segunda-feira, 25 de março de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 25/03/2013

REFLEXÃO

A vida e as atitudes de Jesus sempre causaram reações contraditórias de aceitação ou rejeição. A morte de Jesus também não foi diferente. Para os principais dentre os judeus, a morte de Jesus significou a realização dos seus planos e uma vitória conquistada no sentido da manutenção da ordem estabelecida. Para o poder romano, não significou nada, pois ele foi mais um entre os muitos que são condenados à morte. Mas quem o amava, houve um momento de carinho e atenção à sua pessoa antes que a morte chegasse trazendo o sofrimento, a dor e a separação.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Antônio Wagner da Silva, SCJ, Bispo de Guarapuava - PR

Ordenação Episcopal

  • Dom José Moreira de Melo, Bispo de Itapeva - SP
  • Dom Agenor Girardi, MSC, Bispo Auxiliar de Porto Alegre - RS
  • Dom Aloísio Jorge Pena Vitral, Bispo de Teófilo Otoni - MG
  • Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, Bispo Auxiliar de Belo Horizonte - MG
  • Dom Rosalvo Cordeiro de Lima, Bispo Auxiliar de Fortaleza - CE
  • Dom Redovino Rizzardo, CS, Bispo de Dourados - MS
  • Dom João Bosco Barbosa de Sousa, OFM, Bispo de União da Vitória - PR
  • Dom Vito Schlickmann, Bispo Auxiliar Emérito de Florianópolis - SC
  • Dom Geremias Steinmetz, Bispo de Paranavaí - PR
NOTÍCIAS

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A Pastoral da Pessoa Idosa, Organismo vinculado à CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, fundada em 05 de novembro de 2004, tem por objetivo formar redes de solidariedade humana, fortalecendo o tecido social e contribuindo para melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas na família, buscando a compreensão de todas as dimensões do envelhecimento (física, psicológica, social e espiritual), gerando uma cultura de cuidado do ser humano em sua plenitude.

O trabalho essencial é a organização da comunidade e a capacitação de Líderes comunitários que ali vivem, para que, cada líder capacitado, fortalecido em sua fé e no seu compromisso social, assuma voluntariamente o acompanhamento por meio da visita domiciliar, a uma média de 10 pessoas idosas nas famílias vizinhas, em ações preventivas, adotando bons hábitos na área da saúde, nutrição, educação e cidadania, estimulando a sociabilidade, evitando ou reduzindo o grau de isolamento e abandono.

Para a Pastoral continuar com esse trabalho é necessário sua contribuição!


Dom Erwin Kräutler é Doutor Honoris Causa da UFPA

Por uma história de vida marcada por lutas em favor de causas sociais e ambientais na Amazônia, o bispo da prelazia do Xingu, dom Erwin Kräutler, recebeu da Universidade Federal do Pará (UFPA) a maior honraria existente no meio acadêmico: o título de doutor honoris causa. A solenidade de entrega do diploma ao bispo foi realizada nesta quinta-feira, 21 de março, no auditório do Sesi, no município de Altamira.

Professores, alunos, autoridades municipais e religiosas acompanharam as homenagens a dom Erwin. O diploma foi entregue pelo reitor da UFPA, Carlos Maneschy, que destacou o significado da homenagem ao bispo. "Dom Erwin é um doutor no sentido mais pleno da palavra. Doctor, aquele que excede em competência e talento aquilo que faz e causa. E a UFPA, por estar intrinsecamente ligada às questões sociais, à defesa de direitos e à transformação de vidas para melhor, tem esses valores associados a dom Erwin".

O título é atribuído à personalidade que se destacou pelo saber ou pela atuação em prol das artes, das ciências, da filosofia, das letras, da promoção da paz, de causas humanitárias ou ações de serviço que transcendam família, pessoas ou instituições, servindo de exemplo para a comunidade acadêmica e para a sociedade em geral.

A trajetória de luta do bispo foi relembrada por amigos, ex-alunos e admiradores. Cada um relatou a experiência que teve ao lado de dom Erwin, como a coordenadora do Campus de Altamira, Maria Ivonete Coutinho. "Eu conheci o bispo em 1978, quando estudava em um convento e pude acompanhá-lo em várias visitas às comunidades carentes da região. A partir daí, passei a admirar seu trabalho", conta.

Reconhecimento nacional e internacional - A professora Ana Tancredi, do Instituto de Ciências da Educação (ICED/UFPA), apresentou em seu discurso o histórico de lutas e do reconhecimento nacional e internacional do trabalho de dom Erwin. "Esta comenda que a UFPA concede a dom Erwin se soma a dezenas de outros títulos e premiações que ele já recebeu, no Brasil e no exterior, por se destacar pela defesa dos Direitos Humanos, dos povos indígenas e do meio ambiente. Isso evidencia o alcance e a importância para a sociedade como bispo e como cidadão engajado nas causas sociais".

O procurador da República, Felício Pontes Junior, também destacou as lutas do bispo em defesa dos direitos dos povos indígenas e da Amazônia. Ele lembrou a atuação do bispo quando este assumiu o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e passou a ser um dos mais importantes defensores das causas indígenas, sobretudo na defesa do território, tão cobiçado por madeireiros, grileiros e empresas.

Sua atuação à frente do Cimi colaborou para a inclusão dos direitos dos povos indígenas na Constituição Brasileira em 1988 e para elevar a consciência dentro da Igreja sobre esses direitos. A atuação do bispo também se fez presente na luta por melhorias nas condições de vida de moradores da região do Xingu e contra a construção da barragem de Belo Monte. "Nenhum órgão de Justiça deixou de ser cobrado por ele. Nunca se deixou intimidar pelas ameaças que recebeu e, por isso, deixa seu nome marcado na história deste Estado", disse o procurador.

Defesa dos excluídos - Diante de tantas declarações e homenagens sobre sua atuação, dom Erwin Kräutler se emocionou e falou da honra de estar recebendo o título da UFPA. "Não é um prêmio ou um título a mais. É um reconhecimento único porque é do meu Pará. Receber esta homenagem da UFPA significa que esta instituição de peso acompanha e apoia o meu engajamento, a minha luta em defesa dos excluídos. Agradeço em nome de todas as pessoas que deram o melhor de si e que lutaram comigo, como homens, mulheres, jovens, crianças, enfim, compartilho com eles essa homenagem", finalizou.


Diocese de Tubarão promove atualização do Sistema de Gestão Canônico Pastoral

A coordenação de Pastoral da diocese de Tubarão (SC) promoveu no dia 21 de março, na Casa de encontros dos Anselmo (CEDA), um curso de capacitação para atendentes paroquiais e padres, para o uso do programa de Sistema de Gestão Canônico Pastoral (SGCP).

O objetivo do curso foi melhorar a comunicação e interação eletrônica das paróquias entre si e com a cúria. Durante o curso os participantes aprenderam como utilizar o programa e sanaram dúvidas a respeito da atividade.

O bispo da diocese de Tubarão (SC), dom João Francisco Salm também esteve presente e destacou que "é impensável trabalhar em qualquer instituição, hoje, e não saber lidar com a tecnologia, os benefícios oferecidos pela informática".

A próxima etapa do curso está prevista para o dia 8 de agosto.


Presidente da CNBB diz que visita do Papa a Aparecida será breve

O portal de noticias G1 publicou neste domingo, 24 de março, matéria com as palavras da homilia da missa de Ramos e as respostas dadas aos jornalistas pelo cardeal dom Raymundo Damasceno na primeira Entrevista Coletiva concedida pelo arcebispo de Aparecida depois de voltar de Roma.

Eis a matéria do portal G1:

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida (SP), dom Raymundo Damasceno Assis, participou de sua primeira celebração no Brasil na manhã deste domingo (24) após participar do conclave que elegeu o Papa Francisco, como líder máximo da igreja católica. O religioso desembarcou no país neste sábado (23).

Presidindo a missa de Ramos – que marca o início da Semana Santa para os católicos – o cardeal brasileiro falou aos romeiros do Santuário Nacional sobre a experiência no período em que esteve no Vaticano. "Levei ao Santo Padre, bispo emérito Bento XVI, o agradecimento pelo exercício. Levei nossas orações, os agradecimentos em nome de todas as igrejas do Brasil, e ele também nos agradeceu. Também dei ao Papa Francisco nossos cumprimentos. Ele pediu a todos que rezassem por ele nesta missão, tão exigente. O nome que escolheu demonstra a maneira que ele quer conduzir a igreja ", disse aos mais de 15 mil participantes da missa. A previsão é que Basílica receba até 70 mil pessoas neste domingo, segundo a assessoria.

Após a celebração, dom Raymundo concedeu uma coletiva de imprensa ao lado do bispo auxiliar de Aparecida, dom Darci Nicioli, onde falou mais sobre como foi o conclave e os desafios que o Papa Francisco vai ter no comando da igreja. O presidente da CNBB brincou com os prognósticos dados antes do conclave.

"Fiz uma previsão que na quinta ou sexta já teríamos Papa, mas o conclave se adiantou um pouco. Na noite do segundo dia já tínhamos o nome. Pelas pesquisas, pela Bolsa de Londres, o Papa seria outro. E após 500 anos da igreja na América Latina, temos um Papa latino", brincou.

Sobre o pontificado de Francisco, dom Raymundo afirmou que a forma de o Santo Padre conduzir a igreja vai ser norteada pelo 'documento de Aparecida', que foram escritos da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, realizado na cidade em maio de 2007, que teve como o principal elaborador o então cardeal arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio.

"O documento de Aparecida vai ser ainda mais divulgado com ele como Papa, já que ele foi o principal responsável pela elaboração. Ficou por aqui 20 dias e disse que guarda as melhores recordações da cidade. O presente dele para Dilma [Rousseff, presidente do Brasil], para Cristina [Kirchner, presidente da Argentina], foi o documento de Aparecida, certamente este documento vai influenciar no seu magistério, na forma com que ele conduz a igreja, já que nele, citava muito a questão da igreja pobre", disse.

Visita do Papa a Aparecida Sobre a visita ao Santuário Nacional do pontífice, o arcebispo ainda não teve a confirmação oficial da data por parte do Vaticano. Neste domingo (24), durante a celebração de Ramos em Roma, o Papa Francisco confirmou que vai vir à Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no Rio de Janeiro, entre os dias 23 e 28 de julho.

"Não temos ainda qual será a atividade dele aqui, se será antes ou depois da JMJ. Mas, nós aguardamos, porque de certa forma, visitar Aparecida é como visitar todo o Brasil, porque aqui está a padroeira. Mas não há ainda uma confirmação por parte da Santa Sé, que ele venha para cá, e por isso ainda não tomamos nenhuma iniciativa", revelou o arcebispo.

Dom Raymundo acredita que a estadia do Santo Padre será breve e que o Santuário Nacional estará preparado para receber Francisco. "Certamente será uma visita rápida, breve. Se ele vier mesmo, temos todas as condições para recebê-lo aqui dentro do santuário. A cidade pode melhorar alguma coisa, mas não com grandes obras como as que antecederam a visita de Bento XVI", finalizou o arcebispo.

O bispo auxiliar dom Darci Nicioli falou sobre a estrutura que aguarda o Papa Francisco em caso de visita à Basílica. "Nós ainda não sabemos se ele virá de passagem ou vai se hospedar aqui. Caso ele fique, seria a mesma estrutura do Bento XVI. Ele dormiria no Seminário Bom Jesus. A estrutura básica está pronta", garantiu.

Nicioli disse ainda que a cidade poderia receber melhorias para receber a visita do pontífice, como por exemplo, no sistema viário que dá acesso à Basílica. "A estrutura pode ser melhorada. Nós gostaríamos que o sistema viário no entorno do santuário atendesse à necessidade do público que aqui vem. Nós conseguimos que a feira seja transferida para um local especifico e com isso será liberada a rodovia que passa no entorno do santuário. Certamente algum investimento deve vir para a cidade, na vinda do Papa, mas principalmente é uma questão de organizar melhor. Aparecida já recebeu em um único dia 230 mil pessoas [em 15 de novembro de 1996]. Hoje a estrutura é melhor e certamente comporta um número grande de fiéis que venham até o papa". disse.

Francisco será o terceiro pontífice a passar pelo templo mariano. As outras visitas ocorreram em 1980 e em 2007, e foram feitas pelos seus antecessores João Paulo II e Bento XVI, respectivamente.


Considerações sobre a nota do CFM a respeito do aborto

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, divulgou nesta sexta-feira, 22 de março, algumas considerações a respeito de uma nota publicada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que apoia o direito de aborto até a 12ª semana de gestação. A seguir, a íntegra da mensagem.

 

 

 

 

 

Brasília, 22 de março de 2013

CEPVF Nº 0164/13

 

CONSIDERAÇÕES SOBRE A NOTA DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA A RESPEITO DO ABORTO

 

Causou surpresa à sociedade brasileira a decisão tomada pelo Conselho Federal de Medicina, durante o I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina, favorável à interrupção da gravidez até a 12ª semana, como prevê a proposta do novo Código Penal, em discussão no Senado Federal. As imediatas reações contrárias a esse posicionamento demonstram a preocupação dos que defendem a vida humana desde sua concepção até a morte natural. Merece, por isso, algumas considerações.

O drama vivido pela mulher por causa de uma gravidez indesejada ou por circunstâncias que lhe dificultam sustentar a gravidez pode levá-la ao desespero e à dolorosa decisão de abortar. No entanto, é um equívoco pensar que o aborto seja a solução.

Nossa civilização foi construída apostando não na morte, mas na vitória sobre a morte. Por isso a Igreja criou hospitais, leprosários, casas para acolher deficientes físicos e psíquicos. Recorde-se, em época recente, a figura das Bem-aventuradas Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce dos pobres, bem como os milhares de pessoas que, quotidianamente, se dedicam a defender e promover a vida humana e sua dignidade.

As constituições dos principais países ocidentais apresentam uma perspectiva claramente favorável à vida. A Constituição Federal do Brasil, em seu artigo 1º, afirma que a República Federativa do Brasil tem como um de seus fundamentos a dignidade da pessoa humana. E, no seu artigo 5º, garante a inviolabilidade do direito à vida.

Ajuda a evitar o aborto a implantação de políticas públicas que criem formas de amparo às mulheres grávidas nas mais variadas situações de vulnerabilidade e de alto risco, de tal modo que cada mulher, mesmo em situações de grande fragilidade, possa dar à luz seu bebê. Esta solução é a melhor tanto para a criança, que tem sua vida preservada, quanto para a mulher, que fica realizada quando consegue ter condições para levar a gravidez até o fim, evitando o drama e o trauma do aborto.

O Conselho Federal de Medicina ao se manifestar favorável ao aborto até 12 semanas parece não ter levado em consideração todos os fatores que entram em jogo nas situações que se pretendem enfrentar. Sua decisão, que não contou com a unanimidade dos Conselhos Regionais, deixa uma mensagem inequívoca: quando alguém atrapalha, pode ser eliminado.

Para justificar sua posição, o CFM evoca a autonomia da mulher e do médico, ignorando completamente a criança em gestação. Esta não é um amontoado de células sem maior significado, mas um ser humano com uma identidade biológica bem definida; com um código genético próprio, diferente do DNA da mãe. Amparado no ventre materno, o nascituro não constitui um pedaço do corpo de sua genitora, mas é um ser humano vivo com sua individualidade. A esse respeito convergem declarações de geneticistas e biomédicos.

Todos esses fatores precisam ser considerados no complexo debate sobre o aborto, reconhecendo os direitos do nascituro, dentre os quais o direito inviolável à vida que vem em primeiro lugar.

Que os legisladores sejam capazes de considerar melhor todos os aspectos da questão em pauta e que seja possível um diálogo efetivo, com abertura para alargar o uso da razão. O uso apropriado da mesma não descartaria nenhum fator, reconhecendo os direitos do nascituro, o primeiro deles, o direito inviolável à vida. Deste modo, será possível legislar em favor do verdadeiro bem das mulheres e dos nascituros, e se consolidará o Estado democrático, republicano e laico, que tanto desejamos.

 

+ João Carlos PetriniBispo de Camaçari-BAPresidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família/CNBB

 


O encontro histórico entre Papa Francisco e Bento XVI: "Somos irmãos"

O Papa Francisco encontrou-se neste sábado, 23, pela primeira vez com seu predecessor, o Papa emérito, Bento XVI, em Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma. Ao meio-dia Francisco se dirigiu de helicóptero à pequena cidade para o encontro com o Papa emérito onde almoçaram juntos num fato sem precedentes na história da Igreja.

Após um voo de 20 minutos o Papa Francisco aterrissou no heliporto das Vilas Pontifícias de Castel Gandolfo, acolhido pelo Papa emérito Bento XVI. Presentes também o Bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro e Saverio Petrillo, Diretor das Vilas Pontifícias e Dom Georg Gänswein. Papa Francisco e Bento XVI utilizaram o mesmo automóvel para chegar até a Residência Pontifícia.

Segundo o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, o helicóptero papal aterrissou às 12h15, hora de Roma. O Santo Padre estava acompanhado pelo Substituto da Secretaria de Estado, Dom Becciu, por Mons. Sapienza e por Mons. Alfred Xuereb.

Apenas o Papa tocou terra, Bento XVI se aproximou dele e houve um abraço belíssimo entre os dois, disse Pe. Lombardi. Na Residência Apostólica os dois protagonistas deste histórico encontro foram até o apartamento e imediatamente à capela para um momento de oração.

Na capela, o Papa emérito ofereceu o lugar de honra a Papa Francisco, mas esse disse: "Somos irmãos", e pediu que se ajoelhassem juntos no mesmo banco, contou Pe. Lombardi. Após um breve momento de oração, se dirigiram para a Biblioteca privada, e por volta das 12h30, teve início o encontro reservado que durou cerca de 45 minutos.

Padre Lombardi destacou ainda que o Papa emérito estava vestindo uma simples batina branca, sem faixa e sem capa; ao invés Papa Francisco usou uma batina branca com faixa e capa.Presentes ainda no almoço os dois secretários, portanto, Dom Georg e Mons. Xuereb.

Padre Lombardi referiu também que Papa Francisco presenteou Bento XVI com um ícone de Nossa Senhora da Humildade. O Santo Padre explicou a Bento XVI que "esta Nossa Senhora é a da Humildade, e eu pensei no senhor e quis dar-lhe um presente pelos muitos exemplos de humildade que nos deu durante o seu Pontificado", destacou Papa Francisco.

Desde o dia 28 de fevereiro, Bento XVI reside neste local, onde acompanhou a eleição do Cardeal Bergoglio como Sumo Pontífice, e aguarda o fim das reformas no mosteiro Mater Ecclesiae dentro do Vaticano.

Papa Francisco, nos seus discursos, tem manifestado palavras de afeto a Bento XVI, chamando-o, seguidamente de "meu Predecessor, o querido e venerado Papa Bento XVI". 

Já na sua primeira aparição no balcão central da Basílica de São Pedro disse "Rezemos pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e a Virgem Maria o proteja".

Após o almoço Papa Francisco retornou ao Vaticano.


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