quarta-feira, 27 de junho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 27/06/2012

REFLEXÃO

Existem profetas que falam o que as pessoas gostam de ouvir e existem profetas que falam o que deve ser dito. O falso profeta é aquele que fala o que a pessoa gosta de ouvir, de modo que ela não muda de vida e não produz fruto algum, vive uma espiritualidade estéril; ele vive de acordo com a situação porque esta lhe é favorável e satisfaz seus interesses. O verdadeiro profeta fala o que a pessoa precisa ouvir para converter-se, mudar de vida e produzir frutos que permaneçam, ele não aceita a situação atual, marcada pelos privilégios e pecados e quer que ela mude, porque o seu interesse é que o Reino de Deus aconteça na história dos homens.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Carmelo Scampa, Bispo de São Luís de Montes Belos - GO
NOTÍCIAS

Papa nomeia dois novos bispos para o Brasil

O Santo Padre, o papa Bento XVI nomeou na manhã de hoje, 27 de junho, dois novos bispos para o Brasil.

O primeiro deles é o padre José Eudes Campos do Nascimento, atual vigário episcopal na arquidiocese de Mariana (MG) e pároco da paróquia Santa Efigênia, em Ouro Preto (MG), que assumirá a diocese vacante de Leopoldina (MG). O segundo é o padre Sérgio de Deus Borges, atualmente é reitor do Seminário Menor Diocesano "Menino Deus" e presidente do Tribunal Eclesiástico de Londrina (PR), nomeado bispo auxiliar para a arquidiocese de São Paulo (SP).

Monsenhor José Eudes

Nasceu em Barbacena, Minas Gerais, em abril de 1966. Cursou Filosofia no Instituto Santo Tomás de Aquino, em Belo Horizonte (MG) e Teologia no Seminário São José, em Mariana (MG). Foi ordenado padre no dia 22 de abril de 1995, em sua cidade natal. Atuou como pároco da paróquia São Gonçalo do Amarante, em Catas Altas da Noruega (MG); Assessor da Pastoral da Juventude; pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Rio Pomba (MG) e finalmente pároco da paróquia Santa Efigênia, em Ouro Preto, desde 2009.

Monsenhor José Eudes sucederá a dom frei Dario Campos, transferido para a diocese de Cachoeiro do Itapemirim (ES), em 27 de abril de 2011. Desde então, a diocese de Leopoldina está vacante, sendo administrada pelo monsenhor Alexandre dos Santos Ferraz.

Monsenhor Sérgio de Deus

Nasceu em Alfredo Wagner, Santa Catarina, em setembro de 1966. Realizou seus estudos em Filosofia com os freis Capuchinhos, em Ponta Grossa (PR), e Teologia, no Instituto Teológico Paulo VI, em Londrina. Além disso, é licenciado em Pedagogia e especialização em Gestão do Ambiente Escolar, pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Fez mestrado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense e especialização em Matrimônio e Família pela Pontifícia Universidade Santa Cruz. Atualmente cursa o doutorado pela Pontifícia Universidade Católica Argentina.

Antes disso, monsenhor Sérgio foi ordenado presbítero em fevereiro de 1993 e incardinado na diocese de Cornélio Procópio (PR), onde exerceu as funções de pároco da paróquia São Miguel e São Francisco, membro do Conselho Presbiteral e Colégio de Consultores, assessor da Pastoral da Juventude, assessor da Pastoral do Dízimo, administrador paroquial da paróquia Nossa Senhora da Conceição, assessor da Pastoral Familiar, pároco da paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Jataizinho (PR), desde 2011, e presidente da Sociedade Brasileira de Canonistas.


Saudação ao novo bispo auxiliar de São Paulo (SP)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe com alegria ao monsenhor Sérgio de Deus Borges, do clero de Cornélio Procópio (PR), nomeado hoje pelo papa Bento XVI como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo (SP). Esta nomeação atende um pedido feito pelo cardeal Odilo Pedro Scherer de poder contar com a colaboração de um auxiliar.

Monsenhor Sérgio de Deus é do município de Alfredo Wagner, em Santa Catarina e tem currículo com muitos títulos acadêmicos: mestre em Pedagogia e especialização em gestão do ambiente escolar; licenciado em Direito Canônico e doutorando na mesma área e é, atualmente, presidente da Sociedade Brasileira de Canonistas. Além disso, percorreu itinerário pastoral como pároco, formador e assessor da Pastoral Familiar e da Juventude.

Em oração, agradecemos à diocese de Cornpelio Procópio que oferece esse seu filho para o anúncio do Reino de Deus em outra Igreja Particular. Cumprimentamos ao Monsenhor Sérgio de Deus, com o desejo de que ele se sinta feliz e entusiasmado com a nova missão que lhe foi confiada na Arquidiocese de São Paulo.

Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


Saudação ao novo bispo de Leopoldina (MG)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acolhe com alegria a notícia da nomeação feita hoje pelo Santo Padre, Papa Bento XVI, do Monsenhor José Eudes Campos do Nascimento, da Arquidiocese de Mariana (MG), como bispo de Leopoldina (MG).Monsenhor José Eudes, mineiro de Barbacena, foi pároco em diversas paróquias naquela Arquidiocese, e desde 2009 servia a Paróquia Santa Efigênia, em Ouro Preto. Por sete anos, foi assessor da Pastoral da Juventude. Atualmente, além de vigário-episcopal, atua como membro do Conselho Presbiteral, do Colégio de Consultores, e ainda colabora na direção espiritual dos seminaristas.

A diocese de Leopoldina aguarda o novo pastor desde a transferência de Dom Dário Campos para a diocese de Cachoeiro do Itapemirim (ES). Desejamos que Monsenhor José Eudes tenha êxito em sua nova missão na exigente realidade da ação evangelizadora da Igreja no Brasil.

Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


Brasil sem aborto: 5ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida

No dia 26 de junho, a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi palco de uma marcha que mobilizou diversos movimentos, religiosos e não religiosos, em prol da causa contra o aborto. A manifestação, organizada pelo Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem aborto –, teve início em frente ao Museu Nacional da República e marchou até o gramado em frente ao Congresso Nacional. O objetivo dos organizadores e manifestantes, além de protestar contra o aborto, era também defender a aprovação do Projeto de Lei 478/2007, conhecido como Estatuto do Nascituro.

"A vida é um direito universal, o primeiro e mais fundamental de todos os Direitos Humanos. Em nosso país, a Constituição Federal diz que o direito à vida é inviolável", disse Jaime Ferreira Lopes, um dos fundadores e vice-presidente do Movimento Brasil sem Aborto. Jaime explica que para surtirem resultados no sentido de coibir a prática de aborto, é necessária a participação da sociedade. "É importante mobilizar o povo e a população para que possamos impedir que o aborto seja legalizado em nosso país. Só com a participação popular que o Congresso Nacional entende o que o povo quer, por isso é importante a participação de todos", afirmou.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi representada pelo o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, padre Rafael Fornasier. Sobre a ideia de que a causa contra o aborto é ligada à questão religiosa, padre Rafael diz que, além desta, o motivador é "fundamentado em dados filosóficos, antropológicos e jurídicos". "O Estado é Laico, e respeita todas as expressões religiosas, no entanto, o Estado não é ateu. Defender a vida é um direito universal", mencionou.

O vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, Antônio César Perri, também manifestou a posição da entidade perante a causa. "Nós entendemos que a mobilização é importante para mostrar para a sociedade nosso pensamento em defesa da vida, em qualquer momento da existência física. Desde o momento da concepção já há um ser que deve ser respeitado".

Pastor Elias Castilho, secretário-executivo da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso, comentou sobre a posição dos evangélicos e a atuação junto ao governo. "A vida é o maior patrimônio dado por Deus, temos feito um trabalho muito grande nas comissões dentro do Congresso Nacional, inclusive em parceria com a CNBB, defensores da vida".

Na marcha também há casos como o da manifestante Maria Aparecida Teles Felinto, que falou sobre a experiência de interromper uma gravidez. "Eu já provoquei um aborto, há 30 anos. Até hoje choro por esse filho que não tive. É muita angústia, muita dor, é um sentimento que não dá para superar", descreve.

A Marcha contou a presença de muitos jovens, representantes de diversos movimentos. Cláudio de Almeida, da Associação desportiva Turma dos Ratos, que reúne jovens de diferentes religiões, acredita que desde a concepção há uma vida no ventre materno. "Acabar com a vida de um feto é uma injustiça porque essa vida não pode se defender. Não é justo fazer um aborto devido à falha de duas pessoas", disse. "Hoje tenho quatro filhos, amo muito todos eles, e penso se algum deles não estivesse ali, como faria falta", exemplificou.

"A juventude, às vezes, pode parecer minoria nessa causa, mas como cidadãos, também representa a luta pela vida", declarou Eliana Machado, de 20 anos.

Uma das reivindicações do movimento é a aprovação do Estatuto do Nascituro, tido como um dos o mais importante projetos em defesa da vida. O projeto tramita na Câmara dos Deputados desde a apresentação, em 2005, do substitutivo do projeto de lei 1135/91, que propunha a total descriminalização da aborto, tornando a prática totalmente livre, por qualquer motivo durante os nove meses da gravidez.

A pediatra e homeopata Rosimere Oliveira Neves, participou das cinco marchas realizadas nos anos anteriores e disse ser radicalmente contra o aborto em qualquer situação. "É um atentado contra a vida. Mesmo que essa mãe não queira essa criança, há alternativas, além de cometer esse crime", opina.

Rosimere também cita a necessidade de profissionais de saúde se posicionarem perante a causa. "Se a lei for aprovada vai obrigar esse profissional a fazer um aborto, e 80% são contra o aborto. É o caos ser obrigado a matar, é um absurdo um médico fazer um juramento milenar de Hipocrates, de defender a vida, e optar por extinguir uma vida, de um ser formado, geneticamente constituído", declarou a pediatra.

CNBB participa de Sessão Solene pró-vida

Em homenagem ao 6º aniversário do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida (Brasil sem aborto), a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi convidada a participar, no dia 25, de Sessão Solene da Câmara dos Deputados. A sessão foi proposta pela Frente Parlamentar em Defesa da Vida do Congresso. Em nome da presidência da Conferência, estava o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, padre Rafael Fornasier.

Na ocasião foram representadas, várias organizações religiosas espíritas, evangélicas e católica – representada pela CNBB –, que contribuem com a mobilização da sociedade brasileira e, e especial, no trabalho de articulação política. De acordo com o padre Rafael Fornasier, o "movimento é supra-religioso e suprapartidário" e visa impedir a aprovação de projetos de lei que atentem contra o direito à vida de uma criança por nascer, apoiando proposições legislativas de afirmação deste mesmo direito.

Durante a reunião o padre afirmou que o governo deve defender a vida concebida desde a concepção. "A questão da vida desde o ventre materno é uma questão de cidadania, a Constituição Federal e Código Civil, já garantem esse direito". Ainda de acordo com Rafael, a maior parte da população é contra o aborto. "O governo tem que corresponder ao que a maioria do povo brasileiro defende. O povo não admite aborto", alegou.


Bispo de Jales é convocado para mais dois anos no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social

O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social (CDES) é presidido pelo Presidente da República e seus membros são designados por ato formal do Presidente da República por dois anos, com possibilidade de recondução. Dom Demétrio atua junto a este Conselho desde 2010, sendo convidado pelo Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Moreira Franco, para outro mandato de dois anos.

O CDES tem o papel de colaborar na formação do juízo político do Governo, como instituição representativa da sociedade. Seu desafio é estabelecer o diálogo entre as diversas representações da sociedade civil a fim de e discutir as políticas públicas e propor as medidas necessárias para alavancar o crescimento do país.

Na composição do Conselho estão presentes trabalhadores, empresários, movimentos sociais, governo e lideranças expressivas de diversos setores. Para nomeação dos integrantes, o Presidente busca combinar a representatividade setorial, abrangência social, densidade política e capacidade para contribuir e repercutir os debates sobre temas fundamentais.

Leia abaixo o telegrama enviado a dom Demétrio:

"Senhor Conselheiro,

Seu empenho e dedicação no avanço dos temas tratados pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social foram decisivos para consolidar este espaço de debate franco e com real capacidade de aportar contribuições efetivas na construção de um país mais justo, desenvolvido e democrático.  Nesse sentido, sua recondução como Conselheiro pela Presidenta Dilma Rousseff, no último 15 de junho, constitui o reconhecimento por seus esforços pessoais e foi para mim motivo de especial satisfação. Ressalto minha certeza de que sua relevante experiência continuará a apoiar de forma fundamental os trabalhos desse colegiado e manterá a riqueza dos debates em torno de temas centrais ao desenvolvimento do Brasil. Com a minha admiração e sempre ao seu dispor",

W. MOREIRA FRANCOMinistro de Estado Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República


Carta das Religiões e o Cuidado da Terra

Carta das Religiões e o Cuidado da Terra

No Espaço da Coalizão Ecumênica e Inter-religiosa "Religiões por Direitos", no âmbito da Cúpula dos Povos na Rio+20 para a Justiça Social e Ambiental, contra a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns, os líderes religiosos do Brasil signatários, aderindo à iniciativa da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de Religiões pela Paz, reuniram-se para debater a relação entre as religiões e as questões ambientais. Como resultado do diálogo, concordou-se que a agenda das religiões na atualidade não deve desconsiderar a agenda do cotidiano da vida das pessoas na sociedade e das exigências da justiça ambiental.

A agenda das religiões deve incluir os elementos que traçam os projetos do ser humano na busca de realização da sua existência e afirmar compromissos efetivos com a defesa da vida no planeta.  Religiões, sociedade, desenvolvimento sustentável e meio ambiente não são realidades distanciadas, mas estreitamente correlatas. As tradições religiosas contribuem para a afirmação dos valores fundamentais da vida pessoal, sócio-econômica e ambiental, orientando para a convivência pacífica e respeitosa entre os povos, culturas e credos, e destes com toda a criação.

Assim, é fundamental na agenda das tradições religiosas hoje:

a)    Apresentar ao mundo o sentido da existência humana.  A humanidade vive momentos de pessimismo, com sensação de fracasso e desânimo, sobretudo nas situações e ambientes de crises econômicas, de injustiças, de violência e de guerras.

Comprometemo-nos em fazer com que as nossas tradições religiosas afirmem de modo concreto o valor da vida de cada pessoa, independente da sua condição social, religiosa, cultural, étnica e de gênero, ajudando-as na superação dos problemas que lhes afligem no cotidiano, sejam eles de caráter sócio-econômico-político e cultural, sejam eles de caráter pisíquico-espiritual.

b)    Promover a educação e a prática do respeito mútuo, do diálogo, da convivência pacífica e da cooperação entre os diferentes povos, culturas e religiões,  fundamental no mundo plural em que vivemos.

Assumimos o compromisso de trabalhar para a convergência dos diferentes paradigmas culturais e religiosos dos povos, como uma possibilidade para melhor entendermos o mundo dentro de suas inter-relações e a convivência entre todos os seres humanos.

c)    Explicitar mais e melhor o que já possuímos em comum.  Nossas tradições já condividem valores religiosos, como a fé em um Ser Criador, o cultivo da relação com Ele, a compreensão da origem e do fim de cada pessoa.

Comprometemo-nos a partilhar as riquezas que possuímos para fortalecer as relações entre nossas tradições, o enriquecimento e o reconhecimento mútuos, bases para a cooperação inter-religiosa em projetos que promovem o bem comum.

d)    Discernir juntos os valores que constroem a paz no mundo.  Sabemos que a paz não é simples ausência da guerra, mas é fruto da justiça e da prática do amor.

Comprometemo-nos na promoção da convivência pacífica entre os povos e o desenvolvimento da fraternidade e da solidariedade universal, superando todo fundamentalismo e exclusivismo, bem como o consumismo irresponsável que causam conflitos entre as pessoas e os povos.

e)    Viver a compaixão para com os mais necessitados, empobrecidos e excluídos da sociedade.

Assumimos o compromisso de realizar juntos projetos sociais que fortalecem a solidariedade nas comunidades religiosas e na família humana.

f)    Promover o valor e o cuidado da criação.  Tomamos conhecimento das ameaças à vida do planeta, conseqüências dos interesses econômicos que constroem uma cultura utilitarista e consumista na sociedade em que vivemos.

Comprometemo-nos com o desenvolvimento de uma nova ética na relação com o meio ambiente, capaz de orientar novas atitudes defensoras de todas as formas de vida, sustentadas em políticas públicas de justiça ambiental e numa mística/espiritualidade que explicite a gratuidade e o dom da vida da criação.

g) Afirmar elementos de uma ética comum que, sustentada nas convicções religiosas que possuímos, seja capaz de orientar atitudes e comportamentos de paz e de justiça, tanto dos membros das nossas tradições como de todos os povos.

Comprometemo-nos a desenvolver novos comportamentos, com prevalência da ética da tolerância e da liberdade cultural e religiosa, do respeito às diferenças, da dignidade de toda pessoa, da convivência entre credos e culturas, dos direitos humanos.

Finalmente, solicitamos à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, acolher a contribuição das religiões para o cuidado da vida na terra, reconhecendo que os imperativos morais DAS nossas tradições, convicções e crenças, bem como os nossos esforços de diálogo e cooperação inter-religiosa são imprescindíveis para alcançarmos o desenvolvimento sustentável de toda a humanidade.

Exmo. e Revmo. Dom Francisco BiasinPresidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso daConferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Rev. Pe. Peter Hughes Secretário Executivo do Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM)

Revmo. Dom Francisco de Assis da SilvaPrimeiro Vice-presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC)

Rev. Dr. Walter AltmannModerador do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI)

Rev. Nilton GieseSecretário Geral do Conselho Latino-americano de Igrejas (CLAI)

Rabino Sergio MarguliesRepresentante da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ)

Sami Armed IsbelleDiretor do Departamento Educacional e de Divulgação da Sociedade Beneficente Mulçumana do Rio de Janeiro (SBMRJ)

Ialorixá Laura TeixeiraCoordenadora Estadual do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileiras - Rio de Janeiro (INTECAB)

Irmã Jayam Kirpalani Direitora Européia da Universidade Espiritual Mundial Brahma Kumaris

Elias SzczytnickiSecretário Geral e Diretor Regional de Religiões pela Paz América Latina e o Caribe


Exploração sexual e terceirização da mão de obra estimulam tráfico de pessoas no Brasil, dizem especialistas

A ligação entre exploração sexual, tráfico de drogas e trabalho escravo; a falta de tipificação legal para o aliciamento de estrangeiros; e a terceirização de mão de obra são fatores que estimulam o tráfico de pessoas no Brasil. A conclusão é de especialistas que participaram de uma audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas no Brasil, realizada na Câmara dos Deputados, no dia 26 de junho.

De acordo com a coordenadora da Comissão de Justiça e Paz, do Regional Norte 2 da CNBB (Amapá e Pará), irmã Maria Henriqueta Cavalcante, a desigualdade social e a falta de políticas públicas oferecem poucas alternativas de trabalho para jovens e adolescentes nos estados do Pará e do Amapá.

Nos dois estados, há altos índices de tráfico de pessoas para as capitais da Guiana Francesa e do Suriname – Caiena e Paramaribo, respectivamente. Em muitos casos, essas pessoas trabalham em condição análoga à escravidão, informou a coordenadora.

"O tráfico acontece ao nosso lado e não sabemos identificar", disse a religiosa, que é ameaçada de morte e vive acompanhada de escolta policial. Parte do depoimento da irmã Henriqueta sobre a rede de tráfico foi feita a portas fechadas, por razões de segurança.

Para o coordenador-geral da Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), José Armando Guerra, não há na legislação brasileira a tipificação de tráfico internacional de pessoas. De acordo com o Código Penal, só há previsão de punição para aliciamento de brasileiros para trabalho em condições análogas à escravidão.

"Essas pessoas não conseguem se inserir no mercado de trabalho e são potenciais vítimas de trabalho escravo. O primeiro registro civil que esses trabalhadores têm é, muitas vezes, a carteira de trabalho recebida na hora da libertação", explicou o coordenador.

O subsecretário de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Renato Bignami, informou ainda que a terceirização do trabalho é um canal para o tráfico de pessoas no Brasil. Segundo ele, na maior parte das situações degradantes encontradas pela fiscalização do ministério, os trabalhadores estão em regime de subcontratação.


Congresso Teológico marcará celebração do Ano da Fé e dos 20 anos do Catecismo

Três comissões episcopais da CNBB estão unidas na organização do Congresso sobre os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica e o Ano da Fé. O evento está marcado para os dias 7 a 9 de setembro de 2012 na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba (PR). Em mensagem dirigida aos bispos, presbíteros, diáconos, agentes de pastoral, formadores de seminários, professores e estudantes, os organizadores do Congresso apresentam a proposta do evento, que terá a participação do arcebispo secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, dom Luis Francisco Ladaria. As inscrições podem ser feitas no site da CNBB até o dia 19 de agosto, e o valor a ser pago é de R$ 100 (cem reais - não incluído alimentação nem hospedagem). Aos que desejarem um certificado de extensão universitária, deverão selecionar a opção no ato da inscrição, ao custo de R$ 10 (dez reais).A seguir, a programação completa do Congresso. Para fazer a sua inscrição, clique aqui. PROGRAMA DO CONGRESSO SOBRE OS 20 ANOS DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA E O ANO DA FÉ07 A 09 DE SETEMBRO DE 2012 – PUCPR – CURITIBA /PRCRONOGRAMA Dia 07 – sexta-feira 8h00 - Recepção e Acolhida8h30 - Celebração das Laudes8h50 - Abertura9h30 - 1ª Conferência: Dom Luís Francisco Ladaria: O Catecismo da Igreja Católica: história, atualidade e perspectivas10h40 - Intervalo11h - 2ª conferência: Pe. Fr. Dr. Carlos Josaphat, OP - A Estrutura do Catecismo da Igreja Católica e a vida cristã12h - Almoço14h - 1ª conferência nos grupos temáticosGrupo I: Os Padres da Igreja no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Ms. Ulysses Roberto Lio Tropia – PUC-MGGrupo II: A Escatologia no Catecismo da Igreja Católica –  Dra. Maria Clara Bingemer – PUC-RioGrupo III: A tradução brasileira do Catecismo da Igreja Católica: memórias –  Dom Albano B. Cavalin – Arcebispo Emérito de LondirnaGrupo IV: A noção de fé no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Dr. Geraldo Luiz B. Hackman – PUCRS e Comissão Teológica Internacional15h - Intervalo15h30    - 2ª conferência nos grupos temáticosGrupo I: A liturgia no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Dr. Gregório Lutz – PUCSPGrupo II: A eclesiologia no Catecismo da Igreja Católica –  Pe. Dr. Antonio J. Almeida – PUCPRGrupo III: A recepção do Catecismo da Igreja Católica na América Latina – especialmente no Brasil – Pe. Dr. Luiz Alves de Lima, SDB – UNISAL - SPGrupo IV: A fé como fundamento da espiritualidade Cristã – Dr. D. Bernardo Bonowitz, OCSO – Abade Trapista16h30 - Interação com os participantes18h - Celebração da Eucaristia com Vésperas: Dom Moacyr José VittiDia 08 – sábado 08h30 - Celebração da Eucaristia com Laudes: Dom Jacinto Bergmann09h30 - 1ª conferência: Dom Luís Francisco Ladaria: Ano da Fé: motivações, proposta e perspectiva10h40    - Intervalo11h - 2ª. Conferência: Pe. Dr. Mário de França Miranda, SJ -  A Fé Cristã: dimensões pessoal e eclesial12h - Almoço14h - 1ª conferência nos grupos temáticosGrupo I: A Sagrada Escritura no Catecismo da Igreja Católica –  Pe. Ney Brasil – FACASCGrupo II: A Cristologia no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Dr. Domingos Barbosa Filho – ICESPIGrupo III: A concepção de catequese subjacente ao Catecismo da Igreja Católica – Prof.a Dr.a Elza Helena Soares – UNISAL-SPGrupo IV: A Celebração do Mistério Cristão: ambiente natural da fé cristã - D. Edmar Peron – Bispo Auxiliar de São Paulo15h - Intervalo15h30    - 2ª conferência nos grupos temáticosGrupo I: O Magistério e o Catecismo da Igreja Católica –  Pe. Dr. Antonio Luiz Catelan FerreiraGrupo II: A Moral Cristã no Catecismo da Igreja Católica – Dom Sérgio da RochaGrupo III: A Iniciação cristã no Catecismo da Igreja Católica – Pe. Dr. Janison de SáGrupo IV: A Eucaristia no Catecismo da Igreja Católica: "pelas palavras de Cristo e pela invocação do Espírito Santo" – Pe. Dr. Francisco Taborda, SJ16h30    - Interação com os participantes18h - VésperasDia 09 – Domingo08h30 - Celebração da Eucaristia com Laudes: Dom Luís Francisco Ladaria09h30 - Apresentação de tópicos dos Grupos Temáticos10h15 - Intervalo10h40 - Conferência final: Dom Luís Francisco Ladaria: considerações finais11h40 - Celebração conclusiva e encerramento

Escolhida a música do Hino da Campanha da Fraternidade de 2013

Desde 2006, por decisão dos bispos do Conselho Episcopal Pastoral, o Consep, o CD da Campanha da Fraternidade traz o Hino da CF e o repertório quaresmal correspondente a cada ano. O hino poder ser executado em algum momento (mais adequado) da celebração, a critério da equipe de celebração e de quem preside. "Por exemplo, em algum momento da homilia – o que facilitará a vinculação da liturgia da palavra com a vida (tema da CF) – ou nos ritos finais, no momento do envio. Prioritariamente, o hino deve ser usado nos momentos de estudo e encontros de formação sobre a CF", afirma o assessor de Música Litúrgica da CNBB, padre José Carlos Sala.

O hino da Campanha da Fraternidade de 2013 já foi escolhido. A CF 2013 terá como tema: "Fraternidade e Juventude", e tem como lema: "Eis-me aqui, envia-me!" (Is 6,8). O processo de escolha do hino passou por dois momentos: concurso para a letra e concurso para a música.

Na segunda quinzena de dezembro de 2011, representantes das Comissões Episcopais Pastorais para a Liturgia, Juventude e Campanha da Fraternidade, juntamente com o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, escolheram a letra. Dentre as mais de 40 letras enviadas foi escolhida a do compositor Gerson Cezar Souza.

No final de maio deste ano, representantes das Comissões de Liturgia e Juventude, maestros convidados e o secretário geral da CNBB, escolheram a música.

"A CNBB recebeu mais de 100 contribuições e a equipe analisou cuidadosamente cada uma das composições levando em conta os critérios do concurso e as avaliações da CF deste ano", disse o padre José Carlos Sala, ressaltando ainda a grande riqueza melódica, harmônica e rítmica em estilos, os mais variados, próprios da diversidade cultural do nosso país.

A música escolhida foi a dos compositores Gil Ferreira e Daniel Victor Santos.

Os bispos do Consep, reunidos em Brasília nos dias 19 e 20 de junho analisaram a composição e a aprovaram.

Faça aqui o download da partitura!


Rio de Janeiro promove palestra sobre os meios digitais na formação à vida consagrada e sacerdotal

A arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ), em conjunto com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) – Regional Rio de Janeiro e a livraria Paulinas levam ao Rio de Janeiro a italiana Pina Riccieri, Irmã Paulina, doutora em Psicologia da Educação, atuante na Pastoral Vocacional e na Animação da Formação em Institutos Religiosos para a palestra "Os meios digitais na formação à vida consagrada e sacerdotal: Oportunidades e riscos". Esta é a segunda vez que irmã Pina virá ao país.

Pina Riccieri lança o livro "Formação ao alcance de um clique". Nesse seu trabalho de doutorado, a autora debruça-se na reflexão e possíveis luzes para a vida consagrada em tempos de internet. Segundo a doutora, o fenômeno da internet influencia a formação para a vida consagrada. "Aquele casulo, às vezes feito do medo, recusa, suspeita com relação às possíveis ciladas presente na web precisa ser rompido".

Irmã Pina destaca que as mídias não são meros dispositivos, mas permeiam a vida do indivíduo, que constitui um cenário composto por novas formas de saber, novos processos, novas linguagens, novos estilos relacionais, novos significados. "Não é mais possível considerar a formação sem considerar a cultura digital, o mundo digital não pode ser separado do próprio ambiente natural de vida porque envolve tudo", sentencia a autora.

A autora também ressalta a importância das pessoas que estão à frente das inovações tecnológicas. Segundo ela, a vida consagrada precisa equipar-se para favorecer aos formadores a possibilidade de "navegar" nos novos espaços da era digital. "Não só do ponto de vista espiritual, antropológico e carismático, mas, em especial, no que tange à alfabetização digital", sugere.

O evento será no dia 30 de junho, às 8h30 da manhã, no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, que fica na Rua São Clemente, 438, Botafogo – Rio de Janeiro. Outras informações e inscrições ligue: (21) 2232-5486.


Retiro das Pastorais Sociais, CEBs e Organismos do Regional Nordeste 1

As Pastorais Sociais, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e Organismos do Regional Nordeste 1 da CNBB (Ceará) promovem nos dias 28 a 30 de junho, na Casa de Encontro da irmã Iolanda, em Fortaleza, Ceará, seu retiro anual com a presença do Monge Beneditino Marcelo Barros. As pastorais irão refletir o tema "Justiça e Profecia a Serviço da Vida", que faz sintonia com o tema do 13º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Bases (CEBs).

O retiro iniciará na noite do dia 28 de junho com um momento celebrativo tendo como objetivo fortalecer a esperança, a fé e a profecia no serviço da vida. Durante o retiro, as Pastorais Sociais, CEBs e Organismos irão discutir a participação das dioceses na construção da 5ª Semana Social Brasileira, iniciada no último dia 18 de maio.

Regilvânia Matheus, integrante da coordenação Regional das Pastorais Sociais, CEBs e Organismos, disse que o retiro é um momento de parada e reflexão, sendo um espaço para alimentar a esperança e fortalecer a caminhada em defesa e cuidado com a vida. Regilvânia destacou também que a presença de Marcelo Barros "faz diferença por todo seu testemunho e compromisso com a defesa da vida e com um novo jeito de nossa Igreja ser".

Cada participante deve contribuir com R$ 60,00 e preencher uma ficha de inscrição que está disponível na Cáritas Ceará. Outras informações com Regilvânia Matheus no telefone (85) 9934 3903 ou Jeane Freitas (Assessora de Comunicação da Cáritas Regional Ceará) (85) 8768 9865.


Dioceses do Piauí se preparam para 22ª Assembleia de Pastoral Regional

O Regional Nordeste 4 da CNBB (Piauí) realiza nos próximo dias 05 a 07 de julho a 22ª Assembleia de Pastoral Regional, que acontece no Seminário Interdiocesano Sagrado Coração de Jesus, em Teresina (PI).

Participam da Assembleia os bispos do Piauí, o secretário do Conselho Episcopal Regional (CONSER), os membros da Comissão Regional de Presbíteros, os Coordenadores de Pastoral ou membro da Coordenação de Pastoral de cada diocese, um representantes da Conferência dos Religiosos do Brasil, um representante do Conselho Nacional do Laicato do Brasil, membros das comissões permanentes criadas pelo CONSER, e mais duas pessoas de cada diocese, sendo um representando a Catequese e outro o Setor Juventude.

A Assembleia terá como temática central as Diretrizes da Ação Pastoral à Luz do Concílio Ecumênico Vaticano II, contando como a assessoria do padre Antônio Luis Catelan, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé.

Na oportunidade serão refletidas outras temáticas, como o Setor Juventude, ICESPI, CNLB e Campanhas. As dioceses também deverão apresentar as iniciativas acerca das cinco urgências das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, colocadas em prática desde a última Assembleia Regional.


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