sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 07/12/2012

REFLEXÃO

Jesus é reconhecido pelos cegos como o Filho de Davi, como aquele que realiza o que foi prometido por Deus a Davi no tempo em que ele era o Rei de Israel, de lhe dar um sucessor no trono. Mas Deus vai muito além do que foi prometido a Davi e instala, por meio de Jesus, o seu próprio Reino no meio dos homens, o Reino que é infinitamente superior ao Reino de Israel do Antigo Testamento e totalmente diferente dele. Mas só percebe a presença deste Reino quem tem fé, quem não é cego, mas tem os olhos abertos para as realidades espirituais.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Aldo Di Cillo Pagotto, SSS, Arcebispo da Paraíba - PB
  • Dom Orani João Tempesta, OCist, Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ
  • Dom Roque Paloschi, Bispo de Roraima - RR
  • Dom José Vieira de Lima, TOR, Bispo Emérito de São Luiz de Cáceres - MT
  • Dom Protogenes José Luft, SdC, Bispo de Barra do Garças - MT
  • Dom Jaime Luiz Coelho, Arcebispo Emérito de Maringá - PR
  • Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ, Arcebispo de São Salvador da Bahia - BA
  • Dom Edmilson Amador Caetano, Ocist, Bispo de Barretos - SP
  • Dom Antônio Braz Benevente, Bispo de Jacarezinho - PR
  • Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo - SP
NOTÍCIAS

Papa e as pregações do Advento: evangelizar um mundo pós-cristão

O Papa Bento XVI participou esta manhã, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano, da primeira pregação do Advento, feita pelo Pregador da Casa Pontifícia, frei Raniero Cantalamessa.

O tema desta primeira pregação foi dedicada ao tema "O Ano da Fé e o Catecismo da Igreja Católica".

A nossa situação, afirma o frei Cantalamessa, voltou a ser a mesma que no tempo dos apóstolos. "Eles tinham diante de si um mundo pré-cristão para evangelizar; nós temos diante de nós, pelo menos até certo ponto e em alguns ambientes, um mundo pós-cristão para evangelizar. Devemos voltar para o método dos apóstolos, trazer à luz "a espada do Espírito", que é o anúncio, em Espírito e poder, de Cristo morto pelos nossos pecados e ressuscitado para a nossa justificação."

O querigma, explicou ainda o Pregador da Casa Pontifícia, não é apenas o anúncio de alguns fatos ou verdades de fé claramente definidas; é também uma certa atmosfera espiritual. É responsabilidade do anunciador, por meio da sua fé, permitir ao Espírito Santo criar esta atmosfera.

É a unção do Espírito que faz passar dos enunciados de fé à sua realidade. A unção do Espírito Santo produz também um efeito, por assim dizer, "colateral" no anunciador: faz que ele experimente a alegria de proclamar Jesus e o seu Evangelho. Transforma a evangelização de tarefa e dever, numa honra e num motivo de orgulho. A "boa notícia", antes mesmo de quem a recebe, faz feliz quem a traz.

"Peçamos a Nossa Senhora a graça de experimentar, neste ano, muitos momentos de unção da fé", conclui o frei Cantalamessa.


Cimi contra extermínio dos povos indígenas

Com o objetivo de denunciar o genocídio, assassinatos e a violência, o Cimi lança o documento Povos Indígenas: aqueles que devem viver - Manifesto Contra os Decretos de Extermínio. O manifesto foi apresentado durante audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 4. Na ocasião, a Associação dos Juízes pela Democracia (AJD) e o Cimi entregaram manifesto subscrito por mais de 20 mil pessoas que aderiram à campanha Eu Apoio a Causa Indígena.

"Se durante a ditadura militar a resistência dos Waimiri Atroari ante a construção da rodovia transamazônica, na década de 1970, foi reprimida com bombas, metralhadoras e até armas químicas, hoje tal premissa genocida segue em curso na busca por uma identidade nacional desenvolvimentista, homogênea, sem a presença das comunidades em seus territórios tradicionais. Um exemplo é a construção de megaprojetos (estradas, hidrelétricas e projetos de mineração), que por onde passam deixam rastros de destruição e morte", lê-se no site do Cimi.

O extermínio contra os indígenas continua através do confinamento dos povos e comunidades em terras insuficientes, da morosidade do governo na condução dos processos de demarcação das terras de povos que vivem em acampamentos provisórios, com o descaso na área da saúde e educação. Segue ainda na omissão do poder público diante das agressões cotidianas sofridas pelos povos, além da invasão do território tradicional por madeireiros, fazendeiros, narcotraficantes. A violência sistemática é cometida contra como um decreto de extermínio que nunca foi revogado pelas forças anti-indígenas.

Alguns exemplos concretos podem ser apresentados, como é o caso do povo Xavante de Marãiwatsédé, no Mato Grosso, em luta pela extrusão do seu território invadido por fazendeiros. Também dos Guarani Kaiowá e Terena do Mato Grosso do Sul, expropriados de suas terras pelo agronegócio, vivendo em situações desumanas. No mesmo estado, os Kadiwéu tiveram suas terras demarcadas há mais de 100 anos e correm o risco de serem novamente expulsos.

Chamam também a nossa atenção as dezenas de acampamentos à beira de rodovias, espalhados na região sul do país, nos quais os povos Guarani e Kaingang enfrentam baixas temperaturas e o perigo dos atropelamentos. No Maranhão, os Awá-Guajá sofrem as mais diversas pressões, com destaque para assassinatos e invasões de terras homologadas.

Embora seja consenso a importância da pluralidade étnica e cultural, por outro lado não existem políticas concretas em defesa do modo de viver dos indígenas, em pese tais povos tenham seus direitos resguardados pela Constituição Federal. Após quase 40 anos (1974) da publicação do documento Y-Juca-Pirama: O índio aquele que deve morrer - que denunciou a política genocida do governo brasileiro e gerou impacto junto à opinião pública nacional e internacional, durante os anos da ditadura - muita das ameaças aos povos indígenas denunciadas pelo Cimi naquela ocasião ainda persistem.

O Cimi publica esse segundo manifesto no intuito de concretizar a profecia anunciada pelo Y- juca Pirama: "Chegou o momento de anunciar, na esperança, que aquele que deveria morrer é aquele que deve viver".

O sumário do manifesto ainda traz um bloco de artigos sobre o projeto de vida dos povos indígenas, os principais documentos indígenas dos últimos 40 anos e a republicação do Y Juca Pirama, lançado em 1974. Como anexo, as terras e povos indígenas afetados pelos grandes empreendimentos.


Cidade paranaense acolhe encontro Estadual de destinos de Turismo Religioso

O Santuário de Nossa Senhora das Brotas, em Piraí do Sul (PR), é sede do encontro Estadual de destinos de Turismo Religioso. O encontro aconteceu de 5 a 7 de dezembro e teve como objetivo articular, discutir as destinações de turismo religioso no Paraná, a estrutura turística e a evangelização nos santuários.

As políticas públicas e o planejamento do turismo religioso, como também o vínculo com a evangelização foram matérias de discussão. Os cases do Santuário de Aparecida, de Nossa Senhora do Rocio e de Nossa Senhora das Brotas evidenciaram o potencial atrativo e evangelizador dos santuários.

Para o secretario de turismo de Piraí do Sul, Marcelo Miró Cioffi, o evento auxilia na troca de experiência e divulgação dos destinos de turismo religioso. "A troca de experiências e conversa entre reitores de santuários, secretários de turismo, agências e outras pessoas envolvidas é um momento de avaliação para prestar melhor os serviços turísticos", salienta o secretário.

O diretor de administração e finanças da Paraná Turismo, Antônio Devech, ressaltou a importância do encontro. Segundo Devech "o turismo religioso é um dos segmentos mais importantes que o Paraná possui".

O Regional Sul 2 da CNBB (Paraná) esteve presente através de seu secretário executivo, padre Mário Spaki, e do padre Ademar de Oliveira Lins, assessor da Pastoral do Turismo, que em 2002 foi quem deu os primeiros passos nessa Pastoral no estado do Paraná.

Foi constituída uma equipe para coordenar os trabalhos e o próximo encontro será em Cascavel, dias 12 e 13 de março. Para a ocasião serão convidados todos os reitores de santuários do Paraná, que junto com o presidente do Regional Sul 2, dom João Bosco Barbosa de Souza, bispos de União da Vitória, traçarão circuitos de turismo religioso para interligar os santuários.


Assembleia da Infância e Adolescência Missionária recebe visita do Secretário Geral da CNBB

Os participantes da 17ª Assembleia Nacional da Infância e Adolescência Missionária (IAM), que acontece sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM) em Brasília (DF), iniciaram os trabalhos na manhã desta sexta-feira, 7, com uma missa presidida por dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário Geral da CNBB e bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília.

"Ser cristão, em primeiro lugar é ser seguidor e seguidora de Jesus, independentemente do serviço que prestamos na comunidade. O Evangelho nos mostra isso", afirmou dom Leonardo.

Ao comentar sobre os símbolos do Advento, tempo litúrgico que prepara o Natal de Jesus, o bispo observou que, apesar da beleza do ambiente, "nós ainda não vimos o Menino". Segundo ele, "existe algo próprio e extraordinário na experiência cristã que é ser tocado por Jesus, momento em que começamos a abrir os olhos. A sensação que temos é de que só conseguimos seguir Jesus de fato quando formos tocados por ele".

Hoje a Igreja recorda Santo Ambrósio, bispo de Milão na Itália que batizou Santo Agostinho. "Agostinho esteve a caminho de Jesus por vários anos, mas somente quando foi tocado por ele na fala de Ambrósio é que começou ver algo extraordinário. Com isso, se torna um dos maiores pensadores da Igreja. Depois de ter sido tocado e educado pela mãe, Santo Mônica que rezava todos os dias. Talvez as nossas crianças e adolescentes ao entrar na dinâmica missionária, vão seguindo Jesus, mas em determinado momento, depois de tanto anunciar Jesus, de repente percebam como é extraordinário conhecê-Lo. Isso por que foram atingidos lá dentro do coração", destacou dom Leonardo em sua reflexão.

Em nome da CNBB, dom Leonardo agradeceu aos coordenadores estaduais da IAM pelos serviços prestados à Igreja em todo o Brasil. "Onde o trabalho da IAM acontece, as crianças transformam o ambiente, são sinais, a comunidades se torna ativa. As crianças são uma presença mais tranquila, de paz e fraternidade também no ambiente da escola", disse. "No serviço que prestamos, Jesus vai abrindo os nossos olhos para percebermos cada vez mais, a grandeza dessa experiência de estarmos numa relação profunda com Ele e com a Trindade Santa. Nossas crianças e adolescentes na experiência que fazem de anunciar Jesus abrem os olhos para essa grandeza tão estupenda de serem cristãos seguidores, discípulos de Jesus e por isso, missionários", concluiu.

No restante da manhã os participantes da Assembleia tiveram um momento de espiritualidade orientado Dom Eduardo Zielski, bispo de Campo Maior (PI) e referencial para a dimensão missionária no estado do Piauí.


Arquidiocese de Juiz de Fora premia jornalistas no 2º Troféu Imprensa

Nessa quarta-feira, 5 de dezembro, jornalistas e autoridades de Juiz de Fora (MG) e região se reuniram no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio para a premiação do 2º Troféu Imprensa Arquidiocese JF. Com o tema "O lado humano do cotidiano", profissionais foram premiados em quatro categorias: Rádio, TV, Impresso e Fotografia. Cerca de 80 pessoas estiveram presentes na cerimônia, que foi conduzida pelo arcebispo metropolitano de Juiz de Fora, dom Gil Antônio Moreira.

Os profissionais premiados foram: Categoria Rádio (Troféu Pe. Wilson Vale) – Danielle Quinelato, da Rádio Energia, com a matéria "Aniversário da Associação dos Cegos"; Categoria TV (Troféu Dom Geraldo Penido) – Michele Pacheco, da TV Alterosa, com a matéria "Dia do Bombeiro – Heróis de Verdade"; Categoria Impresso (Troféu Monsenhor Burnier) – Daniela Arbex, do Tribuna de Minas, com a matéria "Superação e esperança nas ruas" e Categoria fotojornalismo (Troféu Monsenhor Miguel Falabella) – Ângelo Savastano, do Diário Regional, com a fotografia "Visita à base de pacificação, Morro do Alemão e Penha".

"O que interessa é a dignidade e o progresso da pessoa humana. E isso os jornalistas sabem fazer com seu trabalho na comunicação", destacou o arcebispo metropolitano, dom Gil Antônio Moreira.

O coordenador da Pastoral da Comunicação (Pascom), padre Antônio Camilo de Paiva, falou sobre a mensagem do papa Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações 2012, que teve como tema "Silêncio e Palavra: caminho da evangelização". Para o sacerdote também é papel do jornalista enxergar o lado humano na realidade corriqueira.

A cerimônia foi encerrada com um jantar de confraternização para os profissionais presentes.

O Troféu Imprensa Arquidiocese JF teve a primeira edição em outubro de 2011 e premia produtos jornalísticos de meios laicos da região pertencente a Igreja Particular (Juiz de Fora e mais 36 cidades da região).


Diocese de Criciúma a menos de um mês da acolhida dos Símbolos da JMJ

Entre os dias 04 a 07 de janeiro de 2013, a diocese de Criciúma acolhe os Símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que irá acontecer de 23 a 28 de julho, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), reunindo milhões de jovens e católicos do mundo inteiro com o papa Bento XVI.

A Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora, Símbolos da JMJ, virão acompanhados em todas as dioceses de Santa Catarina pela imagem da bem-aventurada Albertina Berkembrock, a beata catarinense que se tornou uma das intercessoras da JMJ, como modelo de virtude nos valores evangélicos.

A chegada dos Símbolos à diocese de Criciúma está marcada para as 16h do dia 04 de janeiro, vindos da diocese de Lages. A acolhida será feita na Paróquia Imaculado Coração de Maria, em Lauro Müller e segue uma extensão programação sobre as comarcas, durante os três dias de peregrinação, até às 15h do dia 07, quando retornam à Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Urussanga, para a celebração de Envio para a diocese de Tubarão.

"A peregrinação da Cruz é algo da Igreja e não uma atividade exclusiva aos jovens ou a uma pastoral ou movimento. Ela permeia a caminhada de todos os segmentos e lideranças. Receber os Símbolos da Jornada é receber os símbolos da Igreja universal. Não se trata somente de um grande evento, mas de um acontecimento. Quando a Igreja faz este olhar para o Brasil e envia os Símbolos entregues pelo papa João Paulo II aos jovens, tendo em vista todo o seu histórico no mundo inteiro, entendemos que representam muito para a vida da Igreja", afirma um dos coordenadores do Setor Diocesano de Juventude, Marcos Tramontin Serafim.

Símbolos passarão pelo litoral

Segundo Marcos, o cronograma da peregrinação dos Símbolos já está pronto e começa a ser divulgado junto às paróquias, sendo que cada comarca organizou a acolhida de acordo com sua realidade. "Tendo em vista esse período em que as pessoas se deslocam muito para a praia, além das regiões de interior, nossa diocese priorizou atividades também na região litorânea: mais ao sul, em Balneário Gaivota; ao centro, em Balneário Arroio do Silva e ao norte, em Balneário Rincão, neste último, acompanhando a tradicional celebração do Terno de Reis", informa o coordenador.

Mais atividades

Após a peregrinação dos símbolos, o Setor Diocesano de Juventude prepara 2013 com uma agenda repleta de atividades, tendo por foco principal a divulgação e arrecadação de fundos, através do projeto "Rio que Cresce entre Nós", iniciativa do Regional Sul 4 da CNBB (Santa Catarina) que perdura até o dia 1º de março e a Semana Missionária, que antecederá a Jornada Mundial da Juventude. Na ocasião, a Diocese de Criciúma se dispõe a acolher até 250 jovens estrangeiros.

Com o lema "Ide e fazei discípulos entre todas as nações" (Mt 28,19), Marcos enfatiza que a Jornada Mundial da Juventude e todos os eventos que lhe antecedem sejam um apelo a toda a Igreja a voltar os olhos e a acolhida aos jovens, motivando e favorecendo seu protagonismo junto às comunidades.


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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 06/12/2012

REFLEXÃO

Somente quem faz a vontade do Pai que está nos céus irá participar plenamente do seu Reino. Jesus veio até nós para nos revelar quem é o Pai, assim como a sua vontade, para que, a partir do seu conhecimento, pudéssemos praticá-la e participar conscientemente do Reino. Por isso, todos os que desejam a vida eterna devem fundamentar a sua existência na palavra de Jesus e procurar viver segundo os valores que ele pregou no Evangelho, colocando em prática a vontade do Pai, que Jesus, ao se fazer homem e vir ao mundo, revelou para todos nós.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Moacir Silva, Bispo de São José dos Campos - SP
  • Dom Antônio Agostinho Marochi, Bispo Emérito de Presidente Prudente - SP
  • Dom Volodemer Koubetch, OSBM, Eparca de São João Batista em Curitiba dos Ucranianos
  • Dom Pedro Antônio Marchetti Fedalto, Arcebispo Emérito de Curitiba - PR
  • Dom Albano Bortoletto Cavallin, Arcebispo Emérito de Londrina - PR
  • Dom Jayme Henrique Chemello, Bispo Emérito de Pelotas - RS
  • Dom Otacílio Luziano da Silva, Bispo de Catanduva - SP

Ordenação Episcopal

  • Dom Antônio Agostinho Marochi, Bispo Emérito de Presidente Prudente - SP
NOTÍCIAS

Coordenadora da Pastoral da Criança visita comunidades no Nordeste

A coordenadora da Pastoral da Criança, irmã Vera Lúcia Altoé, cumpre neste final de ano uma extensa agenda de visitas às comunidades dos estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco. Em Natal (RN), irmã Vera visitou na terça-feira, dia 4, o arcebispo dom Jaime Vieira Rocha. No domingo, em Pernambuco, estará nas comemorações pelos 25 anos da Pastoral da Criança em Afogados da Ingazeira.

Um convite e um pedido estiveram na pauta do encontro da coordenadora nacional com o arcebispo de Natal. Acompanhada pela coordenadora estadual, Marlúzia Pessoa, e do coordenador arquidiocesano, Milton Dantas, irmã Vera convidou dom Jaime a participar da celebração pelos 30 anos da Pastoral da Criança, dia 29 de julho de 2013. O evento acontece durante o Congresso Nacional da Pastoral da Criança (27 de julho a 2 de agosto de 2013), em Aparecida (SP).

Irmã Vera também falou com o arcebispo sobre a parceria entre a Pastoral e as companhias de energia elétrica em diversos estados do país. "Já efetuamos esta parceria em 15 estados. Cada pessoa doa, mensalmente, através da conta de energia, dois reais, no mínimo. O dinheiro é revertido para as ações da entidade", explicou a coordenadora nacional. Dom Jaime manifestou apoio à iniciativa da Pastoral da Criança em estabelecer parceria com a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN).

No Rio Grande do Norte, a coordenadora participou de celebrações e encontros com lideranças em Natal, Mossoró, São Rafael e em Caicó – que comemorou os 25 anos de Pastoral da Criança na diocese. Em Pernambuco estará em Petrolina, Salgueiro e em Custódia para as comemorações dos 20 anos de Pastoral da Criança na diocese de Floresta. Entre outras visitas, irmã Vera vai participar domingo (dia 9) da celebração pelos 25 anos de Pastoral da Criança em Afogados da Ingazeira.

25 anos em Curitiba

O arcebispo de Curitiba (PR), dom Moacyr José Vitti, preside hoje, 6 de dezembro, a Celebração Eucarística em Ação de Graças pelos 25 anos de ações da Pastoral da Criança na capital paranaense. A missa na Igreja Bom Jesus (Praça Rui Barbosa), às 15 horas, deverá reunir grande público entre coordenadores, líderes voluntários, convidados e famílias das comunidades acompanhadas pela Pastoral da Criança da arquidiocese.

A celebração homenageia especialmente todas as mulheres que nestes 25 anos dedicaram-se ao serviço, à doação em favor da vida das crianças e levaram apoio e esperança para as famílias nas comunidades mais carentes. Coordenada por Maria José Martins Fabiano, a Pastoral da Criança de Curitiba - pela ação solidária de 1.228 voluntários - acompanha nos quatro setores um total de 7.372 crianças de zero a seis anos de idade, 401 gestantes, 6.254 famílias em 195 comunidades.


Começa a 17ª Assembleia Nacional da Infância e Adolescência Missionária

Tem início nesta quinta-feira, 6, a partir das 19h, a 17ª Assembleia Nacional da Infância e Adolescência Missionária (IAM). Trata-se do momento que os coordenadores estaduais da Obra se encontram para avaliar as atividades realizadas durante o ano e planejar os trabalhos e ações de 2013.

Dois eventos significativos norteiam a Assembleia deste ano: os 170 anos de fundação da Infância e Adolescência Missionária no mundo (1843-2013), e a Jornada Nacional da Obra que terá início na abertura das celebrações dos 170, em maio do próximo ano, e deverá integrar o calendário de atividades da IAM no Brasil, conforme explica o secretário nacional da Obra, padre André Luiz de Negreiros.

"Vamos celebrar os 170 anos da IAM. Para isso já pensamos uma série de atividades e materiais. A abertura das celebrações acontecerá com a Jornada Nacional da Infância no último domingo de maio de 2013 e a partir daí todos os anos celebraremos esse evento", disse o secretário.

De acordo com padre André, a celebração dos 170 anos da IAM será realizada de maneira descentralizada, ou seja, pelos grupos espalhados por todo o Brasil. Os materiais e subsídios de apoio como cartaz, logomarca, tema e lema, roteiros de celebração e, o lenço e escudo (símbolos da Obra) começarão a ser enviados assim que alguns detalhes forem definidos na Assembleia Nacional. A proposta das Pontifícias Obras Missionárias é que os regionais façam, durante a celebração do Ano da IAM, minicongressos diocesanos ou com o agrupamento de dioceses vizinhas.

A Jornada, por sua vez, o segundo ponto de destaque nesta edição da Assembleia Nacional da IAM, terá o objetivo de consagrar as crianças de todo o Brasil aos cinco continentes. "No próximo ano as consagraremos ao continente americano e, nesta Assembleia Nacional da IAM, nós escolhemos o tema e o lema e o continente que será consagrado no ano seguinte", explicou padre André. O Congresso Americano da IAM que acontecerá em 2014, em Aparecida (SP), evento para assessores da IAM, será o desfecho das celebrações dos 170 anos da Obra.

Experiência da IAM da Argentina

A secretária nacional da IAM da Argentina, irmã Marcela Davies, também participa da Assembleia que começa hoje. No sábado ela irá partilhar as experiências da Obra em seu país. "Irei partilhar com os coordenadores estaduais do Brasil as experiências da IAM da Argentina através da nossa caminhada missionária", disse. A secretária destacou ainda que irá dar ênfase à caminhada conjunta da IAM no Cone-Sul: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. "Nosso trabalho tem dado certo e a união dos países do Cone-Sul tem sido fundamental às nossas ações. Assim também deve ser no país com o trabalho desenvolvido pelos estados".

Programação

Nesta quinta-feira acontece a abertura e as boas-vindas aos coordenadores estaduais. Logo após serão distribuídos os trabalhos. Amanhã, 7, o bispo de Campo Maior (PI) e referencial para a dimensão missionária no estado do Piauí, dom Eduardo Zielski, celebra a eucaristia e faz um momento de espiritualidade. O diretor nacional das POM, padre Camilo Pauletti, apresenta em seguida os novos materiais missionários e os demais secretários falam da caminhada das Obras Missionárias que acompanham. Padre André fecha o primeiro dia com uma avaliação dos encontros realizados durante 2012, nos regionais.

No sábado, 8, o primeiro momento de trabalhos é desenvolvido pela irmã Marcela, da Argentina, que partilha os trabalhos desenvolvidos pela IAM em seu país e relata as experiências das Jornadas Nacionais da Obra que já acontecem lá. Após o almoço os coordenadores visitam o Centro Cultural Missionário (CCM). No primeiro momento da tarde serão definidos o tema, lema e materiais para o Ano da IAM no Brasil. No fim da tarde acontece um momento de espiritualidade: Novena de Natal e à noite uma confraternização com os missionários brasileiros e estrangeiros do CCM.

A Assembleia encerra no domingo com o planejamento das atividades de 2013 (definição de calendário); encontro com coordenadores diocesanos e avaliação.


Dom Orani presidirá lançamento do livro do Papa Bento XVI no Rio

Neste dia 6 de dezembro, às 19h, no auditório do Edifício João Paulo II, no Rio de Janeiro (RJ), o arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, presidirá o lançamento da edição portuguesa do último livro da trilogia "Jesus de Nazaré", escrita pelo papa Bento XVI sobre a vida de Cristo. Esta será a primeira atividade da Cátedra Ratzinger, da PUC-Rio.No lançamento, os livros serão vendidos pela Editora Planeta, que tem os direitos para o Brasil.

O livro "A Infância de Jesus" — publicação lançada primeiramente no dia 20 de novembro, no Vaticano — está sendo traduzido em 20 idiomas, incluindo português para o Brasil, e publicado em 72 países, saindo simultaneamente em 50 desses, com uma tiragem inicial de um milhão de cópias.

De acordo com informações da assessoria de imprensa desta arquidiocese, no lançamento aqui no Brasil, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Paulo Cezar, será o coordenador da mesa de expositores, composta pelo padre Mário França de Miranda (coordenador da Cátedra Ratzinger, PUC-Rio), pelo padre Leonardo Agostini (professor da PUC-Rio), por Luiz Paulo Horta (presidente do Centro Dom Vital) e por Maria Clara Bingemer (teóloga e professora da PUC-Rio).

"Ressalto, em primeiro lugar, o estilo do livro, que une rigor intelectual, profundidade e erudição com uma espiritualidade, afetividade espiritual muito grandes. Isto é fundamental. O livro é mais para ser rezado, meditado, do que estudado... Embora possa ser estudado também, pois o Papa fornece uma vasta bibliografia, cita fontes, e tudo. Creio que este tom de espiritualidade é fundamental para servir como preparação para o Natal também", comentou a teóloga e professora da PUC-Rio, Maria Clara Bingemer, por ocasião do lançamento no Vaticano.

O livro

Com 176 páginas, o livro, aborda a infância de Jesus, sendo dividido em quatro capítulos, nos quais o arco histórico começa na sua genealogia e termina na separação e reencontro com os pais, em Jerusalém.

"Espero que o pequeno livro, não obstante os seus limites, possa ajudar muitas pessoas no seu caminho rumo a e com Jesus", sublinha Bento XVI.

O primeiro capítulo da obra é dedicado à ascendência de Jesus, narrada nos evangelhos de Mateus e Lucas, diferentes entre si mas com o mesmo significado teológico: o aparecimento na História e a sua origem verdadeira, que marcam um novo início na história do mundo.

O anúncio do nascimento de João Batista e de Jesus ocupa a segunda parte, na qual Bento XVI sublinha que Deus, "de certa maneira, fez-se dependente" da humanidade porque se sujeitou ao "'sim', não forçado, de uma pessoa humana", Maria, que aceitou ser mãe.

O contexto histórico do nascimento de Jesus, sob o Império Romano, e o estudo dos elementos que compõem as suas narrativas nos Evangelhos, como a pobreza e o presépio, constituem temas abordados na terceira parte.

No quarto e último capítulo, Bento XVI apresenta a perspetiva sobre os sábios que viram a estrela e a seguiram até ao local do nascimento de Jesus, a que a tradição cristã dá o nome de reis magos, e a fuga de Jesus, Maria e José para o Egito, devido à perseguição da autoridade judaica.

O epílogo acompanha o relato do último episódio da infância, narrado no evangelho segundo São Lucas, quando na peregrinação pascal a Jerusalém, Jesus, então com 12 anos, se afasta de Maria e de José para entrar no templo, onde discutiu com os doutores.

O Edifício João Paulo II fica na Rua Benjamin Constant, 23, na Glória, Rio de Janeiro.


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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 05/12/2012

REFLEXÃO

Todas as promessas que foram feitas no Antigo Testamento a respeito de Jesus começam a ser realizadas. Jesus cura todas as deficiências, de modo que as pessoas, além de não serem mais escravas do mal que possuíam, também podem ser novamente inseridas na vida social, deixando de ser excluídas e dependentes do auxílio dos demais. Jesus também multiplica os pães mostrando que Deus quer a saciedade de todos e que não quer entre os homens a fome e a miséria, pois o Reino de Deus é o reino da abundância de bens e de dons.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Antônio Carlos Félix, Bispo de Luz - MG

Ordenação Presbiteral

  • Dom Manuel Edmilson da Cruz, Bispo Emérito de Limoeiro do Norte - CE
  • Dom José Mauro Ramalho de Alarcón Santiago, Bispo Emérito de Iguatu - CE
  • Dom José Ruy Gonçalves Lopes, OFMCap, Bispo de Jequié - BA
  • Dom Paulo Cezar Costa, Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ

Ordenação Episcopal

  • Dom Claudio Nori Sturm, OFMCap, Bispo de Patos de Minas - MG
NOTÍCIAS

Pastoral da Pessoa Idosa realiza 10ª Assembleia Geral em Curitiba

Representantes estaduais da Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) de todo o Brasil estão reunidos em Curitiba para participar da 10ª Assembleia Geral da entidade. O encontro será na Casa da Medalha Milagrosa, até a próxima sexta-feira, 7 de dezembro.

A Pastoral da Pessoa Idosa tem como presidente dom José Antônio Peruzzo, bispo de Palmas/Francisco Beltrão (PR) e como coordenadora nacional a irmã Terezinha Tortelli.

Entre os temas abordados na Assembleia, uma retrospectiva 2012; o envelhecimento no Brasil; e o perfil de fragilidade das pessoas idosas acompanhadas pela Pastoral.

Esta Pastoral foi fundada em 5 de novembro de 2004, com a 1ª Assembleia Nacional e a aprovação de seu Estatuto.

A Pastoral da Pessoa Idosa tem por objetivo assegurar a dignidade e a valorização integral das pessoas idosas através da promoção humana e espiritual, respeitando seus direitos, num processo educativo de formação continuada destas, de suas famílias e de suas comunidades sem distinção de raça, cor, profissão, nacionalidade, sexo, credo religioso ou político; para que as famílias e as comunidades possam conviver respeitosamente com as pessoas idosas, protagonistas de sua auto-realização.


Toma posse nova secretária geral do Conic

Ao tomar posse na função de secretária geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), a pastora luterana, Romi Márcia Bencke, deu andamento ao seu primeiro ato oficial: convidou os 18 representantes regionais do organismo ecumênico a refletirem sobre o diálogo inter-religioso para que a Comissão Teológica possa emitir documento a respeito do tema até abril de 2013.

Pastora Romi foi empossada na celebração ecumênica oficiada na sexta-feira, 30 de novembro, na Paróquia São José Operário, em Brasília, e que contou com a participação de autoridades religiosas, civis, representantes de entidades sociais, amigos e convidados.

Na homilia, o presidente do Conic, dom Manoel João Francisco, frisou a importância de se cultivar uma fé sólida, mas baseada na compreensão e na aceitação do outro, no amor ao próximo e na valorização das diferenças. "A diferença é uma fonte de riqueza na busca da verdade", disse, destacando que a entidade que preside quer ampliar a participação de Igrejas no quadro de membros.

Participaram da celebração ecumênica, além da diretoria, presidentes e bispos das igrejas membro do Conic, a assessora da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Marga Ströher; o secretário executivo do Conselho Latino-Americano de Igrejas, Darli Alves; a vice-presidente nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) Mulher, Regina Perondi; a assessora do Centro de Estudos Bíblicos, Mônica de Souza; o assessor da Secretaria Geral da Presidência, do Departamento de Diálogos Sociais, Alexandre Brasil, que na oportunidade representou o ministro Gilberto Carvalho; a coordenadora do Servindo aos Pastores e Líderes (SEPAL), Ilaene Schüler, o secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário, Cleber Buzatto; o facilitador da Rede Ecumênica da Juventude, Lucas Correa, e o coordenador do Movimento de Educação de Base, padre Gabriele Cipriani.


Dom Tarcísio Scaramussa é nomeado vigário geral da arquidiocese de São Paulo

O arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer, nomeou como vigário geral "ad ínterim" para a arquidiocese de São Paulo, dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar da arquidiocese e vigário da Região Episcopal Sé.

De acordo com o ato de nomeação, dom Tarcísio assume como vigário geral da arquidiocese sem prejuízo a outras funções que realize, como por exemplo, o fato de ser o bispo referencial do Setor Juventude.

Em entrevista para o site da arquidiocese, o bispo disse que sente "grande proximidade, apoio e fraternidade da parte de dom Odilo, o que me faz sentir sempre sereno e seguro no serviço à arquidiocese de São Paulo.

Leia a íntegra da entrevista:

Site da Arquidiocese -  Como o senhor recebe essa nomeação?

Dom Tarcísio Scaramussa - Recebo-a como um mandato de serviço, ao qual me disponho a acolher com alegria e dedicação, como uma extensão do trabalho que já realizo juntamente com os outros bispos auxiliares da arquidiocese e com dom Cláudio Hummes.

Site da Arquidiocese -  Quais as atribuições deste cargo?

Dom Tarcísio - O Vigário geral é alguém a quem o bispo diocesano delega poder ordinário para ajudá-lo no governo de toda a diocese. De acordo com o Código de Direito Canônico, "compete ao Vigário geral o poder executivo que, por direito, pertence ao Bispo diocesano, para praticar os atos administrativos, exceto aqueles que o Bispo tenha reservado a si, ou que, pelo direito, requeiram mandado especial do Bispo" (Cân. 479). Dom Odilo nomeou-me interinamente, ou seja, por um período provisório.

Site da Arquidiocese -  Como o senhor vê a confiança da Igreja no senhor?

Dom Tarcísio - A Igreja é mediação de Deus, portanto, sinto em cada chamado de serviço que ela faz a vontade de Deus para mim. O Senhor que nos confia uma missão, nos assiste em todos os momentos, também através da própria Igreja. Particularmente, tenho sentido grande proximidade, apoio e fraternidade da parte de dom Odilo, o que me faz sentir sempre sereno e seguro no serviço à arquidiocese de São Paulo.


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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 04/12/2012

REFLEXÃO

Felizes somos todos nós que nos abrimos à ação da graça divina e reconhecemos a presença de Jesus em nossas vidas. Felizes somos todos nós que aceitamos de bom coração esta presença e acolhemos Jesus. Felizes somos todos nós que nos abrimos à ação do Espírito Santo de modo que, conduzidos por ele, renunciamos à sabedoria do mundo como um fim em si e aceitamos o mistério que nos abre para as realidades eternas e imutáveis. Felizes somos todos nós que somos amados por Deus que, a partir da revelação que nos vem por Jesus, nos permite viver conscientemente aqui na terra as realidades do céu.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Ângelo Pignoli, Bispo de Quixadá - CE
  • Dom Luiz Gonzaga Fechio, Bispo Auxiliar de Belo Horizonte - MG

Ordenação Presbiteral

  • Dom Gilberto Pereira Lopes, Arcebispo Emérito de Campinas - SP
  • Dom João Alves dos Santos, OFMCap, Bispo de Paranaguá - PR
NOTÍCIAS

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil comemora 30 anos

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) comemorou, no dia 30 de novembro, 30 anos de atuação e caminhada ecumênica. Para celebrar essa data, três atividades foram programadas ao longo do dia. A primeira foi uma roda de diálogo, que reuniu representantes da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), ex-presidentes do CONIC, diretores e membros do Conselho Curador, composto por presidentes das Igrejas que compõem o Conselho. O segundo momento foi uma reunião na sede recém reformada, encerrando com uma celebração ecumênica na Paróquia São José Operário, que contou com aproximadamente 150 pessoas.

Roda de Diálogo

A primeira atividade do dia teve como sede o Centro Cultural de Brasília. O momento foi aberto com o presidente do CONIC, dom Manoel João Francisco, dando as boas vindas aos presentes. Logo após, cada um dos participantes puderam colocar, para a meditação do grupo, fatos importantes que têm acontecido no mundo e que geram impacto na vida de muitos, como o reconhecimento da Palestina enquanto "Estado Observador" nas Nações Unidas, as tentativas sérias de combate à violência, o Fórum Social Mundial Palestina Livre, o Dia do Evangélico, entre outros.

Também foi feita uma partilha do texto bíblico de Efésios 2:18-22 e, na etapa seguinte, a diretora executiva da CESE, Eliana Rolemberg, falou sobre dois assuntos importantes não apenas para as Igrejas e os movimentos sociais, mas para todo o país: o Marco Regulatório, que deverá definir as relações entre o Estado brasileiro e entidades da sociedade civil, e a Comissão Nacional da Verdade, que pretende apurar as violações aos direitos humanos praticados por agentes públicos ocorridos entre 1946 e 1988.

Também estiveram presentes no momento o 1° e a 2° vice-presidente do CONIC, dom Francisco de Assis e presbítera Elinete Miller, respectivamente; o tesoureiro e a secretária geral, pastor sinodal Altemir Labes e pastora Romi Bencke; o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Leonardo Steiner; o pastor presidente da IECLB – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Nestor Friedrich; a moderadora da IPU – Igreja Presbiteriana Unida, Anita Sue; o bispo primaz da IEAB – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, dom Maurício Andrade; a presidente da CESE, Eleni Rodrigues, acompanhada da 2° secretária da entidade, Girlaine Gomes; o bispo auxiliar da arquidiocese de Salvador (BA), dom Gilson Andrade; os ex-presidentes do CONIC, dom Sinésio Bohn, Adriel Maia (metodista) e Rolf Schünemann (luterano), juntamente com o ex-secretário geral Ervino Schmidt; o pastor Guilherme Lieven (IECLB) e o assessor de política da CNBB, padre Geraldo Martins.

Reunião na Sede

A reunião na sede do Conselho foi marcada por muita emoção. Inicialmente, dom Manoel apresentou as novas instalações do espaço, especialmente decorado para receber os convidados. Uma das salas recém inaugurada trazia objetos que faziam alusão ao CONIC ainda em Porto Alegre (RS), afinal, foi lá que tudo começou. Na sala ao lado, também inaugurada no dia, a decoração e os objetos dispostos já lembravam o planalto central, uma referência à transferência do Conselho para a Capital Federal.

Um dos momentos que reservou grandes surpresas foi descerramento da galeria dos ex-presidentes, uma homenagem àqueles que muito contribuíram para o crescimento e amadurecimento do CONIC. A presidente da CESE, Eleni Rodrigues, e o presidente do CONIC, dom Manoel, puxaram juntos o manto vermelho que cobria a Galeria e, em seguida, cada um dos ex-presidentes, que agora também contava com a presença do pastor Carlos Möller, fizeram uma pequena memória de suas gestões.

Vale lembrar que as cinco igrejas-membro foram presenteadas com um quadro com a logo comemorativa dos 30 anos do CONIC, além da CESE, tendo em vista a longa parceria entre as duas entidades. "Somos gratos pela vida do CONIC e por sua longa caminhada. Hoje podemos, mais uma vez, celebrar esse aniversário e reafirmar o compromisso da CESE com o CONIC e o ecumenismo", disse Eleni.

O momento ainda contou com a presença do delegado patriarcal da ISOA – Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, dom Tito Paulo Hanna; da secretária da diretoria do CONIC, Zulmira Inês; do ex-secretário geral Gabriele Cipriani e do membro da Comissão Teológica Joanilson Pires do Carmo.

Celebração Ecumênica

Realizada na Paróquia São José Operário, em Brasília, a celebração ecumênica reuniu cerca de 150 pessoas, entre autoridades do meio religioso e autoridades civis, representantes de organismos ecumênicos, dos movimentos sociais, além de amigos, familiares e parceiros de caminhada.

No momento da pregação, dom Manoel falou da importância de se cultivar uma fé sólida, mas baseada na compreensão e na aceitação do outro, no amor ao próximo e na valorização das diferenças. "A diferença é uma fonte de riqueza na busca da verdade", disse, enfatizando que o CONIC está aberto à adesão de outras igrejas "queremos atrair novas Igrejas e, com isso, ampliar o diálogo", encerrou.

A instalação oficial da pastora Romi como secretária geral também foi outro momento solene. Para isso, acompanhou dom Manoel o pastor presidente da IECLB, Nestor Friedrich.

Autoridades religiosas e parceiros de caminhada do CONIC, presentes na celebração dos 30 anos, falaram sobre o importante papel do Conselho na promoção da paz, na busca por justiça e na construção de uma sociedade mais fraterna. Leia abaixo:

Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília

"Nosso sentimento com esses 30 anos é de gratidão a Deus, de gratidão a todos que têm contribuído para que o Conselho chegasse até aqui. Ainda temos um desafio imenso que é a unidade dos cristãos, e os caminhos a percorrer são longos. Mas não nos falta esperança e, particularmente, acredito que esta celebração seja ocasião para retomar um ânimo ainda maior, com mais disposição e vigor rumo ao ecumenismo. Assim fazendo, procuramos responder a palavra de Jesus 'que todos sejam um'".

Pastor Nestor Friedrich, presidente da IECLB

"A celebração dos 30 anos do CONIC é um momento muito bonito. A IECLB é uma igreja que sempre acompanhou esse processo, aliás, somos uma igreja que aposta muito na caminhada ecumênica, temos o ecumenismo no nosso DNA. Cabe dizer que o papel do CONIC é fundamental no sentido de unir as igrejas na busca de alternativas, para pautar agendas que, enquanto igrejas isoladas, não seria possível. Exemplos disso são a questão da terra, os conflitos que envolvem a terra, e o Marco Regulatório, dois temas de enorme importância e que só vamos conseguir avançar se pautarmos isso de forma conjunta".

Anita Sue, moderadora da IPU

"Nesse momento de celebração e de alegria pelos 30 anos do CONIC, tendo em vista que o Conselho já nomeou sua primeira secretária geral, a pastora Romi, e falo isso como a primeira moderadora da IPU, que tal começarmos a pensar sobre a possibilidade da primeira mulher presidente do CONIC?"

Dom Maurício Andrade, primaz da IEAB

"A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil está junto ao CONIC desde a sua fundação e, de nossa parte, digo que é muito gratificante ter acompanhado todo esse crescimento. Com a transferência do Conselho de Porto Alegre (RS) para Brasília, centro das decisões e encaminhamentos políticos do país, o CONIC assumiu um papel de representatividade das igrejas-membro muito marcante. Enfim, dou graças a Deus pelos avanços conseguidos até agora, avanços esses representados pela manutenção do sonho ecumênico, do sonho da unidade, da caminhada conjunta na proclamação do evangelho de Jesus Cristo".

Eliana Rolemberg, diretora executiva da CESE

"CONIC e CESE estão muito articulados, mantêm uma parceria muito boa! Estamos animados com as novas possibilidades de trabalho conjunto entre as duas instituições, afinal, sempre caminhamos juntos em uma mesma direção. A Romi, como secretária geral, é uma pessoa muito dinâmica. Além disso, a diretoria está muito comprometida no sentido de dar novos passos, e a gente se alegra muito com isso".


Dom Tomás Balduíno, no espírito da opção pelos pobres

Os frades dominicanos de Goiânia, a Comissão Pastoral da Terra, a Conferência dos Religiosos do Brasil - Regional Goiânia e a Paróquia São Judas Tadeu, convidam para a Ação de Graças pela vida e o ministério de Dom Tomás Balduíno, no dia 16 de dezembro, em Goiânia (GO).

Dom Tomás Balduíno, bispo-emérito de Goiás e assessor permanente da Comissão Pastoral da Terra, dominicano, completará 90 anos no próximo dia 31 de dezembro.

Dom Tomás Balduíno nasceu em Posse, Goiás, em 1922. Ao se tornar religioso dominicano recebeu o nome de Frei Tomás, como era costume.

Fez o Seminário Menor – Escola Apostólica Dominicana – em Juiz de Fora, MG; cursou Filosofia em São Paulo e Teologia em Saint Maximin, na França, onde também fez mestrado em Teologia.

Em 1950, lecionou filosofia em Uberaba. Em 1951 foi transferido para Juiz de Fora como vice-reitor da então Escola Apostólica Dominicana e lecionou filosofia, na Faculdade de Filosofia da cidade.

Em 1957, foi nomeado superior da missão dos dominicanos da Prelazia de Conceição do Araguaia, Estado do Pará, onde viveu de perto a realidade indígena e sertaneja. Na época a Pastoral da Prelazia acompanhava sete grupos indígenas. Para desenvolver um trabalho mais eficaz junto aos índios, fez mestrado em Antropologia e Lingüística, na UNB, que concluiu, em 1965. Estudou e aprendeu a língua dos índios Xicrin, do grupo Bacajá, Kayapó.

Em 1965, ano em que terminou o Concílio Ecumênico Vaticano II, foi nomeado Prelado de Conceição do Araguaia. Lá viveu de maneira determinante e combativa os primeiros conflitos com as grandes empresas agropecuárias que se estabeleciam na região, invadiam áreas indígenas, expulsavam famílias sertanejas, posseiros, e traziam trabalhadores braçais de outros Estados, sobretudo do nordeste brasileiro, que eram submetidos, muitas vezes, a regimes análogos ao trabalho escravo.

Em 1967, foi nomeado bispo diocesano da Cidade de Goiás. Nesta Diocese permaneceu durante 31 anos, até 1999 quando, ao completar 75 anos, apresentou sua renúncia e mudou-se para Goiânia. Seu ministério episcopal coincidiu, a maior parte do tempo, com a Ditadura Militar (1964-1985).

Dom Tomás, junto à Diocese de Goiás, procurou adequar a Diocese ao novo espírito do Concílio Ecumênico Vaticano II e de Medellín (1968). Por isso sua atuação, ao lado dos pobres, no espírito da opção pelos pobres, marcou profundamente a Diocese e seu povo.

Dom Tomás foi personagem fundamental no processo de criação do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em 1972, e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 1975. Nas duas instituições, Dom Tomás sempre teve atuação destacada, tendo sido presidente do CIMI, de 1980 a 1984 e presidente da CPT de 1999 a 2005. A Assembléia Geral da CPT, em 2005, o nomeou Conselheiro Permanente.

Depois de deixar a Diocese, além de ser presidente da CPT, tem desenvolvido uma extensa e longa pauta de conferências e palestras em Seminários, Simpósios e Congressos, tanto no Brasil quanto no exterior. Por sua atuação firme e corajosa recebeu diversas condecorações e homenagens Brasil afora. Em 2002, a Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, lhe concedeu a medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira. No mesmo ano recebeu o Título de Cidadão Goianiense, outorgado pela Câmara Municipal de Goiânia.

No dia 8 de novembro de 2006, Dom Tomás recebeu da Universidade Católica de Goiás (UCG) o título de Doutor Honoris Causa, devido ao comprometimento de Dom Tomás com a luta pelo povo pobre de Deus.

No dia 18 de abril de 2008 recebeu em Oklahoma City (EUA), da Oklahoma City National Memorial Foudation, o prêmio Reflections of Hope. A organização considerou que as ações de Dom Tomás são exemplos de esperança na solução das causas que levam a miséria de tantas pessoas em todo o mundo.

Dom Tomás Balduíno foi também agraciado, em junho de 2012, com o título Doutor Honoris Causa concedido pela Universidade Federal de Goiás (UFG).


Em Brasília, indígenas exigem demarcação de terra e julgamento urgente de ações

Cerca de 70 lideranças indígenas do Mato Grosso do Sul e de diversas regiões do país estarão em Brasília nesta terça-feira, 4 de dezembro, para entregar às autoridades brasileiras mais de 20 mil assinaturas da campanha "Eu apoio a causa indígena". O movimento reivindica a demarcação de terras, a não aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 215 (PEC 215) e o julgamento urgente de todas as ações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que envolvam os direitos dos povos indígenas.

As assinaturas serão entregues ao STF, ao Congresso Nacional e à Presidência da República, após um ato público organizado pela Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara dos Deputados.

Noam Chomsky, Wagner Moura, Eduardo Galeano e MC Leonardo, entre muitos outros, são alguns dos famosos que apoiam a campanha. Lançada em junho, o movimento é uma iniciativa do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e da Associação Juízes para a Democracia (AJD), com o apoio de dezenas de organizações indígenas, indigenistas e movimentos sociais. O cartunista e ativista brasileiro Carlos Latuff dedicou uma charge à campanha "Eu apoio a causa indígena".

Lideranças indígenas de todo o país da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) participarão do ato.

A maior delegação é a de indígenas do Mato Grosso do Sul, vindos diretamente da assembleia Guarani e Kaiowá, realizada entre os dias 28 de novembro e 2 de dezembro, a Aty Guasu. Estarão presentes os filhos do Kaiowá assassinado, Nízio Gomes, Genito e Walmir, de Guaiviry; Ládio Veron, filho de Marcos Veron, morto em 2003; Lucine, filha da liderança Zezinho, cuja morte nunca foi investigada; Shatalim, da retomada Ñu Vera, que hoje sofre ação de reintegração de posse da Justiça Federal; a liderança ameaçada de morte, Eliseu, de Kurusu Ambá; e Líder Lopes, da comunidade Pyelito Kue, autora da carta que correu o mundo.

Um grupo de lideranças Terena, em luta pela demarcação de suas terras há 30 anos, que sofreram quatro despejos por reintegrações de posse ou ataques de fazendeiros desde 2008, quando iniciaram o processo de retomada de seus territórios originários, também fará parte da manifestação.

Violações

O abaixo-assinado vem num momento de graves violações dos direitos indígenas. Na Amazônia, no último dia 7, um indígena Munduruku foi assassinado durante Operação da Polícia Federal em território indígena demarcado. No Mato Grosso do Sul, indígenas Kadiwéu são despejados de terra homologada há mais de um século, enquanto Guarani-Kaiowá sofrem ataques e pressões dos mais variados tipos.

No Rio Grande do Sul, indígenas Kaingang e Mbyá vivem às margens das estradas, acampados sob o intenso frio do Sul do país, sobrevivendo há décadas em pequenos pedaços de terra entre as cercas do latifúndio e o asfalto das rodovias.

No Vale do Javari, onde vivem cerca de quatro mil indígenas Marubo, Kanamari, Matis, Kulina, Maioruna, Korubo e ao menos outros 13 povos não contatados, a situação da saúde é calamitosa. Entre eles está o mais alto índice contaminação pela hepatite, sobretudo do tipo B, mortal e sem cura - mais de 85% da população está contaminada por um ou mais tipos do vírus -, e também fortes epidemias de malária. Ambas atacam diretamente o fígado, e a associação dos dois problemas tem enfraquecido a população e levado a um índice gravíssimo de mortes. Há anos a população pede medidas urgentes ao governo brasileiro - que deixou de ser uma briga por políticas públicas que atendam aos indígenas e passou a ser uma espécie de combate ao extermínio destes povos.

Outro caso emblemático é dos Awá-Guajá, no Maranhão. Caso seja concretizada, a expansão da ferrovia Carajás pela mineradora Vale promoverá o desaparecimento das florestas e da fauna, fonte de vida daqueles indígenas, que hoje tem suas terras invadidas por madeireiros, que abrem estradas clandestinas, desmatam áreas próximas a lagoas, privilegiadas em caça e pesca, locais de fundamental importância para a sobrevivência física e cultural deste povo.

A APIB denunciou às Nações Unidas (ONU) a violação de direitos e o genocídio promovidos contra os povos indígenas da Brasil, destacando a PEC 215 e a Portaria 303 da Advocacia Geral da União (AGU) como instrumentos jurídicos contrários a Convenção 169 da OIT e a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

PEC

A PEC 215 tem o propósito de transferir para o Congresso Nacional a competência de aprovar a demarcação das terras indígenas, criação de unidades de conservação e titulação de terras quilombolas, que é de responsabilidade do poder executivo, por meio da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e da Fundação Cultural Palmares (FCP). A aprovação da PEC 215 - assim como da PEC 038/99, em trâmite no Senado - põem em risco as terras indígenas já demarcadas e inviabiliza toda e qualquer possível demarcação futura.


Falece bispo emérito de Corumbá (MS)

Faleceu na manhã desta terça-feira, 4 de dezembro, por volta das 9h45, o bispo emérito de Corumbá (MS), dom José Alves da Costa. O bispo, natural de Catanduva (SP).

Dom José exerceu importantes funções durante o episcopado. Foi bispo auxiliar de Ponta Grossa (PR), no período entre 1986 e 1991; e também foi bispo de Corumbá (MS), entre 1991 e 1999. No Regional Oeste 1 de CNBB (Mato Grosso do Sul), foi responsável pela Dimensão Catequética e Dimensão Missionária.

Seu lema episcopal foi: "Confio no Senhor".


Nota de pesar pelo falecimento de dom José Alves da Costa

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta o seu pesar pela morte de Dom José Alves da Costa, Bispo Emérito de Corumbá (MS). O falecimento ocorreu na manhã de hoje, 4 de dezembro.

Nascido em Catanduva (SP), Dom José Alves estudou Filosofia e Teologia na Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino, em Roma. Recebeu a Ordenação Presbiteral, em Roma, no ano de 1965. Nomeado Bispo Auxiliar de Ponta Grossa, foi ordenado em 1986.

Dom José Alves da Costa exerceu o Ministério Episcopal em Ponta Grossa, de 1986 a 1991, sendo transferido para a Diocese de Corumbá, onde atuou até 1999, quando se tornou Bispo Emérito. No Regional Oeste 1 da CNBB (Mato Grosso do Sul) foi Bispo Referencial para a Dimensão Catequética e Missionária.

A vida e ministério de Dom José é expressão de seu lema episcopal: "Confio no Senhor". A mesma confiança e esperança ilumine o Povo de Deus da Diocese de Corumbá, mas também se deixe inspirar por seu dinamismo e ardor apostólico neste momento da visita da Irmã Morte. As nossas preces aos familiares, a dom Segismundo Martinez Alvarez, bispo de Corumbá, e a todo povo que acompanhou a vida de nosso irmão. Agradeçamos a Deus, o dom da vida e o ministério de Dom José e caminhamos na esperança da vida que o Crucificado-Ressuscitado nos conquistou.

Leonardo Ulrich SteinerBispo auxiliar de Brasília Secretário Geral da CNBB


Retiro anual dos assessores da CNBB

Os assessores da CNBB estão reunidos, nesta terça-feira, 4 de dezembro, em Santo Antônio do Descoberto (GO) para o retiro anual. O pregador é o bispo de Teófoli Otoni (MG), dom Aloísio Vitral e o tema do aprofundamento espiritual deste ano é "A ética do cuidado como estratégia de sobrevivência".A proposta abrange uma profunda revisão de vida de cada um dos colaboradores mais próximos da Conferência. Dom Leonardo Steiner, secretario geral, esteve na abertura do retiro, agradeceu a presença de Dom Vitral e a disponibilidade dos assessores e desejou que todos fizessem uma experiência significativa nestes dias. O encontro termina na quarta-feira.

O grupo dos assessores tem papel de grande importância nos trabalhos das comissões episcopais pastorais porque se responsabiliza pela elaboração e acompanhamento da execução de todos os projetos do Plano Bienal de Pastoral que se fundamenta nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Além disso, os assessores, quando solicitados, estão presentes nos eventos das dioceses em vários campos da pastoral.

Dom Vitral orienta o retiro de modo que todos os assessores tenham tempo para a meditação comunitária e pessoal e apresenta elementos de reflexão sobre o cuidado como expressão de fé do compromisso com Cristo. Na manhã desta terça-feira, no primeiro momento de exposição ao grupo, recordando o clima de aniversário do início dos trabalhos do Vaticano II, ele sugeriu que esse encontro dos assessores procure favorecer uma "experiência conciliar" deixando o fundamento claro para justificar essa sua sugestão. Ele disse que quem arrisca fazer a experiência do Concílio tem de "escutar as aspirações mais profundas do ser humano".

Na noite da segunda-feira, 3 dezembro, os assessores também tiveram oportunidade de realizar uma reunião de confraternização para marcar o final dos trabalhos do ano.


Comissão de Bioética da CNBB realiza reunião anual

Durante a manhã e a tarde do dia 03 de dezembro, a Comissão de Bioética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), esteve reunida na sede da instituição, em Brasília (DF). O encontro teve o objetivo de refletir e fazer encaminhamentos sobre alguns pontos ligados à questões atuais de bioética. A Comissão de bioética é ligada a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, e tem a finalidade de assessorar o secretariado-geral com elementos científicos.

"A comissão é composta por médicos, cientistas, juristas, filósofos, teólogos, que procuram dar reflexões para que haja encaminhamentos, em relação à atitudes possíveis da igreja frente à desafios bioéticos", explica o assessor da Comissão para a Vida e a Família e da Comissão de Bioética, ambas da CNBB, padre Rafael Fornasier. A Comissão de Bioética da CNBB é presidida pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), e também, membro da Comissão para a Vida e a Família da CNBB, dom Antônio Augusto.

"Comumente, a questão da bioética gira muito em torno do tema aborto, mas engloba outras pautas tão importantes quanto, como a pesquisa em seres humanos, assim como eutanásia e a ortotanásia, por exemplo", ilustra padre Rafael. A Comissão de Bioética realiza a função de assessorar a CNBB, e já o fez em importantes debates sociais, perante o Estado, como no caso das células-troco embrionárias, anencéfalos, aborto.

Durante a reunião foi trabalhada longamente a questão da 'Objeção de Consciência', que, basicamente, consiste no direito de um profissional de saúde não realizar atividades que vão contra seus princípios. "Se dizem para um profissional fazer um aborto mas para ele, o ato vai contra sua consciência, é um assassinato, ele tem o direito, por Objeção de Consciência, de não fazer cometer o ato", afirma padre Rafael.

Ainda de acordo com o assessor, existem alguns debates na sociedade sobre a forma de se exercer a 'Objeção de Consciência'. "A Objeção de Consciência, existe de fato, mas como isso se aplica concretamente para alguns profissionais que querem exercê-la, é o problema. Alguns dizem que as instituições não têm 'Objeção de Consciência', sobre esse ponto estamos refletindo", esclarece.

Outro tema discutido durante a reunião foi sobre a aproximação da Comissão de Bioética, da CNBB, com outras comissões de bioéticas, existentes em dioceses, regionais, e núcleos de bioética pelo Brasil. "Percebemos um grande desafio de comunicação. A gente não sabe onde existem comissões de bioética, muitas vezes. Estamos tentando mapear isso", explica padre Rafael.

A reunião também tratou de assuntos que, segundo o assessor, são motivo de preocupação para a Comissão de Bioética, como as pesquisas com seres humanos no Brasil. Padre Rafael, assevera que a instância de controle desse tipo de pesquisa está sofrendo pressão política. "Há interesses grandes, econômicos, de empresas farmacêuticas que fazem uma pressão muito grande no governo, que vem a se ingerir nas instâncias de controle de pesquisas com seres humanos. Nós temos a preocupação em colaborar, com a sociedade, no controle social e técnico, dessas pesquisas", esclarece o padre.


Pastoral da Criança é a entidade mais votada para o Conanda

Com 30 votos, a Pastoral da Criança foi a entidade mais votada na eleição nesta quarta-feira, dia 28, dos novos conselheiros da sociedade civil para o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) no biênio 2013/2014. Ao todo foram eleitas 28 entidades – sendo 14 titulares e 14 suplentes - que deverão indicar seus respectivos representantes à Secretaria Executiva até o dia 5 de dezembro. A posse dos novos conselheiros está marcada para o dia 12 de dezembro, em Brasília.

O resultado dessa eleição é o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido em três décadas pela Pastoral da Criança, que tem participação em várias instâncias de decisão sobre políticas públicas, em vários níveis de governo. Para o coordenador nacional adjunto da entidade, Nelson Arns Neumann, a atuação da educadora Maristela Cizeski, atual representante da Pastoral da Criança no Conanda, foi decisiva para a conquista de apoio entre as entidades votantes.

"A eleição da sociedade civil é um processo importante de fortalecimento da democracia participativa e do reconhecimento do papel relevante do Conanda para a sociedade e essencialmente para crianças e adolescentes. Foi um exemplo de eleição limpa, transparente de democrática. O desejo agora é de sucesso e sorte a nova gestão que assume em fevereiro de 2013", declarou a presidente do Conselho, Miriam Santos.

Criado em 1991, pela Lei nº 8.242, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) foi previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente como o principal órgão do sistema de garantia de direitos. Por meio da gestão compartilhada, governo e sociedade civil definem, no âmbito do Conselho, as diretrizes para a Política Nacional de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes. Além da definição das políticas para a área da infância e da adolescência, o Conanda também fiscaliza as ações executadas pelo poder público no que diz respeito ao atendimento da população infanto-juvenil.

Entidades eleitas para o biênio 2013/2014

Titulares:

Pastoral da CriançaCNBB – Pastoral do MenorInspetoria São João Bosco (Salesianos)Federação Nacional das APAESUBEE – União Brasileira de Educação e Ensino (Marista)CFP – Conselho Federal de PsicologiaABMP – Associação Brasileira de Magistrados, Promotores e Defensores   Públicos da Infânçia e da JuventudeAldeias Infantis SOS BrasilContag – Confederação Nacional de Trabalhadores na AgriculturaMNMMR –Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de RuaCriança SeguraConselho Federal de Serviço SocialCECUP – Centro de Educação e Cultura PopularOAB – Ordem dos Advogados do Brasil

Suplentes:

ACM – Federação Brasileira das Associações Cristã de MoçosSociedade Literária e Caritativa Santo AgostinhoMNDH – Movimento Nacional de Direitos HumanosCUT – Central Única dos TrabalhadoresInstituto ALANAFENATIBREF – Federação Nacional dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e FilantrópicasANCED – Associação nacional dos centros de Defesa da Criança e do AdolescenteSBP – Sociedade Brasileira de PediatriaFENAVAPE - Federação Nacional das Associações para Valorização de Pessoas com DeficiênciaFundação Fé e Alegria do BrasilFundação ABRINQConselho Latino Americano de IgrejasMORHAN – Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela HanseníaseEscoteiros do Brasil

Com informações de www.direitosdacrianca.org.br


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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 03/12/2012

REFLEXÃO

A presença de Jesus no meio dos homens significa a chegada dos tempos messiânicos e o pleno cumprimento de todas as profecias do Antigo Testamento. Os sinais que Jesus realiza atestam este fato. Mas para que as pessoas participem do Reino de Deus de modo a usufruir dos dons que lhes são oferecidos nestes tempos messiânicos, faz-se necessária a aceitação plena de Jesus e de sua palavra, assim como a adesão à causa do Reino de Deus. Não basta ser católico para participar das coisas do alto, é necessário assumir a fé e ter uma vida coerente com ela.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom José Geraldo Oliveira do Valle, CSS, Bispo Emérito de Guaxupé - MG
  • Dom Sergio Arthur Braschi, Bispo de Ponta Grossa - PR
  • Dom Francisco Javier Delvalle Paredes, Bispo de Campo Mourão - PR
  • Dom João Santos Cardoso, Bispo de São Raimundo Nonato - PI

Ordenação Presbiteral

  • Dom Heitor de Araújo Sales, Arcebispo Emérito de Natal - RN
  • Dom Dimas Lara Barbosa, Arcebispo de Campo Grande - MS
  • Dom Geraldo Vieira Gusmão, Bispo Emérito de Porto Nacional - TO
  • Dom Francisco Carlos Bach, Bispo de Toledo - PR
  • Dom Waldemar Passini Dalbello, Bispo Auxiliar de Goiânia - GO
NOTÍCIAS

Equipe Executiva do Conselho Missionário Nacional se reúne em Brasília

Preparar a Assembleia Geral marcada para o mês de março de 2013 e fazer um balanço das atividades realizadas pelos organismos envolvidos na animação missionária, foram assuntos debatidos em mais uma reunião ordinária da Equipe Executiva do Conselho Missionário Nacional, o Comina, realizada nesta quinta-feira, 29 de novembro, em Brasília (DF).

"Procuramos reunir todas as forças missionárias para que realmente a Missão seja uma realidade conforme é o desejo de todos. Este Conselho é uma bênção, uma força que faz acontecer a Missão aqui e além-fronteiras", afirmou irmã Dirce Gomes, secretária executiva do Comina.

Sobre a natureza e a finalidade do Conselho, dom Sérgio Braschi, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB recordou que, "o Comina é um organismo vinculado à CNBB formado por representantes de entidades envolvidas na Ação Missionária no país". Para uma maior articulação e coordenação discutiu-se a necessidade de se elaborar as Diretrizes para a Animação Missionária da Igreja e, a partir disso, revisar o Regulamento do Comina. Nesse sentido, na próxima Assembleia Geral, serão discutidas linhas de ação que farão parte das futuras Diretrizes.

As 58 proposições entregues ao papa Bento XVI no encerramento do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização e a Transmissão da Fé, realizado em Roma, no mês de outubro, foram objeto de análise no início da reunião. A reflexão feita pelo padre Paulo Suess, assessor teológico do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), suscitou alguns questionamentos sobre o trabalho de evangelização hoje.

A situação de violência enfrentada por povos indígenas, em especial o ataque da Polícia Federal contra os Munduruku, no Pará, a luta pela posse das terras dos Xavantes, no Mato Grosso, e dos Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, foram recordadas pela Vice-presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Emília Altini. "Esses povos e muitos outros, se encontram ameaçados por uma política genocida. O Projeto de Mineração que ganha força na Câmara e no Senado é outra ameaça", completou. Emília entregou cópias do "Manifesto contra os decretos de Extermínio: Povos Indígenas, aqueles que devem viver" e um DVD com o conteúdo da Assembleia dos 40 anos do Cimi.

O Setor Pastoral da Mobilidade Humana acaba de publicar o livro "Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo" (Edições CNBB). Na reunião, a obra foi apresentada pela irmã Rosita Milesi. "O tráfico de pessoas é um crime que tem várias expressões: o trabalho escravo, o comércio de órgãos, a exploração sexual de mulheres, crianças e adolescentes e também a adoção, que apesar da beleza, vem sendo utilizada para encobrir o tráfico de crianças", explicou a religiosa.

Padre Sidnei Dornelas, assessor da Comissão Episcopal para a Missão Continental, indicou outras duas publicações: "Missão Além Fronteiras junto aos emigrantes brasileiros", livro organizado pela Pastoral dos Brasileiros no Exterior (PBE), e "Paróquia Missionária" de autoria do padre José Carlos Pereira, em parceria com o Centro Cultural Missionário (CCM), entidade que, ao longo do ano, realiza uma série de cursos voltados para diversos públicos.

O diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Camilo Pauletti, mencionou alguns trabalhos realizados pelas quatro Obras como, assessorias, programas de formação, publicações e produção de subsídios, em especial a Campanha Missionária. Na opinião do Secretário da Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária (JM), padre Marcelo Gualberto Monteiro, "o estado permanente de Missão não é novidade para as POM, uma vez que o trabalho abrange todas as idades e setores": infância, adolescência, juventude, seminaristas, famílias, idosos e enfermos missionários. Em 2013 acontece no Brasil o Ano da Infância e Adolescência Missionária (IAM) para marcar os 170 anos de sua fundação. Segundo padre André Luiz de Negreiros, Secretário Nacional da Obra, estão previstos congressos diocesanos, provinciais e estaduais, culminando com a realização de um Congresso Continental da IAM em 2014, em Aparecida (SP).

Sobre a Comissão Episcopal para a Amazônia, a assessora da CNBB, irmã Irene Lopes, sublinhou a necessidade de se reforçar a formação de lideranças leigas locais para o trabalho naquela Região. Isso deverá acontecer, segundo ela, em centros como Manaus, Porto Velho, Belém e no Centro Cultural Missionário, em Brasília. Nos próximos anos, se pretende retomar o Projeto Igrejas-Irmãs em parceria com a Comissão Missionária da CNBB. A representante da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), irmã Antônia Mendes expôs os fundamentos e a metodologia do Projeto Missionário que a CRB, em parceria com a CNBB e a Caritas Nacional, mantém no Haiti, com sete religiosos. "O trabalho contempla a formação humana, ação social como geração de renda, economia solidária, e saúde integral, Pastoral da Criança e formação do clero e da Vida Religiosa", relatou.

A próxima reunião do Comina ficou agendada para o dia 07 de fevereiro de 2013 quando serão finalizados os preparativos da Assembleia que acontece nos dias 01 a 03 de março, em Brasília (DF).


Pastoral Carcerária divulga nota contra a violência em São Paulo

A Pastoral Carcerária do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispo do BrasilNBB, divulgou recentemente, uma nota contra a onda de violência no estado de São Paulo. No texto, o organismo se manifesta contra a atual política de segurança do estado, que acaba por culminar em um "cenário de patente violência estrutural", que atinge a tantas famílias.

Na mensagem, ainda há um chamamento para que as "representações políticas não se acovardem diante do desafio colocado pela conjuntura presente, sob pena de seguirmos cultivando terreno fértil para o caos social, a violência e a degeneração humana e espiritual."

Leia a íntegra da nota:

Encontro Estadual - Nota Pública da Pastoral Carcerária do estado de São Paulo/CNBB-Sul1

Diante da ascendente onda de violência que se espalha pelo Estado de São Paulo, a Pastoral Carcerária, à luz do Ano da Fé, vem manifestar publicamente seu repúdio à atual política de segurança pública e integral solidariedade a todas as famílias que sofreram e sofrem perdas nesse triste momento.

Conforme o Documento de Aparecida n. 78, as causas da violência "são múltiplas: a idolatria do dinheiro, o avanço de uma ideologia individualista e utilitarista, a falta de respeito pela dignidade de cada pessoa, a deterioração do tecido social, a corrupção inclusive nas forças da ordem e a falta de políticas públicas de equidade social".

Frente a um cenário de patente violência estrutural, expresso justamente nas causas citadas no Documento de Aparecida, não podemos comungar com políticas de incentivo à violência e de criminalização da pobreza como as que hoje presenciamos em São Paulo.

A superação do atual estado de violência perpassa, sobretudo, pela revisão da política de segurança pública em vigor no estado, que apenas tem contribuído para o aumento de mortes e para o encarceramento em massa das pessoas mais vulneráveis.

É preciso vislumbrar, diante disso, uma sociedade em que a paz e a justiça prospere. Onde a desigualdade social, os interesses de grupos econômicos e a corrupção política e institucional não sejam a tônica do Estado. Os recursos públicos devem ser destinados, sem reservas ou cálculos estatísticos que não respondem ao que todos clamam e exigem, à promoção da vida e à garantia dos direitos humanos básicos (educação, moradia, trabalho, saúde, lazer, entre outros).

Urge que a representação política não se acovarde diante do desafio colocado pela conjuntura presente, sob pena de seguirmos cultivando terreno fértil para o caos social, a violência e a degeneração humana e espiritual.

As iniciativas governamentais veiculadas pela mídia não são suficientes para resolver a questão, vez que são reativas. Demandamos ações pró-ativas, que atuem fortemente nas causas dos problemas, criando ambiente a médio e longo prazo digno de um projeto de sociedade onde a cultura de paz prevaleça de fato. O referido Documento expressa ainda que: "Uma autêntica evangelização de nossos povos envolve assumir plenamente a radical idade do amor cristão, que se concretiza no seguimento de Cristo na Cruz; no padecer por Cristo por causa da justiça; no perdão e no amor aos inimigos.

Esse amor supera o amor humano e participa do amor divino, único eixo capaz de construir uma cultura da vida. No Deus Trindade a diversidade de Pessoas não gera violência e conflito; ao contrário, é a fonte mesma do amor e da vida. (...) A radicalidade da violência só se resolve com a radicalidade do amor redentor. Evangelizar sobre o amor de plena doação, como solução ao conflito, deve ser o eixo cultural "radical" de uma nova sociedade (...)"

É nesse espírito que a Pastoral Carcerária do Estado de São Paulo clama: basta de chacinas! Basta de encarceramento em massa! A paz só poderá ser alcançada com Justiça Social.

Deyvid T. Livrini Luiz Coordenador Estadual da Pastoral Carcerária de São Paulo - CNBB/Sul 1


Pastoral Carcerária divulga nota contra a violência em São Paulo

A Pastoral Carcerária do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou recentemente, uma nota contra a onda de violência no estado de São Paulo. No texto, o organismo se manifesta contra a atual política de segurança do estado, que acaba atingir a tantas famílias.

A mensagem ainda faz um chamamento para que as representações políticas não se "acovardem diante do desafio colocado pela conjuntura presente, sob pena de seguirmos cultivando terreno fértil para o caos social, a violência e a degeneração humana e espiritual."

Leia a íntegra da nota:

Encontro Estadual - Nota Pública da Pastoral Carcerária do estado de São Paulo/CNBB-Sul1

Diante da ascendente onda de violência que se espalha pelo Estado de São Paulo, a Pastoral Carcerária, à luz do Ano da Fé, vem manifestar publicamente seu repúdio à atual política de segurança pública e integral solidariedade a todas as famílias que sofreram e sofrem perdas nesse triste momento.

Conforme o Documento de Aparecida n. 78, as causas da violência "são múltiplas: a idolatria do dinheiro, o avanço de uma ideologia individualista e utilitarista, a falta de respeito pela dignidade de cada pessoa, a deterioração do tecido social, a corrupção inclusive nas forças da ordem e a falta de políticas públicas de equidade social".

Frente a um cenário de patente violência estrutural, expresso justamente nas causas citadas no Documento de Aparecida, não podemos comungar com políticas de incentivo à violência e de criminalização da pobreza como as que hoje presenciamos em São Paulo.

A superação do atual estado de violência perpassa, sobretudo, pela revisão da política de segurança pública em vigor no estado, que apenas tem contribuído para o aumento de mortes e para o encarceramento em massa das pessoas mais vulneráveis.É preciso vislumbrar, diante disso, uma sociedade em que a paz e a justiça prospere. Onde a desigualdade social, os interesses de grupos econômicos e a corrupção política e institucional não sejam a tônica do Estado. Os recursos públicos devem ser destinados, sem reservas ou cálculos estatísticos que não respondem ao que todos clamam e exigem, à promoção da vida e à garantia dos direitos humanos básicos (educação, moradia, trabalho, saúde, lazer, entre outros).

Urge que a representação política não se acovarde diante do desafio colocado pela conjuntura presente, sob pena de seguirmos cultivando terreno fértil para o caos social, a violência e a degeneração humana e espiritual.

As iniciativas governamentais veiculadas pela mídia não são suficientes para resolver a questão, vez que são reativas. Demandamos ações pró-ativas, que atuem fortemente nas causas dos problemas, criando ambiente a médio e longo prazo digno de um projeto de sociedade onde a cultura de paz prevaleça de fato.

O referido Documento expressa ainda que: "Uma autêntica evangelização de nossos povos envolve assumir plenamente a radical idade do amor cristão, que se concretiza no seguimento de Cristo na Cruz; no padecer por Cristo por causa da justiça; no perdão e no amor aos inimigos.

Esse amor supera o amor humano e participa do amor divino, único eixo capaz de construir uma cultura da vida. No Deus Trindade a diversidade de Pessoas não gera violência e conflito; ao contrário, é a fonte mesma do amor e da vida. (...) A radicalidade da violência só se resolve com a radicalidade do amor redentor. Evangelizar sobre o amor de plena doação, como solução ao conflito, deve ser o eixo cultural "radical" de uma nova sociedade (...)"

É nesse espírito que a Pastoral Carcerária do Estado de São Paulo clama: basta de chacinas! Basta de encarceramento em massa! A paz só poderá ser alcançada com Justiça Social.

Deyvid T. Livrini Luiz Coordenador Estadual da Pastoral Carcerária de São Paulo - CNBB/Sul 1


Cardeal Rilko e Setor Universidades participam do Encontro Nacional das Pastorais Juvenis

Nos dias 29 de novembro a 02 de dezembro, aconteceu, em Brasília (DF), o Encontro Nacional dos Assessores das Pastorais Juvenis. Este encontro reuniu 300 participantes e contou com a presença do cardeal Stanis?aw Rilko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos. Um dos assuntos principais tratado foi sobre a Jornada Mundial da Juventude, JMJ Rio 2013, a Semana Missionária e o projeto de evangelização da juventude da pós-Jornada.

No primeiro dia do encontro a assessora do Setor Universidades, irmã Maria Eugênia Lloris Aguado, foi convidada a dar um depoimento na primeira mesa temática do encontro: "A realidade da fé no mundo universitário". A assessora salientou a importância da Igreja na ação evangelizadora organizada e articulada. Entre os desafios que apresentou, irmã Eugênia destacou a "necessidade de estar presente, saindo do anonimato, todos aqueles que estudamos, trabalhamos ou temos alguma ligação com a Universidade; procurando uma ação organizada que de sensibilidade as ações ainda discretas e desarticuladas em muitas dioceses. Nossa ausência começa a incomodar, e isso é um sinal de esperança para todos aqueles que acreditamos na importância de estar nestes ambientes de influencia, como é a academia", frisou.

Finalmente a assessora exortou a todos os presentes a trabalhar juntos. "Vamos deixar um pouco os eventos, atividades, e ir ao cerne da nossa ação evangelizadora 'voltarmos ao ser', a escuta da juventude, a pessoa, ao acompanhamento. O Evangelho foi de minorias, e a Pastoral Universitária é formada por minorias".

O segundo dia, a reflexão sobre a pós-Jornada centrou-se na pesquisa feita nos Regionais em torno das linhas de ação do Documento 85 da CNBB (Evangelização da Juventude - Desafios e perspectivas pastorais), onde se apresentaram sete avanços e dez desafios.

O terceiro dia foi marcado pela presença do cardeal Rilko. A palestra dada por ele foi: "O legado da JMJ para a Pastoral Juvenil das dioceses". Segundo o cardeal, "cada JMJ nos relembra que a Pastoral Juvenil é o motor da Pastoral de toda a Igreja. A Pastoral Juvenil é investir no hoje e no amanhã da Igreja. A provocação que nos vêm é também de uma autêntica conversão pastoral. Em cuja necessidade o Documento de Aparecida nos recorda que 'há uma verdadeira revolução espiritual que brota das JMJ. Nelas os jovens trazem nova experiência da catolicidade da Igreja. Tal experiência de comunhão gera um novo modo de ser cristão, da alegria maior que esta no dom de si'. A Igreja da América Latina esta vivendo um novo despertar missionários, através do empenho na Missão Continental. Também o Sínodo de Nova Evangelização veio confirmar isso. O lema da JMJ é 'ide e fazei discípulos em todos os povos'. Como vemos, a JMJ do Rio propõe ser uma maravilhosa síntese, com todos os temas fundamentais que a Igreja esta vivendo", destacou o cardeal Rilko.

O final do encontro marcou a presença do Comitê Organizar Local (COL) da JMJ no Rio, que repassou as últimas informações sobre a organização. O núncio apostólico no Brasil, dom Giovanni d'Aniello, propicio um jantar na Nunciatura para estreitar a comunhão entre todos os presentes e organizadores: o Pontifício Conselho de Leigos, o COL e a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB.  Uma iniciativa fraterna sinal e anuncio do esforço de todos para que este importante evento seja realizado em comunhão, somando os esforços de todos. O secretário geral da Conferência dos Bispos, dom Leonardo Steiner, celebrou a missa de encerramento deste encontro.


Dom Orani recebe medalha no Tribunal Regional do Trabalho

O Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT/RJ) concedeu, na tarde da última sexta-feira, 30 de novembro, a medalha da Ordem do Mérito Judiciário a 70 personalidades entre autoridades, magistrados, advogados, empresários e profissionais de diversas áreas.

A insígnia, instituída em 2004, tem por finalidade agraciar cidadãos que tenham se destacado por suas atividades em prol da Justiça do Trabalho ou prestado relevantes serviços à cultura jurídica.

Representando a sociedade civil, estava o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, que recebeu a medalha Grã-Cruz das mãos da presidente do Tribunal (TRT/RJ), desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry.

Entre os agraciados, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito, o deputado federal Alessandro Molon, e os ministros do Tribunal Superior do Trabalho Renato de Lacerda Paiva e Kátia Magalhães Arruda.

"Todas as pessoas que estão recebendo a medalha hoje prestaram serviços à Justiça do Trabalho, cidadãos cujos nomes são referência em cada um dos seus setores – servidores, advogados, juízes, ministros e outras personalidades que representam a qualidade do Poder Judiciário. Todos eles estão muito emocionados, sabem o valor da medalha e porque estão sendo homenageados" afirmou a desembargadora Maria de Lourdes.

A medalha concedida pela Ordem do Mérito Judiciário é constituída de quatro graus: Grão Colar; Grã-Cruz; Grande–oficial e Comendador. A medalha de Grã-Cruz é concedida ao vice-presidente da República, presidente do Senado Federal, presidente da Câmara dos Deputados, ministros e secretário de Estado, deputados federais e outras hierarquias equivalentes.

A partir de agora, todos eles passam a integrar o quadro da Ordem do Mérito Judiciário, reunindo-se a outros que, anteriormente, obtiveram o reconhecimento pelo trabalho realizado, em diferentes áreas de atuação, que contribuiu para o fortalecimento do Poder Judiciário Trabalhista fluminense e sua mais missão – solucionar conflitos decorrentes das relações de trabalho – que, em última instância, significa proporcionar a concretização da cidadania.


Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial

A Comissão para a Ação Missionária - fiel à tarefa que Jesus confiou e continua a confiar a sua Igreja: "Ide pelo mundo  inteiro e anunciai a Boa Nova a todos os povos" (cf. Mt 16,15) - nesses 60 anos de existência da CNBB busca promover a ação missionária e evangelizadora, a formação e atividade dos missionários e a ajuda intereclesial no Brasil.

Procura especialmente manter viva a chama da missão além-fronteiras, tarefa que Jesus nos confiou, e que, como um dever especificamente missionário, não deve tornar-se uma realidade diluída na missão global de todo o povo de Deus. (cf. RM 33-34).

Seu objetivo geral é organizar e realizar a animação, formação e cooperação missionárias em todos os níveis eclesiais. Entre os objetivos específicos destacam-se: a promoção da espiritualidade missionária; a busca de respostas ao constante desafio da inculturação da fé; a realização de encontros de formação para quem se destina às missões além-fronteiras; e o desenvolvimento de projetos de evangelização e solidariedade da Igreja no Brasil com outros países, tais como: Guiné Bissau e Timor Leste, na cooperação para a formação dos futuros Presbíteros, e no Haiti, com o projeto de solidariedade "Igreja do Brasil - Igreja do Haiti".

Olhando a história desses 60 anos, podemos perceber como, fiel às orientações conciliares, logo no inicio a CNBB criou a Dimensão Missionária – Linha 2 ( PPC 1966-1970), que foi consolidando suas finalidades através dos projetos Missionários, presentes nos sucessivos Planos Quadrienais.

Vale recordar também o surgimento do Conselho Missionário Nacional (COMINA), criado na sede da CNBB no Rio de Janeiro por Dom Mário Gurgel, no dia 01/11/1972, tendo recebido reconhecimento público na Assembleia Geral da CNBB em novembro de 1973. Constituído por Organismos e Instituições Missionárias, sua finalidade é refletir, acompanhar, avaliar e estimular a animação Missionária da CNBB. De forma análoga constituem-se Conselhos Missionários nos Regionais (COMIREs), Conselhos Diocesanos (COMIDIs) e Conselhos Paroquiais (COMIPAs).

Seria difícil elencar, nesse breve espaço comemorativo, tantas atividades realizadas em 60 anos de História. Não podemos, contudo, deixar de lembrar momentos memoráveis, como o Congresso Missionário latino-Americano (COMLA 5, Belo Horizonte 1995), e os tres Congressos Missionários Nacionais: Belo Horizonte (2003), de Aparecida (2008) e ultimamente o 3º. CMN, em Palmas-TO, julho de 2012.

Enfim, uma Igreja que tem consciência que existe para evangelizar e que, em meios às angustias, alegrias e tristezas, conserva a esperança. Fiel a Jesus Cristo, o missionário do Pai, e a partir Dele, nunca interrompeu o seu ardor Missionário, manifestando hoje o desejo de ser uma "Igreja em estado permanente de Missão". (DGAE, 2011-2015)

Assim, apesar de todos os desafios, louvamos e agradecemos a Deus  pelo compromisso com a Missão aqui e além-fronteiras, e manifestamos nossa gratidão a todos os Bispos Presidentes e Assessores (as) da Comissão Missionária nestes 60 anos  de fidelidade à animação Missionária e cooperação intereclesial.

Dom Sérgio Arthur BraschiPresidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Missionária e Cooperação IntereclesialIrmã Dirce Gomes da SilvaAssessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Missionária e Cooperação Intereclesial

Ordenado o novo bispo de Marabá

No dia 30 de novembro aconteceu no Santuário de Caravaggio, em Farroupilha (RS), a Ordenação Episcopal do monsenhor Vital Corbellini. Aproximadamente 25 bispos estiveram presentes, quase uma centena de padres, religiosos, e uma grande multidão. Os bispos ordenantes foram: dom Alessandro Ruffinoni, bispo de Caxias do Sul (RS), dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém (PA) e dom Bruno Pedron, bispo de Ji-Paraná (RO). A cerimônia contou com a presença de familiares do monsenhor Vital.

Dom Alessandro ressaltou a importância de o bispo viver a humildade, a sinceridade, o amor a Deus e ao próximo. "O bispo deve seguir Cristo Jesus para ser um bom pastor de almas", lembrou. No final da cerimônia, vários bispos pediram a palavra e falaram da importância da Ordenação Episcopal e a nova missão que dom Vital terá pela frente na diocese de Marabá (PA).

Em nome da Pastoral Presbiteral da diocese de Caxias do Sul, padre Décio Podenski, falou da alegria de um sacerdote ser bispo em uma região missionária.

Após todo o processo de ordenação, dom Vital falou sobre o seguimento a Jesus Cristo "porque o bispo não pode se preservar, mas dar algo de si mesmo para engrandecer o Reino de Deus. Ele foi o homem para os outros para concretizar dessa forma o plano do Pai sob a inspiração do Espírito Santo. Esse é o meu lema episcopal. Eu quero colocar toda a missão na Trindade para que a vida que eu levar seja uma continua realização de sua vontade. Nós desejamos que o bispo seja acolhedor do povo, dos sacerdotes, dos religiosos e das religiosas, dos seminaristas, dos pobres, dos necessitados", frisou o novo bispo.


Bispos do Regional Nordeste 2 divulgam mensagem em solidariedade às famílias atingidas pela seca

Em solidariedade à população nordestina que sofre com o pior período de estiagem dos últimos 30 anos, os bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte), divulgaram uma nota.

No texto, os bispos solicitam aos poderes públicos competentes "a necessária agilidade, eficiência e transparência na execução dessas políticas públicas emergenciais que possam amenizar a sede e a fome das pessoas e dos rebanhos, na cidade e no campo, em centenas de Municípios de nossos Estados".

Leia a mensagem na íntegra:

Nota do Conselho Episcopal do Regional Nordeste 2 da CNBBSolidariedade com as famílias atingidas pela seca

"Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber". (Mt 25,35)

Nós, Bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB, solidários com o povo sofrido, cujas amarguras se agravam por causa do longo período da falta das chuvas, nos unimos às vozes dos que sofrem, com um apelo veemente para que sejam tomadas, com a urgência que a situação exige, as providências necessárias a fim de minimizar as sequelas devastadoras da seca que, mais uma vez, assola o Nordeste. Lamentamos que, mesmo contando com os conhecimentos da ciência e os recursos da tecnologia, as autoridades competentes não tenham implementado as ações necessárias e possíveis para que a seca não se tornasse, outra vez, uma experiência devastadora.

Expressamos nossa solidariedade às famílias vitimadas por esta estiagem que se apresenta como a mais severa dos últimos 30 anos, enquanto buscamos o dialogo com as autoridades e a sociedade civil, numa linha de colaboração. Queremos contribuir com a formulação, execução e monitoramento de políticas públicas emergenciais que venham possibilitar o acesso à água para consumo das famílias e dos seus rebanhos. Em nossa condição de Pastores Diocesanos, não como técnicos, vimos solicitar aos Poderes Públicos competentes a necessária agilidade, eficiência e transparência na execução dessas políticas públicas emergenciais que possam amenizar a sede e a fome das pessoas e dos rebanhos, na cidade e no campo, em centenas de Municípios de nossos Estados. Alertamos para a necessidade de um vigilante exercício da cidadania, a fim de que não haja uma instrumentalização política e social dessa adversidade enfrentada pelo povo, para explorar, promover trocas ilícitas de favores, criar ou fortalecer relações de dependência. Estas práticas tornam a situação mais terrível e ferem a dignidade de nossos irmãos e irmãs mais diretamente atingidos pela seca.

Em face da realidade da seca, consideramos serem necessários a concentração dos esforços necessários e o investimento dos recursos possíveis em iniciativas concretas que promovam a convivência com o semiárido nordestino, através de programas específicos do Estado, em parceria com as experiências da sociedade civil, entre as quais se incluem as da Igreja, valorizando, apoiando e incentivando projetos, desde os mais simples aos mais amplos, que garantam a captação, distribuição e uso racional da água. No contexto atual, os escassos recursos hídricos devem ser melhor aproveitados e estocados de forma eficaz, a fim de que nos próximos períodos de estiagem, não nos encontremos tão despreparados para conviver com este fenômeno que atinge 80% do nosso território. O problema da seca no Nordeste, todavia, exige intervenções estruturantes. Desde que adotadas, as ações estruturantes haverão de melhorar a qualidade de vida dos habitantes do semiárido, a médio e longo prazo. Dentre essas políticas estruturantes, destacamos como prioridade a conclusão das obras, em curso, para transposição de águas do Rio São Francisco para os Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

Convocamos nossas comunidades cristãs, especialmente aquelas pertencentes à jurisdição das Arquidioceses e Dioceses do Regional Nordeste 2 da CNBB, a juntos enfrentarmos, com coragem, as provações do momento. Iluminados pela fé, além de enxergarmos as causas e consequências do que estamos vivendo, podemos vislumbrar "o novo que há de vir".

Que as luzes e as esperanças do Natal de Jesus nos mantenham unidos aos nossos irmãos e irmãs, nesta adversidade da seca, através da força profética da solidariedade que pode e deve se manifestar de muitas formas, em nossas comunidades.

Recife, 30 de novembro de 2012 Memória do Apóstolo Santo André

Dom Genival Saraiva de FrançaBispo de Palmares – PEPresidente do Regional Nordeste 2

Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCapBispo de Campina Grande – PBVice-Presidente

Dom Francisco de Assis Dantas de LucenaBispo de Guarabira – PBSecretário

Dom José Luiz Ferreira Salles, CSSRBispo de Pesqueira – PEBispo referencial da Comissão Regional de Pastoral para a Caridade, Justiça e Paz


Lançamento da Semana Social na arquidiocese de Rio de Janeiro

No dia 1º de dezembro aconteceu o lançamento da 5ª Semana Social Brasileira (SSB) na arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ). Os participantes foram acolhidos na Paróquia São Sebastião – Parada de Lucas.  Estiveram presentes cerca de 150 pessoas representantes das Pastorais Sociais dos vicariados da arquidiocese. O encontro contou com a presença do Vigário Episcopal para a Caridade Social, cônego Manuel Oliveira Manangão.

No inicio do encontro fez-se a retrospectiva das Semanas Sociais anteriores e seus frutos. Em seguida, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da CNBB, padre Ari Antônio dos Reis, refletiu sobre as origens do Estado Moderno e a trajetória do Estado Brasileiro. Através do trabalho em grupos aprofundou-se a reflexão com atenção aos sinais de morte e de vida presentes no Estado em sua relação com a população.

Após o plenário os participantes discutiram a continuidade do processo reflexivo da Semana Social especialmente os desdobramentos também nos vicariatos e paróquias. Foi comunicado a realização do encontro de formação no dia 26 de janeiro de 2013.


Dom Moacyr Vitti comemora 72 anos em missa na Catedral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais

Dom Moacyr Vitti, arcebispo de Curitiba, celebrou seus 72 anos na noite do último dia 30 de novembro com uma missa solene na Catedral Basílica Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

Emocionado com o carinho da comunidade, agradeceu a Deus pelo dom da sua vida e pela educação que recebeu de seus pais, João Vitti e Sophia Vitti, já falecidos. "Tive pais cheios de fé, que mesmo na humildade lutaram para criar bem os seus filhos".

Dom Moacyr recebeu diversas homenagens, de autoridades civis e religiosas, e mostrou-se animado em continuar com sua missão de pastor da arquidiocese.

Participaram da celebração padres do clero arquidiocesano, os bispos auxiliares, dom João Carlos Seneme e dom Rafael Biernaski, o arcebispo emérito, dom Pedro Fedalto, o presidente do Regional Sul 2 da CNBB (Paraná), dom João Bosco e o bispo de Ponta Grossa, dom Sérgio Arthur Braschi. Ao final, Dom Moacyr recebeu os cumprimentos da comunidade.


Jovens de Minas Gerais participam de celebraçao com o Papa

O Papa Bento XVI presidiu na tarde deste sábado, 1° de dezembro, na Basílica Vaticana, a celebração das vésperas do primeiro domingo do Advento com os universitários dos ateneus romanos e das Universidades Pontifícias, por ocasião do inicio do Ano Acadêmico. Na Basílica também estava presente uma delegação de estudantes da Pontifícia Universidade de Belo Horizonte, guiada pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese, Dom João Justino de Medeiros Silva.

Na homilia, Bento XVI se dirigiu diretamente aos estudantes, para dizer-lhes que não estão sós: docentes, capelães, reitores e o próprio Papa estão com eles neste caminho de preparação aos grandes desafios da vida e a serviço na Igreja e na sociedade. "O Ano Litúrgico que iniciamos com essas Vésperas será também para vocês o caminho para reviver, mais uma vez, o mistério da fidelidade a Deus. Vivendo-o com a Igreja, experimentarão que Jesus Cristo é o único Senhor do cosmo e da história, sem o qual qualquer construção humana corre o risco de perder-se no vazio."

Vivemos num contexto, disse o Papa, em que muitas vezes encontramos indiferença em relação a Deus. Mas no profundo de quem vive esta distância de Deus, exista uma nostalgia de infinito, de transcendência. "Os jovens têm a tarefa de testemunhar nas salas de aula universitárias o Deus próximo, que se manifesta também na busca da verdade, alma de todo empenho intelectual. A fé é a porta que Deus abre na nossa vida para nos conduzir ao encontro com Cristo, no qual o hoje do homem se encontra com o hoje de Deus."

Na oração desta tarde, prosseguiu o Pontífice, nos dirigimos idealmente em direção à Gruta de Belém para saborear a verdadeira alegria do Natal: a alegria de acolher no centro da nossa vida aquele Menino que nos recorda que os olhos de Deus estão abertos sobre o mundo e sobre cada homem. "Somente esta certeza poderá conduzir a humanidade rumo à paz e à prosperidade, neste momento histórico delicado e complexo. Também a próxima Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro será para vocês, jovens universitários, uma grande ocasião para manifestar a fecundidade histórica da fidelidade de Deus, oferecendo seu testemunho e seu empenho para a renovação moral e social do mundo. A entrega do Ícone de Maria Sedes Sapientiae à delegação universitária brasileira por parte da Capelania universitária de 'Roma Ter' é um sinal deste compromisso comum."

A cidade de Belo Horizonte será a sede do Congresso Mundial de Universidades Católicas (Cmuc), entre os dias 18 e 21 de julho de 2013.

O evento, que faz parte da Semana Missionária em Belo Horizonte, antecederá a 28ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e é promovido pela PUC Minas em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Federação Internacional de Universidades Católicas (Fiuc), a Organização de Universidades Católicas da América Latina e Caribe (Oducal) e a Associação Nacional de Educação Católica (Anec).

As inscrições para o Congresso já podem ser feitas pelo site www.cmuc.pucminas.br.


CNBB – 60 anos

Fui Secretário Geral da CNBB de abril de 2003 a maio de 2007. Presidente e Vice Presidente eram, respectivamente, o Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo e Dom Antonio Celso de Queirós. Foi um período muito rico de experiências para a CNBB e também párea a minha vida de bispo.

Na Assembleia Geral da CNBB de 2003, em que fomos eleitos, começavam a ser aplicados o novo Estatuto e Regimento Geral da Conferência; várias questões novas precisavam ser introduzidas na CNBB, como o Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), formado pela Presidência e pelos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais, cada uma com atribuições próprias. As mudanças em relação à anterior Comissão de Pastoral foram significativas e, introduziram uma nova estrutura e dinâmica na vida da CNBB.

Tratava-se também de traduzir num novo Projeto Nacional de Evangelização os impulsos passados à Igreja pela celebração do grande Jubileu do início do 3º milênio cristão. Depois de muito refletir, o CONSEP aprovou e lançou o Projeto "Queremos ver Jesus, caminho, verdade e vida", que levava em conta, sobretudo, a Exortação Apostólica pós-sinodal "Ecclesia in America" e a Carta Apostólica "Novo Millennio ineunte", ambas do Papa João Paulo II.

Por esse Projeto foram produzidos os Subsídios Homiléticos da CNBB, publicados também depois desse Projeto; o subsídio catequético "Sou Católico e vivo a minha fé" e a edição própria da Bíblia da CNBB. Também a criação das Edições CNBB foi desse período, como parte do Projeto de Evangelização.

O período compreendido entre 2003 e 2007, também foi marcado pela busca de mais recursos econômicos para a sustentação dos trabalhos da Conferência, em vista da gradual diminuição de recursos externos que sempre haviam servido de base para as atividades dos projetos e iniciativas pastorais da Conferência. Também com essa finalidade foram criadas as Edições CNBB.

Também a criação da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia foi desse período e devia dar uma atenção especial para as Dioceses e Prelazias da Região Amazônica. Da mesma forma, foi dessa época a criação do Centro de Fé e Política Dom Helder Câmara, para a formação de novas lideranças políticas para o Brasil, à luz da Doutrina Social da Igreja. E, para assessorar a CNBB nas questões de bioética, que estavam no centro de debates na opinião pública e de decisões parlamentares, foi criado um Grupo de Peritos em Bioética para a assessoria da CNBB.

A CNBB se empenhou no diálogo com os Parlamentares, para evitar a aprovação do Projeto de lei que autorizaria o uso de embriões humanos em pesquisa científica. Infelizmente, aquele Projeto de Lei passou e o uso de embriões para obter "células tronco embrionárias" humanas foi legalizado; o que se sabe, é que houve uma manobra questionável no Congresso, na qual foram fundidos dois Projetos de Lei, diversos nos seus conteúdos, no único Projeto de Lei "da biodiversidade": o do uso de embriões humanos na pesquisa científica e o da liberação do uso de sementes transgênicas no Brasil; o Projeto do uso de embriões não teria sido aprovado sem os interesses do agronegócio e dos Parlamentares representantes dos ruralistas. O Projeto de Lei "fundido" foi aprovado e quem acabou sacrificado, para liberar o uso das sementes transgênicas, foram os embriões humanos.

Entre as questões sociais de maior destaque, acompanhadas pela CNBB naquela época, esteve a demarcação da área indígena Raposa Serra do Sol; com o apoio decisivo da CNBB, aquela área indígena foi aprovada como "área contínua".

Também em 2003, foram retomadas as gestões junto à Santa Sé e ao Governo do Brasil para a elaboração de um Acordo bilateral. Lembro de uma audiência decisiva em que o Presidente Lula, com grande parte de seus Ministros, recebeu no Palácio do Planalto a Presidência da CNBB, junto com o Sr. Núncio Apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri, os ex-presidentes da CNBB, Dom Ivo Lorscheiter e Dom Luciano Mendes de Almeida, além do Cardeal Dom Cláudio Hummes, à época, Arcebispo de São Paulo. O Presidente Lula, após ouvir muito sobre o Acordo pretendido pela CNBB, demonstrou-se claramente favorável ao Acordo e deu ordens aos seus Ministros para os encaminhamentos necessários, sob a coordenação do Ministro das Relações Exteriores. Tive, então, a nítida percepção de que, finalmente, o Acordo seria elaborado e assinado. De fato, isso aconteceu já em 2008, após um tempo de elaboração considerado muito breve.

Durante o quadriênio em que fui Secretário Geral da CNBB, foram dedicados muito tempo e energia à preparação da 5ª. Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, que aconteceu em maio de 2007, em Aparecida. As reuniões preparatórias aconteceram em Assunção, Buenos Aires, Bogotá e Aparecida; foi um trabalho exigente, que foi compensado pelo excelente resultado da Conferência de Aparecida.

Ainda durante aquele quadriênio, faleceu o Papa João Paulo II e foi eleito o Papa Bento XVI. Foram dois momentos muito intensos para a vida de toda a Igreja. Lembro que fui convidado a ir ao funeral do Papa João Paulo II, integrando a comitiva oficial do Presidente da República; foi uma viagem única, com uma comitiva também única, integrada, além do Presidente Lula e sua esposa, pelos ex-presidentes José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, e pelos presidentes do Senado e da Câmara; além deles, uma representação bem eclética de religiões e Igrejas (Católica, Luterana e Metodista), além de um Rabino e de um Xeique. Provavelmente, ninguém outro, que não fosse o Papa, teria reunido num mesmo voo, personalidades tão representativas e tão diversas...

Assisti na Praça de São Pedro a Missa de inauguração do Pontificado do Papa Bento XVI. O presidente da CNBB, Cardeal Dom Geral Majella Agnelo, é claro, esteve lá desde antes do funeral do papa João Paulo II, pois participou do Conclave em que o Cardeal Joseph Ratzinger foi eleito papa, em abril de 2005. Lembro bem da 1ª. visita que a Presidência da CNBB fez ao papa, após a Assembleia Geral de 2005. Bento XVI foi muito afável e mostrou grande interesse pelo Brasil. Como ele já havia confirmado a realização da Conferência de Aparecida, também nós o convidamos, especialmente, a visitar o Brasil. Na ocasião pedimos a canonização do Beato Antonio de Santana Galvão. Explicamos-lhe quem foi Frei Galvão e o Papa mostrou interesse especial pelo nosso pedido, dizendo que sua eventual canonização poderia ser muito significativa para o contexto da Conferência de Aparecida e seu tema – "discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele, nossos povos tenha a vida".

Lembro também de três reuniões dos representantes das Conferências Episcopais dos países de língua portuguesa (lusófonos), das quais nossa Presidência participou: em Guiné Bissau, Maputo (Moçambique) e Fátima. Foram encontros muito reveladores, em que pude perceber realidades eclesiais e humanas bem diversas das nossas, do Brasil. A presença do bispo de Macau, cujo território está hoje integrado na China, fez-me pensar nas grandes possibilidades missionárias representadas por aquela pequena presença católica na numerosíssima população chinesa.

Duas Campanhas da Fraternidade marcaram, de maneira destacada, aquele quadriênio da Presidência da CNBB: sobre a água ("água, fonte de vida") e sobre as pessoas com deficiência ("vem para o meio"). Ambas deixaram frutos significativos. Aquela sobre a água teve como fruto uma Declaração ecumênica internacional sobre a "água, direito de todos e bem comum não submetido às leis de mercado". Essa Declaração, assinada em Genebra, continua recebendo a adesão de vários países e organizações internacionais.

A preparação da visita do Papa Bento XVI ao Brasil, em maio de 2007, foi uma experiência interessante e enriquecedora. Muitas foram as reuniões, em níveis diversos, para a definição de cada detalhe da visita, do programa, das responsabilidades, da logística... O Papa vinha, sobretudo, para abrir a Conferência de Aparecida, como aconteceu no dia 13 de maio daquele ano. Antes disso, porém, ele cumpriria em São Paulo um programa que contemplava diversos eventos: acolhida no aeroporto, hospedagem no Mosteiro de São Bento, visita de cortesia às Autoridades Públicas no Palácio dos Bandeirantes, encontro com a Juventude no estádio do Pacaembu, canonização de Frei Galvão, o primeiro santo nascido no Brasil, no Campo de Marte, e o encontro com os bispos do Brasil na Catedral Metropolitana de São Paulo. Tudo isso, comportava uma logística estudada nos mínimos detalhes, envolvendo a Nunciatura, a CNBB, o Itamaraty e as autoridades da Segurança, além, é claro, das Arquidioceses de São Paulo e Aparecida.

Em 21 de março de 2007, quando o programa já estava definido e faltavam menos de 2 meses para a chegada do papa ao Brasil, acabei recebendo a nomeação de Arcebispo de São Paulo, vacante por causa da transferência do Cardeal Dom Cláudio Hummes para Prefeito da Congregação para o Clero, na Santa Sé. Tomei posse da Arquidiocese de São Paulo no dia 29 de abril de 2007, dois dias antes de iniciar a Assembleia Geral da CNBB, em Itaici – que era eletiva, e 10 dias antes da chegada do Papa em São Paulo. Tive, portanto, o encargo e a honra de acolher e de hospedar o Santo Padre em São Paulo. Quando o Papa veio, eu já não era mais integrante da Presidência da CNBB, pois esta foi renovada na Assembleia Geral, encerrada no dia 9 de maio de 2007, mesmo dia em que o Papa chegava a São Paulo.

Minha passagem pela CNBB deu-me a oportunidade de conhecer mais a nossa Conferência e a realidade eclesial do Brasil, rica, dinâmica e cheia de contrastes. Agradeço a Deus por isso. E agradeço aos muitos colaboradores na CNBB, desde os funcionários, assessores, subsecretários, colaboradores e benfeitores diversos. Pude também perceber mais de perto o significado e a autoridade moral da CNBB para o Brasil e o reconhecimento público que a Conferência gozava perante as diversas instâncias da vida social. Essa autoridade moral foi fruto de uma história  rica, que já completa 60 anos, e que teve grandes protagonistas, como Dom Helder Câmara, o Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, Dom Ivo Lorscheiter, Dom Antonio Celso de Queirós e Dom Luciano Mendes de Almeida, só para citar alguns. A CNBB, nos seus 60 anos de história, já escreveu muitas páginas relevantes na vida da Igreja e da sociedade brasileiras.

Cardeal Odilo Pedro SchererArcebispo de São Paulo (SP)


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