Boletim Diário da CNBB - 03/12/2012
REFLEXÃO
COMEMORAÇÕES
Nascimento
- Dom José Geraldo Oliveira do Valle, CSS, Bispo Emérito de Guaxupé - MG
- Dom Sergio Arthur Braschi, Bispo de Ponta Grossa - PR
- Dom Francisco Javier Delvalle Paredes, Bispo de Campo Mourão - PR
- Dom João Santos Cardoso, Bispo de São Raimundo Nonato - PI
Ordenação Presbiteral
- Dom Heitor de Araújo Sales, Arcebispo Emérito de Natal - RN
- Dom Dimas Lara Barbosa, Arcebispo de Campo Grande - MS
- Dom Geraldo Vieira Gusmão, Bispo Emérito de Porto Nacional - TO
- Dom Francisco Carlos Bach, Bispo de Toledo - PR
- Dom Waldemar Passini Dalbello, Bispo Auxiliar de Goiânia - GO
- Equipe Executiva do Conselho Missionário Nacional se reúne em Brasília
- Pastoral Carcerária divulga nota contra a violência em São Paulo
- Pastoral Carcerária divulga nota contra a violência em São Paulo
- Cardeal Rilko e Setor Universidades participam do Encontro Nacional das Pastorais Juvenis
- Dom Orani recebe medalha no Tribunal Regional do Trabalho
- Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial
- Ordenado o novo bispo de Marabá
- Bispos do Regional Nordeste 2 divulgam mensagem em solidariedade às famílias atingidas pela seca
- Lançamento da Semana Social na arquidiocese de Rio de Janeiro
- Dom Moacyr Vitti comemora 72 anos em missa na Catedral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
- Jovens de Minas Gerais participam de celebraçao com o Papa
- CNBB 60 anos
Equipe Executiva do Conselho Missionário Nacional se reúne em Brasília
Preparar a Assembleia Geral marcada para o mês de março de 2013 e fazer um balanço das atividades realizadas pelos organismos envolvidos na animação missionária, foram assuntos debatidos em mais uma reunião ordinária da Equipe Executiva do Conselho Missionário Nacional, o Comina, realizada nesta quinta-feira, 29 de novembro, em Brasília (DF).
"Procuramos reunir todas as forças missionárias para que realmente a Missão seja uma realidade conforme é o desejo de todos. Este Conselho é uma bênção, uma força que faz acontecer a Missão aqui e além-fronteiras", afirmou irmã Dirce Gomes, secretária executiva do Comina.
Sobre a natureza e a finalidade do Conselho, dom Sérgio Braschi, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB recordou que, "o Comina é um organismo vinculado à CNBB formado por representantes de entidades envolvidas na Ação Missionária no país". Para uma maior articulação e coordenação discutiu-se a necessidade de se elaborar as Diretrizes para a Animação Missionária da Igreja e, a partir disso, revisar o Regulamento do Comina. Nesse sentido, na próxima Assembleia Geral, serão discutidas linhas de ação que farão parte das futuras Diretrizes.
As 58 proposições entregues ao papa Bento XVI no encerramento do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização e a Transmissão da Fé, realizado em Roma, no mês de outubro, foram objeto de análise no início da reunião. A reflexão feita pelo padre Paulo Suess, assessor teológico do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), suscitou alguns questionamentos sobre o trabalho de evangelização hoje.
A situação de violência enfrentada por povos indígenas, em especial o ataque da Polícia Federal contra os Munduruku, no Pará, a luta pela posse das terras dos Xavantes, no Mato Grosso, e dos Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, foram recordadas pela Vice-presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Emília Altini. "Esses povos e muitos outros, se encontram ameaçados por uma política genocida. O Projeto de Mineração que ganha força na Câmara e no Senado é outra ameaça", completou. Emília entregou cópias do "Manifesto contra os decretos de Extermínio: Povos Indígenas, aqueles que devem viver" e um DVD com o conteúdo da Assembleia dos 40 anos do Cimi.
O Setor Pastoral da Mobilidade Humana acaba de publicar o livro "Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo" (Edições CNBB). Na reunião, a obra foi apresentada pela irmã Rosita Milesi. "O tráfico de pessoas é um crime que tem várias expressões: o trabalho escravo, o comércio de órgãos, a exploração sexual de mulheres, crianças e adolescentes e também a adoção, que apesar da beleza, vem sendo utilizada para encobrir o tráfico de crianças", explicou a religiosa.
Padre Sidnei Dornelas, assessor da Comissão Episcopal para a Missão Continental, indicou outras duas publicações: "Missão Além Fronteiras junto aos emigrantes brasileiros", livro organizado pela Pastoral dos Brasileiros no Exterior (PBE), e "Paróquia Missionária" de autoria do padre José Carlos Pereira, em parceria com o Centro Cultural Missionário (CCM), entidade que, ao longo do ano, realiza uma série de cursos voltados para diversos públicos.
O diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Camilo Pauletti, mencionou alguns trabalhos realizados pelas quatro Obras como, assessorias, programas de formação, publicações e produção de subsídios, em especial a Campanha Missionária. Na opinião do Secretário da Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária (JM), padre Marcelo Gualberto Monteiro, "o estado permanente de Missão não é novidade para as POM, uma vez que o trabalho abrange todas as idades e setores": infância, adolescência, juventude, seminaristas, famílias, idosos e enfermos missionários. Em 2013 acontece no Brasil o Ano da Infância e Adolescência Missionária (IAM) para marcar os 170 anos de sua fundação. Segundo padre André Luiz de Negreiros, Secretário Nacional da Obra, estão previstos congressos diocesanos, provinciais e estaduais, culminando com a realização de um Congresso Continental da IAM em 2014, em Aparecida (SP).
Sobre a Comissão Episcopal para a Amazônia, a assessora da CNBB, irmã Irene Lopes, sublinhou a necessidade de se reforçar a formação de lideranças leigas locais para o trabalho naquela Região. Isso deverá acontecer, segundo ela, em centros como Manaus, Porto Velho, Belém e no Centro Cultural Missionário, em Brasília. Nos próximos anos, se pretende retomar o Projeto Igrejas-Irmãs em parceria com a Comissão Missionária da CNBB. A representante da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), irmã Antônia Mendes expôs os fundamentos e a metodologia do Projeto Missionário que a CRB, em parceria com a CNBB e a Caritas Nacional, mantém no Haiti, com sete religiosos. "O trabalho contempla a formação humana, ação social como geração de renda, economia solidária, e saúde integral, Pastoral da Criança e formação do clero e da Vida Religiosa", relatou.
A próxima reunião do Comina ficou agendada para o dia 07 de fevereiro de 2013 quando serão finalizados os preparativos da Assembleia que acontece nos dias 01 a 03 de março, em Brasília (DF).
Pastoral Carcerária divulga nota contra a violência em São Paulo
A Pastoral Carcerária do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispo do BrasilNBB, divulgou recentemente, uma nota contra a onda de violência no estado de São Paulo. No texto, o organismo se manifesta contra a atual política de segurança do estado, que acaba por culminar em um "cenário de patente violência estrutural", que atinge a tantas famílias.
Na mensagem, ainda há um chamamento para que as "representações políticas não se acovardem diante do desafio colocado pela conjuntura presente, sob pena de seguirmos cultivando terreno fértil para o caos social, a violência e a degeneração humana e espiritual."
Leia a íntegra da nota:
Encontro Estadual - Nota Pública da Pastoral Carcerária do estado de São Paulo/CNBB-Sul1
Diante da ascendente onda de violência que se espalha pelo Estado de São Paulo, a Pastoral Carcerária, à luz do Ano da Fé, vem manifestar publicamente seu repúdio à atual política de segurança pública e integral solidariedade a todas as famílias que sofreram e sofrem perdas nesse triste momento.
Conforme o Documento de Aparecida n. 78, as causas da violência "são múltiplas: a idolatria do dinheiro, o avanço de uma ideologia individualista e utilitarista, a falta de respeito pela dignidade de cada pessoa, a deterioração do tecido social, a corrupção inclusive nas forças da ordem e a falta de políticas públicas de equidade social".
Frente a um cenário de patente violência estrutural, expresso justamente nas causas citadas no Documento de Aparecida, não podemos comungar com políticas de incentivo à violência e de criminalização da pobreza como as que hoje presenciamos em São Paulo.
A superação do atual estado de violência perpassa, sobretudo, pela revisão da política de segurança pública em vigor no estado, que apenas tem contribuído para o aumento de mortes e para o encarceramento em massa das pessoas mais vulneráveis.
É preciso vislumbrar, diante disso, uma sociedade em que a paz e a justiça prospere. Onde a desigualdade social, os interesses de grupos econômicos e a corrupção política e institucional não sejam a tônica do Estado. Os recursos públicos devem ser destinados, sem reservas ou cálculos estatísticos que não respondem ao que todos clamam e exigem, à promoção da vida e à garantia dos direitos humanos básicos (educação, moradia, trabalho, saúde, lazer, entre outros).
Urge que a representação política não se acovarde diante do desafio colocado pela conjuntura presente, sob pena de seguirmos cultivando terreno fértil para o caos social, a violência e a degeneração humana e espiritual.
As iniciativas governamentais veiculadas pela mídia não são suficientes para resolver a questão, vez que são reativas. Demandamos ações pró-ativas, que atuem fortemente nas causas dos problemas, criando ambiente a médio e longo prazo digno de um projeto de sociedade onde a cultura de paz prevaleça de fato. O referido Documento expressa ainda que: "Uma autêntica evangelização de nossos povos envolve assumir plenamente a radical idade do amor cristão, que se concretiza no seguimento de Cristo na Cruz; no padecer por Cristo por causa da justiça; no perdão e no amor aos inimigos.
Esse amor supera o amor humano e participa do amor divino, único eixo capaz de construir uma cultura da vida. No Deus Trindade a diversidade de Pessoas não gera violência e conflito; ao contrário, é a fonte mesma do amor e da vida. (...) A radicalidade da violência só se resolve com a radicalidade do amor redentor. Evangelizar sobre o amor de plena doação, como solução ao conflito, deve ser o eixo cultural "radical" de uma nova sociedade (...)"
É nesse espírito que a Pastoral Carcerária do Estado de São Paulo clama: basta de chacinas! Basta de encarceramento em massa! A paz só poderá ser alcançada com Justiça Social.
Deyvid T. Livrini Luiz Coordenador Estadual da Pastoral Carcerária de São Paulo - CNBB/Sul 1
Pastoral Carcerária divulga nota contra a violência em São Paulo
A Pastoral Carcerária do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou recentemente, uma nota contra a onda de violência no estado de São Paulo. No texto, o organismo se manifesta contra a atual política de segurança do estado, que acaba atingir a tantas famílias.
A mensagem ainda faz um chamamento para que as representações políticas não se "acovardem diante do desafio colocado pela conjuntura presente, sob pena de seguirmos cultivando terreno fértil para o caos social, a violência e a degeneração humana e espiritual."
Leia a íntegra da nota:
Encontro Estadual - Nota Pública da Pastoral Carcerária do estado de São Paulo/CNBB-Sul1
Diante da ascendente onda de violência que se espalha pelo Estado de São Paulo, a Pastoral Carcerária, à luz do Ano da Fé, vem manifestar publicamente seu repúdio à atual política de segurança pública e integral solidariedade a todas as famílias que sofreram e sofrem perdas nesse triste momento.
Conforme o Documento de Aparecida n. 78, as causas da violência "são múltiplas: a idolatria do dinheiro, o avanço de uma ideologia individualista e utilitarista, a falta de respeito pela dignidade de cada pessoa, a deterioração do tecido social, a corrupção inclusive nas forças da ordem e a falta de políticas públicas de equidade social".
Frente a um cenário de patente violência estrutural, expresso justamente nas causas citadas no Documento de Aparecida, não podemos comungar com políticas de incentivo à violência e de criminalização da pobreza como as que hoje presenciamos em São Paulo.
A superação do atual estado de violência perpassa, sobretudo, pela revisão da política de segurança pública em vigor no estado, que apenas tem contribuído para o aumento de mortes e para o encarceramento em massa das pessoas mais vulneráveis.É preciso vislumbrar, diante disso, uma sociedade em que a paz e a justiça prospere. Onde a desigualdade social, os interesses de grupos econômicos e a corrupção política e institucional não sejam a tônica do Estado. Os recursos públicos devem ser destinados, sem reservas ou cálculos estatísticos que não respondem ao que todos clamam e exigem, à promoção da vida e à garantia dos direitos humanos básicos (educação, moradia, trabalho, saúde, lazer, entre outros).
Urge que a representação política não se acovarde diante do desafio colocado pela conjuntura presente, sob pena de seguirmos cultivando terreno fértil para o caos social, a violência e a degeneração humana e espiritual.
As iniciativas governamentais veiculadas pela mídia não são suficientes para resolver a questão, vez que são reativas. Demandamos ações pró-ativas, que atuem fortemente nas causas dos problemas, criando ambiente a médio e longo prazo digno de um projeto de sociedade onde a cultura de paz prevaleça de fato.
O referido Documento expressa ainda que: "Uma autêntica evangelização de nossos povos envolve assumir plenamente a radical idade do amor cristão, que se concretiza no seguimento de Cristo na Cruz; no padecer por Cristo por causa da justiça; no perdão e no amor aos inimigos.
Esse amor supera o amor humano e participa do amor divino, único eixo capaz de construir uma cultura da vida. No Deus Trindade a diversidade de Pessoas não gera violência e conflito; ao contrário, é a fonte mesma do amor e da vida. (...) A radicalidade da violência só se resolve com a radicalidade do amor redentor. Evangelizar sobre o amor de plena doação, como solução ao conflito, deve ser o eixo cultural "radical" de uma nova sociedade (...)"
É nesse espírito que a Pastoral Carcerária do Estado de São Paulo clama: basta de chacinas! Basta de encarceramento em massa! A paz só poderá ser alcançada com Justiça Social.
Deyvid T. Livrini Luiz Coordenador Estadual da Pastoral Carcerária de São Paulo - CNBB/Sul 1
Cardeal Rilko e Setor Universidades participam do Encontro Nacional das Pastorais Juvenis
Nos dias 29 de novembro a 02 de dezembro, aconteceu, em Brasília (DF), o Encontro Nacional dos Assessores das Pastorais Juvenis. Este encontro reuniu 300 participantes e contou com a presença do cardeal Stanis?aw Rilko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos. Um dos assuntos principais tratado foi sobre a Jornada Mundial da Juventude, JMJ Rio 2013, a Semana Missionária e o projeto de evangelização da juventude da pós-Jornada.
No primeiro dia do encontro a assessora do Setor Universidades, irmã Maria Eugênia Lloris Aguado, foi convidada a dar um depoimento na primeira mesa temática do encontro: "A realidade da fé no mundo universitário". A assessora salientou a importância da Igreja na ação evangelizadora organizada e articulada. Entre os desafios que apresentou, irmã Eugênia destacou a "necessidade de estar presente, saindo do anonimato, todos aqueles que estudamos, trabalhamos ou temos alguma ligação com a Universidade; procurando uma ação organizada que de sensibilidade as ações ainda discretas e desarticuladas em muitas dioceses. Nossa ausência começa a incomodar, e isso é um sinal de esperança para todos aqueles que acreditamos na importância de estar nestes ambientes de influencia, como é a academia", frisou.
Finalmente a assessora exortou a todos os presentes a trabalhar juntos. "Vamos deixar um pouco os eventos, atividades, e ir ao cerne da nossa ação evangelizadora 'voltarmos ao ser', a escuta da juventude, a pessoa, ao acompanhamento. O Evangelho foi de minorias, e a Pastoral Universitária é formada por minorias".
O segundo dia, a reflexão sobre a pós-Jornada centrou-se na pesquisa feita nos Regionais em torno das linhas de ação do Documento 85 da CNBB (Evangelização da Juventude - Desafios e perspectivas pastorais), onde se apresentaram sete avanços e dez desafios.
O terceiro dia foi marcado pela presença do cardeal Rilko. A palestra dada por ele foi: "O legado da JMJ para a Pastoral Juvenil das dioceses". Segundo o cardeal, "cada JMJ nos relembra que a Pastoral Juvenil é o motor da Pastoral de toda a Igreja. A Pastoral Juvenil é investir no hoje e no amanhã da Igreja. A provocação que nos vêm é também de uma autêntica conversão pastoral. Em cuja necessidade o Documento de Aparecida nos recorda que 'há uma verdadeira revolução espiritual que brota das JMJ. Nelas os jovens trazem nova experiência da catolicidade da Igreja. Tal experiência de comunhão gera um novo modo de ser cristão, da alegria maior que esta no dom de si'. A Igreja da América Latina esta vivendo um novo despertar missionários, através do empenho na Missão Continental. Também o Sínodo de Nova Evangelização veio confirmar isso. O lema da JMJ é 'ide e fazei discípulos em todos os povos'. Como vemos, a JMJ do Rio propõe ser uma maravilhosa síntese, com todos os temas fundamentais que a Igreja esta vivendo", destacou o cardeal Rilko.
O final do encontro marcou a presença do Comitê Organizar Local (COL) da JMJ no Rio, que repassou as últimas informações sobre a organização. O núncio apostólico no Brasil, dom Giovanni d'Aniello, propicio um jantar na Nunciatura para estreitar a comunhão entre todos os presentes e organizadores: o Pontifício Conselho de Leigos, o COL e a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB. Uma iniciativa fraterna sinal e anuncio do esforço de todos para que este importante evento seja realizado em comunhão, somando os esforços de todos. O secretário geral da Conferência dos Bispos, dom Leonardo Steiner, celebrou a missa de encerramento deste encontro.
Dom Orani recebe medalha no Tribunal Regional do Trabalho
O Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT/RJ) concedeu, na tarde da última sexta-feira, 30 de novembro, a medalha da Ordem do Mérito Judiciário a 70 personalidades entre autoridades, magistrados, advogados, empresários e profissionais de diversas áreas.
A insígnia, instituída em 2004, tem por finalidade agraciar cidadãos que tenham se destacado por suas atividades em prol da Justiça do Trabalho ou prestado relevantes serviços à cultura jurídica.
Representando a sociedade civil, estava o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, que recebeu a medalha Grã-Cruz das mãos da presidente do Tribunal (TRT/RJ), desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry.
Entre os agraciados, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito, o deputado federal Alessandro Molon, e os ministros do Tribunal Superior do Trabalho Renato de Lacerda Paiva e Kátia Magalhães Arruda.
"Todas as pessoas que estão recebendo a medalha hoje prestaram serviços à Justiça do Trabalho, cidadãos cujos nomes são referência em cada um dos seus setores servidores, advogados, juízes, ministros e outras personalidades que representam a qualidade do Poder Judiciário. Todos eles estão muito emocionados, sabem o valor da medalha e porque estão sendo homenageados" afirmou a desembargadora Maria de Lourdes.
A medalha concedida pela Ordem do Mérito Judiciário é constituída de quatro graus: Grão Colar; Grã-Cruz; Grandeoficial e Comendador. A medalha de Grã-Cruz é concedida ao vice-presidente da República, presidente do Senado Federal, presidente da Câmara dos Deputados, ministros e secretário de Estado, deputados federais e outras hierarquias equivalentes.
A partir de agora, todos eles passam a integrar o quadro da Ordem do Mérito Judiciário, reunindo-se a outros que, anteriormente, obtiveram o reconhecimento pelo trabalho realizado, em diferentes áreas de atuação, que contribuiu para o fortalecimento do Poder Judiciário Trabalhista fluminense e sua mais missão solucionar conflitos decorrentes das relações de trabalho que, em última instância, significa proporcionar a concretização da cidadania.
Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial
A Comissão para a Ação Missionária - fiel à tarefa que Jesus confiou e continua a confiar a sua Igreja: "Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a todos os povos" (cf. Mt 16,15) - nesses 60 anos de existência da CNBB busca promover a ação missionária e evangelizadora, a formação e atividade dos missionários e a ajuda intereclesial no Brasil.
Procura especialmente manter viva a chama da missão além-fronteiras, tarefa que Jesus nos confiou, e que, como um dever especificamente missionário, não deve tornar-se uma realidade diluída na missão global de todo o povo de Deus. (cf. RM 33-34).
Seu objetivo geral é organizar e realizar a animação, formação e cooperação missionárias em todos os níveis eclesiais. Entre os objetivos específicos destacam-se: a promoção da espiritualidade missionária; a busca de respostas ao constante desafio da inculturação da fé; a realização de encontros de formação para quem se destina às missões além-fronteiras; e o desenvolvimento de projetos de evangelização e solidariedade da Igreja no Brasil com outros países, tais como: Guiné Bissau e Timor Leste, na cooperação para a formação dos futuros Presbíteros, e no Haiti, com o projeto de solidariedade "Igreja do Brasil - Igreja do Haiti".
Olhando a história desses 60 anos, podemos perceber como, fiel às orientações conciliares, logo no inicio a CNBB criou a Dimensão Missionária Linha 2 ( PPC 1966-1970), que foi consolidando suas finalidades através dos projetos Missionários, presentes nos sucessivos Planos Quadrienais.
Vale recordar também o surgimento do Conselho Missionário Nacional (COMINA), criado na sede da CNBB no Rio de Janeiro por Dom Mário Gurgel, no dia 01/11/1972, tendo recebido reconhecimento público na Assembleia Geral da CNBB em novembro de 1973. Constituído por Organismos e Instituições Missionárias, sua finalidade é refletir, acompanhar, avaliar e estimular a animação Missionária da CNBB. De forma análoga constituem-se Conselhos Missionários nos Regionais (COMIREs), Conselhos Diocesanos (COMIDIs) e Conselhos Paroquiais (COMIPAs).
Seria difícil elencar, nesse breve espaço comemorativo, tantas atividades realizadas em 60 anos de História. Não podemos, contudo, deixar de lembrar momentos memoráveis, como o Congresso Missionário latino-Americano (COMLA 5, Belo Horizonte 1995), e os tres Congressos Missionários Nacionais: Belo Horizonte (2003), de Aparecida (2008) e ultimamente o 3º. CMN, em Palmas-TO, julho de 2012.
Enfim, uma Igreja que tem consciência que existe para evangelizar e que, em meios às angustias, alegrias e tristezas, conserva a esperança. Fiel a Jesus Cristo, o missionário do Pai, e a partir Dele, nunca interrompeu o seu ardor Missionário, manifestando hoje o desejo de ser uma "Igreja em estado permanente de Missão". (DGAE, 2011-2015)
Assim, apesar de todos os desafios, louvamos e agradecemos a Deus pelo compromisso com a Missão aqui e além-fronteiras, e manifestamos nossa gratidão a todos os Bispos Presidentes e Assessores (as) da Comissão Missionária nestes 60 anos de fidelidade à animação Missionária e cooperação intereclesial.
Dom Sérgio Arthur BraschiPresidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Missionária e Cooperação IntereclesialIrmã Dirce Gomes da SilvaAssessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Missionária e Cooperação IntereclesialOrdenado o novo bispo de Marabá
No dia 30 de novembro aconteceu no Santuário de Caravaggio, em Farroupilha (RS), a Ordenação Episcopal do monsenhor Vital Corbellini. Aproximadamente 25 bispos estiveram presentes, quase uma centena de padres, religiosos, e uma grande multidão. Os bispos ordenantes foram: dom Alessandro Ruffinoni, bispo de Caxias do Sul (RS), dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém (PA) e dom Bruno Pedron, bispo de Ji-Paraná (RO). A cerimônia contou com a presença de familiares do monsenhor Vital.
Dom Alessandro ressaltou a importância de o bispo viver a humildade, a sinceridade, o amor a Deus e ao próximo. "O bispo deve seguir Cristo Jesus para ser um bom pastor de almas", lembrou. No final da cerimônia, vários bispos pediram a palavra e falaram da importância da Ordenação Episcopal e a nova missão que dom Vital terá pela frente na diocese de Marabá (PA).
Em nome da Pastoral Presbiteral da diocese de Caxias do Sul, padre Décio Podenski, falou da alegria de um sacerdote ser bispo em uma região missionária.
Após todo o processo de ordenação, dom Vital falou sobre o seguimento a Jesus Cristo "porque o bispo não pode se preservar, mas dar algo de si mesmo para engrandecer o Reino de Deus. Ele foi o homem para os outros para concretizar dessa forma o plano do Pai sob a inspiração do Espírito Santo. Esse é o meu lema episcopal. Eu quero colocar toda a missão na Trindade para que a vida que eu levar seja uma continua realização de sua vontade. Nós desejamos que o bispo seja acolhedor do povo, dos sacerdotes, dos religiosos e das religiosas, dos seminaristas, dos pobres, dos necessitados", frisou o novo bispo.
Bispos do Regional Nordeste 2 divulgam mensagem em solidariedade às famílias atingidas pela seca
Em solidariedade à população nordestina que sofre com o pior período de estiagem dos últimos 30 anos, os bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte), divulgaram uma nota.
No texto, os bispos solicitam aos poderes públicos competentes "a necessária agilidade, eficiência e transparência na execução dessas políticas públicas emergenciais que possam amenizar a sede e a fome das pessoas e dos rebanhos, na cidade e no campo, em centenas de Municípios de nossos Estados".
Leia a mensagem na íntegra:
Nota do Conselho Episcopal do Regional Nordeste 2 da CNBBSolidariedade com as famílias atingidas pela seca
"Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber". (Mt 25,35)
Nós, Bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB, solidários com o povo sofrido, cujas amarguras se agravam por causa do longo período da falta das chuvas, nos unimos às vozes dos que sofrem, com um apelo veemente para que sejam tomadas, com a urgência que a situação exige, as providências necessárias a fim de minimizar as sequelas devastadoras da seca que, mais uma vez, assola o Nordeste. Lamentamos que, mesmo contando com os conhecimentos da ciência e os recursos da tecnologia, as autoridades competentes não tenham implementado as ações necessárias e possíveis para que a seca não se tornasse, outra vez, uma experiência devastadora.
Expressamos nossa solidariedade às famílias vitimadas por esta estiagem que se apresenta como a mais severa dos últimos 30 anos, enquanto buscamos o dialogo com as autoridades e a sociedade civil, numa linha de colaboração. Queremos contribuir com a formulação, execução e monitoramento de políticas públicas emergenciais que venham possibilitar o acesso à água para consumo das famílias e dos seus rebanhos. Em nossa condição de Pastores Diocesanos, não como técnicos, vimos solicitar aos Poderes Públicos competentes a necessária agilidade, eficiência e transparência na execução dessas políticas públicas emergenciais que possam amenizar a sede e a fome das pessoas e dos rebanhos, na cidade e no campo, em centenas de Municípios de nossos Estados. Alertamos para a necessidade de um vigilante exercício da cidadania, a fim de que não haja uma instrumentalização política e social dessa adversidade enfrentada pelo povo, para explorar, promover trocas ilícitas de favores, criar ou fortalecer relações de dependência. Estas práticas tornam a situação mais terrível e ferem a dignidade de nossos irmãos e irmãs mais diretamente atingidos pela seca.
Em face da realidade da seca, consideramos serem necessários a concentração dos esforços necessários e o investimento dos recursos possíveis em iniciativas concretas que promovam a convivência com o semiárido nordestino, através de programas específicos do Estado, em parceria com as experiências da sociedade civil, entre as quais se incluem as da Igreja, valorizando, apoiando e incentivando projetos, desde os mais simples aos mais amplos, que garantam a captação, distribuição e uso racional da água. No contexto atual, os escassos recursos hídricos devem ser melhor aproveitados e estocados de forma eficaz, a fim de que nos próximos períodos de estiagem, não nos encontremos tão despreparados para conviver com este fenômeno que atinge 80% do nosso território. O problema da seca no Nordeste, todavia, exige intervenções estruturantes. Desde que adotadas, as ações estruturantes haverão de melhorar a qualidade de vida dos habitantes do semiárido, a médio e longo prazo. Dentre essas políticas estruturantes, destacamos como prioridade a conclusão das obras, em curso, para transposição de águas do Rio São Francisco para os Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
Convocamos nossas comunidades cristãs, especialmente aquelas pertencentes à jurisdição das Arquidioceses e Dioceses do Regional Nordeste 2 da CNBB, a juntos enfrentarmos, com coragem, as provações do momento. Iluminados pela fé, além de enxergarmos as causas e consequências do que estamos vivendo, podemos vislumbrar "o novo que há de vir".
Que as luzes e as esperanças do Natal de Jesus nos mantenham unidos aos nossos irmãos e irmãs, nesta adversidade da seca, através da força profética da solidariedade que pode e deve se manifestar de muitas formas, em nossas comunidades.
Recife, 30 de novembro de 2012 Memória do Apóstolo Santo André
Dom Genival Saraiva de FrançaBispo de Palmares PEPresidente do Regional Nordeste 2
Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCapBispo de Campina Grande PBVice-Presidente
Dom Francisco de Assis Dantas de LucenaBispo de Guarabira PBSecretário
Dom José Luiz Ferreira Salles, CSSRBispo de Pesqueira PEBispo referencial da Comissão Regional de Pastoral para a Caridade, Justiça e Paz
Lançamento da Semana Social na arquidiocese de Rio de Janeiro
No dia 1º de dezembro aconteceu o lançamento da 5ª Semana Social Brasileira (SSB) na arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ). Os participantes foram acolhidos na Paróquia São Sebastião Parada de Lucas. Estiveram presentes cerca de 150 pessoas representantes das Pastorais Sociais dos vicariados da arquidiocese. O encontro contou com a presença do Vigário Episcopal para a Caridade Social, cônego Manuel Oliveira Manangão.
No inicio do encontro fez-se a retrospectiva das Semanas Sociais anteriores e seus frutos. Em seguida, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da CNBB, padre Ari Antônio dos Reis, refletiu sobre as origens do Estado Moderno e a trajetória do Estado Brasileiro. Através do trabalho em grupos aprofundou-se a reflexão com atenção aos sinais de morte e de vida presentes no Estado em sua relação com a população.
Após o plenário os participantes discutiram a continuidade do processo reflexivo da Semana Social especialmente os desdobramentos também nos vicariatos e paróquias. Foi comunicado a realização do encontro de formação no dia 26 de janeiro de 2013.
Dom Moacyr Vitti comemora 72 anos em missa na Catedral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
Dom Moacyr Vitti, arcebispo de Curitiba, celebrou seus 72 anos na noite do último dia 30 de novembro com uma missa solene na Catedral Basílica Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.
Emocionado com o carinho da comunidade, agradeceu a Deus pelo dom da sua vida e pela educação que recebeu de seus pais, João Vitti e Sophia Vitti, já falecidos. "Tive pais cheios de fé, que mesmo na humildade lutaram para criar bem os seus filhos".
Dom Moacyr recebeu diversas homenagens, de autoridades civis e religiosas, e mostrou-se animado em continuar com sua missão de pastor da arquidiocese.
Participaram da celebração padres do clero arquidiocesano, os bispos auxiliares, dom João Carlos Seneme e dom Rafael Biernaski, o arcebispo emérito, dom Pedro Fedalto, o presidente do Regional Sul 2 da CNBB (Paraná), dom João Bosco e o bispo de Ponta Grossa, dom Sérgio Arthur Braschi. Ao final, Dom Moacyr recebeu os cumprimentos da comunidade.
Jovens de Minas Gerais participam de celebraçao com o Papa
O Papa Bento XVI presidiu na tarde deste sábado, 1° de dezembro, na Basílica Vaticana, a celebração das vésperas do primeiro domingo do Advento com os universitários dos ateneus romanos e das Universidades Pontifícias, por ocasião do inicio do Ano Acadêmico. Na Basílica também estava presente uma delegação de estudantes da Pontifícia Universidade de Belo Horizonte, guiada pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese, Dom João Justino de Medeiros Silva.
Na homilia, Bento XVI se dirigiu diretamente aos estudantes, para dizer-lhes que não estão sós: docentes, capelães, reitores e o próprio Papa estão com eles neste caminho de preparação aos grandes desafios da vida e a serviço na Igreja e na sociedade. "O Ano Litúrgico que iniciamos com essas Vésperas será também para vocês o caminho para reviver, mais uma vez, o mistério da fidelidade a Deus. Vivendo-o com a Igreja, experimentarão que Jesus Cristo é o único Senhor do cosmo e da história, sem o qual qualquer construção humana corre o risco de perder-se no vazio."
Vivemos num contexto, disse o Papa, em que muitas vezes encontramos indiferença em relação a Deus. Mas no profundo de quem vive esta distância de Deus, exista uma nostalgia de infinito, de transcendência. "Os jovens têm a tarefa de testemunhar nas salas de aula universitárias o Deus próximo, que se manifesta também na busca da verdade, alma de todo empenho intelectual. A fé é a porta que Deus abre na nossa vida para nos conduzir ao encontro com Cristo, no qual o hoje do homem se encontra com o hoje de Deus."
Na oração desta tarde, prosseguiu o Pontífice, nos dirigimos idealmente em direção à Gruta de Belém para saborear a verdadeira alegria do Natal: a alegria de acolher no centro da nossa vida aquele Menino que nos recorda que os olhos de Deus estão abertos sobre o mundo e sobre cada homem. "Somente esta certeza poderá conduzir a humanidade rumo à paz e à prosperidade, neste momento histórico delicado e complexo. Também a próxima Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro será para vocês, jovens universitários, uma grande ocasião para manifestar a fecundidade histórica da fidelidade de Deus, oferecendo seu testemunho e seu empenho para a renovação moral e social do mundo. A entrega do Ícone de Maria Sedes Sapientiae à delegação universitária brasileira por parte da Capelania universitária de 'Roma Ter' é um sinal deste compromisso comum."
A cidade de Belo Horizonte será a sede do Congresso Mundial de Universidades Católicas (Cmuc), entre os dias 18 e 21 de julho de 2013.
O evento, que faz parte da Semana Missionária em Belo Horizonte, antecederá a 28ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e é promovido pela PUC Minas em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Federação Internacional de Universidades Católicas (Fiuc), a Organização de Universidades Católicas da América Latina e Caribe (Oducal) e a Associação Nacional de Educação Católica (Anec).
As inscrições para o Congresso já podem ser feitas pelo site www.cmuc.pucminas.br.
Fui Secretário Geral da CNBB de abril de 2003 a maio de 2007. Presidente e Vice Presidente eram, respectivamente, o Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo e Dom Antonio Celso de Queirós. Foi um período muito rico de experiências para a CNBB e também párea a minha vida de bispo.
Na Assembleia Geral da CNBB de 2003, em que fomos eleitos, começavam a ser aplicados o novo Estatuto e Regimento Geral da Conferência; várias questões novas precisavam ser introduzidas na CNBB, como o Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), formado pela Presidência e pelos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais, cada uma com atribuições próprias. As mudanças em relação à anterior Comissão de Pastoral foram significativas e, introduziram uma nova estrutura e dinâmica na vida da CNBB.
Tratava-se também de traduzir num novo Projeto Nacional de Evangelização os impulsos passados à Igreja pela celebração do grande Jubileu do início do 3º milênio cristão. Depois de muito refletir, o CONSEP aprovou e lançou o Projeto "Queremos ver Jesus, caminho, verdade e vida", que levava em conta, sobretudo, a Exortação Apostólica pós-sinodal "Ecclesia in America" e a Carta Apostólica "Novo Millennio ineunte", ambas do Papa João Paulo II.
Por esse Projeto foram produzidos os Subsídios Homiléticos da CNBB, publicados também depois desse Projeto; o subsídio catequético "Sou Católico e vivo a minha fé" e a edição própria da Bíblia da CNBB. Também a criação das Edições CNBB foi desse período, como parte do Projeto de Evangelização.
O período compreendido entre 2003 e 2007, também foi marcado pela busca de mais recursos econômicos para a sustentação dos trabalhos da Conferência, em vista da gradual diminuição de recursos externos que sempre haviam servido de base para as atividades dos projetos e iniciativas pastorais da Conferência. Também com essa finalidade foram criadas as Edições CNBB.
Também a criação da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia foi desse período e devia dar uma atenção especial para as Dioceses e Prelazias da Região Amazônica. Da mesma forma, foi dessa época a criação do Centro de Fé e Política Dom Helder Câmara, para a formação de novas lideranças políticas para o Brasil, à luz da Doutrina Social da Igreja. E, para assessorar a CNBB nas questões de bioética, que estavam no centro de debates na opinião pública e de decisões parlamentares, foi criado um Grupo de Peritos em Bioética para a assessoria da CNBB.
A CNBB se empenhou no diálogo com os Parlamentares, para evitar a aprovação do Projeto de lei que autorizaria o uso de embriões humanos em pesquisa científica. Infelizmente, aquele Projeto de Lei passou e o uso de embriões para obter "células tronco embrionárias" humanas foi legalizado; o que se sabe, é que houve uma manobra questionável no Congresso, na qual foram fundidos dois Projetos de Lei, diversos nos seus conteúdos, no único Projeto de Lei "da biodiversidade": o do uso de embriões humanos na pesquisa científica e o da liberação do uso de sementes transgênicas no Brasil; o Projeto do uso de embriões não teria sido aprovado sem os interesses do agronegócio e dos Parlamentares representantes dos ruralistas. O Projeto de Lei "fundido" foi aprovado e quem acabou sacrificado, para liberar o uso das sementes transgênicas, foram os embriões humanos.
Entre as questões sociais de maior destaque, acompanhadas pela CNBB naquela época, esteve a demarcação da área indígena Raposa Serra do Sol; com o apoio decisivo da CNBB, aquela área indígena foi aprovada como "área contínua".
Também em 2003, foram retomadas as gestões junto à Santa Sé e ao Governo do Brasil para a elaboração de um Acordo bilateral. Lembro de uma audiência decisiva em que o Presidente Lula, com grande parte de seus Ministros, recebeu no Palácio do Planalto a Presidência da CNBB, junto com o Sr. Núncio Apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri, os ex-presidentes da CNBB, Dom Ivo Lorscheiter e Dom Luciano Mendes de Almeida, além do Cardeal Dom Cláudio Hummes, à época, Arcebispo de São Paulo. O Presidente Lula, após ouvir muito sobre o Acordo pretendido pela CNBB, demonstrou-se claramente favorável ao Acordo e deu ordens aos seus Ministros para os encaminhamentos necessários, sob a coordenação do Ministro das Relações Exteriores. Tive, então, a nítida percepção de que, finalmente, o Acordo seria elaborado e assinado. De fato, isso aconteceu já em 2008, após um tempo de elaboração considerado muito breve.
Durante o quadriênio em que fui Secretário Geral da CNBB, foram dedicados muito tempo e energia à preparação da 5ª. Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, que aconteceu em maio de 2007, em Aparecida. As reuniões preparatórias aconteceram em Assunção, Buenos Aires, Bogotá e Aparecida; foi um trabalho exigente, que foi compensado pelo excelente resultado da Conferência de Aparecida.
Ainda durante aquele quadriênio, faleceu o Papa João Paulo II e foi eleito o Papa Bento XVI. Foram dois momentos muito intensos para a vida de toda a Igreja. Lembro que fui convidado a ir ao funeral do Papa João Paulo II, integrando a comitiva oficial do Presidente da República; foi uma viagem única, com uma comitiva também única, integrada, além do Presidente Lula e sua esposa, pelos ex-presidentes José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, e pelos presidentes do Senado e da Câmara; além deles, uma representação bem eclética de religiões e Igrejas (Católica, Luterana e Metodista), além de um Rabino e de um Xeique. Provavelmente, ninguém outro, que não fosse o Papa, teria reunido num mesmo voo, personalidades tão representativas e tão diversas...
Assisti na Praça de São Pedro a Missa de inauguração do Pontificado do Papa Bento XVI. O presidente da CNBB, Cardeal Dom Geral Majella Agnelo, é claro, esteve lá desde antes do funeral do papa João Paulo II, pois participou do Conclave em que o Cardeal Joseph Ratzinger foi eleito papa, em abril de 2005. Lembro bem da 1ª. visita que a Presidência da CNBB fez ao papa, após a Assembleia Geral de 2005. Bento XVI foi muito afável e mostrou grande interesse pelo Brasil. Como ele já havia confirmado a realização da Conferência de Aparecida, também nós o convidamos, especialmente, a visitar o Brasil. Na ocasião pedimos a canonização do Beato Antonio de Santana Galvão. Explicamos-lhe quem foi Frei Galvão e o Papa mostrou interesse especial pelo nosso pedido, dizendo que sua eventual canonização poderia ser muito significativa para o contexto da Conferência de Aparecida e seu tema "discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele, nossos povos tenha a vida".
Lembro também de três reuniões dos representantes das Conferências Episcopais dos países de língua portuguesa (lusófonos), das quais nossa Presidência participou: em Guiné Bissau, Maputo (Moçambique) e Fátima. Foram encontros muito reveladores, em que pude perceber realidades eclesiais e humanas bem diversas das nossas, do Brasil. A presença do bispo de Macau, cujo território está hoje integrado na China, fez-me pensar nas grandes possibilidades missionárias representadas por aquela pequena presença católica na numerosíssima população chinesa.
Duas Campanhas da Fraternidade marcaram, de maneira destacada, aquele quadriênio da Presidência da CNBB: sobre a água ("água, fonte de vida") e sobre as pessoas com deficiência ("vem para o meio"). Ambas deixaram frutos significativos. Aquela sobre a água teve como fruto uma Declaração ecumênica internacional sobre a "água, direito de todos e bem comum não submetido às leis de mercado". Essa Declaração, assinada em Genebra, continua recebendo a adesão de vários países e organizações internacionais.
A preparação da visita do Papa Bento XVI ao Brasil, em maio de 2007, foi uma experiência interessante e enriquecedora. Muitas foram as reuniões, em níveis diversos, para a definição de cada detalhe da visita, do programa, das responsabilidades, da logística... O Papa vinha, sobretudo, para abrir a Conferência de Aparecida, como aconteceu no dia 13 de maio daquele ano. Antes disso, porém, ele cumpriria em São Paulo um programa que contemplava diversos eventos: acolhida no aeroporto, hospedagem no Mosteiro de São Bento, visita de cortesia às Autoridades Públicas no Palácio dos Bandeirantes, encontro com a Juventude no estádio do Pacaembu, canonização de Frei Galvão, o primeiro santo nascido no Brasil, no Campo de Marte, e o encontro com os bispos do Brasil na Catedral Metropolitana de São Paulo. Tudo isso, comportava uma logística estudada nos mínimos detalhes, envolvendo a Nunciatura, a CNBB, o Itamaraty e as autoridades da Segurança, além, é claro, das Arquidioceses de São Paulo e Aparecida.
Em 21 de março de 2007, quando o programa já estava definido e faltavam menos de 2 meses para a chegada do papa ao Brasil, acabei recebendo a nomeação de Arcebispo de São Paulo, vacante por causa da transferência do Cardeal Dom Cláudio Hummes para Prefeito da Congregação para o Clero, na Santa Sé. Tomei posse da Arquidiocese de São Paulo no dia 29 de abril de 2007, dois dias antes de iniciar a Assembleia Geral da CNBB, em Itaici que era eletiva, e 10 dias antes da chegada do Papa em São Paulo. Tive, portanto, o encargo e a honra de acolher e de hospedar o Santo Padre em São Paulo. Quando o Papa veio, eu já não era mais integrante da Presidência da CNBB, pois esta foi renovada na Assembleia Geral, encerrada no dia 9 de maio de 2007, mesmo dia em que o Papa chegava a São Paulo.
Minha passagem pela CNBB deu-me a oportunidade de conhecer mais a nossa Conferência e a realidade eclesial do Brasil, rica, dinâmica e cheia de contrastes. Agradeço a Deus por isso. E agradeço aos muitos colaboradores na CNBB, desde os funcionários, assessores, subsecretários, colaboradores e benfeitores diversos. Pude também perceber mais de perto o significado e a autoridade moral da CNBB para o Brasil e o reconhecimento público que a Conferência gozava perante as diversas instâncias da vida social. Essa autoridade moral foi fruto de uma história rica, que já completa 60 anos, e que teve grandes protagonistas, como Dom Helder Câmara, o Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, Dom Ivo Lorscheiter, Dom Antonio Celso de Queirós e Dom Luciano Mendes de Almeida, só para citar alguns. A CNBB, nos seus 60 anos de história, já escreveu muitas páginas relevantes na vida da Igreja e da sociedade brasileiras.
Cardeal Odilo Pedro SchererArcebispo de São Paulo (SP)
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