terça-feira, 26 de junho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 26/06/2012

REFLEXÃO

Hoje em dia, fala-se muito da questão da inculturação. É inculturação do anúncio, da liturgia e assim por diante. De fato, a inculturação é necessária para que todos possam viver os valores do Reino de Deus. Mas o Evangelho de hoje nos faz uma grave advertência: não atireis vossas pérolas aos porcos. É claro que devemos valorizar todas as formas e expressões de uma cultura e reconhecer os grandes valores que estão presentes na cultura e que expressam os valores evangélicos, mas inculturar o Evangelho não significa submete-lo aos valores culturais, pois a cultura tende a ver o Evangelho de uma forma ideológica e a usar as suas palavras sem os critérios do Reino, pisando nelas e voltando-se contra nós.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Guido Zendron, Bispo de Paulo Afonso - BA
  • Dom Mariano Manzana, Bispo de Mossoró - RN
  • Dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces, OAR, Bispo Prelado de Cametá - PA
  • Dom Mário Pasqualotto, PIME, Bispo Auxiliar de Manaus - AM
  • Dom Eugène Lambert Adrian Rixen, Bispo de Goiás - GO
NOTÍCIAS

Globalização da solidariedade

Em entrevista exclusiva ao jornal Testemunho de Fé, o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, legado pontifício e chefe da delegação da Santa Sé na Conferência Rio+20, apresentou alguns dos principais posicionamentos defendidos pela Igreja Católica, para um verdadeiro desenvolvimento sustentável da humanidade, em que a vida humana tem primazia.

Testemunho de Fé – Quais foram os principais pontos defendidos pela Igreja na Rio+20?

Dom Odilo Pedro Scherer – Que a pessoa humana está no centro das preocupações ecológicas. Que não basta pensar num desenvolvimento sustentável, do ponto de vista ambiental, mas que é preciso, sobretudo, fazer um desenvolvimento em benefício do ser humano, do bem estar social. Portanto, uma primeira meta deveria ser a erradicação da pobreza, porque não se pode fazer verdadeiramente um discurso ecológico ambiental sem a proteção da vida humana. Proteger todas as formas de vida sem proteger antes de tudo a vida humana é um discurso contraditório. É errada a tendência de querer fazer uma redução da população mundial, através de programas radicais de controle de natalidade. É preciso fazer a multiplicação de bens para distribuir e globalizar a solidariedade.

TF – Por que a Santa Sé insistiu que o princípio de "defesa dos direitos reprodutivos da mulher", que constava no documento da Rio+20, fere a dignidade da pessoa humana?

Dom Odilo – Não só a Santa Sé defendeu, porque só o voto da Santa Sé não faria tirar nem uma vírgula da declaração. Houve um grande consenso, de muitos países que apoiaram essa posição defendida pelo Vaticano. Porque atrás do conceito de direitos reprodutivos está embutido o conceito de direito ao aborto, como se o aborto fosse um direito natural, um direito da mulher de eliminar uma vida. Foi por isso que houve todo um esforço para que esta afirmação não fosse incluída na declaração final, porque ela é ambígua. Não se pode pretender fazer uma ecologia voltada só para a natureza, sem incluir também o ser humano. O bebê antes de nascer já é um ser humano existente. Como o Papa Bento XVI afirmou, e João Paulo II já tinha afirmado, é preciso pensar antes de tudo numa autêntica ecologia humana.

TF – O senhor acredita que os pobres estão verdadeiramente contemplados no documento final da conferência?

Dom Odilo – Esta é uma lacuna certamente da Rio+20, e que está sendo muito criticada. A conferência ousou pouco neste sentido e não conseguiu afirmar na prática uma política efetiva de ajuda aos países mais pobres para poderem preservar mais o meio ambiente e fazerem políticas econômicas boas e equilibradas em termos ambientais. Ficou faltando a criação de um fundo. Não se chegou a um consenso sobre isso porque havia forte resistência dos países que mais deveriam contribuir, e que são também aqueles que mais poluíram e mais poluem. É preciso ajudar a promover políticas econômicas ambientalmente sadias, a chamada economia "verde".

TF – O que precisa mudar para se chegar à economia "verde"?

Dom Odilo – Na encíclica Caridade e Verdade (Caritas in Veritate), o Papa Bento XVI, afirma que é essencial fazer mudanças no estilo de vida, para que ele seja mais sóbrio e menos depredador do meio ambiente. Ele aponta o que deveria ser uma economia "verde", ambientalmente correta e respeitosa. Não se trata de transformar a natureza ainda mais em mercadoria.

Só com a superação do atual sistema energético básico, que é o uso de combustíveis fósseis – petróleo e carvão – nós estaríamos fazendo uma limpeza na economia enorme, tornando-a sustentável. Mas, para não se usar mais petróleo ou carvão é preciso achar outras formas de energia, os técnicos devem trabalhar para a tecnologia avançar. É preciso também, e isso já foi dito muitas vezes, ceder tecnologia, não vender a altíssimo preço essas tecnologias que já existem, mas acabam não sendo empregadas por interesses de usar ainda o atual sistema energético, que é baseado nos combustíveis fósseis. A conta dos investimentos na economia "verde" não deve ser passada aos países pobres, aos países em desenvolvimento que, porém, não têm recursos, não têm possibilidade, por si só, de chegar a essas economias "verdes".

TF – Como cada pessoa pode fazer a sua parte?

Dom Odilo – A sociedade de consumo do bem estar gera atitudes ambientalmente pouco saudáveis. A economia "verde" supõe diminuir o consumo desnecessário, levar um estilo de vida mais sóbrio, procurar colocar realmente o sentido da vida, o significado da felicidade, não apenas no consumo de bens, na busca de bens materiais, de acúmulo de riquezas e assim por diante, porque tudo isso finalmente leva a natureza a pagar um altíssimo preço.

É necessário mudar os modos de produção e o estilo de consumo que o sistema econômico atual está implementando, impondo como sendo praticamente ideal. Esse sistema de consumo não é sóbrio, mas depredador e desperdiçador. Ele pressiona sempre mais a busca por recursos naturais e, evidentemente, causa a degradação do meio ambiente.

TF – O que significa a posição do Vaticano como observador das Nações Unidas?

Dom Odilo – Na ONU, a Santa Sé está na qualidade de observador permanente, isso por escolha da própria Santa Sé, para ter maior autonomia e liberdade de sua presença e acompanhamento das questões das Nações Unidas. Na Rio+20, porém, o Vaticano não estava como observador, mas sim como estado-membro, porque o Vaticano é um país. Mas, ainda que fosse na qualidade de observador na ONU, teria a possibilidade e o direito de compartilhar convicções e posições com os países membros.


Secretário Geral da CNBB celebra a missa de encerramento da Semana do Migrante

Várias atividades marcaram a celebração da Semana do Migrante e o Dia Mundial do Refugiado, em Brasília (DF). Uma parte foi composta de atividades de lazer e integração social, como, por exemplo, o passeio ciclístico na cidade de Brasília, do qual participou o bloco dos refugiados, ganhando inclusive as bicicletas. Outra parte da celebração foi o Seminário "Migrações: a Pastoral do Migrante frente aos apelos da Igreja", realizado dia 16 de junho, promovido pela Pastoral do Migrante da arquidiocese de Brasília, em parceria com o Instituto Migrações e Direitos Humanos e o Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios, contando com o apoio da Cáritas Arquidiocesana de Brasília. Esta atividade marcou a abertura da celebração do Dia Mundial do Refugiado e da Semana Nacional do Migrante, cujo tema é "Migração e Saúde" e o lema "Conquistar direitos é defender a vida".

Estiveram reunidos agentes da pastoral, pastorais sociais e parceiros na causa das migrações, para refletirem o fenômeno das migrações no Distrito Federal, bem como a questão dos refugiados e a atenção aos haitianos que buscam em nosso País oportunidades de reconstruir sua vida.

O Seminário contou com a presença do arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha, que fez a abertura, sublinhando a importância de acolher o migrante em nossas comunidades, sermos solidários e testemunhas do amor de Cristo para com eles.

"A reflexão sobre o fenômeno das migrações enfocou o rosto da migração do DF e, sobretudo, qual é a missão da Pastoral do Migrante frente a todos os apelos das diversas faces da migração e dos refugiados.  A missão da Pastoral é ser presença solidária e compassiva na vida de cada migrante, de cada refugiado e refugiada. Outro aspecto em destaque foi a particularidade do migrante haitiano, como um novo rosto que está marcando presença em Brasília. O desafio para a Pastoral do Migrante em Brasília é descobrir novas formas e modos concretos de atuação junto a estes que o Senhor nos confiou", disse a coordenadora da Pastoral do Migrante de Brasília, irmã Rosita Milesi.

Encerrando a semana, no dia 24 de junho, dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB e bispo auxiliar de Brasília, presidiu a missa na paróquia Nossa Senhora Mãe dos Migrantes, no Lago Oeste, Brasília (DF).

Em sua homilia, dom Leonardo aprofundou a reflexão em torno do constante movimento migratório de pessoas, tanto interno quanto internacional, e a importância de se defender sempre os direitos destas pessoas que muitas vezes migram por uma necessidade premente de tratamento de saúde, em busca de trabalho ou mesmo forçadas devido a questões ambientais, desastres naturais ou violência.

Padre Virgilio Leite Uchoa, pároco da paróquia Nossa Senhor Mãe dos Migrantes, agradeceu a visita de dom Leonardo e a presença de representantes de várias outras paróquias, além de diversas capelas e comunidades. Padre Virgílio disse que a Pastoral do Migrante tem um importante e valioso papel a cumprir em sua missão, na defesa dos pequenos, dos humildes, dos pobres, aqueles e aquelas que, com especial carinho, a Mãe dos Migrantes protege e abençoa como o demonstra a imagem, esculpida pelos Monges Beneditinos.


CPI do Tráfico de Pessoas tem audiência pública marcada para hoje

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas no Brasil realiza hoje, 26 de junho, audiência pública para ouvir representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Ministério do Trabalho e Emprego, e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Segundo o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), a irmã Henriqueta Cavalcante, coordenadora da Comissão de Justiça e Paz (CJP) do Regional Norte 2 da CNBB (Amapá e Pará), foi convidada porque contribuiu para os trabalhos da CPI da Pedofilia da Assembleia Legislativa do Pará e por causa do trabalho desenvolvido encontra-se jurada de morte.

Para a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), que requisitou a realização da audiência, o "tráfico de pessoas é causa e consequência da violação dos direitos humanos, é uma ofensa, porque explora a pessoa humana, e degrada sua dignidade, limitando o direito de ir e vir".

Além da irmã Henriqueta Cavalcante, foram convidados a secretária de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Vera Lúcia Ribeiro de Albuquerque; o coordenador-geral da Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo, da Secretaria de Direitos Humanos-PR, José Armando Fraga Diniz Guerra.


Dom Vicenzo Paglia é o novo presidente do Pontifício Conselho para a Família

Nesta terça-feira, 26 de junho, o papa Bento XVI anunciou a renúncia ao cargo do cardeal Ennio Antonelli, presidente do Pontifício Conselho para a Família, 75 anos. Em seu lugar, foi nomeado dom Vincenzo Paglia, até o momento bispo de Terni Narni Amelia, que automaticamente recebe a dignidade de arcebispo.

Dom Vincenzo Paglia, 67 anos, é conselheiro espiritual da Comunidade de Santo Egídio, presidente da Conferência Episcopal da região Umbria e Presidente da Federação Bíblica Católica Internacional.

CLAR conclui Assembleia com nova presidência

A cidade de Quito, no Equador, foi sede da 18ª Assembleia Geral da Confederação Latino-americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR), de 18 a 22 deste mês.

Participou do evento o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, cardeal João Braz de Aviz, que transmitiu o desejo de Bento XVI de aproximar este Dicastério e a vida religiosa.

Entre outras finalidades, esta Assembleia elegeu a nova presidência para o triênio 2012-2015, que terá um brasileiro como 1º vice-presidente: irmão Inácio Nestor Etges. A presidente escolhida foi a irmã Mercedes Casas Sánchez, da Conferência Nacional do México.

A presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), irmã Marian Ambrosio, e a irmã Lucia Weiller, integrantes da Equipe de Reflexão Teológica, participaram da Assembleia Geral da CLAR.


Lançado o novo formato da revista Vida e Família

Fruto de uma parceria de sucesso, há mais de 20 anos, entre a Comissão Nacional da Pastoral Familiar e a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a revista Vida e Família está de cara nova. A publicação, lançada a cada três meses, nesta edição de junho de 2012 apresenta um novo formato, com o selo ISSN (Internacional Standart Serial Number), um identificador padrão de publicações seriadas.

Os assessores da Comissão Vida e Família, padre Rafael Fornasier e Wladimir Porreca, estão à frente da edição da revista, que, de acordo com padre Rafael, visa difundir conteúdo "formativo e informativo". "É uma revista pastoral, mas que também busca contribuir nas reflexões de temas ligados à vida e à família", disse Rafael.

A revista é voltada para os bispos do Brasil e assinantes, e contém artigos que contam com a participação e a colaboração de especialistas com experiência nas questões ligadas à vida e à família. "A revista é um espaço para temas da atualidade que contribuam com a formação dos membros das pastorais familiares, padres e bispos", explica o padre. A publicação também conta com a participação dos regionais, que colaboram com notícias locais.

Ainda de acordo com Rafael Fornasier, a aceitação da revista no Brasil é grande, comprovada pelo crescente número de assinantes. "Temos um grande retorno por e-mail de pessoas que demonstram que a revista tem ajudado na reflexão. Bispos nos agradecem pessoalmente e elogiam a qualidade da revista", cita.

Como a publicação 'Vida e Família' não é voltada exclusivamente para religiosos, o editor informa que os interessados em fazer a assinatura da publicação podem entrar em contato com a Secretaria Executiva Nacional de Pastoral Familiar (Secren) no telefone (61) 3443-2900, ou no e-mail secren@cnpf.org.br.


Eleita nova diretoria da Coordenadoria Ecumênica de Serviços

Nos dias 14 e 15 de junho aconteceu a Assembleia da Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE). A CESE foi criada em 1973, e tem cinco Igrejas membro e uma aliança de Igrejas Batistas. A CNBB, membro fundador da CESE, enviou como delegados para a Assembleia o bispo da diocese de Rui Barbosa (BA), dom André de Witte; o bispo auxiliar de Salvador (BA), dom Gilson Andrade da Silva; irmã Judite Meyer e o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, padre Elias Wolff, como membro da Comissão de Eleições da CESE, 2012-2015.

A Assembleia contou com a presença de cerca de 40 participantes, delegados e representantes das Igrejas membro e convidados representantes de organismos ecumênicos nacionais.

"O nosso encontro foi um momento privilegiado para o fortalecimento institucional da CESE, da convicção ecumênica e da análise da caminhada ecumênica que essa organização está construindo à 39 anos. Percebe-se que a CESE é uma forte expressão social do ecumenismo no Brasil, uma vez que seus projetos são voltados basicamente para questões sociais", destacou o padre Elias Wolff.

No ano de 2011 foram apoiados mais de 300 projetos, que favoreceram o fortalecimento da vida para mais de 200 mil pessoas. O total dos projetos realizados somam um investimento de mais de dois milhões de reais.

Dentre as fragilidades constatadas na Assembleia, está o fato que algumas agências econômicas estão deixando de enviar recursos para a CESE; a baixa contribuição econômica das igrejas membro; a necessidade de fortalecer a relação da CESE com as presidências das igrejas membro. Estas são metas as serem alcançadas no ano de 2012.

A programação da Assembleia contemplou o debate sobre O Movimento Ecumênico face aos desafios do contexto atua, com participação de Jorge Atílio Iulianelli, do pastor Djalma Rosa Torres e de Raquel Lima Catalani, da Rede Ecumênica da Juventude; A apresentação do relatório das atividades e do relatório econômico da CESE sobre ao no de 2011; A apresentação de alguns projetos específicos apoiados pela CESE, como o trabalho com os moradores de rua de Salvador e com os povos indígenas; Uma reflexão sobre a relação das igrejas com a CESE e a Eleição da nova Diretoria da CESE, 2012-2015.

A nova diretoria ficou assim definida: Presidente, presbítera Eleni Rodrigues Mender – Igreja presbiteriana Independente; Vice-presidente, pastora Cibele Kuss – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; 1º Tesoureiro, pastor Guilherme Lieven – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; 2º Tesoureiro, dom Gilson Andrade da Silva – Igreja Católica; 1ª Secretária, Sandra Maria Correia – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e 2ª Secretaria, presbítera Girlaine Gomes Santos – Igreja Presbiteriana Unida.


Curso de Especialização em Liturgia

A Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, está promovendo o curso de Especialização em Liturgia. O curso terá início no dia 11 de agosto.

Apresentação

A Liturgia, momento privilegiado da manifestação da Igreja, desde a sua reforma no Concilio Ecumênico Vaticano II, tem alcançado grandes progressos, sobretudo no que tange ao seu estatuto epistemológico. Pensar a Liturgia no âmbito da teologia da Igreja significou um processo de migração da compreensão da liturgia: de cerimonial vazio de sentido, à celebração do Mistério da fé. A mudança de tal perspectiva se deve à atenção dada às ciências humanas e ao seu irrenunciável contributo à ciência litúrgica. A interdisciplinaridade é tarefa e, ao mesmo tempo necessidade, para se pensar a liturgia de modo cientifico, com fundamentos que considerem seus aspectos antropológicos, filosóficos, sociais e psicológicos. Dar voz aos conhecimentos alcançados pelas ciências humanas e promover um diálogo com a ciência litúrgica só tem a enriquecer e fortalecer sua pretensão científica, bem como a atividade pastoral.

A abordagem proposta deve situar-se no contexto da teologia cristã, enquanto horizonte vital da celebração da Igreja, pois a liturgia é teologia primeira que, com sua linguagem específica, é capaz de dar a conhecer Deus e o homem. Nessa perspectiva serão analisados e aprofundados as preces e os ritos da Igreja, como sinais capazes de efetuar a relação entre o humano e o divino, bem como revelar suas feições na celebração. A proposta visa não só o aprofundamento teórico, mas, sobretudo pastoral, pois a liturgia é também fundamentalmente ação. Nela realiza-se o ato litúrgico e sacramental. Os conhecimentos propostos e oferecidos terão em vista uma práxis litúrgica no contexto eclesial: prática fecundada por uma reflexão claramente definida por seus métodos, objetivos e destinatários.

Objetivos do curso:

Oferecer aos alunos a apropriação dos mais importantes conceitos da teologia litúrgica fundamental pós-concoliar para servir como referencial teórico de todo o curso, estabelecendo o diálogo entre a ciência litúrgica e algumas ciências humanas que são instrumentos valiosos de interpretação do fenômeno celebrativo, refletindo e oferecendo pistas práticas de como encaminhar o desafio da inculturação litúrgica diante da pluralidade cultural e do desafio da comunicação moderna.

Público alvo:

Portadores de diploma de nível superior em qualquer área do conhecimento ou portadores de experiência em pastoral litúrgica, estudiosos da liturgia, presbíteros e religiosos voltados para essa dimensão da pastoral eclesial.

Estrutura e carga horária:

A carga horária total do curso é 390 horas, organizado em três módulos, cada qual composto por disciplinas e atividades de integração de conhecimentos, e se compõe ainda com uma monografia e atividades complementares. O curso acontecerá um final de semana por mês (sábado e domingo).

Investimento (mensalidade):

Valor Total do Curso R$ 5.070,00 Valor Parcelado em 15 (x) - Matrícula: R$ 338,00 + 14 parcelas de R$ 338,00

Vencimentos:

1º semestre: março, abril, maio, junho e julho2º semestre: agosto, setembro, outubro, novembro e dezembroOs vencimentos ocorrem nos meses descritos acima sendo que a matrícula do curso corresponde a primeira parcela do semestre de ingresso.

* As parcelas são mensais e estão sujeitas aos reajustes legais. Consulte nosso Atendimento, (11) 3124.9600, para informações sobre condições especiais no pagamento parcelado para associações e Grupos (empresas, escolas ou outras instituições).

Organização curricular:

MÓDULO I – Liturgia Fundamental •    Celebração cristã como memorial do mistério pascal de Cristo•    A celebração do "Christus Totus"- assembleia e ministérios•    O Itinerário litúrgico-espiritual do Ano Litúrgico•    A sacramentalidade da Liturgia•    Introdução à ciência litúrgica•    Metodologia da pesquisa científica I•    Estágio supervisionado e participação em Congressos e seminários I•    Seminário I•    Orientação de monografia I

MÓDULO II – Liturgia e Ciências •    Liturgia e Antropologia – contribuições da ciência antropológica para a interpretação dos ritos•    Liturgia e Linguagem – contribuições da semiótica para a compreensão dos símbolos nas celebrações•    Liturgia e Pedagogia - novos paradigmas da pedagogia e processos de iniciação cristã•    Liturgia e Terapia – Os sacramentos de cura•    Liturgia e História – a compreensão do conceito de liturgia ao longo da história•    Metodologia da Pesquisa científica II             •    Estágio Supervisionado e participação em Congressos e seminários II•    Seminário II•    Orientação de monografia II

MÓDULO III – Liturgia e Cultura •    Princípios de inculturação litúrgica•    Liturgia e Mídia•    Liturgia no mundo urbano•    Liturgia, religiosidade e Cultura popular•    Liturgia e Arte•    Metodologia da pesquisa científica III•    Estágio supervisionado e participação em Congressos e seminários III•    Seminário III•    Orientação de monografia III

Coordenação:

Pe. Dr. Valeriano Santos da Costa Pe. Me. Luiz Eduardo Pinheiro Baronto

Corpo docente:

Prof. Dr. Valeriano Santos da CostaProf. Me. Luiz Eduardo Pinheiro BarontoProf. Me. Márcio Leitão Prof. Dr. Ney de Souza Prof. Dr. Antonio Sagrado Bogaz Profa. Dra. Elza Helena de Abreu Prof. Me. Cristiano Marmelo Pinto Prof. Me. Gabriel dos Santos Frade Prof. Dr. Krzysztof Dworak Prof. Dr. Roberto Coelho Barreiro FilhoProf. Dr. José Raimundo Pinto de MeloProf. Me. Danilo César dos Santos LimaProf. Dr. José Luís Marques López Landeira Profa. Dra. Eveline Gonçalves Denardi Prof. Me. Carlos Gustavo Haas

Local de realização:

PUC-SP - Campus IpirangaAvenida Nazaré, 993Ipiranga - São Paulo - SPMapa de localização

Matrículas:

Documentos para Matrícula:Cópia autenticada do diploma de graduação ou histórico escolar, cópia do CPF, do RG e do comprovante de endereço (onde conste o CEP) e entregar pesquisa de perfil preenchida. Para que a matrícula seja efetivada, é importante que o aluno traga todos os documentos solicitados.

Locais da matrícula:

Campus Ipiranga Av. Nazaré, 993 - Ipiranga - São Paulo - SPSecretaria de Alunos PUC-SP,  Bloco II Horário de Atendimento: De segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas

PUC-SP - Unidade COGEAE ConsolaçãoRua da Consolação, 881 - Consolação - São Paulo - SP - Cep: 01301-000Telefone: (11) 3124-9600 - Fax.: (11) 3124-9612

Horário de Atendimento: das 9 às 20h30 e sábados das 8 às 12h30.

Realização sujeita ao número mínimo de inscrições.

Aprovação:

O certificado de Especialização será obtido mediante frequência mínima de 75% das aulas ministradas em cada módulo e média igual ou superior a 7,0 (sete) em todos os módulos e na monografia de final de curso.


Bispos da Amazônia celebram 40 anos do documento de Santarém

Está tudo pronto para o encontro que vai reunir os bispos da Amazônia em Santarém (PA), entre os dias 2 e 6 de julho. O 10ª Encontro da Igreja na Amazônia será realizado no Seminário São Pio Décimo e destacará o tema: Cristo Aponta para a Amazônia. Estão confirmadas as presenças do Secretário Geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, além do presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, cardeal Cláudio Hummes. Participam do encontro os bispos das dioceses dos três regionais da CNBB na região da Amazônia: Norte I (norte do Amazonas e Roraima); Norte 2 (Pará e Amapá) e Noroeste (Rondônia, Acre e sul do Amazonas). O ponto central é a reflexão da ação evangelizadora da Igreja na Amazônia nos últimos 40 anos, que tem como base o "Documento de Santarém", elaborado em 1972. Também serão apresentadas sugestões para uma Evangelização Encarnada, Missionária e Profética na Amazônia para os próximos cinco anos. Está prevista a elaboração de uma carta ao Povo e aos Governadores dos Estados da região amazônica, e outra ao Papa Bento XVI, com os resultados do evento. A cobertura das atividades do evento vai estar disponível através do endereço www.encontrodosbisposdaamazonia.blogspot.com.br. Com informações de Ercio Santos (Pascom / Diocese de Santarém)

Mensagem final do Encontro da Vida Monástica e Contemplativa

"Renovamos nosso compromisso em testemunhar alegremente no silêncio da vida a força da fidelidade a nossos carismas", é o que afirma a mensagem final do Encontro Nacional da Vida Monástica e Contemplativa, realizado entre os dias 16 a 19 de junho no Seminário Santo Afonso, dos Missionários Redentoristas, em Aparecida (SP). O evento foi uma iniciativa da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB e teve como tema "Identidade, Mística e Missão". A seguir, a íntegra da mensagem final do encontro. MENSAGEM FINAL DO ENCONTRO NACIONAL DA VIDA MONÁSTICA E CONTEMPLATIVA(Aparecida/SP, 16-19 de junho de 2012)"IDENTIDADE, MÍSTICA E MISSÃO"Nossa pátria é o céu (Fl 3,20) 1.    Reunidos em Aparecida, lugar privilegiado da manifestação da fé do povo brasileiro, e onde se pode sentir mais de perto a maternidade carinhosa de Maria, por iniciativa da Conferência dos Religiosos do Brasil e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com o incentivo e aprovação da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, acolhidos calorosamente pela Igreja Local, expressamos nossa alegria e gratidão por esta oportunidade de comunhão e convívio fraterno, reflexão e partilha de experiências, oração e celebração, que nos foram proporcionados. Vemos em tudo isto a solicitude da Igreja para com nossas famílias religiosas. 2.    Com o tema "identidade, mística e missão" e o lema "nossa pátria é o céu" (Fl 3,20), procuramos aprofundar a compreensão de que somos consagrados para responder ao olhar de amor do Senhor por todos nós: "não fostes vós que me escolhestes, fui eu que vos escolhi" (Jo 15,16). Somos gratos pelo chamado para a vida monástica e contemplativa, partilhado também por leigos que vivenciam nosso carisma na realidade secular. Reconhecemos que nossa fidelidade a Jesus exige sempre e de novo decisão e empenho, dimensões que marcam o povo de Deus que caminha na história, buscando corresponder à vida de cidadãos do céu (cf. Fl 3,20). 3.    Empenhamo-nos por aprofundar a compreensão de nossa vocação particular na Igreja, nossa identidade, mística e missão; o sentido de pertença e fidelidade criativa à Tradição de nossas famílias religiosas, a conservação do próprio patrimônio espiritual, a comunhão como possibilidade de experiência real do amor vivido e sua celebração diária na liturgia; a dimensão comunitária da experiência de fé, a corresponsabilidade no que diz respeito ao "único necessário" (Lc 10,42), cientes de que "nossa pátria é o céu" (Fl 3,20). Desejamos conservar, alimentar e aprofundar o amor, a fidelidade e a devoção filial à Igreja, ao sucessor de Pedro, em comunhão com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Possamos, com a graça de Deus, receber a força de tornar visível pelo amor fraterno, a unidade da comunhão trinitária que nos abraça e abençoa. Reconhecemos humildemente a presença entre nós de atitudes contrárias às exigências do seguimento radical de Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Fl 3, 18-19). Mas também temos a certeza de que Deus escolhe instrumentos frágeis para testemunhar no mundo seu amor (cf. 1Cor 1, 27-28), e acreditamos que Sua misericórdia é grande (1Pd 1,3). 4.    Somos desafiados no cotidiano pelas consequências da mudança de época em que nos encontramos. Isso faz com que os critérios de compreensão, os valores mais profundos, a partir dos quais se afirmam identidades e se estabelecem ações e relações entrem em crise. Sentimos tal realidade influenciando e desafiando nossa forma de vida. Desejamos, portanto, que nosso testemunho discreto e simples de amor vivido em todas as suas manifestações, possa ser resposta oferecida por nossas comunidades religiosas ao mundo. Em especial, com a Igreja, através da participação em seu mistério pascal e da ascese e da solicitude orante pela humanidade, suas necessidades e intenções, acolhendo as angústias e dores, as alegrias e esperanças dos homens e mulheres de nosso tempo. 5.    Confiamos na força do amor (cf. Ct 8,6). Por isso, "com os olhos fixos em Jesus" (Hb 12,1), vislumbramos um futuro mais harmonioso nas relações entre hierarquia e carisma, dimensões constitutivas da Igreja. Incentivamos uma pedagogia de mútua apreciação, desde os seminários e casas de formação, até a criação de espaços de autêntico diálogo e mútua colaboração. 6.    Renovamos nosso compromisso em testemunhar alegremente no silêncio da vida a força da fidelidade a nossos carismas. Por isso, entre expressões antigas e novas de vida monástica e contemplativa, assumimos o desafio de dar continuidade à experiência da gratuidade do amor e da comunhão entre nós e nossas famílias religiosas, vivida nestes dias em Aparecida. Propomo-nos favorecer e fomentar o caminho aqui iniciado, sob as bênçãos da Senhora Aparecida, pois, reconhecemos que da Igreja recebemos a fé e a consagração; e nela, com gratidão e alegria, nos consagramos ao Senhor sem reserva, característica dos adoradores que o Pai procura.

Clero de Ribeirão Preto lembra de dom Joviano de Lima Júnior

"Nas mãos amorosas de Deus!", este é o título do artigo escrito pelo padre Marcelo Luiz de Sousa, representante do clero de Ribeirão Preto (SP), sobre a vida e obra de dom Joviano de Lima Júnior, arcebispo de Ribeirão Preto (SP), falecido no último dia 21 de junho.

"Diante da vida e da morte, diante dos sobressaltos porque passamos em nossos dias, diante de tanto sofrimento e de tantas fadigas do homem de hoje, não podemos dizer nem confessar outra coisa, a não ser: 'Eu sei que o meu Redentor, Jesus Cristo, vive!'. Esta é a grande certeza da nossa fé, do cristianismo e de seu humanismo. Esta profissão de fé transforma a nossa vida, enche-a de felicidade e de alegria, abre-a à esperança e  faz o homem caminhar na luz da verdade", destaca um trecho do artigo.

Leia abaixo a íntegra da mensagem:

Nas mãos amorosas de Deus!

Diante da profunda tristeza que a impactante notícia da morte de Dom Joviano nos causou, queremos abrir nossos corações à esperança que somente o Pai Eterno nos pode dar.

Damos graças a Deus por Dom Joviano, pelo dom de sua vida entre nós. E desejamos tributar também ao ilustre irmão, amigo, sacerdote, bispo e pastor, neste momento, todo o nosso reconhecimento e gratidão. Mas não o fazemos apenas com as nossas próprias forças, que, aliás, são mínimas, mas com a graça e a força de Jesus Cristo que se oferece e se faz presente no mistério da Eucaristia.

A Palavra de Deus ilumina a vida deste nosso irmão, da mesma forma que conforta e edifica a nossa vida.

Dom Joviano, bem poderia proclamar para nós, hoje, com a mesma força e contundência, com a mesma precisão e fogosidade, as palavras do livro de Jó "Eu sei que o meu Redentor está vivo!".

Diante da vida e da morte, diante dos sobressaltos porque passamos em nossos dias, diante de tanto sofrimento e de tantas fadigas do homem de hoje, não podemos dizer nem confessar outra coisa, a não ser: "Eu sei que o meu Redentor, Jesus Cristo, vive!". Esta é a grande certeza da nossa fé, do cristianismo e de seu humanismo.Esta profissão de fé transforma a nossa vida, enche-a de felicidade e de alegria, abre-a à esperança e  faz o homem caminhar na luz da verdade.

A Palavra nos diz:"Felizes os servos que o Senhor, ao chegar, encontrar acordados" (Lc 12,37).

Dom Joviano faz parte dessa imensa legião de homens e mulheres que viveram neste mundo em permanente vigília, sempre com as antenas ligadas, e que se deixaram apaixonar por Jesus Cristo. Toda a sua rica existência, existência operosa e cheia de méritos, foi marcada por uma profunda fé e uma entrega total ao serviço do Reino de Deus.

Sabemos que o amor de Deus traz sempre consigo a alegria, a serenidade e a paz. Lembra-nos o salmo 111: "Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei!"

"Ele é correto, generoso e compassivo como luz brilha nas trevas para os justos". Dom Joviano brilhou entre nós como pessoa serena, alegre e pacífica. Extremamente discreto amante do silêncio e da oração, culto, porém simples, humilde. Ao tratar de coisa séria sabia fazer brincadeira. Destacava-se pela sua pontualidade.

A vida não se justifica apenas pela sua duração, nem pela lembrança, nem pelo aplauso dos outros, mas pela sua harmonia intrínseca, sobretudo pela capacidade de amar.

Perpassando a biografia de Dom Joviano, percebemos que ao chegar à nossa arquidiocese encontrou muitos desafios, contudo conseguiu realizar muitas coisas entre nós. Recordemos algumas delas: Criou várias paróquias, ordenou dezesseis padres e dois diáconos. Fundou a Escola Diaconal. Anunciou um ano missionário para comemorar o Centenário da Arquidiocese com o lançamento do Projeto SIM - Ser Igreja em Missão; anunciou em janeiro de 2008 a 13ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral.Dom Joviano foi também membro do Conselho Episcopal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Presidente do Conselho Episcopal para a Liturgia; membro do Conselho Econômico da CNBB e membro efetivo da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos.

Hoje, sobretudo, consternados pela morte de nosso pastor queremos dar graças ao bom Deus pelo ministério sacerdotal que o Senhor lhe confiou e que ele exerceu com fidelidade e zelo até à hora de sua morte.

Pastor conforme o coração de Deus amou intensamente seu povo, em benefício do qual não poupou esforços nem sacrifícios, nos vários lugares em que exerceu seu ministério pastoral: Na Congregação dos Padres Sacramentinos, pelo mundo afora,e conosco nesta Arquidiocese como Arcebispo, durante este curto período nos mostrou que se faz necessário dilatar o coração de Jesus no mundo e como fiel discípulo de S.Pedro Julião Eymard , é preciso amar verdadeiramente a Eucaristia.

Coração inquieto, como Santa Teresa "nada te perturbe" e Santo Agostinho, amou e buscou apaixonadamente a suprema sabedoria, a Verdade e a beleza de Deus.

Irmãos a vida do homem sobre a terra é uma busca constante da plenitude de Deus. Esta plenitude que de alguma forma, misteriosamente, se oculta em nossas vicissitudes humanas. A este respeito Santo Agostinho dizia: "Fizeste-nos para ti Senhor, e o nosso coração estará inquieto até que não repousa em ti".

"Deus é a razão perfeita, o fim último e a felicidade suprema do sábio" (Sócrates). Dom Joviano encontrou-o definitivamente e pôde receber o amoroso abraço do Pai no perene encontro, aguardado durante toda a sua vida, porém deixa-nos envoltos em sentimentos de profunda gratidão, de esperança e de saudade, pois sempre "no tempo da vida que passa... há sinais de esperança que ficam". Obrigado, Dom Joviano, mais uma vez, pelo testemunho de sua vida!

Querido Pai e amigo, hoje encerraste teu peregrinar entre nós. Muito obrigado por teu sim ao Senhor na vocação sacerdotal; obrigado por ter vivido com alegria teu ministério sacerdotal; obrigado por tua entrega generosa e desinteressada; obrigado por tua inocência e jovialidade; obrigado por ter partilhado conosco teus dons de mente e de coração. Que tua vida oferecida por amor desperte muitas e santas vocações nesta Arquidiocese e em toda a Igreja.

Dos umbrais da casa de Deus, Dom Joviano, olhai por nós!

Padre Marcelo Luiz de SousaRepresentante dos Presbíteros


Eleito o administrador para a arquidiocese de Ribeirão Preto

Conforme prescreve as normas do Código de Direito Canônico, por ocasião do falecimento de dom Joviano de Lima Júnior, no dia 21 de junho e a vacância da Sé Metropolitana de Ribeirão Preto, o Colégio de Consultores se reuniu no dia 25 de junho, na Cúria Metropolitana, e elegeu o padre Nasser Kehdy Netto, administrador arquidiocesano da arquidiocese de Ribeirão Preto. Ele administrará a arquidiocese até que o Santo Padre, o papa Bento XVI, nomeie o novo arcebispo Metropolitano.

Padre Nasser Kehdy nasceu em maio de 1941 e é natural de Nova Granada (SP). Cursou Filosofia entre os anos de 1958 a 1960 no Seminário Central do Ipiranga, em São Paulo, e no Seminário de Filosofia, de Aparecida (SP). A partir de setembro de 1960 ingressou no Colégio Pio Brasileiro, em Roma (Itália), e conclui em 1964 o bacharelato em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Foi ordenado presbítero em 14 de março de 1964, pelas mãos de dom Eugênio de Araújo Sales, em Roma.

Na arquidiocese de Ribeirão Preto exerceu as seguintes atividades: Pastoral Vocacional; Grupos de Garotos Perseverança: de 1966-1969; 1974-1984; Seminário Menor: 1969-1973; Seminário Maior: 1979-1983; Coordenador de Pastoral: 1990-1998; Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Brodowski, primeiro como Vigário Paroquial de  1974-2000, e pároco de 1974-1983; Pároco de São Lourenço, em Pontal, desde 1984 (atual); Membro do Cabido Metropolitano; Juiz Auditor na Câmara Eclesiástica de Ribeirão Preto e Juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano (RP-1).


Arquidiocese de Belo Horizonte lança site da Semana Missionária

Entre 16 e 21 de julho de 2013, Belo Horizonte (MG) vai receber milhares de jovens para participar da Semana Missionária, evento que antecede a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro. Para ninguém perder o evento, a arquidiocese de Belo Horizonte acaba de lançar um site com várias informações importantes.

A Semana proporciona aos jovens peregrinos a possibilidade de conhecer a vivência cristã, o trabalho social, cultural, trocar experiências e enriquecer a fé, conhecendo os costumes locais em uma região considerada "um tesouro no coração católico do Brasil".

O site traz informações sobre a capital de Minas Gerais e notícias sobre a preparação para a Semana Missionária.  Na seção "Perguntas Frequentes" os participantes encontram as informações necessárias para participar do evento e se inscrever como voluntário.

Acesse, www.semanamissionariabh.org.br.


Arquidiocese de Juiz de Fora sedia Encontro da Sociedade Brasileira de Canonistas

Nos dias 9 a 14 de julho de 2012 a Arquidiocese de Juiz de Fora sediará o 27º  Encontro da Sociedade Brasileira de Canonistas e 29º Encontro dos Servidores dos Tribunais Eclesiásticos do Brasil.

O evento organizado pelo Tribunal Eclesiástico Interdiocesano e de Apelação de Juiz de Fora e pela Sociedade Brasileira de Canonistas terá como tema "Cânon 1095 em sua atualidade e diversidade com o Canonista Pe. Alejandro Bunge", e lema "Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados" Mt, 5, 6.

O 27º Encontro da Sociedade Brasileira de Canonistas e XXIX dos Servidores dos Tribunais Eclesiásticos do Brasil será realizado no Victory Business Hotel (Av. Itamar Franco 1850, São Mateus) em  Juiz de Fora (MG).

As inscrições podem ser feitas até o dia 2 de julho através do site da Sociedade Brasileira de Canonistas: www.infosbc.org.br.

Programação:

Dia 09 - Segunda - Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus15h - Acolhida dos encontristas no Hotel Victory16h30- Inscrição e entrega do material do Encontro18h - Concentração e saída para a Missa de Abertura do Encontro19h - Abertura com Santa Missa presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira - na Catedral Santo Antônio ou na Igreja São Mateus, devido a reforma da Catedral20h30 - Jantar de Boas-vindas

Dia 10 -  Terça - Santo Olavo7h - Café da manhã7h30 - Ofício de Laudes (Sala de Palestras)8h - Abertura dos trabalhos com avisos gerais8h10 - Conferência sobre o Cânon 1095 - Pe. Alejandro Bunge10h - Coffee break10h30 - Conferência sobre o Cânon 1095 - Pe. Alejandro Bunge12h – Almoço14h - Conferência sobre o Cânon 818 do CCEO, Pe. Ziad do Rito Greco-Melquita16h - Coffee break17h - Oficina com os Servidores dos Tribunais e Canonistas19h - Santa e Divina Liturgia na Igreja São Jorge (Rito Greco-Melquita) com Eparca Dom Fares Maakaroun - Bispo da IgrejaMelquita no Brasil.20h30 – Jantar.

Dia 11 - Quarta - São Bento7h - Café da manhã7h30 - Ofício de Laudes (Sala de Palestras)8h - Abertura dos trabalhos com avisos gerais8h10 - Conferência sobre o Cânon 1095 - Pe. Alejandro Bunge10h - Coffee break10h30 - Conferência sobre o Cânon 1095 - Pe. Alejandro Bunge12h – Almoço14h - Oficina com os Servidores dos Tribunais e Canonistas15h30 - Assembléia Geral da Sociedade Brasileira de Canonistas16h - Coffee break18h - Santa Missa no Salão de Palestras presidida pelo MongeBeneditino Dom Hugo e co-celebrada pelos demais.19h - Jantar

Dia 12 - Quinta - São João Gualberto7h - Café da manhã7h30 - Ofício de Laudes (Sala de Palestras)8h - Abertura dos trabalhos com avisos gerais8h10 - Conferência sobre o Cânon 1095 - Pe. Alejandro Bunge10h - Coffee break10h30 - Conferência sobre o Cânon 1095 - Pe. Alejandro Bunge12h – Almoço14h - Conferência com os Servidores dos Tribunais e Canonistas15h30 - Coffee break16h - Oficina com os Servidores dos Tribunais e Canonistas18h - Santa Missa de Encerramento dos Trabalhos Presidida pelo Presidente da SBC  e co-celebrada pelos demais20h - Jantar Festivo de Confraternização

Dia 13 - Sexta - Santo Henrique e Santa Cunegundes7h - Café da manhã7h30 - Ofício de Laudes (Sala de Palestras)8h - Passeio em cidades históricas (São João Del Rey e Tiradentes)18h - Retorno ao Hotel

Dia 14 - Sábado - São Camilo de Léllis07h - Café da manhã07h30 - Ofício de Laudes (Sala de Palestras)Encerramento das Atividades


Site da Semana Missionária está no ar

Entre 16 e 21 de julho de 2013, Belo Horizonte vai receber milhares de jovens para participar da Semana Missionária, evento que antecede a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro. Para ninguém perder o evento, a Arquidiocese de BH acaba de lançar um site com todas as informações mais importantes.

Veja neste link: http://www.semanamissionariabh.org.br/

A Semana proporciona aos jovens peregrinos a possibilidade de conhecer a vivência cristã, o trabalho social, cultural, trocar experiências e enriquecer a fé, conhecendo os costumes locais em uma região considerada "um tesouro no coração católico do Brasil".

O site traz informações sobre a capital de Minas Gerais e notícias sobre a preparação para a Semana Missionária.  Na seção "Perguntas Freqüentes" os participantes encontram as informações necessárias para participar do evento e se inscrever como voluntário.


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