quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 07/11/2012

REFLEXÃO

O nome de cristão é motivo de orgulho para muita gente e muitos usam esse nome e fazem propaganda do fato de serem cristãos. Mas muitos são cristãos de apenas de nome e de conversa, porque quando surgem as exigências da vivência coerente com o evangelho, são os primeiros a recuarem e a ficarem teorizando formas de religião que justifiquem a sua incoerência evangélica e outros valores nada cristãos que marcam as suas vidas. A exigência de Jesus é clara: renunciar a todos os valores que são contrários ao evangelho e fazer do seu seguimento o centro da própria vida. O resto e conversa fiada de quem quer usar do discurso para legitimar os próprios erros.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Antônio Augusto Dias Duarte, Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ
NOTÍCIAS

Bento XVI nomeia novos bispos para as dioceses de Paracatu e de Patos

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunica que o Santo Padre, o papa Bento XVI, fez duas novas nomeações. Na diocese de Paracatu (MG), o Sumo Pontífice aceitou a renúncia de dom Leonardo de Miranda Pereira e nomeou dom Jorge Alves Bezerra, transferindo-o da sede episcopal de Jardim (MS). Para a diocese vacante de Patos (PB), Bento XVI nomeou  o padre Eraldo Bispo da Silva.

Dom Jorge Alves Bezerra nasceu no dia 23 de abril em 1955, em São João do Meriti (RJ). Cursou filosofia na Universidade Estadual do ceará e Teologia no Instituto Teológico São Paulo (ITESP). Em Roma, fez sua especialização em teologia Moral na Academia Alfonianum. Ao ser nomeado, era Mestre dos Noviços para a América Latina dos Sacramentos.

O bispo exerceu diversas atividades antes do episcopado. Entre 1986 e 1996, foi pároco da paróquia "São Benedito", na Arquidiocese de Fortaleza (CE); foi, também, vigário paroquial da Catedral da "Boa Viagem", na arquidiocese de Belo Horizonte (MG), entre outras. No campo acadêmico atuou lecionando Teologia Moral no Curso Seminarístico de Teologia. Seu lema é: "Totus dei" (todo de Deus).

Padre Eraldo Bispo da Silva nasceu em 13 de agosto de 1966, em Monteiro (PB). Na diocese de Barreiras (BA) exerceu inúmeras atividades. Foi vigário paroquial de Santa Rita de Cássia (BA), em 1993, e administrador paroquial de São Desidério (BA), entre 1994 e 1999. O padre, dentre outras funções, coordenou o Vicariato IV, (entre 1994 e 1996, e entre 2008 e 2009), também foi coordenador diocesano de Pastoral (entre 1997 e 1999, e entre 2003 e 2004).

O padre cursou Filosofia, no Seminário de Santa Cruz de Goiânia (GO); e cursou Teologia no IFITEG de Goiânia. Entre 2001 e 2002, também cursou Metodologia da Formação Presbiteral e Religiosa para Formadores na UCSAL, em Salvador (BA), e, em 2002, foi diplomado em Direito Canônico no ITEPAL, em Bogotá, na Colômbia.


Padre da diocese de Uruaçu parte em Missão na Guiné-Bissau

No próximo dia 2 de dezembro, parte em Missão na Guiné-Bissau, África, o padre diocesano de Uruaçu (GO), Rogério Alves Gomes, 29, professor e responsável pelo curso de Filosofia na Faculdade Serra da Mesa (FASEM), diretor acadêmico do Seminário Diocesano São José e presidente das Obras Sociais da diocese.

De responsabilidade da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a missão terá duração de um mês e treze dias. Nesse período, o sacerdote irá colaborar com a formação de seminaristas do período de filosofia da diocese de Bafatá, por meio de um curso intensivo de história da filosofia moderna.

O envio do padre Rogério atende ao pedido do bispo de Bafatá, o brasileiro dom Pedro Zilli, que tem se servido de professores do Brasil, através da CNBB, para atender às necessidades formativas dos seminaristas da Guiné. O padre de Uruaçu ficará naquele país entre os dias 2 de dezembro de 2012 e 15 de janeiro de 2013.

O país

A República da Guiné-Bissau, mais conhecida por Guiné-Bissau, é um país da costa ocidental do continente africano que se estende desde o Cabo Roxo até a ponta Cagete. Faz fronteira ao norte com Senegal, a leste e sudeste com a Guiné-Conacri (ex-francesa) e a sul e a oeste com o Oceano Atlântico.

Além do território continental, integra ainda cerca de oitenta ilhas que constituem o arquipélago dos Bijagós. Foi uma colônia de Portugal desde o século XV até proclamar unilateralmente a sua independência, em 24 de Setembro de 1973, reconhecida internacionalmente, mas não pelo colonizador. Tal reconhecimento por parte de Portugal só veio em 10 de setembro de 1974. A Guiné-Bissau foi a primeira colônia portuguesa no continente africano a ter a independência reconhecida por Portugal. Atualmente faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), das Nações Unidas, dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e da União Africana.


Londres - Rio de Janeiro: 100 Dias de Paz

Concluiu-se na semana passada, em Londres, Inglaterra, a iniciativa "100 Dias de Paz", criada pela Comissão Justiça e Paz da Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales. Este evento teve início 50 dias antes dos Jogos Olímpicos de Londres, no dia 8 de junho, e se concluiu 50 dias depois, no dia 28 de outubro, com uma grande celebração e com a presença de uma delegação do Rio de Janeiro, que, como sede das próximas Olimpíadas, recebeu o legado de Paz.

Sobre esta iniciativa o capelão brasileiro em Londres, padre Vanderley Oliveira, falou com a Rádio Vaticano. "O projeto 100 Dias de Paz foi uma iniciativa da Igreja Católica na Inglaterra, para que durante o período dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, a Igreja rezasse pela paz, lembrando-se da trégua que foi estabelecida nas primeiras Olimpíadas, ou seja, que durante os Jogos não acontecesse nenhum tipo de conflito, guerra e coisas do gênero. Envolveu-se as escolas, principalmente, e os parques durante o verão. Esse trabalho produziu também uma Cruz chamada 'Cruz Olímpica', que ficou em um dos acampamento de uma comunidade católica, vizinho do Parque Olímpico, durante os Jogos. Todas essas atividades geraram o que eles chamam de 'Legado de Paz', que a Igreja quer passar para os países-sede das Olimpíadas nos próximos anos", explicou o capelão.

A cerimônia de conclusão do projeto foi promovida pela Capelania Brasileira, pelo fato de que os próximos Jogos serão no Rio de Janeiro.

"Nós, juntamente em parceria com a Comissão Justiça e Paz da Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales preparamos uma celebração solene na Catedral da arquidiocese de Southwark. Do Rio de Janeiro vieram o bispo auxiliar da arquidiocese, dom Luis Henrique de Brito, e o padre Leandro Lenin, que gostaria de envolver este projeto na Jornada Mundial da Juventude. A missa foi presidida pelo bispo de Southwark, dom Peter Smith, e todas as comunidades da capelania brasileira estavam presentes. No final, houve a passagem dos símbolos, que são uma Cruz, chamada 'Cruz Olímpica', que agora deve percorrer os países que sediarão as próximas Olimpíadas, e um Ícone da Paz. Esses símbolos deverão ficar no Rio de Janeiro até os próximos Jogos Olímpicos e depois serão passados para a próxima sede", completou o capelão Vanderley Oliveira.


Saudação ao novo bispo de Patos

A Nunciatura Apostólica comunicou, na manhã desta quarta-feira, 7 de novembro, que o Papa Bento XVI nomeou Monsenhor Eraldo Bispo da Silva como bispo da Diocese de Patos (PB). Unimos-nos, na alegria, com o povo daquela Igreja Particular para agradecer a Deus e, em nome dos irmãos no episcopado, acolhemos o novo bispo.

Monsenhor Eraldo Bispo da Silva é paraibano de Monteiro e tem realizado seu ministério com dedicação à pastoral na diocese de Barreiras (BA) como administrador, vigário e pároco; destaca-se também o serviço de liderança prestado na coordenação diocesana de várias pastorais; Já foi administrador diocesano e até agora era vigário geral. Houve um período que também foi responsável pelo acompanhamento da formação do clero.

A expectativa do povo de Deus, em Patos, passa a ser ação de graças. Desde a transferência de dom Manoel dos Reis de Faria para a diocese de Petrolina (PE), as comunidades aguardam a chegada do novo bispo e agora se renovam, na gratidão, para acolherem o seu pastor.

Recordamos a imagem do bispo presente na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja, segundo o Diretório para a ação pastoral dos Bispos, como a expressão "do pastor, do pescador, do solícito guardião, do pai, do irmão, do amigo, do portador de conforto, do servo, do mestre, do homem forte (...) Tais imagens indicam que entrar na sucessão apostólica significa entrar em luta pelo Evangelho" e desejamos que a nova missão confiada ao nosso Irmão seja realizada com muitos frutos. Elevamos, portanto, nossa oração pelo bom êxito da ação evangelizadora na diocese de Patos.

Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de Brasília (DF)Secretário Geral da CNBB


Saudação da Diocese de Patos ao seu Bispo Eleito, monsenhor Eraldo Bispo da Silva

Patos, 7 de novembro de 2012

"Eu mesmo irei em busca de minhas ovelhas e cuidarei delas... Farei surgir para elas um pastor. Ele as apascentará e lhes servirá de pastor" (Ez 34,11.23).

A Diocese de Patos exulta de alegria com a nomeação feita pelo Santo Padre o Papa Bento XVI do Reverendíssimo Pe. Eraldo Bispo da Silva para ocupar a cátedra desta sede Episcopal ora vacante. Na liturgia romana rezemos em um dos prefácios para a missa própria dos apóstolos: "Pastor eterno, vós não abandonais o rebanho, mas o guardais constantemente pela proteção dos Apóstolos. E assim a Igreja é conduzida pelos mesmos pastores que pusestes à sua frente como representantes de vosso Filho, Jesus Cristo, Senhor Nosso", isto confirma ainda mais a nossa feliz certeza de que, o Senhor nunca abandona o seu rebanho e por isso, nos alegramos com a nomeação do novo Pastor Diocesano.

O bispo eleito Dom Eraldo Bispo escolhido para ser  sucessor dos apóstolos vem para confirmar, animar, apascentar e conduzir o povo de Deus desta igreja Diocesana através do seu ministério episcopal e por isso, o esperamos   e o  saudamos com os mais sinceros e profundos sentimentos de otimismo. Alegramo-nos também por ele ser nosso conterrâneo, nascido no Cariri da nossa  Paraíba, no município de Monteiro e  em seguida por  sua disponibilidade de serviço e amor a Igreja para deixar  o seu presbitério, sua Diocese, para ser um missionário nas terras do sertão da Paraíba. Podemos ler estes fatos a luz da Palavra de Deus que afirma, "insondáveis são os pensamentos do Senhor".

Nossa Igreja diocesana ao longo destes 53 anos foi e é marcada pela fé do povo, a doação do clero e, sobretudo a vida missionária de nossas comunidades. Como o redil  que espera o seu pastor e "cujas ovelhas, ainda que governadas por pastores humanos, são contudo guiadas e alimentadas sem cessar pelo próprio Cristo, bom pastor e príncipe dos pastores (cfr. Jo. 10,11; 1 Ped. 5,4), o qual deu a vida pelas suas ovelhas (cfr. Jo. 10, 11-15) LG 6".  Nós o esperamos em nosso meio para exercer seu múnus episcopal, somando forças na perspectiva do maior crescimento do Reino de Deus. Os desafios para a nova Evangelização também estão presentes nesta diocese, mas com o protagonismo dos leigos  e das religiosas, a participação do clero e a motivação do nosso bispo Dom Eraldo, anunciaremos a pessoa de Jesus Cristo a todos através da práxis de uma "Igreja discípula e missionaria."

Se antes rezávamos suplicando ao Senhor que enviasse um pastor para o nosso povo, a partir de hoje, estaremos unidos numa profunda comunhão  aquele que já é o nosso Pastor Diocesano por nomeação do Santo Padre e em cada santa missa, rezaremos na prece eucarística pelo bom êxito do seu pastoreio esperando ansiosamente o dia feliz de sua posse em nossa catedral Diocesana.

Nossa Senhora Da Guia, cuja mãe conduz seus filhos ao Cristo "caminho verdade e vida", a ela confiamos  seu mais novo filho e  ela mesma o conduzirá a esta terra abençoada, cuja ermida ergue-se sob o vale das Espinharas desejando ardentemente aquele que vem em nome do Senhor. Seja bem vindo Dom Eraldo! Nosso povo te abraça.

Padre José Ronaldo Marques da CostaAdministrador Diocesano de Patos


Saudação ao novo bispo de Paracatu

A Nunciatura Apostólica comunicou que o Santo Padre Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, 7 de novembro, dom Jorge Alves Bezerra, como novo bispo de Paracatu (MG) transferindo-o da sede episcopal de Jardim (MS).

Dom Jorge é um jovem pastor e, certamente, levará para sua nova missão o ardor e a dedicação em servir como "homem de fé e discernimento, de esperança e de real empenho, de mansidão e de comunhão" (Diretório para o ministério pastoral dos bispos, n. 2). Religioso da Congregação do Santíssimo Sacramento e mestre em Teologia Moral pela Accademia Alfonsiana, de Roma, dom Jorge tem em seu itinerário como padre e bispo um traço forte de dedicação ao povo e ao anúncio do Evangelho.

Enviamos o nosso abraço fraterno ao Irmão com os melhores votos de que seu pastoreio seja abençoado e cheio de frutos. Alegramos-nos com as comunidades de Paracatu que acolhem seu novo bispo e desejamos ao povo de Jardim que aguarde, na serenidade, o envio de um novo pastor. Nossa saudação também é dirigida, com gratidão, a dom Leonardo de Miranda Pereira, bispo emérito e administrador apostólico de Paracatu, desejando-lhe um frutuosa continuidade na caminhada da vida cristã.

Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de Brasília (DF)Secretário Geral da CNBB


Dom Damasceno recebe a medalha da Liberdade e Cidadania

O cardeal arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis, será agraciado com a Comenda da Liberdade e Cidadania de Minas Gerais.

A cerimônia de entrega será presidida pelo Governador do estado de Minas Gerais, Antônio Anastasia, na Fazenda do Pombal (local do nascimento do Alferes Tiradentes), no dia 10 de novembro, às 15h. A cidade anfitriã deste ano é Tiradentes, responsável por eventos cívico-culturais e pelo cerimonial.

A Comenda da Liberdade e Cidadania foi instituída e regulamentada pelo Decreto Conjunto nº 001/2011 dos Municípios de Ritápolis, São João del-Rei e Tiradentes.

Ela (a Comenda) tem a função de condecorar cidadãos mineiros, brasileiros e estrangeiros que se destacam em prol do incentivo, apoio e divulgação das atividades relacionadas à Liberdade, à Cidadania, à Responsabilidade Social, à Cultura, à Preservação Ecológica e Ambiental, à História, ao Civismo, e, além do desenvolvimento socioeconômico, turístico e cultural da Região do Rio das Mortes, em Minas Gerais, engrandecendo e dignificando os Municípios ora signatários, o estado de Minas Gerais e o País.


Bispo de Petrolina saúda novo bispo de Patos

O bispo de Petrolina (PE), dom Manoel dos Reis de Farias, emitiu hoje, 7 de novembro, uma carta ao povo de Patos (PB), em decorrência da nomeação do novo bispo para a região. Dom Manoel foi o último bispo de Patos, transferido, em julho de 2011, pelo papa Bento XVI, para assumir a diocese de Petrolina.

Dom Manoel dos Reis saudou o novo bispo eleito, monsenhor Eraldo Bispo da Silva, dizendo: "Estamos alegres em recebê-lo, como nosso legítimo pastor diocesano. Venha com coragem, fé e certeza na promessa do Senhor: 'Não tenhas medo. Estou sempre contigo'."

Leia a íntegra da carta de dom Manoel dos Reis:

Carta do bispo de Petrolina (PE), dom Manoel dos Reis de Farias, para o povo da diocese de Patos (PB)

Caros irmãos e irmãs, amigos e amigas da Diocese de Patos. A todos a minha saudação.

"Que alegria quando ouvi que me disseram: Vamos à casa do Senhor".

Esta alegria é contagiante, pois Patos está em festa pela boa notícia do seu novo bispo. E São Paulo nos diz: "Assim, alegrai-vos com quem está alegre"! Portanto, quero congratular-me com todos os que fazem esta querida diocese de Patos, pela eleição de seu novo bispo, monsenhor Eraldo, da diocese de Barreiras (BA).

Rompeu-se a cortina do segredo, por que é a hora de Deus, mostrando que sempre é tempo de "construirmos uma Igreja em ação". Deus tem a sua hora! De nossa parte, é saber esperar e fazer acontecer esta hora de Deus em nossa caminhada. Valeu a pena esperar, e agora, a Diocese de Patos fala alegre e forte, dizendo: "Seja bem-vindo, monsenhor Eraldo, como aquele que vem em nome do Senhor! Estamos alegres em recebê-lo, como nosso legítimo pastor diocesano. Venha com coragem, fé e certeza na promessa do Senhor: 'Não tenhas medo. Estou sempre contigo'."

Quero, com toda a Diocese de Patos, agradecer ao bom Deus por esta desejada eleição. Agradecer ao Santo Padre, o papa Bento XVI, por este presente, e, estreitar cada vez mais a nossa comunhão eclesial com o Santo Padre, sucessor de Pedro.Parabéns ao padre Ronaldo, administrador diocesano que, com o Colégio de Consultores, conduziu muito bem esta diocese neste período de 2011 - 2012. Neste momento podemos dizer como Samuel: "Até aqui o Senhor nos ajudou"! E com certeza o auxílio divino não nos faltará, por que o Senhor é meu Pastor. SL 22.

Ao querido monsenhor Eraldo, o meu abraço, expressando a minha alegria de tê-lo como meu sucessor na diocese de Patos. Que a Santa Mãe de Deus, a Senhora Da Guia, o acompanhe sempre em sua jornada pastoral nesta diocese.

A todo o clero, religiosos e religiosas, juntamente com todo o povo de Deus, presente nesta diocese, o meu abraço, parabéns, saúde, fé e muita paz!

Um forte abraço a todos e vamos juntos celebrar a grande festa para a glória de Deus e o bem da Santa Igreja.

Cordialmente em Cristo,

Dom Manoel dos Reis de FariasBispo de Petrolina (PE)

"Somos entidades que atuam no cuidado e na defesa do direito das pessoas necessitadas", afirma dom Leonardo.

Na última segunda-feira, 5 de novembro, o Secretário-Geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, participou da abertura do Seminário "Relações Estado e Sociedade", promovido em parceria com diversas entidades religiosas da sociedade civil. O evento, que se encerrou hoje, reuniu sugestões para a proposta de Marco Regulatório que o Governo Federal deve enviar em breve ao Congresso Nacional, a fim de definir a atuação das entidades e organizações da sociedade civil e seu relacionamento com o Estado Brasileiro. As propostas, frutos do seminário, foram entregues ao Secretário-Geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, que participou do encerramento do evento. A seguir, reproduzimos a íntegra do discurso de dom Leonardo, na abertura do Seminário. Seminário Relações Estado e Sociedade Brasília, 05/11/2012Saúdo a todos e todas com a lembrança da Carta de São João lida na liturgia católica no dia de ontem: "Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos" (1Jo 3,1). Irmãos e irmãs. Sejam todos bem vindos. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB agradece a presença de todos e todas a este Seminário que nos permite aprofundar o diálogo sobre a relação Estado e Sociedade.Uma palavra de gratidão a todas as pessoas e entidades que possibilitaram esse seminário. Muito obrigado em nome de muitas entidades necessitadas de nossa ajuda e solidariedade. Serve de base ao diálogo nesse seminário a iminente proposta de regulação que a Presidente Sra. Dilma Vana Rousseff apresentará ao Congresso Nacional estabelecendo as relações do Estado com as Organizações da Sociedade Civil. Queremos, com este Seminário, dentre outros objetivos, estabelecer propostas e apresentá-las ao Governo a fim de que ajudem a construir um Marco Regulatório que atenda plenamente às Organizações da Sociedade Civil.Sabedores que somos das discussões realizadas e das propostas elaboradas no diálogo entre o Governo e a Sociedade desejamos, com o presente seminário, dar prosseguimento ao diálogo, à apresentação de propostas nessa relação das Organizações Sociais e o Estado. Vale salientar que o Estado existe porque existe o cidadão, isto é, as pessoas que deixam ser e dão razão ao Estado existir.O Estado, sabemos todos, tem a tarefa de atender a toda a sociedade na busca da justiça e do bem comum. A realidade o desafia com demandas e situações das mais diversas tanto de ordem política e social, quanto econômica, cultural. A Igreja Católica e, creio, também as demais Igrejas irmãs aqui presentes, "não tem soluções técnicas para oferecer e não pretende de modo algum imiscuir-se na política dos Estados; mas tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo e contingência, a favor de uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade, da sua vocação" (Caritas in Veritate, 9).As organizações da Sociedade Civil em geral e das Igrejas em particular desempenharam e ainda desempenham, ao longo da história brasileira, importante papel na transformação da realidade das populações e na construção da democracia e da justiça social. Especificamente em relação à atuação das Igrejas, a opção e o compromisso pela busca de uma nova realidade para as populações mais pobres, motivaram inúmeros grupos e comunidades a ela vinculados a se empenhar para que sejam criadas condições de mudança efetiva na vida do nosso povo, com a conquista de direitos e acesso aos bens e riquezas da nação, além da redução da desigualdade e da construção de espaços de felicidade e bem viver para todas as pessoas.Em muitos locais e ambientes, as organizações sociais e de Igrejas encontram-se mais perto e têm mais condições de intervir em favor dos mais pobres do que as estruturas do Estado. Seu comprometimento com as populações mais necessitadas as torna mais aptas a buscar soluções para problemas e desafios sociais. Para realizar este importante papel de promoção e transformação social, no entanto, precisam ser apoiadas e ter sua atuação facilitada. Seria lamentável que fossem substituídas pela burocracia ou pela utilização de recursos mediados por poderes que nem sempre estão exatamente inseridos numa perspectiva de promoção da cidadania.A atuação das organizações sociais e das Igrejas tem enfrentado dificuldades que comprometem seu trabalho e sua própria existência. Entre estas dificuldades encontram-se condições complexas de regulação da relação Estado e Sociedade para o acesso a recursos públicos, bem como o cumprimento de inúmeras obrigações que esta relação acabou por incorporar, tanto no que se refere à necessidade de transparência da utilização dos recursos como pela dificuldade de setores do Estado de compreender e criar melhor ambiente para o desempenho do papel essencial dessa contribuição. De modo particular desejamos citar, por um lado, a prática de várias áreas técnicas, administrativas e de controle (interno e externo) do Estado que adotam uma postura de desconfiança e resistência ao diálogo com entidades conveniadas e, por outro, a imensa dificuldade no cumprimento de exigências que são mais adequadas a empresas de capital ou a estados e municípios, com grande infraestrutura e pessoal do que a pequenas organizações que mobilizam voluntários.É fundamental, portanto, que a legislação que define as formas e implementação da relação Estado e Sociedade seja adequada e específica, em consideração ao papel necessário da organização social na construção da cidadania para todas as pessoas e para consolidação de uma Democracia cooperativa em nosso país, com justiça e igualdade. As Organizações da Sociedade Civil e, por isso mesmo das Igrejas, de modo particular as Pastorais Sociais, têm a responsabilidade de fazer um trabalho social essencial, sem jamais buscar benefícios para si mesmas. Por isso, a observação da relação deveria se balizar pelos resultados na conquista da justiça social, facilitando sua atuação com condições mais adequadas, correspondentes ao apoio ao seu funcionamento. Isso implica manutenção de equipes liberadas, inexigibilidade de contrapartida, prestações de contas simplificadas e calcadas no compromisso com as populações e possibilidade de participação dos setores populares e de mais baixa renda na execução de políticas, sem critérios que os excluem da participação de editais e acesso aos recursos.Lamentamos que ainda exista, por parte de setores de nossa sociedade, a criminalização de várias organizações sociais. Incorrem neste risco determinados setores do Estado ao exigirem a revisão de prestação de contas de 10, 15 ou 20 anos, tendo como parâmetros regras atuais, sem considerar a situação da época em que foi realizada a atividade conveniada e sem perspectivas que, em determinado momento, a questão da prestação de contas se encerre em definitivo. Pesa ainda mais o fato de que as normativas são de caráter particular e diferentes em cada Ministério, trazendo imensos problemas de gestão, custos com prestações de contas diferenciadas e redução da atuação social em função do atendimento à burocracia.Nesse sentido podemos lembrar que cerca de 2.100 entidades já foram citadas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB) para o recolhimento de tributos porque desenvolveram ações de defesa de direito, cuja comprovação material não foram aceitas. Essas entidades correm o risco de fechar e até de entregar o patrimônio ao Estado.Vemos, por isso, com muita expectativa a construção de um novo marco regulatório da relação Estado e Sociedade, que este Seminário pretende debater. Para responder às expectativas tanto do Governo quanto das Organizações da Sociedade Civil, é necessário ouvir a todos, também grupos sociais pertencentes a populações de baixa renda e economicamente frágeis ou marginalizados como catadores de material reciclável, agricultores familiares, egressos do sistema penitenciário e da área de saúde mental, quilombolas e comunidades indígenas, e garantir sua participação através de suas organizações e cooperativas.O papa Bento XVI nos recorda que o Estado deve abrir-se cada vez mais à participação da sociedade. Diz o papa: "Um Estado, que queira prover a tudo e tudo açambarque, torna-se no fim das contas uma instância burocrática, que não pode assegurar o essencial de que o homem sofredor — todo o homem — tem necessidade: a amorosa dedicação pessoal. Não precisamos de um Estado que regule e domine tudo, mas de um Estado que generosamente reconheça e apoie, segundo o princípio de subsidiariedade, as iniciativas que nascem das diversas forças sociais e conjugam espontaneidade e proximidade aos homens carecidos de ajuda" (Deus Caritas Est, 28).Somos entidades religiosas da sociedade civil que atuam no cuidado dos pobres e na defesa do direito das pessoas necessitadas, não necessariamente só aquelas empobrecidas. Temos servido às pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco social. Nosso trabalho e luta nasceu da provocação da ameaça de setores da política pública de assistência social de descaracterizar as ações de solidariedade social como oferta de ações pastorais e de defesa do direito que não se enquadram na matriz de assistência social. É neste contexto que se inserem tanto as organizações da sociedade civil, quanto as organizações religiosas. Seu passado testemunha o quanto têm sido imprescindíveis na construção de uma sociedade em que se eliminem as desigualdades e sejam respeitados o direito e a dignidade da pessoa humana, especialmente os mais vulneráveis. É preciso, portanto, avançar e não permitir recuos nas várias instâncias que propiciam essa participação como os Conselhos, Fóruns e outros mecanismos de participação popular com vistas à definição das prioridades públicas e ao controle e transparência na execução das políticas e do uso dos recursos, especialmente nos estados e municípios. Este Seminário, certamente, reforçará o caminho do diálogo da Sociedade Civil e das organizações vinculadas às Igrejas com o Estado, facilitando sua nobre tarefa de contribuir na construção de uma nova sociedade, justa, fraterna e solidária.A sociedade justa não é unicamente obra da Igreja, recorda-nos Bento XVI. Temos consciência de que ela deve ser realizada pela política. "Toca, porém, à Igreja, e profundamente, o empenhar-se pela justiça trabalhando para a abertura da inteligência e da vontade às exigências do bem" (Deus Caritas Est). Esta é nossa disposição neste Seminário. Muito obrigado pela presença. Sejam bem-vindos e bom e frutuoso trabalho a todos e a todas! + Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB

Secretário Geral participa de reunião dos secretários dos regionais da CNBB

Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB, participa na tarde desta quarta-feira, 7 de outubro, com os secretários executivos dos 17 regionais da CNBB, em Brasília.Na pauta do encontro que deve terminar amanhã, quinta-feira, está o aprofundamento sobre a Campanha da Fraternidade do próximo ano que vai tratar da juventude e o contato com todas as assessorias das comissões episcopais de pastoral.

Os secretários dos regionais terão oportunidade, nesta quarta-feira, de ouvir e perguntar os assuntos relacionados à Comissão para a Cultura, Educação, Ensino Religioso e Universidades; o setor de Contabilidade da CNBB; a Comissão Epara os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada; a Comissão para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial; a Comissão para a Juventude; Comissão para a Vida e a Família.

Amanhã, quinta-feira, se apresentarão: a Comissão Episcopal para a Comunicação; a assessoria de imprensa; a Comissão Especial para a Amazônia; a Missão Continental; a Comissão para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz; a Comissão Episcopal para a Liturgia; a Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé ; a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética; a Assessoria Política.

No final da reuniâo, os secretários tratarão de assuntos próprios do trabalho que executam nos regionais tais como: Calendário 2013; Encontro de Julho de 2013 (Regional Nordeste 1);  e Avaliação do Encontro.


Recife sediou 4º Encontro Nacional de Movimentos, Associações e Novas Comunidades

Um evento que reuniu as diferentes formas de organização do laicato do Brasil. Foi assim o 4º Encontro Nacional de Movimentos, Associações e Novas Comunidades, realizado de 2 a 4 de novembro, em Recife (PE). O evento foi realizado pela Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, em parceria com as comissões de Juventude, Ministérios Ordenados e Vida Consagrada e o Setor Universidades da CNBB. Participaram do Encontro 280 pessoas, a maior parte leigos e leigas, além de religiosos, presbíteros e 10 bispos. O evento teve ainda o apoio do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). "A cada ano, temos percebido como este evento está crescendo, acolhendo novas formas de organização do laicato", avalia Laudelino dos Santos, presidente do CNLB, que apresentou uma palestra sobre o Concílio Vaticano II e o Laicato.A programação incluiu ricos momentos de partilha, que evidenciaram a riqueza e a diversidade da organização do laicato brasileiro. A missa de encerramento foi presidida por dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB. Na homilia, ele destacou o testemunho de unidade e diversidade presente na Igreja.Durante o evento, os participantes avaliaram o trabalho da Comissão junto às diversas expressões laicais, em parceria com o CNLB. Foi ainda apontada a necessidade de se realizar parcerias em atividades com outras Comissões da CNBB, bem como a busca de diálogo para maior aceitação das diversas expressões laicais nas bases da Igreja.Também ficou definida a ampliação da equipe junto ao Setor Leigos da CNBB, que deve integrar representantes das associações nascidas dos carismas das Congregações Religiosas e das Novas Comunidades. Para o ano de 2013, está prevista uma reunião com os dirigentes de Movimentos, Associações e Serviços Eclesiais no mês de abril. Já em agosto, será realizado um seminário com as Novas Comunidades. Em breve, um livro deverá ser publicado com os subsídios e demais encaminhamentos do Encontro.

Bispos do Regional Nordeste 3 realizam coletiva de imprensa sobre saúde pública

Os bispos do Regional Nordeste 3 da CNBB (Bahia e Sergipe) realizaram, na tarde de ontem, 6 de novembro, uma entrevista coletiva com a imprensa para tratar da saúde pública, tema da Campanha da Fraternidade deste ano. O evento aconteceu em Itapuã (BA), durante a 50ª Assembleia de Pastoral. Participaram o arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, o arcebispo de Aracaju (SE), dom José Palmeira Lessa,  o bispo de Barra (BA), dom Frei Luís Flávio Cappio e o arcebispo de Feira de Santana (BA), dom Frei Itamar Navillo Vian.

Para refletir sobre o assunto, os bispos do Regional escreveram uma  oficial em que sinalizam a preocupação com o quadro de saúde das regiões. "Nesse ano em que a Igreja propõe a reflexão e o debate de tema tão essencial como a saúde do povo, somos convocados a estar vigilantes diante dessa triste e dolorosa realidade", destaca um trecho do documento.

A nota aponta ainda alguns dados sobre a saúde e reforça o cuidado necessário para garantir a qualidade de vida e a felicidade das pessoas. "A Campanha da Fraternidade passa, mas a Vida permanece. Essa luta em prol da saúde de nosso povo também deve permanecer".

Leia aqui a íntegra da nota dos bispos do Regional Nordeste 3 da CNBB.


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