Boletim Diário da CNBB - 07/09/2012
REFLEXÃO
A maioria das novidades que nós encontramos no dia a dia não passa, na verdade, de mudanças superficiais em coisas que já existiam antes ou de uma continuidade de um processo evolutivo, de modo que muito pouco vemos de realmente novo. Por isso, temos muita dificuldade em ver a novidade do Evangelho, não percebemos que na verdade ele nos apresenta valores que não existiam antes e uma forma totalmente nova de nos relacionarmos com Deus e com as outras pessoas. Se não estivermos bem atentos e totalmente abertos para a novidade do Evangelho, corremos o risco de querer fazer com que ele seja remendo novo em pano velho, ou vinho novo em odres velhos, uma continuidade dos valores do homem velho, algo que não se insere na realidade nem a transforma.
COMEMORAÇÕES
Nascimento
- Dom José Ubiratan Lopes, OFMCap, Bispo de Itaguaí - RJ
- Dom Dadeus Grings, Arcebispo de Porto Alegre - RS
Ordenação Episcopal
- Dom Ricardo Pedro Paglia, MSC, Bispo de Pinheiro - MA
- Dom Alberto Johannes Först, OCarm, Bispo Emérito de Dourados - MS
- Dom Antônio Braz Benevente, Bispo de Jacarezinho - PR
- Dom José Ruy Gonçalves Lopes, OFMCap, Bispo de Jequié - BA
NOTÍCIAS
- Comunidades de todo o país participam do Grito dos Excluídos 2012
- Congresso Teológico "20 anos do Catecismo da Igreja Católica e Ano da Fé" começa em Curitiba
- "É indispensável tornar público o rosto desfigurado dos Excluídos", afirma dom Walmor sobre Grito dos Excluídos.
Comunidades de todo o país participam do Grito dos Excluídos 2012
O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo. È um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. Trata-se de uma mobilização dos movimentos sociais, com o apoio da Igreja no Brasil, que visa denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social.A manifestação deseja tornar público, nas ruas do país, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome, além de propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos.O Grito se define como um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira. Não é um movimento nem uma campanha, mas um espaço de participação livre e popular, em que os próprios excluídos, junto com os movimentos e entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças.As atividades são as mais variadas: atos públicos, romarias, celebrações especiais, seminários e cursos de reflexão, blocos na rua, caminhadas, teatro, música, dança, feiras de economia solidária, acampamentos e se estendem por todo o território nacional.Em 2012, o tema do Grito é "Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda população!", em sintonia com a 5ª Semana Social Brasileira.
Congresso Teológico "20 anos do Catecismo da Igreja Católica e Ano da Fé" começa em Curitiba
O Congresso Teológico Nacional 20 anos do Catecismo da Igreja Católica (CIC) e Ano da Fé acontece entre os dias 7 e 9 de setembro, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná campus Curitiba (PR). Cerca de 200 pessoas participam do evento, que conta com importantes nomes do cenário teológico do Brasil e também com a presença do secretário da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, dom Luis Francisco Ladaria Ferrer. "O Catecismo é um dos documentos insubstituíveis para o processo de catequese, um precioso dom para a Igreja. É um referencial seguro para formação e aprofundamento da fé hoje e um dos grandes frutos do Concílio Vaticano II", ressaltou o presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida (SP), cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, na abertura do evento.Além de dom Damasceno, também participaram da mesa de abertura do congresso o arcebispo de Curitiba, dom Moacyr Vitti; o reitor da PUC campus Curitiba (PR), irmão Clemente Juliatto; bem como os presidentes de duas das três Comissões Episcopais da CNBB envolvidas na preparação do evento: para a Animação Bíblico-Catequética, dom Jacinto Bergmann; para a Doutrina da Fé, dom Sérgio da Rocha. Apenas o presidente da Comissão para a Educação e Cultura, dom Joaquim Giovanni Mol, não pôde estar presente, devido a outros compromissos.
Paralelo às celebrações oficiais do dia da Independência do Brasil, o 7 de setembro também tem a marca da manifestação da 18ª edição do Grito dos Excluídos. Em diversas cidades do país, a Igreja no Brasil e movimentos sociais realizam diversas atividades em torno do lema "Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda população!", e do tema "Vida em primeiro lugar". Para o arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira Azevedo, em artigo publicado no site da CNBB, a manifestação do Grito dos Excluídos é carregada de simbolismo, pois congrega a sociedade em torno da solidariedade para com os excluídos. "Ninguém, fiel à sua cidadania, e na mais lúcida compreensão, pode permitir-se não fazer coro com a sociedade para fortalecer a exigência de um Estado a serviço da Nação". Na avaliação de dom Walmor, a manifestação de hoje atende ao chamado profético e indispensável de "tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome". A temática desta edição do Grito dos Excluídos está em sintonia com a proposta da 5ª Semana Social Brasileira, que avalia o Estado que temos hoje no Brasil. Para o bispo de Jales (SP), dom Demétrio Valentini, o Estado brasileiro possui três características: é patrimonialista, clientelista e desenvolvimentista. "Partindo destas breves constatações, nos damos conta como precisamos, sempre de novo, conferir como deveríamos controlar o Estado, para que esteja de fato a serviço de toda a população", recomenda. Em Macapá (AP), uma caminhada pela zona sul da capital com destino ao Marco Zero da cidade deve reunir milhares de pessoas. Durante as sete paradas da caminhada, haverá reflexões sobre temas como violência e combate a corrupção eleitoral. A manifestação termina com a palavra do bispo diocesano, dom Pedro José Conti. Na cidade de Aparecida (SP), o Santuário Nacional da Padroeira do Brasil recebe hoje a 25ª Romaria Nacional dos Trabalhadores e o 18º Grito dos Excluídos. A romaria participa da missa das 10h30, presidida por dom Antonio Celso de Queiroz, bispo emérito de Catanduva (SP). Na capital federal, logo após o desfile oficial na Esplanada dos Ministérios, a programação do Grito dos Excluídos começa na Torre de TV. Ao mesmo tempo, diante do Museu Nacional, parte a 4ª Marcha Brasil Contra a Corrupção, em direção à Praça dos Três Poderes. A organização é do Movimento Brasil contra a Corrupção, de Brasília (DF), com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil.
Assessoria de Imprensa da CNBB
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