quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 11/10/2012

REFLEXÃO

A oração é uma busca constante de viver na presença de Deus e procurar estar em diálogo com ele para que ele nos ajude em nossas necessidades, mas devemos nos lembrar das palavras de são Tiago: pedis sim, mas pedis mal, pois não sabeis o que pedir. Muitas vezes pedimos, e pedimos muito, mas não pedimos o que deveríamos, nossos pedidos são mesquinhos, materialistas e visam simplesmente a satisfação de interesses pessoais e imediatos, não sabemos pedir os verdadeiros valores, que são eternos, não pedimos a salvação, o perdão dos pecados nossos e dos outros, não pedimos pela ação evangelizadora da Igreja, pela superação das injustiças que causam guerras e tantos sofrimentos, mas principalmente, não pedimos a ação do Espírito Santo em nossas vidas.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • A. Dioc. Pe. Sérgio Jeremias de Souza, Administrador Diocesano de Tubarão - SC
NOTÍCIAS

"Redescobrir a alegria de crer", diz Bento XVI na abertura do Ano da Fé

Na manhã desta quinta-feira, 11 de outubro, o papa Bento XVI presidiu a missa de abertura do Ano da Fé. Cinquenta anos depois da abertura do Concílio Vaticano II, a praça de São Pedro recebeu milhares de fiéis do mundo todo. A celebração também recordou que há 50 anos começava o Concílio Vaticano II. "Eu já estava no seminário na época. E hoje eu estava na mesma Praça São Pedro, no Vaticano, com uma multidão, sob um sol de lascar, para a celebrar a data e o início do Ano da Fé", testemunhou padre Maurício Brandolize, brasileiro que atua em Goiás e que participou da cerimônia. Bento XVI presidu a Missa com um total de 400 concelebrantes: 80 cardeais, 14 padres conciliares, 8 patriarcas de Igrejas orientais, 191 arcebispos e bispos sinodais e 104 Presidentes de Conferências Episcopais de todo o mundo. Estavam também presentes na Praça São Pedro Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, e o Primaz da Comunhão Anglicana, Rowan Williams. O Papa iniciou sua homilia explicando que a celebração desta manhã foi enriquecida com alguns sinais específicos: a procissão inicial, recordando a memorável entrada solene dos padres conciliares na Basílica de São Pedro; a entronização do Evangeliário, cópia do utilizado durante o Concílio; e a entrega, no final da celebração, das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica. Bento XVI disse que o Ano da fé tem uma relação coerente com todo o caminho da Igreja ao longo dos últimos 50 anos: desde o Concílio, passando pelo Magistério do Servo de Deus Paulo VI, que proclamou um "Ano da Fé", em 1967, até chegar ao o Grande Jubileu do ano 2000, com o qual o Bem-Aventurado João Paulo II propôs novamente a toda a humanidade Jesus Cristo como único Salvador, ontem, hoje e sempre. Lembrando aquele dia, Bento XVI evocou o Bem-Aventurado João XXIII no Discurso de Abertura do Concílio Vaticano II, quando apresentou sua finalidade principal: "que o depósito sagrado da doutrina cristã fosse guardado e ensinado de forma mais eficaz". Papa Ratzinger revelou aos presentes o que experimentou: "uma tensão emocionante em relação à tarefa de fazer resplandecer a verdade e a beleza da fé no nosso tempo, sem sacrificá-la frente às exigências do presente, nem mantê-la presa ao passado". Para o Papa, o mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a atual, é reavivar na Igreja "aquela mesma tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo, sempre apoiado na base concreta e precisa, que são os documentos do Concílio Vaticano II". "A referência aos documentos protege dos extremos tanto de nostalgias anacrônicas como de avanços excessivos, permitindo captar a novidade na continuidade. O Concílio não excogitou nada de novo em matéria de fé, nem quis substituir aquilo que existia antes. Pelo contrário, preocupou-se em fazer com que a mesma fé continue a ser vivida no presente, continue a ser uma fé viva em um mundo em mudança". De fato – prosseguiu o Pontífice – "os Padres conciliares quiseram abrir-se com confiança ao diálogo com o mundo moderno justamente porque eles estavam seguros da sua fé, da rocha firme em que se apoiavam. Contudo, nos anos seguintes, muitos acolheram acriticamente a mentalidade dominante, questionando os próprios fundamentos do 'depositum fidei' a qual infelizmente já não consideravam como própria diante daquilo que tinham por verdade". Portanto, "se a Igreja hoje propõe um novo Ano da Fé e a nova evangelização, não é para prestar honras, mas porque é necessário, mais ainda do que há 50 anos!" – exclamou. "Nas últimas décadas, observamos o avanço de uma "desertificação" espiritual, mas, no entanto, é precisamente a partir da experiência deste vazio que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós homens e mulheres. E no deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus, que liberta do pessimismo". Este, portanto – concluiu Bento XVI – é o modo como podemos representar este ano da Fé: "uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas – como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão – mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos". Por fim, o Papa recordou que no dia 11 de outubro de 1962, celebrava-se a festa de Santa Maria, Mãe de Deus. "Que a Virgem Maria brilhe sempre qual estrela no caminho da nova evangelização. Que Ela nos ajude a pôr em prática a exortação do Apóstolo Paulo: 'A palavra de Cristo, em toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros, com toda a sabedoria… Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus. Por meio dele dai graças a Deus Pai'".

Padre Conciliar, dom Jaime Luiz Coelho fala dos 50 anos do Vaticano II

Por meio de um trabalho realizado dentro do projeto de iniciação científica no curso de teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR) sobre a participação do Padre Conciliar Dom Jaime Luiz Coelho no Concílio Vaticano II, o professor padre Rafael Solano e o seminarista Eduardo Batista entrevistaram o primeiro Arcebispo de Maringá no dia 05 de outubro de 2012. Dom Jaime é um dos 70 Padres Conciliares que estão vivos, segundo a Agência Zenit. Aos 96 anos, ele foi convidado pela Secretaria de Estado do Vaticano para participar em Roma da abertura das comemorações do cinquentenário do Concílio Vaticano II - cuja solenidade principal será realizada nesse nessa quinta-feira (11) no Vaticano - mas, por causa da dificuldade de locomoção, não pode comparecer.Na entrevista, Dom Jaime fala sobre detalhes da participação dele no Concílio, analisa as mudanças que a Igreja passou após o Vaticano II e também relata casos emblemáticos como o fim do jornal de publicação voltada para os bispos brasileiros, o Conciliábulo. Após uma intervenção de Dom Jaime o jornal deixou de ser publicado. "Acabei com o jornalzinho" diz Dom Jaime. Ao comentar a entrevista com Dom Jaime, um dos entrevistadores, Padre Rafael disse que o encontro com o Padre Conciliar foi um momento de graça. "Me senti na sala conciliar, me senti no Concílio". Para assistir a entrevista, clique aqui.

Cardeal Odilo Scherer comenta os trabalhos do Sínodo

Terceiro dia dos trabalhos do Sínodo sobre a nova evangelização, em andamento no Vaticano. Na manhã de quarta-feira, os trabalhos foram em círculos menores. Sobre o andamento dos trabalhos em exclusiva para a Rádio Vaticano falou o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer.

"Estamos ainda no terceiro dia, de fato, tivemos apenas um dia de reflexão com o grupo de participantes, portanto estamos muito no início ainda, mas é claro que o tema do Sínodo – Nova Evangelização para Transmissão da Fé – consiste em dois polos: a nova evangelização enquanto um processo de evangelização que precisa ser retomado, precisa ser feito sempre, precisa ser feito agora diante de situações novas, num contexto novo, com possivelmente motivações de linguagens novas, mas , enfim, a Evangelização é a tarefa permanente da Igreja. Me parece que a tomada de consciência mais importante, neste momento, é que a nova Evangelização de fato é Evangelizar de novo. É esquecer o pressuposto de que já foi feito uma vez, porque a Evangelização nunca está completa, nunca é um processo concluído, mas é um processo sempre em andamento. Por outro lado, até mesmo pessoas já Evangelizadas precisam ser novamente Evangelizadas ao longo de toda a vida. Então, esta é a primeira constatação. Nova Evangelização significa de fato Evangelização. Arregaçar as mangas e fazer Evangelização. Isso requer talvez mudanças, Conversão Pastoral como se disse em Aparecida e aqui já começou a ser dito várias vezes, por várias vozes. Conversão Pastoral que signifique uma conversão missionária que signifique de fato que a Igreja se assuma missionária em tudo que ela é e faz, e, portanto, passe de uma Pastoral do que já tem e passe para uma Pastoral de missão, indo ao encontro, procurando àqueles que não vem, procurando àqueles que não foram contactados. Este é um primeiro aspecto. Por outro lado, aparecem acenos a uma necessidade e a uma melhor formação do clero, pressuposto básico para renovação da vida da Igreja. Depois, uma atenção muito especial aos mistérios da fé que a Igreja celebra na liturgia e que alimentam a fé e que atraem para Deus, porque a Igreja não é auto-fundante, mas sim obra do Espírito Santo, portanto também é um mistério da fé, e por isso mesmo, aquilo que ela é ou aquilo que ela prega, não vem dela mesma, mas vem justamente do autor da fé, que é Jesus Cristo e o Espírito Santo que desperta a fé e faz animar a fé, portanto, uma atenção maior justamente àquilo que são os mistérios da fé, que são os sacramentos, que é a Liturgia, a palavra de Deus pregada e apresentada de maneira convincente, testemunhal, atenta, amorosa, alegre. Essas coisas estão aparecendo pelas muitas vozes que vão sendo levantadas no Sínodo através das palavras e dos depoimentos dos membros do Sínodo que vão falando. Portanto, o que posso dizer é que o primeiro dia de depoimentos dos membros do Sínodo é que a Igreja precisa voltar-se, não sobre si, mas para as suas bases. Precisa partir de novo para seus pressupostos e não entender-se demasiadamente como uma organização que tem uma eficácia por si mesmo, por suas estruturas, organização, métodos, planos. Tudo isso é bom, tudo isso é necessário, mas não é só isso que produz o efeito da Igreja, ainda, por si só. O que produz o efeito do trabalho da Igreja é, de fato, a Graça de Deus, em função da qual nós estamos trabalhando".


Cimi divulga manifesto contra o PL 1610/1996

O Conselho Indigenista Missionário, CIMI, publicou uma mensagem, na qual manifesta seu repúdio ao Projeto de Lei nº 1610, de 1996.

A proposta "dispõe sobre a exploração e o aproveitamento de recursos minerais em terras indígenas, de que tratam os artigos 176, parágrafo primeiro, e 231, parágrafo terceiro, da Constituição Federal".

Leia a mensagem:

Essa terra tem dono: mineração assim não!

Cimi se manifesta contra tramitação e substitutivo ao PL 1610/1996

O Conselho Indigenista Missionário, Cimi, vem a público manifestar extrema preocupação e absoluto repúdio frente à proposta de substitutivo ao Projeto de Lei 1610/96, que dispõe sobre a exploração e o aproveitamento de recursos minerais em terras indígenas, disponibilizada pelo deputado federal Édio Lopes (PMDB/RR), relator da Comissão Especial da Câmara que trata do tema.

O Cimi entende que a tramitação açodada da matéria e o teor do substitutivo em questão seguem na mesma esteira de um conjunto de instrumentos legislativos e administrativos que vem sendo intensivamente usados pelos setores anti-indígenas e pelo governo brasileiro para invadir, explorar e mercantilizar as terras indígenas. O intuito é um só: implementar o desenvolvimentismo agro-extratitivista exportador e aprofundar a territorialização e a acumulação do capital.

O Cimi considera o substitutivo apresentado pelo deputado Édio Lopes flagrantemente inconstitucional, um acúmulo de equívocos e arbitrariedades que desconstroem os direitos dos povos e beneficiam exclusivamente as empresas potenciais mineradoras das terras indígenas.

Dentre os inúmeros absurdos do substitutivo, chamamos a atenção para os seguintes aspectos:

1- "Qualquer interessado" poderá requerer ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) o direito de minerar qualquer terra indígena no Brasil. Este elemento associado à anulação de todos os direitos minerários em terras indígenas, concedidos antes da promulgação da nova lei, deverá provocar uma verdadeira "corrida" de não-índios às terras indígenas do país.

2- O direito de consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas é reduzido a mero ato formal, denominado "consulta pública". Inclusive às comunidades indígenas presentes na terra pretendida para exploração mineral "poderão participar" da consulta. No entanto, a vontade dos povos não terá qualquer influência sobre a continuidade do processo de exploração mineral na própria terra.

3- Junto com o desrespeito ao direito de Consulta e na contramão dos preceitos Constitucionais, o substitutivo reaviva a figura da tutela sobre os povos indígenas. Caso não haja concordância "das comunidades indígenas" na realização das atividades de exploração mineral nas terras por eles ocupadas, o processo será encaminhado a uma "Comissão Deliberativa", sem participação indígena, que "decidirá", dentre as propostas apresentadas, "qual a melhor" para as comunidades indígenas afetadas.

4- A autorização a ser emitida pelo Congresso Nacional para a exploração mineral em terras indígenas constituir-se-á em puro formalismo jurídico-legal. A mesma se dará após já ter sido feita a escolha da "melhor proposta" e respectiva empresa mineradora.

5- A "consulta pública" da qual os indígenas "poderão participar", a escolha da "melhor proposta", a autorização do Congresso Nacional e a outorga, pelo DNPM, ao "detentor da proposta vencedora para a exploração de recursos minerais em terras indígenas" serão inócuas, pois se darão "às escuras", antes de se saber o que realmente irá ser explorado e qual a dimensão da exploração na respectiva terra indígena. Isso porque a "pesquisa de bens minerais" na respectiva área indígena será feita, pelo "outorgado", que terá até três anos para realizar mesma.

6- Nenhuma salvaguarda constitucional é respeitada pelo substitutivo. A exploração mineral poderá ocorrer em todo e qualquer espaço no interior da terra indígena. Não há qualquer referência explícita, no substitutivo, que proíba a lavra de recursos minerais incidentes sobre monumentos e locais históricos, culturais, religiosos, sagrados, de caça, de coleta, de pesca ou mesmo de moradia dos povos. Isso, como é evidente, oferece risco incalculável à sobrevivência física e cultural dos povos.

7- A mineração poderá ocorrer até mesmo em terras cujos procedimentos administrativos não estiverem conclusos. Para isso, bastará que o governo federal considere que exista na terra algum minério estratégico para a "segurança nacional" do país. Não há, no substitutivo, qualquer definição sobre o que pode ser considerado "mineral estratégico para a segurança nacional".

8- O "extrativismo mineral ou garimpagem" a ser feito por indígenas organizados em cooperativas se limitará a, no máximo, 100 hectares da respectiva terra. A multa por possíveis irregularidades cometidas pelos indígenas poderá ser de até dois milhões e quinhentos mil reais.

9- O substitutivo incentiva as empresas mineradoras a cometerem todo tipo de irregularidades no procedimento de exploração mineral em terras indígenas. Faz isso ao determinar que a multa por "infrações administrativas", inclusive no caso de descumprimento, total ou parcial, da obrigação de pagamento aos povos indígenas, não poderá ser superior a 3% do faturamento bruto da empresa mineradora no período em que tenha sido constatada a irregularidade. É notório que poderá ocorrer casos em que uma determinada irregularidade cometida tenha potencial para acarretar aumento superior a 3% no faturamento da empresa. Nesses casos, a empresa lucraria cometendo irregularidades.

O Cimi considera que não existe razão plausível que justifique a pressa incontida em colocar a matéria em discussão e votação na Câmara dos Deputados - programada para depois do 2º turno das eleições municipais. O próprio substitutivo indica que a mineração em terras indígenas será regida, inclusive, pela legislação mineral do país. Ora, é de conhecimento público que o governo brasileiro está prestes a enviar ao Congresso Nacional proposta de um novo "marco regulatório" da mineração no Brasil. Qual o sentido, então, de se discutir e aprovar uma lei que regulamenta a mineração em terras indígenas antes de se discutir e a aprovar a nova legislação mineral do país que afetará, também, a mineração em terras indígenas?

Além disso, os Artigos 176 e 231 da Constituição Federal determinam que a exploração mineral e de riquezas naturais existentes em terras indígenas somente poderá ser feita em caso de "interesse nacional" e "relevante interesse público da União, segundo o que dispuser a lei complementar". Ocorre que, no Brasil, não existe lei que disponha sobre "relevante interesse público da União", nem sobre "interesse nacional". Qual a razão, então, de se aprovar uma lei que regulamenta a exploração mineral em terras indígenas antes de definir em que condições específicas essa exploração é permitida pela Constituição? O único motivo que salta aos nossos olhos é o de se afrontar a Constituição, abrindo a possibilidade de exploração mineral, sem qualquer tipo de limite, em todas as terras indígenas do país.

O Cimi se solidariza com os povos indígenas frente a mais este cruel ataque patrocinado pelos interesses político-econômicos adversos, ao mesmo tempo em que se associa e reforça a reivindicação histórica do movimento indígena no Brasil segundo o qual o Congresso Nacional não deverá legislar, de forma fracionada, sobre temas que lhes dizem respeito.

Por fim, o Cimi se compromete a junto com os povos indígenas fazer uso de todos os meios legítimos para evitar a consumação desta mortífera ferida aos direitos consagrados e ao futuro dos povos indígenas no Brasil.

Secretariado Nacional – Cimi

Brasília, 10 de outubro de 2012


Tudo pronto para o início do 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos

Começa nesse final de semana, de 12 a 14 de outubro, o 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (Ebruc), que será realizado no Colégio Marista Santa Maria, em Curitiba (PR). O evento é organizado pelo Setor Universidades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e conta com apoio do Colégio Marista e da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC).

O tema do 2º Ebruc é "Educação e Cultura: areópagos da missão", e o lema "Falamos daquilo que sabemos, testemunhamos o que vimos" (Jo 3, 11). Este encontro de universitários será marcado pela realização de oficinas temáticas que possibilitem a construção de novos saberes. Pautadas pelo tema e lema, todas as 12 oficinas serão espaços de cocriação onde a vivência pessoal de cada indivíduo será valorizada para a construção de um projeto coletivo.

Os participantes poderão escolher oficinas com temas como: Ecumenismo e Diálogo das Religiões na universidade, A Missão Continental vivida na atualidade universitária: Experiências de sucesso na Argentina e no Chile, Desenvolvimento Sustentável Meio Ambiente e Amazônia, Culturas Africanas, Movimento Estudantil na contemporaneidade, Núcleo Estudantes Internacionais e Encontro de Culturas, Oficina de Mídia Digital e Evangelização, Juventude e Afetividade, O que o mercado de trabalho espera do Jovem Universitário, Políticas Públicas para a Juventude, Oficina de Criação Cênica, Juventude e participação.

Participarão do Ebruc o arcebispo de Curitiba, dom Moacyr José Vitti; o bispo auxiliar de São Paulo (SP) e referencial do Setor Universidades da CNBB, dom Tarcísio Scaramussa; do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura da CNBB, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães; irmão Frederico Urtenberger, representante da ANEC, irmão Clemente Ivo Juliatto, reitor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), entre outros.

O 1º EBRUC ocorreu na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), no campus Betim, entre os dias 09 e 11 de outubro de 2010, e reuniu 180 jovens universitários de todo o país.

Outras informações acesse o site do Ebruc, no endereço: www.ebruc.setoruniversidades.org.br.


Dom Haring abre seminário sobre 5ªSSB

De 9 a 11 de outubro, realiza-se no Centro de Pastoral "Maria Mãe da Igreja", em Fortaleza (CE) o seminário onde está sendo discutido os impactos dos megaprojetos no Estado do Ceará. O seminário é parte do processo da 5ª Semana Social Brasileira (SSB), que acontece em todo o Brasil desde o ano passado. É uma realização da CNBB e organizado pela Comissão Pastoral Episcopal para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz. O tema central da 5ª SSB é "Estado para que e para quem?". No Regional Nordeste I, é organizado pelas pastorais sociais, CEBs, organismos e movimentos sociais do Ceará. Na abertura do evento, o presidente do Regional Nordeste I e bispo de Limoeiro, dom José Haring, deu boas vindas aos participantes, recordando as eleições municipais. "Esta ainda muito viva a experiência do tempo eleitoral, das campanhas eleitorais, dos comícios, das passeatas. Vemos a necessidade e a oportunidade de reflexão da 5ª SSB sobre o Estado que queremos, pois sentimos a falta de seriedade política, em vez de propostas políticas – o aumento emoção corrida pelo poder recorrendo a baixarias. Vemos a falta de um plano político e a exclusão dos problemas locais".Dom Haring avalia que o seminário revele "um contraste sadio e necessário em relação dos acontecimentos eleitorais das semanas que passaram. Vai ser uma contribuição oportuna para a realidade política que vivemos. Certamente vamos dar um pequeno passo para o Estado que queremos. Peço que o Espírito de Deus nos ilumine nestes dias".Oficinas temáticasFacilitando o entendimento dos temas levantados pelo processo da 5ª SSB sete oficinas temáticas foram preparadas, trazendo experiências de resistência: Sistema de Justiça e Tribunal Popular – RENAP/CBJP); Campanha Permanente contra os agrotóxicos pela vida – Via Campesina/TRAMAS; Campanha contra o extermínio de jovens (Pjs, REAJA e Cáritas); Resistência a grandes obras – Movimento de Luta pelo Direito a Moradia e FDCA; Turismo comunitário – Rede Tucum; Economia Solidária – Rede Cearense de Socioeconômica Solidária; Mineração – Articulação Antinuclear; Campanha pela Regularização das Comunidades Tradicionais Pesqueiras – Movimento Pescadores e CPP/CE.Os participantes contam com a assessoria do Prof. Jeovah Meireles, da Prof.ª. Raquel Rigotto – que apresentam um Mapeamento dos Impactos dos Grandes Projetos no Estado do Ceará (painel –visualização de quais e onde estão), dos professores Pe. Junior Aquino e Pe. Manfredo Oliveira – com uma Leitura Ética, Teológica do Estado. O assessor nacional da 5ª Semana Social Brasileira, padre Nelito Dornelas, trouxe um Balanço das Semanas Sociais Brasileiras. Dom José Haring, bispo presidente da CNBB Regional Nordeste I acompanha todo o evento.

Diocese de Santarém promove a Semana Social

"Participação da sociedade no processo de democratização do Estado Brasileiro".  Esse é o tema da 5ª Semana Social na diocese de Santarém (PA). A programação será desenvolvida de 17 a 19 de outubro, no salão da escola São Francisco.

O evento é promovido pela Pastoral Social Diocesana e é destinado às paróquias, comunidades, escolas, associações, entre outros.  Neste espaço, serão debatidos temas como: o Estado moderno; o Estado Brasileiro e a participação democrática; um novo Estado e caminhos para uma nova sociedade do bem viver.

O evento está relacionado à Semana Social Brasileira que está também na sua 5ª edição e aborda o tema: O Estado para quê e para quem?. A Semana Social Brasileira acontece durante todo o ano e cada diocese, arquidiocese e prelazia organiza seu calendário.


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