segunda-feira, 9 de julho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 09/07/2012

REFLEXÃO

O Evangelho de hoje nos mostra que não existe problema que não tenha solução verdadeira quando nos aproximamos de Jesus. Tanto o chefe que se aproxima de Jesus reconhecendo a morte da sua filha, mas acreditando que a imposição das mãos de Jesus lhe devolverá a vida quanto a mulher que, depois de 12 anos de enfermidade, reconhece que basta tocar a barra do manto de Jesus que ficará curada foram atendidos. A palavra que Jesus disse à mulher vale para todos nós: devemos ter coragem, pois a nossa fé nos salva. Devemos acreditar em Deus e enfrentar, com confiança nele, todos os nossos problemas, pois ele está ao lado de quem crê.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Francisco José Zugliani, Bispo Emérito de Amparo - SP
  • Dom Alcimar Caldas Magalhães, OFMCap, Bispo de Alto Solimões - AM
  • Dom Redovino Rizzardo, CS, Bispo de Dourados - MS

Ordenação Episcopal

  • Dom Julio Endi Akamine, SAC, Bispo Auxiliar de São Paulo - SP
NOTÍCIAS

Cartaz da CF 2013 é apresentado na Expocatólica

Foi apresentado na noite de sexta-feira, 6 de julho, na ExpoCatólica, em São Paulo, o Cartaz da Campanha da Fraternidade 2013, que tem como tema "Fraternidade e Juventude", e lema: "Eis-me aqui, envia-me!" (Is 6,8). Realizada no auditório Cantareira, do Expo Center Norte, a cerimônia contou com a presença de bispos, autoridades civis, sacerdotes, religiosos, jornalistas e empresários.

Para o arcebispo de São Paulo, Cardeal dom Odilo Pedro Scherer, o cartaz faz um apelo ao jovem para um maior envolvimento na CF 2013 e na preparação da Jornada Mundial da Juventude Rio2013. "O cartaz coloca em evidência a jovialidade e a alegria. Existem muitos problemas no mundo, mas os jovens olham para frente. E eles têm o direito de olhar com esperança para o futuro. Eu acredito que a Campanha da Fraternidade será uma grande contribuição para que os jovens recebam uma resposta aos seus sonhos" disse o Cardeal.

Segundo o Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro da Silva, o tema da CF 2013 reforça a opção da Igreja pela juventude."Tendo como referência a cruz de Jesus Cristo, o cartaz traz, em primeiro plano, uma jovem que demonstra alegria em resp0nder ao chamado que Deus lhe faz. A Igreja acredita nessa disponibilidade da juventude, nessa resposta do jovem que encontra na sua comunidade a abertura, a provocação e a oportunidade para um serviço à Igreja e à sociedade", disse Dom Eduardo.

O diretor geral das Edições CNBB, Padre Valdeir Goulart disse que o lançamento oficial será realizado em agosto, em Brasília, junto com o texto base e os subsídios. "Como o cartaz já estava pronto, porque os bispos o escolheram no mês passado, decidimos apresentar na ExpoCatólica, especialmente aos meios de comunicação e aos empresários", disse o sacerdote.A Feira se encerra domingo, dia 8. Vários estandes apresentarão suas empresas e produtos no segmento religioso, no ExpoCenter Norte.

A JMJ Rio2013 também está presente no evento, com as novidades para 27ª Jornada Mundial da Juventude. Durante o evento, foram apresentados detalhes da feira em 2013 - que será no Rio de Janeiro, dias antes da JMJ - palco da realização do "Bote Fé Brasil", evento oficial na JMJ Rio 2013. O "Bote Fé" é realizado pela CNBB todos os meses nas dioceses por onde passam os Símbolos da JMJ, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora.

Em 2013, os dois eventos juntos, a ExpoCatólica Rio e Bote Fé Brasil ocuparão 200 mil m² do Centro de Exposições Riocentro, tendo início dentro da programação oficial da Semana Missionária e se estendendo para os dias da Jornada.


Seminário Nacional sobre juventude e bioética

Dra. Cláudia Maria de Castro Batista, do Instituto de Biociências da UFRJ, faz palestra no Seminário Nacional de Juventude e Bioética promovido pelas Comissões Episcopais Pastorais para Vida e Família e para a Juventude, da CNBB. O evento será realizado esta semana, de 13 a 15 de julho, em Brasília e é mais um passo de preparação para a Jornada Mundial da Juventude de 2013.

De acordo com o comitê organizador as principais publicações de apoio, aprofundamento e formação em bioética sugeridos para os temas que o seminário abordará são: Questões de Bioética, Estudos da CNBB n. 98, Edições da CNBB; A Dignidade da Vida Humana e as Biotecnologias, Brasília: Edições da CNBB, 2005.

A Agência de notícias ZENIT entrevistou uma das especialistas que estará na mesa de palestrantes do evento, a professora-adjunta da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), Dra. Cláudia Maria de Castro Batista, pós doutorado na Universidade de Toronto.

Publicamos a entrevista feita pela Agência ZENIT:

ZENIT: Por que a senhora está num seminário de bioética? Qual é a sua relação com a área? Qual será a sua contribuição nesse seminário?

Dra. Claudia: Fui convidada pala Dra. Lenise Garcia que também participará deste Seminário. Desde o julgamento da ADIN contra a Lei de Biossegurança aprovada em 2005 comecei a me interessar pela área. Nesta época acabava de retornar ao país após um postdoc na Universidade de Toronto (onde me especializei em biologia das células tronco) e o então Procurador Geral da República, Dr. Claudio Fonteles convidou-me para participar do debate público no STF sobre as pesquisas com células tronco embrionárias humanas.

Minha contribuição nesse seminário seria propiciar o debate que envolve o avanço da Ciência e a proposta de novas técnicas na área da Biotecnologia que devem se conciliar com o fato de que a vida humana é um direito fundamental. Pretendo mostrar um pouco o atual estado da arte nas Pesquisas com Células Tronco,  o seu objeto de estudo e a importância na Medicina Regenerativa, e fazer uma rápida análise bioética sobre a manipulação celular, de gametas e embriões humanos nestas pesquisas que se levam a cabo.

ZENIT: Esse seminário está destinado a qual público?

Dra. Claudia: Está voltado para o público em geral mas especialmente aos jovens e líderes como preparação para a Jornada Mundial da Juventude em 2013.

ZENIT: Alguém que não tem formação médica tem capacidade para entender as questões bioéticas?

Dra. Claudia: Sim. Acredito que um bioeticista tem que ter uma boa formação antropológica, filosófica e estar interado das questões biomédicas quanto à ética nas pesquisas e aos procedimentos em pacientes que, como seres humanos, devem respeitar e valorizar cada pessoa humana como um todo.

ZENIT: Na sua opinião, quais são os principais problemas que a bioética afronta no Brasil?

Dra. Claudia: Em termos de Ciência e Biotecnologia, aqui chegam os problemas já enfrentados no resto do mundo, principalmente a pesquisa envolvendo embriões humanos e as técnicas de fertilização assistida. No campo da saúde pública há ainda toda uma escola com princípios onde o ético seria "o bem comum social", valorizando o coletivo acima do pessoal, o que leva a inúmeros erros, ou ainda uma ética utilitarista onde tudo se justifica em favor do coletivo.

ZENIT: A bioética é algo propriamente e exclusivamente da Igreja Católica? É algo só do dogma católico, que diz que é proibido matar, discriminar... ou é algo humano, racional?

Dra. Claudia: Não é algo católico nem criado por católicos.  O termo Bioética começou a ser usado amplamente a partir do livro lançado em 1971, "Bioética: Ponte para o Futuro", do biólogo e oncologista americano Van R. Potter. Nasceu da necessidade de se deslocar a discussão acerca dos novos problemas impostos pelo desenvolvimento tecnológico, de um viés mais tecnicista para um caminho mais pautado pelo humanismo, superando a dicotomia entre os fatos explicáveis pela ciência e os valores estudáveis pela ética.

ZENIT: Por que devemos respeitar o embrião humano?

Dra. Claudia: Penso que há um consenso quando se pensa que se deve respeitar todo e qualquer ser humano a partir do primeiro momento da sua existência. A discussão hoje é questionar que momento é este, embora a embriologia tenha desde o século XIX demonstrado com muita segurança o momento da fecundação como o marco para o início do desenvolvimento de um novo indivíduo da espécie humana. É importante ressaltar que esta questão nunca havia sido levantada até que se começou o congelamento de embriões em clínicas de fertilização assistida. Estes embriões, criados com a única finalidade de procriação, foram sendo acumulados e, na procura de um destino para eles, aventou-se a possibilidade de utilizá-los para pesquisas. O embrião humano nunca foi e nunca será um material biológico trivial.

ZENIT: Algumas pessoas acusam os católicos de se preocuparem muito com as vidas delas, com os "seus" úteros, com os "seus" filhos, etc. Realmente a Igreja católica tem o interesse de "infernizar" as pessoas com os seus dogmas e doutrinas? Ou toda reflexão bioética é para um melhor desenvolvimento e progresso da sociedade?

Dra. Claudia: O valor da vida humana é um valor universal, não depende do tempo nem da cultura de um grupo social. A reflexão bioética se faz necessária quando, por exemplo, não está claro para legisladores e cientistas, que o progresso da ciência em si não justifica qualquer procedimento, mesmo que este traga benefícios futuros para a coletividade. É fundamental ter como princípio o benefício também para o embrião, uma vez que este é primeiramente um ser humano e não apenas material biológico.

ZENIT: Há hospitais no Brasil que "fabricam" o filho que a pessoa quiser ter, com a cor dos olhos, da pele, o sexo, etc... porém, fazem isso à custa da morte de vários embriões. Se o embrião é um bebê no estágio inicial, não será uma monstruosidade o que fazem nesses hospitais?

Dra. Claudia: Daí a absoluta necessidade de formar a opinião pública no sentido de reconhecer que não há outros marcos no desenvolvimento além do momento da fecundação. Qualquer outro evento apontado é aleatório. Por exemplo, o aparecimento do sistema nervoso. Não existe um momento ou evento único que marque o aparecimento do sistema nervoso ou do cérebro. Para que o primórdio deste surja são necessárias no mínimo duas semanas. Portanto, respeita-se a vida humana a partir da fecundação ou não a respeitaremos nunca.


Está chegando o dia do 3. Congresso Missionário Nacional

Com o tema "Discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II" e lema "Como o Pai me enviou, assim eu vos envio (Jo 20, 21)", Palmas (TO) sedia nos dias 12 a 15 de julho, o 3º Congresso Missionário Nacional, evento que deve reunir 600 pessoas de todas as regiões do país.

Realizado pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) e demais forças missionárias da Igreja Católica no Brasil: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB); Conselho Missionário Nacional (Comina) e Centro Cultural Missionário (CCM), o 3º CMN tem por objetivo preparar as lideranças missionárias para o 4º Congresso Missionário Americano (CAM 4) que também é o 9º Congresso Missionário Latino-Americano (Comla 9), que serão realizados em Maracaibo, Venezuela, em 2013.

Outra reflexão importante e central durante o evento brasileiro será o mundo secular e pluricultural em que vivemos hoje e o papel da dimensão missionária nessa nova realidade. Segundo o presidente da Sociedade dos Catequetas Latino-americanos, irmão Israel José Nery, é preciso rever práticas enquanto Igreja essencialmente missionária. "Diante da realidade do mundo em mudança é preciso, sem dúvida, rever em profundidade o significado de missão e de evangelização e, consequentemente, de discípulo missionário", diz Nery que contribui para a reflexão acerca do tema para o Instrumento de Trabalho do evento.

O presidente da Comissão Episcopal para a Animação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Sérgio Arthur Braschi destaca a sua importância do 3º CMN para a Igreja no Brasil. "O 3º CMN é de suma importância para a nossa Igreja. Ele se insere nas preocupações da Igreja como forma de transmissão da fé para as novas gerações de famílias e novas comunidades desse nosso mundo secular e pluricultural", sublinha.

Já o arcebispo de Palmas (TO) dom Pedro Brito Guimarães, presidente de honra do evento, deixa sua mensagem lembrando-se dos preparativos que ainda há pela frente. "Estamos em contagem regressiva para este grande evento que será um divisor de águas para a Igreja no Brasil, portanto, Conselhos Missionários Regionais, Conselhos Missionários Diocesanos, paróquias, congregações, associações, vamos nos organizar para os últimos preparativos deste Congresso. Ele, sem dúvida será um encontro para fortalecer questões que precisam ser evidenciadas na Igreja no Brasil", destaca.

Durante os quatro dias de Congresso serão ainda abordados temas como o discipulado no Brasil e no mundo; as contribuições do Concílio Vaticano II para a dimensão missionária, 50 anos após a sua realização e, o discipulado missionário ad gentes (além-fronteiras) no Brasil e no mundo.

Para o diretor nacional das POM, padre Camilo Pauletti, o evento é um tempo propício para a troca de experiências missionárias, para observar como a dimensão missionária acontece em todas as regiões do país e além-fronteiras, bem como para conscientizar mais sobre a importância das missões. "O encontro vai possibilitar a união de forças missionárias da Igreja no Brasil, vai criar um novo ardor e uma nova força para todos os trabalhos missionários, assim como nos levará a celebrar e fazer com que os participantes tenham a oportunidade de partilhar seus testemunhos e voltar para casa mais animados".

ParticipantesTodos os regionais têm pelo menos uma vaga por diocese. Regionais menores até duas vagas. Quase 300 dioceses têm a oportunidade de enviar pelo menos um representante que se envolve nas bases com a dimensão missionária, seja coordenador de Conselhos Missionários Regionais (Comires); Diocesanos (Comidis) e Paroquiais (Comipas). A escolha é feita pela coordenação missionária do Regional. Também participarão representantes de organismos, institutos, congregações missionárias, além de convidados de países do continente americano, ex-diretores das POM e instituições que apoiam as Pontifícias Obras Missionárias.

História O 1º Congresso Missionário Nacional foi realizado em Belo Horizonte (MG), de 17 a 20 de julho de 2003, em preparação aos Congressos Missionário Americano (CAM 2) e Latino Americano (Comla 7) na Guatemala. O local desse evento fez lembrança à celebração do 5º Congresso Missionário Latino-americano (Comla 5), que aconteceu de 18 a 23 de julho de 1995. Nesta ocasião refletiu-se sobre os fundamentos trinitários da Missão, a gratuidade da Missio Dei, o protagonismo dos pobres, o papel das pequenas comunidades e a articulação missionária da grande comunidade. O impulso do tema geral expressava o testemunho tocante e profético da Igreja da Guatemala e de toda América Central: "Anunciar o evangelho da paz a partir da pobreza, da alteridade e do martírio". Os compromissos do evento podem ser resumidos em três palavras-chaves: gratuidade, comunidade, projeto.

Já o 2º CMN aconteceu em Aparecida (SP) e refletiu o tema "Do Brasil dos batizados ao Brasil de discípulos missionários sem fronteiras" e o lema "Igreja no Brasil: escuta, segue e anuncia" com o objetivo de assumir a "natureza missionária", guiados pelo Espírito, a serviço do Reino, à luz do Documento de Aparecida em vista do Cam 3 - Comla 8, realizado em Quito, capital do Equador.

As reflexões se deram em torno das diversas perspectivas do discipulado-missionário entre paróquia missionária, missão continental e missão ad gentes. Fez-se memória dos 40 anos da Conferência de Medellín, onde os participantes encontraram o DNA da missionariedade latino-americana, a partir da opção pelos pobres. Aprofundou-se o sugestivo tema do CAM 3 – Comla 8, "Missão ad gentes como missão para a humanidade", à luz do ensinamento do Vaticano II.


Casais se preparam para 20º Congresso Nacional do Encontro de Casais com Cristo

Entre os dias 13 a 15 de julho, será realizado em Presidente Prudente, o 20º Congresso Nacional do Encontro de Casais com Cristo (ECC), realizada a cada quatro anos. Para o evento, são esperados cerca de 1.000 congressistas, vindos de todas as regiões do País. Os participantes se reunirão no Campus II da Unoeste, para discutir mudanças no documento nacional do ECC e conhecer projetos desenvolvidos pela Igreja.

O tema escolhido para o Congresso 'Família, projeto de Deus', foi selecionado para levar as famílias à reflexão e para lembrar que a "família é um projeto de Deus", como mencionou o bispo diocesano, dom Benedito Gonçalves dos Santos, envolvido com o projeto desde 1991.

Conforme publicado no blog oficial do congresso (eccnacional2012.blogspot.com.br), dom Benedito Gonçalves – que também é assistente eclesiástico do Conselho Nacional do ECC –, explicou que o lema 'Prudente é o homem que edifica sua casa sobre a rocha', é um trocadilho para colocar o nome da cidade-sede do Congresso em pauta. "O lema é uma passagem bíblica – Matheus, capítulo 7 e versículo 24 –, que ensina que só tem firmeza o homem que tem como seu alicerce Jesus Cristo, para vencer as tentações e dificuldades do mundo moderno", citou o bispo.

Para o casal que compõe a equipe de direção do Congresso, Joaquim Madalena e Maria Aparecida de Jesus, casados há 35 anos e residentes em Ceilândia, cidade próxima a Brasília, o congresso é uma oportunidade para casais se aprofundarem nas reflexões do evangelho, e uma forma de aprimorarem suas atuações na diocese.

"O Encontro de Casais com Cristo é um serviço da igreja, com o congresso esperamos que haja o aperfeiçoamento desse serviço no Brasil", disse Joaquim Madalena que, junto com sua esposa, está engajado em serviços em prol da família desde 1981. Ainda de acordo com Joaquim Madalena, a participação no movimento ECC "melhora a harmonia conjugal, a educação dos filhos, e cria vínculos com a comunidade paroquial". "O casal que passa pelo encontro, está preparado para atuar na paróquia e está inserido de fato na comunidade paroquial", afirmou.

DVDs

Para aqueles que não puderem participar pessoalmente do 20º Congresso Nacional do ECC, a organização colocará a disposição para venda, seis DVDs com todas as atividades realizadas durante o evento.

De acordo com o blog oficial do evento, quem adquirir o material terá acesso às imagens da recepção dos congressistas no evento, missas, espiritualidades, palestras, protocolo de abertura, inclusive, inclusive, a íntegra dos 18 painéis que serão apresentados aos congressistas. A expectativa dos organizadores é de que sejam vendidas aproximadamente 1.000 cópias, quantidade necessária para arcar com os custos da produção.


Regional Centro-Oeste sedia encontro da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil

Está acontecendo desde terça-feira (03/07) o encontro da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB), do Regional Centro-Oeste, na cidade de Goiânia. O objetivo do encontro é atualizar a proposta formativa e desenvolver a atenção aos novos meios de comunicação, que de maneira intensa passam a integrar a vivência dos formandos.

 

No encontro estiveram presentes 21 formadores vindos das seguintes dioceses: Uruaçu, Brasília, Goiás, São Luís dos Montes Belos, Palmas, Formosa e do Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney, em Goiânia.

Com o auxílio e reflexão da irmã Joana Terezinha Puntel, que está trabalhando o tema "A Era da Comunicação na Formação Presbiteral", verificou-se a importância de estar inserido na comunicação e assim gerar vias de diálogo.

"No mundo da comunicação, hoje, somos chamados a alargar nosso olhar para incluir os novos "rostos" que são os jovens, num protagonismo diferenciado. O novo sujeito traz consigo a exigência de novos métodos de aprender, de ensinar, de perceber a fé", disse irmã Joana.


50 mil na Romaria da Aparecidinha

Milhares de pessoas participaram da Romaria de Aparecidinha, em Sorocaba (SP) neste domingo (8). O evento foi marcado por uma procissão de retorno da imagem de Nossa Senhora Aparecida, que saiu da Catedral da cidade para a igreja do bairro Aparecidinha.

Antes da caminhada, uma missa foi celebrada. Uma multidão lotou os corredores da igreja. Muitas orações e cânticos durante a manhã de sol e de baixas temperaturas. Na Praça Coronel Fernando Prestes, no Centro da cidade, milhares de romeiros aguardavam a saída.

O Arcebispo Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues comandou os devotos e contou que o evento cresce a cada ano. Neste ano, a romaria completa 113 anos. Depois da missa, a imagem de Aparecida saiu da igreja carregada em um andor todo enfeitado.

Durante a procissão, houve várias paradas pela cidade. Em uma ponte da rua XV de Novembro, uma queima de fogos de quase 15 minutos encantou os romeiros. De acordo com a organização, a multidão era de quase 40 mil pessoas, que percorreram 16 quilômetros. No primeiro dia do ano a imagem da padroeira do Brasil é levada novamente para a catedral.


Diocese de Criciúma sedia reunião dos bispos do Regional Sul 4

A Diocese de Criciúma acolhe hoje segunda-feira, 09 de julho, os bispos das outras nove dioceses da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Regional Sul 4 (Santa Catarina). Os bispos serão recepcionados durante todo o dia na residência do bispo da Diocese de Criciúma, dom Jacinto Inacio Flach. Dentre os objetivos da vinda, estão a reunião dos bispos da CNBB Sul 4 e a reunião do Conselho Regional de Pastoral (CRP), formado por bispos, padres e leigos que conduzem as dioceses e as coordenações regionais e diocesanas de movimentos, organismos e serviços de pastoral.

Os bispos que estarão presentes são: dom Wilson Tadeu Jönck – arcebispo de Florianópolis e Presidente da CNBB Regional Sul 4; dom Augustinho Petry – bispo de Rio do Sul; dom Irineu Andreassa – bispo de Lages; dom Irineu Roque Scherer – Bispo de Joinville; dom João Oneres Marchiori – bispo Emérito de Lages; dom José Negri – bispo de Blumenau; dom Manoel João Francisco – Bispo de Chapecó; dom Mário Marquez – Bispo de Joaçaba; dom Severino Clasen – bispo de Caçador; padre Sérgio Jeremias de Souza – Administrador da Diocese de Tubarão.

O encontro englobará diversas atividades. Na noite do dia 09, os bispos celebram Missa às 19h na Catedral São José. Na terça-feira, 10, também às 19h, celebram na Igreja Matriz São Marcos, em Nova Veneza (SC), cuja paróquia celebra seu centenário de fundação no dia 31 de julho. A terça-feira é dia de júbilo também pelo aniversário natalício do presidente da CNBB Sul 4 e arcebispo de Florianópolis, dom Wilson Tadeu Jönck.

Dentre os dias 10 e 11, os bispos permanecem em reunião na residência do bispo de Criciúma. Já no fim da tarde de quarta, seguem para a Fundação Shalom da Família, na localidade de Linha Batista, para uma reunião com os ecônomos (pessoas responsáveis pelas finanças nas dioceses).

Na quinta-feira, 12 de julho, o grupo aumenta. A partir das 08h30min, cerca de 70 pessoas (incluindo bispos, ecônomos e coordenadores) se reúnem nas dependências da Fundação Shalom da Família, para a reunião do CRP. O encontro perdura até o meio dia de sexta-feira, 13. Entre os temas centrais da pauta estão a organização para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 e o Laicato, entre outros assuntos pertinentes à Igreja em Santa Catarina.


Bispos da Amazônia reafirmam compromisso e opção pelos pobres

Compromisso e opção pelos pobres. Esse é um dos principais resultados do 10º Encontro da Amazônia em Santarém, anunciado durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, no seminário São Pio X. Participaram da coletiva dom Cláudio Hummes, Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, dom Leonardo Steiner, Secretário-geral da CNBB, dom Esmeraldo de Farias, arcebispo de Rondônia e Pe. Luiz Pinto, administrador da Diocese de Santarém.

Além da opção pelos pobres, os bispos destacaram que durante o encontro, foi reafirmado o compromisso de realizar um trabalho evangelizador, missionário e samaritano de todos os batizados. Destacaram ainda a preocupação com a formação de padres, religiosos (as) leigos (as) para que aprofundem ainda mais a sua experiência de vivência cristã.

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Outro destaque é a dimensão missionária. Segundo Dom Esmeraldo de Farias, as comunidades precisam não só agir naquilo que é necessário para a própria comunidade, mas abrir–se ao trabalho no campo eclesial, ajudar na evangelização da catequese, mas também no campo social.Além disso, os participantes do encontro reafirmaram o desejo de realizar uma nova evangelização, que vá ao encontro do povo, sobretudo daqueles que foram batizados. Também pretendem continuar buscando o diálogo com os governantes, pois sentem a ausência do Estado. Eles reforçam a necessidade de uma presença mais efetiva, sobretudo na promoção da vida, combatendo a violência, o tráfico e uso de drogas, e o trabalho escravo. Outro destaque foi a necessidade de fortalecer as Comunidades Eclesiais de Base. Dom Cláudio lembrou que as CEBs foram, durante décadas, a grande força de resistência contra toda forma de opressão. Hoje elas mudaram e se inculturaram nesse novo momento do Brasil. Dom Cláudio enfatizou: "se queremos de fato trazer as pessoas a Jesus Cristo, temos que ajudá-las a vivenciar sua fé numa comunidade, pois ninguém faz o caminho sozinho para Deus".


Celebração final do Encontro de Santarém

Cerca de 1.200 pessoas lotaram na noite da última sexta-feira, 6 de julho, a igreja do Santíssimo Sacramento, em Santarém (PA), no encerramento do 10º Encontro dos Bispos da Amazônia, que celebrou os 40 anos do Documento de Santarém. Os bispos reafirmaram na celebração a tônica do documento que ratifica o compromisso da Igreja com os povos da Amazônia e a defesa da Ecologia.

"A Amazônia continua sendo um apelo à Igreja, um lugar permanente de missão", disse dom Cláudio Hummes, cardeal presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia que presidiu a celebração. Segundo ele, a região, por suas características próprias, requer uma atitude profética da Igreja, sobretudo considerando que estas terras sempre foram vistas como uma fonte de riquezas exploradas continuamente.

O profetismo, disse o cardeal, exige atitudes que estão relacionadas à promoção humana. "A promoção humana faz parte da evangelização e para que isso aconteça é necessário combater toda forma de opressão sobre o povo". No final, dom Cláudio declarou que o encontro lhe fortaleceu o ardor missionário e reconheceu vigor da Igreja nesta região.

O evento contou com a participação do secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, de 35 bispos e dezenas de religiosos e lideranças, dentre estes alguns que estão sob constante vigilância de segurança em virtude da postura em defesa dos povos – denúncias contra a exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres, tráfico de drogas e de pessoas, trabalho escravo – e por denunciarem a exploração ilegal dos recursos da Amazônia.

A celebração teve um tom festivo, com elementos simbólicos evidenciando as características da região, pelo desfecho do evento histórico. Momento de tal envergadura aconteceu em 1972, quando os bispos lançaram a Carta de Santarém em que definiram o pensamento unânime quanto à ação da Igreja na Amazônia.

Naquela ocasião a região era vista como uma "terra abandonada". Com essa visão, o governo federal implantou um programa de colonização com o lema "homens sem terra para terra sem homens". Grandes estradas foram abertas, dentre estas a Transamazônica, e no entorno destas grandes rodovias foram criadas agrovilas que, posteriormente, com o avanço populacional, se tornaram cidades.

O documento firmado pelos bispos 40 anos atrás, via profeticamente o que viria a acontecer no futuro próximo. A visão da igreja da época veio a se consolidar com a exploração da Amazônia e de seus povos.

Agora, o documento de 2012, reconhece que, embora se registrem avanços no campo social e político, as explorações também acompanham essa proporção.

O documento final – no formato de carta ao povo – foi lido na celebração pelo arcebispo de Manaus, Dom Luís Soares Vieira, destacando o compromisso missionário, profético e com os povos da região. O documento oficial será publicado posteriormente.


Carta dos bispos ao Povo de Deus na Amazônia

Na celebração final do 10. Encontro da Igreja na Amazônia, realizada em Santarém (PA), nesta sexta-feira, 6 de julho, o cardeal dom Claudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, e os bispos dos regionais da CNBB que abrangem a região divulgaram uma Carta ao Povo de Deus. O encontro também contou com a participação de dom Leonardo Steiner, secretário geral da Conferência.

 

Leia a Carta:

CARTA AO POVO DE DEUS

Irmãs e irmãos caríssimos em Cristo Jesus,

Povo de Deus na Amazônia,

 

"Não tenha medo, cotinue a falar e não se cale, pois eu estou contigo" (At 18,9)

 

"Cristo aponta para a Amazônia" lembrava o Papa Paulo VI aos bispos da Amazônia por ocasião de seu encontro em Santarém, de 24 a 30 de maio de 1972, marco indelével na história da Igreja desta grande região brasileira, habitada por povos de culturas e tradições tão diferenciadas do outro Brasil.

 

Expressamos nossa gratidão ao Deus da vida porque nestes 40 anos, não obstante nossas fragilidades, nossa Igreja tem anunciado Jesus Cristo ressuscitado, caminho, verdade e vida e tem marcado presença junto ao povo sofrido, sendo muitas vezes a voz dos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, seringueiros e migrantes, nas periferias e em novos ambientes do centros urbanos animando as comunidades na reivindicação do respeito pela sua história e religiosidade. É também a vida destes povos, seu modo de viver, sua simplicidade, seu protagonismo, sua fé que nos encantam! Não faltou o testemunho de entrega da própria vida até o derramamento de sangue. Este testemunho nos anima, nos encoraja e nos fortalece. São também protagonistas religiosos e religiosas, pastorais, movimentos e serviços que tem sido uma força viva e atuante na realidade das nossas comunidades.

Constatamos avanços no campo social e político, com novos organismos de participação, conselhos de políticas públicas, participação nas campanhas por leis mais justas, aumento da consciência e engajamento na questão ecológica. No campo econômico, cresce o consumo e o poder aquisitvo embora nem sempre acompanhado do aumento da qualidade de vida. A vida na Amazônia continua sofrida.

Há séculos os povos da Amazônia gemem e choram sob o peso de um modelo de desenvolvimento que os oprime e exclui do "banquete da vida, para o qual todos os homens e mulheres são igualmente convidados por Deus" (SRS 39). A Igreja ouve os gritos, às vezes desesperados, e se identifica com o seu clamor, conhece o seu sofrimento. Mais ainda, a Igreja declara que "as alegrias e esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e mulheres, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e angustias dos discípulos de Cristo" (cf. GS 1).

 

As decisões sobre o desenvolvimento da Amazônia sempre são tomadas a partir de fora e visam unica e exclusivamente a exploração das riquezas naturais sem levar em conta as legítimas aspirações dos povos desta região a uma verdadeira justiça social. Quando Paulo VI declarava que "o desenvolvimento é o novo nome da paz" (PP 87), não pensava num "crescimentismo" meramente econômico, unilateral e excludente, mas convidava a todos os povos da terra a empenhar-se por um mundo justo, fraterno e solidário, na perspectiva do Reino que Jesus veio a anunciar "para que todos tenham vida" (Jo 10,10).

 

Como quarenta anos atrás, a Amazônia continua sendo considerada a "colônia", mesmo que abranja mais da metade do território nacional. Para a metrópole – Brasília, o sudeste e o sul do País – Amazônia é apenas "província", primeiro província madeireira e mineradora, depois a última fronteira agrícola no intuito de expandir o agronegócio até os confins deste delicado e complexo ecossistema, único em todo o planeta. De uns anos para cá a "província" recebeu mais um rótulo, sem dúvida o mais desastroso, pois implicará a sua destruição programada, haja visto o número de hidrelétricas projetadas para os próximos anos: a Amazônia é declarada a província "energética" do País. Sob a alegação de gerar energia limpa se esconde a verdade de que mais florestas sucumbirão, mais áreas, inclusive urbanas, serão inundadas, milhares de famílias serão expulsas de suas terras ancestrais, mais aldeias indígenas diretamente afetadas, mais lagos artificiais, podres e mortos, produzirão gases letais e se tornarão viveiro propício para todo tipo de pragas e geradores de doenças endêmicas.

 

A história da Amazônia revela que foi sempre uma minoria que lucrava às custas da pobreza da maioria e da depredação inescrupulosa das riquezas naturais da região, dádiva divina para os povos que aqui vivem há milênios e os migrantes que chegaram ao longo dos séculos passados.

 

Santarém 1972: Encarnação na Realidade e Evangelização Libertadora

 

Como já em 1972, os bispos reunidos em Santarém de 2 a 6 de julho de 2012 não detectam apenas os mecanismos perniciosos responsáveis pela miséria dos povos e a devastação das florestas, mas os denunciam como responsáveis de gerar "ricos cada vez mais ricos às custas e pobres cada vez mais pobres" (João Paulo II, Discurso inaugural de Puebla, 28 de janeiro de 1979) e de um meio-ambiente cada vez mais deteriorado. O "lar" (em grego "oikos" – daí a palavra "ecologia") que Deus criou para todos nós não pode ser explorado até a exaustão, mas exige cuidado, zelo, amor, também em vista das futuras gerações. Os cientistas alertam sempre mais que a devastação da Amazônia terá consequências irreversíveis para o clima do planeta e se torna assim uma ameaça à vida e sobrevivência de toda a humanidade.

 

Em 1972 os bispos da Amazônia já identificaram graves feridas neste mundo de selvas e águas que atingiram violentamente os povos originários e tradicionais da região. Como 40 anos atrás, também hoje os bispos se entendem como mensageiros dos povos da Amazônia, profetas que vivem numa grande proximidade com Deus e ao mesmo tempo sintonizados com os acontecimentos históricos, homens de fé que „vêm da grande tribulação" (Ap 7,14). Nestes nossos tempos, as feridas se tornaram chagas abertas que perpassam e sangram a Amazônia de fora a fora, causando cada dia mais vítimas fatais.

 

As prioridades da ação pastoral e evangelizadora apontadas em 1972 continuam atualíssimas. Até hoje uma formação adequada à essa região para ministros ordenados, mas também para leigas e leigos que dirigem as comunidades, é fundamental. Importa encarnar a Igreja no chão concreto da Amazônia. Quem exerce um ministério, ordenado ou não, participa do pastoreio de Jesus e está a serviço de seus irmãos e irmãs e quer exercê-lo na simplicidade do lava-pés e numa proximidade fraterna ao Povo de Deus.

 

As Comunidades Cristãs ou Eclesiais de Base tão recomendadas no Documento Santarém 1972 são expressão de uma Igreja viva e comprometida. Como os bispos já afirmaram em Manaus (2007), elas constituem um dom especial que Deus concedeu à Igreja na Amazônia. São obra do Espírito Santo. O que o Documento de Aparecida afirma, aplica-se de modo especial à Amazônia. As CEBs, diz o documento, "têm sido escolas que têm ajudado a formar cristãos comprometidos com sua fé, discípulos e missionários do Senhor, como o testemunha a entrega generosa, até derramar o sangue, de muitos de seus membros" (DAp 178). As CEB's são também uma resposta válida e empolgante para o mundo urbano como resposta ao individualismo e a superficialidade do consumismo. Nas CEBs se vive a dimensão samaritana da compaixão ativa e interajuda, de um coração e mãos abertas para quem sofre ou passa necessidade, mas também a dimensão profética de anunciar continuamente a utopia do Reino e, ao mesmo tempo, denunciar todos os mecanismos e estruturas que impedem a chegada do Reino. É exatamente esta dimensão profética que gerou as e os mártires da Amazônia. As CEBs constituem-se em família das famílias onde todos se conhecem e querem bem, mas são também centros de oração e meditação da Palavra de Deus para nutrir a mística profunda da vivência na proximidade de Deus. Ele mesmo se revelou como um Deus-conosco e assegurou aos profetas, apóstolos, discípulas e discípulos: "Eu estarei contigo" (cf. Ex 3,14; Js 1,9; Jr 1,19; At 18,9-10). Afinal "se Deus está conosco, quem será contra nós" (Rom 8,31).

 

Santarém 1972 assume a questão indígena como causa de toda a Igreja na Amazônia. Lembra que no mesmo ano por iniciativa dos bispos, mormente dos da Amazônia, foi fundado o Conselho Indigenista Missionário – Cimi.

Os bispos talvez não imaginavam quarenta anos atrás o imenso apoio que sua decisão significava aos direitos e à sobrevivência de dezenas de povos indígenas na região amazônica que, sem o empenho intransigente da Igreja, teriam desaparecido. A presença solidária e o apoio incondicional à luta por seus direitos foi fundamental para que hoje a maioria dos povos indígenas da região tenha suas terras demarcadas. Foi também de enorme importância gerar uma consciência de respeito e valorização dos povos, suas culturas e seus projetos de "Bem Viver". Dezenas de povos saíram do silêncio em que foram forçados a se ocultar para sobreviver. Ressurgiram das cinzas e estão lutando pelos seus direitos e suas terras. Alem disso a atuação corajosa dos missionários, selando seu compromisso através do sangue derramado pela vida desses povos, propiciou o surgimento de articulações e organizações dos povos indígenas, essenciais para a conquista de seus direitos e sua autonomia.

Os riscos de extermínio de vários grupos indígenas em estado de isolamento voluntário, exige um renovado compromisso com a sobrevivência de milhares de vidas e povos ameaçados de extinção.

 

Na perseverança salvareis vossas vidas (Lc 21,19)

 

Deparamo-nos hoje com uma verdadeira enxurrada de grandes projetos que os Governos querem implantar, seguindo a estratégia do "fato consumado". Não há discussão, nem consulta popular que merecesse este nome. Decide-se e executa-se. Oponentes são criminalizados ou taxados de inimigos do progresso. Também os ribeirinhos, seringueiros, quilombolas, e outros povos tradicionais sofrem pela falta de reconhecimento suas terras.

A ética na política prometida à nação e esperada pelo povo brasileiro cedeu lugar a uma sequencia ininterrupta de escândalos de corrupção em todos os níveis governamentais.

Somado a estes desafios nos deparamos com a emergência do fenômeno urbano, com o inchaço nas periferias das grandes cidade, exploração sexual, tráfico de pessoas e de drogas, violência. Em vez de investimentos em políticas públicas de saneamento básico, saúde, educação e segurança, o Estado prioriza políticas compensatórias, apoia e incentiva o grande capital, investe na construção de estádios monumentais e outras obras faraônicas.

"Podem roubar-nos tudo, menos a esperança" (D. Pedro Casaldáliga). No caminho de "Santarém", novamente nos lançamos nas estradas e rios, nas aldeias e quilombos, nos interiores e periferias das cidades, nos grandes centros urbanos desta imensa Amazônia, abraçando a Missão que nos foi confiada, comprometidos com toda a criação e na busca de sermos autênticas comunidades de fé alimentadas pela Palavra e pela Eucaristia. Nesta hora da história o nosso coração às vezes, se angustia por causa de tantas dificuldades que nos desafiam, aparentemente insuperáveis; no entanto, continuamos a ser chamados e enviados como missionários e profetas para alimentar a esperança, como âncora firme e segura (cf Hb 6,19), de um mundo novo, inaugurado por Jesus Cristo Crucificado e Ressuscitado..

 

 

 


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