Conselho Episcopal Pastoral, e membro do Conselho Econômico da CNBB.

Dom Eduardo Pinheiro da Silva

Bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Eduardo, nasceu em 20 de janeiro de 1959, em Lins (SP). Sua ordenação episcopal foi no dia 6 de maio de 2005, também, em Lins. Filósofo, teólogo, e mestre em Ciências da Comunicação, com especialização em Pastoral Juvenil e Catequese. Atuou como responsável pela pastoral em geral, pela juventude, pelo SAV; Em nível Regional: responsável pela juventude, pelo SAV e pelos seminários; Em nível Nacional: responsável pela juventude; membro da Comissão Episcopal para o laicato.

Dom Flávio Giovenali

Nascido em 05 de junho de 1954, em Murello, Itália, o bispo de Abaetetuba (PA) e presidente da Cáritas Brasileira, dom Flávio Giovenali, teve sua nomeação episcopal no dia 08 de dezembro de 1997, em Manaus (AM). Com formação em filosofia e teologia, e com especialização pela Università Pontificia Salesiana, em Roma, Itália. Atualmente, é secretário do Regional Norte 2 da CNBB, e presidente do Regional Norte 2.


Cáritas Brasileira apresenta ações da Igreja no Haiti

A segunda sessão da manhã desta quarta-feira, 25/04, os bispos receberam os importantes informes da solidariedade da Igreja do Brasil ao Haiti. Em um vídeo apresentado no plenário, foi montado um resumo das ações nas áreas da moradia, educação, saúde, entre outras.

Também foram destacas as ações em torno da promoção da economia solidária. Nas imagens do vídeo, estava o registro da visita que o Secretário-Geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, fez ao país em março deste ano. Ele recordou o importante e crescente trabalho realizado pela Pastoral da Criança naquele país.


Preparativos da JMJ são apresentados aos bispos da 50ª AG

A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, que completa um ano de existência, apresentou um resumo de suas atividades. O foco principal são os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que vai se realizar no Rio de Janeiro em julho de 2013.

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, presidente da Comissão, apresentou os subsídios produzidos pela Comissão desde sua criação. "A Pastoral Juvenil quer garantir que antes, durante e depois da JMJ a formação dos nossos jovens em vista da construção da civilização do Amor", destacou.

O arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, apresentou o Comitê Organizador Local (COL) da Jornada, bem como um vídeo a respeito do evento. "É com muita alegria e responsabilidade que acolhemos esta missão de organizar a JMJ", declarou dom Orani. Cada bispo presente na 50ª AG recebeu um kit com as informações gerais da organização do evento.

"A Jornada é maior que a Jornada", afirmou o padre Joel Portela Amado, coordenador geral da COL. Para ele, isso se deve ao grande esforço de evangelização do evento, que terá um grande legado pastoral, social e ecológico.

As inscrições para a JMJ serão feitas pelo site oficial (www.rio2013.com), a partir de julho de 2013. Haverão três possibilidades de hospedagem: hotéis, casa de família ou alojamentos, com destaque para a setorização linguística, ou seja, os peregrinos serão reunidos a partir de seu idioma, para facilitar a participação nas catequeses do evento.

A apresentação terminou com um resumo da peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora pelo Brasil. 118 dioceses já foram visitadas até agora, e a partir de agosto possivelmente em todos os folhetos de missa do país haverá uma motivação de oração para a JMJ. Seminários destinados a jovens sobre comunicação, bioética e missionariedade serão realizados ainda este ano.


CNBB lança na coletiva de imprensa nota sobre reforma do Código Penal

O porta-voz da 50ª AG dos bispos do Brasil, o arcebispo de Campo Grande (MS), dom Dimas Lara Barbosa apresentará hoje, 25, na coletiva de imprensa, uma nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre a reforma do Código Penal.

O objetivo do documento é expressar o compromisso da instituição, no acompanhamento de importantes matérias de interesse social, neste momento em que uma Comissão de Juristas do Senado, discute mudanças no Código Penal.

A coletiva terá início às 15h, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, ao lado do Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP).

Leia abaixo a íntegra da nota

NOTA DA CNBB SOBRE A REFORMA DO CÓDIGO PENALA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por ocasião da reforma do Código Penal, encaminhada pelo Senado Federal através de uma Comissão de Juristas, expressa, por missão e dever, seu interesse em acompanhar o processo em marcha e declarar seu compromisso de corresponsabilidade na consolidação da democracia. Preocupam-nos algumas propostas que devem ser apresentadas pela referida Comissão, relativas aos capítulos que tratam sobre os crimes contra a vida e contra o patrimônio.

Reconhecemos que, para atender melhor às exigências da sociedade, o Código Penal em vigor, aprovado em 1940, precisa incorporar elementos novos, exigência das grandes transformações, que marcam os tempos atuais, sem prejuízo dos valores perenes como a vida e a família.

A revisão do Código, em conformidade com as conquistas asseguradas pela Constituição Federal de 1988, requer amplo diálogo com a sociedade, porquanto a legislação se torna mais consistente quando conta com efetiva participação de representantes dos diversos segmentos sociais em sua elaboração. Tal prática reforça a democracia e ajuda a população a assimilar melhor as normas jurídicas, que interferem profundamente em sua vida e nos relacionamentos humanos e sociais.Os redatores do novo Código, de posse das propostas encaminhadas pela Comissão de Juristas, considerem que toda lei deve ser elaborada, a partir do respeito aos direitos humanos, na perspectiva de superação da impunidade e a serviço do bem comum. Deve reconhecer e preservar os princípios éticos e morais bem como os valores culturais que integram a vida quotidiana do povo brasileiro.A Lei penal deve ser aplicada tendo por base os pressupostos de defesa e promoção da dignidade humana em todas as dimensões, deixando claro que a punição tem como finalidade a reabilitação do infrator, independente de sua condição social, política, econômica, étnica, conforme determinam os artigos 3º e 5º da Constituição. Esperamos que o sentido de justiça, a serviço do bem maior – a pessoa humana - anime a todos nesta tarefa, inspirados na palavra do Beato João Paulo II: "A justiça sozinha não basta; e pode mesmo chegar a negar-se a si própria, se não se abrir àquela força mais profunda que é o amor" (Mensagem para o Dia Mundial da Paz – 2004).

Que o Espírito Santo ilumine o coração e a mente dos legisladores, Senadores e Deputados Federais, sobre quem invocamos também a proteção de Nossa Senhora Aparecida para que, em comunhão com todos os brasileiros, busquem realizar o que Jesus Cristo nos indica como promessa e tarefa: "Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundancia" (Jo 10,10).Aparecida-SP, 25 de abril de 2012.

Raymundo Cardeal Damasceno AssisArcebispo de AparecidaPresidente da CNBBDom José Belisário da Silva Arcebispo de São Luís do Maranhão – MAVice-presidente da CNBBLeonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de Brasília - DFSecretário Geral da CNBB


Bispos divulgam nota sobre a Reforma do Código Penal

Os bispos reunidos na 50ª Assembleia Geral (AG) no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida em Aparecida (SP) aprovaram a criação de uma comissão para acompanhar o trabalho de reforma do Código penal Brasileiro, que está sendo feito por um grupo de juristas no Senado Federal.

De acordo com os bispos, "a revisão do Código, em conformidade com as conquistas asseguradas pela Constituição Federal de 1988, requer amplo diálogo com a sociedade, portanto a legislação se torna mais consistente quando conta com efetiva participação de representantes dos diversos segmentos sociais em sua elaboração".

Segundo dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão Episcopal de Pastoral para a Comunicação da CNBB, como se trata de um tema abrangente e delicado, as questões levantadas por alguns setores preocupam a igreja. "Aqueles que defendem a redução da maioridade penal, a pena de morte, a descriminalização do aborto e alguns outros temas que não levam em conta em primeiro lugar a pessoa humana".

Segue a nota:

NOTA DA CNBB SOBRE A REFORMA DO CÓDIGO PENAL

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por ocasião da reforma do Código Penal, encaminhada pelo Senado Federal através de uma Comissão de Juristas, expressa, por missão e dever, seu interesse em acompanhar o processo em marcha e declarar seu compromisso de corresponsabilidade na consolidação da democracia.

Preocupam-nos algumas propostas que devem ser apresentadas pela referida Comissão, relativas aos capítulos que tratam sobre os crimes contra a vida e contra o patrimônio.

Reconhecemos que, para atender melhor às exigências da sociedade, o Código Penal em vigor, aprovado em 1940, precisa incorporar elementos novos, exigência das grandes transformações, que marcam os tempos atuais, sem prejuízo dos valores perenes como a vida e a família.

A revisão do Código, em conformidade com as conquistas asseguradas pela Constituição Federal de 1988, requer amplo diálogo com a sociedade, porquanto a legislação se torna mais consistente quando conta com efetiva participação de representantes dos diversos segmentos sociais em sua elaboração. Tal prática reforça a democracia e ajuda a população a assimilar melhor as normas jurídicas, que interferem profundamente em sua vida e nos relacionamentos humanos e sociais.

Os redatores do novo Código, de posse das propostas encaminhadas pela Comissão de Juristas, considerem que toda lei deve ser elaborada, a partir do respeito aos direitos humanos, na perspectiva de superação da impunidade e a serviço do bem comum. Deve reconhecer e preservar os princípios éticos e morais bem como os valores culturais que integram a vida quotidiana do povo brasileiro.

A Lei penal deve ser aplicada tendo por base os pressupostos de defesa e promoção da dignidade humana em todas as dimensões, deixando claro que a punição tem como finalidade a reabilitação do infrator, independente de sua condição social, política, econômica, étnica, conforme determinam os artigos 3º e 5º da Constituição.

Esperamos que o sentido de justiça, a serviço do bem maior – a pessoa humana - anime a todos nesta tarefa, inspirados na palavra do Beato João Paulo II: "A justiça sozinha não basta; e pode mesmo chegar a negar-se a si própria, se não se abrir àquela força mais profunda que é o amor" (Mensagem para o Dia Mundial da Paz – 2004).

Que o Espírito Santo ilumine o coração e a mente dos legisladores, Senadores e Deputados Federais, sobre quem invocamos também a proteção de Nossa Senhora Aparecida para que, em comunhão com todos os brasileiros, busquem realizar o que Jesus Cristo nos indica como promessa e tarefa: "Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundancia" (Jo 10,10).

Aparecida-SP, 25 de abril de 2012.

Raymundo Cardeal Damasceno AssisArcebispo de AparecidaPresidente da CNBBDom José Belisário da SilvaArcebispo de São Luís do Maranhão – MAVice-presidente da CNBBLeonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de Brasília - DFSecretário Geral da CNBB

Resumo da Coletiva desta quinta, 25 de abril

Quatro bispos atenderam a imprensa na tarde desta quarta-feira, 25 de abril, e trataram da Reforma do Código Penal, Jornada Mundial da Juventude e Ajuda da Igreja ao Haiti.

Dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande (MS) e porta-voz da 50a. Assembleia da CNBB, apresentou Nota Oficial sobre a reforma do Código Penal brasileiro . Confira a íntegra desse documento no final desta matéria. Dom Dimas também considerou a seriedade com que a Igreja enfrenta a questão carcerária por meio de uma pastoral muito dedicada.

Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro (RJ) será o anfitrião do Papa Bento XVI durante a próxima Jornada Mundial da Juventude de 23 a 28 de julho de 2013. "Apresentamos a beleza e a importância da JMJ., disse o arcebispo depois de explicar que o encontro foi instituído pelo Papa João Paulo II e que foi da 47a. Assembleia Geral da CNBB que saiu o pedido para que a JMJ fosse realizado no Brasil.

Dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo grande e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude disse que toda a movimentação em vista da JMJ tem sido motivo para animar a pastral juvenil em todo o País.

Dom Flávio Giovenale, bispo de Abaetetuba (PA) e presidente da Caritas Brasileira, tratou das ações da Igreja no Haiti desde o terremoto de 2010. O projeto inclui  ajuda missionária, construção e manutenção de centro de formação, de reconstrução e de segurança alimentar.


Dom Orani Tempesta: "A Jornada Mundial da Juventude é um momento de oração"

Jovens de todas as partes do mundo tem um encontro marcado com o Papa Bento XVI em 2013 no Rio de Janeiro (RJ). Entre os dias 23 e 28 de julho, a capital fluminense será sede da JMJ – Jornada Mundial da Juventude 2013.

O arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local (COL), dom Orani João Tempesta e o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro participaram da coletiva de imprensa na 50ª Assembleia Geral da CNBB, nesta quarta-feira (25), no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida em Aparecida.

Atendendo aos jornalistas, dom Orani falou sobre a preparação e o trabalho da CNBB para a JMJ e  a peregrinação dos ícones da jornada pelo Brasil.

Segundo dom Orani a Jornada Mundial da Juventude tem aspecto de peregrinação e não de turismo, ressaltando que a JMJ é tempo de oração.

De acordo com dom Orani, a CNBB, por meio de sua Comissão para a Juventude não mede esforços para fazer desse grande evento um marco na história das Jornadas e juntamente com a Arquidiocese do Rio de Janeiro e da comunidade católica de todo Brasil já começou a procurar parceiros para essa grande festa da juventude.

O arcebispo do Rio de Janeiro afirmou que despois de 26 anos da JMJ de Buenos Aires, a primeira edição em nível mundial do evento retorna a América Latina e se insere no contexto da missão continental proposta pelos bispos do CELAM durante o encontro de Aparecida em 2007.

"Estamos cumprindo a missão da CNBB, que em 2007 fez o apelo para que o Brasil sediasse este encontro, que foi prontamente acolhido pelo Papa", afirmou dom Orani.

Dom Orani ainda falou sobre as questões logísticas do encontro e ressaltou que a Arquidiocese do Rio de Janeiro tem feito contato com o governo municipal, estadual e federal para acertar detalhes como de infraestrutura, transporte e vistos dos peregrinos."Em julho deste ano teremos a definição dos locais onde serão realizados os grandes momentos da Jornada, das celebrações e o início das inscrições dos peregrinos pelo site oficial da JMJ", declarou.

Dom Orani ressaltou que o evento já conta com cerca de 20 mil voluntários inscritos e que a perspectiva é de que se alcance o número de 60 mil voluntários.

Campanha de Hospedagem - Uma das etapas principais da JMJ é a acolhida aos peregrinos que virão de todas as partes do mundo.

De acordo com Dom Orani, a arquidiocese do Rio de Janeiro já está trabalhando para que aconteça a hospedagem de todos os jovens.

Os peregrinos poderão se hospedar nas paróquias e comunidades. Foi também lançada uma a Campanha de Hospedagem.Para ser um hospedeiro durante a JMJ Rio 2013 é necessário fazer um cadastro no endereço www.rio2013.com\pt\hospedagem.O arcebispo do Rio de Janeiro falou ainda que com a preparação da jornada a Igreja mostra que confia na juventude e que os jovens tem o poder de transformar a sociedade com entusiasmos e valores cristãos.

Para o bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro a organização da JMJ quer ser uma luz no trabalho da Pastoral da Juventude.

"A JMJ está imersa em contexto maior que vem fortalecer o trabalho da Igreja com os jovens. Acredito que a sociedade vai se surpreender com o impacto positivo desse grande evento", afirmou.

Dom Eduardo afirmou que a CNBB já possui uma história com a juventude e citou toda a  preocupação da Igreja com os jovens também brota no documento 85 da CNBB, que ressalta  que Jesus envia a Igreja ao mundo para dar continuidade à sua obra.

"Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade e todos os nossos esforços para a realização da Jornada reforça a que a Igreja acredita na nossa juventude", afirmou dom Eduardo.

O bispo ainda falou sobre a Campanha da Fraternidade de 2013 que vai abordar as questões ligadas a juventude.

"A CNBB tem mostrado varias de suas manifestações pela juventude. Nas últimas assembleias já falamos sobre as questões ligadas aos nossos jovens e isso mostra a preocupação do episcopado com a juventude", afirmou.

Dom Eduardo ainda citou que nessa mudança de época em que vivemos existe uma preocupação da Igreja com a cultura midiática, em especial as redes sociais na vida dos jovens e que isso deverá ser uma das abordagens da Campanha da Fraternidade de 2013.

Todas as noticias e informações sobre a organização da JMJ RIO 2013 podem ser obtidas através do site www.rio2013.com.


Programação do último dia da 50ª AG

Nesta quinta-feira (26), último dia da 50ª Assembleia Geral (AG) dos Bispos do Brasil, que acontece no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida em Aparecida (SP) a programação começa com a Celebração Eucarística no Santuário Nacional, às 7h30, presidida pelo Núncio Apostólico do Brasil, dom Giovanni D'aniello.

Após a celebração, os bispos se encaminham para o Centro de Eventos onde haverá a solenidade de encerramento às 10h30. No final do evento, a presidência da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos dói Brasil) atenderá a imprensa.

Também na coletiva de imprensa será divulgada a nota da CNBB sobre as Eleições Municipais.


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terça-feira, 24 de abril de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 24/04/2012

REFLEXÃO

Quem vai até Jesus não terá mais fome e quem crer nele não terá mais sede. Jesus coloca à nossa disposição não os bens transitórios desse mundo, mas os verdadeiros bens, aqueles que são perenes, que são eternos. Por isso, é muito importante que as pessoas conheçam Jesus. Somente a partir do conhecimento da sua pessoa e do seu reconhecimento como Filho de Deus é que as pessoas poderão desfrutar dos dons do alto que o Pai nos concede por meio de Jesus e podem ter a verdadeira vida, pois ele é o Pão da Vida, o Pão da verdadeira saciedade, que sempre se dá a todos nós em alimento para a vida eterna.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Cardeal João Braz de Aviz, Arcebispo Emérito de Brasília - DF
NOTÍCIAS

Pauta desta terça-feira na 50ª AG

Os bispos reunidos na 50ª Assembleia Geral (AG) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil tem intensa pauta de trabalhos para esta terça-feira, 24/02. Estão previstos mais quatro escrutínios para a escolha dos delegados do episcopado brasileiro para o próximo Sínodo dos Bispos, que vai acontecer em Roma no mês de outubro, com o tema "Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã". Na parte da manhã, haverá a comunicação das comissões episcopais para a Missão Continental, coordenada por dom Adriano Ciocca, e da Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, coordenada por dom Sérgio Braschi. Também está prevista a discussão de assuntos da Comissão de Liturgia, e a apreciação de textos de notas e mensagens do episcopado. O tema central desta 50ª AG, "A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja" também está na pauta, além de comunicados da Comissão Brasileira de Justiça e Paz. No período da tarde, os bispos tem mais uma reunião reservada, e no início da noite, os encontros das Comissões Episcopais Pastorais com os bispos referenciais dos Regionais.

Celebração Eucarística recorda bispos falecidos

A Santa Missa desta terça-feira, 24, da 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recordou os bispos falecidos desde a última Assembleia Geral, realizada no ano passado.

Na celebração, que foi presidida pelo bispo de Mossoró (RN), dom Mariano Manzana, foram acesas velas em memória por cada um dos bispo falecido.

Por ocasião de sua Assembleia Geral, a CNBB alimenta em seus momentos orantes a vida e o ministério dos seus membros e faz a oração de Ação de Graças pela nomeação de novos bispos, a oração de gratidão pelo ministério dos bispos eméritos e a oração em sufrágio dos bispos falecidos.

No início da eucaristia, o arcebispo de Uberaba (MG), dom Paulo Mendes Peixoto, afirmou que a vocação de cada bispo falecido sempre esteve a serviço da CNBB e do povo de Deus.

"Foram pastores que dedicaram suas vidas a Deus e ao seu povo. Hoje queremos colocar suas vidas nas mãos de Deus. Que possam rezar por nós para que possamos ser instrumento de construção do Reino de Deus", afirmou.

Dom Paulo Mendes ainda afirmou que todos os 10 bispos recordados nesta celebração foram lideranças que entregaram suas vidas a Deus e as suas dioceses, paróquias e comunidades.

Em sua homilia, dom Mariano ressaltou que esta celebração é um momento de memória que nunca faltou nas Assembleias da CNBB tanto em Itaici quanto em Aparecida.

"Conforme a leitura do Ato dos Apóstolos, Estevão nos dá um testemunho de coragem. Hoje ele nos traz um grande exemplo de sua comunhão com Deus", afirmou.

Dom Mariano afirmou que a exemplo de Estevão, os bispos recordados na celebração de hoje foram homens de fé e de coragem.

"Como Estevão, os nossos irmãos recordados hoje foram homens de coragem e verdadeiros pastores da nossa Igreja", acrescentou.

O bispo de Mossoró recordou, em especial, dois bispos que dedicaram suas vidas a Igreja e ao povo de Deus.

"Convido a todos, especialmente a seus sucessores e diocesanos, a recordar a história de dedicação de dois irmãos em particular: dom Clemente Isnard e dom José Freire", afirmou.

Dom Mariano afirmou que dom Clemente Isnard se dedicou aos trabalhos da CNBB como vice-presidente da Conferência e em suas inúmeras atividades, tendo destacada atuação no Concílio Ecumênico Vaticano II em relação à liturgia.Sobre o seu sucessor, o bispo emérito de Mossoró (RN), dom José Freire, dom Mariano ressaltou a grande atuação junto a comunidade.

"Me lembro de seus forte acolhimento quando cheguei ao Brasil. Ainda ressoa nos meus ouvidos o seu convite a não ter pressa e a não desanimar perante as dificuldades", afirmou dom Mariano.

Dom Mariano lembrou o período difícil de pastoreio dos bispos durante o período do regime militar no Brasil e da coragem de enfrentar todos os obstáculos.

"Foram períodos difíceis em que a Igreja passou por grandes transformações como durante o Concílio Ecumênico Vaticano II, onde fazíamos a opção pelos pobres e excluídos. Durante o episcopado de dom José Freire dominava no Brasil o regime militar e a Igreja sempre com posições firmes foi perseguida, mas ele nunca desanimou", afirmou dom Mariano.

O bispo de Mossoró acrescentou que a virtude da esperança dá sentido a vida dos cristãos em sua caminhada e necessária certeza para superar as dificuldades que se apresentam no seu cotidiano, na busca da salvação que está experimentada na eternidade.

Leia a íntegra da homilia de dom Mariano Manzana:

"Senhor, mostrai serena vossa face ao vosso servo". Essa é a invocação do salmista, pedindo compaixão para aqueles que se se apresentam ao Senhor.

Queridos irmãos bispos, sacerdotes, religiosos, irmãos e irmãs peregrinos que hoje se encontram aqui na Basílica da Mãe Aparecida e radio ouvintes e telespectadores de todos os cantos do Brasil que participam conosco desta solene concelebração eucarística, acompanhando-nos, fraternalmente: a todos a nossa carinhosa saudação.

Estamos aqui ao redor do altar, para celebrar a Eucaristia em sufrágio de nossos irmãos bispos que foram dentro da comunidade cristã a imagem de Jesus, bom Pastor, no serviço pastoral. Deus os chamou a si, desde a última Assembleia Geral da CNBB, para receberem o prêmio eterno, prometido aos servidores do Evangelho. É o momento de memória que nunca faltou nas celebrações da CNBB, durante sua Assembelia, tanto em Itaici como aqui em Aparecida. A Palavra de Deus, nas leituras hoje proclamadas, nos convida a rezar por estes nossos irmãos, para que contemplem o "Filho do Homem de pé, à direita de Deus", como Estêvão. Essa visão é uma promessa de Jesus aos discípulos: "Eu vou preparar um lugar para vocês e onde eu estiver quero que estejam também aqueles que me amam e observam minhas palavras".

Conforme a primeira leitura dos Atos dos Apóstolos, Estêvão, definido como homem cheio do Espírito Santo e de fé, ao ser escolhido e apresentado aos apóstolos para imposição das mãos, nos dá testemunho de sua coragem, ao enfrentar os anciãos e doutores da lei: "homens de cabeça dura, insensíveis, incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo, e como vossos pais agiram, assim também fazeis vós!" Ele nos dá testemunho de sua vivência e comunhão trinitária profunda; diz a leitura: "Estêvão, cheio do Espírito Sant, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus". Desta união profunda, mesmo quando os adversários enfurecidos, rangendo os dentes, dando grandes gritos e tapando os ouvidos, começam a apedrejá-lo, nasce a entrega confiante de sua existência a Deus "Senhor Jesus, acolhe o meu espírito". O protomártir Estêvão nos dá ainda o testemunho da grandeza do perdão, como verdadeiro discípulo do Mestre que, ao ser pregado na cruz, perdoou os seus algozes. Como Jesus, repete: "Senhor , não os condenes por este pecado". Estas atitudes de coragem, de profunda união com Deus e de perdão também vislumbramos nestes nossos irmãos cuja páscoa definitiva hoje comemoramos. Como Estevão, foram homens de coragem, de comunhão com Deus, de perdão e de generosidade, cuja vida foi dedicada àquela "porção do povo de Deus" que lhe foi confiada pela Igreja. No Evangelho, Jesus, no discurso sobre o "verdadeiro pão do céu", diz: "eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede". A vida em plenitude, sem fome e sem sede, somente é experimentada na comunhão eterna com Deus. Nossos irmãos bispos desempenharam o seu ofício pastoral com fidelidade, porque, em sua caminhada terrestre, foram saciados por Jesus, o pão da vida.

Ao reverenciarmos a memória desses nossos irmãos bispos falecidos, convido a todos e, especialmente, os seus sucessores, com seus diocesanos, a verem aquela face de sua vida que falou, humana, espiritual e pastoralmente, à CNBB, ao seu Regional, à comunidade diocesana e à própria sociedade. Permitam-me referir-me, em particular, a dois destes irmãos : Dom Clemente Isnard e a Dom José Freire. A história da CNBB contém capítulo especial, ao registrar a participação de Dom Clemente, por seu dedicado serviço à Conferência, como vice-presidente e, no Brasil inteiro, como animador da reforma litúrgica. O outro é Dom José Freire. Como sucessor dele, na Diocese de Santa Luzia de Mossoró, no Rio Grande do Norte, lembro quando, em janeiro de 1977, há 35 anos, cheguei da Itália, para trabalhar como padre  "Fidei Doonun"; ele me acolheu com carinho, orientou os meus primeiros passos e facilitou minha inserção no contexto nordestino, para servir àquele povo de Deus que vive no nordeste.  Ainda ressoa nos meus ouvidos o seu convite a não ter pressa, a ter os pés no chão e a não me iludir de poder anular as diferenças.  Repetia: "Um pedaço de pau pode ficar muito tempo nas águas do rio, mas nunca vira jacaré". Dom José Freire foi um homem de bem, probo, justo, leal, como esses irmãos que hoje fazemos memória, em nossa oração. Em sua missão evangelizadora e catequética, foi um grande pastor; guiou bem o seu rebanho, numa fase que não foi simples para a vida da Igreja Católica e da sociedade brasileira. O episcopado de Do José, como de muitos dos nossos irmãos que lembramos, coincidiu com uma das fases de maior mutação na Igreja, no século passado. Com o Concílio Vaticano II, a Igreja abriu mais as portas para o mundo; os Papas João XXIII e Paulo VI publicaram Encíclicas enérgicas e os bispos da América Latina, em Medelin e Puebla, expressaram a necessidade de uma efetiva proximidade da Igreja com a realidade do povo, fazendo a "opção preferencial pelos pobres", visando a diminuição das desigualdades sociais e lutando pela "inclusão social".

É oportuno lembrar que, no Brasil, no início do episcopado de Dom José, dominava o regime militar, com a subtração de garantias individuais, o controle absoluto sobretudo, inclusive, sobre a imprensa, cassações políticas, o fechamento do Congresso Nacional e de muitas pautas democráticas; a Igreja, em razão de posições firmes, diante desse estado de coisas, foi perseguida em muitos de seus membros; Dom José, como muitos outros, foi um bispo de uma linha enérgica, profética, voz dos que não têm voz.

Hoje, reconhecemos a herança espiritua, a fraternidade episcopal e a importância pastoral desses nossos bispos falecidos e devemos zelar para nunca esquecermos a memória deles e nunca perdermos seu valioso legado humano e ministerial. Com efeito fazer memória deles é reconhecer quanto o convívio com eles mudou mesmo a nossa vida. Fazer memória deles ajuda-nos a não perder de vista as coisas do Alto; contemplando-os, enquanto estamos mergulhados nos muitos afazeres do dia a dia, aqui na terra, tentemos unir mais fortemente a terra ao céu. Fazer memória deles é confirmar que a Igreja está construída sobre o fundamento da fé apostólica, que está sempre presente na Igreja Católica, porque, pela sucessão, os Apóstolos estão presentes em nós, bispos, pela graça de Deus, não obstante nossa pobreza humana. Somos gratos a Deus que nos quis chamar para estar na sucessão apostólica e contribuir para a edificação do corpo de Cristo, confortados e animados pela intercessão espiritual dos irmãos bispos falecidos.

Que o Senhor, pela materna intercessão de Maria, Mãe Aparecida e Rainha dos Apóstolos, tenha acolhido, em sua casa, um desses irmãos que, como o salmista em oração, sempre pediu, como nós hoje pedimos: "Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela a compaixão". Amém.

Dom Mariano ManzanaBispo de Mossoró (RN)


Cáritas Brasileira divulga projetos sociais do Haiti durante 50ª AG da CNBB

Dois anos após o terremoto, meio milhão de haitianos ainda vivem em acampamentos e tendas espalhadas por todo país. Segundo dados da Cáritas, a população enfrenta enormes carências e desafios, além de expor-se ao risco permanente de violências e doenças.

Entendendo a importância da divulgação desses trabalhos, a Cáritas está expondo seus projetos em um stand na 50ª Assembleia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida em Aparecida (SP).

De acordo com a diretora da Cáritas Brasileira, Maria Cristina, o stand na Assembleia Geral mostra todo o trabalho da Cáritas, principalmente no Haiti.

"Nosso foco é dar destaque a todo trabalho que desenvolvemos no Haiti. É muito importante começar a mostrar tudo o que foi feito com a coleta de solidariedade para o Haiti aqui no Brasil", afirmou a diretora.

Maria Cristina afirmou que a iniciativa junto aos bispos do Brasil quer fazer com que as ações da Cáritas cheguem até as dioceses, paróquias e comunidades que apoiaram a coleta de recursos para o Haiti.

"Queremos mostrar tudo o que já foi feito e quais são as propostas futuras para o Haiti. Desta forma, os bispos podem divulgar isso em suas dioceses e paróquias", acrescentou.

Maria Cristina afirmou que a Cáritas realiza trabalhos nas dioceses brasileiras há 56 anos e que é de grande importância o trabalho desse organismo na vida e no trabalho social da Igreja no Brasil.

"A Cáritas tem tentado cumprir a sua missão como organismo da CNBB, contribuindo na organização, no fortalecimento das pessoas mais necessitadas através dos mais diversos projetos", concluiu.


Curiosidades do trabalho de imprensa na 50ª AG

Os ouvintes da rádio Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, na diocese de Crato, no Ceará, estão muito bem informados sobre os trabalhos da 50ª Assembleia Geral da CNBB. Uma equipe da emissora FM está em Aparecida desde o dia 17 para a transmissão de matérias via skype.

Adeleni Oliveira, locutora da emissora, explicou que a rádio pertence aos salesianos e faz parte de uma fundação. "O diretor é o Padre José Pereira Lima, e o nosso bispo é dom Fernando Panico. A diocese de Crato também possui uma emissora de Ondas Médias".

Marcos Ricardo, técnico de som da rádio, contou que o retorno das transmissões tem sido muito bom. "Nós passamos cinco boletins diários, sendo dois deles programas de uma hora cada. Nosso padre contou que os ouvintes tem ido até a rádio para além de ouvir, assistir as transmissões".

A FM 104,9 tem oito anos e é a primeira vez que faz transmissões de uma assembleia da CNBB. "Tudo isso é novo, mas é uma alegria poder estar aqui. Nossa rádio é pequena, sustentada pelo povo e para nós essa experiência é muito importante", disse Adeleni.

Do Santuário Nacional eles viram pouco ainda. "Esse espaço é muito grande, não deu para conhecer muito ainda, mas é muito lindo", contou Marcos Ricardo.


Questões sociais marcam a coletiva de imprensa desta terça-feira

Na tarde de hoje, 24, aconteceu no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP), mais uma entrevista coletiva com a imprensa. Os bispos que falaram com a imprensa foram: o arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, cardeal Cláudio Hummes; o bispo de Balsas (MA) e presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom Enemésio Angelo Lazzaris e o bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Sérgio Arthur Braschi.

Abrindo a coletiva, dom Sérgio Braschi destacou o 3º Congresso Missionário Nacional, que acontecerá em Palmas (TO), de 12 a 15 de julho. Além disso, dom Sérgio ressaltou a participação brasileira no 4º Congresso Americano Missionário e no 9º Congresso Missionário Latino-Americano (CAM 4 – Comla 9), a ser realizado na Venezuela, em novembro de 2013.

"A Igreja é essencialmente missionária, por isso destacamos o 3º Congresso Missionário Nacional, que tem como tema 'Discipulado missionário do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II'. Esse congresso tem a finalidade de rever a caminhada missionária no Brasil", disse dom Sérgio sobre o evento que acontecerá em Palmas.

Já o cardeal Cláudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, fez um relato de sua viagem missionária à Amazônia, no último mês.

"Fiquei impressionado com a viagem que a Comissão para a Amazônia fez àquela região. Pudemos ver com nossos próprios olhos as dificuldades enfrentadas por àquele povo. Pude perceber que a Igreja lá ainda está florescendo. Visitei a diocese de São Gabriel da Cachoeira (AM), e fique encantado, pois, de acordo com informações locais, a diocese é formada por 98% de indígenas. E a floresta, por lá, ainda é intocada, com apenas 4% de desmatamento. Uma verdadeira beleza", destacou dom Cláudio Hummes.

Dom Enemésio Lazzaris apresentou aos jornalistas uma nota da CNBB sobre a defesa dos territórios e dos direitos dos povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais.

"Vivemos a realidade de dois 'Brasis', o que se vangloria com a realização de grandes obras e dos que são impactados por esses mega projetos, como é o caso claro das pessoas que vivem a realidade da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA)", ressaltou dom Enemésio.

Perfil dos Bispos

Cardeal Cláudio Hummes

Criado Cardeal do Título Presbiteral de Santo Antônio de Pádua na Via Merulana, em 21 de fevereiro de 2001, o arcebispo emérito de São Paulo, dom Claúdio Hummes, nasceu em 8 de agosto de 1934, em Montenegro (RS). Atual presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, tem por formações Filosofia e teologia, com especialização em Ecumenismo e doutorado em Filosofia, é autor de diversas obras, e possui extensa trajetória de atividades no episcopado brasileiro. Foi arcebispo de São Paulo (1998-2006), membro da Comissão Episcopal Pastoral da CNBB, na Linha 5, Ecumenismo (1976-1978), e Linha 1, Leigos, Família, Pastoral Urbana e Operária (1979-1983).

O cardeal compõem várias congregações, dentre as quais, podemos citar para a Doutrina da Fé; para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; e para os Bispos. Atua, também, nos Pontifícios Conselhos, para os Leigos, para o diálogo Inter-religioso, "Cor Unum", e na Pontifícia Comissão paraa América Latina (CAL). É membro dos Conselhos, Ordinário da Secretaria Geral dos Sínodos dos Bispos, e de Cardeais para o Estudo dos problemas organizativos e econômicos da Santa Sé e Pontifícia Comissão para a Amérca Latina.

Dom Enemézio Angelo Lazzaris

Bispo de Balsas (MA) e presidente da Comissão Pastoral da Terra, dom Enemésio nasceu em 19 de dezembro de 1948, em Siderópolis (SC). Sua ordenação Episcopal foi em 29 de março de 2008, também, em Balsas. Por formação é filósofo, teólogo, e mestre em Teologia com especialização em Espiritualidade na Teresianum, em Roma (1981-1983).

Em Belo Horizonte (MG), do período de 1974 a 1981, foi formador e promotor Vocacional, e de 1983 a 1989, foi diretor do Lar dos Meninos e do Seminário Dom Carlos Sterpi. Também atuou como diretor da Comunidade Instituto de Artes e Ofícios Divina Providência no Rio de Janeiro (RJ), do período de 1997 a 1998. Foi superior Provincial da Província Norte do Brasil, de 1998 a 2004.

Dom Sérgio Arthur Braschi

Bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesal da CNBB, dom Sérgio, nasceu em 03 de dezembro de 1948, em Curitiba (PR). Filósofo, teólogo, com especialização em Licenciatura em Teologia Dogmática (Eclesiologia) pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, Itália.

Dentre inúmeras atividades foi diretor Espiritual do Seminário Menor São José (1974-1978); diretor Arquidiocesano de Vocações Sacerdotais (1974-1977); reitor dos seminários, 'São José' (1979-1981) e 'Rainha dos Apóstolos' (1982-1986). Foi membro do conselho Presbiteral e do Colégio dos Consultores (1983-1986 e 1994-1998). Do período de 1993 a 1996, coordenou a Pastoral na área de periferia de Curitiba (PR).


Bispos do Brasil divulgam nota em defesa dos povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais

Os bispos reunidos na 50ª Assembleia Geral (AG) em Aparecida (SP) divulgaram nesta terça-feira uma nota em defesa dos territórios e dos direitos dos povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais.

Diz a nota "Sem a garantia do acesso à terra, elemento base da cultura e da economia dessas populações, elas continuarão a sofrer opressão, marginalização, exclusão e expulsão, promovidas por empresas depredadoras, pelo turismo, a especulação imobiliária, o agronegócio e pelos projetos governamentais, como as grandes barragens, que têm invadido áreas cultivadas, alterando o ciclo da vida dos rios e provocando o despovoamento de suas margens".

Os bispos lamentam o adiamento das demarcações e a exploração das terras dos povos tradicionais. Na nota, eles chamam a atenção para as condições do povo Guarani-Kaiwá, no Mato grosso do Sul, que estão vivendo "um verdadeiro genocídio".

Em relação aos povos quilombolas, os bispos denunciam a morosidade no reconhecimento dos territórios. Para o presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom Enemézio Lazzaris, o que mais tem preocupado a CNBB não é somente a demarcação das terras, mas a reintegração daquelas ocupadas indevidamente. "Nós precisamos da demarcação mas também do reconhecimento das terras que já pertencem aos índios e aos quilombolas".

Dom Enemézio explicou que no Pará, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, são mais 50 dioceses com comunidades indígena. "Nesses locais temos uma corrida pela terra, se passa por cima de seus ocupantes, para que ela seja usada para o lucro, sem se levar em conta o meio ambiente e sem se respeitar as comunidades que ali sempre habitaram".

Segue a nota:

Em defesa dos territórios e dos direitos dos povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais

Nós, Bispos do Brasil, reunidos na 50ª Assembleia Geral, reafirmamos nosso compromisso com os povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais, pelo fortalecimento de suas identidades e organizações próprias, na defesa dos seus territórios, na educação intercultural bilingue dos povos indígenas e na defesa de seus direitos.  "A partir dos princípios do Evangelho, apoiamos a denúncia de atitudes contrárias à vida plena em nossos povos de origem e nos comprometemos a prosseguir na obra da evangelização (...), assim como a procurar as aprendizagens educativas e de trabalho com as transformações culturais que isso implica" (cf. DAp 530).

A Constituição Federal de 1988, ao confirmar o direito territorial dos povos indígenas e das comunidades quilombolas, bem como dos pescadores artesanais e outras populações tradicionais, representou muito mais do que a necessária reparação do erro histórico da apropriação de suas terras e da escravidão. É o reconhecimento da sociedade brasileira de que para esses povos a terra e a água são um bem sagrado, que vai além da mera produção para sobrevivência, não se reduzindo à simples mercadoria. É patrimônio coletivo de todo um povo, de seus usos e costumes, assim como a apropriação dos seus frutos.

Ao Governo Federal, cabe o dever constitucional de reconhecer, demarcar, homologar e titular os territórios indígenas, quilombolas e das demais populações tradicionais, ressarcindo seus direitos, passo fundamental e determinante para garantir sua sobrevivência.

Sem a garantia de acesso à terra, elemento base da cultura e da economia dessas populações, elas continuarão a sofrer opressão, marginalização, exclusão e expulsão, promovidas por empresas depredadoras, pelo turismo, a especulação imobiliária, o agronegócio e pelos projetos governamentais, como as grandes barragens, que têm invadido áreas  cultivadas, alterando o ciclo de vida dos rios e provocando o despovoamento de suas margens.

Lamentamos profundamente o adiamento dos procedimentos administrativos de demarcação, a invasão e a exploração das terras dos povos tradicionais. Chamamos especial atenção para as condições de confinamento e os assassinatos que vitimam o povo Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul. Um verdadeiro genocídio está em curso, maculando a imagem de nosso País como defensor dos direitos humanos.

Repudiamos, de modo veemente, o ataque desferido pela bancada ruralista e outros segmentos do Congresso Nacional aos direitos dos povos indígenas, consignados em nossa Carta Magna, através de proposta de emenda constitucional, a PEC 215/2000.

Em relação às comunidades quilombolas, preocupa-nos a morosidade no reconhecimento dos seus territórios. Rejeitamos a sórdida estratégia de questionar a constitucionalidade do processo de titulação de suas terras, de modo a impedir os trâmites legais que atendam aos seus legítimos anseios.

Conclamamos o Governo brasileiro ao cumprimento da Constituição Federal e dos instrumentos internacionais dos quais o Brasil é signatário, especialmente a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT; à proteção dos direitos dos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e das demais populações tradicionais, como forma de pagamento da dívida histórica que o Brasil tem com esses povos, demarcando e homologando os seus territórios, impedindo sua invasão, em defesa dos mais pobres e vulneráveis em nosso País.

Sob a proteção de Maria, a quem invocamos como Rainha e Padroeira, Nossa Senhora Aparecida, confiamos a proteção do nosso povo que constrói, na fé e esperança, um Brasil verdadeiramente para todos.

Aparecida – SP, 23 de abril de 2012

Raymundo Cardeal Damasceno AssisArcebispo de AparecidaPresidente da CNBBDom José Belisário da SilvaArcebispo de São Luís do Maranhão – MAVice-presidente da CNBBLeonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de Brasília - DFSecretário Geral da CNBB


"A Igreja é essencialmente missionária" diz dom Sérgio Braschi

O bispo de Ponta Grossa (PR), dom Sérgio Braschi, que é presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, participou da sétima entrevista coletiva da 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta terça-feira, 24.

Dom Sérgio afirmou que a Igreja é missionária, pois continua a missão de Jesus. "Nossa Igreja é missionária por excelência, em suas raízes e assim se faz por continuar a missão de Jesus Cristo", afirmou.

O bispo de Ponta Grossa falou também sobre o 3º Congresso Missionário Nacional, evento que vai acontecer em Palmas (TO), entre os dias 12 e 15 de julho, deverá reunir pessoas de todas as regiões do país.

Com o tema "Discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II" e lema "Como o Pai me enviou, assim eu vos envio (Jo 20, 21)",o encontro tem por objetivo preparar as lideranças missionárias para o 4º Congresso Americano Missionário e o 9º Congresso Missionário Latino-Americano, que serão realizados simultaneamente em Maracaibo, Venezuela, em 2013.

O evento é realizado pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) e demais forças missionárias da Igreja Católica no Brasil: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB); Conselho Missionário Nacional (Comina) e Centro Cultural Missionário (CCM).

Segundo dom Sérgio, outra reflexão importante e central durante o evento brasileiro será o mundo secular e pluricultural em que vivemos hoje e qual o papel da dimensão missionária nessa nova realidade.

"Este é também um momento importante e se insere nas preocupações da nossa Igreja como forma de transmissão da fé para as novas gerações de famílias e novas comunidades", destacou o presidente da Comissão Episcopal para a Animação Missionária e Cooperação Intereclesial.

Dom Sérgio falou também sobre as novas vocações missionárias e sobre os jovens que desejam fazer este trabalho. "Todo batizado é missionário. Pelo batismo ou pela crisma nós já somos chamados a continuar a missão de Jesus", afirmou.

O bispo ainda disse que há no meio do povo de Deus pessoas que são chamadas para missões para levar a Palavra de Deus até as comunidades que são mais distantes.

"Há uma grande abertura no seio da nossa juventude para essas vocações. O jovem é tem anseio de conhecer outras culturas e estar em contato com outras realidades. Acredito que isso os levem a ser jovens de fé", acrescentou.

Dom Sérgio ainda disse aos jornalistas que a Igreja vive uma primavera de missionários e que essas vocações também são fruto do Concílio Vaticano II.

O bispo de Ponta Grossa ainda citou a Conferência de Aparecida, realizada em 2007, e que trouxe um "brotar", um novo renascimento e muito entusiasmo para as missões.

"Quero destacar também que todos os leigos podem participar da missão da Igreja. Desde a criança, adolescentes, jovens e adultos são chamados a essas vocações. Precisamos envolver toda a comunidade para que rezem pelos nossos missionários em tantos lugares do mundo".

Programa de reabilitação pós terremoto no Haiti

Respondendo às perguntas dos jornalistas, Dom Sérgio falou sobre os missionários atuantes nos programas de reconstrução do Haiti.

"Este é um trabalho de suma importância junto aos nossos irmãos haitianos. Nossos missionários trabalham em projetos destinados a auxiliar em segurança, na reconstrução de casas e Igrejas, em programas de economia solidária, educação, saúde entre outros", afirmou.

Dom Sérgio acrescentou que a solidariedade desses missionários no Haiti é sinônimo de esperança para a população do Haiti.


Cardeal Cláudio Hummes fala sobre os desafios de inculturar a fé nos povos da Amazônia

Hoje, 24, na coletiva de imprensa da 50ª AG dos bispos da CNBB, esteve presente o arcebispo emérito de São Paulo e Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, Cardeal Cláudio Hummes. Na ocasião, o arcebispo afirmou que "a fé tem um caráter missionário", e falou sobre os desafios de levar a evangelização a povos longínquos da Amazônia como ribeirinhos, povos da floresta e indígenas.

Durante sua declaração, o cardeal ressaltou que um dos desafios da missão evangelizadora, é a falta de uma constante formação de clero local nessas comunidades da floresta. "Existe uma dificuldade cultural de se formar padres nessas localidades", disse dom Cláudio Hummes.  De acordo com o cardeal, mesmo entre os índios católicos, que fazem parte da igreja há três ou quatro gerações, é complexa a tarefa de formação de sacerdotes.

"Na igreja, a cultura europeia tem uma preponderância muito grande, então como um índio, por exemplo, se sente em um seminário, onde a grande maioria são brancos, e poucos índios? Obviamente eles não se sentem em casa", explica. Além da questão cultural, para ele, há a necessidade de se destinar mais verbas para os povos da Amazônia. "Como acolher as vocações se os recursos são escassos?", questiona o cardeal.

Para dom Cláudio, é sempre um desafio quando duas culturas distintas têm que coexistir. Com os índios, por exemplo, ele explica que a forma ideal de conviver e de evangelizar, é a partir do diálogo. "Temos que ouvir os povos indígenas. Eles têm uma forma própria de entender a vida, tem sua religiosidade. É preciso dialogar com esses elementos verdadeiros que eles possuem", disse.

O Cardeal acredita que é necessário fazer com que a fé no evangelho amadureça nas localidades cristãs. "A igreja missionária deve inculturar a fé nas culturas onde se prega o evangelho. Uma fé não inculturada, não é uma fé vivida e madura", alega.

O arcebispo finalizou dizendo que um dos grandes desafios é fazer cm que a Amazônia avance sem perder sua identidade. "Temos que atender aos pedidos dos povos, ouvir suas necessidades. Eles precisam ser ouvidos para serem sujeitos de sua própria história. Temos que fazer com que a Amazônia progrida, porém mantendo sua particularidade", disse.


Comissão Brasileira Justiça e Paz apresenta seus trabalhos aos bispos em Assembleia

O secretário adjunto da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), Carlos Moura, apresentou na manhã de hoje, 24, aos bispos que participam da 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, em Aparecida (SP), o andamento dos trabalhos realizados por este organismo vinculado à Conferência dos Bispos.

Doutor Carlos Moura, como é conhecido, agradeceu à Presidência da CNBB pela oportunidade de apresentar os trabalhos da Comissão. "Destacamos, em primeiro lugar, o trabalho vigilante quanto ao desempenho das atividades políticas, especialmente, as articulações que resultam na aprovação da Lei Complementar 135/2010, popularmente conhecida como Ficha Limpa. A proposta, de iniciativa popular que originou a referida lei foi aprovada, em 2008, na 46ª Assembleia Geral da CNBB. Seus efeitos já se fazem sentir, seja por impugnação pela justiça eleitoral, de inúmeros candidatos, seja por desistência em razão do risco de se enquadrarem nas restrições previstas na lei", destacou Carlos Moura.

O doutor Carlos Moura lembrou ainda que 12 estados membros da federação e centenas de prefeituras já incorporaram as hipóteses previstas na lei da Ficha Limpa, como impeditivo à posse na administração direta e indireta em cargos de confiança e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) poderá também considerar os critérios da Lei Complementar 135.

"A CBJP, em decorrência da Campanha da Fraternidade de 2011, juntamente com entidades da sociedade civil, criou Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável. Este Comitê tem, entre outras atividades relativas ao tema, colaborar para a aprovação de um Código Florestal que garanta a Agricultura Familiar e proteja as florestas e a biodiversidade", acrescentou o doutor Carlos Moura.

Entre outros temas, citou que a Comissão acompanha os debates sobre a Conferência Rio+20, que acontecerá no Rio de Janeiro, no mês de junho. "A CBJP integra ainda o Grupo de Articulação da 'Cúpula dos Povos – Rio+20' – espaço organizado pela sociedade civil global", completou.

Finalizando, Carlos Moura falou sobre a parceria da entidade com a Conferência Episcopal Italiana (CEI) para a realização do primeiro Curso sobre Direitos Humanos. "Nossa meta é capacitar agentes pastorais para que atuem, à luz da Doutrina Social da Igreja, na área de Direitos Humanos e na promoção de uma cultura de paz".


Caminhos de articulação da Pastoral Universitária nas dioceses e Regionais

No domingo dia 15 de abril, a missionária Alba Galvez – Fraternidade Missionária Católica Verbum Dei –, juntamente com os jovens universitários da Universidade Federal de Minas Gerias – UFMG –, Raquel Cristina (Terapia Ocupacional) e João Gustavo (Direito), esteve em Ouro Preto para um encontro com os jovens estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP.

O encontro aconteceu no salão da Paróquia do Pilar, às 18 horas, contando com a presença de aproximadamente 15 jovens de diversos cursos, apoiados por Pe. Danival, que é sacerdote diocesano e professor de teologia do seminário de Mariana. A visita, que faz parte de um projeto mais amplo do Setor Universidades da CNBB, teve como objetivo estreitar os laços entre os jovens das duas universidades e apresentar uma noção ampla de como o setor universitário da Igreja Católica tem se articulado nos últimos anos. A irmã Alba expôs brevemente os recentes eventos realizados pela juventude universitária brasileira (congresso universitário latino-americano em Granada, por ocasião da Pré-Jornada da JMJ 2011; congresso universitário nacional – EBRUC I/2010; congressos universitários regionais – Bahia, Minas Gerais, entre outros) e explicou sobre quais tem sido as diretrizes dos trabalhos pastorais na universidade.

Ao final, houve uma partilha para discutir as demandas de Ouro Preto e o tipo de pastoral universitária que poderia ser desenvolvida na UFOP. A ideia é que os jovens universitários tenham, na Pastoral Universitária, um lugar de acolhida e de partilha, de receber e dar: pensar formas de usar o crescimento acadêmico em favor de um mundo onde prevaleçam os valores cristãos.

Ficou o convite para que os jovens da UFOP se organizem para terem grande representação no próximo Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos – II EBRUC, que será sediado em Curitiba, Paraná, nos dias 12, 13 e 14 de outubro deste ano. Além disso, ficou o desejo de continuar essa caminhada mais silenciosa do dia a dia, cujos passos são lentos, mas os efeitos, duradouros.


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