sexta-feira, 3 de junho de 2011

Notícias do site Zenit e da RAdio Vaticano

Espanha: Dom Pérez condena "infracultura da morte"
Frente à iminente abertura do primeiro centro de abortos em Navarra

PAMPLONA, quinta-feira, 2 de junho de 2011 (ZENIT.org) - O arcebispo de Pamplona-Tudela, Dom Francisco Pérez, convidou a condenar a "infracultura da morte", frente à abertura do primeiro centro de abortos em Navarra, prevista para depois deste verão boreal na localidade de Ansoáin.

Questionado sobre a atuação adequada dos cristãos diante da primeira solicitude de abertura de uma clínica privada de abortos na comunidade, o prelado apelou a "conscientizar as pessoas de que o aborto procurado é, em sua própria natureza, um crime" e de que aqueles que o realizam e colaboram com ele "nunca terão paz".

Também convidou, em declarações à agência SIC, a pedir "ao Senhor da Vida que fortaleça as mulheres que tenham intenção de abortar e não cometam o terrível crime do aborto", assim como apoiar a cultura da vida.

Abaixo-assinado

Segundo o pequeno grupo juvenil "Alerta Navarra", que, no prazo de um mês, recolheu 7.845 assinaturas contra a abertura deste centro, o Departamento de Saúde do governo de Navarra concedeu a autorização administrativa ao ginecologista José Miguel Gurrea Bilbao para instalar a clínica em sua empresa, Cannaregio, S. L.

Agora só falta a autorização da prefeitura de Ansoáin; em 24 de junho termina o prazo para apresentar alegações e "Alerta Navarra" continua coletando assinaturas em seu blog, http://alertanavarra.wordpress.com, tentando impedir o que considera um "gigantesco latrocínio".

Até agora, o governo de Navarra subvenciona os abortos das mulheres dessa comunidade autônoma transferindo-as a outras províncias.

Desvio intelectual

O arcebispo Pérez afirmou que "nunca e por nenhum conceito ou motivo se pode admitir o aborto voluntário".

Destacou que "as leis que vão contra a vida são inumanas" e que "ninguém tem direito de cometer um crime e menos ainda o aborto, que consiste em matar uma pessoa indefesa".

Reconheceu que a estendida ideia de que "para ser progressista é preciso ser abortista" mostra que "já não existe somente a corrupção moral, com as leis que vão contra a cultura da vida, mas também malversação intelectual".

Referiu-se ao Magistério da Igreja sobre esta questão, recordando que, tanto o Concílio Vaticano II como o Catecismo da Igreja Católica afirmam que a vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta desde o momento da concepção.

E acrescentou que "o Catecismo nos recorda que a cooperação formal (de todos os que colaboram) em um aborto constitui uma falta grave".

"A Igreja sanciona com pena canônica de excomunhão este delito contra a vida humana", recordou.

E destacou que, com isso, a Igreja manifesta "a gravidade do crime cometido, o dano irreparável causado ao inocente a quem se dá morte, aos seus pais e a toda a sociedade".

Finalmente, indicou que a Igreja oferece apoio e companhia de profissionais que podem ajudar as gestantes em situação de risco a seguir adiante com sua gravidez e apoiá-las em tudo aquilo de que precisam.

Em concreto, recordou que em Pamplona existe o centro COSPLAN e concluiu que o ser humano é "mero administrador" da vida, "mas não possuidor dela".

 

URUGUAI, BRASIL E ARGENTINA: DROGAS E FRONTEIRA EM DEBATE

◊   Rivera, 02 jun (RV) – Encerra-se hoje, em Rivera, cidade uruguaia que faz fronteira com Brasil, o 26º Encontro das dioceses de fronteira. O tema deste ano foi a problemática das drogas nas divisas entre Uruguai, Brasil e Argentina. O evento foi organizado pela diocese de Tacuarembó.
Da missa de abertura participaram também autoridades locais e membros da Comissão Nacional para as Drogas. Presentes nos trabalhos ainda cinco bispos e delegações da Argentina, Brasil e Uruguai.

Tendo em conta a realidade do MERCOSUL (Mercado Comum do Sul, constituído por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai) e a permeabilidade dos lugares de fronteira, os participantes debateram as questões geográficas das divisas desses três países. É sabido que essas regiões são mais suscetíveis ao tráfico e, por tanto, o compromisso assumido foi o de resolver os problemas mais urgentes que tangem a questão.

Esses encontros tiveram início em dezembro de 1991, na cidade de Bela Union, no Uruguai, por iniciativa de dois sacerdotes, Pe. Francisco Barbosa e Pe. Augusto, este vigário pastoral da diocese de Uruguaiana (Brasil).

Rivera faz fronteira com a vizinha Santana do Livramento, no extremo sul do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, e constitui uma conurbação binacional, denominada Fronteira da Paz. (ED)

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