segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 08/10/2012

REFLEXÃO

O maior mandamento que Jesus nos deu foi a Lei do Amor. Mas infelizmente, a palavra amor tem inúmeras conotações no dia de hoje, a maioria delas contrária ao espírito do Evangelho e aos valores do Reino, daí a importância da parábola do Bom Samaritano que nos mostra que amor de verdade é gesto concreto, é sair do próprio comodismo e ir ao encontro do outro, seja ele ou ela quem for, ser capaz de perceber todos os seus problemas e todas as suas necessidades, deixar-se mover pelo sentimento de compaixão e, cheio de misericórdia, fazer tudo o que estiver ao alcance para que a vida seja melhor para todos.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Francisco Barroso Filho, Bispo Emérito de Oliveira - MG
NOTÍCIAS

Sínodo e novos Doutores da Igreja

O Papa Bento XVI abriu solenemente na manhã deste domingo, 7, o Sínodo sobre a Nova Evangelização, presidindo a Santa Missa na Praça São Pedro. Durante a celebração, na presença de mais de 400 bispos e 25 mil fiéis proclamou Doutores da Igreja a Santa medieval alemã, Hildegarda de Bingen, e o Santo espanhol João de Ávila, que viveu em 1500.

Com esta solene concelebração – disse o Papa na sua homilia - inauguramos a XIII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que tem como tema: A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã.

"Esta temática responde a uma orientação programática para a vida da Igreja, de todos os seus membros, das famílias, comunidades, e das suas instituições. Tal perspectiva se reforça pela coincidência com o início do Ano da Fé, que terá lugar na próxima quinta-feira, dia 11 de outubro, no 50º aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II".

"A Igreja existe para evangelizar", continuou o Papa, que se deteve sobre o "renovado dinamismo da atividade evangelizadora da Igreja em determinados períodos da história. "Basta pensar na evangelização dos povos anglo-saxões e eslavos, ou na transmissão do Evangelho no continente americano, e, em seguida, nos distintos períodos missionários junto dos povos da África, Ásia e Oceania".

"Também nos nossos tempos, o Espírito Santo suscitou na Igreja um novo impulso para proclamar a Boa Nova, um dinamismo espiritual e pastoral que encontrou a sua expressão mais universal e o seu impulso mais autorizado no Concílio Ecumênico Vaticano II".

Segundo o Santo Padre "tal renovado dinamismo de evangelização produz uma influência benéfica sobre os dois ramos"concretos que desenvolvem a partir dela, ou seja, por um lado, a "missio ad gentes", isto é, a proclamação do Evangelho para aqueles que ainda não conhecem a Jesus Cristo e a Sua mensagem de salvação"; e, por outro lado, a nova evangelização, destinada principalmente às pessoas que, embora batizadas, se distanciaram da Igreja e vivem sem levar em conta prática cristã.

"A Assembléia sinodal que se abre hoje é dedicada a essa nova evangelização, para ajudar essas pessoas a terem um novo encontro com o Senhor, o único que dá sentido profundo e paz para a existência; para favorecer a redescoberta da fé, a fonte de graça que traz alegria e esperança na vida pessoal, familiar e social. Obviamente, esta orientação particular não deve diminuir nem o impulso missionário, em sentido próprio, nem as atividades ordinárias de evangelização nas nossas comunidades cristãs. Na verdade, os três aspectos da única realidade de evangelização e completam e se fecundam mutuamente".

Neste sentido - continuou o Santo Padre - , o tema do matrimônio, que nos ofereceu o Evangelho e a primeira leitura deste domingo, merece uma atenção especial. A mensagem da Palavra de Deus pode ser resumida na expressão contida no livro do Gênesis e retomada pelo próprio Jesus: «Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne». O que significa hoje para nós essa palavra? - perguntou o Papa:

"Parece-me que nos convida a nos tornarmos mais conscientes de uma realidade já conhecida, mas talvez não totalmente apreciada, ou seja, que o matrimônio se constitui, em si mesmo, um Evangelho, uma Boa Nova para o mundo de hoje, em particular para o mundo descristianizado. A união do homem e da mulher, o ser «uma só carne» na caridade, no amor fecundo e indissolúvel, é um sinal que fala de Deus com força, com uma eloqüência que hoje se torna ainda maior porque, infelizmente, por diversas razões, o matrimônio, justamente nas regiões de antiga tradição cristã, está passando por uma profunda crise".

Não é uma coincidência, acrescentou o Papa. O matrimônio está ligado à fé, não num sentido genérico. "O matrimônio se fundamenta, enquanto união do amor fiel e indissolúvel, na graça que vem do Deus Uno e Trino, que em Cristo nos amou com um amor fiel até a Cruz".

"Hoje, - destacou Bento XVI -, somos capazes de compreender toda a verdade desta afirmação, em contraste com a dolorosa realidade de muitos matrimônios que, infelizmente, acabam mal. Há uma clara correspondência entre a crise da fé e a crise do matrimônio. E, como a Igreja afirma e testemunha há muito tempo, o matrimônio é chamado a ser não apenas objeto, mas o sujeito da nova evangelização.

Isso já se vê em muitas experiências ligadas a comunidades e movimentos, mas também se observa, cada vez mais, no tecido das dioceses e paróquias, como demonstrou o recente Encontro Mundial das Famílias.

A chamada universal à santidade – disse Bento XVI - é uma das idéias chave do renovado impulso que o Concílio Vaticano II deu à evangelização que, como tal, aplica-se a todos os cristãos. Os santos são os verdadeiros protagonistas da evangelização em todas as suas expressões.

Em seguida o Papa recordou que hoje foram agregados ao grupo seleto dos Doutores da Igreja dois santos, São João de Ávila e Santa Hildegarda de Bingen.

São João de Ávila que viveu no século XVI. Profundo conhecedor das Sagradas Escrituras, dotado de um ardente espírito missionário. Soube adentrar, com uma profundidade particular, nos mistérios da Redenção operada por Cristo para a humanidade. Homem de Deus, unia a oração constante à atividade apostólica. Dedicou-se à pregação e ao aumento da prática dos sacramentos, concentrando seus esforços para melhorar a formação dos futuros candidatos ao sacerdócio, dos religiosos, religiosas e dos leigos, em vista de uma fecunda reforma da Igreja.

Santa Hildegarda de Bingen, importante figura feminina do século XII, ofereceu a sua valiosa contribuição para o crescimento da Igreja do seu tempo, valorizando os dons recebidos de Deus e mostrando-se uma mulher de grande inteligência, sensibilidade profunda e de reconhecida autoridade espiritual. O Senhor dotou-a com um espírito profético e de fervorosa capacidade de discernir os sinais dos tempos. Hildegard nutria um grande amor pela a criação, cultivou a medicina, a poesia e a música. Acima de tudo, sempre manteve um amor grande e fiel a Cristo e à Igreja.

Bento XVI concluiu a sua homilia confiando a Deus o trabalho da Assembléia sinodal com o sentimento vivo da comunhão dos santos invocando, em particular, a intercessão dos grandes evangelizadores, dentre os quais o Beato João Paulo II, cujo longo pontificado foi também um exemplo da nova evangelização. "Colocamo-nos sob a proteção da Virgem Maria, Estrela da nova evangelização. Com ela, invocamos uma especial efusão do Espírito Santo, que ilumine do alto a Assembléia sinodal e torne-a fecunda para o caminho da Igreja".


Três brasileiros ao lado do Papa na abertura do Ano da Fé

Na próxima quinta-feira, dia 11 de outubro, o Santo Padre, o papa Bento XVI, presidirá uma celebração eucarística que marcará o início do Ano da Fé e o 50° da abertura do Concílio Vaticano II. Foram convidados para concelebrar a missa os líderes das Igrejas Orientais Católicas e os Presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo, assim como os 69 bispos que participaram do Concílio Vaticano II. Doze deles já confirmaram presença.

Da América Latina, três padres conciliares do Vaticano II concelebrarão com Bento XVI. Dois são brasileiros: o cardeal arcebispo emérito de Belo Horizonte (MG), dom Serafim Fernandes de Araújo; e o bispo emérito de Iguatu (CE), dom José Mauro Ramalho de Alarcón Santiago. Dom José de Jesús Sahagún, bispo emérito de Ciudad Lázaro Cárdenas, em Michoacán, no México, é o terceiro latino-americano.

Também concelebrando com o Papa estará dom Raymundo Damasceno Assis, cardeal arcebispo de Aparecida, e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

No dia seguinte, dia 12 de outubro, Bento XVI celebrará novamente com os padres conciliares no túmulo de São Pedro.


Cardeal Raymundo Damasceno trata da Semana Nacional da Vida

Realizada entre os dias 1º e 7 de outubro, em todos os Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Semana Nacional da Vida, foi uma oportunidade para os cristãos refletirem, em suas dioceses, sobre a importância de defender e promover a vida. No período, as comunidades de base desenvolveram atividades e encontros, sugeridos pelo subsídio "Hora da Vida", para trabalhar e refletir sobre o tema "Vida, saúde e dignidade humana: direito e responsabilidade de todos".

Em entrevista, o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno, trata da importância da Semana Nacional da Vida e outras questões ligadas ao direito à vida e à preservação da dignidade humana.

Leia a entrevista:

1. Qual a importância de um evento como a Semana Nacional da Vida para o Brasil?

A Semana Nacional da Vida é, com certeza, uma ocasião propícia para a realização de atividades em âmbito eclesial, familiar e social que suscitam a reflexão, o diálogo e a celebração em torno da questão da acolhida, do respeito, do cuidado, da promoção e da defesa da vida desde a sua concepção até o seu fim natural.

2. Como o senhor analisa o tratamento que a sociedade dá, atualmente, às questões da vida?

O povo brasileiro é um povo apaixonado pela vida, alegre, esperançoso, corajoso, batalhador. No entanto, no coração do homem, infelizmente, a maldade encontra abrigo. Convivemos com altos índices de violência, desde a negação do direito à vida de um ser humano frágil, ainda em gestação, até o descaso com as crianças, as populações vulneráveis e os doentes. A lógica utilitarista, consumista e hedonista das sociedades pós-modernas avaliam a vida sob a ótica de sua utilidade e não como um valor em si mesmo.

3. De que forma a Igreja pode promover e defender a vida? Quais são as ações já realizadas nesse sentido?

Poder-se-ia afirmar que o papel da Igreja, antes de tudo, é pedagógico. A Igreja, como presença do Senhor da Vida na sociedade, formada por vários membros e presente em todos os ambientes, se esforça por transmitir uma educação para a vida através da compreensão e da promoção do valor perene da dignidade de cada ser humano, que é concebido, que se desenvolve, que constitui família, que trabalha, que adoece e envelhece. Ademais, a Igreja não cessa de anunciar que a pessoa possui uma vocação que vai além da vida presente, e, por isso, é testemunha da esperança.

4. Qual o objetivo de instituir uma data como o Dia do Nascituro?

Nesta data, celebramos o início de toda vida humana. Não haveria o ser humano se ele antes não tivesse passado pela fase da gestação. A palavra "nascituro" designa aquela criança que ainda está se desenvolvendo no seio materno. Quando uma mulher almeja ter filhos e quando se percebe grávida, faz tudo para proteger e acolher aquela nova vida. Nosso ordenamento jurídico afirma, justamente, que esta vida tem o direito de ser salvaguardada. Continuar alimentado esta consciência na Igreja, na família e na sociedade é dever de todos nós.

5. Como o senhor avalia a atenção que o Estado dá às questões da vida?

O Estado, através da participação social, inclusive da própria Igreja, deu significativos passos quanto à atenção às questões do direito à dignidade de vida em todas as suas fases, idades e situações existentes no seio da sociedade brasileira. Todavia, muito ainda resta a se fazer. A qualidade de vida que todos nós almejamos não se resume à melhora do poder aquisitivo e ao acesso aos bens de consumo. Ela significa sobretudo ter as condições necessárias para que as relações humanas permitam a realização de cada pessoa no dom de si mesma para o comprometimento com o outro, em particular no seio de uma família, célula primeira da sociedade brasileira.

6. Que tipo de ajustes a legislação necessita para, de fato, promover e defender a vida?

Há de se ter o cuidado em querer fazer ajustes precipitados na legislação brasileira, pois isso pode acabar comprometendo a verdadeira promoção e a real defesa da vida. Exemplo disso são algumas propostas do anteprojeto de reforma do Código Penal. Nestas propostas temos, por exemplo, a redução da idade de 14 para 12 anos para se considerar que uma criança sofreu o chamado "estupro de vulnerável". Por outro lado, alguns projetos de lei podem ser instrumentos jurídicos que reforçam a defesa da vida em nossa legislação. Como exemplo disso, temos iniciativas de propostas de leis em nível estadual que explicitam a defesa do nascituro. O mesmo acontece com o Projeto de Lei conhecido como "Estatuto do Nascituro", já aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, e para o qual uma coleta de assinatura está sendo feita a nível nacional, inclusive com o apoio do site da Pastoral Familiar do Brasil.


Igreja do Brasil celebra o Dia do Nascituro

Com objetivo de promover, proteger, defender e valorizar a vida humana, em todas as circunstâncias, desde a sua concepção, até a morte natural, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu, na 43ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em 2005, a primeira semana de outubro como Semana Nacional da Vida, sendo o dia 8, como Dia do Nascituro.

Originária do latim a palavra 'nascituro' significa: aquele que há de nascer; que foi gerado e ainda não nasceu. Em outras palavras, nascituro é o ser já concebido, mas que ainda vive no ventre materno.

"O nascituro é aquela pessoa que ainda não veio à luz, mas já está vivendo no ventre materno e que merece todo carinho para que seja acolhido no momento de nascer, e acolhido pelo resto da vida. Para que possa ter uma família que o ama, e ter pessoas que cuidam dele ajudando a alcançar a maturidade", esclarece o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a família da CNBB, dom João Carlos Petrini.

A data celebra a Anunciação, ou seja, a notícia levada pelo Arcanjo Gabriel à Maria, de que Deus a havia escolhido para ser mãe do Jesus Cristo. Com isso, a Igreja do Brasil instituiu um dia para ser comemorado e para rezar por todos os nascituros, já que além dos riscos naturais a que estão expostos, ainda existem várias correntes sociais pró-aborto.

Dom Petrini fala sobre a criação humana: "O ser humano que é gerado no ventre de uma mulher, com a participação de um homem, não é fabricado por aquele homem e aquela mulher, não é um produto que eles produzem, é sempre uma criatura de Deus. O homem e a mulher são apenas instrumentos de uma vontade criadora infinitamente maior, a vontade de Deus, que nos quer, e quer a nossa vida", explica.

De acordo com dom Petrini, tudo que é originário de Deus, tem que ser respeitado, com toda "veneração". "Cada ser humano é um filho de Deus, cada ser humano é relação com o Mistério Infinito Eterno e Criador, e como tal, merece todo acolhimento, como algo sagrado".

Por fim, o presidente faz um chamamento a todos os cristãos: "Nós também podemos fazer a nossa parte, temos que ser verdadeiros promotores da existência humana", disse.


1º dia do Sínodo: Nova Evangelização, um desafio

Os trabalhos da 13ª Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização foram abertos na manhã desta segunda, 08, com a oração das Laudes, presidida pelo Papa, na Sala Paulo VI. Bento XVI se dirigiu aos 262 padres sinodais de todo o mundo com as seguintes palavras: "O cristão não deve ser morno; este é o mais grave perigo para o cristianismo de hoje: a tepidez desacredita o cristianismo" – refletiu o Papa. Logo após, teve início a primeira sessão solene, com a saudação dos presidentes-delegados e a introdução do Secretário-Geral do Sínodo, Dom Nikola Eterovic. Ele destacou que um dos desafios para a Nova Evangelização é o individualismo. "A nossa cultura exalta o indivíduo e minimiza a relação necessária entre as pessoas. Exaltando a liberdade individual e a autonomia, é fácil perder de vista a nossa dependência dos outros e a responsabilidade diante do outro."A Nova Evangelização não é um programa, disse Dom Eterovic. Trata-se de um modo de pensar, de ver e de agir. "É como uma lente através da qual vemos as oportunidade de proclamar novamente o Evangelho. É também um sinal de que o Espírito Santo continua a trabalhar ativamente na Igreja."Para o Secretário-Geral do Sínodo, no centro da Nova Evangelização está a renovada proposta do encontro com o Senhor Ressuscitado, o seu Evangelho e a sua Igreja àqueles que não acham mais atraente a mensagem da Igreja.Foi apresentado o "Relatório antes da discussão", apresentado pelo relator-geral da Assembleia sinodal, o arcebispo de Washington, Cardeal Donald Wuerl. Em seguida, o arcebispo de Hong Kong, Cardeal John Tong Hon, dirigiu aos Padres sinodais palavras vibrantes: recordou o temor do regime comunista vivido por parte de tantas famílias da diocese, antes da anexação da cidade à China, 1997.Depois, o Cardeal Tong Hon recordou três princípios fundamentais da evangelização: a comunhão tanto com Deus quanto como os homens, em particular, com os pobres; o serviço entendido como doação de si e a doutrina, ou seja, aquele encontro pessoal com Cristo que nos leva a ser suas testemunhas:"Devemos ser testemunhas zelosas da nossa fé" – concluiu o bispo de Hong Kong.Ao término da primeira sessão dos trabalhos, realizou-se na Sala de Imprensa da Santa Sé, no Vaticano, um encontro do qual participaram o arcebispo de Washington e relator-geral do Sínodo, Cardeal Donald Wuerl, e o presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli."Anunciar o Evangelho num contexto caracterizado pelas novas tecnologias. Esse é um dos principais desafios da nova evangelização", afirmou Dom Celli ressaltando com precisão um dos temas mais difíceis que os Padres sinodais deverão abordar na definição dos objetivos da nova evangelização.Por sua vez, o Cardeal Wuerl disse que dentre os principais temas evidenciados pelo Sínodo encontra-se o da recuperação de uma correta identidade católica: tanto entre os jovens adultos, quanto naqueles que se distanciaram da fé.O purpurado explicou que uma escassa consciência de identidade torna difícil também a relação e o diálogo em âmbito ecumênico. Uma das bases das quais partir novamente no complexo percurso da nova evangelização nos é dada pelo Catecismo da Igreja Católica, do qual estamos para celebrar o 20º aniversário.Mas como transmitir corretamente a mensagem evangélica, a Palavra de Jesus no atual contexto social, como encontrar o método justo? Dom Celli falou aos jornalistas de uma Igreja que por sua natureza deve anunciar o Evangelho, e se não o faz, trai a sua vocação.O problema não é tecnológico, mas de método: "É preciso entender como a Igreja pode dialogar com os homens e as mulheres de hoje, entrando em sintonia com eles, partilhando alegrias, esperanças, dificuldades e tensões", explicou o presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.

Pastoral da Cultura promove formação de agentes e diálogo com artistas

No último dia 5 de outubro, em Belo Horizonte (MG), aconteceu a reunião do grupo de colaboradores da Pastoral da Educação e Cultura. O encontro teve o apoio da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) e contou com a presença do bispo auxiliar de Salvador e integrante da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Gregório Paixão.

Segundo os organizadores, o objetivo do encontro foi articular os encaminhamentos dos projetos "Formação de Agentes da Pastoral da Cultura" e "Arte e Artistas", do 21º Plano de Atividades do Secretariado Geral.

"O projeto 'Formação de Agentes da Pastoral', que deverá ser oferecido a partir do próximo ano, pretende dar aos agentes de pastoral conhecimentos fundados no Magistério e na experiência da Igreja, assim como elementos básicos das ciências humanas relacionados com o tema, de forma a habitá-los a desenvolverem mais e melhor o diálogo da Igreja com as variadas expressões da Cultura. Esse diálogo que é próprio de cada Igreja particular, que o desenvolverá na medida de suas possibilidades e em sintonia com os objetivos de seu próprio Plano de Pastoral, poderá se tornar um importante instrumento da ação evangelizadora e tornará cada Igreja mais próxima daqueles a quem se propõe anunciar Jesus", explicou o assessor da Comissão para Educação e Cultura, da CNBB, Aroldo Braga.

Ainda segundo Aroldo, o projeto "Arte e Artistas", buscará promover a acolhida dos artistas em suas diversas expressões, no espírito proposto por João Paulo II em sua Carta aos Artistas, quando afirmava que a Igreja precisa da arte e convidava os artistas a penetrarem "no mistério de Deus encarnado, (...) a partir da aliança que sempre vigorou entre o Evangelho e a arte".


Pastoral da Criança e o Ano da Fé

Na edição de outubro do Jornal Pastoral da Criança, a coordenadora nacional Irmã Vera Lúcia Altoé convida para uma reflexão sobre o sentido do Ano da Fé, que começará no dia 11 de outubro.

"Todos nós, líderes da Pastoral da Criança, somos convidados a participar desse Ano da Fé. Mas qual é o sentido do Ano da Fé? A Fé ainda tem espaço em nossa vida, em nossa família, em nossa comunidade, no mundo?", pergunta irmã Vera Lúcia: "No mundo de hoje, onde vocês caminham, como vocês percebem que o nosso povo vivencia a fé?"

Leia a íntegra da mensagem:

Ano da Fé

Estimados líderes, coordenações, equipes de apoios e parceiros

Estamos iniciando mais um mês. Mês esse carregadinho de tantas coisas lindas. Mês missionário, em que celebramos a festa da Mãe Aparecida, nossa Padroeira do Brasil; Dia da Criança; do Educador; e outras celebrações que acontecem nesse mês. Além disso, esse ano temos um especial motivo sugerido pelo Papa: a abertura do Ano da Fé.

Você sabia que o Papa Bento XVI decidiu proclamar um "Ano da Fé"? Começará no dia 11 de outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II e aniversário de vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, no dia 24 de novembro de 2013. Nesse mesmo mês, estaremos vivendo mais um Sínodo dos Bispos, cujo tema será sobre a Nova Evangelização.

Todos nós, líderes da Pastoral da Criança, somos convidados a participar desse Ano da Fé. Mas qual é o sentido do Ano da Fé? A fé ainda tem espaço em nossa vida, em nossa família, em nossa comunidade, no mundo? Deus ainda tem lugar significativo em nossa vida? No mundo de hoje, onde vocês caminham, como vocês percebem que o nosso povo vivencia a fé?

Eu, como líder, coordenador, o que eu faço enquanto Pastoral da Criança para que a fé dê sentido à minha missão?

É necessário responder a estas perguntas para que todos possamos viver nossa fé com consciência e maturidade e não apenas como uma herança de nossos pais e avós, às vezes esquecida e guardada em um canto perdido da própria vida e que não possui nenhuma relação concreta no modo de viver, pensar, ser e relacionar-se.

Para nós cristãos, a fé tem um endereço certo e bem preciso: crer em Jesus, o enviado do Pai e que cumprida a sua missão nos comunica o Espírito Santo para continuarmos a mesma missão de Jesus.

Podemos, então, dizer que a fé é uma adesão pessoal a Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo e, ao mesmo tempo, a tudo o que nos revela. Deus se revela como nosso Pai e nos mostra o caminho que devemos trilhar para chegar a Ele: amar a Ele e ao nosso irmão.

Cristo é nosso Senhor e nos convida a contemplar e a agir no mundo com novos olhos. A fé, bem acolhida e cultivada, nos oferece uma lente que permite perceber a realidade com o coração de Deus. Por isto, o cristão não é indiferente aos assuntos do mundo. O sofrimento e a dor que assolam a humanidade devem nos levar à compaixão como Jesus, o Bom Samaritano. É com o amor de Deus que amamos o mundo.

Estimados líderes, vocês estão percebendo que é a nossa fé que dá sentido a nossa missão Pastoral? Nós nos preocupamos muito com as situações que encontramos nas famílias que acompanhamos. Isto nos angustia, porque estas gestantes e crianças são filhas de Deus e estão no coração de Deus.

Nós, líderes da Pastoral da Criança, encontramos o Senhor em cada casa que entramos. Encontramos o Senhor em cada gestante que animamos para que se prepare bem para o parto e para a amamentação. Encontramos o Senhor naquela gestante que não quer ver nascer o seu filho ou que, depois de nascido, quer dá-lo a outros para que o criem. Encontramos o Senhor em cada criança que acompanhamos no seu desenvolvimento para que cresça saudável e feliz.

É na caridade, na alegria, no entusiasmo e na felicidade da vivência de nossa fé que iremos permear o mundo da esperança e do amor cristão. É no respeito, no diálogo aberto, sincero e inteligente que construiremos pontes entre a Fé e o mundo contemporâneo. Já existem muitos muros! Aprendamos a difícil arte de escutar, entender, compreender e defender sem medo nossa fé, com serenidade e respeito.

Estimados líderes, tudo isto nos anima e muito em nossa caminhada pastoral. Seja sempre para as famílias que você acompanha um sinal do amor de Deus por elas. A sua fé, que é esta aceitação do amor de Deus por você, vai sustentá-lo em todos os momentos de sua vida.

Saiba que sua missão é muito importante na Pastoral da Criança. Sua dedicação às famílias acompanhadas agrada muito a Deus, pois Ele ama quem ama os seus filhos. Continue, então, seu trabalho pastoral, sem esmorecer.

Assim, estaremos celebrando este Ano da Fé com muita alegria e dedicação.

Ânimo! Coragem! Deus continua contando com você.

Meu abraço e minha estima,

Irmã Vera Lúcia AltoéCongregação Imaculada Conceição de Castres


Abertas as inscrições para o 18º Encontro Estadual de Comunicação

Com o tema "Mídias digitais: Desafios e possibilidades para a evangelização", acontece, nos dias 23 a 25 de novembro, no colégio Pio XI, em São Paulo (SP), o 18º Encontro Estadual de Comunicação, promovido pela Pastoral de Comunicação do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo).

O encontro reunirá agentes de comunicação e profissionais da mídia católica das arquidioceses e dioceses do estado de São Paulo, contará com a assessoria da professora Polyana Ferrari da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), especialista em Mídias digitais e o padre Gildásio Mendes dos Santos, salesiano, de Campo Grande, com especialização e experiência no uso das Mídias Digitais na evangelização.

Para esta edição, está prevista uma dinâmica diferente. padre Gildásio irá trabalhar com "cases" nos diversos segmentos pastorais que representem o uso e o impacto nas mídias digitais e nas redes sociais. Segundo o assessor, a metodologia de trabalho será uma oportunidade de mostrar o que está sendo feito nas comunidades e lançar um olhar sobre cada um para relevar os desafios e apresentar propostas práticas. Participantes irão apresentar cases com temas como Pastoral Vocacional, Catequese, formação de lideranças, Liturgia, entre outros, que serão analisados e servirão de exemplos concretos de utilização dos meios para a evangelização.

O evento contará ainda com outro atrativo: a Noite Cultural, na qual os participantes irão conhecer o Museu de Arte Sacra de São Paulo e o Mosteiro de São Bento, que ficarão abertos exclusivamente para receber o grupo.

Segundo a coordenadora regional, Irmã Maria Celeste Ghislandi, o "objetivo do encontro é mostrar o fenômeno das Mídias Digitais e seu impacto na sociedade e na evangelização". Além disso, o evento se propõe em reunir agentes da pastoral da Comunicação e profissionais da área da comunicação em geral. A coordenadora destaca ainda que o encontro "pretende não só informar, mas oferecer pistas e apoio para que as novas tecnologias virtuais sejam utilizadas na pastoral como forças integradoras para a formação, comunhão e comunicação da vida e ação da Igreja", concluiu Irmã Celeste.

A solenidade de abertura do evento será na sexta-feira, 23, às 20h, seguida da conferência proferida pelo arcebispo metropolitano de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, que abordará o tema da Nova Evangelização no contexto das novas tecnologias.

As inscrições devem ser feitas no site do Regional Sul 1 www.cnbbsul1.org.br , por meio de preenchimento do formulário on line.


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