terça-feira, 25 de setembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 25/09/2012

REFLEXÃO

Existem muitas pessoas que querem demonstrar-se religiosas, mostrar a todos que participam da vida da Igreja e têm amizade com o clero e até usam dos cargos e funções sociais para conseguir isso. Porém, essas pessoas querem apenas se promover, não querem nenhum compromisso com o Evangelho e com o Reino de Deus. A atitude de Jesus nos mostra quem é importante para ele: aquele que ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática, aquele que é capaz de amar, perdoar, partilhar, acolher, socorrer, consolar, compreender, ensinar, comprometer-se, doar-se, reunir, celebrar, orar, ser feliz com os que são felizes, chorar com os que choram, são empáticos, solidários, vivem o amor de Deus.
NOTÍCIAS

CNBB vai enviar mensagem ao povo sobre eleições de 2012

Tem início na manhã desta terça-feira, 25 de setembro, a reunião ordinária do Conselho Episcopal Pastoral, o Consep, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O grupo que forma o Conselho tem a presença dos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais da Conferência juntamente com a presidência da entidade. Uma mensagem sobre eleições municipais será publicada no final do encontro que tem pauta extensa, com destaque para o acompanhamento da implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil (DGAE) e o aprofundamento da leitura dos dados oferecidos pelo último Censo do IBGE no que se chamou de "mapa das religiões".

Na segunda sessão de trabalho da manhã, os bispos tiveram oportunidade de acompanhar a apresentação da análise da conjuntura política e social do momento atual vivido pelo Brasil. O processo da campanha eleitoral, inclusive, tem sido acompanhado pela CNBB por meio da campanha "Voto Consciente" realizada em todas as dioceses do Brasil com especial ênfase na valorização da escolha dos candidatos que respeitem a inspiração e as exigências da lei da Ficha Limpa. Também foi anunciado, no inicio da reunião, que a Conferência vai emitir uma nova mensagem a respeito das eleições municipais.

O arcebispo de Palmas (TO), dom Pedro Brito, fez breve relato sobre a sua visita ao Timor Leste onde esteve reunido com bispos de todas as Conferências Episcopais de países de língua portuguesa e trouxe pedidos importantes à Igreja no Brasil. Reforçou o apelo para que sejam enviados livros para os seminários e a possibilidade de continuidade de colaboração com a presença, mesmo que por breves períodos, de professores brasileiros de Teologia para apoiar a formação dos novos padres. Dom Pedro lembrou ainda que o Timor Leste é um país de grande expressão da catolicidade e isso se viu nos mais simples eventos que ele participou na companhia dos outros bispos.

O tema da Missão Continental teve amplo tempo de reflexão com um breve relato do último encontro no Chile sobre os novos desafios da continuidade da implementação das diretrizes das Conferências do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) nos últimos anos. A Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, a Justiça e a Paz pediu a autorização do Consep para transferir a 5ª Semana Social Brasileira para o os dias 2 a 5 de setembro de 2013. Os bispos aprovaram a mudança. Houve, ainda, um breve relato da Comissão que acompanha a Reforma do Código Penal.

Com a ausência de dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, a reunião do Consep conta com a participação dos seguintes bispos: Cardeal Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida (SP), presidente da CNBB; Dom José Belisário, arcebispo de São Luis (MA), vice-presidente da CNBB; Dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo auxiliar de Brasília (DF), secretário geral da CNBB; Dom Pedro Brito, arcebispo de Palmas (TO), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada; Dom Severino Clasen, bispo de Caçador (SC), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato; Dom Sérgio Braschi, bispo de Ponta Grossa (PR), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial; Dom Jacinto Bergmann, bispo de Pelotas (RS), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética; Dom Francisco Biasin, bispo de Barra do Piraí/Volta Redonda (RJ), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso; Dom Guilherme Werlang, bispo de Ipameri (GO), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz; Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura; Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família; Dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande (MS), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social; Dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande (MS), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude. Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo (SP), presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia.


Bispos debatem sobre a realidade política e social do Brasil e do mundo

Os bispos membros do Conselho Episcopal Pastoral, Consep, da CNBB acompanharam, na última parte da sessão de trabalho da manhã desta terça-feira, 25 de setembro, uma análise de conjuntura produzida sob a responsabilidade da Comissão Brasileira  Justiça e Paz, CBJP, e a assessoria de política da Conferência. Na apresentação feita pelo professor Pedro Gontijo, ganhou destaque, a menção ao discurso do papa Bento XVI no Líbano.

Pedro Gontijo considerou que "no contexto internacional atual, o amálgama de fundamentalismos cristãos e islamitas, de condenações moralizantes abrem o caminho a uma paranoia política e impedem qualquer discernimento político e espiritual que seja caminho de uma vida mais humana e justa. O discurso do papa Bento XVI no Líbano sobre os fundamentalismos interpela a consciência política de todos, não somente no Oriente Próximo ou Médio". E acrescentou: "neste contexto, a vista do papa Bento XVI foi profética. Mas pode se temer que se trata de uma voz que grita no deserto. A curto prazo, um apelo à consciência humana e religiosa livre de todo tipo de fundamentalismo parece carecer de âncora política".

Na análise também se considerou a situação econômica da Europa, as eleições norte-americanas e foram destacadas fatos e lutas significativas na América Latina: Lutas por reformas no sistema educacional no Chile, manifestações de trabalhadores no Paraguai, as lutas dos povos indígenas no Peru, FARC e governo na Colômbia, e, por fim, as repercussões da participação do presidente Jose Pepe Mujica, presidente do Uruguai, na Rio+20.

Na visão do momento atual brasileiro, a CBJP destacou o financiamento público de Campanhas Eleitorais, um passo importante para a Reforma Política e fez o seguinte registro: "a campanha do Voto Limpo promovida pelo TSE deu um passo importante porque prima pela consciência na escolha dos candidatos baseado na vida pregressa (história de vida) dos candidatos e na análise da viabilidade das propostas por eles apresentados. Ao lançar a campanha ´Voto Consciente – Eleições 2012´, a CNBB se soma ao TSE nessa tarefa de conclamar os eleitores ao cumprimento de seu direito-dever de votar bem e, assim , contribuir para o fortalecimento da democracia brasileira. Todavia, quando começam as propagandas nos rádios e TVs é perceptível a diferença entre ´candidatos´ com farto financiamento privado de campanhas e os demais".

Outro tema relevante do momento que se vive no país que recebeu realce na análise foi o do encarceramento em massa no Brasil e adverte que "iniciativas menos custosas que a prisão e mais humanas, voltadas à  criação de oportunidades, por meio do uso de alternativas à prisão,  investimento em programas de reintegração social e redução da reincidência ou mesmo em formas alternativas de solução de conflitos, como justiça restaurativa, têm sido colocadas em segundo  plano nas ações dos poderes públicos, que optaram por priorizar medidas de incapacitação e confinamento em larga escala".

Professor Pedro Gontijo também lembrou as necessidades de regulamentação de um importante instrumento que tem sido acionado pelo povo brasileiro com consistente apoio da Igreja: Projetos de Leis de Iniciativa Popular. "Apesar das intensas mobilizações os projetos de iniciativa popular são em geral adotados por um parlamentar ou por um grupo de parlamentares para viabilizar sua tramitação. Isso representa uma limitação no processo democrático brasileiro e subordina a intenção de milhões de brasileiros à tutela dos representantes do legislativo". Esse tipo de situação leva a perceber a importância do debate da 5ª Semana Social Brasileira que discute o papel do Estado e qu e tem o desafio de acolher nos seus processos esta reflexão que vem sendo construída e "pensar 'outro' Estado implica em repensar suas origens e finalidades, perguntando se correspondem aos anseios atuais da maioria da população. Em outra perspectiva cabe postular a criação do fortalecimento de núcleos de poder popular que contribuiriam para arejar e tornar mais democrático o controle Estatal. O debate proposto pela Semana Social insere junto com a reflexão sobre o Estado o pensar também a sociedade e suas diferentes forças".

E, por último, colocou-se o valor da celebração do "Dia dos Excluídos", conforme o próprio Consep já aprovou, em coincidência com a realização da 5ª. Semana Social Brasileira. "Na convergência entre as manifestações do Grito e os debates da 5ª SSB, importam menos os números do que as proposições que vão amadurecendo. Nesta perspectiva, a partir da avaliação das atividades da 18ª edição do Grito, poderíamos indicar quatro inflexões significativas, as quais vão simultaneamente criticando a forma de Estado que temos e delineando os contornos do Estado que queremos", conforme pode-se ler o texto da análise de conjuntura que foi fornecido aos bispos e que é publicado, posteriormente, no site da CNBB.

No final da sessão, antes do debate entre os bispos e com a participação dos assessores, padre Geraldo Martins, assessor político da Conferência, fez comentários acerca de vários assuntos relacionados aos processos de aprofundamento realizado no Parlamento brasileiro: Código Florestal, Código Penal, Conselho de Ética da Câmara, Publicidade infantil. Padre Geraldo ainda fez considerações sobre o itinerário percorrido até agora pela Comissão da Verdade e fez um sério depoimento a respeito da gravíssima situação da segurança pública em Goiás e no Distrito Federal.


CNBB reflete sobre respostas da Igreja aos dados mostrados no "mapa das religiões" do IBGE

Os bispos que compõem o Conselho Episcopal Pastoral, Consep, reunidos em Brasília, desde a manhã desta terça-feira, 25 de setembro, voltaram a discutir o quadro geral das religiões no Brasil apresentado pelos resultados do Censo feito pelo IBGE em 2010 e publicados em junho deste ano. Desta vez, a reflexão foi dirigida às iniciativas pastorais que devem ser tomadas ou reforçadas para responder ao fato de que caiu o número de brasileiros que se declaram membros da Igreja Católica.

Segundo o IBGE, "os resultados do Censo Demográfico 2010 mostram o crescimento da diversidade dos grupos religiosos no Brasil. A proporção de católicos seguiu a tendência de redução observada nas duas décadas anteriores, embora tenha permanecido majoritária. Em paralelo, consolidou-se o crescimento da população evangélica, que passou de 15,4% em 2000 para 22,2% em 2010. Dos que se declararam evangélicos, 60,0% eram de origem pentecostal, 18,5%, evangélicos de missão e 21,8 %, evangélicos não determinados". A pesquisa revela também "que os católicos romanos e o grupo dos sem religião são os que apresentaram percentagens mais elevadas de pessoas do sexo masculino. Os espíritas apresentaram os mais elevados indicadores de educação e de rendimentos".

Padre Thierry Linard de Guertechin, presidente do Instituto Brasileiro de desenvolvimento, IBRADES, organismo anexo da CNBB, resumiu a questão apresentada no chamado "mapa das religiões". Ele lembra que não se deve se prender ao que se têm destacado muito às duas categorias de "católicos" e "evangélicos". Há novas comunidades cristãs que cresceram. É preciso ainda considerar que cresceu também o número dos que se declaram sem religião. Padre Thierry ressaltou que o casamento tem sido um fator importante na análise da situação atual. Há um número considerável de casais com uniões consid eradas não regulares que estão fora das contas oficiais sobre os membros da Igreja. Lembrou também que há que se considerar a situação das comunidades que não têm assistência dos ministros ordenados. E não se pode esquecer que há declaração daqueles que não são praticantes.

Os bispos abriam uma conversa ampla. "É preciso considerar o resultados das pesquisas na elaboração dos planos de pastoral de nossas dioceses", disse dom Joaquim Mol, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão de Educação e Cultura da CNBB. "É preciso pensar em estruturas mais simples para nossas comunidades", continuou dom Mol e afirmou que estão fazendo em Belo Horizonte uma pesquisa, tecnicamente profissional, para se aprofundar o significado dos números. Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e Família, falou que o percentual dos não praticantes dos brasileiros que se declaram católicos torna-se, facilmente, disponível para a oferta de outras Igrejas que têm, por exemplo, o trabalho de visitar as pessoas de casa em casa com a disposição de ler a Bíblia.

"Os números mostram que a nossa catequese não é ainda suficiente", afirmou dom Jacinto Bergmann, bispo de Pelotas (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a animação bíblico-catequético. Ele considera que a formação de grupos bíblicos pode ser um sinal de esperança na evangelização. "É preciso levar a sério as pesquisas", disse o cardeal dom Claudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia. Ele diz que desde que se começou a divulgar dados sobre o número dos católicos verifica-se quedas. Considera que é importante considerar o modo como se acolhe para os sacramentos e é preciso partir da fé do povo e não colocar em dúvida a fé que as pessoas manif estam ainda que não se tenha uma exposição teologicamente elaborada. O cardeal também mencionou a importância da participação dos leigos. Sobre esse tema, o prof. Geraldo Aguiar, assessor da Comissão Episcopal Pastoral, declarou: "Acreditem nos leigos e haverá um processo de transformação da nossa Igreja".

Dom Guilherme Werlang, bispo de Ipameri (GO), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, Justiça e a Paz, destacou a importância da formação dos ministros ordenados considerando que a Eucaristia é a fonte e o horizonte da Igreja. Reforçou ainda a importância da participação dos leigos com a valorização dos leigos e a ênfase no "ir ao povo".  Nesta linha, prof. Sergio Coutinho, da Comissão do Laicato, chamou atenção para a correlação dos resultados do Censo de IBGE com os dados da pesquisa do CERIS. Houve um crescimento no número das paróquias, aumento dos números dos párocos, ampliação do quadro dos diáconos. Insistiu na importância das comunidades eclesiais de base com uma séria "desideologização" dessas expressões legítimas da vida da Igreja.

"Nós corremos o risco de fazer boas análises sem que isso reflita na pastoral considerando também o aprofundamento da realidade local", lembrou dom Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé. "Formar cristãos de verdade" é esse o grande objetivo da evangelização e isso, certamente, refletirá nos números. Dom Pedro Brito, arcebispo de Palmas (TO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os ministérios ordenados, considera importante a formação de missionários leigos nas comunidades. Dom Sergio Braschi, bispo de Ponta Grossa (PR), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária realçou a valorização dos diáconos.

Dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação destacou a iniciativa da setorização das paróquias, comunidade de comunidades, porque considera que essa urgência "puxa" todas as outras apresentadas pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora. Dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande e presidente da Comissão Episcopal Pastoral reforçou a eficácia das iniciativas da setorização das paróquias e também lembrou que a peregrinação da cruz e do ícone de Nossa Senhora está dando um recado claro por parte dos jovens: "nós estamos aqui!". No âmbito de todas essas considerações, segundo Padre Sidnei Marcos Dornelas, assessor da Missão Continental, há uma integração entre os apelos da Nova Evangelização, os apelos do CELAM e as Diretrizes Gerais da CNBB.


Arcebispo do Rio celebra missa pelos 35 anos da Pastoral das Favelas

A Favela Dona Marta, primeira comunidade a receber, em 2008, uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), foi palco da missa de ação de graças em comemoração aos 35 anos da Pastoral das Favelas. A cerimônia foi conduzida pelo arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), dom Orani Tempesta, na capela Nossa Senhora das Graças - Comunidade Santa Marta e acompanhada por aproximadamente 150 fiéis.

Ao chegar à comunidade da Zona Sul carioca, dom Orani lembrou a importância de estar junto com aqueles que moram nas favelas: "Temos que ter a preocupação para que essa parte da população possa viver com dignidade. Principalmente, nesse novo momento que vivemos por conta da pacificação das comunidades. São novos tempos, novas realidades, porém, a preocupação com as pessoas e com a vida continua. É necessário levar habitação, saúde, lazer e educação para quem mora nas favelas também, pois é um direito deles também. E o poder público tem conseguido suprir essas necessidades, seja pela parte policial, ou seja, pela parte social", disse dom Orani.

O coordenador da Pastoral das Favelas, monsenhor Luiz Antônio Lopes, lembrou que desde sua criação, em 1977, a entidade luta pelo direito das pessoas menos favorecidas. "Trabalhamos com questões sociais. Trabalhar com os pobres é um grande desafio não só para a Igreja, que sempre lutou pelos direitos da população mais pobre, mas de todos. Sonho com o dia que todos poderão viver em paz e com dignidade, em especial àqueles que moram nas comunidades".


CRB Realiza Encontro para Discutir o Enfrentamento e Erradicação do Trafico de Seres Humanos

Reunindo cerca de 23 participantes, a Conferência dos Religiosos do Brasil realizou, no sábado, dia 22 de Setembro, o Encontro Rede um Grito Pela Vida. A proposta do evento foi comemorar o Dia Mundial de Combate e Prevenção do Tráfico de Pessoas, divulgar os materiais informativos, fortalecer a Rede no Regional, Repassar o encaminhamento do 1º Nordestão da Rede e propor atividades para o Regional Nordeste 4.

O encontro aconteceu na sede da CRB em Teresina (PI), na reunião estiveram presentes as Irmãs de São José de Concórdia, Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Irmãs Filhas de Jesus, Ordem dos Frades Menores, Movimento dos trabalhadores Cristãos, CPT, Comunidade Sabrina Petrini, Missionárias Sagrado Coração de Jesus, Serviço Pastoral do Migrante, Catequistas Franciscanas, Irmãs Calvarianas e Irmãs Carlistas Scalabrinianas.

A reunião começou com uma mística e reflexão sobre o profetismo, como permanecer calado diante das injustiças provocadas pelo tráfico de pessoas e quais os desafios para combater o tráfico. Respondendo a essas questões, a  Ir, Nair – Irmã de São José, sintetizou algumas ideias discutidas.  "Ser profeta é lutar no dia a dia para  o combate, denuncia e prevenção do tráfico de seres humanos. O grande desafio hoje é discutir, tomar uma posição para refletir com esse grupo social, pois o recrutamento, transporte e transferência de pessoas acontece de forma camuflada e são vários fatores que a influência, como: economia, sociedade, educação, desemprego e entre outros", disse.

Logo após a reflexão, a irmã Calvariana, Margarida Silva, comentou sobre a memória da Rede Um Grito Pela Vida. Segundo a  religiosa o trabalho da rede 'Um Grito pela Vida', tem atuação desde 2006 e trabalha para na conscientização e na luta por políticas públicas para erradicar enfrentar e conhecer o tráfico de seres humanos.  "A rede 'Um Grito pela Vida' foi uma resposta da Vida Religiosa por meio do Papa e tem  o objetivo de sensibilizar e socializar informações sobre o Tráfico de Seres Humanos; No Piauí temos 7 representantes que tem a corresponsabilidade de  capacitar multiplicadores em toda região Nordeste, no intuito de formar, sensibilizar e  divulgar  ações  de prevenção para o enfrentamento desta realidade", enfatizou.

Ainda de acordo com a irmã Margarida Silva, a Rede Um Grito Pela Vida é ancorada em quatro eixos de combate, são eles: Trabalho escravo, Exploração sexual, Servidão domestica e venda de órgãos. "Os principais alvo do tráfico são mulheres, adolescentes e crianças em situação de vulnerabilidade social e as principais causas desse grande mal, são: Desemprego, desigualdade social, discriminação de gênero, violência domestica, turismo sexual, imigração ilegal e etc", disse.

De acordo com missionária do Sagrado Coração de Jesus, irmã Denise Alves Morra, temos que "ficar de olho", nos grandes eventos Festivos que vão acontecer no Brasil em 2013 e 2014, como Por exemplo, a JMJ – Jornada Mundial da Juventude e Copa do Mundo, pois nesse período haverá um grande recrutamento para o tráfico de pessoas. "Temos que fazer um mapeamento sobre os dados, informações que existe em relação à Copa, embora o Piauí não seja uma das sedes do evento, temos que ter atenção pois seremos rota, então temos que ter metas para a prevenção do Tráfico de Pessoas promovendo ações que sensibilize, informe, promova atividades, campanhas e entre outros.

Os participantes concluíram o Encontro desenvolvendo o novo calendário de atividades para o ano de 2013 e divulgando algumas reuniões que ainda acontecerão em 2012. Como:

Dia 27 de setembro – Em Teresina, Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus promoverá manhã de Comemoração em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas.

Dia 02 de outubro - Reunião em Picos.


Encontro da Pastoral da Educação na diocese de Petrópolis

O Congresso Regional e Diocesano da Pastoral da Educação reuniu cerca de 650 pessoas, no salão nobre da Universidade Católica de Petrópolis (RJ), no dia 23 de setembro, e teve como tema central "Educador aos pés do mestre: desafio de transformar vidas". O administrador diocesano de Petrópolis, monsenhor Paulo Daher, fez a abertura do encontro e em seguida, o bispo referência da Pastoral da Educação no Leste 1 da CNBB (Rio de Janeiro), dom Nelson Pereira, falou sobre o momento atual da educação no Brasil, onde vive diversos desafios para promover uma educação integral respondendo ao espírito humano.

O tema do encontro foi apresentado na palestra do padre Pedro Paulo e da professora Cristiane Noel, com os professores refletindo em grupo, a partir de perguntas apresentadas pela coordenação. As dioceses que participaram do encontro apresentaram vídeos e slides sobre o trabalho desenvolvido pela Pastoral da Educação e o padre André Asthine apresentou o vídeo da diocese de Petrópolis. O encontro com apresentação cultural dos alunos da Escola São Judas Tadeu de Petrópolis e da secretária de Educação de Petrópolis, Claudia Quintanilha.

Dom Nelson Pereira disse que o momento atual da sociedade é muito complicado, pois vive uma cultura que promove as drogas, vive de espetáculos e não responde aos anseios do povo. Segundo ele, um dos grandes problemas é a tentativa de tirar Deus do cenário humano. "Tirando nosso referencial que é Cristo, o que podemos propor para as futuras gerações".

Uma das preocupações do bispo é que o Poder Público trabalha com uma escola que vem perdendo o censo do todo e ficando apenas com partes e não com a educação integral da criança e do jovem. Para dom Nelson não é possível ter uma educação que responda aos apelos do mercado e não ao espírito humano. "Precisamos nos debruçar sobre o conceito de uma educação integral ou não seremos capazes de responder aos apelos".

Padre Pedro Paulo explicou que ao olhar para a realidade atual se constata que da parte do aluno há um desinteresse total e da parte dos professores, apesar do interesse em ensinar, diante das dificuldades encontradas, acaba por trabalhar apenas pela obrigação em ensinar. "Este é o grande desafio de nossos tempos na educação, mudar esta realidade, pois é um problema de vida e para superar esta dificuldade o professor precisa se colocar como discípulo".

A coordenadora do ensino religioso, Cristiane Noel disse que para mudar a realidade, o professor precisa seguir a pedagogia do encontro, aproximando-se do aluno, seguindo o exemplo de Cristo. "O educar precisa ter coerência entre o que fala, pensa e vive e somente terá isto quando tiver consciência do sentido da sua vida, que encontramos somente no encontro com Jesus".


Dom Jacinto Brito esclarece matéria publicada no site Folha de São Paulo

O arcebispo de Teresina (PI), dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, repudiou a publicação de uma matéria no site da Folha de São Paulo em que foram utilizadas, sem o seu conhecimento e sem a sua autorização, palavras "pinçadas" de uma longa entrevista concedida exclusivamente à Revista Cidade Verde.  De um contexto de 22 perguntas com longas e aprofundadas respostas, o jornalista, levianamente, extraiu de maneira sensacionalista expressões que repercutiriam de forma pejorativa e negativamente com relação à postura do arcebispo para com a Igreja Católica.

Assim, para tirar qualquer dúvida, dom Jacinto reafirma a doutrina comum da Igreja: "O Papa é infalível, quando: ex cathedra – fala de fé e moral. O Magistério Ordinário do Romano Pontífice é para ser sempre acolhido e seus ensinamentos postos em prática".

Quanto ao Celibato, declara e afirma: "O celibato é um dom do Espírito à Igreja de Cristo, que sempre será recebido por muitos homens e mulheres. A respeito da disciplina do celibato relacionada à admissão ao sacerdócio, repeti a prática da Igreja: ela nem sempre existiu como norma. O Oriente Cristão mantém a prática de padres casados e celibatários. Recentemente, o papa Bento XVI permitiu que padres anglicanos, ordenados padres católicos, continuassem com suas famílias. Em suma, o Papa pode mudar essa disciplina, quando achar conveniente, mas o dom do celibato será sempre uma riqueza para a Igreja de Cristo e sinal do Reino futuro".

É fundamental ressaltar que em ambos os casos, dom Jacinto apenas ilustrou as suas respostas com exemplos que não são afirmativas suas, mas relatos de situações vivenciadas hoje na Igreja.

Ainda na matéria, o jornalista faz afirmações falsas, declarando que o arcebispo de Teresina era ligado à Teologia da Libertação nos anos 80. "Não sou teólogo e jamais me filiei a qualquer movimento ligado à Teologia da Libertação. Meu ministério teve sempre a marca da catequese, do zelo pelas vocações sacerdotais e da ênfase na centralidade da Eucaristia".


Assessoria de Imprensa da CNBB
SE/Sul Quadra 801 Conjunto B
E-mail: imprensa@cnbb.org.br
Site: http://www.cnbb.org.br
Tel.: (61) 2103-8313
Fax: (61) 2103-8303

Nenhum comentário: