segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 05/11/2012

REFLEXÃO

O nosso relacionamento com as pessoas não pode ter como ponto de partida o interesse ou a retribuição, mas a gratuidade. Afinal de contas, Deus nos ama gratuitamente e nos concede tudo o que somos e temos sem nada exigir em troca. Mas o amor de Deus para conosco vai além da gratuidade: ele nos retribui por tudo o que fazemos gratuitamente em favor dos nossos irmãos e irmãs. Vivamos a gratuidade para que o próprio Deus seja a nossa eterna recompensa por tudo o que fizermos em favor dos sofridos e marginalizados deste mundo, que não têm ninguém por si e que são rejeitados em todos os ambientes, por não poderem retribuir de acordo com os critérios do mundo.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Roque Paloschi, Bispo de Roraima - RR

Ordenação Episcopal

  • Dom Ceslau Stanula, CSSR, Bispo de Itabuna - BA
NOTÍCIAS

Setor de Voluntários da JMJ Rio 2013 prepara encontros de formação

"Os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio". Este trecho da oração oficial da Jornada define o voluntariado na Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Para aprofundar o conhecimento destes jovens, todos os vicariatos da arquidiocese do Rio de Janeiro participam, a partir de novembro, do encontro de formação para os voluntários diocesanos.

Realizadas até o mês de dezembro, as reuniões convocam todos os voluntários diocesanos selecionados e, também, os interessados em contribuir com a Jornada.

Segundo a secretária executiva do setor de Voluntários, Giselle Azevedo, o objetivo desses encontros é estar mais próximo dos colaboradores.

"Esse encontro já acontece nas paróquias com a formação que o setor desenvolve e envia aos coordenadores, que aplicam mensalmente esse conteúdo para os seus voluntários. Mas, nestes meses, vamos aplicar a formação nas paróquias. Não vamos de paróquia em paróquia porque isso seria quase impossível. Então, nós vamos juntar, por foranias, aquelas mais próximas", explica Giselle.

A coordenadora destaca que esse encontro é uma convocação para todo voluntário diocesano selecionado e um convite a todos aqueles que tenham interesse de conhecer mais sobre o serviço e se voluntariar ainda para a Jornada.

"Ele é aberto a todos que queiram participar. Temos um grande desejo de que, a partir desse encontro, novos jovens e adultos queiram se voluntariar e, mais do que isso, que aqueles que já estão engajados sejam bem informados e esclarecidos, tendo a oportunidade de sanar todas as suas dúvidas para que se sintam cada vez mais motivados para a JMJ", disse Giselle.

De acordo com os organizadores, no encontro, haverá uma formação espiritual, com momentos de oração, de esclarecimento e explicações diversas, de tirar dúvidas e de agradecimento ao trabalho dos voluntários.

"Nós queremos dizer o quanto estamos gratos pelas orações e pela dedicação deles. Os voluntários, enquanto alma da JMJ, são o rosto e o braço da Jornada, que é feita a muitas mãos. Então, a JMJ precisa de voluntários esclarecidos e motivados. Esse encontro irá fomentar isso no coração dos nossos jovens e fazê-los compreender que estamos em missão, formando esses discípulos missionários de Cristo", afirmou a coordenadora.

Calendário das reuniões

- Vicariato Leopoldina - 1ª forania | 05/11 (segunda-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia Nossa Senhora Aparecida, Ilha do Governador.- Vicariato Leopoldina - 2ª, 3ª e 4ª foranias | 06/11 (terça-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia Bom Jesus,Penha.- Vicariato Leopoldina - 5ª e 6ª foranias | 07/11 (quarta-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia Santa Rosa de Lima, Jardim América.- Subsede Arquidiocese de Niterói (todas as paróquias) | 12/11 (segunda-feira) 20h às 22hLocal: Paróquia São Judas, Icaraí.- Vicariato Sul (todas as paróquias) | 13/11 (terça-feira) 20h às 22hLocal: Paróquia São Judas Tadeu, Cosme Velho.- Subsede Diocese Duque de Caxias (todas as paróquias) | 17/11 (sábado) 14h às 16hLocal: Colégio Santo Antônio,Centro de Caxias.- Vicariato Urbano (todas as paróquias) | 21/11 (quarta-feira) 20h às 22hLocal: Catedral São Sebastião, Centro.- Vicariato Norte - 1ª e 3ª foranias | 22/11 (quinta-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia São Sebastião dos Capuchinhos.- Vicariato Jacarepaguá (todas as paróquias) | 23/11 (sexta-feira) 20h às 22hLocal: Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Taquara.- Vicariato Norte - 2ª forania | 24/11 (sábado) 10h às 12hLocal: Paróquia Santo Afonso, Tijuca.- Vicariato Norte - 4ª e 5ª foranias | 24/11 (sábado) 14h às 15h30Local: Paróquia Nossa Sra. Consolação e Correia, Engenho Novo.- Vicariato Norte - 6ª forania | 24/11 (sábado) 16h30 às 18hLocal: Paróquia Nossa Senhora da Luz, Rocha.- Vicariato Oeste 1ª, 2ª e 3ª foranias | 04/12 (terça-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia São Lourenço, Bangu.- Vicariato Oeste 4ª e 5ª foranias | 05/12 (quarta-feria) 19h30 às 21h30Local: Paróquia Santa Teresinha, Campo Grande.- Vicariato Oeste 6ª forania | 06/12 (quinta-feira) 19h30 às 21h30Paróquia Nossa Senhora do Desterro - Campo Grande- Vicariato Oeste 7ª forania | 07/12 (sexta-feira) 20h às 22hLocal: Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Santa Cruz.- Vicariato Suburbano 1ª forania | 01/12 (segunda-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, Anchieta.- Vicariato Suburbano 4ª e 6ª foranias | 11/12 (terça-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia São Luis Gonzaga, Madureira.- Vicariato Suburbano 2ª e 3ª forania | 12/12 (quarta-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia Santa Bárbara, Rocha Miranda.- Vicariato Suburbano 5ª e 7ª foranias | 13/12 (quinta-feira) 19h30 às 21h30Local: Paróquia Nossa Senhora do Amparo, Cascadura.


CNBB promove seminário que discute relação entre Estado e Sociedade

Foi aberto na manhã desta segunda-feira, 5 de novembro, em Brasília (DF) o Seminário "Relação Estado e Sociedade", promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento, que prossegue até a tarde desta terça-feira, reúne cerca de 100 pessoas, representantes de diversas instituições religiosas cristãs, entidades beneficentes e organizações sociais, em torno do debate sobre o Marco Regulatório que deverá definir as relações entre o Estado Brasileiro e estas entidades. O evento é promovido  em parceria com a Conferência dos Religiosos do Brasil, União Marista do Brasil e o Centro de Assessoria e Apoio a Iniciativas Sociais. Na solenidade de abertura, o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, destacou a importância da iniciativa. "A sociedade, através de diversas entidades como a Igreja Católica, prestam um grande serviço, especialmente no cuidado com os pobres. Queremos discutir e propor ao governo elementos que possam ajudar na discussão desse Marco Regulatório, que está sendo preparado pelo governo e é um compromisso de campanha da presidente Dilma Roussef".Entre os temas do seminário, estão o acesso aos recursos públicos e o aprimoramento de incentivos fiscais para doações de pessoas físicas e jurídicas. A representante da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas), Denise Fahon, lembra outro aspecto importante que está na pauta do Seminário. "Creio que um dos nossos desafios é dialogar na construção das políticas públicas. Não é possível que as entidades que atuam na linha de frente há tantos anos não tenham nada a dizer da forma como elas entendem que deva ser a atuação do Estado em diversos assuntos".Durante o seminário, serão realizadas mesas de debates com representantes da sociedade civil que atuam no diálogo com o Governo Federal. São temas gerais: Marco Regulatório; Entidades e organizações sem fins lucrativos e beneficentes; e as organizações religiosas. As sugestões colhidas nos grupos serão debatidas em plenário. Na tarde de terça-feira, está prevista a presença do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que vai ouvir as sugestões dos participantes do seminário."Queremos dar uma colaboração maior para que o Marco Regulatório determine precisamente a relação do Estado com a sociedade, com as entidades civis que prestam ajuda e um cuidado especial com os pobres, marginalizados, os excluídos", explicou dom Leonardo. A ausência deste Marco Regulatório proporciona uma série de dificuldades para as entidades. "Nós temos cerca de 2.100 entidades que tem dificuldade de realizar a prestação de contas, porque não são aceitas a prestação de contas de atividades realizadas na relação dos direitos. E os direitos hoje são fundamentais para as pessoas em nossa sociedade", lembra dom Leonardo. Já Arlete Dias, do grupo de trabalho da CNBB que trata da questão do Marco Regulatório, fala de outras dificuldades. "Há um clima de ameaça, pois o Estado, que desonera a tributação de automóveis, fala também em tirar as isenções fiscais que nós temos". O evento tem ainda o apoio da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil; Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e entidades Filantrópicas; Cáritas Brasileira; Fundação Esquel; Editora FTD e School Picture.

CNBB tem novo ecônomo

Com o fim do ano, a sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, começa a passar por ajustes para o ano de 2013. Em uma dessas mudanças, o cargo de ecônomo da CNBB, anteriormente ocupado por Francisco Julho de Souza, por 16 anos, será assumido pelo padre Benedito Tadeu Rosa, da diocese de Limeira (SP). Como sugere o nome, a função de um ecônomo, é cuidar da administração, logo, da economia da instituição.

"Eu recebi o convite de dom Damasceno que, conversando com meu bispo, dom Vilson (bispo de Limeira- SP), me indicou para o cargo, para colaborar e servir à igreja em nível nacional", explicou o padre que possui larga experiência na área financeira. É ecônomo há dez anos na diocese de Limeira e, em 1998, foi eleito o ecônomo do Seminário Diocesano São João Maria Vianney, para construção do Seminário em Campinas.

"O trabalho do ecônomo é cuidar dos bens móveis e imóveis da CNBB, da sede, dos funcionários. Vamos dar continuidade ao trabalho e melhorar alguns setores", revela padre Benedito Tadeu Rosa, mais conhecido como padre Tadeu.

Há vinte anos, o padre atua como pároco na paróquia Nossa Senhora de Fátima, de Araras (SP), onde realiza inúmeras obras sociais como a alfabetização para adultos, e onde também criou a escola de informática. Na região, formou a Pastoral da Criança, em três comunidades; criou o S.O.S. Família na Paróquia; e criou o Encontro da Terceira Idade, dentre outras atividades.

Padre Tadeu é brasileiro, e nasceu em 05 de outubro de 1958, na cidade de Cambuí (MG), onde iniciou seus estudos. Formou-se em matemática, disciplina que lecionou por vários anos. O novo ecônomo explica que por sua família residir em Campinas (SP), teve a oportunidade de conhecer os padres da diocese de Limeira, quando ingressou no seminário de Limeira. Posteriormente, tornou-se bacharel em Filosofia e Teologia.

O novo ecônomo, ainda é um comunicador, já que preside a Fundação Educativa e Cultural do sistema de radiodifusão 'Cidade das Árvores', a qual possui uma rádio denominada Araras FM, que tem a finalidade de educar e evangelizar. "Dentro da nossa paróquia temos uma rádio que possui um belíssimo tema 'educando e evangelizando', e que costuma ficar em segundo e terceiro lugar na audiência da cidade", orgulha-se.

Ele afirma que está se ajustando à sua nova agenda. "Estou fazendo uma transição. Como combinado com dom Leonardo e dom Damasceno, durante a semana, fico aqui em Brasília até quarta-feira. Na paróquia fico de quinta a domingo, onde até o final de Novembro, continuo como ecônomo. Em 2013, me transfiro definitivamente para Brasília", esclarece.


Regional Nordeste 3 realiza 50º Assembleia de Pastoral

Entre os dias 5 e 8 de novembro, bispos, coordenadores diocesanos de pastoral e representantes regionais das pastorais e movimentos participam da 50ª Assembleia Regional de Pastoral, promovida pelo Regional Nordeste 3 da CNBB (Bahia e Sergipe). O encontro acontece no Centro de Treinamento de Líderes (CTL), em Itapuã, Salvador (BA), e tem o Ano da Fé como temática principal.

O objetivo da assembleia é a avaliação da caminhada pastoral de 2012 e o planejamento das atividades do próximo ano. Ao longo da programação os participantes discutirão alguns temas como: a realização da 5ª Semana Social Brasileira, que acontece entre os dias 3 e 5 de maio de 2013 e os 50 anos do Concílio Vaticano II. Tendo em vista a realização da Jornada Mundial da Juventude e a Campanha da Fraternidade de 2013, o evento conta com a presença do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro da Silva, que apresentará a temática da juventude para os participantes.

No cronograma de atividades da assembleia também foi reservado um momento para a celebração das dioceses jubilares: diocese de Amargosa, que celebrou 70 anos de história e que tem como bispo dom João Nilton dos Santos Souza, diocese de Bom Jesus da Lapa, que tem como bispo dom José Valmor Cesar Teixeira e que celebrará no dia 17 de novembro de 2012 os seus 50 anos, a arquidiocese de Feira de Santana, de dom frei Itamar Viana, que completou 50 anos no dia 21 de julho do ano corrente, diocese de Juazeiro, que também celebrou 50 anos de fundação e tem como bispo dom José Geraldo da Cruz e a diocese de Teixeira de Freitas, do bispo Carlos Alberto dos Santos, que no dia 22 de julho de 2012 completou 50 anos de diocese.


Estado do Paraná celebra sua padroeira

Milhares de devotos participam da 199ª Festa de Nossa Senhora do Rocio, padroeira do Paraná, realizada no Santuário de Paranaguá (PR), entre os dias 03 à 18 de novembro. O bispo de Paranaguá, dom João Alves dos Santos, e o presidente do Regional Sul 2 da CNBB, dom João Bosco, estarão presentes no novenário. Os Missionários Redentoristas, que trabalham no Santuário, coordenam a programação religiosa e social a partir do tema central da festa: "Nossa Senhora do Rosário do Rocio, Mãe da Fé". Durante o período da Festa, com as novenas e procissões, além da dimensão artística e social, o Santuário espera receber este ano mais de 500 mil pessoas. O destaque é a devoção popular, como explica o padre Ademar Maia, prefeito do Santuário. "A 6ª procissão motorizada, pedindo paz no trânsito; a 9ª procissão marítima pela Baía de Paranaguá que retoma o encontro da Imagem de Nossa Senhora do Rocio em 1648. Teremos também a segunda procissão ciclística, focando ecologia e paz". No ano passado, 120 mil pessoas participaram da procissão solene, que em 2012 será realizada no dia 15 de novembro.

Arcebispo de Brasília fala sobre o Sínodo dos Bispos

O arcebispo de Brasília (DF), dom Sérgio da Rocha, fez uma análise geral do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, que tratou da Nova Evangelização para a Transmissão da Fé. A análise foi encaminhada a agência de notícias Zenit.

Leia abaixo a íntegra do texto de dom Sérgio da Rocha.

Sínodo dos Bispos: como terminou?

É difícil resumir a riqueza da experiência vivida e das reflexões propostas na XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. O tema deste Sínodo, de feliz escolha do Papa Bento XVI, pela sua amplitude e complexidade, já dificulta qualquer tentativa de síntese. Por isso, neste terceiro relato, após o término da Assembleia Sinodal, procuro apenas partilhar alguns aspectos da experiência vivida e dos temas abordados, sem a pretensão de um resumo. Dentre tantos outros aspectos, destaco os seguintes:

1. O início e a conclusão do Sínodo com a Eucaristia presidida pelo Papa e concelebrada pelos Padres Sinodais constituem a moldura principal na qual quer se inserir, não apenas a Assembleia Sinodal, mas toda a nova evangelização. A Eucaristia deverá ser sempre ponto de partida e de chegada para a ação evangelizadora. Em diversos momentos, ao se falar dos sujeitos da nova evangelização, foi enfatizada a ação do Espírito Santo e a necessidade da graça, assim como, a santidade dos evangelizadores, destacada por Bento XVI na abertura e na celebração das canonizações ocorrida, a propósito, durante o Sínodo.

2. A presença assídua do Papa Bento XVI, presidindo a Assembleia Sinodal, foi bastante apreciada por todos, destacando-se a sua sabedoria, simplicidade e paciente atenção aos muitos pronunciamentos.

3. O Sínodo constitui um precioso instrumento de comunhão eclesial e de colegialidade episcopal, através do diálogo e da convivência fraterna, da reflexão conjunta em plenário e em grupos, da partilha de experiências pastorais, das alegrias e dores da Igreja nos cinco continentes. As cinco línguas oficiais do Sínodo se completavam com muitas outras faladas pelos participantes, representando todas as conferências episcopais  e, portanto, trazendo os diferentes contextos sociais e culturais vividos pela Igreja nos cinco continentes.  Na "Mensagem", os Padres Sinodais se dirigiram a cada continente, valorizando a realidade de cada um. A catolicidade da Igreja foi intensamente manifestada!

4. A comunhão eclesial e a corresponsabilidade pastoral se expressaram também através da participação de presbíteros, diáconos, religiosos(as), leigos e leigas, muitos dos quais puderam falar à Assembleia e outros, colaboraram como peritos. A nova evangelização necessita de todos para acontecer. Por isso, nas proposições aprovadas, destaca-se o papel indispensável das diversas vocações e ministérios na Igreja e a necessidade de formação dos evangelizadores.

5. O tema da nova evangelização não excluiu as dimensões do diálogo ecumênico e inter-religioso; ao contrário, exigiu a  sua consideração atenta e reafirmou a sua necessidade. A abertura ecumênica foi simbolizada, de modo especial, pela presença contínua dos "delegados fraternos", isto é, dos representantes de outras Igrejas cristãs, que tiveram ocasião de dirigir a palavra durante a Assembleia Sinodal e de participar das celebrações, conforme as disposições da Igreja.

6. A contribuição dos Padres Sinodais da América Latina foi relevante. O Documento de Aparecida foi uma das principais fontes da reflexão oferecida pelos bispos latino-americanos e caribenhos. Temas centrais de Aparecida encontraram acolhida ou confirmação nas proposições e na mensagem do Sínodo: o encontro com Jesus Cristo, a conversão pastoral, a Igreja em estado permanente de missão, a formação, a piedade popular, os pobres, a juventude, o laicato...  A convivência fraterna entre os bispos da América Latina e Caribe foi intensificada pelas celebrações festivas nos Colégios Pio Latino e Mexicano.

7. O Jubileu de abertura do Concílio Vaticano II, os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica e o Ano da Fé favoreceram o desenvolvimento do tema geral. A "Mensagem" explicita tal contexto e há proposições dedicadas especialmente ao Concílio e ao Catecismo. Documentos do Vaticano II iluminaram a reflexão de muitos Padres Sinodais, em plenário e nos grupos. Documentos do Magistério pós-conciliar também serviram de fonte, especialmente, pelo seu teor, a Evangelii Nuntiandi, de Paulo VI, a Catechesi Tradendae, de João Paulo II e a recente Verbum Domini.

8. A Palavra de Deus recebeu grande atenção ao longo do Sínodo.  A acolhida recebida pela Verbum Domini, última exortação apostólica pós-sinodal, foi longamente considerada numa das sessões. No início de cada dia, durante a oração da Liturgia das Horas, a Palavra proclamada foi muito bem refletida com a ajuda de alguns Padres Sinodais, sendo no primeiro dia, o próprio Santo Padre quem desenvolveu uma bela reflexão. O texto da Samaritana serviu de inspiração para a Mensagem final. Embora, algumas proposições do Sínodo reflitam mais claramente a dimensão bíblica, a centralidade da Palavra de Deus na nova evangelização exige atenção sempre maior.

9. Os temas abordados foram muitos, conforme se pode comprovar pelo grande número de proposições aprovadas e pela longa Mensagem conclusiva. Refletem a relevância, a amplitude e a complexidade do tema geral: "Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã". É difícil elencá-los, de modo justo. Dentre eles, podemos citar: a catequese, os sacramentos da iniciação cristã, o sacramento da penitência, a família, os jovens, a liturgia, a santidade, a piedade popular,  a Igreja Particular, a paróquia, as comunidades, o clero, a vida consagrada, os leigos, os movimentos eclesiais, a opção pelos pobres, os migrantes, os enfermos, a política, a educação, o ecumenismo, a inculturação, os cenários urbanos, as ciências, o serviço da caridade, os meios de comunicação, os direitos humanos e a liberdade religiosa. Dentre os novos temas ou temas que receberam nova acentuação estão: o reconhecimento do "ministério" de catequista; a ordem dos sacramentos da iniciação cristã em perspectiva pastoral; a "via da beleza" como caminho de evangelização; o  "átrio ou pátio dos gentios", retomando e especificando a questão dos "novos areópagos" como espaços de evangelização; a "conversão pastoral" segundo o espírito missionário de Aparecida; o papel dos teólogos na nova evangelização.

10. Por fim, pode-se destacar aquilo que desde o início esteve no centro dos escritos e debates deste Sínodo: o que é a "nova evangelização"? em que sentido, a evangelização proposta quer ser "nova"? No início da XIII Assembleia Sinodal, o  Instrumentum laboris, em preparação ao Sínodo, já abordava a questão fazendo uma proposta ampla de compreensão. Na bela e sábia homilia da missa de encerramento do Sínodo, à luz da passagem da cura do cego Bartimeu, o Papa retomou o assunto, mostrando o caminho a seguir. É vasta a tarefa proposta, pois a nova evangelização deve ser assumida por todos, em comunhão na Igreja, com novo ardor e "criatividade pastoral", tendo como âmbitos próprios a pastoral ordinariamente voltada para os católicos que participam da Igreja,  a missão além-fronteiras (ad gentes) e as "pessoas batizadas que, porém não vivem as exigências do batismo".

Como terminou o Sínodo? Em clima de louvor a Deus, de gratidão e esperança, e ao mesmo tempo, de renovado empenho pela nova evangelização, conscientes de que temos  um longo caminho a percorrer para cumprir o mandato missionário de Jesus Cristo: Ide, fazei discípulos!  Há muito para se fazer pela nova evangelização! A oração e a reflexão devem continuar. A busca de respostas pastorais necessita continuar na Igreja local. O Sínodo ilumina e anima a ação evangelizadora, mas não dispensa a nossa tarefa de estabelecer os passos a serem dados na realidade em que vivemos.  As   58 "proposições" aprovadas pelo Sínodo começam a ser divulgadas. A  "Mensagem" dos Padres Sinodais tem sido publicada nas várias línguas, trazendo alento e estímulo. Aguardamos a Exortação Apostólica Pós-Sinodal que o Papa irá nos oferecer, recolhendo as contribuições da XIII Assembleia do Sínodo dos Bispos. O presente relato não substitui a leitura da "Mensagem" e das "Proposições" do Sínodo, bem como, a homilia do Santo Padre; antes, quer servir de estímulo para tanto, esperando que estejam logo disponíveis também em língua portuguesa. Nossa Senhora, Estrela da Evangelização, nos acompanhe com a sua intercessão materna e exemplo!


CNBB 60 Anos: Ação de Graças e Compromisso

Durante a 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em abril de 2012, foi realizada em Aparecida (SP) uma sessão solene em comemoração aos 60 anos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na ocasião, o atual presidente, cardeal Raymundo Damasceno Assis, destacou que a colegialidade episcopal foi o eixo fundamental do Concílio Vaticano II, e iluminou a caminhada da Conferência desde então. Na mesma ocasião, foi lançado o opúsculo "CNBB: 60 Anos e 50 Assembleias Gerais – Memória, Ação de Graças e Compromisso". A publicação apresentou a reprodução da ata de criação da entidade, e dados históricos importantes. O trabalho foi coordenado pelo assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, Monsenhor Antônio Catelan.A seguir, reproduzimos a íntegra das palavras do Cardeal Damasceno na sessão solene, realizada no dia 19 de abril de 2012.Saúdo a todas as pessoas presentes a esta sessão: os senhores cardeais, arcebispos, bispos e o Mons. Piergiorgio, Encarregado de Negócios da Nunciatura Apostólica, e administradores diocesanos; os assessores e assessoras da CNBB; os subsecretários dos Regionais; os presidentes de organismos; os representantes das pastorais; os convidados para a Assembleia; os profissionais da imprensa. Saúdo, igualmente, a todos os que nos acompanham pelos meios de comunicação - televisão, rádio e Internet.Esta sessão de que temos a graça de participar dá-nos o ensejo de comemorar festivamente alguns acontecimentos de grande significado para a Igreja no Brasil: o marco da realização da 50ª Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e os sessenta anos da criação de nossa Conferência Episcopal.Estamos vivendo, pois, tempos de jubileu. Tempo de alegria e de agradecimento a Deus e a todas as pessoas que se empenharam, durante a caminhada, na busca de fidelidade ao Senhor, realizando a história colegial da nossa Conferência.Celebramos a 50ª Assembleia da CNBB, criada dez anos antes do Concílio Vaticano II, que lhe deu maioridade eclesiológica, oferecendo-lhe maior fundamentação bíblico-teológica, motivando-a para a evangelização do Povo de Deus.A 50ª Assembleia Geral tem como tema central "A Palavra de Deus na Vida e Missão da Igreja", temática central no Concílio Vaticano II, da 12ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos.A colegialidade episcopal foi, sem dúvida, um eixo central na eclesiologia do Concílio Vaticano II, através da Constituição Lumen Gentium e do decreto Christus Dominus, sobre o múnus pastoral dos Bispos na Igreja, que institucionalizou as conferências episcopais.Essa realidade do novo Pentecostes, o Concílio Vaticano II, iluminou os fundamentos da caminhada da nossa Conferência que, neste ano, se torna sexagenária, revelando o início da terceira idade, um signo de maturidade no pastoreio. Para assinalar o 60º aniversário de nossa Conferência e a realização de sua 50ª Assembleia Geral, a CNBB editou pequena, porém importante obra – "CNBB: 60 anos e 50 Assembleias Gerais – memória, ação de graças e compromisso" –, em que se apresentam alguns dados e documentos historicamente relevantes para a instituição.O percurso da nossa Igreja Católica no Brasil, de modo especial nos últimos sessenta anos, tem uma história rica para contar, desde a experiência eclesial em busca da fidelidade ao Espírito na missão evangelizadora até a contribuição para a Igreja Universal que levamos ao Concílio, para as diversas Assembleias do Sínodo dos Bispos, e para as Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.Em tempos de especiais graças recebidas de Deus (Kairós), recebemos fortes apelos de reavivamento da missão. Desde a sua primeira Assembleia, a CNBB tentou conjugar a atenção aos desafios da vivência eclesial com os compromissos proféticos.Conforme nosso Estatuto, aprovado no ano de 2002, no artigo 2º, cabe à CNBB, como expressão peculiar:a) "fomentar uma sólida comunhão entre os Bispos que a compõem, na riqueza de seu número e diversidade, e promover sempre a maior participação deles na Conferência;b) "ser espaço de encontro e de diálogo para os Bispos do País, com vistas ao apoio mútuo, orientação e encorajamento recíproco;c) "concretizar e aprofundar o afeto colegial, facilitando o relacionamento de seus membros, o conhecimento e a confiança recíprocos, o intercâmbio de opinião e experiências, a superação das divergências, a aceitação e a integração das diferenças, contribuindo assim eficazmente para a unidade eclesial;d) "estudar assuntos de interesse comum, estimulando a ação concorde e a solidariedade entre os Pastores e entre suas Igrejas;e) "facilitar a convergência da ação evangelizadora, graças ao planejamento e à Pastoral Orgânica, em âmbito nacional e regional, oferecendo diretrizes e subsídios às Igrejas locais;f) "exercer o magistério doutrinal e a atividade legislativa, segundo as normas do direito;g) "representar o Episcopado brasileiro junto a outras instâncias, inclusive a civil;h) "promover, atenta aos sinais dos tempos, a permanente formação e atualização dos seus membros, para melhor cumprirem o múnus pastoral;i) "Favorecer a comunhão e participação na vida e nas atividades da Igreja, das diversas parcelas do Povo de Deus: ministros ordenados, membros de institutos de vida consagrada e leigos, discernindo e valorizando seus carismas e ministérios".Os artigos subsequentes tratam do relacionamento com a Igreja e sua missão universal, favorecendo e articulando as relações entre as Igrejas particulares do Brasil e a Santa Sé, bem como com as outras Igrejas Episcopais.O mesmo Estatuto dispõe a respeito das ações da CNBB relativamente à sociedade civil.O artigo 4º. reza: "A CNBB, animada pela caridade apostólica, relaciona-se com os diversos segmentos da realidade cultural, econômica, social e política do Brasil, buscando uma colaboração construtiva para a promoção integral do povo e o bem maior do País e, quando solicitada, ajudando os Pastores das Igrejas locais";E o artigo 5º estabelece: "A CNBB trata com as autoridades públicas as questões que interessam ao bem comum e à missão salvífica da Igreja, mantendo o conveniente entendimento com a Nunciatura Apostólica".Em tempos de comemoração, é mister apelar para a memória a fim de recordarmos os caminhos andados, com mais luzes ou menos luzes, mas sempre "esperança que não engana" (Rm 5,5).O Concílio Vaticano II mereceu grande destaque porque a Igreja vivia, nas décadas que o antecederam, um clima de criatividade e de liberdade para novas experiências. Legitimadas pelo Concílio, essas experiências alcançaram dimensão universal.O Brasil, desde os anos 50, passava por grande ebulição política, uma fase que desembocou numa ditadura militar, a partir de 1964, com consequências complexas.No entanto, a Igreja Católica no Brasil, no mesmo período, experimentava forte dinâmica evangelizadora. Ela levou ao Concílio Vaticano II experiências significativas nos campos da Bíblia, da catequese, da liturgia, do social, do laicato.Durante o período conciliar e nos anos subsequentes, a Igreja Católica no Brasil, como em quase toda a América Latina, tinha um duplo desafio missionário: ser fiel aos ditames daIgreja em Concílio, marcando a renovação eclesial, e ser fiel à missão profética ao denunciar abusos contra os direitos humanos.A evangélica opção preferencial pelos pobres, integrante do Objetivo Geral da nossa Igreja, desde seus primeiros planos pastorais, exigiu, nesses anos cruciais, uma mística ainda mais evangélica, uma maturidade maior na sua ação apostólica.Contávamos com a Constituição Lumen Gentium, que registrara: "...assim como Cristo consumou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir o mesmo caminho, a fim de comunicar aos homens os frutos da salvação..." (nº 8). Nesse contexto, nossas Igrejas acolheram com o maior entusiasmo a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, em 1965, e a concretização da promessa do Papa Paulo VI, na Exortação Apostólica Populorum Progresso, em 1967, que ofereceu elementos novos para a doutrina social da Igreja,com o conceito de "desenvolvimento integral – do homem todo e de todos os homens".A Populorum Progressio iluminou a prática dos cristãos e deu novo alento em épocas tão desafiantes para a nossa Igreja; perpassou também o Documento de Medellín (1968), intitulado "A Igreja na atual transformação da América Latina à luz do Concilio, que visava a proporcionar uma evangelização latino-americana inculturada, levando em consideração os desafios sociopolíticos, a religiosidade profunda do nosso povo, sua espiritualidade e sede de Deus.Alguns eventos marcantes estiveram presentes à Igreja Católica no Continente no período pré-conciliar. Destacamos o apelo do Papa João XXIII aos bispos da América Latina por uma pastoral planejada. O Santo Padre João XXIII explicitou uma preocupação com o conjunto do Continente diante da situação de Cuba, tão católica quanto os outros países, e que passava por momentos desafiadores para a Igreja.Daí nasceu entre nós, em 1962, o primeiro Plano de Pastoral, denominado Plano de Emergência para a Igreja do Brasil.A recepção do Concílio Vaticano II propunha, no entanto, um passo adiante ao Plano de Emergência (1962-1965). O passo seguinte foi o Plano de Pastoral de Conjunto (PPC), relativo ao período 1966-1970.O Objetivo Geral do Plano estava assim formulado: "Criar meios e condições para que a Igreja no Brasil se ajuste, o mais rápida e plenamente possível, à imagem de Igreja do Vaticano II".O Brasil foi um dos primeiros países a formular propostas de renovação eclesial à luz do Concílio, por meio de um Plano de Pastoral de Conjunto (PPC). Nossos bispos, reunidos em assembleia, em Roma, trouxeram, na bagagem e no coração, as orientações básicas para a renovação conciliar em nosso país. Tínhamos terreno adubado para que as sementes conciliares caíssem em solo bom.As linhas fundamentais do Plano, depois chamadas dimensões da evangelização, procuravam aplicar os documentos principais do Vaticano II numa perspectiva pastoral.Essas linhas perduraram por longos anos, com variações ou complementações, numa tentativa de integrá-las entre si, procurando fidelidade aos novos apelos do Espírito, iluminadas pelos documentos do Vaticano II.Vejamo-las:a) "promover uma sempre mais plena unidade visível no seio da Igreja Católica;b) "promover a ação missionária;c) "promover a ação catequética e o aprofundamento doutrinal e a reflexão teológica;d) "promover a ação litúrgica;e) "promover o ecumenismo e diálogo inter-religioso;f) "promover a melhor inserção do povo de Deus, como fermento na construção de um mundo segundo os desígnios de Deus".Para melhor aplicação do Plano de Pastoral de Conjunto (PPC) foram criados ou animados os Regionais da CNBB, que assumiram com afã a missão de recepção do Concílio, numa mística latino-americana.Entretanto, as assembleias seguintes da CNBB julgaram que um Plano Nacional de Pastoral, num país extenso e diversificado como o Brasil, seria de difícil concretização.Daí, a decisão de adotar diretrizes para a ação evangelizadora, revisadas a cada quatro anos, como orientação de unidade para elaboração de planos específicos. É o que vem acontecendo ultimamente como dinâmica da evangelização.A Conferência de Aparecida, no ano de 2007, despertou, no conjunto dos cristãos, um novo entusiasmo, oferecendo horizontes para a ação eclesial.Nas atuais Diretrizes (2011-2015), à luz da Conferência de Aparecida, podemos caracterizar ganhos significativos. Seu Objetivo Geral está assim formulado: "Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo".Trata-se de um texto leve e claro, na busca de unidade pastoral, com uma metodologia acessível para o conjunto dos cristãos.Estes são seus aspectos mais marcantes:* insiste em que vivemos em mudança de época com desafios específicos;* coloca a Igreja em estado de missão;* valoriza a centralidade de Jesus Cristo;* coloca as Diretrizes da Ação Evangelizadora à luz da Palavra de Deus, nas pegadas da Assembleia do Sínodo sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja;* faz um retorno explícito à importância do Planejamento Pastoral e ao método "Ver, Julgar e Agir".De fato, temos muito a comemorar, muito a celebrar.Por tudo isso, damos graças a Deus. Dom Raymundo Cardeal Damasceno AssisArcebispo de Aparecida (SP)Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Relação Estado e Sociedade será tema de seminário promovido pela CNBB

Nesta segunda e terça-feira, 5 e 6 de novembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, em parceria com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), a União Marista do Brasil (UMBRASIL) e o Centro de Assessoria e Apoio a Iniciativas Sociais (CAIS)/Misereo, o Seminário Nacional Relação Estado e Sociedade. O secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, estará presente na abertura do evento. O evento reunirá no Centro Cultural de Brasília cerca de 120 participantes, representantes de instituições religiosas cristãs, entidades beneficentes e organizações sociais, com o objetivo de debater as relações do Estado com a sociedade civil, para a elaboração conjunta de sugestões que aprimorem as regulações em debate e ao fortalecimento da participação popular.O Brasil é hoje a 7ª economia do mundo, porém é o 84º em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A perspectiva do debate proposto pelo Seminário é promover a melhoria do ambiente regulatório que propicie o desenvolvimento das instituições religiosas, entidades beneficentes e organizações da sociedade civil, parceiras do Poder Público na promoção dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável do País, de forma mais equitativa no campo social.Temas como o acesso aos recursos públicos e o aprimoramento de incentivos fiscais para doações de pessoas físicas e jurídicas - que vêm sendo discutidos no âmbito da Plataforma para um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil são alguns dos tópicos que devem vir à tona durante as discussões, com vistas a um melhor ambiente regulatório que beneficie a sociedade na construção do bem comum, ampliando o diálogo acerca de aspectos pendentes de regulação que impedem o avanço da colaboração das entidades sociais no enfrentamento da pobreza.A metodologia do Seminário compreende mesas de debates em grupos temáticos com representantes da sociedade civil em diálogo com representantes do Governo para posterior discussão em plenária. Já confirmaram participação o Ministro Gilberto Carvalho, Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República do Brasil (SGPR), e Diogo Santana, também da SGPR.O Seminário tem ainda o apoio da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC); Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB); Cáritas Brasileira; Fundação Esquel; Grupo Marista; Editora FTD e School Picture.Confira abaixo a programação. Os nomes dos palestrantes e expositores ainda poderão sofrer alterações.SEMINÁRIO RELAÇÃO ESTADO E SOCIEDADE5/11 – segunda-feira 10h – Mesa de aberturaSecretário Geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich SteinerArlete Dias (GT-CNBB)Daniel Rech (CAIS)Pastora Romi Bencke (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC)11h - Diálogo da Mesa com os Participantes12h - Almoço14h30 - GRUPOS TEMÁTICOSMesa com expositores que introduzirão o tema e em seguida abrirão para debates e proposições para a plenária no dia 06.Grupo Temático 1 - MARCO REGULATÓRIOExpositores:1. Daniel Rech (GT-CNBB)2. Diogo Santana (SGPR)3. Eliana Rolemberg (CLAI)Grupo Temático 2 - ENTIDADES E ORGANIZAÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS E BENEFICENTESExpositores:1. Arlete Dias (GT-CNBB)2. Vilmar Tomé (Associação Brasileira das Universidades Comunitárias - ABRUC)Grupo Temático 3 - ORGANIZAÇÕES RELIGIOSASExpositores:1. Hugo Sarubbi (GT-CNBB)2. Ir. Maria Tereza (CRB/ANEC)3. Pastora Romi Márcia Bencke (CONIC)18h30 - Jantar06/11 – terça-feira09h - Plenário - Apresentação dos trabalhos do dia 0510h30 - Coffee Break11h - Reação às propostas apresentadas pelos gruposExpositores:Silvio Santana (Marco Regulatório)Dilma Alves (Entidades e Organizações sem fins lucrativos e beneficentes)Dr. José Eduardo Sabo Paes (Sociedade Civil)Ir. Jardelino Menegat (Organizações Religiosas)12h - Almoço14h - Apresentação e votação das propostas sistematizadas16h30 - Encerramento

Recife sedia encontro com movimentos, novas comunidades e associações de leigos

Durante este feriado prolongado, de 2 a 4 de novembro, a cidade de Recife (PE) sedia o 4º Encontro Nacional que reúne representantes de diversos movimentos leigos. Entre eles, estão as novas comunidades e as associações de leigos nascidas dos carismas das congregações e ordens religiosas. O evento é uma realização da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, em parceria com as comissões de Juventude, Ministérios Ordenados e Vida Consagrada, e o Setor Universidades da CNBB. O Conselho Nacional do Laicato do Brasil também apoia a iniciativa.Para o presidente do Conselho, Laudelino dos Santos, trata-se de uma oportunidade importante de troca de experiências e valorização da ação missionária dos leigos na Igreja. "A cada ano, temos percebido como este evento está crescendo, acolhendo novas formas de organização do laicato".Laudelino também revelou a expectativa dos organizadores do Encontro. "Criar uma maior unidade no trabalho, afinal, somos todos Igreja, como cristãos leigos, cristãos bispos, cristãos padres, cristãos consagrados". Este encontro está inserido nas atividades promovidas pela CNBB em torno da reflexão do cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II. Estão presentes mais de 100 expressões laicais, refletindo sobre temas como a atuação do laicato na sociedade e na política; a missão no contexto urbano; o Ano da fé e as novas comunidades; e a ação da juventude.

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