REFLEXÃO
Jesus passou toda a sua vida fazendo o bem para manifestar o amor de Deus para conosco. Quando Jesus realiza curas, quer mostrar que o amor de Deus pelos homens faz com que as pessoas não fiquem à margem do caminho pedindo esmolas, mas com que cada um tenha condições de seguir o seu próprio caminho. É por isso que ele tem compaixão do cego e o cura. Após o processo de libertação, todos são convidados a seguir o próprio caminho, sendo que alguns, como é o exemplo do cego do Evangelho de hoje, resolvem seguir o caminho de Jesus. Quando Jesus cura, não tira a liberdade da pessoa. Aqueles que depois de curados resolvem seguí-lo, o fazem de livre e espontânea vontade, mas tornam-se um motivo para que todos glorifiquem a Deus.
NOTÍCIAS
GT elabora documento de estudo sobre a situação de remanescentes de quilombos
Durante todo dia 19 de novembro, acontece, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, a reunião do Grupo de Trabalho dos quilombolas. Na pauta da reunião está a continuidade na elaboração e no estudo de um documento a respeito da situação dos povos quilombolas.
Nesta reunião vários organismos estão representados: Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, da CNBB; Comissão Pastoral da Terra (CPT); Cáritas, Pastoral Afro; e a Pastoral dos Pescadores.
"Essa reunião é continuação de um trabalho que iniciamos no começo deste ano. Constituímos esse Grupo de Trabalho para a elaboração de um documento que nós julgamos vital para o Brasil, e a sociedade brasileira. E nós, como igreja, precisamos ajudar a refletir, especialmente, a situação dos remanescentes quilombolas", afirma o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, dom Guilherme Antônio Werlang.
O texto é dividido em três momentos: Ver, Julgar e Agir. Nesta reunião, será trabalhado o 'Agir'. "Queremos ajudar a Igreja a perceber a realidade dos povos quilombolas, disso trata o 'ver'. No 'julgar', voltamos a Jesus Cristo, na forma como Ele se interessou dos mais pobres, marginalizados e excluídos. No 'agir' continuaremos seguindo o exemplo de Jesus, com uma igreja que seja servidora, samaritana, que esteja presente nessa luta do povo", esclarece o coordenador do grupo de trabalho Quilombola e da Pastoral Afro-brasileira, padre Jurandyr Azevedo.
A luta em favor dos povos quilombolas é pela terra. De acordo com o coordenador, muitos quilombos remanescentes estão sendo usurpados pelo fato de serem terras produtivas.
"O povo quilombola está precisando de uma atenção e um cuidado maior. São mais de quatro mil quilombos que existem no Brasil e apenas em torno de 120 quilombos, têm suas terras legalizadas. A maioria está sendo expulsa das terras, isso fica dificulta o plantio, a própria estabilidade fica comprometida", explica padre Jurandyr.
Comissão para Vida e Família realiza sua Assembleia Anual
A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizou entre os dias 09 e 11 de novembro sua Assembleia Anual, na Casa de Oração das Irmãs Paulinas, em São Paulo. A assembleia foi presidida pelo presidente da comissão, e bispo de Camaçari (BA), dom João Carlos Petrini.
A missa que abriu oficialmente a assembleia foi presidida pelo cardeal arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno. Durante a homilia, o cardeal motivou os participantes a "viverem com ardor a missão de evangelizar a dimensão da vida e da família".
Coordenada por Raimundo Veloso Leal e Vera Lúcia Morais Leal, casal coordenador Nacional da Pastoral Familiar, a assembleia teve como ponto central a verificação e avaliação das ações evangelizadoras realizadas pela Comissão durante o ano de 2012, bem como, eleições de propostas evangelizadoras em favor da família para o ano de 2013. Na oportunidade também foi apresentado o trabalho da Secretaria Nacional da Pastoral Familiar.
O arcebispo de São Paulo (SP), cardeal dom Odilo Pedro Scherer, presidiu a missa do segundo dia da Assembleia. Durante a celebração eucarística, o cardeal entusiasmou os participantes a "dinamizar no Ano da Fé a transmissão da fé e dos valores cristãos, em especial, dos pais para os filhos".
O evento contou com a participação dos bispos da comissão e referenciais, assessores, padres, diáconos, religiosos (as), seminaristas, casais consagrados e agentes da Pastoral Familiar e dos Movimentos e Serviços em favor da Família.
"A assembleia realizou-se num clima de alegria, pelas conquistas que a Igreja pode colher nesse ano de 2012, e pelo desafio e a preocupação em fortalecer a evangelização junto às famílias brasileiras, na promoção da Vida e da Família", explicou um dos assessores da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, padre Wladimir Porreca.
Padre Rafael Fornasier, também assessor da comissão, apresentou, na dimensão da vida, a necessidade da implantação das Comissões de Vida, e padre Wladimir Porreca, na dimensão da Família, apresentou a divulgação e implantação das Associações de Família no Brasil.
"Deus seja louvado por todos que acreditam e amam a Família. A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família agradece a Deus pelas conquistas e pede as copiosas bênçãos da Sagrada Família para todos os agentes da evangelização em prol da Família", disse padre Wladimir.
Carta das CEBs em Dourados destaca compromisso entre fé e vida
No último final de semana, 15 a 18 de novembro, 347 delegados participaram, em Dourados (MS) do encontro das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), o 3º Oestão. Vindos de Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, contaram com a assessoria do padre Benedito Ferraro, realizando o estudo de diversos documentos da Igreja, entre eles o Documento de Aparecida. Durante o evento, o padre Vileci Basílio, representante do 13º Intereclesial de CEBs, falou da preparação para receber os 3.500 delegados esperados para a Diocese de Crato, Ceará, entre os dias 7 e 11 de janeiro de 2014. Ao final do encontro, foi elaborada uma Carta dirigida ao Povo de Deus da região, que destaca a ligação fé e vida nas questões indígenas, quilombolas, economia solidária-ecologia, terra, política, juventude e mulher. A seguir, a íntegra da mensagem: CARTA DAS CEBS AO POVO DE DEUSIII OESTÃO, DOURADOS (MS) "Não são os grandes planos que dão certo, mas os pequenos detalhes" (Pe. Cícero) Nós, Comunidades Eclesiais de Base, num total de (347) trezentos e quarenta e sete pessoas entre elas leigas, leigos, religiosas, religiosos e alguns padres, pessoas vindas dos estados: Tocantins, Distrito Federal, Goiás,Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estivemos reunidas/os no III Oestão em Dourados(MS) nos dias 15 a 18 de novembro de 2012. O encontro foi enriquecido com a presença de índios, afro-descendentes, trabalhadoras e trabalhadores do campo e da cidade, juventude e crianças quando partilhamos nossas lutas, sonhos e esperanças. O primeiro dia, tivemos a presença de nosso bispo em Dourados, Dom Redovino, que confirmou e valorizou nossa vocação de Igreja viva presente na sociedade. Assim,ele reafirmou o nosso compromisso de comunidades a serviço das excluídas/os da sociedade o que já celebramos na mística de abertura cheia de unção e alegria.Em seguida, Pe. Adriano fez uma breve memória histórica dos Encontros chamados 'Oestão' que ajudaram reviver momentos fortes derecordaçõesem preparação aos Intereclesiais.No segundo dia, na metodologiadas CEBs, aprofundamos o VER da nossa realidade. Depois de uma rica celebração orante agradecendo os 25 anos de CEBs no Mato Grosso,Pe. Benedito Ferraro resgatou a identidade das CEBs na nossa história e nos Intereclesiais. Seguidamente Flávio Vicente Machadodo CIMI (Conselho Indigenista Missionário) abordou os vários tipos de realidades e violações dos direitos indígenas. Vivenciar estes fatos foi um dos pontos altos do encontro, um maior conhecimento da questão indígena no Brasil e principalmente do Mato Grosso do Sul.A presença dos índios Kaiowá Guarani e Terenas com seus depoimentos confirmou em nós uma atitude de indignação contra o capitalismo que fortalece o agronegócio e a injustiça, ceifando vidas. À tarde tivemos um rico painel que nos convidou a uma reflexão sobre a ligação fé e vida nos temas indígenas, quilombolas, economia solidaria-ecologia, terra, política, juventude e mulher.A continuação, aprofundamos em cinco grupos os assuntos: JUSTIÇA, PROFECIA, SERVIÇO, VIDA E ROMARIA. Concluímos com numa Plenária e uma síntese de nosso assessor que indicou a leitura do Documento de Aparecida nos números 365 ao 367 para refletir sobre nossa conversão pessoal e o nº 385 para nossa conversão social.O início do terceiro dia foi marcado pela celebração da paz como suplica a Deus para nossos povos, pais e mães do Brasil e para o mundo todo. Aprofundamos no JULGAR a partir do Documento da 5ª Semana Social Brasileira, ressaltando os valores da Sociedade do Bem Viver e Pertencimento, enriquecida pelos depoimentos dos nossos irmãos índios o Cacique Valério Vera Gonçalves e Oriel Benites eo negro Pedro Batista Nery. Ainda, partilhamos a reflexão teológica sobre o Reino de Deus conduzida pelo Pe. Gabriel e sobre os Direitos Humanos com a assessoriado professor Robson Santos que nos levaram a discutir nos grupos pistas concretas nas diversas áreas: luta sindical, economia solidária, política, ecologia, organização das CEBs, indígenas, mulher e juventude.À tarde, depois da partilha das nossas reações na fila do povo, diante da riqueza destes dias, ainda fomos aos grupos para sinalizar dois compromissos sobre os diversos assuntos refletidos.Numa Romaria dos Mártires rumo ao Paróquia Santa Terezinha assumimos nosso compromisso com a vida como supremo valor da nossa fé. Lembramos e veneramos nossos mártires que derramaram seu sangue pelo amor ao Reino de Deus. Celebramos a Eucaristia, irmanados na fé e na luta por um mundo novo. Unidos na diversidade. A partilha do alimento e a festa confirmaram nosso compromisso com o amor e a vida.No ultimo dia, nossa celebração e a síntese do vivido e refletido neste encontro nos deu forças para voltaras nossas famílias e comunidades cheios de entusiasmo e continuar sendo CEBs, este nosso jeito de ser Igreja. Saímos do nosso encontro ungidos com o óleo e fortalecidos com a palavra "Faço de você uma luz para as nações" e sintetizando com nossos irmãos da Amazônia: "As CEBs constitui-se em família das famílias, onde todos se conhecem e querem bem, mas são também centro de oração e meditação da Palavra de Deus, para nutrir a mística profunda da vivência na proximidade de Deus" (Igreja na Amazônia Memória e compromisso Conclusões do encontro de Santarém 2012 página 31). Esta é nosso compromisso de vida como CEBs! Amém, Axé, Awere, Aleluia.Participantes do III Oestão
Arquidiocese de São Luís (MA) ordena primeira turma de diáconos permanentes
No dia 24 de novembro acontecerá no Ginásio Castelinho, em São Luís (MA) a ordenação da primeira turma de diáconos permanentes, em 400 anos de história da Igreja Católica de São Luís. A data marca o final do Ano Jubilar na Arquidiocese, e integra os eventos programados para a comemoração do quarto centenário de anúncio do Evangelho na capital maranhense. A expectativa é reunir aproximadamente dez mil fiéis, vindos das dez Foranias, que abrangem as 51 paróquias da área insular e área continental da Arquidiocese de São Luís.A celebração será presidida pelo arcebispo de São Luís, Dom José da Silva Belisário e concelebrarão com ele, Dom José Carlos Chakorowski, bispo auxiliar, Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, arcebispo de Teresina (PI), Dom Xavier Giller, bispo emérito de Viana. Também estará presente o diácono Zennon Konzen, Presidente Nacional da Comissão de Diáconos Permanentes do Brasil.Ao todo serão 31 leigos, que foram indicados pelos párocos de suas respectivas paróquias e que durante quatro anos receberam formação sobre Teologia e quanto ao exercício do ministério do diaconato permanente. Entre eles, quatro militares pertencentes a Capelania Militar Católica (dois da Polícia Militar, um bombeiro e um cabo do exército). Na turma, estão profissionais de diversas categorias, como motorista, Promotor de Justiça, professor, entre outros."A decisão de formar a primeira turma surgiu com a vinda do Dom José Belisário para Arquidiocese de São Luís e também a vinda do Diácono Raimundo Neto, que veio morar em São Luís e apresentou o projeto para o Arcebispo. Em 2008, foi criada a primeira Escola Diaconal São Francisco de Assis" explicou Renato Fontoura, um dos integrantes da turma.Diaconia significa "serviço". O diácono é ordenado para servir e este dom faz parte do ministério de Cristo, modelo de Servo, que veio para "servir, não para ser servido". Para reconhecer um diácono no altar, deve-se observar a faixa atravessada no peito, que remete ao serviço horizontal do diácono.Trata-se do primeiro grau do Sacramento da Ordem (os padres também são ordenados diáconos, antes de se tornarem presbíteros). Para ser ordenado, o leigo precisa ser casado e necessita da indicação do pároco. Uma vez ordenado, o leigo passa a integrar o clero da Igreja e auxiliará o pároco nos serviços pastorais. Os diáconos servem na liturgia, na proclamação da Palavra e na Caridade. A Escola Diaconal também organizou durante estes quatro anos formação com as esposas dos diáconos, que terão um papel importante na missão de seus cônjuges. O grupo foi o pioneiro na realização do Encontro para as Esposas dos Diáconos, no Brasil.
Assembleia da Pastoral da Juventude será realizada em Belo Horizonte
A próxima Assembleia Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude, em 2014, será realizada na Arquidiocese de Belo Horizonte. Segundo o padre Sebastião Corrêa Neto, assessor referencial do serviço regional de evangelização da juventude do Regional Leste 2 da CNBB, o projeto apresentado pela Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Belo Horizonte foi acolhido pela coordenação nacional da pastoral. Assim, o evento que reúne representantes da Pastoral da Juventude de todas as (arqui)dioceses do Brasil será realizado na capital mineira. O tema da Assembleia Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude 2014 será "Somos Igreja jovem: 40 anos construindo a civilização do amor". Trata-se de uma referência ao aniversário da Pastoral da Juventude. O lema é inspirado no Livro de Atos: "Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos" (Atos 4,10)De acordo com o padre Sebastião, o evento ocorre a cada dois anos. Nele, serão decididos os caminhos e prioridades da Pastoral da Juventude. "Também é oportunidade para avaliar projetos", explicou o sacerdote. A Assembleia será de 19 a 26 de janeiro de 2014.
Comunhão e partilha entre as dioceses brasileiras
Dom Alfredo Shaffler (foto), bispo de Parnaíba (PI), encaminhou, junto ao Conselho Permanente da CNBB, a operacionalização de uma das principais decisões do episcopado brasileiro, durante a 50ª Assembleia Geral da CNBB, em abril deste ano, que foi a criação de um fundo para colaborar com a formação dos seminaristas das dioceses mais pobres. Chamado de "Comunhão e Partilha", o projeto, aprovado por unanimidade, já está em pleno funcionamento. Criada em maio deste ano, a Comissão Especial para a Solidariedade Entre as Dioceses é presidida por dom Alfredo. Após um levantamento das dioceses e prelazias que não têm recursos para custear plenamente a formação de seus seminaristas, elas foram divididas em dois grupos: o grupo A, com renda mensal até R$ 10 mil; e o grupo B, com renda mensal acima de R$ 10 mil e abaixo de R$ 20 mil. Por decisão do Conselho Permanente, inicialmente foram atendidas as dioceses e prelazias do grupo A, até que o recurso permita atender ao grupo B. Todas as dioceses, a partir de julho de 2012, passaram a depositar 1% de sua renda ordinária fixa - recebida mensalmente das paróquias, dos santuários, dos aluguéis e de outras entradas todo dia 30 de cada mês. Na CNBB, a Comissão encarregada de administrar e supervisionar o fundo de solidariedade faz o repasse ao seminário/casa de formação, no valor de dois salários mínimos, em benefício de cada seminarista pertencente às dioceses e prelazias do Grupo A. Também está previsto, quando houver recursos, o repasse do valor de 75% de dois salários mínimos, em benefício de cada seminarista pertencente às dioceses do Grupo B. A diocese beneficiada deve informar à CNBB o nome do seminarista, bem enviar um relatório anual da ajuda recebida e sua aplicação. Já foram beneficiadas pelo projeto as dioceses de São Raimundo Nonato (PI), Corumbá (MS), Bom Jesus (PI), Zé Doca (MA), Ponta de Pedras (PA), Brejo (MA), Marajó (PA), Paranatinga (MT) e Borba (AM). O projeto "Comunhão e Partilha" terá duração de cinco anos, quando será submetido à avaliação pela Assembleia Geral da CNBB.
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