sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 14/09/2012

REFLEXÃO

Todos os que crêem no Filho de Deus elevado entre o céu e a terra, suspenso na cruz, recebem dele a vida eterna. A cruz, instrumento de suplício e de maldição, torna-se, em Jesus Cristo, instrumento de salvação para todas as pessoas. Por isso, somos convidados a nos associar à cruz de Cristo. Quando falamos em união à cruz, logo pensamos em sofrimento, mas devemos pensar em algo que é mais importante que o sofrimento: Jesus, no alto da cruz, não era nada para si, mas todo para os outros, nos mostrando, assim, que cruz significa não viver para nós mesmos, mas fazer da nossa vida um serviço a Deus e aos irmãos e irmãs. A cruz só pode ser verdadeiramente compreendida sob o horizonte do amor maior.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Cardeal Paulo Evaristo Arns, OFM, Arcebispo Emérito de São Paulo - SP
  • Dom Célio de Oliveira Goulart, OFM, Bispo de São João del Rei - MG

Ordenação Presbiteral

  • Dom Giovanni Crippa, IMC, Bispo Auxiliar de São Salvador da Bahia - BA

Ordenação Episcopal

  • Dom Pedro Brito Guimarães, Arcebispo de Palmas - TO
NOTÍCIAS

Papa Bento XVI chega ao Líbano

Com o objetivo de transmitir uma mensagem de paz e confiança a todos os cristãos e povos do Oriente Médio, o papa Bento XVI chega ao Líbano para uma visita de três dias. O sumo pontífice desembarcou no Aeroporto internacional "Rafiq Hariri" em Beirute na manhã desta sexta-feira (14). Esta é a primeira vez que visita o país. "Venho ao Líbano como peregrino de paz, como amigo de Deus e como amigo dos homens", disse o Santo padre.

O papa Joseph Ratzinger e sua delegação foram recebidos no Aeroporto internacional "Rafiq Hariri" pelo presidente da República, Michel Sleiman, pelo Patriarca Maronita Béchara Boutros Rai, e outras autoridades políticas e religiosas. O papa agradeceu "o magnífico acolhimento", e falou sobre "excelentes relações" entre a Santa Sé e o Líbano.

"A convivência feliz de todos os libaneses deve demonstrar a todo o Médio Oriente e ao resto do mundo que, dentro duma nação, pode haver colaboração entre as diversas Igrejas – todas elas membros da única Igreja Católica – num espírito de comunhão fraterna com os outros cristãos e, ao mesmo tempo, a convivência e o diálogo respeitoso entre os cristãos e os seus irmãos de outras religiões."

Ao final da cerimônia, o papa deixou o Aeroporto de Beirute e seguiu em direção à Nunciatura Apostólica de Harissa, a 37 km de Beirute, onde ficará hospedado nesses três dias de visita.

No período da tarde, Bento XVI irá à Basílica Greco-melquita de São Paulo, na cidade de Harisa, para a publicação da Exortação apostólica Pós-Sinodal "Ecclesia in Medio Oriente", onde assinará o documento final do Sínodo de Bispos para o Oriente Médio, realizado em 2010, na presença de todos os patriarcas e bispos da região.

Com lema 'Salami ?-t?kum – dou-vos a minha paz', esta é a quarta viagem apostólica que o papa faz ao Oriente Médio. "Dirijo-me em espírito também a todos os países do Médio Oriente como peregrino de paz, como amigo de Deus e como amigo de todos os habitantes de todos os países da região, independentemente da sua filiação e da sua crença."

Em 2006, o papa visitou a Turquia, em 2009, visitou a Terra Santa – Jordânia, Israel e os Territórios Palestinos – e, em 2010, visitou o Chipre.


CNNB é representada em Simpósio Latino Americano e Caribenho

Entre os dias 21 e 24 de agosto, em Bogotá, na Colômbia, ocorreu o Simpósio Latinoamericano y del Caribe sobre "Conversión personal de los agentes de pastoral". O objetivo do evento era analisar as debilidades e conquistas nos processos de conversão dos agentes de pastoral nas Igrejas locais do continente latino americano e caribenho. A partir do intercâmbio de ideias, os participantes irão propor novos métodos para a reiniciação cristã que ajudem a transformar os agentes de pastoral em discípulos missionários.

Representando o Brasil, participou do simpósio o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos da Brasil (CNBB), padre Deusmar Jesus da Silva.

Durante o encontro, os participantes trabalharam na elaboração de itinerários de formação para os Presbíteros, Seminaristas, Diáconos Permanentes, Vida Consagrada e Leigos.

Para tal, foi montada uma equipe de trabalho com cinco membros participantes do Simpósio: padre Deusmar Jesus da Silva – Brasil, padre Juan Alvaro Zapata Torres – Colômbia, padre Gabriel Alberto Rainusso Garrone – Uruguai, padre Otávio Ramon Rodriguez Palma – Venezuela, e irmã Paula Rosales Escalante – Costa Rica.

A equipe foi coordenada pelo secretário executivo do departamento de Vocações e Ministérios do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), padre Gabriel Angel Villa Vahos. Dentro da equipe, padre Deusmar ficou responsável por trabalhar na elaboração do itinerário de formação para os diáconos permanentes.


Comissão de Especialistas trabalha em novo texto sobre a questão agrária no Brasil

Uma comissão de especialistas em questões agrárias esteve reunida na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), na tarde de ontem, 13 de setembro, para elaborar um texto profundo sobre a questão agrária no país. Este texto, ao final de cinco reuniões, será apresentado aos bispos do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), se aprovado, será levado ao plenário da 51ª Assembleia Geral dos Bispos, em 2013, para se tornar um Documento Azul da CNBB.

Segundo os especialistas presentes na reunião, o novo texto que está sendo elaborado, será uma atualização de um texto da Igreja, de 1980, intitulado "Igreja e os problemas da terra". Atualmente existe o Documento 99 de Estudos da CNBB, que trata da "Igreja e questões agrárias no início do século XXI", aprovado no ano de 2010.

O presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e bispo de Balsas (MA), dom Enemésio Angelo Lazzaris, faz parte da comissão de especialistas. Segundo o bispo, o texto final deverá ser entregue em março do próximo ano, na reunião do Consep.

Fazendo um paralelo histórico da luta da Igreja do Brasil pelas questões do campo, dom Enemésio afirmou: "Sem dúvida alguma, tratar da questão agrária nos coloca em contato com uma tradição muito bonita e um compromisso que a Igreja assume desde a criação da CNBB. A Igreja, na sua primeira Assembleia Geral, em 1953, em Belém do Pará, já falava das questões do campo. Na segunda, em Aparecida (SP), 1954, o tema central foi Igreja e a Reforma Agrária. Ao menos dez, das 50 Assembleias Gerais da CNBB trataram diretamente de temas como o direito, a justiça, questões agrárias, operárias, sociopolíticas e econômicas. Na 18ª Assembleia, a CNBB teve como tema específico a Pastoral da Terra, que resultou no documento "Igreja e os problemas da terra", este documento é que praticamente norteou a Igreja em relação a questões do campo, por isso a necessidade de um documento novo".

Questão em Pauta

Segundo o presidente da CPT, este tema ligado a terra está sempre em pauta nas agendas, seja do governo, seja da sociedade civil organizada, dos especuladores imobiliários, latifundiários, lobistas, grandes empresários, pecuaristas, madeireiros, tornando de difícil resolução de problemas, como o da reforma agrária, por exemplo.

"Podemos perceber que o tema ligado a terra está permanentemente em pauta, já que há questões inacabadas como a reforma agrária, a demarcação de territórios indígenas, dos quilombolas e ribeirinhos. Há também o descontrole do chamado agronegócio, do latifúndio, da ganância pela terra que se corre o risco de também não respeitar estes territórios que são comprometidos com o meio-ambiente, com a preservação e com a casa que Deus nos deu", destacou dom Enemésio.

"Passaram-se 32 anos do importante documento 'Igreja e os problemas da terra' e a situação agrária piorou e a concentração da terra hoje é maior do que era em 1980, a inação do governo é constante em todo o período, então os bispos resolveram que, de novo, era preciso atualizar este documento e apresentá-lo à comunidade cristã para que ela reaja e ajude os camponeses", disse um dos especialista e ex-presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária, Plínio de Arruda Sampaio.

Desafios Agrários

Para o doutor em economia, Guilherme Delgado, consultor da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado à CNBB, e um dos especialistas da comissão, o texto foca na perspectiva dos grandes desafios que se coloca a questão agrária hoje para os povos: camponeses, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, assentados, acampados, e quais são as consequências dessa nova realidade agrária para este conjunto de grupos sociais. "Outro enfoque é fazer uma análise da economia, da política nos últimos 30 anos, verificando o que mudou, no sentido da propriedade, da exploração da terra e dos recursos naturais da época do Regime Militar para o presente, de forma a reconfigurar uma problemática agrária", disse.

Ainda segundo Guilherme, está sendo feita toda uma avaliação bíblico-teológica-doutrinária sobre a terra na leitura bíblica do Antigo e do Novo Testamento e, a terra na Doutrina Social da Igreja que serve como referencial do julgar da situação vista anteriormente. "A parte final do documento se propõe a um conjunto de pistas, ideias sobre as alternativas de desenvolvimento rural, agropecuário e de recursos naturais, que estão em gestação, e que, de certa forma respondem ou constroem um campo alternativo ao agronegócio".

Documentos da CNBB

Os documentos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil são divididos em duas categorias, os Documentos de Estudo, denominados Documentos Verde, que o nome, em si, já explica sua funcionalidade sendo extraoficial, e os Documentos Azuis, de caráter oficial da Igreja.

Atualmente existem 101 Documentos Verdes e 98 Azuis. O Documento Verde tem o caráter de constante aperfeiçoamento, como o exemplo do Diretório de Comunicação, que há vários anos está sendo elaborado e aperfeiçoado. Assim que pronto, é apresentado aos bispos para aprovação. Se aprovado ele se transforma em um documento oficial, denominado Documento Azul.


"O Concílio Vaticano II: Sua eclesiologia, avanços e desafios"

Este é o tema do Encontro de Formação Anual Permanente para Presbíteros, promovido pela Comissão Regional de Presbíteros (CRP), do Regional Sul 1 (São Paulo) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O encontro que será realizado entre os dias 17 a 20 de setembro, em São Pedro, Alto da Serra (SP), será assessorado pelo doutor e padre Ney de Souza da Arquidiocese de São Paulo.

O coordenador da Comissão Regional de Presbíteros, padre Anselmo Matias Limberger, diz que além da assessoria do Pe. Ney, o encontro contará com a presença do padre Deusmar Jesus da Silva, assessor da CNBB para Ministérios Ordenados e para a Vida Consagrada. "Ele irá presidir uma celebração da eucaristia e terá um momento para deixar a sua mensagem para os presbíteros do sul1. Em agosto de 2012 o Pe. Deusmar foi eleito no CELAM para integrar uma equipe que vai trabalhar no sentido de elaborar um itinerário para formação de seminaristas, diáconos permanentes, vida consagrada e presbíteros na América Latina e no Caribe", explicou.

O presidente da Associação Nacional de Presbíteros do Brasil (ANPB), padre José Maria da Silva Ribeiro,  o bispo emérito de Mogi das Cruzes (SP) e bispo referencial, dom Paulo Antonino Mascarenhas Roxo, Opraem são presenças confirmadas. O encontro contará ainda com a presença do secretário da CRP-Sul 1, padre Antonio Luis Fernandes, da diocese de Limeira. Ele irá trabalhar como missionário no Projeto Missionário Norte 1 – Sul 1, na Diocese de São Gabriel da Cachoeira no estado do Amazonas.

Mais informações com o padre Anselmo Matias Limberger, presidente da Comissão Regional de Presbíteros e da Comissão Nacional de Presbíteros por meio do e-mail amlimberger@globo.com Cada diocese poderá participar com três presbíteros.

Comissão Regional de Presbíteros

Sobre a Comissão Regional de Presbíteros, padre Anselmo explica que é um organismo ligado à CNBB através da Comissão para os Ministérios ordenados e a Vida Consagrada. "Sentimo-nos em profunda comunhão com nossos Bispos. Desejamos estar a seu lado ouvindo-os e colaborando na dimensão que nos é própria". Segundo ele, o Bispo, a Igreja Local e o Presbitério constituem a identidade da Comissão e nela vivem a espiritualidade junto ao Povo de Deus. "Somos felizes por uma caminhada que já vem sendo feita pelos nossos bispos e padres, formando a pastoral presbiteral e essa organiza encontros, retiros, formação, lazer em nível diocesano, sub-região e regional. Sinto que podemos avançar para águas mais profundas e formar um presbitério cada vez mais solidário e fraterno", avalia o padre.


Monsenhor José Eudes será ordenado bispo no próximo sábado

Nomeado pelo papa Bento XVI bispo da diocese de Leopoldina (MG) no dia 27 de junho, monsenhor José Campos Eudes do Nascimento será ordenado no próximo sábado, 15, pela imposição das mãos do arcebispo metropolitano de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha. A celebração de ordenação episcopal será realizada no Santuário de Nossa Senhora da Piedade, às 10 horas, na cidade de Barbacena (MG).

Sua primeira missa, já como bispo ordenado, será realizada no mesmo dia, 15, às 16 horas, dentro da solenidade de Nossa Senhora da Piedade. Já a posse canônica acontece no dia 30 de setembro, às 16 horas, na Catedral de São Sebastião, em Leopoldina (MG).

Os órgãos de imprensa interessados em fazer a cobertura jornalística da cerimônia de ordenação episcopal do monsenhor Eudes devem efetuar o credenciamento para acesso entrando em contato com o Centro Regional de Pastoral Mariana Sul, pelo telefone (32) 3331-1151, ou pelo e-mail: regiaosul@yahoo.com.br, falar com Marylaine Becho.

Para facilitar o acesso dos visitantes ao Santuário, os organizadores oferecem algumas informações práticas, visto que, nesta data (15 de setembro) é celebrado o Jubileu de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira de Minas Gerais e da cidade de Barbacena.

Ao chegar à cidade, todas as caravanas devem se dirigir à Basílica de São José Operário, onde será servido o lanche em local aparelhado com total infraestrutura de banheiros e água para melhor acolher a todos. Após o lanche, as pessoas caminharão até o local da ordenação.

Após a missa, todos serão encaminhados ao Colégio Imaculada Conceição, onde será servido o almoço, na Avenida Irmã Paula, nº 216 – Bairro São Sebastião. O almoço dos padres, bispos e seminaristas acontecerá no Clube Barbacenense, que fica atrás do santuário.

Para outras informações, entre em contato através do telefone: (32) 3331-6530.

Sobre o monsenhor Eudes

Padre José Eudes Campos do Nascimento nasceu em Barbacena, Minas Gerais, em abril de 1966. Cursou Filosofia no Instituto Santo Tomás de Aquino, em Belo Horizonte (MG) e Teologia no Seminário São José, em Mariana (MG). Foi ordenado padre no dia 22 de abril de 1995, em sua cidade natal. Atuou como pároco da paróquia São Gonçalo do Amarante, em Catas Altas da Noruega (MG); Assessor da Pastoral da Juventude; pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Rio Pomba (MG) e finalmente pároco da paróquia Santa Efigênia, em Ouro Preto, desde 2009.

Monsenhor José Eudes sucederá a dom frei Dario Campos, transferido para a diocese de Cachoeiro do Itapemirim (ES), em 27 de abril de 2011. Desde então, a diocese de Leopoldina está vacante, sendo administrada pelo monsenhor Alexandre dos Santos Ferraz.


Bispos do Regional Nordeste 3 divulgam nota sobre a saúde pública

Os bispos do Regional Nordeste 3 da CNBB (Bahia e Sergipe) estiveram reunidos na diocese de Ilhéus (BA) para debater assuntos fundamentais para a caminhada da Igreja nos estados da Bahia e Sergipe. Entre os assuntos, um que teve particular destaque, que foi o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, Fraternidade e Saúde Pública.

Aproveitando a oportunidade, os bispos divulgaram uma nota sobre as polícias públicas no país.

Segue a nota sobre o tema:

Dentre as políticas públicas, a saúde é prioridade

Nós Bispos do Regional NE3 da CNBB, que compreende os Estados da Bahia e Sergipe, reunidos em Ilhéus, refletimos o tema da CF 2012: "A Fraternidade e a Saúde Pública" e lema: "Que a Saúde se difunda sobre a terra".

Considerando que o Sistema Único de Saúde (SUS) é um excelente meio de atendimento de saúde para todos os brasileiros;Considerando que o SUS não responde às necessidades da população e que reina uma grande insatisfação pelas carências dos serviços de saúde que são prestados, principalmente à população de baixa-renda;

Considerando a necessidade de maiores investimentos de verbas públicas para a saúde;

Declaramos nosso apoio e incentivo ao "Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública", pela coleta de assinaturas para o "Projeto de lei de iniciativa popular para assegurar o repasse de 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde pública brasileira".

Participando desse abaixo assinado, estaremos colaborando pela melhora da qualidade de serviços em prol da saúde do nosso povo.

Ilhéus, 23 de agosto de 2012Bispos do Regional Nordeste 3 presentes à reunião em Ilhéus-BA entre os dia 21 e 23 de agosto de 2012.


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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 13/09/2012

REFLEXÃO

A regra do ouro da vida do cristão é resumida por Jesus na frase: 'O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles'. Todas as pessoas desejam ser amadas, compreendidas e servidas, por isso, todos devem amar, compreender e servir. Devemos ser diferentes das pessoas que vivem a reciprocidade: devemos viver a gratuidade, ser diferentes dos que vivem fazendo justiça: devemos ser misericordiosos. O critério do nosso agir em relação aos outros não pode ser o agir dos outros, mas sim o próprio Deus, que não nos trata segundo nossas faltas, mas ama a todas as pessoas, indistintamente, com amor eterno e as cumula com a abundância dos seus bens. Se vivermos segundo esse critério, seremos filhos do Altíssimo e será grande a nossa recompensa nos céus.
NOTÍCIAS

Papa vai visitar Loreto no início de outubro

Foi apresentado, nesta quarta-feira, 12 de setembro, o programa da visita de Bento XVI a Loreto, em 4 de outubro próximo, a fim de confiar a Nossa Senhora o Sínodo dos Bispos, que se abrirá em 11 de outubro, e o Ano da Fé. "Repetindo o gesto feito por João XXIII, o Santo Padre levará consigo, a Loreto, a oração de toda a Igreja. Essa peregrinação quer renovar o compromisso de refletir sobre a nova evangelização" - disse o Delegado Pontifício de Loreto, Dom Giovanni Tonucci.

 

"Forte será também o valor histórico desse evento: A viagem de João XXIII às Marcas. Pela primeira vez um pontífice foi além dos confins da Região do Lácio depois da Unificação da Itália e ao fazê-lo inaugurou uma nova temporada e um novo estilo dos sucessores de Pedro. É uma ocasião simbólica para reiterar a vontade de manter relações fecundas e a plena colaboração entre as instituições seculares e religiosas" – sublinhou o arcebispo.

O prefeito da cidade mariana, Paolo Nicoletti, lembrou que a próxima visita reconfirmará a ligação íntima de Loreto com o Santo Padre. Estão sendo esperadas cerca de cinco mil pessoas.

No dia 4 de outubro, o Papa chegará de helicóptero ao Centro João Paulo II, na localidade de Montoso, por volta das 10h. De lá, se transferirá no papamóvel ao Santuário de Loreto. Às 11h celebrará a Santa Missa na Praça da Igreja de Nossa Senhora.

No final da celebração eucarística, o Papa retornará ao Centro João Paulo II onde se encontrará com os cardeais e bispos presentes. Por volta das 17h, Bento XVI retornará ao Vaticano


Síntese do congresso de 20 anos do Catecismo e sobre o Ano da Fé

Congresso teológico celebrou os 20 anos da publicação do Novo Catecismo da Igreja e marcou a preparação imediata para o início do Ano da Fé. O evento foi realizado nas instações da PUC de Curitiba (PR) e contou com a participação, na abertura, do cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB.

Reproduzimos aqui, com autorização do autor, matéria com a síntese da cobertura do evento.

A Igreja no Brasil acaba de dar uma espécie de pontapé inicial para as celebrações do Ano da Fé e dos 20 anos do Catecismo da Igreja Católica (CIC). A CNBB promoveu um congresso teológico nacional sobre os temas e reuniu mais de 200 participantes. O encontro aconteceu na Pontifícia Universidade Católica (PUC) – campus Curitiba (PR) –, entre os dias 7 e 9 de setembro.

O quadro de conferencistas contou com especialistas do cenário teológico brasileiro e também com a presença do secretário da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, dom Luis Francisco Ladaria Ferrer. A articulação foi realizada por meio de três comissões episcopais da CNBB: Doutrina da Fé, Animação Bíblico-Catequética e Educação e Cultura.

"O Catecismo é um dos documentos insubstituíveis para o processo de catequese, um precioso dom para a Igreja. É um referencial seguro para a formação e aprofundamento da fé hoje e um dos grandes frutos do Concílio Vaticano II", ressaltou o presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida (SP), cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, na abertura do evento.

"A própria construção do congresso foi pedagógica. A união das três comissões tem uma dimensão eclesial e comunitária muito clara: o catecismo e o Ano da Fé não podem ser abraçados de maneira isolada", assegura o presidente da comissão para a Doutrina da Fé e arcebispo de Brasília (DF), dom Sérgio da Rocha.

A partir das temáticas refletidas, cada comissão deve tirar conclusões específicas para o trabalho que desempenha. "Mas já a experiência de fazer junto foi muito importante. Precisamos somar forças para que a educação da fé seja mais concreta e efetiva. Não temos doutrina da fé – conteúdo – sem a educação da fé – catequese, metodologia. E tudo isso precisa levar em conta o contexto dos interlocutores – cultura. Daí o porquê dessa grande união", explica o presidente da comissão para a Animação Bíblico-Catequética, dom Jacinto Bergmann.

Reflexos

A organização espera que o congresso tenha reflexos concretos na vida da Igreja no país. O principal deve ser a acolhida renovada do CIC, que já deveria ter sido mais conhecido, divulgado e vivido ao longo desses 20 anos, segundo a avaliação de dom Sérgio da Rocha. O Ano da Fé, que inicia no dia 11 de outubro, torna-se ocasião privilegiada para isso.

Várias temáticas do congresso também reforçaram o aspecto da catequese e de iniciação à vida cristã. Se a catequese é a educação da fé, o CIC é o instrumento que ajuda a concretizar esse processo. "O congresso reforça a concepção de catequese catecumenal e o grande instrumento que é o catecismo. Isso significa dar importância à iniciação das pessoas no seguimento de Jesus, a levá-las a um encontro com o Senhor", ressalta dom Jacinto.

Um ponto que recebeu especial atenção diz respeito à linguagem do CIC, que seria um agente dificultador para que ele possa chegar às bases das comunidades eclesiais. Uma saída pastoral viável é a produção de subsídios e materiais de apoio que ofereçam o conteúdo por meio de uma linguagem mais palatável.

"A Igreja no Brasil sempre produziu muitos subsídios inspirados no CIC. O congresso reforçou a ideia de fazermos materiais que facilitem o acesso ao catecismo, que apresenta o conteúdo da fé e nos inspira como a vida pode ser consequência do crer em Deus", reforça dom Jacinto. O bispo revela que a comissão que preside na CNBB está em processo de elaboração de roteiros que orientem o processo de iniciação à vida cristã, inspirados no CIC.

Programação

O congresso contou com conferências gerais na parte da manhã e com quatro grupos temáticos nas sessões da tarde.

As conferências gerais proferidas por dom Luis Ladaria abordaram as seguintes temáticas: Catecismo da Igreja Católica: gênese, estrutura e perspectivas; Ano da Fé: a fé aberta a todos; Considerações finais sobre o encontro e perspectivas.

O congresso também contou com dois renomados teólogos brasileiros como conferencistas gerais. O padre Mário de França Miranda falou sobre A dimensão individual e eclesial da fé cristã, enquanto frei Carlos Josaphat proferiu o tema Estrutura do Catecismo da Igreja Católica e a vida cristã.

Já os grupos temáticos tiveram os seguintes focos: Fontes do CIC; Temas teológicos transversais no CIC; Catequese e CIC; Fé no CIC. No total, os grupos foram assessorados por 15 especialistas das mais diversas áreas.

Conferências de dom Luis Ladaria

Em sua primeira conferência, no dia 7, o secretário da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, ressaltou que a essência da atual estrutura do CIC – Profissão de fé, Celebração do mistério cristão, Vida em Cristo e Oração cristã – já está presente nas obras catequéticas dos Santos Padres (grandes homens da Igreja, aproximadamente do século II ao século VII, que firmaram os conceitos fundamentais da fé cristã e são os responsáveis pelo que se chama hoje de Tradição da Igreja). Essa estrutura se manteve constante até hoje.

Logo após, o arcebispo apresentou um histórico dos catecismos anteriores, com ênfase para o primeiro de que se tem notícia e que foi escrito na língua portuguesa, o de Celta (1505), bem como o Romano (1566), fruto do Concílio de Trento. Os escritos eram inicialmente destinados aos párocos, a quem cabia a tradução do conteúdo para os fiéis.

Dom Ladaria ressaltou que o CIC não é um fruto direto do Concílio Vaticano II, mas está em íntima relação com ele. De fato, o Concílio apenas solicitou a elaboração de um diretório que orientasse a elaboração dos catecismos nacionais, o que aconteceu em 1971.

Contudo, nos anos pós-conciliares, apareceram catecismos em diversos países. Alguns problemas de fidelidade à Tradição e ao Magistério, como aconteceu no caso holandês, fez ressurgir o desejo de que houvesse um documento oficial para toda a Igreja. Isso foi concretizado ao final da Assembleia do Sínodo dos Bispos de 1985, que celebrou os 20 anos de encerramento do Vaticano II e fez a solicitação ao Papa.

O CIC foi escrito originalmente em francês e lançado em 1992. Contudo, a edição típica surgiu apenas em 1995, e é a essa que se deve reportar, pois conta com reformulações em diversos pontos, após manifestação das conferências de todo o mundo. Dom Ladaria indicou que houve 24.000 sugestões de emendas, retoques e modificações.

Ao finalizar sua apresentação, o arcebispo recordou a importância do Compêndio do CIC, por sua brevidade, clareza e integridade, e também por tornar possível que as comunidades conheçam as verdades reveladas e transmitidas pela Igreja.

Segunda conferência geral

No dia 8, dom Ladaria falou sobre o Ano da Fé. Ele destacou a "situação dramática" de secularização em muitos países da Europa, mas que também afeta o continente americano. A eliminação da transcendência do horizonte de vida das pessoas traz como consequência graves problemas pessoais e sociais.

O Papa Bento XVI já falou diversas vezes de analfabetismo religioso. Nesse sentido, o Ano da Fé tem o objetivo de dar um impulso renovado a toda a Igreja, para que os homens que se encontram afastados possam chegar à amizade com Cristo, que dá vida em plenitude.

"Fé é, antes de tudo, adesão pessoal do homem a Deus. Ao mesmo tempo, é assentimento livre a toda a verdade que Deus revelou. São dois pontos fundamentais", disse.

Os pontos cardeais do Ano da Fé devem ser a fé confessada, celebrada e testemunhada.

Conferência de frei Carlos Josaphat

O frei dominicano e doutor em teologia moral, Carlos Josaphat Pinto de Oliveira, proferiu a segunda conferência geral do dia 7. Ele ressaltou que a estrutura do CIC está em plena fidelidade à Revelação de Deus e se reporta a dois concílios eclesiológicos, o de Trento e o Vaticano II. De certa forma, o CIC torna operacional a mensagem desses dois concílios, voltados para a reforma e renovação do corpo eclesial.

Frei Josaphat ressaltou a dimensão colegial do trabalho que foi realizado para a escrita do CIC. Ao solicitarem a elaboração do CIC, os bispos reunidos no Sínodo de 1985 apontavam para a oportunidade de se comprovar os fundamentos bíblicos e patrísticos do Concílio Vaticano II. "Esse dado é da maior evidência e é muito oportuna a temática desse encontro. O CIC recolhe e concilia o que há de melhor no antigo e no novo."

Houve todo um esforço para reelaborar de maneira viva o objetivo do Vaticano II. O CIC coincide com uma estrutura que visa primordialmente os párocos – o que levaria à pregação e constituição de catecismos locais.

"O catecismo atual mostra como o Vaticano II perpetua o essencial dos concílios anteriores e os enriquece. O CIC procura enfrentar o desafio lançado hoje à vida cristã. A escolha e ajustamento dos quatro pilares seguem a opção dos relatores de Trento e o consideram como quadro doutrinal, introduzindo a totalidade das orientações sob o ponto de vista da fé e prática da fé."

O CIC propõe a vida cristã de maneira integral e ordenada, de tal forma que os fiéis sejam missionários de amor e santidade para um mundo complexo.

Conferência de padre Mário de França Miranda

O doutor em teologia sistemática, padre Mário de França Miranda, enfatizou que as transformações sociais dificultam a fé do cristão e sua relação com a Igreja. Enquanto no passado havia um tecido cultural unitário predominantemente cristão, a atual sociedade plural dificulta sobremaneira o acolhimento e a proclamação salvífica do Evangelho.

A fé cristã é sempre a mesma, mas apresenta compreensões e vivências diversas ao longo da história. Hoje, o cristão experimenta mais a fé como resultado de uma opção livre, de tal forma que interpreta e vive sua existência de modo singular. "A opção cristã é mais consciente e real, e menos uma fé institucionalizada, de certo modo passivamente professada", avalia o sacerdote.

Além disso, costuma-se ouvir que a fé é dom de Deus, mas, na prática pastoral, esse aspecto não seria devidamente valorizado. Uma vez que a ação do Espírito Santo é sempre universal, deve-se anunciar a partir das dificuldades e realidades vividas por aqueles que estão a nossa volta.

"O modo de expressar o que cremos é tão importante quanto afirmar como cremos. É preciso anunciar a dimensão vivencial da fé aos nossos contemporâneos. A transmissão da fé consiste em transmitir o próprio Deus vivo comunicando-se conosco e, para isso, é preciso de uma aproximação das realidades vividas pela sociedade hoje."

A multiplicidade de situações e contextos vitais obriga os cristãos a viver a fé em meio a novos desafios, o que exige novas linguagens e práticas. "Nesse sentido, as experiências podem representar uma contribuição importante para o magistério eclesiástico e a teologia. A fé do laicato tem algo a dizer à compreensão mais ampla de fé cristã", assevera.

De acordo com padre Mário, o centro verdadeiro da Igreja não coincide com o centro de governo e administração. "Devemos corrigir a nossa maneira de olhar a Igreja. A luta pela renovação institucional da Igreja é uma tarefa que compete a cada um de nós. A fé cristã está desafiada pela sociedade, e isso se torna possibilidade para vivê-la com maior autenticidade. A fé eclesial pede a participação ativa em traduzi-la e vivê-la no atual contexto sociocultural. A fé na Igreja nos capacita a olhá-la em sua verdade e, assim, amá-la."

A matéria e as fotos são do repórter/editor Leonardo Meira e foram publicadas pelo Jornal de Aparecida.


Hino da JMJ Rio2013 será lançado amanhã

O Hino oficial da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 será lançado na próxima sexta-feira, dia 14 de setembro, na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, durante a festa "Aventura da Cruz". O evento contará com a presença do Núncio Apostólico do Brasil, dom Giovanni D´Aniello (Embaixador do Vaticano no Brasil), e do presidente do Comitê Organizador Local da JMJ e arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta.

Em um palco montado ao lado da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, uma sucessão de eventos artísticos e religiosos marcará, a partir das 20h, a divulgação da música oficial da JMJRio2013. A Jornada, que é considerada o maior evento mundial direcionado à juventude, reunirá milhões de pessoas entre os dias 23 e 28 de julho do ano que vem na cidade do Rio de Janeiro.

O lançamento do Hino "Cruz da Esperança!" será feito por dom Orani, às 22h, seguido de missa presidida por dom Giovanni D´Aniello e de Vigília. O autor da canção – escolhido por meio de um concurso com mais de 180 inscritos – é o padre José Cândido, da paróquia de São Sebastião de Belo Horizonte (MG). São dele grandes músicas litúrgicas do Brasil, como "Toda bíblia é comunicação" e "Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo".

Inspirado na natureza do Rio de Janeiro, no Cristo Redentor e no tema da JMJ – "Ide e fazei discípulos entre todas as nações" –, o Hino tem letra e melodia simples. Para o padre José Cândido, a maior expectativa é em relação à sua repercussão entre os jovens durante a Jornada. "Espero que cause entusiasmo e alegria. Esta é a maior gratificação", aponta.

Tanto o Hino quanto o clipe – que foi filmado no Cristo Redentor – foram produzidos pelo produtor musical Marco Mazzola, da MZA Music. Além de bispos do Estado do Rio e de sacerdotes, estarão presentes os cantores que participaram da gravação do Hino e do clipe da JMJ: Adriana Arydes, Olivia Ferreira, Eliana Ribeiro, Walmir Alencar e Leandro Souza (banda Frutos de Medjugore).

A escolha da data e do local foi proposital: além do bairro de Santa Cruz estar completando 445 anos, neste dia comemora-se na Igreja Católica a "Festa da Exaltação da Santa Cruz" e a cruz é o principal símbolo das Jornadas mundiais da Juventude. O evento é gratuito, aberto ao público e estima-se a presença de 10 mil pessoas.

Programação da festa "Aventura da Cruz" e Lançamento do Hino da JMJ Rio2013

Endereço: PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO EM SANTA CRUZ – Praça Dom Romualdo, 11 – Santa Cruz (RJ)

18h – Encontro do Núncio (Embaixador do Vaticano no Brasil) com os jovens20h - Animação com DJ's católicos, para acolher a juventude 20h45 - Apresentação do Setor de Juventude (Coordenadores Gerais dos jovens na Arquidiocese do Rio de Janeiro) 21h - Início do show dos cantores católicos 22h - Palavras do Núncio Apostólico Dom Giovanni D´Aniello (Embaixador do Vaticano no Brasil) e Lançamento do Hino feito por Dom Orani Tempesta 22:30 - Missa presidida pelo Núncio 23h45 - Procissão para dentro da Igreja - Inicio da Vigília dos Jovens Adoradores 00h - Vigília dos Jovens Adoradores (que acontece toda segunda sexta-feira do mês).Informações com Luciana Martinusso / Juliane Ramos / Joana Fróes / Bárbara Pires pelo telefone (21) 3206-5050Informações adicionais sobre a JMJ Rio2013

A 28ª Jornada Mundial, que é um evento maior do que Copa do Mundo e Jogos Olímpicos juntos, é o maior evento direcionado à juventude do mundo. O "saco de dormir" e o "mochilão" representam o espírito da JMJ Rio2013, que promete atrair jovens de todos os continentes, raças, etnias, credos e religiões para celebrar a amizade, a união, o despojamento, a convivência, a descontração e a fé, além de deixar um significativo legado social, cultural, econômico e artístico para a cidade e para o Brasil. "Esta cidade, especialista em receber bem, como é a sua marca registrada – o Cristo Redentor de braços abertos – também se rejuvenescerá com a vinda de tantos jovens de etnias e línguas diversas. Será o maior evento desses últimos tempos nesta cidade maravilhosa", diz Dom Orani Tempesta. Desde o dia 29 de agosto – quando foi lançada oficialmente em coletiva de imprensa na Arquidiocese do Rio a abertura das inscrições dos peregrinos pelo sistema online traduzido em sete idiomas – já foram inscritos 661 grupos – o que corresponde a um total de 18.106 pessoas de pelo menos 51 países diferentes (dados atualizados em 11 de setembro).

A expectativa é que 60 mil voluntários atuem na Jornada, em todos os aspectos logísticos. "Os voluntários são a alma da Jornada e, pelo voluntariado, estes jovens altamente engajados em torno de um objetivo comum exercem de fato a juventude, com descontração e ao mesmo tempo concentrados no alvo de fazer da JMJ um sucesso", revela Pe. Ramon Nascimento, Diretor do Setor de Voluntariado. Até o momento, já estão inscritos na JMJ 50 mil voluntários. Os Atos Centrais da JMJ devem ocorrer na Praia de Copacabana e na Base Aérea de Santa Cruz em julho do ano que vem. Paralelamente, serão realizadas programações e atividades culturais ao longo de todos os dias da JMJ Rio2013, como a participação do Circo do ator Marcos Frota.

O Hino se soma à logomarca e à Oração oficiais da JMJ para formar a identidade do evento em sua versão brasileira. Um dos critérios para a seleção exigia que a letra refletisse o rosto da juventude do Brasil e do mundo. O diretor do Setor de Preparação Pastoral da JMJ Rio2013, Pe. Arnaldo Rodrigues, destaca a relação entre o Hino e o lema da JMJ Rio2013. "'Ide e fazei discípulos entre todas as nações' é a base do Hino", diz. O Hino e a Logomarca são os dois pontos principais que formam a identidade, "dão a cara" do evento. Na JMJ Rio2013, decidiu-se que estas escolhas seriam feitas através de concurso, possibilitando que qualquer pessoa pudesse contribuir de maneira direta com a construção da Jornada.

A logomarca da JMJ Rio2013 foi inspirada na forma do coração. Este coração representa a acolhida de Cristo – assim como a do missionário, que consome sua vida pelo Reino. Este coração é composto por vários elementos que representam a cidade que acolhe o evento – o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara; ao centro encontra-se a imagem do Cristo Redentor – uma das sete maravilhas do mundo moderno e o símbolo mais conhecido da cidade – que, de braços abertos, acolhe a todos. A cruz contida no Pão de Açúcar reforça o sentido do território brasileiro conhecido por Terra de Santa Cruz, além de fazer menção à Cruz Peregrina que tem percorrido todo o Brasil. As formas que finalizam a imagem do coração possuem a cor azul, representando o litoral, somada ao verde e amarelo – que transmitem a brasilidade das cores da bandeira nacional. A logomarca foi eleita por meio de um concurso lançado mundialmente e o vencedor foi um jovem designer brasileiro (Gustavo Huguenin) que hoje trabalha no setor de Comunicação do COL.


Dom Joaquim Giovani Mol convida os jovens a participar do 2º EBRUC

Nos dia 12, 13 e 14 de outubro acontece no colégio marista Santa Maria, em Curitiba, Paraná, o 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos, o EBRUC.  Com um tema "Educação e cultura, areópagos da missão" e o lema "Falamos daquilo que sabemos, testemunhamos o que vimos", o segundo encontro brasileiro de universitários cristãos pretende conectar as diversas juventudes e expressões cristãs, presentes no meio universitário, para refletir sobre a missão evangelizadora nos espaços da educação e cultura.

Organizado pelo Setor Universidades da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura da CNBB, o evento pretende reunir alunos, professores e educadores de diversas partes do pais, é o que afirma o presidente da Comissão, dom Joaquim Giovani Mol.

Ouça o convite de dom Mol.

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Regional Nordeste 3 promove seminário sobre a Campanha da Fraternidade de 2013

Campanha da Fraternidade de 2013, que tem como tema "Fraternidade e Juventude" busca mobilizar a Igreja e os seguimentos da sociedade para se solidarizarem aos jovens e favorecer-lhes espaços, projetos e políticas públicas que possam auxiliá-los na organização de sua própria vida; a se compreenderem como força de transformação para os novos tempos; a desenvolverem seu potencial comunicativo pelas redes sociais em vista da ética e do bem comum; a assumirem seu papel específico na comunidade eclesial e no exercício do protagonismo que deles se espera nas comunidades e na construção de uma sociedade que proporcione vida a todos.

Para atingir os objetivos da Campanha da Fraternidade de 2013 -"Fraternidade Juventude" e dinamizar a Campanha da Evangelização, o Regional Nordeste 3 da CNBB (Bahia e Sergipe), realizará um Seminário de formação e animação de Campanhas, para o qual esta convidando representantes das dioceses pertencentes ao Regional (sendo duas da equipe campanha, se tiver, e uma do setor jovem).

O seminário acontecerá nos dias 28 e 30 de setembro, no Patronato São José, em Salvador. A hospedagem será 165,00 reais, por pessoa. O Regional assumirá a hospedagem e alimentação de duas pessoas de cada diocese. As passagens ficam por conta das dioceses. A equipe de organização pede apenas para que os convidados não se esqueçam de trazer objetos de uso pessoal e animação, objetos que represente a juventude da sua diocese.

Para os jovens, pede ainda que levem retalhos de tecidos, onde deve conter escrito algum sonho dos jovens, que serão usados numa dinâmica. A equipe tentará disponibilizar o material de formação das equipes de campanhas, produzido pela CNBB.

"Esperamos a confirmação até 15 de setembro e a presença de cada um é muito importante para o conjunto da evangelização e animação juvenil", completou Maria Inês, secretária executiva do Regional.


Feira Baiana de Comunicação Solidária terá participação da JMJ

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) estará presente na Feira Baiana de Comunicação Solidária. Em sua terceira edição, o evento acontecerá de 17 a 21 de setembro, das 8h às 20h, na Praça Municipal de Salvador (BA), em frente à prefeitura, e, entre as atrações, terá um estande da Comissão para os Assuntos da JMJ.

Serão realizados atendimentos aos jovens, divulgação e venda de produtos com a marca da JMJ. Para o coordenador da Semana Missionária, o bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador Dom Gilson Andrade da Silva, a ocasião facilita que as pessoas conheçam mais sobre a JMJ.

"É sempre uma oportunidade para nos ajudar a implementar a criação de uma cultura da Jornada [Mundial da Juventude]. A cultura da juventude alegre, que está próxima ao papa e comunica o evangelho com sua forma jovem de ser. Além disso, serve para entusiasmar outros jovens a participar da JMJ", declara.

Os participantes também poderão apreciar o Porto dos Saberes, momento de partilha do conhecimento que acontece durante todos os dias, às 17h. No dia 21 de setembro, o coordenador do Setor Juventude, Pe. Sérgio Ricardo Gomes de Freitas, coordena um bate-papo sobre o tema Juventude e Solidariedade.

"Os jovens são os adultos de amanhã. Se desde cedo refletirem sobre solidariedade e irmandade, no futuro, teremos homens e mulheres melhores. A sociedade só tem a ganhar", afirma.

Feira Baiana de Comunicação Solidária - Promovido pelo Jornal São Salvador, através da Pastoral Arquidiocesana de Comunicação (Pascom), o evento tem como objetivo reunir instituições, organizações não governamentais e comunicadores de toda a Bahia comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa. Além disso, as atividades têm o intuito de incentivar ações de empreendedorismo e práticas de economia solidária.


Diocese de Nova Iguaçu repudia chacina de Mesquita e Japeri

A diocese carioca de Nova Iguaçu, por meio de nota, solidarizou-se com as famílias dos jovens assassinados nas duas chacinas ocorridas nos municípios de Mesquita e Japeri, nos dias 8 e 9 de setembro. Em nota, a diocese afirma que "repudia fortemente mais esses atentados contra a vida dos jovens da Baixada Fluminense".

Leia abaixo a nota assinada pelo bispo de Nova Iguaçu, dom Luciano Bergamin:

Diocese de Nova Iguaçu repudia chacinas de Mesquita e Japeri e convida toda a sociedade à caminhada e celebração ecumênica pela paz e contra a violência

A diocese de Nova Iguaçu (RJ) quer, por intermédio dessa carta, solidarizar-se com as famílias dos jovens assassinados nas duas chacinas ocorridas nos Municípios de Mesquita e Japeri, nos dia 8 e 9 de setembro, e repudiar fortemente mais esses atentados contra a vida dos jovens da Baixada Fluminense.

As medidas que o Estado vem adotando para combater a violência têm sido insuficientes, pois a problemática extrapola a questão da Segurança Pública, já que esta deve vir acompanhada de políticas sociais que beneficiem com especial atenção as áreas carentes de nossos Municípios.

As diversas manifestações de violência que atropelam a dignidade da nossa população demandam políticas públicas eficazes que contemplem o desenvolvimento integral da população e ofereçam oportunidades de superação sociocultural aos jovens das áreas populares dos Municípios da Baixada. Nossa população não aguenta mais continuar sendo vítima de atos de violência com requinte de crueldade por grupos de criminosos que apostam na impunidade e que se acham donos do destino das pessoas. E se pergunta, até quando vamos nos reunir para chorar as vítimas da violência na Baixada?

Como Diocese, reafirmamos nosso compromisso em favor da vida e da juventude que só quer viver com dignidade. Inspirados no princípio da paz com justiça, conforme os ensinamentos de Jesus e da Igreja, assumimos o desafio de colaborar com todos os esforços e iniciativas a favor da construção de uma cultura de paz e de respeito à vida.

Renovamos o compromisso com a dignidade humana e fortalecemos a esperança em uma sociedade mais fraterna e sem ódio onde todos tenham garantido o direito às mesmas oportunidades e a uma vida com dignidade.

Demandamos das autoridades competentes políticas de Estado que contemplem igualmente todos os Municípios do Estado do Rio de Janeiro, e a aplicação da justiça e a punição dos responsáveis desses crimes hediondos que atentam contra a vida de toda a população.

Nesse momento de revolta e dor, a Diocese de Nova Iguaçu convida as igrejas e todas as forças vivas da sociedade civil com suas autoridades a manifestarem nossa solidariedade às famílias dos jovens assassinados, e a repudiarem fortemente mais este ato de covardia, participando da CAMINHADA PELA PAZ com o lema: "Os Jovens querem viver"!

Dia: Domingo 16 de setembro de 2012.

Horário: 15 horas

Local: Concentração na Praça Senhor Canário, rua Salgado Filho, Olinda, de onde partirá a caminhada pela rua Salgado Filho até Gerisinó, onde haverá uma celebração ecumênica.

Separados somos fracos, mas unidos nos tornamos fortes. É por meio da fé no Deus da Vida e da nossa união que poderemos alcançar dias melhores de Justiça, Paz e Fraternidade em nossa Baixada.

Dom Luciano BergaminBispo de Nova Iguaçu


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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 12/09/2012

REFLEXÃO

O mundo nos prega valores que não são do Reino de Deus. Se formos viver de acordo com os valores do mundo, seremos egoístas e buscaremos unicamente a nossa própria satisfação. Porém, se quisermos viver de acordo com os valores do Reino de Deus, deveremos ser capazes de amar e, em nome do amor, buscar a felicidade, a satisfação e o bem estar de todos, e denunciar com coragem profética todos os que vivem e pregam os valores que não são do Reino de Deus. As conseqüências dessas posturas são que os que vivem de acordo com os valores do mundo, terão a consolação do mundo, e os que vivem de acordo com os valores do Reino, terão a consolação do Reino.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Cristiano Jakob Krapf, Bispo Emérito de Jequié - BA
  • Dom José Valdeci Santos Mendes, Bispo de Brejo - MA

Ordenação Presbiteral

  • Dom Armando Bucciol, Bispo de Livramento de Nossa Senhora - BA

Ordenação Episcopal

  • Dom Osvaldo Giuntini, Bispo de Marília - SP
NOTÍCIAS

Intercâmbio Nacional da Cáritas Brasileira reunirá mais de 200 pessoas no Maranhão

O Maranhão sedia, a partir de hoje, 12 de setembro, o Intercâmbio Nacional da Cáritas Brasileira. O objetivo é conhecer experiências produtivas de norte a sul. No evento estarão agentes Cáritas de todo o país, técnicos e membros de grupos acompanhados filiados à Rede. "Para nós é sempre bom receber pessoas que compartilham dos mesmos ideais, princípios e lutas através da ação libertadora da nossa rede", dá boas vindas a Carta de Acolhida do Encontro, assinada pela Equipe Cáritas do Maranhão.

O Hotel Pousada Italiana, no Centro de São Luís, sediará dois painéis, uma plenária e um seminário, momentos formativos do evento, que terá visitas in loco a três regiões do estado. O objetivo é conhecer realidades distintas de grupos filiados à Rede Mandioca, um dos grandes projetos apresentados, e a trocar experiências. "É claro que teremos muito a dizer, a expectativa por esta atividade é grande, assim como também teremos muito para aprender com quem nos visita. Intercâmbio é justamente isso, essa troca de saberes", afirmou o secretário executivo da Cáritas Brasileira, Regional Maranhão, Ricarte Almeida Santos, em uma reunião preparatória ao Intercâmbio.

Os municípios a serem visitados durante o intercâmbio são Codó, Lago da Pedra e Vargem Grande. No primeiro serão conhecidas as comunidades de São Benedito dos Colocados, Mirindiba e Passagem Grande; em Lago da Pedra a experiência emblemática do povoado Nova Unha de Gato, completamente reconstruído após as cheias que arrasaram-no por completo em 2008; no último, visitas às comunidades Piqui da Rampa, Canto dos Bois e Riacho do Mel, além de reunião com a Coopervarg, de pequenos agricultores do município. Vargem Grande é o marco zero da Rede Mandioca.

Mais de 200 pessoas participarão do Intercâmbio, que se estende até o sábado, dia 15, e gerará um documentário curta-metragem, com diversos aspectos do fazer cotidiano da Rede Mandioca, articulada no Maranhão pela Cáritas, com apoio do Banco do Nordeste.


Vaticano no cambate à lavagem de dinheiro

Prossegue o compromisso da Santa Sé na luta contra a lavagem de dinheiro com a ajuda de um novo especialista. Depois da Assembleia e do Relatório Moneyval sobre o Vaticano e a Santa Sé, não é o momento de afrouxar o compromisso, mas é necessário trabalhar para responder às recomendações e continuar de maneira eficaz no caminho da transparência e da confiabilidade financeira, da eficiência das medidas de combate à lavagem de dinheiro.

"Um grande passo nessa direção é o fato de a Santa Sé ter decidido fazer uso da colaboração sistemática de um especialista internacional nas atividades de luta contra a lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo" – informou o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi.

O especialista é Rene Bruelhart, advogado nascido em Friburgo, na Suíça, que foi por oito anos o Diretor da Financial Intelligence Unit (Fiu) de Lichtenstein.

Bruelhart começou neste mês seu serviço como consultor da Santa Sé. A sua tarefa é ajudar a Santa Sé a reforçar seus instrumentos de combate aos crimes financeiros.


Regional Nordeste 1 realiza 4º Congresso Regional da Pastoral Familiar

Entre os dias 7 e 9 de setembro, aconteceu em Fortaleza (CE), o IV Congresso Regional da Pastoral Familiar. O evento aconteceu no Regional Nordeste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e reuniu mais de 300 participantes, no Colégio Santo Tomás de Aquino, anexo ao Santuário Nossa Senhora de Fátima. O conteúdo de estudo, reflexão e formação foi fundamentado no tema 'Família: Pessoa e Sociedade' e no lema 'Família: fonte de Vida e porta da Fé'. No dia 07, Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques fez a abertura solene do congresso.

Além dos representantes das dioceses de Fortaleza, Quixadá, Itapipoca, Tianguá, Crateús, Iguatu, Sobral, Limoeiro do Norte e Crato, estiveram ainda presentes, durante todo o Evento, o casal Tico e Vera, coordenador nacional da Pastoral Familiar (Salvador-BA), o casal Amorim e Ritinha, coordenador regional, dom Ângelo Pignoli da diocese de Quixadá e bispo referencial NE-1 da Pastoral e o padre Rafael Fornasier, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB (Brasília-DF).

O evento contou com palestras, painéis, espaço para debates, e outras atividades. A conferência inaugural foi proferida pelo padre Rafael e abordava o tema do congresso 'Família: Pessoa e Sociedade'. Ao desenvolver o tema, o assessor forneceu várias pistas que serão fundamentais para o trabalho com a Família, no âmbito das dioceses do regional e respectivas paróquias. O assessor afirmou que "A família vem sendo apontada por políticos, sociólogos, acadêmicos e pela própria experiência familiar, mesmo se em meio a vários desafios atuais, como recurso para a pessoa e para toda a sociedade."

'Família: fonte de Vida e porta da Fé' foi o lema do Congresso e da palestra ministrada por dom Ângelo Pignoli, que fundamentou sua reflexão na Sagrada Escritura e na doutrina e documentos da Igreja.  Segundo o bispo referencial, o assunto será desdobrado ao longo dos próximos anos, sob a forma de estudos, debates, reflexões, nas dioceses e paróquias do regional.

Outros importantes temas foram apresentados e discutidos, por meio de outras palestras e painéis, os quais contaram com a participação dos coordenadores nacional e Regional da Pastoral Familiar. Entre as questões apresentadas destacam-se os Compromissos cristãos da Família com a Vida, a Igreja e a Sociedade. Os jovens casais também tiveram atenção especial com estudos voltados para as Famílias, sobretudo para a educação dos filhos. A situação dos casais em segundas uniões foi abordada pelo frei Paulo Amâncio, da arquidiocese de Olinda e Recife durante o evento.

De acordo com o coordenador do congresso José Moreira de Andrade e Oscarina, a tônica do congresso foi a espiritualidade. "A Oração esteve como guia para os participantes, em todos os níveis e com a exposição do Santíssimo Sacramento, em adoração permanente, durante todo o desenrolar das atividades", descreveu.


Oficinas temáticas marcarão o 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos

Com o tema "Educação e Cultura: areópagos da missão", e o lema "Falamos daquilo que sabemos, testemunhamos o que vimos" (Jo 3, 11), o 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (EBRUC), que acontece de 12 a 14 de outubro, em Curitiba (PR), será marcado pela realização de oficinas interativas que possibilitem a construção de novos saberes. Pautadas pelo tema e lema, todas as oficinas serão espaços de cocriação onde a vivência pessoal de cada indivíduo será valorizada para a construção de um projeto coletivo.

Os participantes poderão escolher entre 12 oficinas de temáticas diferentes: Ecumenismo e Diálogo das Religiões na universidade, A Missão Continental vivida na atualidade universitária: Experiências de sucesso na Argentina e no Chile, Desenvolvimento Sustentável Meio Ambiente e Amazônia, Culturas Africanas, Movimento Estudantil na contemporaneidade, Núcleo Estudantes Internacionais e Encontro de Culturas, Oficina de Mídia Digital e Evangelização, Juventude e Afetividade, O que o mercado de trabalho espera do Jovem Universitário?, Políticas Públicas para a Juventude, Oficina de Criação Cênica, Juventude e participação.

Mais informações sobre cada uma das oficinas e a programação completa do 2º EBRUC já estão disponíveis no site www.ebruc.setoruniversidades.org.br. As inscrições para o 2º EBRUC estão abertas e podem ser feitas até o dia 19 de setembro. O investimento é de R$ 75,00.

Espaço para cocriação e construção de novos saberes

Segundo colaborador do Setor Universidades, Leonardo Cortes Cavalcante, o objetivo da realização de oficinas no EBRUC é valorizar cada um dos participantes, e possibilitar que todos interajam uns com os outros e com tudo o que for resultado das atividades, evidenciando que algo novo realmente pode ser feito durante o encontro. "Afinal, serão centenas de universitários cristãos de todas as regiões do país reunidos em um ambiente propício para intercâmbio de experiências e nascimento de novos saberes", pondera o estudante de Engenharia, vislumbrando as possibilidades da segunda edição do encontro nacional.

"Todos os participantes terão, sem dúvida, muito a agregar. Em virtude disso, as oficinas abrirão espaço para que os jovens realmente possam se expressar e atuar como cocriadores da atividade", ressalta Leonardo. "Precisamos falar com os outros universitários e pensar com eles sobre o contexto em que vivemos, onde os deveres de progredir na carreira e ser destaque na universidade muitas vezes nos afastam das oportunidades de colaborar com a Igreja. Ter bons amigos com quem se possa partilhar a mesma fé, e ter formação, é uma oportunidade preciosa que deve ser aproveitada ao máximo durante o EBRUC para ser consolidada e repetida quando voltamos para casa e onde quer que estejamos", declara o jovem paulistano.

O 2º EBRUC é uma realização da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio do Setor Universidades da Comissão Episcopal Pastoral para Educação Cultura, e da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec), tem o apoio do Grupo Marista, Pastoral da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), arquidiocese de Curitiba e Pastoral Juvenil Marista.


GT sobre Tráfico de Pessoas e Pastorais do Setor da Mobilidade Humana refletem sobre CF/2014

O Grupo de Trabalho sobre o Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo (GT), e o Setor da Mobilidade Humana (SMH) da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB estão reunidos em Brasília, de 11 a 13 de setembro. O objetivo é aprofundar a temática da Campanha da Fraternidade (CF), que em 2014 terá como tema "Fraternidade e o Tráfico humano". Durante o encontro, ocorre a coleta de informações e subsídios para a preparação da CF/2014, além da articulação de ações conjuntas entre o SMH e GT, no enfrentamento ao tráfico de pessoas e trabalho escravo. Entre os participantes do encontro, estão dom José Luiz Ferreira Salles, bispo de Pesqueira (PE), e dom Enemésio Angelo Lazzaris, bispo de Balsas (MA). Os participantes já compartilharam no evento o andamento dos trabalhos realizados. Willian Cesar Andrade e frei Xavier, ambos membros do GT, fizeram uma exposição sobre as configurações do Tráfico de Pessoas e do Trabalho Escravo.  Houve também um painel sobre a realidade do Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo no Brasil. Fazem parte do SMH os seguintes grupos: Apostolado do Mar, Pastoral Rodoviária, Pastoral dos Nômades, Pastoral do Turismo, Pastoral dos Refugiados, Núcleo dos Estudantes Internacionais, Pastorais das Migrações, Serviço Pastoral dos Migrantes, Pastoral Nipo-Brasileira e Missão Católica Polonesa.

Signis Brasil promove mais um encontro com mídia católica

A articulação da chamada "mídia católica" é a missão da Signis/Brasil, em vista do fortalecimento dos projetos comuns dos meios de comunicação e da Igreja no Brasil. Com o apoio da Rede Católica de Rádio (RCR), haverá nestes dias 14 a 16 de setembro, mais uma importante iniciativa em prol deste objetivo, na Casa de Retiro das Irmãs Paulinas, em São Paulo (SP). Participam os associados e representantes de comunicação de impressos, rádios, TVs, cinema e vídeo e Portais católicos. Segundo a presidente da Signis/Brasil, Ir. Helena Corazza, "sentimos que os representantes das mídias querem se unir em projetos conjuntos e isso é muito bom". Dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação Social e a Ir. Élide Fogolari, assessora de Comunicação Social da CNBB, estarão presentes ao evento. Dom Dimas vai ministrar a palestra central do evento, com o tema "Articulação e Comunhão". Durante o evento serão realizados grupos de trabalhos por setores com os representantes das mídias católicas, em vista especialmente dos projetos nacionais: Jornada Mundial da Juventude Rio2013, 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação, 50 anos do Concílio Vaticano II.

Secretário Geral da CNBB conduz o retiro do clero de Criciúma

Desde segunda-feira, 10 de setembro, mais de 50 padres diocesanos e alguns religiosos da diocese de Criciúma (SC) encontram-se em retiro, na Fundação Shalom da Família, em Linha Batista, Criciúma. O retiro acontece durante toda a semana, e finda na próxima sexta-feira, 14, ao meio-dia.

Com o tema "Conquistados por Cristo", o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, conduz o retiro.

Segundo dom Leonardo, documentos como as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil (DGAE), as Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil e o Documento de Aparecida voltam-se, sempre, à uma questão de fundo da experiência do Evangelho, que é o encontro.

"São Paulo foi o grande apóstolo que se deu conta de ter sido 'conquistado', amado ou como alguns traduzem os textos do Evangelho, 'alcançado' por Cristo. Cada um de nós exerce o seu ministério, cada um de nós vive a sua vida e a sua missão a partir de ter sido atingido por Cristo, ter sido 'conquistado por Cristo'. Quando nos damos conta dessa grandeza, desperta dentro de nós uma alegria, um entusiasmo, um desejo que estabelecem uma relação nova com a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Isso é fundamental para a vida, a missão e o ministério do padre", disse o secretário geral da CNBB.

Para o coordenador da Pastoral Presbiteral, padre Daniel Pagani o retiro é um momento valioso que os padres têm para meditar. "Um momento de encontro, de alimentar o espírito através da espiritualidade e da vivência da fé. Nós, como sacerdotes, também precisamos nos reabastecer da graça e da força de Deus, para que possamos exercer bem nosso ministério", destacou.


Coari recebe símbolos da JMJ

As dioceses do Regional Norte 1 da CNBB, que compreende o território dos estados de Rondônia, Acre e o Sul do Amazonas, estão recebendo, neste mês de setembro, os símbolos da Jornada Mundial da Juventude: a cruz e o ícone de Nossa Senhora. Desde o início do mês, os símbolos já passaram pelas Dioceses de Roraima, em Romaria; e as dioceses de São Gabriel da Cachoeira e Alto Solimões, e a Prelazia de Tefé, no Amazonas. Nesta quinta-feira, 13 de setembro, até o próximo domingo, será a vez da Prelazia de Coari. A preparação para a passagem dos símbolos foi precedida por uma outra peregrinação: durante as 10 semanas, uma Réplica da Cruz e do ícone de N. S. Mãe do Povo Amazônico passou por quase todas as paróquias da Prelazia. Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude chegarão a Coari na tarde desta quinta-feira, e em seguida serão levados para a Catedral da cidade. Amanhã, sexta-feira, a Cruz e o Ícone serão levados pelos jovens por diversas escolas da cidade. À noite, após a missa na Catedral da cidade, terá início a vigília com a participação dos grupos de jovens de toda a prelazia.No sábado, toda a parte da manhã está destinada a um seminário para a juventude, com caráter ecumênico. A noite, haverá um show musical. No domingo, os símbolos serão levados, de barco, para a Prelazia de Borba. Ainda este mês, passarão pela Arquidiocese de Manaus, a Prelazia de Itacoatiara e a Diocese de Parintins.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 11/09/2012

REFLEXÃO

Jesus não quis realizar sozinho a obra do Reino, mas chamou apóstolos e discípulos para serem seus colaboradores. Nós, ao contrário, muitas vezes queremos fazer tudo sozinhos e afirmamos que os outros mais atrapalham que ajudam. Com isso, negamos a principal característica da obra evangelizadora que é a sua dimensão comunitário-participativa, além de nos fazermos auto-suficientes, perfeccionistas e maquiavélicos, pois em nome do resultado do trabalho evangelizador, excluímos os próprios evangelizadores, fazendo com que os fins justifiquem os meios e vivendo a mentalidade do mundo moderno da política de resultados, isto porque muitas vezes não somos evangelizadores, mas adoradores de nós mesmos.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Nelson Westrupp, SCJ, Bispo de Santo André - SP
  • Dom Gilson Andrade da Silva, Bispo Auxiliar de São Salvador da Bahia - BA
  • Dom Aloísio Sinésio Bohn, Bispo Emérito de Santa Cruz do Sul - RS

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NOTÍCIAS

Dom Odilo Scherer critica pressa na aprovação do novo Código Penal

Com um texto de 1940, o Código Penal, em fim, está sendo revisado e reformado de acordo com os costumes da atualidade. Desde 2011, uma comissão de juristas, nomeada pelo Senado Federal, se reuniu periodicamente para debater e propor uma reforma completa do atual Código. O texto final, com todas as propostas, foi entregue no dia 27 de junho ao presidente da Casa, o senador José Sarney, que encaminhou o Projeto de Lei do Senado nº 236/2012 para apreciação dos senadores e, em seguida, dos deputados.

Em artigo intitulado "Código Penal: Por que tanta pressa?", publicado no último sábado, 8 de setembro, no jornal O Estado de São Paulo, o cardeal arcebispo de São Paulo (SP), dom Odilo Pedro Scherer, faz um crítica à pressa pela aprovação do texto.

"Mulheres e homens sensatos do Congresso Nacional, não seria melhor amadurecer mais esta reforma do Código Penal?", questiona o arcebispo.

Segundo dom Odilo, houve audiências públicas, "mas reclama-se de uma escuta desigual do pensamento da sociedade e de uma atenção privilegiada a grupos de interesse e pressão, em detrimento também da comunidade especializada do mundo jurídico, que sente a falta de um tempo mais adequado para a reflexão serena sobre as propostas de mudança".

O cardeal destaca algumas propostas controvertidas, entre elas está a do aborto. "Além dos casos de aborto 'não punível' já previstos - em caso de risco de vida para a mãe; em caso de estupro; em caso de malformação do cérebro -, introduzem-se, agora, casos em que o aborto deixa de ser crime e outros, em que, mesmo ainda prevendo penas, na prática essas não se aplicam. O aborto praticado sem o consentimento da mãe será punido; mas se for praticado com o consentimento da mãe, a pena acaba não sendo aplicada. Desse modo, resguarda-se a decisão de um sujeito adulto e autônomo, mas não se protege o direito à vida de um sujeito inocente e indefeso. Se o Projeto Sarney for aprovado, como proposto, a natureza lesiva do aborto ficará radicalmente alterada", diz dom Odilo.

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, esteve, no dia 30 de agosto, com o senador José Sarney, para entregar oficialmente um pedido de extensão do prazo para o debate com a sociedade civil a respeito do novo Código. O prazo já foi ampliado uma vez e a intenção da Conferência dos Bispos é que este prazo possa ser estendido mais uma vez para que haja maior participação de entidades, organismos da sociedade civil no aperfeiçoamento do Código.

Dom Damasceno também conversou com o senador sobre outros assuntos ligados ao Código Penal, como o aumento da penalização, que segundo o cardeal "vai resultar numa superpopulação das nossas prisões", questões sobre a vida humana, "que deve ser preservada desde o seu início até o seu termino natural" e a eutanásia.

"O que queremos é que alguns princípios norteiem o nosso Código Penal, como o princípio da pessoa humana, o bem público, a convivência social, e que o novo Código não haja só a preocupação de penalizar, mas que tenhamos alternativas, como as chamadas Penas Alternativas", explicou o cardeal arcebispo de Aparecida (SP).

A CNBB, ao final da 50ª Assembleia Geral dos Bispos, aprovou a criação de uma Comissão de especialistas a fim de também dar sua contribuição sobre o projeto do novo Código. Outras entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, o Instituto dos Advogados Brasileiros, o Conselho Nacional do Ministério Público, igrejas evangélicas, seguem o mesmo caminho.

Outras opiniões

"O debate sobre o novo Código Penal exige tempo e cautela", afirmou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, durante audiência pública realizada no mês passado, em Brasília (DF). Ele pediu pelo menos 60 dias para que a análise seja madura e profunda.

"Este é um Código que mexe com a vida das pessoas e lida com o bem maior do ser humano: a liberdade" ressaltou Ophir. Ele ainda explicou que a OAB também criou uma comissão de juristas para estudar a reforma do Código.

Para Ophir, é preciso cuidado com a elaboração de uma legislação com base no clamor popular. Ele admitiu que o cidadão brasileiro não tolera mais a impunidade e outros desmandos, mas  obervou que não deve haver precipitação no novo Código. Ophir disse ainda que questões como maus-tratos a animais, crimes ambientais e bullying precisam de uma reflexão sociológica. Em sua opinião, o bullying, por exemplo, deve ter um tratamento mais educativo e menos penal.

O presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Fernando Fragoso, também pediu que a análise do novo código seja feita sem pressa. Ele lembrou que o debate sobre temas polêmicos, como a ampliação das possibilidades do aborto legal, será importante para a sociedade brasileira.

Já Taís Schilling Ferraz, integrante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), disse que o conselho também não esgotou o debate sobre o assunto. Ela afirmou que a elaboração do novo texto legal é um grande desafio, que exige tempo e dedicação.

Taís criticou a diminuição de algumas penas e prometeu encaminhar, à comissão especial, sugestões sobre crimes contra crianças e mulheres.

Leia aqui a íntegra do artigo de dom Odilo Pedro Scherer.


Conferências Episcopais das Igrejas Lusófonas realizam 10º encontro

Conferências Episcopais das Igrejas Lusófonas realizam 10º encontro As Conferências Episcopais das Igrejas Lusófonas realizaram vários encontros entre os países de língua portuguesa, para proporcionar experiências de comunhão entre as várias Igrejas. Essa também foi a finalidade do 10º encontro, que aconteceu na diocese de Dili, no Timor Leste, entre os dias 6 e 10 de Setembro. O evento aconteceu com apoio logístico da Conferência Episcopal de Timor, representado por dom Basilio Nascimento e dom Alberto Ricardo, e foi uma oportunidade para as igrejas partilharem preocupações pastorais e buscarem formas de cooperação eclesial. Após a realização em cada um dos países, o 10º Encontro está acontecendo em Timor, e conta com a presença de representantes de todas as Igrejas dos países lusófonos: Angola (dom Gabriel Mbilinge), Brasil (dom Pedro Brito), Cabo  Verde (dom Arlindo Furtado), Guiné (dom Pedro Zilli), Moçambique (dom Francisco Chimolo), Portugal (dom Manuel Clemente), São Tomé e Príncipe (dom Manuel António) e Timor (dom Basilio do Nascimento e dom Alberto Ricardo). Participaram também neste encontro o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, padre Manuel Morujão e o padre José Maia, na qualidade de presidente da Fundação Fé e Cooperação, organização a quem foi incumbida a preparação e acompanhamento de todos estes encontros. Os participantes iniciaram o encontro com uma mensagem cordial e auspiciosa, demonstrando as altas expetativas em relação ao encontro de bispos por  parte de outras Igrejas e Confissões Religiosas, bem como das autoridades Civis e das várias comunidades de religiosos e religiosas do Timor Leste. Veja abaixo, algumas das reflexões e partilhas pastorais produzidas no 10º encontro por um dos secretários da Conferência Episcopal Portuguesa, padre José Maia: 1. Foi especialmente valorizada a realização destes Encontros, atendendo ao testemunho que representam de comunhão e colaboração entre Igrejas que, apesar de todas as vicissitudes do processo de descolonização pelo qual passaram alguns dos seus países, sempre souberam manter vivo um excelente e contagiante espirito de diálogo e cooperação entre si, apesar de reconhecerem que se poderia ter ido um pouco mais longe nalgumas iniciativas de interajuda, sobretudo ao nível da permuta de partilha de experiências e intercâmbio de sacerdotes e/ou leigos, sobretudo no campo da formação nos seminários e no domínio do apoio a uma melhor comunicação social ao serviço da evangelização, sobretudo, através da expansão das rádios! 2. Durante a primeira parte do Encontro, cada Conferência Episcopal descreveu, sumariamente, a situação sócio-religiosa e política do seu país, partilhando com todos acontecimentos e interpelações que cada um considerou deverem merecer esta partilha fraterna e aberta a contributos de Igrejas com experiências comuns na sua ação pastoral. Naturalmente que mereceram um especial destaque, por parte de todos, a situação de confusão política na Guine-Bissau, as eleições em Angola e o momento político de acalmia e boa colaboração entre O Estado e a Igreja em Timor Leste, após os recentes atos eleitorais! 3. Outra temática que ocupou uma grande parte do tempo e da atenção dos participantes foi o desafio das seitas face à nova evangelização. Aliás. E de acordo com o pedido da Diocese de Timor, o Pe. Manuel Morujão enquadrou este tema com uma oportuna reflexão sobre as seitas: origens, riscos para o nosso trabalho pastoral, mas também oportunidades para a nossa evangelização num mundo em profundas e aceleradas mudanças. Os participantes, em face de testemunhos concretos sobre as características de algumas das seitas, concederam uma redobrada atenção a explicações pormenorizadas por parte das Igrejas onde este fenómeno mais se faz sentir. Pelas informações prestadas, ficou a sensação de que há mesmo uma agenda das designadas "ideologias fraturantes" que têm uma significativa incidência, designada e nomeadamente, em campanhas contra a natalidade e valores como a Vida, a Liberdade Religiosa e o respeito por elementares direitos humanos, campanhas que, nuns casos, de forma omissa, e, noutros, mais explicitamente, contam com a conivência de alguns Estados; 4. Desta partilha de preocupações concluiu-se que não devemos amedrontar-nos com as seitas nem desistir da nossa ação evangelizadora centrada no primeiro anúncio da Boa Nova, através de uma catequese e de um catecumenato que deem consistência à Fé dos crentes de modo a poderem testemunhá-la através das comunidades organizadas ao estilo das primitivas comunidades cristãs retratadas nos Atos dos Apóstolos. Foi especialmente valorizado o papel do acolhimento e do acompanhamento pessoal e comunitário das nossas comunidades cristãs, assentando nelas o testemunho e o apelo a que, pelas nossas obras, possamos entusiasmar outros pela sua adesão à Família do Povo de Deus. 5. À semelhança de Encontros anteriores, também este X Encontro dedicou grande parte do seu tempo a encontros com Autoridades Políticas e a Celebrações Litúrgicas em várias Comunidades Cristãs, num sinal da valorização concedida ao diálogo entre Igreja e Estados como forma de melhor servirmos os sujeitos e destinatários da nossa ação evangelizadora: as pessoas que, nuns casos, nos procuram e, noutros, estarão à espera de serem abordados por nós, mesmo que, num primeiro momento, se fiquem pelos átrios e praças laicos, mas que, com o tempo e a perseverança, acabarão por ser conquistados pelo amor d'Aquele que é o Pai Nosso. 6. Foi especialmente festiva a Celebração da Eucaristia na Sé de Dili, presidida por dom Manuel Clemente, Bispo do Porto e concelebrada por todos os Bispos e algumas dezenas de sacerdotes. Numa Sé completamente cheia de fieis, de religiosos e religiosas, aos quais se associaram o Presidente da República, o Primeiro Ministro, vários membros do Governo, foi possível perceber o impacto deste 10º Encontro como expressão da catolicidade e da comunhão entre as Igrejas, representadas pelos seus Bispos. As Conferências Episcopais das Igrejas Lusófonas realizaram vários encontros entre os países de língua portuguesa, para proporcionar experiências de comunhão entre as várias Igrejas. Essa também foi a finalidade do 10º encontro, que aconteceu na diocese de Dili, no Timor Leste, entre os dias 6 e 10 de Setembro. O evento aconteceu com apoio logístico da Conferência Episcopal de Timor, representado por dom Basilio Nascimento e dom Alberto Ricardo, e foi uma oportunidade para as igrejas partilharem preocupações pastorais e buscarem formas de cooperação eclesial. Após a realização em cada um dos países, o 10º Encontro está acontecendo em Timor, e conta com a presença de representantes de todas as Igrejas dos países lusófonos: Angola (dom Gabriel Mbilinge), Brasil (dom Pedro Brito), Cabo  Verde (dom Arlindo Furtado), Guiné (dom Pedro Zilli), Moçambique (dom Francisco Chimolo), Portugal (dom Manuel Clemente), São Tomé e Príncipe (dom Manuel António) e Timor (dom Basilio do Nascimento e dom Alberto Ricardo). Participaram também neste encontro o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, padre Manuel Morujão e o padre José Maia, na qualidade de presidente da Fundação Fé e Cooperação, organização a quem foi incumbida a preparação e acompanhamento de todos estes encontros. Os participantes iniciaram o encontro com uma mensagem cordial e auspiciosa, demonstrando as altas expetativas em relação ao encontro de bispos por  parte de outras Igrejas e Confissões Religiosas, bem como das autoridades Civis e das várias comunidades de religiosos e religiosas do Timor Leste. Veja abaixo, algumas das reflexões e partilhas pastorais produzidas no 10º encontro por um dos secretários da Conferência Episcopal Portuguesa, padre José Maia: 1. Foi especialmente valorizada a realização destes Encontros, atendendo ao testemunho que representam de comunhão e colaboração entre Igrejas que, apesar de todas as vicissitudes do processo de descolonização pelo qual passaram alguns dos seus países, sempre souberam manter vivo um excelente e contagiante espirito de diálogo e cooperação entre si, apesar de reconhecerem que se poderia ter ido um pouco mais longe nalgumas iniciativas de interajuda, sobretudo ao nível da permuta de partilha de experiências e intercâmbio de sacerdotes e/ou leigos, sobretudo no campo da formação nos seminários e no domínio do apoio a uma melhor comunicação social ao serviço da evangelização, sobretudo, através da expansão das rádios! 2. Durante a primeira parte do Encontro, cada Conferência Episcopal descreveu, sumariamente, a situação sócio-religiosa e política do seu país, partilhando com todos acontecimentos e interpelações que cada um considerou deverem merecer esta partilha fraterna e aberta a contributos de Igrejas com experiências comuns na sua ação pastoral. Naturalmente que mereceram um especial destaque, por parte de todos, a situação de confusão política na Guine-Bissau, as eleições em Angola e o momento político de acalmia e boa colaboração entre O Estado e a Igreja em Timor Leste, após os recentes atos eleitorais! 3. Outra temática que ocupou uma grande parte do tempo e da atenção dos participantes foi o desafio das seitas face à nova evangelização. Aliás. E de acordo com o pedido da Diocese de Timor, o Pe. Manuel Morujão enquadrou este tema com uma oportuna reflexão sobre as seitas: origens, riscos para o nosso trabalho pastoral, mas também oportunidades para a nossa evangelização num mundo em profundas e aceleradas mudanças. Os participantes, em face de testemunhos concretos sobre as características de algumas das seitas, concederam uma redobrada atenção a explicações pormenorizadas por parte das Igrejas onde este fenómeno mais se faz sentir. Pelas informações prestadas, ficou a sensação de que há mesmo uma agenda das designadas "ideologias fraturantes" que têm uma significativa incidência, designada e nomeadamente, em campanhas contra a natalidade e valores como a Vida, a Liberdade Religiosa e o respeito por elementares direitos humanos, campanhas que, nuns casos, de forma omissa, e, noutros, mais explicitamente, contam com a conivência de alguns Estados; 4. Desta partilha de preocupações concluiu-se que não devemos amedrontar-nos com as seitas nem desistir da nossa ação evangelizadora centrada no primeiro anúncio da Boa Nova, através de uma catequese e de um catecumenato que deem consistência à Fé dos crentes de modo a poderem testemunhá-la através das comunidades organizadas ao estilo das primitivas comunidades cristãs retratadas nos Atos dos Apóstolos. Foi especialmente valorizado o papel do acolhimento e do acompanhamento pessoal e comunitário das nossas comunidades cristãs, assentando nelas o testemunho e o apelo a que, pelas nossas obras, possamos entusiasmar outros pela sua adesão à Família do Povo de Deus. 5. À semelhança de Encontros anteriores, também este X Encontro dedicou grande parte do seu tempo a encontros com Autoridades Políticas e a Celebrações Litúrgicas em várias Comunidades Cristãs, num sinal da valorização concedida ao diálogo entre Igreja e Estados como forma de melhor servirmos os sujeitos e destinatários da nossa ação evangelizadora: as pessoas que, nuns casos, nos procuram e, noutros, estarão à espera de serem abordados por nós, mesmo que, num primeiro momento, se fiquem pelos átrios e praças laicos, mas que, com o tempo e a perseverança, acabarão por ser conquistados pelo amor d'Aquele que é o Pai Nosso. 6. Foi especialmente festiva a Celebração da Eucaristia na Sé de Dili, presidida por dom Manuel Clemente, Bispo do Porto e concelebrada por todos os Bispos e algumas dezenas de sacerdotes. Numa Sé completamente cheia de fieis, de religiosos e religiosas, aos quais se associaram o Presidente da República, o Primeiro Ministro, vários membros do Governo, foi possível perceber o impacto deste 10º Encontro como expressão da catolicidade e da comunhão entre as Igrejas, representadas pelos seus Bispos.

Cáritas prorroga inscrições para III Prêmio Odair Firmino de Solidariedade

A Cáritas Brasileira informa que as inscrições para o III Prêmio Odair Firmino de Solidariedade foram prorrogadas até a próxima segunda-feira, 17 de setembro. Devido à grande procura por parte dos interessados, a entidade receberá por mais uma semana projetos que estão relacionados com a temática Juventude, Desenvolvimento e Solidariedade: semeando direitos, colhendo vidas. Até momento, a expectativa com relação ao número de inscritos já foi superada. De acordo com a comissão organizadora do Prêmio, projetos de todas as regiões do país se inscreveram, com destaque para a região Sudeste. Ao todo, 19 estados estão representados.Para fazer a inscrição, clique aqui.O III Prêmio Odair Firmino de Solidariedade selecionará experiências que possuam como uma das características, a inclusão digital, a inclusão social, o combate a violência e extermínio de jovens, ações produtivas, geração de trabalho e renda por meio da Economia Solidária, formação de jovens, participação da juventude na construção de políticas públicas, entre outras características, segundo o regulamento.Este ano os três primeiros colocados irão receber, além de um troféu e um certificado, um prêmio em dinheiro de R$ 10 mil para o primeiro lugar, R$ 5 mil para o segundo e um prêmio de R$ 3 mil para o terceiro.Promovido pela Cáritas Brasileira, o Prêmio Odair Firmino faz parte da Semana de Solidariedade, que ocorre todos os anos de 5 a 12 de novembro

Regional Leste 2 realiza 6º Congresso Regional da Pastoral Familiar

Entre os dia 7 e 9 de setembro de 2012, aconteceu em Divinópolis (MG), o 6º Congresso Regional da Pastoral Familiar. O evento reuniu as dioceses do regional Leste 2 (Minas Gerais)  da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O conteúdo de estudo, reflexão e formação foi fundamentado no tema 'Família, Pessoa de Sociedade', e no lema 'O Trabalho e a Festa na Vida da Família Cristã'.

Durante o evento houve cinco conferências. A primeira conferência abordou 'A busca da Santidade da família no mundo de hoje'. O objetivo da conferencista e poetisa divinopolitana, Adélia Prado, era, juntamente com os participantes, descobrir a presença de Deus no cotidiano dos relacionamentos.

A segunda conferência foi realizada pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, dom João Petrini, e tratava do mesmo tema do Encontro Mundial das Famílias, realizado em Milão, Itália: 'A Familia, o Trabalho e a Festa'. Na terceira conferência, o debate girou em torno de temas em defesa da vida. Questões de Bioética foram abordadas pela doutora Maria Inês de Castro Millen, médica, mestre em Ciência da Religião e doutora em Teologia.

A quarta conferência abordou 'Família, Pessoa e a Sociedade: Protagonistas e Lugares da Evangelização'. O conferencista foi o novo bispo de Duque de Caxias (RJ) e administrador apostólico da diocese de Divinópolis, dom Tarcísio Nascentes dos Santos, bispo referencial da Comissão para a Vida e a Família do Regional Leste 2 da CNBB.

De acordo com o assessor nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, padre Wladimir Porreca, a presença de pastor de dom Tarcísio Nascentes dos Santos marcou a organização e bom êxito do Congresso. "Sua presença de bispo e irmão contagiou todos os participantes, bem como sua riquíssima conferência", afirmou o padre.

'Generosidade, Inteligência e Prudência na Evangelização dos Casos Especiais e Situações Difíceis', este foi o tema da quinta conferência, proferida pelo assessor da comissão, padre Wladimir Porreca.

O evento ainda contou com oficinas, com diversas temáticas, momento cultural, informações dos setores Regional e Nacional. Segundo padre Wladimir, os participantes se sentiram muito motivados com as reflexões. "O congresso foi invadido de uma alegria contagiante que motivou os agentes da Pastoral Familiar a continuarem com maior ardor o trabalho nas dioceses e paróquias do Regional Leste 2", descreveu.

Para o assessor nacional da Comissão para Vida e a Família, todos os bispos que compareceram, agregaram muitos valores positivos ao evento. Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro, bispo da diocese de Oliveira, participou do Congresso. "Sua presença durante todo o Congresso, possibilitou aos participantes e organizadores sentir a unidade da Igreja e uma alegria da missão", disse o assessor.

Sobre o bispo emérito da diocese de Divinópolis, dom José Belvino do Nascimento, também presente no congresso, padre Wladimir afirmou que "com a sua forma de ser entusiasmou a todos a se dedicarem com mais firmeza a anúncio da beleza da família". O bispo da diocese de Luz, dom Antônio Carlos Félix, também esteve presente oferecendo aos participantes uma breve síntese do tema do Congresso.

"O casal regional Valéria e Humberto (coordenadores regionais da Pastoral Familiar) com o casal Diocesano e o coordenador do Congresso Jorge Mendes conduziram o Congresso com suavidade e propriedade evangélicas", afirmou padre Wladimir.


Diocese de Itapetininga reflete o Canto e Música na Liturgia

"Refletir e aprofundar os princípios do Canto e da Música Litúrgica a partir dos documentos da Igreja e de fundamentos bíblico-litúrgicos, para uma maior unidade diocesana na celebração da Eucaristia". Com este objetivo, o clero da diocese de Itapetininga (SP) está reunido, de 10 a 12 de setembro, na casa de encontros das Irmãs Sagrado Coração de Jesus. O encontro conta com a presença do bispo diocesano, dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto, e do assessor de música litúrgica da CNBB , padre José Carlos Sala.

O padre Sala afirma que como parte integrante da ação litúrgica, o canto e música expressam o mistério pascal de Cristo e participam da sacramentalidade da liturgia. "São elementos indispensáveis na ação litúrgica, pois seu poder subliminar de atingir o mais profundo de nosso ser; sua força motivadora e expressiva - sobretudo quando letra e música se juntam numa perfeita simbiose - são alimento e condicionante eficaz da fé. A situação atual da música litúrgica pode caracterizar-se por uma grande assimetria de conceitos, de posturas e situações. Percebe-se a grande urgência da formação litúrgico-musical dos agentes (cantores, instrumentistas, regentes, compositores,..), seminaristas, religiosos e o clero", disse.

"Desejosos de viver mais intensamente a liturgia, os padres da diocese se reúnem para refletir a melhor maneira integrar o canto litúrgico na dinâmica das celebrações", destacou dom Gorgônio.

A partir deste encontro, o clero da diocese de Itapetininga busca encontrar respostas às grandes questões que envolvem os processos litúrgico-musicais das comunidades. O encontro consta de momentos de estudo, debates, celebrações e ensaios de melodias para o canto do presidente da celebração.


Regional Nordeste 3 realiza reunião de planejamento da Pastoral da Comunicação

Nesta segunda-feira, 10 de setembro, representantes da Pastoral da Comunicação do Regional Nordeste 3 da CNBB (Bahia e Sergipe) se reuniram na sala Beato Tiago Alberioni para avaliar e elaborar um planejamento de comunicação. Participaram do encontro o coordenador da Pascom Arquidiocesana de Salvador, padre Manoel Filho, a coordenadora regional da Pascom, Patrícia Matos, e o coordenador da Pascom da arquidiocese de Aracaju, padre Paulo Lima.

A articulação da Pascom do Regional começou em 2012 com a eleição da coordenação e a escolha da equipe de profissionais. Na tentativa de encontrar caminhos para o crescimento, os participantes analisaram a realidade do Regional e elaboraram um calendário de atividades para 2013. Para a coordenadora Patrícia Matos, a caminhada já está se desenvolvendo. "Estamos conhecendo o terreno, articulando, conhecendo os bispos. Já demos alguns passos importantes: temos um site atualizado diariamente, já visitamos dioceses e fizemos contatos. Esse encontro é importante para que possamos continuar desenvolvendo as metas e avaliando a caminhada", destacou.


NE3 emite nota de pesar pela morte de dom Rodrigues

Os bispos do regional Nordeste 3 da CNBB emitiram nota manifestando pesar pelo falecimento de dom José Rodrigues. O corpo do bispo emérito de Juazeiro (BA), dom José Rodrigues de Souza, C.Ss.R., falecido no último domingo, 9 de setembro, foi velado na Igreja Matriz de Campinas, em Goiânia (GO), até a manhã da segunda-feira. A missa de corpo presente foi presidida pelo arcebispo de Goiânia, dom Washington Cruz, e copresidida pelo bispo emérito de Goiás, dom Tomás Balduíno, pelo superior provincial Redentorista de Goiás, Pe. Fábio Bento da Costa, entre outros presbíteros. Familiares e amigos de dom Rodrigues participaram da celebração.

Em seguida, o corpo foi levado para a cidade de Juazeiro, onde foi acolhido na Catedral Nossa Senhora das Grotas, que estava repleta de fiéis. Os diversos grupos pastorais e movimentos da diocese se revezaram no velório e nas diversas celebrações eucarísticas que foram celebradas.

O prefeito de Juazeiro decretou luto oficial de 3 dias, e ponto facultativo nesta terça-feira, 11 de setembro, para proporcionar a participação de todos nos funerais do bispo. Acompanhou as celebrações o bispo emérito de Petrolina (PE), dom Paulo Cardoso da Silva, uma vez que o atual bispo de Juazeiro, dom José Geraldo, teve que se ausentar da diocese por conta de uma morte em sua família.

O corpo de dom Rodrigues foi sepultado no Centro de Diocesano de Carnaíba do Sertão, povoado próximo a Juazeiro.

 

Confira a nota dos bispos do NE3:

 

Nota da CNBB / REGIONAL NE3, por ocasião do passamento deDom José Rodrigues de Souza, Bispo Emérito da Diocese de Juazeiro - BA

Com pesar, o Regional NE3 despede-se de um de seus mais dedicados pastores, Dom JoséRodrigues de Souza. Habita em nossos corações a lembrança de um verdadeiro irmão eministro do Senhor que, deixando as noventa e nove ovelhas, foi em busca da sofredora.A saudade que habita em nosso coração nos faz lembrar o seu exemplo de dedicação aos maispobres e perseguidos, sabendo que por eles chegaria mais facilmente ao Senhor da Vida.Corajoso, Dom José Rodrigues de Souza foi um pastor que doou a sua vida pela causa doEvangelho e pela formação do povo, que guiou na fé, ensinando-lhes o caminho da justiça e dapaz, ao assumir sua presença quotidiana ao lado dos seus irmãos mais necessitados.Somos gratos a Deus por tê-lo colocado em nossa Igreja e por assumir uma região carente,mas forte na fé e firme no compromisso com Aquele que é nosso Guia e Mestre, doador davida em plenitude

Que o Deus de misericórdia faça brilhar sobre ele a luz divina, participando do convívio dosSantos

.Salvador, 10 de Setembro 2012CNBB/Regional NE3


Ortotanásia ou Eutanásia?

Desde o dia 31 de agosto, conforme a Resolução 1995, do Conselho Federal de Medicina (CFM), qualquer pessoa, desde que maior de idade e plenamente consciente, pode definir junto ao seu médico quais os limites terapêuticos para a fase terminal. Mas o bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ), dom Antônio Augusto Dias Duarte, alerta para que, sob o nome de ortotanásia, não se aplique eutanásia pela falta de distinção entre tratamentos com meios terapêuticos proporcionais e tratamentos com meios terapêuticos desproporcionais.

"Tem que distinguir muito bem quais são os meios terapêuticos proporcionais e os meios terapêuticos desproporcionais.(...) Essa Diretiva Antecipada de Vontade ou Testamento Vital, conforme o CFM, não me parece que seja um avanço na relação médico-paciente, não me parece que seja um progresso, porque esse procedimento pode não estar diretamente relacionado à ortotanásia. Pode estar diretamente ligado à eutanásia. Porque a ortotanásia é a pessoa manifestar o seu desejo de não ter meios desproporcionais, do ponto de vista tecnológico, medicamentoso ou econômico, diante de uma morte iminente, na evolução de uma doença que sabe que não vai mais conseguir deter, porque essa patologia leva à morte. Agora, qualquer coisa que você faça sobre aquela pessoa que vai antecipar a morte, isso é, propriamente dito, eutanásia, embora alguns queiram manipular a opinião pública dizendo que isso é ortotanásia. Não é. Ortotanásia é interrupção de meios desproporcionais. Eutanásia é interrupção de meios proporcionais.

O Código de Ética Médica, em vigor desde abril de 2010, explicita que é vedado ao médico abreviar a vida, ainda que a pedido do paciente ou de seu representante legal (eutanásia). Mas, atento ao compromisso humanitário e ético, prevê que nos casos de doença incurável, de situações clínicas irreversíveis e terminais, o médico pode oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis e apropriados (ortotanásia).

O bispo adverte que entender o que são meios proporcionais e desproporcionais ajuda a não confundir ortotanásia com eutanásia, já que, com a Diretiva Antecipada de Vontade, o paciente poderá definir, com a ajuda de seu médico, os procedimentos considerados pertinentes e aqueles aos quais não quer ser submetido em caso de terminalidade da vida, por doença crônico-degenerativa. Será possível, por exemplo, expressar se não quer procedimentos de ventilação mecânica (uso de respirador artificial), tratamento medicamentoso ou cirúrgico doloroso ou extenuante ou mesmo a reanimação, na ocorrência de parada cardiorrespiratória.

"Por exemplo, se eu sou uma pessoa que não tem os meios econômicos necessários e há em outros países uma medicina mais avançada, um remédio mais caro, eu não tenho obrigação moral de procurar esses meios, que a mim são desproporcionais porque a minha condição econômica não me permite. (...) O segundo exemplo é um caso em que, já com a evolução da doença, com um juízo bem fundamentado por parte dos médicos de que realmente aquele tratamento não está sendo suficiente para deter a evolução da enfermidade ou para curá-la, de forma que a morte é, então, iminente, eu não tenho a obrigação de usar meios desproporcionais para poder manter uma esperança que não existe de que aquela doença será curada. Sendo assim, eu tenho a liberdade de dizer: 'não, esses meios desproporcionais eu não quero' e, ao tomar essa decisão, eu não estou sendo a favor da eutanásia e nem estou deixando de cuidar da saúde. Porque eu já sei que, com esses tratamentos desproporcionais, não vai haver uma melhora de qualidade, não vai ter uma cura da doença. Simplesmente vai ter um prolongamento do tempo, com resultados nulos. Então, eu posso suspender esse possível tratamento desproporcional, não aceitá-lo. Essa minha decisão chama-se ortotanásia.

Como pode ser feita a Diretiva Antecipada de Vontade?

Pela Resolução 1.995/2012 do Conselho Federal de Medicina (CFM), o registro da Diretiva Antecipada de Vontade pode ser feito pelo médico na ficha médica ou no prontuário do paciente, desde que expressamente autorizado por ele. Para tal, não são exigidas testemunhas ou assinaturas, pois o médico – pela sua profissão – possui fé pública e seus atos têm efeito legal e jurídico. No texto, o objetivo deverá ser mencionado pelo médico de forma minuciosa, esclarecendo que o paciente está lúcido, plenamente consciente de seus atos e compreende a decisão tomada. Também deverá constar o limite da ação terapêutica estabelecido pelo paciente. Neste registro, se considerar necessário, o paciente poderá nomear um representante legal para garantir o cumprimento de seu desejo. Caso o paciente manifeste interesse, poderá registrar sua Diretiva Antecipada de Vontade também em cartório. Contudo, este documento não será exigido pelo médico de sua confiança para cumprir sua vontade. O registro no prontuário será suficiente. Independentemente da forma – se em cartório ou no prontuário - essa vontade não poderá ser contestada por familiares. O único que pode alterá-la é o próprio paciente.

A Diretiva Antecipada de Vontade é facultativa e pode ser feita em qualquer momento da vida, mesmo por quem goza de perfeita saúde, e pode ser modificada ou revogada a qualquer momento.

Dever vs Direito

Para dom Antônio, é necessário também ter atenção para que não se confunda o que é dever de cada um e nem se transforme o que hoje é um direito num direito arbitrário, no futuro.

"É um dever do médico proporcionar a saúde ao seu paciente e, quando não consegue obter a total saúde para ele, deve, pelo menos, aliviar o seu sofrimento. Assim como a própria pessoa tem o dever de cuidar da sua saúde e os seus familiares também têm o dever de fazer com que essa pessoa seja tratada. É só quando está comprovado cientificamente que não existe nenhum tratamento que vai impedir a evolução da doença, que está caminhando para a morte iminente, é que se pode abrir mão do tratamento terapêutico, porque, neste caso, é desproporcional. Agora, conceder às pessoas, com essa resolução, o direito absoluto sobre a vida humana, é um direito que pode transformar-se depois num direito arbitrário, porque você começa com um paciente e depois o árbitro dessa vida pode ser o médico ou seus familiares. (...) Então, esse Testamento Vital, nome utilizado nos EUA e nos países da Europa e que aqui tem o nome de Diretiva Antecipada de Vontade, é querer registrar um desejo expresso pelo paciente em um documento, que vai permitir que a equipe que o atenda tenha um suporte legal, que dizem ético, mas não existe suporte ético para cumprir o que prescreve o paciente", disse.

De acordo com o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, não existe suporte ético para cumprir o que prescreve o paciente porque esta orientação aos médicos dá à pessoa o direito absoluto sobre a sua vida no momento em que está fragilizada pelo sofrimento:

"A pessoa, mesmo que esteja com uma doença terminal com morte iminente, não pode dizer: 'me mate agora, porque eu vou morrer semana que vem'. (...) Os estudos da psicologia médica demonstram que num paciente com uma doença grave, mesmo que não exista a morte iminente, o sofrimento é de tal ordem que a pessoa em sua reação pede: 'eu quero morrer', e isso é normal no desenvolvimento de doenças mais graves. Mas esse pedido de querer morrer é, justamente dentro de uma psicologia bem estudada pelos especialistas nessa matéria, o desejo de ser cuidada, de ter alguém que ajude a suportar e a aliviar aquele sofrimento. E isso é o papel da Medicina, que a ética prescreve, que é ter as medidas dos cuidados paliativos, proporcionando uma equipe médica multidisciplinar, para ajudar realmente a pessoa a morrer com dignidade. E não morrer por omissão dos meios proporcionais de cuidar da pessoa até o momento final.

Fiscalização

Dom Antônio, assim como o fez o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, chama a atenção para que a fiscalização à aplicação da resolução seja feita pelo Conselho Federal de Medicina para garantir os recursos básicos para os pacientes em casos terminais.

"Se o paciente quer morrer com dignidade e deseja que seja em casa, e não numa Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), no meio de aparelhos que estão apenas prolongando o sofrimento, então os médicos têm o dever de manter os cuidados paliativos, no sentido de diminuir a dor, manter os cuidados higiênicos, os cuidados básicos alimentares, a hidratação que a pessoa precise receber... Esses cuidados paliativos são o outro lado da moeda dessa decisão de interromper o tratamento desproporcional", orientou.


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