sexta-feira, 13 de julho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 13/07/2012

REFLEXÃO

Todo aquele que quer ser discípulo de Jesus deve estar pronto para enfrentar os problemas decorrentes do discipulado. Ser discípulo de Jesus significa não aceitar os contravalores que estão presentes no mundo e que não permitem que haja vida e vida em abundância, mas denunciar esses contravalores como causa de sofrimento e, ao mesmo tempo, anunciar os valores do Evangelho. Ser discípulos de Jesus significa ser profeta da Nova Aliança e arcar com todas as conseqüências do agir profético, ou seja, a perseguição, o sofrimento e até mesmo a morte. A história da Igreja está repleta de mártires, profetas da Nova Aliança que, por acreditarem nos valores do Evangelho, foram perseguidos e derramaram seu sangue como o Cristo.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Liro Vendelino Meurer, Bispo Auxiliar de Passo Fundo - RS

Ordenação Presbiteral

  • Dom Gentil Delazari, Bispo de Sinop - MT
  • Dom Paulo Antônio De Conto, Bispo de Montenegro - RS
NOTÍCIAS

Pastoral nipo-brasileira celebra seu 50º congresso nacional

Ocorre, de 12 a 15 deste mês de julho, o 50º Congresso dos missionários e missionárias da Pastoral Nipo-Brasileira – PANIB, no Brasil. A PANIB é uma associação cívico-religiosa, sem fins lucrativos, fundada em l967, em Londrina-PR, durante uma assembleia nacional e hoje tem sua sede em São Paulo, no bairro Aclimação. O evento está sendo realizado no Centro Pastoral Santa Fé, na capital paulista.

A pastoral nipo-brasileira Integra o Setor Pastoral da Mobilidade Humana da CNBB, congregamdo todos os missionários/as católicos (padres, religiosas e leigos/as) que se dedicam, direta ou indiretamente, à evangelização e catequese junto aos japoneses e seus descendentes ou outros, radicados no Brasil. Anunciar-lhes a Boa Nova, levando-os à comunhão eclesial e à solidariedade humana, é seu grande objetivo.

Para alcançar este objetivo a Panib procura: estimular os missionários/as a integrarem-se no plano pastoral das respectivas dioceses e paróquias; fornecer oportunidades para aprofundarem o conhecimento sócio-político-econômico-cultural e religioso do Brasil; favorecer a vivência espiritual, através de retiros, encontros, reuniões, romarias e outros eventos; e animar a convivência fraterna.

"Como missionários (as) da Pastoral Nipo-Brasileira, seguindo os passos do nosso venerável fundador Mons. Domingos Chohati Nakamura, chegamos ao histórico marco do Congresso Jubilar Nacional da PANIB, evento no qual os missionários se encontram a cada ano para celebrar a alegria da caminhada com o povo, partilhar as muitas e ricas experiências, lutas e vitórias, para matar a saudades e reabastecer-se da força de Jesus no encontro com os irmãos e irmãs", escreve Pe. Antonio Isao Yamamoto, presidente da Associação.

Os principais temas de reflexão durante o Congresso são Comunidade e Juventude, tendo como base as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Estes temas são aprofundados são aprofundados com a reflexão de Dom Júlio Endi Akamine.

O encerramento do Congresso, no domingo, dia 15, ocorrerá com uma Celebração Eucarística de ação de graças pelos 50 anos de caminhada.

A Equipe do Setor Mobilidade Humana da CNBB, parabeniza a Pastoral Nipo-Brasileira em seu 50º Congresso. Receba nossas orações e votos de muitas alegrias em seu apostolado. Que o Espírito de Deus acompanhe e continue abençoando a todos os missionários e missionárias que atuam na PANIB, e que a Mãe Aparecida interceda junto a seu Filho, Jesus, pela grande família japonesa em nosso meio.

 


Começa Seminário Nacional de Juventude e Bioética

Tem início nesta sexta-feira, 13 de julho, as 15 horas, em Brasília o Seminário Nacional de Juventude e Bioética promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude e Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB. Participam do evento, dom Eduardo Pinheiro e dom João Carlos Petrini, respectivamente presidentes das comissões e dom Fernando Chomali,  membro da Pontifícia Academia para a Vida e arcebispo de Concepcion, no Chile.

Confira a programação do encontro:

PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO NACIONAL DE JUVENTUDE E BIOÉTICA

 

SEXTA-FEIRA 13/07/2012

15h00 - Missa - Pe Sávio

16h30 - Missa - Pe Rafael

16h00 - Credenciamento

18h00 - Jantar

19h30 - Abertura Oficial (composição da Mesa –

Dom Petrini, Dom Eduardo, Dom Chomali, Dom

Antonio Augusto, Padre Sávio, Dra Lenise)

20h00 - 1ª Palestra – O sentido do humano na

contemporaneidade (Dom Chomali)

21h00 - Intervalo

21h15 - Perguntas, moderador Dom Antônio

Augusto

22h00 - Apresentação Teatral "O Canto das Irias" –

Comunidade Shalom

22h40 - Encerramento

 

SÁBADO 14/07/2012

08h15 - Animação

08h25 - Introdução à mesa.

08h30 - 2ª palestra - Transmissão da vida e

manipulação genética – F. Moser, Drª. Cláudia e

Dr. Paulo de Tarso Ribeiro, Moderador Márcio

Rojas.

10h00 - Intervalo

10h30 - Perguntas, moderador Márcio Rojas

11h00 - Partilha de experiência – Promotores da

Vida I

11h25 - Intervalo

11h30 - Missa Dom Antônio Augusto

12h30 - Almoço

14h00 - Partilha em grupo por regiões

14h50 - Introdução à mesa.

15h00 - 3ª palestra - Abraçar a Vida e as situações

de sofrimento - Dra. Lenise e Dom Petrini,

moderador Pedro Spinetti

16h00 - Intervalo

16h30 - Perguntas, moderador Pedro Spinetti

17h00 - Partilha de experiência – Promotores da

Vida II

17h30 - Fechamento do dia – Pe Sávio

18h00 - Jantar

19h30 - Atividade cultural– Filme BELLA

 

DOMINGO 15/07/2012

08h15 - Animação

08h30 - Palestra "Pistas de ação" - Pe Rafael

09h00 - Perguntas e Respostas: Dom Chomali, Dom

Antonio Augusto, Dra Lenise Dom Petrini, Pe

Rafael moderador

10h00 - Intervalo

10h30 - Comissões episcopais Juventude – Dom

Eduardo, Vida e Família – Dom Petrini / Pe Rafael

e JMJ – Pe Sávio.

11h30 - Avaliação Final – Dra Milena e Dr Cássio –

CBAm

12h00 - Missa final – Dom Eduardo Pinheiro da

Silva

13h15 - Almoço e despedida.

* programação sujeita a alteração sem aviso prévio


Enviado da Santa Sé fala sobre 3. Congresso Missionário Nacional

O secretário geral da Pontifícia União Missionária, padre Vito Del Prete, participa do 3º Congresso Missionário Nacional que acontece em Palmas (TO) neste fim de semana, desde ontem, 12 de julho, até domingo, dia 15. Acompanhe tudo o que acontece no Congresso clicando no banner que está à direita no site da CNBB.

"Irei deixar a mensagem do prefeito e falarei alguns minutos sobre a missão ad gentes", antecipou. Ele destacou também suas expectativas para o Congresso. "Espero que esse Congresso Missionário dê forte ênfase à Missão Continental, porém, creio que deve-se colocar em relevo a Missão Ad Gentes, fora da América Latina. É importante que as Pontifícias Obras Missionárias se empenhem nesse desejo juntamente com a Comissão Missionária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), senão, jamais a Missão Continental irá acontecer", exortou.

Sobre o tema do 3º Congresso Missionário Nacional, "Discipulado missionário: do Brasil para um Mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II", padre Vito aponta que trata-se de um tema atual, um "belo tema", que abrange bem os problemas enfrentados não só pela evangelização na América Latina, mas também na América do Norte e Europa, que são: secularização, indiferença religiosa, oferta de muitas igrejas evangélicas, como também do budismo, hinduísmo, islamismo, a relativização da religião e do cristianismo. "É necessária uma nova evangelização, não somente para os cristãos, mas também para os não-cristãos", ressaltou.

O secretário também lembrou a figura do beato papa João Paulo II que, em seu pontificado, reafirmou a importância da Igreja na América Latina para o mundo. "Movemos a América Latina e conquistaremos o mundo". Após afirmar as proféticas palavras do então pontífice, padre Vito destacou os frutos que a Igreja Católica na América Latina e no mundo espera da Igreja no Brasil.

"Maior abertura da dimensão missionária para o exterior, mais vocações missionárias e, precisamos de um salto de qualidade porque senão só falamos e não acontece nada. Precisamos sair das palavras". No entanto, advertiu que a "responsabilidade de trabalhar a dimensão missionária ad gentes é da CNBB e das dioceses", e que cabe às Pontifícias Obras Missionárias, que é apenas um organismo do Vaticano, o papel de apoiar as iniciativas.

União Missionária

Uma das quatro Pontifícias Obras Missionárias, a União Missionária, tem o propósito de despertar o zelo apostólico entre os seus membros e, através deles, em todo o povo cristão, incrementando as vocações missionárias e uma melhor distribuição do Clero, valorizando a cooperação entre as Igrejas. Segundo del Prete, esta Obra nasceu também com foco na missão além-fronteiras. "A União Missionária nasceu para que cresça a missão ad gentes no mundo através dos pastores, padres, bispos e leigos", isso porque, "se não formarmos pastores, leigos e religiosos, o povo jamais será missionário", frisou.

Além de secretário geral da Pontifícia União Missionária, padre Vito Del Prete é o editor da Revista Omnis Terra (Toda a Terra) publicação que tem 17 anos e fala sobre missões em cinco idiomas (italiano, inglês, francês, espanhol e português). Aborda temas relacionados à formação, evangelização, à Igreja que sofre em diversos países, metodologia de evangelização, teologia e prática missionária. Del Prete é ainda diretor do Centro Nacional de Animação Missionária da Itália, que também pertencente à União Missionária; desenvolve trabalhos de formação para bispos, formadores de seminário, padres, religiosos, leigos, com o objetivo de formar a personalidade apostólica.


Arquidiocese de Fortaleza lança 5ª. Semana Social Brasileira

Começa nesta sexta-feira, 13 de julho, o seminário de lançamento da 5ª. Semana Social Brasileira (SSB) na Arquidiocese de Fortaleza. O evento é realizado pela CNBB em parceria com os movimentos sociais do Brasil, e debate o tema da SSB "Estado para que e para quem". A democratização do estado é um dos elementos de debate que aglutinará os eixos: Saúde Pública, Educação Pública, Sustentabilidade; Megaprojetos e Convivência com o Semiárido.  O evento contará com a presença do assessor nacional da 5ª. SSB, Cesar Sanson.A realização da 5ª SSB atende a proposta contida nas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que se refere às consequências sociais, no sentido de trabalhar para a vida plena do povo. O Seminário em Fortaleza marca a abertura dos trabalhos da 5ª. SSB, num processo que deve culminar com a realização do evento nacional, em maio do ano que vem. Com informações de Jocasta Pimentel (FM Dom Bosco - Fortaleza/CE)

Tudo pronto para o 3º Encontro Nacional da Pascom

Com o tema "Identidade e Missão", a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB promove entre os dias 19 e 22 de julho o 3º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação (PASCOM). O evento será realizado nas dependências do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). "A todos os que se inscreveram, sejam bem vindos para este momento especial em que vamos desenvolver uma intensa programação, que quer e deseja criar a cultura da comunicação na Igreja no Brasil", declara a Irmã Élide Fogolari, assessora da Comissão e uma das organizadoras do evento. Recordando o beato João Paulo II, Élide lembra a necessidade de levar a mensagem do Evangelho nesta nova cultura gerada pelos Meios de Comunicação Social. "Eles constituem parte central do grande 'areópago' no qual se partilham ideias e se formam os valores e comportamentos". A Comissão Organizadora recebeu um grande número de inscrições, e lembra que àqueles que não a fizeram antecipadamente, poderão fazê-la antes do início do evento em Aparecida, efetuando o pagamento da taxa no valor de 30 reais. Neste caso, no entanto, a hospedagem fica por conta de cada participante.Confira a programação:Dia 19 de julho - Quinta feira16h Credenciamento19h - Cerimônia de aberturaLançamento do Hino e da Logo da Pascom20h - Conferencia de aberturaComunicação e informação: Igreja e sociedadeCarlos Alberto DI Franco – Prof. Jornalista e diretor Internacional de Ciências Sociais da Universidade de NavarraDia 20 de julho - Sexta feira07h30 - Celebração EucarísticaDom Dimas Lara Barbosa, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB8h45 - Mesa Redonda – PASCOM: Identidade e Missão10h30 - Intervalo11h - Plenária12h - AlmoçoDas 14h às 18h - Seminário por interesse 20h - Programação Cultural (TV Aparecida)Dia 21 de julho - Sábado07h30 - Leitura Orante da Bíblia na ótica da comunicação08h30 - Mesa Redonda - PASCOM e a pessoa digital: Possibilidades e contradições10h30 - Plenária12h - AlmoçoDas 14h às 18h - Seminário por interesse20h - Noite JulhinaDia 22 de julho - Domingo08h - Celebração Eucarística no Santuário de AparecidaPreside – Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, Presidente da CNBB09h30 - 5 grupos por Regiões.10h30 Plenário11h30 - Solenidade de encerramento com envio dos discípulos missionários da comunicação

Pastoral dos Nômades publica carta em que exige direitos dos ciganos

De 10 a 13 de julho a cidade de Olinda (PE) recebeu os agentes de pastoral, ciganos e não ciganos, vindos de diversos estados brasileiros, para a Assembleia da Pastoral dos Nômades. O objetivo do encontro foi a partilha das experiências, oração e planejamento de atividades. De acordo com o diretor executivo da Pastoral, padre Wallace do Carmo Zenon, foi firmada uma parceria com a Comunidade Obra de Maria para um trabalho de evangelização juntos aos circenses e ciganos, a partir do estado de Pernambuco."Este momento da Assembleia é muito rico para nossa caminhada de agentes da Pastoral, que nos anima e nos dá força para continuarmos nossa missão de ser presença de Igreja junto ao povo cigano, circense e parquistas", afirma padre Wallace. Também esteve presente no evento o bispo referencial da Pastoral dos Nômades, dom José Edson Santana Oliveira. É ele quem assina a chamada "Carta de Olinda", fruto do encontro, e que reproduzimos na íntegra a seguir: CARTA DE OLINDA – PE Por ocasião da 25ª Assembleia Nacional da Pastoral dos nômades, Pastoral ligada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizada em Olinda, PE, seus membros, ciganos e não-ciganos, reunidos decidiram encaminhar a Carta de Olinda aos diversos setores da sociedade brasileira no intuito de dar visibilidade à Pastoral e à causa dos ciganos.Entendemos que é dever do Estado Brasileiro cuidar do bem estar de todos os cidadãos, sem distinção de cor, sexo, credo ou etnia, o que inclui os ciganos, que aqui chegaram desde o início da colonização portuguesa.É fato que os ciganos são excluídos da sociedade como um todo e, assim sendo, não tiveram oportunidade de se desenvolver como grupo humano, como etnia, menos ainda como seres portadores de direitos individuais. Como sanção pelo simples fato de terem nascido ciganos, lhes foram cerceados direitos básicos universais como o acesso à educação, saúde, cultura, moradia, segurança e até mesmo direito de ir e vir.Devido à omissão das autoridades competentes, a Pastoral dos Nômades, entidade da Igreja Católica, vem em socorro deste Povo mostrando à sociedade os valores, costumes e tradições da família cigana, valores estes que na sociedade não-cigana, declinam a passos largos.A Pastoral dos Nômades espera que os gestores públicos, levando-se em consideração os costumes e tradições ciganas, cumpram suas funções no que rege a:1.    Direito à Moradia;2.    Direito à Educação;3.    Direito à Saúde;4.    Direito à Segurança;5.    Reconhecimento de sua cidadania.Por fim, nunca é demais lembrar que os ciganos estão resguardados no que rege o Artigo 5º da carta Magna deste país, o que torna o direito destes um dever do Estado.Como Pastoral da Igreja Católica, assumimos o compromisso de continuarmos sendo os primeiros a levar adiante a bandeira da defesa incansável do povo cigano, defendendo sua unidade familiar, seus valores e sua cultura como um todo. Convidamos aos homens e mulheres de boa vontade a caminhar conosco nesta estrada cigana! Que o Beato Zeferino, Mártir Cigano, nos inspire, anime e interceda por esta nossa jornada. Olinda (PE), 13 de julho de 2012. DOM JOSÉ EDSON SANTANA OLIVEIRABispo referencial da Pastoral dos Nômades do Brasil

10 anos de ordenação episcopal de dom Jacinto

Dom Jacinto Bergmann, presidente da Comisssão Episcopal Pastoral Bíblico-catequética da CNBB celebra o d~ecimo ano do seu episcopado. A Arquidiocese de Pelotas (RS) está em clima de festa e se prepara para  essa celebração. Sua ordenação episcopal ocorreu no dia 14 de julho, na Catedral São Francisco de Paula, pelas mãos de Dom Jayme Henrique Chemello.

Para comemorar essa data, a arquidiocese está preparando uma celebração eucarística de Ação de Graças para esta sexta-feira, 13 de julho, a partir das 18h30min. Após a cerimônia haverá um momento de confraternização na frente da Catedral Metropolitana de São Francisco de Paula (havendo tempo bom) ou nas dependências da catedral (havendo tempo ruim). Por ocasião da data, dom Jacinto declarou que ao longo desses dez anos de trabalho episcopal procurou viver o lema que assumiu ao ser ordenado bispo: "In Nomine Trinitatis" ("Em nome da Trindade"). Para o arcebispo, cada dia dessa experiência foi possível perceber que a missão episcopal praticamente se resume na construção da unidade à luz da Trindade. "Por isso, a convicção que possuo hoje é total: fazer juntos é divino! Louvo a Deus pelos 10 Anos de Ordenação Episcopal. Agradeço a todos que me ajudaram a viver o In Nomine Trinitatis. Renovo novamente o meu Eis-me aqui, Senhor!".

(lema presbiteral) para ser um simples operário da vinha do Senhor". Episcopado Foi ordenado bispo na Catedral São Francisco de Paula, em Pelotas, por Dom Jayme Henrique Chemello, no dia 14 de julho de 2002. No dia 15 de junho de 2004, o Papa João Paulo II, nomeia, Dom Jacinto como bispo da Diocese de Tubarão, em Santa Catarina. De 2002 a 2004 foi o bispo responsável pelas Comunicações Sociais do regional Sul 3 da CNBB. Desde 2004 foi o coordenador da Comissão Episcopal Bíblico-Catequética e Missionária do regional Sul-4 da CNBB. Em âmbito nacional, de 2007 até 2011 foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB. Dom Jacinto Bergmann, foi nomeado pelo Papa Bento XVI, para bispo da Diocese de Pelotas no dia 1º de julho de 2009, sucedendo a Dom Jayme Henrique Chemello, ex-presidente da CNBB. Tomou posse da diocese no dia 27 de setembro de 2009. No dia 13 de abril de 2011 o Papa Bento XVI o elevou a dignidade de arcebispo, data da criação da Província Eclesiástica de Pelotas. No dia 11 de maio de 2011 foi eleito Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, período a concluir-se em 2015. Dom Jacinto Bergmann, sexto filho de Antônio e Regina Bergmann, nasceu em Alto Feliz, Rio Grande do Sul, no dia 29 de outubro de 1951. Após seus estudos primários em sua terra natal, de 1957 a 1963, ingressou no Seminário Menor São José, da Arquidiocese de Porto Alegre, em Gravataí. Foi ordenado sacerdote no dia 30 de outubro de 1976, na capela Bom Jesus do Carmelo de São Leopoldo.


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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 12/07/2012

REFLEXÃO

A vida de quem é discípulo de Jesus consiste em fazer as obras do reino de Deus para manifestar a sua presença no meio dos homens. É deixar de lado as suas próprias obras para que, como enviado por Jesus, realize as obras de Deus. Para que isso seja possível, o discípulo de Jesus não deve colocar a sua confiança nos bens materiais, mas em Deus, que tudo proverá para que a sua obra seja coroada de êxito. Com essa confiança em Deus, o discípulo de Jesus deve procurar estar atento a tudo o que acontece ao seu redor, para que não perca nenhuma chance de fazer o bem aos que necessitam dele e possa ser, também, um promotor da paz.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom José González Alonso, Bispo de Cajazeiras - PB
  • Dom Erwin Kräutler, CPPS, Bispo Prelado de Xingu - PA

Ordenação Presbiteral

  • Dom Célio de Oliveira Goulart, OFM, Bispo de São João del Rei - MG
  • Dom Angélico Sândalo Bernardino, Bispo Emérito de Blumenau - SC
  • Dom Friedrich Heimler, SDB, Bispo de Cruz Alta - RS
  • Dom Bernardo Johannes Bahlmann, OFM, Bispo de Óbidos - PA

Ordenação Episcopal

  • Dom Serafim Faustino Spreafico, OFMCap, Bispo Emérito de Grajaú - MA
NOTÍCIAS

O adeus ao Cardeal Eugênio de Araújo Sales

Cardeais, bispos, religiosos, autoridades políticas, civis e militares deram, nesta quarta-feira, adeus ao Cardeal dom Eugênio de Araújo Sales. A Missa de exéquias foi realizada na Catedral Metropolitana. A celebração foi presidida pelo arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, e concelebrada pelo núncio Apostólico do Brasil, dom Giovanni d'Aniello, e também pelos Cardeais: dom Raymundo Damasceno Assis, dom Odilo Pedro Scherer, dom Cláudio Hummes, dom Geraldo Majella Agnelo, dom Eusébio Scheid e dom José Freire Falcão, além de dezenas de bispos e sacerdotes, muitos dos quais ordenados por dom Eugênio. Também estavam presentes os familiares do cardeal.

Na homilia, dom Orani destacou aquilo que foi verdadeiramente a coroa de glória de dom Eugênio como batizado, como sacerdote e como bispo: sua conformidade com Nosso Senhor Jesus Cristo."É este o ideal que todos nós, leigos ou clérigos, em qualquer função que sejamos chamados a desempenhar, devemos ter continuamente diante dos olhos e que somos chamados a buscar sem cessar. (...) Foi esse o segredo de todas as suas atividades sociais, culturais, religiosas e de sua incansável fidelidade à Igreja e à sua doutrina."

Ao final da celebração, o Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, expressou seu pesar pelo falecimento de dom Eugenio Sales."Ele desempenhou um papel relevante na vida da Igreja no Brasil e no mundo. Numa palavra, Dom Eugênio realizou plenamente o seu lema episcopal, inspirado no texto da Segunda Carta de Paulo aos Coríntios: 'Gastarei e desgastarei toda a minha vida por vós' (II Cor 12,15)."

Sob aplausos, após a Missa, o corpo de dom Eugenio de Araújo Sales foi conduzido à cripta da própria Catedral, onde foi sepultado. Cardeais, bispos e familiares de dom Eugênio permaneceram diante do túmulo e, com grande emoção, entoaram o cântico Salve Rainha. Após o sepultamento, o espaço permaneceu aberto ao público, para orações.


Bispos brasileiros recordam Dom Eugênio

Vários Bispos de todo o Brasil manifestaram pesar pela morte do Cardeal Eugênio de Araújo Sales.O Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP), anunciou que participa nesta quarta-feira do velório e sepultamento do Cardeal Eugênio. O velório foi realizado nesta quarta-feira, 12 de julho, na Catedral do Rio de Janeiro, com missa de corpo presente às 15h, e em seguida, o sepultamento.

O arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, recorda dom Eugênio como "um Pastor que amou profundamente a Cristo e sua Igreja e, por ela, se dedicou inteiramente. Seu testemunho de homem da Igreja também marcou profundamente a Igreja no Brasil".

O arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, pede a todos os fiéis que elevem preces a Deus pelo seu descanso eterno, afirmando que o arcebispado rende seu tributo de gratidão àquele "que aqui trabalhou e que tanto amou esta terra e esta gente".

O arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira Rocha, ressalta o legado inesgotável de dom Eugênio, "servidor da Justiça, comprometido com a promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, especialmente, dos mais necessitados e excluídos".

A presidente Dilma Rousseff emitiu, nesta terça-feira, 10 de julho, uma nota de pesar pelo falecimento de Dom Eugênio. Ela afirma que o Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro "deixa seu nome inscrito na história da Igreja Católica pelo relevante papel que desempenhou em toda a sua vida".

Leia a nota:

"O cardeal Dom Eugenio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro, deixa seu nome inscrito na história da Igreja Católica pelo relevante papel que desempenhou em toda a sua vida. Em sua trajetória, a preocupação social sempre esteve associada ao trabalho eclesiástico, como bem sintetizam as Campanhas da Fraternidade, uma de suas iniciativas, que marcam a ação da igreja em todo o Brasil. Neste momento de pesar, levo minha solidariedade ao povo do Rio de Janeiro e a todos os admiradores, familiares e amigos de D. Eugenio."


JMJ Rio 2013: abertas inscrições para a Feira Vocacional

Estão abertas, até o dia 31 de agosto, as inscrições para que congregações, movimentos e comunidades religiosas possam ter um espaço na Feira Vocacional da Jornada Mundial da Juventude Rio2013. A Feira, que será montada ao lado de um dos mais conhecidos pontos turísticos cariocas - o Pão de Açúcar – vai abrigar 80 estandes individuais e 20 balcões para exposição conjunta. Os organizadores explicam que a escolha dos inscritos obedecerá alguns critérios, como  presença ativa no Brasil e em outros países e classificação da instituição dentro do Código de Direito Canônico. Os movimentos que não possuem reconhecimento pontifício ou diocesano também poderão se inscrever, mas só serão selecionados após a escolha das entidades canonicamente regularizadas.Além dos estandes da Feira Vocacional, os arredores da praça General Tibúrcio, na Urca, abrigará também uma praça de alimentação, um palco e quatro tendas para celebrações de missas. "Essas tendas poderão ser usadas pelos padres que não tiverem tido a oportunidade de celebrar a eucaristia com seus grupos", informou padre Arnaldo Rodrigues, um dos diretores do Setor de Preparação Pastoral. Ele também explicou que os palcos serão destinados a shows católicos e pregações.Ao centro da praça, o projeto da Feira Vocacional prevê uma tenda para adoração ao Santíssimo. Além disso, 20 confessionários estarão à disposição dos sacerdotes. A Feira Vocacional é uma iniciativa que, segundo padre Arnaldo, tem como objetivo "proporcionar ao jovem um encontro com o Senhor, talvez em uma vocação mais específica". Para padre Leonardo Lopes, que é o responsável direto pela organização da Feira, esse "é um momento muito importante, porque é uma oportunidade especial para os jovens se perguntarem o que Deus espera da vida de cada um deles".As congregações, movimentos e comunidades religiosas que se interessarem em expor o seu carisma aos futuros visitantes, seja em um dos estandes, seja nos balcões de exposição conjunta, podem se inscrever através do e-mail feiravocacional@rio2013.com ou através da ficha de inscrição que está disponível no portal oficial da JMJ Rio2013.

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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 11/07/2012

REFLEXÃO

Nós devemos ter sempre a convicção de que, se fomos chamados para trabalhar no Reino de Deus, foi Jesus quem nos chamou. Outras pessoas podem até ter participado deste chamado, mas forma instrumentos nas mãos de Jesus para que esse chamado acontecesse. E porque foi Jesus quem nos chamou, é da obra dele que participamos. Não temos o nosso próprio projeto e nem participamos de projetos de outras pessoas, mas na verdade, nos inserimos no projeto do próprio Jesus. Com isso, não realizamos a nossa obra, mas a obra daquele que nos chamou e não agimos pelo nosso próprio poder, mas agimos pelo poder daquele que nos chamou e nos enviou para a realização do seu projeto de amor.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Serafim Faustino Spreafico, OFMCap, Bispo Emérito de Grajaú - MA

Ordenação Presbiteral

  • Dom Teodoro Mendes Tavares, CSSp, Bispo Auxiliar de Belém do Pará - PA
NOTÍCIAS

Nomeado novo arcebispo para Passo Fundo

O Santo Padre, o papa Bento XVI nomeou na manhã de hoje, 11 de julho, um novo arcebispo para a arquidiocese de Passo Fundo (RS). O nome designado pela Santa Sé foi o de dom Antonio Carlos Altieri, o atual bispo na diocese de Caraguatatuba (SP).

Nascido aos 18 de outubro de 1951, na cidade de São Paulo (SP), foi ordenado sacerdote em 17 de dezembro de 1978, sagrado por dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, e teve sua ordenação episcopal em 28 de outubro de 2006.

O novo arcebispo é conhecido por sua atuação em prol dos jovens. Em outubro de 2007, dom Antonio Carlos Altieri foi confirmado bispo assessor responsável do Setor Juventude do regional Sul 1 (São Paulo) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Para ele, a "Juventude é o rosto da Igreja".

Com uma vida acadêmica bastante vasta, o bispo é professor de diversas disciplinas como Filosofia, Psicologia, Ciências Físicas, Biológicas, Matemática, e até de piano. E de reconhecimento Pontifício, é bacharel em Teologia e licenciado em Ciências da Educação.

O lema de dom Antonio Carlos Altieri é "Nós acreditamos no amor".


Saudação ao novo arcebispo de Passo Fundo

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) saúda dom Antônio Carlos Altieri, nomeado pelo Papa Bento XVI, nesta quarta-feira, 11 de julho, para ser o novo arcebispo de Passo Fundo (RS). Atualmente, dom Antônio exercia o pastoreio da diocese de Caraguatatuba (SP).

Salesiano, diretor, formador e professor em várias instituições de sua congregação, além de ter sido Inspetor da província salesiana de São Paulo, dom Antonio Carlos foi nomeado bispo de Caraguatatuba pelo Papa Bento XVI em 26 de julho de 2006. Ele escolheu como lema do seu episcopado uma frase cheia de esperança: "Nós acreditamos no amor".

Empenhado na evangelização, dom Altieri dá particular importância ao desafio representado pelo trabalho com a juventude. "Os clérigos precisam estar mais próximos dos jovens. Um dos grandes desafios é a transparência, o testemunho para que os jovens não se decepcionem", disse, recentemente, na assembleia do regional Sul 1 da CNBB, durante painel sobre o trabalho pastoral com a juventude.

Ele assume uma arquidiocese recebe, com alegria, o novo pastor. Nós nos unimos a todas comunidades de Passo Fundo para acolher dom Altieri e enviamos nosso abraço, cheio de gratidão, ao arcebispo emérito, dom Pedro Ercílio Simon. Desejamos que o ministério do novo arcebispo seja cheio de fruto e o bispo emérito seja abençoado em sua nova fase de vida de dedicação na Igreja.


"Dom Eugênio desempenhou papel relevante na vida da Igreja no Brasil e no mundo", afirma dom Damasceno

Cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, que esteve em retiro com o clero da arquidiocese de Aparecida (SP), divulgou nota de condolência pelo falecimento de dom Eugênio Sales. O velório do Cardeal está sendo realizado na catedral metropolitana do Rio de Janeiro e segue até as 15h desta quarta-feira, 11 de julho, quando haverá o sepultamento na sob a crípta.

Leia a Nota:

 

Como Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, e Arcebispo da Arquidiocese de Aparecida, desejo manifestar  ao povo de Deus da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro na pessoa de seu Arcebispo, Dom Orani João Tempesta, e aos familiares, profundo pesar pelo falecimento do Cardeal Eugênio de Araújo Sales.

Deus seja louvado pelo dom de sua  vida e pelo fecundo ministério episcopal do querido irmão Dom Eugênio de Araújo Sales.

Dom Eugênio desempenhou papel relevante na vida da Igreja no Brasil e no mundo: foi o iniciador da Campanha da Fraternidade; do Movimento de Educação de Base – MEB, que através da rádio, alfabetizou grande quantidade de pessoas, sobretudo, no nordeste brasileiro. Foi membro do Conselho Permanente da CNBB, como representante do Regional Leste 1 do Estado do Rio de Janeiro e presidente do Departamento do Celam para Ação Social.  Colaborou estreitamente como membro de diversos Dicastérios da Cúria Romana,  com dois Papas, Paulo VI que o nomeou cardeal,  e com João Paulo II,  a quem acolheu, em suas visitas apostólicas, por três vezes, na cidade do Rio de Janeiro. Dom Eugênio participou de diversos Sínodos dos Bispos, e foi um dos três Presidentes do Sínodo Especial  para a América.

Grande devoto de Nossa Senhora Aparecida, Dom Eugênio foi membro por vários anos  da Comissão Pró-Santuário Nacional. Iniciou e incentivou a Romaria anual da Arquidiocese do Rio de Janeiro ao Santuário de Aparecida, que continua até hoje e se tornou a maior romaria diocesana no Brasil.

Numa palavra, Dom Eugênio realizou plenamente o seu lema episcopal, inspirado no texto da II Carta de Paulo aos Coríntios: "Gastarei e desgastarei toda a minha vida por vós" (II Cor 12,15).

Como o Apóstolo pode dizer: combati o bom combate até o fim e espero da misericórdia de Deus o prêmio eterno reservado àqueles que O amam e O servem nesta vida.

 

Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida, SP

Presidente da CNBB


"Palmas, pulmão missionário do Brasil"

O arcebispo de Palmas (TO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom Pedro Brito, nutre o forte desejo de que o 3º Congresso Missionário Nacional, evento que tem início em Palmas nesta quinta-feira, 12 de julho, e segue até domingo, 15, "inspire a Igreja a sair deste Congresso respirando um novo ar missionário". Justamente pensando nisso que ele escreve seu último artigo nas vésperas do evento.

"Palmas, pulmão missionário do Brasil". Este é o tema do texto que faz refletir sobre a importância da dimensão missionária para animar a Igreja a olhar para fora, a levar a Palavra de Deus até os confins do mundo, como bem exortou Jesus Cristo no Evangelho. "Como o pulmão, principal órgão do aparelho respiratório, a missão exerce, na Igreja, função semelhante. Assim como acontece com o pulmão no corpo, a Igreja respira e vive com o pulmão da missão", compara o arcebispo.

 

Leia o artigo:

 

Aqui, em Palmas, ultimamente, só se respira missão. Durante o processo de preparação para o 3º Congresso Missionário Nacional, convencionamos chamar Palmas de "Casa da Missão do Brasil". É que todos os caminhos missionários do Brasil apontam para Palmas. Conseguimos, mesmo às duras penas, colocá-la no mapa da missão. Agora, na reta final da contagem regressiva, faltando apenas três dias para a abertura do referido Congresso - tempo de respiro, de suspiro e de transpiro -, vamos agora trabalhar com outra imagem: "Palmas, pulmão missionário do Brasil".

Perdoe-me a minha ignorância, mas concretamente, não me recordo de alguém que já comparou a missão da Igreja como a de um pulmão no corpo da maioria dos vertebrados. Paulo falou do corpo (1Cor 12,12). Santa Teresinha disse que a Igreja tem um coração e que este coração é o amor. Se alguém ainda não fez esta comparação, a faço agora, com toda liberdade e humildade. Como o pulmão, principal órgão do aparelho respiratório, a missão exerce, na Igreja, função semelhante. Assim como acontece com o pulmão no corpo, a Igreja respira e vive com o pulmão da missão. A missão oxigena, filtra, purifica, elastece, dilata e faz circular os bens da salvação para o pleno funcionamento do corpo eclesial.

Das quatro notas ou propriedades da Igreja - a unidade, a santidade, a catolicidade e a apostolicidade – embora, nesta ordem, venha no último lugar, a apostolicidade é a sua primeira nota: a Igreja é una na missão, santa na missão, católica na missão e apostólica na missão. A Igreja existe em função da missão; caminha com os pés da missão; fala com a língua da missão; pensa com a teologia da missão; age com as mãos da missão; ama com o coração da missão; se alimenta com o pão e o vinho da missão; se posiciona e se direciona com o "GPS" da missão; navega, se conecta e se comunica com a "internet" da missão; e enfim, respira, suspira e transpira com o pulmão da missão.

O ar puro, limpo e sadio da harmonia, da sintonia e da unidade, proveniente do sopro da vida do Espírito Santo, que renova a face da terra, passa por este pulmão chamado missão. Para percorrer o mundo e cumprir o mandato missional de Jesus: - "como o Pai me enviou, assim eu vos envio" (Jo 20) -, a Igreja precisa deste pulmão limpo, sadio e em pleno funcionamento. Neste sentido, assim se expressou recentemente o papa Bento XVI: "o dinamismo missionário vive - e vive somente - se existe a alegria do Evangelho, se estamos na experiência do bem que vem de Deus e que deve e quer se comunicar".

Esperamos que o sopro de vida do Espírito Santo inspire a Igreja a sair deste Congresso, em Palmas, para o Brasil, sem fronteiras, respirando um novo ar missionário.

*Dom Pedro Brito é arcebispo de Palmas e presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB


Presidente Prudente recebe Congresso Nacional do ECC

São esperados mais de mil participantes de todo o país para o XX Congresso Nacional do Encontro de Casais com Cristo (ECC), marcado para os dias 13 a 15 de julho em Presidente Prudente (SP).  O evento vai discutir as mudanças no documento nacional do ECC e será um momento de partilha das experiências realizadas pelo movimento em todo o Brasil. O bispo de Presidente Prudente e assessor eclesiástico nacional do ECC, dom Benedito Gonçalves dos Santos, avalia que o tema escolhido para o Congresso deve colaborar para reflexões profundas sobre a base do trabalho do movimento. "O tema 'Família, projeto de Deus' vem lembrar que a família não é um projeto humano. 'Prudente é o homem que edifica sua casa sobre a rocha', é o nosso lema, um trocadilho para colocar o nome da cidade-sede do Congresso em pauta. Isso porque nosso desejo é ensinar que só tem firmeza o homem que tem como seu alicerce Jesus Cristo, para vencer as tentações e dificuldades do mundo moderno". Dom Benedito esteve nesta terça-feira, 10 de julho, com o prefeito da cidade, Milton Carlos Caetano, a quem levou o convite para visitar o Congresso. O prefeito avalia que trata-se de um evento muito importante, "que irá render muitos frutos sendo transmitidos para todo o resto do Brasil". O mesmo convite foi entregue também na Câmara de Vereadores da cidade. De acordo com o casal coordenador geral do Congresso, Gerson Miguel de Tilio e Isabel Cristina de Tilio, o evento é o momento maior onde toda a estrutura do ECC se reúne. "É uma oportunidade única para definir as possíveis mudanças do documento nacional do ECC através de uma Assembleia e, ainda, disseminar por meio de painéis experiências positivas de uma determinada diocese", afirma Gerson. Também participará do encontro o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da CNBB, padre Wladimir Porreca.O ECC foi fundado em 1970 pelo padre Afonso Pastore, na Igreja Nossa Senhora do Rosário, em São Paulo. Sete anos depois, os idealizadores do projeto realizam o primeiro Congresso, sediado na paróquia onde o ECC nasceu. Em uma carta escrita em 1983, o padre fundador do projeto escreve que "o ECC é algo incorporado à Vida da Igreja. A ela cabe alimentá-lo, podá-lo e difundi-lo". Com informações do blog do Congresso (http://eccnacional2012.blogspot.com.br/)

Bote Fé na Vida mobiliza 250 cidades na contagem regressiva para a JMJ Rio 2013

Esporte, saúde, fé e qualidade de vida integrados. Estes são os objetivos do "Bote Fé na Vida", corrida e caminhada que vai movimentar simultaneamente 250 cidades de todo o Brasil no domingo, 22 de julho. Em cada cidade, os participantes vão percorrer a distância de 5 Km e marcar a contagem regressiva de um ano para a abertura da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013, marcada para os dias 23 a 28 de julho de 2013. A iniciativa do "Bote Fé na Vida" é da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pelo Comitê Organizador Local (COL) da JMJ. Em cada cidade, há também apoiadores locais, que colaboram para a viabilização do evento.No Rio de Janeiro o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer, pretende reunir 28 mil pessoas nas 14 cidades onde o evento vai acontecer. As inscrições no Rio podem ser realizadas gratuitamente até o dia 20, ou até atingir o limite através do site www.rio2013.com.  "A JMJ é um dos eventos mais importantes no extenso calendário que o Rio de Janeiro tem para os próximos anos. Não tenho dúvidas de que este evento, que reúne esporte e fé, e que marca a contagem regressiva para o maior evento católico do mundo, será um sucesso", afirma o governador do Rio, Sergio Cabral.  Os participantes farão a doação de 1 quilo de alimento não perecível, e receberão o kit de participação. Na cidade do Rio de Janeiro, o local escolhido foi a Praia de Copacabana, com expectativa de 10 mil pessoas. "Queremos a participação de toda a família. Nossa intenção é incentivar os jovens para a vida saudável e despertar o esporte como canal de prevenção às drogas e promoção de saúde", afirma dom Orani João Tempesta, presidente do COL e arcebispo do Rio."Esta corrida surge como uma extensão do tema da Campanha da Fraternidade deste ano, sobre saúde pública, e exalta a importância da prática de esporte para manter a qualidade de vida", afirma o diretor executivo do setor Pré-Jornada do COL, padre Jefferson Gonçalves de Araújo.No estado do Rio de Janeiro, confira a seguir a lista das cidades e locais de concentração dos participantes:Angra dos Reis: Escola Naval  Barra do Piraí: Catedral de Sant'AnaCabo Frio: Praia do ForteCampos dos Goytacazes: Catedral São SalvadorGuapimirim: Praça MatrizItaperuna: Avenida CentralNova Friburgo: Praça da Catedral de São JoãoNova Iguaçu: Catedral de Santo AntônioPetrópolis: UCP – Relógio FloresRio de Janeiro: Praça do Lido - CopacabanaSão João de Meriti: Prefeitura de São JoãoMangaratiba: Praia do Saco  Teresópolis: Igreja Matriz de Santo AntônioValença: Praça de Nossa Senhora da Glória

Coordenadores da Pastoral Familiar visitam a CNBB

No dia 11 de julho, os vice-coordenadores da Pastoral Familiar nacional, e coordenadores da Pastoral Familiar do Regional Sul 4 (Santa Catarina) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), visitaram a sede da CNBB. O casal, Volnei Exterkoetter e Marivone Exterkoetter, esteve em Brasília para participar do 10º Encontro Nacional da Pastoral Familiar – promovido pela Comissão para a Vida e a Família – e falou à nossa reportagem sobre o evento e a instituição da família no Brasil.

Casados há 30 anos e pais de dois filhos adultos com 27 e com 25 anos, o casal "Exterkoetter", ao se engajar em movimentos católicos em prol da família dizem que estão "cumprindo a sua missão". "Trabalhar, enaltecer e promover a família e a vida é uma coisa que está impregnada dentro de nós. Nada nos realiza mais que lutar pela família e tentar colocar para as novas gerações um futuro melhor", disse a esposa, Marivone Exterkoetter.

De acordo com eles, três coisas não podem faltar no lar: o amor, o diálogo e a fé. "O amor cura tudo. Pais e mães que pregam no lar com amor, com certeza os filhos não vão precisar de ir aos psicólogos", brinca Marivone. Para ela, o amor desde o ventre, é de vital importância, "é o acolhimento à vida dentro do ventre materno".

O casal revela que é por meio do diálogo que resolvem muitas situações entre pais e filhos, e se "fazendo presente nos momentos importantes". "Apesar dos filhos estarem estudando e trabalhando, sempre tiramos tempo para nos encontrar. Às vezes esperávamos chegarem da faculdade, tomávamos um café, e perguntávamos 'como foi o dia', 'como estão as coisas no trabalho'. Esses momentos passavam segurança, e mesmo com as atribulações do dia-a-dia, aquilo os fortalecia", recordou Volnei Exterkoetter.

"Quando estamos juntos à mesa, além de ser um momento de encontro, é também um momento de oração. Damos as mãos, e agradecemos pelo dia, pelo alimento, e pedimos por todas as famílias que não tem o pão de cada dia", relata Marivone.

A metodologia utilizada durante o encontro foi a de que cada regional apresentaria um resultado positivo de ações tomadas, assim como uma meta para o futuro. "O nosso regional conseguiu organizar todos os setores e a estrutura, da coordenação da Pastoral Familiar, do setor formação incluindo comunicação. Conseguimos ter essa estrutura para atender melhor a Pastoral Familiar no regional sul 4", partilhou Volnei.

O esposo de Marivone ainda fala sobre os desafios que seu regional –Sul 4 – terá de enfrentar. "Nós temos como meta trabalhar em todo regional, de 2010 a 2015, a família como prioridade. Para isso elencamos três metas: formação de agentes, implantar a Pastoral Familiar em todas as dioceses, ou fortalecer, se já tiver; e a terceira meta é criar o setor vida e família em todo regional", revelou.

Sobre o encontro, ambos revelam ter sido muito positivo por ter reunido vários regionais, e que consideram que a família está sem uma direção correta da sua verdadeira missão. "Vimos a riqueza que há no Brasil, de trabalho com a família. Muitas luzes e coisas boas que estão acontecendo. Apesar da dificuldade que a família passa, há muita esperança. Ficou no coração a certeza que vale a pena lutar", declarou Volnei.

10º Encontro Nacional da Pastoral Familiar

O evento foi realizado de 06 a 08 de julho, na sede da Cáritas, em Brasília, promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF) da CNBB. Nesse encontro estiveram presentes os casais que são coordenadores regionais das pastorais familiares de todo o Brasil, bem como alguns bispos referenciais e assessores. O encontro promoveu uma partilha de experiências dos trabalhos realizados e desafios futuros da ação evangelizadora pela Família nos regionais da CNBB.


CBJP promove encontro da Rede de Comissões de Justiça e Paz

Será de 25 a 27 de julho o 13º Encontro da Rede Brasileira de Comissões de Justiça e Paz, promovido pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado à CNBB. O evento será na Casa de Retiros Assunção, em Brasília (DF), e vai reunir representantes destas comissões e entidades afins de todo o país. A pauta do encontro inclui a celebração dos 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II, os trabalhos da Comissão da Verdade, instalada pela Presidência da República em maio deste ano. Os participantes também deverão refletir sobre as eleições municipais deste ano, à luz da temática da 5ª Semana Social Brasileira.

27ª Assembleia da Pastoral Familiar da Arquidiocese de Curitiba aprova as orientações para os encontros de noivos

Aconteceu no dia 1° de julho na Faculdade Bagozzi, em Curitiba (PR), a 27ª Assembleia Arquidiocesana da Pastoral Familiar promovida pela Comissão Família e Vida. A Assembleia trouxe para a discussão junto às lideranças pastorais da Arquidiocese a aprovação das orientações do documento para os Encontros de Preparação de Noivos ao Matrimônio.

O documento é resultado de um estudo de pelo menos três meses do Setor Pré-Matrimônio acerca da preparação matrimonial, somada à experiência da equipe com os noivos, acumulado em 15 anos. Pela primeira vez na história da diocese, foi organizado um documento de autoria arquidiocesana para os Encontros de Noivos, ou seja, formulado a partir da realidade local da Igreja, em consonância com o plano da ação evangelizadora.

Cerca de 300 lideranças da Pastoral Familiar, entre líderes de movimentos e sacerdotes, participaram da assembleia e da plenária de encerramento. Esteve presente também o coordenador arquidiocesano da Ação Evangelizadora, padre Rivael de Jesus Nacimento.

O evento foi iniciado com a santa missa às 8 horas, presidida pelo bispo auxiliar e referencial da Comissão Família e Vida, Dom João Carlos Seneme. Após a Missa e o café da manhã, teve início no auditório uma palestra formativa e metodológica sobre o tema "Preparação de noivos, oportunidade de evangelizar", assessorada pela coordenação da assessoria pedagógica do Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar (INAPAF), o casal Eunides Lugnani e João Bosco. Após a palestra, os agentes reuniram-se em grupos para a análise das orientações do documento, que foi concluída com a plenária no fim da tarde.

A palestra situou a atuação da Pastoral Familiar na Igreja do Brasil e o trabalho de preparação de noivos nas atividades do Setor Pré-Matrimônio. "Tudo isso existe para anunciar a Boa Nova, para prestar um serviço de apoio à família, para que, a partir da sua realidade, ela possa se desenvolver com dignidade e formar as novas gerações conforme o plano de Deus", concluiu João Bosco, reafirmando que o casal é a base de uma família, célula primeira e vital da sociedade.

O trabalho da Pastoral Familiar junto aos casais na atual conjuntura não é tarefa fácil, opina o casal, principalmente diante do amadorismo que ainda é frequente na formação dos noivos. "Em nossas andanças por este imenso Brasil, presenciamos dioceses que ainda resistem à atuação da Pastoral Familiar. Uma barreira que dificulta na missão de seus agentes para com a grande prioridade pastoral da Igreja, que é a família", salienta o casal. E sem uma família respeitada e estável, "não pode haver organismo sadio e uma verdadeira comunidade eclesial", segundo o papa João Paulo II, em mensagem proferida no ano de 1991 aos bispos brasileiros, em Minas Gerais.

Mesmo diante dos atuais desafios da Pastoral Familiar, a coordenação da Comissão Família e Vida da Arquidiocese, Janete e Afonso Schionteck, mantem-se otimista e empenha-se no trabalho de evangelização das famílias. "Queremos fortalecer a Igreja com a formação da célula fundamental da sociedade. Apresentam-se diante de nós, não problemas a resolver, mas oportunidades para evangelizar", observou o casal que avaliará o documento e o encaminhará para ser publicado pelo arcebispo, Dom Moacyr Vitti, no 2º semestre deste ano. "A partir daí, iniciaremos o processo de formação dos agentes para apoiar as paróquias e setores na implantação dos encontros de noivos seguindo as orientações aprovadas na Assembleia". Para a formação destes agentes, a Comissão Família e Vida conta com o seu núcleo de formação, a Escola Sagrada Família, que oferecerá formação conforme a demanda.


Delegação de São Paulo parte para o 3º Congresso Missionário Nacional

A Delegação do Conselho Missionário Regional Sul 1 (São Paulo) da CNBB, composta por 71 integrantes entre bispo, assessores e lideranças da animação e ação missionária, já está de malas prontas para participar do 3º Congresso Missionário Nacional - CMN, que se realiza entre os dias 12 e 15 de julho, em Palmas (TO), e tem como tema "Discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II".

A delegação paulista conta com a presença do presidente do Comire, dom Vicente Costa e da coordenadora estadual, Maria de Fátima da Silva. Em entrevista, dom Vicente Costa falou sobre suas expectativas em relação ao Congresso. "Espero que o 3º CMN traga uma renovação no ardor missionário da Igreja do Brasil, particularmente para as Igrejas particulares que compõem o Regional Sul 1. Cada vez precisamos viver o mandato do Senhor Jesus e evangelizar de forma nova e autêntica", afirmou o bispo.

Dom Vicente falou ainda sobre o 32º Encontro Missionário Estadual que vai acontecer de 24 a 26 de agosto, na diocese de Jundiaí (SP): "procuraremos repassar a experiência do 3º CMN para mais agentes da animação e ação missionária a nível regional!".

Dom Vicente também comentou sobre a visita que fez recentemente à Amazônia: "estou voltando da visita missionária aos nossos missionários e missionárias do Regional Sul 1 que trabalham na Amazônia (Tefé e Boa Vista) e desejo que o 3º CMN reforce o Projeto Missionário Norte 1 - Sul 1", concluiu.

A maioria das pessoas que compõem a delegação paulista viaja nesta quarta-feira, dia 11. Os alojamentos da delegação de São Paulo serão nas paróquias Nossa Senhora Aparecida (Taquaralto) e Nossa Senhora das Mercês (Bela Vista).

O Congresso Missionário Nacional é promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em parceria com as Pontifícias Obras Missionárias (POM) e a arquidiocese de Palmas, e pretende reunir cerca de 600 pessoas de todo o Brasil. Seu objetivo geral é assumir a dimensão universal da Missão, neste mundo secularizado e pluricultural, guiados pelo Espírito, a serviço do Reino, à luz do Concílio Vaticano II e da caminhada da Igreja na América.


Cinquentenário da Diocese será celebrado com bolo gigante

Fiéis católicos irão comemorar o aniversário da Diocese de Juazeiro (BA) com um bolo de 50 metros, no próximo dia 21 de julho. A festa em celebração do cinquentenário ocorrerá na data em que a Igreja local foi criada pelo papa João XXIII, em 1962. O lugar escolhido para a comemoração será a paróquia do Cosminho, no centro da cidade, que receberá neste mesmo dia a imagem peregrina de Nossa Senhora das Grotas.

Segundo padre José Filipe Pulpayil,  coordenador do evento e pároco , a comemoração  será iniciada com uma carreata no bairro Castelo Branco, de onde a imagem será trazida para o centro da cidade até a igreja do Cosminho. Logo após os fiéis participarão de uma Santa Missa marcada para as 19h. O bolo será montado em frente ao templo, onde, ao final da celebração, o povo irá cantar os parabéns para a Diocese jubilanda.

O ato acontece em sintonia com as comemorações do Jubileu de ouro da Igreja diocesana de Juazeiro, que será encerrado no próximo dia oito (8) de setembro durante a festa de N. Sra. das Grotas, padroeira da cidade e da Diocese.

Para custear o Bolo uma rifa está sendo vendida na paróquia do Cosminho e por vários movimentos católicos de Juazeiro. O bilhete custa apenas R$ 2,00 e o prêmio para o sorteado será um metro de bolo. Mas para ganhar o presente o felizardo terá que se fazer presente no local da festa.


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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 09/07/2012

REFLEXÃO

O Evangelho de hoje nos mostra que não existe problema que não tenha solução verdadeira quando nos aproximamos de Jesus. Tanto o chefe que se aproxima de Jesus reconhecendo a morte da sua filha, mas acreditando que a imposição das mãos de Jesus lhe devolverá a vida quanto a mulher que, depois de 12 anos de enfermidade, reconhece que basta tocar a barra do manto de Jesus que ficará curada foram atendidos. A palavra que Jesus disse à mulher vale para todos nós: devemos ter coragem, pois a nossa fé nos salva. Devemos acreditar em Deus e enfrentar, com confiança nele, todos os nossos problemas, pois ele está ao lado de quem crê.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Francisco José Zugliani, Bispo Emérito de Amparo - SP
  • Dom Alcimar Caldas Magalhães, OFMCap, Bispo de Alto Solimões - AM
  • Dom Redovino Rizzardo, CS, Bispo de Dourados - MS

Ordenação Episcopal

  • Dom Julio Endi Akamine, SAC, Bispo Auxiliar de São Paulo - SP
NOTÍCIAS

Cartaz da CF 2013 é apresentado na Expocatólica

Foi apresentado na noite de sexta-feira, 6 de julho, na ExpoCatólica, em São Paulo, o Cartaz da Campanha da Fraternidade 2013, que tem como tema "Fraternidade e Juventude", e lema: "Eis-me aqui, envia-me!" (Is 6,8). Realizada no auditório Cantareira, do Expo Center Norte, a cerimônia contou com a presença de bispos, autoridades civis, sacerdotes, religiosos, jornalistas e empresários.

Para o arcebispo de São Paulo, Cardeal dom Odilo Pedro Scherer, o cartaz faz um apelo ao jovem para um maior envolvimento na CF 2013 e na preparação da Jornada Mundial da Juventude Rio2013. "O cartaz coloca em evidência a jovialidade e a alegria. Existem muitos problemas no mundo, mas os jovens olham para frente. E eles têm o direito de olhar com esperança para o futuro. Eu acredito que a Campanha da Fraternidade será uma grande contribuição para que os jovens recebam uma resposta aos seus sonhos" disse o Cardeal.

Segundo o Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro da Silva, o tema da CF 2013 reforça a opção da Igreja pela juventude."Tendo como referência a cruz de Jesus Cristo, o cartaz traz, em primeiro plano, uma jovem que demonstra alegria em resp0nder ao chamado que Deus lhe faz. A Igreja acredita nessa disponibilidade da juventude, nessa resposta do jovem que encontra na sua comunidade a abertura, a provocação e a oportunidade para um serviço à Igreja e à sociedade", disse Dom Eduardo.

O diretor geral das Edições CNBB, Padre Valdeir Goulart disse que o lançamento oficial será realizado em agosto, em Brasília, junto com o texto base e os subsídios. "Como o cartaz já estava pronto, porque os bispos o escolheram no mês passado, decidimos apresentar na ExpoCatólica, especialmente aos meios de comunicação e aos empresários", disse o sacerdote.A Feira se encerra domingo, dia 8. Vários estandes apresentarão suas empresas e produtos no segmento religioso, no ExpoCenter Norte.

A JMJ Rio2013 também está presente no evento, com as novidades para 27ª Jornada Mundial da Juventude. Durante o evento, foram apresentados detalhes da feira em 2013 - que será no Rio de Janeiro, dias antes da JMJ - palco da realização do "Bote Fé Brasil", evento oficial na JMJ Rio 2013. O "Bote Fé" é realizado pela CNBB todos os meses nas dioceses por onde passam os Símbolos da JMJ, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora.

Em 2013, os dois eventos juntos, a ExpoCatólica Rio e Bote Fé Brasil ocuparão 200 mil m² do Centro de Exposições Riocentro, tendo início dentro da programação oficial da Semana Missionária e se estendendo para os dias da Jornada.


Seminário Nacional sobre juventude e bioética

Dra. Cláudia Maria de Castro Batista, do Instituto de Biociências da UFRJ, faz palestra no Seminário Nacional de Juventude e Bioética promovido pelas Comissões Episcopais Pastorais para Vida e Família e para a Juventude, da CNBB. O evento será realizado esta semana, de 13 a 15 de julho, em Brasília e é mais um passo de preparação para a Jornada Mundial da Juventude de 2013.

De acordo com o comitê organizador as principais publicações de apoio, aprofundamento e formação em bioética sugeridos para os temas que o seminário abordará são: Questões de Bioética, Estudos da CNBB n. 98, Edições da CNBB; A Dignidade da Vida Humana e as Biotecnologias, Brasília: Edições da CNBB, 2005.

A Agência de notícias ZENIT entrevistou uma das especialistas que estará na mesa de palestrantes do evento, a professora-adjunta da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), Dra. Cláudia Maria de Castro Batista, pós doutorado na Universidade de Toronto.

Publicamos a entrevista feita pela Agência ZENIT:

ZENIT: Por que a senhora está num seminário de bioética? Qual é a sua relação com a área? Qual será a sua contribuição nesse seminário?

Dra. Claudia: Fui convidada pala Dra. Lenise Garcia que também participará deste Seminário. Desde o julgamento da ADIN contra a Lei de Biossegurança aprovada em 2005 comecei a me interessar pela área. Nesta época acabava de retornar ao país após um postdoc na Universidade de Toronto (onde me especializei em biologia das células tronco) e o então Procurador Geral da República, Dr. Claudio Fonteles convidou-me para participar do debate público no STF sobre as pesquisas com células tronco embrionárias humanas.

Minha contribuição nesse seminário seria propiciar o debate que envolve o avanço da Ciência e a proposta de novas técnicas na área da Biotecnologia que devem se conciliar com o fato de que a vida humana é um direito fundamental. Pretendo mostrar um pouco o atual estado da arte nas Pesquisas com Células Tronco,  o seu objeto de estudo e a importância na Medicina Regenerativa, e fazer uma rápida análise bioética sobre a manipulação celular, de gametas e embriões humanos nestas pesquisas que se levam a cabo.

ZENIT: Esse seminário está destinado a qual público?

Dra. Claudia: Está voltado para o público em geral mas especialmente aos jovens e líderes como preparação para a Jornada Mundial da Juventude em 2013.

ZENIT: Alguém que não tem formação médica tem capacidade para entender as questões bioéticas?

Dra. Claudia: Sim. Acredito que um bioeticista tem que ter uma boa formação antropológica, filosófica e estar interado das questões biomédicas quanto à ética nas pesquisas e aos procedimentos em pacientes que, como seres humanos, devem respeitar e valorizar cada pessoa humana como um todo.

ZENIT: Na sua opinião, quais são os principais problemas que a bioética afronta no Brasil?

Dra. Claudia: Em termos de Ciência e Biotecnologia, aqui chegam os problemas já enfrentados no resto do mundo, principalmente a pesquisa envolvendo embriões humanos e as técnicas de fertilização assistida. No campo da saúde pública há ainda toda uma escola com princípios onde o ético seria "o bem comum social", valorizando o coletivo acima do pessoal, o que leva a inúmeros erros, ou ainda uma ética utilitarista onde tudo se justifica em favor do coletivo.

ZENIT: A bioética é algo propriamente e exclusivamente da Igreja Católica? É algo só do dogma católico, que diz que é proibido matar, discriminar... ou é algo humano, racional?

Dra. Claudia: Não é algo católico nem criado por católicos.  O termo Bioética começou a ser usado amplamente a partir do livro lançado em 1971, "Bioética: Ponte para o Futuro", do biólogo e oncologista americano Van R. Potter. Nasceu da necessidade de se deslocar a discussão acerca dos novos problemas impostos pelo desenvolvimento tecnológico, de um viés mais tecnicista para um caminho mais pautado pelo humanismo, superando a dicotomia entre os fatos explicáveis pela ciência e os valores estudáveis pela ética.

ZENIT: Por que devemos respeitar o embrião humano?

Dra. Claudia: Penso que há um consenso quando se pensa que se deve respeitar todo e qualquer ser humano a partir do primeiro momento da sua existência. A discussão hoje é questionar que momento é este, embora a embriologia tenha desde o século XIX demonstrado com muita segurança o momento da fecundação como o marco para o início do desenvolvimento de um novo indivíduo da espécie humana. É importante ressaltar que esta questão nunca havia sido levantada até que se começou o congelamento de embriões em clínicas de fertilização assistida. Estes embriões, criados com a única finalidade de procriação, foram sendo acumulados e, na procura de um destino para eles, aventou-se a possibilidade de utilizá-los para pesquisas. O embrião humano nunca foi e nunca será um material biológico trivial.

ZENIT: Algumas pessoas acusam os católicos de se preocuparem muito com as vidas delas, com os "seus" úteros, com os "seus" filhos, etc. Realmente a Igreja católica tem o interesse de "infernizar" as pessoas com os seus dogmas e doutrinas? Ou toda reflexão bioética é para um melhor desenvolvimento e progresso da sociedade?

Dra. Claudia: O valor da vida humana é um valor universal, não depende do tempo nem da cultura de um grupo social. A reflexão bioética se faz necessária quando, por exemplo, não está claro para legisladores e cientistas, que o progresso da ciência em si não justifica qualquer procedimento, mesmo que este traga benefícios futuros para a coletividade. É fundamental ter como princípio o benefício também para o embrião, uma vez que este é primeiramente um ser humano e não apenas material biológico.

ZENIT: Há hospitais no Brasil que "fabricam" o filho que a pessoa quiser ter, com a cor dos olhos, da pele, o sexo, etc... porém, fazem isso à custa da morte de vários embriões. Se o embrião é um bebê no estágio inicial, não será uma monstruosidade o que fazem nesses hospitais?

Dra. Claudia: Daí a absoluta necessidade de formar a opinião pública no sentido de reconhecer que não há outros marcos no desenvolvimento além do momento da fecundação. Qualquer outro evento apontado é aleatório. Por exemplo, o aparecimento do sistema nervoso. Não existe um momento ou evento único que marque o aparecimento do sistema nervoso ou do cérebro. Para que o primórdio deste surja são necessárias no mínimo duas semanas. Portanto, respeita-se a vida humana a partir da fecundação ou não a respeitaremos nunca.


Está chegando o dia do 3. Congresso Missionário Nacional

Com o tema "Discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II" e lema "Como o Pai me enviou, assim eu vos envio (Jo 20, 21)", Palmas (TO) sedia nos dias 12 a 15 de julho, o 3º Congresso Missionário Nacional, evento que deve reunir 600 pessoas de todas as regiões do país.

Realizado pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) e demais forças missionárias da Igreja Católica no Brasil: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB); Conselho Missionário Nacional (Comina) e Centro Cultural Missionário (CCM), o 3º CMN tem por objetivo preparar as lideranças missionárias para o 4º Congresso Missionário Americano (CAM 4) que também é o 9º Congresso Missionário Latino-Americano (Comla 9), que serão realizados em Maracaibo, Venezuela, em 2013.

Outra reflexão importante e central durante o evento brasileiro será o mundo secular e pluricultural em que vivemos hoje e o papel da dimensão missionária nessa nova realidade. Segundo o presidente da Sociedade dos Catequetas Latino-americanos, irmão Israel José Nery, é preciso rever práticas enquanto Igreja essencialmente missionária. "Diante da realidade do mundo em mudança é preciso, sem dúvida, rever em profundidade o significado de missão e de evangelização e, consequentemente, de discípulo missionário", diz Nery que contribui para a reflexão acerca do tema para o Instrumento de Trabalho do evento.

O presidente da Comissão Episcopal para a Animação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Sérgio Arthur Braschi destaca a sua importância do 3º CMN para a Igreja no Brasil. "O 3º CMN é de suma importância para a nossa Igreja. Ele se insere nas preocupações da Igreja como forma de transmissão da fé para as novas gerações de famílias e novas comunidades desse nosso mundo secular e pluricultural", sublinha.

Já o arcebispo de Palmas (TO) dom Pedro Brito Guimarães, presidente de honra do evento, deixa sua mensagem lembrando-se dos preparativos que ainda há pela frente. "Estamos em contagem regressiva para este grande evento que será um divisor de águas para a Igreja no Brasil, portanto, Conselhos Missionários Regionais, Conselhos Missionários Diocesanos, paróquias, congregações, associações, vamos nos organizar para os últimos preparativos deste Congresso. Ele, sem dúvida será um encontro para fortalecer questões que precisam ser evidenciadas na Igreja no Brasil", destaca.

Durante os quatro dias de Congresso serão ainda abordados temas como o discipulado no Brasil e no mundo; as contribuições do Concílio Vaticano II para a dimensão missionária, 50 anos após a sua realização e, o discipulado missionário ad gentes (além-fronteiras) no Brasil e no mundo.

Para o diretor nacional das POM, padre Camilo Pauletti, o evento é um tempo propício para a troca de experiências missionárias, para observar como a dimensão missionária acontece em todas as regiões do país e além-fronteiras, bem como para conscientizar mais sobre a importância das missões. "O encontro vai possibilitar a união de forças missionárias da Igreja no Brasil, vai criar um novo ardor e uma nova força para todos os trabalhos missionários, assim como nos levará a celebrar e fazer com que os participantes tenham a oportunidade de partilhar seus testemunhos e voltar para casa mais animados".

ParticipantesTodos os regionais têm pelo menos uma vaga por diocese. Regionais menores até duas vagas. Quase 300 dioceses têm a oportunidade de enviar pelo menos um representante que se envolve nas bases com a dimensão missionária, seja coordenador de Conselhos Missionários Regionais (Comires); Diocesanos (Comidis) e Paroquiais (Comipas). A escolha é feita pela coordenação missionária do Regional. Também participarão representantes de organismos, institutos, congregações missionárias, além de convidados de países do continente americano, ex-diretores das POM e instituições que apoiam as Pontifícias Obras Missionárias.

História O 1º Congresso Missionário Nacional foi realizado em Belo Horizonte (MG), de 17 a 20 de julho de 2003, em preparação aos Congressos Missionário Americano (CAM 2) e Latino Americano (Comla 7) na Guatemala. O local desse evento fez lembrança à celebração do 5º Congresso Missionário Latino-americano (Comla 5), que aconteceu de 18 a 23 de julho de 1995. Nesta ocasião refletiu-se sobre os fundamentos trinitários da Missão, a gratuidade da Missio Dei, o protagonismo dos pobres, o papel das pequenas comunidades e a articulação missionária da grande comunidade. O impulso do tema geral expressava o testemunho tocante e profético da Igreja da Guatemala e de toda América Central: "Anunciar o evangelho da paz a partir da pobreza, da alteridade e do martírio". Os compromissos do evento podem ser resumidos em três palavras-chaves: gratuidade, comunidade, projeto.

Já o 2º CMN aconteceu em Aparecida (SP) e refletiu o tema "Do Brasil dos batizados ao Brasil de discípulos missionários sem fronteiras" e o lema "Igreja no Brasil: escuta, segue e anuncia" com o objetivo de assumir a "natureza missionária", guiados pelo Espírito, a serviço do Reino, à luz do Documento de Aparecida em vista do Cam 3 - Comla 8, realizado em Quito, capital do Equador.

As reflexões se deram em torno das diversas perspectivas do discipulado-missionário entre paróquia missionária, missão continental e missão ad gentes. Fez-se memória dos 40 anos da Conferência de Medellín, onde os participantes encontraram o DNA da missionariedade latino-americana, a partir da opção pelos pobres. Aprofundou-se o sugestivo tema do CAM 3 – Comla 8, "Missão ad gentes como missão para a humanidade", à luz do ensinamento do Vaticano II.


Casais se preparam para 20º Congresso Nacional do Encontro de Casais com Cristo

Entre os dias 13 a 15 de julho, será realizado em Presidente Prudente, o 20º Congresso Nacional do Encontro de Casais com Cristo (ECC), realizada a cada quatro anos. Para o evento, são esperados cerca de 1.000 congressistas, vindos de todas as regiões do País. Os participantes se reunirão no Campus II da Unoeste, para discutir mudanças no documento nacional do ECC e conhecer projetos desenvolvidos pela Igreja.

O tema escolhido para o Congresso 'Família, projeto de Deus', foi selecionado para levar as famílias à reflexão e para lembrar que a "família é um projeto de Deus", como mencionou o bispo diocesano, dom Benedito Gonçalves dos Santos, envolvido com o projeto desde 1991.

Conforme publicado no blog oficial do congresso (eccnacional2012.blogspot.com.br), dom Benedito Gonçalves – que também é assistente eclesiástico do Conselho Nacional do ECC –, explicou que o lema 'Prudente é o homem que edifica sua casa sobre a rocha', é um trocadilho para colocar o nome da cidade-sede do Congresso em pauta. "O lema é uma passagem bíblica – Matheus, capítulo 7 e versículo 24 –, que ensina que só tem firmeza o homem que tem como seu alicerce Jesus Cristo, para vencer as tentações e dificuldades do mundo moderno", citou o bispo.

Para o casal que compõe a equipe de direção do Congresso, Joaquim Madalena e Maria Aparecida de Jesus, casados há 35 anos e residentes em Ceilândia, cidade próxima a Brasília, o congresso é uma oportunidade para casais se aprofundarem nas reflexões do evangelho, e uma forma de aprimorarem suas atuações na diocese.

"O Encontro de Casais com Cristo é um serviço da igreja, com o congresso esperamos que haja o aperfeiçoamento desse serviço no Brasil", disse Joaquim Madalena que, junto com sua esposa, está engajado em serviços em prol da família desde 1981. Ainda de acordo com Joaquim Madalena, a participação no movimento ECC "melhora a harmonia conjugal, a educação dos filhos, e cria vínculos com a comunidade paroquial". "O casal que passa pelo encontro, está preparado para atuar na paróquia e está inserido de fato na comunidade paroquial", afirmou.

DVDs

Para aqueles que não puderem participar pessoalmente do 20º Congresso Nacional do ECC, a organização colocará a disposição para venda, seis DVDs com todas as atividades realizadas durante o evento.

De acordo com o blog oficial do evento, quem adquirir o material terá acesso às imagens da recepção dos congressistas no evento, missas, espiritualidades, palestras, protocolo de abertura, inclusive, inclusive, a íntegra dos 18 painéis que serão apresentados aos congressistas. A expectativa dos organizadores é de que sejam vendidas aproximadamente 1.000 cópias, quantidade necessária para arcar com os custos da produção.


Regional Centro-Oeste sedia encontro da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil

Está acontecendo desde terça-feira (03/07) o encontro da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB), do Regional Centro-Oeste, na cidade de Goiânia. O objetivo do encontro é atualizar a proposta formativa e desenvolver a atenção aos novos meios de comunicação, que de maneira intensa passam a integrar a vivência dos formandos.

 

No encontro estiveram presentes 21 formadores vindos das seguintes dioceses: Uruaçu, Brasília, Goiás, São Luís dos Montes Belos, Palmas, Formosa e do Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney, em Goiânia.

Com o auxílio e reflexão da irmã Joana Terezinha Puntel, que está trabalhando o tema "A Era da Comunicação na Formação Presbiteral", verificou-se a importância de estar inserido na comunicação e assim gerar vias de diálogo.

"No mundo da comunicação, hoje, somos chamados a alargar nosso olhar para incluir os novos "rostos" que são os jovens, num protagonismo diferenciado. O novo sujeito traz consigo a exigência de novos métodos de aprender, de ensinar, de perceber a fé", disse irmã Joana.


50 mil na Romaria da Aparecidinha

Milhares de pessoas participaram da Romaria de Aparecidinha, em Sorocaba (SP) neste domingo (8). O evento foi marcado por uma procissão de retorno da imagem de Nossa Senhora Aparecida, que saiu da Catedral da cidade para a igreja do bairro Aparecidinha.

Antes da caminhada, uma missa foi celebrada. Uma multidão lotou os corredores da igreja. Muitas orações e cânticos durante a manhã de sol e de baixas temperaturas. Na Praça Coronel Fernando Prestes, no Centro da cidade, milhares de romeiros aguardavam a saída.

O Arcebispo Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues comandou os devotos e contou que o evento cresce a cada ano. Neste ano, a romaria completa 113 anos. Depois da missa, a imagem de Aparecida saiu da igreja carregada em um andor todo enfeitado.

Durante a procissão, houve várias paradas pela cidade. Em uma ponte da rua XV de Novembro, uma queima de fogos de quase 15 minutos encantou os romeiros. De acordo com a organização, a multidão era de quase 40 mil pessoas, que percorreram 16 quilômetros. No primeiro dia do ano a imagem da padroeira do Brasil é levada novamente para a catedral.


Diocese de Criciúma sedia reunião dos bispos do Regional Sul 4

A Diocese de Criciúma acolhe hoje segunda-feira, 09 de julho, os bispos das outras nove dioceses da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Regional Sul 4 (Santa Catarina). Os bispos serão recepcionados durante todo o dia na residência do bispo da Diocese de Criciúma, dom Jacinto Inacio Flach. Dentre os objetivos da vinda, estão a reunião dos bispos da CNBB Sul 4 e a reunião do Conselho Regional de Pastoral (CRP), formado por bispos, padres e leigos que conduzem as dioceses e as coordenações regionais e diocesanas de movimentos, organismos e serviços de pastoral.

Os bispos que estarão presentes são: dom Wilson Tadeu Jönck – arcebispo de Florianópolis e Presidente da CNBB Regional Sul 4; dom Augustinho Petry – bispo de Rio do Sul; dom Irineu Andreassa – bispo de Lages; dom Irineu Roque Scherer – Bispo de Joinville; dom João Oneres Marchiori – bispo Emérito de Lages; dom José Negri – bispo de Blumenau; dom Manoel João Francisco – Bispo de Chapecó; dom Mário Marquez – Bispo de Joaçaba; dom Severino Clasen – bispo de Caçador; padre Sérgio Jeremias de Souza – Administrador da Diocese de Tubarão.

O encontro englobará diversas atividades. Na noite do dia 09, os bispos celebram Missa às 19h na Catedral São José. Na terça-feira, 10, também às 19h, celebram na Igreja Matriz São Marcos, em Nova Veneza (SC), cuja paróquia celebra seu centenário de fundação no dia 31 de julho. A terça-feira é dia de júbilo também pelo aniversário natalício do presidente da CNBB Sul 4 e arcebispo de Florianópolis, dom Wilson Tadeu Jönck.

Dentre os dias 10 e 11, os bispos permanecem em reunião na residência do bispo de Criciúma. Já no fim da tarde de quarta, seguem para a Fundação Shalom da Família, na localidade de Linha Batista, para uma reunião com os ecônomos (pessoas responsáveis pelas finanças nas dioceses).

Na quinta-feira, 12 de julho, o grupo aumenta. A partir das 08h30min, cerca de 70 pessoas (incluindo bispos, ecônomos e coordenadores) se reúnem nas dependências da Fundação Shalom da Família, para a reunião do CRP. O encontro perdura até o meio dia de sexta-feira, 13. Entre os temas centrais da pauta estão a organização para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 e o Laicato, entre outros assuntos pertinentes à Igreja em Santa Catarina.


Bispos da Amazônia reafirmam compromisso e opção pelos pobres

Compromisso e opção pelos pobres. Esse é um dos principais resultados do 10º Encontro da Amazônia em Santarém, anunciado durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, no seminário São Pio X. Participaram da coletiva dom Cláudio Hummes, Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, dom Leonardo Steiner, Secretário-geral da CNBB, dom Esmeraldo de Farias, arcebispo de Rondônia e Pe. Luiz Pinto, administrador da Diocese de Santarém.

Além da opção pelos pobres, os bispos destacaram que durante o encontro, foi reafirmado o compromisso de realizar um trabalho evangelizador, missionário e samaritano de todos os batizados. Destacaram ainda a preocupação com a formação de padres, religiosos (as) leigos (as) para que aprofundem ainda mais a sua experiência de vivência cristã.

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Outro destaque é a dimensão missionária. Segundo Dom Esmeraldo de Farias, as comunidades precisam não só agir naquilo que é necessário para a própria comunidade, mas abrir–se ao trabalho no campo eclesial, ajudar na evangelização da catequese, mas também no campo social.Além disso, os participantes do encontro reafirmaram o desejo de realizar uma nova evangelização, que vá ao encontro do povo, sobretudo daqueles que foram batizados. Também pretendem continuar buscando o diálogo com os governantes, pois sentem a ausência do Estado. Eles reforçam a necessidade de uma presença mais efetiva, sobretudo na promoção da vida, combatendo a violência, o tráfico e uso de drogas, e o trabalho escravo. Outro destaque foi a necessidade de fortalecer as Comunidades Eclesiais de Base. Dom Cláudio lembrou que as CEBs foram, durante décadas, a grande força de resistência contra toda forma de opressão. Hoje elas mudaram e se inculturaram nesse novo momento do Brasil. Dom Cláudio enfatizou: "se queremos de fato trazer as pessoas a Jesus Cristo, temos que ajudá-las a vivenciar sua fé numa comunidade, pois ninguém faz o caminho sozinho para Deus".


Celebração final do Encontro de Santarém

Cerca de 1.200 pessoas lotaram na noite da última sexta-feira, 6 de julho, a igreja do Santíssimo Sacramento, em Santarém (PA), no encerramento do 10º Encontro dos Bispos da Amazônia, que celebrou os 40 anos do Documento de Santarém. Os bispos reafirmaram na celebração a tônica do documento que ratifica o compromisso da Igreja com os povos da Amazônia e a defesa da Ecologia.

"A Amazônia continua sendo um apelo à Igreja, um lugar permanente de missão", disse dom Cláudio Hummes, cardeal presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia que presidiu a celebração. Segundo ele, a região, por suas características próprias, requer uma atitude profética da Igreja, sobretudo considerando que estas terras sempre foram vistas como uma fonte de riquezas exploradas continuamente.

O profetismo, disse o cardeal, exige atitudes que estão relacionadas à promoção humana. "A promoção humana faz parte da evangelização e para que isso aconteça é necessário combater toda forma de opressão sobre o povo". No final, dom Cláudio declarou que o encontro lhe fortaleceu o ardor missionário e reconheceu vigor da Igreja nesta região.

O evento contou com a participação do secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, de 35 bispos e dezenas de religiosos e lideranças, dentre estes alguns que estão sob constante vigilância de segurança em virtude da postura em defesa dos povos – denúncias contra a exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres, tráfico de drogas e de pessoas, trabalho escravo – e por denunciarem a exploração ilegal dos recursos da Amazônia.

A celebração teve um tom festivo, com elementos simbólicos evidenciando as características da região, pelo desfecho do evento histórico. Momento de tal envergadura aconteceu em 1972, quando os bispos lançaram a Carta de Santarém em que definiram o pensamento unânime quanto à ação da Igreja na Amazônia.

Naquela ocasião a região era vista como uma "terra abandonada". Com essa visão, o governo federal implantou um programa de colonização com o lema "homens sem terra para terra sem homens". Grandes estradas foram abertas, dentre estas a Transamazônica, e no entorno destas grandes rodovias foram criadas agrovilas que, posteriormente, com o avanço populacional, se tornaram cidades.

O documento firmado pelos bispos 40 anos atrás, via profeticamente o que viria a acontecer no futuro próximo. A visão da igreja da época veio a se consolidar com a exploração da Amazônia e de seus povos.

Agora, o documento de 2012, reconhece que, embora se registrem avanços no campo social e político, as explorações também acompanham essa proporção.

O documento final – no formato de carta ao povo – foi lido na celebração pelo arcebispo de Manaus, Dom Luís Soares Vieira, destacando o compromisso missionário, profético e com os povos da região. O documento oficial será publicado posteriormente.


Carta dos bispos ao Povo de Deus na Amazônia

Na celebração final do 10. Encontro da Igreja na Amazônia, realizada em Santarém (PA), nesta sexta-feira, 6 de julho, o cardeal dom Claudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, e os bispos dos regionais da CNBB que abrangem a região divulgaram uma Carta ao Povo de Deus. O encontro também contou com a participação de dom Leonardo Steiner, secretário geral da Conferência.

 

Leia a Carta:

CARTA AO POVO DE DEUS

Irmãs e irmãos caríssimos em Cristo Jesus,

Povo de Deus na Amazônia,

 

"Não tenha medo, cotinue a falar e não se cale, pois eu estou contigo" (At 18,9)

 

"Cristo aponta para a Amazônia" lembrava o Papa Paulo VI aos bispos da Amazônia por ocasião de seu encontro em Santarém, de 24 a 30 de maio de 1972, marco indelével na história da Igreja desta grande região brasileira, habitada por povos de culturas e tradições tão diferenciadas do outro Brasil.

 

Expressamos nossa gratidão ao Deus da vida porque nestes 40 anos, não obstante nossas fragilidades, nossa Igreja tem anunciado Jesus Cristo ressuscitado, caminho, verdade e vida e tem marcado presença junto ao povo sofrido, sendo muitas vezes a voz dos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, seringueiros e migrantes, nas periferias e em novos ambientes do centros urbanos animando as comunidades na reivindicação do respeito pela sua história e religiosidade. É também a vida destes povos, seu modo de viver, sua simplicidade, seu protagonismo, sua fé que nos encantam! Não faltou o testemunho de entrega da própria vida até o derramamento de sangue. Este testemunho nos anima, nos encoraja e nos fortalece. São também protagonistas religiosos e religiosas, pastorais, movimentos e serviços que tem sido uma força viva e atuante na realidade das nossas comunidades.

Constatamos avanços no campo social e político, com novos organismos de participação, conselhos de políticas públicas, participação nas campanhas por leis mais justas, aumento da consciência e engajamento na questão ecológica. No campo econômico, cresce o consumo e o poder aquisitvo embora nem sempre acompanhado do aumento da qualidade de vida. A vida na Amazônia continua sofrida.

Há séculos os povos da Amazônia gemem e choram sob o peso de um modelo de desenvolvimento que os oprime e exclui do "banquete da vida, para o qual todos os homens e mulheres são igualmente convidados por Deus" (SRS 39). A Igreja ouve os gritos, às vezes desesperados, e se identifica com o seu clamor, conhece o seu sofrimento. Mais ainda, a Igreja declara que "as alegrias e esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e mulheres, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e angustias dos discípulos de Cristo" (cf. GS 1).

 

As decisões sobre o desenvolvimento da Amazônia sempre são tomadas a partir de fora e visam unica e exclusivamente a exploração das riquezas naturais sem levar em conta as legítimas aspirações dos povos desta região a uma verdadeira justiça social. Quando Paulo VI declarava que "o desenvolvimento é o novo nome da paz" (PP 87), não pensava num "crescimentismo" meramente econômico, unilateral e excludente, mas convidava a todos os povos da terra a empenhar-se por um mundo justo, fraterno e solidário, na perspectiva do Reino que Jesus veio a anunciar "para que todos tenham vida" (Jo 10,10).

 

Como quarenta anos atrás, a Amazônia continua sendo considerada a "colônia", mesmo que abranja mais da metade do território nacional. Para a metrópole – Brasília, o sudeste e o sul do País – Amazônia é apenas "província", primeiro província madeireira e mineradora, depois a última fronteira agrícola no intuito de expandir o agronegócio até os confins deste delicado e complexo ecossistema, único em todo o planeta. De uns anos para cá a "província" recebeu mais um rótulo, sem dúvida o mais desastroso, pois implicará a sua destruição programada, haja visto o número de hidrelétricas projetadas para os próximos anos: a Amazônia é declarada a província "energética" do País. Sob a alegação de gerar energia limpa se esconde a verdade de que mais florestas sucumbirão, mais áreas, inclusive urbanas, serão inundadas, milhares de famílias serão expulsas de suas terras ancestrais, mais aldeias indígenas diretamente afetadas, mais lagos artificiais, podres e mortos, produzirão gases letais e se tornarão viveiro propício para todo tipo de pragas e geradores de doenças endêmicas.

 

A história da Amazônia revela que foi sempre uma minoria que lucrava às custas da pobreza da maioria e da depredação inescrupulosa das riquezas naturais da região, dádiva divina para os povos que aqui vivem há milênios e os migrantes que chegaram ao longo dos séculos passados.

 

Santarém 1972: Encarnação na Realidade e Evangelização Libertadora

 

Como já em 1972, os bispos reunidos em Santarém de 2 a 6 de julho de 2012 não detectam apenas os mecanismos perniciosos responsáveis pela miséria dos povos e a devastação das florestas, mas os denunciam como responsáveis de gerar "ricos cada vez mais ricos às custas e pobres cada vez mais pobres" (João Paulo II, Discurso inaugural de Puebla, 28 de janeiro de 1979) e de um meio-ambiente cada vez mais deteriorado. O "lar" (em grego "oikos" – daí a palavra "ecologia") que Deus criou para todos nós não pode ser explorado até a exaustão, mas exige cuidado, zelo, amor, também em vista das futuras gerações. Os cientistas alertam sempre mais que a devastação da Amazônia terá consequências irreversíveis para o clima do planeta e se torna assim uma ameaça à vida e sobrevivência de toda a humanidade.

 

Em 1972 os bispos da Amazônia já identificaram graves feridas neste mundo de selvas e águas que atingiram violentamente os povos originários e tradicionais da região. Como 40 anos atrás, também hoje os bispos se entendem como mensageiros dos povos da Amazônia, profetas que vivem numa grande proximidade com Deus e ao mesmo tempo sintonizados com os acontecimentos históricos, homens de fé que „vêm da grande tribulação" (Ap 7,14). Nestes nossos tempos, as feridas se tornaram chagas abertas que perpassam e sangram a Amazônia de fora a fora, causando cada dia mais vítimas fatais.

 

As prioridades da ação pastoral e evangelizadora apontadas em 1972 continuam atualíssimas. Até hoje uma formação adequada à essa região para ministros ordenados, mas também para leigas e leigos que dirigem as comunidades, é fundamental. Importa encarnar a Igreja no chão concreto da Amazônia. Quem exerce um ministério, ordenado ou não, participa do pastoreio de Jesus e está a serviço de seus irmãos e irmãs e quer exercê-lo na simplicidade do lava-pés e numa proximidade fraterna ao Povo de Deus.

 

As Comunidades Cristãs ou Eclesiais de Base tão recomendadas no Documento Santarém 1972 são expressão de uma Igreja viva e comprometida. Como os bispos já afirmaram em Manaus (2007), elas constituem um dom especial que Deus concedeu à Igreja na Amazônia. São obra do Espírito Santo. O que o Documento de Aparecida afirma, aplica-se de modo especial à Amazônia. As CEBs, diz o documento, "têm sido escolas que têm ajudado a formar cristãos comprometidos com sua fé, discípulos e missionários do Senhor, como o testemunha a entrega generosa, até derramar o sangue, de muitos de seus membros" (DAp 178). As CEB's são também uma resposta válida e empolgante para o mundo urbano como resposta ao individualismo e a superficialidade do consumismo. Nas CEBs se vive a dimensão samaritana da compaixão ativa e interajuda, de um coração e mãos abertas para quem sofre ou passa necessidade, mas também a dimensão profética de anunciar continuamente a utopia do Reino e, ao mesmo tempo, denunciar todos os mecanismos e estruturas que impedem a chegada do Reino. É exatamente esta dimensão profética que gerou as e os mártires da Amazônia. As CEBs constituem-se em família das famílias onde todos se conhecem e querem bem, mas são também centros de oração e meditação da Palavra de Deus para nutrir a mística profunda da vivência na proximidade de Deus. Ele mesmo se revelou como um Deus-conosco e assegurou aos profetas, apóstolos, discípulas e discípulos: "Eu estarei contigo" (cf. Ex 3,14; Js 1,9; Jr 1,19; At 18,9-10). Afinal "se Deus está conosco, quem será contra nós" (Rom 8,31).

 

Santarém 1972 assume a questão indígena como causa de toda a Igreja na Amazônia. Lembra que no mesmo ano por iniciativa dos bispos, mormente dos da Amazônia, foi fundado o Conselho Indigenista Missionário – Cimi.

Os bispos talvez não imaginavam quarenta anos atrás o imenso apoio que sua decisão significava aos direitos e à sobrevivência de dezenas de povos indígenas na região amazônica que, sem o empenho intransigente da Igreja, teriam desaparecido. A presença solidária e o apoio incondicional à luta por seus direitos foi fundamental para que hoje a maioria dos povos indígenas da região tenha suas terras demarcadas. Foi também de enorme importância gerar uma consciência de respeito e valorização dos povos, suas culturas e seus projetos de "Bem Viver". Dezenas de povos saíram do silêncio em que foram forçados a se ocultar para sobreviver. Ressurgiram das cinzas e estão lutando pelos seus direitos e suas terras. Alem disso a atuação corajosa dos missionários, selando seu compromisso através do sangue derramado pela vida desses povos, propiciou o surgimento de articulações e organizações dos povos indígenas, essenciais para a conquista de seus direitos e sua autonomia.

Os riscos de extermínio de vários grupos indígenas em estado de isolamento voluntário, exige um renovado compromisso com a sobrevivência de milhares de vidas e povos ameaçados de extinção.

 

Na perseverança salvareis vossas vidas (Lc 21,19)

 

Deparamo-nos hoje com uma verdadeira enxurrada de grandes projetos que os Governos querem implantar, seguindo a estratégia do "fato consumado". Não há discussão, nem consulta popular que merecesse este nome. Decide-se e executa-se. Oponentes são criminalizados ou taxados de inimigos do progresso. Também os ribeirinhos, seringueiros, quilombolas, e outros povos tradicionais sofrem pela falta de reconhecimento suas terras.

A ética na política prometida à nação e esperada pelo povo brasileiro cedeu lugar a uma sequencia ininterrupta de escândalos de corrupção em todos os níveis governamentais.

Somado a estes desafios nos deparamos com a emergência do fenômeno urbano, com o inchaço nas periferias das grandes cidade, exploração sexual, tráfico de pessoas e de drogas, violência. Em vez de investimentos em políticas públicas de saneamento básico, saúde, educação e segurança, o Estado prioriza políticas compensatórias, apoia e incentiva o grande capital, investe na construção de estádios monumentais e outras obras faraônicas.

"Podem roubar-nos tudo, menos a esperança" (D. Pedro Casaldáliga). No caminho de "Santarém", novamente nos lançamos nas estradas e rios, nas aldeias e quilombos, nos interiores e periferias das cidades, nos grandes centros urbanos desta imensa Amazônia, abraçando a Missão que nos foi confiada, comprometidos com toda a criação e na busca de sermos autênticas comunidades de fé alimentadas pela Palavra e pela Eucaristia. Nesta hora da história o nosso coração às vezes, se angustia por causa de tantas dificuldades que nos desafiam, aparentemente insuperáveis; no entanto, continuamos a ser chamados e enviados como missionários e profetas para alimentar a esperança, como âncora firme e segura (cf Hb 6,19), de um mundo novo, inaugurado por Jesus Cristo Crucificado e Ressuscitado..

 

 

 


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