sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 28/09/2012

REFLEXÃO

Jesus não é simplesmente um personagem histórico ou um mero objeto da razão humana, é uma pessoa viva, e uma pessoa só pode ser verdadeiramente conhecida através do encontro e do relacionamento. Só conhece verdadeiramente Jesus quem realiza na sua própria vida a experiência do Ressuscitado presente e atuante na sua história pessoal e comunitária, quem descobre que Cristo não é o sobrenome de Jesus, mas quem ele é verdadeiramente: o Messias, o Ungido de Deus, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Deus Encarnado, o Redentor de toda a humanidade. Mas é preciso que a descoberta de tudo isso seja de forma existencial, de modo que essas verdades não sejam um conjunto de palavras teóricas e vazias, mas manifestam o que Jesus significa nas nossas vidas.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Episcopal

  • Dom José Carlos Melo, CM, Arcebispo Emérito de Maceió - AL
NOTÍCIAS

Pastoral Carcerária refletirá realidade prisional em Santa Catarina

Neste fim de semana, de 28 a 30 de setembro, a Diocese de Criciúma acolhe cerca de 60 agentes de todas as dioceses do Estado para o 20º Encontro Regional da Pastoral Carcerária.

A Fundação Shalom da Família, em Linha Batista, Criciúma, sedia o evento, que inicia às 18 horas desta sexta-feira, 28, e finda ao meio-dia de domingo, 30. Dentre o grupo, cerca de 15 agentes pastorais são das comarcas de Criciúma e Araranguá, que realizam semanalmente visitas aos encarcerados da região.

Conforme o assessor da Pastoral Carcerária na Diocese de Criciúma, padre José Aires Pereira, a realidade prisional de todo o Estado, onde a Igreja é organizada pela CNBB Regional Sul 4, será refletida no encontro. "Queremos fazer um raios X da realidade carcerária em Santa Catarina, olhando para cada diocese. É um momento anual em que os agentes se encontram para celebrar e refletir. Cada diocese vai trazer um relatório da realidade prisional, número de agentes, encarcerados, dificuldades", relata o assessor.

Além dos leigos, que compõem a maioria do grupo, o encontro contará também com a presença de padres e religiosas. No sábado à tarde, às 15h45min, uma mesa redonda composta por autoridades e profissionais ligados ao sistema prisional irá discutir o papel e as responsabilidades de cada órgão. A mediação será feita pela Vice-Coordenadora Nacional da Pastoral Carcerária, Irmã Petra Pfaller, que também assessorará todo o encontro, com os temas "Catequese no Cárcere" e "Espiritualidade e Formação Permanente do Agente da Pastoral Carcerária".


Rio de Janeiro recebe Festival Halleluya em preparação a JMJ

Uma grande festa de arte, cultura, promoção humana, diversão e oração para a juventude. Assim será o Festival Halleluya-Rio, que acontece de 29 a 30 de setembro, a partir das 13h, na Quinta da Boa Vista. O evento integra a agenda de eventos preparatórios para a Jornada Mundial da Juventude Rio2013. A entrada é franca.

Em sua segunda edição no Rio de Janeiro, o Festival, que é organizado pela Comunidade Católica Shalom em conjunto com a Arquidiocese do Rio, quer ser um grande sinal de paz para a Cidade Maravilhosa.

Na programação haverá shows musicais, apresentações artísticas de dança e teatro, workshops e cursos. Traz como novidade este ano a realização do Festival de Dança Halleluya e um show especial de encerramento, com o tema da JMJ Rio2013 (Ide e fazei discípulos em todas as nações), no qual participarão artistas que se apresentaram nos dois dias do evento.

A promoção humana e social também será uma marca do festival. Em parceria com a Ação de Amor do Cristo Redentor, serão oferecidos à comunidade diversos serviços voltados para cuidados gerais de saúde, estímulo a bons hábitos; atividade física; riscos do tabagismo, álcool e drogas; nutrição; saúde bucal; teste vocacional e cadastro de emprego, dentre outros.

Como atividade religiosa, serão celebradas missas nos dois dias do evento.

O Arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, presidirá a missa do domingo, dia 30, às 15h. Haverá no local ainda um espaço denominado "Tenda da Misericórdia", reservado para adoração ao Santíssimo Sacramento, confissões, aconselhamentos e orações.

Atrações musicais e culturais

Estão confirmadas as presenças dos cantores católicos Dunga, Padre Omar, Marcio Pacheco, Suely Façanha, Bruno Camurati, Olívia Ferreira, Cosme e Davidson Silva, e das bandas Anjos de Resgate, Sambandorando, Missionário Shalom e Alto Louvor. Destaque para o musical "Canto das Írias", que será apresentado na noite de sábado, dia 29 de setembro.

Serão realizadas, também, apresentações do ballet de Santa Teresa e do espetáculo "Canto das Írias", além do grupo finalista do Festival de Dança Halleluya.

Workshops

Serão realizados quatro workshops sobre as artes na Igreja, todos no domingo, dia 30.

São Eles: música e liturgia (com integrantes da banda Missionário Shalom); técnica vocal (com a cantora Olívia Ferreira); espiritualidade do ministro de música (com a cantora Suely Façanha), e unção e uso dos carismas na arte (com o cantor Davidson Silva).

Cursos

A programação do Halleluya também trará formações com temas atuais. Serão quatro cursos e uma mesa redonda. Os cursos serão: "Coragem de ser Católico - Ousadia e alegria na vivência da fé católica hoje", "Tudo e mais um pouco sobre a JMJ", "10 motivos para defender a vida" e "Curado para o amor". A mesa redonda terá como tema a Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá de 23 a 28 de julho de 2013, no Rio de Janeiro. O objetivo é conhecer a JMJ, tirar dúvidas, trocar experiências e se apaixonar por este grande encontro.

Sobre o Halleluya

O Halleluya é o maior festival de artes integradas do Brasil. Nasceu em 1997, na cidade de Fortaleza, onde este ano bateu recorde de público: recebeu 1,17 milhão de pessoas. O evento coroou as atividades de comemoração dos 30 anos de existência da Comunidade Católica Shalom.

Atualmente o Halleluya é também realizado em diversas capitais do Brasil e em alguns países: Israel, França, Inglaterra, Itália.


CNBB repudia o uso da imagem de Cristo em capa de revista esportiva

Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB, recebeu jornalistas na sede da Conferência, em Brasília, para apresentar Nota de Repúdio assinada pela presidência da entidade manifestando profunda indignação com o uso inadequado da imagem de Jesus Cristo crucificado feito por uma revista de esportes.

Veja a íntegra da Nota:

NOTA DE REPÚDIO

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, manifesta profunda indignação diante da publicação de uma fotomontagem que compõe a capa de uma revista esportiva na qual se vê a imagem de Jesus Cristo crucificado com o rosto de um jogador de futebol.

Reconhecemos a liberdade de expressão como princípio fundamental do estado e da convivência democrática, entretanto, que há limites objetivos no seu exercício. A ridicularização da fé e o desdém pelo sentimento religioso do povo por meio do uso desrespeitoso da imagem da pessoa de Jesus Cristo sugerem a manipulação e instrumentalização de um recurso editorial com mera finalidade comercial.

A publicação demonstrou-se, no mínimo, insensível ao recente quadro mundial de deplorável violência causado por uso inadequado de figuras religiosas, prestando, assim, um grave desserviço à consolidação da convivência respeitosa entre grupos de diferentes crenças.

A fotomontagem usa de forma explícita a imagem de Jesus Cristo crucificado, mesmo que o diretor da publicação tenha se pronunciado negando esse fato tão evidente, e isso se constitui numa clara falta de respeito que ofende o que existe de mais sagrado pelos cristãos e atualiza, de maneira perigosa, o já conhecido recurso de atrair a atenção por meio da provocação.

Cardeal Raymundo Damasceno AssisArcebispo de AparecidaPresidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


"O uso da imagem de Jesus foi inadequado e inapropriado por parte da revista", afirma dom Leonardo

Na tarde de hoje, 28 de setembro, o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, concedeu uma entrevista, na sede da Conferência, em Brasília (DF), na qual repudiou a publicação da revista Placar em que faz alusão à imagem de Jesus Cristo crucificado. Na fotomontagem da capa da revista, o jogador Neymar, do Santos Futebol Clube, aparece como Jesus na cruz.

Para o secretário geral da CNBB a revista agiu de maneira inadequada e inapropriada. "Houve um uso inadequado da imagem da pessoa de Jesus Cristo. Certamente muitos cristãos se sentiram ofendidos, mas nós temos que dizer que foi um uso inadequado, inapropriado da pessoa de Jesus, que para os cristãos é uma pessoa decisiva, é o fundamento da vida dos cristãos, por isso acho que é uma ofensa. Depois o Ocidente todo está marcado por Jesus Cristo crucificado, por isso usar uma imagem de uma pessoa tão decisiva (Jesus) foi um despropósito da revista", disse o secretário, que destacou não crer que a população brasileira haja da mesma forma que alguns países islâmicos, como no caso recente do filme sobre o profeta Maomé. "A população brasileira reage de modo diverso. A nossa cultura é outra, mas certamente sentiremos mais por meio de sites, blogs e mídias sociais, a manifestação contrária a capa da revista. Nós já recebemos manifestações contrárias, e claro, não se espera que essas manifestações se estendam às ruas como tem acontecido em outras culturas", sublinhou o secretário geral.

O diretor de redação da revista, Maurício Barros, destaca que, embora o crucificado "mais famoso" tenha sido Jesus, "Neymar não está retratado como Jesus Cristo, nem de longe", na fotomontagem feita pela revista em sua capa. Já dom Leonardo Steiner discorda da afirmação do diretor. Segundo o bispo, a imagem exposta na revista é sim a figura explícita de Jesus Cristo. "Nós vemos ali os elementos fundamentais da figura de Jesus Cristo. É visível isso na capa. Até porque aparecem os elementos, como o resto da túnica de Jesus que envolve o corpo e o sinal do traspassamento da lança", disse.

Dom Leonardo afirmou também que revista quer calar o direito da torcida em se manifestar em relação ao atleta santista, usando uma imagem de Jesus no calvário. "Uma capa neste estilo, neste teor é uma agressão à liberdade da torcida. Estão querendo calar a torcida, que tem direto a se manifestar, e, usar a Jesus Cristo crucificado para dizer que o jogador está sendo crucificado é inibir a liberdade de expressão da torcida. O 'cai-cai', a que se refere a revista, foi um elemento que levou a criação da fotomontagem".

Em relação ao jogador, o secretário geral ressalta que não espera que haja manifestações contrárias por causa da revista. "Espero que não aconteça isso (manifestações). O jogador merece todo o respeito. Ele tem a sua dignidade e espero que ele mantenha esta dignidade, este respeito da parte da torcida em relação a ele".


Em entrevista, dom Leonardo Ulrich Steiner fala sobre a Semana Nacional da Vida

A primeira semana do mês de outubro será marcada por inúmeras discussões em defesa da vida. Instituída, em 2005, pela 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Semana Nacional da Vida acontecerá entre os dias 1º e 7 de outubro, e trabalhará o tema "Vida, saúde e dignidade: direito e responsabilidade de todos". A semana termina com o "Dia do Nascituro" comemorado no dia 8 de outubro para homenagear o novo ser humano, a criança que ainda vive dentro da barriga da mãe.

Em entrevista, o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, aborda diversas questões ligadas à Semana Nacional da Vida. Leia a íntegra da entrevista:

- A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família lançou o subsídio "Hora da Vida". Como ele colabora com os temas de discussão da Semana Nacional da Vida?

O subsídio "Hora da Vida" é composto por roteiros de encontros temáticos que podem ser organizados nas diferentes comunidades das nossas Igrejas particulares. Há muitos temas indicados para serem abordados durante esta semana, e, em função da realidade local, outros podem ser acrescentados. Os temas contidos no subsídio são sugestões de conteúdo a ser refletido, discutido, aprofundado e, também, concretizado em possíveis ações pastorais e sociais. De forma simples e deixando o espaço para a criatividade, o subsídio aborda a questão da ameaça à vida no seio materno, da sua manipulação em laboratório; propõe uma reflexão sobre as situações de risco, como a violência no trânsito e a ingestão de drogas; questiona-nos sobre o que é de fato ter vida digna, vida plena; motiva-nos para o cuidado com a vida frágil, do seu início até o seu fim natural. Tudo como expressão do amor e do cuidado amoroso.

- Que tipos de discussões o tema "Vida, saúde e dignidade: direito e responsabilidade de todos" trará para a Semana Nacional da Vida?

O tema da saúde faz o vínculo com a Campanha da Fraternidade deste ano, cujo título foi "Fraternidade e saúde pública". Isso nos interpela a trabalhar para que todos os brasileiros possam ter acesso à saúde, não só como um valor em si mesmo, mas porque manifesta a dignidade de vida de cada pessoa, em qualquer fase ou condição social. Muito se fala hoje dos direitos de cada pessoa e, por vezes, esquece-se dos deveres de cada um. Quando se trata do respeito, da promoção e da defesa da vida, os direitos devem ser cobrados, mas os deveres também devem ser assumidos por todos.

- A Semana Nacional da Vida responde aos apelos das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadoras da Igreja no Brasil (DGAE)?

Uma das cinco urgências da ação evangelizadora no Brasil, traçadas pelos bispos do Brasil para 2011-2015, é a "Igreja ao serviço da vida plena para todos".  A Semana Nacional da Vida retoma várias situações de ameaça à vida, que são descritas nesta quinta urgência e que já foram apontadas acima, e se insere nesta vasta missão da Igreja que também se desdobra no campo da promoção da vida humana, sobretudo das mais frágeis e indefesas e outras.

- Sobre a urgência nas questões de promoção da vida (quinta urgência), que ações efetivas poderão ser tomadas a partir da Semana Nacional da Vida?

"A partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo", como afirma o objetivo geral da ação evangelizadora no Brasil, o discípulo-missionário terá condições de identificar as situações que denigrem a vida, quer seja em âmbito local quer em âmbito nacional, para assim agir em consequência. A Igreja muito tem feito e muito realiza para promover a vida. Basta pensarmos nas inúmeras iniciativas que surgem das ações pastorais em favor da família, da criança, do adolescente, da AIDS, da sobriedade, do idoso, da saúde, do povo de rua, da terra, da moradia etc. A Semana Nacional da Vida pode, por um lado, contribuir para fomentar uma boa formação intraeclesial dos leigos e pastores, a fim de se formular um juízo moral adequado sobre as propostas da ciência e sua aplicação; e, por outro, estimular uma maior participação social, incentivando os leigos a se fazerem presentes nos diversos conselhos de participação popular (conselho municipal da saúde, da mulher, da educação, por exemplo) ou a se comprometerem através da própria profissão para uma maior distribuição dos recursos humanos e materiais para a saúde e um cuidado materno pela vida em nosso país.

- Quais os principais aspectos sobre a reforma do Código Penal que serão tratados durante a Semana Nacional da Vida? E qual a importância de se trazer essa discussão à tona?

No Anteprojeto de reforma do Código Penal brasileiro, há muitos pontos que merecem ser amplamente debatidos e outros que devem ser simplesmente excluídos, haja vista o seu teor extremamente polêmico e contrário a princípios éticos. A Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro são ocasião para que toda a Igreja continue afirmando sua posição favorável à vida desde o seio materno até o seu fim natural, bem como a dignidade da mulher e a proteção das crianças etc. Isso pode suscitar uma reflexão necessária por parte da sociedade e por parte dos senadores e senadoras responsáveis em avaliar e aprovar o anteprojeto no Senado Federal.

- Que mensagem deixaria para as comunidades católicas?

A família é uma bênção, pois é o lugar onde cada um, cada uma de nós veio à luz e onde iniciamos os primeiros e mais profundos laços de nossa existência. Na família começamos o caminho da fé que nos possibilita participarmos de uma Comunidade-igreja, e nos leva ao encontro dos irmãos e irmãs; É o Evangelho que nos abre o caminho para nos abrirmos à graça de Jesus em todos os momentos de nossa vida. A Semana Nacional da Vida nos leve à admiração e ao cuidado pela vida! Ela nos ajude a criarmos grupos de famílias que assumam a grande vocação de ser promotores da vida.


Reunião dos bispos do Regional Sul 2 acontece nesta sexta-feira

Por ocasião da 33º Assembleia do Povo de Deus que acontece neste final de semana, de sexta (28) à domingo (30), em Curitiba (PR), os bispos e arcebispos do Regional Sul 2 da CNBB estarão reunidos na manhã desta sexta-feira, na Casa de Retiros Nossa Senhora do Mossunguê.

Na pauta, além do relatório da presidência, será realizada a prestação de contas da ação evangelizadora "Rio que cresce entre nós"; discutidas questões gerais de pastoral do Regionall Sul II; abordado o "Ano da Fé", que começará no dia 11 de outubro; definidos os locais para a Assembleia dos Bispos do Regional e Assembléia do Povo de Deus para o ano que vem. A pauta da reunião também contempla as sugestões dos bispos para os 50 anos do Regional da CNBB, que acontecerá em 2015, entre outros assuntos.

A partir da tarde  os bispos participam da Assembleia do Povo de Deus.

A Ação Evangelizadora "RIO que cresce entre nós".

Foi uma ação promovida pela Coordenação da Juventude do Paraná, juntamente com o Secretariado do Regional Sul II da CNBB, as  dioceses do Regional e a Eparquia São João Batista.

O objetivo da Ação foi dar um 'ponta-pé' inicial para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio-2013); ajudar a juventude do Paraná a melhor se articular; criar uma rede organizada de contatos com a juventude em vista da JMJ Rio-2013; desafiar e envolver a juventude do Estado numa experiência missionária e arrecadar fundos para sustentar despesas e atividades ligadas à JMJ Rio-2013.


Definida a data de ordenação e posse do bispo de Tubarão

Foi anunciada na tarde de ontem, 27 de setembro, a data de ordenação episcopal e posse do novo bispo de Tubarão, monsenhor João Francisco Salm. Será no dia 24 de novembro, sábado, às 9h, na Catedral de Tubarão.

A diocese estava vacante desde o dia 28 de setembro de 2011, quando dom Wilson Tadeu Jönck, foi nomeado arcebispo de Florianópolis. Nesse período, o padre Sérgio Geremias de Souza assumiu a função de administrador diocesano.

Monsenhor Salm tem 59 anos e é padre há 33 anos. A maior parte do seu ministério presbiteral foi dedicada a formação de novos presbíteros, atuando nos seminários da arquidiocese como professor, orientador e reitor. Mas também foi coordenador de Pastoral e pároco.

Em 2011, com a nomeação de dom Murilo Krieger para arcebispo de Salvador, assumiu como foi administrador arquidiocesano da arquidiocese de Florianópolis, função que desempenhou por oito meses.

Desde novembro de 2011, é ecônomo arquidiocesano e coordenador da Cúria Metropolitana da arquidiocese de Florianópolis.

Tubarão é uma das dez dioceses do estado. Ela foi criada pelo papa Pio XII, em 1955, desmembrada da arquidiocese de Florianópolis e abrangia todo o sul do estado de Santa Catarina. Mais tarde cedeu parte do seu território para a criação da diocese de Criciúma.


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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 27/09/2012

REFLEXÃO

Vemos o surgimento de diferentes formas de misticismo e as diferentes religiões estão se multiplicando por todos os lados. Para nos defender, afirmamos que existem falsos profetas que ficam enganando o povo para ganhar dinheiro e fazer da religião meio de vida. À luz do Evangelho de hoje, podemos analisar este fato. As pessoas falam muitas coisas a respeito de Jesus, embora muitas vezes porque desconhecendo verdade, e esse desconhecimento se dá porque não evangelizamos como devemos e também porque conhecemos a nossa fé de modo superficial, mas não admitimos a nossa ignorância e manifestamos nossa opinião como verdade de fé, basta ver o acúmulo de bobagens que cristãos de meia tigela veiculam na Internet, em sites que afirmam ser católicos , mas que na verdade são caóticos e escondem Jesus.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Werner Siebenbrock, SVD, Bispo de Governador Valadares - MG
  • Dom Rubens Sevilha, OCD, Bispo Auxiliar de Vitória do Espírito Santo - ES

Ordenação Episcopal

  • Dom Antonio Emídio Vilar, SDB, Bispo de São Luiz de Cáceres - MT
NOTÍCIAS

Coletiva de imprensa apresenta balanço da reunião do Consep

O balanço das atividades da reunião do Conselho Episcopal de Pastoral (Consep) foi apresentado durante entrevista coletiva na sede da CNBB, em Brasília (DF), na tarde desta quinta-feira, 27 de setembro. Na mesma ocasião, a Conferência divulgou a sua mensagem para as eleições municipais, e também fez o lançamento da Campanha Missionária 2012. Participaram da coletiva o presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno; o secretário-geral, dom Leonardo Steiner; o presidente da Comissão Episcopal para a Animação Missionária, dom Sergio Braschi; e o presidente das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Camilo Pauletti. Dom Damasceno destacou que durante o Consep foram apresentadas bonitas experiências da Igreja no Brasil. Recordou a participação do Cardeal Cláudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, apresentando os desafios da Igreja naquela região, bem como as viagens realizadas ao Haiti e ao Timor Leste por representantes do episcopado brasileiro. "Nestes dois países, a Igreja do Brasil tem colaborado de forma importante, tanto no envio de missionários, como na reconstrução de igrejas, manutenção de escolas e formação de novos presbíteros", lembra o cardeal.O Consep também prosseguiu com a análise dos dados do Mapa das Religiões no Brasil, que a partir dos dados do Censo 2010 aponta a queda do número de católicos no país. "Desta vez focamos as iniciativas pastorais para que possamos responder a esta realidade", relatou dom Damasceno. Os bispos também aprovaram na reunião a proposta de alteração da data de realização da 5ª Semana Social Brasileira para outubro de 2013, bem como o novo cronograma de elaboração das Campanhas da Fraternidade.Na coletiva, dom Leonardo fez a leitura da mensagem da CNBB para as eleições municipais. "É fruto de uma reflexão, pois as eleições municipais são sempre mais tensas. Enviamos agora o texto aos bispos e pedimos que ele seja conhecido por todas as nossas comunidades", recordou o secretário-geral. "O voto é livre e responsável. A Igreja deve ajudar nisso, mas jamais coagindo o cidadão", reforçou dom Damasceno. A mensagem dos bispos chama a atenção para lei que combate a compra de votos (9840/1999) e a lei da Ficha Limpa (135/2010). "São instrumentos que têm mostrado sua eficácia na tarefa de impedir os corruptos de ocuparem cargos públicos", diz a mensagem. Foram apresentados também os subsídios da Campanha Missionária 2012, que tem como lema Brasil missionário, partilha a sua fé. "Há desafios internos em nosso país, mas também fora daqui. É preciso ir além fronteiras", destacou padre Camilo.

CNBB divulga nota "Eleições Municipais 2012 - Voto consciente e limpo"

Durante entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, 27 de setembro, a presidência da CNBB apresentou a sua mensagem para as eleições municipais 2012. O texto foi aprovado durante a última reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), realizado esta semana na sede da entidade, em Brasília (DF).

A seguir, a íntegra da nota.

Eleições Municipais 2012 - Voto consciente e limpo

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília de 25 a 27 de setembro, considerando as eleições municipais do próximo mês de outubro, vem reforçar a importância desse momento para o fortalecimento da democracia brasileira. Estas eleições têm característica própria por desencadear um processo de maior participação em que os candidatos são mais próximos dos eleitores e também por debater questões que atingem de forma direta o cotidiano da vida do povo.

A Igreja louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, em serviço de todas as pessoas (cf. GS 75). Saudamos, portanto, os candidatos e candidatas que, nesta ótica, apresentam seu nome para concorrer a um cargo eleitoral. Nascido da consciência e do desejo de servir com vistas à construção do bem comum, este gesto corrobora o verdadeiro sentido da atividade política.

Estimulamos os eleitores/as, inclusive os que não têm a obrigação de votar, a comparecerem às urnas no dia das eleições para aí depositar seu voto limpo. O voto, mais que um direito, é um dever do cidadão e expressa sua corresponsabilidade na construção de uma sociedade justa e igualitária. Todos os cidadãos se lembrem do direito e simultaneamente do dever que têm de fazer uso do seu voto livre em vista da promoção do bem comum (cf. GS 75).

A lei que combate a compra de votos (9840/1999) e a lei da Ficha Limpa (135/2010), ambas nascidas da mobilização popular, são instrumentos que têm mostrado sua eficácia na tarefa de impedir os corruptos de ocuparem cargos públicos. A esses instrumentos deve associar-se a consciência de cada eleitor tanto na hora de votar, escolhendo bem seu candidato, quanto na aplicação destas leis, denunciando candidatos, partidos, militantes cuja prática se enquadre no que elas prescrevem.

A vigilância por eleições limpas e transparentes é tarefa de todos, porém, têm especial responsabilidade instituições como a Justiça Eleitoral, nos níveis Federal, Estadual e Municipal, bem como o Ministério Público. Destas instâncias espera-se a plena aplicação das leis que combatem a corrupção eleitoral, fruto do anseio popular. O resgate da ética na política e o fim da corrupção eleitoral merecem nossa permanente atenção.

O político deve cumprir seu mandato, no Executivo ou no Legislativo, para todos, independente das opções ideológicas, partidárias ou qualquer outra legítima opção que cada eleitor possa fazer. Incentivamos a sociedade organizada e cada eleitor em particular, passadas as eleições, a acompanharem a gestão dos eleitos, mantendo o controle social sobre seus mandatos e cobrando deles o cumprimento das propostas apresentadas durante a campanha. Quanto mais se intensifica a participação popular na gestão pública, tanto mais se assegura a construção de uma sociedade democrática.

As eleições são uma festa da democracia que nasce da paixão política. O recurso à violência, que marca a campanha eleitoral em muitos municípios, é inadmissível: candidatos são adversários, não inimigos. A divisão, alimentada pelo ódio e pela vingança, contradiz o principio evangélico do amor ao próximo e do perdão, fere a dignidade humana e desrespeita as normas básicas da sadia convivência civil, que deve orientar toda militância política. Do contrário, como buscar o bem comum, princípio definidor da política?

A Deus elevemos nossas preces a fim de que as eleições reanimem a esperança do povo brasileiro  e que, candidatos e eleitores, juntos, sonhem um país melhor, humano e fraterno, com justiça social.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, abençoe nossa Pátria!

Brasília, 27 de setembro de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno AssisArcebispo de AparecidaPresidente da CNBB

Dom José Belisário da SilvaArcebispo de São LuísVice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 26/09/2012

REFLEXÃO

O Evangelho de hoje é uma espécie de "Manual do Evangelizador". Ele nos mostra que o evangelizador não age em nome próprio, pois ele não evengeliza por que quer, mas porque é enviado por Deus. Os poderes que tem para evangelizar não são próprios, são recebidos para serem usados em uma finalidade própria. Os bens materiais não podem ser um empecilho para o trabalho, nem podem ofuscar a força do anúncio e do testemunho. A inserção e a participação na vida das pessoas e das famílias é fundamental. Mas o mais importante são os dois objetivos que caracterizam o profetismo: a luta contra toda espécie de mal, que se manifesta na ordem da cura, e a proclamação da presença do Reino de Deus na vida de todas as pessoas.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Maurício Grotto de Camargo, Arcebispo de Botucatu - SP

Ordenação Episcopal

  • Dom Dario Campos, OFM, Bispo de Cachoeiro de Itapemirim - ES
  • Dom Jacó Roberto Hilgert, Bispo Emérito de Cruz Alta - RS
NOTÍCIAS

Papa nomeia bispos para as dioceses de São José do Rio Preto e Tubarão

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunica que o Santo Padre, o papa Bento XVI, nomeou para a diocese vacante de São José do Rio Preto (SP), dom Tomé Ferreira da Silva, então bispo auxiliar de São Paulo (SP) e para a diocese de Tubarão (SC), o padre João Francisco Salm.

Dom Tomé Ferreira sucederá a dom Paulo Mendes Peixoto, transferido, no início deste ano, para a arquidiocese de Uberaba (MG). Já monsenhor João Salm sucederá a dom Wilson Tadeu Jönck, nomeado, em novembro de 2011, arcebispo de Florianópolis (SC).

Dom Tomé nasceu em 1961, na cidade mineira de Cristina. Foi ordenado bispo em 2005. Seu lema episcopal é "Santidade na verdade e caridade".

Já para a diocese vacante de Tubarão (SC), o papa nomeou o padre João Francisco Salm, atualmente ecônomo da arquidiocese de Florianópolis (SC).

Monsenhor João Francisco nasceu em 1952, em Barro Branco, São Pedro de Alcântara (SC). Estudou Filosofia e Estudos Sociais na Fundação Educacional de Brusque (FEBE), e Teologia no Instituto Teológico de Santa Catarina (ITESC).

Foi ordenado presbítero no dia 30 de junho de 1979. Em janeiro de 1980, iniciou seus trabalhos no Seminário Menor Metropolitano de Azambuja, tornando-se reitor do Seminário e do Santuário de Nossa Senhora de Azambuja, em 1984.

Em 1992, assumiu a reitoria do Seminário Teológico e a coordenação da Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Florianópolis. Foi pároco na Paróquia Santa Teresinha, em Brusque e exerceu a função de Administrador Arquidiocesano de Florianópolis, quando vacante.

Monsenhor João integrou ainda o Conselho de Presbíteros e foi coordenador de pastoral da Arquidiocese. Desde novembro de 2011 exercia a função de ecônomo da Mitra e coordenador da Cúria.


Saudação ao novo bispo de São José do Rio Preto

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou a nomeação, pelo Santo Padre papa Bento XVI, de dom Tomé Ferreira da Silva para a vacante diocese de São José do Rio Preto (SP), transferindo-o da sede titular de "Giufi" e do ofício de bispo auxiliar em São Paulo (SP).

Nomeado bispo em 2005, dom Tomé tem percorrido um marcante itinerário episcopal de serviço na Igreja como Vigário episcopal da região Ipiranga e com bispo referencial para o diálogo religioso e o ecumenismo do regional Sul 1 da CNBB. Na arquidiocese de São Paulo também prestou serviço dedicado como assessor dos Movimentos e Associações Leigas, animou a catequese e, junto aos seminários, realizou trabalho especial com acento à Pastoral Vocacional.

O lema escolhido por dom Tomé para seu ministério como bispo traz a expressão da marca do seu caminho: Santidade na verdade e caridade. Desejamos que essa inspiração continue a sustentar os passos na entrega de vida desse nosso Irmão e leve para as comunidades de São José do Rio Preto todas as bênçãos de seu ministério.

Agradecemos a arquidiocese de São Paulo pela fraterna acolhida e pelo acompanhamento do trabalho de dom Tomé e nos unimos a todos as comunidades da diocese de São José do Rio Preto que recebe, com alegria, o novo bispo.

Dom Leonardo SteinerBispo auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


Saudação ao novo bispo de Tubarão

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acolhe a nomeação do novo bispo de Tubarão (SC), monsenhor João Francisco Salm.  A Santa Sé fez o anúncio na manhã desta quarta-feira, dia 26 de setembro de 2012. Agradecemos ao Papa Bento XVI que nos deu essa alegria.

Monsenhor João Francisco Salm é catarinense de São Pedro de Alcântara e fez Teologia no Instituto Teológico do seu estado. Além de ter realizado seu ministério como reitor do seminário arquidiocesano em Florianópolis (SC) e como pároco, seu trabalho pastoral tem sido fortemente dedicado à formação do clero em todas as fases da formação presbiteral. Em 2011, quando da transferência de dom Murilo Krieger da arquidiocese de Florianópolis para Salvador, monsenhor João Francisco foi eleito administrador arquidiocesano enquanto a sede estava vacante. Atualmente, exercia a função de ecônomo da mesma arquidiocese.

Nos unimos à Igreja de Tubarão para acolher o novo bispo e desejamos que seu ministério seja fecundo e pleno de bons frutos.

Dom Leonardo SteinerBispo auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


CNBB apresenta mensagem sobre as Eleições Municipais e lança Campanha Missionária 2012

Na próxima quinta-feira, 27 de setembro, após a conclusão da reunião ordinária do Conselho Episcopal Pastoral, o Consep, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a presidência da entidade fará a apresentação de uma mensagem sobre as eleições municipais. Na ocasião será realizada uma entrevista coletiva, no auditório dom Hélder Câmara, na sede da entidade em Brasília (DF), às 14h30.

Durante a reunião do Consep, que teve início na terça-feira (25), os bispos acompanharam a apresentação da análise da conjuntura política e social do momento atual vivido pelo Brasil, com destaque para o processo da campanha eleitoral. Neste tema, a CNBB tem desenvolvido a campanha "Voto Consciente", que incentiva a reflexão e o debate sobre a valorização da escolha dos candidatos que respeitem a inspiração e as exigências da lei da Ficha Limpa.

Também durante a entrevista coletiva será realizado o lançamento da Campanha Missionária 2012, organizada pelas Pontifícias Obras Missionárias. O tema desta edição será "Brasil missionário partilha a tua fé", e busca despertar a atenção dos cristãos para o seu compromisso com a missão universal da Igreja.

Participam da coletiva o presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis; o vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva; o secretário-geral da Conferência, dom Leonardo Ulrich Steiner. Também participam da entrevista o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária, dom Sérgio Braschi; e o presidente das Pontifícias Obras Missionárias, padre Camilo Pauletti.

Acesse aqui os materiais da Campanha Missionária 2012.

Assunto: Coletiva de imprensa da CNBB – Mensagem sobre eleições municipais e lançamento da Campanha Missionária 2012Data: 27 de setembro (quinta-feira)Local: Sede da CNBB, em Brasília (DF), às 14h30Contato: Pe. Rafael Vieira (61) 2103-8313 / 8119-3762


Núncio Apostólico visita bispos do Consep

O cardeal dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, acolheu o Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni d'Aniello, na sede da Conferência, para a celebração da eucaristia e para um pronunciamento no início dos trabalhos da reunião do Consep na manhã desta quarta-feira, 26 de setembro.

"Uma reunião do Consep é sempre um tempo forte da Igreja no Brasil, porque se trata de um momento em que os bispos se reúnem não só como membros da Conferência Episcopal, mas, sobretudo, como grupo responsável pelo planejamento, execução e revisão de toda a ação pastoral da Igreja no país", disse o Núncio. Dom d´Aniello reconhece que mesmo considerando as particularidades regionais, "a ação duma Igreja local sempre num contexto e uma sintonia total com a ação e as diretrizes da Igreja Universal, ou, se quisermos, num perfeito ´sentire cum Ecclesia´", acrescentou o representante diplomático da Santa Sé.

Dom d´Aniello sublinhou que a Igreja no Brasil se prepara para viver três momentos importantes de sua caminhada eclesial: a abertura do Ano da Fé, o início do Sínodo dos Bispos sobre nova evangelização para a transmissão da fé cristã e a celebração do Cinquentenário do Concílio Ecumênico Vaticano II. O Núncio destacou o nexo íntimo que existe entre os três acontecimentos e lembrou que essa ligação vem responder ao problema já sentido pelo apóstolo Paulo e registrado na Carta aos Romanos: "Ora, como invocarão aquele em quem não creram?".

"Queridos irmãos, conscientes do fato de sermos convocados e enviados a pregar o Reino de Deus, ou seja, Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, sabemos também que a firmeza e a convicção desta missão necessita da luz que vem do alto", lembrou o Núncio. E pediu: "Por isso, através da oração, é necessário que estejamos sempre à escuta do que o Senhor nos quiser indicar, especialmente a partir do Santo Sacrifício do Altar".

Na conclusão do seu depoimento, dom d´Aniello, lembrou uma passagem da homilia do Papa Bento XVI no início do seu pontificado: "A Igreja no seu conjunto e os pastores nela, como Cristo devem pôr-se a caminho para conduzir os homens para fora do deserto, para os lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a vida em plenitude".


Cardeal Cláudio Hummes trata da Amazônia no Consep

Cardeal Cláudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, falou aos membros do Consep sobre o trabalho da Comissão. Esclareceu, inicialmente, que a missão da Comissão é de servir à Igreja que está na Amazônia. Não é uma Comissão "da" Amazônia. Lá estão os bispos responsáveis pelas dioceses. A Comissão existe "para" a Amazônia, a serviço da Igreja na Amazônia.

Dom Cláudio levantou os principais compromissos que realizam: promovem o envio de missionários de outras dioceses do Brasil para a Amazônia; suscitam a doação material para acudir as necessidades das dioceses e visitar e acompanhar a caminhada da Igreja nessa parte do Brasil. O cardeal levantou uma série de grandes problemas amazônicos e recordou a realização do encontro de Santarém, de 2 a 6 de julho passado. "Foi um encontro que se atualizou as grandes linhas da evangelização da Amazônia", afirmou. Dom Cláudio confirmou que os bispos saíram do encontro animados depois de terem trabalhado com muita paixão e entusiasmo.

Entre as propostas assumidas em Santarém, disse dom Cláudio, está o compromisso de ser uma Igreja pobre com os pobres. "Formar e animar missionários" a fim de que abracem o compromisso com Jesus na certeza de que Ele arma sua tenda na Amazônia. O cardeal falou da situação de São Gabriel da Cachoeira (AM) onde mais de 90% da população é composta por indígenas, é necessário que se realize um diálogo religioso com esses povos e "esse é um grande desafio que se tem pela frente".

Vários casos de necessidade material, particularmente vivida por padres e bispos, foram apresentadas e o cardeal lembrou que é preciso manter atenção firme em relação à ajuda financeira para a Igreja na Amazônia. Dom Cláudio recordou que na última assembleia dos bispos foi marcante a decisão de todas as dioceses ajudarem àquelas que sofrem com muitas dificuldades financeiras.

"A Comissão como tal, independente de quem a compõe no momento, é uma grande bênção para a Igreja no Brasil", disse o cardeal, porque no âmbito do seu trabalho é que se levantam tantos desafios e se renovam compromissos importantes para aprofundar a solidariedade entre as dioceses.

Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, apresentou uma situação particular em relação à Amazônia. A arquidiocese de Brasília tem uma missão em Roraima. O trabalho é realizado por padres, religiosos e leigos. Uma equipe que cuida de uma região. É um compromisso, inclusive financeiro. É quase um terço do território do estado. O compromisso foi feito até o ano de 2017. Dom Sérgio sugere que além do natural acompanhamento do bispo local, que a Comissão considere esse tipo de iniciativa das dioceses que têm compromisso com a Amazônia.


Depois de dois meses, Papa retorna à Praça São Pedro

Liturgia, escola de oração: este foi o tema da catequese de Bento XVI, proferida diante de 25 mil fiéis na Praça São Pedro, na manhã desta 4ª feira. "É o próprio Senhor que nos ensina a rezar" – afirmou o Pontífice.

O Papa disse que "na realidade, somente em Cristo o homem é capaz de se unir a Deus com a profundidade e a intimidade que um filho tem com seu pai. E explicou que "para aprender a viver com mais intensidade a relação pessoal com Deus Uno e Trino, aprendemos a invocar o Espírito Santo, primeiro dom do Ressuscitado aos que creem". "Na leitura e na meditação das Escrituras, o Espírito Santo nos ensina a rezar", completou.

A ideia central expressa pelo Pontífice é que existe outra fonte para crescer na oração, estritamente relacionada à precedente: a Liturgia, âmbito privilegiado em que Deus fala com cada um de nós e aguarda nossas respostas.

Mas o que é a Liturgia? Segundo a tradição cristã – como indicado no Catecismo da Igreja Católica – significa a participação do Povo de Deus na obra de Deus. E de que obra de Deus somos chamados a participar? O Concílio Vaticano indica duas respostas: a primeira são as ações históricas que nos salvam, culminadas na Morte e Ressurreição de Jesus Cristo; e a segunda, na celebração da liturgia como «obra de Cristo».

Os dois significados são inseparavelmente ligados, e se resumem na ação de Cristo através da Igreja, especialmente no Sacramento da Eucaristia, no Sacramento da Reconciliação e em outros atos sacramentais que nos santificam. Assim, o Mistério Pascal da Morte e Ressurreição de Cristo foi o centro da teologia litúrgica do Concílio. De fato, o Papa recordou que o esquema da Liturgia foi o primeiro tema discutido no Concílio Vaticano II, e também o primeiro a ser aprovado.

Citando mais uma vez o Catecismo, Bento XVI lembrou que "toda celebração sacramental é um encontro dos filhos com Deus e com o seu Pai, em Cristo e no Espírito Santo, e tal encontro se realiza no diálogo, por meio de ações e palavras". "Portanto, a primeira condição para uma boa celebração litúrgica é que haja oração e conversa com Deus: escuta e resposta. E o elemento fundamental, primário, do diálogo com Deus na liturgia, é a concordância entre o que dizemos com os lábios e o que trazemos em nosso coração. Concluindo o discurso, o Papa insistiu que com esta atitude, nossos corações estarão livres dos fardos deste mundo e subirão ao alto, rumo à verdade e ao amor.

Após a catequese em italiano, Bento XVI fez resumos do texto em várias línguas, inclusive em português:

"Ao tratar o tema da oração, nestes últimos meses, procuramos aprender a rezar de modo cada vez mais autêntico, fixando o olhar em algumas grandes figuras, especialmente no exemplo de Jesus, cientes de que somente Ele é capaz de nos unir a Deus com a profundidade e intimidade de filhos que Lhe podem chamar: Abba, Pai. Pois bem! Um âmbito privilegiado, onde Deus fala a cada um de nós e espera a nossa resposta é a liturgia. Nesta, o povo fiel toma parte na obra de Deus, isto é nas ações por Ele realizadas na história humana que nos trazem a salvação e que culminam na Morte e Ressurreição de Jesus. A liturgia é o «espaço» onde o Mistério da Morte e Ressurreição se torna atual, se faz presente no meu hoje, através da ação de Cristo na Igreja. Por isso, cada celebração litúrgica, especialmente a Eucaristia, é um encontro dos filhos de Deus com o seu Pai, por Cristo e no Espírito Santo.

Queridos peregrinos de língua portuguesa, a todos vós dirijo uma calorosa saudação! Particularmente, saúdo os membros da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém e todos os grupos vindos do Brasil. Tende por centro da vossa vida de oração a liturgia, que vos une ao Mistério de Cristo e ao Seu diálogo com o Pai, procurando que concordem as palavras de vossos lábios com os sentimentos do coração. E que desça sobre vós as bênçãos de Deus".

Antes de encerrar o encontro, o Papa recordou que hoje celebramos a memória dos santos médicos Cosme e Damião. Bento XVI pediu aos jovens que ajudem a curar os sofrimentos dos irmãos com carinho, e confortou os doentes afirmando que a melhor terapia é a confiança em Deus, a quem falamos com a oração.


Consep é informado sobre o andamento da preparação para a JMJ 2013

Na segunda sessão de trabalhos da reunião do Consep na manhã desta quarta-feira, 26 de setembro, dom Eduardo Pinheiro, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Juventude, tratou de reuniões realizadas com bispos referenciais de todos os regionais da CNBB sobre o tempo forte de evangelização da juventude em vista da preparação para a Jornada Mundial da Juventude.

Dom Eduardo informou que já está marcado um encontro dos bispos para o mês de setembro de 2013 no período pós-jornada para a continuidade do trabalho pastoral com os jovens. Pe. Antonio Ramos, assessor da Comissão para a Juventude, apresentou um rápido relato sobre a peregrinação da cruz e do ícone de Nossa Senhora pela região do regional Norte 1 e destacou visitas especiais Rondônia em Porto Velho e Guajará-Mirim. Outro destaque foi a visita dos símbolos em casa de recuperação de jovens dependentes químicos em Rio Branco (AC).

Os padres da região acompanharam os símbolos pelo interior e em Manaus (AM), houve uma concentração no chamado sambódromo da cidade com grande participação. Pe. Antonio mostrou que em vários lugares, os símbolos foram levados de barcos nos quais se realizavam vários momentos de reflexão e oração. A peregrinação continuará no próximo mês no regional Norte 2.

Pe. Carlos Sávio, assessor da Comissão para Juventude, lembrou os próximos encontros importantes na preparação para a JMJ com especial acento para a reunião que se realizará em Brasília, no mês de novembro, com a presença do presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, cardeal Stanislaw Rylko.


Dom Sérgio Braschi relata viagem ao Haiti

O bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, dom Sérgio Braschi, fez um breve relato dos trabalhos da Comissão e apresentou os detalhes da viagem de três dias ao Haiti quando acompanhou a última missionária enviada para a missão.

Foram apresentadas, num vídeo, as tendas improvisadas para a moradia da população depois do terremoto de 2010. Em meio a muitos gestos de solidariedade, foi apresentado o projeto de missão da CNBB e CRB no Haiti. Várias religiosas dão testemunho da fome e da miséria que assola o país. O projeto é administrado pelo COMINA e valoriza o protagonismo dos próprios haitianos. As religiosas que estão em Porto Príncipe dão testemunho das necessidades, principalmente a fome que ainda pesa sobre parte da população.

Também mostraram a "Missão Belém" que se realiza na maior favela da capital do Haiti e é mantida pela arquidiocese de São Paulo. Dom Sérgio conversou com as crianças da favela e disse que mesmo que exista muita precariedade, há muita vivacidade e alegria. Nessa missão, estão presentes missionários consagrados que já foram dependentes químicos. Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB, também visitou a missão e deu seu testemunho sobre a caminhada do trabalho realizado.

Dom Sérgio falou com o bispo auxiliar de Porto Príncipe e visitou as ruínas da catedral e o local onde doutora Zilda Arns faleceu. Próximo desse lugar, numa paróquia, dom Sérgio viu uma pintura de Nossa Senhora olhando para Jesus ao lado da cruz há poucos metros de onde morreram tantas pessoas: "o olhar de Maria sobre um povo sofrido". O bispo de Ponta Grossa também visitou os militares brasileiros e, com eles, celebrou a eucaristia.


Bispos aprovam novo cronograma de preparação da CF

Os membros do Conselho Episcopal de Pastoral, Consep, reunidos na tarde desta quarta-feira, 26 de setembro, discutiram o processo de elaboração dos subsídios da Campanha da Fraternidade (CF), realizada pela CNBB anualmente, no período da quaresma.

O assessor da CF, padre Luiz Carlos Dias, apresentou uma proposta de cronograma. Com duração de 1 ano e meio, a proposta deverá promover uma melhor colaboração dos Regionais, assessores e pastorais e organismos afins com o tema de cada edição. Desta forma, todos os subsídios já poderão ser apresentados no mês de julho do ano anterior da Campanha.

A proposta foi aprovada pelos bispos. Em relação à escolha do hino e do cartaz, serão realizados dois concursos simultâneos, com a colaboração de comissões julgadoras específicas, mas com a decisão final do Consep. Pelo novo cronograma, os interessados em participar destes concursos receberão mais subsídios para poder a elaboração das propostas de música e cartaz.


Regional Centro-Oeste promove encontro da Pastoral Familiar

A Pastoral Familiar do Regional Centro Oeste, reuniu-se na cidade de Goiâna (GO), no dia 22 de setembro, no Centro da Família Sagrado Coração de Jesus para mais um encontro de revisão, avaliação e propostas de ações evangelizadoras em favor da Família.

Com a presença de um número considerável de dioceses presentes e com o desafio de estimular as coordenações diocesanas ausentes a estarem presentes na próxima reunião. Iniciou-se o encontro com a missa com a intenção principal de interceder pelo trabalho da Pastoral Familiar e pelas famílias.

Depois o assessor nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, padre Wladimir Porreca, expôs numa conferência sobre a 'Família como sujeito social' e sobre a necessidade das Associações de Família, bem como, orientações de como implantá-las no ano que vem.

Após o almoço, Dóris e Leo, casal coordenador regional, coordenaram a exposição de cada diocese  nos assuntos dos eventos e trabalhos pastorais realizados, dentro da realidade de cada localidade. E puderam constatar a riqueza nos trabalhos da Pastoral Familiar no regional.

Dom Washington Cruz, arcebispo metropolitando de Goiania, esteve presente e orientou os casais nos trabalhos pastorais e animou-os a servirem a Igreja com constante renovado ardor em favor das famílias.

O encontro proporcionou aos participantes maior unidade entre si e a Comissão Nacional, maior integração entre as dioceses e o desafiio que na próxima reunião possa contar com a presença da maioria das dioceses do Regional e procurar impatar naquelas dioceses e paróquias que não tem Pastoral Familiar.


Arcebispo de Homs envia mensagem a dom Walmor sobre o conflito na Síria

Dom Teofilos Georgeos Kassab, arcebispo de Homs, uma das principais cidades da Síria, em correspondência dirigida ao arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, conta sobre dificuldades enfrentadas pela Igreja local e pede orações para todo o povo do país.

Segundo o relato de dom Georgeos, a catedral de Homs foi destruída pelo conflito, assim como a paróquia local e a residência do arcebispo. "A destruição também atingiu o Lar da Esperança Beit Al Amal que acolhe pessoas com necessidades especiais e a Casa dos Estudantes", conta.

O arcebispo sírio disse ainda que "as casas dos paroquianos, na cidade antiga de Homs, onde fica a maioria dos cristãos, foram destruídas". Sem onde morar, as vítimas do conflito estão procurando ajuda em abrigos nas aldeias cristãs ao redor de Homs, como Zaidal e Fairouzeh, ou nas montanhas, onde, conforme explica dom Georgeos, a maioria dos habitantes é cristã. "A situação dessas pessoas é de ferir o coração", lamenta o arcebispo de Homs.

Apesar de ter sido gravemente atingida pelo conflito que se prolonga na Síria, a Igreja Católica local encontra forças para oferecer ajuda à população desabrigada. "Com a ajuda de nossos padres, estamos visitando essas famílias e oferecendo alguma pequena ajuda financeira. Além disso, oferecemos alimentos, produtos de limpeza, higiene e medicamento. Nós continuamos nossa missão e nosso apoio humanitário para tentar aliviar essa vida dura e de sofrimento", explica dom Georgeos na carta. No fim da mensagem, o arcebispo de Homs pede orações pelo povo sírio.

A arquidiocese de Belo Horizonte organiza desde julho a campanha Juntos pela Síria, para ajudar vítimas do confronto que ocorre naquele país há mais de um ano. A Campanha objetiva captar recursos para a compra de alimentos, já que grande parte da população da Síria está sofrendo com a fome. As doações serão enviadas à Igreja da Síria para iniciativas de assistência aos desabrigados.

Contribua com a Campanha:

Banco do BrasilAgência: 3494-0Conta corrente: 30.351-8Mitra Arquidiocesana de Belo Horizonte


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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 25/09/2012

REFLEXÃO

Existem muitas pessoas que querem demonstrar-se religiosas, mostrar a todos que participam da vida da Igreja e têm amizade com o clero e até usam dos cargos e funções sociais para conseguir isso. Porém, essas pessoas querem apenas se promover, não querem nenhum compromisso com o Evangelho e com o Reino de Deus. A atitude de Jesus nos mostra quem é importante para ele: aquele que ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática, aquele que é capaz de amar, perdoar, partilhar, acolher, socorrer, consolar, compreender, ensinar, comprometer-se, doar-se, reunir, celebrar, orar, ser feliz com os que são felizes, chorar com os que choram, são empáticos, solidários, vivem o amor de Deus.
NOTÍCIAS

CNBB vai enviar mensagem ao povo sobre eleições de 2012

Tem início na manhã desta terça-feira, 25 de setembro, a reunião ordinária do Conselho Episcopal Pastoral, o Consep, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O grupo que forma o Conselho tem a presença dos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais da Conferência juntamente com a presidência da entidade. Uma mensagem sobre eleições municipais será publicada no final do encontro que tem pauta extensa, com destaque para o acompanhamento da implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil (DGAE) e o aprofundamento da leitura dos dados oferecidos pelo último Censo do IBGE no que se chamou de "mapa das religiões".

Na segunda sessão de trabalho da manhã, os bispos tiveram oportunidade de acompanhar a apresentação da análise da conjuntura política e social do momento atual vivido pelo Brasil. O processo da campanha eleitoral, inclusive, tem sido acompanhado pela CNBB por meio da campanha "Voto Consciente" realizada em todas as dioceses do Brasil com especial ênfase na valorização da escolha dos candidatos que respeitem a inspiração e as exigências da lei da Ficha Limpa. Também foi anunciado, no inicio da reunião, que a Conferência vai emitir uma nova mensagem a respeito das eleições municipais.

O arcebispo de Palmas (TO), dom Pedro Brito, fez breve relato sobre a sua visita ao Timor Leste onde esteve reunido com bispos de todas as Conferências Episcopais de países de língua portuguesa e trouxe pedidos importantes à Igreja no Brasil. Reforçou o apelo para que sejam enviados livros para os seminários e a possibilidade de continuidade de colaboração com a presença, mesmo que por breves períodos, de professores brasileiros de Teologia para apoiar a formação dos novos padres. Dom Pedro lembrou ainda que o Timor Leste é um país de grande expressão da catolicidade e isso se viu nos mais simples eventos que ele participou na companhia dos outros bispos.

O tema da Missão Continental teve amplo tempo de reflexão com um breve relato do último encontro no Chile sobre os novos desafios da continuidade da implementação das diretrizes das Conferências do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) nos últimos anos. A Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, a Justiça e a Paz pediu a autorização do Consep para transferir a 5ª Semana Social Brasileira para o os dias 2 a 5 de setembro de 2013. Os bispos aprovaram a mudança. Houve, ainda, um breve relato da Comissão que acompanha a Reforma do Código Penal.

Com a ausência de dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, a reunião do Consep conta com a participação dos seguintes bispos: Cardeal Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida (SP), presidente da CNBB; Dom José Belisário, arcebispo de São Luis (MA), vice-presidente da CNBB; Dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo auxiliar de Brasília (DF), secretário geral da CNBB; Dom Pedro Brito, arcebispo de Palmas (TO), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada; Dom Severino Clasen, bispo de Caçador (SC), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato; Dom Sérgio Braschi, bispo de Ponta Grossa (PR), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial; Dom Jacinto Bergmann, bispo de Pelotas (RS), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética; Dom Francisco Biasin, bispo de Barra do Piraí/Volta Redonda (RJ), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso; Dom Guilherme Werlang, bispo de Ipameri (GO), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz; Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura; Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família; Dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande (MS), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social; Dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande (MS), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude. Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo (SP), presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia.


Bispos debatem sobre a realidade política e social do Brasil e do mundo

Os bispos membros do Conselho Episcopal Pastoral, Consep, da CNBB acompanharam, na última parte da sessão de trabalho da manhã desta terça-feira, 25 de setembro, uma análise de conjuntura produzida sob a responsabilidade da Comissão Brasileira  Justiça e Paz, CBJP, e a assessoria de política da Conferência. Na apresentação feita pelo professor Pedro Gontijo, ganhou destaque, a menção ao discurso do papa Bento XVI no Líbano.

Pedro Gontijo considerou que "no contexto internacional atual, o amálgama de fundamentalismos cristãos e islamitas, de condenações moralizantes abrem o caminho a uma paranoia política e impedem qualquer discernimento político e espiritual que seja caminho de uma vida mais humana e justa. O discurso do papa Bento XVI no Líbano sobre os fundamentalismos interpela a consciência política de todos, não somente no Oriente Próximo ou Médio". E acrescentou: "neste contexto, a vista do papa Bento XVI foi profética. Mas pode se temer que se trata de uma voz que grita no deserto. A curto prazo, um apelo à consciência humana e religiosa livre de todo tipo de fundamentalismo parece carecer de âncora política".

Na análise também se considerou a situação econômica da Europa, as eleições norte-americanas e foram destacadas fatos e lutas significativas na América Latina: Lutas por reformas no sistema educacional no Chile, manifestações de trabalhadores no Paraguai, as lutas dos povos indígenas no Peru, FARC e governo na Colômbia, e, por fim, as repercussões da participação do presidente Jose Pepe Mujica, presidente do Uruguai, na Rio+20.

Na visão do momento atual brasileiro, a CBJP destacou o financiamento público de Campanhas Eleitorais, um passo importante para a Reforma Política e fez o seguinte registro: "a campanha do Voto Limpo promovida pelo TSE deu um passo importante porque prima pela consciência na escolha dos candidatos baseado na vida pregressa (história de vida) dos candidatos e na análise da viabilidade das propostas por eles apresentados. Ao lançar a campanha ´Voto Consciente – Eleições 2012´, a CNBB se soma ao TSE nessa tarefa de conclamar os eleitores ao cumprimento de seu direito-dever de votar bem e, assim , contribuir para o fortalecimento da democracia brasileira. Todavia, quando começam as propagandas nos rádios e TVs é perceptível a diferença entre ´candidatos´ com farto financiamento privado de campanhas e os demais".

Outro tema relevante do momento que se vive no país que recebeu realce na análise foi o do encarceramento em massa no Brasil e adverte que "iniciativas menos custosas que a prisão e mais humanas, voltadas à  criação de oportunidades, por meio do uso de alternativas à prisão,  investimento em programas de reintegração social e redução da reincidência ou mesmo em formas alternativas de solução de conflitos, como justiça restaurativa, têm sido colocadas em segundo  plano nas ações dos poderes públicos, que optaram por priorizar medidas de incapacitação e confinamento em larga escala".

Professor Pedro Gontijo também lembrou as necessidades de regulamentação de um importante instrumento que tem sido acionado pelo povo brasileiro com consistente apoio da Igreja: Projetos de Leis de Iniciativa Popular. "Apesar das intensas mobilizações os projetos de iniciativa popular são em geral adotados por um parlamentar ou por um grupo de parlamentares para viabilizar sua tramitação. Isso representa uma limitação no processo democrático brasileiro e subordina a intenção de milhões de brasileiros à tutela dos representantes do legislativo". Esse tipo de situação leva a perceber a importância do debate da 5ª Semana Social Brasileira que discute o papel do Estado e qu e tem o desafio de acolher nos seus processos esta reflexão que vem sendo construída e "pensar 'outro' Estado implica em repensar suas origens e finalidades, perguntando se correspondem aos anseios atuais da maioria da população. Em outra perspectiva cabe postular a criação do fortalecimento de núcleos de poder popular que contribuiriam para arejar e tornar mais democrático o controle Estatal. O debate proposto pela Semana Social insere junto com a reflexão sobre o Estado o pensar também a sociedade e suas diferentes forças".

E, por último, colocou-se o valor da celebração do "Dia dos Excluídos", conforme o próprio Consep já aprovou, em coincidência com a realização da 5ª. Semana Social Brasileira. "Na convergência entre as manifestações do Grito e os debates da 5ª SSB, importam menos os números do que as proposições que vão amadurecendo. Nesta perspectiva, a partir da avaliação das atividades da 18ª edição do Grito, poderíamos indicar quatro inflexões significativas, as quais vão simultaneamente criticando a forma de Estado que temos e delineando os contornos do Estado que queremos", conforme pode-se ler o texto da análise de conjuntura que foi fornecido aos bispos e que é publicado, posteriormente, no site da CNBB.

No final da sessão, antes do debate entre os bispos e com a participação dos assessores, padre Geraldo Martins, assessor político da Conferência, fez comentários acerca de vários assuntos relacionados aos processos de aprofundamento realizado no Parlamento brasileiro: Código Florestal, Código Penal, Conselho de Ética da Câmara, Publicidade infantil. Padre Geraldo ainda fez considerações sobre o itinerário percorrido até agora pela Comissão da Verdade e fez um sério depoimento a respeito da gravíssima situação da segurança pública em Goiás e no Distrito Federal.


CNBB reflete sobre respostas da Igreja aos dados mostrados no "mapa das religiões" do IBGE

Os bispos que compõem o Conselho Episcopal Pastoral, Consep, reunidos em Brasília, desde a manhã desta terça-feira, 25 de setembro, voltaram a discutir o quadro geral das religiões no Brasil apresentado pelos resultados do Censo feito pelo IBGE em 2010 e publicados em junho deste ano. Desta vez, a reflexão foi dirigida às iniciativas pastorais que devem ser tomadas ou reforçadas para responder ao fato de que caiu o número de brasileiros que se declaram membros da Igreja Católica.

Segundo o IBGE, "os resultados do Censo Demográfico 2010 mostram o crescimento da diversidade dos grupos religiosos no Brasil. A proporção de católicos seguiu a tendência de redução observada nas duas décadas anteriores, embora tenha permanecido majoritária. Em paralelo, consolidou-se o crescimento da população evangélica, que passou de 15,4% em 2000 para 22,2% em 2010. Dos que se declararam evangélicos, 60,0% eram de origem pentecostal, 18,5%, evangélicos de missão e 21,8 %, evangélicos não determinados". A pesquisa revela também "que os católicos romanos e o grupo dos sem religião são os que apresentaram percentagens mais elevadas de pessoas do sexo masculino. Os espíritas apresentaram os mais elevados indicadores de educação e de rendimentos".

Padre Thierry Linard de Guertechin, presidente do Instituto Brasileiro de desenvolvimento, IBRADES, organismo anexo da CNBB, resumiu a questão apresentada no chamado "mapa das religiões". Ele lembra que não se deve se prender ao que se têm destacado muito às duas categorias de "católicos" e "evangélicos". Há novas comunidades cristãs que cresceram. É preciso ainda considerar que cresceu também o número dos que se declaram sem religião. Padre Thierry ressaltou que o casamento tem sido um fator importante na análise da situação atual. Há um número considerável de casais com uniões consid eradas não regulares que estão fora das contas oficiais sobre os membros da Igreja. Lembrou também que há que se considerar a situação das comunidades que não têm assistência dos ministros ordenados. E não se pode esquecer que há declaração daqueles que não são praticantes.

Os bispos abriam uma conversa ampla. "É preciso considerar o resultados das pesquisas na elaboração dos planos de pastoral de nossas dioceses", disse dom Joaquim Mol, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão de Educação e Cultura da CNBB. "É preciso pensar em estruturas mais simples para nossas comunidades", continuou dom Mol e afirmou que estão fazendo em Belo Horizonte uma pesquisa, tecnicamente profissional, para se aprofundar o significado dos números. Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e Família, falou que o percentual dos não praticantes dos brasileiros que se declaram católicos torna-se, facilmente, disponível para a oferta de outras Igrejas que têm, por exemplo, o trabalho de visitar as pessoas de casa em casa com a disposição de ler a Bíblia.

"Os números mostram que a nossa catequese não é ainda suficiente", afirmou dom Jacinto Bergmann, bispo de Pelotas (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a animação bíblico-catequético. Ele considera que a formação de grupos bíblicos pode ser um sinal de esperança na evangelização. "É preciso levar a sério as pesquisas", disse o cardeal dom Claudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia. Ele diz que desde que se começou a divulgar dados sobre o número dos católicos verifica-se quedas. Considera que é importante considerar o modo como se acolhe para os sacramentos e é preciso partir da fé do povo e não colocar em dúvida a fé que as pessoas manif estam ainda que não se tenha uma exposição teologicamente elaborada. O cardeal também mencionou a importância da participação dos leigos. Sobre esse tema, o prof. Geraldo Aguiar, assessor da Comissão Episcopal Pastoral, declarou: "Acreditem nos leigos e haverá um processo de transformação da nossa Igreja".

Dom Guilherme Werlang, bispo de Ipameri (GO), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, Justiça e a Paz, destacou a importância da formação dos ministros ordenados considerando que a Eucaristia é a fonte e o horizonte da Igreja. Reforçou ainda a importância da participação dos leigos com a valorização dos leigos e a ênfase no "ir ao povo".  Nesta linha, prof. Sergio Coutinho, da Comissão do Laicato, chamou atenção para a correlação dos resultados do Censo de IBGE com os dados da pesquisa do CERIS. Houve um crescimento no número das paróquias, aumento dos números dos párocos, ampliação do quadro dos diáconos. Insistiu na importância das comunidades eclesiais de base com uma séria "desideologização" dessas expressões legítimas da vida da Igreja.

"Nós corremos o risco de fazer boas análises sem que isso reflita na pastoral considerando também o aprofundamento da realidade local", lembrou dom Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé. "Formar cristãos de verdade" é esse o grande objetivo da evangelização e isso, certamente, refletirá nos números. Dom Pedro Brito, arcebispo de Palmas (TO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os ministérios ordenados, considera importante a formação de missionários leigos nas comunidades. Dom Sergio Braschi, bispo de Ponta Grossa (PR), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária realçou a valorização dos diáconos.

Dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação destacou a iniciativa da setorização das paróquias, comunidade de comunidades, porque considera que essa urgência "puxa" todas as outras apresentadas pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora. Dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande e presidente da Comissão Episcopal Pastoral reforçou a eficácia das iniciativas da setorização das paróquias e também lembrou que a peregrinação da cruz e do ícone de Nossa Senhora está dando um recado claro por parte dos jovens: "nós estamos aqui!". No âmbito de todas essas considerações, segundo Padre Sidnei Marcos Dornelas, assessor da Missão Continental, há uma integração entre os apelos da Nova Evangelização, os apelos do CELAM e as Diretrizes Gerais da CNBB.


Arcebispo do Rio celebra missa pelos 35 anos da Pastoral das Favelas

A Favela Dona Marta, primeira comunidade a receber, em 2008, uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), foi palco da missa de ação de graças em comemoração aos 35 anos da Pastoral das Favelas. A cerimônia foi conduzida pelo arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), dom Orani Tempesta, na capela Nossa Senhora das Graças - Comunidade Santa Marta e acompanhada por aproximadamente 150 fiéis.

Ao chegar à comunidade da Zona Sul carioca, dom Orani lembrou a importância de estar junto com aqueles que moram nas favelas: "Temos que ter a preocupação para que essa parte da população possa viver com dignidade. Principalmente, nesse novo momento que vivemos por conta da pacificação das comunidades. São novos tempos, novas realidades, porém, a preocupação com as pessoas e com a vida continua. É necessário levar habitação, saúde, lazer e educação para quem mora nas favelas também, pois é um direito deles também. E o poder público tem conseguido suprir essas necessidades, seja pela parte policial, ou seja, pela parte social", disse dom Orani.

O coordenador da Pastoral das Favelas, monsenhor Luiz Antônio Lopes, lembrou que desde sua criação, em 1977, a entidade luta pelo direito das pessoas menos favorecidas. "Trabalhamos com questões sociais. Trabalhar com os pobres é um grande desafio não só para a Igreja, que sempre lutou pelos direitos da população mais pobre, mas de todos. Sonho com o dia que todos poderão viver em paz e com dignidade, em especial àqueles que moram nas comunidades".


CRB Realiza Encontro para Discutir o Enfrentamento e Erradicação do Trafico de Seres Humanos

Reunindo cerca de 23 participantes, a Conferência dos Religiosos do Brasil realizou, no sábado, dia 22 de Setembro, o Encontro Rede um Grito Pela Vida. A proposta do evento foi comemorar o Dia Mundial de Combate e Prevenção do Tráfico de Pessoas, divulgar os materiais informativos, fortalecer a Rede no Regional, Repassar o encaminhamento do 1º Nordestão da Rede e propor atividades para o Regional Nordeste 4.

O encontro aconteceu na sede da CRB em Teresina (PI), na reunião estiveram presentes as Irmãs de São José de Concórdia, Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Irmãs Filhas de Jesus, Ordem dos Frades Menores, Movimento dos trabalhadores Cristãos, CPT, Comunidade Sabrina Petrini, Missionárias Sagrado Coração de Jesus, Serviço Pastoral do Migrante, Catequistas Franciscanas, Irmãs Calvarianas e Irmãs Carlistas Scalabrinianas.

A reunião começou com uma mística e reflexão sobre o profetismo, como permanecer calado diante das injustiças provocadas pelo tráfico de pessoas e quais os desafios para combater o tráfico. Respondendo a essas questões, a  Ir, Nair – Irmã de São José, sintetizou algumas ideias discutidas.  "Ser profeta é lutar no dia a dia para  o combate, denuncia e prevenção do tráfico de seres humanos. O grande desafio hoje é discutir, tomar uma posição para refletir com esse grupo social, pois o recrutamento, transporte e transferência de pessoas acontece de forma camuflada e são vários fatores que a influência, como: economia, sociedade, educação, desemprego e entre outros", disse.

Logo após a reflexão, a irmã Calvariana, Margarida Silva, comentou sobre a memória da Rede Um Grito Pela Vida. Segundo a  religiosa o trabalho da rede 'Um Grito pela Vida', tem atuação desde 2006 e trabalha para na conscientização e na luta por políticas públicas para erradicar enfrentar e conhecer o tráfico de seres humanos.  "A rede 'Um Grito pela Vida' foi uma resposta da Vida Religiosa por meio do Papa e tem  o objetivo de sensibilizar e socializar informações sobre o Tráfico de Seres Humanos; No Piauí temos 7 representantes que tem a corresponsabilidade de  capacitar multiplicadores em toda região Nordeste, no intuito de formar, sensibilizar e  divulgar  ações  de prevenção para o enfrentamento desta realidade", enfatizou.

Ainda de acordo com a irmã Margarida Silva, a Rede Um Grito Pela Vida é ancorada em quatro eixos de combate, são eles: Trabalho escravo, Exploração sexual, Servidão domestica e venda de órgãos. "Os principais alvo do tráfico são mulheres, adolescentes e crianças em situação de vulnerabilidade social e as principais causas desse grande mal, são: Desemprego, desigualdade social, discriminação de gênero, violência domestica, turismo sexual, imigração ilegal e etc", disse.

De acordo com missionária do Sagrado Coração de Jesus, irmã Denise Alves Morra, temos que "ficar de olho", nos grandes eventos Festivos que vão acontecer no Brasil em 2013 e 2014, como Por exemplo, a JMJ – Jornada Mundial da Juventude e Copa do Mundo, pois nesse período haverá um grande recrutamento para o tráfico de pessoas. "Temos que fazer um mapeamento sobre os dados, informações que existe em relação à Copa, embora o Piauí não seja uma das sedes do evento, temos que ter atenção pois seremos rota, então temos que ter metas para a prevenção do Tráfico de Pessoas promovendo ações que sensibilize, informe, promova atividades, campanhas e entre outros.

Os participantes concluíram o Encontro desenvolvendo o novo calendário de atividades para o ano de 2013 e divulgando algumas reuniões que ainda acontecerão em 2012. Como:

Dia 27 de setembro – Em Teresina, Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus promoverá manhã de Comemoração em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas.

Dia 02 de outubro - Reunião em Picos.


Encontro da Pastoral da Educação na diocese de Petrópolis

O Congresso Regional e Diocesano da Pastoral da Educação reuniu cerca de 650 pessoas, no salão nobre da Universidade Católica de Petrópolis (RJ), no dia 23 de setembro, e teve como tema central "Educador aos pés do mestre: desafio de transformar vidas". O administrador diocesano de Petrópolis, monsenhor Paulo Daher, fez a abertura do encontro e em seguida, o bispo referência da Pastoral da Educação no Leste 1 da CNBB (Rio de Janeiro), dom Nelson Pereira, falou sobre o momento atual da educação no Brasil, onde vive diversos desafios para promover uma educação integral respondendo ao espírito humano.

O tema do encontro foi apresentado na palestra do padre Pedro Paulo e da professora Cristiane Noel, com os professores refletindo em grupo, a partir de perguntas apresentadas pela coordenação. As dioceses que participaram do encontro apresentaram vídeos e slides sobre o trabalho desenvolvido pela Pastoral da Educação e o padre André Asthine apresentou o vídeo da diocese de Petrópolis. O encontro com apresentação cultural dos alunos da Escola São Judas Tadeu de Petrópolis e da secretária de Educação de Petrópolis, Claudia Quintanilha.

Dom Nelson Pereira disse que o momento atual da sociedade é muito complicado, pois vive uma cultura que promove as drogas, vive de espetáculos e não responde aos anseios do povo. Segundo ele, um dos grandes problemas é a tentativa de tirar Deus do cenário humano. "Tirando nosso referencial que é Cristo, o que podemos propor para as futuras gerações".

Uma das preocupações do bispo é que o Poder Público trabalha com uma escola que vem perdendo o censo do todo e ficando apenas com partes e não com a educação integral da criança e do jovem. Para dom Nelson não é possível ter uma educação que responda aos apelos do mercado e não ao espírito humano. "Precisamos nos debruçar sobre o conceito de uma educação integral ou não seremos capazes de responder aos apelos".

Padre Pedro Paulo explicou que ao olhar para a realidade atual se constata que da parte do aluno há um desinteresse total e da parte dos professores, apesar do interesse em ensinar, diante das dificuldades encontradas, acaba por trabalhar apenas pela obrigação em ensinar. "Este é o grande desafio de nossos tempos na educação, mudar esta realidade, pois é um problema de vida e para superar esta dificuldade o professor precisa se colocar como discípulo".

A coordenadora do ensino religioso, Cristiane Noel disse que para mudar a realidade, o professor precisa seguir a pedagogia do encontro, aproximando-se do aluno, seguindo o exemplo de Cristo. "O educar precisa ter coerência entre o que fala, pensa e vive e somente terá isto quando tiver consciência do sentido da sua vida, que encontramos somente no encontro com Jesus".


Dom Jacinto Brito esclarece matéria publicada no site Folha de São Paulo

O arcebispo de Teresina (PI), dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, repudiou a publicação de uma matéria no site da Folha de São Paulo em que foram utilizadas, sem o seu conhecimento e sem a sua autorização, palavras "pinçadas" de uma longa entrevista concedida exclusivamente à Revista Cidade Verde.  De um contexto de 22 perguntas com longas e aprofundadas respostas, o jornalista, levianamente, extraiu de maneira sensacionalista expressões que repercutiriam de forma pejorativa e negativamente com relação à postura do arcebispo para com a Igreja Católica.

Assim, para tirar qualquer dúvida, dom Jacinto reafirma a doutrina comum da Igreja: "O Papa é infalível, quando: ex cathedra – fala de fé e moral. O Magistério Ordinário do Romano Pontífice é para ser sempre acolhido e seus ensinamentos postos em prática".

Quanto ao Celibato, declara e afirma: "O celibato é um dom do Espírito à Igreja de Cristo, que sempre será recebido por muitos homens e mulheres. A respeito da disciplina do celibato relacionada à admissão ao sacerdócio, repeti a prática da Igreja: ela nem sempre existiu como norma. O Oriente Cristão mantém a prática de padres casados e celibatários. Recentemente, o papa Bento XVI permitiu que padres anglicanos, ordenados padres católicos, continuassem com suas famílias. Em suma, o Papa pode mudar essa disciplina, quando achar conveniente, mas o dom do celibato será sempre uma riqueza para a Igreja de Cristo e sinal do Reino futuro".

É fundamental ressaltar que em ambos os casos, dom Jacinto apenas ilustrou as suas respostas com exemplos que não são afirmativas suas, mas relatos de situações vivenciadas hoje na Igreja.

Ainda na matéria, o jornalista faz afirmações falsas, declarando que o arcebispo de Teresina era ligado à Teologia da Libertação nos anos 80. "Não sou teólogo e jamais me filiei a qualquer movimento ligado à Teologia da Libertação. Meu ministério teve sempre a marca da catequese, do zelo pelas vocações sacerdotais e da ênfase na centralidade da Eucaristia".


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