Boletim Diário da CNBB - 15/10/2012
REFLEXÃO
Para muitas pessoas, Deus deve manifestar-se constantemente para todos, pois somente assim o mundo poderá crer. Na verdade, essas pessoas querem uma demonstração evidente da existência de Deus e da sua presença no nosso dia a dia, porém o Evangelho de hoje nos mostra que assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, Jesus é um sinal para nós, e Jonas foi um sinal para os ninivitas apenas por suas palavras, que os ninivitas ouviram e creram. Deste modo, Jesus é um sinal para nós por sua palavra e é nela que devemos crer e não ficar exigindo que ele fique realizando "milagres" para que fundamentemos a nossa fé.
COMEMORAÇÕES
Nascimento
- Dom Salvador Paruzzo, Bispo de Ourinhos - SP
- Dom Hugo Maria Van Steekelenburg, OFM, Bispo de Almenara - MG
Ordenação Episcopal
- Dom Meinrad Francisco Merkel, CSSp, Bispo de Humaitá - AM
- Balanço da primeira semana da 13ª Assembleia Geral Ordinária para o Sínodo dos Bispos
- Presidência da CNBB - 60 anos
- Termina 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos
- Arquidiocese de Vitória lança hotsite da Semana Missionária
- Dois milhões de fiéis pelas ruas de Belém para o Círio de Nazaré
- Rio de Janeiro pronto para o Dia Nacional da Juventude 2012
- A CNBB nasceu assim
- Começa o segundo dia do Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos
- Mesa redonda do Ebruc debate a ciência e a fé
Balanço da primeira semana da 13ª Assembleia Geral Ordinária para o Sínodo dos Bispos
O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, e o arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer, conversaram com os jornalistas da Rádio Vaticano e fizeram um balanço da primeira semana do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, que trata da Nova Evangelização para a Transmissão da Fé.
Acompanhe a íntegra do que foi dito pelos bispos:
Dom Leonardo Steiner
"Acho importante dizer que nesta primeira semana, creio que cada um dos padres sinodais teve uma sensação de uma Igreja universal. De uma Igreja que está presente em diversas culturas. Uma Igreja que procura se encarnar concretamente nas diversas realidades, não só América Latina, Europa, Ásia. A grandeza do Sínodo até o momento está em que cada Padre Sinodal pode sentir uma Igreja Católica, na sua diversidade, na sua grandeza, na sua tentativa de encarnar, na sua tentativa de ser presença de muita esperança, e uma presença de Deus.
Outro elemento talvez importante dessa primeira semana seja o desejo de que a Igreja seja muito mais presente. Uma Igreja humilde, no sentido de não ser uma Igreja que se impõe, mas uma Igreja que anuncia. Uma Igreja humilde como foi humilde a Criança de Belém, o Homem de Nazaré, o Crucificado Ressuscitado. O episcopado latino-americano está trazendo muito presente o Documento de Aparecida. Creio que o Documento possa abrir algumas perspectivas para toda a Igreja Católica".
Cardeal Odilo Pedro Scherer
"Foi uma semana intensa, após a abertura, que foi muito bonita, com o intervalo no meio para a abertura do Ano da Fé e a comemoração dos 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II, os trabalhos foram intensos desde segunda-feira, 8 de outubro até a noite de sábado, 13 de outubro.
Com a participação de vários Padres Sinodais já deu para formar uma ideia do que se espera da Nova Evangelização, mas também dos vários conceitos que existem. Percebo que não há um conceito unitário sobre a Nova Evangelização. Seria necessário afinar um pouco, mas por outro lado, sente-se urgentemente a necessidade da Nova Evangelização como uma retomada da Evangelização, que em muitos lugares parou, por várias razões, talvez ainda numa mentalidade de cristandade que todo mundo é cristão, todo mundo é católico, e por isso mesmo, o processo de transmissão da fé acontece automaticamente, de geração em geração, a partir da família, da escola, da paróquia. Isto hoje se interrompeu de alguma forma, não inteiramente, mas, em grande parte se interrompeu pelas muitas transformações sociais e culturais havidas nestes últimos tempos, já pelas migrações, o povo das aldeias, das comunidades rurais que foram para as cidades. E isso muda muito a cabeça, as relações humanas e também as relações religiosas e eclesiais, mas por outro lado, as mudanças culturais que colocaram o homem no centro, mais do que o homem, o indivíduo, o sujeito no centro de tudo, de modo que já não está Deus no centro, não está a verdade no centro, não estão os valores absolutos no centro, mas sempre o sujeito, com suas escolhas, os seus gostos, as suas preferências, as suas vantagens. E isso tudo também foi transferido para o campo religioso, de maneira que vale tanto para a não religião, isto é, não querer ter religião, como para a religião ainda praticada, em boa parte, nas muitas formas alternativas de religião que aparecem em que não é Deus o centro, não é a verdade o centro, mas sim os gostos, algumas vantagens. Naturalmente, isto põe a Igreja Católica sob a pressão e a necessidade de rever os seus métodos, suas formas e é necessário retomar a Evangelização de forma renovada, não digo a partir dos conteúdos, porque os conteúdos da Evangelização são sempre o Evangelho, as verdades da fé, as verdades referentes aos valores morais e assim por diante, decorrentes justamente da fé. Porém, o modo de Evangelizar e o modo de se relacionar com o homem atual, com a cultura atual, isso sim muda muito. E é justamente isso que se está procurando no Sínodo, através dos muitos depoimentos, sugestões do que precisa ser destacado, do que deveria ter prioridade, de como fazer com novas iniciativas nas Igrejas locais. Acho que esta primeira semana já foi muito rica. Ela nos deu uma panorâmica de como na Igreja é sentida a necessidade de uma nova Evangelização e também as muitas formas e iniciativas de como essa nova evangelização pode se expressar".
Termina 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos
Terminou neste domingo, 14 de outubro, o 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (Ebruc), realizado em Curitiba, no Paraná. O término do Encontro foi marcado com uma missa especial celebrada pelos bispos, dom Tarcísio Scaramussa, bispo referencial do Setor Universidades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Moacyr José Vitti, arcebispo de Curitiba e dom Francisco Biasin, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso.
Antes da celebração, os participantes do 2º Ebruc assistiram a uma apresentação dos três eixos de atuação do Setor Universidades - formação, comunicação e articulação - e o lançamento oficial do site www.universitarioscristaos.com.br.
Oficinas
Na tarde de sábado, 13 de outubro, o segundo dia do Encontro, foi marcado pela realização de oficinas temáticas que possibilitaram espaços de cocriação onde a vivência pessoal de cada indivíduo foi valorizada para a construção de um projeto coletivo. Na oficina de Desenvolvimento Sustentável - meio ambiente Amazônia, organizada pela assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia, da CNBB, irmã Maria Irene Lopes dos Santos, os participantes elaboraram juntos um projeto concreto para a realidade amazônica. Na oficina do Núcleo de Estudantes Internacionais e Encontro de Cultura, o bispo de referência do Setor Universidades, dom Tarcísio Scaramussa, ouviu atento as dificuldades dos universitários imigrantes que trouxeram sua experiência para o Encontro.
Políticas públicas para a juventude; Juventude e participação; Integração da pastoral pesquisa e extensão em diálogo com a comunidade; Movimento Estudantil na contemporaneidade - novas possibilidades de formação e mobilização; Criação cênica; Mídia digital e evangelização; O que o mercado de trabalho espera do jovem universitário; Núcleo de Estudantes Internacionais e Encontro de Culturas; Culturas Africanas; A Missão Continental vivida na atualidade universitária; Ecumenismo e Diálogo das religiões na universidade; Juventude e Afetividade, Responsabilidade pessoal e ação comunitária; foram outros temas de oficinas dentre as quais os participantes puderam escolher.
Logo após às oficinas, os participantes do Encontro viveram a experiência de areópagos. Diferentes temas de interesse da juventude universitária foram colocados em debate em pequenos grupos. O assessor do Setor de Cultura da CNBB, Aroldo Braga, e o consultor do Setor Universidades, professor Luciano Costa Santos, animaram e organizaram moderadores que coordenaram 14 areópagos simultâneos compostos por participantes das oficinas realizadas anteriormente.
Já na noite de sábado, os universitários assistiram o show da Banda Mais Bonita da Cidade que abriu a programação cultural com show exclusivo para os participantes do Encontro. No fim da noite foram realizados dois momentos especiais de oração entre os quais os participantes puderam escolher. Um momento orante de música, reflexão e poesia, com a presença de Rafael Jesus, e uma experiência orante em sintonia com o ritmo da comunidade de Taizé organizado por irmã Helena Berton.
Arquidiocese de Vitória lança hotsite da Semana Missionária
O arcebispo de Vitória (ES), dom Luiz Mancilha Vilela, juntamente, com os bispos auxiliares, dom Joaquim Wladimir Lopes Dias e dom Rubens Sevilha, reuniram a imprensa capixaba e diversos representantes dos movimentos jovens da Igreja para uma entrevista coletiva, na tarde de quinta-feira, dia 11, para apresentar o hotsite da Semana Missionária.
A Semana Missionária acontece em Vitória nos dias 18 e 21 de julho de 2013, e deve reunir mais de 10 mil peregrinos estrangeiros. O evento é uma oportunidade para que os jovens capixabas possam conhecer novas pessoas, desfrutar de momentos especiais de convivência com outras culturas e enriquecer a fé.
Com os dizeres "Semana Missionária é Vitória", o site www.semanamissionariavitoria.org.br possibilita que os peregrinos conheçam a história da arquidiocese e da cidade de Vitória. Além disso, a página contempla as últimas notícias sobre a Jornada Mundial da Juventude, o Bote Fé e informações sobre como ser voluntário na Semana Missionária.
Durante a coletiva, dom Luiz Mancilha, vestido com a camisa da JMJ, fez questão de destacar a animação da juventude arquidiocesana para a Semana Missionária: "os jovens estão fervendo", referindo-se a empolgação dos capixabas para acolher os peregrinos estrangeiros.
Dom Rubens Sevilha, bispo referencial da Juventude da arquidiocese, também ressaltou o empenho com o qual os jovens capixabas têm se preparado para a Jornada Mundial e, disse que a arquidiocese de Vitória está ansiosa para receber os peregrinos. "O capixaba é um povo acolhedor e não tenho dúvidas que saberá tratar o jovem estrangeiro muito bem", afirmou.
Preparado a partir do modelo proposto pelo Comitê Organizador Local da JMJ, o hotsite da Semana Missionária da arquidiocese é estampado com diversos símbolos do Espírito Santo, como a Pedra Azul, a Terceira Ponte, o Convento da Penha e a Cruz do Papa.
Inicialmente construído em português o hotsite terá versões também em Inglês,Espanhol e Alemão.
Dois milhões de fiéis pelas ruas de Belém para o Círio de Nazaré
Praça lotada e devotos emocionados: assim se pode definir o clima da missa do 220º Círio de Nazaré, presidida pelo núncio apostólico no Brasil, dom Giovanni d'Aniello, representante do papa Bento XVI, e concelebrada pelo arcebispo de Belém (PA), dom Alberto Taveira, na Praça Frei Caetano Brandão, em frente a Catedral Metropolitana da Sé.
Mais de 50 mil pessoas participaram da missa celebrada às cinco horas da manhã. Quase duas horas depois, teve início a principal procissão que reuniu aproximadamente 2 milhões de fiéis.
Para o Núncio Apostólico, o momento foi um experiência única na sua vida. "Foi difícil dormir depois da Trasladação e ficar na espera para viver de novo essa experiência no domingo", afirmou.
O Círio teve início na sexta-feira, com a primeira das onze romarias que compõem a quadra Nazarena. As homenagens continuam nas duas próximas semanas.
O Círio de Nazaré é uma das maiores festas religiosas do mundo. Realizado em Belém do Pará, há mais de dois séculos, congrega pessoas de todo o país numa caminhada de fé pelas ruas da capital paraense.
Rio de Janeiro pronto para o Dia Nacional da Juventude 2012
No domingo, 21 de outubro, um grande evento movimentará a juventude carioca. A partir das 9h, será celebrado, no Parque Madureira, localizado na Rua Soares Caldeira, 115, em frente ao Madureira Shopping, o Dia Nacional da Juventude (DNJ) 2012 que está em sua 27ª edição na cidade do Rio de Janeiro. Este ano, o DNJ faz parte das atividades de preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 e é uma iniciativa da arquidiocese do Rio, organizado pelo Setor Juventude e com a promoção do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ.
O ano de 1985 foi decretado pela ONU como o Ano Internacional da Juventude. Como gesto concreto, a Pastoral da Juventude do Brasil assumiu a celebração do Dia Nacional da Juventude. Em 1986 aconteceu o primeiro DNJ e atualmente, este dia é celebrado no último domingo de outubro, sendo que as comemorações podem ser realizadas em outras datas. O DNJ é um evento realizado anualmente, e este dia é marcado por mobilizações de milhares de jovens em todo o país, para celebrar, como Igreja, a vida da juventude.
A cada ano o DNJ é norteado por um tema. Para 2012 foi escolhido o tema "Juventude e Vida" e o lema "Que vida vale a pena ser vivida?", escolhido pelos membros da Coordenação Nacional de Pastoral Juvenil formada por jovens de pastorais, movimentos, congregações e novas comunidades que atuam com a juventude.
O dia contará com momentos de oração, celebração eucarística presidida pelo arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), dom Orani Tempesta, muita música e diversão, como caricaturista, grafite, malabares, hip hop e slackline, instrutor de skate, além de palestras que possuem uma programação durante o evento. Os jovens também encontrarão espaços para aconselhamento, confissões e Adoração Eucarística.
No ano passado, mais de seis mil jovens estiveram presentes no DNJ na Cidade do Samba, e, este ano, a expectativa é de 10 mil jovens.
Começa o segundo dia do Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos
Começou com uma missa as atividades do segundo dia do Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (Ebruc), que acontece em Curitiba (PR). Mais de 500 jovens participam do encontro.
A missa foi presidida pelo bispo de Barra do Piraí/Volta Redonda (RJ) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, dom Francisco Biasin.
Ontem, 12 de outubro, no encerramento da mesa redonda, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura, da CNBB, e bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Giovani Mol Guimarães destacou a missão da Igreja na Educação e na Cultura e os maiores desafios da ação evangelizadora nesses novos areópagos foi a temática de mesa redonda no primeiro dia do Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (Ebruc).
O presidente da Comissão participou da mesa redonda que foi mediada pelo acadêmico de Teologia, Matheus Cedric Godinho. Também compuseram a mesa o acadêmico de Direto, João Gustavo Henriques de Morais Fonseca, e pela pedagoga Maria Glacia Bastos que apresentaram, a partir das as suas experiências pessoais, a realidade da juventude universitária contemporânea.
Reforçando a importância do diálogo proposto pelo Ebruc, dom Mol respondeu às questões levantadas pelos universitários, falou sobre a importância da prática do ecumenismo e pontuou as dificuldades e as possíveis respostas para vivência cristã no meio universitário. "A sociedade contemporânea é muito complexa e marcada pelo individualismo cultural e esse individualismo ajuda a explicar a dificuldade da ação evangelizadora. As pessoas encontram-se cada vez mais centradas em si mesmas e tem dificuldade de olhar para o outro", alertou.
Segundo Dom Mol, é preciso responder ao individualismo com conhecimento mais profundo da Palavra de Deus e a partir da vida comunitária. "A Palavra de Deus deve ser contemplada a partir da ciência", destacou o bispo. "É preciso de que o serviço e a vida plena em Cristo se concretizem a partir da vida em comunidade para que o Reino aconteça", concluiu.
Mesa redonda do Ebruc debate a ciência e a fé
Pontualmente as 9h da manhã, iniciou a segunda mesa redonda do Ebruc, no Colégio Marista Santa Maria, em Curitiba (PR). A mesa redonda teve como tema "Falamos do que sabemos, testemunhamos o que vimos" (Jo 3, 11).
Diálogo entre jovens de várias áreas do saber destacam as dificuldades e desafios de vivenciar a fé relação ciência e fé a partir das diferentes áreas do saber. Quais as contribuições de sua área para favorecer o diálogo entre ciência e fé e aprofundar a dimensão da fé dos universitários?
O doutor Pedro Bodê, professor em Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) falou do cotidiano, a ciência e a fé. "Eu percebi, em alguns momentos da minha vida, que sempre que me aproximava da burocracia, me afastava da fé".
Citando filósofos antigos, disse que a aposta na antiguidade era que o mundo se tornaria mais laico. Fez um paralelo, citando Karl Max, do protestantismo e o capitalismo.
"De alguma forma a Igreja segue professando princípios éticos e morais há muitos anos, e a ciência deve seguir os princípios amorais, mas as ciências não podem seguir fazendo o que querem. Se a ciência não tiver limites ela produz algo como Auschwitz (Campo de Concentração nazista que matou milhares de judeus). A Igreja produz formulas de como a ciência deve proceder antes que produza algum tipo de produto, e acho que a ciência está com déficit com a Igreja", destacou Pedro Bodê.
Moderador do debate é Másimo Della Justina, acadêmico do curso de Matemática e professor de Economia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
Nas Ciências Biológicas, a acadêmica do curso de Medicina da PUC-PR, Priscilla Gozzo, destacou que fé e ciência andam juntas. "Uma pessoa de fé tem uma visão é um comportamento totalmente diferente das pessoas que não tem fé. Até o processo de recuperação dessas pessoas que se dizem de fé, são muito mais rápidas do que as que não têm fé".
Na Área de Ciências Humanas, o professor chileno Humberto Contreras Bagozzi, trabalhou dentro de duas frases do pedagogo Paulo Freire. "O que a ciência desumanizou a Igreja está aí para reumanizá-la", disse.
Segundo o professor Humberto, a Pastoral deve atuar na Universidade com conhecimento. A Pastoral não pode se restringir apenas a eventos celebrativos, mas atuar dentro das salas de aulas, da humanização dos alunos. "Deve haver diálogo e prospecção para o trabalho. Portanto, devemos centralizar as ações na questão do homem, da mulher. O conhecimento religioso serve para humanizar o ser humano. A religião é um meio, não um fim. Todo o homem e mulher são seres religiosos, então a Igreja é o meio entre o homem e o fim, que é Deus".
Área de conhecimento jurídica, Lucas Alessandro Silva, acadêmico do curso de Direito da PUC-PR e graduado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). "Temos uma dificuldade para limitar o que é o Direito. O Direito atua sobre os fatos sociais. O Direito não é neutro, ele é sempre tendencioso. O Juiz está atuando de forma tendenciosa, para um ou outro lado das partes. Então, qual a contribuição do Direito no diálogo em fé e ciência. Eu acho que o Direito não tem o direito de fomentar o diálogo entre questões sociais, mas simplesmente atuar observando os diálogos sociais. Por isso o maior problema que temos com o Direito é a aplicação do senso comum", disse Lucas.
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