Boletim Diário da CNBB - 24/04/2012
REFLEXÃO
COMEMORAÇÕES
Nascimento
- Cardeal João Braz de Aviz, Arcebispo Emérito de Brasília - DF
- Pauta desta terça-feira na 50ª AG
- Celebração Eucarística recorda bispos falecidos
- Cáritas Brasileira divulga projetos sociais do Haiti durante 50ª AG da CNBB
- Curiosidades do trabalho de imprensa na 50ª AG
- Questões sociais marcam a coletiva de imprensa desta terça-feira
- Bispos do Brasil divulgam nota em defesa dos povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais
- "A Igreja é essencialmente missionária" diz dom Sérgio Braschi
- Cardeal Cláudio Hummes fala sobre os desafios de inculturar a fé nos povos da Amazônia
- Comissão Brasileira Justiça e Paz apresenta seus trabalhos aos bispos em Assembleia
- Caminhos de articulação da Pastoral Universitária nas dioceses e Regionais
Pauta desta terça-feira na 50ª AG
Celebração Eucarística recorda bispos falecidos
A Santa Missa desta terça-feira, 24, da 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recordou os bispos falecidos desde a última Assembleia Geral, realizada no ano passado.
Na celebração, que foi presidida pelo bispo de Mossoró (RN), dom Mariano Manzana, foram acesas velas em memória por cada um dos bispo falecido.
Por ocasião de sua Assembleia Geral, a CNBB alimenta em seus momentos orantes a vida e o ministério dos seus membros e faz a oração de Ação de Graças pela nomeação de novos bispos, a oração de gratidão pelo ministério dos bispos eméritos e a oração em sufrágio dos bispos falecidos.
No início da eucaristia, o arcebispo de Uberaba (MG), dom Paulo Mendes Peixoto, afirmou que a vocação de cada bispo falecido sempre esteve a serviço da CNBB e do povo de Deus.
"Foram pastores que dedicaram suas vidas a Deus e ao seu povo. Hoje queremos colocar suas vidas nas mãos de Deus. Que possam rezar por nós para que possamos ser instrumento de construção do Reino de Deus", afirmou.
Dom Paulo Mendes ainda afirmou que todos os 10 bispos recordados nesta celebração foram lideranças que entregaram suas vidas a Deus e as suas dioceses, paróquias e comunidades.
Em sua homilia, dom Mariano ressaltou que esta celebração é um momento de memória que nunca faltou nas Assembleias da CNBB tanto em Itaici quanto em Aparecida.
"Conforme a leitura do Ato dos Apóstolos, Estevão nos dá um testemunho de coragem. Hoje ele nos traz um grande exemplo de sua comunhão com Deus", afirmou.
Dom Mariano afirmou que a exemplo de Estevão, os bispos recordados na celebração de hoje foram homens de fé e de coragem.
"Como Estevão, os nossos irmãos recordados hoje foram homens de coragem e verdadeiros pastores da nossa Igreja", acrescentou.
O bispo de Mossoró recordou, em especial, dois bispos que dedicaram suas vidas a Igreja e ao povo de Deus.
"Convido a todos, especialmente a seus sucessores e diocesanos, a recordar a história de dedicação de dois irmãos em particular: dom Clemente Isnard e dom José Freire", afirmou.
Dom Mariano afirmou que dom Clemente Isnard se dedicou aos trabalhos da CNBB como vice-presidente da Conferência e em suas inúmeras atividades, tendo destacada atuação no Concílio Ecumênico Vaticano II em relação à liturgia.Sobre o seu sucessor, o bispo emérito de Mossoró (RN), dom José Freire, dom Mariano ressaltou a grande atuação junto a comunidade.
"Me lembro de seus forte acolhimento quando cheguei ao Brasil. Ainda ressoa nos meus ouvidos o seu convite a não ter pressa e a não desanimar perante as dificuldades", afirmou dom Mariano.
Dom Mariano lembrou o período difícil de pastoreio dos bispos durante o período do regime militar no Brasil e da coragem de enfrentar todos os obstáculos.
"Foram períodos difíceis em que a Igreja passou por grandes transformações como durante o Concílio Ecumênico Vaticano II, onde fazíamos a opção pelos pobres e excluídos. Durante o episcopado de dom José Freire dominava no Brasil o regime militar e a Igreja sempre com posições firmes foi perseguida, mas ele nunca desanimou", afirmou dom Mariano.
O bispo de Mossoró acrescentou que a virtude da esperança dá sentido a vida dos cristãos em sua caminhada e necessária certeza para superar as dificuldades que se apresentam no seu cotidiano, na busca da salvação que está experimentada na eternidade.
Leia a íntegra da homilia de dom Mariano Manzana:
"Senhor, mostrai serena vossa face ao vosso servo". Essa é a invocação do salmista, pedindo compaixão para aqueles que se se apresentam ao Senhor.
Queridos irmãos bispos, sacerdotes, religiosos, irmãos e irmãs peregrinos que hoje se encontram aqui na Basílica da Mãe Aparecida e radio ouvintes e telespectadores de todos os cantos do Brasil que participam conosco desta solene concelebração eucarística, acompanhando-nos, fraternalmente: a todos a nossa carinhosa saudação.
Estamos aqui ao redor do altar, para celebrar a Eucaristia em sufrágio de nossos irmãos bispos que foram dentro da comunidade cristã a imagem de Jesus, bom Pastor, no serviço pastoral. Deus os chamou a si, desde a última Assembleia Geral da CNBB, para receberem o prêmio eterno, prometido aos servidores do Evangelho. É o momento de memória que nunca faltou nas celebrações da CNBB, durante sua Assembelia, tanto em Itaici como aqui em Aparecida. A Palavra de Deus, nas leituras hoje proclamadas, nos convida a rezar por estes nossos irmãos, para que contemplem o "Filho do Homem de pé, à direita de Deus", como Estêvão. Essa visão é uma promessa de Jesus aos discípulos: "Eu vou preparar um lugar para vocês e onde eu estiver quero que estejam também aqueles que me amam e observam minhas palavras".
Conforme a primeira leitura dos Atos dos Apóstolos, Estêvão, definido como homem cheio do Espírito Santo e de fé, ao ser escolhido e apresentado aos apóstolos para imposição das mãos, nos dá testemunho de sua coragem, ao enfrentar os anciãos e doutores da lei: "homens de cabeça dura, insensíveis, incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo, e como vossos pais agiram, assim também fazeis vós!" Ele nos dá testemunho de sua vivência e comunhão trinitária profunda; diz a leitura: "Estêvão, cheio do Espírito Sant, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus". Desta união profunda, mesmo quando os adversários enfurecidos, rangendo os dentes, dando grandes gritos e tapando os ouvidos, começam a apedrejá-lo, nasce a entrega confiante de sua existência a Deus "Senhor Jesus, acolhe o meu espírito". O protomártir Estêvão nos dá ainda o testemunho da grandeza do perdão, como verdadeiro discípulo do Mestre que, ao ser pregado na cruz, perdoou os seus algozes. Como Jesus, repete: "Senhor , não os condenes por este pecado". Estas atitudes de coragem, de profunda união com Deus e de perdão também vislumbramos nestes nossos irmãos cuja páscoa definitiva hoje comemoramos. Como Estevão, foram homens de coragem, de comunhão com Deus, de perdão e de generosidade, cuja vida foi dedicada àquela "porção do povo de Deus" que lhe foi confiada pela Igreja. No Evangelho, Jesus, no discurso sobre o "verdadeiro pão do céu", diz: "eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede". A vida em plenitude, sem fome e sem sede, somente é experimentada na comunhão eterna com Deus. Nossos irmãos bispos desempenharam o seu ofício pastoral com fidelidade, porque, em sua caminhada terrestre, foram saciados por Jesus, o pão da vida.
Ao reverenciarmos a memória desses nossos irmãos bispos falecidos, convido a todos e, especialmente, os seus sucessores, com seus diocesanos, a verem aquela face de sua vida que falou, humana, espiritual e pastoralmente, à CNBB, ao seu Regional, à comunidade diocesana e à própria sociedade. Permitam-me referir-me, em particular, a dois destes irmãos : Dom Clemente Isnard e a Dom José Freire. A história da CNBB contém capítulo especial, ao registrar a participação de Dom Clemente, por seu dedicado serviço à Conferência, como vice-presidente e, no Brasil inteiro, como animador da reforma litúrgica. O outro é Dom José Freire. Como sucessor dele, na Diocese de Santa Luzia de Mossoró, no Rio Grande do Norte, lembro quando, em janeiro de 1977, há 35 anos, cheguei da Itália, para trabalhar como padre "Fidei Doonun"; ele me acolheu com carinho, orientou os meus primeiros passos e facilitou minha inserção no contexto nordestino, para servir àquele povo de Deus que vive no nordeste. Ainda ressoa nos meus ouvidos o seu convite a não ter pressa, a ter os pés no chão e a não me iludir de poder anular as diferenças. Repetia: "Um pedaço de pau pode ficar muito tempo nas águas do rio, mas nunca vira jacaré". Dom José Freire foi um homem de bem, probo, justo, leal, como esses irmãos que hoje fazemos memória, em nossa oração. Em sua missão evangelizadora e catequética, foi um grande pastor; guiou bem o seu rebanho, numa fase que não foi simples para a vida da Igreja Católica e da sociedade brasileira. O episcopado de Do José, como de muitos dos nossos irmãos que lembramos, coincidiu com uma das fases de maior mutação na Igreja, no século passado. Com o Concílio Vaticano II, a Igreja abriu mais as portas para o mundo; os Papas João XXIII e Paulo VI publicaram Encíclicas enérgicas e os bispos da América Latina, em Medelin e Puebla, expressaram a necessidade de uma efetiva proximidade da Igreja com a realidade do povo, fazendo a "opção preferencial pelos pobres", visando a diminuição das desigualdades sociais e lutando pela "inclusão social".
É oportuno lembrar que, no Brasil, no início do episcopado de Dom José, dominava o regime militar, com a subtração de garantias individuais, o controle absoluto sobretudo, inclusive, sobre a imprensa, cassações políticas, o fechamento do Congresso Nacional e de muitas pautas democráticas; a Igreja, em razão de posições firmes, diante desse estado de coisas, foi perseguida em muitos de seus membros; Dom José, como muitos outros, foi um bispo de uma linha enérgica, profética, voz dos que não têm voz.
Hoje, reconhecemos a herança espiritua, a fraternidade episcopal e a importância pastoral desses nossos bispos falecidos e devemos zelar para nunca esquecermos a memória deles e nunca perdermos seu valioso legado humano e ministerial. Com efeito fazer memória deles é reconhecer quanto o convívio com eles mudou mesmo a nossa vida. Fazer memória deles ajuda-nos a não perder de vista as coisas do Alto; contemplando-os, enquanto estamos mergulhados nos muitos afazeres do dia a dia, aqui na terra, tentemos unir mais fortemente a terra ao céu. Fazer memória deles é confirmar que a Igreja está construída sobre o fundamento da fé apostólica, que está sempre presente na Igreja Católica, porque, pela sucessão, os Apóstolos estão presentes em nós, bispos, pela graça de Deus, não obstante nossa pobreza humana. Somos gratos a Deus que nos quis chamar para estar na sucessão apostólica e contribuir para a edificação do corpo de Cristo, confortados e animados pela intercessão espiritual dos irmãos bispos falecidos.
Que o Senhor, pela materna intercessão de Maria, Mãe Aparecida e Rainha dos Apóstolos, tenha acolhido, em sua casa, um desses irmãos que, como o salmista em oração, sempre pediu, como nós hoje pedimos: "Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela a compaixão". Amém.
Dom Mariano ManzanaBispo de Mossoró (RN)
Cáritas Brasileira divulga projetos sociais do Haiti durante 50ª AG da CNBB
Dois anos após o terremoto, meio milhão de haitianos ainda vivem em acampamentos e tendas espalhadas por todo país. Segundo dados da Cáritas, a população enfrenta enormes carências e desafios, além de expor-se ao risco permanente de violências e doenças.
Entendendo a importância da divulgação desses trabalhos, a Cáritas está expondo seus projetos em um stand na 50ª Assembleia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida em Aparecida (SP).
De acordo com a diretora da Cáritas Brasileira, Maria Cristina, o stand na Assembleia Geral mostra todo o trabalho da Cáritas, principalmente no Haiti.
"Nosso foco é dar destaque a todo trabalho que desenvolvemos no Haiti. É muito importante começar a mostrar tudo o que foi feito com a coleta de solidariedade para o Haiti aqui no Brasil", afirmou a diretora.
Maria Cristina afirmou que a iniciativa junto aos bispos do Brasil quer fazer com que as ações da Cáritas cheguem até as dioceses, paróquias e comunidades que apoiaram a coleta de recursos para o Haiti.
"Queremos mostrar tudo o que já foi feito e quais são as propostas futuras para o Haiti. Desta forma, os bispos podem divulgar isso em suas dioceses e paróquias", acrescentou.
Maria Cristina afirmou que a Cáritas realiza trabalhos nas dioceses brasileiras há 56 anos e que é de grande importância o trabalho desse organismo na vida e no trabalho social da Igreja no Brasil.
"A Cáritas tem tentado cumprir a sua missão como organismo da CNBB, contribuindo na organização, no fortalecimento das pessoas mais necessitadas através dos mais diversos projetos", concluiu.
Curiosidades do trabalho de imprensa na 50ª AG
Os ouvintes da rádio Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, na diocese de Crato, no Ceará, estão muito bem informados sobre os trabalhos da 50ª Assembleia Geral da CNBB. Uma equipe da emissora FM está em Aparecida desde o dia 17 para a transmissão de matérias via skype.
Adeleni Oliveira, locutora da emissora, explicou que a rádio pertence aos salesianos e faz parte de uma fundação. "O diretor é o Padre José Pereira Lima, e o nosso bispo é dom Fernando Panico. A diocese de Crato também possui uma emissora de Ondas Médias".
Marcos Ricardo, técnico de som da rádio, contou que o retorno das transmissões tem sido muito bom. "Nós passamos cinco boletins diários, sendo dois deles programas de uma hora cada. Nosso padre contou que os ouvintes tem ido até a rádio para além de ouvir, assistir as transmissões".
A FM 104,9 tem oito anos e é a primeira vez que faz transmissões de uma assembleia da CNBB. "Tudo isso é novo, mas é uma alegria poder estar aqui. Nossa rádio é pequena, sustentada pelo povo e para nós essa experiência é muito importante", disse Adeleni.
Do Santuário Nacional eles viram pouco ainda. "Esse espaço é muito grande, não deu para conhecer muito ainda, mas é muito lindo", contou Marcos Ricardo.
Questões sociais marcam a coletiva de imprensa desta terça-feira
Na tarde de hoje, 24, aconteceu no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP), mais uma entrevista coletiva com a imprensa. Os bispos que falaram com a imprensa foram: o arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, cardeal Cláudio Hummes; o bispo de Balsas (MA) e presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom Enemésio Angelo Lazzaris e o bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Sérgio Arthur Braschi.
Abrindo a coletiva, dom Sérgio Braschi destacou o 3º Congresso Missionário Nacional, que acontecerá em Palmas (TO), de 12 a 15 de julho. Além disso, dom Sérgio ressaltou a participação brasileira no 4º Congresso Americano Missionário e no 9º Congresso Missionário Latino-Americano (CAM 4 Comla 9), a ser realizado na Venezuela, em novembro de 2013.
"A Igreja é essencialmente missionária, por isso destacamos o 3º Congresso Missionário Nacional, que tem como tema 'Discipulado missionário do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II'. Esse congresso tem a finalidade de rever a caminhada missionária no Brasil", disse dom Sérgio sobre o evento que acontecerá em Palmas.
Já o cardeal Cláudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, fez um relato de sua viagem missionária à Amazônia, no último mês.
"Fiquei impressionado com a viagem que a Comissão para a Amazônia fez àquela região. Pudemos ver com nossos próprios olhos as dificuldades enfrentadas por àquele povo. Pude perceber que a Igreja lá ainda está florescendo. Visitei a diocese de São Gabriel da Cachoeira (AM), e fique encantado, pois, de acordo com informações locais, a diocese é formada por 98% de indígenas. E a floresta, por lá, ainda é intocada, com apenas 4% de desmatamento. Uma verdadeira beleza", destacou dom Cláudio Hummes.
Dom Enemésio Lazzaris apresentou aos jornalistas uma nota da CNBB sobre a defesa dos territórios e dos direitos dos povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais.
"Vivemos a realidade de dois 'Brasis', o que se vangloria com a realização de grandes obras e dos que são impactados por esses mega projetos, como é o caso claro das pessoas que vivem a realidade da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA)", ressaltou dom Enemésio.
Perfil dos Bispos
Cardeal Cláudio Hummes
Criado Cardeal do Título Presbiteral de Santo Antônio de Pádua na Via Merulana, em 21 de fevereiro de 2001, o arcebispo emérito de São Paulo, dom Claúdio Hummes, nasceu em 8 de agosto de 1934, em Montenegro (RS). Atual presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, tem por formações Filosofia e teologia, com especialização em Ecumenismo e doutorado em Filosofia, é autor de diversas obras, e possui extensa trajetória de atividades no episcopado brasileiro. Foi arcebispo de São Paulo (1998-2006), membro da Comissão Episcopal Pastoral da CNBB, na Linha 5, Ecumenismo (1976-1978), e Linha 1, Leigos, Família, Pastoral Urbana e Operária (1979-1983).
O cardeal compõem várias congregações, dentre as quais, podemos citar para a Doutrina da Fé; para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; e para os Bispos. Atua, também, nos Pontifícios Conselhos, para os Leigos, para o diálogo Inter-religioso, "Cor Unum", e na Pontifícia Comissão paraa América Latina (CAL). É membro dos Conselhos, Ordinário da Secretaria Geral dos Sínodos dos Bispos, e de Cardeais para o Estudo dos problemas organizativos e econômicos da Santa Sé e Pontifícia Comissão para a Amérca Latina.
Dom Enemézio Angelo Lazzaris
Bispo de Balsas (MA) e presidente da Comissão Pastoral da Terra, dom Enemésio nasceu em 19 de dezembro de 1948, em Siderópolis (SC). Sua ordenação Episcopal foi em 29 de março de 2008, também, em Balsas. Por formação é filósofo, teólogo, e mestre em Teologia com especialização em Espiritualidade na Teresianum, em Roma (1981-1983).
Em Belo Horizonte (MG), do período de 1974 a 1981, foi formador e promotor Vocacional, e de 1983 a 1989, foi diretor do Lar dos Meninos e do Seminário Dom Carlos Sterpi. Também atuou como diretor da Comunidade Instituto de Artes e Ofícios Divina Providência no Rio de Janeiro (RJ), do período de 1997 a 1998. Foi superior Provincial da Província Norte do Brasil, de 1998 a 2004.
Dom Sérgio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesal da CNBB, dom Sérgio, nasceu em 03 de dezembro de 1948, em Curitiba (PR). Filósofo, teólogo, com especialização em Licenciatura em Teologia Dogmática (Eclesiologia) pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, Itália.
Dentre inúmeras atividades foi diretor Espiritual do Seminário Menor São José (1974-1978); diretor Arquidiocesano de Vocações Sacerdotais (1974-1977); reitor dos seminários, 'São José' (1979-1981) e 'Rainha dos Apóstolos' (1982-1986). Foi membro do conselho Presbiteral e do Colégio dos Consultores (1983-1986 e 1994-1998). Do período de 1993 a 1996, coordenou a Pastoral na área de periferia de Curitiba (PR).
Bispos do Brasil divulgam nota em defesa dos povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais
Os bispos reunidos na 50ª Assembleia Geral (AG) em Aparecida (SP) divulgaram nesta terça-feira uma nota em defesa dos territórios e dos direitos dos povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais.
Diz a nota "Sem a garantia do acesso à terra, elemento base da cultura e da economia dessas populações, elas continuarão a sofrer opressão, marginalização, exclusão e expulsão, promovidas por empresas depredadoras, pelo turismo, a especulação imobiliária, o agronegócio e pelos projetos governamentais, como as grandes barragens, que têm invadido áreas cultivadas, alterando o ciclo da vida dos rios e provocando o despovoamento de suas margens".
Os bispos lamentam o adiamento das demarcações e a exploração das terras dos povos tradicionais. Na nota, eles chamam a atenção para as condições do povo Guarani-Kaiwá, no Mato grosso do Sul, que estão vivendo "um verdadeiro genocídio".
Em relação aos povos quilombolas, os bispos denunciam a morosidade no reconhecimento dos territórios. Para o presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom Enemézio Lazzaris, o que mais tem preocupado a CNBB não é somente a demarcação das terras, mas a reintegração daquelas ocupadas indevidamente. "Nós precisamos da demarcação mas também do reconhecimento das terras que já pertencem aos índios e aos quilombolas".
Dom Enemézio explicou que no Pará, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, são mais 50 dioceses com comunidades indígena. "Nesses locais temos uma corrida pela terra, se passa por cima de seus ocupantes, para que ela seja usada para o lucro, sem se levar em conta o meio ambiente e sem se respeitar as comunidades que ali sempre habitaram".
Segue a nota:
Em defesa dos territórios e dos direitos dos povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais
Nós, Bispos do Brasil, reunidos na 50ª Assembleia Geral, reafirmamos nosso compromisso com os povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais, pelo fortalecimento de suas identidades e organizações próprias, na defesa dos seus territórios, na educação intercultural bilingue dos povos indígenas e na defesa de seus direitos. "A partir dos princípios do Evangelho, apoiamos a denúncia de atitudes contrárias à vida plena em nossos povos de origem e nos comprometemos a prosseguir na obra da evangelização (...), assim como a procurar as aprendizagens educativas e de trabalho com as transformações culturais que isso implica" (cf. DAp 530).
A Constituição Federal de 1988, ao confirmar o direito territorial dos povos indígenas e das comunidades quilombolas, bem como dos pescadores artesanais e outras populações tradicionais, representou muito mais do que a necessária reparação do erro histórico da apropriação de suas terras e da escravidão. É o reconhecimento da sociedade brasileira de que para esses povos a terra e a água são um bem sagrado, que vai além da mera produção para sobrevivência, não se reduzindo à simples mercadoria. É patrimônio coletivo de todo um povo, de seus usos e costumes, assim como a apropriação dos seus frutos.
Ao Governo Federal, cabe o dever constitucional de reconhecer, demarcar, homologar e titular os territórios indígenas, quilombolas e das demais populações tradicionais, ressarcindo seus direitos, passo fundamental e determinante para garantir sua sobrevivência.
Sem a garantia de acesso à terra, elemento base da cultura e da economia dessas populações, elas continuarão a sofrer opressão, marginalização, exclusão e expulsão, promovidas por empresas depredadoras, pelo turismo, a especulação imobiliária, o agronegócio e pelos projetos governamentais, como as grandes barragens, que têm invadido áreas cultivadas, alterando o ciclo de vida dos rios e provocando o despovoamento de suas margens.
Lamentamos profundamente o adiamento dos procedimentos administrativos de demarcação, a invasão e a exploração das terras dos povos tradicionais. Chamamos especial atenção para as condições de confinamento e os assassinatos que vitimam o povo Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul. Um verdadeiro genocídio está em curso, maculando a imagem de nosso País como defensor dos direitos humanos.
Repudiamos, de modo veemente, o ataque desferido pela bancada ruralista e outros segmentos do Congresso Nacional aos direitos dos povos indígenas, consignados em nossa Carta Magna, através de proposta de emenda constitucional, a PEC 215/2000.
Em relação às comunidades quilombolas, preocupa-nos a morosidade no reconhecimento dos seus territórios. Rejeitamos a sórdida estratégia de questionar a constitucionalidade do processo de titulação de suas terras, de modo a impedir os trâmites legais que atendam aos seus legítimos anseios.
Conclamamos o Governo brasileiro ao cumprimento da Constituição Federal e dos instrumentos internacionais dos quais o Brasil é signatário, especialmente a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho OIT; à proteção dos direitos dos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e das demais populações tradicionais, como forma de pagamento da dívida histórica que o Brasil tem com esses povos, demarcando e homologando os seus territórios, impedindo sua invasão, em defesa dos mais pobres e vulneráveis em nosso País.
Sob a proteção de Maria, a quem invocamos como Rainha e Padroeira, Nossa Senhora Aparecida, confiamos a proteção do nosso povo que constrói, na fé e esperança, um Brasil verdadeiramente para todos.
Aparecida SP, 23 de abril de 2012
Raymundo Cardeal Damasceno AssisArcebispo de AparecidaPresidente da CNBBDom José Belisário da SilvaArcebispo de São Luís do Maranhão MAVice-presidente da CNBBLeonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de Brasília - DFSecretário Geral da CNBB
"A Igreja é essencialmente missionária" diz dom Sérgio Braschi
O bispo de Ponta Grossa (PR), dom Sérgio Braschi, que é presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, participou da sétima entrevista coletiva da 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta terça-feira, 24.
Dom Sérgio afirmou que a Igreja é missionária, pois continua a missão de Jesus. "Nossa Igreja é missionária por excelência, em suas raízes e assim se faz por continuar a missão de Jesus Cristo", afirmou.
O bispo de Ponta Grossa falou também sobre o 3º Congresso Missionário Nacional, evento que vai acontecer em Palmas (TO), entre os dias 12 e 15 de julho, deverá reunir pessoas de todas as regiões do país.
Com o tema "Discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II" e lema "Como o Pai me enviou, assim eu vos envio (Jo 20, 21)",o encontro tem por objetivo preparar as lideranças missionárias para o 4º Congresso Americano Missionário e o 9º Congresso Missionário Latino-Americano, que serão realizados simultaneamente em Maracaibo, Venezuela, em 2013.
O evento é realizado pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) e demais forças missionárias da Igreja Católica no Brasil: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB); Conselho Missionário Nacional (Comina) e Centro Cultural Missionário (CCM).
Segundo dom Sérgio, outra reflexão importante e central durante o evento brasileiro será o mundo secular e pluricultural em que vivemos hoje e qual o papel da dimensão missionária nessa nova realidade.
"Este é também um momento importante e se insere nas preocupações da nossa Igreja como forma de transmissão da fé para as novas gerações de famílias e novas comunidades", destacou o presidente da Comissão Episcopal para a Animação Missionária e Cooperação Intereclesial.
Dom Sérgio falou também sobre as novas vocações missionárias e sobre os jovens que desejam fazer este trabalho. "Todo batizado é missionário. Pelo batismo ou pela crisma nós já somos chamados a continuar a missão de Jesus", afirmou.
O bispo ainda disse que há no meio do povo de Deus pessoas que são chamadas para missões para levar a Palavra de Deus até as comunidades que são mais distantes.
"Há uma grande abertura no seio da nossa juventude para essas vocações. O jovem é tem anseio de conhecer outras culturas e estar em contato com outras realidades. Acredito que isso os levem a ser jovens de fé", acrescentou.
Dom Sérgio ainda disse aos jornalistas que a Igreja vive uma primavera de missionários e que essas vocações também são fruto do Concílio Vaticano II.
O bispo de Ponta Grossa ainda citou a Conferência de Aparecida, realizada em 2007, e que trouxe um "brotar", um novo renascimento e muito entusiasmo para as missões.
"Quero destacar também que todos os leigos podem participar da missão da Igreja. Desde a criança, adolescentes, jovens e adultos são chamados a essas vocações. Precisamos envolver toda a comunidade para que rezem pelos nossos missionários em tantos lugares do mundo".
Programa de reabilitação pós terremoto no Haiti
Respondendo às perguntas dos jornalistas, Dom Sérgio falou sobre os missionários atuantes nos programas de reconstrução do Haiti.
"Este é um trabalho de suma importância junto aos nossos irmãos haitianos. Nossos missionários trabalham em projetos destinados a auxiliar em segurança, na reconstrução de casas e Igrejas, em programas de economia solidária, educação, saúde entre outros", afirmou.
Dom Sérgio acrescentou que a solidariedade desses missionários no Haiti é sinônimo de esperança para a população do Haiti.
Cardeal Cláudio Hummes fala sobre os desafios de inculturar a fé nos povos da Amazônia
Hoje, 24, na coletiva de imprensa da 50ª AG dos bispos da CNBB, esteve presente o arcebispo emérito de São Paulo e Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, Cardeal Cláudio Hummes. Na ocasião, o arcebispo afirmou que "a fé tem um caráter missionário", e falou sobre os desafios de levar a evangelização a povos longínquos da Amazônia como ribeirinhos, povos da floresta e indígenas.
Durante sua declaração, o cardeal ressaltou que um dos desafios da missão evangelizadora, é a falta de uma constante formação de clero local nessas comunidades da floresta. "Existe uma dificuldade cultural de se formar padres nessas localidades", disse dom Cláudio Hummes. De acordo com o cardeal, mesmo entre os índios católicos, que fazem parte da igreja há três ou quatro gerações, é complexa a tarefa de formação de sacerdotes.
"Na igreja, a cultura europeia tem uma preponderância muito grande, então como um índio, por exemplo, se sente em um seminário, onde a grande maioria são brancos, e poucos índios? Obviamente eles não se sentem em casa", explica. Além da questão cultural, para ele, há a necessidade de se destinar mais verbas para os povos da Amazônia. "Como acolher as vocações se os recursos são escassos?", questiona o cardeal.
Para dom Cláudio, é sempre um desafio quando duas culturas distintas têm que coexistir. Com os índios, por exemplo, ele explica que a forma ideal de conviver e de evangelizar, é a partir do diálogo. "Temos que ouvir os povos indígenas. Eles têm uma forma própria de entender a vida, tem sua religiosidade. É preciso dialogar com esses elementos verdadeiros que eles possuem", disse.
O Cardeal acredita que é necessário fazer com que a fé no evangelho amadureça nas localidades cristãs. "A igreja missionária deve inculturar a fé nas culturas onde se prega o evangelho. Uma fé não inculturada, não é uma fé vivida e madura", alega.
O arcebispo finalizou dizendo que um dos grandes desafios é fazer cm que a Amazônia avance sem perder sua identidade. "Temos que atender aos pedidos dos povos, ouvir suas necessidades. Eles precisam ser ouvidos para serem sujeitos de sua própria história. Temos que fazer com que a Amazônia progrida, porém mantendo sua particularidade", disse.
Comissão Brasileira Justiça e Paz apresenta seus trabalhos aos bispos em Assembleia
O secretário adjunto da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), Carlos Moura, apresentou na manhã de hoje, 24, aos bispos que participam da 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, em Aparecida (SP), o andamento dos trabalhos realizados por este organismo vinculado à Conferência dos Bispos.
Doutor Carlos Moura, como é conhecido, agradeceu à Presidência da CNBB pela oportunidade de apresentar os trabalhos da Comissão. "Destacamos, em primeiro lugar, o trabalho vigilante quanto ao desempenho das atividades políticas, especialmente, as articulações que resultam na aprovação da Lei Complementar 135/2010, popularmente conhecida como Ficha Limpa. A proposta, de iniciativa popular que originou a referida lei foi aprovada, em 2008, na 46ª Assembleia Geral da CNBB. Seus efeitos já se fazem sentir, seja por impugnação pela justiça eleitoral, de inúmeros candidatos, seja por desistência em razão do risco de se enquadrarem nas restrições previstas na lei", destacou Carlos Moura.
O doutor Carlos Moura lembrou ainda que 12 estados membros da federação e centenas de prefeituras já incorporaram as hipóteses previstas na lei da Ficha Limpa, como impeditivo à posse na administração direta e indireta em cargos de confiança e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) poderá também considerar os critérios da Lei Complementar 135.
"A CBJP, em decorrência da Campanha da Fraternidade de 2011, juntamente com entidades da sociedade civil, criou Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável. Este Comitê tem, entre outras atividades relativas ao tema, colaborar para a aprovação de um Código Florestal que garanta a Agricultura Familiar e proteja as florestas e a biodiversidade", acrescentou o doutor Carlos Moura.
Entre outros temas, citou que a Comissão acompanha os debates sobre a Conferência Rio+20, que acontecerá no Rio de Janeiro, no mês de junho. "A CBJP integra ainda o Grupo de Articulação da 'Cúpula dos Povos Rio+20' espaço organizado pela sociedade civil global", completou.
Finalizando, Carlos Moura falou sobre a parceria da entidade com a Conferência Episcopal Italiana (CEI) para a realização do primeiro Curso sobre Direitos Humanos. "Nossa meta é capacitar agentes pastorais para que atuem, à luz da Doutrina Social da Igreja, na área de Direitos Humanos e na promoção de uma cultura de paz".
Caminhos de articulação da Pastoral Universitária nas dioceses e Regionais
No domingo dia 15 de abril, a missionária Alba Galvez Fraternidade Missionária Católica Verbum Dei , juntamente com os jovens universitários da Universidade Federal de Minas Gerias UFMG , Raquel Cristina (Terapia Ocupacional) e João Gustavo (Direito), esteve em Ouro Preto para um encontro com os jovens estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto UFOP.
O encontro aconteceu no salão da Paróquia do Pilar, às 18 horas, contando com a presença de aproximadamente 15 jovens de diversos cursos, apoiados por Pe. Danival, que é sacerdote diocesano e professor de teologia do seminário de Mariana. A visita, que faz parte de um projeto mais amplo do Setor Universidades da CNBB, teve como objetivo estreitar os laços entre os jovens das duas universidades e apresentar uma noção ampla de como o setor universitário da Igreja Católica tem se articulado nos últimos anos. A irmã Alba expôs brevemente os recentes eventos realizados pela juventude universitária brasileira (congresso universitário latino-americano em Granada, por ocasião da Pré-Jornada da JMJ 2011; congresso universitário nacional EBRUC I/2010; congressos universitários regionais Bahia, Minas Gerais, entre outros) e explicou sobre quais tem sido as diretrizes dos trabalhos pastorais na universidade.
Ao final, houve uma partilha para discutir as demandas de Ouro Preto e o tipo de pastoral universitária que poderia ser desenvolvida na UFOP. A ideia é que os jovens universitários tenham, na Pastoral Universitária, um lugar de acolhida e de partilha, de receber e dar: pensar formas de usar o crescimento acadêmico em favor de um mundo onde prevaleçam os valores cristãos.
Ficou o convite para que os jovens da UFOP se organizem para terem grande representação no próximo Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos II EBRUC, que será sediado em Curitiba, Paraná, nos dias 12, 13 e 14 de outubro deste ano. Além disso, ficou o desejo de continuar essa caminhada mais silenciosa do dia a dia, cujos passos são lentos, mas os efeitos, duradouros.
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