quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 30/08/2012

REFLEXÃO

Duas virtudes nos são colocadas pelo Evangelho de hoje: fidelidade e prudência. Servo fiel é aquele que não precisa ser vigiado o tempo todo a fim de realizar tudo o que é da sua competência, é aquele que merece a confiança do seu senhor, o que não quer dizer submissão cega e inconseqüente, mas sim a pessoa ser totalmente responsável por aquilo que faz. Prudência significa agir com cautela, procurando evitar todo tipo de erro, fugindo de todo mal, principalmente do pecado e de suas conseqüências, o que não quer dizer covardia e medo, mas sim uma busca de maior consciência dos próprios atos.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Pedro Fré, CSSR, Bispo Emérito de Barretos - SP
  • Dom Rodolfo Luís Weber, Bispo Prelado de Cristalândia - TO

Ordenação Presbiteral

  • Dom João Corso, SDB, Bispo Emérito de Campos - RJ
NOTÍCIAS

Jornada Mundial da Juventude tem 4 mil inscritos em um dia

Em um dia de inscrições, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) recebeu cerca de 4.400 interessados em participar do evento que acontece em julho de 2013 no Rio de Janeiro e terá a presença do papa Bento XVI. As reservas já podem ser efetuadas desde terça-feira, 28 de agosto, mas o anúncio do arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, foi feito nesta quarta-feira, o que aumentou o ritmo das inscrições. Os primeiros participantes são jovens de 28 países, divididos em 220 grupos, dos quais 112 são brasileiros. A Igreja espera atrair para o Brasil um total de 2 a 4 milhões de jovens do mundo todo.

Entre os estrangeiros, chineses e árabes já fazem parte da lista, que deve ser composta principalmente por latino-americanos. No primeiro dia, inscreveram-se grupos da Argentina, Equador, Colômbia, Chile, Venezuela, Paraguai e Uruguai. No Continente, somente os argentinos sediaram o encontro, há 25 anos. A JMJ espera receber em seu site a inscrição de 1 milhão de pessoas - e avisa só se responsabilizar pelos grupos que comprarem os pacotes de estadia por meio deste canal oficial. Há 21 modalidades disponíveis, com preços que variam de 106 a 608 reais. Países pobres, principalmente os da África, terão descontos.

Para não concentrar todos os católicos em um só espaço, os jovens serão divididos por idiomas e distribuídos pela cidade durante a semana da JMJ. Haverá 27 palcos para manifestações culturais perto de cada região que abrigará os peregrinos. Até outros municípios, como Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Niterói ajudarão nas acomodações. Integrantes da Igreja fazem vistorias em todas as escolas municipais, estaduais e federais da cidade para verificar a capacidade de alojamento. Outras alternativas de estadia serão casas de famílias, ginásios e igrejas.

O primeiro a se inscrever foi o Papa Bento XVI

O arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, garantiu: "Já vivemos o clima da JMJ". Para ele, a abertura das inscrições de peregrinos representa um "passo importante" para a realização do evento. "A Jornada é um investimento na juventude, construindo valores mais humanos e solidários para fazer a diferença na sociedade", afirmou. "E a Igreja é chamada a estar junto nesta construção".

O coordenador-geral da JMJ Rio2013, monsenhor Joel Amado, classificou a Jornada como um "evento maior do que se pode perceber". Ele explicou: "Há um grau de concentração de pessoas muito grande e vai deixar um conjunto de legados". Estes são, enumerou ele, humano, social e econômico. "O convívio cultural e inter-religioso, a união entre os voluntários são exemplos do legado humano", disse. "O social é um projeto de prevenção e recuperação de dependentes químicos. Economicamente, teremos geração de emprego, aumento na demanda do comércio e serviços da cidade", afirmou.


Mais seis Presidentes avaliam suas Comissões

Continuando o trabalho de reflexão sobre as Comissões Episcopais Pastorais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os Presidentes de seis Comissões explicaram a função de cada uma delas e projetaram as ações para o próximo quadriênio. Vale ressaltar que a CNBB têm 12 Comissões Episcopais Pastorais mais duas Comissões Especiais: para a Amazônia e para a Missão Continental.

Segundo o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro, a Comissão nasceu no ano de 2011, na Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, depois que se percebeu a opção preferencial da Igreja do Brasil pela juventude. "A Igreja sempre esteve atenta à juventude, às novas gerações, e agora, depois deste tempo de amadurecimento decidiu ter uma Comissão específica ao contemplar uma gama de trabalhos que vêm sendo realizados em vista da juventude e com a juventude. A Comissão tem uma preocupação constante de garantir o trabalho de evangelização nas várias instâncias da Igreja no Brasil. De que forma? Com projetos, subsídios, encontros, assessorias. Essa preocupação tende valorizar ainda mais o protagonismo juvenil", ressaltou.

Dom Eduardo ainda lembrou que após a aprovação do Documento 85 da CNBB (Evangelização da Juventude - Desafios e perspectivas pastorais), que traz várias linhas de ação da Igreja para com a juventude, a Comissão se preocupa em fazer com que haja espaços de comunhão de diversidade. "Então temos várias situações em que nos reunimos com jovens que fazem parte das Pastorais da Juventude, dos Movimentos Eclesiais, das Novas Comunidades, jovens ligados às Congregações Religiosas que tem este carisma, como também outras Pastorais afins, como a da Educação, Catequética, Comunicação, Familiar, que também tem a preocupação junto aos jovens. Então este trabalho da unidade das várias expressões é uma preocupação, uma atenção e um objetivo da Comissão. O segundo objetivo, que já vem historicamente responsabilizado pela CNBB é o acompanhar e articular as quatro Pastorais da Juventude: Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude Estudantil, Pastoral da Juventude Rural e Pastoral da Juventude do Meio Popular, e cada uma delas tem sua estrutura e uma sintonia mais intensa e específica com a CNBB".

Já o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, a sua Comissão tem como finalidade principal articular todas as iniciativas no campo da cultura e educação no Brasil para poder, através dessas duas ferramentas de mudança da sociedade, de melhoria da condição humana no mundo atual, fazer com que a Igreja marque a sua presença e dê a sua contribuição de fé. "Esta Comissão, portanto, desenvolve projetos na área da Cultura, sobretudo da Pastoral da Cultura, procurando não só compreender o modo de vida do povo brasileiro, mais, sobretudo, as suas profundas expressões da alma, da fé, da espiritualidade, da sua condição humana, que se revela através das tradições, da música, do cinema, de todas as manifestações da cultura e da arte, e, ao mesmo tempo, procura cuidar do imenso patrimônio histórico-cultural desse nosso país, um dos mais ricos, não só da América Latina, mais do mundo, mas também na área da Pastoral da Educação, assim como a cultura, é uma área de fronteira, na qual nós nos fazemos presentes para que, no contato direto com crianças, adolescentes e jovens, na sua formação, desde a mais tenra idade até a formação profissional e a formação de pesquisadores, portanto, mestres e doutores no nosso país, ali marquemos a nossa presença como Igreja e, sobretudo, com a mensagem do Evangelho, procurando articular a Pastoral da Educação".

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, dom Francesco Biasin, destacou que a Comissão para o Ecumenismo acompanha os diálogos bilaterais entre as Igrejas e também entra em contato com representantes e líderes de outras religiões. "A Comissão mantém viva dentro da Ação Evangelizadora e Pastoral da Igreja a dimensão ecumênica, que é aquela com o diálogo, da tolerância e da valorização de todo o positivo que existe também nas outras tradições religiosas", refletiu.

"A Comissão tem como primeira finalidade animar toda a Igreja do Brasil na Dimensão Missionária, na abertura para além-fronteiras, para olhar também para fora de nosso país. Tentamos realizar essas nossas missões também através de grandes momentos, como o 3º Congresso Missionário Nacional, no mês de julho, em Palmas (TO), que foi uma preparação de toda a Igreja no Brasil para o 4º Congresso Americano Missionário (Cam-4) e para o 9º Congresso Missionário Latino-Americano (Comla-9). Ao lado disso, temos continuado a formação dos conselhos missionários diocesanos, paroquiais, formação para seminaristas e padres com a ótica missionária, e muito outros cursos e formações", disse o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Missionária e Cooperação Intereclesial, dom Sérgio Braschi.

Já o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, dom Sérgio da Rocha, destaca o conhecimento da Palavra de Deus, da doutrina da Igreja, para o crescimento da fé. "Esta é uma Comissão que sempre teve o seu espaço na CNBB, e que agora, por ocasião do Ano da Fé, vai adquirir ainda mais relevância, porque, se todas as Comissões estão em vista de ajudar a Igreja a vivenciar a fé em Cristo, conhecimento, celebração e a vivência da fé, claro que, em especial, a Comissão para a Doutrina da Fé tem um papel importante no contexto do Ano da Fé, que está para ser iniciado no próximo mês de outubro".

E finalizando a reflexão, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen, ressalta a importância do laicato porque faz ver a importância do leigo na Evangelização. "Na graça do batismo, o leigo faz parte do povo de Deus e que deve ser também assumido como sujeito da Evangelização". Falando sobre os projetos e realizações da Comissão, dom Severino destacou seminários com lideranças e também uma preocupação em formar os agentes do Conselho Nacional de Leigos, nas dioceses e nos Regionais, como também na participação das Novas Comunidades, das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), "para que haja uma vida de Igreja mais entusiasta, mais dinâmica, mais fértil e feliz".


CNBB emite nota em defesa dos direitos dos povos indígenas

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou hoje, 30 de agosto, uma nota em defesa dos direitos dos povos indígenas em referência à Portaria 303, da Advocacia Geral da União (AGU), prevista para entrar em vigor no próximo dia 24 de setembro.

Leia abaixo a nota:

Em defesa dos direitos dos povos indígenas

"Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (Jo 10,10)

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília de 28 a 30 de agosto de 2012, solidário aos povos indígenas ameaçados em seus direitos, vem manifestar sua preocupação e discordância em relação à Portaria 303, da Advocacia Geral da União (AGU), prevista para entrar em vigor no próximo dia 24 de setembro.

Juntamente com o Projeto de Lei 1610/1996 e as Propostas de Emendas Constitucionais 215/00 e 038/1999, que tramitam, respectivamente, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, esta Portaria reflete uma política que beneficia diretamente os interesses de terceiros sobre as terras dos indígenas e das comunidades tradicionais e camponesas. É, portanto, uma violência contra esses povos e uma ameaça à sua vida!

Com a Portaria 303, a AGU dificulta os processos de reconhecimento e demarcação dos territórios tradicionais, facilitando a exploração, especialmente dos recursos hídricos e minerais das terras já demarcadas e desrespeitando o direito de consulta aos povos.  Favorece, além disso, a desconstrução da legalidade dos direitos dos povos indígenas e a legitimação da ilegalidade do esbulho das suas terras. Por meio deste instrumento, a AGU ignora o artigo 231 da Constituição Federal e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Equivoca-se a AGU ao respaldar a Portaria nas "Condicionantes" estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Petição 3388, relativo à demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, uma vez que resta, ainda, aos Ministros da Corte Suprema a apreciação de Embargos de Declaração. As "Condicionantes" não possuem efeito vinculante e, portanto, não se aplicam às demais terras indígenas do país, nem tão pouco, pode a sua aplicação ser retroativa.

A Portaria significa um vilipêndio ao direito irreparável dos irmãos indígenas, posto que quando o Estado Nacional foi instituído essas populações já viviam em terras brasileiras. Pode, além disso, ampliar ainda mais a violência contra os povos indígenas no país que, só neste ano, já tiveram 30 de suas lideranças assassinadas. Sua manutenção fará aumentar a vergonhosa dívida social que o Brasil acumulou com os indígenas ao longo de sua história.

Apelamos, portanto, ao Governo Federal e à AGU que revoguem a Portaria 303, eliminando, assim, a iminente injustiça que se cometerá contra os povos indígenas caso entre em vigor.

A hora é de reparar erros e evitar mortes! Deus, Senhor de todos os povos, nos inspire nos caminhos da vida, da justiça e da paz!Brasília, 30 de agosto de 2012

Dom Raymundo Damasceno AssisArcebispo de AparecidaPresidente da CNBB

Dom José Belisário da SilvaArcebispo de São LuísVice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


Coletiva de imprensa na CNBB marca encerramento do Consep

Na tarde do dia 30 de agosto, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou, em sua sede, em Brasília (DF), uma entrevista coletiva com a imprensa para marcar o encerramento da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) que aconteceu entre os dias 28 e 30 de agosto, e tratou de vários assuntos de grande relevância.

O presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, iniciou a coletiva apresentando, de forma geral, todos os assuntos abordados durante o encontro.

"Durante a reunião refletimos e decidimos sobre temas referentes à nossa caminhada eclesial", disse dom Damasceno. A Campanha da Fraternidade foi um desses temas. "Fizemos uma longa retomada da história e da prática dessa iniciativa da Igreja que, há várias décadas, tem ajudado o povo brasileiro na atenção com temas importantes da nossa realidade". Na reunião também foram tomadas providências para a Campanha da Fraternidade de 2013, que terá como tema "Fraternidade e Juventude", e como lema "Fazei discípulos entre todos os povos".

Outro dos temas abordados pelo conselho foi a 5ª Semana Social Brasileira, que se realizará entre os dias 22 e 25 de maio de 2013. "Vamos tratar do Estado que tem como função estar a serviço de toda nação brasileira. O estado não pode estar em busca de interesses de grupos, ou indivíduos, ou de partidos", afirmou o presidente sobre o evento que terá por tema "Estado para quê e para quem?".

Os bispos membros do Consep refletiram sobre outros temas, como o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentou uma queda no número de católicos no Brasil. A Campanha pelo Voto Limpo, amplamente assumida pelos tribunais eleitorais e por várias entidades da sociedade civil, também foi pauta da reunião.

A reforma do Código Penal foi tratada como tema de preocupação, por ser baseado apenas em sanções. "O Código Penal tem que ser baseado em princípios fundamentos. Que não seja apenas um código condenatório", disse o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner.

Na coletiva foi apresentada uma declaração oficial da CNBB em defesa dos povos indígenas. No documento é manifestado a "preocupação e discordância" em relação à portaria 303, da Advocacia Geral da União, prevista para entrar em vigor no próximo dia 24 de setembro. "[...] esta portaria reflete uma política que beneficia diretamente os interesses de terceiros sobre as terras das indígenas e das comunidades tradicionais e camponesas", diz um trecho da carta.

Conselho Episcopal Pastoral

O Consep é um dos colegiados mais importantes da CNBB, e juntamente com o Conselho Permanente e a Assembleia Geral, esse conselho forma as instâncias de consulta e deliberação da conferência. A reunião é realizada mensalmente para avaliar, aprofundar e orientar a aplicação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.


CNBB e CRB enviam missionária para o Haiti

A CNBB e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) enviam uma nova missionária para fortalecer a missão brasileira da Igreja no Haiti. No final da tarde desta terça-feira, 29 de agosto, os membros do Consep participaram de celebração na qual foi realizado o rito do envio da Ir. Maria Goreth Ribeiro dos Santos.

Ir. Goreth é membro da Companhia de Santa Teresa de Jesus, mais conhecida como congregação das irmãs teresianas. A presença da missão brasileira no Haiti é uma expressão da solidariedade da Igreja nesse período que se seguiu ao terremoto de 2010 e representa também uma ajuda eclesial na reconstrução do país.

Estava presente na missa, a Ir. Márian Ambrosio, presidente nacional da CRB, além de outras irmãs que acompanhavam a nova missionária para o Haiti. A celebração também contou com a participação de assessores da CNBB.

Dom Sergio Arthur Braschi, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária da CNBB, que presidiu a celebração, também enviou carta de apresentação da religiosa ao arcebispo metropolitano de Por-auPrince, dom Guire Poulard e ao Pe. Pierre Garroud, presidente da Conferência dos Religiosos do Haiti. Na carta, dom Braschi reafirma o propósito da missão brasileira: "o objetivo é o de ser presença solidária, acolhedora e evangélica no Haiti, inserindo-se conscientemente na reconstrução e na vigilância por condições dignas para a população pobre. Conhecendo a resistência e o potencial deste povo, o Projeto quer ter como primeiros sujeitos ativos os próprios haitianos, com ações continuadas e efetivas junto a população".


Pastoral da Sobriedade promove o encontro "Todos na Prevenção ao tabagismo"

Em alusão ao dia 29 de agosto, Dia Nacional Contra o Fumo, a Pastoral da Sobriedade do Regional Nordeste 1 da CNBB (Ceará) promoveu um encontro de formação com o tema "Todos na Prevenção ao Tabagismo".

Dia 26 de agosto aconteceu o encontro de formação para os agentes e amigos da sobriedade no estado do Ceará, que contou com o apoio da Secretaria de Saúde do estado, representado por Eurice Marques e Iranilza de Oliveira, integrantes do núcleo de tabagismo do Ceará. Esta formação foi a primeira em nível Regional e contou com a participação de cerca de 60 agentes de todas as diocese do Regional.

A coordenação lançou neste evento o cartaz do Projeto Prevenir, que tem o objetivo de abranger não só a arquidiocese de Fortaleza mais todas as nove diocese do Regional.

A primeira diocese contemplada com este projeto será a diocese de Tianguá, que nos dias 15 a 20 de setembro, contará com uma capacitação, seminários e palestras nas escolas sobre o projeto que tem como objetivo capacitar os agentes para que eles possam dar continuidade nas ações de prevenção da diocese.

Para agendamentos de datas, as dioceses podem entrar em contato com a coordenação do projeto nos telefones (85) 8687-9628 / 97547152.


Assessoria de Imprensa da CNBB
SE/Sul Quadra 801 Conjunto B
E-mail: imprensa@cnbb.org.br
Site: http://www.cnbb.org.br
Tel.: (61) 2103-8313
Fax: (61) 2103-8303

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 29/08/2012

REFLEXÃO

Todos nós temos dificuldades para viver a radicalidade exigida pelo Evangelho e diversas vezes nos acovardamos diante das ameaças. Uma das maiores ameaças que sofremos hoje, quando procuramos viver o Evangelho, encontra-se no fato de que a sociedade ridiculariza todos aqueles que não fundamentam a sua vida nos valores do mundo. Mas isso também acontecia nos tempos de Jesus, como podemos perceber na narrativa da morte de João Batista e no julgamento do próprio Jesus. Mas nós não podemos ceder aos mecanismos que são usados pelo mundo moderno contra o Evangelho; devemos expor com coerência as verdades da nossa fé.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Augustinho Petry, Bispo de Rio do Sul - SC
  • Dom Sérgio Aparecido Colombo, Bispo de Bragança Paulista - SP

Ordenação Presbiteral

  • Dom Edney Gouvêa Mattoso, Bispo de Nova Friburgo - RJ
NOTÍCIAS

Ação de graças e Jubileu

A missa celebrada no final do primeiro dia de reunião do Consep, nesta terça-feira, 28 de agosto, teve a intenção dos 50 anos de vida religiosa da Ir. Élide Fogolari, assessora da comissão episcopal pastoral para a comunicação e também foi oportunidade de um agradecimento a Deus pelo restabelecimento da saúde do Prof. Sergio Coutinho, assessor da comissão episcopal para o Laicato. O cardeal dom Damasceno, presidente da CNBB, esteve presente na celebração.

Dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da comissão episcopal pastoral para a Juventude presidiu a eucaristia que também contou com a participação dos outros membros do Consep que teve um dia pleno de discussões importantes.

O Jubileu de Ouro de vida religiosa da Ir. Élide Fogolari foi motivo de alegria para todos os presentes na celebraçao. Ir. Élide é irmã paulina, gaúcha de Tuparendi, especialista nas mediações culturais construídas pelas telenovelas e na linguagem radiofônica. É mestra em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, com formação no curso de jornalismo da PUC-PE. Foi coordenadora de cursos do Sepac/Paulinas e ministrou cursos na área de Educação para Comunicação e Pastoral da Comunicação em diversas dioceses e seminários. Atualmente auxilia dom Dimas Lara, arcebispo de Campo Grande (MS) e demais membros da comissão episcopal pastoral para a comunicação na CNBB.

Prof. Sergio Ricardo Coutinho é responsável pela mobilização das CEBs na comissão episcopal pastoral para o Laicato. Ele também é professor de Ciências da Religião da Universidade Católica de Brasília e atua principalmente com os temas: História da Igreja , Concílio Vaticano II e Comunidades Eclesiais de Base - CEBs. Recentemente, ele passou por um grave problema de saúde e foi submetido a uma cirurgia. Hoje, está restabelecido, com a convicção da cura e já firme no trabalho. Prof. Sergio levou sua família para participar da missa com os membros do Consep.


Coletiva de imprensa com a Presidência da CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convida a imprensa a participar nesta quinta-feira, dia 30 de agosto, às 14h, em sua sede, em Brasília (DF), da entrevista coletiva que marca o encerramento da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep). A Presidência da Conferência apresentará os principais temas debatidos nesta reunião.

Esta semana, os bispos trataram de temas relevantes da vida nacional: reforma do Código Penal, andamento das discussões sobre o Código Florestal, ambiente atual das campanhas eleitorais, da Política Indigenista (revogação da portaria nº 303 da AGU), encontro dos povos do campo que reclamou pela Reforma Agrária.

Os membros do Consep também aprofundaram temas de grande importância para a ação evangelizadora no Brasil: Campanhas da Fraternidade deste ano e dos dois próximos anos (2012 - Saúde Pública, 2013 - juventude, 2014 – Mobilidade Humana), 5ª Semana Social Brasileira que vai discutir o papel do Estado (incluindo o próximo "Grito dos Excluídos"). Os bispos também voltaram ao tema do mapa das religiões segundo os dados do Censo 2010 que evidenciaram queda no número de católicos na população brasileira.

Serviço:

Coletiva de Imprensa com a Presidência da CNBBAssunto: temas gerais da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep)

Presenças:

1.    Cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida (SP); 2.    Dom José Belisário da Silva, vice-presidente da CNBB e arcebispo de São Luis do Maranhão (MA) 3.    Dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral da CNBB e bispo auxiliar de Brasília (DF).

Data: Quinta-feira, 30 de agosto de 2012  - Hora: 14h


Campanha da Fraternidade discutida no Consep

A manhã desta quarta-feira, 29 de agosto, foi ocupada com um profundo debate sobre a metodologia geral da elaboração e execução da Campanha da Fraternidade (CF). Aproximando a ocasião na qual irá ser celebrado o cinquentenário desta iniciativa da CNBB, os bispos membros do Consep estão fazendo uma profunda revisão de todo o processo. Enquanto isso, também consideram as três campanhas que estão na pauta: a avaliação deste ano de 2012 que tratou da Saúde Pública, a elaboração final da campanha do ano que vem que será sobre a juventude e as definições básicas sobre a de 2014 que vai trazer o tema da Mobilidade Humana.

O padre Luiz Carlos Dias, secretário executivo da Campanha da Fraternidade, recordou as fases de preparação de uma campanha. Ao todo, leva-se quase três anos para cada edição. Inicia-se com o trabalho de pesquisa sobre o tema que envolve toda a Igreja no Brasil e depois, passo a passo, elaboram-se lema, hino e cartaz. Há vários anos, a CNBB também oferece uma série de subsídios para dinamizar a CF: material de reflexão e de oração dirigido às famílias, aos jovens, aos catequizandos, aos grupos ecumênicos, aos círculos bíblicos e outros.

Os bispos também consideraram parte por parte de todo o processo e ofereceram diretrizes para a continuidade de reflexão no sentido de melhorar os procedimentos em vista da elaboração e execução das campanhas. Um amplo debate se estabeleceu com significativa participação de todos os presidentes das comissões episcopais pastorais, como também de vários assessores dessas comissões.

Padre Francisco de Assis Wloch, subsecretário adjunto de Pastoral, lembrou os primórdios da CF do início dos anos de 1960 sublinhando que a campanha foi assumida pela CNBB durante assembleia geral realizada em Roma, por ocasião das sessões do Concílio Vaticano II, em 1963. Ele também destacou a elaboração e aprovação dos estatutos da CF realizadas nos inícios dos anos de 1970 mostrando a ênfase que tinha a palavra do Papa transmitida todos os anos, naquela época, em rede nacional de rádio e TV. Padre Francisco também repassou, brevemente, as três principais fases dos temas escolhidos para reflexão e oração na quaresma, durante a realização da CF. Entre 1963 a 1973 os temas apresentavam questões mais internas da Igreja. De 1973 a 1985 aparecem os temas referentes a realidade social do povo brasileiro e,  a última fase, de 1985 aos dias atuais, os temas incluem os conteúdos das duas primeiras fases e acrescentam questões existenciais de grande importância.

A discussão sobre a CF continua no período da tarde e passa para questões mais práticas como a metodologia da elaboração do material de base, a garantia da participação dos regionais, a divulgação do tema, os concursos do hino e do cartaz e as avaliações. Os membros do Consep também prosseguem com vasta pauta neste segundo dia de reunião e se encontram para a celebração da eucaristia, as 18 horas, na capela da sede da Conferência.


Consep reflete sobre o MEB

A sessão de trabalhos da tarde desta quarta-feira, 29 de agosto, começou com uma apresentação feita pelo padre Isaías Nascimento, autor do livro "Dom Távora, um homem além do seu tempo", de uma breve biografia de dom José Vicente Távora (1910-1970), primeiro arcebispo metropolitano de Aracaju (SE) e primeiro presidente do Movimento de Educação de Base (MEB). Pernambucano, já como seminarista, andava em sua diocese vendendo a "Gaveta de Nazaré" com temas da doutrina social. Como padre, fez movimentação sobre temas sociais. Foi professor de Filosofia e Doutrina Social da Igreja. Muito amigo de dom Helder Câmara, em 1960, representou a CNBB junto ao governo para elaboração de um plano de educação pelo rádio e daí nasceu o MEB.

Em seguida, padre Gabriele Cipriani, secretário executivo do MEB, lembrou que Movimento é um organismo vinculado a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e foi fundado em 21 de março de 1961. Em sua página oficial está registrado que "Há 50 anos realiza ações diretas de educação popular em diversas regiões do Norte e Nordeste do país e atualmente está nos estados do Amazonas, Roraima, Ceará, Piauí, Maranhão e Distrito Federal, atuando também no Norte e Nordeste do Estado de Minas Gerais, no regime de parceria com o governo estadual. A opção preferencial por essas regiões está definida em Estatuto, como áreas populacionais do País em que os indicadores sócio-econômicos revelam situação de pobreza e, consequentemente, índices sociais e econômicos abaixo dos desejados. As ações de mobilização social, de alfabetização de jovens e adultos e de educação de base são responsabilidade de equipes regionais em cada uma das unidades da federação em que atuamos. A coordenação pedagógica, o planejamento, o controle administrativo e a avaliação de resultados das ações são monitorados a partir da Equipe Nacional localizada em Brasília".

Padre Cipriani  disse que é hora de resgatar, mais amplamente, essa herança da Igreja no Brasil, representada pelo MEB, para a nova evangelização. Ele também relatou as atividades atuais e os projetos que executam em algumas dioceses do nordeste do MEB e lembrou a estrutura atual do MEB:

Conselho Deliberativo:

- Dom José Ronaldo Ribeiro- Dom Mário Rino Sivieri- Dom Antônio Fernando Saburido- Dom José Gonzáles AlonsoSuplentes

- Dom Juarez Souza da Silva- Dom Ângelo PignoliConselho Consultivo

Efetivo

- Alda Maria Borges Cunha- Osmar Fávero- Carlos Rodrigues Brandão- Riccardo José Cioglia

Suplentes

- Luis Eduardo Wanderley- Maria Aída Bezerra Costa

Conselho Econômico e Fiscal

Efetivo

- Guilherme Costa Delgado- José Magalhães de Souza- Cândida Cirqueira Souza Lopes- Raimundo Fontenele Melo

Suplentes

- Osmar Fravetto- Daniel Turibio Rech

Equipe MEB

- Pe. Gabriele Cipriani - Secretário Executivo

Pedagógico

- Cristiano Ricardo da Silva

Administrativo

- Delci Maria Franzen- Sirleijane Souza Moreira


Bispos apresentam balanço do trabalho das Comissões Episcopais Pastorais

Esta semana, durante o Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi possível realizar um balanço do trabalho realizado nas 13 comissões episcopais pastorais (CEP) da entidade. Estas comissões tem a missão de articular a execução dos objetivos e atividades previstas no plano quadrienal da Conferência.

Existe um interelação no trabalho realizado entre as CEP, como exemplifica dom Pedro Brito, que é presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. "São ações transversais. Pois se formamos bem os sacerdotes, isso terá influência na pastoral, na missão, na pastoralidade".

A ação das Comissões também prioriza sobre as urgências previstas nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2011-2015), como é o caso da animação bíblica da pastoral. "Neste ano de 2012, demos muita atenção esta questão. Ano que vem, vamos olhar com afeto a questão da iniciação à vida cristã. Estamos preparando uma linha de ação para oferecer roteiros de conteúdos, para o Brasil inteiro, de como a animar a pastoral bíblico-catequética", relata o presidente da Comissão para Animação Bíblico-catequética, dom Jacinto Bergmann.

As atividades de formação são o principal objetivo das CEP, como é o caso da Comissão para a Liturgia. "Privilegiamos a formação nos diferentes níveis: assessores dos Regionais, professores de Liturgia e várias equipes. Então a comissão, em seus três setores, está dando uma contribuição na execução dos projetos que foram apresentados", afirma dom Armando Bucciol, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia.

Responsável pela articulação da Semana da Família, a Comissão Vida e Família produz um subsídio que chega a todas as comunidades da Igreja no Brasil, o "Hora da Família". O presidente, dom João Carlos Petrini, lembra de um desafio importante que precisa ser cada vez mais valorizado: a luta em defesa da vida. "Existe outro evento que começa a tornar-se importante que é a Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro, celebrado no início de outubro".

Também um desafio para a Igreja é a nova evangelização, pauta da próxima assembleia do Sínodo dos Bispos, em Roma. Para o presidente da Comissão para a Comunicação, dom Dimas Lara Barbosa, esta missão inclui as novas linguagens, que advém das novas tecnologias. "Nossa comissão, mais do que simplesmente tratar de projetos específicos, que também são importantes, quer dinamizar a Pastoral da Comunicação no Brasil, bem como levar avante a rede de informática da Igreja no Brasil."


O Ensino Religioso em movimento nos Regionais da CNBB

Dois eventos sobre Ensino Religioso, em diferentes regiões do país, marcaram o mês de agosto. O primeiro deles foi o 6º Encontro de Escolas Católicas, tendo como tema Central "Ensino Religioso – a Lei nº 9475/97 nos segmentos da Educação Pública e Católica", em Belo Horizonte (MG), no dia 11. O outro foi 1º Seminário de Ensino Religioso, realizado na cidade do Recife (PE), promovido pela arquidiocese de Olinda e Recife, com participação de representantes de dioceses vizinhas.

O 6º Encontro aconteceu no colégio Santa Maria, e foi coordenado pelo padre Luiz Cezar Silva. Participaram professores de Ensino Religioso, Agentes de Pastoral, diretores e coordenadores de ensino das escolas católicas de Belo Horizonte, num total de 30 entidades e 165 pessoas. A assessoria do encontro ficou a cargo da assessora do Setor Ensino Religioso da CNBB, professora Anísia de Paulo Figueiredo.

Os participantes, em Belo Horizonte, debateram sobre a Legislação do Ensino Religioso em meio a uma dialética centenária; atuação de personagens influentes até a inserção oficial da disciplina na escola; constatação de fatos importantes no início da implantação do regime republicano; a busca de metodologia própria para o Ensino Religioso; novas tensões e tendências com desfecho no Acordo Brasil/Santa Sé, entre outros.

Já no 1º Seminário de Ensino Religioso, que aconteceu no Recife, dia 22 de agosto, os participantes debateram a temática "Igreja e Estado: Desafios e Perspectivas para o Ensino Religioso".

O local escolhido foi a Universidade Católica de Pernambuco e a abertura se deu com o acolhimento de dom Antônio Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife, que fez uma breve exposição dos motivos do evento.

Os trabalhos foram coordenados pelo frei Rinaldo Pereira dos Santos e pelo professor Aerton Alexander de Carvalho, ambos da Comissão Arquidiocesana para a Cultura e Educação, em Recife.

Participaram desse evento professores de Ensino Religioso das Escolas gerenciadas pelas Entidades Católicas, representantes de algumas Escolas da Rede Pública, uma Escola da rede particular, Estudantes de Filosofia, Teologia e Ciências da Religião, setores do clero, representante da Igreja Anglicana, representante da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas e de estados vizinhos, Agentes de Pastoral, representantes de Congregações Religiosas, num total aproximado de 150 pessoas.

O Seminário contou com assessoria de dom Eurico dos Santos Veloso, arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG); dom Nelson Francelino Ferreira, bispo auxiliar do Rio de Janeiro e da assessora da CNBB, Anísia de Paulo Figueiredo.

Sucessivamente os três convidados contextualizaram o Ensino Religioso no Brasil com temas relacionados à origem e proveniência da problemática atual que envolve a referida área no sistema de ensino brasileiro.

Durante o evento utilizou-se de duas ferramentas de comunicação: a Biblioteca Virtual de Ensino Religioso no site da CNBB; um blog construído com a finalidade de informar, incentivar à participação dos educadores e a outros interessados em assuntos pertinentes à educação, em suas diferentes áreas de conhecimento, de forma interdisciplinar, como o próprio tema complementa a sua finalidade: "Educando-nos, para educar, com dignidade e esperança". "Nesse está inserido o roteiro que apresenta o método dialético empregado na educação brasileira, inspirado em Jesus Mestre e seus seguidores, com destaque do Professor Paulo Freire. De propósito esta matéria foi postada para divulgação em Recife, terra do renomado educador", destacou a professora Anísia de Paulo.


Projetos de pastorais universitárias latino-americanas serão tema de oficina internacional no 2º EBRUC

A Missão Continental vivida na atualidade universitária: experiências de sucesso na Argentina e no Chile é o tema de uma das oficinas do 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (EBRUC) que será realizado de 12 a 14 de outubro em Curitiba, no Paraná. O objetivo da oficina, que será ministrada em língua espanhola, é partilhar as experiências dos projetos "Manos a la Obra" e "Misión País" realizados na Argentina e no Chile, respectivamente.

Segundo o colaborador do Setor Universidades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Leonardo Cortês Cavalcante, os projetos que serão apresentados na oficina têm levado milhares de universitários a olhar de uma nova maneira o ser cristão no mundo contemporâneo. "Esses projetos tem ajudado a transmitir a esperança e alegria dos jovens da Igreja as comunidades onde estes se fazem presentes" afirma Leonardo que conheceu e participou da Missão Continental empreendida por universitários argentinos e chilenos durante viagem pela América Latina.

A seguir, um pouco mais sobre a Missão e a oficina que será realizada no 2º EBRUC nas palavras do próprio Leonardo:

Rede de articulação latino-americana de Pastoral Universitária

Com o intuito de promover uma rede de irmãos e irmãs que, ao largo de nossa querida América Latina, se doam para a evangelização nos ambientes universitários e acadêmicos, foi criada em 2010 uma rede de articulação latino-americana de Pastoral Universitária. Essa rede tem o intuito de aproximar as realidades de ações evangelizadoras presentes nos países da América Latina e, em união, promover o intercâmbio de sonhos, realidades e comunhão no processo de evangelização deste público tão singular.

Oficina no 2º EBRUC

Assim, com muita alegria, tendo em vista o chamado do Documento de Aparecida para estarmos em estado permanente de missão e a motivação de se trabalhar em rede na América Latina, teremos aqui no Brasil nossa primeira ação concreta como parte dessa rede. Essa ação ocorrerá no 2º EBRUC que se dará como uma das oficinas a serem apresentadas nesse grande encontro.

Deste modo, iremos receber os jovens Maximiliano Stronati e Fernanda Santucci (da Pastoral Universitária da Arquidiocese de Mendoza-ARG) e Joaquin de la Maza e Michelle Smith (da Pastoral Universitária da PUC de Santiago - CHI), que compartirão conosco o que são e as mudanças geradas por estes projetos.

"Um novo sol, se levanta, sobre uma nova civilização que nasce hoje". Nesse espírito de Jornada Mundial da Juventude, recordo uma parte do hino da JMJ realizada em Buenos Aires, em 1987, que traz em si uma grande motivação vivida pela Pastoral Universitária nos dias de hoje. Por isso, convido a todos que, com muita alegria, possam participar conosco desse grande momento da Igreja na América Latina. Que Nossa Senhora de Guadalupe proteja a todos nós!

 


Dom Guilherme fará lançamento do Grito dos Excluídos

Lideranças dos movimentos sociais realizam em São Paulo na tarde desta quinta-feira, 30 de agosto, entrevista coletiva para o lançamento da 18ª edição do Grito dos Excluídos. Também participa da coletiva o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB, dom Guilherme Werlang. A coletiva, marcada para as 14h30, será na sede do Regional Sul 1 da CNBB Sul I, na capital paulista. O tema desta edição do Grito dos Excluídos será "Queremos um Estado a serviço da nação, que garanta direitos a toda população". Trata-se de um evento nacional, que de 1° a 7 de setembro promover diversas ações, seminários e manifestações em todo o país, a fim de apontar as características principais do Estado que almejamos para o Brasil.Entre as lideranças presentes na entrevista está Iury Paulino, do Movimento dos Atingidos por Barragens, que vai abordar a questão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.  Uma das mais polêmicas obras do PAC, a construção está parada por determinação da Justiça. As entidades que promovem o Grito dos Excluídos não aceitam o projeto, visto que elas acarretam desalojamentos forçados e mais injustiças no campo e na cidade. SERVIÇO:Data: 30 de agosto de 2012Horário: 14h30 min. Local: CNBB REGIONAL SUL I Endereço: Rua Conselheiro Ramalho, 726 - Bairro Bela Vista, São Paulo.

Assessoria de Imprensa da CNBB
SE/Sul Quadra 801 Conjunto B
E-mail: imprensa@cnbb.org.br
Site: http://www.cnbb.org.br
Tel.: (61) 2103-8313
Fax: (61) 2103-8303

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 28/08/2012

REFLEXÃO

O Evangelho de hoje é a continuação do de ontem, de modo que a nossa reflexão também é uma continuidade da de ontem. Um dos meios através dos quais tornamos a nossa religião superficial e unilateral é o formalismo religioso, que faz com que sejamos capazes de cumprir até mesmo os menores preceitos, mas tiram da nossa vida o mais importante que são os ensinamentos fundamentais para a nossa vida como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Ser verdadeiramente cristão significa ser capaz de viver os valores do Reino e não simplesmente o cumprimento de rituais e a capacidade de falar coisas bonitas e poéticas a respeito de Deus.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Antônio Agostinho Marochi, Bispo Emérito de Presidente Prudente - SP

Ordenação Episcopal

  • Dom Célio de Oliveira Goulart, OFM, Bispo de São João del Rei - MG
  • Dom André de Witte, Bispo de Ruy Barbosa - BA
  • Dom Pedro Antônio Marchetti Fedalto, Arcebispo Emérito de Curitiba - PR
  • Dom Armando Cirio, OSJ, Arcebispo Emérito de Cascavel - PR
  • Dom Albano Bortoletto Cavallin, Arcebispo Emérito de Londrina - PR
  • Dom Domingos Gabriel Wisniewski, CM, Bispo Emérito de Apucarana - PR
  • Dom Celso Antônio Marchiori, Bispo de Apucarana - PR
NOTÍCIAS

Começa a reunião do Conselho Episcopal Pastoral

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) deu início ao primeiro encontro do segundo semestre do ano com uma celebração realizada na Capela Nossa Senhora Aparecida, na sede da Conferência, em Brasília (DF). Durante o ato paralitúrgico, evocada a memória de Santo Agostinho, a Presidência da CNBB e os presidentes das Comissões Episcopais Pastorais trouxeram fatos significativos da caminhada recente da Igreja. O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, registrou sua participação em dois encontros internacionais: o primeiro, realizado em São Bernardo (SP), teve representantes de 200 universidades católicas do mundo inteiro e, o segundo, em Brasília, contou com a participação de uma multidão de casais, mais de oito mil pessoas, delegados do movimento Equipes de Nossa Senhora (ENP) de mais de 40 países.

O bispo de Barra do Piraí/Volta Redonda (RJ), dom Francisco Biasin, lembrou o encontro de Piracicaba (SP) que simbolizou um avanço no diálogo entre católicos e membros de Igrejas pentecostais. Já o arcebispo de Pelotas (RS), dom Jacinto Bergman, destacou numerosos encontros e celebrações feitos em todo Brasil marcando o dia do catequista. Dom Sérgio Braschi, bispo de ponta Grossa (PR), realçou a importância do 3º Congresso Missionário Nacional realizado no mês de julho, em Palmas (TO). Alguns assessores da CNBB também lembraram fatos relevantes, como o assessor da Pastoral Afrobrasileira, padre Jurandyr Azevedo Araújo, que registou o encontro das Pastorais Sociais e da 5ª Semana Social Brasileira. A representante da Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS), Helena Paludo, repercutiu o apreço pela carta escrita por dom Pedro Brito, arcebispo de Palmas e lembrou ainda o encontro internacional dos Institutos realizado em Assis, na Itália. O padre Deusmar Jesus da Silva, da Comissão para Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, lembrou o encontro do Conselho Episcopal Latino Americano (CELA) para a formação de presbíteros. A irmã Dirce Gomes da Silva, assessora da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, registrou o Congresso Missionário no Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo). Outros fatos também foram apresentados.

Na manhã desta terça-feira, 28 de agosto, os membros do CONSEP tiveram pauta profunda de assuntos. Boa parte do tempo foi dedicada aos estudos sobre os resultados do Censo 2010 a respeito da religião. Os bispos refletiram e levaram em conta a assessoria do padre Thierry Linard de Guertechin, diretor do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (Ibrades), que fez considerações técnicas a respeito do modo como o Censo foi realizado e ponderou a respeito dos resultados que revelaram uma séria queda do número de católicos que declararam ao Censo. No debate, foram colocados razões históricas desse fenômeno e reconhecidos desafios dessa realidade.

No final do primeiro período de trabalhos, o CONSEP também acompanhou a análise de conjuntura. Os bispos deverão se debruçar sobre temas significativos neste encontro. Entre eles, aprofundar a análise da Campanha da Fraternidade sobre a Saúde Pública realizada na quaresma deste ano.

Os membros do CONSEP:

Dom Pedro Brito, arcebispo de Palmas (TO), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada;

Dom Severino Clasen, bispo de Caçador (SC), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato;

Dom Sérgio Braschi, bispo de ponta Grossa (PR), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial;

Dom Jacinto Bergmann, bispo de Pelotas (RS), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética;

Dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia;

Dom Francisco Biasin, bispo de Barra do Pirai/Volta Redonda (RJ), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso;

Dom Guilherme Werlang, bispo de Ipameri (GO), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz;

Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura;

Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família;

Dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande (MS), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social;

Dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande (MS), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude.


CONSEP estuda mapa das religiões no Brasil

Os dados do IBGE sobre religiões divulgados no final do mês de junho continuam a ser objeto de reflexão dos bispos e da Igreja. Os católicos eram  124.976.912 em 2000 e caíram para 123.280.173 em 2010, portanto, uma queda de 1,4%. Contando com a ajuda do padre jesuíta, Thierry Linard de Guertechin, diretor do IBRADES, os bispos puderam aprofundar o significado mais profundo desses números. Buscaram compreender as causas e continuaram a levantar desafios. Vários participantes do debate que conta também com os assessores das Comissões Episcopais e dos Organismos ligados à CNBB consideram que a discussão merece maiores aprofundamentos e, ainda que existam causas já conhecidas como o acompanhamento da Igreja ao movimento migratório, há razões mais complexas que motivam o novo quadro religioso brasileiro.

O padre Thierry esclareceu a situação bastante comum nos debates sobre o assunto em várias partes do país, especialmente nos ambientes da Igreja. Há quem se queixe de que não foi entrevistado pelo IBGE como se esse fato fosse colocar em dúvida a seriedade das estatísticas. Ele disse que desde os anos de 1960, depois do questionário básico que á aplicado à população geral, uma amostragem de menor percentual recebe questionários mais amplos e consideram temas específicos como o das religiões. Deste modo, não é porque não se verifica ampla investigação pelas entrevistas do Censo que faltaria base para os dados divulgados. A coleta de informações mais detalhadas respeita amostragens bem menor em relação à totalidade da população.

Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), lembrou, por exemplo, que a secularização é fortemente responsável pelo fato de que os entrevistados não se declaram católicos mesmo quando são batizados e não têm vivencia nas comunidades deixando as pessoas vulneráveis a outras propostas religiosas". Em outros tempos, a cultura católica estava mais arraigada na forma de compreender a vida e no convívio da sociedade.  O padre Thierry considera importante levar em conta o que, atualmente, tem se compreendido como "mercado religioso". Dom Guilherme Werlang, bispo de Ipameri (GO), destacou preocupação para que se considere os últimos dados divulgados sobre os modelos de famílias diferentes do conceito tradicional.

Análise de conjuntura

Os membros do CONSEP, no final da manhã desta terça-feira, acompanharam a apresentação de uma análise de conjuntura produzida por ampla equipe de especialistas composta por membros da assessoria de política da CNBB e colaboradores da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP). Coube a Pedro Gontijo, membro da CBJP, fazer a exposição da análise que contempla uma avaliação sobre o cenário internacional e nacional. Entre os fatos lembrados na análise, Gontijo falou da campanha pelo voto limpo realizada nesse período com a participação efetiva dos tribunais eleitorais. Em algumas regiões do país, comitês da sociedade civil tem participado desse esforço e, desse modo, percebe-se certa sinergia entre forças da sociedade civil e dos tribunais.

Vários outros aspectos foram considerados na análise. A respeito do processo do chamado "mensalão", por exemplo, a análise mostra que há duas teses estão em jogo: a primeira que trata de corrupção propriamente e a segunda é de que várias movimentações supostamente verificadas seria movimento do que se costuma chamar de "caixa 2". O que ocorre, então, nesse episódio da ação penal 470 é um julgamento sobre o sistema eleitoral brasileiro. Também ganhou destaque o histórico do "Grito dos excluídos" em vista da realização do próximo evento no dia 7 de setembro. Ele faz parte da articulação em torno da 5a Semana Social Brasileira que discute o papel do Estado. Registrou-se o encontro nacional das organizações do povo do campo que não recebeu a devida cobertura da imprensa. Neste encontro, um dos pontos de grande importância foi a discussão sobre a realização da reforma agrária no Brasil.


Pousada do Bom Jesus, em Aparecida, ajuda na formação de novos presbíteros

No dia 19 de março, solenidade de São José, a arquidiocese de Aparecida (SP) inaugurou a Pousada do Bom Jesus, que funciona em algumas alas do Seminário Missionário Bom Jesus. A Pousada do Bom Jesus é a terceira e última etapa das obras de revitalização do prédio. A primeira etapa deste grande projeto foi realizada para acolher o Santo Padre, o papa Bento XVI e sua comitiva por ocasião da sua visita à Aparecida para inaugurar a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, em maio de 2007.

Em 04 de julho de 1980, o papa João Paulo II, em sua primeira visita apostólica ao Brasil, esteve em Aparecida para sagrar a Basílica Nacional com o título de Basílica Menor. Na ocasião, o Seminário Bom Jesus teve a honra de receber Sua Santidade para um almoço com os seminaristas e padres da arquidiocese, e hospedá-lo, por uma tarde, no mesmo quarto em que se hospedou o papa Bento XVI, em visita a Aparecida em 2007.

Um ano após a visita do papa Bento XVI, foi reiniciada a reforma da parte destinada a residência e formação dos seminaristas maiores, entregue no dia 06 de agosto de 2010. E dando continuidade ao projeto, teve início a revitalização da última parte do edifício que compreende a pousada. O espaço conta com 77 apartamentos, sendo oito suítes e dois quartos para receber hóspedes com necessidades especiais.

Estiveram presentes no evento autoridades civis e eclesiais, entre elas o cardeal arcebispo emérito do Rio de Janeiro, dom Eusébio Oscar Scheid, padre Darci José Niciolli, reitor do Santuário Nacional; monsenhor Nelson Lopes, vigário geral da arquidiocese de Aparecida, entre outros. Vários benfeitores da obra de revitalização do prédio também marcaram presença, além de religiosos e religiosas, clero arquidiocesano e leigos.

A inauguração contou com a Celebração da Palavra, preparada pelos seminaristas arquidiocesanos, e discursos de autoridades e benfeitores. Em seu pronunciamento, o cardeal arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis, fez um resumo da história do prédio e agradeceu a todos aqueles que direta ou indiretamente ajudaram na sua revitalização.

O Seminário Missionário Bom Jesus está aberto à visitação de todos que queiram conhecer suas instalações. O quarto que recebeu os Papas João Paulo II e Bento XVI, a capela e o refeitório usados pelo atual Pontífice também podem ser visitados, além do nosso museu.

"Gostaria de ressaltar que toda a renda arrecadada com os serviços prestados pela Pousada do Bom Jesus é revertida em sua totalidade para a manutenção do Seminário Missionário Bom Jesus", disse o arcebispo de aparecida, dom Raymundo Damasceno.

As visitas podem ser feitas durante a semana, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h, com exceção da terça-feira quando é feita a manutenção. Nos finais de semana e feriados, o horário para o público é das 8h às 12h e das 14h às 17h.Mais informações sobre a pousada e como se hospedar podem ser obtidas através do site www.pousadadobomjesus.com.


Processo da 5ª SSB é tema do Consep

"Estado para quê e para quem?" Este é o tema da 5ª Semana Social Brasileira (SSB), promovida pela CNBB e movimentos sociais, que esteve na pauta da sessão desta tarde, 28 de agosto, do Conselho Episcopal de Pastoral (Consep), realizada na sede da CNBB, em Brasília. A apresentação foi coordenada pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, dom Guilherme Werlang, e do assessor, padre Ari Antônio dos Reis.

Dom Guilherme fez referência ao seminário das pastorais sociais, realizado entre os dias 21 e 23 de agosto, e que também tratou da temática da 5ª SSB. "Foi muito importante para avaliar e encaminhar os próximos passos, como também começar a coletar as sistematizações que devem chegar dos regionais, das dioceses, das pastorais sociais e  dos movimentos sociais do Brasil".

Na apresentação, o padre Ari fez questão de destacar que é preciso crescer na compreensão de como funciona a 5ª SSB. "É preciso reforçar a ideia de processo, e não um evento isolado", afirmou. A Semana já é uma realidade nas dioceses e regionais, mas que ainda há dificuldades de articulação.

Neste sentido, foi apresentada uma proposta de alteração da data de realização do evento nacional, que está prevista para maio de 2013. A coordenação sugeriu que este evento seja transferido para setembro, para propiciar uma melhor participação dos movimentos sociais. A proposta foi aprovada no Consep, mas ainda dependerá de confirmação em outras instâncias da entidade.

Por fim, foram apresentados os subsídios produzidos até agora, e as novas iniciativas em vista da promoção da temática 5ª SSB.


Dom Eduardo Koaik, um defensor do Ensino Religioso

Educadores e Educadoras do Brasil agradecem ao bispo emérito de Piracicaba (SP), dom Eduardo Koaik, falecido no último dia 26 de agosto, o que fez e ensinou sobre o Ensino Religioso nas Escolas do Brasil. Divulgamos dois de seus artigos, publicados no jornal Folha de São Paulo, nos anos de 1995 e 1996 sobre o Ensino Religioso.

Conhecedor da educação como processo que visa o desenvolvimento de todas as potencialidades do ser humano, dom Educado deixou um legado: a compreensão do papel do Ensino Religioso nas Escolas.

Demonstrou a importância desta disciplina na área de conhecimento nos termos da legislação atual, e de sua natureza ao ser levada à prática em instituições de ensino abertas a todos.

"O que se ele fez pela educação tem valor duradouro. O que se faz para a compreensão do papel e natureza do ER no ambiente escolar contribui sobremaneira para que as relações de poder e de saber se tornem fraternas, participativas e, assim, promovam a paz, fruto da justiça. Isto o nosso dedicado Mestre soube muito bem fazer, apresentando pistas concretas para a sua regulamentação no sistema escolar", explica a assessora do Setor Ensino Religioso da CNBB, professora Anísia de Paulo.

A professora seguiu destacando: "Dom Eduardo não transferiu o seu direito de falar sobre o assunto, ele observou, escutou e respondeu aos questionamentos a ele dirigidos, com clareza, firmeza e a sabedoria própria de um Pastor/Educador".Vejamos abaixo o que disse em 1995 e 1996, em pleno debate da regulamentação da matéria, durante a elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional:

Artigo 1: Ensino Religioso nas Escolas – A revanche do sagrado

Inserido na história, o ser humano é responsável pelo mundo, pela sociedade, pela cultura e pelo ambiente ecológico em que vive. Ele age de acordo com a sua consciência "iluminada pelos valores objetivos da vida humana". A educação liberta a pessoa dos condicionamentos e dominações que dificultam seu crescimento.

É um caminho longo que leva á tomada de consciência de um sentido transcendente que ajuda não só a libertar-se individualmente, mas também a abrir-se a uma ordem social humanizadora. "Através dessa abertura, o homem transcende a si mesmo e descobre o ser supremo, que dá sentido à sua existência, e, ao estabelecer com ele uma relação vital, aprende a lhe ser fiel em todos os momentos de sua existência e de sua atividade".

Por isso mesmo, não pode faltar na educação a dimensão religiosa, para que a formação do ser humano seja completa. É preciso cultivar no homem aquelas razões íntimas e transcendentais, fortalecer o caráter do cidadão, desenvolver o seu espírito de participação, aprofundar as motivações para a autêntica cidadania.

A educação da religiosidade na escola tem uma abrangência muito grande, mas não tem a missão de formar os crentes das diversas confissões religiosas. A pluralidade religiosa se evidencia muito claramente, sobretudo na escola da rede oficial, onde existem e se manifestam as mais variadas expressões e organizações religiosas.

Sente-se que esse substrato religioso, trazido pelos educandos à escola, tão rico e complexo, é ao mesmo tempo vulnerável às manipulações religiosas, culturais, ideológicas e políticas. É importante que a educação do senso religioso seja feita de forma crítica, organizada, articulada com a vida e com a cultura do educando, visando seu crescimento.

Esse trabalho inicial na escola poderá ser completado e esclarecido na própria comunidade de fé. Nesse sentido, o ensino religioso é visto como "pré-confessional" e, para os cristãos, como "pré-evangelização".

O ensino religioso escolar já tem uma caminhada na qual podemos analisar avanços gradativos:

- Houve um período em que a aula de religião era dada ao aluno de forma sistematizada com referenciais próprios, livros sagrados, ritos e conteúdos da religião. Dentro dessa visão, a religião é ensinada de forma objetiva, racional, consciente. O ensino trabalha com conteúdos e conceitos. É o ensino estritamente confessional, com a finalidade de revelar Deus ao homem.

- Em uma segunda fase, o ensino religioso entrou em uma linha antropológica mais humanista e de fé. O ensino tem sua fonte não só na Bíblia, mas envolve as tendências pedagógicas, filosóficas e políticas, procurando integrar os valores e dimensões da pessoa humana. O ensino religioso escolar torna-se interconfessional. Permite descobrir e vivenciar os valores comuns às religiões que facilitam a aproximação com o transcendente e a busca da comunidade de fé.

- A educação religiosa está buscando agora a inter-relação e a aproximação ecumênica que envolve toda a comunidade educativa. Procura dar uma visão orgânica do mundo, situando o homem como parte integrante desse universo.

Educa a religiosidade subjetiva do aluno, servindo-se da linguagem simbólica, intuitiva; trabalha com os valores essenciais da vida e se fundamenta na Bíblia, nos modernos conceitos pedagógicos e científicos, demonstrando que não existe contradição entre ciência e fé, mas que há um fortalecimento desta na descoberta do plano de Deus e de toda energia colocada por Ele no universo que o homem está descobrindo.

Esse processo educa para a unidade, respeitando e promovendo a diversidade cultural e religiosa.

O progresso técnico-científico, as transformações surpreendentes que se dão no campo da cultura, da política e da economia, trouxeram nova visão da realidade, envolvendo mudanças radicais em nossa percepção, em nossos pensamentos, valores e, conseqüentemente uma transformação social profunda.

Nesse contexto, a educação religiosa é proposta para ajudar a pessoa a crescer em humanidade, na dimensão ecumênico-fraterna, na busca solidária de pistas indicadoras de soluções globais.

O ser humano é chamado a ser: livre, consciente, solidário, fraterno, ecumênico e aberto, construtor de uma nova sociedade. Somos chamados a conviver com os outros dentro do projeto bíblico de sermos imagem e semelhança de Deus e de construirmos juntos, uma sociedade defensora da dignidade da pessoa e promotora da justiça e da vida.

Folha de São Paulo, 10/08/1995, página 3.Artigo 2: Ensino Religioso e a exceção da Regra

Intriga-me tanta falta de objetividade no cerrado combate contra o Ensino Religioso Escolar (ERE). As verdadeiras causas nunca afloram. Permanecem ocultas no mais profundo do subconsciente. Quando se fala em "razões técnicas e não de caráter religioso", intriga-me ainda mais.

A Constituição de 1988, nesta matéria, não me parece que seja de entendimento inacessível aos não peritos.

No artigo 210, onde se reza "O ensino religioso de matrícula facultativa" requer-se especial acrobacia para fazer entender: "ensino religioso facultativo"; onde se reza em continuação: "Constituirá disciplina dos 1º e 2º graus".

Em outras palavras, está determinado que o ensino religioso é disciplina obrigatória para a escola de matrícula facultativa para os alunos.

Onde se reza: "Nos horários normais da escola", evidente que não pode significar: fora da grade escolar. Mais: se a Constituição obriga que se introduza o ensino religioso no currículo escolar, cabe ao Estado a responsabilidade de oferecer necessários recursos.

Todos os Estados da Federação, exceto o Estado de São Paulo, chegaram ao mesmo entendimento do artigo 210. O que me leva a pensar que o Estado de São Paulo comporta-se como se fosse um país fora do Brasil.

Tal interpretação do texto em questão não é minha. São lições aprendidas com o renomado jurista professor Ives Gandra Martins, no seu abalizado parecer ("Revista dos Tribunais", janeiro, pág. 62, 1996).

Importante observação a que muitos não se dão conta. Distinguem-se hoje, claramente, ensino religioso e catequese. Aquele atua no plano da cultura, atendendo a exigência de uma educação integral. A relação com o transcendente é que vai dar ao aluno resposta satisfatória ao questionamento existencial sobre o pleno sentido da vida.

A catequese por sua vez vai oferecer o aprofundamento da fé religiosa, cujo lugar apropriado não é a escola. E sim, a comunidade de fé.

O Brasil não é um país ateu. A Lei Magna promulgada "sob a proteção de Deus" confirma o valor da religião refletindo o sentimento da quase totalidade da população brasileira. Portanto, há que se ter muito cuidado quando se proclama a laicidade do Estado e, com menos sentido ainda, o ensino laico.

Em que sentido se pode afirmar a laicidade do Estado? Não se trata de expressão cunhada na atual Constituição.

O que lá está é que o Estado subordina-se a ela e dela recebe as normas de conduta. O Estado guia-se por ela. O Estado é laico apenas no sentido de não adotar religião oficial. Compete-lhe a todas respeitar e proteger. No caso de privilegiar a religião católica, é por razões de tradição cultural do país.

A tradição cultural compõe a identidade de uma nação. Em toda nação merece reconhecimento e respeito o que constitui as raízes de sua história. Nação sem raízes não tem história. Argumenta-se com a laicidade do Estado para impedir o ensino religioso escolar.

Somente a primeira Constituição Republicana, de 1891, de forte influência positivista, consagrava esse princípio sem raízes em nossa história.

As demais Constituições – e não são menos de cinco, três democráticas e duas autoritárias – implantaram em seu corpo artigo sobre o ensino religioso. Então, pergunto de novo, onde se fundamenta o ensino laico?

A Secretaria de Educação designou uma Comissão Especial para o estudo do assunto. Pensava eu, de início, que teria o objetivo de viabilizar o preceito constitucional. Mas, não!

A sobredita comissão praticou uma metodologia de ouvir tanta gente que nada tinha com o ensino fundamental. Deixou de ouvir os diretamente interessados, os pais dos alunos.

Pesquisa do Datafolha (9/10/95), sem abranger o interior do Estado, revelou que 65% dos alunos pediam ensino religioso. Os alunos de hoje dão lição aos mestres. E sensatamente apontam o que tem realmente importância para sua educação integral.

Desse modo a comissão conseguiu elaborar parecer contra o ensino religioso obrigatório, interpretando tendenciosamente a Constituição. Contraria assim, o modo de pensar das Secretarias de Educação de todos os Estados do Brasil. Agora, penso, resta recurso a quem tem a última palavra e verdadeira competência para uma decisão final.

Finalizo lembrando que a presença do ensino religioso na atual Constituição e anteriores não é dádiva nenhuma da autoridade política. Resultou de calorosos debates entre os constituintes, que novamente se vêem envolvidos na aprovação das Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

De um lado, a minoria com apoio na tese da separação entre Estado e Igreja propugnada pelo ensino laico. De outro, a maioria expressando o sentimento predominante do povo brasileiro.

Não está se pedindo privilégio e favorecimento. Pede-se respeito ao preceito constitucional.

Folha de São Paulo, 15/04/1996.


Arquidiocese de BH anuncia construtoras responsáveis pelas obras da Catedral Cristo Rei

A arquidiocese de Belo Horizonte anuncia na próxima quinta-feira, 30 de agosto, as empresas responsáveis pela construção da Catedral Cristo Rei. As instituições assinarão um protocolo de intenções durante  solenidade, que será realizada no Palácio Cristo Rei (Praça da Liberdade, 263, bairro Funcionários) às 9h.

Com a crescente participação de toda sociedade, a arquidiocese se prepara para o início da edificação da Catedral Cristo Rei. A escolha das empresas responsáveis pela execução das obras prioriza a experiência na execução de projetos arquitetônicos elaborados por Oscar Niemeyer e a origem mineira. Em todas as etapas da construção, serão privilegiadas as competências das instituições de Minas Gerais.

A expectativa é que as obras das três primeiras fases comecem nos próximos meses, com a terraplanagem do terreno onde será construída a Catedral, na Av. Cristiano Machado, em frente à Estação Vilarinho do metrô, no bairro Juliana, Vetor Norte de Belo Horizonte.


Reunião entre equipes do 8º Muticom apresenta andamento das atividades

Apresentar os encaminhamentos dos trabalhos desenvolvidos e planejar novas ações em prol do 8º Muticom. Esse foi o objetivo da reunião entre as cinco equipes organizadoras do evento, realizada no sábado (25). O encontro contou também com a participação do padre Manoel Filho, da arquidiocese de Salvador (BA), que veio falar sobre a experiência do 3º Muticom, sediado na capital baiana, em 2003. As atividades aconteceram no centro pastoral da Paróquia de Nossa Senhora da Candelária, no bairro Candelária, zona sul de Natal (RN).

Conduzidas pelo coordenador geral do 8º Muticom, padre Edilson Nobre, as equipes de Comunicação, Espiritualidade, Infraestrutura, Cultura e Acadêmica tiveram cerca de dez minutos para apresentar as ações já realizadas. Foi apresentada ainda, a programação oficial para o evento, que já está parcialmente disponível no site do Muticom. A divulgação oficial acontecerá no lançamento do mutirão, no dia 31 de outubro.

Durante suas considerações, padre Manoel Filho parabenizou a equipe organizadora do evento pelo bom andamento dos trabalhos. "A edição de Natal com certeza será um sucesso", afirma. Segundo o padre, a realização dos mutirões é importante, uma vez que, são eventos da Igreja para a sociedade e que abordam temas diversos e atuais.Encerrados os trabalhos do dia, foi agendada uma nova reunião para os coordenadores das equipes no dia 12 de setembro.

Sobre o mutirão

A 8ª edição do Mutirão Brasileiro de Comunicação será realizada no período de 27 de outubro a 1º de novembro de 2013, em Natal (RN), e traz como tema "Comunicação e participação cidadã: meios e processos".  O evento é promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB e Signis Brasil, em conjunto com outras instituições.


Arquidiocese de Salvador recebe jovens suíços

Nesta segunda feira, dia 27 de agosto, o coordenador da Semana Missionária na Arquidiocese de Salvador, bispo auxiliar bom Gilson Andrade da Silva, recebeu, em uma audiência, jovens da Comunidade Católica Shalom, da Missão da Suíça. A reunião contou com a presença de membros do Shalom em Salvador (BA) e teve como pauta a participação de 150 jovens suíços na pós jornada da juventude, que será realizada na capital baiana em agosto de 2013.

Os jovens missionários participarão de uma celebração eucarística presidida pelo arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, logo após a JMJ 2013. A missa será realizada na Catedral Basílica no dia 8 de agosto. De acordo com o secretário da Comissão para os Assuntos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), Márcio Matos, a iniciativa partiu dos próprios jovens suíços. "Eles pediram para conhecer a cultura e a religiosidade da cidade e a Arquidiocese de Salvador está ajudando para que venham", declara.

Para o bispo dom Gilson Andrade da Silva, o interesse dos jovens também reside nas questões sociais características da cidade. "A Igreja realiza obras sociais bem bonitas em Salvador e esse testemunho de fé, em um meio tão adverso, desperta, nesses jovens, a vontade de conhecer nossa realidade", pondera.


Catedral Basílica de Curitiba será reinaugurada no primeiro dia da Festa da Padroeira da cidade

De 6 a 9 de setembro, Curitiba celebra a 4º edição da Festa da Luz: a festa da padroeira da cidade e da arquidiocese, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Para homenageá-la, a arquidiocese e a prefeitura municipal planejam para os quatro dias de festa uma intensa programação religiosa e cultural para toda a família, no Largo da Ordem.

No primeiro dia de festa, haverá um ato solene em frente à Catedral Metropolitana, na presença do arcebispo de Curitiba (PR), dom Moacyr José Vitti, e missa solene marcarão a reinauguração da igreja "mãe" da Arquidiocese, que desde 2011 passa por restauro. Outra atração será a Procissão Luminosa (com velas) no dia da padroeira, que sairá da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe até a Catedral Metropolitana. A procissão sinalizará a luz da igreja de Cristo entre as nações. As velas poderão ser adquiridas em todas as paróquias da arquidiocese.

Para homenagear Nossa Senhora da Luz, foi criada a ação "Vamos iluminar Curitiba", lançada pela arquidiocese neste mês de agosto para que toda a cidade ascenda a vela de Nossa Senhora da Luz no dia da padroeira. A ideia é homenageá-la às 18 horas do dia 8 de setembro, momento em que a Catedral Basílica e a arquidiocese serão consagradas à Nossa Senhora por dom Moacyr Vitti, durante a missa.

Para os quatro dias de festa estão confirmados shows de diversos gêneros musicais, apresentações folclóricas e Celebrações Eucarísticas.

História da Catedral Basílica será retratada em exposição no Memorial de Curitiba

Nos dias 7, 8 e 9 de setembro a Praça do Memorial de Curitiba será palco da exposição "Catedral da Luz" que retratará a história da nossa Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

A exposição será auto-explicativa e visa possibilitar ao público participante da Festa da Luz um contato mais próximo com o processo histórico da cidade que se deu por meio da construção da Catedral, além de abranger o contexto histórico-religioso da festividade da padroeira. A exposição retratará a história da igreja em três momentos distintos:

A programação completa está disponível no site www.festadaluz.org.br. Mais informações com a assessoria de comunicação, Letícia Pessoa: (41) 2105-6343 / (41) 8700-4752 / 9856-1517.


Assessoria de Imprensa da CNBB
SE/Sul Quadra 801 Conjunto B
E-mail: imprensa@cnbb.org.br
Site: http://www.cnbb.org.br
Tel.: (61) 2103-8313
Fax: (61) 2103-8303