quarta-feira, 10 de abril de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 10/04/2013

REFLEXÃO

A vinda de Jesus ao mundo é a grande manifestação do amor misericordioso de Deus, que não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva, e por isso manda o seu próprio Filho, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele, ou seja, pelo mistério de sua paixão, morte e ressurreição, todas as pessoas que querem viver segundo a luz, realizando as obras de Deus, e fugir das obras das trevas, fugir do pecado e das suas conseqüências, deixam de ser escravas do pecado e da morte e tornam-se livres, filhos e filhas de Deus, para viver segundo a graça e caminhar na esperança de que viverá eternamente junto de Deus.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Ramón López Carrozas, OdasM, Bispo de Bom Jesus de Gurguéia - PI
NOTÍCIAS

Postagem na fanpage da Assembleia Geral tem 14 mil acessos

A CNBB criou uma fanpage no Facebook para a 51ª Assembleia Geral com o objetivo de ajudar nos serviços de comunicação das dioceses.Uma única postagem alcançou nesta terça-feira, 9 de abril, 14 mil "curtidas". O desafio hoje é chegar a 2 mil "curtidas"da fanpage.

Os responsáveis pela administração da página propõem um desafio para esta quarta-feira, 10 de abril, de chegar à marca de 2 mil "curtidas" da página. A rede social tem sido um dos mais importantes instrumentos para troca de informações entre as pessoas e organizações. Na última mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações encontra-se a seguinte constatação:: "A cultura das redes sociais e as mudanças nas formas e estilos da comunicação colocam sérios desafios àqueles que querem falar de verdades e valores. Muitas vezes, como acontece também com outros meios de comunicação social, o significado e a eficácia das diferentes formas de expressão parecem determinados mais pela sua popularidade do que pela sua importância intrínseca e validade".

Bento XVI ainda lembra que "o desafio, que as redes sociais têm de enfrentar, é o de serem verdadeiramente abrangentes: então beneficiarão da plena participação dos fiéis que desejam partilhar a Mensagem de Jesus e os valores da dignidade humana que a sua doutrina promove. Na realidade, os fiéis dão-se conta cada vez mais de que, se a Boa Nova não for dada a conhecer também no ambiente digital, poderá ficar fora do alcance da experiência de muitos que consideram importante este espaço existencial. O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade quotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens. As redes sociais são o fruto da interacção humana, mas, por sua vez, dão formas novas às dinâmicas da comunicação que cria relações: por isso uma solícita compreensão por este ambiente é o pré-requisito para uma presença significativa dentro do mesmo".

Para participar do desafio apresentado pela fanpage da assembleia da CNBB é simples: basta entrar em sua conta do Facebook, procurar a fanpage "assembleia geral da CNBB" e clicar no campo "curtir".

 


Missa de abertura da 51ª Assembleia Geral no Santuário Nacional de Aparecida

A Celebração da Eucaristia, realizada as 7h30, no Altar Central, do Santuário Nacional de Aparecida marcou a abertura da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, nesta quarta-feira, 10 de abril.

A missa foi presidida pelo cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis. A missa foi concelebrada pelo vice-presidente da CNBB e arcebispo de São Luís (MA), dom José Belisário da Silva e pelo secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.

No início da celebração, dom Raymundo Damasceno saudou e agradeceu ao Núncio Apostólico, dom Giovanni D' Aniello, ao Mons. Gianluca Perici, aos os colaboradores da 51ª  Assembleia Geral; os sub-secretários dos Regionais; os Presidentes de  organismos e Representantes de Pastorais, ao Santuário Nacional e fiéis da Arquidiocese de Aparecida e os romeiros presentes.

A Assembleia Geral da CNBB reúne em Aparecida até o dia 19 de abril 361 bispos e arcebispos e 43 bispos eméritos. As celebrações serão realizadas no Santuário e as sessões da assembleia no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida.

Em sua homilia, dom Damasceno afirmou que a Assembleia deste ano se insere na dinâmica do Ano da Fé e no espírito dos 50 anos do Concílio Vaticano II.

"Passaremos juntos os próximos dez dias em oração, partilha fraterna de experiências pastorais, estudo e reflexão. Os momentos de oração e celebração, queremos vivê-los em profunda comunhão com os romeiros, aqui no Santuário, e com os que, em casa, estarão em sintonia conosco. O estudo e a reflexão se estenderão sobre diversos temas de interesse eclesial, mas se concentrarão principalmente em torno do tema central: a renovação de nossas paróquias", afirmou.

O cardeal destacou também que as paróquias são chamadas a ser comunidades de comunidades, como as denomina o Documento de Aparecida, são chamadas a uma conversão pastoral, que destaque ainda mais seu dinamismo missionário e seu espírito de acolhimento.

Dom Raymundo Damasceno ressaltou também que é importante recordar que na Quaresma deste ano a Igreja viveu com espírito eclesial ainda mais destacado porque acompanhamos o Papa Bento XVI, agora Bispo Emérito de Roma, em suas últimas semanas de pontificado, desde que anunciou, dia 11 de fevereiro, que renunciaria ao exercício do ministério petrino no dia 28 de fevereiro.

"O luminoso testemunho de seu pontificado, que se destacou, sobretudo, pela profundidade e pela qualidade espiritual e teológica de seu magistério, fica gravado em nossas mentes. Assim como fica gravado em nossos corações sua humilde e corajosa decisão, ditada unicamente pelo bem da Igreja e pela fé em Jesus Cristo, que é Quem conduz a Igreja por meio dos pastores por Ele escolhidos. Depois de um breve período de Sede Vacante, dia 13 de março foi eleito o Papa Francisco".

Se referindo ao Papa Francisco, dom Raymundo afirmou que sua simplicidade e os sinais que, desde o momento de sua eleição ele tem dado, na Casa de Santa Marta  e nas suas aparições públicas, nos fazem esperar um pontificado de grande sensibilidade pastoral e de profundo diálogo com toda a Igreja, com os outros cristãos, com as demais religiões, sobretudo, as monoteístas e com o mundo da cultura em geral".

Aos fiéis presentes na celebração, dom Raymundo pediu que estejam em comunhão no mistério da morte e da Ressurreição de Cristo.

"Queridos irmãos e irmãs, a todos nós é dada a comunhão no mistério da morte e da Ressurreição de Nosso Senhor por meio de nosso Batismo. Essa mesma graça é renovada em cada celebração da santa Eucaristia. Portanto, nós podemos caminhar na vida nova, podemos viver na dinâmica do Reino e nos deixar renovar continuamente na vida nova que Nosso Senhor nos comunica".

Ao final de sua reflexão, cardeal dom Damasceno afirmou que acredita que a 51ª Assembleia Geral da CNBB contribui para que a Igreja no Brasil continue manifestando a confiança sem limites nos frutos que o mistério da Páscoa produz. "Para isso, nos confiamos à Virgem Mãe Aparecida, em cuja casa nos encontramos.  Ela que aqui nos recebe, como Mãe, interceda por nós, para que continuemos a 'evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo'".


Presidente da CNBB saúda participantes da Assembleia Geral em cerimônia oficial de abertura do encontro

Depois da missa que marcou o início da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), aconteceu no plenário do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida a cerimônia de abertura solene do encontro.

A cerimônia, realizada na manhã desta quarta-feira, 10 de abril, contou com a presença do prefeito de Aparecida (SP), Márcio Siqueira;  o vice-presidente da CNBB, dom José Belisário; o Núncio Apostólico, dom Giovanni D' Aniello; o presidente  da CNBB, dom Damasceno; o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner; reitor do Santuário Nacional, padre Domingos Sávio e demais arcebispos e bispos participantes da Assembleia.

O cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno, fez a saudação abrindo Assembleia Geral e acolheu ao Núncio Apostólico, Dom Giovanni D'Aniello, ao Mons. Gianluca Perici, primeiro secretário da Nunciatura.

Dom Damasceno saudou também todos os membros da CNBB, os cardeais, arcebispos, bispos, administradores diocesanos; os arcebispos e bispos eméritos, assessores e assessoras da CNBB e ao reitor e funcionários do Santuário que colaboram com a Assembleia.

"No começo de todos os nossos trabalhos, esse ato solene – pelo qual nos associamos à oração de Nosso Senhor - manifesta nossa convicção de que acima de tudo e no princípio de todas as nossas ações, está o amor de Deus", afirmou Dom Damasceno.

O cardeal destacou que este acontecimento anual, aguardado por todos com alegre expectativa, é uma experiência de partilha fraterna, oração, estudo e reflexão, que fortalece a comunhão dos bispos entre si e com o sucessor de Pedro, para melhor servir as Igrejas particulares.

Sobre o tema central da Assembleia "Comunidade de comunidades: uma nova Paróquia", dom Damasceno afirmou que a atenção da Conferência volta para essa mais que milenar instituição, na qual se desenvolve o dia a dia da vida da quase totalidade dos católicos. À luz da Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, que se realizou aqui em Aparecida, no ano de 2007, aprofundaremos a reflexão a respeito das implicações da "conversão pastoral".

"Promover cada vez mais a vida comunitária em nossas paróquias e seu dinamismo missionário é o desafio que se nos apresenta nesta hora. Para isso, nós precisamos ter a coragem de fazer as modificações necessárias nas estruturas paroquiais, tomando como pontos de referência fundamentais: Jesus Cristo e seu estilo de atuação, os desafios e sinais dos tempos atuais e a rica história da Paróquia", afirmou.

Dom Damasceno afirmou que hoje os bispos discutem o projeto do Diretório para a Comunicação da Igreja no Brasil. O projeto que nos é apresentado é fruto de reflexão e de diálogo, no qual têm tomado parte leigos, diáconos, presbíteros e bispos. Ele é fruto ainda da colaboração de pesquisadores e intelectuais.

"Colocamo-nos diante de um aspecto importante da missão da Igreja em uma sociedade influenciada fortemente pelas comunicações sociais. A questão agrária no Brasil ocupará uma vez mais a atenção de nossa Conferência. Historicamente, este é um tema ao qual temos voltado repetidas vezes".

Para dom Damasceno neste momento da história da Nação, essa questão assume contornos muito peculiares que importa conhecermos bem.

"É nossa intenção contribuir para a reflexão hodierna sobre a questão agrária e para a superação dos problemas e dos conflitos que aí existem há muito tempo e que hoje assumem características ainda mais graves e urgentes".Dom Raymundo falou também com especial atenção sobre a Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá em julho no Rio de Janeiro.

"A etapa final da preparação para a Jornada pede de nós que intensifiquemos as orações e os trabalhos, para que a Juventude mundial que aqui virá, ou que nos acompanhará pelos meios de comunicação, tenha uma oportunidade singular de encontro com Cristo e com a Igreja. Ainda mais, a realização da Jornada Mundial da Juventude nos dará a oportunidade de receber o Papa Francisco, o primeiro Papa latino-americano a nos visitar".

Diversos outros temas e atividades estão em programa da Assembleia, como o Retiro, comunicações do Secretariado Geral e das Comissões Episcopais de Pastoral e dos Grupos de Trabalho, o encontro das Comissões Episcopais de Pastoral com os Bispos Referenciais dos Regionais, comunicado sobre a 13ª Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, o lançamento de uma nova versão, comentada, do Código de Direito Canônico – na comemoração dos 30 anos de sua promulgação, o lançamento de uma edição revisada do Catecismo da Igreja Católica, e diversos outros temas.

"Esta Assembleia Geral se realiza no contexto do Ano da Fé – que vai até a festa de Cristo Rei deste ano (24 de novembro) – e do cinquentenário do Concílio Ecumênico Vaticano II. O Ano da Fé foi querido por Bento XVI, agora Bispo Emérito de Roma, para avivar em todos nós a consciência da centralidade da fé na vida da Igreja e para redespertar o entusiasmo de evangelizar", finalizou o cardeal.


51ª Assembleia Geral: balanço do início do trabalho dos bispos

Na tarde desta quarta-feira, 10 de abril, foi realizada a primeira entrevista coletiva com o balanço do início dos trabalhos da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida (SP). Coordenada pelo Porta-Voz do evento, dom Dimas Lara Barbosa, atenderam a imprensa o arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer; o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Mol; e o bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen.

O Porta-Voz iniciou recordando aos jornalistas o tema central da Assembleia Geral: "Comunidade de Comunidades: a nova paróquia", bem como os temas prioritários: o Diretório de Comunicação para orientar a pastoral da Igreja neste campo, e a aprovação de um texto sobre a Questão Agrária no país. "A Assembleia é uma ocasião de tomar consciência do processo em que as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, aprovadas há dois anos pelos bispos, são colocadas em prática", explicou dom Dimas.

O Cardeal Odilo Scherer destacou que o encontro do episcopado brasileiro segue o clima de novidade que a Igreja vive por conta da eleição do Papa Francisco. "Há um clima de novidade no ar, por conta da eleição do novo Papa, que está imprimindo um novo ritmo no exercício do pontificado. Até porque, um papa não é igual a outro, e é bom que seja assim", afirmou. O cardeal enfatizou a relevância do tema central, e destacou que em relação à queda do número dos católicos, apresentada nos números do Censo 2010, preocupa os bispos, mas não existem soluções mágicas. "É necessária uma verdadeira conversão pastoral para que possamos ir ao encontro das pessoas. Não é somente a Igreja Católica que perde fiéis. A nossa urgência é evangelizar, e temos que nos adequar para bem evangelizar".

Esta adequação da estrutura da Igreja aos novos tempos exige uma aproximação dos pobres, como lembra dom Mol. "É algo muito importante, e é uma escolha que o próprio Jesus faz: o caminho da vida simples que conduz para o Pai. Todos os papas tem tocado neste tema de uma Igreja pobre e para os pobres, e isso está presente também na reflexão dos bispos nesta Assembleia". Dom Mol destacou a preocupação dos bispos com a evangelização dos católicos "não praticantes". "Há um texto que está sendo analisado pelos bispos. Mas em todo processo de evangelização, seja para os batizados, praticantes ou não, ou mesmo os novos membros, o mais importante é a experiência com a pessoa de Jesus Cristo. E é isso que deve ser promovido".

Também quanto ao tema central da Assembleia Geral, dom Severino Clasen destacou a importância das comunidades cristãs como lugar de convivência fraterna. "As pessoas precisam de calor humano. Nós hoje temos facilidade de nos encontrar com as outras pessoas, através das redes sociais, mas falta-nos o calor do coração, da proximidade, e está aí a diferença".

Encontro de Universitários Católicos

Dom Joaquim Mol também respondeu aos jornalistas sobre o Congresso Mundial das Universidades Católicas, que será realizado em Belo Horizonte (MG), entre os dias 18 e 21 de julho próximo. "O evento antecede a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro (RJ), e gostaríamos de ter a presença do Papa Francisco apresentando a sua mensagem ao final do evento aos participantes. Porém, o assunto ainda está sendo discutido".


Coletiva de Imprensa está disponível em arquivo de vídeo

A primeira coletiva realizada na tarde desta quarta-feira, 10 de abril, já está disponível no youtube. Durante todos os dias da 51ª Assembleia Geral dos Bispos o Portal A12 fará a transmissão ao vivo. Assista o vídeo.

 


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terça-feira, 9 de abril de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 09/04/2013

REFLEXÃO

A Vida nova, a Vida segundo o Espírito, não é algo que a pessoa humana possa conseguir por si mesma, uma vez que é algo que está muito além da sua própria natureza, portanto algo que foge às suas capacidades. A Vida nova é a vida da graça, que nos é dada pelo próprio Deus, a partir do mistério pascal de Jesus. A condição para a participação nessa Vida em Cristo é a fé; todos os que acreditam que Jesus, crucificado, morto e ressuscitado, é o Filho de Deus, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade que se fez homem para ser o Emanuel, o Deus conosco, recebem dele o dom da Vida em plenitude, o dom da vida eterna.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Paulo Roberto Beloto, Bispo de Formosa - GO

Ordenação Episcopal

  • Dom Clóvis Frainer, OFMCap, Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG
NOTÍCIAS

Arquidiocese de Olinda e Recife fará parte do comitê nacional do Programa Água para Todos

O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, recebeu na manhã desta segunda-feira, 8, a visita do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. O representante do Governo Federal solicitou ao religioso a indicação de pessoas que possam integrar o comitê nacional do Programa Água para Todos, que tem como objetivo discutir as políticas públicas para o Semiárido Brasileiro.

O comitê funciona com representações dos ministérios da Integração Nacional, Saúde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário, além do Banco do Brasil. A partir de agora terá também a participação da sociedade civil capitaneada pela Igreja. "Estamos dispostos a incorporar todo o esforço feito pelos grupos que são coordenados pelo senhor dom Fernando. Inclusive podemos pensar em descentralizar as reuniões, que hoje acontecem em Brasília, para que possamos mobilizar todo mundo", afirmou o ministro Bezerra Coelho.

O arcebispo recebeu o convite com alegria e esperança. "Agora vamos nomear três ou quatro pessoas para que possam discutir em âmbito nacional ações concretas para o combate à seca e para a garantia de convivência com todos os outros desafios do Semiárido Brasileiro. Isso nos dá mais certeza de que estamos caminhando para resolver problemas complexos e históricos que exigem a participação de todos", comemorou dom Saburido.

A reunião foi acompanhada pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Regional Nordeste 2 (CNBB NE2), dom Genival Saraiva; pelo secretário regional da Cáritas NE2, padre Jandeílson Alencar; além do presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco (Fetape), Doriel Barros, e do secretário de Agricultura Familiar de Pernambuco, Aldo Santos.Todos cobraram do ministro ações estruturadoras que minimizem os efeitos da estiagem que já entrou para o segundo ano e é considerada a pior dos últimos 50 anos.

"Se tivéssemos a água da Transposição do São Francisco correndo nos canais não estaríamos passando por essa situação tão difícil. A promessa é de que essa obra seja concluída em 2015, juntamente, com outras importantes ações hídricas. Até lá, vamos cobrando as ações emergenciais e contribuindo para que dinheiro do povo chegue ao povo que mais precisa", declarou dom Genival Saraiva.

"Todo comitê deve contar com a presença da sociedade civil. Felizmente, vamos poder enfim participar do Água para Todos. É sem dúvidas uma conquista importante que vamos aproveitar para trabalhar na garantia de ações estruturantes para o Semiárido", disse Doriel Barros.

O ministro Fernando Bezerra Coelho acolheu as críticas e sugestões e detalhou o cronograma de obras e ações que o Governo Federal e os governos estaduais estão tomando para garantir a segurança hídrica no Semiárido. "As cobranças são importantes e bem-vindas. Admitimos que a situação não é fácil, mas ela não apaga as ações e os investimentos que o Governo vem fazendo nos últimos dez anos. Mas temos muito que avançar, e por isso, contamos com vocês", disse.


CNBB conta com infraestrutura do Santuário Nacional para realização da 51ª Assembleia

A 51ª Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) terá início amanhã, 10 de abril, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, no Santuário Nacional, em Aparecida (SP).

O episcopado brasileiro se reúne para participar do evento que tem como tema central "Comunidade de comunidades: uma nova paróquia".

Para acolher os bispos brasileiros, o Santuário Nacional e a CNBB acertam os últimos detalhes de infraestrutura e organização.

Os Bispos vão contar com toda infraestrutura do Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, localizado no Pátio da Basílica.

Imprensa, serviço médico e segurança

Salas de apoio, secretaria, Sala de imprensa, acesso à internet, segurança e ambulatório médico foram preparados para recepção do encontro.

Durante todos os dias da Assembleia, os bispos poderão contar com um ambulatório médico montado exclusivamente para a ocasião.

Das 7h às 19h os bispos terão atendimento médio, poderão fazer exames laboratoriais e também terão vacinação contra gripe.

Paramentos litúrgicos em geral, livros, objetos e vestes estão à disposição em 22 estandes pelos corredores do Centro de Eventos para auxiliar os bispos do Brasil.

Várias empresas do ramo colocaram seus colaboradores durante toda a Assembleia para o atendimento aos bispos.

Programação – A programação da Assembleia já está definida pela coordenação da CNBB. As missas serão realizadas no Altar Central da Basílica.

Na programação constam os horários das celebrações e sessões no Centro de Eventos.

A celebração de abertura da AG será no dia 10 de abril às 7h30 na Basílica e a Cerimônia de encerramento no dia 19 de abril às 10h30 no Centro de Eventos.

Nos dias 13 e 14 de abril os bispos do Brasil participam de um retiro espiritual no Centro de Eventos.

Entre as atividades dos bispos na 51ª Assembleia Geral estão a missa com Laudes no Altar Central do Santuário às 7h30, as sessões no Centro de Eventos e uma coletiva de imprensa, às 15h, com a participação de três bispos.


Mais de 360 bispos estão inscritos para a 51ª Assembleia Geral

Uma missa celebrada às 7h30, nesta quarta-feira, 10 de abril, no Santuário Nacional abrirá a 51ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, em Aparecida (SP). Para o evento confirmaram presença, até o momento, 361 bispos de todo o Brasil, destes 43 são eméritos. Já o número total de participantes chega a 451, entre assessores, secretários de regionais, organismos, colaboradores e convidados. As sessões e outras atividades serão realizadas no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida.

A Assembleia contará com a participação de bispos dos 17 regionais da CNBB: Centro-Oeste, Leste, Nordeste, Noroeste, Norte, Oeste e Sul. De acordo com o regulamento geral, "a Assembleia, órgão supremo da CNBB, é nesta a expressão e a realização maiores do afeto colegial, da comunhão e corresponsabilidade dos Pastores da Igreja no Brasil". Durante a Assembleia, os bispos tratarão de "assuntos de ordem espiritual e de ordem temporal e os problemas emergentes da vida das pessoas e da sociedade, sempre na perspectiva da evangelização".

São convidados para as Assembleias Gerais, com voto consultivo, os bispos eméritos e outros bispos, de qualquer rito, em comunhão com a Santa Sé e que tenham domicílio no País e aqueles nomeados ou eleitos que ainda não forem membros da CNBB. Para as sessões é convidado, também, o Núncio Apostólico no Brasil, em razão de seu múnus. Os membros da Assembleia Geral têm toda a autoridade e competência para aprovação de documentos, instruções pastorais e diretrizes, inclusive as declarações doutrinais de magistério. De acordo com o regulamento, trem direito a "voto consultivo e deliberado apenas os membros presentes".


Jornalistas contam com estrutura de apoio na AG

Twitter, fan page, site, espaço de apoio aos jornalistas e sala de imprensa. Estes são alguns dos apoios que a imprensa terá para fazer a cobertura da 51ª Assembleia dos Bispos do Brasil durante os 10 dias do evento.

Os organizadores da AG cuidaram e arquitetaram para que a imprensa tivesse uma boa acolhida e ótimas condições de trabalho na Assembleia deste ano. Os jornalistas terão uma sala exclusiva, montada na entrada do Centro de Eventos padre Vitor Coelho de Almeida, onde poderão produzir os textos.

A sala está equipada com ar-condicionado, internet , mesas e cadeiras suficientes para que cerca de 30 jornalistas fiquem instalados individualmente e de maneira confortável. Os jornalistas ainda contarão com um estúdio onde poderão produzir seus materiais de áudio.

Para um maior apoio aos profissionais, também foi montada uma sala de imprensa da CNBB que conta com seis assessores para o atendimento. No espaço virtual, a imprensa poderá contar com informações postadas no site da CNBB e também com a cobertura feita através das redes sociais da Conferência, twitter, facebook e fanpage da Assembleia.

Até o momento, a assessoria de imprensa da CNBB já cadastrou, para a cobertura da AG, mais de 100 profissionais de comunicação de veículos de todo o Brasil.


Rádio Vaticano faz cobertura especial da Assembleia

Padre César Augusto e o jornalista Silvonei José, da equipe da Rádio Vaticano, são convidados da CNBB para a cobertura da assembleia geral. Eles já estão instalados na área especial para a imprensa e vão passar boletins diários para os ouvintes da emsissora do Papa.

Há 12 anos, sem interrupção, a equipe da Rádio participa do encontro anual dos bispos e realiza o trabalho especial. Silvonei José considera que "o mais interessante dessa experiência é que, por meio do contato com os bispos, se sente o pulsar do coração da Igreja no Brasil, um coração que pulsa em sintonia". O jornalista, que trabalha há muitos anos no Vaticano, também que valoriza a ocasião porque "poder contar para os ouvintes da Rádio Vaticano que vivem aqui no Brasil e outras partes do mundo o que acontece durante uma assembleia geral do episcopado é um grande privilégio".

A Rádio Vaticano, segundo  informações oficiais, é a emissora radiofônica da Santa Sé, com sede legal no Estado da Cidade do Vaticano, e é instrumento de comunicação e de evangelização a serviço do Ministério Petrino. Foi projetada por Guglielmo Marconi e inaugurada por Pio XI em 12 de fevereiro de 1931. A tarefa principal emissora é proclamar, com liberdade, fidelidade e eficiência, a mensagem cristã e unir o centro da catolicidade com os diversos países do mundo: difundindo a voz e os ensinamentos do Papa; fornecendo informações sobre atividades da Santa Sé vida e da Igreja Católica no mundo e orientando os fiéis a avaliarem os problemas do momento à luz dos Ensinamentos e do Magistério da Igreja.

 


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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 08/04/2013

REFLEXÃO

Maria recebe do anjo a noticia de que seria a mãe do Messias. Como poderia acontecer isso se ela não conhece homem? Fazendo uma relação com o Evangelho de ontem, percebemos que mulheres estéreis geraram filhos por obra divina, e filhos que atuaram decisivamente na história da salvação. Maria não podia ter filhos, mas isso era fruto de sua vontade, de sua consagração virginal. E nesta "esterilidade", Deus age. E sem a atuação de um homem, mas do próprio Espírito Santo, Maria gera no seu ventre virginal aquele que é o Senhor da história e que vai mudar radicalmente a vida das pessoas.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Paulo Sérgio Machado, Bispo de São Carlos - SP
  • Dom Servílio Conti, IMC, Bispo Prelado Emérito de Roraima - RR
  • Dom Orlando Octacílio Dotti, OFMCap, Bispo Emérito de Vacaria - RS

Ordenação Episcopal

  • Dom Itamar Vian, OFMCap, Arcebispo de Feira de Santana - BA
NOTÍCIAS

Arquidiocese de BH celebra o início das obras da Catedral Cristo Rei

Graças aos gestos concretos de solidariedade e doação, um momento histórico foi vivido durante o dia 7 de abril - Domingo da Misericórdia: o início das obras de edificação da Catedral Cristo Rei. A solenidade começou com Missa campal, presidida pelo Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni D'Aniello, e concelebrada pelo arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo, bispos-auxiliares, além de sacerdotes da arquidiocese de Belo Horizonte. O evento estendeu-se até a tarde de domingo, com momentos de oração e atividades voltadas para as famílias, como brincadeiras para as crianças, exames de pressão arterial e salão de beleza.

Durante a Missa, dom Giovanni D'Aniello, que pela primeira vez visitou a arquidiocese de Belo Horizonte, falou com alegria dessa experiência e agradeceu a dom Walmor pela oportunidade. "Durante as visitas, testemunhei como esta Igreja oferece aos carentes a esperança de Cristo Ressuscitado", sublinhou. O Núncio disse que vai apresentar ao Papa Francisco a força das comunidades de fé da Arquidiocese de Belo Horizonte. "Contarei que aqui tem uma comunidade forte, viva, que vai sustentar com orações o seu ministério petrino".

Ao recordar das importantes iniciativas de inclusão social e ajuda aos mais necessitados que conheceu na Arquidiocese, dom Giovanni D'Aniello ressaltou que a Catedral Cristo Rei reunirá as diversas pastorais, os meios de comunicação e o Memorial Arquidiocesano. Lembrou que uma semana antes do Domingo da Misericórdia, os fiéis testemunham o nascimento da Igreja, por meio da Páscoa, para dizer, referindo-se à Catedral, que no dia 7 de abril de 2013 todos testemunharam o início de uma igreja, fonte de comunhão.

Inspirado pela Liturgia do Dia, o Núncio Apostólico explicou que a comunhão e a solidariedade são leis universais e ensinou que Cristo é o ponto de referência. "Em Cristo, se constrói a comunhão, sacramento que coloca o homem em comunhão com Deus e, consequentemente, com outros homens". Dom Giovanni concluiu sua homilia manifestando o desejo que de que a Catedral Cristo Rei, brevemente, torne-se lugar para a vivência da comunhão fraterna. "Que Nossa Senhora da Piedade nos ampare", suplicou.

Ao se despedir dos fiéis, dom Giovanni D'Aniello citou a seguinte frase de Santo Agostinho: "tarde te conheci, tarde te amei". Em seguida, a adaptou para homenagear a capital mineira: "Belo Horizonte, tarde te conheci, tarde te amei". Foi bastante aplaudido pelos cerca de 5 mil fiéis que acompanharam a Celebração Eucarística.

Após a celebração, o arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo abençoou os operários que trabalharão nas obras da Catedral Cristo Rei e seus equipamentos. Dom Walmor afirmou que a Catedral Cristo Rei "será a casa de homens e mulheres de Deus". Lembrou-se daqueles que ajudaram e ajudam a Arquidiocese de Belo Horizonte nesta caminhada rumo à Catedral. "São muitos nomes que estão no coração de Deus, da nossa Arquidiocese e no nosso".

O Arcebispo sublinhou que a Catedral Cristo Rei acolherá especialmente os pobres e sofredores, "para que a Igreja continue a importante tarefa de fazer, de todos, discípulos e discípulas de Deus". Depois, pediu a proteção de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira de Minas Gerais, e a condução de São José, patrono das obras da Catedral, para os trabalhos de edificação.

Diversas autoridades participaram da solenidade. O governador de Minas, Antonio Anastasia, disse que a Catedral Cristo Rei será lugar de fé e esperança. Dirigindo-se ao Núncio Apostólico, pediu que leve uma saudação especial ao Papa Francisco e o convide para que visite Minas Gerais. Já o prefeito da capital, Márcio Lacerda, ressaltou a importância da Catedral Cristo Rei "para que a fé, a solidariedade e a fraternidade sejam vividas de modo ainda mais intenso".


Posse do Bispo de Roma

Na tarde deste domingo, 7 de abril, Papa Francisco tomou posse da sua Cátedra na Basílica de São João de Latrão, a Catedral de Roma, com uma solene cerimônia na qual ressaltou a paciência e a misericórdia de Deus.

Chegando à Basílica a bordo do papamóvel em meio ao entusiasmo dos fiéis e peregrinos presentes que o aguradavam, pouco antes, o Santo Padre abençoara, na praça diante do vicariato, a placa toponomástica que muda o nome do lugar para "Praça João Paulo II, Pontífice de 1978 a 2005".

Na sua homilia, comentando as leituras do dia, falou da relutância de Tomé em acreditar nos demais apóstolos, quando lhe dizem «Vimos o Senhor».

E qual é a reação de Jesus? A paciência: Jesus não abandona Tomé, não fecha a porta, espera. E Tomé acaba por reconhecer a sua própria pobreza, a sua pouca fé. Também Pedro renegou por três vezes Jesus. Quando toca o fundo, encontra o olhar de Jesus que, com paciência e sem palavras, lhe diz: «Pedro, não tenhas medo da tua fraqueza, confia em Mim».

"Como é belo este olhar de Jesus! Quanta ternura! Irmãos e irmãs, jamais percamos a confiança na paciente misericórdia de Deus!" – exortou o Pontífice.

Este é o estilo de Deus: não é impaciente como nós, que muitas vezes queremos tudo e imediatamente, mesmo quando se trata de pessoas. Ele é paciente conosco, porque nos ama; e quem ama compreende, espera, dá confiança, não abandona, não corta as pontes, sabe perdoar.

"Recordemo-lo na nossa vida de cristãos: Deus sempre espera por nós, mesmo quando nos afastamos! Ele nunca está longe e, se voltarmos para Ele, está pronto a abraçar-nos."

Todavia, destacou Francisco, a paciência de Deus deve encontrar em nós a coragem de regressar a Ele, qualquer que seja o erro, qualquer que seja o pecado na nossa vida.

Talvez alguém possa pensar: o meu pecado é tão grande, o meu afastamento de Deus é como o do filho mais novo da parábola, a minha incredulidade é como a de Tomé; não tenho coragem para voltar, para pensar que Deus me possa acolher e esteja à espera precisamente de mim. "Mas é precisamente por ti que o Senhor espera!" – disse com veemência o Papa e continuou: "Só te pede a coragem de ires ter com Ele. Ouvimos tantas propostas do mundo ao nosso redor; mas deixemo-nos conquistar pela proposta de Deus: a proposta Dele é uma carícia de amor. Para Deus, não somos números; somos importantes, antes, somos o que Ele tem de mais importante."

É precisamente sentindo o meu pecado, disse o Papa, olhando o meu pecado que posso ver e encontrar a misericórdia de Deus, o seu amor, e ir até Ele para receber o seu perdão.

"Amados irmãos e irmãs, deixemo-nos envolver pela misericórdia de Deus; confiemos na sua paciência, que sempre nos dá tempo; tenhamos a coragem de voltar para sua casa, habitar nas feridas do seu amor deixando-nos amar por Ele, encontrar a sua misericórdia nos Sacramentos. Sentiremos a sua ternura, sentiremos o seu abraço, e ficaremos nós também mais capazes de misericórdia, paciência, perdão e amor."

A posse da Cátedra foi feita logo no início da Missa. Depois, alguns representantes da diocese manifestaram, em nome da Igreja de Roma, a obediência e a filial devoção ao próprio bispo.

Na Missa de início de pontificado, a obediência foi prestada por seis cardeais, representando todo o Colégio Cardinalício. Desta vez, na Catedral da Diocese de Roma, foi prestada por representantes de vários membros da comunidade eclesial: o cardeal-vigário, um bispo auxiliar, um pároco, um vice-pároco, um religioso, uma religiosa, uma família e dois jovens (uma moça e um rapaz).

Concelebraram com o Santo Padre o Vigário de Roma, Card. Agostino Vallini, o Vigário emérito, Card. Camillo Ruini, o conselho episcopal da diocese e o conselho dos párocos prefeitos.

Antes de deixar a Basílica o Santo Padre assomou à sacada da Igreja-Catedral para mais uma vez saudar os milhares de fiéis que, em clima de festa, aguardavam-no do lado de fora. Francisco pediu orações dizendo precisar muito das orações dos fiéis convidando-os a caminharem junto, povo e bispo. Por fim, concedeu mais uma vez a sua Bênção.

Leia na íntegra, a homilia:

Amados irmãos e irmãs!Com alegria, celebro pela primeira vez a Eucaristia nesta Basílica Lateranense, a Catedral do Bispo de Roma. Saúdo a todos vós com grande afecto: o Cardeal Vigário, os Bispos Auxiliares, o Presbitério diocesano, os Diáconos, as Religiosas e os Religiosos e todos os fiéis leigos. Caminhamos juntos na luz do Senhor Ressuscitado.

1.Hoje celebramos o Segundo Domingo de Páscoa, designado também «Domingo da Divina Misericórdia». A misericórdia de Deus: como é bela esta realidade da fé para a nossa vida! Como é grande e profundo o amor de Deus por nós! É um amor que não falha, que sempre agarra a nossa mão, nos sustenta, levanta e guia.

2.No Evangelho de hoje, o apóstolo Tomé experimenta precisamente a misericórdia de Deus, que tem um rosto concreto: o de Jesus, de Jesus Ressuscitado. Tomé não se fia nos demais Apóstolos, quando lhe dizem: «Vimos o Senhor»; para ele, não é suficiente a promessa de Jesus que preanunciara: ao terceiro dia ressuscitarei. Tomé quer ver, quer meter a sua mão no sinal dos cravos e no peito. E qual é a reacção de Jesus? A paciência: Jesus não abandona Tomé relutante na sua incredulidade; dá-lhe uma semana de tempo, não fecha a porta, espera. E Tomé acaba por reconhecer a sua própria pobreza, a sua pouca fé. «Meu Senhor e meu Deus»: com esta invocação simples mas cheia de fé, responde à paciência de Jesus. Deixa-se envolver pela misericórdia divina, vê-a à sua frente, nas feridas das mãos e dos pés, no peito aberto, e readquire a confiança: é um homem novo, já não incrédulo mas crente.Recordemos também o caso de Pedro: por três vezes renega Jesus, precisamente quando Lhe devia estar mais unido; e, quando toca o fundo, encontra o olhar de Jesus que, com paciência e sem palavras, lhe diz: «Pedro, não tenhas medo da tua fraqueza, confia em Mim». E Pedro compreende, sente o olhar amoroso de Jesus e chora... Como é belo este olhar de Jesus! Quanta ternura! Irmãos e irmãs, não percamos jamais a confiança na paciente misericórdia de Deus!

Pensemos nos dois discípulos de Emaús: o rosto triste, passos vazios, sem esperança. Mas Jesus não os abandona: percorre juntamente com eles a estrada. E não só; com paciência, explica as Escrituras que a Si se referiam e pára em casa deles partilhando a refeição. Este é o estilo de Deus: não é impaciente como nós, que muitas vezes queremos tudo e imediatamente, mesmo quando se trata de pessoas. Deus é paciente connosco, porque nos ama; e quem ama compreende, espera, dá confiança, não abandona, não corta as pontes, sabe perdoar. Recordemo-lo na nossa vida de cristãos: Deus sempre espera por nós, mesmo quando nos afastamos! Ele nunca está longe e, se voltarmos para Ele, está pronto a abraçar-nos.Sempre me causa grande impressão a leitura da parábola do Pai misericordioso; impressiona-me pela grande esperança que sempre me dá. Pensai naquele filho mais novo, que estava na casa do Pai, era amado; e todavia pretende a sua parte de herança; abandona a casa, gasta tudo, chega ao nível mais baixo, mais distante do Pai; e, quando tocou o fundo, sente saudades do calor da casa paterna e regressa. E o Pai? Teria ele esquecido o filho? Não, nunca! Está lá, avista-o ao longe, tinha esperado por ele todos os dias, todos os momentos: sempre esteve no seu coração como filho, apesar de o ter deixado e malbaratado todo o património, isto é, a sua liberdade; com paciência e amor, com esperança e misericórdia, o Pai não tinha cessado um instante sequer de pensar nele, e logo que o vê, ainda longe, corre ao seu encontro e abraça-o com ternura – a ternura de Deus –, sem uma palavra de censura: voltou! Deus sempre espera por nós, não se cansa. Jesus mostra-nos esta paciência misericordiosa de Deus, para sempre reencontrarmos confiança, esperança! Romano Guardini dizia que Deus responde à nossa fraqueza com a sua paciência e isto é o motivo da nossa confiança, da nossa esperança (cf. Glabenserkenntnis, Wurzburg 1949, p. 28).

3.Gostava de sublinhar outro elemento: a paciência de Deus deve encontrar em nós a coragem de regressar a Ele, qualquer que seja o erro, qualquer que seja o pecado na nossa vida. Jesus convida Tomé a meter a mão nas suas chagas das mãos e dos pés e na ferida do peito. Também nós podemos entrar nas chagas de Jesus, podemos tocá-Lo realmente; isto acontece todas as vezes que recebemos, com fé, os Sacramentos. São Bernardo diz numa bela Homilia: «Por estas feridas [de Jesus], posso saborear o mel dos rochedos e o azeite da rocha duríssima (cf. Dt 32, 13), isto é, posso saborear e ver como o Senhor é bom» (Sobre o Cântico dos Cânticos 61, 4). É precisamente nas chagas de Jesus que vivemos seguros, nelas se manifesta o amor imenso do seu coração. Tomé compreendera-o. São Bernardo interroga-se: Com que poderei contar? Com os meus méritos? Mas «o meu mérito está na misericórdia do Senhor. Nunca serei pobre de méritos, enquanto Ele for rico de misericórdia: se são abundantes as misericórdias do Senhor, também são muitos os meus méritos» (ibid., 5). Importante é a coragem de me entregar à misericórdia de Jesus, confiar na sua paciência, refugiar-me sempre nas feridas do seu amor. São Bernardo chega a afirmar: «E se tenho consciência de muitos pecados? "Onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Rm 5, 20)» (ibid., 5). Talvez alguém possa pensar: o meu pecado é tão grande, o meu afastamento de Deus é como o do filho mais novo da parábola, a minha incredulidade é como a de Tomé; não tenho coragem para voltar, para pensar que Deus me possa acolher e esteja à espera precisamente de mim. Mas é precisamente por ti que Deus espera! Só te pede a coragem de ires ter com Ele. Quantas vezes, no meu ministério pastoral, ouvi repetir: «Padre, tenho muitos pecados»; e o convite que sempre fazia era este: «Não temas, vai ter com Ele, que está a tua espera; Ele resolverá tudo». Ouvimos tantas propostas do mundo ao nosso redor; mas deixemo-nos conquistar pela proposta de Deus: a proposta d'Ele é uma carícia de amor. Para Deus, não somos números; somos importantes, antes, somos o que Ele tem de mais importante; apesar de pecadores, somos aquilo que Lhe está mais a peito.Depois do pecado, Adão sente vergonha, sente-se nu, sente remorso por aquilo que fez; e todavia Deus não o abandona: se naquele momento começa o exílio longe de Deus, com o pecado, também já existe a promessa do regresso, a possibilidade de regressar a Ele. Imediatamente Deus pergunta: «Adão, onde estás?» Deus procura-o. Jesus ficou nu por nós, tomou sobre Si a vergonha de Adão, da nudez do seu pecado, para lavar o nosso pecado: pelas suas chagas, fomos curados. Recordai-vos do que diz São Paulo: De que poderei eu gloriar-me senão da minha fraqueza, da minha pobreza? É precisamente sentindo o meu pecado, olhando o meu pecado que posso ver e encontrar a misericórdia de Deus, o seu amor, e ir até Ele para receber o seu perdão.

Na minha vida pessoal, vi muitas vezes o rosto misericordioso de Deus, a sua paciência; vi também em muitas pessoas a coragem de entrar nas chagas de Jesus, dizendo-Lhe: Senhor, aqui estou, aceita a minha pobreza, esconde nas tuas chagas o meu pecado, lava-o com o teu sangue. E sempre vi que Deus o fez: Deus acolheu, consolou, lavou e amou.Amados irmãos e irmãs, deixemo-nos envolver pela misericórdia de Deus; confiemos na sua paciência, que sempre nos dá tempo; tenhamos a coragem de voltar para sua casa, habitar nas feridas do seu amor deixando-nos amar por Ele, encontrar a sua misericórdia nos Sacramentos. Sentiremos a sua ternura, sentiremos o seu abraço, e ficaremos nós também mais capazes de misericórdia, paciência, perdão e amor.


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