Boletim Diário da CNBB - 25/04/2012
COMEMORAÇÕES
Nascimento
- Dom Albano Bortoletto Cavallin, Arcebispo Emérito de Londrina - PR
Ordenação Episcopal
- Dom Orani João Tempesta, OCist, Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ
- Programa do penúltimo dia da 50ª AG
- Papa Bento XVI aceita a renúncia do bispo de Marabá
- CEP para a Caridade, Justiça e Paz apresenta projetos na 50ª AG
- Bispos negros reafirmam compromisso com a promoção e a dignidade dos afrodescendentes
- Comissões Episcopais apresentam relatórios de atividades
- Coletiva de imprensa desta quarta-feira, 25 de abril
- Cáritas Brasileira apresenta ações da Igreja no Haiti
- Preparativos da JMJ são apresentados aos bispos da 50ª AG
- CNBB lança na coletiva de imprensa nota sobre reforma do Código Penal
- Bispos divulgam nota sobre a Reforma do Código Penal
- Resumo da Coletiva desta quinta, 25 de abril
- Dom Orani Tempesta: "A Jornada Mundial da Juventude é um momento de oração"
- Programação do último dia da 50ª AG
Programa do penúltimo dia da 50ª AG
Papa Bento XVI aceita a renúncia do bispo de Marabá
O papa Bento XVI aceitou na manhã de hoje, 25, a renúncia do bispo de Marabá (PA), dom José Foralosso. Ele nasceu na cidade italiana de Cervarese Santa Croce, no dia 15 de março de 1938.
Dom José teve sua ordenação presbiteral em Roma (Itália) e episcopal, em Campo Grande (MS). Estudou Filosofia em Brescia (Itália) e Teologia na Universidade Pontifícia Salesiana, em Roma. Tem mestrado em Teologia Dogmática, Doutorado em Teologia Moral, além disso, é Pedagogo.
Antes de se nomeado bispo, foi pároco por 20 anos. De 1991 a 2000, foi bispo de Guiratinga (MT), depois transferido para Marabá, onde atuou até hoje.
Seu lema episcopal foi "Ut vitam habeant" (Para que tenham vida).
CEP para a Caridade, Justiça e Paz apresenta projetos na 50ª AG
A primeira sessão de hoje da 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil trouxe a exposição dos trabalhos da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz. O presidente da Comissão, dom Guilherme Werlang, coordenou a apresentação.
A Comissão possui um plano de trabalho para o período 2012-2015, construído à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. "Nosso trabalho é contribuir para a transformação das pessoas, favorecendo o compromisso do discípulo missionário que atua nas pastorais sociais. Dessa forma, buscamos estabelecer uma nova relação entre Estado e sociedade civil, adaptada à realidade política, social e econômica do Brasil", explicou o bispo.
Está sob a responsabilidade desta Comissão a realização da 5ª Semana Social Brasileira, a articulação das Pastorais Sociais e organismos, além dos grupos de trabalhos sobre os quilombolas, tráfico de pessoas e trabalho escravo.
A articulação do Grito dos Excluídos, a formação dos agentes destas pastorais, o fórum de Mudanças Climáticas também fazem parte dos trabalhos desta Comissão. Dom Guilherme destacou que foi criado um grupo de sustentabilidade, que tem a missão de pensar a organização e captação de recursos para os projetos das pastorais sociais.
Bispos negros reafirmam compromisso com a promoção e a dignidade dos afrodescendentes
Na 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o episcopado brasileiro participou da Santa Missa desta quarta-feira (25), às 7h30, no Altar Central do Santuário Nacional.
A celebração foi presidida pelo bispo referencial da Pastoral Afro-Brasileira, dom João Alves dos Santos, de Paranaguá (PR).
No início da Santa Missa, bispo de São Mateus (ES), dom Zanoni Demettino Castro, citou as palavras de dom Hélder Câmara mostrando o dom de Deus na negritude e a preocupação da CNBB com a causa dos negros.
"Mariama, Nossa Senhora Mãe de Cristo e Mãe dos Homens! Mariama, Mãe dos Homens de todas as raças, de todas as cores, de todos os cantos da Terra. O importante é que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, embarque de cheio na causa dos negros".
O bispo ainda ressaltou que embora vivamos em um tempo novo ainda precisamos lutar pela causa dos afrodescendentes."Somos mais de 20 bispos negros descendentes daquele povo que foi arrancado de suas terras e de sua cultura. Ao longo de nossa história muitos foram os ícones que lutaram por suas causas como o guerreiro Zumbi dos Palmares, padre Vítor, de Três Pontas (MG), Dom Silvério Gomes Pimenta, Nhá Chica entre outros", acrescentou dom Zanoni.
Em sua homilia, o bispo de Paranaguá (PR), dom João Alves dos Santos reafirmou o compromisso da Pastoral Afro-Brasileira com a suas causas.
"Temos um compromisso evangélico com a promoção e dignidade da vida dos negros. Queremos que a Pastoral Afro-Brasileira esteja sempre mais inserida na missão da Igreja no Brasil, sempre na comunhão com o sucessor de Pedro", afirmou Dom João Alves dos Santos.
Dom João Alves dos Santos recordou muitos bispos e missionários negros que acreditaram e investiram na educação de suas comunidades.
"Estes irmãos apostaram nas vocações mesmo quando disseram que os afrodescendentes não tinham vocação para os trabalhos da Igreja", acrescentou.
O bispo Paranaguá afirmou que graças a Deus há vários afrodescendentes considerados santos ou em processo de reconhecimento oficial da Igreja e inúmeros fiéis que vivem o evangelho por tantos cantos do Brasil.
"Aqui está um numero expressivo de bispos negros, nós somos discípulos e missionários presentes nesta multicultural Terra de Santa Cruz e defendemos as causas da nossa pastoral sempre lembrando nossos antecessores", finalizou.
Leia a íntegra da homilia de hoje:
Homilia de João Alves dos Santos Missa com Bispos NegrosEminentíssimos Senhores Cardeais. Eminentíssimos, arcebispos e bispos. Reverendíssimos Senhores Presbíteros, Diáconos e Seminaristas. Aos caríssimos irmãos e irmãs da Vida Religiosa e Institutos Seculares. Queridos Irmãos e irmãs presentes neste santuário Nacional e que nos acompanham através dos MCCs.
Paz e Bem no Ressuscitado!
Reunidos mais uma vez nesta assembleia festiva, celebramos nosso encontro com o Senhor e com a mesma fé e alegria dos primeiros cristãos proclamou: o Senhor ressuscitou! Ele está no meio de nós. Queremos estar com Ele, ouvir sua Palavra e comungar seu corpo e Sangue, vida nova para a nossa vida e sustento para a Missão. Celebramos a festa de São Marcos, apóstolo e evangelista. O seu evangelho nos mostra "quem é Jesus". Jesus é o Filho de Deus, o Messias servo e libertador, o Mestre e Senhor. O Evangelho de Marcos não apresenta um caminho a percorrer, um itinerário para quem quer seguir Jesus. É o caminho do discipulado. É o caminho da Igreja.
Nos somos discípulos de Jesus. Ele nos chamou para fazermos uma experiência singular de amor com Ele e com nossos irmãos e irmãs. O é ser discípulo? É estar com o mestre, ouvi-lo, aprender dele, deixar-se conduzir por Ele, caminhar com Ele. Nossas comunidades recuperar o dom e o espaço da escuta e da contemplação. A soma desse amor e da convivência entre Jesus e nós chama-se encontro. É esta a proposta da Conferencia de Aparecida, realizada neste lugar sagrado e que também foi assumida por nós bispos, ao definirmos as DGAE: o encontro com Jesus Cristo como fonte e objetivo da missão rumo ao Reino de Deus.
O enfoque de nossa celebração eucarística é Bispos Negros e Pastoral afro-brasileira. Retorno à imagem do discípulo e da discípula.
As crianças negras ou afrodescendentes têm ouvido de discípulo. Recordo-me de minha infância, na comunidade rural: os pais, algumas tias e até mesmo os avós eram nossos catequistas caseiros, auxiliados pelos catequistas oficiais da Igreja. Era muito agradável quando, à noite sentávamos no chão em volta deles para a catequese, para a reza do terço ou também para escutarmos "os causos" historinhas com ensinamentos para a vida. A palavra dos mais velhos, densa de sabedoria é inquestionável: ouve-se aprendem-se os conselhos e vive-se simplesmente bem. Também os jovens e adultos eram submissos aos idosos. E não se tratava em regime de escravidão, mas sim, de respeito e reverencia.
E o que dizer da partilha e da solidariedade, do serviço braçal compartilhado, da musica, da festa, da dança, da comida, da mãe terra comum que sustenta a experiência comunitária dos Quilombolas e ontem e de hoje? A meu ver tudo concorda com a primeira leitura de hoje em que se exalta a humildade no relacionamento mútuo e nas preocupações porque Deus resiste aos soberbos.
Pena que muitos desses valores foram sufocados na história da sociedade brasileira e pouco incorporados no ser e no agir de nossa Igreja.
Por outro lado queremos louvar a Deus por pessoas que significam muito na História da Igreja no Brasil! Bispos e missionários que acreditaram, investiram na educação, apostaram nas vocações, abriram seminários , quando muitos diziam que brasileiros ou afrodescendentes não tinham vocação para o sacerdócio e a vida religiosa, não serviam para os "trabalhos da Igreja". Graças ao Senhor e "a ação do Espírito Santo" na história e na fé do nosso povo há vários afrodescendentes, homens e mulheres, considerados santos e em processo de reconhecimento oficial da Igreja, sem falar daqueles e daquelas que vivem o Evangelho, na fidelidade e no anonimato em nossas comunidades e nos distantes rincões do Brasil.
Meus irmãos no episcopado: Aqui está um número expressivo de bispos negros. Vivemos, como nossos antepassados, os valores da cultura, das tradições e da fé católica. Somos discípulos missionários e pastores da Igreja, presente nesta multicultural terra de Santa Cruz. Cruz redentora de Cristo que dá sentido aos nossos sofrimentos e ao nosso povo. Acreditamos representar cerca de 50% da população brasileira que se declara afrodescendente, com quem temos um compromisso evangélico pela promoção e defesa da dignidade da vida para todos.
Queremos que ação evangelizadora da pastoral afro-brasileira, com suas limitações, desafios e projetos, estejam sempre mais inserida, afetivamente e efetivamente na missão da Igreja no Brasil, orientação dos seus pastores e na comunhão com o sucessor de Pedro.
Que o Espírito Santo ilumine a vida e a missão dos agentes de pastoral afro-brasileira nos seu compromisso batismal cotidiano e na busca de um Brasil melhor para todos.
Recordo com alegria e gratidão as palavras de estímulo de Dom Albano Cavalin, Arcebispo Emérito de Londrina, na abertura do 7ª Congresso das Entidades Negras Católicas do Brasil, em fevereiro passado, quando dizia: "que os negros injetem alegria na missão da Igreja".
Que a Virgem Senhora aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, negra Mariama nos acompanhe e proteja na peregrinação. Amém!
Aparecida, 25 de março de 2012.
Comissões Episcopais apresentam relatórios de atividades
Coletiva de imprensa desta quarta-feira, 25 de abril
Nesta quarta-feira, 25, penúltimo dia dos trabalhos na 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, haverá a última coletiva de imprensa, onde estarão presentes, o arcebispo do Rio de Janeiro e ex-presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Educação e Cultura da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Orani Tempesta; o bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro; e o bispo de Abaetetuba (PA), dom Flávio Giovenali. A coletiva tem início às 15h, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, ao lado do Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP).
Dom Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro e ex-presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Educação e Cultura da CNBB, dom Orani nasceu em 23 junho de 1950 em São José do Rio Pardo (SP). Sua ordenação episcopal foi 25 de abril de 1997, também, em São José do Rio Pardo. Formado em Filosofia e Teologia, já atuou como bispo de São José do Rio Preto, foi arcebispo de Belém (PA), membro do Conselho Permanente da CNBB e Conselho Episcopal Pastoral, e membro do Conselho Econômico da CNBB.
Dom Eduardo Pinheiro da Silva
Bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Eduardo, nasceu em 20 de janeiro de 1959, em Lins (SP). Sua ordenação episcopal foi no dia 6 de maio de 2005, também, em Lins. Filósofo, teólogo, e mestre em Ciências da Comunicação, com especialização em Pastoral Juvenil e Catequese. Atuou como responsável pela pastoral em geral, pela juventude, pelo SAV; Em nível Regional: responsável pela juventude, pelo SAV e pelos seminários; Em nível Nacional: responsável pela juventude; membro da Comissão Episcopal para o laicato.
Dom Flávio Giovenali
Nascido em 05 de junho de 1954, em Murello, Itália, o bispo de Abaetetuba (PA) e presidente da Cáritas Brasileira, dom Flávio Giovenali, teve sua nomeação episcopal no dia 08 de dezembro de 1997, em Manaus (AM). Com formação em filosofia e teologia, e com especialização pela Università Pontificia Salesiana, em Roma, Itália. Atualmente, é secretário do Regional Norte 2 da CNBB, e presidente do Regional Norte 2.
Cáritas Brasileira apresenta ações da Igreja no Haiti
A segunda sessão da manhã desta quarta-feira, 25/04, os bispos receberam os importantes informes da solidariedade da Igreja do Brasil ao Haiti. Em um vídeo apresentado no plenário, foi montado um resumo das ações nas áreas da moradia, educação, saúde, entre outras.
Também foram destacas as ações em torno da promoção da economia solidária. Nas imagens do vídeo, estava o registro da visita que o Secretário-Geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, fez ao país em março deste ano. Ele recordou o importante e crescente trabalho realizado pela Pastoral da Criança naquele país.
Preparativos da JMJ são apresentados aos bispos da 50ª AG
A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, que completa um ano de existência, apresentou um resumo de suas atividades. O foco principal são os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que vai se realizar no Rio de Janeiro em julho de 2013.
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, presidente da Comissão, apresentou os subsídios produzidos pela Comissão desde sua criação. "A Pastoral Juvenil quer garantir que antes, durante e depois da JMJ a formação dos nossos jovens em vista da construção da civilização do Amor", destacou.
O arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, apresentou o Comitê Organizador Local (COL) da Jornada, bem como um vídeo a respeito do evento. "É com muita alegria e responsabilidade que acolhemos esta missão de organizar a JMJ", declarou dom Orani. Cada bispo presente na 50ª AG recebeu um kit com as informações gerais da organização do evento.
"A Jornada é maior que a Jornada", afirmou o padre Joel Portela Amado, coordenador geral da COL. Para ele, isso se deve ao grande esforço de evangelização do evento, que terá um grande legado pastoral, social e ecológico.
As inscrições para a JMJ serão feitas pelo site oficial (www.rio2013.com), a partir de julho de 2013. Haverão três possibilidades de hospedagem: hotéis, casa de família ou alojamentos, com destaque para a setorização linguística, ou seja, os peregrinos serão reunidos a partir de seu idioma, para facilitar a participação nas catequeses do evento.
A apresentação terminou com um resumo da peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora pelo Brasil. 118 dioceses já foram visitadas até agora, e a partir de agosto possivelmente em todos os folhetos de missa do país haverá uma motivação de oração para a JMJ. Seminários destinados a jovens sobre comunicação, bioética e missionariedade serão realizados ainda este ano.
CNBB lança na coletiva de imprensa nota sobre reforma do Código Penal
O porta-voz da 50ª AG dos bispos do Brasil, o arcebispo de Campo Grande (MS), dom Dimas Lara Barbosa apresentará hoje, 25, na coletiva de imprensa, uma nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre a reforma do Código Penal.
O objetivo do documento é expressar o compromisso da instituição, no acompanhamento de importantes matérias de interesse social, neste momento em que uma Comissão de Juristas do Senado, discute mudanças no Código Penal.
A coletiva terá início às 15h, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, ao lado do Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP).
Leia abaixo a íntegra da nota
NOTA DA CNBB SOBRE A REFORMA DO CÓDIGO PENALA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por ocasião da reforma do Código Penal, encaminhada pelo Senado Federal através de uma Comissão de Juristas, expressa, por missão e dever, seu interesse em acompanhar o processo em marcha e declarar seu compromisso de corresponsabilidade na consolidação da democracia. Preocupam-nos algumas propostas que devem ser apresentadas pela referida Comissão, relativas aos capítulos que tratam sobre os crimes contra a vida e contra o patrimônio.
Reconhecemos que, para atender melhor às exigências da sociedade, o Código Penal em vigor, aprovado em 1940, precisa incorporar elementos novos, exigência das grandes transformações, que marcam os tempos atuais, sem prejuízo dos valores perenes como a vida e a família.
A revisão do Código, em conformidade com as conquistas asseguradas pela Constituição Federal de 1988, requer amplo diálogo com a sociedade, porquanto a legislação se torna mais consistente quando conta com efetiva participação de representantes dos diversos segmentos sociais em sua elaboração. Tal prática reforça a democracia e ajuda a população a assimilar melhor as normas jurídicas, que interferem profundamente em sua vida e nos relacionamentos humanos e sociais.Os redatores do novo Código, de posse das propostas encaminhadas pela Comissão de Juristas, considerem que toda lei deve ser elaborada, a partir do respeito aos direitos humanos, na perspectiva de superação da impunidade e a serviço do bem comum. Deve reconhecer e preservar os princípios éticos e morais bem como os valores culturais que integram a vida quotidiana do povo brasileiro.A Lei penal deve ser aplicada tendo por base os pressupostos de defesa e promoção da dignidade humana em todas as dimensões, deixando claro que a punição tem como finalidade a reabilitação do infrator, independente de sua condição social, política, econômica, étnica, conforme determinam os artigos 3º e 5º da Constituição. Esperamos que o sentido de justiça, a serviço do bem maior a pessoa humana - anime a todos nesta tarefa, inspirados na palavra do Beato João Paulo II: "A justiça sozinha não basta; e pode mesmo chegar a negar-se a si própria, se não se abrir àquela força mais profunda que é o amor" (Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2004).
Que o Espírito Santo ilumine o coração e a mente dos legisladores, Senadores e Deputados Federais, sobre quem invocamos também a proteção de Nossa Senhora Aparecida para que, em comunhão com todos os brasileiros, busquem realizar o que Jesus Cristo nos indica como promessa e tarefa: "Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundancia" (Jo 10,10).Aparecida-SP, 25 de abril de 2012.
Raymundo Cardeal Damasceno AssisArcebispo de AparecidaPresidente da CNBBDom José Belisário da Silva Arcebispo de São Luís do Maranhão MAVice-presidente da CNBBLeonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de Brasília - DFSecretário Geral da CNBB
Bispos divulgam nota sobre a Reforma do Código Penal
Os bispos reunidos na 50ª Assembleia Geral (AG) no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida em Aparecida (SP) aprovaram a criação de uma comissão para acompanhar o trabalho de reforma do Código penal Brasileiro, que está sendo feito por um grupo de juristas no Senado Federal.
De acordo com os bispos, "a revisão do Código, em conformidade com as conquistas asseguradas pela Constituição Federal de 1988, requer amplo diálogo com a sociedade, portanto a legislação se torna mais consistente quando conta com efetiva participação de representantes dos diversos segmentos sociais em sua elaboração".
Segundo dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão Episcopal de Pastoral para a Comunicação da CNBB, como se trata de um tema abrangente e delicado, as questões levantadas por alguns setores preocupam a igreja. "Aqueles que defendem a redução da maioridade penal, a pena de morte, a descriminalização do aborto e alguns outros temas que não levam em conta em primeiro lugar a pessoa humana".
Segue a nota:
NOTA DA CNBB SOBRE A REFORMA DO CÓDIGO PENAL
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por ocasião da reforma do Código Penal, encaminhada pelo Senado Federal através de uma Comissão de Juristas, expressa, por missão e dever, seu interesse em acompanhar o processo em marcha e declarar seu compromisso de corresponsabilidade na consolidação da democracia.
Preocupam-nos algumas propostas que devem ser apresentadas pela referida Comissão, relativas aos capítulos que tratam sobre os crimes contra a vida e contra o patrimônio.
Reconhecemos que, para atender melhor às exigências da sociedade, o Código Penal em vigor, aprovado em 1940, precisa incorporar elementos novos, exigência das grandes transformações, que marcam os tempos atuais, sem prejuízo dos valores perenes como a vida e a família.
A revisão do Código, em conformidade com as conquistas asseguradas pela Constituição Federal de 1988, requer amplo diálogo com a sociedade, porquanto a legislação se torna mais consistente quando conta com efetiva participação de representantes dos diversos segmentos sociais em sua elaboração. Tal prática reforça a democracia e ajuda a população a assimilar melhor as normas jurídicas, que interferem profundamente em sua vida e nos relacionamentos humanos e sociais.
Os redatores do novo Código, de posse das propostas encaminhadas pela Comissão de Juristas, considerem que toda lei deve ser elaborada, a partir do respeito aos direitos humanos, na perspectiva de superação da impunidade e a serviço do bem comum. Deve reconhecer e preservar os princípios éticos e morais bem como os valores culturais que integram a vida quotidiana do povo brasileiro.
A Lei penal deve ser aplicada tendo por base os pressupostos de defesa e promoção da dignidade humana em todas as dimensões, deixando claro que a punição tem como finalidade a reabilitação do infrator, independente de sua condição social, política, econômica, étnica, conforme determinam os artigos 3º e 5º da Constituição.
Esperamos que o sentido de justiça, a serviço do bem maior a pessoa humana - anime a todos nesta tarefa, inspirados na palavra do Beato João Paulo II: "A justiça sozinha não basta; e pode mesmo chegar a negar-se a si própria, se não se abrir àquela força mais profunda que é o amor" (Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2004).
Que o Espírito Santo ilumine o coração e a mente dos legisladores, Senadores e Deputados Federais, sobre quem invocamos também a proteção de Nossa Senhora Aparecida para que, em comunhão com todos os brasileiros, busquem realizar o que Jesus Cristo nos indica como promessa e tarefa: "Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundancia" (Jo 10,10).
Aparecida-SP, 25 de abril de 2012.
Raymundo Cardeal Damasceno AssisArcebispo de AparecidaPresidente da CNBBDom José Belisário da SilvaArcebispo de São Luís do Maranhão MAVice-presidente da CNBBLeonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de Brasília - DFSecretário Geral da CNBBResumo da Coletiva desta quinta, 25 de abril
Quatro bispos atenderam a imprensa na tarde desta quarta-feira, 25 de abril, e trataram da Reforma do Código Penal, Jornada Mundial da Juventude e Ajuda da Igreja ao Haiti.
Dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande (MS) e porta-voz da 50a. Assembleia da CNBB, apresentou Nota Oficial sobre a reforma do Código Penal brasileiro . Confira a íntegra desse documento no final desta matéria. Dom Dimas também considerou a seriedade com que a Igreja enfrenta a questão carcerária por meio de uma pastoral muito dedicada.
Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro (RJ) será o anfitrião do Papa Bento XVI durante a próxima Jornada Mundial da Juventude de 23 a 28 de julho de 2013. "Apresentamos a beleza e a importância da JMJ., disse o arcebispo depois de explicar que o encontro foi instituído pelo Papa João Paulo II e que foi da 47a. Assembleia Geral da CNBB que saiu o pedido para que a JMJ fosse realizado no Brasil.
Dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo grande e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude disse que toda a movimentação em vista da JMJ tem sido motivo para animar a pastral juvenil em todo o País.
Dom Flávio Giovenale, bispo de Abaetetuba (PA) e presidente da Caritas Brasileira, tratou das ações da Igreja no Haiti desde o terremoto de 2010. O projeto inclui ajuda missionária, construção e manutenção de centro de formação, de reconstrução e de segurança alimentar.
Dom Orani Tempesta: "A Jornada Mundial da Juventude é um momento de oração"
Jovens de todas as partes do mundo tem um encontro marcado com o Papa Bento XVI em 2013 no Rio de Janeiro (RJ). Entre os dias 23 e 28 de julho, a capital fluminense será sede da JMJ Jornada Mundial da Juventude 2013.
O arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local (COL), dom Orani João Tempesta e o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro participaram da coletiva de imprensa na 50ª Assembleia Geral da CNBB, nesta quarta-feira (25), no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida em Aparecida.
Atendendo aos jornalistas, dom Orani falou sobre a preparação e o trabalho da CNBB para a JMJ e a peregrinação dos ícones da jornada pelo Brasil.
Segundo dom Orani a Jornada Mundial da Juventude tem aspecto de peregrinação e não de turismo, ressaltando que a JMJ é tempo de oração.
De acordo com dom Orani, a CNBB, por meio de sua Comissão para a Juventude não mede esforços para fazer desse grande evento um marco na história das Jornadas e juntamente com a Arquidiocese do Rio de Janeiro e da comunidade católica de todo Brasil já começou a procurar parceiros para essa grande festa da juventude.
O arcebispo do Rio de Janeiro afirmou que despois de 26 anos da JMJ de Buenos Aires, a primeira edição em nível mundial do evento retorna a América Latina e se insere no contexto da missão continental proposta pelos bispos do CELAM durante o encontro de Aparecida em 2007.
"Estamos cumprindo a missão da CNBB, que em 2007 fez o apelo para que o Brasil sediasse este encontro, que foi prontamente acolhido pelo Papa", afirmou dom Orani.
Dom Orani ainda falou sobre as questões logísticas do encontro e ressaltou que a Arquidiocese do Rio de Janeiro tem feito contato com o governo municipal, estadual e federal para acertar detalhes como de infraestrutura, transporte e vistos dos peregrinos."Em julho deste ano teremos a definição dos locais onde serão realizados os grandes momentos da Jornada, das celebrações e o início das inscrições dos peregrinos pelo site oficial da JMJ", declarou.
Dom Orani ressaltou que o evento já conta com cerca de 20 mil voluntários inscritos e que a perspectiva é de que se alcance o número de 60 mil voluntários.
Campanha de Hospedagem - Uma das etapas principais da JMJ é a acolhida aos peregrinos que virão de todas as partes do mundo.
De acordo com Dom Orani, a arquidiocese do Rio de Janeiro já está trabalhando para que aconteça a hospedagem de todos os jovens.
Os peregrinos poderão se hospedar nas paróquias e comunidades. Foi também lançada uma a Campanha de Hospedagem.Para ser um hospedeiro durante a JMJ Rio 2013 é necessário fazer um cadastro no endereço www.rio2013.com\pt\hospedagem.O arcebispo do Rio de Janeiro falou ainda que com a preparação da jornada a Igreja mostra que confia na juventude e que os jovens tem o poder de transformar a sociedade com entusiasmos e valores cristãos.
Para o bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro a organização da JMJ quer ser uma luz no trabalho da Pastoral da Juventude.
"A JMJ está imersa em contexto maior que vem fortalecer o trabalho da Igreja com os jovens. Acredito que a sociedade vai se surpreender com o impacto positivo desse grande evento", afirmou.
Dom Eduardo afirmou que a CNBB já possui uma história com a juventude e citou toda a preocupação da Igreja com os jovens também brota no documento 85 da CNBB, que ressalta que Jesus envia a Igreja ao mundo para dar continuidade à sua obra.
"Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade e todos os nossos esforços para a realização da Jornada reforça a que a Igreja acredita na nossa juventude", afirmou dom Eduardo.
O bispo ainda falou sobre a Campanha da Fraternidade de 2013 que vai abordar as questões ligadas a juventude.
"A CNBB tem mostrado varias de suas manifestações pela juventude. Nas últimas assembleias já falamos sobre as questões ligadas aos nossos jovens e isso mostra a preocupação do episcopado com a juventude", afirmou.
Dom Eduardo ainda citou que nessa mudança de época em que vivemos existe uma preocupação da Igreja com a cultura midiática, em especial as redes sociais na vida dos jovens e que isso deverá ser uma das abordagens da Campanha da Fraternidade de 2013.
Todas as noticias e informações sobre a organização da JMJ RIO 2013 podem ser obtidas através do site www.rio2013.com.
Programação do último dia da 50ª AG
Nesta quinta-feira (26), último dia da 50ª Assembleia Geral (AG) dos Bispos do Brasil, que acontece no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida em Aparecida (SP) a programação começa com a Celebração Eucarística no Santuário Nacional, às 7h30, presidida pelo Núncio Apostólico do Brasil, dom Giovanni D'aniello.
Após a celebração, os bispos se encaminham para o Centro de Eventos onde haverá a solenidade de encerramento às 10h30. No final do evento, a presidência da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos dói Brasil) atenderá a imprensa.
Também na coletiva de imprensa será divulgada a nota da CNBB sobre as Eleições Municipais.
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