sexta-feira, 20 de julho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 20/07/2012

REFLEXÃO

Existem pessoas que acham que é difícil seguir Jesus por causa da radicalidade das exigências evangélicas, no entanto, essas mesmas pessoas ficam criando uma série de dificuldades a partir de um legalismo ritual, moral e religioso que acabam por fazer do seguimento de Jesus uma causa de sofrimento e de dor e não uma causa de alegria e felicidade de quem descobre os valores que o conduz para a vida eterna. Muitos cristãos vivem colocando proibições e ficam contentes quando podem falar "não" a alguém. De fato, essas pessoas não entenderam o Evangelho de hoje, muito menos o amor que Deus tem para com seus filhos e filhas.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Paulo Cezar Costa, Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ

Ordenação Presbiteral

  • Dom Spiridon Mattar, Eparca Emérito de Nossa Senhora do Paraíso em São Paulo dos Greco-Melquitas

Ordenação Episcopal

  • Dom Nelson Westrupp, SCJ, Bispo de Santo André - SP
  • Dom Spiridon Mattar, Eparca Emérito de Nossa Senhora do Paraíso em São Paulo dos Greco-Melquitas
NOTÍCIAS

São Paulo acolhe encontro dos secretários regionais da CNBB

O regional Sul 1 da CNBB sedia na próxima semana, de 23 a 27 de julho, o encontro dos secretários regionais da CNBB.  Entre os presentes, estarão dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral da CNBB e o presidente do Regional Sul 1, cardeal Arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer. O encontro pretende reunir os secretários dos 17 Regionais.

Segundo o secretário executivo do Regional Sul 1 da CNBB, padre Nelson Rosselli Filho "os encontros nacionais dos secretários regionais acontecem anualmente, geralmente no mês de julho, em diversos regionais da CNBB. O último encontro aconteceu no Regional Sul 3, formado pelas dioceses do Rio Grande do Sul , em julho de 2011,. Naquela ocaisão, os secretários escolheram como sede do encontro, a cidade de São Paulo, em 2012", explica padre Nelson.

Os encontros têm como principal objetivo de proporcionar momentos de estudo, espiritualidade e reflexão, além de momentos de convivência e lazer entre os secretários regionais.

Segundo a programação do encontro, os participantes chegam à São Paulo na segunda-feira, 23 de julho, e ficarão hospedados no mosteiro São Bento.  Na terça-feira, dia 24, às 9h, haverá uma Reunião na sede do episcopado paulista, com a presença do secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner. À tarde está previsto um encontro com o presidente do  regional paulista, o cardeal dom Odilo com os secretários e padres subsecretários das sub-regiões pastorais do regional.

Durante os demais dias do encontro os participantes passearão por Campos do Jordão, sendo que na quinta-feira, visitarão a Paróquia Imaculada Conceição da cidade de Mauá e em seguida conhecerão um pouco da história da cidade de São Paulo, percorrendo os principais pontos históricos do centro, como o Páteo do Colégio, Catedral da Sé, Museu de Arte Sacra e Mosteiro da Luz.

Na sexta-feira, 27 de julho, os secretários regionais participarão pela manhã da celebração eucarística de encerramento.


Pastoral do Turismo Nacional cria roteiro internacional

Combater a exploração sexual de crianças e adolescentes e propor alternativas de sustentabilidade é o objetivo dos "Caminhos da Fé", roteiro Internacional de Turismo Religioso que está sendo criado pela Pastoral do Turismo, abrangendo Corumbá e Ladário, MS e Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, envolvendo lideranças religiosas e autoridades locais.

Evangelizar com novos métodos divulgando os atrativos religiosos locais e a riqueza natural e cultural da região do Pantanal brasileiro e boliviano é um dos objetivos dessa proposta, centrada no desenvolvimento sustentável. Em território boliviano, além da riqueza cultural dos povos autóctones, o roteiro contemplará um número significativo de Reduções Jesuíticas com seu legado imensurável.

O trabalho está em andamento com visitas técnicas e de capacitação das pessoas envolvidas no receptivo dos peregrinos. Tal tarefa compreende no envolvimento da Igreja em cada local, Secretarias de Turismo, comerciantes, setor de hospedagem, prestadores de serviço, produção de artesanato e outros. Seu lançamento está previsto para agosto próximo.

Outro objetivo a ser conquistado é a redução da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes, muito comum na região, devido ao turismo predatório de pesca e turismo sexual que acontece na região pantaneira. O Turismo Religioso apresenta um novo conceito de se fazer turismo na região, mesclando o lazer e destacando a dimensão da peregrinação no percurso envolvido. Em Ladário encontra-se o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, que reúne milhares de pessoas de todo o Estado, em Corumbá está em processo a construção do Santuário Nossa Senhora do Pantanal e, nas cidades bolivianas envolvidas, as Reduções Jesuíticas e a riqueza cultural daquele povo.

Padre Carlos Alberto ChiquimCoordenador Nacional da pastoral do Turismo


Retiro dá pistas de espiritualidade missionária para animadores missionários e agentes de pastoral

O Centro Cultural Missionário (CCM) de Brasília realizou entre os dias 16 e 20 de julho, o Retiro de Espiritualidade Missionária, "Uma espiritualidade missionária para tornar-se cristãos hoje". Destinado a animadores missionários e agentes de pastoral, o retiro reuniu 14 participantes de várias regiões do Brasil.

Segundo a direção do CCM, o evento tem por objetivo introduzir um caminho de espiritualidade missionária por meio de momentos de oração, leitura orante, encontro, reflexão, partilha e celebração eucarística. Esses pontos são o forte do encontro, conforme nos contou o seminarista xaveriano Alfredo Leonardo Quirino, que estuda o 1º ano de filosofia em Curitiba (PR). "Aqui temos a oportunidade de ouvir pessoas experientes falar da missão, seguindo o silêncio, meditação, próprios de um retiro. Esse é o diferencial desta semana de espiritualidade", diz o jovem, comparando com outros modelos de formação missionária.

Olivo Brunelli, missionário leigo da diocese de Vacaria, município de Ibiaçá (RS) representante do Conselho Missionário Diocesano, já fez experiência missionária na Amazônia e, quando soube do Retiro de Espiritualidade Missionária, não hesitou em participar. "Para eu anunciar Jesus tenho que conhecê-lo primeiramente. Já fiz missão no Amazonas, mas se eu tivesse tido a experiência após ter participado desse retiro, certamente teria sido diferente", conta.

Também participou do retiro a religiosa do Instituto da Imaculada Conceição de Nossa Senhora de Lourdes, irmã Wanderlita Meira de Araújo, que trabalha com crianças, em um orfanato de Governador Valadares (MG). Participa do encontro para entender como a Igreja hoje pensa a dimensão missionária. "Para mim, missão não é apenas ir além-fronteiras, mas estar também ao lado daqueles que mais sofrem em nossa própria realidade", disse. "Estou aqui porque nunca me convenci da que a missão só se faz no âmbito ad gentes (para os povos não cristãos/além-fronteiras). Para mim, a missão é aqui também", disse a religiosa que questiona o orientador do retiro, padre Guido Labonté, sobre o pensamento.

O orientador do retiro, por sua vez, concorda com irmã Wanderlita e explica o significado da missão além-fronteiras. "Quando Jesus envia seus discípulos em missão, ele diz: 'Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28, 19)', portanto, é um mandato que nos interpela a sair de si para um lugar onde há necessidade de fazer Jesus conhecido e amado", explica. Padre Guido continua. "Quando falamos sair, não necessariamente precisa ser geograficamente, pois a missão é aqui também, mas o sair refere-se à necessidade da missão se fazer além de mim, das minhas próprias fronteiras. O aqui e o além-fronteiras devem se complementar".

O objetivo do retiro, explica ainda o orientador, "é ajudar a refletir sobre como tornar-se cristão hoje na linha da missão ligada à espiritualidade. Aprofundar a partir da Bíblia a fonte da espiritualidade missionária". De acordo com ele, o diferencial do retiro para um encontro de formação missionária é que, "enquanto a formação dá elementos de conteúdo sobre missão e é uma fonte de métodos de discussão, o retiro dá pistas de reflexão pessoal à luz da Palavra de Deus, nos leva à incidência comunitária na vida social", completa.


Profissionalismo e testemunho da fé: temas da abertura do encontro da Pascom

Apesar do clima frio da cidade de Aparecida (SP), o calor dos participantes aqueceu a abertura do 3º Encontro da Pastoral da Comunicação (Pascom), promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Desta quinta, 19 de julho, até o próximo domingo, mais de 600 agentes da Pascom de todo o país participam deste encontro no Santuário Nacional para o aprendizado e a troca de experiência. A solenidade de abertura contou com a presença de dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação; dom José Moreira de Melo, bispo de Itapeva (SP) e referencial para a comunicação no Regional Sul 1; os dois assessores da Comissão, Ir. Élide Fogolari e Padre Clóvis Andrade; e os missionários redentoristas padres César Moreira e Evaldo César, representando o Santuário Nacional e a Rede Aparecida de Comunicação, respectivamente.Em seu discurso, dom José Moreira destacou a sua experiência como estudante da temática da comunicação, e convidou os participantes a estar disponíveis para a troca de experiências. "Vamos somar, esta é a palavra do momento e vai ajudar o nosso trabalho". Já dom Dimas recordou a importância de que cada comunicador cristão recorde a sua missão batismal, que é levar a Boa Nova de Cristo."Nós devemos crescer enquanto comunicadores cristãos" – destacou dom Dimas. "Devemos estar a serviço da Boa Nova e quebrar as barreiras, como a dificuldade de transmitir a fé às novas gerações, de modo que a nova linguagem seja fecundante do amor do Evangelho". Também durante a solenidade, ocorreu o lançamento da logomarca oficial da Pascom Brasil.ConferênciaPara a abertura do evento, foi convidado o jornalista e consultor Carlos Alberto di Franco. O conferencista adiantou que sua intenção no evento era colocar temas para ajudar na reflexão. Recordou que Friedrich Nietzsche disse, há mais de um século, que Deus estava morto. "Hoje, um século depois destas palavras, constatamos este grande acontecimento já chegou aos ouvidos de boa parte dos nossos contemporâneos, para quem Deus não é mais que uma abstração. É o analfabetismo religioso. E este é um preâmbulo realista dos fatos", relatou di Franco no início de seu colóquio. Diante desta realidade, ele afirma que o programa de ação não é novo: a resposta está na experiência do encontro com Jesus Cristo. "Um programa que não muda, embora se leve em conta a conjuntura histórica para o diálogo", explicou di Franco, recordando posturas e discursos dos papas João Paulo II e Bento XVI no diálogo com a sociedade contemporânea. Para ele, está aí o cerne da comunicação institucional da Igreja. "As organizações consolidadas são as que conseguem transmitir a sua mensagem sem ambiguidade. A boa estratégia de comunicação institucional depende disso: identidade, missão, uma doutrina clara e reputação, que resulta em autoridade, que podemos chamar também de prestígio", enfatizou o conferencista. Ele exemplificou mais uma vez, recorrendo às ações do papa Bento XVI. "Milhares de jovens rebeldes e contestadores deixam as discotecas para ouvir a voz de um idoso, supostamente reacionário. Isso significa que eles querem reavivar a sua fé. A empatia entre o papa e a juventude surpreende o noticiário. É um sucesso mercadológico". Na avaliação de di Franco, a magia da santidade é o segredo da força do marketing do papa. Essa atitude deve ser a resposta da Igreja para a demanda reprimida que a sociedade tem por religiosidade. "A Jornada Mundial da Juventude pode mudar a cara da Igreja no Brasil, depende de cada um de nós aqui hoje, para que a proposta cristã entre na agenda pública. E isso exige profissionalismo, e não amadorismo. Não duvidemos, a comunicação institucional da Igreja passa pelo reforço de sua identidade, pela paixão da missão e clareza de sua doutrina. É necessário investir em recursos humanos e no profissionalismo. É aí que está a diferença: não é o suporte tecnológico, mas é a competência de seus quadros. Não podemos sucumbir ao amadorismo".

Preparação para a 5a. Semana Social Brasileira

Dom Guilherme Werlang, bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade,  Justiça e Paz da CNBB, concede entrevista e trata de vários e importantes aspectos da 5a. Semana Social Brasileira que  se realiza de 22 a 25 de maio de 2013  e está em sendo preparada em todo o Brasil.

Confira a entrevista dada ao jornal da Diocese de Santa Cruz do Sul (RS).

O que são as Semanas Sociais Brasileiras? Quando iniciaram? Estão mais ligadas ao trabalho social da Igreja?

D. Guilherme. É já uma tradição da Igreja no Brasil, que vem desde 1991, quando foi lançada a primeira semana social para celebrar os cem anos da Encíclica Rerum Novarum (1891) do Papa Leão XIII, que foi o primeiro "documento encíclica" a trabalhar de forma oficial a Doutrina Social da Igreja. Esta encíclica marcou o início da sistematização do pensamento social católico, chamado normalmente "Doutrina Social da Igreja Católica". Claro que desde o tempo dos Apóstolos e dos Santos Padres a Igreja tem muitos escritos que apontam as questões sociais, a justiça social e a caridade como decorrência do Evangelho e exigência da verdadeira vida cristã. Mas, após o novo desenho e estrutura social que surgem com o Iluminismo, a Revolução Francesa, o Capitalismo, a Urbanização, a Indústria e o proletariado, este documento papal é, para a Igreja, o Marco Referencial dos demais documentos subseqüentes.

A V Conferência do Episcopado Latino-americano e Caribenho de Aparecida destaca alguns campos prioritários e tarefas urgentes para a missão de todos os discípulos/as de Jesus Cristo no hoje da América latina e do Caribe: Justiça social, dignidade humana, opção pelos pobres e excluídos, renovada pastoral social, globalização da solidariedade, justiça internacional e cuidado com os rostos sofredores que doem em nós (cf DAp., 380 a 430). Portanto, a Semana Social deve envolver toda a Igreja e não apenas as pastorais sociais.

02. Quem são os organizadores e mentores das Semanas Sociais Brasileiras?

D. Guilherme. As semanas sociais brasileiras são inspiradas em semanas sociais de vários países da Europa, especialmente da França e Itália, países que já realizaram dezenas de semanas sociais. As Semanas Sociais Brasileiras são uma iniciativa, promoção, organização e coordenação geral da CNBB, mas elas pertencem à sociedade civil. A CNBB por meio das Dioceses e Paróquias, não realiza sozinha as Semanas Sociais. É um serviço que a CNBB oferece à sociedade brasileira. Portanto, os legítimos sujeitos das Semanas Sociais são os grupos sociais que aceitam o convite da CNBB e que se organizam para participar dos debates. Muitas vezes estes grupos da sociedade civil oferecem acréscimos e enriquecem o tema inicialmente proposto pela CNBB. Ampliam a visão e entram verdadeiramente na base do tecido social. Todas as Paróquias, Congregações Religiosas e suas Obras, pastorais e movimentos eclesiais, as comunidades eclesiais de base, os movimentos sociais, as organizações sindicais e as todas forças vivas da sociedade são chamadas/os a participarem como protagonistas do processo da 5a. Semana Social Brasileira. A CNBB não "dirige", apenas orienta o processo. Convida Movimentos Sociais e representantes da Sociedade Civil para participarem da Equipe de Coordenação, o que sempre é uma riqueza. Cada vez mais devemos aprender a dialogar e trabalhar em equipe. Ninguém faz nada sozinho.

Como a realização da 5a. Semana Social Brasileira foi aprovada por unanimidade pelos bispos na Assembleia Geral de 2011, a CNBB confia sua realização à Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, a qual eu presido neste quadriênio.

03. Quantas Semanas Sociais já aconteceram? Há conquistas e vitórias que merecem uma comemoração ou celebração muito especial?

D. Guilherme. Já tivemos quatro (4) Semanas Sociais Brasileiras. Delas muitos bons frutos já foram colhidos.  Destacamos o fortalecimento das Pastorais Sociais e sua articulação com os Movimentos Sociais, o Grito dos Excluídos, o Jubileu Sul, que trabalha a questão da dívida externa, a criação da ASA – Articulação do semi-árido, que tem construído 450 mil cisternas de captação de água de chuva no nordeste, o fórum das pastorais sociais, os plebiscitos, em especial contra a ALCA, a Assembleia Popular e, sobretudo, o despertar da consciência cidadã de muitos cristãos.

04. O tema da Semana é o Estado para que e para quem? Por que esse tema? Não é um tema da sociedade civil e mais ligado aos políticos e legisladores?

D. Guilherme. Todos os temas que dizem respeito ao ser humano também devem dizer respeito à Igreja. Temos plena consciência que se as reformas políticas e do Estado dependerem apenas dos políticos e legisladores, muito pouco poderemos esperar. O máximo que eles propõem são pequenos remendos, mas sem mexer na estrutura. O Estado brasileiro já foi criado para servir a grupos de interesse e não para todos os cidadãos e cidadãs que aqui viviam e vivem. Muitas vezes se usa e expressão: "ausência do Estado". Creio que isso não existe. O que normalmente existe é a "presença" do Estado, mas do lado errado, isto é, não do lado do Povo, mas de pequenos grupos detentores de poder econômico e ou poder repressivo e punitivo. Muitas vezes os políticos e legisladores defendem interesses particulares de grupos, empresas e até de estrangeiros. Basta ver o fiasco que está o "Código Florestal" que de "Florestal" tem muito pouco. Participar da construção de uma sociedade justa e solidária faz parte da ação evangelizadora da Igreja no Brasil. O Concílio Ecumênico Vaticano II afirma que a comunidade dos discípulos, que é a Igreja, está no mundo e sua missão consiste em ser sinal e instrumento do Reino de Deus na sociedade.  E ainda: a primeira missão que Jesus confiou à sua Igreja não é de ordem social, política ou econômica, mas de ordem religiosa. Porém, desta dimensão religiosa, pode a Igreja extrair força e luz para ajudar a organizar a sociedade humana em seus aspectos políticos, sociais e econômicos, de acordo com os mandamentos da lei de Deus (cf GS 42).

No documento 91 da CNBB, "Por Uma Reforma do Estado Com Participação Democrática", nós bispos afirmamos que "os novos sujeitos históricos colocam problemas que o Estado, na sua conformação atual, e o processo democrático, atualmente praticado, não estão preparados para responder. No surgimento de novos grupos sociais, as novas perguntas não obtêm respostas adequadas. Assim, o problema não é "o" Estado, mas "esse" Estado. Não entendemos que se deva ter em mente a inexistência do Estado, e sim, lançar sobre o Estado que temos um olhar crítico para verificar que outras formas podem ser buscadas". (Doc. 91 da CNBB, 31).

Conscientes de que os novos sujeitos sociais exigem novas estruturas de participação democráticas, queremos, com a 5a. Semana Social Brasileira, criar canais de diálogo e de participação efetiva, para que a sociedade civil encontre mecanismos jurídicos que coloquem o Estado em movimento em direção da massa dos excluídos, ouvindo os seus clamores.  Dessa forma, questionamos a atual forma de democracia, com seus ritos e com seu arcabouço jurídico. Tal modelo de democracia não mais responde a seus anseios e necessidades como cidadãos e sujeitos políticos. Queremos, para além da democracia representativa, uma efetiva democracia participativa.

05. É importante a Diocese e as paróquias se voltarem para o para evento dessa natureza? Por quê?

D. Guilherme. Há um apelo que vem do próprio Papa Bento XVI que serve de alerta às Igrejas. Segundo ele, o aumento sistemático das desigualdades entre grupos sociais no interior de um mesmo país e entre as populações dos diversos países, ou seja, o aumento maciço da pobreza em sentido relativo tende não só a minar a coesão social - e, por este caminho, põe em risco a democracia -, mas tem também um impacto negativo no plano econômico com a progressiva corrosão do 'capital social', isto é, daquele conjunto de relações de confiança, de credibilidade, de respeito das regras, indispensáveis em qualquer convivência civil. (Caritas in veritate, Bento XVI, 32).

Sendo assim, é fundamental a participação das dioceses e paróquias nestes debates, inclusive para ajudar a consolidar, aprofundar e salvar a democracia em nosso País. Ainda temos uma democracia muito frágil. Para ser plena, a democracia precisa assegurar a todos os cidadãos e cidadãs uma participação direta nas decisões que afetam a vida, sejam estas de ordem política, social, cultural, econômica ou religiosa. Nós temos ainda uma democracia muito representativa e pouco participativa. A democracia representativa mostra seu limite quando as decisões ficam exclusivamente nas mãos dos eleitos. Daí a necessidade de ela dar um salto para uma democracia participativa que implica na criação de mecanismos que assegurem a participação popular. É um equívoco reduzir a democracia ao voto livre e consciente. Se pararmos no voto, a democracia fica manca. Isso, infelizmente, temos visto, favorecendo aos que assumem o poder para dele se servirem em benefício próprio ou de seu grupo. O Papa João Paulo II, na encíclica "Centesimus Annus", dizia que a democracia não pode "favorecer a formação de grupos restritos de dirigentes que usurpam o poder do Estado a favor dos seus interesses particulares ou dos objetivos ideológicos". Certamente nenhuma outra organização social tem a capilaridade da Igreja Católica em nosso país e nem tão pouco, a capacidade de organizar o povo para uma participação efetiva e permanente nos assuntos que são de interesse social. Assim, as dioceses e paróquias que se furtarem a neste momento histórico de uma participação neste debate, negam sua ajuda na construção do Estado brasileiro que queremos. Não podemos separar "fé e vida".

06. Que resultados se esperam na Igreja do Brasil (dioceses e paróquias) dessa 5a. Semana Social Brasileira?

D. Guilherme. No Brasil há um grande descompasso entre "intenções democráticas" e as "estruturas antidemocráticas". Isso tem deixado profundas marcas nos indivíduos, na sociedade e nas instituições, afetando a própria Igreja em sua missão evangelizadora. Vivemos também a contradição entre o crescimento econômico e o declínio social. De um lado, a concentração dos bens e de outro lado, a exclusão social. Há também uma violência às vezes velada e outras vezes aberta, promovida pelas estruturas do Estado.

Há uma orquestração para nos fazer crer que a violência vem das ruas, dos movimentos sociais, quando estes reivindicam mais democracia, mais participação nas decisões de governo, sobretudo, no que se refere à defesa de seus territórios, da Constituição Brasileira e das críticas e oposição aos grandes projetos, que sempre vêm acompanhados de seus desastres para a vida humana, o meio ambiente e as gerações futuras.  Estes sofrem o processo de criminaliazação por parte do aparato punitivo do Estado. Doutro lado, a população percebe bem o tratamento diferenciado que é dado àqueles que são os verdadeiros sanguessugas da Nação e do Estado.

Temos que deixar sempre mais claro que Estado e Poder, Estado e Governo não são a mesma coisa. Nenhum Governo é o Estado. O Governo deve ser um serviço prestado, mas não é o Estado. Muitas vezes quem é eleito para um cargo de governo acha que é "dono" do poder e do Estado e se identifica com o próprio Estado e nós ficamos quietos e até achamos que estão certos. Isso tem que mudar. Nós temos que mudar nossa compreensão e ação.

Com este debate sobre o Estado, lançado nas ruas, queremos contribuir na superação dessa contradição fundamental existente na estrutura do Estado, no qual atestamos que falta Brasil para os brasileiros. Queremos resgatar, descobrir e dar visibilidade a tantos gestos de um novo Estado vividos nos porões da sociedade, mas que estão na sombra. Sabemos que o Estado é um estado, por isso, buscamos um Estado do Bem viver, do conviver e do pertencer para todos os brasileiros.

 

Para mais informações sobre a 5a. Semana Social Brasileira:

http://www.semanasocialbrasileira.org.br/

 


"Devemos comunicar o mistério do amor de Deus", afirma dom Celli aos agentes da Pascom

Uma missa e uma videoconferência marcaram a abertura das atividades desta sexta-feira, 20 de julho, do 3º Encontro Nacional da Pascom, promovido pela CNBB no Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP). A missa foi presidida por dom José Moreira, bispo de Itapeva (SP) e referencial para a Comunicação no Regional Sul 1. A celebração ocorreu no auditório padre Noé Sotillo, no subsolo do Santuário.

Em sua homilia, o bispo enfatizou a importância de o cristão ter consciência de viver a ética em seu significado original. "Que possamos crescer na busca de trabalhar com senso crítico, fé e profissionalismo", enfatizou dom José. Em seguida, por meio de videoconferência, falou aos participantes do evento diretamente de Roma o presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais da Santa Sé, cardeal Cláudio Maria Celli. Ele iniciou sua mensagem, considerando a concorrência que há entre o anúncio da Verdade e o testemunho cristão. "Para realizarmos uma comunicação eficaz, é preciso considerar um estilo de vida pessoal e institucional. A sociedade atual exige muito de nós, especialmente com seus graves problemas de justiça, da ecologia e da economia. Neste contexto, a Igreja deve anunciar a esperança. Deve comunicar o mistério do amor de Deus ao homem de hoje". Dom Celli enfatizou que ao mesmo tempo em que comunicamos uma mensagem, levamos comunicamos a nós mesmos. "Há uma dupla dimensão comunicativa: comunicamos também os nossos interesses, nosso estilo de vida. Não podemos ser 'falsos profetas', como diz Jesus no evangelho de Mateus. Não podemos servir a dois senhores". Em nome dos participantes do Encontro, dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão de Comunicação da CNBB, agradeceu as palavras do cardeal, e convidou a todos a sauda-lo com o cântico de parabéns, já que dom Celli é aniversaria hoje. Em seguida, teve início a mesa redonda da manhã, com o tema Pascom: identidade e missão. A cobertura do evento também disponibiliza matérias para televisão e rádio, nas páginas da WebTVRedentor e da Rede Católica de Rádio.

Uma missa e uma videoconferência marcaram a abertura das atividades desta sexta-feira, 20 de julho, do 3º Encontro Nacional da Pascom, promovido pela CNBB no Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP). A missa foi presidida por dom José Moreira, bispo de Itapeva (SP) e referencial para a Comunicação no Regional Sul 1. A celebração ocorreu no auditório padre Noé Sotillo, no subsolo do Santuário.

Em sua homilia, o bispo enfatizou a importância de o cristão ter consciência de viver a ética em seu significado original. "Que possamos crescer na busca de trabalhar com senso crítico, fé e profissionalismo", enfatizou dom José.

Em seguida, por meio de videoconferência, falou aos participantes do evento diretamente de Roma o presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais da Santa Sé, cardeal Cláudio Maria Celli. Ele iniciou sua mensagem, considerando a concorrência que há entre o anúncio da Verdade e o testemunho cristão.

"Para realizarmos uma comunicação eficaz, é preciso considerar um estilo de vida pessoal e institucional. A sociedade atual exige muito de nós, especialmente com seus graves problemas de justiça, da ecologia e da economia. Neste contexto, a Igreja deve anunciar a esperança. Deve comunicar o mistério do amor de Deus ao homem de hoje".

Dom Celli enfatizou que ao mesmo tempo em que comunicamos uma mensagem, levamos comunicamos a nós mesmos. "Há uma dupla dimensão comunicativa: comunicamos também os nossos interesses, nosso estilo de vida. Não podemos ser 'falsos profetas', como diz Jesus no evangelho de Mateus. Não podemos servir a dois senhores".

Em nome dos participantes do Encontro, dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão de Comunicação da CNBB, agradeceu as palavras do cardeal, e convidou a todos a sauda-lo com o cântico de parabéns, já que dom Celli é aniversaria hoje. Em seguida, teve início a mesa redonda da manhã, com o tema Pascom: identidade e missão.

A cobertura do evento também disponibiliza matérias para televisão e rádio, nas páginas web da TV Redentor r da Rede Católica de Rádio.


"A Igreja deve anunciar a esperança. Deve comunicar o mistério do amor de Deus ao homem de hoje", diz dom Celli aos comunicadores

Uma missa e uma videoconferência marcaram a abertura das atividades desta sexta-feira, 20 de julho, do 3º Encontro Nacional da Pascom, promovido pela CNBB no Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP). A missa foi presidida por dom José Moreira, bispo de Itapeva (SP) e referencial para a Comunicação no Regional Sul 1. A celebração ocorreu no auditório padre Noé Sotillo, no subsolo do Santuário.

Em sua homilia, o bispo enfatizou a importância de o cristão ter consciência de viver a ética em seu significado original. "Que possamos crescer na busca de trabalhar com senso crítico, fé e profissionalismo", enfatizou dom José.

Em seguida, por meio de videoconferência, falou aos participantes do evento diretamente de Roma o presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais da Santa Sé, cardeal Cláudio Maria Celli. Ele iniciou sua mensagem, considerando a concorrência que há entre o anúncio da Verdade e o testemunho cristão.

"Para realizarmos uma comunicação eficaz, é preciso considerar um estilo de vida pessoal e institucional. A sociedade atual exige muito de nós, especialmente com seus graves problemas de justiça, da ecologia e da economia. Neste contexto, a Igreja deve anunciar a esperança. Deve comunicar o mistério do amor de Deus ao homem de hoje".

Dom Celli enfatizou que ao mesmo tempo em que comunicamos uma mensagem, levamos comunicamos a nós mesmos. "Há uma dupla dimensão comunicativa: comunicamos também os nossos interesses, nosso estilo de vida. Não podemos ser 'falsos profetas', como diz Jesus no evangelho de Mateus. Não podemos servir a dois senhores".

Em nome dos participantes do Encontro, dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão de Comunicação da CNBB, agradeceu as palavras do cardeal, e convidou a todos a sauda-lo com o cântico de parabéns, já que dom Celli é aniversaria hoje. Em seguida, teve início a mesa redonda da manhã, com o tema Pascom: identidade e missão.

A cobertura do evento também disponibiliza matérias para televisão e rádio, nas páginas WebTV Redentor e da Rede Católica de Rádio.

 


"A Pascom fortalece a comunidade", afirma Ir. Élide

A primeira mesa redonda do 3º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação (Pascom), foi realizada na manhã desta sexta-feira, 20 de julho, no auditório do Santuário Nacional de Aparecida (SP). Coordenada pelo Frei Edgar Alves, o momento foi de reflexão do tema central do evento: "Pascom: identidade e missão". A professora Rosana Borges, da Universidade Estadual de Londrina, apresentou uma exposição sobre os sentidos da comunicação. Em seguida, foi a vez do padre Manoel Filho, da Arquidiocese de Salvador, que apresentou uma reflexão sobre os fundamentos teológicos e da espiritualidade da Pascom.A terceira parte dos trabalhos foi a exposição Como se organiza a Pastoral da Comunicação, feita pela assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, Ir. Élide Fogolari. Ela relatou que existe, para muitas pessoas, uma dicotomia entre pastoral e comunicação. "É importante ter claro que quem está na Igreja, está fazendo missão, e portanto, faz comunicação", explicou a religiosa.A assessora apresentou vários conceitos sobre a Pastoral, entre eles a de que a Pascom explicita a ação do Reino de Deus. "Ela privilegia o homem enquanto sujeito da comunicação", lembrou Élide, que convocou os agentes a realizarem uma cristianização das novas tecnologias de comunicação.Na perspectiva espiritual, em sintonia com o que foi dito anteriormente por padre Manoel, Élide destacou a importância da Palavra de Deus. E do ponto de vista prática, recordou que ações isoladas e fragmentárias não podem ser consideradas como Pascom. "Nossa missão é fortalecer as nossas comunidades, ajudar as demais pastorais a agir no contexto da cultura da comunicação".Durante esta tarde, os participantes do Encontro da Pascom dirigem-se ao subsolo do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, onde participam de seminários teóricos sobre diversos temas. À noite, nos estúdios da TV Aparecida, participam do show com o grupo Cantores de Deus. O programa será transmitido ao vivo, a partir das 20 horas, pelas seguintes emissoras: Rede Aparecida, Tv Nazareth (Belém), TV Horizonte (Belo Horizonte / MG), TV 3º Milênio (Maringá / PR) e exibido em outros horários pela TV Canção Nova e TV Século 21.

Ação "Rio que cresce entre nós" sorteará prêmios para jovens

Acontece na próxima terça-feira, 24 de julho, no Provinciado da Santíssima Trindade, no Ahú, em Curitiba (PR), o sorteio dos quatro prêmios em viagens para os participantes da ação "Rio que cresce entre nós", promovida pela Conferência Nacional dos bispos do brasil (CNBB) do Regional Sul 2 (Paraná).

A ação foi lançada em janeiro deste ano e pensada com o intuito de motivar os jovens das 18 dioceses e Eparquia Ucraniana, que compõem o Regional, a participarem da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio, em 2013, e de arrecadar fundos para a evangelização destes jovens nas dioceses.

A ação consiste na venda simbólica de 10 pães e dois peixes (de papel) dentro de um cupom, que foi distribuído a cada jovem, tendo como fonte de inspiração a passagem da Multiplicação dos Peixes do Evangelho de Marcos (6,30-44). Os cupons foram distribuídos conforme a demanda por pedidos nas dioceses e paróquias do Regional. Pelos 10 pães, foi pedido um valor simbólico de R$ 1,00 e pelos 2 peixes uma contribuição livre. Ao todo, cerca de 50 mil jovens desenvolveram a ação "Rio que cresce entre nós" em todo o Paraná, e mais de 500 mil fiéis deram a sua contribuição financeira, totalizando em mais de R$ 260 mil em arrecadação. O resultado foi satisfatório, pois estes 50 mil jovens, que também se cadastraram pelo site da CNBB, serão orientados e evangelizados com mensagens e informações a respeito da Jornada e de outros temas relacionados à evangelização.

E nesta próxima terça-feira, 24, todos os envolvidos, tanto na venda, como na compra, participarão do sorteio dos quatroprêmios em viagens. O valor arrecadado para a preparação da Pré-Jornada Mundial será divido em 3 partes, sendo distribuído um terço entre as dioceses do Regional, um terço para a secretaria do Setor Juventude do Regional e um terço para reserva de caixa do Regional.

Os sorteios incluem passagens para a Terra Santa e para a JMJ Rio 2013. O Provinciado da Santíssima Trindade fica na Rua Coronel Brasilino Moura, 474, Ahú.


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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 18/07/2012

REFLEXÃO

O conhecimento de Deus é diferente de todas as outras formas de conhecimento das quais o ser humano é capaz. De fato, temos diversas formas de conhecimento, como o racional, o científico, o vulgar e o mitológico, entre outros, que encontram a sua origem na nossa relação com as coisas e as pessoas que conhecemos e que se tornam de alguma forma objeto do nosso conhecimento. Com Deus, a coisa é diferente. A mente humana é incapaz de, por si só, chegar até o conhecimento de Deus. Só conhecemos a Deus porque, no seu infinito amor, ele revelou-se a todos nós. É o amor de Deus que, sabendo que somos incapazes de chegar até ele, vem até nós.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Francisco Javier Hernandez Arnedo, OAR, Bispo de Tianguá - CE
NOTÍCIAS

3º Congresso Missionário Nacional em números

A Igreja reuniu em Palmas-TO, mais de 600 pessoas representantes dos 17 Regionais da CNBB, organismos e institutos missionários, grupos de animação missionária entre eles Infância, Adolescência e Juventude Missionária, leigos, ministros ordenados e a vida religiosa consagrada.

Ao todo se somaram mais de 600, dos quais 25 bispos, 12 diáconos, 319 leigos/as, 152 presbíteros, 98 religiosas/os, e 31 seminaristas.

Para a hospedagem, a arquidiocese de Palmas contou com a ajuda de 282 famílias, 23 paróquias, o Centro Marista de Juventude, o Pensionato Vicenta Maria, a Comunidade Sementes do Verbo e o hotel Lago de Palmas. Cerca de 200 pessoas estavam diretamente envolvidas nas 12 equipes para os serviços de transporte, infraestrutura, liturgia, animação, o bem-estar/saúde, alimentação, credenciamento, acolhida, segurança limpeza e supervisão.

A Igreja se alegra com a resposta positiva de todos, pois o êxito deste evento como a caminhada missionária se dá graças ao dinamismo missionário de cada um/a.

Envio encerra atividades do 3º Congresso Missionário Nacional

As atividades do 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN), iniciadas na quinta-feira, 12, foram encerradas neste domingo, 15, com uma celebração Eucarística de envio com participação dos fiéis paroquianos, envolvendo as famílias de Palmas que abriram suas portas para acolher os congressistas em mais de 23 paróquias e em algumas casas religiosas. 12 equipes de serviço contaram com a ajuda de 200 voluntários. A generosidade foi expressa em um dos banners afixados nos pilares da quadra do colégio: "Igreja que acolhe ama, forma e envia em Missão".

Realizado no Colégio Marista, o Congresso foi estruturado em torno do Caminho, do Encontro, da Partilha, e do Compromisso. A programação envolveu os mais de 600 participantes, desafiados por reflexões, testemunhos e partilhas sobre a Missão num mundo secularizado e pluricultural.

A missa de envio foi presidida por dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo de Palmas e presidente de honra do 3º CMN, que se mostrou satisfeito com a condução dos trabalhos. Concelebraram 25 bispos, 10 diáconos e uma centena de sacerdotes.

Coube a dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário-geral da CNBB, proferir a homilia. "No Evangelho ouvimos que Jesus escolheu os 12 e começou a enviá-los dois a dois. Nos 12 alicerces estamos incluídos, nós e toda a Igreja", destacou dom Leonardo. "Jesus começou a chamar e enviar, dois a dois e isso se perpetua nos séculos. É como se Ele desejasse dizer que a Igreja só tem razão de existir porque é uma Igreja anunciadora, uma Igreja da Palavra, uma Igreja capaz de ir testemunhar dois a dois", disse.

O bispo destacou seu desejo de que todos saíssem do Congresso renovados pelo envio de Jesus. "Que Ele nos envie sempre de novo porque fazemos parte deste povo. Como afirma Paulo aos Efésios, temos de anunciar primeiro a grandeza de sermos filhos e filhas de Deus". Afirmou ainda que devemos ser anunciadores da esperança. "Nós temos a esperança. Vivemos a força do Reino de Deus. Sabemos que Ele está no meio de nós e que fazemos parte como anunciadores do Reino, mas estamos igualmente na expectativa, na firme esperança de que o Reino um dia se realizará completamente". Somos enviados para as diversas realidades, "para os palácios, as 'cachoeiras' da corrupção, onde nós devemos ter a ousadia de mostrar a grandeza do Reino de Deus", alertou o bispo.

Em seguida recordou a temática central do Congresso e pediu para a assembleia repetir o lema: "Como o Pai me enviou, assim eu vos envio" (Jo 20, 21) e o tema: "Discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II". "Às vezes não sabemos, não entendemos, titubeamos, temos receio, mas Ele, na sua Palavra hoje nos envia. Vamos dizer isso à nossa Infância Missionária, aos adolescentes, aos jovens, às nossas famílias e contar para todas as pastorais que Ele continua nos enviando", conclamou do Leonardo.

Diversos símbolos levados na procissão das oferendas recordaram a Missão: velas com as cores dos cinco continentes, o globo, o terço missionário, entre outros objetos. No início da celebração cada congressista recebeu um punhado de sementes de girassol e a passagem bíblica: "Como o Pai me enviou assim eu vos envio" (Jo 20, 21).

Cantos que expressavam motivos missionários eram entoados pela equipe de animação litúrgica. Após a comunhão, o grupo da Juventude Missionária de Palmas apresentou uma dança de ação de graças, seguido da procissão dos representantes dos 17 regionais da CNBB, juntamente com o globo terrestre, símbolo da missão universal.

Ao final, a motivação levantou os congressistas: "Não estava ardendo o nosso coração como os discípulos de Emaús? Agora somos enviados meu irmão, minha irmã. Enviados em Missão, como semeadores. Todos recebemos sementes somos convidados a colocá-las na palma da mão. Como diz o refrão do canto 'as sementes que me deste e que não eram para guardar, pus no chão da minha vida e sobre ele frutificar'. Quantas sementes recebemos nestes dias. Sementes não são para serem guardadas e sim semeadas para que frutifiquem no solo sagrado em que somos enviados".

Com isso, veio a bênção de envio em sintonia com o evangelho do dia. "A missão só tem partida, não tem chegada. A missão começa aqui na terra e só termina no céu, se lá não chegar, a culpa é sua", acentuou dom Pedro Brito chamando atenção para a presença de um bebê com apenas 12 dias. A pequena Manuela Cardoso é símbolo da Missão, da vida em continuidade, pois o envio se perpetua nos séculos.

Um novo cristão católico na casa da Missão do Brasil

Quando teve início o 3º Congresso Missionário Nacional, na tarde do dia 12 de julho, o arcebispo de Palmas, dom Pedro Brito Guimarães, disse a seguinte frase em sua Mensagem de Abertura: "De agora em diante ninguém vai mais chamar Palmas de abandonada, desolada, cidade mais quente e capital evangélica do Brasil, mas de querida, noiva e esposa do Cordeiro redivivo, coração do Brasil missionário". As palavras do arcebispo marcaram o evento que reuniu 562 participantes.

Os dias passaram, e durante o Congresso, encontramos Aderaldo Barros da Silva Filho, 17, da Paróquia de Santa Rita de Palmas. A história do jovem tem algo em comum com as palavras de dom Pedro. Aderaldo foi batizado na Igreja Católica, mas desde os dois anos de idade era protestante da Igreja Assembleia de Deus, seguindo os passos de seus pais e sua avó. "Jamais havia passado pela minha cabeça me tornar católico", contou.

Aderaldo teve uma experiência pessoal com Deus: por influência de amigos, participou de um encontro de jovens da Igreja Católica e foi ali que encontrou uma nova proposta de Deus para sua vida. "Eu tive uma experiência muito forte com o Santíssimo Sacramento que marcou a minha vida, em novembro de 2011. Eu disse para mim mesmo, a partir dali: esse é meu caminho. É aqui que Deus me quer".

Na Igreja Assembleia de Deus, o jovem Aderaldo sentia um vazio que, segundo ele, foi preenchido com a premência da vida em comunidade na Igreja Católica. "Quando eu era evangélico, eu sentia um vazio porque há muitos ensinamentos sem nexo. Eles não te explicam e fica o vazio. E também por pregarem apenas o Antigo Testamento. Eu aprendia muito sobre bem estar financeiro. Na Igreja Católica eu conheci algo diferente: viver e partilhar em comunidade, o que eu não tinha na Igreja Evangélica, pois o pensamento lá não é esse. O pensamento lá é eu e Deus. Já na Igreja Católica eu conheci esse outro lado: eu estou bem, mas eu devo fazer a minha comunidade estar bem. Isso me trouxe aqui".

O chamado de Aderaldo foi apenas o início de uma história que ganhou força e dimensões. Ele não se contentou apenas em ser fiel, mas quis conhecer a Igreja Católica, sua história, e, para isso, contou com a ajuda do padre Fábio Gleiser, seu pároco. "Eu o procurei, ele conversou comigo e passou a me ensinar o catecismo. Decidimos que eu iria entrar na catequese, já que eu havia sido batizado na Igreja Católica, ainda criança. Quando eu ingressei no catecismo, na Escola da Fé, passei a gostar e amar mais a Igreja. Isso me trouxe uma paixão pela liturgia e pelo santíssimo", diz com os olhos lacrimejando.

O despertar da vocação

O estudo do Catecismo é um processo que o jovem irá concluir no fim de 2012. Em janeiro ele irá fazer a Primeira Eucaristia. Depois disso, a caminhada continua. "Eu pedi a Deus e a Nossa Senhora uma maneira de servir. E a maneira me mostrada foi ser vocacionado, servir através do apostolado, da ordenação. Isso me motivou muito. Eu tenho certeza que futuramente eu me tornarei um bom padre, mas sem pressa porque eu tenho bastante tempo para ingressar no seminário, me tornar um padre. Digo sem pressa porque a pressa não nos leva à perfeição".

O 3º Congresso Missionário

O trabalho de organização do 3º Congresso Missionário Nacional, sua realização e a dimensão missionária da Igreja também têm colaborado para o amadurecimento cristão do jovem. "O Congresso marcou. Começou a nos mostrar que a vida em comunidade não é só em nossa paróquia, mas nos dá a oportunidade de conhecer a missão da Igreja em várias regiões do Brasil e até do mundo". Ele também ressaltou que o trabalho missionário "só vem reforçar minha fé e a minha vocação. Vê padres que estão dando sua vida através das missões me mostra que eu estou no caminho certo. Renova minha fé. É um trabalho que nos traz prazer, nos dá satisfação porque a gente adquire experiência através daqueles que já têm experiência".

Completou dizendo que a dimensão missionária "me fez me apaixonar mais ainda pela Igreja porque eu vejo que ela não é apenas aqui, mas no mundo todo com trabalhos de evangelização e sociais que giram em torno das Obras Missionárias".


Pastoral dos Surdos realiza sua 2ª Reunião Anual

Do dia 13 a 15 de julho, estiveram reunidos na cidade de Apucarana (PR), os membros da Coordenação Nacional da Pastoral dos Surdos para a 2ª Reunião Anual. O objetivo do encontro foi agregar todos os membros da Coordenação, composta pelo Professor José Carlos de Oliveira, surdo (Florianópolis/SC), coordenador nacional, Padre Helio de Jesus, surdo (São Luís/MA), assessor nacional da pastoral, Professor Jurandir Junior – ouvinte (Recife/PE), coordenador nacional dos intérpretes católicos, padre Loir de Oliveira, ouvinte (Ponta Grossa/PR), pelo professor Cesar Bacchim, ouvinte (Rio de Janeiro/RJ) – secretário nacional e por Dom Celso Antonio Marchiori, bispo da Diocese de Apucarana.

Dom Celso está à frente da Pastoral como bispo referencial, março de 2011, quando fora chamado pelo então Secretário-Geral, dom Dimas Barbosa. Depois de um ano de posse de dom Celso e com a renovação dos assessores, a segunda reunião foi importante e necessária para avaliar a caminhada dos Regionais (15) cuja atuação da pastoral está nas Igrejas e dioceses.

Diversos acontecimentos da Pastoral estão sendo pensados e organizados, tais como a participação dos jovens surdos na JMJ em 2013, no Rio de Janeiro, e o 16º ENAPAS (Encontro Nacional da Pastoral dos Surdos) e do 6º ENCICAT (Encontro Nacional dos Intérpretes Católicos) em Porto Alegre (RS) nos dias 09, 10, 11 e 12 de janeiro de 2014.A Pastoral dos surdos, presente nas diversas paróquias desde os anos 80/90, vem conquistando espaço eclesial, colocando o surdo como protagonista da evangelização e do seguimento da Jesus Cristo.

De acordo com o secretário Nacional da Pastoral dos Surdos  e dos Intérpretes Católicos, Cesar Bacchim, "além da catequese para os surdos, há um movimento forte de participação dos mesmos nos ministérios leigos e o bonito testemunho do  surdo "ouve" a Palavra de Deus e a pratica, sendo testemunha viva nos ambientes profissionais e familiares. Atualmente há um conhecimento maior sobre essa deficiência tanto pela sociedade em geral, como pela própria Igreja".


Estão abertas as inscrições para o 7º Encontro da Pastoral da Educação

Estão abertas as inscrições para o 7º Encontro Diocesano da Pastoral da Educação, que acontecerá no dia 11 de agosto, na Faculdade Castelo Branco, em Colatina (ES). "Educação, Afetividade e Espiritualidade" é o tema do evento que deve reunir mais de mil educadores.

O palestrante será o professor e cantor Jorge Trevisol. Formado em filosofia, teologia e psicologia, Trevisol tem mestrados em Psicologia e Espiritualidade pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. É também doutor em Educação e autor de livros e CDs.

Inscrições

Educadores, catequistas e jovens, sua participação neste encontro será de grande importância! As inscrições vão até o dia 31 de julho e já podem ser feitas pelo site da Diocese de Colatina (www.diocesedecolatina.org.br). Mais informações no Secretariado de Pastoral pelo telefone (27) 2102 5000.


Frei Carlos assume missão de administrador paroquial

Na noite desta terça-feira, 17 de julho, a Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Forquilhinha (SC), acolheu a visita do bispo diocesano, Dom Jacinto Inacio Flach, que presidiu a Santa Missa realizada na Igreja Matriz, às 19 horas.

Com o templo repleto de fiéis, dom Jacinto confirmou publicamente, junto à comunidade, a nomeação do frei Carlos José Körber como administrador paroquial. O frei está desde 2010 na paróquia. A missa foi concelebrada por ele e pelo vigário, frei Fabiano Kessin.

"O senhor tem todos os poderes para continuar a administrar esta paróquia junto aos freis e todas as equipes e coordenações de pastorais, movimentos e grupos. A Igreja continuará caminhando. Uma das coisas piores que podemos fazer é, em nossas vidas, sermos juízes de nossos irmãos. Isto é algo que não deve fazer parte da vida do cristão. Devemos rezar mais uns pelos outros. Todos nós precisamos da infinita misericórdia do Senhor. Nesta noite quero pedir muitas orações para cada um e cada uma que está aqui. Nossos grupos, movimentos e pastorais precisam de muita oração para ter luz, sabedoria e discernimento. É meu grande pedido dessa noite: que fiquemos unidos na oração, como as primeiras comunidades e na fração do pão – a Eucaristia, e na caridade. Que Deus nos ilumine e nos fortaleça no seu amor e na sua misericórdia", disse o bispo em sua homilia.

A missa tradicionalmente dedicada a Santo Antônio contou com a benção dos pães e das crianças e recordou a memória do bem-aventurado Inácio de Azevedo e companheiros mártires.


CNBB promove encontro para responsáveis de jovens das congregações, novas comunidades e movimentos

A Comissão para a Juventude da CNBB promoverá de 13 a 16 de setembro, em Curitiba (PR), o XVII Encontro de Adultos das Congregações, Novas Comunidades e Movimentos. O objetivo é reunir os responsáveis pelo acompanhamento e assessoria dos jovens. 100 vagas serão disponibilizadas paras as congregações religiosas, 50 para movimentos e 50 para novas comunidades de expressão nacional.

O evento pretende favorecer um importante momento de convivência, formação, intercâmbio em vista da qualidade de serviço pastoral nas mais diversas realidades e organizações.A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) será um dos grandes temas tratados, tendo em vista que este grande encontro com o Papa Bento XVI, no Rio de Janeiro, em 2013, poderá contribuir com o dinamismo da pastoral juvenil que cada expressão já realiza.

Para se inscrever, clique aqui, e veja as demais orientações sobre o encontro.

1- No formulário on-line de inscrição, escolha o tipo de hospedagem2- Em seguida, proceder com o pagamento - o número da conta se encontra no próprio link – enviar o comprovante para o email earjcnbb@gmail.com, para assim validar a inscrição3- Dúvidas sobre as inscrições: Vitor Daumas - telefone: (61) 3222-7761 ou email: earjcnbb@gmail.com4- Dúvidas sobre estrutura, alojamento e translado até o local do encontro: Ir. Círia - telefones: (41) 9927-6436 / (41) 3224-4031 ou e-mail: crb@crbpr.com.br ou iciria@hotmail.com5- Dúvidas em geral: Padre Toninho – telefone (11) 8285-1784; ou e-mail: toninhosdb@gmail.com ou o6- Favor levar algum alimento típico de sua Região para a Festa de Confraternização.7- LEVAR o Documento 85 (Evangelização da Juventude) e o Documento 94 (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil).

Local do encontro

Provincialado da Santíssima Trindade (também conhecido como antigo Cassino Ahú)Rua: Coronel Brasilino Moura, 474 – Bairro: Ahú – Curitiba/PRFone: (41) 3352-2526, Ramal 222.

Como chegar:

A) Do aeroporto Afonso Pena:1- Ônibus Ligeirinho Aeroporto – no tubo dentro do aeroporto ( R$ 2,60) ir até o ponto final (na frente do Palácio do Governo. Ao lado da Prefeitura (rotatória com leão), tem um ponto de taxi. Ir até o ponto de ônibus do lado de cima da rotatória com leão) e ir com o ônibus Marechal Hermes/Santa Efigênia e descer no ponto do Colégio Bom Jesus e andar alguns metros adiante no sentido do Museu Oscar Niemeyer – Museu do Olho. Segue Rua Marechal Hermes e após o sinaleiro tem um posto de gasolina, ir pela rua á direita – Eurípedes Garcez do Nascimento – até o final da rua e descer á esquerda na Rua Brasilino Moura, meio da quadra á esquerda.2- Ônibus Executivo Aeroporto – Sai de dentro do aeroporto (R$8,00) e ir até a rodoferroviária e de lá ir de Taxi ( taxi media R$ 20,00)

B) Da rodoferroviária:

1- De taxi – media de R$ 20,002- Ônibus - caminhar até a praça dos Escoteiros e no tubo ir com o ônibus ligeirinho Campo Comprido até o ponto atrás da Catedral, ir para a frente da Catedral, na praça Tiradentes pegar os ônibus Cabral/Osório ou Mal. Hermes/Sta. Efigênia e descer no colégio Bom Jesus e subir uns metros.

C) De circular dentro de Curitiba:

1- Ônibus Cabral/Osório sai da Praça Osório e passa na Praça Tiradentes2- Ônibus Marechal Hermes/Santa Efigênia. Sai da Praça Carlos Gomes, na frente da Caixa Econômica, passa na Praça Tiradentes3- Do terminal Urbano Cabral: ônibus Cabral Osório sentido Centro. Descer no Colégio Bom Jesus e atravessar a rua.4- Ônibus ligeirinho que vai até o tubo do Museu Oscar Niemeyer: atravessar  a rua e alguns metros tem uma placa como ponto de ônibus. Pegar o ônibus Marechal Hermes/Santa Efigênia ou ir a pé seguindo até o sinaleiro e seguir a rua ao lado direito do posto de gasolina.

D) De carro:

1) Ir até o Museu Oscar Niemeyer (Museu do Olho). Seguir após sinaleiro no posto de gasolina e pegar à direita a Rua Eurípedes Garcez do Nascimento até o final e dobrar no radar eletrônico. Indo pela Mateus Leme vir até o sinaleiro da Brasilino Moura e dobrar à direita.


Assessoria de Imprensa da CNBB
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terça-feira, 17 de julho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 17/07/2012

REFLEXÃO

É comum nós vermos diversas pessoas que participam da vida da Igreja lamentando a incredulidade que existe no mundo moderno e os graves problemas que encontramos na humanidade que são, na maioria das vezes, conseqüências do pecado. Mas nós não paramos para pensar que isso acontece por causa da nossa falta de fé. Se todos nós tivéssemos de fato uma fé verdadeira, esta fé nos lançaria para o trabalho evangelizador e de transformação social ao invés de ficarmos lamentando a situação do mundo. Quem crê sabe que a única resposta plausível para os problemas do mundo se chama Evangelho e, por isso, sempre tem um renovado ardor missionário que o impele constantemente ao trabalho evangelizador.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Augusto Alves da Rocha, Bispo Emérito de Floriano - PI
  • Dom Ângelo Domingos Salvador, OFMCap, Bispo Emérito de Uruguaiana - RS

Ordenação Presbiteral

  • Dom José Song Sui Wan, SDB, Bispo Emérito de São Gabriel da Cachoeira - AM

Ordenação Episcopal

  • Dom Roque Paloschi, Bispo de Roraima - RR
  • Dom Guilherme Antônio Werlang, MSF, Bispo de Ipameri - GO
NOTÍCIAS

Página na internet traz informações da visita do papa ao Líbano

O arcebispo maronita de Haifa e Terra Santa e Bispo de Antioquia, Líbano, dom Paul Nabil O-Sayah,falou em entrevista à Rádio Vaticano sobre as expectativas da visita do Papa Bento XVI  país, programada entre os dias 12 e 14 de setembro próximo. As expectativas são muito grandes devido à situação dos cristãos na região e também ao quadro político atual. O bispo definiu a notícia da visita do Papa ao Oriente Médio como "belíssima", destacando que a sua chegada à região "produzirá um efeito positivo sobre a Igreja e sobre o país em geral".O papa visitará as cidades de Beirute/Harissa, Baabda, Bzommar, Bkerké e Charfet. As informações completas estão na página da internet com as informações sobre a visita de Bento XVI ao Líbano. Para acessá-la, basta clicar aqui.  As páginas do site trazem a reprodução do logotipo, com três elementos fortemente simbólicos: a pomba da paz que segura um ramo de oliveira, o cedro e a cruz. Em árabe, inglês, francês e italiano, estão publicados o programa da visita, a biografia, o pontificado de Bento XVI e dados sobre as Igrejas no Oriente Médio. Também é possível acompanhar a visita nas redes sociais, através dos seguintes perfis:Facebook: lbpapalvisitTwitter: @lbpapalvisitYouTube: lbpapalvisit

Seminário de Bioética termina com pistas de ações práticas para jovens defenderem a vida

No dia 15 de julho, último dia do Seminário Nacional Juventude e Bioética, o dia iniciou com a palestra do assessor da Comissão para a Vida e Família da CNBB, padre Rafael Fornasier. Em sua colocação, o assessor forneceu pistas de ação para que os jovens possam, em sua realidade, levar a postura da Igreja sobre a defesa da vida.

Inicialmente, padre Rafael apresentou como a Igreja tem dado a contribuição quando reforça a Palavra de Deus, o cuidado com o próximo, a educação para a vida e o amor e o protagonismo de todos os católicos nesta defesa. Ao citar a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, do Papa Paulo VI, o sacerdote enfatizou a importância da presença dos leigos e que eles podem falar também em nome da Igreja contra as formas de atentado à vida.

Cultura de morte

Antes de fornecer as pistas de ações concretas aos jovens, padre Rafael traçou um panorama do contexto atual de cultura da morte e citou alguns de seus elementos:

- Ideologia eugenista, em que os "diferentes" devem ser eliminados, com base na teoria de que apenas os "perfeitos" devem viver. Tal concepção fundamentou a ideologia nazista e uma das máximas criadas foi o jargão "Vidas que não devem ser vividas". Inicialmente, favoreceu a eutanásia e, depois, a ideia da superioridade da raça branca.

- Ideologia de gênero: distinção entre o biológico e social. Ou seja, o sexo ou as características físicas com as quais o indivíduo nasceu não determinariam a atuação ou o modo de ser na sociedade.

- Utilitarismo, consumismo, hedonismo: hoje, as questões de bioética estão muito ligadas a estes conceitos no sentido de questioná-los. Tais conceitos apresentam, segundo o assessor, um forte cunho econômico e uma busca de uma liberdade deturpada e de um prazer exacerbado.

O sacerdote apresentou ainda as questões em voga da bioética, como aborto, controle de natalidade (métodos contraceptivos), reprodução assistida e pesquisas com células-tronco. Além destas, o assessor destacou também realidades como a disseminação da Aids, homossexualidade, pesquisa com seres humanos, prostituição, eutanásia, tráfico de pessoas, desequilíbrio ecológico, com o objetivo dos jovens tomarem consciência do seu campo de ação na sociedade atual.

Pistas de ação

"Isso deve nos interpelar a atitudes concretas". Foi com este alerta que o assessor ressaltou a necessidade do protagonismo leigo e de ações efetivas na defesa da vida, como a cobrança juntos aos Três Poderes para que atuem em favor da vida e da família. Neste ponto, o sacerdote apontou como as três esferas parecem não caminhar juntas, como se vê em certos casos, atualmente, com a sobreposição do judiciário sobre o legislativo.

Ao recordar ideias que afirmam ser hipocrisia a proibição do aborto e das drogas porque limitariam uma suposta liberdade, o assessor questionou apontando que, se formos seguir esta linha, também seria hipocrisia ter as leis de trânsito, jáque muitos morrem no trânsito, ou leis punitivas dos assassinatos pois muitos matam todos os dias.

"Nem tudo o que a lei diz para fazer é moralmente lícito".

Foi a partir desta afirmação que padre Rafael Fornasier deu pistas de ação pastoral e social para que todos se empenhem contra as leis abortistas e posturas que violam a vida humana.

Entre as indicações de ações estão a coleta de assinaturas para aprovação do Estatuto do Nascituro; acompanhamento dos procedimentos legislativos e dos julgamentos no STF; criação e promoção de associações de família, pró-vida, juristas (âmbito civil) e de médicos; criação e promoção de comissões de respeito, promoção e defesa da vida; formação de programas de acolhida e acompanhamento em favor da vida (exemplos: CAM, Projeto Raquel, Sonho de Mãe, Fazenda da Esperança).

Um outro ponto de destaque a ser empreendido pelos jovens é a formação contínua, através de documentos e do Catecismo da Igreja, cursos em seminários e  institutos, além de grupos de estudo.

Envio

Com a Santa Missa, presidida pelo presidente da Comissão Episcopal para a Juventude, Dom Eduardo Pinheiro, neste domingo, 15, o Seminário de Bioética chegou ao fim. Conforme apontou Dom Eduardo, a partir deste encontro os jovens são enviados para as suas dioceses, movimentos, pastorais e comunidades para que disseminem todo o contéudo deste final de semana.

Antes da Celebração Eucarística, os jovens tiveram ainda, na manhã deste domingo, um momento final de perguntas e respostas, com a presença de Dom Chomali, Dom Antônio Augusto, Dr.ª Lenise Garcia e da Drª. Alice Teixeira Ferreira, do Departamento de Biofísica da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM), além da apresentação das Comissões para Juventude e para Vida e Família da CNBB e dos Jovens Conectados.


Comissão vai reunir religiosos animadores da evangelização da juventude

De 14 a 16 de setembro a Comissão para a Juventude da CNBB promoverá em Curitiba (PR) o XVII Encontro de Adultos das Congregações, Novas Comunidades e Movimentos. O objetivo do evento será reunir os responsáveis pelo acompanhamento e assessoria dos jovens. Estão disponíveis 100 vagas paras as congregações religiosas, 50 para movimentos e 50 para novas comunidades de expressão nacional. O evento pretende também favorecer um importante momento de convivência, formação e intercâmbio em vista da qualidade de serviço pastoral nas mais diversas realidades e organizações.Clique aqui, e confira as informações gerais para o encontro e faz a sua inscrição.

Rede Celebra promove formação litúrgica em Fortaleza (CE)

A Rede de Animação Litúrgica, conhecida como Rede Celebra, promove esta semana em Fortaleza (CE) um encontro formativo. O evento, que começou ontem, 16 de julho, termina na próxima segunda-feira, na Casa de Maria Auxílio dos Cristãos, das Irmãs Josefinas. Estão presentes 112 representantes dos núcleos de vários lugares do Brasil. Além da formação, o evento comemora os 50 anos da Constituição Sacrosanctum Concilium, retomando o eixo definido pelo Concílio Vaticano II da liturgia como cume e fonte da vida da Igreja."Pela segunda vez esta reunião está sendo fora de Goiás, como decisão da coordenação nacional e desejo do Núcleo Fortaleza em sediar um encontro de formação", disse Ir. Ivani Ferreira Brito, da equipe de coordenação do encontro.Para o dia 21, está prevista também uma missão, quando os participantes serão enviados para assessorar encontros formativos sobre conteúdos litúrgicos em 25 paróquias e comunidades da Arquidiocese de Fortaleza. Para este dia está prevista também a presença de dom Edmar Peron, bispo auxiliar de São Paulo e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia.

Diocese de Campo Maior promove curso de Lideranças Juvenis

O Setor Juventude da Diocese de Campo Maior promove o 3º Curso de Lideranças Juvenis entre os dias 23 e 28 de julho no Centro Diocesano, em Campo Maior (PI). As tendências  juvenis na pós-modernidade estão na pauta do encontro, que terá como assessor o bispo diocesano, dom Eduardo Zielski. O encontro faz parte da preparação dos jovens da diocese para a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho de 2013. O evento é uma iniciativa do Setor Juventude, que é um espaço de articulação e orientação das ações de evangelização para os jovens, respeitando o protagonismo juvenil, a diversidade dos carismas, a organização e a espiritualidade para a unidade das forças ao redor de algumas metas e prioridades comuns (CNBB, Doc. 85, n. 193). Estarão no curso representantes das paróquias e áreas pastorais diocesanas (quatro por paróquia). Os organizadores pede que sejam jovens maiores de 16 anos, com disponibilidade e gosto de trabalhar com a Juventude. O Setor Juventude da Diocese de Campo Maior promove o 3º Curso de Lideranças Juvenis entre os dias 23 e 28 de julho no Centro Diocesano, em Campo Maior (PI). As tendências  juvenis na pós-modernidade estão na pauta do encontro, que terá como assessor o bispo diocesano, dom Eduardo Zielski. O encontro faz parte da preparação dos jovens da diocese para a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho de 2013.  Trata-se de uma iniciativa do Setor Juventude, que é um espaço de articulação e orientação das ações de evangelização para os jovens, respeitando o protagonismo juvenil, a diversidade dos carismas, a organização e a espiritualidade para a unidade das forças ao redor de algumas metas e prioridades comuns (CNBB, Doc. 85, n. 193). Estarão no curso representantes das paróquias e áreas pastorais diocesanas (quatro por paróquia). Os organizadores pede que sejam jovens maiores de 16 anos, com disponibilidade e gosto de trabalhar com a Juventude.

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