quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 06/09/2012

REFLEXÃO

Um dos elementos mais importantes do cristianismo é a vida comunitária. Para quem é cristão, não existe lugar para o individualismo. Jesus nos mostra isso quando não realiza sozinho a sua missão, mas chama os apóstolos para participarem ativamente dela. Para o apostolado, Jesus não chama os melhores do ponto de vista da economia, da sociedade ou mesmo os mais santos; Jesus chama a todos, sem fazer qualquer tipo de distinção entre as pessoas. Assim, nos mostra que na atuação pastoral, devemos nos preocupar não simplesmente em fazer o trabalho, mas sim em envolver todas as pessoas, para que a atuação pastoral seja comunitária e revele este importante valor do Evangelho.

COMEMORAÇÕES

Nascimento

  • Dom Bernardino Marchió, Bispo de Caruaru - PE
  • Dom Francesco Biasin, Bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda - RJ
  • Dom Jaime Spengler, OFM, Bispo Auxiliar de Porto Alegre - RS

Ordenação Presbiteral

  • Dom Valdemir Ferreira dos Santos, Bispo de Floriano - PI
NOTÍCIAS

MCCE, CNBB e OAB intensificam fiscalização no cumprimento da Ficha Limpa

Em reunião realizada na última quarta-feira, 5 de setembro, na sede da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, na CNBB, a diretoria do Movimento Contra a Corrupção Eleitoral (MCCE) decidiram criar mais uma mobilização em favor da Lei da Ficha Limpa (LC 135/10). Estavam presentes os representantes do MCCE, Jovita Rosa e Márlon Reis; o Secretário-Geral da CNBB, dom Leonardo Steiner; Ophir Cavalcante, presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); e representantes de entidades da rede MCCE.Durante o encontro, Dom Leonardo ressaltou a importância do Movimento no acompanhamento dos processos e das decisões judiciais envolvendo a Ficha Limpa. "É preciso que busquemos apoio junto ao Ministério Público, ao TSE, que acompanhemos tudo sobre a Ficha Limpa e que nos manifestemos em seu favor", ponderou o Bispo.Ophir sugeriu uma melhor avaliação da aplicação da Lei para estas eleições, principalmente pela importância de se ter uma maior clareza e visibilidade à discussão do tema. Márlon propôs a criação de um dia de avaliação da aplicação da Lei em todos os estados: "Estamos atentos à aplicação da Lei e realizaremos, em um dia pré-determinado, um balanço nacional da Ficha Limpa".

CNBB lança no TSE campanha "Voto Consciente"

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou na manhã de hoje, 06 de setembro, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF), a campanha "Voto Consciente". Estiveram presentes no auditório 2 do TSE a ministra-presidente do Tribunal, Cármen Lúcia Antunes Rocha e o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.

Produzida em parceria com o Núcleo de Estudos Sociopolíticos (NESP) da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), a campanha Voto Consciente conta com vídeos, spots para rádios e texto com orientações para o voto consciente/cidadão e pelo voto limpo.

"Com esta iniciativa, a CNBB faz valer a tradição de sempre dar sua contribuição nas campanhas eleitorais com orientações aos seus fieis e todos os cidadãos, firmadas na ética e na cidadania à luz do Evangelho. A CNBB sempre se preocupou com o voto consciente e se preocupou também com as pessoas que estão à frente das nossas cidades, estado e municípios, para que pensem o bem comum. Então, poder participar de uma campanha como esta, junto com o TSE, é uma satisfação para a entidade. O nosso objetivo é poder ajudar a eleger, homens e mulheres, que pensem no bem da comunidade, das pessoas e, especialmente, dos mais pobres", disse dom Leonardo no ato de lançamento.

A ministra-presidente do TSE também destacou a importância histórica da CNBB na luta pelo voto cidadão. "Gostaria de parabenizar a CNBB, em nome do Tribunal Superior Eleitoral, pois a entidade cumpre um papel histórico no Brasil no sentido de fazer com que a cidadania seja respeitada e que ela se respeite, e para isso é preciso que sua participação seja coerente com que ela espera do outro, que cada um cumpra seu papel. Por isso me sinto muito honrada, representando o TSE, de estar junto com a CNBB nesta caminhada, que é uma caminhada por um Brasil em que cada um assuma a responsabilidade com a sua história e, principalmente, com a história que é de todos".

Citando a Lei Complementar nº 135/2010, mais conhecida com lei da Ficha Limpa, a ministra destacou sua importância social, e não apenas a questão jurídica em si. "É muito importante que a lei da Ficha Limpa se torne efetiva do ponto de vista social, e não do ponto de vista apenas formal e jurídico. E aí, só cada cidadão pode fazer isso, ou seja, na hora que ele escolhe bem o candidato, sabe quem ele está escolhendo e porque ele está escolhendo, o cidadão se torna coresponsável pela administração da cidade", ressaltou.

No site da CNBB há um espaço com todo o material produzido pelo NESP e que está à disposição. Acesse www.cnbb.org.br e assista aos vídeos, leia os textos e ouça os spots.

Na quarta-feira, 5 de setembro, o TSE deu início à segunda fase da campanha Voto Limpo, que desde o dia 21 de agosto está sendo veiculada no rádio e na televisão. O objetivo é conscientizar o eleitor sobre a importância de sua participação nas eleições e evitar a troca de votos por vantagens indevidas.


Situação das emergências de hospitais públicos é discutida na CNBB

Situação das emergências de hospitais públicos é discutida na CNBB Na tarde do dia 05 de setembro, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promoveu um encontro para tratar da saúde pública. A reunião aconteceu na sede da Conferência, em Brasília (DF), e contou com presença de representantes do Observatório da Saúde do Distrito Federal, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), e outras entidades que elaboraram o documento 'Ação Conjunta de Fiscalização nos Hospitais Públicos do Distrito Federal – Emergências' de avaliação das emergências dos hospitais públicos do Distrito Federal. No documento é expresso que para melhorar as condições de atendimento nas emergências dos hospitais públicos, é necessário trabalhar o chamado 'nível primário de atenção' ou 'atenção primária à saúde'. Este nível se caracteriza como a primeira atenção que a população recebe, e compreende-se como ações de promoção da saúde, prevenção de doenças, ou agravos em doenças pré-existentes. Sendo os responsáveis pelo atendimento deste nível os postos de saúde e Unidades Básicas de Saúde. O médico cardiologista, membro da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) e coordenador do Observatório de Saúde do Distrito Federal, doutor Geniberto Paiva Campos, explica a importância do 'nível primário de atenção'. "Uma pessoa de determinada comunidade que vai à unidade de saúde de sua região e não encontra o atendimento que necessita, como única alternativa, recorre às emergências dos hospitais públicos", ilustrou. A política do 'nível de atenção primária' é apresentada como uma estratégia voltada para responder de forma regionalizada, integrando médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e, principalmente, agentes comunitários, à população. Para o coordenador, se todos esses profissionais cuidarem de forma adequada dessa população, "as emergências passarão a ser exatamente aquilo que devem ser, emergências". A ideia é humanizar a relação do morador com os profissionais de saúde da comunidade. "Em uma pequena cidade, de 25 mil habitantes, vamos supor, naquela região, as pessoas da saúde passam a interagir efetivamente com a população. O morador vai saber o nome do médico que cuida da família, da enfermeira, da psicóloga, e do mais importante de todos: o agente comunitário de saúde", exemplificou. "Se as pessoas não tem acesso à atenção primária elas recorrem aos hospitais, sem a menor necessidade. Na realidade, essas emergências não estão atuando, obrigatoriamente como emergência, e sim como ambulatórios. A atenção primária é esse atendimento comunitário, que 'desafogaria' os pronto-socorros dos hospitais", esclarece o cardiologista. O tema central da reunião é essa questão das emergências, com o foco na questão básica. Doutor Geniberto ainda afirma que não bastam investimentos em mais equipamentos para a emergência, ou comprar mais macas hospitalares, se não houver a atenção primária. "Trabalhar com o foco nas emergências é trabalhar no efeito, não na causa. Não adianta", enfatiza. Para representantes das organizações presentes na reunião, a solução para os pronto-socorros hospitalares, são as ações preventivas e curativas, bem como a atenção a indivíduos, voltadas às suas comunidades. "As pessoas estão utilizando hospitais de alta complexidade na atenção básica, esse é o ponto. Ou melhora a atenção básica, ou vamos ter sempre os pronto-socorros lotados, pessoas pelos corredores, aquela situação que costumamos ver nas notícias. A atenção primária é basicamente o que vai organizar todo o sistema", credita o médico. Na tarde do dia 05 de setembro, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promoveu um encontro para tratar da saúde pública. A reunião aconteceu na sede da Conferência, em Brasília (DF), e contou com presença de representantes do Observatório da Saúde do Distrito Federal, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), e outras entidades que elaboraram o documento 'Ação Conjunta de Fiscalização nos Hospitais Públicos do Distrito Federal – Emergências' de avaliação das emergências dos hospitais públicos do Distrito Federal. No documento é expresso que para melhorar as condições de atendimento nas emergências dos hospitais públicos, é necessário trabalhar o chamado 'nível primário de atenção' ou 'atenção primária à saúde'. Este nível se caracteriza como a primeira atenção que a população recebe, e compreende-se como ações de promoção da saúde, prevenção de doenças, ou agravos em doenças pré-existentes. Sendo os responsáveis pelo atendimento deste nível os postos de saúde e Unidades Básicas de Saúde. O médico cardiologista, membro da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) e coordenador do Observatório de Saúde do Distrito Federal, doutor Geniberto Paiva Campos, explica a importância do 'nível primário de atenção'. "Uma pessoa de determinada comunidade que vai à unidade de saúde de sua região e não encontra o atendimento que necessita, como única alternativa, recorre às emergências dos hospitais públicos", ilustrou. A política do 'nível de atenção primária' é apresentada como uma estratégia voltada para responder de forma regionalizada, integrando médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e, principalmente, agentes comunitários, à população. Para o coordenador, se todos esses profissionais cuidarem de forma adequada dessa população, "as emergências passarão a ser exatamente aquilo que devem ser, emergências". A ideia é humanizar a relação do morador com os profissionais de saúde da comunidade. "Em uma pequena cidade, de 25 mil habitantes, vamos supor, naquela região, as pessoas da saúde passam a interagir efetivamente com a população. O morador vai saber o nome do médico que cuida da família, da enfermeira, da psicóloga, e do mais importante de todos: o agente comunitário de saúde", exemplificou. "Se as pessoas não tem acesso à atenção primária elas recorrem aos hospitais, sem a menor necessidade. Na realidade, essas emergências não estão atuando, obrigatoriamente como emergência, e sim como ambulatórios. A atenção primária é esse atendimento comunitário, que 'desafogaria' os pronto-socorros dos hospitais", esclarece o cardiologista. O tema central da reunião é essa questão das emergências, com o foco na questão básica. Doutor Geniberto ainda afirma que não bastam investimentos em mais equipamentos para a emergência, ou comprar mais macas hospitalares, se não houver a atenção primária. "Trabalhar com o foco nas emergências é trabalhar no efeito, não na causa. Não adianta", enfatiza. Para representantes das organizações presentes na reunião, a solução para os pronto-socorros hospitalares, são as ações preventivas e curativas, bem como a atenção a indivíduos, voltadas às suas comunidades. "As pessoas estão utilizando hospitais de alta complexidade na atenção básica, esse é o ponto. Ou melhora a atenção básica, ou vamos ter sempre os pronto-socorros lotados, pessoas pelos corredores, aquela situação que costumamos ver nas notícias. A atenção primária é basicamente o que vai organizar todo o sistema", credita o médico.

Congresso celebra 20 anos do Catecismo no Brasil e o Ano da Fé

Congresso celebra 20 anos do Catecismo no Brasil e o Ano da Fé Com o objetivo de prestar um serviço à igreja na Brasil, três Comissões Episcopais Pastorais da Conferência nacional dos Bispos do Brasil estão organizando em conjunto um Congresso sobre os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica e o Ano da Fé. O evento será realizado entre os dias 7 e 9 de setembro na Pontifícia Universidade católica do Paraná (PUC-PR), em Curitiba. O congresso é uma iniciativa da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, e Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação. O evento será assessorado por um grupo expressivo de teólogos e teólogas brasileiros. O evento ainda contará com a presença do arcebispo secretário da Congregação para Doutrina da Fé, dom Luis Francisco Ladaria, que, junto ao Vaticano, também atua como consultor de dois importantes dicastérios: a Congregação para os Bispos e o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O secretário dará três conferências: O Catecismo da Igreja Católica história, atualidade e perspectivas; Ano da Fé: motivações, proposta e perspectiva; e fará uma última conferência final, onde fará considerações finais. Além de dom Ladaria, outros conferencistas também farão exposições sobre o Catecismo e o Ano da Fé. As conferencias serão realizadas durante as manhãs, em um auditório da PUC-PR que funcionara como plenário do Congresso. Nas tardes dos dias 07 e 08, haverá quatro blocos temáticos, com duas conferências em cada um e, em seguida, haverá um tempo para intervenções e questionamentos. O Ano da Fé Por meio da carta Porta Fidei, o papa Bento XVI proclamou o Ano Da fé para o período de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013. Na data que marca o início do Ano da Fé, comemora-se 50 anos de abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II e 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. Nessa ocasião estará sendo realizada a 13ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, cujo tema é: A nova evangelização para a transmissão da fé cristã. O Ano da Fé tem por objetivo intensificar a reflexão sobre a fé, sua celebração e testemunho, aumentando a alegria de crer e o compromisso de evangelizar (cf. PF, 9). "É precisamente nesta linha que o Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da Fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica" (PF, 11). Com o objetivo de prestar um serviço à igreja na Brasil, três Comissões Episcopais Pastorais da Conferência nacional dos Bispos do Brasil estão organizando em conjunto um Congresso sobre os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica e o Ano da Fé. O evento será realizado entre os dias 7 e 9 de setembro na Pontifícia Universidade católica do Paraná (PUC-PR), em Curitiba. O congresso é uma iniciativa da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, e Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação. O evento será assessorado por um grupo expressivo de teólogos e teólogas brasileiros. O evento ainda contará com a presença do arcebispo secretário da Congregação para Doutrina da Fé, dom Luis Francisco Ladaria, que, junto ao Vaticano, também atua como consultor de dois importantes dicastérios: a Congregação para os Bispos e o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O secretário dará três conferências: O Catecismo da Igreja Católica história, atualidade e perspectivas; Ano da Fé: motivações, proposta e perspectiva; e fará uma última conferência final, onde fará considerações finais. Além de dom Ladaria, outros conferencistas também farão exposições sobre o Catecismo e o Ano da Fé. As conferencias serão realizadas durante as manhãs, em um auditório da PUC-PR que funcionara como plenário do Congresso. Nas tardes dos dias 07 e 08, haverá quatro blocos temáticos, com duas conferências em cada um e, em seguida, haverá um tempo para intervenções e questionamentos. O Ano da Fé Por meio da carta Porta Fidei, o papa Bento XVI proclamou o Ano Da fé para o período de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013. Na data que marca o início do Ano da Fé, comemora-se 50 anos de abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II e 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. Nessa ocasião estará sendo realizada a 13ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, cujo tema é: A nova evangelização para a transmissão da fé cristã. O Ano da Fé tem por objetivo intensificar a reflexão sobre a fé, sua celebração e testemunho, aumentando a alegria de crer e o compromisso de evangelizar (cf. PF, 9). "É precisamente nesta linha que o Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da Fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica" (PF, 11).

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