sexta-feira, 22 de junho de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 22/06/2012

REFLEXÃO

Existem valores e valores. Quem é verdadeiramente discípulo de Jesus deve procurar viver segundo a hierarquia de valores que é proposta por ele. Quem tem como centro de sua vida o reino de Deus faz dele o seu tesouro, faz com que ele seja o valor fundamental da sua vida e a partir dele ordena todos os demais valores, de modo que o reino de Deus é o valor absoluto e os demais valores são relativos a ele. Quem coloca os valores do mundo como centro da sua vida vive segundo outra hierarquia de valores, totalmente inversa à proposta por Jesus. Diante do evangelho de hoje somos convidados a rever nossa hierarquia de valores segundo os critérios de Jesus.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Orlando Octacílio Dotti, OFMCap, Bispo Emérito de Vacaria - RS

Ordenação Presbiteral

  • Dom Gutemberg Freire Régis, CSSR, Bispo Prelado Emérito de Coari - AM
NOTÍCIAS

Coletiva de Imprensa

A CNBB convida a imprensa a participar, nesta sexta-feira, dia 22 de junho, às 11h30, em sua sede em Brasília, da coletiva de imprensa que marca o encerramento da reunião do Conselho Permanente da entidade. A Presidência da Conferência apresentará o posicionamento dos bispos em relação à Conferência da ONU Rio + 20 e sobre a corrupção e a impunidade no Brasil. Estarão presentes: Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência; Dom José Belisário, arcebispo de São Luís (MA), vice-presidente; Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília (DF), secretário geral. Dia: Sexta-feira, 22 de junho de 2012 Hora: 11h30 Local: Sede da CNBB Mais informações: Assessoria de Imprensa - (61) 21038313 / 8119-3762 Padre Rafael Vieira/ Irmão Diego Joaquim/ Rodrigo Eneas/ Thais Sprovieri

Balanço positivo da Rio + 20, segundo Cardeal dom Odilo Scherer

O Legado do Papa Bento XVI para a Conferência Rio + 20, Cardeal dom Odilo Scherer, destaca ganho na discussão da Conferência da ONU mesmo fazendo ressalvas sobre lacunas no documento final como aquela que " não se chegou a estabelecer a contribuição dos países ricos, daqueles que mais poluem, para formar um fundo a partir do qual possa ser financiada a economia limpa, a economia verde que se quer promover".

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será encerrada sexta-feira 22, com a divulgação do documento final, contendo 49 páginas, denominado "O Futuro Que Queremos". O balanço dos dez dias de discussões divide opiniões. Autoridades brasileiras consideram um avanço a inclusão do desenvolvimento sustentável com erradicação da pobreza, enquanto movimentos sociais e alguns líderes estrangeiros condenam a falta de ousadia do texto.Segundo a Agência Brasil, o tom de crítica deve predominar nesta sexta-feira, pois as organizações não-governamentais (ONGs) que promoveram vários protestos durante a conferência prometem manifestações. Para o legado pontifício para a Cúpula, Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer, além de algumas lacunas, como a não-criação do fundo de contribuições dos países ricos, a Conferência trouxe novidades, como a nova consideração de chefes de Estado e Governo em relação aos oceanos:"Acredito que o resultado é bastante positivo, embora haja muitas observações críticas de que o resultado é menos do que o esperado e que não foi bastante ousado em estabelecer metas ou medidas concretas que deveriam ser assumidas. Temos que considerar que numa Cúpula internacional deste porte, com a presença de quase 190 nações não se pode esperar demais, no sentido de resultados concretos. A crítica é que, por exemplo, não se chegou a estabelecer a contribuição dos países ricos, daqueles que mais poluem, para formar um fundo a partir do qual possa ser financiada a economia limpa, a economia verde que se quer promover. É uma verdade que esta lacuna naturalmente deverá ser preenchida através de novas negociações, com iniciativas como a da França, que anunciou claramente que quer taxar as transações financeiras internacionais que passam pelo país, e aplicar esta taxa em uma economia mais limpa e promover a preservação do meio ambiente. Existem certamente muitos pontos positivos a serem observados: a declaração, que foi concordada através de negociações, contém pontos relevantes, primeiro porque estabelece uma identificação do que se pode chamar de economia verde, economia sustentável, colocando três pilares fundamentais. Primeiramente, que o homem esteja ao centro, e portanto, que a economia sustentável deve ser socialmente sustentável. Depois, é claro, que a economia seja economicamente sustentável. Deve seguir as leis econômicas porque senão se torna um caos. O terceiro ponto, que a economia verde seja ecologicamente sustentável, que tenha sempre em consideração a dimensão ecológica da economia, do trabalho, da produção e do consumo. O que também é novo neste documento, com uma nova posição, é a preocupação com os oceanos, que até agora nos documentos anteriores estava ausente. Por isso já se está falando na Conferência que a economia sustentável, além de verde, deve ser também azul, em referência aos oceanos, às águas. Outro apelo que vai aparecendo é que o modelo de economia não deve se basear simplesmente na produção e no consumo; o critério de desenvolvimento não devem ser simplesmente os índices econômicos: deve haver um conjunto de índices que apontem um modelo de desenvolvimento.Enfim, acredito que o mais positivo de todas as contribuições que a Rio+20 está trazendo é uma nova tomada de consciência da comunidade internacional a respeito dos problemas da sustentabilidade da economia, dos problemas do clima e da urgente necessidade de todos de fazerem a sua parte; que não podemos protelar por mais tempo a tomada de decisões porque o clima, o planeta está reclamando: a sustentabilidade está ameaçada".


CNBB adverte em Nota: "a sociedade espera e exige a investigação de toda suspeita de corrupção"

Os membros da Presidência da CNBB apresentaram na manhã desta sexta-feira, 22 de junho, Nota Oficial da Conferência a respeito da ética pública manifestando indignação e perplexidade da sociedade brasileira diante de fatos políticos e administrativos que contrariam a ética pública e o bem comum.

Essa situação "chega mesmo a colocar em xeque a credibilidade das instituições, que têm o dever constitucional de combater a corrupção e estancar a impunidade", destaca a Nota. Os bispos também lembraram um trecho de um documento da Conferência, Ética, Pessoa e Sociedade, publicado há 19 anos no qual se perguntava: "como não denunciar a grande criminalidade dos que desviam, em proveito pessoal, enormes somas dos órgãos públicos, provocando escândalo e revolta, muitas vezes impotente, da parte dos humildes, a quem estavam destinados esses bens?".

Outro aspecto lembrado foi a pergunta sobre a impunidade: "como não solicitar que os crimes mais graves sejam punidos e que a lei não seja severa apenas com os pequenos infratores, sem jamais atingir os poderosos e espertos?". Os bispos reafirmam ainda, nesse questionamento de 1993, uma pergunta sobre a capacidade da população de continuar acompanhando tudo sem ter uma resposta firme e rápida da Justiça: "como tolerar que a um grande número de denúncias comprovadas de corrupção e prejuízo dos cofres públicos não corresponda a igual número de punições e ressarcimentos? A impunidade é um incentivo constante para novos crimes e novas violências".

Quase duas décadas de passaram da publicação desse documento, e a situação continua sugerindo as mesmas preocupações. A Nota afirma: "O senso de justiça, sempre presente na consciência da nação brasileira, é incompatível com as afrontas ao bem comum que logram escapar às penas previstas, contribuindo para generalizada sensação de que a justiça não é a mesma para todos".

Na Coletiva, bispos ainda reapresentaram a Nota sobre a Rio + 20 que havia sido divulgada no dia 20 de junho.

Leia a Nota na íntegra sobre a ética pública:

Nota da CNBB sobre a ética pública

"Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam ao chão" (Am 5,7)

Fatos políticos e administrativos, que contrariam a ética pública e o bem comum, têm sido fartamente divulgados pela Imprensa, provocando uma reação de indignação e perplexidade na sociedade brasileira. Chega-se mesmo a colocar em xeque a credibilidade das instituições, que têm o dever constitucional de combater a corrupção e estancar a impunidade, que alimenta tal prática.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, solidária a este sentimento que inquieta a população, vem, através do Conselho Permanente reunido em Brasília de 20 a 22 de junho, manifestar, mais uma vez, sua grave preocupação com estas suspeitas de violação aos princípios da moralidade e da legalidade consubstanciados na Constituição Federal.

Já em 1993 a CNBB questionava: "Como não denunciar a grande criminalidade dos que desviam, em proveito pessoal, enormes somas dos órgãos públicos, provocando escândalo e revolta, muitas vezes impotentes, da parte dos humildes, a quem estavam destinados esses bens? Como não solicitar que os crimes mais graves sejam punidos e que a lei não seja severa apenas com os pequenos infratores, sem jamais atingir os poderosos e espertos? Como tolerar que a um grande número de denúncias comprovadas de corrupção e prejuízo dos cofres públicos não corresponda igual número de punições e ressarcimentos? A impunidade é um incentivo constante para novos crimes e novas violências" (CNBB, Ética, Pessoa e Sociedade, n. 143, 1993).

O senso de justiça, sempre presente na consciência da nação brasileira, é incompatível com as afrontas ao bem comum que logram escapar às penas previstas, contribuindo para a generalizada sensação de que a justiça não é a mesma para todos. Todo cidadão tem o direito à correta gestão de assuntos e serviços públicos, afastando-se a deletéria, porque corrupta, conduta dos governantes de tratar a coisa pública, o patrimônio e negócios públicos, como objetos pessoais postos a usufruto particular e partidário, e à satisfação de caprichos egoístas.

A sociedade brasileira espera e exige a investigação de toda suspeita de corrupção bem como a consequente punição dos culpados e o ressarcimento dos danos. O que temos assistido, no entanto, parece apontar em direção oposta quando muitos fatos, no passado e no presente, ficam sem solução e caem no esquecimento. Isso explica o crescente desencanto da sociedade com as instituições públicas. Os mecanismos que têm a responsabilidade de passar a limpo as corrompidas estruturas do país caem no descrédito e ficam desmoralizados se não cumprem o papel a que se destinam. Nenhum outro interesse pode subjugá-los senão o do resgate da ética no trato com a coisa pública.

Reafirme-se que a força dos três poderes da Repúbica está na sua harmonia, no pleno respeito à sua correspondente independência e autonomia. Os que respondem diretamente por seu funcionamento, no entanto, nunca se esqueçam de que o poder que exercem provém da sociedade.  Da mesma forma, o agente político se recorde de que é seu dever ultrapassar as fronteiras político-partidárias, as condicionantes de oposição-situação, para colocar-se a serviço do Estado e da sociedade, sem confundir jamais o público com o privado, o que constituiria grave ofensa à legislação e desrespeito à sociedade.

No compromisso de construir uma sociedade justa e solidária, inspire a todos a palavra de Jesus Cristo: "Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não. O que passa disso vem do Maligno" (Mt 5,37).

Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, abençoe nosso povo e anime sua esperança!

Brasília, 22 de junho de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno AssisArcebispo de AparecidaPresidente da CNBB

Dom José Belisário da SilvaArcebispo de São Luís do MaranhãoVice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB


Concílio Vaticano II será tema de Simpósio missiológico em Brasília

O Centro Cultural Missionário de Brasília (CCM) e a Rede Ecumênica Latino Americana de Missiólogos (RELAMI), promovem em Brasília, de 24 a 28 de setembro de 2012, o 1º Simpósio de Missiólogos no Brasil. O tema do evento será "Memória, recepção, perspectivas: a relevância do Vaticano II para a reflexão missiológica". De acordo com os organizadores, a proposta do simpósio é fruto de uma reflexão, que está no Documento de Aparecida (2007): "A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americana e mundiais" (DAp 11).O 1º Simpósio de Missiólog@s no Brasil será realizado na sede do CCM. Para participar, exige-se um dos seguintes requisitos: título de mestre ou doutor em missiologia; uma ou mais publicações em missiologia; lecionar a matéria em uma faculdade de teologia; ser docente e teólogo interessado a aprofundar temáticas missiológicas.Mais informações podem ser obtidas no endereço eletrônico: www.ccm.org.br

CCM e POM promovem curso de Espiritualidade Missionária para Seminaristas

O Centro Cultural Missionário de Brasília (CCM) e as Pontifícias Obras Missionárias (POM), promovem, de 1º a 7 de julho de 2012, o curso de Teologia e Espiritualidade Missionária para Seminaristas, aberto também a Presbíteros com menos de 10 anos de ordenação. O tema será "Para uma Igreja em estado permanente de Missão". De acordo com os organizadores, o curso tem como finalidade redescobrir o ministério sacerdotal à luz da perspectiva missionária. "A iniciativa do CCM se situa como estímulo para que aconteça efetivamente uma formação missiológica e missionária mais aprofundada nos seminários do Brasil", afirma dom Sérgio Braschi, bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente do Conselho Missionário Nacional. O conteúdo programático prevê um aprofundamento dos fundamentos bíblicos e teológicos da missão, uma leitura dos desafios missionários hoje, a relevância profética do diálogo ecumênico e inter-religioso, a memória missionária do Concílio Vaticano II e elementos para uma espiritualidade missionária.Para esse curso todos os seminários e as escolas teológicas são convidados a enviar seus representantes, para que os futuros presbíteros sejam sempre mais capacitados a animar as comunidades a eles confiadas com autêntico espírito missionário.As inscrições podem ser efetuadas pela internet através do site www.ccm.org.br.

Encontros Regionais reúnem alunos do Curso de Formação Política

A reflexão sobre as próximas eleições, com base na cartilha "Eleições Municipais 2012: cidadania para a democracia"; e os Cinquenta anos do Concílio Vaticano II, está na pauta dos encontros das turmas do Curso de Formação Política para Cristãos Leigos (CEFEP). O mais recente, nos dias 15 e 16 de junho, foi em Juazeiro do Norte (CE). O evento, de caráter regional, reuniu 21 participantes de sete estados do nordeste brasileiro, que atuam como agentes de pastoral ou em movimentos sociais. Entre eles, três serão candidatos a vereador nas próximas eleições.As dificuldades enfrentadas na realidade de cada região são parte importante do curso. De acordo com o membro da equipe de coordenação do CEFEP, Antônio Geraldo Aguiar, "a partilha possibilitou o conhecimento de como a política vem acontecendo em muitos estados, inclusive com muitos casos de corrupção".A iniciativa conta com a parceria da Coordenação Central de Educação a Distância (CCEAD), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Nesta última edição, os alunos também discutiram os temas das monografias que serão entregues, com temáticas como ecumenismo e migração da juventude. Estão previstos, ainda, mais três encontros regionais com os participantes do curso do CEFEP: 30/06 e 01 de julho, em Maringá, com os alunos de São Paulo, Paraná e Santa Catarina; 7 e 8 de julho, em Belo Horizonte, para os alunos de Minas Gerais e Espírito Santo; 21 e 22 de julho, em Goiânia, para os alunos de Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Distrito Federal.

Arquidiocese BH na marcha contra as drogas

Belo Horizonte será palco neste sábado, 23 de junho, de uma grande marcha para incentivar o combate ao crack e outras drogas. O evento, realizado pela Assembleia Legislativa, conta com o apoio da Arquidiocese de Belo Horizonte, sempre presente em ações sociais. A concentração será em frente ao Colégio Estadual Central, na rua Fernandes Tourinho, 1.020, no bairro de Lourdes.

A caminhada seguirá até a Praça da Assembleia, onde os participantes poderão assistir a atrações musicais, entre as quais a Banda Dominus. O consumo de drogas, sobretudo do crack, é um mal que assola a sociedade e a Igreja renova seus esforços para ajudar a recuperar dependentes químicos.

Durante o percurso de cerca de um quilômetro por importantes vias da cidade, serão distribuídos panfletos informativos, adesivos para automóveis e bottons para conscientizar a população sobre os malefícios causados pelo uso de entorpecentes.

Além da Arquidiocese de Belo Horizonte, apóiam  o evento a Secretaria de Estado de Defesa Social e entidades municipais.


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