quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 14/11/2012

REFLEXÃO

Jesus não quer simplesmente realizar a cura das pessoas, ele quer a libertação integral e a reinserção social de todos os que são por ele curados. Quando Jesus manda que os dez leprosos se apresentem diante dos sacerdotes, ele está realizando a cura deles e quer que eles tenham autorização para voltar a participar ativamente da vida comunitária, o que não era permitido aos leprosos, que eram considerados impuros e, por isso, excluídos da sociedade. Somente quando os sacerdotes constatavam a cura da lepra, poderiam voltar ao convívio de todos.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Antonio Emídio Vilar, SDB, Bispo de São Luiz de Cáceres - MT
NOTÍCIAS

Papa nomeia bispo auxiliar para a arquidiocese de Aparecida

A Nunciatura Apostólica informa que o Santo Padre, o papa Bento XVI, atendendo ao pedido do arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno, em contar com um bispo auxiliar, nomeou o atual reitor do Santuário Nacional de Aparecida, padre Darci José Nicioli, bispo auxiliar de Aparecida.

Monsenhor Darci Nicioli é natural de Jacutinga (MG). Fez Teologia no Instituto Teológico São Paulo (SP) e mestrado em Teologia, no Pontifício Ateneo Santo Anselmo, em Roma. Tem ainda, licenciatura em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP).

O novo bispo auxiliar de Aparecida já desempenhou as funções de reitor do Instituto Filosófico Redentorista; professor de Teologia no Instituto Teológico São Paulo e na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Foi ainda superior da Comunidade Religiosa de Campinas; Superior da Casa Geral dos Missionários Redentoristas, em Roma; Superior e Reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (2009-2013) e vigário provincial da Província Redentorista de São Paulo (2010-2014), entre outros.

Mensagem do arcebispo de Aparecida

Atendendo ao nosso pedido, para satisfazer melhor as necessidades pastorais da Arquidiocese, o Santo Padre Bento XVI concedeu-nos, benignamente, um bispo auxiliar na pessoa do Revmo. padre Darci José Nicioli, CSsR, atual Reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

Como colaborador do bispo diocesano, o bispo auxiliar exerce o múnus episcopal como serviço a toda a diocese. É um irmão que colabora e caminha lado a lado com o bispo diocesano na missão de pastor, de servidor, a exemplo de Jesus, o Bom Pastor, que veio para servir e não para ser servido.

São mãos que se unem para a promoção do bem do Povo de Deus e da Igreja de Cristo. O bispo auxiliar é chamado a participar da solicitude do bispo diocesano e a desempenhar seu múnus em harmonia com ele em trabalho e espírito. Ele presta um serviço à Igreja presente no território da diocese, ao colocar-se ao lado do bispo diocesano, e ao trabalhar com ele em unidade, respeito e total comunhão. Cabe a ele exercer seu episcopado abraçando com amor e dedicação a caminhada e a vida da Igreja local. Como todo ofício e múnus exercido na Igreja de Cristo, o bispo auxiliar como sucessor dos Apóstolos, participa da missão salvífica confiada à Igreja pelo próprio Salvador.

Agradecemos, de coração, ao Sumo Pontífice pela acolhida ao nosso pedido. Ao padre Darci José Nicioli, que já exerceu a função de ecônomo do Santuário Nacional e hoje é seu Reitor, nossos cumprimentos pela sua disponibilidade a serviço do Reino e as nossas mais fraternas boas-vindas ao colégio episcopal, à CNBB, e à arquidiocese de Aparecida, como bispo auxiliar. O Espírito Santo o ilumine e o fortaleça no seu ministério episcopal e a Virgem da Conceição Aparecida, sob cujo manto inicia sua nova missão, o proteja sempre.

Aparecida, 14 de novembro de 2012.

Dom Raymundo Cardeal Damasceno AssisArcebispo de Aparecida, SPPresidente da CNBB


Saudação ao novo bispo auxiliar de Aparecida

A Nunciatura Apostólica comunicou, na manhã desta quarta-feira, 14 de novembro de 2012, que o Papa Bento XVI nomeou bispo auxiliar de Aparecida (SP) o Reverendo Padre Darci José Nicioli.

Mons. Darci, mineiro de Jacutinga, é missionário redentorista, professor e formador em sua província religiosa e, desde 2009, reitor do Santuário Nacional de Aparecida. No início da última década, foi chamado a Roma como reitor do Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde se encontra o ícone original de uma das devoções marianas mais conhecidas no mundo. Em Roma, foi também superior da comunidade internacional de sua congregação.

A dedicação do Mons. Darci é sinal de que, como bispo auxiliar, será frutuosa sua colaboração com o cardeal arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis. O carinho que ele vem demonstrando no cuidado com os bispos, durante as últimas assembleias da CNBB, também nos deixa esperançosos em uma convivência feliz.

Unimo-nos a esse Irmão para desejar-lhe um santo ministério episcopal, damos-lhe as boas vindas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB e lhe asseguramos nossas preces pelo completo êxito nessa nova missão que a Igreja lhe confia.

Leonardo Ulrich SteinerBispo auxiliar de Brasília Secretário Geral da CNBB


Mensagem do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso sobre a festa hindu de Deepavali

Os hindus celebram, no dia 13 de novembro, a Festa de Deepavali, que é uma celebração religiosa conhecida também como o festival das luzes. Durante o Deepavali as pessoas estreiam roupas novas, dividem doces e lançam fogos de artifício. Este festival celebra, entre outras histórias, a destruição de Narakasura por Sri Krishna, o que converte o Deepavali num evento religioso que simboliza a destruição das forças do mal.

Como de costume, todos os anos as Comissões Episcopais Pastorais para o Diálogo Inter-religioso das Conferências Episcopais de todo o mundo divulgam uma mensagem, escrita pelo presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, parabenizando os hindus pela festividade.

Leia abaixo a íntegra da mensagem para a Festa de Deepavali 2012:

Mensagem do Conselho Pontifício para o diálogo inter-religioso para a Festa de Deepavali 2012

Mensagem para a Festa de Deepavali – 2012

Caros amigos Hindus,

O Pontifício Conselho para o diálogo inter-religioso envia as maiores saudações por ocasião das celebrações anuais da festa hindu: "Deepavali". Que a amizade e a fraternidade estejam cada vez mais presentes nas vossas famílias e nas vossas comunidades.

Neste momento da história da Humanidade, quando tantas forças negativas tentam destruir as legitimas aspirações, em várias regiões do mundo, para a coexistência da paz, gostaríamos de usar esta querida tradição para partilhar convosco uma reflexão sobre a responsabilidade que os Hindus, Cristãos e outros têm em fazer todo o possível para formar todas as pessoas, especialmente as jovens gerações, como artífices da paz.

A paz é mais do que a ausência da guerra, mais ainda do que um tratado que assegure uma vida tranquila; mas sim, será completa e intacta, quando for a implantação da harmonia (cf. BENTO XVI, Ecclesia in Medio Oriente, 9) e fruto da caridade. Pais, professores, anciãos, religiosos e líderes políticos, artífices da paz, aqueles que trabalham no mundo das comunicações e todos os que se empenham de coração sincero na defesa da paz são chamados a educar as novas gerações, como são também chamados a fazer crescer, do mesmo modo, a integridade.

Formar e educar os homens e as mulheres mais jovens em pessoas de paz e construtores da paz é uma prioridade coletiva e um compromisso de toda a ação comum. Para que a paz seja autêntica e durável, deverá ser alicerçada nos pilares da verdade, da justiça , do amor e da liberdade. (cf. João XXIII, Pacem in terris, 35), e todos os homens e mulheres jovens precisam de aprender, acima de tudo, a agir honestamente e justamente no amor e na liberdade. Para além disso, em toda a educação para a paz, as diferenças culturais devem ser tratadas como uma riqueza mais do que uma ameaça ou perigo.

A família é a primeira escola de paz e os pais são os primeiros educadores para a paz. Pelo seu exemplo e ensinamento, eles têm o privilégio único de educar os filhos aos valores que são essenciais para uma vivência de paz: a verdade mútua, o respeito, a compreensão, o ouvir, o partilhar, o cuidar e o perdoar. Nas escolas, colégios e universidades, onde os jovens vão crescendo, na relatividade, estudando e trabalhando com outras formas diferentes de religião e de cultura, na sua formação, os seus professores e seus colaboradores têm a nobre tarefa de assegurar uma educação que respeite e celebre a dignidade inata de todos os seres humanos e promover a amizade, a justiça, a paz e a cooperação para o desenvolvimento integral da pessoa. Tendo como alicerces da educação, os valores espirituais e morais, tornar-se-ão para eles um imperativo ético como também uma precaução para os estudantes contra ideologias que originam a discórdia e a divisão.

Enquanto os estados e os líderes individuais nos campos sociais, políticos e culturais, em geral, têm funções e responsabilidades importantes a desempenhar no reforço da educação dos jovens, os líderes religiosos em particular, em razão da sua vocação para serem líderes espirituais e morais, devem continuar a inspirar as gerações mais jovens a trilhar o caminho da paz e a tornarem-se mensageiros da paz. Como todos os meios de comunicação determinam em muito a forma como as pessoas pensam, sentem e agem, as pessoas envolvidas nesta área devem, na medida do possível, contribuir para a promoção de pensamentos e palavras de paz. Na verdade, os próprios jovens devem viver à altura dos ideais que estabeleceram para outros, usando a sua liberdade com responsabilidade e na promoção de relações cordiais para uma cultura de paz.

Evidentemente, a totalidade que transmite paz irá moldar um mundo mais fraterno e um "novo tipo de fraternidade" entre as pessoas, no qual "um sentido partilhado da grandeza de cada pessoa" irá prevalecer (cf. Bento XVI, Jornada Apostólica no Líbano, Encontro com o Governo, Instituições da República, Corpo Diplomático, Líderes Religiosos e Representantes do Mundo da Cultura, 15 de Setembro de 2012).

Que todos nós procuremos, sempre e em todo o lugar, aderir aos imperativos morais e religiosos que inspiram os jovens que se esforçam por se tornarem artífices da paz.

Desejamos a todos um abençoado Deepavali!

Pontifício Conselho para a o Diálogo Inter-religioso


Morre o bispo emérito de Jaboticabal, dom Luiz Eugênio Perez

O Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo) acaba de informar o formar o falecimento, na manhã de hoje, 14 de novembro, do bispo emérito de Jaboticabal (SP), dom Luiz Eugênio Perez, 84 anos.

Dom Eugênio estava internado no hospital São Paulo, em Ribeirão Preto (SP). Segundo o bispo de Jaboticabal, dom Antonio Fernando Brochini, "neste momento de dor, mas também de confiança no Senhor, peço a oração de todos em favor de sua alma e também pelos seus familiares".

O corpo de dom Luiz será velado na Sé Catedral Nossa Senhora do Carmo de Jaboticabal. Amanhã, 15 de novembro, será celebrada missa de corpo presente às 9h e em seguida o seu sepultamento na cripta da Sé Catedral.


Bispo de Guajará-Mirim renova parceria de projeto Igrejas Irmãs

Na manhã desta quarta-feira, 14 de novembro, o arcebispo de Maringá (PR), dom Anuar Battisti, recebeu a visita do bispo de Guajará-Mirim (RO), dom Benedito Araújo. As duas dioceses mantêm o projeto "Igrejas Irmãs", da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Nos últimos anos a arquidiocese de Maringá já encaminhou quatro sacerdotes para a missão pastoral em Guajará-Mirim.

A proposta do projeto é que haja um intercâmbio missionário entre duas dioceses. Na prática, as dioceses com melhores condições financeiras e de recursos humanos são convidadas a ajudar as dioceses mais carentes.

Atualmente o padre Genivaldo Ubinge, de Maringá, está em missão em Guajará-Mirim. A diocese possui 12 paróquias e apenas 22 padres para cuidar de uma extensão de 90 mil quilômetros quadrados de território formado por povos nativos, ribeirinhos e indígenas.

"Tudo é muito difícil, em particular no trabalho de combate às drogas, por ser uma região de fronteira. As distâncias acabam impedindo a concretude das coisas. Nós estamos sofrendo os impactos ambientais e sociais das grandes obras, das usinas e também do desmatamento", disse dom Benedito Araújo.

"Por isso essa parceria das Igrejas Irmãs, com a igreja de Maringá, é edificante para toda a Igreja", finaliza dom Benedito.


Nota de condolências pelo falecimento de Dom Luiz Eugênio Perez

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe, com pesar, a notícia do falecimento do bispo emérito de Jaboticabal (SP), dom Luiz Eugênio Perez, ocorrido na manhã desta quarta-feira, 14 de novembro. Nascido na cidade de Orlândia em 1928, dom Luiz ingressou no Seminário Diocesano de Campinas (SP) em 1941. Em 1948, foi para o Seminário Central de São Paulo, onde cursou a Filosofia e a Teologia. Ordenado sacerdote em 1954, desempenhou seu ministério como cooperador na Catedral de Ribeirão Preto (SP) e depois em Cravinhos, por treze anos. Durante este período, foi também diretor diocesano do Ensino Religioso, da Cruzada Eucarística, Presidente do Conselho de Presbíteros, entre outros serviços.Em 1970, foi nomeado pelo papa Paulo VI bispo da diocese de Jales (SP), onde se destacou na atuação junto à Comissão Regional da Pastoral das CEBs. Também incentivou a evangelização através dos meios de comunicação. O papa João Paulo II, em 1981, o transferiu para a diocese de Jaboticabal, onde exerceu seu ministério até o ano de 2003, deixando uma profícua atuação pastoral. Adquiriu para a diocese uma emissora de rádio e realizou a construção do Seminário Diocesano. Promoveu também diversas Assembleias Diocesanas, para planejar e dinamizar a vida pastoral. Toda a sua atuação como pastor da Igreja teve como objetivo a promoção da fraternidade, como expressou em seu lema episcopal "Todos sois irmãos". Estamos unidos, na oração, aos familiares, a dom Antonio Fernando Brochini, bispo de Jaboticabal, e também a todas as comunidades que tiveram a alegria de receber o dom do Reino pelo ministério deste nosso irmão. Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB

Secretário Geral comenta pedido de retirada da expressão "Deus seja louvado" das cédulas de reais

A expressão "Deus seja louvado" pode ser retirada das cédulas da moeda brasileira. Isto é o que pede uma ação da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), em São Paulo. O principal argumento utilizado é o de que o Brasil é um país laico e, portanto, não deve estar vinculado a qualquer manifestação religiosa. Os comentários do secretário foram feitos ao Jornal Folha de São Paulo.

De acordo com a assessoria de comunicação da PRDC, no ano passado, houve uma representação questionando a permanência da frase nas cédulas de reais. Durante a fase de inquérito, a Casa da Moeda informou que cabe privativamente ao Banco Central (Bacen) "não apenas a emissão propriamente dita, como também a definição das características técnicas e artísticas" das cédulas. Já o Bacen afirmou que o fundamento legal para a existência da expressão "Deus seja louvado" nas cédulas é o preâmbulo da Constituição, que afirma que ela foi promulgada "sob a proteção de Deus".

"Deveríamos nos preocupar com coisas muito mais essenciais. Muitas pessoas dar-se-ão conta da frase somente depois desta ação. Não é novidade esse tipo de ação! A frase, agora, recordará a presença de Deus na vida do povo brasileiro", afirma o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner.

A ação também pede que seja concedido à União o prazo de 120 dias para que as cédulas comecem a ser impressas sem a frase, sob pena de multa diária de R$ 1,00 caso a União não cumpra a decisão de retirar a expressão religiosa das cédulas. A multa teria caráter simbólico.

O pedido da PDCR ainda alega que a expressão "constrange a liberdade de religião de todos os cidadãos que não cultuam Deus, como os ateus e os que professam a religião budista, muçulmana, hindu e as diversas religiões de origem africana".

Para dom Leonardo, a expressão "não constrange, mas pode incomodar aos que afirmam não crer". "As pessoas que vivem a sua fé, em suas diversas expressões, certamente não se sentem constrangidas, pois vivem da grandeza da transcendência. É que fé não é em primeiro lugar culto a um deus, mas relação. Se a frase lembra uma relação, poderia lembrar que o próprio dinheiro deve estar a serviço das pessoas, especialmente dos pobres, na partilha e na solidariedade. Se assim for, Deus seja louvado!", afirma o bispo.


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