sexta-feira, 29 de junho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 29/06/2012

REFLEXÃO

O Evangelho de hoje nos mostra coisas muito interessantes. Inicialmente, Jesus desce do monte, o que nos mostra que devemos subir ao monte para conversar sobre coisas importantes, mas não podemos ficar lá para sempre, precisamos descer. As multidões o seguiam, porque o discurso do Evangelho convence, faz com que as pessoas dêem sua adesão a Jesus e à causa do Reino. Por fim, nos mostra que as verdades refletidas sobre o monte devem ser vividas, pois Jesus faz isso, vendo a necessidade de quem dele se aproxima e fazendo o que está ao seu alcance para que o mal seja vencido e todas as pessoas possam ter uma vida digna de filhos e filhas de Deus.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Emílio Pignoli, Bispo Emérito de Campo Limpo - SP
  • Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, Bispo Emérito de Guarulhos - SP
  • Dom Diógenes Silva Matthes, Bispo Emérito de Franca - SP
  • Dom Salvador Paruzzo, Bispo de Ourinhos - SP
  • Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, OPraem, Arcebispo de Pouso Alegre - MG
  • Dom Aloísio Roque Oppermann, SCJ, Arcebispo Emérito de Uberaba - MG
  • Dom José Martins da Silva, SDN, Arcebispo Emérito de Porto Velho - RO
  • Cardeal Geraldo Majella Agnelo, Arcebispo Emérito de São Salvador da Bahia - BA
  • Dom Bernardino Marchió, Bispo de Caruaru - PE
  • Dom Valério Breda, SDB, Bispo de Penedo - AL
  • Dom José González Alonso, Bispo de Cajazeiras - PB
  • Dom Geraldo Nascimento, OFMCap, Bispo Auxiliar Emérito de Fortaleza - CE
  • Dom Ricardo Pedro Paglia, MSC, Bispo de Pinheiro - MA
  • Dom Carlo Ellena, Bispo de Zé Doca - MA
  • Dom Paulo Roberto Beloto, Bispo de Formosa - GO
  • Dom Moacyr Grechi, OSM, Arcebispo Emérito de Porto Velho - RO
  • Dom Antonino Migliore, Bispo de Coxim - MS
  • Dom Alberto Johannes Först, OCarm, Bispo Emérito de Dourados - MS
  • Dom Giovanni Zerbini, SDB, Bispo Emérito de Guarapuava - PR
  • Dom Armando Cirio, OSJ, Arcebispo Emérito de Cascavel - PR
  • Dom Domingos Gabriel Wisniewski, CM, Bispo Emérito de Apucarana - PR
  • Dom José Maria Maimone, SAC, Bispo Emérito de Umuarama - PR
  • Dom José Jovêncio Balestieri, SDB, Bispo Emérito de Rio do Sul - SC

Ordenação Episcopal

  • Dom Rafael Llano Cifuentes, Bispo Emérito de Nova Friburgo - RJ
  • Dom Bernardino Marchió, Bispo de Caruaru - PE
  • Dom José Vieira de Lima, TOR, Bispo Emérito de São Luiz de Cáceres - MT
  • Dom José Maria Maimone, SAC, Bispo Emérito de Umuarama - PR
NOTÍCIAS

Militares realizam Romaria ao Santuário goiano de Trindade

A 6ª Romaria da Brigada de Operações Especiais do Exército Brasileiro acontece nesta sexta-feira, dia 29, com a tradicional caminhada de Goiânia (GO) a Trindade (GO). Cerca de 300 pessoas, dentre elas, os militares e também seus familiares e amigos, já confirmaram presença no trajeto de 18 quilômetros da Rodovia dos Romeiros. A saída está prevista para as 6h, do trevo de Goiânia. Após o percurso eles participarão da Santa Missa no Santuário Basílica, às 10h.

Há seis anos, a caminhada foi uma iniciativa do general da Brigada de Operações especiais (BdaOpEsp) do estado de Goiás, Antônio Marcos Moreira Santos, e surgiu, como parte das comemorações do cinquentenário das Operações Especiais no Brasil. Segundo o oficial de comunicação social da BdaOpEsp, capitão José Glauber Domingos, devido à boa aceitação da sociedade foi possível dar continuidade à atividade.

Capitão Glauber explica ainda que este é um momento de aproximação dos militares com a comunidade. "O Exército Brasileiro é uma instituição nacional permanente e é integrado à sociedade em todos os aspectos. Em Goiânia, os militares católicos também partilham da religiosidade de nossa região e, por isso, realizamos a caminhada, como forma de estarmos ainda mais próximos da comunidade local", diz.

A solenidade contará com a presença do Comandante da Brigada de Operações Especiais, general Marco Antônio Freire, e do arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom Washington Cruz, que presidirá a Santa Missa.

 

História da Devoção ao Divino Pai Eterno

 

A devoção ao Divino Pai Eterno em Trindade-GO completa 172 anos. A história narra que, por volta de 1840, o casal Constantino e Ana Rosa Xavier encontrou, enquanto trabalhava na lavoura, um medalhão de barro de aproximadamente 8 cm com a estampa da Santíssima Trindade coroando Nossa Senhora. Beijaram a imagem, levaram-na para casa e a notícia rapidamente se espalhou juntamente com a sucessão de milagres. Começou-se então a comemoração festiva com a novena que culmina sempre no dia da Grande Festa, no primeiro domingo do mês de julho.

 

 

Confira a programação oficial da Festa do Divino Pai Eterno, em Trindade, neste ano de 2012:

 

PROGRAMAÇÃO DIÁRIA

 

5h 00– Alvorada festiva na Matriz e no Santuário Basílica 5h30 – Procissão da Penitência da Matriz ao Santuário Basílica

 

 

Na Matriz

Missas: 7h30 – 11h – 16h– 18h30 Novenas: 9h – 14h

 

No Santuário Basílica

Missas: 6h – 7h – 12h – 17h30 – 19h Novenas: 8h30 – 15h

Novena Solene: 20h

Confissões

No Santuário Basílica e Matriz das 6h às 21h

 

Batizados

Na Matriz às 10h

 

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

 

 

 

Dia 29 de junho - sexta-feira

10h – Missa com Romaria dos Militares – Santuário Basílica

17h30 – Missa com os Cavaleiros e Muladeiros – Santuário Basílica

Dia 30 de junho – sábado 12h – Missa dos Foliões- Santuário Basílica

14h – Encontro dos Carreiros – Salão Paroquial 17h30 – Missa dos Carreiros – Praça do Santuário Basílica

 

Missas na Madrugada:

Madrugadas de 23 e 24 de junho e de 29 de junho a 01 de julho Santuário Basílica: 0h– 2h – 4h

 

 

DIA DA FESTA – 01 DE JULHO – DOMINGO

 

 

5h – ALVORADA FESTIVA com fogos e sinos 5h30 – Procissão da Penitência 6h – Santa Missa na Praça do Santuário Basílica 8h – MISSA SOLENE DA FESTA 16h30 – PROCISSÃO LUMINOSA DE ENCERRAMENTO, saindo da Matriz até a Praça do Santuário Basílica (levar velas).

 

Missas durante o dia: Matriz: 06h30 – 11h – 12h30 – 14h Santuário Basílica: 10h30 – 12h – 13h30 – 15h

 

Dia 02 de julho - segunda-feira

05h – Toque de despertar

 

Missas durante o dia:

5h30 – 7h – 10h – 19h30 - Santuário Basílica

6h30 – 9h – 19h  - Matriz


IBGE divulga dados, CERIS mostra "Igreja viva"

De acordo com o Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os católicos permanecem sendo maioria, embora haja uma maior diversidade religiosa da população brasileira. Os dados mostram que 64,6% da população professa a fé católica, havendo 72,2% de presença neste credo no Nordeste, 70,1% no Sul e 60,6% no Norte do país. A proporção de católicos foi maior entre as pessoas com mais de 40 anos, chegando a 75,2% no grupo com 80 anos ou mais. A análise mostra que outros 22,2% da população são compostos por evangélicos, 8% por pessoas que se declaram sem religião, 3% por outros credos e 2% por espíritas. CERIS mostra "Igreja Viva" O Censo Anual de 2010 realizado pelo Centro de Estatística e Investigações Sociais (CERIS) — entidade brasileira de pesquisa religiosa fundada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) — revelou uma "Igreja Viva". É o que afirma a análise sociológica da evolução numérica da presença da Igreja no Brasil, feita pelo sociólogo Padre José Carlos Pereira, que também é colaborador do CERIS: De acordo com o sociólogo, os dados apontam para o aumento do número de paróquias e para a criação de novas dioceses, mostrando uma Igreja em constante crescimento: "Os teóricos da secularização dizem que a religião está fadada ao fracasso, mas o que vemos é o contrário, pois à medida que surge a necessidade da criação de mais paróquias e estas de serem setorizadas, ampliando, assim, o seu alcance, supõe-se que os resultados são de uma maior adesão religiosa, inclusive de pessoas afastadas", especifica o texto. O centro de estatísticas também apontou um crescimento considerável em relação às vocações sacerdotais e religiosas, confirmando no Brasil a tendência do aumento do número de sacerdotes diocesanos e religiosos no mundo — conforme divulgou o Setor Estatístico do Vaticano, na semana passada, ao afirmar que o número passou de 405 mil para 413 mil. "O quadro geral mostra uma vitalidade da religião católica, por meio de um borbulhar de novas modalidades, ou novas formas de viver a fé católica, por meio das novas comunidades, novos movimentos eclesiais e da volta às origens dos ideais das primeiras comunidades cristãs, que tem refletido outro quadro estatístico, que é da evolução do número de presbíteros entre os anos de 1970 e 2010, conforme vemos na atual planilha do CERIS.Isso indica um retorno ao catolicismo dos afastados, mas também uma identificação maior daqueles que já praticavam o catolicismo, mas não se sentiam muito firmes, identificados com a doutrina católica. Sendo assim, por mais que se diga que houve aumento no número dos que se dizem sem religião, ou que cresceu o interesse e as adesões a novos grupos religiosos e a novas igrejas, a Igreja Católica se revela ainda mais estruturada e em franca expansão, com seus empreendimentos missionários como, por exemplo, os que foram propostos pela Missão Continental", destaca a redação da análise. Alguns números da pesquisa Paróquias

Os dados revelam um crescimento vertiginoso no número de paróquias entre os anos de 1994 a 2010, em diversos Regionais da CNBB, com destaque para os regionais Leste 2 (de 1.263 para 1.722) e Sul 1 (de 1.651 para 2.431) , que correspondem ao Estado de Minas Gerais e Espírito Santo (Regional Leste 2) e ao Estado de São Paulo (Regional Sul 1), que são os dois maiores Regionais em número de paróquias e de contingente populacional. Padres

 

Em 2000 eram 16.772 padres. Em 2010 chegou a 22.119 padres. A distribuição de padres por habitantes é outro fator levantado pela pesquisa. Em 2000 havia pouco mais de 169 milhões de habitantes e para cada sacerdote eram 10.123,97 habitantes. Dez anos depois havia aproximadamente 190 milhões de habitantes e cada padre teria o número de 8.624,97 habitantes. A concentração do clero por regiões brasileiras, segundo a pesquisa do CERIS, mostrou que havia uma concentração maior na região sudeste em detrimento das outras regiões. Do total de padres no país a região sudeste concentrava quase metade dos sacerdotes, com 45%. O sul ficava com um quarto da população de padres, 25%, o nordeste 16%, o centro-oeste apenas 9%. Já o norte seria a região com menos padres, apenas 3%.

 


Acolhida em Salvador

No sábado, 30 de junho, a Arquidiocese de Salvador acolhe o novo Bispo Auxiliar Dom Giovanni Crippa, IMC, com uma Missa solene na Catedral Basílica (Terreiro de Jesus), às 10h. A celebração será presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, scj, e contará com a presença de padres, religiosos e leigos de Salvador e da Arquidiocese de Feira de Santana. Logo no início da cerimônia serão dadas as boas-vindas ao novo bispo, seguida da leitura da Bula Papal de nomeação do bispo. No final da cerimônia, Dom Giovanni fala aos fiéis.

Ordenado em 13 de maio, com uma missa solene realizada na Igreja de Santo Antônio, Capuchinhos, na cidade de Feira de Santana, Dom Giovanni afirma que está disposto a trabalhar e a aprender. "Estou ansioso para começar essa nova etapa da minha vida e, ao mesmo tempo, confiante. Vejo isso como um chamado de Deus. Se Deus me chama para um serviço, eu vou com toda a minha alegria e entusiasmo", afirma o Bispo.

O pastoreio – Com o lema episcopal Para edificar o Corpo de Cristo (Ef 4, 12), Dom Giovanni foi nomeado Bispo Auxiliar de Salvador pelo Papa Bento XVI em 21 de março deste ano. Nascido em Milão, na Itália, no dia 6 de outubro de 1958, Dom Giovanni  emitiu os primeiros votos no Instituto Missões Consolata em 1981 e foi ordenado presbítero no dia 14 de setembro de 1985. Já em 1996, doutorou-se em História da Igreja na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma. Viveu os primeiros anos de seu sacerdócio na Itália, onde foi animador missionário e vocacional (Turim), professor na Faculdade de Missiologia da Pontifícia Universidade Urbaniana (Roma) e membro da Equipe de Coordenação do Departamento Histórico do Instituto Missões Consolata.

No ano de 2001 veio para o Brasil e sempre trabalhou na Arquidiocese de Feira de Santana, onde foi vigário Paroquial da Paróquia Santíssima Trindade (2001 – 2003) e, a partir de 2004, pároco dessa mesma Paróquia. Foi, ainda, diretor Espiritual no Seminário Arquidiocesano Sant'Ana Mestra, professor na Faculdade Católica, membro do Conselho Presbiteral da Arquidiocese, conselheiro Provincial de sua Congregação e conselheiro Espiritual das Equipes de Nossa Senhora.


Arcebispos brasileiros recebem pálio de Bento XII

Na manhã do dia 29, na Basílica de São Pedro, em Roma, sete arcebispos brasileiros receberam pela imposição do Papa Bento XVI o Pálio, símbolo de comunhão dos Metropolitas com o Sumo Pontífice. Cada arcebispo proferiu um juramento no qual se comprometeu a ser "sempre fiel e obediente" à Igreja Católica, ao Papa e aos seus sucessores.

Ao todo 44 arcebispos receberão o pálio, uma insígnia litúrgica de "honra e jurisdição" da Igreja Católica. Dentre eles, estão os seguintes brasileiros: dom Wilson Tadeu Jonck S.C.I., de Florianópolis (SC); dom Jose Francisco Rezende Dias, de Niterói (RJ); dom Esmeraldo Barreto de Farias, de Porto Velho (RO); dom Airton Jose dos Santos, de Campinas (SP); dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, de Teresina (PI); dom Paulo Mendes Peixoto, de Uberaba (MG); dom Jaime Vieira Rocha, de Natal (RN).

Na cerimônia, Bento XVI afirmou que as falhas humanas estão na origem do "drama da história do próprio papado" e que a Igreja Católica é mais forte do que "as forças do mal".

"O papado constitui o fundamento da Igreja peregrina no tempo, mas ao longo dos séculos assoma também a fraqueza dos homens, que só a abertura à ação de Deus pode transformar", disse, na homilia da celebração.

Dom Filippo Santoro, que foi bispo de Petrópolis no Brasil e é atualmente arcebispo de Taranto, Itália, foi um dos agraciados pelo título e descreveu a respeito da emoção sentida durante a cerimônia. "Receber o Pálio representa uma grande responsabilidade e uma grande alegria, porque o Papa, chamando-me aqui de volta à Itália depois de 27 anos de Brasil, me dá esta função de arcebispo da arquidiocese de Taranto e uma responsabilidade muito grande. O arcebispo metropolita, recebendo o Pálio, tem um vínculo mais estreito com o Santo Padre: um vínculo de fidelidade ao sucessor de São Pedro, um vínculo de viver a fé de maneira mais radical e profunda, como São Pedro viveu dando a vida por Cristo, e organizar a vida pastoral segundo a orientação do Papa, em comunhão com os bispos na Itália e no mundo", afirmou.

O arcebispo de Niterói (RJ), dom José Francisco Rezende Dias, expressou seu sentimento de gratidão pela escolha de Bento XII. "É sempre emocionante encontrar o Santo Padre, mas a emoção é marcada também pela alegria e a gratidão pela escolha e a confiança que ele depositou em mim para que pudesse ser o arcebispo de Niterói. É um momento feliz e trago também no coração toda a Igreja arquidiocesana de Niterói em um sinal de comunhão com o sucessor de Pedro, o Papa Bento XVI, além da alegria e do compromisso de procurar sempre trabalhar em união e servir o povo nesta disposição de fidelidade, obediência e responsabilidade diante de todo o trabalho pastoral que me é confiado", declarou.


A Diocese de Rubiataba-Mozarlândia realizou o III Encontro de Formação para Párocos, Vigários Paroquiais e Secretarias Paroquiais

Realizado em Mozarlândia (GO), o III Encontro de Formação para Párocos, Vigários e Secretárias Paroquias com a participação de todas as secretárias contou de mais da metade do clero diocesano que atuam nas 14 paróquias da Diocese de Rubiataba-Mozarlândia. A reunião aconteceu nos dias  25 e 26 de junho último.

Os temas abordados no encontro foram: Atendimento no escritório paroquial; A Contabilidade Gerencial como ferramenta de maximização de resultado à luz do estatuto do Conselho  Econômico Paroquial;  Processos, anotações, livros e arquivos paroquiais;  Escritório Paroquial e Pastoral Sacramental. Ministraram o conteúdo do encontro o Bispo Diocesano, dom Adair José Guimarães; o Vigário Geral, monsenhor Vanildo Fernandes da Mota; a Chanceler da Cúria, Ir. Maria da Conceição Cunha e a Contadora da Diocese, Maria José Veloso.

Desde 2009, quando iniciou o processo de formação na Diocese, é possível notar uma permanente ascendência na qualidade do atendimento paroquial, aumento da devolução do dízimo da parte do povo e melhor conservação dos arquivos. Diversas paróquias estão investindo na melhoria da estrutura de atendimento através da construção de escritórios paroquiais adequados e confortáveis. Melhorar o atendimento, a gestão e incrementar maior organização dos serviços paroquiais é o objetivo deste trabalho de comprovada eficácia.


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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 28/06/2012

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Nelson Westrupp, SCJ, Bispo de Santo André - SP
  • Dom João Carlos Petrini, Bispo de Camaçari - BA
  • Dom Jorge Scarso, OFMCap, Bispo Emérito de Patos de Minas - MG
NOTÍCIAS

Parlamentares participam de missa na CNBB

Nesta quinta feira, 28, foi celebrada na capela de Nossa Senhora Aparecida, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) uma missa dedicada aos parlamentares do Brasil. A celebração foi presidida pelo assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, padre Rafael Fornasier, e contou com a presença de deputados e senadores de diversos partidos.

A missa foi a última antes do recesso parlamentar, o que proporcionou a oportunidade de cada participante elevar a Deus ação de graças pelos trabalhos realizados no parlamento durante todo o semestre.

A celebração é organizada pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) e pela assessoria de política da CNBB. É celebrada tradicionalmente sempre na terceira quinta-feira de cada mês, às 8h.

Deputados, senadores, assessores parlamentares e familiares sempre participam da missa, e de uma pequena confraternização que ocorre após a celebração.


CNBB assina Carta das Religiões sobre cuidado da Terra

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é signatária de uma Carta das Religiões sobre o cuidado da Terra. O documento  foi elaborado e aprovado por iniciativa da Comisssão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso no espaço da Coalizão Ecumênica Interreligiosa "Religiões por Direitos" durante a Cúpula dos Povos na Rio + 20.

Leia a Carta na íntegra:

CARTA DAS RELIGIÕES E O CUIDADO DA TERRA

No Espaço da Coalizão Ecumênica e Inter-religiosa "Religiões por Direitos", no quadro da Cúpula dos Povos na Rio+20 para a Justiça Social e Ambiental, contra a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns, os líderes religiosos do Brasil signatários, por iniciativa da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de Religiões pela Paz, reuniram-se para debater a relação entre as religiões e as questões ambientais.   Como resultado do diálogo, concordou-se que a agenda das religiões na atualidade não deve desconsiderar a agenda do cotidiano da vida das pessoas na sociedade e das exigências da justiça ambiental.

A agenda das religiões deve incluir os elementos que traçam os projetos do ser humano na busca de realização da sua existência e afirmar compromissos efetivos com a defesa da vida no planeta.  Religiões, sociedade e meio ambiente não são realidades distanciadas, mas estreitamente correlatas.  As tradições religiosas contribuem para a ampliação da consciência dos seus seguidores sobre os valores fundamentais da vida, pessoal, social e ambiental, orientando para a convivência pacífica e respeitosa entre os povos, culturas e credos, e destes com toda a criação.

Assim, é fundamental na agenda das tradições religiosas hoje:

a)      Apresentar ao mundo o sentido da existência humana.  A humanidade vive momentos de pessimismo, com sensação de fracasso e desânimo, sobretudo nas situações e ambientes de crises econômicas, de injustiças, de violência e de guerras.

Comprometemo-nos em fazer com que as nossas tradições religiosas afirmem de modo concreto o valor da vida de cada pessoa, independente da sua condição social, religiosa, cultural, étnica e de gênero, ajudando-as na superação dos problemas que lhes afligem no cotidiano, sejam eles de caráter sócio-econômico-cultural e político, sejam eles de caráter pisíquico-espiritual.

b)      Afirmar juntos o valor sagrado da vida, sobretudo do ser humano, considerando as diferenças nas formas de compreensão e de explicitação desse valor.

Comprometemo-nos em promover um efetivo respeito pela dignidade da pessoa e dos seus direitos acima de interesses econômicos, culturais, políticos e religiosos.  Afirmamos que crer em um Ser Criador implica em desenvolver uma espiritualidade que tenha compromisso com a promoção e defesa da vida human, pois o ser humano é a razão do serviço religioso que nossas tradições de fé oferecem ao mundo.

c)      Promover a educação e a prática do respeito mútuo, do diálogo, da convivência pacífica e da cooperação entre as diferenças, fundamental no mundo plural em que vivemos.

Assumimos o compromisso de trabalhar para a convergência dos diferentes paradigmas culturais e religiosos dos povos, como uma possibilidade para melhor entendermos o mundo dentro de suas inter-relações e a convivência entre todos os seres humanos.

d)      Explicitar mais e melhor o que já possuímos em comum.  Nossas tradições já condividem valores religiosos, como a fé em um Ser Criador, o cultivo da relação com Ele, a compreensão da origem e do fim de cada pessoa.

Comprometemo-nos a partilhar as riquezas que possuímos para fortalecer as relações inter-religiosas que possibilitam a cooperação entre os credos na solução dos problemas que afligem o nosso país e o mundo em que vivemos.

e)      Discernir juntos os valores que constroem a paz no mundo.  Sabemos que a paz não é simples ausência da guerra, mas é fruto da justiça e da prática da caridade.

Comprometemo-nos na promoção da convivência pacífica entre os povos e o desenvolvimento do sentido da fraternidade e da solidariedade universal, superando todo fundamentalismo e exclusivismo, bem como o consumismo irresponsável que causam conflitos entre as pessoas e os povos.

f)       Viver a compaixão para com os mais necessitados, empobrecidos e excluídos da sociedade.

Assumimos realizar juntos projetos sociais que fortalecem a solidariedade nas comunidades religiosas e na família humana.

g)      Promover o valor e o cuidado da criação. Tomamos conhecimento das ameaças à vida do planeta, conseqüências dos interesses econômicos que constroem uma cultura utilitarista e consumista na sociedade em que vivemos.

Comprometemo-nos com o desenvolvimento de uma nova ética na relação com o meio ambiente, capaz de orientar novas atitudes defensoras de todas as formas de vida, sustentadas em políticas públicas de justiça ambiental e numa mística/espiritualidade que explicite a gratuidade e o dom da vida na criação.

h)      Contribuir efetivamente para com as iniciativas ligadas à construção e promoção da cidadania.

Comprometemo-nos na qualificação de uma vivência religiosa dos membros de nossas tradições que favoreça o convívio social dos credos, a afirmação da tolerância e da liberdade religiosa.

i)        Solicitar à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20 reconhecer que os imperativos morais de todas as religiões, convicções e crenças exigem o cuidado da Terra, e que a cooperação inter-religiosa é uma dimensão imprescindível para alcançarmos o desenvolvimento sustentável de toda a humanidade.

Enfim, propomos-nos a desenvolver novos comportamentos, com prevalência da ética da tolerância, da liberdade, do respeito, da dignidade, da convivência da diversidade cultural e religiosa, dos direitos humanos.  São elementos de uma ética mínima que  devemos afirmar tanto a partir de uma consciência ética secular, como da consciência das convicções religiosas que possuímos.

Rio de Janeiro, 19 de junho de 2012

Exmo. e Revmo. Dom Francisco Biasin

Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso daConferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Rev. Pe. Peter Hughes

Secretário Executivo do Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM)

Revmo. Dom Francisco de Assis da Silva

Primeiro Vice-presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC)

Rev. Dr. Walter Altmann

Moderador do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI)

Rev. Nilton Giese

Secretário Geral do Conselho Latino-americano de Igrejas ( CLAI)

Rabino Sergio Margulies

Representante da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ)

Sami Armed Isbelle

Diretor do Departamento Educacional e de Divulgação da Sociedade Beneficente Mulçumana do Rio de Janeiro (SBMRJ)

Ialorixá Laura Teixeira

Coordenadora Estadual do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileiras - Rio de Janeiro (INTECAB)

Irmã Jayam Kirpalani

Direitora Européia da Universidade Espiritual Mundial Brahma Kumaris

Elias Szczytnicki

Secretário Geral e Diretor Regional de Religiões pela Paz América Latina e o Caribe


Papa reconhece milagre de Nhá Chica e abre caminho para a beatificação

A cidade de Baependi (MG) acordou com um telefonema muito especial na manhã desta quinta-feira: era o postulador da causa de beatificação da Venerável Nhá Chica, Paolo Villotta. Da Itália, ele avisava que o Papa havia autorizado a promulgação do decreto que reconhece o milagre recebido por Ana Lúcia Meirelles por intercessão de Nhá Chica e a certeza de que a mineira de São João del Rei em breve será proclamada Beata.

Em entrevista à Rádio Vaticano, irmã Gertudres das Candeias, vice-diretora da Associação Beneficente Nhá Chica, descreveu o momento logo após receber a notícia:

"Eu estava fora de casa, hoje pela manhã, e as pessoas na rua começaram a me abraçar. Eu escutava foguetes, sinos. Quando eu cheguei em casa me disseram que foi um telefonema do postulador e a Igreja já estava cheia de gente. Então, nós começamos a agradecer, a rezar, a chorar, todos juntos na mesma alegria e emoção".

Ana Lúcia Meirelles estava duplamente feliz já que a notícia do reconhecimento do seu milagre aconteceu justamente no dia de seu aniversário, comemorado dia 28 de junho.

"É uma emoção muito grande já que tudo isso acontece no dia do meu aniversário, mas principalmente pela nossa santa. Para mim, no meu coração, ela sempre foi santa".

O Milagre

"Eu estava péssima, com hipertensão pulmonar. Tive uma isquemia na vista que me impossibilitou enxergar por alguns momentos. Uma isquemia transitória. Era um defeito congênito no coração que eu teria que operar por causa da hipertensão pulmonar e por causa do sangue que passava errado pelo coração. Então, a cirurgia foi marcada mas três dias antes eu tive febre e acabei não fazendo. Isso tudo, sob a proteção de Nhá Chica. Passados sete dias eu notei que eu só melhorava. Seis meses depois, por pressão dos médicos, eu voltei a fazer os exames pré-operatórios. E qual não foi minha alegria ao constatarem por um exame transesofágico que eu estava curada, sem hipertensão pulmonar e que já não havia mais aquela passagem de sangue que causava a hipertensão. Estou aqui há 17 anos, completamente curada, sem problema nenhum. Tudo isso sob a bênção da minha santa Nhá Chica".

Bento XVI autoriza publicação de novos decretos da Congregação das Causas dos Santos

O papa recebeu em audiência privada, nesta quinta-feira, o prefeito da Congregação das Causa dos Santos, cardeal Angelo Amato. Durante o encontro, Bento XVI autorizou a Congregação a promulgar 18 decretos.

Além do reconhecimento do milagre de Nhá Chica, também foi reconhecido o milagre do venerável Luca Passi, fundador da Congregação das Irmãs Mestres de Santa Doroteia. Em breve, as datas das beatificações de ambos devem ser divulgadas.

Martírios

O papa reconheceu os seguintes martírios:

- Dos servos de Deus Emanuele Borras Ferre, bispo auxiliar de Tarragona e Agapito Modesto, do Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs e 145 companheiros mortos por motivo de ódio à Fé, na Espanha, entre 1936 e 1939.

- Do servo de Deus Giuseppe Puglisi, sacerdote diocesano, nascido em Palermo (Itália) e morto, por motivo de ódio à Fé, em 1993.

- Do servo de Deus Ermenegildo da Assunção e cinco companheiros da Ordem da Santíssima Trindade mortos por motivo de ódio à Fé, em 1936 na Espanha.

- Da serva de Deus Vitória de Jesus, religiosa do Instituto Pio Calasanziano da Divina Pastora, morta em 1937, na Espanha, por motivo de ódio à Fé.

- Do servo de Deus Devasahayam Pillai, leigo indiano morto por motivo de ódio à Fé em 1752.

Virtudes Heróicas

O papa reconheceu ainda as seguintes virtudes heróicas:

- Do servo de Deus Sisto Riario Sforza, arcebispo de Nápoles, cardeal da Santa Romana Igreja, morto em 29 de setembro de 1877.

- Do servo de Deus Fulton Sheen, arcebispo de Newport (EUA) morto em Nova Iorque em 1979.

- Do servo de Deus Álvaro del Portillo y Diez de Sollano, bispo de Vita e Prelado da Prelatura Pessoal da Santa Cruz e da Opus Dei, nascido em Madri e morto em Roma em 1994.

- Do servo de Deus Ludovico Tijssen, sacerdote diocesano, holândes, morto em Sittard (Holanda) em 1929.

- Do venerável servo de Deus Cristóvão de Santa Catarina, sacerdote, fundados da Congregação e o Hospital Jesus de Nazaré de Córdoba, morto na mesma cidade em 1690.

- Da serva de Deus Maria do Sagrado Coração (Maria Giuseppa Fitzbach), viúva, fundadora das Servas do Coração Imaculado de Maria, chamadas Irmãs do Bom Pastor de Québec, morta no Canadá em 1885.

- Da serva de Deus Maria Agelina Teresa, fundadora da Congregação das Irmãs Carmelitanas para os idosos e enfermos, nascida na Irlanda do Norte e morta nos EUA em 1984.

- Da serva de Deus Maria Margherita (Adelaide Bogner). Monja professa da Ordem das Visitações, nascida e morta na Hungria em 1933.

- Da serva de Deus Ferdinanda Riva, irmã professa do Instituto das Filhas da Caridade, nascida na Itália e morta na Índia em 1956.

Em 10 de maio, Bento XVI havia autorizado a Congregação das Causas dos Santos a promulgar o Decreto sobre o martírio do Servo de Deus Giovanni Huguet y Cardona, Sacerdote Diocesano, nascido na Espanha e morto, por motivo de ódio à Fé, na Espanha em 1936.


Arcebispos brasileiros recebem pálio nesta sexta-feira

A Santa Sé anunciou hoje, através de uma nota da Sala de Imprensa, uma explicação de como se dará a imposição do pálio aos arcebispos metropolitanos, que se realiza anualmente no dia 29 de junho, Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo. Na lista dos que receberão o pálio, nesta sexta-feira, estão 7 arcebispos brasileiros e Dom Filippo Santoro, que foi bispo de Petrópolis no Brasil e é atualmente Arcebispo de Taranto, Itália. "O rito vai permanecer substancialmente o mesmo", diz a nota, "porém este ano, seguindo uma lógica de desenvolvimento na continuidade, foi decidido simplesmente mover de lugar o próprio rito, que agora será realizado antes da celebração eucarística". A modificação foi aprovada pelo Santo Padre pelos seguintes motivos:"1. Para tornar o rito mais curto. A lista dos novos arcebispos metropolitanos será lida imediatamente antes da abertura da procissão da entrada e o canto de "Tu es Petrus " não fará parte da celebração. O rito do Pálio terá lugar logo que o Santo Padre chegar ao altar.2. Para garantir que a celebração eucarística não seja "interrompida" por um rito de um tempo relativamente longo (o número de arcebispos metropolitanos agora é de cerca de 45 por ano), o que poderia tornar a participação atenta e enfocada na Missa mais difícil.3. Para fazer o rito de imposição do pálio mais de acordo ao "Cerimoniale Episcoporum", e para evitar a possibilidade de que, sendo após a homilia (como aconteceu no passado), possa ser interpretado como um rito Sacramental. Na verdade, os ritos que ocorrem durante uma celebração eucarística após a homilia, são normalmente ritos sacramentais: o Batismo, a Confirmação, a Ordem, o Matrimônio e a Unção dos Enfermos. A imposição do pálio, por outro lado, não é de natureza sacramental".Entre os 44 arcebispos que receberão o pálio em Roma, estão os seguintes brasileiros:Dom Wilson Tadeu Jonck S.C.I., de Florianópolis (SC).Dom Jose Francisco Rezende Dias, de Niterói (RJ).Dom Esmeraldo Barreto de Farias, de Porto Velho (RO).Dom Airton Jose dos Santos, de Campinas (SP).Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, de Teresina (PI).Dom Paulo Mendes Peixoto, de Uberaba (MG).Dom Jaime Vieira Rocha, de Natal (RN). A cerimônia será transmitida ao vivo pela TV Canção Nova, a partir das 4h30 da manhã desta sexta-feira.

Bispos e Grupos de Trabalho debatem a animação bíblico-catequética e a iniciação à vida cristã

Acontece em Brasília (DF), de 27 a 30 de junho, na Casa de Formação e de Retiros Filippo Smaldone, o primeiro encontro dos bispos referenciais e demais grupos ligados a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da CNBB. Ao todo são 37 participantes, de todos os 17 Regionais da CNBB.

Estão reunidos bispos referenciais de catequese em seus Regionais; o Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética (GREBICAT); Coordenações Regionais da Animação Bíblico-Catequética; Catequetas; Representantes da catequese junto às pessoas com deficiência e catequese com indígenas, além da presidência e assessores da Comissão Bíblico-catequética da CNBB debatendo os caminhos que se deve seguir a animação bíblico-catequética no país.

Segundo dom Jacinto Bergmann, presidente da Comissão e bispo de Pelotas (RS), esta reunião serve para lançar um olhar em conjunto. "Foi uma ótima ideia nos reunirmos para definir, em conjunto, as linhas gerais de trabalho que a animação bíblico-catequética e a iniciação à vida cristã, tomarão no Brasil", disse.

O assessor nacional da Comissão, padre Décil José Walker, falou sobre a metodologia do encontro. "Os bispos referenciais se reuniram no dia 27, para traçar os objetivos da reunião, e nos dias seguintes todos nós debatemos os tópicos e tentamos traçar os melhores caminhos para a catequese e a iniciação à vida cristã. Foi apresentada ainda a realidade da catequese nos Regionais e na Igreja no mundo para revermos os desafios de nossa missão. Então, nossa prioridade é encontrar um itinerário de iniciação à vida cristã para a catequese no Brasil", explicou o assessor.

Já a assessora da mesma Comissão, Cecília Rover, disse que a reunião quer reafirmar o compromisso da Comissão com a animação bíblico de toda pastoral e não só para a catequese, "no sentido de articulação, organização e implementação de projetos e cursos".

Lançamento

Em um dos momentos foi aberto o espaço para o secretário de Comunicação e Ação Social da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), reverendo Erní Walter Seibert, que fez o lançamento da Bíblia Sagrada para o programa Lectionautas.

Segundo o reverendo, a bíblia é completa, têm indicações para a leitura orante e textos baseados nas leituras dominicais. "Nossa intenção é que o jovem leia de forma orante a bíblia e que em seguida compartilhe, forme comunidades de estudo e debate, seja virtual, na internet, ou presencial".


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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 27/06/2012

REFLEXÃO

Existem profetas que falam o que as pessoas gostam de ouvir e existem profetas que falam o que deve ser dito. O falso profeta é aquele que fala o que a pessoa gosta de ouvir, de modo que ela não muda de vida e não produz fruto algum, vive uma espiritualidade estéril; ele vive de acordo com a situação porque esta lhe é favorável e satisfaz seus interesses. O verdadeiro profeta fala o que a pessoa precisa ouvir para converter-se, mudar de vida e produzir frutos que permaneçam, ele não aceita a situação atual, marcada pelos privilégios e pecados e quer que ela mude, porque o seu interesse é que o Reino de Deus aconteça na história dos homens.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Carmelo Scampa, Bispo de São Luís de Montes Belos - GO
NOTÍCIAS

Papa nomeia dois novos bispos para o Brasil

O Santo Padre, o papa Bento XVI nomeou na manhã de hoje, 27 de junho, dois novos bispos para o Brasil.

O primeiro deles é o padre José Eudes Campos do Nascimento, atual vigário episcopal na arquidiocese de Mariana (MG) e pároco da paróquia Santa Efigênia, em Ouro Preto (MG), que assumirá a diocese vacante de Leopoldina (MG). O segundo é o padre Sérgio de Deus Borges, atualmente é reitor do Seminário Menor Diocesano "Menino Deus" e presidente do Tribunal Eclesiástico de Londrina (PR), nomeado bispo auxiliar para a arquidiocese de São Paulo (SP).

Monsenhor José Eudes

Nasceu em Barbacena, Minas Gerais, em abril de 1966. Cursou Filosofia no Instituto Santo Tomás de Aquino, em Belo Horizonte (MG) e Teologia no Seminário São José, em Mariana (MG). Foi ordenado padre no dia 22 de abril de 1995, em sua cidade natal. Atuou como pároco da paróquia São Gonçalo do Amarante, em Catas Altas da Noruega (MG); Assessor da Pastoral da Juventude; pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Rio Pomba (MG) e finalmente pároco da paróquia Santa Efigênia, em Ouro Preto, desde 2009.

Monsenhor José Eudes sucederá a dom frei Dario Campos, transferido para a diocese de Cachoeiro do Itapemirim (ES), em 27 de abril de 2011. Desde então, a diocese de Leopoldina está vacante, sendo administrada pelo monsenhor Alexandre dos Santos Ferraz.

Monsenhor Sérgio de Deus

Nasceu em Alfredo Wagner, Santa Catarina, em setembro de 1966. Realizou seus estudos em Filosofia com os freis Capuchinhos, em Ponta Grossa (PR), e Teologia, no Instituto Teológico Paulo VI, em Londrina. Além disso, é licenciado em Pedagogia e especialização em Gestão do Ambiente Escolar, pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Fez mestrado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense e especialização em Matrimônio e Família pela Pontifícia Universidade Santa Cruz. Atualmente cursa o doutorado pela Pontifícia Universidade Católica Argentina.

Antes disso, monsenhor Sérgio foi ordenado presbítero em fevereiro de 1993 e incardinado na diocese de Cornélio Procópio (PR), onde exerceu as funções de pároco da paróquia São Miguel e São Francisco, membro do Conselho Presbiteral e Colégio de Consultores, assessor da Pastoral da Juventude, assessor da Pastoral do Dízimo, administrador paroquial da paróquia Nossa Senhora da Conceição, assessor da Pastoral Familiar, pároco da paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Jataizinho (PR), desde 2011, e presidente da Sociedade Brasileira de Canonistas.


Saudação ao novo bispo auxiliar de São Paulo (SP)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe com alegria ao monsenhor Sérgio de Deus Borges, do clero de Cornélio Procópio (PR), nomeado hoje pelo papa Bento XVI como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo (SP). Esta nomeação atende um pedido feito pelo cardeal Odilo Pedro Scherer de poder contar com a colaboração de um auxiliar.

Monsenhor Sérgio de Deus é do município de Alfredo Wagner, em Santa Catarina e tem currículo com muitos títulos acadêmicos: mestre em Pedagogia e especialização em gestão do ambiente escolar; licenciado em Direito Canônico e doutorando na mesma área e é, atualmente, presidente da Sociedade Brasileira de Canonistas. Além disso, percorreu itinerário pastoral como pároco, formador e assessor da Pastoral Familiar e da Juventude.

Em oração, agradecemos à diocese de Cornpelio Procópio que oferece esse seu filho para o anúncio do Reino de Deus em outra Igreja Particular. Cumprimentamos ao Monsenhor Sérgio de Deus, com o desejo de que ele se sinta feliz e entusiasmado com a nova missão que lhe foi confiada na Arquidiocese de São Paulo.

Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


Saudação ao novo bispo de Leopoldina (MG)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acolhe com alegria a notícia da nomeação feita hoje pelo Santo Padre, Papa Bento XVI, do Monsenhor José Eudes Campos do Nascimento, da Arquidiocese de Mariana (MG), como bispo de Leopoldina (MG).Monsenhor José Eudes, mineiro de Barbacena, foi pároco em diversas paróquias naquela Arquidiocese, e desde 2009 servia a Paróquia Santa Efigênia, em Ouro Preto. Por sete anos, foi assessor da Pastoral da Juventude. Atualmente, além de vigário-episcopal, atua como membro do Conselho Presbiteral, do Colégio de Consultores, e ainda colabora na direção espiritual dos seminaristas.

A diocese de Leopoldina aguarda o novo pastor desde a transferência de Dom Dário Campos para a diocese de Cachoeiro do Itapemirim (ES). Desejamos que Monsenhor José Eudes tenha êxito em sua nova missão na exigente realidade da ação evangelizadora da Igreja no Brasil.

Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


Brasil sem aborto: 5ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida

No dia 26 de junho, a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi palco de uma marcha que mobilizou diversos movimentos, religiosos e não religiosos, em prol da causa contra o aborto. A manifestação, organizada pelo Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem aborto –, teve início em frente ao Museu Nacional da República e marchou até o gramado em frente ao Congresso Nacional. O objetivo dos organizadores e manifestantes, além de protestar contra o aborto, era também defender a aprovação do Projeto de Lei 478/2007, conhecido como Estatuto do Nascituro.

"A vida é um direito universal, o primeiro e mais fundamental de todos os Direitos Humanos. Em nosso país, a Constituição Federal diz que o direito à vida é inviolável", disse Jaime Ferreira Lopes, um dos fundadores e vice-presidente do Movimento Brasil sem Aborto. Jaime explica que para surtirem resultados no sentido de coibir a prática de aborto, é necessária a participação da sociedade. "É importante mobilizar o povo e a população para que possamos impedir que o aborto seja legalizado em nosso país. Só com a participação popular que o Congresso Nacional entende o que o povo quer, por isso é importante a participação de todos", afirmou.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi representada pelo o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, padre Rafael Fornasier. Sobre a ideia de que a causa contra o aborto é ligada à questão religiosa, padre Rafael diz que, além desta, o motivador é "fundamentado em dados filosóficos, antropológicos e jurídicos". "O Estado é Laico, e respeita todas as expressões religiosas, no entanto, o Estado não é ateu. Defender a vida é um direito universal", mencionou.

O vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, Antônio César Perri, também manifestou a posição da entidade perante a causa. "Nós entendemos que a mobilização é importante para mostrar para a sociedade nosso pensamento em defesa da vida, em qualquer momento da existência física. Desde o momento da concepção já há um ser que deve ser respeitado".

Pastor Elias Castilho, secretário-executivo da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso, comentou sobre a posição dos evangélicos e a atuação junto ao governo. "A vida é o maior patrimônio dado por Deus, temos feito um trabalho muito grande nas comissões dentro do Congresso Nacional, inclusive em parceria com a CNBB, defensores da vida".

Na marcha também há casos como o da manifestante Maria Aparecida Teles Felinto, que falou sobre a experiência de interromper uma gravidez. "Eu já provoquei um aborto, há 30 anos. Até hoje choro por esse filho que não tive. É muita angústia, muita dor, é um sentimento que não dá para superar", descreve.

A Marcha contou a presença de muitos jovens, representantes de diversos movimentos. Cláudio de Almeida, da Associação desportiva Turma dos Ratos, que reúne jovens de diferentes religiões, acredita que desde a concepção há uma vida no ventre materno. "Acabar com a vida de um feto é uma injustiça porque essa vida não pode se defender. Não é justo fazer um aborto devido à falha de duas pessoas", disse. "Hoje tenho quatro filhos, amo muito todos eles, e penso se algum deles não estivesse ali, como faria falta", exemplificou.

"A juventude, às vezes, pode parecer minoria nessa causa, mas como cidadãos, também representa a luta pela vida", declarou Eliana Machado, de 20 anos.

Uma das reivindicações do movimento é a aprovação do Estatuto do Nascituro, tido como um dos o mais importante projetos em defesa da vida. O projeto tramita na Câmara dos Deputados desde a apresentação, em 2005, do substitutivo do projeto de lei 1135/91, que propunha a total descriminalização da aborto, tornando a prática totalmente livre, por qualquer motivo durante os nove meses da gravidez.

A pediatra e homeopata Rosimere Oliveira Neves, participou das cinco marchas realizadas nos anos anteriores e disse ser radicalmente contra o aborto em qualquer situação. "É um atentado contra a vida. Mesmo que essa mãe não queira essa criança, há alternativas, além de cometer esse crime", opina.

Rosimere também cita a necessidade de profissionais de saúde se posicionarem perante a causa. "Se a lei for aprovada vai obrigar esse profissional a fazer um aborto, e 80% são contra o aborto. É o caos ser obrigado a matar, é um absurdo um médico fazer um juramento milenar de Hipocrates, de defender a vida, e optar por extinguir uma vida, de um ser formado, geneticamente constituído", declarou a pediatra.

CNBB participa de Sessão Solene pró-vida

Em homenagem ao 6º aniversário do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida (Brasil sem aborto), a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi convidada a participar, no dia 25, de Sessão Solene da Câmara dos Deputados. A sessão foi proposta pela Frente Parlamentar em Defesa da Vida do Congresso. Em nome da presidência da Conferência, estava o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, padre Rafael Fornasier.

Na ocasião foram representadas, várias organizações religiosas espíritas, evangélicas e católica – representada pela CNBB –, que contribuem com a mobilização da sociedade brasileira e, e especial, no trabalho de articulação política. De acordo com o padre Rafael Fornasier, o "movimento é supra-religioso e suprapartidário" e visa impedir a aprovação de projetos de lei que atentem contra o direito à vida de uma criança por nascer, apoiando proposições legislativas de afirmação deste mesmo direito.

Durante a reunião o padre afirmou que o governo deve defender a vida concebida desde a concepção. "A questão da vida desde o ventre materno é uma questão de cidadania, a Constituição Federal e Código Civil, já garantem esse direito". Ainda de acordo com Rafael, a maior parte da população é contra o aborto. "O governo tem que corresponder ao que a maioria do povo brasileiro defende. O povo não admite aborto", alegou.


Bispo de Jales é convocado para mais dois anos no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social

O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social (CDES) é presidido pelo Presidente da República e seus membros são designados por ato formal do Presidente da República por dois anos, com possibilidade de recondução. Dom Demétrio atua junto a este Conselho desde 2010, sendo convidado pelo Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Moreira Franco, para outro mandato de dois anos.

O CDES tem o papel de colaborar na formação do juízo político do Governo, como instituição representativa da sociedade. Seu desafio é estabelecer o diálogo entre as diversas representações da sociedade civil a fim de e discutir as políticas públicas e propor as medidas necessárias para alavancar o crescimento do país.

Na composição do Conselho estão presentes trabalhadores, empresários, movimentos sociais, governo e lideranças expressivas de diversos setores. Para nomeação dos integrantes, o Presidente busca combinar a representatividade setorial, abrangência social, densidade política e capacidade para contribuir e repercutir os debates sobre temas fundamentais.

Leia abaixo o telegrama enviado a dom Demétrio:

"Senhor Conselheiro,

Seu empenho e dedicação no avanço dos temas tratados pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social foram decisivos para consolidar este espaço de debate franco e com real capacidade de aportar contribuições efetivas na construção de um país mais justo, desenvolvido e democrático.  Nesse sentido, sua recondução como Conselheiro pela Presidenta Dilma Rousseff, no último 15 de junho, constitui o reconhecimento por seus esforços pessoais e foi para mim motivo de especial satisfação. Ressalto minha certeza de que sua relevante experiência continuará a apoiar de forma fundamental os trabalhos desse colegiado e manterá a riqueza dos debates em torno de temas centrais ao desenvolvimento do Brasil. Com a minha admiração e sempre ao seu dispor",

W. MOREIRA FRANCOMinistro de Estado Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República


Carta das Religiões e o Cuidado da Terra

Carta das Religiões e o Cuidado da Terra

No Espaço da Coalizão Ecumênica e Inter-religiosa "Religiões por Direitos", no âmbito da Cúpula dos Povos na Rio+20 para a Justiça Social e Ambiental, contra a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns, os líderes religiosos do Brasil signatários, aderindo à iniciativa da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de Religiões pela Paz, reuniram-se para debater a relação entre as religiões e as questões ambientais. Como resultado do diálogo, concordou-se que a agenda das religiões na atualidade não deve desconsiderar a agenda do cotidiano da vida das pessoas na sociedade e das exigências da justiça ambiental.

A agenda das religiões deve incluir os elementos que traçam os projetos do ser humano na busca de realização da sua existência e afirmar compromissos efetivos com a defesa da vida no planeta.  Religiões, sociedade, desenvolvimento sustentável e meio ambiente não são realidades distanciadas, mas estreitamente correlatas. As tradições religiosas contribuem para a afirmação dos valores fundamentais da vida pessoal, sócio-econômica e ambiental, orientando para a convivência pacífica e respeitosa entre os povos, culturas e credos, e destes com toda a criação.

Assim, é fundamental na agenda das tradições religiosas hoje:

a)    Apresentar ao mundo o sentido da existência humana.  A humanidade vive momentos de pessimismo, com sensação de fracasso e desânimo, sobretudo nas situações e ambientes de crises econômicas, de injustiças, de violência e de guerras.

Comprometemo-nos em fazer com que as nossas tradições religiosas afirmem de modo concreto o valor da vida de cada pessoa, independente da sua condição social, religiosa, cultural, étnica e de gênero, ajudando-as na superação dos problemas que lhes afligem no cotidiano, sejam eles de caráter sócio-econômico-político e cultural, sejam eles de caráter pisíquico-espiritual.

b)    Promover a educação e a prática do respeito mútuo, do diálogo, da convivência pacífica e da cooperação entre os diferentes povos, culturas e religiões,  fundamental no mundo plural em que vivemos.

Assumimos o compromisso de trabalhar para a convergência dos diferentes paradigmas culturais e religiosos dos povos, como uma possibilidade para melhor entendermos o mundo dentro de suas inter-relações e a convivência entre todos os seres humanos.

c)    Explicitar mais e melhor o que já possuímos em comum.  Nossas tradições já condividem valores religiosos, como a fé em um Ser Criador, o cultivo da relação com Ele, a compreensão da origem e do fim de cada pessoa.

Comprometemo-nos a partilhar as riquezas que possuímos para fortalecer as relações entre nossas tradições, o enriquecimento e o reconhecimento mútuos, bases para a cooperação inter-religiosa em projetos que promovem o bem comum.

d)    Discernir juntos os valores que constroem a paz no mundo.  Sabemos que a paz não é simples ausência da guerra, mas é fruto da justiça e da prática do amor.

Comprometemo-nos na promoção da convivência pacífica entre os povos e o desenvolvimento da fraternidade e da solidariedade universal, superando todo fundamentalismo e exclusivismo, bem como o consumismo irresponsável que causam conflitos entre as pessoas e os povos.

e)    Viver a compaixão para com os mais necessitados, empobrecidos e excluídos da sociedade.

Assumimos o compromisso de realizar juntos projetos sociais que fortalecem a solidariedade nas comunidades religiosas e na família humana.

f)    Promover o valor e o cuidado da criação.  Tomamos conhecimento das ameaças à vida do planeta, conseqüências dos interesses econômicos que constroem uma cultura utilitarista e consumista na sociedade em que vivemos.

Comprometemo-nos com o desenvolvimento de uma nova ética na relação com o meio ambiente, capaz de orientar novas atitudes defensoras de todas as formas de vida, sustentadas em políticas públicas de justiça ambiental e numa mística/espiritualidade que explicite a gratuidade e o dom da vida da criação.

g) Afirmar elementos de uma ética comum que, sustentada nas convicções religiosas que possuímos, seja capaz de orientar atitudes e comportamentos de paz e de justiça, tanto dos membros das nossas tradições como de todos os povos.

Comprometemo-nos a desenvolver novos comportamentos, com prevalência da ética da tolerância e da liberdade cultural e religiosa, do respeito às diferenças, da dignidade de toda pessoa, da convivência entre credos e culturas, dos direitos humanos.

Finalmente, solicitamos à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, acolher a contribuição das religiões para o cuidado da vida na terra, reconhecendo que os imperativos morais DAS nossas tradições, convicções e crenças, bem como os nossos esforços de diálogo e cooperação inter-religiosa são imprescindíveis para alcançarmos o desenvolvimento sustentável de toda a humanidade.

Exmo. e Revmo. Dom Francisco BiasinPresidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso daConferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Rev. Pe. Peter Hughes Secretário Executivo do Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM)

Revmo. Dom Francisco de Assis da SilvaPrimeiro Vice-presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC)

Rev. Dr. Walter AltmannModerador do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI)

Rev. Nilton GieseSecretário Geral do Conselho Latino-americano de Igrejas (CLAI)

Rabino Sergio MarguliesRepresentante da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ)

Sami Armed IsbelleDiretor do Departamento Educacional e de Divulgação da Sociedade Beneficente Mulçumana do Rio de Janeiro (SBMRJ)

Ialorixá Laura TeixeiraCoordenadora Estadual do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileiras - Rio de Janeiro (INTECAB)

Irmã Jayam Kirpalani Direitora Européia da Universidade Espiritual Mundial Brahma Kumaris

Elias SzczytnickiSecretário Geral e Diretor Regional de Religiões pela Paz América Latina e o Caribe


Exploração sexual e terceirização da mão de obra estimulam tráfico de pessoas no Brasil, dizem especialistas

A ligação entre exploração sexual, tráfico de drogas e trabalho escravo; a falta de tipificação legal para o aliciamento de estrangeiros; e a terceirização de mão de obra são fatores que estimulam o tráfico de pessoas no Brasil. A conclusão é de especialistas que participaram de uma audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas no Brasil, realizada na Câmara dos Deputados, no dia 26 de junho.

De acordo com a coordenadora da Comissão de Justiça e Paz, do Regional Norte 2 da CNBB (Amapá e Pará), irmã Maria Henriqueta Cavalcante, a desigualdade social e a falta de políticas públicas oferecem poucas alternativas de trabalho para jovens e adolescentes nos estados do Pará e do Amapá.

Nos dois estados, há altos índices de tráfico de pessoas para as capitais da Guiana Francesa e do Suriname – Caiena e Paramaribo, respectivamente. Em muitos casos, essas pessoas trabalham em condição análoga à escravidão, informou a coordenadora.

"O tráfico acontece ao nosso lado e não sabemos identificar", disse a religiosa, que é ameaçada de morte e vive acompanhada de escolta policial. Parte do depoimento da irmã Henriqueta sobre a rede de tráfico foi feita a portas fechadas, por razões de segurança.

Para o coordenador-geral da Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), José Armando Guerra, não há na legislação brasileira a tipificação de tráfico internacional de pessoas. De acordo com o Código Penal, só há previsão de punição para aliciamento de brasileiros para trabalho em condições análogas à escravidão.

"Essas pessoas não conseguem se inserir no mercado de trabalho e são potenciais vítimas de trabalho escravo. O primeiro registro civil que esses trabalhadores têm é, muitas vezes, a carteira de trabalho recebida na hora da libertação", explicou o coordenador.

O subsecretário de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Renato Bignami, informou ainda que a terceirização do trabalho é um canal para o tráfico de pessoas no Brasil. Segundo ele, na maior parte das situações degradantes encontradas pela fiscalização do ministério, os trabalhadores estão em regime de subcontratação.


Congresso Teológico marcará celebração do Ano da Fé e dos 20 anos do Catecismo

Três comissões episcopais da CNBB estão unidas na organização do Congresso sobre os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica e o Ano da Fé. O evento está marcado para os dias 7 a 9 de setembro de 2012 na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba (PR). Em mensagem dirigida aos bispos, presbíteros, diáconos, agentes de pastoral, formadores de seminários, professores e estudantes, os organizadores do Congresso apresentam a proposta do evento, que terá a participação do arcebispo secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, dom Luis Francisco Ladaria. As inscrições podem ser feitas no site da CNBB até o dia 19 de agosto, e o valor a ser pago é de R$ 100 (cem reais - não incluído alimentação nem hospedagem). Aos que desejarem um certificado de extensão universitária, deverão selecionar a opção no ato da inscrição, ao custo de R$ 10 (dez reais).A seguir, a programação completa do Congresso. Para fazer a sua inscrição, clique aqui. PROGRAMA DO CONGRESSO SOBRE OS 20 ANOS DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA E O ANO DA FÉ07 A 09 DE SETEMBRO DE 2012 – PUCPR – CURITIBA /PRCRONOGRAMA Dia 07 – sexta-feira 8h00 - Recepção e Acolhida8h30 - Celebração das Laudes8h50 - Abertura9h30 - 1ª Conferência: Dom Luís Francisco Ladaria: O Catecismo da Igreja Católica: história, atualidade e perspectivas10h40 - Intervalo11h - 2ª conferência: Pe. Fr. Dr. Carlos Josaphat, OP - A Estrutura do Catecismo da Igreja Católica e a vida cristã12h - Almoço14h - 1ª conferência nos grupos temáticosGrupo I: Os Padres da Igreja no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Ms. Ulysses Roberto Lio Tropia – PUC-MGGrupo II: A Escatologia no Catecismo da Igreja Católica –  Dra. Maria Clara Bingemer – PUC-RioGrupo III: A tradução brasileira do Catecismo da Igreja Católica: memórias –  Dom Albano B. Cavalin – Arcebispo Emérito de LondirnaGrupo IV: A noção de fé no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Dr. Geraldo Luiz B. Hackman – PUCRS e Comissão Teológica Internacional15h - Intervalo15h30    - 2ª conferência nos grupos temáticosGrupo I: A liturgia no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Dr. Gregório Lutz – PUCSPGrupo II: A eclesiologia no Catecismo da Igreja Católica –  Pe. Dr. Antonio J. Almeida – PUCPRGrupo III: A recepção do Catecismo da Igreja Católica na América Latina – especialmente no Brasil – Pe. Dr. Luiz Alves de Lima, SDB – UNISAL - SPGrupo IV: A fé como fundamento da espiritualidade Cristã – Dr. D. Bernardo Bonowitz, OCSO – Abade Trapista16h30 - Interação com os participantes18h - Celebração da Eucaristia com Vésperas: Dom Moacyr José VittiDia 08 – sábado 08h30 - Celebração da Eucaristia com Laudes: Dom Jacinto Bergmann09h30 - 1ª conferência: Dom Luís Francisco Ladaria: Ano da Fé: motivações, proposta e perspectiva10h40    - Intervalo11h - 2ª. Conferência: Pe. Dr. Mário de França Miranda, SJ -  A Fé Cristã: dimensões pessoal e eclesial12h - Almoço14h - 1ª conferência nos grupos temáticosGrupo I: A Sagrada Escritura no Catecismo da Igreja Católica –  Pe. Ney Brasil – FACASCGrupo II: A Cristologia no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Dr. Domingos Barbosa Filho – ICESPIGrupo III: A concepção de catequese subjacente ao Catecismo da Igreja Católica – Prof.a Dr.a Elza Helena Soares – UNISAL-SPGrupo IV: A Celebração do Mistério Cristão: ambiente natural da fé cristã - D. Edmar Peron – Bispo Auxiliar de São Paulo15h - Intervalo15h30    - 2ª conferência nos grupos temáticosGrupo I: O Magistério e o Catecismo da Igreja Católica –  Pe. Dr. Antonio Luiz Catelan FerreiraGrupo II: A Moral Cristã no Catecismo da Igreja Católica – Dom Sérgio da RochaGrupo III: A Iniciação cristã no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Dr. Janison de SáGrupo IV: A Eucaristia no Catecismo da Igreja Católica: "pelas palavras de Cristo e pela invocação do Espírito Santo" – Pe. Dr. Francisco Taborda, SJ16h30    - Interação com os participantes18h - VésperasDia 09 – Domingo08h30 - Celebração da Eucaristia com Laudes: Dom Luís Francisco Ladaria09h30 - Apresentação de tópicos dos Grupos Temáticos10h15 - Intervalo10h40 - Conferência final: Dom Luís Francisco Ladaria: considerações finais11h40 - Celebração conclusiva e encerramento

Escolhida a música do Hino da Campanha da Fraternidade de 2013

Desde 2006, por decisão dos bispos do Conselho Episcopal Pastoral, o Consep, o CD da Campanha da Fraternidade traz o Hino da CF e o repertório quaresmal correspondente a cada ano. O hino poder ser executado em algum momento (mais adequado) da celebração, a critério da equipe de celebração e de quem preside. "Por exemplo, em algum momento da homilia – o que facilitará a vinculação da liturgia da palavra com a vida (tema da CF) – ou nos ritos finais, no momento do envio. Prioritariamente, o hino deve ser usado nos momentos de estudo e encontros de formação sobre a CF", afirma o assessor de Música Litúrgica da CNBB, padre José Carlos Sala.

O hino da Campanha da Fraternidade de 2013 já foi escolhido. A CF 2013 terá como tema: "Fraternidade e Juventude", e tem como lema: "Eis-me aqui, envia-me!" (Is 6,8). O processo de escolha do hino passou por dois momentos: concurso para a letra e concurso para a música.

Na segunda quinzena de dezembro de 2011, representantes das Comissões Episcopais Pastorais para a Liturgia, Juventude e Campanha da Fraternidade, juntamente com o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, escolheram a letra. Dentre as mais de 40 letras enviadas foi escolhida a do compositor Gerson Cezar Souza.

No final de maio deste ano, representantes das Comissões de Liturgia e Juventude, maestros convidados e o secretário geral da CNBB, escolheram a música.

"A CNBB recebeu mais de 100 contribuições e a equipe analisou cuidadosamente cada uma das composições levando em conta os critérios do concurso e as avaliações da CF deste ano", disse o padre José Carlos Sala, ressaltando ainda a grande riqueza melódica, harmônica e rítmica em estilos, os mais variados, próprios da diversidade cultural do nosso país.

A música escolhida foi a dos compositores Gil Ferreira e Daniel Victor Santos.

Os bispos do Consep, reunidos em Brasília nos dias 19 e 20 de junho analisaram a composição e a aprovaram.

Faça aqui o download da partitura!


Rio de Janeiro promove palestra sobre os meios digitais na formação à vida consagrada e sacerdotal

A arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ), em conjunto com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) – Regional Rio de Janeiro e a livraria Paulinas levam ao Rio de Janeiro a italiana Pina Riccieri, Irmã Paulina, doutora em Psicologia da Educação, atuante na Pastoral Vocacional e na Animação da Formação em Institutos Religiosos para a palestra "Os meios digitais na formação à vida consagrada e sacerdotal: Oportunidades e riscos". Esta é a segunda vez que irmã Pina virá ao país.

Pina Riccieri lança o livro "Formação ao alcance de um clique". Nesse seu trabalho de doutorado, a autora debruça-se na reflexão e possíveis luzes para a vida consagrada em tempos de internet. Segundo a doutora, o fenômeno da internet influencia a formação para a vida consagrada. "Aquele casulo, às vezes feito do medo, recusa, suspeita com relação às possíveis ciladas presente na web precisa ser rompido".

Irmã Pina destaca que as mídias não são meros dispositivos, mas permeiam a vida do indivíduo, que constitui um cenário composto por novas formas de saber, novos processos, novas linguagens, novos estilos relacionais, novos significados. "Não é mais possível considerar a formação sem considerar a cultura digital, o mundo digital não pode ser separado do próprio ambiente natural de vida porque envolve tudo", sentencia a autora.

A autora também ressalta a importância das pessoas que estão à frente das inovações tecnológicas. Segundo ela, a vida consagrada precisa equipar-se para favorecer aos formadores a possibilidade de "navegar" nos novos espaços da era digital. "Não só do ponto de vista espiritual, antropológico e carismático, mas, em especial, no que tange à alfabetização digital", sugere.

O evento será no dia 30 de junho, às 8h30 da manhã, no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, que fica na Rua São Clemente, 438, Botafogo – Rio de Janeiro. Outras informações e inscrições ligue: (21) 2232-5486.


Retiro das Pastorais Sociais, CEBs e Organismos do Regional Nordeste 1

As Pastorais Sociais, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e Organismos do Regional Nordeste 1 da CNBB (Ceará) promovem nos dias 28 a 30 de junho, na Casa de Encontro da irmã Iolanda, em Fortaleza, Ceará, seu retiro anual com a presença do Monge Beneditino Marcelo Barros. As pastorais irão refletir o tema "Justiça e Profecia a Serviço da Vida", que faz sintonia com o tema do 13º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Bases (CEBs).

O retiro iniciará na noite do dia 28 de junho com um momento celebrativo tendo como objetivo fortalecer a esperança, a fé e a profecia no serviço da vida. Durante o retiro, as Pastorais Sociais, CEBs e Organismos irão discutir a participação das dioceses na construção da 5ª Semana Social Brasileira, iniciada no último dia 18 de maio.

Regilvânia Matheus, integrante da coordenação Regional das Pastorais Sociais, CEBs e Organismos, disse que o retiro é um momento de parada e reflexão, sendo um espaço para alimentar a esperança e fortalecer a caminhada em defesa e cuidado com a vida. Regilvânia destacou também que a presença de Marcelo Barros "faz diferença por todo seu testemunho e compromisso com a defesa da vida e com um novo jeito de nossa Igreja ser".

Cada participante deve contribuir com R$ 60,00 e preencher uma ficha de inscrição que está disponível na Cáritas Ceará. Outras informações com Regilvânia Matheus no telefone (85) 9934 3903 ou Jeane Freitas (Assessora de Comunicação da Cáritas Regional Ceará) (85) 8768 9865.


Dioceses do Piauí se preparam para 22ª Assembleia de Pastoral Regional

O Regional Nordeste 4 da CNBB (Piauí) realiza nos próximo dias 05 a 07 de julho a 22ª Assembleia de Pastoral Regional, que acontece no Seminário Interdiocesano Sagrado Coração de Jesus, em Teresina (PI).

Participam da Assembleia os bispos do Piauí, o secretário do Conselho Episcopal Regional (CONSER), os membros da Comissão Regional de Presbíteros, os Coordenadores de Pastoral ou membro da Coordenação de Pastoral de cada diocese, um representantes da Conferência dos Religiosos do Brasil, um representante do Conselho Nacional do Laicato do Brasil, membros das comissões permanentes criadas pelo CONSER, e mais duas pessoas de cada diocese, sendo um representando a Catequese e outro o Setor Juventude.

A Assembleia terá como temática central as Diretrizes da Ação Pastoral à Luz do Concílio Ecumênico Vaticano II, contando como a assessoria do padre Antônio Luis Catelan, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé.

Na oportunidade serão refletidas outras temáticas, como o Setor Juventude, ICESPI, CNLB e Campanhas. As dioceses também deverão apresentar as iniciativas acerca das cinco urgências das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, colocadas em prática desde a última Assembleia Regional.


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