sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 10/08/2012

REFLEXÃO

Hoje em dia, mais do que nunca, o testemunho dos valores do Evangelho se faz necessário até às últimas conseqüências. A partir daí percebemos uma das maiores responsabilidades do discipulado: a vivência de forma radical dos valores evangélicos e o testemunho da verdade anunciada por Jesus. Todas as pessoas que assumem esta radicalidade do Evangelho mostram ao mundo que existe a verdadeira esperança de superar todos os males que marcam o nosso tempo e construir uma nova realidade, fundamentada nos valores evangélicos, que pode trazer às pessoas humanas a verdadeira felicidade, e que, na sua busca, vale a pena o sacrifício até mesmo da própria vida.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Benedito Domingos Vito Coscia, OFM, Bispo Emérito de Jataí - GO

Ordenação Presbiteral

  • Dom Jorge Alves Bezerra, SSS, Bispo de Jardim - MS

Ordenação Episcopal

  • Dom Jorge Alves Bezerra, SSS, Bispo de Jardim - MS
NOTÍCIAS

Tem início a Semana Nacional da Família: A Família o trabalho e a Festa.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família convoca todos os filhos da Igreja para a Semana Nacional da Família 2012 e motiva todos os agentes da Pastoral Familiar a celebrarem e promoverem o dom precioso da família, "patrimônio da humanidade".Seguindo o VII Encontro Mundial das Famílias, em Milão, a comissão sugere que seja trabalhado nos grupos familiares e comunitários, tanto na Semana Nacional da Família  (12 a 18 de agosto), como em outros períodos, o tema: 'A Família: o trabalho e a festa.'

Todos as pessoas que acreditam e amam a família são convidadas através de momentos de encontro e celebração, com a preocupação de promover o valor único e próprio da família a organizarem e participarem da Semana Nacional da Família.

A Semana Nacional da Família tem como objetivo geral promover, fortalecer e evangelizar a família, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, (cf. Jo 10,10) rumo ao Reino definitivo (DGAE) e, assume como desafio os mesmos objetivos da Pastoral Familiar, dentre eles:

- Formar agentes qualificados que transmitam os ensinamentos da Igreja com simplicidade, clareza e precisão, sem prescindir da compreensão e da caridade cristãs perante as diversas realidades vividas pelos casais, acolhendo toda e qualquer realidade familiar.

- Promover o fortalecimento dos laços familiares nos ensinamentos evangélicos e apontar caminhos para a solução das crises e dos problemas intrafamiliares de todo tipo.

- Incentivar o crescimento da espiritualidade familiar de diferentes maneiras, de tal modo que pais e filhos encontrem, no lar o ambiente mais propício para o desenvolvimento da sua vida crista.

- Unir esforços para que a família seja, de fato, um santuário da vida, valorizando o ser humano em todos os seus estágios, desde a concepção até a morte natural, contrapondo as leis que contrariam essa verdade natural.

- Despertar a família para sua missão sagrada, insubstituível e inalienável de educadora, de escola onde se aprendem e experimentam os valores humanos e evangélicos/religiosos.

- Motivar o sentido missionário da família, buscando todos os meios para sanar e fortificar esta "célula" básica da sociedade da qual deriva o vigor a todo o organismo social, podendo utilizar o recurso de Associações de Família.

- Oferecer contínuo apoio aos casais e famílias das comunidades e paróquias, e reaproximar as famílias afastadas da Igreja, promovendo a participação das famílias nos tempos litúrgicos mais importantes e igualmente suscitar reuniões de reflexão de subsídios especialmente preparados para esse fim e eventos celebrativos.

- Prosseguir na articulação e na busca de apoio dos integrantes dos Movimentos, Serviços e Institutos Familiares e de promoção e defesa da vida.


Arquidiocese de Salvador celebra festa para Bem-Aventurada Dulce dos Pobres

No dia 13 de agosto, a Bem-Aventurada Beata Dulce dos Pobres recebe homenagens da Igreja Católica. Com o tema A exemplo da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres queremos reavivar nossa fé em Cristo, o santuário que leva seu nome promove um novenário até o dia 12 de agosto, com celebrações às 19h30. A alvorada do dia festivo acontece às 5h e a Missa solene ocorre às 10h, presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, scj. Às 14h, o padre Lázaro Muniz anima a Ciranda da Fé, seguida de adoração ao Santíssimo Sacramento. Já a Capelania das Obras Sociais Irmã Dulce iniciou sua programação no dia 1º de agosto e, até o dia 13, oferece visitas às relíquias do memorial e celebrações Eucarísticas.

Para o padre Alberto Montealegre, responsável pela Igreja da imaculada Conceição da Mãe de Deus, a ocasião é uma oportunidade para que as pessoas reflitam sobre o exemplo de vida cristã da beata. "Celebrar a festa da Bem-Aventurada Dulce é lembrar o seu testemunho de fé, que nos questiona e nos convida a uma conversão para melhor seguirmos Jesus Cristo, nosso Salvador, e vivermos a nossa vocação de batizados à santidade", afirma.

Ainda de acordo com o sacerdote, a comunidade espera receber um número de participantes superior ao de 2011. "Por ser a segunda festa da Beata Dulce depois da beatificação, esta celebração já está virando uma tradição no coração religioso dos baianos. Creio que a festa deste ano servirá para sedimentarmos mais a devoção a Ir. Dulce no coração dos católicos, fazendo deste modo o seu exemplo de fé e amor mais conhecido pelos fiéis", pondera.

História de Irmã Dulce

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, mais conhecida como Irmã Dulce, dedicou sua vida inteira a cuidar dos mais necessitados. Filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, nasceu em 26 de maio de 1914 e, aos 13 anos, descobriu a vocação religiosa ao acompanhar uma de suas tias em uma visita aos pobres do bairro do Tororó. Depois disso, a jovem resolveu transformar a casa da família em um centro de atendimento a pessoas carentes.

Em 1933, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no município de São Cristóvão - SE, e, no ano seguinte, ordenou-se freira. Em homenagem à sua mãe, recebeu o nome de Irmã Dulce. A partir desse momento, dedicou seu tempo integralmente para cuidar dos pobres no município de Salvador.

O Anjo bom da Bahia, como era conhecida, foi responsável pela fundação do primeiro movimento cristão operário da Bahia - a União Operária São Francisco –, e do Colégio Santo Antônio, localizado no bairro da Massaranduba, que atende operários e filhos de operários. Recolhia os doentes que viviam nas ruas para lhes dar assistência em abrigos improvisados até conseguir instalá-los no galinheiro do Convento Santo Antônio, onde futuramente seria inaugurado o Hospital Santo Antonio, centro das Obras Sociais Irmã Dulce.

A construção de sua Obra teve incentivo não só de baianos como de brasileiros de várias regiões e até mesmo do Papa João Paulo II. No dia 11 de novembro de 1991, foi internada no Hospital Português da Bahia após apresentar problemas respiratórios. Faleceu em 13 de março de 1992, aos setenta e sete anos, teve seu corpo sepultado no alto do Santo Cristo, na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia; e posteriormente transferido para a Capela do Hospital Santo Antônio.

No dia 22 de maio de 2011, Irmã Dulce foi beatificada em uma cerimônia, realizada no Parque de Exposições de Salvador, presidida pelo Arcebispo Emérito de Salvador, Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo. A partir de então, passou a ser reconhecida como Bem Aventurada Dulce dos Pobres.


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