sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 19/10/2012

REFLEXÃO

As autoridades religiosas do tempo de Jesus eram autoridades poderosas e opressoras, que se valiam da ocupação romana e dos privilégios obtidos por ela para oprimir o povo, de modo que o povo era duplamente oprimido: pelos romanos e pelo poder religioso instituído. A religião realizava exatamente o contrário daquilo que o próprio Deus queria. Quando Jesus fala que devemos ter cuidado com o fermento dos fariseus, ele nos diz também que devemos nos preocupar para não sermos contaminados pela hipocrisia, pela sede de poder e pela busca de privilégios pessoais, para que também nós não façamos da nossa religião um meio de opressão, mas sim subamos em cima dos telhados e denunciemos todos os falsos valores da vivência religiosa.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Servílio Conti, IMC, Bispo Prelado Emérito de Roraima - RR
  • Cardeal Geraldo Majella Agnelo, Arcebispo Emérito de São Salvador da Bahia - BA
  • Dom Paulo Cardoso da Silva, OCarm, Bispo Emérito de Petrolina - PE
  • Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo de Palmeira dos Índios - AL
  • Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, Bispo de Guarabira - PB
  • Dom José Luiz Majella Delgado, CSSR, Bispo de Jataí - GO

Ordenação Presbiteral

  • Dom Rubens Sevilha, OCD, Bispo Auxiliar de Vitória do Espírito Santo - ES

Ordenação Episcopal

  • Dom Valério Breda, SDB, Bispo de Penedo - AL
  • Dom Mário Clemente Neto, CSSp, Bispo Prelado Emérito de Tefé - AM
NOTÍCIAS

Mensagem das Pontifícias Obras Missionárias para o Dia Mundial das Missões 2012

A Igreja lembra em outubro, o Mês Missionário. No penúltimo domingo, dia 21, celebramos o Dia Mundial das Missões. Neste fim de semana, gostaríamos que todos vivessem este tempo propício com fé e em unidade.

É um momento forte para a ação missionária em todo o mundo. Todos os cristãos devem sentir o compromisso com o trabalho missionário. É tempo de manifestar nossa solidariedade. A oferta ou coleta missionária é a forma concreta do nosso apoio para as Missões. Somos convidados a motivar e incentivar as pessoas, em nossos grupos e nas celebrações das comunidades, da importância deste gesto concreto.

São milhares de projetos no mundo, que dependem da nossa ajuda. Em países do continente africano, por exemplo, é a única ajuda que recebem através da coleta que as Pontifícias Obras Missionárias (POM) encaminham e chega até os irmãos mais pobres. Sabemos que há necessidades em nosso meio, mas não podemos fechar-nos e deixar de olhar além, pois existem outras realidades com mais carências.

O tema deste mês missionário é muito sugestivo: "Brasil missionário, partilha tua fé". Temos um bom número de missionários brasileiros que atuam além-fronteiras. Faz bem repartir o recurso humano e nossa oração, mas precisamos também repartir o recurso econômico com a nossa oferta. Sabemos que podemos colaborar mais daquilo que já estamos fazendo. Deus tem sido generoso conosco. Como nós partilhamos ou retribuímos a Deus, tudo o que Ele tem nos dado?

O papa Bento XVI em sua Mensagem ao Dia Mundial das Missões, nos convida a um compromisso maior ante as necessidades do mundo. A fé é dom que nos foi concedido para ser partilhado e que dê frutos, mas a fé deve se transformar em caridade. "Ai de mim, se eu não evangelizar" (1 Cor.9,16).

Sejamos sensíveis, pois, vamos abrir nosso coração e colaboremos com a Missão da nossa Igreja.

Maria, missionária do Pai, nos deu grande testemunho de serviço e partilha. Sigamos seu exemplo e sejamos missionários como Jesus pediu: "Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinai-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mt 28, 19 – 20)".

Padre Camilo PaulettiDiretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias do Brasil


Oração para o Dia Nacional de Valorização da Família 2012

Dom João Carlos Petrini, Bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, convida todas as pessoas que acreditam e amam a família para rezarem em suas casas, nas comunidades, nas Igrejas, em todos os lugares em que se busca promover a família a Oração para o Dia Nacional de Valorização da Família – 2012.

A primeira forma de valorizar a família é pedindo ao Criador da família que a abençoe e fortaleça suas relações domésticas. Vamos nos unir em oração no dia 21 de outubro, numa só voz e num só coração,  pela valorização da família, a começar pela nossa  Rezemos como família de Deus essa oração:

Oração para o Dia Nacional de Valorização da Família – 2012

"Família é o patrimônio da humanidade". (Bento XVI, 2007)

Senhor Deus, nosso Pai amoroso e misericordioso, criastes-nos à Vossa imagem e semelhança, para a plenitude da vida em comunhão. Sabemos por experiência que a família constituída por um homem e uma mulher unidos por um vínculo indissolúvel e seus filhos, fundada sobre o matrimônio, é a melhor maneira de viver o amor humano, a maternidade e a paternidade. Ela é o caminho da plena realização humana e, ao mesmo tempo, constitui o bem mais decisivo para que a sociedade cresça na verdade e na paz, porque ela corresponde ao Vosso desígnio de amor.

Senhor Deus, Verbo Encarnado na família de Nazaré, escolhestes uma família como a nossa para habitar entre nós e compartilhar em tudo a nossa condição humana, menos o pecado. Viestes até nós para ser o nosso Redentor, para salvar a nós e a nossos filhos de atitudes e decisões insensatas, de caminhos de destruição e de morte, dos dramas que acompanham cada existência humana. Vinde para reavivar em nos o amor que se doa e fortalecer os vínculos de afeto recíproco, para que juntos construamos um mundo de gratuidade amorosa e de vida fraterna. Assim veremos florescer uma sociedade justa e solidária, que valoriza e ama a família, onde seja possível experimentar a felicidade verdadeira, até o dia em que chegaremos junto de Vós, no Vosso Reino de Paz definitiva. Nossa família, que constitui o bem mais precioso na nossa vida e o maior recurso da nação brasileira, está sendo descaracterizada e desvalorizada por diversas forças sociais e políticas, querendo assemelhá-la a qualquer união que ofereça afeto e cuidados. Até os pais correm perigo de serem desapropriados de sua responsabilidade educativa.

Senhor Deus, Divino Espírito Santo, vinde fortalecer nosso ardor evangélico, para sermos discípulos missionários de Jesus, portadores do seu amor e da sua potência divina que vence a morte. Pedimos-vos que nossa família se torne cada vez mais casa de comunhão, capaz de vencer os conflitos, escola da fé e dos valores humanos e sociais, lugar onde se partilham as esperanças e as lutas e se acompanha o crescimento de cada filho. Assim, nossa família será fonte de alegria e de beleza, nascente de satisfação e de força para construir positivamente o horizonte de realização de cada pessoa e o bem de toda a sociedade.

Ajudai-nos, Senhor a valorizar o grande dom que é a família, preservando-a dos males que a ameaçam e iluminai nosso caminho para superar os conflitos entre o trabalho a família e a festa, para promover a família cidadã, que auxilia a sociedade a superar a violência e a corrupção, a encontrar caminhos da paz.

Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, abençoai as nossas famílias brasileiras.

Dom João Carlos PetriniBispo de Camaçari-BAPresidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família/CNBB

Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família apoia implantação de projeto para pessoas com trauma pós-aborto

Com o objetivo de oferecer cuidados às pessoas que estão sofrendo após o envolvimento na prática do aborto, foi fundado, em 1984, nos Estados Unidos, o Projeto Raquel. Para a implementação do projeto no Brasil, a pedido de algumas as dioceses locais e com o acompanhamento e  o apoio da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF), durante estes dias realiza-se um treinamento com conselheiros e profissionais voluntários. A convite do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Carlos Petrini, a diretora teológica e terapeuta do projeto, Isaura Cunha, veio dos Estados Unidos, para trazer o projeto para o Brasil.

O Projeto Raquel consiste em uma rede de pessoas – entre médicos, psicólogos, sacerdotes, conselheiros leigos e outros –, que prestam ajuda a mulheres, homens e seus familiares que se envolveram com o aborto. Para tal, é dado um treinamento a esses voluntários. No Brasil, o treinamento foi realizado em São Paulo (SP) e Salvador (BA), onde o projeto já foi implementado, e, em Brasília, está em fase de implantação. Em breve, Rio de Janeiro também terá o treinamento.

"O objetivo deste projeto é trabalhar com mulheres pós-aborto, não é um trabalho de prevenção, não é um trabalho de educação, é trabalho de luto, essencialmente. O projeto Raquel só trabalha com mulheres que já passaram pelo aborto", elucida Isaura Cunha.

O Projeto Raquel é um trabalho realizado nas dioceses, para tal, deve ser aceito e aprovado pelo respectivo bispo, esclarece Isaura. A diretora ainda afirma que é realizado por profissionais. "Nós realizamos o trabalho com sacerdotes e profissionais de saúde mental, mas também convidamos todos os tipos de profissionais. É um trabalho integrado. Os leigos também são parte importante no projeto, pois são eles que têm mais contato com essas mulheres no dia a dia", explica.

Isaura revela que muitas mulheres, que já fizeram aborto, através dos anos, manifestam diferentes sintomas psicológicos. "Muitas delas levam anos até pedirem ajuda. Na maioria dos casos são pessoas que já têm esse problema há 20 ou 25 anos e nunca conseguiram absorver. É raro termos uma pessoa que teve um aborto há um ou dois meses. É um segredo muito profundo, e as pessoas costumam manter isso por muitos anos; sofrem com esse segredo em nível moral e psicológico. Quando as mulheres pedem ajuda significa que o psicológico e espiritual já foram afetados, o que é grave", relata.

Uma das características do trabalho realizado pelo Projeto Raquel é o extremo sigilo. "Nós temos que respeitar a dignidade dessa mulher, e temos muito cuidado em não expor essa mulher, publicamente. Todos os sacerdotes que pertencem ao projeto, também não têm os nomes divulgados", afirma.

Sobre o nome "Raquel", que batiza o projeto, Isaura explica que tem origem na figura bíblica de Raquel. "Ela aparece no livro do Gênesis como 'A mãe das doze tribos', depois nós encontramos Raquel no livro de Jeremias, quando ela perde seus filhos em tempo de exílio na Babilônia. Raquel sofre com essa mágoa de ter perdido os filhos, e só consegue se reconciliar consigo mesma, quando Deus vem ao encontro dela. Raquel passa por esse processo de misericórdia de Deus. Portanto, estas mulheres têm exatamente esse processo", disse.


Diocese participa da Semana Nacional de Liturgia

Até a próxima sexta-feira, dia 19 de outubro, 230 pessoas de todo o Brasil participam da 26ª Semana Nacional de Liturgia, que ocorre em São Paulo desde a última segunda-feira, dia 15. Dos participantes, 11 são da diocese de Montenegro (RS).

O padre Eduardo Haas e o leigo Fernando Petry representam a coordenação diocesana de Liturgia. As paróquias São João Batista, de Montenegro, Nossa Senhora da Purificação, de Bom Princípio, e Bom Jesus, de Triunfo, também se fazem presentes.

O tema do encontro é a participação do povo de Deus na Liturgia, à luz da Sacrosanctum Concilium, na perspectiva dos pobres. A Semana integra as celebrações dos 50 anos do Concílio Vaticano II, onde a Liturgia foi o tema do primeiro documento promulgado.


Começa a 34ª Assembleia das Igrejas Particulares

O Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo) promove a partir desta sexta-feira, 19 de outubro, em Itaici, Indaiatuba (SP), mais uma assembleia que vai envolver arcebispos, bispos, leigos, padres e representantes de pastorais, movimentos e associações. Trata-se da 34ª Assembleia das Igrejas Particulares que tema como tema central: "O Ano da Fé e Juventude".

Chama-se Assembleia das Igrejas porque tem a participação de leigos e leigas que atuam nas Igrejas locais. A primeira Assembleia do ano, no primeiro semestre, tem a presença apenas dos bispos, padres coordenadores diocesanos de pastoral e representantes dos organismos vinculados ao Regional Sul 1.

A 34ª assembleia começa a partir das 14h, e segue até o domingo, dia 21 de outubro.


Pastoral Carcerária do Ceará realiza assembleia regional

A Pastoral Carcerária realizará nos dias 19 a 21 de outubro sua assembleia em Fortaleza (CE). Ajudará na reflexão do tema: "…escondestes essas coisas aos grandes e poderosos e as revelastes aos pequeninos!" (Lc 10, 21), Ir. Petra Silvia, vice coordenadora da Pastoral Carcerária Nacional. São convidados dois representantes por diocese do Regional Nordeste I. "A partir da nossa realidade precisamos ter conhecimento da situação carcerária e desafios provocados pela política penitenciária. Com a temática acima citada, temos como objetivo buscar a motivação, o aprimoramento e o fortalecimento do nosso compromisso com os encarcerados (as), cultivando em nós e nas equipes como um todo, uma formação sólida. Necessitamos repensar uma nova forma de fazer e estar mais presente dentro dos cárceres", diz a carta convite enviada às dioceses da região. A Pastoral Carcerária oferece assistência aos encarcerados em todo o Brasil. A partir da assistência religiosa, compromete-se com o respeito e a promoção da dignidade da pessoa humana em todo âmbito penal. Desta forma, tornou-se importante fator no combate à tortura e aos tratamentos cruéis, desumanos e degradantes no sistema penal do Brasil. Igualmente é canal de informação, avaliação e de interlocução entre os presos, familiares, egressos, funcionários, autoridade e sociedade.

Arquidiocese de Belém recebe símbolos da JMJ

Peregrinação em várias paróquias, ida a presídio, colônia de pessoas com hanseníase, comunidades ribeirinhas. Estes são alguns pontos da programação da passagem da Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e do Ícone de Maria pela Arquidiocese de Belém. A chegada, na manhã do dia 18 de outubro, foi com carreata, saindo do Aeroporto de Belém pelas ruas da capital. O arcebispo de Belém, dom Alberto Taveira Correira, presidiu missa na paróquia São João Batista. Durante a homilia, o arcebispo incentivou os fiéis a olharem para a Cruz de Cristo e a participarem do sentimento de Jesus e, ao ler o texto inscrito na Cruz da JMJ, pediu que todos repetissem: "Só em Jesus Cristo morto e ressuscitado existe salvação e redenção"."Jovens, tenham coragem de anunciar Jesus onde quer que passem, pelo mundo afora, erguendo a Cruz de Cristo como sinal de salvação e redenção", exclamou o arcebispo ao estimular os jovens a assumirem a cruz de Cristo como norte de suas vidas.De lá, os símbolos foram levados até as comunidades ribeirinhas da orla de Icoaraci e Cruzeiro, onde passaram também pelo presídio local. Carlos Fabrício, um dos 189 detidos da cadeia, estava admirado com a movimentação. "Quem dera se toda vez fosse assim", manifestou o interno a sua aspiração.No final da tarde, os símbolos chegaram à Capela do Perpetuo Socorro, de onde foram conduzidos em procissão até a paróquia de São Vicente de Paulo, onde o bispo auxiliar de Belém, Dom Teodoro Mendes, apresentou uma catequese. Em seguida, teve início uma vigília de oração, com a participação de bandas católicas locais e de grupos de teatros e de dança.Nesta sexta-feira, 19 de outubro, os símbolos da JMJ foram levados para a Paróquia Menino Deus, e de lá para a Colônia dos hansenianos em Marituba. No horário do almoço, a Cruz e o Ícone já estavam no Seminário São Pio X, onde estava reunido o clero diocesano, consagrados e consagradas e seminaristas do regional.Também a Universidade da Amazônia acolheu a passagem dos símbolos, como também o Hospital Metropolitano e até um shopping da capital paraense. A tarde, foi a vez do encontro com os alunos dos colégios católicos, e à noite, com os universitários de Belém. Na Casa da Juventude, realiza-se mais uma noite de adoração solene.O encerramento da peregrinação na capital paraense é no sábado, 20/10, quando os símbolos serão conduzidos à Catedral de Belém. Haverá a missa da abertura da Romaria da Juventude celebrada por Dom Teodoro Mendes, seguido do show de abertura do Bote Fé!À noite, na praça do Santuário de Nazaré, haverá a missa de encerramento, presidida por dom Alberto Taveira, e entrega dos símbolos à diocese de Abaetetuba.

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