Boletim Diário da CNBB - 20/07/2012
REFLEXÃO
Existem pessoas que acham que é difícil seguir Jesus por causa da radicalidade das exigências evangélicas, no entanto, essas mesmas pessoas ficam criando uma série de dificuldades a partir de um legalismo ritual, moral e religioso que acabam por fazer do seguimento de Jesus uma causa de sofrimento e de dor e não uma causa de alegria e felicidade de quem descobre os valores que o conduz para a vida eterna. Muitos cristãos vivem colocando proibições e ficam contentes quando podem falar "não" a alguém. De fato, essas pessoas não entenderam o Evangelho de hoje, muito menos o amor que Deus tem para com seus filhos e filhas.
COMEMORAÇÕES
Nascimento
- Dom Paulo Cezar Costa, Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ
Ordenação Presbiteral
- Dom Spiridon Mattar, Eparca Emérito de Nossa Senhora do Paraíso em São Paulo dos Greco-Melquitas
Ordenação Episcopal
- Dom Nelson Westrupp, SCJ, Bispo de Santo André - SP
- Dom Spiridon Mattar, Eparca Emérito de Nossa Senhora do Paraíso em São Paulo dos Greco-Melquitas
- São Paulo acolhe encontro dos secretários regionais da CNBB
- Pastoral do Turismo Nacional cria roteiro internacional
- Retiro dá pistas de espiritualidade missionária para animadores missionários e agentes de pastoral
- Profissionalismo e testemunho da fé: temas da abertura do encontro da Pascom
- Preparação para a 5a. Semana Social Brasileira
- "Devemos comunicar o mistério do amor de Deus", afirma dom Celli aos agentes da Pascom
- "A Igreja deve anunciar a esperança. Deve comunicar o mistério do amor de Deus ao homem de hoje", diz dom Celli aos comunicadores
- "A Pascom fortalece a comunidade", afirma Ir. Élide
- Ação "Rio que cresce entre nós" sorteará prêmios para jovens
São Paulo acolhe encontro dos secretários regionais da CNBB
O regional Sul 1 da CNBB sedia na próxima semana, de 23 a 27 de julho, o encontro dos secretários regionais da CNBB. Entre os presentes, estarão dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral da CNBB e o presidente do Regional Sul 1, cardeal Arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer. O encontro pretende reunir os secretários dos 17 Regionais.
Segundo o secretário executivo do Regional Sul 1 da CNBB, padre Nelson Rosselli Filho "os encontros nacionais dos secretários regionais acontecem anualmente, geralmente no mês de julho, em diversos regionais da CNBB. O último encontro aconteceu no Regional Sul 3, formado pelas dioceses do Rio Grande do Sul , em julho de 2011,. Naquela ocaisão, os secretários escolheram como sede do encontro, a cidade de São Paulo, em 2012", explica padre Nelson.
Os encontros têm como principal objetivo de proporcionar momentos de estudo, espiritualidade e reflexão, além de momentos de convivência e lazer entre os secretários regionais.
Segundo a programação do encontro, os participantes chegam à São Paulo na segunda-feira, 23 de julho, e ficarão hospedados no mosteiro São Bento. Na terça-feira, dia 24, às 9h, haverá uma Reunião na sede do episcopado paulista, com a presença do secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner. À tarde está previsto um encontro com o presidente do regional paulista, o cardeal dom Odilo com os secretários e padres subsecretários das sub-regiões pastorais do regional.
Durante os demais dias do encontro os participantes passearão por Campos do Jordão, sendo que na quinta-feira, visitarão a Paróquia Imaculada Conceição da cidade de Mauá e em seguida conhecerão um pouco da história da cidade de São Paulo, percorrendo os principais pontos históricos do centro, como o Páteo do Colégio, Catedral da Sé, Museu de Arte Sacra e Mosteiro da Luz.
Na sexta-feira, 27 de julho, os secretários regionais participarão pela manhã da celebração eucarística de encerramento.
Pastoral do Turismo Nacional cria roteiro internacional
Combater a exploração sexual de crianças e adolescentes e propor alternativas de sustentabilidade é o objetivo dos "Caminhos da Fé", roteiro Internacional de Turismo Religioso que está sendo criado pela Pastoral do Turismo, abrangendo Corumbá e Ladário, MS e Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, envolvendo lideranças religiosas e autoridades locais.
Evangelizar com novos métodos divulgando os atrativos religiosos locais e a riqueza natural e cultural da região do Pantanal brasileiro e boliviano é um dos objetivos dessa proposta, centrada no desenvolvimento sustentável. Em território boliviano, além da riqueza cultural dos povos autóctones, o roteiro contemplará um número significativo de Reduções Jesuíticas com seu legado imensurável.
O trabalho está em andamento com visitas técnicas e de capacitação das pessoas envolvidas no receptivo dos peregrinos. Tal tarefa compreende no envolvimento da Igreja em cada local, Secretarias de Turismo, comerciantes, setor de hospedagem, prestadores de serviço, produção de artesanato e outros. Seu lançamento está previsto para agosto próximo.
Outro objetivo a ser conquistado é a redução da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes, muito comum na região, devido ao turismo predatório de pesca e turismo sexual que acontece na região pantaneira. O Turismo Religioso apresenta um novo conceito de se fazer turismo na região, mesclando o lazer e destacando a dimensão da peregrinação no percurso envolvido. Em Ladário encontra-se o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, que reúne milhares de pessoas de todo o Estado, em Corumbá está em processo a construção do Santuário Nossa Senhora do Pantanal e, nas cidades bolivianas envolvidas, as Reduções Jesuíticas e a riqueza cultural daquele povo.
Padre Carlos Alberto ChiquimCoordenador Nacional da pastoral do Turismo
Retiro dá pistas de espiritualidade missionária para animadores missionários e agentes de pastoral
O Centro Cultural Missionário (CCM) de Brasília realizou entre os dias 16 e 20 de julho, o Retiro de Espiritualidade Missionária, "Uma espiritualidade missionária para tornar-se cristãos hoje". Destinado a animadores missionários e agentes de pastoral, o retiro reuniu 14 participantes de várias regiões do Brasil.
Segundo a direção do CCM, o evento tem por objetivo introduzir um caminho de espiritualidade missionária por meio de momentos de oração, leitura orante, encontro, reflexão, partilha e celebração eucarística. Esses pontos são o forte do encontro, conforme nos contou o seminarista xaveriano Alfredo Leonardo Quirino, que estuda o 1º ano de filosofia em Curitiba (PR). "Aqui temos a oportunidade de ouvir pessoas experientes falar da missão, seguindo o silêncio, meditação, próprios de um retiro. Esse é o diferencial desta semana de espiritualidade", diz o jovem, comparando com outros modelos de formação missionária.
Olivo Brunelli, missionário leigo da diocese de Vacaria, município de Ibiaçá (RS) representante do Conselho Missionário Diocesano, já fez experiência missionária na Amazônia e, quando soube do Retiro de Espiritualidade Missionária, não hesitou em participar. "Para eu anunciar Jesus tenho que conhecê-lo primeiramente. Já fiz missão no Amazonas, mas se eu tivesse tido a experiência após ter participado desse retiro, certamente teria sido diferente", conta.
Também participou do retiro a religiosa do Instituto da Imaculada Conceição de Nossa Senhora de Lourdes, irmã Wanderlita Meira de Araújo, que trabalha com crianças, em um orfanato de Governador Valadares (MG). Participa do encontro para entender como a Igreja hoje pensa a dimensão missionária. "Para mim, missão não é apenas ir além-fronteiras, mas estar também ao lado daqueles que mais sofrem em nossa própria realidade", disse. "Estou aqui porque nunca me convenci da que a missão só se faz no âmbito ad gentes (para os povos não cristãos/além-fronteiras). Para mim, a missão é aqui também", disse a religiosa que questiona o orientador do retiro, padre Guido Labonté, sobre o pensamento.
O orientador do retiro, por sua vez, concorda com irmã Wanderlita e explica o significado da missão além-fronteiras. "Quando Jesus envia seus discípulos em missão, ele diz: 'Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28, 19)', portanto, é um mandato que nos interpela a sair de si para um lugar onde há necessidade de fazer Jesus conhecido e amado", explica. Padre Guido continua. "Quando falamos sair, não necessariamente precisa ser geograficamente, pois a missão é aqui também, mas o sair refere-se à necessidade da missão se fazer além de mim, das minhas próprias fronteiras. O aqui e o além-fronteiras devem se complementar".
O objetivo do retiro, explica ainda o orientador, "é ajudar a refletir sobre como tornar-se cristão hoje na linha da missão ligada à espiritualidade. Aprofundar a partir da Bíblia a fonte da espiritualidade missionária". De acordo com ele, o diferencial do retiro para um encontro de formação missionária é que, "enquanto a formação dá elementos de conteúdo sobre missão e é uma fonte de métodos de discussão, o retiro dá pistas de reflexão pessoal à luz da Palavra de Deus, nos leva à incidência comunitária na vida social", completa.
Profissionalismo e testemunho da fé: temas da abertura do encontro da Pascom
Preparação para a 5a. Semana Social Brasileira
Dom Guilherme Werlang, bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB, concede entrevista e trata de vários e importantes aspectos da 5a. Semana Social Brasileira que se realiza de 22 a 25 de maio de 2013 e está em sendo preparada em todo o Brasil.
Confira a entrevista dada ao jornal da Diocese de Santa Cruz do Sul (RS).
O que são as Semanas Sociais Brasileiras? Quando iniciaram? Estão mais ligadas ao trabalho social da Igreja?
D. Guilherme. É já uma tradição da Igreja no Brasil, que vem desde 1991, quando foi lançada a primeira semana social para celebrar os cem anos da Encíclica Rerum Novarum (1891) do Papa Leão XIII, que foi o primeiro "documento encíclica" a trabalhar de forma oficial a Doutrina Social da Igreja. Esta encíclica marcou o início da sistematização do pensamento social católico, chamado normalmente "Doutrina Social da Igreja Católica". Claro que desde o tempo dos Apóstolos e dos Santos Padres a Igreja tem muitos escritos que apontam as questões sociais, a justiça social e a caridade como decorrência do Evangelho e exigência da verdadeira vida cristã. Mas, após o novo desenho e estrutura social que surgem com o Iluminismo, a Revolução Francesa, o Capitalismo, a Urbanização, a Indústria e o proletariado, este documento papal é, para a Igreja, o Marco Referencial dos demais documentos subseqüentes.
A V Conferência do Episcopado Latino-americano e Caribenho de Aparecida destaca alguns campos prioritários e tarefas urgentes para a missão de todos os discípulos/as de Jesus Cristo no hoje da América latina e do Caribe: Justiça social, dignidade humana, opção pelos pobres e excluídos, renovada pastoral social, globalização da solidariedade, justiça internacional e cuidado com os rostos sofredores que doem em nós (cf DAp., 380 a 430). Portanto, a Semana Social deve envolver toda a Igreja e não apenas as pastorais sociais.
02. Quem são os organizadores e mentores das Semanas Sociais Brasileiras?
D. Guilherme. As semanas sociais brasileiras são inspiradas em semanas sociais de vários países da Europa, especialmente da França e Itália, países que já realizaram dezenas de semanas sociais. As Semanas Sociais Brasileiras são uma iniciativa, promoção, organização e coordenação geral da CNBB, mas elas pertencem à sociedade civil. A CNBB por meio das Dioceses e Paróquias, não realiza sozinha as Semanas Sociais. É um serviço que a CNBB oferece à sociedade brasileira. Portanto, os legítimos sujeitos das Semanas Sociais são os grupos sociais que aceitam o convite da CNBB e que se organizam para participar dos debates. Muitas vezes estes grupos da sociedade civil oferecem acréscimos e enriquecem o tema inicialmente proposto pela CNBB. Ampliam a visão e entram verdadeiramente na base do tecido social. Todas as Paróquias, Congregações Religiosas e suas Obras, pastorais e movimentos eclesiais, as comunidades eclesiais de base, os movimentos sociais, as organizações sindicais e as todas forças vivas da sociedade são chamadas/os a participarem como protagonistas do processo da 5a. Semana Social Brasileira. A CNBB não "dirige", apenas orienta o processo. Convida Movimentos Sociais e representantes da Sociedade Civil para participarem da Equipe de Coordenação, o que sempre é uma riqueza. Cada vez mais devemos aprender a dialogar e trabalhar em equipe. Ninguém faz nada sozinho.
Como a realização da 5a. Semana Social Brasileira foi aprovada por unanimidade pelos bispos na Assembleia Geral de 2011, a CNBB confia sua realização à Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, a qual eu presido neste quadriênio.
03. Quantas Semanas Sociais já aconteceram? Há conquistas e vitórias que merecem uma comemoração ou celebração muito especial?
D. Guilherme. Já tivemos quatro (4) Semanas Sociais Brasileiras. Delas muitos bons frutos já foram colhidos. Destacamos o fortalecimento das Pastorais Sociais e sua articulação com os Movimentos Sociais, o Grito dos Excluídos, o Jubileu Sul, que trabalha a questão da dívida externa, a criação da ASA Articulação do semi-árido, que tem construído 450 mil cisternas de captação de água de chuva no nordeste, o fórum das pastorais sociais, os plebiscitos, em especial contra a ALCA, a Assembleia Popular e, sobretudo, o despertar da consciência cidadã de muitos cristãos.
04. O tema da Semana é o Estado para que e para quem? Por que esse tema? Não é um tema da sociedade civil e mais ligado aos políticos e legisladores?
D. Guilherme. Todos os temas que dizem respeito ao ser humano também devem dizer respeito à Igreja. Temos plena consciência que se as reformas políticas e do Estado dependerem apenas dos políticos e legisladores, muito pouco poderemos esperar. O máximo que eles propõem são pequenos remendos, mas sem mexer na estrutura. O Estado brasileiro já foi criado para servir a grupos de interesse e não para todos os cidadãos e cidadãs que aqui viviam e vivem. Muitas vezes se usa e expressão: "ausência do Estado". Creio que isso não existe. O que normalmente existe é a "presença" do Estado, mas do lado errado, isto é, não do lado do Povo, mas de pequenos grupos detentores de poder econômico e ou poder repressivo e punitivo. Muitas vezes os políticos e legisladores defendem interesses particulares de grupos, empresas e até de estrangeiros. Basta ver o fiasco que está o "Código Florestal" que de "Florestal" tem muito pouco. Participar da construção de uma sociedade justa e solidária faz parte da ação evangelizadora da Igreja no Brasil. O Concílio Ecumênico Vaticano II afirma que a comunidade dos discípulos, que é a Igreja, está no mundo e sua missão consiste em ser sinal e instrumento do Reino de Deus na sociedade. E ainda: a primeira missão que Jesus confiou à sua Igreja não é de ordem social, política ou econômica, mas de ordem religiosa. Porém, desta dimensão religiosa, pode a Igreja extrair força e luz para ajudar a organizar a sociedade humana em seus aspectos políticos, sociais e econômicos, de acordo com os mandamentos da lei de Deus (cf GS 42).
No documento 91 da CNBB, "Por Uma Reforma do Estado Com Participação Democrática", nós bispos afirmamos que "os novos sujeitos históricos colocam problemas que o Estado, na sua conformação atual, e o processo democrático, atualmente praticado, não estão preparados para responder. No surgimento de novos grupos sociais, as novas perguntas não obtêm respostas adequadas. Assim, o problema não é "o" Estado, mas "esse" Estado. Não entendemos que se deva ter em mente a inexistência do Estado, e sim, lançar sobre o Estado que temos um olhar crítico para verificar que outras formas podem ser buscadas". (Doc. 91 da CNBB, 31).
Conscientes de que os novos sujeitos sociais exigem novas estruturas de participação democráticas, queremos, com a 5a. Semana Social Brasileira, criar canais de diálogo e de participação efetiva, para que a sociedade civil encontre mecanismos jurídicos que coloquem o Estado em movimento em direção da massa dos excluídos, ouvindo os seus clamores. Dessa forma, questionamos a atual forma de democracia, com seus ritos e com seu arcabouço jurídico. Tal modelo de democracia não mais responde a seus anseios e necessidades como cidadãos e sujeitos políticos. Queremos, para além da democracia representativa, uma efetiva democracia participativa.
05. É importante a Diocese e as paróquias se voltarem para o para evento dessa natureza? Por quê?
D. Guilherme. Há um apelo que vem do próprio Papa Bento XVI que serve de alerta às Igrejas. Segundo ele, o aumento sistemático das desigualdades entre grupos sociais no interior de um mesmo país e entre as populações dos diversos países, ou seja, o aumento maciço da pobreza em sentido relativo tende não só a minar a coesão social - e, por este caminho, põe em risco a democracia -, mas tem também um impacto negativo no plano econômico com a progressiva corrosão do 'capital social', isto é, daquele conjunto de relações de confiança, de credibilidade, de respeito das regras, indispensáveis em qualquer convivência civil. (Caritas in veritate, Bento XVI, 32).
Sendo assim, é fundamental a participação das dioceses e paróquias nestes debates, inclusive para ajudar a consolidar, aprofundar e salvar a democracia em nosso País. Ainda temos uma democracia muito frágil. Para ser plena, a democracia precisa assegurar a todos os cidadãos e cidadãs uma participação direta nas decisões que afetam a vida, sejam estas de ordem política, social, cultural, econômica ou religiosa. Nós temos ainda uma democracia muito representativa e pouco participativa. A democracia representativa mostra seu limite quando as decisões ficam exclusivamente nas mãos dos eleitos. Daí a necessidade de ela dar um salto para uma democracia participativa que implica na criação de mecanismos que assegurem a participação popular. É um equívoco reduzir a democracia ao voto livre e consciente. Se pararmos no voto, a democracia fica manca. Isso, infelizmente, temos visto, favorecendo aos que assumem o poder para dele se servirem em benefício próprio ou de seu grupo. O Papa João Paulo II, na encíclica "Centesimus Annus", dizia que a democracia não pode "favorecer a formação de grupos restritos de dirigentes que usurpam o poder do Estado a favor dos seus interesses particulares ou dos objetivos ideológicos". Certamente nenhuma outra organização social tem a capilaridade da Igreja Católica em nosso país e nem tão pouco, a capacidade de organizar o povo para uma participação efetiva e permanente nos assuntos que são de interesse social. Assim, as dioceses e paróquias que se furtarem a neste momento histórico de uma participação neste debate, negam sua ajuda na construção do Estado brasileiro que queremos. Não podemos separar "fé e vida".
06. Que resultados se esperam na Igreja do Brasil (dioceses e paróquias) dessa 5a. Semana Social Brasileira?
D. Guilherme. No Brasil há um grande descompasso entre "intenções democráticas" e as "estruturas antidemocráticas". Isso tem deixado profundas marcas nos indivíduos, na sociedade e nas instituições, afetando a própria Igreja em sua missão evangelizadora. Vivemos também a contradição entre o crescimento econômico e o declínio social. De um lado, a concentração dos bens e de outro lado, a exclusão social. Há também uma violência às vezes velada e outras vezes aberta, promovida pelas estruturas do Estado.
Há uma orquestração para nos fazer crer que a violência vem das ruas, dos movimentos sociais, quando estes reivindicam mais democracia, mais participação nas decisões de governo, sobretudo, no que se refere à defesa de seus territórios, da Constituição Brasileira e das críticas e oposição aos grandes projetos, que sempre vêm acompanhados de seus desastres para a vida humana, o meio ambiente e as gerações futuras. Estes sofrem o processo de criminaliazação por parte do aparato punitivo do Estado. Doutro lado, a população percebe bem o tratamento diferenciado que é dado àqueles que são os verdadeiros sanguessugas da Nação e do Estado.
Temos que deixar sempre mais claro que Estado e Poder, Estado e Governo não são a mesma coisa. Nenhum Governo é o Estado. O Governo deve ser um serviço prestado, mas não é o Estado. Muitas vezes quem é eleito para um cargo de governo acha que é "dono" do poder e do Estado e se identifica com o próprio Estado e nós ficamos quietos e até achamos que estão certos. Isso tem que mudar. Nós temos que mudar nossa compreensão e ação.
Com este debate sobre o Estado, lançado nas ruas, queremos contribuir na superação dessa contradição fundamental existente na estrutura do Estado, no qual atestamos que falta Brasil para os brasileiros. Queremos resgatar, descobrir e dar visibilidade a tantos gestos de um novo Estado vividos nos porões da sociedade, mas que estão na sombra. Sabemos que o Estado é um estado, por isso, buscamos um Estado do Bem viver, do conviver e do pertencer para todos os brasileiros.
Para mais informações sobre a 5a. Semana Social Brasileira:
http://www.semanasocialbrasileira.org.br/
"Devemos comunicar o mistério do amor de Deus", afirma dom Celli aos agentes da Pascom
Uma missa e uma videoconferência marcaram a abertura das atividades desta sexta-feira, 20 de julho, do 3º Encontro Nacional da Pascom, promovido pela CNBB no Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP). A missa foi presidida por dom José Moreira, bispo de Itapeva (SP) e referencial para a Comunicação no Regional Sul 1. A celebração ocorreu no auditório padre Noé Sotillo, no subsolo do Santuário.
Em sua homilia, o bispo enfatizou a importância de o cristão ter consciência de viver a ética em seu significado original. "Que possamos crescer na busca de trabalhar com senso crítico, fé e profissionalismo", enfatizou dom José.
Em seguida, por meio de videoconferência, falou aos participantes do evento diretamente de Roma o presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais da Santa Sé, cardeal Cláudio Maria Celli. Ele iniciou sua mensagem, considerando a concorrência que há entre o anúncio da Verdade e o testemunho cristão.
"Para realizarmos uma comunicação eficaz, é preciso considerar um estilo de vida pessoal e institucional. A sociedade atual exige muito de nós, especialmente com seus graves problemas de justiça, da ecologia e da economia. Neste contexto, a Igreja deve anunciar a esperança. Deve comunicar o mistério do amor de Deus ao homem de hoje".
Dom Celli enfatizou que ao mesmo tempo em que comunicamos uma mensagem, levamos comunicamos a nós mesmos. "Há uma dupla dimensão comunicativa: comunicamos também os nossos interesses, nosso estilo de vida. Não podemos ser 'falsos profetas', como diz Jesus no evangelho de Mateus. Não podemos servir a dois senhores".
Em nome dos participantes do Encontro, dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão de Comunicação da CNBB, agradeceu as palavras do cardeal, e convidou a todos a sauda-lo com o cântico de parabéns, já que dom Celli é aniversaria hoje. Em seguida, teve início a mesa redonda da manhã, com o tema Pascom: identidade e missão.
A cobertura do evento também disponibiliza matérias para televisão e rádio, nas páginas web da TV Redentor r da Rede Católica de Rádio.
Uma missa e uma videoconferência marcaram a abertura das atividades desta sexta-feira, 20 de julho, do 3º Encontro Nacional da Pascom, promovido pela CNBB no Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP). A missa foi presidida por dom José Moreira, bispo de Itapeva (SP) e referencial para a Comunicação no Regional Sul 1. A celebração ocorreu no auditório padre Noé Sotillo, no subsolo do Santuário.
Em sua homilia, o bispo enfatizou a importância de o cristão ter consciência de viver a ética em seu significado original. "Que possamos crescer na busca de trabalhar com senso crítico, fé e profissionalismo", enfatizou dom José.
Em seguida, por meio de videoconferência, falou aos participantes do evento diretamente de Roma o presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais da Santa Sé, cardeal Cláudio Maria Celli. Ele iniciou sua mensagem, considerando a concorrência que há entre o anúncio da Verdade e o testemunho cristão.
"Para realizarmos uma comunicação eficaz, é preciso considerar um estilo de vida pessoal e institucional. A sociedade atual exige muito de nós, especialmente com seus graves problemas de justiça, da ecologia e da economia. Neste contexto, a Igreja deve anunciar a esperança. Deve comunicar o mistério do amor de Deus ao homem de hoje".
Dom Celli enfatizou que ao mesmo tempo em que comunicamos uma mensagem, levamos comunicamos a nós mesmos. "Há uma dupla dimensão comunicativa: comunicamos também os nossos interesses, nosso estilo de vida. Não podemos ser 'falsos profetas', como diz Jesus no evangelho de Mateus. Não podemos servir a dois senhores".
Em nome dos participantes do Encontro, dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão de Comunicação da CNBB, agradeceu as palavras do cardeal, e convidou a todos a sauda-lo com o cântico de parabéns, já que dom Celli é aniversaria hoje. Em seguida, teve início a mesa redonda da manhã, com o tema Pascom: identidade e missão.
A cobertura do evento também disponibiliza matérias para televisão e rádio, nas páginas WebTV Redentor e da Rede Católica de Rádio.
"A Pascom fortalece a comunidade", afirma Ir. Élide
Ação "Rio que cresce entre nós" sorteará prêmios para jovens
Acontece na próxima terça-feira, 24 de julho, no Provinciado da Santíssima Trindade, no Ahú, em Curitiba (PR), o sorteio dos quatro prêmios em viagens para os participantes da ação "Rio que cresce entre nós", promovida pela Conferência Nacional dos bispos do brasil (CNBB) do Regional Sul 2 (Paraná).
A ação foi lançada em janeiro deste ano e pensada com o intuito de motivar os jovens das 18 dioceses e Eparquia Ucraniana, que compõem o Regional, a participarem da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio, em 2013, e de arrecadar fundos para a evangelização destes jovens nas dioceses.
A ação consiste na venda simbólica de 10 pães e dois peixes (de papel) dentro de um cupom, que foi distribuído a cada jovem, tendo como fonte de inspiração a passagem da Multiplicação dos Peixes do Evangelho de Marcos (6,30-44). Os cupons foram distribuídos conforme a demanda por pedidos nas dioceses e paróquias do Regional. Pelos 10 pães, foi pedido um valor simbólico de R$ 1,00 e pelos 2 peixes uma contribuição livre. Ao todo, cerca de 50 mil jovens desenvolveram a ação "Rio que cresce entre nós" em todo o Paraná, e mais de 500 mil fiéis deram a sua contribuição financeira, totalizando em mais de R$ 260 mil em arrecadação. O resultado foi satisfatório, pois estes 50 mil jovens, que também se cadastraram pelo site da CNBB, serão orientados e evangelizados com mensagens e informações a respeito da Jornada e de outros temas relacionados à evangelização.
E nesta próxima terça-feira, 24, todos os envolvidos, tanto na venda, como na compra, participarão do sorteio dos quatroprêmios em viagens. O valor arrecadado para a preparação da Pré-Jornada Mundial será divido em 3 partes, sendo distribuído um terço entre as dioceses do Regional, um terço para a secretaria do Setor Juventude do Regional e um terço para reserva de caixa do Regional.
Os sorteios incluem passagens para a Terra Santa e para a JMJ Rio 2013. O Provinciado da Santíssima Trindade fica na Rua Coronel Brasilino Moura, 474, Ahú.
SE/Sul Quadra 801 Conjunto B
E-mail: imprensa@cnbb.org.br
Site: http://www.cnbb.org.br
Tel.: (61) 2103-8313
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